Dissertações/Teses

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2021
Dissertações
1
  • HELIO NOBERTO DE ARAÚJO JÚNIOR
  • DESENVOLVIMENTO PRÉ-NATAL PÓS-IMPLANTACIONAL DE CATETOS (Pecari tajacu Linnaeus, 1758)

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • GLEIDSON BENEVIDES DE OLIVEIRA
  • Data: 26/02/2021

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  • Dada a importância das informações sobre o desenvolvimento intrauterino em tayassuídeos, objetivou-se descrever a morfologia externa de conceptos de catetos criados em cativeiro. Foram utilizados dois conceptos para cada idade gestacional e recém nascidos. No primeiro terço gestacional, têm-se acentuada curvatura corporal, vesículas encefálicas, somitos, órgãos internos, placóide do cristalino, saliência auricular, brotos dos membros. Aos 25 dias pós-cópula (dpc), os embriões apresentam comprimento crown-rump (CR) de (10,20 ± 0,85mm), pesando (0,16 ± 0,02g); aos 30 dpc CR (13,78 ± 0,08mm), pesando (0,36 ± 0,02g); e aos 40 dpc CR (22,12 ± 0,04mm), pesando (1,37 ± 0,02g). No segundo terço gestacional, os fetos perdem a curvatura corporal, com maior definição anatômica, como: formação do esqueleto, pavilhão auricular externo, narinas, pálpebras, pelos táteis, fechamento das suturas cranianas. Além disso, aos 50 dpc visualizou-se a glândula odorífera dorsal e diferenciação do tubérculo genital, com CR (59,66 ± 0,66mm), pesando (12,36 ± 0,79g); aos 60 dpc, CR (80,12 ± 4,12mm), pesando (32,74 ± 2,27g); aos 70 dpc, CR (110,40 ± 1,23mm), pesando (83,79 ± 3,20g); aos 80 dpc, CR (137,01±2,06mm), pesando (187,69 ± 17,20g); e aos 90 dpc, CR (150,80 ± 4,24mm), pesando (211,02±10,11g). No terço final da gestação, os órgãos encontram-se completamente formados, com escurecimento da pele, abertura das pálpebras, erupção dentária, desenvolvimento da glândula odorífera dorsal, órgãos sexuais externos, e anexos fâneros. Aos 100 dpc apresenta CR (156,75 ± 2,33mm), pesando (257,63 ± 1,65g); e aos 120 dpc CR (209,65±18,03mm), pesando (399,40 ± 48,79g). Já os neonatos apresentavam CR (266,10±6,22mm), pesando (913,05 ± 10,82g). Os dados permitiram determinar a curva de crescimento pré-natal, fornecendo informações para anatomia comparada entre ungulados, contribuindo ainda com o manejo reprodutivo racional, que agreguem biotecnologias reprodutivas na espécie.


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  • Dada a importância das informações sobre o desenvolvimento intrauterino em tayassuídeos, objetivou-se descrever a morfologia externa de conceptos de catetos criados em cativeiro. Foram utilizados dois conceptos para cada idade gestacional e recém nascidos. No primeiro terço gestacional, têm-se acentuada curvatura corporal, vesículas encefálicas, somitos, órgãos internos, placóide do cristalino, saliência auricular, brotos dos membros. Aos 25 dias pós-cópula (dpc), os embriões apresentam comprimento crown-rump (CR) de (10,20 ± 0,85mm), pesando (0,16 ± 0,02g); aos 30 dpc CR (13,78 ± 0,08mm), pesando (0,36 ± 0,02g); e aos 40 dpc CR (22,12 ± 0,04mm), pesando (1,37 ± 0,02g). No segundo terço gestacional, os fetos perdem a curvatura corporal, com maior definição anatômica, como: formação do esqueleto, pavilhão auricular externo, narinas, pálpebras, pelos táteis, fechamento das suturas cranianas. Além disso, aos 50 dpc visualizou-se a glândula odorífera dorsal e diferenciação do tubérculo genital, com CR (59,66 ± 0,66mm), pesando (12,36 ± 0,79g); aos 60 dpc, CR (80,12 ± 4,12mm), pesando (32,74 ± 2,27g); aos 70 dpc, CR (110,40 ± 1,23mm), pesando (83,79 ± 3,20g); aos 80 dpc, CR (137,01±2,06mm), pesando (187,69 ± 17,20g); e aos 90 dpc, CR (150,80 ± 4,24mm), pesando (211,02±10,11g). No terço final da gestação, os órgãos encontram-se completamente formados, com escurecimento da pele, abertura das pálpebras, erupção dentária, desenvolvimento da glândula odorífera dorsal, órgãos sexuais externos, e anexos fâneros. Aos 100 dpc apresenta CR (156,75 ± 2,33mm), pesando (257,63 ± 1,65g); e aos 120 dpc CR (209,65±18,03mm), pesando (399,40 ± 48,79g). Já os neonatos apresentavam CR (266,10±6,22mm), pesando (913,05 ± 10,82g). Os dados permitiram determinar a curva de crescimento pré-natal, fornecendo informações para anatomia comparada entre ungulados, contribuindo ainda com o manejo reprodutivo racional, que agreguem biotecnologias reprodutivas na espécie.

2
  • JOICE TEIXEIRA SOUZA
  • POTENCIAL DE REVESTIMENTOS COMESTÍVEIS À BASE DE QUITOSANA E EXTRATO DE PRÓPOLIS NA CONSERVAÇÃO DO CAMARÃO BRANCO DO PACÍFICO

  • Orientador : PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • RICARDO HENRIQUE DE LIMA LEITE
  • Data: 26/02/2021

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  • Objetivou-se com esse estudo obter e caracterizar filmes e revestimentos comestíveis à base de quitosana combinada com diferentes concentrações de extrato de própolis verde e vermelha e avaliar o potencial dos revestimentos na qualidade do camarão branco (Litopenaeus vannamei). Os filmes produzidos foram caracterizados quanto suas propriedades ópticas: cor e opacidade; propriedades de barreira: permeabilidade ao vapor de água e solubilidade, propriedades mecânicas: resistência a tração, elongação na ruptura e módulo de elasticidade e microscopia eletrônica de varredura - MEV. A atividade antimicrobiana das soluções filmogênicas foi avaliada frente a cepas padrão de Salmonella typhimurium, Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Para o experimento com camarão resfriado, dividiu-se o camarão em cinco grupos aleatórios: Controle (C); Metabissulfito (MBS); Quitosana (Q); Extrato de própolis verde (EPVD) e Quitosana + extrato de própolis verde (QEPVD) após a aplicação dos tratamentos foi armazenado refrigerado a 4 ± 1 ºC por 12 dias. Para o experimento com camarão congelado, o camarão foi processado e dividido em cinco grupos: Controle (C); Glaciado (G), Quitosana (Q); Quitosana + extrato de própolis verde (QEPVD) e quitosana + extrato de própolis vermelho (QEPVM) após a aplicação dos tratamentos foi armazenado congelado a - 18 ºC por 180 dias. Para avaliar a qualidade do camarão foram realizadas análises físico-químicas: potencial hidrogeniônico – pH, reação as substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico - TBARS, perda de peso por cocção - PPC, capacidade de retenção de água – CRA, textura e cor instrumental e análises microbiológicas durante o período experimental em ambos experimentos e somente no experimento com camarão resfriado foi realizada também a análise de Método Índice de Qualidade - MIQ. De acordo com os dados obtidos foi observada diferença significativa (p < 0,05) nas propriedades de barreira e mecânicas dos filmes e melhores resultados foram encontrados nos filmes com concentrações de 0,25 e 0,12% de extrato de própolis verde e vermelha. A incorporação do extrato de própolis à quitosana proporcionou melhores resultados de atividade antimicrobiana frente às cepas de E. coli e S. aureus. A solução de revestimento de quitosana a 1,5% com 0,25% de extrato de própolis verde e 0,25% de extrato de própolis vermelha foram as escolhidas para continuação do estudo devido aos resultados positivos encontrados nas análises precedentes. No experimento com o camarão resfriado observou-se que as amostras de camarão revestidos com a combinação de quitosana e extrato de própolis demonstraram melhores resultados quanto aos valores de pH, TBARS, textura e inibição do desenvolvimento microbiano e da melanose. Já no experimento com o camarão congelado foi observado inibição do desenvolvimento de microrganismos, estabilidade oxidativa, manutenção do pH e melhores resultados na capacidade de retenção de água e manutenção do peso. A partir dos dados obtidos é possível inferir que houve sinergia entre a quitosana e o extrato de própolis e, portanto, essa combinação apresenta potencial como revestimento comestível e conservante natural para aumentar a qualidade sensorial e a vida útil do camarão branco.


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  • Objetivou-se com esse estudo obter e caracterizar filmes e revestimentos comestíveis à base de quitosana combinada com diferentes concentrações de extrato de própolis verde e vermelha e avaliar o potencial dos revestimentos na qualidade do camarão branco (Litopenaeus vannamei). Os filmes produzidos foram caracterizados quanto suas propriedades ópticas: cor e opacidade; propriedades de barreira: permeabilidade ao vapor de água e solubilidade, propriedades mecânicas: resistência a tração, elongação na ruptura e módulo de elasticidade e microscopia eletrônica de varredura - MEV. A atividade antimicrobiana das soluções filmogênicas foi avaliada frente a cepas padrão de Salmonella typhimurium, Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Para o experimento com camarão resfriado, dividiu-se o camarão em cinco grupos aleatórios: Controle (C); Metabissulfito (MBS); Quitosana (Q); Extrato de própolis verde (EPVD) e Quitosana + extrato de própolis verde (QEPVD) após a aplicação dos tratamentos foi armazenado refrigerado a 4 ± 1 ºC por 12 dias. Para o experimento com camarão congelado, o camarão foi processado e dividido em cinco grupos: Controle (C); Glaciado (G), Quitosana (Q); Quitosana + extrato de própolis verde (QEPVD) e quitosana + extrato de própolis vermelho (QEPVM) após a aplicação dos tratamentos foi armazenado congelado a - 18 ºC por 180 dias. Para avaliar a qualidade do camarão foram realizadas análises físico-químicas: potencial hidrogeniônico – pH, reação as substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico - TBARS, perda de peso por cocção - PPC, capacidade de retenção de água – CRA, textura e cor instrumental e análises microbiológicas durante o período experimental em ambos experimentos e somente no experimento com camarão resfriado foi realizada também a análise de Método Índice de Qualidade - MIQ. De acordo com os dados obtidos foi observada diferença significativa (p < 0,05) nas propriedades de barreira e mecânicas dos filmes e melhores resultados foram encontrados nos filmes com concentrações de 0,25 e 0,12% de extrato de própolis verde e vermelha. A incorporação do extrato de própolis à quitosana proporcionou melhores resultados de atividade antimicrobiana frente às cepas de E. coli e S. aureus. A solução de revestimento de quitosana a 1,5% com 0,25% de extrato de própolis verde e 0,25% de extrato de própolis vermelha foram as escolhidas para continuação do estudo devido aos resultados positivos encontrados nas análises precedentes. No experimento com o camarão resfriado observou-se que as amostras de camarão revestidos com a combinação de quitosana e extrato de própolis demonstraram melhores resultados quanto aos valores de pH, TBARS, textura e inibição do desenvolvimento microbiano e da melanose. Já no experimento com o camarão congelado foi observado inibição do desenvolvimento de microrganismos, estabilidade oxidativa, manutenção do pH e melhores resultados na capacidade de retenção de água e manutenção do peso. A partir dos dados obtidos é possível inferir que houve sinergia entre a quitosana e o extrato de própolis e, portanto, essa combinação apresenta potencial como revestimento comestível e conservante natural para aumentar a qualidade sensorial e a vida útil do camarão branco.

3
  • MARCOS VINÍCIUS DE CASTRO FREIRE
  • Avaliação zootécnica e econômica do cultivo de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) sob diferentes manejos

  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AMBROSIO PAULA BESSA JUNIOR
  • GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • LEONARDO LELIS DE MACEDO COSTA
  • Data: 04/03/2021

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  • Neste trabalho foram avaliados o desempenho zootécnico e a viabilidade econômica da produção de tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus), cultivada sob diferentes estratégias de manejo. O delineamento experimental foi constituído por três tratamentos: sistema de cultivo sem oferta de ração e com fertilização (M1); sistema de cultivo com oferta de ração e com fertilização (M2); Sistema de cultivo com oferta de ração e aplicação de Sulfato de Cálcio (CaSO4) (M3). Avaliou-se desempenho zootécnico dos peixes cultivados, em função do peso médio, da taxa de sobrevivência, fator de conversão alimentar aparente, ganho de peso e biomassa. Para análise econômica utilizou-se a estrutura de custo operacional e indicadores de viabilidade econômica para avaliar a produção. O cultivo sem oferta de ração (M1), gerou prejuízos econômicos em razão dos baixos índices zootécnicos, dos altos custos de produção e lucro negativo, comprovando a importância da ração para o desenvolvimento adequado de O. niloticus. A oferta de ração atrelada a fertilização (M2), foi mais viável economicamente, pois seus índices de Rentabilidade e Lucratividade foram significativamente superiores aos demais tratamentos. Concluímos que cultivos semi-intensivos de O. niloticus que utilizam ração em conjunto com o incremento do alimento natural na coluna d´água dos viveiros, por meio da fertilização dos sistemas de cultivo, pode trazer benefícios econômicos ao produtor e minimizar os custos com a alimentação artificial.


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  • Neste trabalho foram avaliados o desempenho zootécnico e a viabilidade econômica da produção de tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus), cultivada sob diferentes estratégias de manejo. O delineamento experimental foi constituído por três tratamentos: sistema de cultivo sem oferta de ração e com fertilização (M1); sistema de cultivo com oferta de ração e com fertilização (M2); Sistema de cultivo com oferta de ração e aplicação de Sulfato de Cálcio (CaSO4) (M3). Avaliou-se desempenho zootécnico dos peixes cultivados, em função do peso médio, da taxa de sobrevivência, fator de conversão alimentar aparente, ganho de peso e biomassa. Para análise econômica utilizou-se a estrutura de custo operacional e indicadores de viabilidade econômica para avaliar a produção. O cultivo sem oferta de ração (M1), gerou prejuízos econômicos em razão dos baixos índices zootécnicos, dos altos custos de produção e lucro negativo, comprovando a importância da ração para o desenvolvimento adequado de O. niloticus. A oferta de ração atrelada a fertilização (M2), foi mais viável economicamente, pois seus índices de Rentabilidade e Lucratividade foram significativamente superiores aos demais tratamentos. Concluímos que cultivos semi-intensivos de O. niloticus que utilizam ração em conjunto com o incremento do alimento natural na coluna d´água dos viveiros, por meio da fertilização dos sistemas de cultivo, pode trazer benefícios econômicos ao produtor e minimizar os custos com a alimentação artificial.

4
  • EMANUEL LUCAS BEZERRA ROCHA
  • MORFOLOGIA DA GÔNADA DE FILHOTES NATIMORTOS DE TARTARUGA-
    DE-PENTE (Eretmochelys imbricata).

  • Orientador : CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • ANDRE DE MACEDO MEDEIROS
  • Data: 17/03/2021

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  • As alterações climáticas são consideradas uma grande ameaça à biodiversidade global.
    As tartarugas marinhas exibem sua determinação sexual dependente da temperatura,
    portanto consideradas vulneráveis a mudanças nos regimes térmicos. Sendo assim, as
    temperaturas dos ninhos afetam o sexo, a aptidão e a sobrevivência dos filhotes. Dentre
    as espécies que desovam no litoral do Rio Grande do Norte, as tartarugas-de-pente
    (Eretmochely simbricata) são as mais criticamente ameaçadas. Assim, o presente estudo
    tem como objetivo observar se existe dimorfismo sexual em filhotes recém-eclodidos de
    tartaruga-de-pente por meio da caracterização morfológica do das gônadas. Os animais
    foram coletados na praia de Cabo de São Roque, Município de Barra de Maxaranguape.
    Após a coleta, retirou-se o plastrão, onde foi possível a identificação e dissecação do
    complexo gônada-mesonefro (CGM). Em seguida, o CGM foi submetido a análise
    macroscópica, fragmentando e fixado em paraformaldeído a 4% e glutaraldeido a 2,5%
    em tampão fosfato por 24h, seguido de processamento para microscopia de luz e
    microscopia eletrônica de transmissão (TEM), respectivamente. Nos achados
    macroscópicos, verificou-se que as gônadas das fêmeas possuíam um aspecto granuloso,
    cor esbranquiçada translúcida e com forma fusiforme. Já nos machos, as gônadas foram
    identificadas com superfície lisa, com cor branco opaco e formato aproximadamente
    ovoide. Também foi possível observar maior vascularização na superfície das gônadas
    das fêmeas do que nos machos. Na microscopia, foi possível confirmar os sexos dos
    indivíduos, principalmente, pela diferença da estrutura da medula, onde as fêmeas
    possuíam celularidade desorganizada, com presença de ovogônias, lacunas e vasos
    sanguíneos. No entanto, nos machos a medula apresentou um padrão organizacional
    marcado pela presença de túbulos seminíferos e toda sua extensão. No que se refere a
    ultraestrutura, as fêmeas apresentaram um estroma marcado por uma rede de associação
    entre vasos sanguíneos, lacunas, fibroblastos, fibras de colágeno, músculo liso, células
    intersticiais com citoplasma rico em vesículas eletrodensas e células da linha germinativa
    (ovogônias) que apresentavam forma oval ou redonda grandes, com núcleo conspícuo e
    não central, citoplasma abundante. Já nos machos, foi possível observar no interior dos
    túbulos seminíferos, células piramidais com pouca heterocromatina, citoplasma apical
    aproximadamente triangular e basal com um nucléolo evidente característico de célula de
    Sertoli (CS). Junto a lâmina basal identificou-se células pavimentosas com características
    de células mioides (Cm) e no interstício observou-se células com características de função
    endócrina com vesículas eletrodensas em seu interior, padrão semelhante a células de
    Leydig (Ly). As Ly apresentavam núcleo arredondado, heterocromatina distribuída
    irregularmente e um nucléolo proeminente. Concluiu-se que tanto a avaliação
    macroscópica, microscópica e ultraestrutural se mostram técnicas efetivas e de confiança
    para a identificação sexual. Também vale salientar que na ausência das gônadas a análise
    microscópica dos ductos paramesonéfricos e dos apêndices dos ductos representam uma
    alternativa para identificação sexual na espécie em questão.


  • Mostrar Abstract
  • As alterações climáticas são consideradas uma grande ameaça à biodiversidade global.
    As tartarugas marinhas exibem sua determinação sexual dependente da temperatura,
    portanto consideradas vulneráveis a mudanças nos regimes térmicos. Sendo assim, as
    temperaturas dos ninhos afetam o sexo, a aptidão e a sobrevivência dos filhotes. Dentre
    as espécies que desovam no litoral do Rio Grande do Norte, as tartarugas-de-pente
    (Eretmochely simbricata) são as mais criticamente ameaçadas. Assim, o presente estudo
    tem como objetivo observar se existe dimorfismo sexual em filhotes recém-eclodidos de
    tartaruga-de-pente por meio da caracterização morfológica do das gônadas. Os animais
    foram coletados na praia de Cabo de São Roque, Município de Barra de Maxaranguape.
    Após a coleta, retirou-se o plastrão, onde foi possível a identificação e dissecação do
    complexo gônada-mesonefro (CGM). Em seguida, o CGM foi submetido a análise
    macroscópica, fragmentando e fixado em paraformaldeído a 4% e glutaraldeido a 2,5%
    em tampão fosfato por 24h, seguido de processamento para microscopia de luz e
    microscopia eletrônica de transmissão (TEM), respectivamente. Nos achados
    macroscópicos, verificou-se que as gônadas das fêmeas possuíam um aspecto granuloso,
    cor esbranquiçada translúcida e com forma fusiforme. Já nos machos, as gônadas foram
    identificadas com superfície lisa, com cor branco opaco e formato aproximadamente
    ovoide. Também foi possível observar maior vascularização na superfície das gônadas
    das fêmeas do que nos machos. Na microscopia, foi possível confirmar os sexos dos
    indivíduos, principalmente, pela diferença da estrutura da medula, onde as fêmeas
    possuíam celularidade desorganizada, com presença de ovogônias, lacunas e vasos
    sanguíneos. No entanto, nos machos a medula apresentou um padrão organizacional
    marcado pela presença de túbulos seminíferos e toda sua extensão. No que se refere a
    ultraestrutura, as fêmeas apresentaram um estroma marcado por uma rede de associação
    entre vasos sanguíneos, lacunas, fibroblastos, fibras de colágeno, músculo liso, células
    intersticiais com citoplasma rico em vesículas eletrodensas e células da linha germinativa
    (ovogônias) que apresentavam forma oval ou redonda grandes, com núcleo conspícuo e
    não central, citoplasma abundante. Já nos machos, foi possível observar no interior dos
    túbulos seminíferos, células piramidais com pouca heterocromatina, citoplasma apical
    aproximadamente triangular e basal com um nucléolo evidente característico de célula de
    Sertoli (CS). Junto a lâmina basal identificou-se células pavimentosas com características
    de células mioides (Cm) e no interstício observou-se células com características de função
    endócrina com vesículas eletrodensas em seu interior, padrão semelhante a células de
    Leydig (Ly). As Ly apresentavam núcleo arredondado, heterocromatina distribuída
    irregularmente e um nucléolo proeminente. Concluiu-se que tanto a avaliação
    macroscópica, microscópica e ultraestrutural se mostram técnicas efetivas e de confiança
    para a identificação sexual. Também vale salientar que na ausência das gônadas a análise
    microscópica dos ductos paramesonéfricos e dos apêndices dos ductos representam uma
    alternativa para identificação sexual na espécie em questão.

5
  • ERICA LORENNA BATISTA DA SILVA
  • ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO EXTRATO DE GEOPRÓPOLIS DA ABELHA JANDAÍRA Melipona subnitida EM Salmonella sp. ISOLADAS DE CARNE BOVINA E FRANGO

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • CAIO AUGUSTO MARTINS AIRES
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • Data: 25/03/2021

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  • A salmonelose é apontada como a doença maior impacto na saúde pública, sendo um dos principais agravantes, o fato da bactéria sobreviver por longos períodos no meio ambiente. Outra problemática está relacionada ao uso exagerado de fármacos antimicrobianos o que tem tornado a bactéria mais resistente. Diante disso, alternativas aos antibióticos estão sendo propostas, dentre elas podemos citar o uso da própolis, utilizadas na medicina popular desde a antiguidade como agente anti-inflamatorio e antimicrobiano. Diante do exposto, considerando os riscos que esse patógeno representa a saúde dos consumidores, o objetivo do presente trabalho é identificar a presença de Salmonella spp. em carne bovina e de frango comercializadas na Região Oeste Potiguar e delinear o perfil de susceptibilidade das cepas ao extrato de geprópolis da abelha jandaíra comparado aos antimicrobianos de uso clínico. Foram avaliadas 60 amostras, 30 de carne bovina e 30 de frango e obteve-se como resultado um total de 18 (30%) positivas para Salmonella sp. sendo 6 (10%) de carne e 12 (20%) de frango. Os testes de foi feito por meio de disco-difusão Nos antibióticos de uso clínico os resultados demostraram um índice de resistência de 72% (13/18) a ampicilina, 11% (2/18) a sulfametoxazol/trimetropim, cefoxitina e amoxicilina/ácido clavulânico e 6% (1/18) a cefotaxima. O estudo revelou ainda que as propriedades presentes no geoprópolis extraído da abelha jandaíra é uma alternativa eficiente nas três diluições testadas (100%, 75% e 50%), sendo a diluição de 50% a mais eficaz, apresentando-se como uma opção terapêutica no tratamento de patologias humanas de origem bacteriana.


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  • A salmonelose é apontada como a doença maior impacto na saúde pública, sendo um dos principais agravantes, o fato da bactéria sobreviver por longos períodos no meio ambiente. Outra problemática está relacionada ao uso exagerado de fármacos antimicrobianos o que tem tornado a bactéria mais resistente. Diante disso, alternativas aos antibióticos estão sendo propostas, dentre elas podemos citar o uso da própolis, utilizadas na medicina popular desde a antiguidade como agente anti-inflamatorio e antimicrobiano. Diante do exposto, considerando os riscos que esse patógeno representa a saúde dos consumidores, o objetivo do presente trabalho é identificar a presença de Salmonella spp. em carne bovina e de frango comercializadas na Região Oeste Potiguar e delinear o perfil de susceptibilidade das cepas ao extrato de geprópolis da abelha jandaíra comparado aos antimicrobianos de uso clínico. Foram avaliadas 60 amostras, 30 de carne bovina e 30 de frango e obteve-se como resultado um total de 18 (30%) positivas para Salmonella sp. sendo 6 (10%) de carne e 12 (20%) de frango. Os testes de foi feito por meio de disco-difusão Nos antibióticos de uso clínico os resultados demostraram um índice de resistência de 72% (13/18) a ampicilina, 11% (2/18) a sulfametoxazol/trimetropim, cefoxitina e amoxicilina/ácido clavulânico e 6% (1/18) a cefotaxima. O estudo revelou ainda que as propriedades presentes no geoprópolis extraído da abelha jandaíra é uma alternativa eficiente nas três diluições testadas (100%, 75% e 50%), sendo a diluição de 50% a mais eficaz, apresentando-se como uma opção terapêutica no tratamento de patologias humanas de origem bacteriana.

6
  • KEWEN SANTIAGO DA SILVA LUZ
  • PRODUTOS MELIPONÍCOLAS DE ABELHA JANDAÍRA (Melipona subnitida) DO SEMIÁRIDO POTIGUAR.

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • ANA CARLA DIOGENES SUASSUNA BEZERRA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • Data: 30/03/2021

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  • Objetivou-se com este estudo caracterizar o mel, a geoprópolis e o saburá de abelha jandaíra (Melipona subnitida Ducke) da região semiárida do estado do Rio Grande do Norte quanto aos seus parâmetros físico-químicos e microbiológicos, avaliando estratégias para o beneficiamento e preparo destes produtos para comercialização. Foram coletadas amostras de mel, geoprópolis e de saburá (pólen fermentado) de abelha jandaíra de municípios da região semiárida do estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Foram analisadas as características físico-químicas e microbiológicas do material in natura após a coleta. Também foram avaliadas as características do material após processos experimentais de beneficiamento. Para a execução do processo de beneficiamento de cada produto foram seguidas metodologias empregadas pelos meliponicultores. A geoprópolis bruta foi submetida ao processo de extração com álcool de cereais 70 º GL por 30 dias com agitação de 60 segundos a cada 12 horas. Foram avaliados o potencial antimicrobiano e antioxidante dos extratos hidroetanólico da geoprópolis. O mel fresco coletado assepticamente foi submetido ao processo de maturação (fermentação controlada) em fermentador artesanal a 30 ºC ± 1 ºC por 120 dias. Foram avaliados mensalmente os parâmetros físico-químicos e microbiológicos do mel durante o processo de maturação. O saburá in natura foi submetido a análises físico-químicas e microbiológicas com o objetivo de avaliar o potencial e a segurança como alimento. Através dos resultados obtidos foi possível identificar que a geoprópolis da abelha jandaíra é uma excelente fonte de compostos fenólicos com alta atividade antioxidante. Porém, geoprópolis coletadas com teor de argila elevado apresentam menor quantidade de compostos fenólicos e menor atividade antioxidante (p < 0,001). Torna-se imprescindível a criação e aperfeiçoamento de estratégias de manejo que busquem otimizar a produção de geoprópolis de abelha jandaíra. O mel maturado da abelha jandaíra apresentou teor de acidez elevado que ocasionou a inativação do crescimento microbiano e garantiu a qualidade físico-química e microbiológica do produto. O saburá mostrou-se uma fonte formidável de proteínas. Devido ao processo de maturação, o saburá apresentou pH ácido (< 4,5) e acidez elevada (> 300) que garantiram a segurança do alimento para o consumo humano, porém extrapolam os limites estabelecidos pela a legislação brasileira. Os produtos meliponícolas da abelha jandaíra são produtos apropriados ao consumo humano. Mas são necessárias a criação e adaptação de técnicas e normas específicas para que sejam comercializados e comercializados adequadamente.


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  • Objetivou-se com este estudo caracterizar o mel, a geoprópolis e o saburá de abelha jandaíra (Melipona subnitida Ducke) da região semiárida do estado do Rio Grande do Norte quanto aos seus parâmetros físico-químicos e microbiológicos, avaliando estratégias para o beneficiamento e preparo destes produtos para comercialização. Foram coletadas amostras de mel, geoprópolis e de saburá (pólen fermentado) de abelha jandaíra de municípios da região semiárida do estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Foram analisadas as características físico-químicas e microbiológicas do material in natura após a coleta. Também foram avaliadas as características do material após processos experimentais de beneficiamento. Para a execução do processo de beneficiamento de cada produto foram seguidas metodologias empregadas pelos meliponicultores. A geoprópolis bruta foi submetida ao processo de extração com álcool de cereais 70 º GL por 30 dias com agitação de 60 segundos a cada 12 horas. Foram avaliados o potencial antimicrobiano e antioxidante dos extratos hidroetanólico da geoprópolis. O mel fresco coletado assepticamente foi submetido ao processo de maturação (fermentação controlada) em fermentador artesanal a 30 ºC ± 1 ºC por 120 dias. Foram avaliados mensalmente os parâmetros físico-químicos e microbiológicos do mel durante o processo de maturação. O saburá in natura foi submetido a análises físico-químicas e microbiológicas com o objetivo de avaliar o potencial e a segurança como alimento. Através dos resultados obtidos foi possível identificar que a geoprópolis da abelha jandaíra é uma excelente fonte de compostos fenólicos com alta atividade antioxidante. Porém, geoprópolis coletadas com teor de argila elevado apresentam menor quantidade de compostos fenólicos e menor atividade antioxidante (p < 0,001). Torna-se imprescindível a criação e aperfeiçoamento de estratégias de manejo que busquem otimizar a produção de geoprópolis de abelha jandaíra. O mel maturado da abelha jandaíra apresentou teor de acidez elevado que ocasionou a inativação do crescimento microbiano e garantiu a qualidade físico-química e microbiológica do produto. O saburá mostrou-se uma fonte formidável de proteínas. Devido ao processo de maturação, o saburá apresentou pH ácido (< 4,5) e acidez elevada (> 300) que garantiram a segurança do alimento para o consumo humano, porém extrapolam os limites estabelecidos pela a legislação brasileira. Os produtos meliponícolas da abelha jandaíra são produtos apropriados ao consumo humano. Mas são necessárias a criação e adaptação de técnicas e normas específicas para que sejam comercializados e comercializados adequadamente.

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  • ISIS THAMARA DO NASCIMENTO SOUZA
  • RESPOSTAS TERMORREGULADORAS DE OVINOS COM INCLUSÃO DE EXTRATO DE PRÓPOLIS MARROM NA DIETA

  • Orientador : PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEONARDO LELIS DE MACEDO COSTA
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • RENATA NAYHARA DE LIMA
  • Data: 29/04/2021

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  • Objetivou-se com esse estudo avaliar as respostas termorreguladoras de ovinos em confinamento na região do semiárido, quando submetidos a inclusão de extrato etanoico de própolis na dieta. Para isso, foram utilizados doze ovinos machos, sem padrão racial definido (SPRD), recebendo dieta a base de volumoso e concentrado na proporção de 40:60, pesando aproximadamente 22kg, a alimentação foi dividida em duas refeições que foram fornecidas às 08h00min e às 16h00min, sendo permitidas sobras de 10% do total fornecido. Os animais foram divididos em dois tratamentos, T0 - sem inclusão de própolis e T1 - com inclusão de própolis, para o grupo com inclusão de própolis o extrato foi fornecido antes da dieta para que se tivesse a confirmação da ingestão total dos 8ml fornecidos. Os animais foram submetidos a 59 dias de experimento, sendo 14 dias para adaptação e 45 dias para coleta de dados, para observação do desempenho e dos parâmetros fisiológicos os animais foram pesados a cada quinze dias para avaliar o desempenho com base no ganho de peso, obtendo assim o ganho de peso total (GPT) e o ganho de peso diário (GPD), para avaliar a resposta dos cordeiros ao estresse térmico foram aferidos os parâmetros fisiológicos em três momentos, começo, meio e fim do período experimental, iniciando as 7 horas da manhã e finalizando as 17 horas, a cada 120 minutos. Foram observadas a frequência respiratória, temperatura retal, temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do vento e temperatura do globo negro. Foi observado que, para os animais do grupo controle a frequência respiratória diferiu quando a temperatura do ar foi inferior a 28ºC e quando foi superior a 36ºC, enquanto que para o grupo própolis houve diferença apenas quando a TA foi inferior a 28ºC.


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  • Objetivou-se com esse estudo avaliar as respostas termorreguladoras de ovinos em confinamento na região do semiárido, quando submetidos a inclusão de extrato etanoico de própolis na dieta. Para isso, foram utilizados doze ovinos machos, sem padrão racial definido (SPRD), recebendo dieta a base de volumoso e concentrado na proporção de 40:60, pesando aproximadamente 22kg, a alimentação foi dividida em duas refeições que foram fornecidas às 08h00min e às 16h00min, sendo permitidas sobras de 10% do total fornecido. Os animais foram divididos em dois tratamentos, T0 - sem inclusão de própolis e T1 - com inclusão de própolis, para o grupo com inclusão de própolis o extrato foi fornecido antes da dieta para que se tivesse a confirmação da ingestão total dos 8ml fornecidos. Os animais foram submetidos a 59 dias de experimento, sendo 14 dias para adaptação e 45 dias para coleta de dados, para observação do desempenho e dos parâmetros fisiológicos os animais foram pesados a cada quinze dias para avaliar o desempenho com base no ganho de peso, obtendo assim o ganho de peso total (GPT) e o ganho de peso diário (GPD), para avaliar a resposta dos cordeiros ao estresse térmico foram aferidos os parâmetros fisiológicos em três momentos, começo, meio e fim do período experimental, iniciando as 7 horas da manhã e finalizando as 17 horas, a cada 120 minutos. Foram observadas a frequência respiratória, temperatura retal, temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do vento e temperatura do globo negro. Foi observado que, para os animais do grupo controle a frequência respiratória diferiu quando a temperatura do ar foi inferior a 28ºC e quando foi superior a 36ºC, enquanto que para o grupo própolis houve diferença apenas quando a TA foi inferior a 28ºC.

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  • LHARA RICARLIANY MEDEIROS DE OLIVEIRA
  • POTENCIAL ANTIOXIDANTE DOS BIOATIVOS PRESENTES NO ÓLEO ESSENCIAL DE Syzygium aromaticum L. NA MATURAÇÃO IN VITRO DE OÓCITOS BOVINOS

  • Orientador : ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • LUIZ SÉRGIO DE ALMEIDA CAMARGO
  • MARGOT ALVES NUNES DODE
  • Data: 21/05/2021

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  • O óleo essencial de Syzygium aromaticum (OESA) possui comprovada atividade antioxidante. Contudo, por seus bioativos serem de diferentes constituições, é necessária a aplicação de estudos bioguiados para denotar o maior potencial antioxidante do OESA, bem como determinar a concentração ideal. Assim, considerando que a produção in vitro de embriões (PIVE) em bovinos apresenta eficiência variável em virtude das condições de estresse oxidativo, a suplementação do meio com esses compostos pode ser uma alternativa para otimizar a técnica. Portanto, o objetivo foi avaliar o potencial antioxidante dos bioativos isolados do OESA em oócitos bovinos, sobre a maturação nuclear e citoplasmática, viabilidade das células do cumulus, níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs), níveis de glutationa intracelular (GSH), potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm), desenvolvimento embrionário partenogenético (Etapa 1); e diferentes concentrações do bioativo definido na primeira etapa sobre os mesmos parâmetros (Etapa 2). Para tanto, oócitos foram maturados nas seguintes suplementações: OESA20 (20 μg/mL OESA), EUG (83 μM eugenol), β-CA (19 μM β-cariofileno), ACT (12 μM acetato de eugenila), CIS (100 μM cisteamina) e controle (sem antioxidante) para a Etapa 1; e eugenol E83 (83 μM eugenol), E100 (100 μM eugenol), E120 (120 μM eugenol), controle positivo (100 μM cisteamina) e controle negativo (sem antioxidante) para Etapa 2. Na etapa 1, todos os antioxidantes foram superiores ao controle nas taxas de metáfase II (MII, P < 0,05). Contudo, EUG, OESA20 e CIS aumentaram as taxas de extrusão do primeiro corpúsculo polar (1CP, P < 0,05). Além disso, EUG apresentou taxas de expansão e viabilidade das células do cumulus superiores aos demais grupos (P < 0,05). As taxas de maturação citoplasmática por distribuição mitocondrial foram maiores nos grupos EUG e ACT, e para os padrões de agregação mitocondrial se destacaram EUG, ACT e CIS (P < 0,05). Os níveis de EROs foram reduzidos e os de GSH aumentaram com o EUG e CIS (P < 0,05). Ainda, todos os grupos mostraram menores níveis de ΔΨm comparado ao grupo controle e β-CA (P < 0,05). EUG, OESA20 e CIS promoveram maiores taxas de clivagem e qualidade embrionária, mas o EUG promoveu uma maior taxa de blastocistos e estruturas com ≥ 8 células (P < 0,05). Apesar da ação dos demais bioativos serem positivas, o eugenol promoveu a maior atividade e foi usado na etapa seguinte. Na etapa 2, as taxas de MII foram superiores para E83 quando comparados aos demais grupos (P < 0,05). E83, E120 e o controle positivo aumentaram as taxas de 1CP (P < 0,05). E83 e controle positivo resultaram em expansão e viabilidade de células cumulus superiores (P < 0,05). A maturação citoplasmática não diferiu entre os grupos com antioxidantes, mas, a agregação mitocondrial se destacou em E83 e controle positivo (P < 0,05). Um ΔΨm menor foi mostrado nos grupos suplementados com antioxidantes (P < 0,05). Os níveis de EROs reduziram com os grupos E83 e controle positivo, e os de GSH aumentaram com esses e o E120 (P < 0,05). A taxa de clivagem e o número de blastocistos eclodidos foi maior em E83, assim como a qualidade embrionária (P < 0,05). Em conclusão, apesar do β-CA e ACT terem efeitos antioxidantes, 83 μM de eugenol adicionado aos meios de MIV foi a mais interessante alternativa entre os bioativos para a manutenção da qualidade de oócitos bovinos, bem como promover o aumento do subsequente desenvolvimento embrionário.


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  • O óleo essencial de Syzygium aromaticum (OESA) possui comprovada atividade antioxidante. Contudo, por seus bioativos serem de diferentes constituições, é necessária a aplicação de estudos bioguiados para denotar o maior potencial antioxidante do OESA, bem como determinar a concentração ideal. Assim, considerando que a produção in vitro de embriões (PIVE) em bovinos apresenta eficiência variável em virtude das condições de estresse oxidativo, a suplementação do meio com esses compostos pode ser uma alternativa para otimizar a técnica. Portanto, o objetivo foi avaliar o potencial antioxidante dos bioativos isolados do OESA em oócitos bovinos, sobre a maturação nuclear e citoplasmática, viabilidade das células do cumulus, níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs), níveis de glutationa intracelular (GSH), potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm), desenvolvimento embrionário partenogenético (Etapa 1); e diferentes concentrações do bioativo definido na primeira etapa sobre os mesmos parâmetros (Etapa 2). Para tanto, oócitos foram maturados nas seguintes suplementações: OESA20 (20 μg/mL OESA), EUG (83 μM eugenol), β-CA (19 μM β-cariofileno), ACT (12 μM acetato de eugenila), CIS (100 μM cisteamina) e controle (sem antioxidante) para a Etapa 1; e eugenol E83 (83 μM eugenol), E100 (100 μM eugenol), E120 (120 μM eugenol), controle positivo (100 μM cisteamina) e controle negativo (sem antioxidante) para Etapa 2. Na etapa 1, todos os antioxidantes foram superiores ao controle nas taxas de metáfase II (MII, P < 0,05). Contudo, EUG, OESA20 e CIS aumentaram as taxas de extrusão do primeiro corpúsculo polar (1CP, P < 0,05). Além disso, EUG apresentou taxas de expansão e viabilidade das células do cumulus superiores aos demais grupos (P < 0,05). As taxas de maturação citoplasmática por distribuição mitocondrial foram maiores nos grupos EUG e ACT, e para os padrões de agregação mitocondrial se destacaram EUG, ACT e CIS (P < 0,05). Os níveis de EROs foram reduzidos e os de GSH aumentaram com o EUG e CIS (P < 0,05). Ainda, todos os grupos mostraram menores níveis de ΔΨm comparado ao grupo controle e β-CA (P < 0,05). EUG, OESA20 e CIS promoveram maiores taxas de clivagem e qualidade embrionária, mas o EUG promoveu uma maior taxa de blastocistos e estruturas com ≥ 8 células (P < 0,05). Apesar da ação dos demais bioativos serem positivas, o eugenol promoveu a maior atividade e foi usado na etapa seguinte. Na etapa 2, as taxas de MII foram superiores para E83 quando comparados aos demais grupos (P < 0,05). E83, E120 e o controle positivo aumentaram as taxas de 1CP (P < 0,05). E83 e controle positivo resultaram em expansão e viabilidade de células cumulus superiores (P < 0,05). A maturação citoplasmática não diferiu entre os grupos com antioxidantes, mas, a agregação mitocondrial se destacou em E83 e controle positivo (P < 0,05). Um ΔΨm menor foi mostrado nos grupos suplementados com antioxidantes (P < 0,05). Os níveis de EROs reduziram com os grupos E83 e controle positivo, e os de GSH aumentaram com esses e o E120 (P < 0,05). A taxa de clivagem e o número de blastocistos eclodidos foi maior em E83, assim como a qualidade embrionária (P < 0,05). Em conclusão, apesar do β-CA e ACT terem efeitos antioxidantes, 83 μM de eugenol adicionado aos meios de MIV foi a mais interessante alternativa entre os bioativos para a manutenção da qualidade de oócitos bovinos, bem como promover o aumento do subsequente desenvolvimento embrionário.

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  • GABRIELA PEREIRA DE OLIVEIRA LIRA
  • CARACTERIZAÇÃO CELULAR E AVALIAÇÃO DOS DANOS CAUSADOS PELA CRIOPRESERVAÇÃO EM AMOSTRAS SOMÁTICAS DERIVADAS DO PAVILHÃO AURICULAR DE ONÇA-PARDA, Puma concolor (LINNAEUS, 1771)

  • Orientador : ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALANA AZEVEDO BORGES
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • Data: 26/05/2021

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  • Os bancos de recursos somáticos desempenham um papel crucial na conservação da diversidade genética, permitindo a conservação de amostras biológicas de diferentes populações. As células somáticas de onça-parda podem ser recuperadas desses bancos e usadas em técnicas assistidas para promover sua multiplicação e conservação. Em resposta à redução da população desta espécie de importância ecológica, o presente trabalho teve como objetivos avaliar os danos causados pela criopreservação na formação de bancos de tecidos somáticos (Etapa 1), bem como caracterizar linhagens celulares após cultivo prolongado e criopreservação (Etapa 2). Para tanto, fragmentos do pavilhão auricular derivados de quatro onças-pardas mantidos em zoológicos da cidade de Fortaleza, Ceará, foram distribuídos em duas etapas. Na primeira etapa, fragmentos criopreservados e não criopreservados foram avaliados quanto à espessura da pele, cartilagem, número de células, número de halos perinucleares, percentual de matriz colágena, e atividade proliferativa tecidual. Além disso, células resultantes dos fragmentos cultivados foram avaliadas quanto à morfologia, aderência, confluência, viabilidade, atividade proliferativa, atividade metabólica, estresse oxidativo e níveis de apoptose. Na segunda etapa, células caracterizadas como fibroblastos por imunocitoquímica, foram avaliadas quanto ao período de cultivo (primeira, terceira e décima passagem) e efeitos da criopreservação sobre morfologia, ultraestrutura, viabilidade, atividade proliferativa, metabolismo, níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs), potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm) e níveis de apoptose. Na primeira etapa, a criopreservação aumentou a espessura da camada córnea nos tecidos e o número de halos perinucleares e lacunas vazias. Apesar disso, a criopreservação foi capaz de manter os padrões normais de fibroblastos, mesmo apresentando aumento no percentual de fibras colágenas. Além disso, a criopreservação manteve o potencial proliferativo dos tecidos e dos parâmetros avaliados durante o cultivo in vitro, principalmente quanto à viabilidade, atividade proliferativa e níveis de apoptose. Contudo, células de tecidos criopreservados apresentaram diminuição do metabolismo e do ΔΨm. Na segunda etapa, as células mostraram uma morfologia fusiforme típica com núcleos ovais localizados centralmente. As células foram identificadas como fibroblastos por coloração com vimentina. O cultivo in vitro após a primeira, terceira e décima passagem não alterou a maioria dos parâmetros avaliados. As células na terceira e décima passagem mostraram uma redução nos níveis de EROs (P < 0,05). A ultraestrutura revelou dano morfológico nos prolongamentos e núcleos de células derivadas da terceira e décima passagem. Além disso, a criopreservação resultou em uma redução no ΔΨm em comparação com as células não criopreservadas. Em conclusão, tecidos somáticos de onça-parda submetidos à criopreservação são viáveis e mantêm a integridade do tecido, apresentando alterações mínimas após o aquecimento. Adicionalmente, fibroblastos viáveis podem ser obtidos de tecidos somáticos do pavilhão auricular de onça-parda, com pequenas alterações após a décima passagem em cultivo in vitro e criopreservação.


  • Mostrar Abstract
  • Os bancos de recursos somáticos desempenham um papel crucial na conservação da diversidade genética, permitindo a conservação de amostras biológicas de diferentes populações. As células somáticas de onça-parda podem ser recuperadas desses bancos e usadas em técnicas assistidas para promover sua multiplicação e conservação. Em resposta à redução da população desta espécie de importância ecológica, o presente trabalho teve como objetivos avaliar os danos causados pela criopreservação na formação de bancos de tecidos somáticos (Etapa 1), bem como caracterizar linhagens celulares após cultivo prolongado e criopreservação (Etapa 2). Para tanto, fragmentos do pavilhão auricular derivados de quatro onças-pardas mantidos em zoológicos da cidade de Fortaleza, Ceará, foram distribuídos em duas etapas. Na primeira etapa, fragmentos criopreservados e não criopreservados foram avaliados quanto à espessura da pele, cartilagem, número de células, número de halos perinucleares, percentual de matriz colágena, e atividade proliferativa tecidual. Além disso, células resultantes dos fragmentos cultivados foram avaliadas quanto à morfologia, aderência, confluência, viabilidade, atividade proliferativa, atividade metabólica, estresse oxidativo e níveis de apoptose. Na segunda etapa, células caracterizadas como fibroblastos por imunocitoquímica, foram avaliadas quanto ao período de cultivo (primeira, terceira e décima passagem) e efeitos da criopreservação sobre morfologia, ultraestrutura, viabilidade, atividade proliferativa, metabolismo, níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs), potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm) e níveis de apoptose. Na primeira etapa, a criopreservação aumentou a espessura da camada córnea nos tecidos e o número de halos perinucleares e lacunas vazias. Apesar disso, a criopreservação foi capaz de manter os padrões normais de fibroblastos, mesmo apresentando aumento no percentual de fibras colágenas. Além disso, a criopreservação manteve o potencial proliferativo dos tecidos e dos parâmetros avaliados durante o cultivo in vitro, principalmente quanto à viabilidade, atividade proliferativa e níveis de apoptose. Contudo, células de tecidos criopreservados apresentaram diminuição do metabolismo e do ΔΨm. Na segunda etapa, as células mostraram uma morfologia fusiforme típica com núcleos ovais localizados centralmente. As células foram identificadas como fibroblastos por coloração com vimentina. O cultivo in vitro após a primeira, terceira e décima passagem não alterou a maioria dos parâmetros avaliados. As células na terceira e décima passagem mostraram uma redução nos níveis de EROs (P < 0,05). A ultraestrutura revelou dano morfológico nos prolongamentos e núcleos de células derivadas da terceira e décima passagem. Além disso, a criopreservação resultou em uma redução no ΔΨm em comparação com as células não criopreservadas. Em conclusão, tecidos somáticos de onça-parda submetidos à criopreservação são viáveis e mantêm a integridade do tecido, apresentando alterações mínimas após o aquecimento. Adicionalmente, fibroblastos viáveis podem ser obtidos de tecidos somáticos do pavilhão auricular de onça-parda, com pequenas alterações após a décima passagem em cultivo in vitro e criopreservação.

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  • VANESSA SILVA SANTANA
  • Caracterização do perfil bioquímico e coproparasitológico de periquitos-da-caatinga (Eupsittula cactorum) de vida livre e advindos de apreensão

  • Orientador : CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • VICTOR FERNANDO SANTANA LIMA
  • Data: 28/09/2021

  • Mostrar Resumo
  • A determinação dos parâmetros bioquímicos no sangue é uma ferramenta para auxiliar o diagnóstico de doenças metabólicas, definir o perfil nutricional de uma população e permitir uma avaliação clínica mais aprofundada de indivíduos. Na clínica de aves é comum utilizar padrões de referência baseados na literatura, onde foram usadas amostras com número pequeno de animais, que não foram corretamente caracterizadas e sem descrições detalhadas das metodologias utilizadas para os exames laboratoriais. Apesar da existência de diversas técnicas padronizadas para o estudo de animais domésticos e que podem ser úteis também para espécies silvestres, ainda há uma lacuna de padrões de referência para muitas espécies de aves silvestres. Embora as aves de cativeiro possam apresentar doenças semelhantes àquelas observadas em vida livre, há escassez de dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais que acabam por limitar o diagnóstico de doenças metabólicas e/ou nutricionais. No Brasil, é cultural a manutenção ilegal de animais oriundos de caça que acaba por culminar numa prática sem cuidados veterinários para esses animais. Isso leva à erros de manejo na criação, principalmente no que diz respeito ao manejo nutricional adequado trazendo danos à saúde dos animais. Através da amostragem de animais oriundos de apreensões e da captura e amostragem de animais de vida livre em regiões pré-estabelecidas, o presente trabalho tem como objetivo compilar dados sobre parâmetros bioquímicos normais de psitacídeos neotropicais disponíveis na literatura, compilar dados de parâmetros bioquímicos alterados de psitacídeos neotropicais disponíveis na literatura, caracterizar referências dos parâmetros bioquímicos normais para Eupsittula cactorum e comparar com os parâmetros bioquímicos de animais da mesma espécie advindos de apreensão e identificar parasitas intestinais de Eupsittula cactorum de vida livre e advindos de apreensão.


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  • A determinação dos parâmetros bioquímicos no sangue é uma ferramenta para auxiliar o diagnóstico de doenças metabólicas, definir o perfil nutricional de uma população e permitir uma avaliação clínica mais aprofundada de indivíduos. Na clínica de aves é comum utilizar padrões de referência baseados na literatura, onde foram usadas amostras com número pequeno de animais, que não foram corretamente caracterizadas e sem descrições detalhadas das metodologias utilizadas para os exames laboratoriais. Apesar da existência de diversas técnicas padronizadas para o estudo de animais domésticos e que podem ser úteis também para espécies silvestres, ainda há uma lacuna de padrões de referência para muitas espécies de aves silvestres. Embora as aves de cativeiro possam apresentar doenças semelhantes àquelas observadas em vida livre, há escassez de dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais que acabam por limitar o diagnóstico de doenças metabólicas e/ou nutricionais. No Brasil, é cultural a manutenção ilegal de animais oriundos de caça que acaba por culminar numa prática sem cuidados veterinários para esses animais. Isso leva à erros de manejo na criação, principalmente no que diz respeito ao manejo nutricional adequado trazendo danos à saúde dos animais. Através da amostragem de animais oriundos de apreensões e da captura e amostragem de animais de vida livre em regiões pré-estabelecidas, o presente trabalho tem como objetivo compilar dados sobre parâmetros bioquímicos normais de psitacídeos neotropicais disponíveis na literatura, compilar dados de parâmetros bioquímicos alterados de psitacídeos neotropicais disponíveis na literatura, caracterizar referências dos parâmetros bioquímicos normais para Eupsittula cactorum e comparar com os parâmetros bioquímicos de animais da mesma espécie advindos de apreensão e identificar parasitas intestinais de Eupsittula cactorum de vida livre e advindos de apreensão.

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  • SARAH DIÓGENES MENDONÇA DE MATTOS BRITO GOES
  • AVALIAÇÃO DO MÉTODO FAMACHA© COMO CRITÉRIO DE TRATAMENTO SELETIVO NO AUXÍLIO À CONSERVAÇÃO DA RAÇA CANINDÉ

  • Orientador : DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • JACINARA HODY GURGEL MORAIS LEITE
  • JOSE ERNANDES RUFINO DE SOUSA
  • Data: 30/09/2021

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  • Um dos principais entraves da caprinocultura no Brasil são as perdas econômicas
    causadas por parasitas gastrointestinais. Que além de diminuir a produção, ainda causa um
    aumento dos custos com aplicações de anti-helmínticos para o controle das parasitoses. Para
    diminuir esse custo foi desenvolvido o método FAMACHA©, que consiste na avaliação
    individual de cada animal para determinar o grau de anemia baseado no nível de infecção por
    parasitas hematófagos e tomar a decisão se o animal deve ou não ser tratado, diminuindo a
    pressão seletiva sobre os parasitas. No entanto, em raças localmente adaptadas, podemos
    encontrar mudanças fisiológicas adaptativas nas quais os animais apresentam parâmetros
    clínicos diferentes de animais de raças exóticas. Com isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar
    eficácia da aplicação do método FAMACHA© em caprinos da raça Canindé, criados em
    sistema extensivo no semiárido brasileiro. Para tanto, foram utilizadas 161 cabras da raça
    Canindé, as quais foram examinadas clinicamente, e classificadas através do escore F©
    em 5 categorias, F©1, F©2, F©3, F©4 e F©5. Os animais foram diagnosticados como anêmicos (F©
    3,4 e 5 ou F©4 e5) ou não anêmicos (F©1, 2 e 3 e F©1 e 2). Foi coletada amostra sanguínea para
    realização de hemograma e contagem do hematócrito, padrão ouro, para detecção de anemia,
    de cada animal, e realizada a coleta de fezes para contagem de ovos por grama de fezes (OPG)
    e realização de coprocultura para confirmação da presença de H. contortus através da
    identificação da sua larva infectante, em dois períodos do ano, seco e chuvoso. Diante dos
    dados obtidos, não houve diferenças significativas entre o os dados de HTC e F© entre os
    períodos analisados. No entanto, ao avaliar o F©, foi observado que a média da classificação
    dos animais permaneceu semelhante nos dois períodos, e a anemia não foi confirmada em
    nenhum animal pelo HTC, houve apenas diferença significante na contagem de OPG entre o
    período chuvoso e seco, no qual, os animais apresentaram uma menor média de OPG.
    Portanto, estudo concluiu que há uma relação contraditória entre a classificação da anemia
    através do método F©, valores de OPG e HTC relacionadas infecção por H. contortus, não
    sugerindo o uso do método F©para caprinos da raça Canindé e ainda propõe a elaboração de
    novas faixas de HTC associadas aos escores de F© de 1 a 5.


  • Mostrar Abstract
  • Um dos principais entraves da caprinocultura no Brasil são as perdas econômicas
    causadas por parasitas gastrointestinais. Que além de diminuir a produção, ainda causa um
    aumento dos custos com aplicações de anti-helmínticos para o controle das parasitoses. Para
    diminuir esse custo foi desenvolvido o método FAMACHA©, que consiste na avaliação
    individual de cada animal para determinar o grau de anemia baseado no nível de infecção por
    parasitas hematófagos e tomar a decisão se o animal deve ou não ser tratado, diminuindo a
    pressão seletiva sobre os parasitas. No entanto, em raças localmente adaptadas, podemos
    encontrar mudanças fisiológicas adaptativas nas quais os animais apresentam parâmetros
    clínicos diferentes de animais de raças exóticas. Com isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar
    eficácia da aplicação do método FAMACHA© em caprinos da raça Canindé, criados em
    sistema extensivo no semiárido brasileiro. Para tanto, foram utilizadas 161 cabras da raça
    Canindé, as quais foram examinadas clinicamente, e classificadas através do escore F©
    em 5 categorias, F©1, F©2, F©3, F©4 e F©5. Os animais foram diagnosticados como anêmicos (F©
    3,4 e 5 ou F©4 e5) ou não anêmicos (F©1, 2 e 3 e F©1 e 2). Foi coletada amostra sanguínea para
    realização de hemograma e contagem do hematócrito, padrão ouro, para detecção de anemia,
    de cada animal, e realizada a coleta de fezes para contagem de ovos por grama de fezes (OPG)
    e realização de coprocultura para confirmação da presença de H. contortus através da
    identificação da sua larva infectante, em dois períodos do ano, seco e chuvoso. Diante dos
    dados obtidos, não houve diferenças significativas entre o os dados de HTC e F© entre os
    períodos analisados. No entanto, ao avaliar o F©, foi observado que a média da classificação
    dos animais permaneceu semelhante nos dois períodos, e a anemia não foi confirmada em
    nenhum animal pelo HTC, houve apenas diferença significante na contagem de OPG entre o
    período chuvoso e seco, no qual, os animais apresentaram uma menor média de OPG.
    Portanto, estudo concluiu que há uma relação contraditória entre a classificação da anemia
    através do método F©, valores de OPG e HTC relacionadas infecção por H. contortus, não
    sugerindo o uso do método F©para caprinos da raça Canindé e ainda propõe a elaboração de
    novas faixas de HTC associadas aos escores de F© de 1 a 5.

Teses
1
  • JOSIEL BORGES FERREIRA
  • VALIDAÇÃO DO MÉTODO FAMACHA© PARA O CONTROLE DAS ENDOPARASITOSES GASTRINTESTINAIS EM OVELHAS DA RAÇA MORADA NOVA.

  • Orientador : DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • ANA CARLA DIOGENES SUASSUNA BEZERRA
  • JOSE ERNANDES RUFINO DE SOUSA
  • CRISTINA SANTOS SOTOMAIOR
  • MAGDA MARIA GUILHERMINO
  • Data: 20/01/2021

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  •  A raça Morada Nova é um importante recurso genético da região semiárida brasileira, que atualmente sofre com problemas relacionados a gestão de sua população e no manejo sanitário dos rebanhos, aumentando índices de mortalidade e morbidade desses animais. O objetivo desse estudo foi avaliar as ferramentas de controle das endoparasitoses gastrintestinais ligadas ao H. contortus, mais especificamente o sistema FAMACHA© (F©), para ovelhas da raça Morada Nova. 138 fêmeas adultas foram avaliadas nos meses de março, junho, setembro e dezembro quanto aos seus aspectos de desempenho, parasitologia, hematologia e bioquímica sérica. A tese foi dividida em dois capítulos, o primeiro avaliando a sensibilidade e a especificidade do sistema F© e o segundo capítulo avaliando a concordância entre o F© e os valores de hematócrito sob abordagem multivariada, utilizando análises de componentes principais e discriminante canônica. O estudo concluiu que o sistema F© pode ser usado como uma alternativa confiável, auxiliando na redução da pressão de seleção de anti-helmínticos em relação ao tratamento seletivo de rotina, para o controle de vermes hematófagos. Foi observado que ocorreram semelhanças na utilização do sistema F© para ovelhas da raça Morada Nova, embora os animais tenham padrões fisiopatológicos particulares. A avaliação das variáveis de desempenho, parasitologia, parâmetros sanguíneos de hematologia e painel bioquímico sérico sob abordagem multivariada permitiram entender as correlações entre as variáveis do estudo, no entanto, serão necessários estudos futuros aprofundados acerca da interferência dessas variáveis nas mudanças dos escores de anemia diagnosticados pelo método F©.


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  •  A raça Morada Nova é um importante recurso genético da região semiárida brasileira, que atualmente sofre com problemas relacionados a gestão de sua população e no manejo sanitário dos rebanhos, aumentando índices de mortalidade e morbidade desses animais. O objetivo desse estudo foi avaliar as ferramentas de controle das endoparasitoses gastrintestinais ligadas ao H. contortus, mais especificamente o sistema FAMACHA© (F©), para ovelhas da raça Morada Nova. 138 fêmeas adultas foram avaliadas nos meses de março, junho, setembro e dezembro quanto aos seus aspectos de desempenho, parasitologia, hematologia e bioquímica sérica. A tese foi dividida em dois capítulos, o primeiro avaliando a sensibilidade e a especificidade do sistema F© e o segundo capítulo avaliando a concordância entre o F© e os valores de hematócrito sob abordagem multivariada, utilizando análises de componentes principais e discriminante canônica. O estudo concluiu que o sistema F© pode ser usado como uma alternativa confiável, auxiliando na redução da pressão de seleção de anti-helmínticos em relação ao tratamento seletivo de rotina, para o controle de vermes hematófagos. Foi observado que ocorreram semelhanças na utilização do sistema F© para ovelhas da raça Morada Nova, embora os animais tenham padrões fisiopatológicos particulares. A avaliação das variáveis de desempenho, parasitologia, parâmetros sanguíneos de hematologia e painel bioquímico sérico sob abordagem multivariada permitiram entender as correlações entre as variáveis do estudo, no entanto, serão necessários estudos futuros aprofundados acerca da interferência dessas variáveis nas mudanças dos escores de anemia diagnosticados pelo método F©.

2
  • LUÃ BARBALHO DE MACEDO
  • PERFIL FARMACOCINÉTICO DO METAMIZOL ISOLADO E ASSOCIADO AO TRAMADOL APÓS ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA EM ASININOS

  • Orientador : VALERIA VERAS DE PAULA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VALERIA VERAS DE PAULA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • GABRIEL ARAUJO DA SILVA
  • TALYTA LINS NUNES
  • Data: 26/02/2021

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  • A presente tese visou avaliar o perfil farmacocinético do metamizol administrado por via intravenosa de forma isolada e em associação com tramadol sendo ambos administrados em dose única em asininos. Foram utilizados 10 jumentos machos, saudáveis e inteiros. Os dez animais integraram todos os grupos do estudo, sendo realizado um período de descanso entre tratamentos de 15 dias. Os animais receberam quatro tratamento. No tratamento M10 metamizol na dose de 10 mg.kg-1, M25 – metamizol 25mg.kg-1 e M10T2 - 10 mg.kg-1 de metamizol associado a 2mg.kg-1 de tramadol e no M25T2, 25 mg.kg-1 de metamizol com 2mg.kg-1 de tramadol. Todos os tratamentos foram feitos por via intravenosa lenta. Após tempos pré-determinados, foram coletadas amostras de sangue para posterior análise. Alíquotas de plasmas foram processadas e injetadas no sistema cromatográfico UPLC-MS/MS. Os parâmetros avaliados foram: a concentração plasmática máxima (Cmax), o tempo para atingir a Cmax (Tmax), a área sob a curva de concentração plasmática do tempo zero até ao momento da última concentração mensurável (AUC0→t) e a extrapolação da AUC até ao infinito (AUC0→ ∞), volume de distribuição aparente (Vz/F), depuração aparente (CL/F), Ke (constante de eliminação) meia-vida de eliminação (t1/2); Tempo médio residual até o momento da última mensuração (MRT0→ t ), Tempo médio residual do momento zero até o infinito(MRT0→ ∞), para os fármacos e seus principais metabólitos. Nos grupos M10 e M25, os parâmetros AUC0→t, AUC0→ ∞, Cmax apresentaram um aumento significativo nos dois metabólitos do metamizol nos animais do grupo M25. Enquanto que o Tmax, Vz/F e o Cl/F não tiveram diferença estatística entre os grupos. Após administração intravenosa dos tratamentos M10T2 e M25T2, o TRA, MAA, AA foram detectados em até 24 horas de análise e o M1 até 12 horas. Analisando o metabólito do TRA, observou-se que a AUC0→ ∞ e o CL/F foi maior no grupo tratado com 10mg.kg-1 de metamizol quando comparado com o de 25 mg.kg-1. Enquanto o t ½; MRT0→ ∞; MRT0→ t apresentam-se significativa maiores no grupo M25T2. Em relação ao seu subproduto, o M1, o t ½; MRT0→ ∞; MRT0→ t apresentaram-se significativamente maiores no segundo grupo. O Vz/F; MRT 0→ ∞, t 1/2 do MAA e o MRT0→ t do AA variou significativamente entre os grupos sendo maiores nos animais que receberam 25mg.kg-1 de Metamizol. Em virtude do exposto na situação proposta, verifica-se que a metamizol e o tramadol interferem no metabolismo um do outro.


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  • A presente tese visou avaliar o perfil farmacocinético do metamizol administrado por via intravenosa de forma isolada e em associação com tramadol sendo ambos administrados em dose única em asininos. Foram utilizados 10 jumentos machos, saudáveis e inteiros. Os dez animais integraram todos os grupos do estudo, sendo realizado um período de descanso entre tratamentos de 15 dias. Os animais receberam quatro tratamento. No tratamento M10 metamizol na dose de 10 mg.kg-1, M25 – metamizol 25mg.kg-1 e M10T2 - 10 mg.kg-1 de metamizol associado a 2mg.kg-1 de tramadol e no M25T2, 25 mg.kg-1 de metamizol com 2mg.kg-1 de tramadol. Todos os tratamentos foram feitos por via intravenosa lenta. Após tempos pré-determinados, foram coletadas amostras de sangue para posterior análise. Alíquotas de plasmas foram processadas e injetadas no sistema cromatográfico UPLC-MS/MS. Os parâmetros avaliados foram: a concentração plasmática máxima (Cmax), o tempo para atingir a Cmax (Tmax), a área sob a curva de concentração plasmática do tempo zero até ao momento da última concentração mensurável (AUC0→t) e a extrapolação da AUC até ao infinito (AUC0→ ∞), volume de distribuição aparente (Vz/F), depuração aparente (CL/F), Ke (constante de eliminação) meia-vida de eliminação (t1/2); Tempo médio residual até o momento da última mensuração (MRT0→ t ), Tempo médio residual do momento zero até o infinito(MRT0→ ∞), para os fármacos e seus principais metabólitos. Nos grupos M10 e M25, os parâmetros AUC0→t, AUC0→ ∞, Cmax apresentaram um aumento significativo nos dois metabólitos do metamizol nos animais do grupo M25. Enquanto que o Tmax, Vz/F e o Cl/F não tiveram diferença estatística entre os grupos. Após administração intravenosa dos tratamentos M10T2 e M25T2, o TRA, MAA, AA foram detectados em até 24 horas de análise e o M1 até 12 horas. Analisando o metabólito do TRA, observou-se que a AUC0→ ∞ e o CL/F foi maior no grupo tratado com 10mg.kg-1 de metamizol quando comparado com o de 25 mg.kg-1. Enquanto o t ½; MRT0→ ∞; MRT0→ t apresentam-se significativa maiores no grupo M25T2. Em relação ao seu subproduto, o M1, o t ½; MRT0→ ∞; MRT0→ t apresentaram-se significativamente maiores no segundo grupo. O Vz/F; MRT 0→ ∞, t 1/2 do MAA e o MRT0→ t do AA variou significativamente entre os grupos sendo maiores nos animais que receberam 25mg.kg-1 de Metamizol. Em virtude do exposto na situação proposta, verifica-se que a metamizol e o tramadol interferem no metabolismo um do outro.

3
  • ÉRICA CAMILA GURGEL PRAXEDES
  • USO DA MANIPULAÇÃO DE FOLÍCULOS OVARIANOS PRÉ-ANTRAIS PARA A CONSERVAÇÃO DE TECIDO OVARIANO DE CUTIAS (Dasyprocta leporina)

  • Orientador : ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • ANDRÉIA MARIA DA SILVA
  • GABRIELA LIBERALINO LIMA
  • LÍVIA BATISTA CAMPOS
  • Data: 25/05/2021

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  • O objetivo do presente estudo foi utilizar a manipulação de oócitos inclusos em folículos ovarianos pré antrais (MOIFOPA) como ferramenta para o resgate e conservação do uso de gametas femininos de cutias (Dasyprocta leporina). A tese foi dividida em duas fases experimentais. O primeiro experimento foi verificado o uso do TCM-199 suplementado com diferentes concentrações de pFSH (10 e 50 ng/mL) sob a morfologia, desenvolvimento e viabilidade de PAFs inclusos em tecido ovariano. Em seguida, verificou-se o efeito desse sistema de VCI sobre os mesmos parâmetros dos PAFs submetidos à vitrificação. Após o cultivo, o grupo FSH50 apresentou maior porcentagem de folículos morfologicamente normais quando comparado ao grupo FSH10 (P 0,05). Assim, o grupo FSH50 foi utilizado para experimento posterior, no qual um total de 76,2 ± 7,2% de PAFs normais previamente vitrificados foi encontrado após a cultivo de 6 dias, apresentando também os maiores valores (P 0,05). No segundo experimento, os ovários de oito fêmeas foram recuperados e fragmentados, com quatro fragmentos de córtex imediatamente fixados e avaliados (grupo fresco). Os demais fragmentos foram processados pelo método de vitrificação de superfície sólida (SSV) ou ovarian tissue cryosystem (OTC) usando soro fetal bovivo (SFB), etilenoglicol (EG) e sacarose (SAC) como crioprotetores, armazenados por duas semanas a -196 ºC e reaquecidos. Posteriormente, os fragmentos foram submetidos a um cultivo in vitro de 24 horas e avaliados quanto à carga microbiológica, morfologia do PAF e integridade do DNA. Não houve contaminação fúngica; entretanto, as amostras vitrificadas de dois indivíduos apresentaram contaminação bacteriana de 79 200 unidades formadoras de colônias por mililitro (UFC) / mL para SSV e 3 120 UFC / mL para OTC. Em relação à morfologia do PAF, ambos os sistemas proporcionaram preservação adequada da morfologia, com valores superiores a 70% dos folículos normais observados antes e após a cultivo. O TUNEL revelou que tanto a SSV (52,39%) quanto o OTC (41,67%) podem preservar a integridade do DNA após a vitrificação e após 24 h de cultivo. Para a proliferação celular, baixas taxas foram detectadas para amostras frescas (11,53%) e SSV (29,87%); no entanto, nenhuma evidência de proliferação foi encontrada quando OTC foi usado. Assim, como conclusão geral, o uso da MOIFOPA em cutias permitiu o conhecimento de aspectos relacionados a sua morfofisiologia reprodutiva, possibilitando tanto a conservação do material genético, com a possibilidade de formação de bancos de germoplasma; e ainda a elucidação dos mecanismos relacionados a sobrevivência e desenvolvimento dos FOPA in vitro.


  • Mostrar Abstract
  • O objetivo do presente estudo foi utilizar a manipulação de oócitos inclusos em folículos ovarianos pré antrais (MOIFOPA) como ferramenta para o resgate e conservação do uso de gametas femininos de cutias (Dasyprocta leporina). A tese foi dividida em duas fases experimentais. O primeiro experimento foi verificado o uso do TCM-199 suplementado com diferentes concentrações de pFSH (10 e 50 ng/mL) sob a morfologia, desenvolvimento e viabilidade de PAFs inclusos em tecido ovariano. Em seguida, verificou-se o efeito desse sistema de VCI sobre os mesmos parâmetros dos PAFs submetidos à vitrificação. Após o cultivo, o grupo FSH50 apresentou maior porcentagem de folículos morfologicamente normais quando comparado ao grupo FSH10 (P 0,05). Assim, o grupo FSH50 foi utilizado para experimento posterior, no qual um total de 76,2 ± 7,2% de PAFs normais previamente vitrificados foi encontrado após a cultivo de 6 dias, apresentando também os maiores valores (P 0,05). No segundo experimento, os ovários de oito fêmeas foram recuperados e fragmentados, com quatro fragmentos de córtex imediatamente fixados e avaliados (grupo fresco). Os demais fragmentos foram processados pelo método de vitrificação de superfície sólida (SSV) ou ovarian tissue cryosystem (OTC) usando soro fetal bovivo (SFB), etilenoglicol (EG) e sacarose (SAC) como crioprotetores, armazenados por duas semanas a -196 ºC e reaquecidos. Posteriormente, os fragmentos foram submetidos a um cultivo in vitro de 24 horas e avaliados quanto à carga microbiológica, morfologia do PAF e integridade do DNA. Não houve contaminação fúngica; entretanto, as amostras vitrificadas de dois indivíduos apresentaram contaminação bacteriana de 79 200 unidades formadoras de colônias por mililitro (UFC) / mL para SSV e 3 120 UFC / mL para OTC. Em relação à morfologia do PAF, ambos os sistemas proporcionaram preservação adequada da morfologia, com valores superiores a 70% dos folículos normais observados antes e após a cultivo. O TUNEL revelou que tanto a SSV (52,39%) quanto o OTC (41,67%) podem preservar a integridade do DNA após a vitrificação e após 24 h de cultivo. Para a proliferação celular, baixas taxas foram detectadas para amostras frescas (11,53%) e SSV (29,87%); no entanto, nenhuma evidência de proliferação foi encontrada quando OTC foi usado. Assim, como conclusão geral, o uso da MOIFOPA em cutias permitiu o conhecimento de aspectos relacionados a sua morfofisiologia reprodutiva, possibilitando tanto a conservação do material genético, com a possibilidade de formação de bancos de germoplasma; e ainda a elucidação dos mecanismos relacionados a sobrevivência e desenvolvimento dos FOPA in vitro.

4
  • ILANNA VANESSA PRISTO DE MEDEIROS OLIVEIRA
  • Pesquisa por agentes zoonóticos em tatus (Mammalia: Cingulata) da espécie Euphractus
    sexcinctus no semi-árido da Caatinga

  • Orientador : JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FELIPE FORNAZARI
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • JULIANA FORTES VILARINHO BRAGA
  • PATRÍCIA DUARTE DEPS
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • Data: 29/09/2021

  • Mostrar Resumo
  • A participação dos tatus nos ciclos de enfermidades zoonóticas possivelmente atuando como agentes disseminadores dos patógenos vem sendo estudada há décadas. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a ocorrência da presença de Trypanossoma cruzi, Toxoplasma gondii, Leishmania spp. e Leptospira spp. em tatus da espécie Euphractus sexcinctus capturados em regiões da caatinga no estado do Rio Grande do Norte, no nordeste do Brasil. Foram capturados 20 animais dessa espécie dos quais foram coletadas amostras de sangue total e de tecidos de rins, fígado, baço, coração e pulmão para realização de PCR, Hemocultura e Soroaglutinação microscópica. Para o T. cruzi foram utilizados a hemocultura e o PCR dos tecidos sanguíneo e cardíaco; para pesquisa do T. gondii foi realizado o teste molecular de PCR de baço, coração e pulmão; para identificação da Leishmania spp. fez-se PCR de baço e fígado e para investigação da infecção pela Leptospira spp., realizou-se Soroaglutinação microscópica e qPCR. Todos os nossos resultados negativaram, exceto um animal que se mostrou positivo para a Doença de Chagas no PCR de sangue, não apresentando relevância estatística. A ausência da infecção pode indicar que o controle dos patógenos dentro dos ciclos urbanos e entre humanos influencia na ocorrência das doenças nos animais do ambiente silvestre da mesma região, o que também levanta a hipótese de haver uma relação direta entre as infecções humanas e de tatus.
    complementares a cerca de outras possíveis zoonoses oriundas dos tatus-peba.


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  • A participação dos tatus nos ciclos de enfermidades zoonóticas possivelmente atuando como agentes disseminadores dos patógenos vem sendo estudada há décadas. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a ocorrência da presença de Trypanossoma cruzi, Toxoplasma gondii, Leishmania spp. e Leptospira spp. em tatus da espécie Euphractus sexcinctus capturados em regiões da caatinga no estado do Rio Grande do Norte, no nordeste do Brasil. Foram capturados 20 animais dessa espécie dos quais foram coletadas amostras de sangue total e de tecidos de rins, fígado, baço, coração e pulmão para realização de PCR, Hemocultura e Soroaglutinação microscópica. Para o T. cruzi foram utilizados a hemocultura e o PCR dos tecidos sanguíneo e cardíaco; para pesquisa do T. gondii foi realizado o teste molecular de PCR de baço, coração e pulmão; para identificação da Leishmania spp. fez-se PCR de baço e fígado e para investigação da infecção pela Leptospira spp., realizou-se Soroaglutinação microscópica e qPCR. Todos os nossos resultados negativaram, exceto um animal que se mostrou positivo para a Doença de Chagas no PCR de sangue, não apresentando relevância estatística. A ausência da infecção pode indicar que o controle dos patógenos dentro dos ciclos urbanos e entre humanos influencia na ocorrência das doenças nos animais do ambiente silvestre da mesma região, o que também levanta a hipótese de haver uma relação direta entre as infecções humanas e de tatus.
    complementares a cerca de outras possíveis zoonoses oriundas dos tatus-peba.

5
  • VIVIANE MORLANES PEREIRA
  • ECOLOGIA DE PEQUENOS MAMÍFEROS (DIDELPHIMORPHIA E RODENTIA) EM UMA ÁREA DE
    CAATINGA DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS ROUCO ZUFIAURRE
  • CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • DARIUS PUKENIS TUBELIS
  • ISABEL PACIOS PALMA
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • Data: 03/11/2021

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  • Os pequenos mamíferos (Didelphimorphia e Rodentia) formam o grupo ecológico mais diversificado de mamíferos do Brasil e, sua abundância, distribuição e diversidade estão diretamente relacionadas com variações espaço-temporais no clima e na disponibilidade de recursos. A Caatinga é um ecossistema semiárido neotropical exclusivamente brasileiro, caracterizado por altas temperaturas e um regime sazonal e irregular de chuvas. No entanto há pouca informação sobre o efeito que o déficit hídrico e a sazonalidade na disponibilidade de recursos têm sobre a composição, estrutura e dinâmica das comunidades de pequenos mamíferos neste bioma. O presente estudo se divide em dois capítulos: o primeiro capítulo, apresentará dados sobre a densidade populacionais; e analisará os padrões temporais de em relação com a sazonalidade. E o segundo capítulo apresentará dados sobre sobrevivência de Gracilinanus agilis, em relação à sazonalidade ambiental. Para o estudo será utilizado o método de captura-marcação-recaptura através do uso de 115 armadilhas em vivo (modelos Sherman e Tomahawk), colocadas no solo e no sub-bosque, ao longo de quatro anos sucessivos entre junho de 2014 a fevereiro de 2020. A área de estudo localiza-se em um fragmento de 8,25 ha de mata nativa de Caatinga, situada na Fazenda Experimental Rafael Fernandes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró-RN.


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  • Os pequenos mamíferos (Didelphimorphia e Rodentia) formam o grupo ecológico mais diversificado de mamíferos do Brasil e, sua abundância, distribuição e diversidade estão diretamente relacionadas com variações espaço-temporais no clima e na disponibilidade de recursos. A Caatinga é um ecossistema semiárido neotropical exclusivamente brasileiro, caracterizado por altas temperaturas e um regime sazonal e irregular de chuvas. No entanto há pouca informação sobre o efeito que o déficit hídrico e a sazonalidade na disponibilidade de recursos têm sobre a composição, estrutura e dinâmica das comunidades de pequenos mamíferos neste bioma. O presente estudo se divide em dois capítulos: o primeiro capítulo, apresentará dados sobre a densidade populacionais; e analisará os padrões temporais de em relação com a sazonalidade. E o segundo capítulo apresentará dados sobre sobrevivência de Gracilinanus agilis, em relação à sazonalidade ambiental. Para o estudo será utilizado o método de captura-marcação-recaptura através do uso de 115 armadilhas em vivo (modelos Sherman e Tomahawk), colocadas no solo e no sub-bosque, ao longo de quatro anos sucessivos entre junho de 2014 a fevereiro de 2020. A área de estudo localiza-se em um fragmento de 8,25 ha de mata nativa de Caatinga, situada na Fazenda Experimental Rafael Fernandes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró-RN.

6
  • CARLOS MAGNO BEZERRA DE AZEVEDO SILVA
  • HIPOCALCEMIA: INTER-RELAÇÃO COM AS ESPÉCIES RETIVAS DO OXIGÊNIO (ERO) E SUA INTERFERÊNCIA NO PERFIL METABÓLICO E NA SAÚDE DE VACAS GIROLANDO

  • Orientador : RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HUMBERTO DE MELLO BRANDÃO
  • JEFFERSON FILGUEIRA ALCINDO
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • REJANE DOS SANTOS SOUSA
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 09/12/2021

  • Mostrar Resumo
  • Objetivou-se avaliar as concentrações de cálcio, sua inter-relação com o estresse oxidativo e as alterações sobre o metabolismo, parâmetros clínicos e a composição do leite durante o período de transição de vacas leiteiras Girolando. Para tanto, foram monitoradas 40 matrizes da raça Girolando, pelo período de 30 dias anteriores e sete dias posteriores ao parto. As coletas de sangue foram realizadas por meio de punção da veia coccígea, distribuídas em três momentos: 21 dias anteriores a previsão de parto (M1), 0-12 horas após o parto (M2) e sete dias após o parto (M3). As vacas foram divididas em dois grupos: T1, normocalcêmico (n=8); T2, hipocalcêmico (n=7). O cálcio total (Ca) foi determinado no soro, sendo o Ca ionizado calculado a partir desse resultado, considerando ainda os teores de albumina e da proteína total. O estresse oxidativo foi determinado pela mensuração da capacidade antioxidante total (CAT), da capacidade oxidante total (COT) e da peroxidação lipídica. O balanço energético foi estabelecido através da medição do beta-hidroxibutirato (BHB) e da glicose; através da proteína total e da albumina, no sangue, além da ureia, no leite, determinou-se o metabolismo proteico; o status metabólico mineral, além do Ca, níveis sanguíneos de Mg, Na e Cl foram avaliados, bem como, o pH. A sanidade animal foi determinada através de exames clínicos, sendo aferidos: temperatura retal (TR), frequências cardíacas (FC) e respiratórias (FR), exame das mucosas, movimentos ruminais (MR), avaliação do escore de condição corporal (ECC) e estado geral de saúde (EGS). Amostras de leite foram coletadas para determinação do teor de gordura, proteína, lactose, extrato seco (ES), extrato seco desengordurado (ESD), ureia, contagem de células somáticas (CCS) e perfil da lactose (tamanho e potencial zeta).


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  • Objetivou-se avaliar as concentrações de cálcio, sua inter-relação com o estresse oxidativo e as alterações sobre o metabolismo, parâmetros clínicos e a composição do leite durante o período de transição de vacas leiteiras Girolando. Para tanto, foram monitoradas 40 matrizes da raça Girolando, pelo período de 30 dias anteriores e sete dias posteriores ao parto. As coletas de sangue foram realizadas por meio de punção da veia coccígea, distribuídas em três momentos: 21 dias anteriores a previsão de parto (M1), 0-12 horas após o parto (M2) e sete dias após o parto (M3). As vacas foram divididas em dois grupos: T1, normocalcêmico (n=8); T2, hipocalcêmico (n=7). O cálcio total (Ca) foi determinado no soro, sendo o Ca ionizado calculado a partir desse resultado, considerando ainda os teores de albumina e da proteína total. O estresse oxidativo foi determinado pela mensuração da capacidade antioxidante total (CAT), da capacidade oxidante total (COT) e da peroxidação lipídica. O balanço energético foi estabelecido através da medição do beta-hidroxibutirato (BHB) e da glicose; através da proteína total e da albumina, no sangue, além da ureia, no leite, determinou-se o metabolismo proteico; o status metabólico mineral, além do Ca, níveis sanguíneos de Mg, Na e Cl foram avaliados, bem como, o pH. A sanidade animal foi determinada através de exames clínicos, sendo aferidos: temperatura retal (TR), frequências cardíacas (FC) e respiratórias (FR), exame das mucosas, movimentos ruminais (MR), avaliação do escore de condição corporal (ECC) e estado geral de saúde (EGS). Amostras de leite foram coletadas para determinação do teor de gordura, proteína, lactose, extrato seco (ES), extrato seco desengordurado (ESD), ureia, contagem de células somáticas (CCS) e perfil da lactose (tamanho e potencial zeta).

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  • FLAVIO SANTOS DA SILVA
  • EFEITOS DA OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA NO REMODELAMENTO CARDÍACO INDUZIDO PELA DIABETES MELLITUS EXPERIMENTAL

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BENTO JOÃO DA GRAÇA AZEVEDO ABREU
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • EMANUEL KENNEDY FEITOSA LIMA
  • FERNANDO AUGUSTO LAVEZZO DIAS
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • Data: 17/12/2021

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  • A diabetes mellitus (DM) é uma doença prevalente e complexa que exige assistência contínua para controle da glicemia e de suas complicações. Entre as principais complicações da DM, destacam-se as desordens cardiovasculares. A oxigenoterapia hiperbárica (OHB), que envolve a administração intermitente de 100% de O2 em pressão acima da atmosférica, poderia ter influência nos danos cardíacos oriundos da DM. O objetivo principal desse trabalho foi avaliar os efeitos da OHB no remodelamento cardíaco em ratos diabéticos. Foram utilizados 33 ratos machos da linhagem Wistar, com 60 dias de vida, pesando cerca de 220-300g, divididos em quatro grupos: controle (n = 8), ratos normoglicêmicos tratados com oxigênio hiperbárico (OHB, n = 7), diabéticos (STZ, n = 10), e diabéticos tratados com oxigênio hiperbárico (STZ+OHB, n = 8). A DM foi induzida por estreptozotocina (60 mg/kg, i.p.). Os animais dos grupos OHB e STZ+OHB foram expostos ao O2 puro com pressão no interior da câmara de 2,5 atmosferas absolutas, em sessões diárias de 60 minutos, 5 dias por semana, durante 5 semanas. Ao final dos experimentos, diferentes porções do ventrículo esquerdo (VE) foram isoladas para avaliação de sua morfologia e da expressão dos genes (por RT-qPCR) colágenos I (Col1a1) e III (Col3a1), metaloproteinases da matriz 2 (Mmp2) e 9 (Mmp9), e fator de crescimento transformador-β1 (Tgfb1), e da expressão proteica (por imunohistoquímica) do fator de necrose tumoral (TNF)-α e do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF). Os dados dos grupos foram comparados com ANOVA e teste de Tukey ou Dunnett, atribuindo-se nível de significância de 5%. Os resultados obtidos mostraram que a OHB preveniu o remodelamento concêntrico do VE, hipertrofia heterogênea dos cardiomiócitos, fibrose, e atenuou o influxo de células inflamatórias no miocárdio dos animais diabéticos. Além disso, a OHB aumentou a expressão gênica da Mmp2 e inibiu a hiperexpressão dos genes Tgfb1 e Mmp9 induzida pelo DM. O grupo STZ também exibiu aumento na imunoexpressão de TNF-α e imunoexpressão de VEGF diminuída. Por sua vez, o grupo STZ+OHB apresentou níveis de expressão de TNF-α e VEGF normais. Em síntese, os resultados indicam que a OHB é capaz de melhorar a sinalização pró-inflamatória e pró-angiogênica, e o perfil proteolítico do colágeno cardíaco em ratos diabéticos induzidos por STZ, preservando, assim, a morfologia do miocárdio do VE e suas dimensões.


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  • A diabetes mellitus (DM) é uma doença prevalente e complexa que exige assistência contínua para controle da glicemia e de suas complicações. Entre as principais complicações da DM, destacam-se as desordens cardiovasculares. A oxigenoterapia hiperbárica (OHB), que envolve a administração intermitente de 100% de O2 em pressão acima da atmosférica, poderia ter influência nos danos cardíacos oriundos da DM. O objetivo principal desse trabalho foi avaliar os efeitos da OHB no remodelamento cardíaco em ratos diabéticos. Foram utilizados 33 ratos machos da linhagem Wistar, com 60 dias de vida, pesando cerca de 220-300g, divididos em quatro grupos: controle (n = 8), ratos normoglicêmicos tratados com oxigênio hiperbárico (OHB, n = 7), diabéticos (STZ, n = 10), e diabéticos tratados com oxigênio hiperbárico (STZ+OHB, n = 8). A DM foi induzida por estreptozotocina (60 mg/kg, i.p.). Os animais dos grupos OHB e STZ+OHB foram expostos ao O2 puro com pressão no interior da câmara de 2,5 atmosferas absolutas, em sessões diárias de 60 minutos, 5 dias por semana, durante 5 semanas. Ao final dos experimentos, diferentes porções do ventrículo esquerdo (VE) foram isoladas para avaliação de sua morfologia e da expressão dos genes (por RT-qPCR) colágenos I (Col1a1) e III (Col3a1), metaloproteinases da matriz 2 (Mmp2) e 9 (Mmp9), e fator de crescimento transformador-β1 (Tgfb1), e da expressão proteica (por imunohistoquímica) do fator de necrose tumoral (TNF)-α e do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF). Os dados dos grupos foram comparados com ANOVA e teste de Tukey ou Dunnett, atribuindo-se nível de significância de 5%. Os resultados obtidos mostraram que a OHB preveniu o remodelamento concêntrico do VE, hipertrofia heterogênea dos cardiomiócitos, fibrose, e atenuou o influxo de células inflamatórias no miocárdio dos animais diabéticos. Além disso, a OHB aumentou a expressão gênica da Mmp2 e inibiu a hiperexpressão dos genes Tgfb1 e Mmp9 induzida pelo DM. O grupo STZ também exibiu aumento na imunoexpressão de TNF-α e imunoexpressão de VEGF diminuída. Por sua vez, o grupo STZ+OHB apresentou níveis de expressão de TNF-α e VEGF normais. Em síntese, os resultados indicam que a OHB é capaz de melhorar a sinalização pró-inflamatória e pró-angiogênica, e o perfil proteolítico do colágeno cardíaco em ratos diabéticos induzidos por STZ, preservando, assim, a morfologia do miocárdio do VE e suas dimensões.

2020
Dissertações
1
  • SAMUEL FREITAS NUNES
  • OVINOS MORADA NOVA DA VARIEDADE BRANCA: CARACTERIZAÇÃO FENOTÍPICA E
    DIVERSIDADE GENÉTICA, PRIMEIRO PASSO PARA A CONSERVAÇÃO

  • Orientador : DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • JOSE ERNANDES RUFINO DE SOUSA
  • SAMUEL REZENDE PAIVA
  • Data: 30/01/2020

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  • A partir da falta de dados técnicos sobre o padrão racial da variedade branca de ovinos da raça Morada Nova e da situação de risco em que a mesma se encontra o presente estudo objetivou fornecer informações para subsidiar a seleção e a manutenção da variabilidade genética a partir de dados de morfometria corporal, índices zootécnicos e imagens foi realizado testes de média para caracterização, análise de componentes principais visando descobrir quais características possuem maior importância na caracterização e analise discriminante canônica para descobrir qual característica diferencia melhor os animais. Os animais do fenótipo branco da raça Morada Nova são dolicocéfalos, com boa capacidade torácica, desenvolvimento corporal médio e garupa quadrada, possuem mucosas, cascos e pele despigmentados ou parcialmente despigmentados e características morfológicas que indicam a aptidão tanto para a produção de leite como para a produção de carne. Embora existam algumas variações destas características entre as populações, a grande parte pode ser explicada por fatores ambientais, como deficiências nos manejos nutricionais e reprodutivos, e não genéticos e as variáveis relacionadas às medidas cefálicas são as que apresentam o maior poder de diferenciação entre os animais.


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  • A partir da falta de dados técnicos sobre o padrão racial da variedade branca de ovinos da raça Morada Nova e da situação de risco em que a mesma se encontra o presente estudo objetivou fornecer informações para subsidiar a seleção e a manutenção da variabilidade genética a partir de dados de morfometria corporal, índices zootécnicos e imagens foi realizado testes de média para caracterização, análise de componentes principais visando descobrir quais características possuem maior importância na caracterização e analise discriminante canônica para descobrir qual característica diferencia melhor os animais. Os animais do fenótipo branco da raça Morada Nova são dolicocéfalos, com boa capacidade torácica, desenvolvimento corporal médio e garupa quadrada, possuem mucosas, cascos e pele despigmentados ou parcialmente despigmentados e características morfológicas que indicam a aptidão tanto para a produção de leite como para a produção de carne. Embora existam algumas variações destas características entre as populações, a grande parte pode ser explicada por fatores ambientais, como deficiências nos manejos nutricionais e reprodutivos, e não genéticos e as variáveis relacionadas às medidas cefálicas são as que apresentam o maior poder de diferenciação entre os animais.

2
  • MARIA BÁRBARA SILVA
  • AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE CULTIVO E CRIOPRESERVAÇÃO SOBRE O ESTABELECIMENTO DE LINHAGENS FIBROBLÁSTICAS DE ONÇAS-PINTADAS, Panthera onca (LINNAEUS, 1758)

  • Orientador : ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • ANA LIZA PAZ SOUZA
  • HERLON SILVA
  • Data: 29/04/2020

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  • O quantitativo populacional cada vez mais reduzido de onças-pintadas, associado à sua importância ecológica, tem resultado no desenvolvimento de estratégias que promovam a sua conservação. Nesse sentido, células somáticas derivadas da pele destes animais podem ser empregadas para essa finalidade, seja na produção de embriões clones, na obtenção de células induzidas à pluripotência e nos estudos genéticos da espécie. Para tanto, o estabelecimento adequado destas amostras é etapa inicial para essas aplicações. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar os danos gerados pelas condições de cultivo in vitro e criopreservação sobre o estabelecimento de cinco linhagens fibroblásticas derivadas de onças-pintadas adultas. Assim, fragmentos da pele da região auricular apical de uma fêmea e quatro machos foram cultivados in vitro para a obtenção das células somáticas. Inicialmente, para a identificação do tipo celular, células foram confirmadas como fibroblastos após análise morfológica e de imunofluorescência, e as cinco linhagens (um animal/uma linhagem) foram submetidas a dois experimentos. No primeiro experimento, células foram avaliadas em diferentes passagens do cultivo (primeira, terceira décima) para viabilidade, metabolismo e atividade proliferativa. No segundo experimento, células criopreservadas foram avaliadas para viabilidade, metabolismo, atividade proliferativa, níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs), potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm) e apoptose após descongelação em uma, três e dez passagens de cultivo. Células não criopreservadas foram utilizadas como controle. O cultivo in vitro após a primeira (26,1 h ± 4,9), terceira (22,9 h ± 1,6) e décima passagem (22,8 h ± 3,7) e criopreservação (30,0 h ± 1,4) não afetaram a atividade proliferativa. Além disso, nenhuma diferença foi observada para a viabilidade após a primeira (98,9% ± 0,8), terceira (92,5% ± 6,2), décima (95,7% ± 1,4) passagem e criopreservação (73,2% ± 9,8). Contudo, células cultivadas até a décima passagem (49,0% ± 3,3) e criopreservadas (32,7% ± 2,8) reduziram seu metabolismo. Adicionalmente, células criopreservadas mostraram em unidades de fluorescência arbitrárias altos níveis de EROs (1,4 ± 0,1) e ΔΨm alterado (0,9 ± 0,0), quando comparados às células não criopreservadas (1,0 ± 0,1 e 1,0 ± 0,2). Finalmente, células criopreservadas e cultivadas após dez passagens reduziram a atividade proliferativa reduzida (45,1% ± 12,0) e número de células viáveis (30,4% ± 5,7), quando comparadas as células criopreservadas e cultivadas após uma e três passagens. Em conclusão, fibroblastos viáveis podem ser estabelecidos da pele de onças-pintadas e que embora essas células não tenham mostrado alterações na viabilidade e atividade proliferativa, elas sofrem danos durante um longo cultivo e criopreservação nas condições estudadas.


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  • O quantitativo populacional cada vez mais reduzido de onças-pintadas, associado à sua importância ecológica, tem resultado no desenvolvimento de estratégias que promovam a sua conservação. Nesse sentido, células somáticas derivadas da pele destes animais podem ser empregadas para essa finalidade, seja na produção de embriões clones, na obtenção de células induzidas à pluripotência e nos estudos genéticos da espécie. Para tanto, o estabelecimento adequado destas amostras é etapa inicial para essas aplicações. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar os danos gerados pelas condições de cultivo in vitro e criopreservação sobre o estabelecimento de cinco linhagens fibroblásticas derivadas de onças-pintadas adultas. Assim, fragmentos da pele da região auricular apical de uma fêmea e quatro machos foram cultivados in vitro para a obtenção das células somáticas. Inicialmente, para a identificação do tipo celular, células foram confirmadas como fibroblastos após análise morfológica e de imunofluorescência, e as cinco linhagens (um animal/uma linhagem) foram submetidas a dois experimentos. No primeiro experimento, células foram avaliadas em diferentes passagens do cultivo (primeira, terceira décima) para viabilidade, metabolismo e atividade proliferativa. No segundo experimento, células criopreservadas foram avaliadas para viabilidade, metabolismo, atividade proliferativa, níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs), potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm) e apoptose após descongelação em uma, três e dez passagens de cultivo. Células não criopreservadas foram utilizadas como controle. O cultivo in vitro após a primeira (26,1 h ± 4,9), terceira (22,9 h ± 1,6) e décima passagem (22,8 h ± 3,7) e criopreservação (30,0 h ± 1,4) não afetaram a atividade proliferativa. Além disso, nenhuma diferença foi observada para a viabilidade após a primeira (98,9% ± 0,8), terceira (92,5% ± 6,2), décima (95,7% ± 1,4) passagem e criopreservação (73,2% ± 9,8). Contudo, células cultivadas até a décima passagem (49,0% ± 3,3) e criopreservadas (32,7% ± 2,8) reduziram seu metabolismo. Adicionalmente, células criopreservadas mostraram em unidades de fluorescência arbitrárias altos níveis de EROs (1,4 ± 0,1) e ΔΨm alterado (0,9 ± 0,0), quando comparados às células não criopreservadas (1,0 ± 0,1 e 1,0 ± 0,2). Finalmente, células criopreservadas e cultivadas após dez passagens reduziram a atividade proliferativa reduzida (45,1% ± 12,0) e número de células viáveis (30,4% ± 5,7), quando comparadas as células criopreservadas e cultivadas após uma e três passagens. Em conclusão, fibroblastos viáveis podem ser estabelecidos da pele de onças-pintadas e que embora essas células não tenham mostrado alterações na viabilidade e atividade proliferativa, elas sofrem danos durante um longo cultivo e criopreservação nas condições estudadas.

Teses
1
  • KALIANE ALESSANDRA RODRIGUES DE PAIVA
  • POTENCIAL HEPATOPROTETOR, ANTINEOPLÁSICO E GENOPROTETOR DA GEOPRÓPOLIS PRODUZIDA POR ABELHA JANDAÍRA (Melipona subnitida D.) NO SEMIÁRIDO DO RIO GRANDE DO NORTE, BRASIL.

  • Orientador : JAEL BATISTA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JAEL BATISTA SOARES
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • WESLEY LYEVERTON CORREIA RIBEIRO
  • Data: 14/02/2020

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  • Melipona subnitida D. é uma espécie adaptada as condições locais da região semiárida do nordeste brasileiro e apresenta substâncias bioativas com propriedades medicinais atribuídas às suas cargas de mel, pólen e geoprópolis, tornando-se essencial para a economia local e comunidade cientifica, que tem o interesse de produzir fármacos naturais com novos princípios ativos e maior eficácia, pois as doenças hepáticas constituem um dos maiores problemas de saúde de ordem mundial, decorrentes principalmente do uso excessivo de drogas, em especial, antipiréticos, como o acetaminofen.. Dessa forma, objetivou-se avaliar a composição química, atividade antioxidante, genoprotetora, antineoplásica e o potencial hepatoprotetor do extrato hidroetanólico da geoprópolis produzida pela abelha jandaíra (Melipona subnitida D.), na região semiárida do Rio Grande do Norte, Brasil. Avaliou-se in vitro a composição química e atividade antioxidante do extrato hidroetanólico da geoprópolis, bem como, o potencial antineoplásico e genoprotetor, através do ensaio de redução do tetrazólio MTT (brometo de 3-(4,5-dimetil2-tiazolil)-2,5-difenil-2H tetrazólio) em linhagem celular de carcinoma hepatocelular humano (HepG2) e ensaio Cometa Alcalino em linhagem de fibroblastos de camundongo L929 (fonte BCRJ), respectivamente. As amostras de extrato hidroetanólico da geoprópolis apresentaram 41 compostos fenólicos, distribuídos entre fenóis e flavonoides, este último, sendo chalconas, flavonas e flavonóis, com excelente atividade antioxidante. Relata-se pela primeira vez, em geoprópolis de meliponídeos, a presença de lignan 4-demethyldeoxypodophyllotoxin 4-O-glucopyranoside, composto provavelmente responsável pela atividade antineoplásica em carcinoma hepatocelular humano (HepG2), conferida nas amostras de extrato hidroetanólico. Verificou-se também, efeito genoprotetor, com percentuais de redução de genotoxicidade de 90,74%, 73,12% e 48,18%, nas concentrações de 500, 250 e 100μl/mL do extrato hidroetanólico, respectivamente. In vivo, avaliou-se o potencial hepatoprotetor em Rattus norvegicus Berkenhout, 1769, linhagem Wistar com lesão hepática aguda induzida por acetaminofen, através das análises bioquímica da função hepática, avaliação macroscópica, histológica e estereológica dos fígados. Os resultados dos níveis séricos das enzimas TGO e TGP, indicaram que o extrato hidroetanólico da geoprópolis da abelha jandaíra não causou hepatotoxicidade. Na avaliação macroscópica dos fígados, no grupo G3 foi possível constatar coloração marrom pálida e discreta hemorragia, no G4 presença de sufusões hemorrágicas na cápsula, contornos irregulares e acentuação do padrão lobular. Na histoarquitetura dos fígados verificou no G3 focos de hepatócitos tumefeitos, vacuolizados e necrosados, no G4 degeneração e necrose difusa de hepatócitos. Na esteriologia, observou aumento no percentual de hepatócitos e sinusóides, bem como, redução do colágeno no grupo G3 em relação ao G4. Tais dados sugere efeito hepatoprotetor da geoprópolis frente as lesões hepáticas agudas provocadas por acetaminofen. Conclui-se que o extrato hidroetanólico da geoprópolis da abelha jandaíra (Melipona subnitida D.) apresenta composição química variada e atividade antineoplásica, com ausência de hepatotoxicidade e genotoxicidade em células normais, podendo ser um produto natural promissor na quimioterapia.


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  • Melipona subnitida D. é uma espécie adaptada as condições locais da região semiárida do nordeste brasileiro e apresenta substâncias bioativas com propriedades medicinais atribuídas às suas cargas de mel, pólen e geoprópolis, tornando-se essencial para a economia local e comunidade cientifica, que tem o interesse de produzir fármacos naturais com novos princípios ativos e maior eficácia, pois as doenças hepáticas constituem um dos maiores problemas de saúde de ordem mundial, decorrentes principalmente do uso excessivo de drogas, em especial, antipiréticos, como o acetaminofen.. Dessa forma, objetivou-se avaliar a composição química, atividade antioxidante, genoprotetora, antineoplásica e o potencial hepatoprotetor do extrato hidroetanólico da geoprópolis produzida pela abelha jandaíra (Melipona subnitida D.), na região semiárida do Rio Grande do Norte, Brasil. Avaliou-se in vitro a composição química e atividade antioxidante do extrato hidroetanólico da geoprópolis, bem como, o potencial antineoplásico e genoprotetor, através do ensaio de redução do tetrazólio MTT (brometo de 3-(4,5-dimetil2-tiazolil)-2,5-difenil-2H tetrazólio) em linhagem celular de carcinoma hepatocelular humano (HepG2) e ensaio Cometa Alcalino em linhagem de fibroblastos de camundongo L929 (fonte BCRJ), respectivamente. As amostras de extrato hidroetanólico da geoprópolis apresentaram 41 compostos fenólicos, distribuídos entre fenóis e flavonoides, este último, sendo chalconas, flavonas e flavonóis, com excelente atividade antioxidante. Relata-se pela primeira vez, em geoprópolis de meliponídeos, a presença de lignan 4-demethyldeoxypodophyllotoxin 4-O-glucopyranoside, composto provavelmente responsável pela atividade antineoplásica em carcinoma hepatocelular humano (HepG2), conferida nas amostras de extrato hidroetanólico. Verificou-se também, efeito genoprotetor, com percentuais de redução de genotoxicidade de 90,74%, 73,12% e 48,18%, nas concentrações de 500, 250 e 100μl/mL do extrato hidroetanólico, respectivamente. In vivo, avaliou-se o potencial hepatoprotetor em Rattus norvegicus Berkenhout, 1769, linhagem Wistar com lesão hepática aguda induzida por acetaminofen, através das análises bioquímica da função hepática, avaliação macroscópica, histológica e estereológica dos fígados. Os resultados dos níveis séricos das enzimas TGO e TGP, indicaram que o extrato hidroetanólico da geoprópolis da abelha jandaíra não causou hepatotoxicidade. Na avaliação macroscópica dos fígados, no grupo G3 foi possível constatar coloração marrom pálida e discreta hemorragia, no G4 presença de sufusões hemorrágicas na cápsula, contornos irregulares e acentuação do padrão lobular. Na histoarquitetura dos fígados verificou no G3 focos de hepatócitos tumefeitos, vacuolizados e necrosados, no G4 degeneração e necrose difusa de hepatócitos. Na esteriologia, observou aumento no percentual de hepatócitos e sinusóides, bem como, redução do colágeno no grupo G3 em relação ao G4. Tais dados sugere efeito hepatoprotetor da geoprópolis frente as lesões hepáticas agudas provocadas por acetaminofen. Conclui-se que o extrato hidroetanólico da geoprópolis da abelha jandaíra (Melipona subnitida D.) apresenta composição química variada e atividade antineoplásica, com ausência de hepatotoxicidade e genotoxicidade em células normais, podendo ser um produto natural promissor na quimioterapia.

2
  • CAIO SERGIO SANTOS
  • MICROBIOTA AERÓBIA DO SÊMEN E DA MUCOSA PREPUCIAL E EFEITO DOS ANTIMICROBIANOS NA CONSERVAÇÃO DOS PARÂMETROS ESPERMÁTICOS DE CATETOS (Pecari tajacu LINNAEUS,1758) EM CATIVEIRO.

  • Orientador : ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • CAIO AUGUSTO MARTINS AIRES
  • RINALDO APARECIDO MOTA
  • THIBERIO DE SOUZA CASTELO
  • Data: 18/02/2020

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  • A presença de bactérias no sêmen pode causar perdas na função espermática e, consequentemente, interferir nas biotecnologias reprodutivas que façam uso desse material biológico. Dito isso, objetivou-se descrever a microbiota bacteriana do sêmen e prepúcio dos catetos (Pecari tajacu) criados em cativeiro, bem como o impacto do uso de substâncias antimicrobianas na carga bacteriana e função espermática durante a conservação do sêmen dessa espécie. No primeiro experimento, foi realizada a cultura das bactérias aeróbias em amostras de sêmen e prepúcio de nove animais, bem como a quantificação destas e avaliação de parâmetros espermáticos no sêmen. Os isolados foram identificados e testados frente a concentrações de penicilina-estreptomicina, gentamicina e do gel da Aloe vera. Corynebacterium spp. e Staphylococcus spp. foram isolados em maior número no sêmen (64,1% e 20,5%, respectivamente) e no prepúcio (60,6% e 24,2%, respectivamente), variando de 0,4 a 21 × 105 unidades formadoras de colônia (UFC) por mililitro. A carga de Corynebacterium spp. foi correlacionada negativamente (P < 0,05) com a integridade da membrana espermática (r = −0.73055) e velocidade curvilinear (r = −0.69048). A combinação penicilina-estreptomicina (PE) e gentamicina (G) inibiram a maioria dos microrganismos e a A. vera demonstrou fraco potencial antimicrobiano. No segundo experimento, foi analisada a toxicidade de antimicrobianos sobre a longevidade espermática pelo teste de termo resistência em seis amostras de sêmen, sendo cada uma diluída em Tris sozinho (controle) e em Tris acrescido da combinação penicilina-estreptomicina (2000 UI/ml-2 mg/ml) ou de gentamicina (70 µg/ml), e mantidas por 180 min a 37 °C. Verificou-se que os tratamentos não diferiram (P > 0,05) até 180 min, mas que o tratamento contendo G reduziu (P < 0,05) a integridade da membrana e a atividade mitocondrial das células espermáticas aos 180 min (53,1 ± 7,1% e 50,7 ± 6,2%, respectivamente) se comparado a 0 min (80,5 ± 4,7% e 86,3 ± 3,4%, respectivamente). No terceiro experimento, foi avaliado o efeito de duas concentrações de PE (2000 UI/ml – 2 mg/ml [2] e 1000 UI/ml – 1 mg/ml [1]) e G (70 µg/ml [7] e 30 µg/ml [3]) adicionadas aos diluentes Tris + 20% de gema de ovo (TG) e Tris + 20% de A. vera (TA) sobre a carga bacteriana e qualidade espermática em 10 amostras de sêmen mantidas sob refrigeração (5 °C) até 36 h. O tratamento contendo PE2, PE1 e G7, independente do diluente, controlaram (P < 0,05) o crescimento bacteriano durante o armazenamento (variando de 0.5 ± 0.3 103 a 10 ± 4.1 x 103 UFC/ml) até 36 h. Os tratamentos diluídos com TG com qualquer um dos antimicrobianos não demonstraram diferenças (P > 0,05) para a carga bacteriana e parâmetros espermáticos entre 0 e 36 h. Os tratamentos com TA, com ou sem antimicrobianos, afetaram (P < 0,05) a integridade da membrana e atividade mitocondrial dos espermatozoides após 12 h. O tratamento TG-G7 se destacou por manter algumas variáveis espermáticas por mais tempo, como a motilidade total (41,9 ± 6,1%) e progressiva (15 ± 2,6%) até 24 h, bem como a integridade de membrana (58.3 ± 2.1%) e velocidade curvilínea (76.7 ± 5.8%) até 36 h. Diante dos resultados, demonstrou-se a ocorrência de bactérias contaminantes no sêmen e prepúcio de catetos criados em cativeiro, com destaque para Corynebacterium spp. e Staphylococcus spp., bem como um impacto negativo da primeira sobre a função espermática no sêmen fresco. A combinação penicilina-estreptomicina (2000 UI/ml-2 mg/ml) e gentamicina (70 µg/ml) podem ser adicionadas ao Tris na diluição de sêmen, incubado a 37 °C por até 120 min, sem causar efeitos tóxicos aos espermatozoides dos animais. Estas drogas também foram eficazes no controle das bactérias presentes no sêmen refrigerado destes animais, por até 36 h, sem afetar a longevidade espermática.


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  • A presença de bactérias no sêmen pode causar perdas na função espermática e, consequentemente, interferir nas biotecnologias reprodutivas que façam uso desse material biológico. Dito isso, objetivou-se descrever a microbiota bacteriana do sêmen e prepúcio dos catetos (Pecari tajacu) criados em cativeiro, bem como o impacto do uso de substâncias antimicrobianas na carga bacteriana e função espermática durante a conservação do sêmen dessa espécie. No primeiro experimento, foi realizada a cultura das bactérias aeróbias em amostras de sêmen e prepúcio de nove animais, bem como a quantificação destas e avaliação de parâmetros espermáticos no sêmen. Os isolados foram identificados e testados frente a concentrações de penicilina-estreptomicina, gentamicina e do gel da Aloe vera. Corynebacterium spp. e Staphylococcus spp. foram isolados em maior número no sêmen (64,1% e 20,5%, respectivamente) e no prepúcio (60,6% e 24,2%, respectivamente), variando de 0,4 a 21 × 105 unidades formadoras de colônia (UFC) por mililitro. A carga de Corynebacterium spp. foi correlacionada negativamente (P < 0,05) com a integridade da membrana espermática (r = −0.73055) e velocidade curvilinear (r = −0.69048). A combinação penicilina-estreptomicina (PE) e gentamicina (G) inibiram a maioria dos microrganismos e a A. vera demonstrou fraco potencial antimicrobiano. No segundo experimento, foi analisada a toxicidade de antimicrobianos sobre a longevidade espermática pelo teste de termo resistência em seis amostras de sêmen, sendo cada uma diluída em Tris sozinho (controle) e em Tris acrescido da combinação penicilina-estreptomicina (2000 UI/ml-2 mg/ml) ou de gentamicina (70 µg/ml), e mantidas por 180 min a 37 °C. Verificou-se que os tratamentos não diferiram (P > 0,05) até 180 min, mas que o tratamento contendo G reduziu (P < 0,05) a integridade da membrana e a atividade mitocondrial das células espermáticas aos 180 min (53,1 ± 7,1% e 50,7 ± 6,2%, respectivamente) se comparado a 0 min (80,5 ± 4,7% e 86,3 ± 3,4%, respectivamente). No terceiro experimento, foi avaliado o efeito de duas concentrações de PE (2000 UI/ml – 2 mg/ml [2] e 1000 UI/ml – 1 mg/ml [1]) e G (70 µg/ml [7] e 30 µg/ml [3]) adicionadas aos diluentes Tris + 20% de gema de ovo (TG) e Tris + 20% de A. vera (TA) sobre a carga bacteriana e qualidade espermática em 10 amostras de sêmen mantidas sob refrigeração (5 °C) até 36 h. O tratamento contendo PE2, PE1 e G7, independente do diluente, controlaram (P < 0,05) o crescimento bacteriano durante o armazenamento (variando de 0.5 ± 0.3 103 a 10 ± 4.1 x 103 UFC/ml) até 36 h. Os tratamentos diluídos com TG com qualquer um dos antimicrobianos não demonstraram diferenças (P > 0,05) para a carga bacteriana e parâmetros espermáticos entre 0 e 36 h. Os tratamentos com TA, com ou sem antimicrobianos, afetaram (P < 0,05) a integridade da membrana e atividade mitocondrial dos espermatozoides após 12 h. O tratamento TG-G7 se destacou por manter algumas variáveis espermáticas por mais tempo, como a motilidade total (41,9 ± 6,1%) e progressiva (15 ± 2,6%) até 24 h, bem como a integridade de membrana (58.3 ± 2.1%) e velocidade curvilínea (76.7 ± 5.8%) até 36 h. Diante dos resultados, demonstrou-se a ocorrência de bactérias contaminantes no sêmen e prepúcio de catetos criados em cativeiro, com destaque para Corynebacterium spp. e Staphylococcus spp., bem como um impacto negativo da primeira sobre a função espermática no sêmen fresco. A combinação penicilina-estreptomicina (2000 UI/ml-2 mg/ml) e gentamicina (70 µg/ml) podem ser adicionadas ao Tris na diluição de sêmen, incubado a 37 °C por até 120 min, sem causar efeitos tóxicos aos espermatozoides dos animais. Estas drogas também foram eficazes no controle das bactérias presentes no sêmen refrigerado destes animais, por até 36 h, sem afetar a longevidade espermática.

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  • JOVILMA MARIA SOARES DE MEDEIROS
  • INCIDÊNCIA DO Staphylococcus aureus NA PRODUÇÃO DO QUEIJO DE COALHO ARTESANAL E QUALIDADE DE NOVAS FORMULAÇÕES.

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • ANA CARLA DIOGENES SUASSUNA BEZERRA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • NATHALIA CRISTINA CIRONE SILVA
  • Data: 18/02/2020

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  • A forma tradicional de fabricação do queijo de coalho emprega o leite cru como matéria-prima e um modo de preparo tradicional, o que possibilita a permanência de microrganismos patogênicos como o Staphylococcus aureus na cadeia produtiva desse queijo, assim como elevados teores de gordura e sódio. Diante da necessidade atual de produtos com qualidade sanitária e nutricional objetivou-se avaliar a presença do S. aureus na cadeia produtiva do queijo de coalho, o perfil fenotípico e potencial enterotoxigênico dos isolados, assim como propor novas formulações de queijo com substituição parcial do sal por ervas e da gordura por inulina. Para tanto, foram analisadas amostras de toda a cadeia produtiva do queijo de coalho em queijarias artesanais, sendo isoladas colônias de S. aureus e realizada a identificação fenotípica destas, a pesquisa de genes codificadores de enterotoxinas, de resistência a antibióticos e a tipagem por agr typing, além do teste de sensibilidade a antibióticos. Para as novas formulações utilizouse a substituição de cloreto de sódio por ervas nas proporções de 30%, 22,2% e 12,5%, como também a utilização de leite semidesnatado e integral com adição de 8% de inulina. Nessas amostras foram analisados o crescimento microbiano, a composição química e parâmetros físicos durante 10 dias de armazenamento refrigerado. Na cadeia produtiva do queijo de coalho observou-se elevada contaminação por S. aureus, assim como presença de gene produtor de enterotoxina sea e gene mecA. Os genes dos grupos agr estiveram presentes em toda a cadeia produtiva com maior prevalência do agr III. Quanto a resistência a antibióticos observou-se resistência múltipla. Nas formulações com ervas foi possível reduzir as contagens de estafilococos coagulase positiva até o 5º dia de armazenamento, assim como o teor de sódio e melhorar a aceitação do queijo com a adição de 12,5% de ervas. Em relação a inulina esta não interferiu no crescimento microbiano e manteve a aceitação sensorial equivalente ao queijo convencional. Nas queijarias artesanais estudadas encontraram-se cepas de S. aureus com preocupante potencial enterotoxigênico demonstrando a necessidade de uma fabricação com melhores condições de higiene. Além disso, a adição de ervas pode ser uma alternativa para melhorar a qualidade microbiológica, que aliada a utilização da inulina melhoram a qualidade nutricional do queijo de coalho.


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  • A forma tradicional de fabricação do queijo de coalho emprega o leite cru como matéria-prima e um modo de preparo tradicional, o que possibilita a permanência de microrganismos patogênicos como o Staphylococcus aureus na cadeia produtiva desse queijo, assim como elevados teores de gordura e sódio. Diante da necessidade atual de produtos com qualidade sanitária e nutricional objetivou-se avaliar a presença do S. aureus na cadeia produtiva do queijo de coalho, o perfil fenotípico e potencial enterotoxigênico dos isolados, assim como propor novas formulações de queijo com substituição parcial do sal por ervas e da gordura por inulina. Para tanto, foram analisadas amostras de toda a cadeia produtiva do queijo de coalho em queijarias artesanais, sendo isoladas colônias de S. aureus e realizada a identificação fenotípica destas, a pesquisa de genes codificadores de enterotoxinas, de resistência a antibióticos e a tipagem por agr typing, além do teste de sensibilidade a antibióticos. Para as novas formulações utilizouse a substituição de cloreto de sódio por ervas nas proporções de 30%, 22,2% e 12,5%, como também a utilização de leite semidesnatado e integral com adição de 8% de inulina. Nessas amostras foram analisados o crescimento microbiano, a composição química e parâmetros físicos durante 10 dias de armazenamento refrigerado. Na cadeia produtiva do queijo de coalho observou-se elevada contaminação por S. aureus, assim como presença de gene produtor de enterotoxina sea e gene mecA. Os genes dos grupos agr estiveram presentes em toda a cadeia produtiva com maior prevalência do agr III. Quanto a resistência a antibióticos observou-se resistência múltipla. Nas formulações com ervas foi possível reduzir as contagens de estafilococos coagulase positiva até o 5º dia de armazenamento, assim como o teor de sódio e melhorar a aceitação do queijo com a adição de 12,5% de ervas. Em relação a inulina esta não interferiu no crescimento microbiano e manteve a aceitação sensorial equivalente ao queijo convencional. Nas queijarias artesanais estudadas encontraram-se cepas de S. aureus com preocupante potencial enterotoxigênico demonstrando a necessidade de uma fabricação com melhores condições de higiene. Além disso, a adição de ervas pode ser uma alternativa para melhorar a qualidade microbiológica, que aliada a utilização da inulina melhoram a qualidade nutricional do queijo de coalho.

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  • TIAGO DA SILVA TEOFILO
  • CARACTERÍSTICAS MORFOFISIOLÓGICAS RUMINAIS, HEPÁTICAS E PERFIL DE ÁCIDOS GRAXOS DA CARNE DE OVINOS ALIMENTADOS COM DIETAS CONTENDO DIFERENTES TEORES DE ÓLEO RESIDUAL DE FRITURA

  • Orientador : JOSE DOMINGUES FONTENELE NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FÁBIO RAPFAEL PASCOTI BRUHN
  • JAEL BATISTA SOARES
  • JOSE DOMINGUES FONTENELE NETO
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • RENNAN HERCULANO RUFINO MOREIRA
  • Data: 20/02/2020

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  • O uso de produtos alternativos na alimentação de ruminantes pode apresentar características benéficas, tanto do ponto de vista econômico, quanto ambiental. A suplementação de ovinos com óleo residual de fritura (ORF), como estratégia de aumentar o aporte energético dietético pode modular as características da morfofisiologia ruminal, bem como do metabolismo hepático e da carne desses animais. Com isso, objetivou avaliar as características morfofisiológicas do rúmen, bem como as eventuais alterações hepáticas e o perfil de ácidos graxos da carne de ovinos em terminação alimentados com diferentes níveis de ORF. Para isso, 24 ovinos, machos, sem padrão racial definidos, foram distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos (seis carneiros por tratamento). Os animais foram mantidos a pasto durante um período de até 120 dias e logo após confinados por 60 dias, onde foram submetidos a uma das dietas experimentais, que consistiram em diferentes níveis de inclusão do ORF à dieta (0, 3, 6 e 9%) com base na matéria seca. A suplementação com 9% do ORF aumentou os tempos de redução do azul de metileno, sedimentação e flotação. As variáveis morfológicas do rúmen não foram alteradas independente do teor de ORF suplementado. A suplementação com 6 e 9% do ORF promoveu um aumento das lesões hepáticas microscopicamente. A suplementação com 9% do óleo provocou ainda uma redução da deposição de glicogênio no parênquima hepático. A carne dos animais alimentados com 9% de inclusão do óleo apresentou valores menores do ácido oleico (C18:1), quando comparados com o grupo controle. Os animais do grupo controle, apresentaram um menor valor do ácido α-linolênico (C18:3), quando comparados com os demais grupos. Não foram observadas diferenças nos índices trombogênico e aterogênico. A inclusão de óleo residual de fritura até 3% é segura para ser incorporada na dieta de ovinos em terminação, não resultado em alterações hepáticas. Já em relação ao perfil o perfil de ácidos graxos na carne, níveis de até 6% de ORF não refletem em alterações,
    constituindo uma alternativa para o aproveitamento desse resíduo da indústria alimentar.


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  • O uso de produtos alternativos na alimentação de ruminantes pode apresentar características benéficas, tanto do ponto de vista econômico, quanto ambiental. A suplementação de ovinos com óleo residual de fritura (ORF), como estratégia de aumentar o aporte energético dietético pode modular as características da morfofisiologia ruminal, bem como do metabolismo hepático e da carne desses animais. Com isso, objetivou avaliar as características morfofisiológicas do rúmen, bem como as eventuais alterações hepáticas e o perfil de ácidos graxos da carne de ovinos em terminação alimentados com diferentes níveis de ORF. Para isso, 24 ovinos, machos, sem padrão racial definidos, foram distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos (seis carneiros por tratamento). Os animais foram mantidos a pasto durante um período de até 120 dias e logo após confinados por 60 dias, onde foram submetidos a uma das dietas experimentais, que consistiram em diferentes níveis de inclusão do ORF à dieta (0, 3, 6 e 9%) com base na matéria seca. A suplementação com 9% do ORF aumentou os tempos de redução do azul de metileno, sedimentação e flotação. As variáveis morfológicas do rúmen não foram alteradas independente do teor de ORF suplementado. A suplementação com 6 e 9% do ORF promoveu um aumento das lesões hepáticas microscopicamente. A suplementação com 9% do óleo provocou ainda uma redução da deposição de glicogênio no parênquima hepático. A carne dos animais alimentados com 9% de inclusão do óleo apresentou valores menores do ácido oleico (C18:1), quando comparados com o grupo controle. Os animais do grupo controle, apresentaram um menor valor do ácido α-linolênico (C18:3), quando comparados com os demais grupos. Não foram observadas diferenças nos índices trombogênico e aterogênico. A inclusão de óleo residual de fritura até 3% é segura para ser incorporada na dieta de ovinos em terminação, não resultado em alterações hepáticas. Já em relação ao perfil o perfil de ácidos graxos na carne, níveis de até 6% de ORF não refletem em alterações,
    constituindo uma alternativa para o aproveitamento desse resíduo da indústria alimentar.

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  • PALOMA DE MATOS MACCHI
  • AVALIAÇÃO DA FARINHA DE FOLHA DE MORINGA (Moringa oleifera) NA ALIMENTAÇÃO E IMUNIDADE DE CODORNAS EUROPEIAS (Coturnix coturnix)

  • Orientador : CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • LEONARDO LELIS DE MACEDO COSTA
  • THIBERIO DE SOUZA CASTELO
  • WESLEY ADSON COSTA COELHO
  • Data: 20/02/2020

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  • A criação de codornas tem se mostrado muito promissora no Brasil, apresentando várias vantagens em relação à criação poedeiras e frangos de corte. Independente da finalidade de criação (carne ou ovos), tem tido crescimento constante em todas as regiões do Brasil. Alternativas nutricionais de baixo custo, que beneficiem o sistema imune frente às maiores exigências de aves mantidas em clima quente, podem favorecer o crescimento da coturnicultura no Nordeste brasileiro. A Moringa oleifera é uma opção que tem apresentado importantes características nutricionais e funcionais na alimentação animal. Este estudo objetivou avaliar o efeito da inclusão da folha de Moringa oleifera na alimentação de codornas europeias (Coturnix coturnix) sobre parâmetros de desempenho, rendimento de carcaça, peso de órgãos e bioquímica sérica, visando diminuir custos de produção sem comprometer desempenho e bem-estar. Foram utilizadas 360 codornas mistas da Granja Fujikura®, de 1 a 42 dias de idade, distribuídas aleatoriamente em 05 grupos, que consistiam 05 tratamentos (06 repetições) com n=12. As aves foram alimentadas ad libtum com rações experimentais à base de milho e farelo de soja, com 05 níveis de inclusão de proteína de folhas de Moringa oleifera (0.0%; 1.0%; 2.0%; 3.0%; 4.0%) em substituição a proteína do milho e soja, formuladas para 2 fases de criação, todas confeccionadas na forma farelada e isonutritivas. O experimento em campo se realizou no Instituto Federal do Rio Grande do Norte, Campus Ipanguaçu, em aviário tipo convencional onde as aves foram alojadas em boxes forrados com maravalha. Os padrões de manejo foram seguidos conforme o manual da linhagem para codornas de corte criadas em clima quente/verão. As folhas de moringa foram provenientes da área experimental do Campus Ipanguaçu, de plantas com seis meses de idade e intervalos de corte de 45 dias. O desempenho foi avaliado em duas fases (1 a 21 dias e 22 a 42 dias de idade). Aos 28, 35 e 42 dias de idade, amostras de 02 aves por grupo experimental foram escolhidas aleatoriamente para avaliação do rendimento de carcaça. A coleta de sangue e órgãos imunes e comestíveis ocorreu aos 14, 28 e 42 dias de idade das aves, a partir de 06 aves por grupo escolhidas aleatoriamente para avaliação da bioquímica sérica: Aspartato aminotransferase - AST; Alanina aminotransferase - ALT; Fosfatase alcalina - FAL; Colesterol; Triglicerídeos; Glicose. Os resultados de desempenho, rendimento de carcaça, peso de órgãos, parâmetros sanguíneos e análise econômica foram submetidos análise de variância e regressão polinomial. Os dados de rendimento de carcaça foram submetidos a análise de variância seguindo um esquema fatorial 5x3x2, sendo 5 níveis (%) de proteína de folha de moringa na ração, 3 idades e 2 sexos. Os parâmetros sanguíneos e peso de órgãos foram analisados em esquema fatorial 5x3, considerando 5 níveis de proteína de folha de moringa e 3 idades. Quando houve interação dos fatores analisados, a comparação das médias no desdobramento foi realizada pelo teste de Tukey à 5% de significância. A proteína de folha de Moringa oleifera reduz o peso vivo e ganho de peso até 21 dias de idade, porém não interfere em consumo de ração, eficiência produtiva e ganho médio diário aos 42 dias de idade, sendo possível a utilização até 2,24%. Considerando utilizar moringa somente de 22 a 42 dias é possível incluir 2,6% sem aumentar a conversão alimentar ou diminuir a eficiência alimentar, nas condições experimentais. A proteína de Moringa oleifera incluída até 4.0% na ração de codornas europeias não apresenta efeito sobre peso vivo, carcaça esviscerada, peito, coxa e sobrecoxa, e vísceras comestíveis de fêmeas aos 28, 35 e 42 dias de idade. No entanto, reduz o peso de carcaça esviscerada, peito, coxa e sobrecoxa de machos aos 35 dias. Até 4.0% de moringa ocorre aumento do peso do timo e redução do baço aos 42 dias, bem como da bolsa cloacal aos 14 dias de idade. Não interfere nos níveis de glicose e triglicerídeos aos 14, 28 e 42 dias de idade, porém reduz os níveis de colesterol aos 14 dias, sugerindo que nesse período ocorre má absorção e digestão de nutrientes. Aos 28 dias ocorre elevação dos níveis de AST, alterações em ALT e FAL aos 42 dias conforme aumento do nível de proteína de moringa, porém os valores obtidos estão dentro da normalidade para aves. A inclusão até 3.03% de proteína de moringa na ração provoca aumento dos níveis de ALT enquanto até 2.26% ocorre redução da FAL. A alimentação com até 4.0% de proteína de Moringa oleifera é viável economicamente para criação de codornas europeias mistas até 28 dias de idade, considerando apenas o investimento com ração nas condições experimentais. Considerando a venda das aves aos 42 dias, é indicado o nível 3.37% com base nos parâmetros e indicadores econômicos.


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  • A criação de codornas tem se mostrado muito promissora no Brasil, apresentando várias vantagens em relação à criação poedeiras e frangos de corte. Independente da finalidade de criação (carne ou ovos), tem tido crescimento constante em todas as regiões do Brasil. Alternativas nutricionais de baixo custo, que beneficiem o sistema imune frente às maiores exigências de aves mantidas em clima quente, podem favorecer o crescimento da coturnicultura no Nordeste brasileiro. A Moringa oleifera é uma opção que tem apresentado importantes características nutricionais e funcionais na alimentação animal. Este estudo objetivou avaliar o efeito da inclusão da folha de Moringa oleifera na alimentação de codornas europeias (Coturnix coturnix) sobre parâmetros de desempenho, rendimento de carcaça, peso de órgãos e bioquímica sérica, visando diminuir custos de produção sem comprometer desempenho e bem-estar. Foram utilizadas 360 codornas mistas da Granja Fujikura®, de 1 a 42 dias de idade, distribuídas aleatoriamente em 05 grupos, que consistiam 05 tratamentos (06 repetições) com n=12. As aves foram alimentadas ad libtum com rações experimentais à base de milho e farelo de soja, com 05 níveis de inclusão de proteína de folhas de Moringa oleifera (0.0%; 1.0%; 2.0%; 3.0%; 4.0%) em substituição a proteína do milho e soja, formuladas para 2 fases de criação, todas confeccionadas na forma farelada e isonutritivas. O experimento em campo se realizou no Instituto Federal do Rio Grande do Norte, Campus Ipanguaçu, em aviário tipo convencional onde as aves foram alojadas em boxes forrados com maravalha. Os padrões de manejo foram seguidos conforme o manual da linhagem para codornas de corte criadas em clima quente/verão. As folhas de moringa foram provenientes da área experimental do Campus Ipanguaçu, de plantas com seis meses de idade e intervalos de corte de 45 dias. O desempenho foi avaliado em duas fases (1 a 21 dias e 22 a 42 dias de idade). Aos 28, 35 e 42 dias de idade, amostras de 02 aves por grupo experimental foram escolhidas aleatoriamente para avaliação do rendimento de carcaça. A coleta de sangue e órgãos imunes e comestíveis ocorreu aos 14, 28 e 42 dias de idade das aves, a partir de 06 aves por grupo escolhidas aleatoriamente para avaliação da bioquímica sérica: Aspartato aminotransferase - AST; Alanina aminotransferase - ALT; Fosfatase alcalina - FAL; Colesterol; Triglicerídeos; Glicose. Os resultados de desempenho, rendimento de carcaça, peso de órgãos, parâmetros sanguíneos e análise econômica foram submetidos análise de variância e regressão polinomial. Os dados de rendimento de carcaça foram submetidos a análise de variância seguindo um esquema fatorial 5x3x2, sendo 5 níveis (%) de proteína de folha de moringa na ração, 3 idades e 2 sexos. Os parâmetros sanguíneos e peso de órgãos foram analisados em esquema fatorial 5x3, considerando 5 níveis de proteína de folha de moringa e 3 idades. Quando houve interação dos fatores analisados, a comparação das médias no desdobramento foi realizada pelo teste de Tukey à 5% de significância. A proteína de folha de Moringa oleifera reduz o peso vivo e ganho de peso até 21 dias de idade, porém não interfere em consumo de ração, eficiência produtiva e ganho médio diário aos 42 dias de idade, sendo possível a utilização até 2,24%. Considerando utilizar moringa somente de 22 a 42 dias é possível incluir 2,6% sem aumentar a conversão alimentar ou diminuir a eficiência alimentar, nas condições experimentais. A proteína de Moringa oleifera incluída até 4.0% na ração de codornas europeias não apresenta efeito sobre peso vivo, carcaça esviscerada, peito, coxa e sobrecoxa, e vísceras comestíveis de fêmeas aos 28, 35 e 42 dias de idade. No entanto, reduz o peso de carcaça esviscerada, peito, coxa e sobrecoxa de machos aos 35 dias. Até 4.0% de moringa ocorre aumento do peso do timo e redução do baço aos 42 dias, bem como da bolsa cloacal aos 14 dias de idade. Não interfere nos níveis de glicose e triglicerídeos aos 14, 28 e 42 dias de idade, porém reduz os níveis de colesterol aos 14 dias, sugerindo que nesse período ocorre má absorção e digestão de nutrientes. Aos 28 dias ocorre elevação dos níveis de AST, alterações em ALT e FAL aos 42 dias conforme aumento do nível de proteína de moringa, porém os valores obtidos estão dentro da normalidade para aves. A inclusão até 3.03% de proteína de moringa na ração provoca aumento dos níveis de ALT enquanto até 2.26% ocorre redução da FAL. A alimentação com até 4.0% de proteína de Moringa oleifera é viável economicamente para criação de codornas europeias mistas até 28 dias de idade, considerando apenas o investimento com ração nas condições experimentais. Considerando a venda das aves aos 42 dias, é indicado o nível 3.37% com base nos parâmetros e indicadores econômicos.

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  • ANA PAULA PINHEIRO DE ASSIS
  • QUALIDADE DA CARNE BOVINA SUBMETIDA A MARINAÇÃO COM PRÓPOLIS VERDE, VERMELHA E MARROM.

  • Orientador : PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEJAIR MESSAGE
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • RICARDO HENRIQUE DE LIMA LEITE
  • Data: 21/02/2020

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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de marinados enriquecidos com extratos das própolis verde, vermelha e marrom sobre as características de qualidade da carne bovina ao longo de 12 dias de armazenamento refrigerado (4°C ± 1°). Utilizou-se porções do contrafilé (Longissimus dorsi) marinadas com água destilada (controle), marinadas com própolis verde (MGP), com própolis vermelha (MRP) e marinadas com própolis marrom (MBP). Para as análises microbiológicas as amostras foram submetidas à determinação de microorganismos mesófilos, psicrotróficos, psicrófilos e salmonella spp. Foram avaliados os parâmetros físico-químicos de pH, cor (L* a* b*), capacidade de retenção de água (CRA), perda de peso na cocção (PPC), força de cisalhamento (FC), umidade, cinza, proteína, lipídeos e a oxidação lipídica. As análises foram feitas em triplicata nos tempos: 0 3, 6, 9 e 12 dias. Para a análise sensorial foram realizados os testes de aceitação e intenção de comprar. As análises microbiológicas demonstraram que as amostras atenderam aos padrões microbiológicos para carne in natura. Para os valores de pH, as amostras marinadas com o MRP mantiveram o pH mais estável. O MRP e MBP oferecem uma proteção que evita perdas, mostrando valores de CRA de 74,53 e 71,77% no 12° dia de armazenamento. O MGP apresentou menor perda de peso na cocção no 12° dia de armazenamento e também mostrou menores valores de força de cisalhamento. As amostras MGP e MBP apresentaram menores alterações nos valores de luminosidade. A MRP foi a que menos sofreu alterações para o teor de vermelho. Os extratos mantiveram os valores de umidade, cinza, proteína e lipídeos estáveis, e retardaram a oxidação lipídica durante todo o período de estocagem. Quanto ao teste sensorial a marinação de menor aceitação foi a MRP por apresentar sabor e odor forte. A intenção de compra por partes dos julgadores mostrou que a carne MBP apresentou maior percentual de intenção de compra (70%). A capacidade de preservar as características físico-químicas e microbiológicas de qualidade na carne bovina foi maior na carne marinada com o extrato da própolis vermelha. Apresentou maior intenção de compra pelos avaliadores a carne marinada com o extrato da própolis marrom, mostrando também maiores notas no teste de aceitação.


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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de marinados enriquecidos com extratos das própolis verde, vermelha e marrom sobre as características de qualidade da carne bovina ao longo de 12 dias de armazenamento refrigerado (4°C ± 1°). Utilizou-se porções do contrafilé (Longissimus dorsi) marinadas com água destilada (controle), marinadas com própolis verde (MGP), com própolis vermelha (MRP) e marinadas com própolis marrom (MBP). Para as análises microbiológicas as amostras foram submetidas à determinação de microorganismos mesófilos, psicrotróficos, psicrófilos e salmonella spp. Foram avaliados os parâmetros físico-químicos de pH, cor (L* a* b*), capacidade de retenção de água (CRA), perda de peso na cocção (PPC), força de cisalhamento (FC), umidade, cinza, proteína, lipídeos e a oxidação lipídica. As análises foram feitas em triplicata nos tempos: 0 3, 6, 9 e 12 dias. Para a análise sensorial foram realizados os testes de aceitação e intenção de comprar. As análises microbiológicas demonstraram que as amostras atenderam aos padrões microbiológicos para carne in natura. Para os valores de pH, as amostras marinadas com o MRP mantiveram o pH mais estável. O MRP e MBP oferecem uma proteção que evita perdas, mostrando valores de CRA de 74,53 e 71,77% no 12° dia de armazenamento. O MGP apresentou menor perda de peso na cocção no 12° dia de armazenamento e também mostrou menores valores de força de cisalhamento. As amostras MGP e MBP apresentaram menores alterações nos valores de luminosidade. A MRP foi a que menos sofreu alterações para o teor de vermelho. Os extratos mantiveram os valores de umidade, cinza, proteína e lipídeos estáveis, e retardaram a oxidação lipídica durante todo o período de estocagem. Quanto ao teste sensorial a marinação de menor aceitação foi a MRP por apresentar sabor e odor forte. A intenção de compra por partes dos julgadores mostrou que a carne MBP apresentou maior percentual de intenção de compra (70%). A capacidade de preservar as características físico-químicas e microbiológicas de qualidade na carne bovina foi maior na carne marinada com o extrato da própolis vermelha. Apresentou maior intenção de compra pelos avaliadores a carne marinada com o extrato da própolis marrom, mostrando também maiores notas no teste de aceitação.

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  • KELIANE DA SILVA MAIA
  • EFEITO DE AGENTES NATURAIS NA QUALIDADE DE MANTEIGA DE GARRAFA.

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • SOLANGE DE SOUSA
  • Data: 27/02/2020

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  • Por ser um alimento rico em lipídios, a manteiga de garrafa pode desenvolver características indesejáveis mediante a deterioração oxidativa, conferindo-lhe sabor e odor indesejáveis, característico de ranço, além de reduzir seu valor nutricional, pela oxidação de ácidos graxos polinsaturados e consequente formação de compostos voláteis. Nesse contexto, objetivou-se investigar o uso de agentes naturais no controle oxidativo de manteiga de garrafa afim de promover maior vida útil, agregando-lhe valor e funcionalidade, pela incorporação de agentes bioativos, e pelas mudanças organoléticas diferenciadas. Para isso, o presente estudo foi constituído de dois experimentos distintos, sendo eles: Experimento I: Estabilidade oxidativa e qualidade sensorial de manteiga de garrafa enriquecida com extrato de pimenta do reino. Experimento II: Estabilidade oxidativa e qualidade sensorial de manteiga de garrafa defumada. Em ambos os experimentos, após desenvolvimento e caracterização da manteiga de garrafa, foram realizados testes de estabilidade acelerada, (simulando o armazenamento e a cocção), monitorando a evolução oxidativa através de análises físico químicas, avaliou-se também a segurança microbiológica pela contagem total de Mesófilos e Coliformes (35° e 45°), além da avaliação sensorial, afim de avaliar a aceitação e intenção de compra do produto. Em síntese, o uso de conservantes naturais a manteiga de garrafa pode benefícios econômicos pela oferta de um produto diferenciado, além de estender a qualidade de um produto regional de grande consumo, mas de fácil deterioração.


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  • Por ser um alimento rico em lipídios, a manteiga de garrafa pode desenvolver características indesejáveis mediante a deterioração oxidativa, conferindo-lhe sabor e odor indesejáveis, característico de ranço, além de reduzir seu valor nutricional, pela oxidação de ácidos graxos polinsaturados e consequente formação de compostos voláteis. Nesse contexto, objetivou-se investigar o uso de agentes naturais no controle oxidativo de manteiga de garrafa afim de promover maior vida útil, agregando-lhe valor e funcionalidade, pela incorporação de agentes bioativos, e pelas mudanças organoléticas diferenciadas. Para isso, o presente estudo foi constituído de dois experimentos distintos, sendo eles: Experimento I: Estabilidade oxidativa e qualidade sensorial de manteiga de garrafa enriquecida com extrato de pimenta do reino. Experimento II: Estabilidade oxidativa e qualidade sensorial de manteiga de garrafa defumada. Em ambos os experimentos, após desenvolvimento e caracterização da manteiga de garrafa, foram realizados testes de estabilidade acelerada, (simulando o armazenamento e a cocção), monitorando a evolução oxidativa através de análises físico químicas, avaliou-se também a segurança microbiológica pela contagem total de Mesófilos e Coliformes (35° e 45°), além da avaliação sensorial, afim de avaliar a aceitação e intenção de compra do produto. Em síntese, o uso de conservantes naturais a manteiga de garrafa pode benefícios econômicos pela oferta de um produto diferenciado, além de estender a qualidade de um produto regional de grande consumo, mas de fácil deterioração.

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  • MANUELLA DE OLIVEIRA CABRAL ROCHA LINHARES
  • DETECÇÃO DE FRAUDES EM QUEIJO DE MANTEIGA E EM MANTEIGA DE GARRAFA DO RIO GRANDE DO NORTE.

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • PATRICIA DA CUNHA SOUSA
  • SOLANGE DE SOUSA
  • Data: 27/02/2020

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  • O queijo de manteiga e a manteiga de garrafa são bastante consumidos no Nordeste do Brasil, além disso têm muita relevância para o crescimento socioeconômico para a região. Em alguns casos, durante a fabricação desses produtos, são realizadas práticas inadequadas de higiene e de adição de ingredientes não permitidos pela legislação. Assim, objetivou-se avaliar a qualidade microbiológica, físico-química e detecção de possíveis fraudes em queijos de manteiga e em manteigas de garrafa comercializados no Rio Grande do Norte. Para isso, foram adquiridas 30 amostras de queijos de manteiga e 30 de manteigas de garrafa. As amostras foram submetidas as análises microbiológicas (Coliformes a 35 e 45 ºC, Staphylococcus coagulase positiva e Salmonella spp.), físico-químicas (umidade, gordura, pH, cloretos, acidez), teste do Lugol (só para queijos) e o perfil dos ácidos graxos em cromatografia gasosa. Observou-se que 87% e 33% das amostras de queijo e manteiga, respectivamente, apresentaram contagens elevadas para Staphylococcus coagulase positiva. Apenas uma amostra de queijo apresentou presença para Salmonella spp. Nos queijos foram obtidos resultados médios para umidade de 43,79%, gordura 26,70%, pH 4,81, cloretos 8,07% e acidez 1,53%. Para as manteigas foram obtidos resultados médios para umidade de 0,28%, gordura 98,38%, sólidos não gordurosos 1,34%, pH 4,65, cloretos 0,05%, sólidos totais 99,70% e acidez 0,26%. Foram detectadas a presença do amido em 6 (20%) das amostras de queijos. Para o perfil dos ácidos graxos observou-se que 83% dos queijos e 50% das manteigas apresentaram percentual de ácido linoleico acima de 3% que é a média encontrada no leite. Assim, permitiu-se concluir que os queijos de manteiga e as manteigas de garrafa apresentaram qualidade microbiológica indesejável, e também, foram detectadas fraudes por adição de amido e por substituição de gordura animal láctea por óleo vegetal, considerando a elevada porcentagem de ácido linoleico encontrada nas amostras.


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  • O queijo de manteiga e a manteiga de garrafa são bastante consumidos no Nordeste do Brasil, além disso têm muita relevância para o crescimento socioeconômico para a região. Em alguns casos, durante a fabricação desses produtos, são realizadas práticas inadequadas de higiene e de adição de ingredientes não permitidos pela legislação. Assim, objetivou-se avaliar a qualidade microbiológica, físico-química e detecção de possíveis fraudes em queijos de manteiga e em manteigas de garrafa comercializados no Rio Grande do Norte. Para isso, foram adquiridas 30 amostras de queijos de manteiga e 30 de manteigas de garrafa. As amostras foram submetidas as análises microbiológicas (Coliformes a 35 e 45 ºC, Staphylococcus coagulase positiva e Salmonella spp.), físico-químicas (umidade, gordura, pH, cloretos, acidez), teste do Lugol (só para queijos) e o perfil dos ácidos graxos em cromatografia gasosa. Observou-se que 87% e 33% das amostras de queijo e manteiga, respectivamente, apresentaram contagens elevadas para Staphylococcus coagulase positiva. Apenas uma amostra de queijo apresentou presença para Salmonella spp. Nos queijos foram obtidos resultados médios para umidade de 43,79%, gordura 26,70%, pH 4,81, cloretos 8,07% e acidez 1,53%. Para as manteigas foram obtidos resultados médios para umidade de 0,28%, gordura 98,38%, sólidos não gordurosos 1,34%, pH 4,65, cloretos 0,05%, sólidos totais 99,70% e acidez 0,26%. Foram detectadas a presença do amido em 6 (20%) das amostras de queijos. Para o perfil dos ácidos graxos observou-se que 83% dos queijos e 50% das manteigas apresentaram percentual de ácido linoleico acima de 3% que é a média encontrada no leite. Assim, permitiu-se concluir que os queijos de manteiga e as manteigas de garrafa apresentaram qualidade microbiológica indesejável, e também, foram detectadas fraudes por adição de amido e por substituição de gordura animal láctea por óleo vegetal, considerando a elevada porcentagem de ácido linoleico encontrada nas amostras.

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  • FERNANDA ARAUJO DOS SANTOS
  • IDADE DA DOADORA E DIFERENTES GÊNEROS RECEPTORES: RESPOSTAS AO XENOTRANSPLANTE OVARIANO OVINO POR LONGO PERÍODO DE CULTIVO

  • Orientador : MARCELO BARBOSA BEZERRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • FRANCISCO SILVESTRE BRILHANTE BEZERRA
  • GERLANE MODESTO DA SILVA
  • MARCELO BARBOSA BEZERRA
  • Naisandra Bezerra da Silva
  • Data: 28/02/2020

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  • O xenotransplante de tecido ovariano representa uma ferramenta interessante para investigar o potencial reprodutivo em diferentes mamíferos domésticos, no entanto sua aplicabilidade em ovinos ainda necessita ser estudada. O objetivo deste estudo foi avaliar a viabilidade e desenvolvimento de tecido ovariano ovino transplantado em duas linhagens de camundongos imunossuprimidos (C57BL/6 SCID e BALB/c Nude). Para o primeiro experimento, ovários de fetos ovinos foram colhidos após o abate de suas genitoras, divididos em pequenos fragmentos que foram destinados a avaliação controle e ao xenotransplante a fresco. Foram utilizadas cinco receptoras da linhagem C57BL/6 SCID para o xenotransplante. As camundongas receptoras foram eutanasiadas após 65 dias de pós-operatório, sendo coletados os transplantes para avaliações macro e microscópicas. Para o segundo experimento, fragmentos ovarianos (1 mm3) de ovelhas jovens foram xenotransplantados a fresco em cinco receptores machos de cada linhagem. Após 65 dias  do xenotransplante, os animais foram eutanasiados e os transplantes avaliados quanto às características macroscópicas, por histologia clássica e o desenvolvimento oocitário in vitro. No primeiro experimento observou-se que em 80% das fêmeas receptoras o padrão citológico do lavado vaginal alternou entre diestro-proestro-diestro, não sendo observadas as fases de estro e metaestro durante o período experimental. Na análise histológica foram observados folículos pré antrais e antrais (menores) e sem alterações morfológicas. No segundo experimento foi observada uma depleção massiva dos folículos xenotransplantados, principalmente nos animais da linhagem SCID. No entanto, em um dos receptores BALB/c Nude, recuperou-se um oócito, o qual foi submetido a maturação, fecundação e cultivo in vitro, sem contudo apresentar desenvolvimento embrionário. Pode-se observar que enquanto o período adotado não foi suficiente para que os ovários de feto ovino transplantados nas fêmeas SCID apresentassem folículos antrais com mais de 1mm após o cultivo, os córtices ovarianos de ovelhas jovens transplantados nos machos Nude e SCID apresentaram depleção massiva dos folículos e presença de 1 antral com mais de 1mm. Considerando doadoras da mesma espécie, conclui-se que a idade da doadora, a espécie receptora, o local de realização do transplante e o período para a coleta do tecido ovariano devem ser adaptados para melhores resultados.


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  • O xenotransplante de tecido ovariano representa uma ferramenta interessante para investigar o potencial reprodutivo em diferentes mamíferos domésticos, no entanto sua aplicabilidade em ovinos ainda necessita ser estudada. O objetivo deste estudo foi avaliar a viabilidade e desenvolvimento de tecido ovariano ovino transplantado em duas linhagens de camundongos imunossuprimidos (C57BL/6 SCID e BALB/c Nude). Para o primeiro experimento, ovários de fetos ovinos foram colhidos após o abate de suas genitoras, divididos em pequenos fragmentos que foram destinados a avaliação controle e ao xenotransplante a fresco. Foram utilizadas cinco receptoras da linhagem C57BL/6 SCID para o xenotransplante. As camundongas receptoras foram eutanasiadas após 65 dias de pós-operatório, sendo coletados os transplantes para avaliações macro e microscópicas. Para o segundo experimento, fragmentos ovarianos (1 mm3) de ovelhas jovens foram xenotransplantados a fresco em cinco receptores machos de cada linhagem. Após 65 dias  do xenotransplante, os animais foram eutanasiados e os transplantes avaliados quanto às características macroscópicas, por histologia clássica e o desenvolvimento oocitário in vitro. No primeiro experimento observou-se que em 80% das fêmeas receptoras o padrão citológico do lavado vaginal alternou entre diestro-proestro-diestro, não sendo observadas as fases de estro e metaestro durante o período experimental. Na análise histológica foram observados folículos pré antrais e antrais (menores) e sem alterações morfológicas. No segundo experimento foi observada uma depleção massiva dos folículos xenotransplantados, principalmente nos animais da linhagem SCID. No entanto, em um dos receptores BALB/c Nude, recuperou-se um oócito, o qual foi submetido a maturação, fecundação e cultivo in vitro, sem contudo apresentar desenvolvimento embrionário. Pode-se observar que enquanto o período adotado não foi suficiente para que os ovários de feto ovino transplantados nas fêmeas SCID apresentassem folículos antrais com mais de 1mm após o cultivo, os córtices ovarianos de ovelhas jovens transplantados nos machos Nude e SCID apresentaram depleção massiva dos folículos e presença de 1 antral com mais de 1mm. Considerando doadoras da mesma espécie, conclui-se que a idade da doadora, a espécie receptora, o local de realização do transplante e o período para a coleta do tecido ovariano devem ser adaptados para melhores resultados.

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  • LUCAS DE OLIVEIRA SOARES REBOUCAS
  • QUALIDADE DE ATUNS CAPTURADOS EM FROTA ARTESANAL NO ATLÂNTICO OESTE EQUATORIAL.

  • Orientador : PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CARLA DIOGENES SUASSUNA BEZERRA
  • GUELSON BATISTA DA SILVA
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 28/02/2020

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  • O grupo dos atuns e afins constituem um importante recurso pesqueiro mundial. Normalmente a pesca de atuns é caracterizada pela predominância do segmento industrial, sendo realizada por grandes embarcações, com alto nível tecnológico, para a captura, armazenamento e processamento a bordo. No Nordeste com o esgotamento dos estoques tradicionalmente explotados, grande parte da frota pesqueira artesanal está sendo adaptada na busca de pescarias alternativas, como a dos atuns. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade dos atuns capturados em frota artesanal no atlântico oeste equatorial. Foram realizados embarques bimestrais durante um ano. Logo após a captura, foi realizada a identificação da espécie com o auxílio de literatura especializada, biometria com o auxílio de um paquímetro de 2 m alcance e precisão de 1 cm, para a obtenção do comprimento furcal, e em seguida no momento da evisceração, será feita a identificação do sexo através da observação das gônadas. Para avaliar a qualidade física, foi avaliado o potencial hidrogeniônico (pH), capacidade de retenção de água (CRA), perda de peso pós-cocção (PPC), força de cisalhamento e as coordenadas de cor (L*, a* e b*). Os efeitos das diferentes variáveis independentes (sexo, dias de armazenamento, temperatura de armazenamento, tamanho do peixe e época de captura) sobre cada variável dependente (parâmetros físicos, químicos e sensoriais) foram comparados por meio do teste de Tukey, a nível de 5% de probabilidade. A relação entre as variáveis, ainda foram analisadas através de análises de regressão simples, com correlação de Pearson, afim de verificar se há correlação (negativa/positiva) entre as variáveis. Os resultados deste trabalho demonstraram que a qualidade dos atuns capturados em frota artesanal é influenciada pela forma de abate e manipulação a bordo sendo que a variação das características estudadas interferiram na produção de um pescado de boa qualidade.


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  • O grupo dos atuns e afins constituem um importante recurso pesqueiro mundial. Normalmente a pesca de atuns é caracterizada pela predominância do segmento industrial, sendo realizada por grandes embarcações, com alto nível tecnológico, para a captura, armazenamento e processamento a bordo. No Nordeste com o esgotamento dos estoques tradicionalmente explotados, grande parte da frota pesqueira artesanal está sendo adaptada na busca de pescarias alternativas, como a dos atuns. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade dos atuns capturados em frota artesanal no atlântico oeste equatorial. Foram realizados embarques bimestrais durante um ano. Logo após a captura, foi realizada a identificação da espécie com o auxílio de literatura especializada, biometria com o auxílio de um paquímetro de 2 m alcance e precisão de 1 cm, para a obtenção do comprimento furcal, e em seguida no momento da evisceração, será feita a identificação do sexo através da observação das gônadas. Para avaliar a qualidade física, foi avaliado o potencial hidrogeniônico (pH), capacidade de retenção de água (CRA), perda de peso pós-cocção (PPC), força de cisalhamento e as coordenadas de cor (L*, a* e b*). Os efeitos das diferentes variáveis independentes (sexo, dias de armazenamento, temperatura de armazenamento, tamanho do peixe e época de captura) sobre cada variável dependente (parâmetros físicos, químicos e sensoriais) foram comparados por meio do teste de Tukey, a nível de 5% de probabilidade. A relação entre as variáveis, ainda foram analisadas através de análises de regressão simples, com correlação de Pearson, afim de verificar se há correlação (negativa/positiva) entre as variáveis. Os resultados deste trabalho demonstraram que a qualidade dos atuns capturados em frota artesanal é influenciada pela forma de abate e manipulação a bordo sendo que a variação das características estudadas interferiram na produção de um pescado de boa qualidade.

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  • DANIEL DE FREITAS BRASIL
  • TERMITEIROS ARBORÍCOLAS (Microcerotermes indistinctus e Constrictotermes cyphergaster) COMO SUBSTRATO DE NIDIFICAÇÃO PARA A ABELHA SEM FERRÃO Partamona seridoensis NA CAATINGA.

  • Orientador : MICHAEL HRNCIR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MICHAEL HRNCIR
  • DANIELA FARIA FLORENCIO
  • BRENO MAGALHÃES FREITAS
  • DENISE DE ARAUJO ALVES
  • VERA LUCIA IMPERATRIZ FONSECA
  • Data: 28/02/2020

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  • A diagnose morfológica da espécie de abelha sem ferrão, endêmica da Caatinga, Partamona seridoensis é amplamente descrita e consolidada, porém, os aspectos arquitetônicos, estruturais e termodinâmicos dos cupinzeiros e dos ninhos desta abelha termitófila obrigatória são pouco conhecidos. Diante disso, este trabalho buscou realizar um estudo base que teve por objetivos: (1) indicar qual melhor metodologia de dimensionamento de volume e área superficial de cupinzeiros arborícolas, oferecendo um modelo matemático de ajuste; (2) realizar uma descrição comparativa entre as estruturas arquitetônicas de ninhos de abelhas P. seridoensis inseridos em termiteiros das espécies Microcerotermes indistinctus e Constrictotermes cyphergaster; (3) estudar as características térmicas de ninhos de abelhas e dos substratos circundantes; (4) apresentar um modelo detalhado de uma colmeia racional voltada exclusivamente para espécies termitófilas. O período experimental foi compreendido entre os meses de abril a novembro de 2018, onde foram utilizados vinte cupinzeiros para os estudos, sendo dez de cada espécie, onde metade era habitado por abelhas e a outra metade inativa. (1) Para o primeiro objetivo utilizou-se a modelagem 3D e equações aritméticas para os cálculos de volume e área superficiais dos termiteiros. Os resultados encontrados para os dimensionamentos dos termiteiros mostraram que a compartimentalização é a metodologia que apresentou valores mais próximos à realidade, porém devido a sua complexidade é inviável de ser utilizada em campo, tornando o modelo elipsoidal mais vantajoso uma vez que os dados necessários à sua utilização são apenas as medidas de largura, altura e comprimento dos cupinzeiros. (2) Para a descrição das características gerais dos termiteiros e a morfologia dos ninhos de P. seridoensis seguiu-se metodologias estabelecidas pela literatura. Verificou-se que os aspectos gerais e arquitetônicos dos ninhos de P. seridoensis, inseridos em cupinzeiros com substratos e dimensionamentos distintos, apresentaram características estruturais semelhantes e típicas das abelhas termitófilas do gênero Partamona. (3) Para a análise das características térmicas, sensores de temperatura foram inseridos em locais específicos (substrato, região do invólucro, área de cria e área de alimento) para cupinzeiros que possuíam ninhos de abelhas e, em termiteiros inativos, nas profundidades de 5, 10, 15, e 20 cm. Os dados captados do ambiente foram realizados através de estação meteorológica automática instalada no local do experimento. A escolha do melhor cupinzeiro usado na nidificação de abelhas P. seridoensis pode se dar por conta do tipo de substrato termoisolante, mas outros fatores, como: a agressividade do hospedeiro, cavidade pré-existente ou mesmo a antropização do ambiente podem influenciar. Contudo, quando se observou apenas a questão térmica, os cupinzeiros da espécie M. indistinctus foram melhores para a P. seridoensis, uma vez que exigiram menos da temperatura ambiental e possuíram mais isolamento térmico quando comparados aos termiteiros de C. cyphergaster, mesmo que estes também tivessem características desejáveis como a termoestabilidade. (4) Por fim, para a construção da colmeia racional foram utilizados os resultados provenientes deste estudo unindo as características arquitetônicas mais usuais das colmeias racionais, onde as observações preliminares em P. seridoensis indicaram que essas abelhas se habituaram rapidamente ao modelo de colmeia racional desenvolvido.


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  • A diagnose morfológica da espécie de abelha sem ferrão, endêmica da Caatinga, Partamona seridoensis é amplamente descrita e consolidada, porém, os aspectos arquitetônicos, estruturais e termodinâmicos dos cupinzeiros e dos ninhos desta abelha termitófila obrigatória são pouco conhecidos. Diante disso, este trabalho buscou realizar um estudo base que teve por objetivos: (1) indicar qual melhor metodologia de dimensionamento de volume e área superficial de cupinzeiros arborícolas, oferecendo um modelo matemático de ajuste; (2) realizar uma descrição comparativa entre as estruturas arquitetônicas de ninhos de abelhas P. seridoensis inseridos em termiteiros das espécies Microcerotermes indistinctus e Constrictotermes cyphergaster; (3) estudar as características térmicas de ninhos de abelhas e dos substratos circundantes; (4) apresentar um modelo detalhado de uma colmeia racional voltada exclusivamente para espécies termitófilas. O período experimental foi compreendido entre os meses de abril a novembro de 2018, onde foram utilizados vinte cupinzeiros para os estudos, sendo dez de cada espécie, onde metade era habitado por abelhas e a outra metade inativa. (1) Para o primeiro objetivo utilizou-se a modelagem 3D e equações aritméticas para os cálculos de volume e área superficiais dos termiteiros. Os resultados encontrados para os dimensionamentos dos termiteiros mostraram que a compartimentalização é a metodologia que apresentou valores mais próximos à realidade, porém devido a sua complexidade é inviável de ser utilizada em campo, tornando o modelo elipsoidal mais vantajoso uma vez que os dados necessários à sua utilização são apenas as medidas de largura, altura e comprimento dos cupinzeiros. (2) Para a descrição das características gerais dos termiteiros e a morfologia dos ninhos de P. seridoensis seguiu-se metodologias estabelecidas pela literatura. Verificou-se que os aspectos gerais e arquitetônicos dos ninhos de P. seridoensis, inseridos em cupinzeiros com substratos e dimensionamentos distintos, apresentaram características estruturais semelhantes e típicas das abelhas termitófilas do gênero Partamona. (3) Para a análise das características térmicas, sensores de temperatura foram inseridos em locais específicos (substrato, região do invólucro, área de cria e área de alimento) para cupinzeiros que possuíam ninhos de abelhas e, em termiteiros inativos, nas profundidades de 5, 10, 15, e 20 cm. Os dados captados do ambiente foram realizados através de estação meteorológica automática instalada no local do experimento. A escolha do melhor cupinzeiro usado na nidificação de abelhas P. seridoensis pode se dar por conta do tipo de substrato termoisolante, mas outros fatores, como: a agressividade do hospedeiro, cavidade pré-existente ou mesmo a antropização do ambiente podem influenciar. Contudo, quando se observou apenas a questão térmica, os cupinzeiros da espécie M. indistinctus foram melhores para a P. seridoensis, uma vez que exigiram menos da temperatura ambiental e possuíram mais isolamento térmico quando comparados aos termiteiros de C. cyphergaster, mesmo que estes também tivessem características desejáveis como a termoestabilidade. (4) Por fim, para a construção da colmeia racional foram utilizados os resultados provenientes deste estudo unindo as características arquitetônicas mais usuais das colmeias racionais, onde as observações preliminares em P. seridoensis indicaram que essas abelhas se habituaram rapidamente ao modelo de colmeia racional desenvolvido.

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  • JEAN CARLOS DANTAS DE OLIVEIRA
  • EFEITO DA FRAGMENTAÇÃO DE UM RIO DO SEMIÁRIDO NA ESTRUTURA DA ASSEMBLEIA DE PEIXES E NA ALIMENTAÇÃO DE PEIXES DETRITÍVOROS.

  • Orientador : JOSE LUIS COSTA NOVAES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • GUELSON BATISTA DA SILVA
  • JORGE IVÁN SÁNCHEZ BOTERO
  • JOSE LUIS COSTA NOVAES
  • MARIO VINICIUS CONDINI
  • Data: 11/03/2020

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  • A regulação dos sistemas fluviais através da disposição de reservatórios em cascatas ao longo do rio principal provoca alterações acentuadas na composição das comunidades de peixes, como nos padrões de fluxo de água, alterando o transporte de água, detritos, sedimentos e nutrientes ao longo das cascatas de reservatórios. Assim, o objetivo do estudo foi avaliar a estrutura das assembleias de peixes no sistema de cascata de reservatórios no rio Apodi/Mossoró na região do semiárido brasileiro, bem como analisar a dieta de Prochilodus brevis e Curimatella lepidura que apresentam hábitos alimentares detritívora/Iliófagas entre os reservatórios. A bacia do rio Apodi/Mossoró, está localizada no Nordeste oriental do Brasil ocupando uma área de 14.276 km2, com uma rede hidrográfica intermitente e com fluxo pesadamente alterado por construção de reservatórios, que atualmente são 618. No canal principal do rio estão dispostos em cascata os reservatórios de Major Sales, Angicos, Flechas, Pau dos Ferros e Santa Cruz, onde as amostragens ocorreram trimestralmente, durante os meses de fevereiro, maio, agosto e novembro, no período de 2011 e 2012 no reservatório de Pau dos Ferros, e em 2015 e 2016 nos demais reservatórios. Os indivíduos foram capturados com onze redes de emalhe com malhas variando entre 12, 15, 20, 25, 30, 35, 40, 45, 50, 60 e 70 mm (entre nós adjacentes), com 15m de comprimento e altura de 2,0m por pontos de coleta, expostos paralelamente às margens por período de 12 horas. A triagem e identificados dos espécimes ocorreu de acordo literatura especializada, sendo posteriormente confirmada e/ou corrigida por taxonomista da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Para se a riqueza e abundância das assembleias de peixes nativas não migradoras, nativas migradora e não-nativas diferem entre os reservatórios ao longo da cascata foi aplicada a análise de variância não paramétrica de Kruskal-Wallis, seguido de teste de Wilcoxon entre os grupos, para os dados de riqueza e de CPUEn separadamente. Análise da dieta das espécies detritívoras foi feita através do Índice de Importância Alimentar (IAi%). A cascata de reservatórios do rio Apodi/Mossoró, associado as características peculiares dos sistemas fluviais com regime intermitente são ambientes adversos que não favoreceu espécies com hábito migrador, especialmente nos reservatórios a montante da cascata, colocando em risco algumas espécies, que apresentaram baixos valores de abundância, a desaparecer em escalas locais. As constatações do predomínio dos recursos detrito, sedimento e material vegetal, na dieta das duas espécies, mas com diferentes contribuições nos reservatórios longo da cascata, indica que as espécies apresentam nicho trófico estreito, consumindo possivelmente os recursos alimentes mais abundantes no ambiente, o que permite a coexistências das duas espécies, mesmo sobrepondo suas dietas.


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  • A regulação dos sistemas fluviais através da disposição de reservatórios em cascatas ao longo do rio principal provoca alterações acentuadas na composição das comunidades de peixes, como nos padrões de fluxo de água, alterando o transporte de água, detritos, sedimentos e nutrientes ao longo das cascatas de reservatórios. Assim, o objetivo do estudo foi avaliar a estrutura das assembleias de peixes no sistema de cascata de reservatórios no rio Apodi/Mossoró na região do semiárido brasileiro, bem como analisar a dieta de Prochilodus brevis e Curimatella lepidura que apresentam hábitos alimentares detritívora/Iliófagas entre os reservatórios. A bacia do rio Apodi/Mossoró, está localizada no Nordeste oriental do Brasil ocupando uma área de 14.276 km2, com uma rede hidrográfica intermitente e com fluxo pesadamente alterado por construção de reservatórios, que atualmente são 618. No canal principal do rio estão dispostos em cascata os reservatórios de Major Sales, Angicos, Flechas, Pau dos Ferros e Santa Cruz, onde as amostragens ocorreram trimestralmente, durante os meses de fevereiro, maio, agosto e novembro, no período de 2011 e 2012 no reservatório de Pau dos Ferros, e em 2015 e 2016 nos demais reservatórios. Os indivíduos foram capturados com onze redes de emalhe com malhas variando entre 12, 15, 20, 25, 30, 35, 40, 45, 50, 60 e 70 mm (entre nós adjacentes), com 15m de comprimento e altura de 2,0m por pontos de coleta, expostos paralelamente às margens por período de 12 horas. A triagem e identificados dos espécimes ocorreu de acordo literatura especializada, sendo posteriormente confirmada e/ou corrigida por taxonomista da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Para se a riqueza e abundância das assembleias de peixes nativas não migradoras, nativas migradora e não-nativas diferem entre os reservatórios ao longo da cascata foi aplicada a análise de variância não paramétrica de Kruskal-Wallis, seguido de teste de Wilcoxon entre os grupos, para os dados de riqueza e de CPUEn separadamente. Análise da dieta das espécies detritívoras foi feita através do Índice de Importância Alimentar (IAi%). A cascata de reservatórios do rio Apodi/Mossoró, associado as características peculiares dos sistemas fluviais com regime intermitente são ambientes adversos que não favoreceu espécies com hábito migrador, especialmente nos reservatórios a montante da cascata, colocando em risco algumas espécies, que apresentaram baixos valores de abundância, a desaparecer em escalas locais. As constatações do predomínio dos recursos detrito, sedimento e material vegetal, na dieta das duas espécies, mas com diferentes contribuições nos reservatórios longo da cascata, indica que as espécies apresentam nicho trófico estreito, consumindo possivelmente os recursos alimentes mais abundantes no ambiente, o que permite a coexistências das duas espécies, mesmo sobrepondo suas dietas.

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  • WALLACE SOSTENE TAVARES DA SILVA
  • Plasticidade Fenotípica e Indicadores de Produtividade em Caprinos Leiteiros em Ambiente Temperado

  • Orientador : DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • JOSE ERNANDES RUFINO DE SOUSA
  • ANGELA MARIA DE VASCONCELOS
  • JACINARA HODY GURGEL MORAIS LEITE
  • LUIS ALBERTO BERMEJO ASENSIO
  • Data: 20/03/2020

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  • O Arquipélago Canario é constituído por sete ilhas situadas a oeste do continente africano, mais precisamente na costa subsaariana. Devido a sua proximidade ao continente africano e influência dos ventos Açores, as ilhas possuem climas distintos criando diferentes tipos de fauna e flora. A partir dessa perspectiva climática surgiram raças de caprinos leiteiros em que se destacam devido aos seus bons índices produtivos, notável qualidade de seus derivados e excelente adaptação aos diferentes ambientes existentes no arquipélago. As duas raças consideradas mais expressivas na produção de leite, são a raça Majorera, que se originou na ilha de Fuerteventura, caracterizada por apresentar um clima árido e seco e a raça Palmera, evoluída em um clima mais temperado da ilha de La Palma. Partindo da hipótese que, esses animais possuem características relacionadas a adaptação em diferentes ambientes nos quais evoluíram, o estudo tem como objetivo principal, avaliar os efeitos das condições meteorológicas em cabras adultas em diferentes estações do ano, sobre as características adaptativas, associando-as com dados de produção de leite e qualidade físico química, em um mesmo ambiente térmico. As atividades serão realizadas no Instituto Canario de Investigación Agraria – ICIA, localizado no norte da ilha do Tenerife, em 30 cabras da raça Majorera e 25 cabras da raça Palmera, durante o período de lactação e seco, em sistema de produção intensivo, nos quais durante dois anos, a cada 15 dias ao mês, serão avaliadas as características morfofisiológicas de adaptação, os mecanismos de transferência de calor, assim como dados de produção de leite e características como: lactose, proteína, gordura, extrato seco e sólidos totais. Espera-se estabelecer épocas críticas do ano, tanto no que se refere à capacidade de termorregulação, homeostase e produção, bem como quais características são mais usadas por esses animais e interferindo sobre os aspectos produtivos. Portanto, é necessário investigar a relação entre as características vinculadas à adaptação dos animais com os dados produtivos, na tentativa de ampliar os critérios de seleção dos animais.


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  • O Arquipélago Canario é constituído por sete ilhas situadas a oeste do continente africano, mais precisamente na costa subsaariana. Devido a sua proximidade ao continente africano e influência dos ventos Açores, as ilhas possuem climas distintos criando diferentes tipos de fauna e flora. A partir dessa perspectiva climática surgiram raças de caprinos leiteiros em que se destacam devido aos seus bons índices produtivos, notável qualidade de seus derivados e excelente adaptação aos diferentes ambientes existentes no arquipélago. As duas raças consideradas mais expressivas na produção de leite, são a raça Majorera, que se originou na ilha de Fuerteventura, caracterizada por apresentar um clima árido e seco e a raça Palmera, evoluída em um clima mais temperado da ilha de La Palma. Partindo da hipótese que, esses animais possuem características relacionadas a adaptação em diferentes ambientes nos quais evoluíram, o estudo tem como objetivo principal, avaliar os efeitos das condições meteorológicas em cabras adultas em diferentes estações do ano, sobre as características adaptativas, associando-as com dados de produção de leite e qualidade físico química, em um mesmo ambiente térmico. As atividades serão realizadas no Instituto Canario de Investigación Agraria – ICIA, localizado no norte da ilha do Tenerife, em 30 cabras da raça Majorera e 25 cabras da raça Palmera, durante o período de lactação e seco, em sistema de produção intensivo, nos quais durante dois anos, a cada 15 dias ao mês, serão avaliadas as características morfofisiológicas de adaptação, os mecanismos de transferência de calor, assim como dados de produção de leite e características como: lactose, proteína, gordura, extrato seco e sólidos totais. Espera-se estabelecer épocas críticas do ano, tanto no que se refere à capacidade de termorregulação, homeostase e produção, bem como quais características são mais usadas por esses animais e interferindo sobre os aspectos produtivos. Portanto, é necessário investigar a relação entre as características vinculadas à adaptação dos animais com os dados produtivos, na tentativa de ampliar os critérios de seleção dos animais.

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  • LUCIANA CRISTINA BORGES FERNANDES
  • INVESTIGAÇÃO IN VITRO E IN VIVO DO EFEITO REGENERATIVO NA MEDULA ESPINAL NA PRESENÇA DE FRAGMENTOS DO NERVO ISQUIÁTICO COM ADIÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE HYPTIS SUAVEOLENS (L.) POIT E CROTON BLANCHETIANUS BAIL

  • Orientador : CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • FAUSTO PIEDORNÁ GUZEN
  • JOSÉ RODOLFO LOPES DE PAIVA CAVALCANTI
  • MARCO AURÉLIO DE MOURA FREIRE
  • Data: 20/03/2020

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  • A medula espinal (ME) é afetada em casos de traumas diretos ou indiretos e alguns estudos apontam que os nervos periféricos induzem um ambiente propício para regeneração. Além disso, várias plantas medicinais possuem metabólitos secundários com atividades no Sistema Nervoso Central (SNC). Este estudo objetivou analisar o efeito regenerativo na ME in vitro e in vivo na presença de fragmentos do nervo isquiático (FGNI) com adição dos óleos essenciais (OES) de Hyptis suaveolens (HS) e Croton blanchetianus (CB). As plantas de HS e CB foram submetidas ao processo de hidrodestilação e a análise da composição química foi feita por cromatografia gasosa e espectrometria de massas (CG-EM). Para a avaliação da plasticidade na ME in vitro, células foram coletadas de ratos neonatos Wistar e cultivadas em 6 grupos: um controle (D-10) e os demais grupos com diferentes combinações de meio condicionado do nervo isquiático (MCNI) e os OES de HS e CB. A
    morfometria celular foi avaliada após 96 horas por microscopia de contraste de fases, sendo em seguida realizada a imunocitoquímica para GFAP, GAP-43, NeuN e a plasticidade analisada por Microscopia Eletronica de Varredura (MEV). Os grupos foram comparados estatisticamente através do teste de Tukey e Bonferrone (p<0,05). Assim, foi possível avaliar a aderência, o efeito plástico e trófico das células nos grupos cultivados em D-10 acrescidos dos OES, com alterações morfológicas mais visíveis quando comparados com os grupos controle. O OE de CB, especialmente, promoveu a manutenção da expansão das células, indicando sua ação na plasticidade das células da ME. Quanto à análise regenerativa na ME in vivo, foram utilizados 40 ratos Wistar e de 4 deles foi removido o NI. Os 36 animais restantes foram submetidos a uma transecção medular com 4 mm de espessura ao nível torácico baixo e divididos em 6 grupos (n=6): no grupo 1 foi inoculado 10μl de solução salina (5%) (SS); no grupo 2 FGNI mais 10μl de SS (SS + NI); no grupo 3 FGNI mais o OE de HS (HS + NI); no grupo 4 foi inoculado apenas o OE de HS; no grupo 5 FGNI mais o OE de CB (CB + NI) e no grupo 6 foi inoculado apenas o OE de CB. O desempenho dos membros posteriores foi avaliado por 12 semanas usando pontuação do comportamento motor (BBB) e o déficit funcional ligado ao comportamento da pontuação combinada (CBS) e os dados dos testes comportamentais dos grupos tratados foram comparados estatisticamente. Ocorreu recuperação dos movimentos dos membros posteriores dos animais pertencentes aos grupos com o FGNI e com os OES quando comparados ao grupo SS e SS + NI. Entretanto, nos grupos com o OE de CB ocorreram resultados mais significativos e superioridade frente aos grupos com o OE de HS. Este estudo permitiu a investigação do uso de OES, in vitro e in vivo, devido a presença de substâncias nos OES com provável atividade neuroprotera e regenerativa, favorecendo a plasticidade morfológica e melhora da recuperação funcional da ME.


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  • A medula espinal (ME) é afetada em casos de traumas diretos ou indiretos e alguns estudos apontam que os nervos periféricos induzem um ambiente propício para regeneração. Além disso, várias plantas medicinais possuem metabólitos secundários com atividades no Sistema Nervoso Central (SNC). Este estudo objetivou analisar o efeito regenerativo na ME in vitro e in vivo na presença de fragmentos do nervo isquiático (FGNI) com adição dos óleos essenciais (OES) de Hyptis suaveolens (HS) e Croton blanchetianus (CB). As plantas de HS e CB foram submetidas ao processo de hidrodestilação e a análise da composição química foi feita por cromatografia gasosa e espectrometria de massas (CG-EM). Para a avaliação da plasticidade na ME in vitro, células foram coletadas de ratos neonatos Wistar e cultivadas em 6 grupos: um controle (D-10) e os demais grupos com diferentes combinações de meio condicionado do nervo isquiático (MCNI) e os OES de HS e CB. A
    morfometria celular foi avaliada após 96 horas por microscopia de contraste de fases, sendo em seguida realizada a imunocitoquímica para GFAP, GAP-43, NeuN e a plasticidade analisada por Microscopia Eletronica de Varredura (MEV). Os grupos foram comparados estatisticamente através do teste de Tukey e Bonferrone (p<0,05). Assim, foi possível avaliar a aderência, o efeito plástico e trófico das células nos grupos cultivados em D-10 acrescidos dos OES, com alterações morfológicas mais visíveis quando comparados com os grupos controle. O OE de CB, especialmente, promoveu a manutenção da expansão das células, indicando sua ação na plasticidade das células da ME. Quanto à análise regenerativa na ME in vivo, foram utilizados 40 ratos Wistar e de 4 deles foi removido o NI. Os 36 animais restantes foram submetidos a uma transecção medular com 4 mm de espessura ao nível torácico baixo e divididos em 6 grupos (n=6): no grupo 1 foi inoculado 10μl de solução salina (5%) (SS); no grupo 2 FGNI mais 10μl de SS (SS + NI); no grupo 3 FGNI mais o OE de HS (HS + NI); no grupo 4 foi inoculado apenas o OE de HS; no grupo 5 FGNI mais o OE de CB (CB + NI) e no grupo 6 foi inoculado apenas o OE de CB. O desempenho dos membros posteriores foi avaliado por 12 semanas usando pontuação do comportamento motor (BBB) e o déficit funcional ligado ao comportamento da pontuação combinada (CBS) e os dados dos testes comportamentais dos grupos tratados foram comparados estatisticamente. Ocorreu recuperação dos movimentos dos membros posteriores dos animais pertencentes aos grupos com o FGNI e com os OES quando comparados ao grupo SS e SS + NI. Entretanto, nos grupos com o OE de CB ocorreram resultados mais significativos e superioridade frente aos grupos com o OE de HS. Este estudo permitiu a investigação do uso de OES, in vitro e in vivo, devido a presença de substâncias nos OES com provável atividade neuroprotera e regenerativa, favorecendo a plasticidade morfológica e melhora da recuperação funcional da ME.

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  • ANDREZZA ASSIS CRUZ MOURA BARRETO
  • PROPRIEDADES FUNCIONAL E SENSORIAL DE IOGURTES DE LEITE DE CABRA ADICIONADOS DE POLPAS DE ACEROLA E CAJU

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • EDNA MARIA MENDES AROUCHA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • SOLANGE DE SOUSA
  • Data: 27/03/2020

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  • Este estudo teve por objetivo avaliar a qualidade de iogurtes de leite de cabra adicionados de frutos regionais. Foram realizadas análises físico-químicas (umidade, cinzas, pH, acidez titulável, gordura láctea e proteína láctea) microbiológicas, a cada sete dias, durante 35 dias (coliformes totais, coliformes termotolerantes, bolores e leveduras e bactérias lácticas totais), funcional (compostos bioativos e atividade antioxidante) e sensorial de iogurtes de leite de cabra elaborados com polpa de acerola (Malpighia emarginata D.C.) e de caju (Anacardium occidentale L.) em diferentes concentrações. As formulações foram produzidas com iogurte natural sem adição de polpas (A0), iogurte natural com adição de 10% (A10), 20% (A20) e 30% (A30) de polpa de acerola, assim como com a adição de 10% (C10), 20% (C20) e 30% (C30) de polpa de caju, cujos resultados foram analisados comparando as formulações com cada fruta ao iogurte natural. A presença de polpa de acerola e de caju não modificou as características microbiológicas dos iogurtes. Nas formulações com acerola houve diferença na composição físico-químicas e a proteína láctea manteve-se fora dos padrões estabelecidos pela legislação brasileira. A formulação A30 apresentou teores de ácido ascórbico e compostos fenólicos superiores as demais formulações, mas a atividade antioxidante foi semelhante entre as formulações A10 e A20, sendo superior ao A0. Apresentaram impressão global, aroma, doçura, sabor, textura e intenção de compra semelhantes ao A0. A formulação A10 apresentou aparência semelhante ao controle, obtendo melhores notas. Os iogurtes com caju apresentaram alteração na composição físico-química com a acidez e a proteína láctea mantendo-se fora dos padrões estabelecidos pela legislação brasileira. A formulação C30 apresentou teores de ácido ascórbico superiores as demais formulações com caju, mas a atividade antioxidante foi semelhante entre elas e superior ao natural. Os iogurtes preparados com polpa de caju não diferiram quanto a impressão global, doçura, sabor e intenção de compra. A formulação C30 apresentou melhor aparência que as demais e as C20 e C30 mostraram notas semelhantes para aroma e textura, sendo inferiores as demais formulações nesses dois atributos. As
    análises evidenciaram que os iogurtes de leite de cabra com adição de polpa de acerola e de caju apresentaram qualidades nutricionais satisfatórias, mostraram potencial atividade antioxidante, caracterizando-os como alimento funcional e mostrando viabilidade como derivado de leite de cabra para o mercado consumidor, com readequações nas suas características físico-químicas e sensoriais.


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  • Este estudo teve por objetivo avaliar a qualidade de iogurtes de leite de cabra adicionados de frutos regionais. Foram realizadas análises físico-químicas (umidade, cinzas, pH, acidez titulável, gordura láctea e proteína láctea) microbiológicas, a cada sete dias, durante 35 dias (coliformes totais, coliformes termotolerantes, bolores e leveduras e bactérias lácticas totais), funcional (compostos bioativos e atividade antioxidante) e sensorial de iogurtes de leite de cabra elaborados com polpa de acerola (Malpighia emarginata D.C.) e de caju (Anacardium occidentale L.) em diferentes concentrações. As formulações foram produzidas com iogurte natural sem adição de polpas (A0), iogurte natural com adição de 10% (A10), 20% (A20) e 30% (A30) de polpa de acerola, assim como com a adição de 10% (C10), 20% (C20) e 30% (C30) de polpa de caju, cujos resultados foram analisados comparando as formulações com cada fruta ao iogurte natural. A presença de polpa de acerola e de caju não modificou as características microbiológicas dos iogurtes. Nas formulações com acerola houve diferença na composição físico-químicas e a proteína láctea manteve-se fora dos padrões estabelecidos pela legislação brasileira. A formulação A30 apresentou teores de ácido ascórbico e compostos fenólicos superiores as demais formulações, mas a atividade antioxidante foi semelhante entre as formulações A10 e A20, sendo superior ao A0. Apresentaram impressão global, aroma, doçura, sabor, textura e intenção de compra semelhantes ao A0. A formulação A10 apresentou aparência semelhante ao controle, obtendo melhores notas. Os iogurtes com caju apresentaram alteração na composição físico-química com a acidez e a proteína láctea mantendo-se fora dos padrões estabelecidos pela legislação brasileira. A formulação C30 apresentou teores de ácido ascórbico superiores as demais formulações com caju, mas a atividade antioxidante foi semelhante entre elas e superior ao natural. Os iogurtes preparados com polpa de caju não diferiram quanto a impressão global, doçura, sabor e intenção de compra. A formulação C30 apresentou melhor aparência que as demais e as C20 e C30 mostraram notas semelhantes para aroma e textura, sendo inferiores as demais formulações nesses dois atributos. As
    análises evidenciaram que os iogurtes de leite de cabra com adição de polpa de acerola e de caju apresentaram qualidades nutricionais satisfatórias, mostraram potencial atividade antioxidante, caracterizando-os como alimento funcional e mostrando viabilidade como derivado de leite de cabra para o mercado consumidor, com readequações nas suas características físico-químicas e sensoriais.

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  • RICARDO GONÇALVES SANTOS
  • COMPORTAMENTO ENXAMEATÓRIO DE ABELHAS AFRICANIZADAS (Apis mellifera L.) EM ZONA URBANA DE MOSSORÓ/RN, REGIÃO SEMIÁRIDA DO NORDESTE BRASILEIRO

  • Orientador : LIONEL SEGUI GONCALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIONEL SEGUI GONCALVES
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • DAVID DE JONG
  • Data: 30/03/2020

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  • As abelhas africanizadas (Apis mellifera L.) possuem elevado comportamento enxameatório e alta capacidade de adaptação, características que permitiram sua rápida propagação nas condições tropicais, no entanto, estas vem gerando problemas nas cidades brasileiras devido ao elevado risco de acidentes com pessoas e animais, uma vez que apresentam um forte instinto defensivo. Este trabalho foi realizado na Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA em Mossoró, com a colaboração do CETAPIS-RN, Centro tecnológico de Apicultura e Meliponicultura do Rio Grande do Norte e teve como principal objetivo, avaliar as características de enxames silvestres de abelhas africanizadas em Mossoró/RN, com intuito de obter uma melhor compreensão da biologia dessas abelhas em áreas urbanas, entendendo os possíveis fatores envolvidos no processo de nidificação e  enxameação nas cidades da região semiárida do Nordeste do Brasil. Para isso, por meio de uma parceria entre a UFERSA e a Corporação de Bombeiros Militar de Mossoró, 487 enxames foram notificados, oriundos de solicitações feitas pela comunidade local durante o período de abril de 2015 a maio de 2018. A cada ocorrência, diversas informações sobre os enxames eram registrados como: data, endereço, altura e estrutura do local onde as abelhas estavam alojadas, ocorrência ou não de nidificação, posição de construção dos favos, estimativa do tamanho populacional do enxame, defensividade das abelhas e presença de rainha, realeiras, zangões e cria de zangões. Dados de precipitação pluviométrica, temperatura do ar, umidade relativa do ar, radiação solar e velocidade do vento foram obtidos com intuito de avaliar o efeito das variáveis climáticas sobre a enxameação e os aspectos reprodutivos dos enxames. Foi encontrada correlação negativa estatisticamente significante (r= -0,864) entre a temperatura do ar e a ocorrência de enxames. Os enxames foram encontrados em enorme quantidade de estruturas (arvores, pneus, cumeeiras de casas, etc) em locais abertos, no período com maior disponibilidade de flores e temperatura amena. Os resultados obtidos neste trabalho mostraram que nas zonas
    urbanas do semiárido nordestino, os enxames investem em reprodução e enxameação durante o ano inteiro, contudo, a criação de rainhas e de zangões é intensificada na estação chuvosa, enquanto o pico de enxameação ocorre entre o final da estação chuvosa e início da estação seca. A criação de realeiras e zangões nas colônias foram afetadas negativamente nos períodos de maior temperatura, radiação solar e velocidade do vento. Os enxames ocuparam uma enorme quantidade de estruturas e a maioria foram encontrados em locais abertos (enxame exposto), contudo, nos locais fechados (enxame protegido) houve maior predominância de colônias estabelecidas do que enxames não instalados ou provisórios. As abelhas demonstraram preferência por locais com altura menor que 4 metros e também priorizaram a construção de seus favos orientados direcionalmente no sentido leste/oeste. Em Mossoró-RN a maior frequência de enxames ocorre entre abril e setembro e a menor frequência entre outubro e março. Não houve diferença de frequência de enxames entre os períodos de chuvas e secas. Os enxames geralmente apresentavam-se com população de até 20 mil abelhas e com comportamento
    de baixa defensividade. Concluímos que as produções naturais de rainhas e zangões nas colônias são influenciadas pelas condições ambientais do Semiárido Brasileiro e que as abelhas africanizadas realizam o pico de enxameação reprodutiva nas zonas urbanas no período do ano em que há maior disponibilidade de flores na região e quando a média de temperatura ambiental está amena. Isto nos leva crer que exista um ajuste comportamental das abelhas A. mellifera às condições climáticas da região, evitando condições adversas do clima local. Além disso constatamos que, apesar de serem generalistas, as abelhas africanizadas apresentam maior grau de exigência quando procuram um sítio para construção do ninho, ao invés de um local provisório apenas para pouso e descanso. Por outro lado, as abelhas escolhem alturas que as protejam dos ventos mais fortes, porém sem deixá-las vulneráveis à ação de inimigos naturais. Concluímos também que os enxames
    pequenos de abelhas africanizadas (até 20 mil abelhas) são pouco defensivos e que esta baixa defensividade se deva também ao adequado manejo dos enxames (uso de equipamentos apícolas, EPI, fumegador) o que facilita o trabalho de resgate das abelhas em locais urbanos mais populosos, tornando possível realizar capturas em áreas urbanas de forma mais segura.


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  • As abelhas africanizadas (Apis mellifera L.) possuem elevado comportamento enxameatório e alta capacidade de adaptação, características que permitiram sua rápida propagação nas condições tropicais, no entanto, estas vem gerando problemas nas cidades brasileiras devido ao elevado risco de acidentes com pessoas e animais, uma vez que apresentam um forte instinto defensivo. Este trabalho foi realizado na Universidade Federal Rural do Semiárido - UFERSA em Mossoró, com a colaboração do CETAPIS-RN, Centro tecnológico de Apicultura e Meliponicultura do Rio Grande do Norte e teve como principal objetivo, avaliar as características de enxames silvestres de abelhas africanizadas em Mossoró/RN, com intuito de obter uma melhor compreensão da biologia dessas abelhas em áreas urbanas, entendendo os possíveis fatores envolvidos no processo de nidificação e  enxameação nas cidades da região semiárida do Nordeste do Brasil. Para isso, por meio de uma parceria entre a UFERSA e a Corporação de Bombeiros Militar de Mossoró, 487 enxames foram notificados, oriundos de solicitações feitas pela comunidade local durante o período de abril de 2015 a maio de 2018. A cada ocorrência, diversas informações sobre os enxames eram registrados como: data, endereço, altura e estrutura do local onde as abelhas estavam alojadas, ocorrência ou não de nidificação, posição de construção dos favos, estimativa do tamanho populacional do enxame, defensividade das abelhas e presença de rainha, realeiras, zangões e cria de zangões. Dados de precipitação pluviométrica, temperatura do ar, umidade relativa do ar, radiação solar e velocidade do vento foram obtidos com intuito de avaliar o efeito das variáveis climáticas sobre a enxameação e os aspectos reprodutivos dos enxames. Foi encontrada correlação negativa estatisticamente significante (r= -0,864) entre a temperatura do ar e a ocorrência de enxames. Os enxames foram encontrados em enorme quantidade de estruturas (arvores, pneus, cumeeiras de casas, etc) em locais abertos, no período com maior disponibilidade de flores e temperatura amena. Os resultados obtidos neste trabalho mostraram que nas zonas
    urbanas do semiárido nordestino, os enxames investem em reprodução e enxameação durante o ano inteiro, contudo, a criação de rainhas e de zangões é intensificada na estação chuvosa, enquanto o pico de enxameação ocorre entre o final da estação chuvosa e início da estação seca. A criação de realeiras e zangões nas colônias foram afetadas negativamente nos períodos de maior temperatura, radiação solar e velocidade do vento. Os enxames ocuparam uma enorme quantidade de estruturas e a maioria foram encontrados em locais abertos (enxame exposto), contudo, nos locais fechados (enxame protegido) houve maior predominância de colônias estabelecidas do que enxames não instalados ou provisórios. As abelhas demonstraram preferência por locais com altura menor que 4 metros e também priorizaram a construção de seus favos orientados direcionalmente no sentido leste/oeste. Em Mossoró-RN a maior frequência de enxames ocorre entre abril e setembro e a menor frequência entre outubro e março. Não houve diferença de frequência de enxames entre os períodos de chuvas e secas. Os enxames geralmente apresentavam-se com população de até 20 mil abelhas e com comportamento
    de baixa defensividade. Concluímos que as produções naturais de rainhas e zangões nas colônias são influenciadas pelas condições ambientais do Semiárido Brasileiro e que as abelhas africanizadas realizam o pico de enxameação reprodutiva nas zonas urbanas no período do ano em que há maior disponibilidade de flores na região e quando a média de temperatura ambiental está amena. Isto nos leva crer que exista um ajuste comportamental das abelhas A. mellifera às condições climáticas da região, evitando condições adversas do clima local. Além disso constatamos que, apesar de serem generalistas, as abelhas africanizadas apresentam maior grau de exigência quando procuram um sítio para construção do ninho, ao invés de um local provisório apenas para pouso e descanso. Por outro lado, as abelhas escolhem alturas que as protejam dos ventos mais fortes, porém sem deixá-las vulneráveis à ação de inimigos naturais. Concluímos também que os enxames
    pequenos de abelhas africanizadas (até 20 mil abelhas) são pouco defensivos e que esta baixa defensividade se deva também ao adequado manejo dos enxames (uso de equipamentos apícolas, EPI, fumegador) o que facilita o trabalho de resgate das abelhas em locais urbanos mais populosos, tornando possível realizar capturas em áreas urbanas de forma mais segura.

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  • LARA BARBOSA DE SOUZA
  • POTENCIAL DE CONSERVAÇÃO DE QUEIJO COALHO COM O USO DE COBERTURA A BASE DE SORO E CONSERVANTE NATURAL E SINTÉTICO

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • ANA CARLA DIOGENES SUASSUNA BEZERRA
  • EDNA MARIA MENDES AROUCHA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • Data: 27/04/2020

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  • O queijo coalho é um derivado lácteo rico em nutrientes, com proteínas de alto valor biológico, caracterizado como de média a alta umidade, textura macia e levemente ácido. Essas condições podem favorecer à contaminação microbiana. Da sua produção, é o obtido o resíduo soro de queijo. O revestimento de alimentos, surge como ferramenta à tecnologia de conservação, na qaul filmes e coberturas podem prolongar as características de frescor do alimento. O objetivo do estudo foi desenvolver uma cobertura comestível à base de soro e verificar a influência na vida de prateleira do queijo coalho e o impacto do armazenamento refrigerado sobre as características organolépticas. Foram avaliadas amostras de queijo durante 20 dias de armazenamento refrigerado (5°C), avaliando seis formulações de revestimentos, realizando caracterização microbiológica, física e perfil de textura das amostras. Não foram detectados Salmonella e S.aures. A cor e o pH das amostras controle e queijos revestidos, não apresentaram diferenças significativas. O revestimento demonstrou potencial para aplicação como barreira à contaminantes em queijos, além de manter as características de frescor. Alterações na consistência da massa foram significantes após 15 dias de armazenamento refrigerado, e o queijo com o revestimento 1 (QR1) foi o de melhor maciez e mastigabilidade. A análise instrumental permite caracterizar o produto quanto sua qualidade e aceitabilidade, demonstrando que a cobertura comestível tem potencial e aplicabilidade na conservação de queijo coalho.


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  • O queijo coalho é um derivado lácteo rico em nutrientes, com proteínas de alto valor biológico, caracterizado como de média a alta umidade, textura macia e levemente ácido. Essas condições podem favorecer à contaminação microbiana. Da sua produção, é o obtido o resíduo soro de queijo. O revestimento de alimentos, surge como ferramenta à tecnologia de conservação, na qaul filmes e coberturas podem prolongar as características de frescor do alimento. O objetivo do estudo foi desenvolver uma cobertura comestível à base de soro e verificar a influência na vida de prateleira do queijo coalho e o impacto do armazenamento refrigerado sobre as características organolépticas. Foram avaliadas amostras de queijo durante 20 dias de armazenamento refrigerado (5°C), avaliando seis formulações de revestimentos, realizando caracterização microbiológica, física e perfil de textura das amostras. Não foram detectados Salmonella e S.aures. A cor e o pH das amostras controle e queijos revestidos, não apresentaram diferenças significativas. O revestimento demonstrou potencial para aplicação como barreira à contaminantes em queijos, além de manter as características de frescor. Alterações na consistência da massa foram significantes após 15 dias de armazenamento refrigerado, e o queijo com o revestimento 1 (QR1) foi o de melhor maciez e mastigabilidade. A análise instrumental permite caracterizar o produto quanto sua qualidade e aceitabilidade, demonstrando que a cobertura comestível tem potencial e aplicabilidade na conservação de queijo coalho.

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  • HERBSTER RANIELLE LIRA DE CARVALHO
  • ANÁLISE REMOTA DAS CONCENTRAÇÕES DE CLOROFILA- A E CARBONO ORGÂNICO TOTAL E ESTIMATIVAS DAS EMISSÕES NATURAIS E ANTRÓPICAS DE NUTRIENTES EM RESERVATÓRIOS E BACIAS HIDROGRÁFICAS DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • GUELSON BATISTA DA SILVA
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • ANTONIO FERNANDO MONTEIRO CAMARGO
  • RODRIGO GUIMARÃES DE CARVALHO
  • Data: 29/04/2020

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  • Entre as atividades aquícolas, a piscicultura é a de maior ocorrência nos reservatórios do nordeste do Brasil, e também a que mais contribui para a deterioração da qualidade da água desses reservatórios. Sendo assim, é de suma importância o desenvolvimento de técnicas que possam facilitar o monitoramento da conservação da qualidade da água, não só com ênfase nas atividades aquícolas, mas também na manutenção da qualidade da
    água para o consumo humano e dessedentação animal. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivos: caracterizar as bacias de contribuição dos reservatórios estudados, tanto do ponto de vista morfométrico, quanto ao o uso e ocupação; estimar os aportes de nutrientes oriundos de emissões naturais e antrópicas; e analisar remotamente a distribuição de variáveis limnológicas opticamente ativas voltadas à análise qualidade da água desses reservatórios. Para tanto, foram realizadas bimestralmente, seis coletas de
    dados limnológicos, entre outubro de 2017 e janeiro de 2019, em dois reservatórios do semiárido potiguar, Umari e Mendubim, e caracterizadas suas respectivas bacias de contribuição. Os reservatórios apresentam bacias de contribuição exorreicas, com formato predominantemente alongado, baixa tendência a enchentes, redes de drenagem com baixas densidade, declividade e velocidade de escoamento, formadas por substratos
    permeáveis; tendo como principais atividades a agricultura e a pecuária. Estima-se que esses reservatórios recebam anualmente cargas de nitrogênio e fósforo em torno, respectivamente, de 588 t.ano-1 e 136 t.ano-1 para Umari, e de 329 t.ano-1 e 106 t.ano-1 para Mendubim, sendo as principais fontes naturais de nitrogênio e fósforo a denudação físico-química do solo e a deposição atmosférica, e antrópicas a pecuária e a agricultura. A
    distribuição da variáveis limnológicas opticamente ativas, Clorofila a (Chl-a) e Carbono orgânico total (COT) foram analisadas utilizando imagens do sensor OLI/ Landsat 8, para tanto foram desenvolvidos modelos de regressão linear entre combinações das bandas B2 a B6 das imagens Landsat e as concentrações de clorofila e carbono estimadas em laboratório oriundas das coleta de campo, afim de recuperar valores de concentração dessa variáveis a partir dos dados espectrais dessas imagens. De acordo com índice de estado trófico os reservatórios foram Umari e Mendubim foram classificados, respectivamente, como mesotrófico (IET= 49,74) e Eutrófico (IET=54,14). Verificou-se uma correlação elevada entre os dados espectrais do sensor LS8/OLI e as concentrações de Chl-a (R²=0,74) e COT (r²=0,70). A recuperação das concentrações de Chl-a e COT estimadas
    partir de dados espectrais mostrou-se eficiente. O presente estudo não pretender findar, e sim, dar mais uma contribuição ao estudo do tema. 


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  • Entre as atividades aquícolas, a piscicultura é a de maior ocorrência nos reservatórios do nordeste do Brasil, e também a que mais contribui para a deterioração da qualidade da água desses reservatórios. Sendo assim, é de suma importância o desenvolvimento de técnicas que possam facilitar o monitoramento da conservação da qualidade da água, não só com ênfase nas atividades aquícolas, mas também na manutenção da qualidade da
    água para o consumo humano e dessedentação animal. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivos: caracterizar as bacias de contribuição dos reservatórios estudados, tanto do ponto de vista morfométrico, quanto ao o uso e ocupação; estimar os aportes de nutrientes oriundos de emissões naturais e antrópicas; e analisar remotamente a distribuição de variáveis limnológicas opticamente ativas voltadas à análise qualidade da água desses reservatórios. Para tanto, foram realizadas bimestralmente, seis coletas de
    dados limnológicos, entre outubro de 2017 e janeiro de 2019, em dois reservatórios do semiárido potiguar, Umari e Mendubim, e caracterizadas suas respectivas bacias de contribuição. Os reservatórios apresentam bacias de contribuição exorreicas, com formato predominantemente alongado, baixa tendência a enchentes, redes de drenagem com baixas densidade, declividade e velocidade de escoamento, formadas por substratos
    permeáveis; tendo como principais atividades a agricultura e a pecuária. Estima-se que esses reservatórios recebam anualmente cargas de nitrogênio e fósforo em torno, respectivamente, de 588 t.ano-1 e 136 t.ano-1 para Umari, e de 329 t.ano-1 e 106 t.ano-1 para Mendubim, sendo as principais fontes naturais de nitrogênio e fósforo a denudação físico-química do solo e a deposição atmosférica, e antrópicas a pecuária e a agricultura. A
    distribuição da variáveis limnológicas opticamente ativas, Clorofila a (Chl-a) e Carbono orgânico total (COT) foram analisadas utilizando imagens do sensor OLI/ Landsat 8, para tanto foram desenvolvidos modelos de regressão linear entre combinações das bandas B2 a B6 das imagens Landsat e as concentrações de clorofila e carbono estimadas em laboratório oriundas das coleta de campo, afim de recuperar valores de concentração dessa variáveis a partir dos dados espectrais dessas imagens. De acordo com índice de estado trófico os reservatórios foram Umari e Mendubim foram classificados, respectivamente, como mesotrófico (IET= 49,74) e Eutrófico (IET=54,14). Verificou-se uma correlação elevada entre os dados espectrais do sensor LS8/OLI e as concentrações de Chl-a (R²=0,74) e COT (r²=0,70). A recuperação das concentrações de Chl-a e COT estimadas
    partir de dados espectrais mostrou-se eficiente. O presente estudo não pretender findar, e sim, dar mais uma contribuição ao estudo do tema. 

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  • PARMENEDES DIAS DE BRITO
  • EFEITO DE EXTRATOS DE PRÓPOLIS VERDE E GEOPRÓPOLIS NA VIABILIDADE DE TRANSPLANTES ALOGÊNICO E AUTÓLOGOS, CICATRIZAÇÃO E NO PROCESSO INFLAMATÓRIO AGUDO E CRÔNICO EM RATOS (Rattus norvegicus)

  • Orientador : CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • JAEL BATISTA SOARES
  • KATIA PERES GRAMACHO
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 30/06/2020

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  • A própolis e a geoprópolis são produtos resinosos elaborados a partir de exsudatos, óleos e resinas colhidas das plantas, aos quais são adicionados enzimas salivares, pólen, cera e, na geoprópolis, terra. O resultado é um produto conhecido e utilizado por populares devido às propriedades medicinais. Objetivou-se avaliar o efeito do extrato hidroalcoólico de própolis verde, geoprópolis de abelha canudo e geoprópolis de abelha jandaíra sobre a inflamação aguda, inflamação crônica, cicatrização e transplante cutâneo autogênico e autólogo em ratos wistar. Para tanto, foram utilizados 36 ratos adultos, de ambos os sexos, distribuídos em cinco grupos: extrato hidroalcoólico de própolis verde (EHPv); extrato de geoprópolis de abelha canudo (EHG-Can); extrato de geoprópolis de abelha Jandaíra (EHG-Jan); fármaco registrado como grupo controle positivo (GC+); apenas veículo como controle negativo (GC-). A inflamação aguda foi induzida por carragenina a 1% (n = 36), a inflamação crônica foi realizado por corpo estranho (lamínula de vidro) (n = 16) e a cicatrização foi acompanhada a partir de ferida circular de 8mm de diâmetro (n = 16). Os transplantes (n = 20) foram feitos com a incisão e realocação de dois enxertos cutâneos quadrados (1cm2), um para autoenxerto e outro para aloenxerto, respectivamente. Sobre o teor de flavonoides, o grupo EHG-Jan apresentou a maior quantidade (p<0,05), EHPv quantidade intermediária e o EHG-Can a menor. Verificou-se um efeito positivo antiedematoso pronunciado do EHPv, moderado efeito nos grupos EHG-Can e EHG-Jan. Na inflamação crônica, o grupo EHG-Jan destacou-se por acelerar a formação do granuloma quando comparado aos demais extratos. Houve aceleração da cicatrização por efeito dos extratos em 18 dias, os animais dos grupos EHPv e EHG-Can em 16 dias já apresentavam cicatrizes com reepitelização completa. Os extratos aumentaram a proteção das áreas lesionadas e induziram discreto retardo nos fenômenos desvitalizantes dos enxertos autólogos. No transplante alogênico percebeu-se discreto retardo na rejeição, havendo indução de reepitelização, com pior aspecto macroscópico do grupo EHG-Jan, em contrapartida os aloenxertos deste grupo apresentaram a reepitelização mais avançada dentre os tratamentos. Os extratos hidroalcoólicos de própolis e geoprópolis apresentaram efeitos positivos sobre o processo inflamatório agudo e crônico, na cicatrização e nos transplantes cutâneos de ratos wistar.


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  • A própolis e a geoprópolis são produtos resinosos elaborados a partir de exsudatos, óleos e resinas colhidas das plantas, aos quais são adicionados enzimas salivares, pólen, cera e, na geoprópolis, terra. O resultado é um produto conhecido e utilizado por populares devido às propriedades medicinais. Objetivou-se avaliar o efeito do extrato hidroalcoólico de própolis verde, geoprópolis de abelha canudo e geoprópolis de abelha jandaíra sobre a inflamação aguda, inflamação crônica, cicatrização e transplante cutâneo autogênico e autólogo em ratos wistar. Para tanto, foram utilizados 36 ratos adultos, de ambos os sexos, distribuídos em cinco grupos: extrato hidroalcoólico de própolis verde (EHPv); extrato de geoprópolis de abelha canudo (EHG-Can); extrato de geoprópolis de abelha Jandaíra (EHG-Jan); fármaco registrado como grupo controle positivo (GC+); apenas veículo como controle negativo (GC-). A inflamação aguda foi induzida por carragenina a 1% (n = 36), a inflamação crônica foi realizado por corpo estranho (lamínula de vidro) (n = 16) e a cicatrização foi acompanhada a partir de ferida circular de 8mm de diâmetro (n = 16). Os transplantes (n = 20) foram feitos com a incisão e realocação de dois enxertos cutâneos quadrados (1cm2), um para autoenxerto e outro para aloenxerto, respectivamente. Sobre o teor de flavonoides, o grupo EHG-Jan apresentou a maior quantidade (p<0,05), EHPv quantidade intermediária e o EHG-Can a menor. Verificou-se um efeito positivo antiedematoso pronunciado do EHPv, moderado efeito nos grupos EHG-Can e EHG-Jan. Na inflamação crônica, o grupo EHG-Jan destacou-se por acelerar a formação do granuloma quando comparado aos demais extratos. Houve aceleração da cicatrização por efeito dos extratos em 18 dias, os animais dos grupos EHPv e EHG-Can em 16 dias já apresentavam cicatrizes com reepitelização completa. Os extratos aumentaram a proteção das áreas lesionadas e induziram discreto retardo nos fenômenos desvitalizantes dos enxertos autólogos. No transplante alogênico percebeu-se discreto retardo na rejeição, havendo indução de reepitelização, com pior aspecto macroscópico do grupo EHG-Jan, em contrapartida os aloenxertos deste grupo apresentaram a reepitelização mais avançada dentre os tratamentos. Os extratos hidroalcoólicos de própolis e geoprópolis apresentaram efeitos positivos sobre o processo inflamatório agudo e crônico, na cicatrização e nos transplantes cutâneos de ratos wistar.

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  • ALANA AZEVEDO BORGES
  • ESTABELECIMENTO DE CARIOPLASTOS E CITOPLASTOS DE CATETOS, Pecari tajacu (LINNAEUS, 1758), VISANDO A CLONAGEM POR TRANSFERÊNCIA NUCLEAR DE CÉLULA SOMÁTICA EM TAIASSUÍDEOS

  • Orientador : ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • CARLOS EDUARDO AMBRÓSIO
  • MARCELO BERTOLINI
  • Data: 28/07/2020

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  • O direcionamento dos primeiros passos para a realização da transferência nuclear de células somáticas (TNCS) em catetos garantirá uma ferramenta efetiva na conservação da espécie, perante sua acelerada diminuição populacional e sua atividade ecológica indispensável para o ecossistema. Para tanto, a presente tese foi dividida em duas etapas (três experimentos por etapa), sendo a primeira etapa o estudo das células doadoras de núcleo ou carioplastos e a segunda etapa, o estudo das células doadoras de citoplasma ou citoplastos. Assim, diante da importância de carioplastos de qualidade reconhecida para a TNCS, nós inicialmente estabelecemos cinco linhagens de fibroblastos de catetos, monitorando a viabilidade, atividade metabólica e estresse oxidativo, de acordo com os efeitos do número de passagens (primeira, terceira e décima) e criopreservação. Embora não haja efeito desses critérios sobre a viabilidade, células em décima passagem tiveram uma redução de seu metabolismo. Adicionalmente, células congeladas/descongeladas tiveram um aumento no número de espécies reativas de oxigênio e potencial de membrana mitocondrial. Além disso, sabendo da importância de manter estas células armazenadas em um biobanco de maneira adequada, nós otimizamos a solução crioprotetora utilizada na congelação lenta de fibroblastos de catetos. Deste modo, a solução composta por 10% de dimetilsulfóxido (DMSO) com 0,2 M de sacarose e 50% de soro fetal bovino (SFB) foi considerada a solução mais eficiente em manter a viabilidade, atividade proliferativa, metabolismo e níveis adequados de estresse oxidativo de células somáticas de catetos, quando comparada a soluções na ausência de sacarose e com 10% de SFB em diferentes combinações. Finalmente, um passo essencial no estabelecimento dos carioplastos para a TNCS consiste na sincronização das células em G0/G1 do ciclo celular. Deste modo, nós avaliamos diferentes métodos de sincronização do ciclo celular: (i) supressão de soro (SS) por um a quatro dias, (ii) inibição por contato (IC) por um a três dias e (iii) agentes químicos [DMSO, 6-dimetilaminopurina (6-DMAP), ciclohexamida (CHX), e citocalasina B (CB)] por um a dois dias, em termos de seus efeitos sobre a sincronização em G0/G1 e viabilidade. Assim, nós observamos que a IC por três dias foi o método mais eficiente para sincronização do ciclo celular e manutenção da viabilidade de fibroblastos de catetos. Portanto, com estes três experimentos, nós estabelecemos a etapa de carioplastos da TNCS de catetos, obtendo células de qualidade e aptas a serem usadas como doadoras de núcleo. Na segunda etapa, nós, inicialmente, adequamos as condições de maturação in vitro (MIV) de oócitos de catetos, avaliando o tempo de MIV e o efeito do fator de crescimento epidermal (EGF) sobre a habilidade meiótica. Assim, nós concluímos que 48 h é o período adequado para a MIV de oócitos quando comparado ao tempo de 24 h, de acordo com o potencial meiótico. Ainda, observou-se que o EGF pode ser utilizado para otimizar o meio de MIV. Finalmente, no terceiro experimento, nós avaliamos a habilidade de desenvolvimento destes oócitos após ativação artificial, usando a ionomicina como ativador primário e comparando diferentes ativadores secundários (6-DMAP, CHX e CB). Nós verificamos que a ativação química usando ionomicina e 6-DMAP foi a mais eficiente combinação, tendo esta tese alcançado como resultado significativo, uma taxa de 27,6% de blastocistos de catetos derivados da ativação oocitária artificial. Em síntese, nós obtivemos carioplastos e citoplastos que poderão ser empregados na TNCS de catetos, deixando a ponto as etapas fundamentais para a clonagem desta espécie. Ainda, destaca-se que os conhecimentos aqui gerados poderão ser aplicados em estudos de fecundação in vitro, compreensão do desenvolvimento embrionário, produção de células induzidas à pluripotência, e ensaios de toxicidade. Portanto, este trabalho foi um grande passo para a conservação de catetos.


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  • O direcionamento dos primeiros passos para a realização da transferência nuclear de células somáticas (TNCS) em catetos garantirá uma ferramenta efetiva na conservação da espécie, perante sua acelerada diminuição populacional e sua atividade ecológica indispensável para o ecossistema. Para tanto, a presente tese foi dividida em duas etapas (três experimentos por etapa), sendo a primeira etapa o estudo das células doadoras de núcleo ou carioplastos e a segunda etapa, o estudo das células doadoras de citoplasma ou citoplastos. Assim, diante da importância de carioplastos de qualidade reconhecida para a TNCS, nós inicialmente estabelecemos cinco linhagens de fibroblastos de catetos, monitorando a viabilidade, atividade metabólica e estresse oxidativo, de acordo com os efeitos do número de passagens (primeira, terceira e décima) e criopreservação. Embora não haja efeito desses critérios sobre a viabilidade, células em décima passagem tiveram uma redução de seu metabolismo. Adicionalmente, células congeladas/descongeladas tiveram um aumento no número de espécies reativas de oxigênio e potencial de membrana mitocondrial. Além disso, sabendo da importância de manter estas células armazenadas em um biobanco de maneira adequada, nós otimizamos a solução crioprotetora utilizada na congelação lenta de fibroblastos de catetos. Deste modo, a solução composta por 10% de dimetilsulfóxido (DMSO) com 0,2 M de sacarose e 50% de soro fetal bovino (SFB) foi considerada a solução mais eficiente em manter a viabilidade, atividade proliferativa, metabolismo e níveis adequados de estresse oxidativo de células somáticas de catetos, quando comparada a soluções na ausência de sacarose e com 10% de SFB em diferentes combinações. Finalmente, um passo essencial no estabelecimento dos carioplastos para a TNCS consiste na sincronização das células em G0/G1 do ciclo celular. Deste modo, nós avaliamos diferentes métodos de sincronização do ciclo celular: (i) supressão de soro (SS) por um a quatro dias, (ii) inibição por contato (IC) por um a três dias e (iii) agentes químicos [DMSO, 6-dimetilaminopurina (6-DMAP), ciclohexamida (CHX), e citocalasina B (CB)] por um a dois dias, em termos de seus efeitos sobre a sincronização em G0/G1 e viabilidade. Assim, nós observamos que a IC por três dias foi o método mais eficiente para sincronização do ciclo celular e manutenção da viabilidade de fibroblastos de catetos. Portanto, com estes três experimentos, nós estabelecemos a etapa de carioplastos da TNCS de catetos, obtendo células de qualidade e aptas a serem usadas como doadoras de núcleo. Na segunda etapa, nós, inicialmente, adequamos as condições de maturação in vitro (MIV) de oócitos de catetos, avaliando o tempo de MIV e o efeito do fator de crescimento epidermal (EGF) sobre a habilidade meiótica. Assim, nós concluímos que 48 h é o período adequado para a MIV de oócitos quando comparado ao tempo de 24 h, de acordo com o potencial meiótico. Ainda, observou-se que o EGF pode ser utilizado para otimizar o meio de MIV. Finalmente, no terceiro experimento, nós avaliamos a habilidade de desenvolvimento destes oócitos após ativação artificial, usando a ionomicina como ativador primário e comparando diferentes ativadores secundários (6-DMAP, CHX e CB). Nós verificamos que a ativação química usando ionomicina e 6-DMAP foi a mais eficiente combinação, tendo esta tese alcançado como resultado significativo, uma taxa de 27,6% de blastocistos de catetos derivados da ativação oocitária artificial. Em síntese, nós obtivemos carioplastos e citoplastos que poderão ser empregados na TNCS de catetos, deixando a ponto as etapas fundamentais para a clonagem desta espécie. Ainda, destaca-se que os conhecimentos aqui gerados poderão ser aplicados em estudos de fecundação in vitro, compreensão do desenvolvimento embrionário, produção de células induzidas à pluripotência, e ensaios de toxicidade. Portanto, este trabalho foi um grande passo para a conservação de catetos.

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  • GERMANA GUIMARÃES REBOUÇAS
  • MARCADORES MOLECULARES NA IDENTIFICAÇÃO DE VARIANTES GENOTÍPICAS DO VÍRUS DA SÍNDROME DA MANCHA BRANCA EM CAMARÕES Litopenaeus vannamei CULTIVADOS NO ESTADO DO CEARÁ

  • Orientador : SIDNEI MIYOSHI SAKAMOTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IONÁ SANTOS ARAÚJO HOLANDA
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • KARINA RIBEIRO
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • SIDNEI MIYOSHI SAKAMOTO
  • Data: 31/08/2020

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  • A Carcinicultura no Brasil é uma atividade bastante rentável, entretanto é muito sensível a surtos de doenças que se apresentam como um dos principais entraves para o seu crescimento econômico. Com destaque para a Doença da Síndrome da Mancha Branca (WSSD), cujo agente causador é o Vírus da Síndrome da Mancha Branca (WSSV) que devido a sua elevada morbidade e mortalidade, vêm acometendo quase todos os cultivos de camarões no mundo. Assim, sendo o Estado do Ceará um dos principais produtores de camarão do Brasil, e o WSSV ter afetado severamente suas fazendas de cultivo no ano de 2016, este trabalho objetivou estudar a incidência e a variabilidade genética do WSSV em fazendas do Estado do Ceará, após o surto de 2016. Este estudo foi organizado em três etapas, estruturados em capítulos e com objetivos complementares. O primeiro capítulo é constituído pela construção de um referencial teórico, no segundo capítulo é relatado a caracterização das fazendas em estudo, bem como a influência de parâmetros de cultivo na incidência de WSSV. No capítulo três, está descrita a detecção de amostras positivas para o WSSV e o uso de marcadores moleculares para caracterizá-las, comparando-as em seguida com isolados de outras regiões geográficas. Por fim, o capítulo quatro realiza uma análise in sílico das regiões gênicas amplificadas nas amostras discutidas no capítulo três, buscando estudar as regiões variáveis do genoma do WSSV através de análises de mutações, inserções e SNPs, além de analisar as similaridades evolutivas traçando um perfil filogenético. Dessa forma, este trabalho trás dados relevantes sobre as variantes do WSSV circulantes no Estado do Ceará, contribuindo para levantar informações, ainda limitadas, sobre a incidência desse vírus na região Nordeste do Brasil.


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  • A Carcinicultura no Brasil é uma atividade bastante rentável, entretanto é muito sensível a surtos de doenças que se apresentam como um dos principais entraves para o seu crescimento econômico. Com destaque para a Doença da Síndrome da Mancha Branca (WSSD), cujo agente causador é o Vírus da Síndrome da Mancha Branca (WSSV) que devido a sua elevada morbidade e mortalidade, vêm acometendo quase todos os cultivos de camarões no mundo. Assim, sendo o Estado do Ceará um dos principais produtores de camarão do Brasil, e o WSSV ter afetado severamente suas fazendas de cultivo no ano de 2016, este trabalho objetivou estudar a incidência e a variabilidade genética do WSSV em fazendas do Estado do Ceará, após o surto de 2016. Este estudo foi organizado em três etapas, estruturados em capítulos e com objetivos complementares. O primeiro capítulo é constituído pela construção de um referencial teórico, no segundo capítulo é relatado a caracterização das fazendas em estudo, bem como a influência de parâmetros de cultivo na incidência de WSSV. No capítulo três, está descrita a detecção de amostras positivas para o WSSV e o uso de marcadores moleculares para caracterizá-las, comparando-as em seguida com isolados de outras regiões geográficas. Por fim, o capítulo quatro realiza uma análise in sílico das regiões gênicas amplificadas nas amostras discutidas no capítulo três, buscando estudar as regiões variáveis do genoma do WSSV através de análises de mutações, inserções e SNPs, além de analisar as similaridades evolutivas traçando um perfil filogenético. Dessa forma, este trabalho trás dados relevantes sobre as variantes do WSSV circulantes no Estado do Ceará, contribuindo para levantar informações, ainda limitadas, sobre a incidência desse vírus na região Nordeste do Brasil.

2019
Dissertações
1
  • SAMARA SANDY JERÔNIMO MOREIRA
  • INFLUÊNCIA DO PERÍODO CLIMÁTICA SOBRE OS CONSTITUINTES BIOQUÍMICOS DO PLASMA SEMINAL DE CATETOS (Pecari tacaju Linnaeus, 1758) CRIADOS EM REGIÃO SEMIÁRIDA.

  • Orientador : ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • ANNICE AQUINO CORTEZ
  • Data: 19/02/2019

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  • O cateto é um tayassuídeo abundante na fauna sul-americana, de grande potencial ecológico e econômico. A fim de estender o conhecimento a respeito da sua biologia reprodutiva, estudou-se a influência dos períodos climáticos em um clima semiárido sobre seus parâmetros seminais e perfil bioquímico do plasma seminal. Para isso, o ejaculado de 12 machos adultos foi obtido por eletroejaculação durante o período seco (setembro a novembro de 2017) e chuvoso (fevereiro a abril de 2018) e em seguida analisados quanto ao volume, concentração, motilidade, funcionalidade da membrana, integridade da membrana, estado de
    condensação da cromatina, morfologia espermática e pH. Para análise bioquímica, as amostras foram centrifugadas a 385 ×g por 10 minutos e o sobrenadante armazenado a -20°C até análise, no qual foram aquecidos a 25°C por 2 minutos e analisados por meio de kits bioquímicos comerciais, cujas absorbâncias foram mensuradas em espectrofotômetro mediante os comprimentos de ondas sugeridos por cada kit. Os resultados foram expressos em média e erro padrão e comparados por ANOVA seguida do teste de Tukey (Pparâmetros espermáticos e bioquímicos foram correlacionados entre si através da correlação de Spearman (p60,6 espermatozoides/mL, 58,5 ± 9,1% de espermatozoides móveis, 80,3 ± 2,9% de espermatozoides com membrana funcional, 81,8 ± 1,3% de espermatozoides com membrana íntegra, 99,1 ± 0,3% de espermatozoides com cromatina condensada, 72,1 ± 7,1% espermatozoides normais e pH 8,5 ± 0,3. Quanto ao perfil bioquímico, não foram identificadas diferenças (P>0,05) entre as estações para vários constituintes do plasma seminal, com valores de 140,8 ± 36,03 mg/dL e 169,7 ± 19,9 mg/dL para ácido cítrico, 152,3
    ± 33,65 mg/dL e 332,0 ± 99,6 mg/dL para colesterol, 8,0 ± 2,26 g/dL e 7,0 ± 1,5 g/dL para proteínas totais, 5,7 ± 0,5 mg/dL e 5,9 ± 0,24 mg/dL para magnésio, 315,6 ± 103,94 mEq/L e 271,3 ± 45,57 mEq/L para cloretos, 9,4 ± 3,26 g/dL e 3,0 ± 0,64 g/dL para albumina e 12,3 ± 5,0 mg/dL e 75,1 ± 39,53 mg/dL para fósforo, 210,9 ± 93,9 μg/dL e 423,2 ± 228,1 μg/dL para o ferro e 403,6 ± 117,6 mmol/L e 198,4 ± 108,0 mmol/L para frutosamina, obtidos durante as estações seca e chuvosa, respectivamente. Por outro lado, a frutose (115,7 ± 44,2 mg/dL/ 849,2 ± 142,6 mg/dL) e o cálcio (15,6 ± 5,09 mg/dL/32,3 ± 5,3 mg/dL) foram
    significativamente mais predominantes no período chuvoso (P


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  • O cateto é um tayassuídeo abundante na fauna sul-americana, de grande potencial ecológico e econômico. A fim de estender o conhecimento a respeito da sua biologia reprodutiva, estudou-se a influência dos períodos climáticos em um clima semiárido sobre seus parâmetros seminais e perfil bioquímico do plasma seminal. Para isso, o ejaculado de 12 machos adultos foi obtido por eletroejaculação durante o período seco (setembro a novembro de 2017) e chuvoso (fevereiro a abril de 2018) e em seguida analisados quanto ao volume, concentração, motilidade, funcionalidade da membrana, integridade da membrana, estado de
    condensação da cromatina, morfologia espermática e pH. Para análise bioquímica, as amostras foram centrifugadas a 385 ×g por 10 minutos e o sobrenadante armazenado a -20°C até análise, no qual foram aquecidos a 25°C por 2 minutos e analisados por meio de kits bioquímicos comerciais, cujas absorbâncias foram mensuradas em espectrofotômetro mediante os comprimentos de ondas sugeridos por cada kit. Os resultados foram expressos em média e erro padrão e comparados por ANOVA seguida do teste de Tukey (Pparâmetros espermáticos e bioquímicos foram correlacionados entre si através da correlação de Spearman (p60,6 espermatozoides/mL, 58,5 ± 9,1% de espermatozoides móveis, 80,3 ± 2,9% de espermatozoides com membrana funcional, 81,8 ± 1,3% de espermatozoides com membrana íntegra, 99,1 ± 0,3% de espermatozoides com cromatina condensada, 72,1 ± 7,1% espermatozoides normais e pH 8,5 ± 0,3. Quanto ao perfil bioquímico, não foram identificadas diferenças (P>0,05) entre as estações para vários constituintes do plasma seminal, com valores de 140,8 ± 36,03 mg/dL e 169,7 ± 19,9 mg/dL para ácido cítrico, 152,3
    ± 33,65 mg/dL e 332,0 ± 99,6 mg/dL para colesterol, 8,0 ± 2,26 g/dL e 7,0 ± 1,5 g/dL para proteínas totais, 5,7 ± 0,5 mg/dL e 5,9 ± 0,24 mg/dL para magnésio, 315,6 ± 103,94 mEq/L e 271,3 ± 45,57 mEq/L para cloretos, 9,4 ± 3,26 g/dL e 3,0 ± 0,64 g/dL para albumina e 12,3 ± 5,0 mg/dL e 75,1 ± 39,53 mg/dL para fósforo, 210,9 ± 93,9 μg/dL e 423,2 ± 228,1 μg/dL para o ferro e 403,6 ± 117,6 mmol/L e 198,4 ± 108,0 mmol/L para frutosamina, obtidos durante as estações seca e chuvosa, respectivamente. Por outro lado, a frutose (115,7 ± 44,2 mg/dL/ 849,2 ± 142,6 mg/dL) e o cálcio (15,6 ± 5,09 mg/dL/32,3 ± 5,3 mg/dL) foram
    significativamente mais predominantes no período chuvoso (P

2
  • ÉRIKA ALMEIDA PRAXEDES
  • Descrição histológica, cultivo in vitro de fibroblastos e criopreservação da pele do pavilhão auricular de onça-pintada, Panthera onca (Linnaeus, 1758).

  • Orientador : ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • JOSÉ ROBERTO VIANA SILVA
  • Data: 22/02/2019

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  • A onça-pintada é um carnívoro de elevada importância ecológica e econômica para a biodiversidade mundial. Devido principalmente a ações antropogênicas, a população de onça-pintada tem sido reduzida, sendo necessário o desenvolvimento de estratégias, como a criopreservação de tecidos somáticos. Contudo, o emprego de técnicas de criopreservação depende do conhecimento das características histológicas e celulares dos tecidos em estudo. Portanto, os objetivos foram descrever histologicamente por técnicas histológicas e por cultivo in vitro a pele do pavilhão auricular apical (Etapa 1) e comparar três técnicas de criopreservação [congelação lenta (CL), vitrificação direta em criotubos (VDC) e vitrificação em superfície sólida (VSS)] sobre a conservação dessas amostras de onça-pintada (Etapa 2). Para tanto, fragmentos foram recuperados de cinco animais oriundos de zoológicos do Brasil. Na primeira etapa, amostras de apenas dois animais, sendo um de pelagem amarela e outro de pelagem preta, foram avaliadas quanto à espessura da pele, quantificação e distribuição das células, percentual de matriz colágena, atividade proliferativa e viabilidade dos tecidos após cultivo. Para a segunda etapa, fragmentos foram criopreservados por CL, VDC ou VSS, e comparados com fragmentos não criopreservados (controle) quanto à espessura da pele, número de células, percentual de matriz colágena, e atividade proliferativa tecidual. Além disso, células resultantes dos fragmentos cultivados foram avaliadas quanto à morfologia, aderência, confluência, viabilidade, atividade proliferativa e metabólica. Assim, na primeira etapa, o estudo histomorfométrico mostrou uma espessura da pele total de 273,2 μm e 274,6 μm para onça pelagem amarela e preta, respectivamente. Além disso, melanócitos e fibroblastos para onça amarela foram de 9,3 e 23,0 e para onça preta foram de 11,3 e 26,8, respectivamente. Um percentual de matriz colágena de 67,0% e 49,0% foi observado para onça de pelagem amarela e preta, respectivamente. Adicionalmente, ambos os animais apresentaram uma atividade proliferativa celular variando de 1,20–1,30 e todos os fragmentos foram hábeis para promover o desprendimento celular, atingindo a subconfluência entre 10 a 15 dias. Na segunda etapa, todos os fragmentos criopreservados, independente da técnica empregada, mostraram uma redução na espessura da derme e da pele (P < 0,05). Embora uma matriz colágena similar ao grupo controle tenha sido observada somente para os fragmentos derivados dos grupos CL e VSS, todas as técnicas mantiveram o número de fibroblastos (P > 0,05). Além disso, VDC e VSS mantiveram a atividade proliferativa dos tecidos após o aquecimento. Após o cultivo, somente CL e VSS foram eficientes para a recuperação de células somáticas, de acordo com a maioria dos parâmetros avaliados, especialmente quanto à duração do cultivo e atividade metabólica celular. Em conclusão, a pele do pavilhão auricular de onça-pintada amarela e preta possui algumas variações em relação a outros mamíferos, quanto à espessura da pele, densidade de matriz colágena, e número de melanócitos e fibroblastos. Contudo, o padrão de crescimento celular foi similar a outros felídeos silvestres. Além disso, a VSS foi a técnica mais eficiente para a criopreservação de pele de onça-pintada, quando comparada a VDC e CL. Estes resultados irão contribuir para a formação de bancos de recursos somáticos desta espécie, direcionando a criopreservação adequada de amostras somáticas para aplicações em medicina regenerativa e tecnologias de reprodução assistida.


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  • A onça-pintada é um carnívoro de elevada importância ecológica e econômica para a biodiversidade mundial. Devido principalmente a ações antropogênicas, a população de onça-pintada tem sido reduzida, sendo necessário o desenvolvimento de estratégias, como a criopreservação de tecidos somáticos. Contudo, o emprego de técnicas de criopreservação depende do conhecimento das características histológicas e celulares dos tecidos em estudo. Portanto, os objetivos foram descrever histologicamente por técnicas histológicas e por cultivo in vitro a pele do pavilhão auricular apical (Etapa 1) e comparar três técnicas de criopreservação [congelação lenta (CL), vitrificação direta em criotubos (VDC) e vitrificação em superfície sólida (VSS)] sobre a conservação dessas amostras de onça-pintada (Etapa 2). Para tanto, fragmentos foram recuperados de cinco animais oriundos de zoológicos do Brasil. Na primeira etapa, amostras de apenas dois animais, sendo um de pelagem amarela e outro de pelagem preta, foram avaliadas quanto à espessura da pele, quantificação e distribuição das células, percentual de matriz colágena, atividade proliferativa e viabilidade dos tecidos após cultivo. Para a segunda etapa, fragmentos foram criopreservados por CL, VDC ou VSS, e comparados com fragmentos não criopreservados (controle) quanto à espessura da pele, número de células, percentual de matriz colágena, e atividade proliferativa tecidual. Além disso, células resultantes dos fragmentos cultivados foram avaliadas quanto à morfologia, aderência, confluência, viabilidade, atividade proliferativa e metabólica. Assim, na primeira etapa, o estudo histomorfométrico mostrou uma espessura da pele total de 273,2 μm e 274,6 μm para onça pelagem amarela e preta, respectivamente. Além disso, melanócitos e fibroblastos para onça amarela foram de 9,3 e 23,0 e para onça preta foram de 11,3 e 26,8, respectivamente. Um percentual de matriz colágena de 67,0% e 49,0% foi observado para onça de pelagem amarela e preta, respectivamente. Adicionalmente, ambos os animais apresentaram uma atividade proliferativa celular variando de 1,20–1,30 e todos os fragmentos foram hábeis para promover o desprendimento celular, atingindo a subconfluência entre 10 a 15 dias. Na segunda etapa, todos os fragmentos criopreservados, independente da técnica empregada, mostraram uma redução na espessura da derme e da pele (P < 0,05). Embora uma matriz colágena similar ao grupo controle tenha sido observada somente para os fragmentos derivados dos grupos CL e VSS, todas as técnicas mantiveram o número de fibroblastos (P > 0,05). Além disso, VDC e VSS mantiveram a atividade proliferativa dos tecidos após o aquecimento. Após o cultivo, somente CL e VSS foram eficientes para a recuperação de células somáticas, de acordo com a maioria dos parâmetros avaliados, especialmente quanto à duração do cultivo e atividade metabólica celular. Em conclusão, a pele do pavilhão auricular de onça-pintada amarela e preta possui algumas variações em relação a outros mamíferos, quanto à espessura da pele, densidade de matriz colágena, e número de melanócitos e fibroblastos. Contudo, o padrão de crescimento celular foi similar a outros felídeos silvestres. Além disso, a VSS foi a técnica mais eficiente para a criopreservação de pele de onça-pintada, quando comparada a VDC e CL. Estes resultados irão contribuir para a formação de bancos de recursos somáticos desta espécie, direcionando a criopreservação adequada de amostras somáticas para aplicações em medicina regenerativa e tecnologias de reprodução assistida.

3
  • ALLISON FERREIRA DE LIMA
  • Revestimentos comestíveis a base de quitosona e extrato de alecrim (Rosmarinus officinalis
    L.) e sua aplicabilidade na carne bovina.

  • Orientador : PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • RICARDO HENRIQUE DE LIMA LEITE
  • Data: 22/02/2019

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  • O objetivo com esta pesquisa foi elaborar e avaliar revestimentos comestíveis a base de quitosona e extrato de alecrim (Rosmarinus officinalis L.) e sua aplicabilidade na carne bovina. A princípio o estudo contou com a preparação dos extratos nas concentrações de 4% e 8%, além do preparo da mistura polimérica e, consequente imersão da carne nesse conteúdo para as análises: físicas (pH, cor, capacidade de retenção de água, perda de peso
    na cocção e força de cisalhamento), microbiológicas (coliformes termotolerantes a 45°C, mesófilos, psicrotróficos, Staphylococcus ssp. e detecção de Salmonella spp.) e atividade antioxidante (TBARS). Após essa etapa, avaliou-se as propriedades mecânicas, permeabilidade ao vapor de água (PVA), cor, transparência, solubilidade e absorção de
    umidade dos filmes. Os resultados das análises físicas, demonstram que houve efeito significativo (p


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  • O objetivo com esta pesquisa foi elaborar e avaliar revestimentos comestíveis a base de quitosona e extrato de alecrim (Rosmarinus officinalis L.) e sua aplicabilidade na carne bovina. A princípio o estudo contou com a preparação dos extratos nas concentrações de 4% e 8%, além do preparo da mistura polimérica e, consequente imersão da carne nesse conteúdo para as análises: físicas (pH, cor, capacidade de retenção de água, perda de peso
    na cocção e força de cisalhamento), microbiológicas (coliformes termotolerantes a 45°C, mesófilos, psicrotróficos, Staphylococcus ssp. e detecção de Salmonella spp.) e atividade antioxidante (TBARS). Após essa etapa, avaliou-se as propriedades mecânicas, permeabilidade ao vapor de água (PVA), cor, transparência, solubilidade e absorção de
    umidade dos filmes. Os resultados das análises físicas, demonstram que houve efeito significativo (p

4
  • MARIA ÉRICA DA SILVA OLIVEIRA
  • A RELAÇÃO UMIDADE/PROTEÍNA NO CAMARÃO BRANCO DO PACÍFICO Litopenaeus vannamei COMO UM PARÂMETRO DE IDENTIFICAÇÃO DE FRAUDE POR ADIÇÃO DE ÁGUA

  • Orientador : ALEX AUGUSTO GONCALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX AUGUSTO GONCALVES
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • Data: 25/02/2019

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  • Considerando a flutuação de temperatura durante a cadeia fria na comercialização do pescado, onde o produto é submetido aos ciclos de congelamento e descongelamento, e as práticas comuns (importação e exportação), o objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia de vários aditivos alimentares umectantes na qualidade do camarão branco do Pacífico (L. vannamei) após dois ciclos de congelamento e descongelamento e, ao mesmo tempo, se a relação umidade-proteína de camarões frescos e congelados descongelados (tratados ou não com aditivos) pode ser útil em a identificação de fraudes econômicas por adição de água. Amostras de camarão foram submetidas aos seguintes tratamentos: Controle (C - camarão fresco); T1 (água destilada); T2 (5% NaCl); T3 (tripolifosfato de sódio a 5% TPF); T4 (5% CARNAL 961); T5 (5% NP-30); T6 (5% de BRIFISOL 450); e T7 (5% BRIFISOL S5). Todas as soluções foram feitas com água destilada (5ᵒC) e o tempo de imersão foi estabelecido em 60 min. Os ciclos de congelamento e descongelamento foram feitos da seguinte forma: parte das amostras tratadas foram submetidas ao 1º congelamento (-35ºC/24 h), armazenamento (-35ºC/15 dias), 1º descongelamento (5ºC/24 h), 2º congelamento (-35ºC/ 24 h), armazenamento (-35ºC/15 dias) e 2º descongelamento (5ºC/24h). Parte das amostras foram tratadas novamente com os mesmos aditivos após o primeiro descongelamento, e prosseguiram ao 2º congelamento, armazenamento e descongelamento. Após cada etapa, foi determinado o rendimento (%) e realizadas as análises físico-químicas (umidade, proteína, sódio, fosfato, pH e capacidade de retenção de água - CRA). Os aditivos mostraram-se eficientes no ganho de peso e redução de perda de peso das amostras. Para os valores de umidade, proteína e relação umidade-proteína (RUP), verificou-se que houve diferença significativa (p


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  • Considerando a flutuação de temperatura durante a cadeia fria na comercialização do pescado, onde o produto é submetido aos ciclos de congelamento e descongelamento, e as práticas comuns (importação e exportação), o objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia de vários aditivos alimentares umectantes na qualidade do camarão branco do Pacífico (L. vannamei) após dois ciclos de congelamento e descongelamento e, ao mesmo tempo, se a relação umidade-proteína de camarões frescos e congelados descongelados (tratados ou não com aditivos) pode ser útil em a identificação de fraudes econômicas por adição de água. Amostras de camarão foram submetidas aos seguintes tratamentos: Controle (C - camarão fresco); T1 (água destilada); T2 (5% NaCl); T3 (tripolifosfato de sódio a 5% TPF); T4 (5% CARNAL 961); T5 (5% NP-30); T6 (5% de BRIFISOL 450); e T7 (5% BRIFISOL S5). Todas as soluções foram feitas com água destilada (5ᵒC) e o tempo de imersão foi estabelecido em 60 min. Os ciclos de congelamento e descongelamento foram feitos da seguinte forma: parte das amostras tratadas foram submetidas ao 1º congelamento (-35ºC/24 h), armazenamento (-35ºC/15 dias), 1º descongelamento (5ºC/24 h), 2º congelamento (-35ºC/ 24 h), armazenamento (-35ºC/15 dias) e 2º descongelamento (5ºC/24h). Parte das amostras foram tratadas novamente com os mesmos aditivos após o primeiro descongelamento, e prosseguiram ao 2º congelamento, armazenamento e descongelamento. Após cada etapa, foi determinado o rendimento (%) e realizadas as análises físico-químicas (umidade, proteína, sódio, fosfato, pH e capacidade de retenção de água - CRA). Os aditivos mostraram-se eficientes no ganho de peso e redução de perda de peso das amostras. Para os valores de umidade, proteína e relação umidade-proteína (RUP), verificou-se que houve diferença significativa (p

5
  • HENRIQUE ALBANO NOGUEIRA GOMES
  • EFEITO DA PROTEÍNA MORFOGENÉTICA ÓSSEA 15(BMP15) NO CULTIVO IN SITU DE TECIDO OVARIANO DE CATETOS (Pecari tajacu LINNAEUS, 1958)

  • Orientador : MARCIA VIVIANE ALVES SARAIVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCIA VIVIANE ALVES SARAIVA
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • RAFAEL ROSSETTO DE SOUSA
  • Data: 26/02/2019

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  • Os catetos são animais silvestres que possuem grande importância ecológica e potencial econômico. Assim, a fim de aumentar o potencial reprodutivo desta espécie, biotécnicas como cultivo in vitro de folículos pré-antrais vem sendo estudadas. Sabe-se que a foliculogênese préantral é regulada por fatores autócrinos e parácrinos em um mecanismo orquestrado que define o curso de desenvolvimento ou morte folicular. Entre esses fatores está a proteína morfogenética óssea 15 (BMP15), que atua na ativação, sobrevivência e desenvolvimento folicular em diferentes espécies. O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de diferentes concentrações de BMP15 sobre a sobrevivência, ativação, crescimento e proliferação das células da granulosa de folículos pré-antrais de catetos cultivados in vitro por 6 dias. Para tanto, 5 pares de ovários foram coletados de fêmeas de cateto e de cada par foram retirados fragmentos do córtex, dos quais, um foi utilizado como controle fresco, e os demais foram cultivados in vitro por 1 ou 6 dias nos diferentes tratamentos: 0, 1, 25 e 50 ng/mL de BMP15. Os fragmentos do controle fresco e pós-cultivo foram fixados, processados para histologia clássica (hematoxilina/eosina e AgNOR) para a confecção das lâminas. Os folículos ovarianos foram avaliados quanto à morfologia, sendo classificados em normais ou degenerados e quanto ao grau de evolução, sendo classificados em primordiais ou em desenvolvimento (primários e secundários). Este último parâmetro foi utilizado para o estudo da ativação folicular, levando em consideração a razão entre o percentual de folículos primordiais e em desenvolvimento ao longo do cultivo. Além disso, os folículos e oócitos foram mensurados antes e após o cultivo para registrar o crescimento folicular e oocitário. A proliferação celular dos folículos ovarianos durante o cultivo foi avaliada pela contagem das regiões organizadoras nucleolares (NORs) pela técnica de AgNOR. Após o cultivo, a adição de BMP15 (25 ng/mL) ao meio resultou numa maior percentagem de folículos normais (79,67%± 0,69) quando comparada aos demais tratamentos (P0,05). Além disso, as concentrações mais elevadas de BMP15 (25 ng/ml e 50 ng/ml) estimularam a ativação dos foliculos primordiais em relação ao controle cultivado (P


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  • Os catetos são animais silvestres que possuem grande importância ecológica e potencial econômico. Assim, a fim de aumentar o potencial reprodutivo desta espécie, biotécnicas como cultivo in vitro de folículos pré-antrais vem sendo estudadas. Sabe-se que a foliculogênese préantral é regulada por fatores autócrinos e parácrinos em um mecanismo orquestrado que define o curso de desenvolvimento ou morte folicular. Entre esses fatores está a proteína morfogenética óssea 15 (BMP15), que atua na ativação, sobrevivência e desenvolvimento folicular em diferentes espécies. O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de diferentes concentrações de BMP15 sobre a sobrevivência, ativação, crescimento e proliferação das células da granulosa de folículos pré-antrais de catetos cultivados in vitro por 6 dias. Para tanto, 5 pares de ovários foram coletados de fêmeas de cateto e de cada par foram retirados fragmentos do córtex, dos quais, um foi utilizado como controle fresco, e os demais foram cultivados in vitro por 1 ou 6 dias nos diferentes tratamentos: 0, 1, 25 e 50 ng/mL de BMP15. Os fragmentos do controle fresco e pós-cultivo foram fixados, processados para histologia clássica (hematoxilina/eosina e AgNOR) para a confecção das lâminas. Os folículos ovarianos foram avaliados quanto à morfologia, sendo classificados em normais ou degenerados e quanto ao grau de evolução, sendo classificados em primordiais ou em desenvolvimento (primários e secundários). Este último parâmetro foi utilizado para o estudo da ativação folicular, levando em consideração a razão entre o percentual de folículos primordiais e em desenvolvimento ao longo do cultivo. Além disso, os folículos e oócitos foram mensurados antes e após o cultivo para registrar o crescimento folicular e oocitário. A proliferação celular dos folículos ovarianos durante o cultivo foi avaliada pela contagem das regiões organizadoras nucleolares (NORs) pela técnica de AgNOR. Após o cultivo, a adição de BMP15 (25 ng/mL) ao meio resultou numa maior percentagem de folículos normais (79,67%± 0,69) quando comparada aos demais tratamentos (P0,05). Além disso, as concentrações mais elevadas de BMP15 (25 ng/ml e 50 ng/ml) estimularam a ativação dos foliculos primordiais em relação ao controle cultivado (P

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  • ELANNE DE PAIVA FONSECA
  • ASPECTOS SANITÁRIOS E ADAPTABILIDADE DE CAPRINOS DA RAÇA CANINDÉ EM REGIÃO SEMIÁRIDA.

  • Orientador : DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CARLA DIOGENES SUASSUNA BEZERRA
  • DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • RICARDO WAGNER DIAS PORTELA
  • Data: 26/02/2019

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  • A criação de ruminantes localmente adaptados, como os caprinos da raça Canindé, é uma característica de alguns sistemas de produção da região nordeste do Brasil. Nesse contexto, as parasitoses gastrintestinais e a linfadenite caseosa são responsáveis pela diminuição da população desses animais, representando uma das principais problemáticas observadas na caprinocultura. Com isso, o objetivo do presente estudo foi avaliar as
    condições adaptativas de cabras Canindé em relação aos aspectos clínicos, hematológicos e bioquímicos durante o ano e sua resistência as endoparasitoses e a linfadenite caseosa em região semiárida. Foram utilizadas 180 fêmeas da raça Canindé em região semiárida. Dentre as variáveis avaliadas estão: idade, peso, escore de condição corporal; estado sanitário (contagem de ovos por grama de fezes, Famacha© e diagnóstico de linfadenite caseosa); fisiológicos (temperatura retal, frequências respiratória e cardíaca); perfil hematológico e os valores bioquímicos séricos. Todas essas variáveis serão avaliadas em dois períodos do ano: seco e chuvoso. A dissertação é composta por três capítulos: (I) Referencial teórico, percorrendo assuntos voltados a caracterização dos sistemas produtivos do semiárido, a importância dos recursos genéticos de raças localmente
    adaptadas e os aspectos que levam esses animais a uma adaptabilidade e resistência; (II) Uma avaliação da termorregulação e do desempenho de cabras da raça Canindé durante o período seco e chuvoso; (III) Uma verificação dos valores hematológicos e bioquímicos em relação as endoparasitoses gastrintestinais e ao diagnóstico da linfadenite caseosa. O estudo relata que o período chuvoso apresentou maiores fatores de risco para a saúde dos caprinos da raça Canindé, atribuído as alterações fisiológicas e a alta carga endoparasitária.
    Diferenças nos intervalos de referência foram encontrados, podendo ser devido as características particulares da raça e sua adaptabilidade. Todos esses aspectos estudados servem como base para compreender a fisiologia e o manejo adequado dos caprinos localmente adaptados.


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  • A criação de ruminantes localmente adaptados, como os caprinos da raça Canindé, é uma característica de alguns sistemas de produção da região nordeste do Brasil. Nesse contexto, as parasitoses gastrintestinais e a linfadenite caseosa são responsáveis pela diminuição da população desses animais, representando uma das principais problemáticas observadas na caprinocultura. Com isso, o objetivo do presente estudo foi avaliar as
    condições adaptativas de cabras Canindé em relação aos aspectos clínicos, hematológicos e bioquímicos durante o ano e sua resistência as endoparasitoses e a linfadenite caseosa em região semiárida. Foram utilizadas 180 fêmeas da raça Canindé em região semiárida. Dentre as variáveis avaliadas estão: idade, peso, escore de condição corporal; estado sanitário (contagem de ovos por grama de fezes, Famacha© e diagnóstico de linfadenite caseosa); fisiológicos (temperatura retal, frequências respiratória e cardíaca); perfil hematológico e os valores bioquímicos séricos. Todas essas variáveis serão avaliadas em dois períodos do ano: seco e chuvoso. A dissertação é composta por três capítulos: (I) Referencial teórico, percorrendo assuntos voltados a caracterização dos sistemas produtivos do semiárido, a importância dos recursos genéticos de raças localmente
    adaptadas e os aspectos que levam esses animais a uma adaptabilidade e resistência; (II) Uma avaliação da termorregulação e do desempenho de cabras da raça Canindé durante o período seco e chuvoso; (III) Uma verificação dos valores hematológicos e bioquímicos em relação as endoparasitoses gastrintestinais e ao diagnóstico da linfadenite caseosa. O estudo relata que o período chuvoso apresentou maiores fatores de risco para a saúde dos caprinos da raça Canindé, atribuído as alterações fisiológicas e a alta carga endoparasitária.
    Diferenças nos intervalos de referência foram encontrados, podendo ser devido as características particulares da raça e sua adaptabilidade. Todos esses aspectos estudados servem como base para compreender a fisiologia e o manejo adequado dos caprinos localmente adaptados.

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  • FELIPE VERÍSSIMO DE LIMA
  • QUALIDADE DE ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL SERVIDOS EM UNIDADES DE EDUCAÇÃO INFANTIL

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • NATHALIA CRISTINA CIRONE SILVA
  • Data: 28/02/2019

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  • Conforme os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) houve um aumento no número de surtos alimentares por Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) no período de 2007 a 2016 o número de doentes chegou a 90.194 pessoas, destas 7,82% eram crianças entre 1 e 4 anos e entre os alimentos incriminados, 12% eram de origem animal. Diariamente as crianças recebem alimentação nos ambientes de ensino. Nas Unidades de Educação Infantil (UEI) os pré-escolares, faixa etária de 2 a 4 anos de idade, realizam duas refeições. Diante disto, o objetivou-se avaliar as condições produção e a qualidade microbiológica dos alimentos de origem animal servidos no cardápio na fase de pré-preparo. Para tanto, foi aplicado um “checklist” em 12 UEI visando avaliar as condições higiênico-sanitárias na produção dos alimentos. Além disso, foram realizadas análises microbiológicas de coliformes a 35ºC e 45ºC e contagem de bactérias mesófilas em amostras de carne bovina, frango, leite, água, superfícies e utensílios, Staphylococcus spp. e Salmonella sp. na carne bovina, frango e leite. Os resultados encontrados mostraram um elevado percentual de não conformidades em todas as UEI analisadas.


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  • Conforme os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) houve um aumento no número de surtos alimentares por Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) no período de 2007 a 2016 o número de doentes chegou a 90.194 pessoas, destas 7,82% eram crianças entre 1 e 4 anos e entre os alimentos incriminados, 12% eram de origem animal. Diariamente as crianças recebem alimentação nos ambientes de ensino. Nas Unidades de Educação Infantil (UEI) os pré-escolares, faixa etária de 2 a 4 anos de idade, realizam duas refeições. Diante disto, o objetivou-se avaliar as condições produção e a qualidade microbiológica dos alimentos de origem animal servidos no cardápio na fase de pré-preparo. Para tanto, foi aplicado um “checklist” em 12 UEI visando avaliar as condições higiênico-sanitárias na produção dos alimentos. Além disso, foram realizadas análises microbiológicas de coliformes a 35ºC e 45ºC e contagem de bactérias mesófilas em amostras de carne bovina, frango, leite, água, superfícies e utensílios, Staphylococcus spp. e Salmonella sp. na carne bovina, frango e leite. Os resultados encontrados mostraram um elevado percentual de não conformidades em todas as UEI analisadas.

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  • SOFIA DE OLIVEIRA CABRAL
  • DIETA SAZONAL DE LAGARTOS E SERPENTES ATROPELADOS EM RODOVIAS DO SEMIáRIDO NORDESTINO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, RN.

  • Orientador : CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • FEDERICO MARANGONI
  • Data: 15/03/2019

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  • Os estudos sobre a história natural de lagartos e serpentes ainda são escassos para o bioma, com descrições desagregadas e pontuais em tipos diferentes de Caatinga. As diferentes espécies de lagartos e serpentes ocupam diferentes posições a nível trófico e  possuem grande importância no diagnóstico de efeitos bióticos e abióticos sobre o ambiente. O presente estudo está sendo realizado através dos animais mortos por atropelamento em de trechos de estradas circundantes a três Unidades de Conservação Federal: Parque Nacional de Furna Feia, Floresta Nacional de Assu e Estação Ecológica do Seridó. Os animais atropelados são levados para o laboratório de Ecologia e Conservação da Fauna Silvestre, na Universidade Federal Rural do Semi-árido, para identificação da espécie, morfometria e análise da dieta. O objetivo geral do projeto é caracterizar sazonalmente os hábitos alimentares de diferentes espécies de lagartos e serpentes mortos por atropelamento. O estudo das dietas possibilita uma maior amplitude acerca das informações não apenas ecológicas, como também fisiológicas, que se têm sobre as espécies encontradas atropeladas, pois a abrangência do conhecimento contribui ainda para que sejam implantadas medidas de conservação das espécies estudadas.


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  • Os estudos sobre a história natural de lagartos e serpentes ainda são escassos para o bioma, com descrições desagregadas e pontuais em tipos diferentes de Caatinga. As diferentes espécies de lagartos e serpentes ocupam diferentes posições a nível trófico e  possuem grande importância no diagnóstico de efeitos bióticos e abióticos sobre o ambiente. O presente estudo está sendo realizado através dos animais mortos por atropelamento em de trechos de estradas circundantes a três Unidades de Conservação Federal: Parque Nacional de Furna Feia, Floresta Nacional de Assu e Estação Ecológica do Seridó. Os animais atropelados são levados para o laboratório de Ecologia e Conservação da Fauna Silvestre, na Universidade Federal Rural do Semi-árido, para identificação da espécie, morfometria e análise da dieta. O objetivo geral do projeto é caracterizar sazonalmente os hábitos alimentares de diferentes espécies de lagartos e serpentes mortos por atropelamento. O estudo das dietas possibilita uma maior amplitude acerca das informações não apenas ecológicas, como também fisiológicas, que se têm sobre as espécies encontradas atropeladas, pois a abrangência do conhecimento contribui ainda para que sejam implantadas medidas de conservação das espécies estudadas.

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  • ISABELLE DE OLIVEIRA LIMA
  • Avaliação da associação xilazina/cetamina e dexmedetomidina/cetamina no bem-estar de cutias(Dasyprocta Leporina Linneaus, 1753) submetidas a eletroejaculação

  • Orientador : VALERIA VERAS DE PAULA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • THIBERIO DE SOUZA CASTELO
  • VALERIA VERAS DE PAULA
  • Data: 22/03/2019

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  • A eletroejaculação (EEJ) é uma técnica que permite a obtenção do sêmen causar dor e desconforto. Devido a estes motivos, é de suma importância a obtenção de um protocolo anestésico seguro para garantir o bem-estar animal, promovendo uma boa analgesia e viabilizar a coleta de sêmen com baixos índices de contaminação por urina. Assim, esse trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da associação xilazina/cetamina e dexmedetomidina/ cetamina por via intramuscular, sobre o bem-estar animal na coleta de sêmen em cutias (Dasyprocta leporina) por eletroejaculação, durante o procedimento de eletroejaculação com dois tipos diferentes de eletrodos. Utilizou-se onze animais sexualmente maduros e cada indivíduo passou aleatoriamente por quatro tratamentos: xilazina/cetamina/sonda longitudinal (G1); dexmedetomidina/cetamina/sonda longitudinal (G2); xilazina/cetamina/sonda anel (G3), dexmedetomidina/cetamina/sonda anel (G4). Foram avaliados a frequência cardíaca, respiratória, temperatura retal, pressão arterial sistólica, média e diastólica, período de latência de indução e recuperação anestésica, bem como parâmetros para avaliação do bem-estar animal: hemograma, glicemia, CK e vocalização. Em relação aos parâmetros reprodutivos, a avaliamos ereção, o ciclo de estimulação e as variáveis seminais. Os resultados sugerem que a sonda em anel é mais eficiente em estimular a EEJ, no entanto promove mais vocalizações nos animais. Todos os protocolos anestésicos permitiram a realização da EEJ. Obtivemos ejaculado em todos os tratamentos, no entanto não foram eficientes para a coleta de sêmen. Somente um animal apresentou espermatozoides na urina coletada após a eletroejaculação.


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  • A eletroejaculação (EEJ) é uma técnica que permite a obtenção do sêmen causar dor e desconforto. Devido a estes motivos, é de suma importância a obtenção de um protocolo anestésico seguro para garantir o bem-estar animal, promovendo uma boa analgesia e viabilizar a coleta de sêmen com baixos índices de contaminação por urina. Assim, esse trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da associação xilazina/cetamina e dexmedetomidina/ cetamina por via intramuscular, sobre o bem-estar animal na coleta de sêmen em cutias (Dasyprocta leporina) por eletroejaculação, durante o procedimento de eletroejaculação com dois tipos diferentes de eletrodos. Utilizou-se onze animais sexualmente maduros e cada indivíduo passou aleatoriamente por quatro tratamentos: xilazina/cetamina/sonda longitudinal (G1); dexmedetomidina/cetamina/sonda longitudinal (G2); xilazina/cetamina/sonda anel (G3), dexmedetomidina/cetamina/sonda anel (G4). Foram avaliados a frequência cardíaca, respiratória, temperatura retal, pressão arterial sistólica, média e diastólica, período de latência de indução e recuperação anestésica, bem como parâmetros para avaliação do bem-estar animal: hemograma, glicemia, CK e vocalização. Em relação aos parâmetros reprodutivos, a avaliamos ereção, o ciclo de estimulação e as variáveis seminais. Os resultados sugerem que a sonda em anel é mais eficiente em estimular a EEJ, no entanto promove mais vocalizações nos animais. Todos os protocolos anestésicos permitiram a realização da EEJ. Obtivemos ejaculado em todos os tratamentos, no entanto não foram eficientes para a coleta de sêmen. Somente um animal apresentou espermatozoides na urina coletada após a eletroejaculação.

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  • ALEXANDRE DE OLIVEIRA MARQUES
  • EFEITO DA ABUNDÂNCIA DE MACROALGAS SOBRE A CONDIÇÃO CORPORAL DE PEIXES MARINHOS

  • Orientador : CRISTIANO QUEIROZ DE ALBUQUERQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTIANO QUEIROZ DE ALBUQUERQUE
  • ALEXANDRE FIRMINO DIOGENES
  • MARIO VINICIUS CONDINI
  • Data: 27/03/2019

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  • A presença de macroalgas em ambientes marinhos pode fornecer abrigo e alimento para peixes e outros organismos e sua grande produção pode também influenciar a condição corporal dos indivíduos ali presentes. Para isso, é importante avaliar a ação da presença de algas marinhas sobre o estado fisiológico animal. Assim, objetivou-se avaliar o efeito da presença de macroalgas sobre a condição corporal de peixes marinhos. Diante disso, foram realizados arrastos de fundo bimestrais em zonas costeiras dos municípios de Baía Formosa e Porto do Mangue. Arrastos com portas do tipo camaroeiro tiveram duração de 20 minutos, sendo coletados amostras de água de fundo para análise de fósforo total, carbono total, nitrogênio total, oxigênio dissolvido e salinidade, e verificada “in loco” a temperatura de fundo e superfície, pH e transparência. Foi coletada amostra de solo para análise de matéria orgânica. O material biológico coletado foi guardado em caixas isotérmicas com gelo e algas
    foram pesadas em cada arrasto. Os peixes coletados foram identificados e foram mensurados seu comprimento padrão e peso total em laboratório. Foram utilizadas técnicas de estatística multivariada para determinação do efeito de fatores ambientais sobre a condição de 9 espécies de peixe. Diferenças entre locais/períodos e condições foram avaliadas pelo pacote estatístico PERMUCO, no software R. Dentre as 9 espécies avaliadas, 4 apresentaram diferença na condição entre os locais coletados. Em Porto do Mangue todas as 5 espécies analisadas apresentaram condição melhor no período que apresentou maior densidade de algas. Em Baía Formosa, duas espécies apresentaram melhor condição durante o período de maior abundância de macroalga. Na comparação local houve melhor condição corporal para a praia que apresentou mais densidade de algas.
    E na avaliação sazonal, independentemente do local analisado, houve melhor condição para período chuvoso, quando também houve maior abundância de macroalgas. Desta forma, conclui-se que a presença de macroalgas influencia positivamente a condição corporal para diversas espécies de peixes, disponibilizando alimento e habitats para estas espécies.


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  • A presença de macroalgas em ambientes marinhos pode fornecer abrigo e alimento para peixes e outros organismos e sua grande produção pode também influenciar a condição corporal dos indivíduos ali presentes. Para isso, é importante avaliar a ação da presença de algas marinhas sobre o estado fisiológico animal. Assim, objetivou-se avaliar o efeito da presença de macroalgas sobre a condição corporal de peixes marinhos. Diante disso, foram realizados arrastos de fundo bimestrais em zonas costeiras dos municípios de Baía Formosa e Porto do Mangue. Arrastos com portas do tipo camaroeiro tiveram duração de 20 minutos, sendo coletados amostras de água de fundo para análise de fósforo total, carbono total, nitrogênio total, oxigênio dissolvido e salinidade, e verificada “in loco” a temperatura de fundo e superfície, pH e transparência. Foi coletada amostra de solo para análise de matéria orgânica. O material biológico coletado foi guardado em caixas isotérmicas com gelo e algas
    foram pesadas em cada arrasto. Os peixes coletados foram identificados e foram mensurados seu comprimento padrão e peso total em laboratório. Foram utilizadas técnicas de estatística multivariada para determinação do efeito de fatores ambientais sobre a condição de 9 espécies de peixe. Diferenças entre locais/períodos e condições foram avaliadas pelo pacote estatístico PERMUCO, no software R. Dentre as 9 espécies avaliadas, 4 apresentaram diferença na condição entre os locais coletados. Em Porto do Mangue todas as 5 espécies analisadas apresentaram condição melhor no período que apresentou maior densidade de algas. Em Baía Formosa, duas espécies apresentaram melhor condição durante o período de maior abundância de macroalga. Na comparação local houve melhor condição corporal para a praia que apresentou mais densidade de algas.
    E na avaliação sazonal, independentemente do local analisado, houve melhor condição para período chuvoso, quando também houve maior abundância de macroalgas. Desta forma, conclui-se que a presença de macroalgas influencia positivamente a condição corporal para diversas espécies de peixes, disponibilizando alimento e habitats para estas espécies.

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  • JOSE ARTUR BRILHANTE BEZERRA
  • INVESTIGAÇÃO DA INFECÇÃO POR Leishmania spp. EM FELINOS DOMÉSTICOS (Felis catus) NA CIDADE DE MOSSORÓ, RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA CARLA DIOGENES SUASSUNA BEZERRA
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • JULIANA FORTES VILARINHO BRAGA
  • Data: 16/05/2019

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  • O objetivo do presente estudo foi investigar a ocorrência da infecção por Leishmania spp. por meio de métodos sorológicos e moleculares em felinos domésticos provenientes de uma cidade endêmica no estado do Rio Grande do Norte para a leishmaniose visceral canina e humana. Foram incluídos no estudo 91 gatos. Esses animais foram submetidos a exame clínico completo e amostras de sangue foram coletadas. Um questionário epidemiológico foi aplicado para cada animal para investigar fatores de risco. Anticorpos IgG anti-Leishmania
    spp. foram avaliados por meio da imunofluorescência indireta (RIFI), adotando-se como ponto de corte a diluição de 1:40. A reação em cadeia da polimerase (PCR) foi executada visando detectar o material genético de Leishmania spp. a partir de amostras de sangue total. Também foi executado um teste imunocromatográfico para avaliar a presença de anticorpos contra o vírus da imunodeficiência felina (FIV) e antígenos do vírus da leucemia felina (FeLV). Observou-se soropositividade em 14 (15,38%), 26 (28,57%) e 3 (3,29%) animais para Leishmania spp., FIV e FeLV, respectivamente. Nenhuma amostra foi positiva na PCR de sangue total. Não foi observada nenhuma associação estatística entre a soropositividade para Leishmania spp. e gênero, idade, presença de sinais clínicos e fatores de risco avaliados. Dos 14 animais soropositivos para Leishmania spp., 5 apresentavam anticorpos contra o FIV, porém não houve associação estatística entre as duas infecções (p=0,052). Não houve coinfecção com o FeLV. Esses achados demonstram pela primeira vez que os felinos da região estudada estão sendo expostos a esta zoonose e podem estar participando de forma importante da cadeia epidemiológica de transmissão da leishmaniose visceral.


  • Mostrar Abstract
  • O objetivo do presente estudo foi investigar a ocorrência da infecção por Leishmania spp. por meio de métodos sorológicos e moleculares em felinos domésticos provenientes de uma cidade endêmica no estado do Rio Grande do Norte para a leishmaniose visceral canina e humana. Foram incluídos no estudo 91 gatos. Esses animais foram submetidos a exame clínico completo e amostras de sangue foram coletadas. Um questionário epidemiológico foi aplicado para cada animal para investigar fatores de risco. Anticorpos IgG anti-Leishmania
    spp. foram avaliados por meio da imunofluorescência indireta (RIFI), adotando-se como ponto de corte a diluição de 1:40. A reação em cadeia da polimerase (PCR) foi executada visando detectar o material genético de Leishmania spp. a partir de amostras de sangue total. Também foi executado um teste imunocromatográfico para avaliar a presença de anticorpos contra o vírus da imunodeficiência felina (FIV) e antígenos do vírus da leucemia felina (FeLV). Observou-se soropositividade em 14 (15,38%), 26 (28,57%) e 3 (3,29%) animais para Leishmania spp., FIV e FeLV, respectivamente. Nenhuma amostra foi positiva na PCR de sangue total. Não foi observada nenhuma associação estatística entre a soropositividade para Leishmania spp. e gênero, idade, presença de sinais clínicos e fatores de risco avaliados. Dos 14 animais soropositivos para Leishmania spp., 5 apresentavam anticorpos contra o FIV, porém não houve associação estatística entre as duas infecções (p=0,052). Não houve coinfecção com o FeLV. Esses achados demonstram pela primeira vez que os felinos da região estudada estão sendo expostos a esta zoonose e podem estar participando de forma importante da cadeia epidemiológica de transmissão da leishmaniose visceral.

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  • ANDRESSA NUNES MOUTA
  • Perfil farmacocinético de tramadol e o-desmetiltramadol após administração intravenosa em jumentos (Equus asinus)

  • Orientador : VALERIA VERAS DE PAULA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VALERIA VERAS DE PAULA
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • Data: 12/12/2019

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  • Os jumentos são animais rústicos que rapidamente se adaptam às condições adversas e ao intenso trabalho à tração, estando constantemente expostos a condições clínicas dolorosas e, por isso é de suma importância tratás-la adequadamente, por meio do uso de analgésicos apropriados. O tramadol é um analgésico opioide de ação central amplamente utilizado para tratamento da dor aguda e crônica em humanos e animais. Sua metabolização hepática resulta em diversos metabólitos, sendo o principal destes o metabólito ativo O-desmetiltramadol (M1), pois apresenta maior afinidade pelos receptores opioides. O objetivo do presente estudo foi descrever a farmacocinética do tramadol e do M1, após a administração intravenosa única de duas doses distintas em jumentos. Foram utilizados 10 asininos adultos, hígidos, machos e inteiros. No grupo T2, 10 animais receberam a dose de 2 mg.kg-1 de tramadol e no grupo T4, os mesmos 10 animais receberam a dose de 4 mg.kg-1, com intervalo de 15 dias entre os tratamentos. Foram coletados 10 ml de sangue da veia jugular para obtenção do plasma e as amostras foram acondicionadas a -80°C para posterior análise farmacocinética por meio de cromatografia líquida de ultra eficiência acoplada a um detector de espectrometria de massas (CLUE-MS/MS), utilizando um modelo não compartimental. A coleta de sangue foi realizada no momento 0 (antes da administração do fármaco) e seguindo os tempos: 5, 10, 20, 30, 40, 50 minutos, 1h, 1:15h, 1:30h, 1:45h, 2h, 2:30h, 3h, 4h, 6h, 8h, 12h, 24h e 48h. Os efeitos adversos decorrentes da administração do fármaco também foram observados. O tramadol e o M1 foram mensurados até 48 horas e quantificados até 12 horas após a administração. A dose de 4 mg.kg-1 apresentou aumento significativo do tempo do tempo residual médio (TRM0→ ∞) e tempo de meia vida (T1/2) para o metabólito. Para o tramadol, a concentração plasmática máxima média (Cmáx), o T1/2 e TMR0→ ∞ para 2 mg.kg-1 foram de 6787,21ng/ml, 4,10h e 1,45 h, enquanto na dose 4mg.kg-1 foram de 10884,70 ng/ml 3,96 h, 0,11 h e 2,71 h. Para o M1, a Cmáx,T1/2, Tmáx e TRM0→ ∞ para a menor dose foram de 100,15 ng/ml 2,49 h, 1,02 h e 3,82 h, enquanto para a maior dose foram de 125,45 ng/ml,6,35h, 1,21 h e 7,06 h. Na menor dose, um animal apresentou ataxia e espasmos musculares, enquanto na maior dose, sete animais apresentaram esses efeitos. O tramadol e o M1 atingiram concentrações plasmáticas consideradas efetivas para analgesia. Sugere-se intervalo de administração de aproximadamente 2,5 e 6,4 horas para as doses de 2 e 4 mg.kg-1 respectivamente. Para evitar a ocorrência de efeitos adversos, é necessário administrar o fármaco em um tempo mais prolongado.


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  • Os jumentos são animais rústicos que rapidamente se adaptam às condições adversas e ao intenso trabalho à tração, estando constantemente expostos a condições clínicas dolorosas e, por isso é de suma importância tratás-la adequadamente, por meio do uso de analgésicos apropriados. O tramadol é um analgésico opioide de ação central amplamente utilizado para tratamento da dor aguda e crônica em humanos e animais. Sua metabolização hepática resulta em diversos metabólitos, sendo o principal destes o metabólito ativo O-desmetiltramadol (M1), pois apresenta maior afinidade pelos receptores opioides. O objetivo do presente estudo foi descrever a farmacocinética do tramadol e do M1, após a administração intravenosa única de duas doses distintas em jumentos. Foram utilizados 10 asininos adultos, hígidos, machos e inteiros. No grupo T2, 10 animais receberam a dose de 2 mg.kg-1 de tramadol e no grupo T4, os mesmos 10 animais receberam a dose de 4 mg.kg-1, com intervalo de 15 dias entre os tratamentos. Foram coletados 10 ml de sangue da veia jugular para obtenção do plasma e as amostras foram acondicionadas a -80°C para posterior análise farmacocinética por meio de cromatografia líquida de ultra eficiência acoplada a um detector de espectrometria de massas (CLUE-MS/MS), utilizando um modelo não compartimental. A coleta de sangue foi realizada no momento 0 (antes da administração do fármaco) e seguindo os tempos: 5, 10, 20, 30, 40, 50 minutos, 1h, 1:15h, 1:30h, 1:45h, 2h, 2:30h, 3h, 4h, 6h, 8h, 12h, 24h e 48h. Os efeitos adversos decorrentes da administração do fármaco também foram observados. O tramadol e o M1 foram mensurados até 48 horas e quantificados até 12 horas após a administração. A dose de 4 mg.kg-1 apresentou aumento significativo do tempo do tempo residual médio (TRM0→ ∞) e tempo de meia vida (T1/2) para o metabólito. Para o tramadol, a concentração plasmática máxima média (Cmáx), o T1/2 e TMR0→ ∞ para 2 mg.kg-1 foram de 6787,21ng/ml, 4,10h e 1,45 h, enquanto na dose 4mg.kg-1 foram de 10884,70 ng/ml 3,96 h, 0,11 h e 2,71 h. Para o M1, a Cmáx,T1/2, Tmáx e TRM0→ ∞ para a menor dose foram de 100,15 ng/ml 2,49 h, 1,02 h e 3,82 h, enquanto para a maior dose foram de 125,45 ng/ml,6,35h, 1,21 h e 7,06 h. Na menor dose, um animal apresentou ataxia e espasmos musculares, enquanto na maior dose, sete animais apresentaram esses efeitos. O tramadol e o M1 atingiram concentrações plasmáticas consideradas efetivas para analgesia. Sugere-se intervalo de administração de aproximadamente 2,5 e 6,4 horas para as doses de 2 e 4 mg.kg-1 respectivamente. Para evitar a ocorrência de efeitos adversos, é necessário administrar o fármaco em um tempo mais prolongado.

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  • JOSEANNA DE PAIVA ALVES
  • CULTIVO MULTITRÓFICO DO CAMARÃO MARINHO Litopenaeus vannamei COM A MACROALGA Gracilaria birdiae.

  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • LEONARDO LELIS DE MACEDO COSTA
  • ANTONIO FERNANDO MONTEIRO CAMARGO
  • Data: 18/12/2019

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  • Objetivamos avaliar o cultivo multitrófico do camarão marinho Litopenaeus vannamei e da macroalga Gracilaria birdiae. Realizamos um experimento integrando as duas espécies em unidades experimentais de 1000 L dotadas de aeração constante, localizadas em ambiente externo. Foi realizado um monocultivo de camarão (100 animais.m-2), como sendo o controle (T1), e três cultivos multitróficos de camarão (100 animais.m-2) com macroalga em diferentes densidades (500, 1.000 e 2.000 g correspondendo a T2, T3 e T4, respectivamente). Durante o experimento não foi observado diferença significativa para as variáveis limnológicas, exceto para turbidez, que apresentou valores significativamente mais elevados nos tratamentos de monocultivo e de menor densidade de macroalgas (T1 e T2). O desenvolvimento do camarão marinho L. vannamei não foi significativamente afetado com a inserção da G. birdiae no mesmo ambiente de cultivo. Os resultados obtidos mostraram uma constância de biomassa da macroalga em T3 e T4, sendo observado expressiva redução no T2 a partir do 75º dia de cultivo, isso provavelmente ocorreu devido aos altos valores de turbidez durante o estudo observado para todos os tratamentos, com valores significativamente mais elevados no T2. Com isso, não foram atribuídas vantagens econômicas da inserção da espécie do sistema de cultivo com o L. vannamei. Ainda, as macroalgas tiveram uma tendência de redução de nitrogênio total e fósforo total mas não reduziram esses nutrientes de forma eficaz. Portanto, em condições de elevada turbidez não foi verificada viabilidade na inserção da macroalga G. birdiae no sistema de cultivo do camarão L. vannamei.


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  • Objetivamos avaliar o cultivo multitrófico do camarão marinho Litopenaeus vannamei e da macroalga Gracilaria birdiae. Realizamos um experimento integrando as duas espécies em unidades experimentais de 1000 L dotadas de aeração constante, localizadas em ambiente externo. Foi realizado um monocultivo de camarão (100 animais.m-2), como sendo o controle (T1), e três cultivos multitróficos de camarão (100 animais.m-2) com macroalga em diferentes densidades (500, 1.000 e 2.000 g correspondendo a T2, T3 e T4, respectivamente). Durante o experimento não foi observado diferença significativa para as variáveis limnológicas, exceto para turbidez, que apresentou valores significativamente mais elevados nos tratamentos de monocultivo e de menor densidade de macroalgas (T1 e T2). O desenvolvimento do camarão marinho L. vannamei não foi significativamente afetado com a inserção da G. birdiae no mesmo ambiente de cultivo. Os resultados obtidos mostraram uma constância de biomassa da macroalga em T3 e T4, sendo observado expressiva redução no T2 a partir do 75º dia de cultivo, isso provavelmente ocorreu devido aos altos valores de turbidez durante o estudo observado para todos os tratamentos, com valores significativamente mais elevados no T2. Com isso, não foram atribuídas vantagens econômicas da inserção da espécie do sistema de cultivo com o L. vannamei. Ainda, as macroalgas tiveram uma tendência de redução de nitrogênio total e fósforo total mas não reduziram esses nutrientes de forma eficaz. Portanto, em condições de elevada turbidez não foi verificada viabilidade na inserção da macroalga G. birdiae no sistema de cultivo do camarão L. vannamei.

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  • JOÃO PAULO ALBUQUERQUE DOS SANTOS
  • HIDRATAÇÃO ENTERAL ADMINISTRADA EM FLUXO CONTÍNUO EM ASININOS (Equus asinus africanus) DESIDRATADOS EXPERIMENTALMENTE

  • Orientador : RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • VALERIA VERAS DE PAULA
  • JOSÉ DANTAS RIBEIRO FILHO
  • Data: 19/12/2019

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  • O presente estudo avaliou os efeitos de duas soluções eletrolíticas enterais de manutenção administradas por via nasogástrica em fluxo contínuo sobre os parâmetros fisiológicos, hematológicos, bioquímicos e urinário em asininos submetidos a desidratação. Para isso foram utilizados seis jumentos em um delineamento cross-over (6x2), mantidos em jejum hídrico e alimentar durante 36 horas, juntamente com administração de única dose de furosemida 2 mg kg-1 por via intravenosa, esperando-se desidratação discreta a moderada e posteriormente submetidos a 12 horas de hidratação enteral em fluxo contínuo. O protocolo de hidratação enteral não alterou os parâmetros fisiológicos, proporcionou aumento de aproximadamente 11% do peso corporal, trouxe um aumento superior a 7% na circunferência abdominal, não acarretou no aumento da umidade nas fezes. As concentrações plasmáticas de glicose do grupo SEDex mostrou aumento no T8 e no T12 em relação ao T0, já no SEMalt o grupo mostrou apenas em relação ao T12. Observou-se discreta diminuição do pH densidade, ureia e creatina urinária conforme o protocolo de hidratação era instituído. O protocolo de hidratação foi capaz de repor o déficit hídrico, melhorar os índices glicêmicos sem gerar estresse nos animais.


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  • O presente estudo avaliou os efeitos de duas soluções eletrolíticas enterais de manutenção administradas por via nasogástrica em fluxo contínuo sobre os parâmetros fisiológicos, hematológicos, bioquímicos e urinário em asininos submetidos a desidratação. Para isso foram utilizados seis jumentos em um delineamento cross-over (6x2), mantidos em jejum hídrico e alimentar durante 36 horas, juntamente com administração de única dose de furosemida 2 mg kg-1 por via intravenosa, esperando-se desidratação discreta a moderada e posteriormente submetidos a 12 horas de hidratação enteral em fluxo contínuo. O protocolo de hidratação enteral não alterou os parâmetros fisiológicos, proporcionou aumento de aproximadamente 11% do peso corporal, trouxe um aumento superior a 7% na circunferência abdominal, não acarretou no aumento da umidade nas fezes. As concentrações plasmáticas de glicose do grupo SEDex mostrou aumento no T8 e no T12 em relação ao T0, já no SEMalt o grupo mostrou apenas em relação ao T12. Observou-se discreta diminuição do pH densidade, ureia e creatina urinária conforme o protocolo de hidratação era instituído. O protocolo de hidratação foi capaz de repor o déficit hídrico, melhorar os índices glicêmicos sem gerar estresse nos animais.

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  • KALYNE DANIELLY SILVA DE OLIVEIRA
  • QUANTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DE FRATURAS EM PELVE ATRAVÉS DA RADIOGRAFIA PADRONIZADA E OBLÍQUA BILATERAL EM CÃES E GATOS POLITRAUMATIZADOS

  • Orientador : JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIANO SÉLLOS COSTA
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 19/12/2019

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  • Objetivou-se radiografar pela técnica padronizada (latero-lateral e ventrodorsal) a pelve de cães e gatos politraumatizados e comparar com a técnica oblíqua bilateral (ventro-450 medial dorso lateral esquerda/direita flexionada) na avaliação de fraturas (completas e incompletas) e luxações (sacro-ilíaca e coxofemoral). Utilizou-se oito gatos e quatro cães, de idade, raça e peso variados. Após a obtenção das radiografias, as imagens foram avaliadas por dois radiologistas (RAD) grupo controle,
    dois ortopedistas (ORTO), dois residentes de diagnóstico por imagem (RESRAD) e dois alunos (ALUNO). As imagens radiográficas foram distribuídas e avaliadas de forma aleatória. A análise realizada foi uma comparação de médias para dados não paramétricos através de um GLM levando em consideração o estatístico WALD e p˂0,05. Ao comparar o número total de fraturas completas e incompletas nas projeções ventro-dorsal (VD), latero-lateral (LL) e oblíqua (OBL), observou-se diferença estatística entre as três projeções LL, VD e OBL (N=288, df= 2, wald= 24,7 p= 0.0000),
    entre VD e OBL (N=288, df= 2, wald= 11,9 p=0,0005), entre LL e OBL (N=288, df= 2, wald = 24,0, p= 0,000001) demostrando que a projeção em que mais visibilizou fraturas foi a VD (n=188). As projeções OBL (n=174) e VD (n=188) visibilizaram mais do que a LL (n=105). Para avaliação de luxações sacro-ilíacas verificou-se que as projeções VD (n=33) e OBL (n=33) foram mais sensíveis quando comparada com a LL (n=0) (N= 288, df=2, Wald= 1964,2, P˂0,01-10 ). De modo geral, as anormalidades (fraturas e luxações) foram vistas com maior acurácia na vista VD (n=237), seguida pela vista OBL (n=225) (N= 288, df=2, Wald= 18,1, p=0,00002) e LL (n=120) (N= 288, df=2, Wald= 40,2, P˂0,01-10) sugerindo que a projeção LL possui pouca sensibilidade na avaliação de anormalidades na pelve de cães e gatos politraumatizados. Contudo, sugere-se que as projeções OBL sejam incluídas nos estudos da pelve, enquanto as projeções LL, sejam realizadas em casos de direcionamento das luxações coxofemorais.


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  • Objetivou-se radiografar pela técnica padronizada (latero-lateral e ventrodorsal) a pelve de cães e gatos politraumatizados e comparar com a técnica oblíqua bilateral (ventro-450 medial dorso lateral esquerda/direita flexionada) na avaliação de fraturas (completas e incompletas) e luxações (sacro-ilíaca e coxofemoral). Utilizou-se oito gatos e quatro cães, de idade, raça e peso variados. Após a obtenção das radiografias, as imagens foram avaliadas por dois radiologistas (RAD) grupo controle,
    dois ortopedistas (ORTO), dois residentes de diagnóstico por imagem (RESRAD) e dois alunos (ALUNO). As imagens radiográficas foram distribuídas e avaliadas de forma aleatória. A análise realizada foi uma comparação de médias para dados não paramétricos através de um GLM levando em consideração o estatístico WALD e p˂0,05. Ao comparar o número total de fraturas completas e incompletas nas projeções ventro-dorsal (VD), latero-lateral (LL) e oblíqua (OBL), observou-se diferença estatística entre as três projeções LL, VD e OBL (N=288, df= 2, wald= 24,7 p= 0.0000),
    entre VD e OBL (N=288, df= 2, wald= 11,9 p=0,0005), entre LL e OBL (N=288, df= 2, wald = 24,0, p= 0,000001) demostrando que a projeção em que mais visibilizou fraturas foi a VD (n=188). As projeções OBL (n=174) e VD (n=188) visibilizaram mais do que a LL (n=105). Para avaliação de luxações sacro-ilíacas verificou-se que as projeções VD (n=33) e OBL (n=33) foram mais sensíveis quando comparada com a LL (n=0) (N= 288, df=2, Wald= 1964,2, P˂0,01-10 ). De modo geral, as anormalidades (fraturas e luxações) foram vistas com maior acurácia na vista VD (n=237), seguida pela vista OBL (n=225) (N= 288, df=2, Wald= 18,1, p=0,00002) e LL (n=120) (N= 288, df=2, Wald= 40,2, P˂0,01-10) sugerindo que a projeção LL possui pouca sensibilidade na avaliação de anormalidades na pelve de cães e gatos politraumatizados. Contudo, sugere-se que as projeções OBL sejam incluídas nos estudos da pelve, enquanto as projeções LL, sejam realizadas em casos de direcionamento das luxações coxofemorais.

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  • BEATRIZ DANTAS FERNANDES
  • DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA MICROFLUÍDICO À BASE DE SILICONE SILPURAN@ PARA SELEÇÃO DE ESPERMATOZOIDES BOVINOS.

  • Orientador : MARCELO BARBOSA BEZERRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • FREDERICO OZANAN BARROS MONTEIRO
  • MARCELO BARBOSA BEZERRA
  • Data: 19/12/2019

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  • A seleção espermática consiste em etapa fundamental em algumas técnicas reprodutivas, como na PIVE. Entretanto, os métodos usualmente utilizados podem causar danos à integridade da célula e ao DNA, além de necessitarem de longo tempo para sua realização. Desta forma, dispositivos microfluídicos foram desenvolvidos com a finalidade de selecionar espermatozoides com melhor motilidade, sem a utilização de centrifugação, e com redução de tempo e material de consumo utilizado. Porém, embora estes dispositivos microfluídicos sejam confeccionados com materiais considerados de baixo custo, ainda são relativamente caros quando confeccionados em larga escala e não se enquadrariam na realidade de muitos profissionais. Com isso, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a toxicidade da placa microfluídica confeccionada a partir do silicone Silpuran@ e realizar a seleção de espermatozoides epididimários e de sêmen descongelado de bovinos testando-se a quimiotaxia por diferentes substâncias. Para tanto, foram utilizados 10 CTEs e 10 palhetas de sêmen congelado para cada parte do experimento. No experimento 1, para avaliar a toxicidade do material, foi utilizado o teste de termoresistência lento (T.T.L) em que as amostras do controle e tratamento foram incubadas a 37,5ºC e avaliadas em diferentes tempos (0, 60, 120 e 180 min). Para o experimento de seleção espermática foram utilizados diferentes meios em cada reservatório de saída. O reservatório 1 foi preenchido com soro, sendo considerado como grupo controle em relação aos demais meios utilizados; Os reservatórios 2, 3 e 4 correspondiam ao meio MIV (Meio M), meio MIV + oócitos maturados (Meio MO) e meio MIV + acetato de medroxiprogesterona (Meio MP), respectivamente. Concomitantemente, a técnica de gradiente de Percoll foi utilizada como técnica controle em relação à microfluídica. Foram avaliadas a cinética dos espermatozoides a partir do CASA, a integridade de membrana espermática através do teste hiposmótico, viabilidade de membrana e atividade mitocondrial pela microscopia de fluorescência e a morfologia de espermatozoides. No experimento 1, os espermatozoides epididimários depositados na placa microfluidica apresentaram valores de MT, MP, VCL, VSL e VAP superiores no último tempo de avaliação quando comparado as amostras depositadas no tubo. Para as demais avaliações, os espermatozoides epididimários não se diferiram em relação ao controle. As avaliações de sêmen descongelado não apresentou diferença (P > 0,05) em relação ao controle. O dispositivo microfluídico desenvolvido possui baixo custo quando comparada a outras técnicas e materiais e o uso do silicone Silpuran@ não foi tóxico para espermatozoides de bovinos.


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  • A seleção espermática consiste em etapa fundamental em algumas técnicas reprodutivas, como na PIVE. Entretanto, os métodos usualmente utilizados podem causar danos à integridade da célula e ao DNA, além de necessitarem de longo tempo para sua realização. Desta forma, dispositivos microfluídicos foram desenvolvidos com a finalidade de selecionar espermatozoides com melhor motilidade, sem a utilização de centrifugação, e com redução de tempo e material de consumo utilizado. Porém, embora estes dispositivos microfluídicos sejam confeccionados com materiais considerados de baixo custo, ainda são relativamente caros quando confeccionados em larga escala e não se enquadrariam na realidade de muitos profissionais. Com isso, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a toxicidade da placa microfluídica confeccionada a partir do silicone Silpuran@ e realizar a seleção de espermatozoides epididimários e de sêmen descongelado de bovinos testando-se a quimiotaxia por diferentes substâncias. Para tanto, foram utilizados 10 CTEs e 10 palhetas de sêmen congelado para cada parte do experimento. No experimento 1, para avaliar a toxicidade do material, foi utilizado o teste de termoresistência lento (T.T.L) em que as amostras do controle e tratamento foram incubadas a 37,5ºC e avaliadas em diferentes tempos (0, 60, 120 e 180 min). Para o experimento de seleção espermática foram utilizados diferentes meios em cada reservatório de saída. O reservatório 1 foi preenchido com soro, sendo considerado como grupo controle em relação aos demais meios utilizados; Os reservatórios 2, 3 e 4 correspondiam ao meio MIV (Meio M), meio MIV + oócitos maturados (Meio MO) e meio MIV + acetato de medroxiprogesterona (Meio MP), respectivamente. Concomitantemente, a técnica de gradiente de Percoll foi utilizada como técnica controle em relação à microfluídica. Foram avaliadas a cinética dos espermatozoides a partir do CASA, a integridade de membrana espermática através do teste hiposmótico, viabilidade de membrana e atividade mitocondrial pela microscopia de fluorescência e a morfologia de espermatozoides. No experimento 1, os espermatozoides epididimários depositados na placa microfluidica apresentaram valores de MT, MP, VCL, VSL e VAP superiores no último tempo de avaliação quando comparado as amostras depositadas no tubo. Para as demais avaliações, os espermatozoides epididimários não se diferiram em relação ao controle. As avaliações de sêmen descongelado não apresentou diferença (P > 0,05) em relação ao controle. O dispositivo microfluídico desenvolvido possui baixo custo quando comparada a outras técnicas e materiais e o uso do silicone Silpuran@ não foi tóxico para espermatozoides de bovinos.

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  • LUAN ARAGÃO RODRIGUES
  • Avaliação dos Parâmetros Inflamatórios em Asininos (Equus asinus africanus) Submetidos a Orquiectomia

  • Orientador : RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • REJANE DOS SANTOS SOUSA
  • Data: 19/12/2019

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  • Objetivou-se avaliar os parâmetros inflamatórios em asininos (Equus asinus) submetidos a técnica de orquiectomia fechada pelo acesso escrotal e por uma nova abordagem (paraescrotal).Foram utilizados doze asininos divididos em dois grupos: grupo 1(G1) realizou a técnica de orquiectomia através do acesso cirúrgico paraescrotal e, grupo 2 (G2) foi realizada a técnica de orquiectomia pelo acesso escrotal (convencional). As avaliações pós-operatórias consistiram em avaliação macroscópica da ferida cirúrgica, parâmetros hematológicos e do líquido peritoneal, que ocorreram em ambos os grupos nos momentos (M): M0 (antes do procedimento cirúrgico), e os demais momentos após a cirurgia, M12 (doze horas), M24 (vinte e quatro horas), M48 (quarenta e oito horas), M72 (setenta e duas horas), M8D (oito dias) e M16D (dezesseis dias). Também foram mensuradas a frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR) e temperatura corporal (TC) em todos os momentos. As feridas cirúrgicas de ambos os grupos foram avaliadas de acordo com o grau de sangramento, grau de edema escrotal, presença de secreção, sensibilidade dolorosa a palpação escrotal, presença de tecido de granulação, presença de secreção e crostas. Foram realizados exames hematológicos (hematócrito, contagem total de leucócitos e eritrócitos, volume corpuscular médio, concentração de hemoglobina corpuscular média, concentração de hemoglobina, proteínas totais séricas e fibrinogênio). O líquido peritoneal foi avaliado segundo sua coloração, aspecto e grau de turbidez, como ph, densidade, proteínas totais, contagem de eritrócitos e leucócitos.


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  • Objetivou-se avaliar os parâmetros inflamatórios em asininos (Equus asinus) submetidos a técnica de orquiectomia fechada pelo acesso escrotal e por uma nova abordagem (paraescrotal).Foram utilizados doze asininos divididos em dois grupos: grupo 1(G1) realizou a técnica de orquiectomia através do acesso cirúrgico paraescrotal e, grupo 2 (G2) foi realizada a técnica de orquiectomia pelo acesso escrotal (convencional). As avaliações pós-operatórias consistiram em avaliação macroscópica da ferida cirúrgica, parâmetros hematológicos e do líquido peritoneal, que ocorreram em ambos os grupos nos momentos (M): M0 (antes do procedimento cirúrgico), e os demais momentos após a cirurgia, M12 (doze horas), M24 (vinte e quatro horas), M48 (quarenta e oito horas), M72 (setenta e duas horas), M8D (oito dias) e M16D (dezesseis dias). Também foram mensuradas a frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR) e temperatura corporal (TC) em todos os momentos. As feridas cirúrgicas de ambos os grupos foram avaliadas de acordo com o grau de sangramento, grau de edema escrotal, presença de secreção, sensibilidade dolorosa a palpação escrotal, presença de tecido de granulação, presença de secreção e crostas. Foram realizados exames hematológicos (hematócrito, contagem total de leucócitos e eritrócitos, volume corpuscular médio, concentração de hemoglobina corpuscular média, concentração de hemoglobina, proteínas totais séricas e fibrinogênio). O líquido peritoneal foi avaliado segundo sua coloração, aspecto e grau de turbidez, como ph, densidade, proteínas totais, contagem de eritrócitos e leucócitos.

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  • GERARD VICENTE DANTAS DE MEDEIROS
  • ATIVIDADE CICATRIZANTE DA PROPOLIS VERMELHA EM FERIDAS CIRURGICA DE GATAS SUBMETIDAS À OVARIOSSALPINGOHISTERECTOMIA.

  • Orientador : JAEL BATISTA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FREDERICO OZANAN BARROS MONTEIRO
  • JAEL BATISTA SOARES
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 19/12/2019

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  • O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do extrato hidroetanólico de própolis vermelha, produzida pela Apis mellifera no semiárido, Brasil, na cicatrização de feridas cirúrgicas em gatas submetidos à ovarisalpingohisterectomia. Também avaliou-se a composição química, os efeitos citotóxicos e atividade antioxidante da própolis vermelha. O teor total de fenol foi determinado pelo método Folin Ciocalteu e flavonóide pelo método de espectrofotometria. A composição química do estrato foi realizada pelo método HPLC-DADESI-MS/MS. A atividade antioxidante foi avaliada pelo método DPPH (2,2-difenil-1-picrilidrazyl) e a citotoxicidade foi avaliada pelo método colorimétrico MTT utilizando fibroblastos L929 e queratinócitos HACAT expostos a diferentes concentrações de extrato de própolis vermelha (500, 250, 125, 62,5, 31,2 e 15,6 µg/mL) por 72 horas. O efeito cicatrizante do extrato foi avaliado em 60 gatos domésticos (Felis catus) distribuídos em três grupos: Grupo I (grupo teste) composto por 20 gatas submetidos a ovarisalpingofisterectomia tratados com aplicação tópica de 0,2 ml de 50 mg / ml (EEPV); Grupo II (grupo referência) com 20 gatas que também receberam aplicação tópica de 0,2 ml de solução comercial à base de rifamicina (Rifocina®), e Grupo III (grupo controle), também composto por 20 animais tratados com aplicação tópica de 0,2 ml de solução fisiológica NaCl 0,9%. As feridas cirúrgicas foram avaliadas quanto aos aspectos clínicos, macroscópicos e histológicos no 3º, 7º, 14º e 21º dias de pós-operatório. Sobre a composição química do extrato etanólico de própolis vermelha, ressalta-se que foram identificados 26 flavonóides, altos valores de fenois totais e alta atividade antioxidante. O extrato de própolis não teve efeito citotóxico em nenhuma das linhagens celular testadas. Foram observadas altas porcentagens de viabilidade celular, variando de 80,0% a 94,4% para fibroblastos L929 e 78,0% a 91,5% de ceratócitos (Hacat). A própolis vermelha exerceu influência positiva na cicatrização de feridas de gatas submetidos à ovarisalpingohisterectomia, pois promoveu resposta inflamatória menos intensa, fechamento rápido da ferida, deposição precoce de colágeno e reepitelização. Portanto, concluiu-se que o extrato etanólico da própolis vermelha não exerceu efeito citotóxico in vitro, apresentou altos teores de fenóis totais, diferentes tipos de flavanóides, elevada atividade antioxidante e promoveu a aceleração da cicatrização de feridas cirúrgicas.


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  • O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do extrato hidroetanólico de própolis vermelha, produzida pela Apis mellifera no semiárido, Brasil, na cicatrização de feridas cirúrgicas em gatas submetidos à ovarisalpingohisterectomia. Também avaliou-se a composição química, os efeitos citotóxicos e atividade antioxidante da própolis vermelha. O teor total de fenol foi determinado pelo método Folin Ciocalteu e flavonóide pelo método de espectrofotometria. A composição química do estrato foi realizada pelo método HPLC-DADESI-MS/MS. A atividade antioxidante foi avaliada pelo método DPPH (2,2-difenil-1-picrilidrazyl) e a citotoxicidade foi avaliada pelo método colorimétrico MTT utilizando fibroblastos L929 e queratinócitos HACAT expostos a diferentes concentrações de extrato de própolis vermelha (500, 250, 125, 62,5, 31,2 e 15,6 µg/mL) por 72 horas. O efeito cicatrizante do extrato foi avaliado em 60 gatos domésticos (Felis catus) distribuídos em três grupos: Grupo I (grupo teste) composto por 20 gatas submetidos a ovarisalpingofisterectomia tratados com aplicação tópica de 0,2 ml de 50 mg / ml (EEPV); Grupo II (grupo referência) com 20 gatas que também receberam aplicação tópica de 0,2 ml de solução comercial à base de rifamicina (Rifocina®), e Grupo III (grupo controle), também composto por 20 animais tratados com aplicação tópica de 0,2 ml de solução fisiológica NaCl 0,9%. As feridas cirúrgicas foram avaliadas quanto aos aspectos clínicos, macroscópicos e histológicos no 3º, 7º, 14º e 21º dias de pós-operatório. Sobre a composição química do extrato etanólico de própolis vermelha, ressalta-se que foram identificados 26 flavonóides, altos valores de fenois totais e alta atividade antioxidante. O extrato de própolis não teve efeito citotóxico em nenhuma das linhagens celular testadas. Foram observadas altas porcentagens de viabilidade celular, variando de 80,0% a 94,4% para fibroblastos L929 e 78,0% a 91,5% de ceratócitos (Hacat). A própolis vermelha exerceu influência positiva na cicatrização de feridas de gatas submetidos à ovarisalpingohisterectomia, pois promoveu resposta inflamatória menos intensa, fechamento rápido da ferida, deposição precoce de colágeno e reepitelização. Portanto, concluiu-se que o extrato etanólico da própolis vermelha não exerceu efeito citotóxico in vitro, apresentou altos teores de fenóis totais, diferentes tipos de flavanóides, elevada atividade antioxidante e promoveu a aceleração da cicatrização de feridas cirúrgicas.

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  • MANUELA COSTA DE MENEZES
  • POTENCIAL FOTOPROTETOR E GENOPROTETOR DA PRÓPOLIS VERMELHA PRODUZIDA POR APIS MELLIFERA NO SEMIÁRIDO DO RIO GRANDE DO NORTE, BRASIL.

  • Orientador : JAEL BATISTA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 20/12/2019

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  • Objetivou-se avaliar os teores de fenóis, flavanóides totais, além das atividades antioxidante, genoprotetora e fotoprotetora do extrato etanólico da própolis vermelha produzida por Apis mellifera. Diferentes concentrações do extrato foram avaliadas in vitro por espectrofotometria. O efeito fotoprotetor do extrato foi avaliado in vivo em 30 ratos Wistar distribuídos em três grupos: Grupo I - a pele não recebeu aplicação tópica de extrato e não foi submetida à irradiação ultravioleta; Grupo II - a pele não foi submetida a aplicação tópica de extrato e foram irradiados; Grupo III - pele foi submetida a aplicação tópica de extrato e foram irradiados. A pele foi avaliada macroscópica e quantificou-se a densidade de células inflamatórias, mastócitos, células necrosadas e fibras colágenas. O extrato apresentou altos teores de fenóis e flavonoides com capacidade antioxidante e genoprotetor, protegendo a pele da irradiação. No grupo II foram observadas eritremas, bolhas e crosta superficial. Não houve diferenças significativas dos valores médios da densidade de mastócitos e fibras colágenas não diferiram entre os grupos I e III. Concluiu-se que o extrato etanólico da própolis vermelha exerceu efeitos genoprotetor e fotoprotetor por promover satisfatórias absorbâncias da radiação ultravioleta e foi capaz de proteger a pele das lesões induzida pela irradiação UVB.


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  • Objetivou-se avaliar os teores de fenóis, flavanóides totais, além das atividades antioxidante, genoprotetora e fotoprotetora do extrato etanólico da própolis vermelha produzida por Apis mellifera. Diferentes concentrações do extrato foram avaliadas in vitro por espectrofotometria. O efeito fotoprotetor do extrato foi avaliado in vivo em 30 ratos Wistar distribuídos em três grupos: Grupo I - a pele não recebeu aplicação tópica de extrato e não foi submetida à irradiação ultravioleta; Grupo II - a pele não foi submetida a aplicação tópica de extrato e foram irradiados; Grupo III - pele foi submetida a aplicação tópica de extrato e foram irradiados. A pele foi avaliada macroscópica e quantificou-se a densidade de células inflamatórias, mastócitos, células necrosadas e fibras colágenas. O extrato apresentou altos teores de fenóis e flavonoides com capacidade antioxidante e genoprotetor, protegendo a pele da irradiação. No grupo II foram observadas eritremas, bolhas e crosta superficial. Não houve diferenças significativas dos valores médios da densidade de mastócitos e fibras colágenas não diferiram entre os grupos I e III. Concluiu-se que o extrato etanólico da própolis vermelha exerceu efeitos genoprotetor e fotoprotetor por promover satisfatórias absorbâncias da radiação ultravioleta e foi capaz de proteger a pele das lesões induzida pela irradiação UVB.

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  • IGOR RENNO GUIMARÃES LOPES
  • Morfologia do coração de cateto (Pecari tajacu LINNAEUS, 1758).

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DE MACEDO MEDEIROS
  • GLEIDSON BENEVIDES DE OLIVEIRA
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • Data: 23/12/2019

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  • Objetivou-se pesquisar a angioarquitetura, forma e localização no cateto (Pecari tajacu), sendo utilizados 8 animais, 4 machos e 4 fêmeas. Foi realizada uma incisão desde a sincondrose intermandibular à cartilagem xifoide, para remoção do esterno e estabelecimento dos parâmetros topográficos do coração. Os corações foram retirados, dos quais 4 corações foram imersos em solução de formaldeído 10% por 24h para fixação e, posteriormente, feitas secções a fim de expor a face interna. 2 corações tiveram seus sistemas arteriais perfundidos com látex Neoprene (650) amarelo, e 2 com acetato de vinil amarelo, estes posteriormente submetidos a corrosão com ácido sulfúrico a 20% por 72h. O coração de cateto apresenta forma cônica alongada, ocupa a maior parte do espaço mediastínico médio do tórax e situa-se em região delimitada entre a 3ª e a 6ª costela, envolta pelo pericárdio, este ligado ao diafragma por meio do ligamento frenopericárdico, Do arco aórtico emergem dois ramos colaterais, o tronco braquiocefálico, que se ramifica em artéria subclávia direita e um tronco comum das artérias carótidas comuns direita e esquerda e, em seguida, em artéria subclávia esquerda. Nos modelos arteriais cardíacos a artéria coronária esquerda emergiu da aorta, entre a aurícula esquerda e o tronco pulmonar, e ramificava-se em um ramo superficial que retorna para a aurícula esquerda, um ramo circunflexo, o qual, pelo sulco coronário, circundava a base do coração em direção a face atrial, e o ramo paraconal, que seguia em direção ao ápice e, em seu trajeto, emitia 3 a 4 ramos acessórios. A artéria coronária direita emerge da aorta, entre a aurícula direita e o átrio direito, em seguida, bifurca-se em um ramo superficial que se insere na aurícula direita e um ramo subsinuoso, que se curva em direção a face atrial e segue em direção ao ápice, conferindo ao coração uma vascularização do tipo equilibrada.


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  • Objetivou-se pesquisar a angioarquitetura, forma e localização no cateto (Pecari tajacu), sendo utilizados 8 animais, 4 machos e 4 fêmeas. Foi realizada uma incisão desde a sincondrose intermandibular à cartilagem xifoide, para remoção do esterno e estabelecimento dos parâmetros topográficos do coração. Os corações foram retirados, dos quais 4 corações foram imersos em solução de formaldeído 10% por 24h para fixação e, posteriormente, feitas secções a fim de expor a face interna. 2 corações tiveram seus sistemas arteriais perfundidos com látex Neoprene (650) amarelo, e 2 com acetato de vinil amarelo, estes posteriormente submetidos a corrosão com ácido sulfúrico a 20% por 72h. O coração de cateto apresenta forma cônica alongada, ocupa a maior parte do espaço mediastínico médio do tórax e situa-se em região delimitada entre a 3ª e a 6ª costela, envolta pelo pericárdio, este ligado ao diafragma por meio do ligamento frenopericárdico, Do arco aórtico emergem dois ramos colaterais, o tronco braquiocefálico, que se ramifica em artéria subclávia direita e um tronco comum das artérias carótidas comuns direita e esquerda e, em seguida, em artéria subclávia esquerda. Nos modelos arteriais cardíacos a artéria coronária esquerda emergiu da aorta, entre a aurícula esquerda e o tronco pulmonar, e ramificava-se em um ramo superficial que retorna para a aurícula esquerda, um ramo circunflexo, o qual, pelo sulco coronário, circundava a base do coração em direção a face atrial, e o ramo paraconal, que seguia em direção ao ápice e, em seu trajeto, emitia 3 a 4 ramos acessórios. A artéria coronária direita emerge da aorta, entre a aurícula direita e o átrio direito, em seguida, bifurca-se em um ramo superficial que se insere na aurícula direita e um ramo subsinuoso, que se curva em direção a face atrial e segue em direção ao ápice, conferindo ao coração uma vascularização do tipo equilibrada.

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  • PAULO MATEUS ALVES LOPES
  • LOCALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DOS RECEPTORES DE MELATONINA EM DIFERENTES IDADES EMBRIONÁRIAS DE PREÁ (Galea spixii Wagler, 1831).

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • ANDRE DE MACEDO MEDEIROS
  • GLEIDSON BENEVIDES DE OLIVEIRA
  • Data: 23/12/2019

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  • A pesquisa com animais silvestres fornece apoio para preservação de espécies e para sua manutenção em cativeiro, pois gera dados para a tomada de medidas que visam aumentar as chances de sobrevivência destes animais. Já foram realizados vários estudos referentes à morfologia de preás, mas nenhum faz citação aos receptores de melatonina em embriões desta espécie. Este trabalho teve como objetivo avaliar a distribuição dos receptores de melatonina (MT1 e MT2) em embriões de preá em diferentes estágios de desenvolvimento, com base em microscopia de luz e de imunofluorescência. Para desenvolvimento deste estudo, foram utilizados 12 preás fêmeas, adultas, com as quais foram formados três grupos com quatro fêmeas, obtidas no Centro de Multiplicação de Animais Silvestres da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (CEMAS/UFERSA). Para experimentação, os animais foram eutanasiados seguindo o protocolo preconizado para roedores, após a aprovação pelo ICMBio e pela CEUA. As coletas dos embriões foram realizadas aos 20, 25, 30 dias de gestação, sendo coletados três embriões por idade gestacional, e esses embriões foram destinados ao processamento para microscopia de luz e imunofluorescência. Ocorreu marcação dos receptores de melatonina MT1 e MT2 em todos os órgãos estudados e nas diferentes idades gestacionais. Na regiao encefálica do preá ocorreu ampla distribuição desses receptores no córtex cerebral. No coração do preá houve marcação inespecífica e distribuída por todo o órgão em ambas as idades gestacionais. O fígado foi o tecido que apresentou maior marcação dos receptores de melatonina, sendo evidenciado principalmente nos hepatócitos. O pulmão e o rim apresentaram marcação dos receptores semelhante em todas as idades gestacionais, na qual foi observado marcação principalmente nas regiões tubulares dos órgãos. Com relação a densidade, observou-se que a maior densidade de marcação dos receptores de melatonina ocorreu no fígado e na idade de 25 dias de gestação.


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  • A pesquisa com animais silvestres fornece apoio para preservação de espécies e para sua manutenção em cativeiro, pois gera dados para a tomada de medidas que visam aumentar as chances de sobrevivência destes animais. Já foram realizados vários estudos referentes à morfologia de preás, mas nenhum faz citação aos receptores de melatonina em embriões desta espécie. Este trabalho teve como objetivo avaliar a distribuição dos receptores de melatonina (MT1 e MT2) em embriões de preá em diferentes estágios de desenvolvimento, com base em microscopia de luz e de imunofluorescência. Para desenvolvimento deste estudo, foram utilizados 12 preás fêmeas, adultas, com as quais foram formados três grupos com quatro fêmeas, obtidas no Centro de Multiplicação de Animais Silvestres da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (CEMAS/UFERSA). Para experimentação, os animais foram eutanasiados seguindo o protocolo preconizado para roedores, após a aprovação pelo ICMBio e pela CEUA. As coletas dos embriões foram realizadas aos 20, 25, 30 dias de gestação, sendo coletados três embriões por idade gestacional, e esses embriões foram destinados ao processamento para microscopia de luz e imunofluorescência. Ocorreu marcação dos receptores de melatonina MT1 e MT2 em todos os órgãos estudados e nas diferentes idades gestacionais. Na regiao encefálica do preá ocorreu ampla distribuição desses receptores no córtex cerebral. No coração do preá houve marcação inespecífica e distribuída por todo o órgão em ambas as idades gestacionais. O fígado foi o tecido que apresentou maior marcação dos receptores de melatonina, sendo evidenciado principalmente nos hepatócitos. O pulmão e o rim apresentaram marcação dos receptores semelhante em todas as idades gestacionais, na qual foi observado marcação principalmente nas regiões tubulares dos órgãos. Com relação a densidade, observou-se que a maior densidade de marcação dos receptores de melatonina ocorreu no fígado e na idade de 25 dias de gestação.

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  • ROOSEVELT DE ARAÚJO SALES JÚNIOR
  • SISTEMA DE CULTIVO ORGÂNICO DO CAMARÃO BRANCO (Litopenaeus vannamei) E DA OSTRA NATIVA (Crassostrea gasar): ASPECTOS QUALITATIVOS DO PRODUTO

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • Data: 27/12/2019

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  • O camarão e a Ostra apresentam um grande comercio gastronômico, e o cultivo orgânico tem voltado o olhar para a sustentabilidade de sua produção, livre de agrotóxicos, hormônios e aditivos químicos. O presente trabalho tem como objetivo, avaliar a qualidade microbiológica e físico-química do camarão branco (Litopenaeus vannamei) e ostra nativa (Crassostrea gasar), bem como avaliar a qualidade microbiológica da água do cultivo orgânico. Para a realização do trabalho foi utilizada a metodologia de acordo com o MAPA (2003) para camarão e ostra foram realizadas analises de contagem de Staphylococcus coagulase positiva e presença de Salmonella sp. Apenas para Ostra foi realizada a análise de coliformes a 45°C. As analises físico-químicas foram aplicadas para a ostra e o camarão, sendo elas: pH, umidade, proteína, lipídios, cinzas, o teor de Nitrogênio das Bases Voláteis Totais (N-BVT) e trimetilamina (TMA). Capacidade de retenção de água (CRA), perdas de peso durante a cocção (PPC), força de cisalhamento (FC) e determinação de cor também serão realizadas para o camarão e ostra. A estatística foi realizada pelo teste de Tukey à 5%. O camarão e ostra oriundos de cultivo orgânico obtiveram um resultado satisfatório tanto nas análises microbiológicas quanto nas análises físico-químicas. Diante disso, os métodos de manejo e produção dos produtos em meio orgânico podem ser utilizados em alternativa aos outros métodos de cultivo pois acabam apresentando um alimento mais saudável e livre de outros compostos químicos.


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  • O camarão e a Ostra apresentam um grande comercio gastronômico, e o cultivo orgânico tem voltado o olhar para a sustentabilidade de sua produção, livre de agrotóxicos, hormônios e aditivos químicos. O presente trabalho tem como objetivo, avaliar a qualidade microbiológica e físico-química do camarão branco (Litopenaeus vannamei) e ostra nativa (Crassostrea gasar), bem como avaliar a qualidade microbiológica da água do cultivo orgânico. Para a realização do trabalho foi utilizada a metodologia de acordo com o MAPA (2003) para camarão e ostra foram realizadas analises de contagem de Staphylococcus coagulase positiva e presença de Salmonella sp. Apenas para Ostra foi realizada a análise de coliformes a 45°C. As analises físico-químicas foram aplicadas para a ostra e o camarão, sendo elas: pH, umidade, proteína, lipídios, cinzas, o teor de Nitrogênio das Bases Voláteis Totais (N-BVT) e trimetilamina (TMA). Capacidade de retenção de água (CRA), perdas de peso durante a cocção (PPC), força de cisalhamento (FC) e determinação de cor também serão realizadas para o camarão e ostra. A estatística foi realizada pelo teste de Tukey à 5%. O camarão e ostra oriundos de cultivo orgânico obtiveram um resultado satisfatório tanto nas análises microbiológicas quanto nas análises físico-químicas. Diante disso, os métodos de manejo e produção dos produtos em meio orgânico podem ser utilizados em alternativa aos outros métodos de cultivo pois acabam apresentando um alimento mais saudável e livre de outros compostos químicos.

Teses
1
  • LÍVIA BATISTA CAMPOS
  • ISOLAMENTO, CULTIVO E CRIOPRESERVAÇÃO DE FOLÍCULOS OVARIANOS PRÉANTRAIS DERIVADOS DE CATETOS (PECARI TAJACU LINNAEUS, 1758). 

  • Orientador : ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • GABRIELA LIBERALINO LIMA
  • JOSÉ RICARDO DE FIGUEIREDO
  • MARIA HELENA TAVARES DE MATOS
  • Data: 18/01/2019

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  • Manipulação de Oócitos Inclusos em Folículos Ovarianos Pré-antrais é uma biotecnica que pode melhorar o aproveitamento do potencial reprodutivo dos catetos e garantir a conservação da espécie. Essa biotécnica pode ser dividida nas etapas de isolamento, cultivo in vitro e conservação. Diante disso, objetivou estabelecer protocolos eficientes para a manipulação de folículos ovarianos pré-antrais derivados de catetos (Pecari tajacu). Para tanto, o estudo foi dividido em três experimentos, sendo utilizado animais oriundos do Centro de Multiplicação de Animais Silvestres. No experimento 1, os ovários foram destinados a diferentes métodos de isolamento folicular (enzimático, mecânico e associação). Para o método enzimático utilizou à colagenase tipo IV, já o método mecânico foi conduzido usando uma lâmina de bisturi. Por fim, a solução remanescente obtida do isolamento mecânico foi submetida ao método enzimático compondo assim a associação dos métodos. O número de folículos pré-antrais (PFs) foi quantificado, classificado e analisado quanto a viabilidade. Posteriormente, realizou-se à integridade por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e cultivo in vitro de 24 h. Logo, a maior quantidade de PFs foi proporcionado pelo método enzimático (961,7 ± 132,9) em comparação ao método mecânico (434,3 ± 88,9), mas não foram evidenciadas diferenças entre sua associação (743,2 ± 92,8). Também, o método enzimático (98,7 ± 0,6%) proporcionou maior viabilidade, na qual foi confirmada pela MEV e o cultivo (86,0% de PFs viáveis). No experimento 2, os fragmentos ovarianos foram utilizados para análise de PCR, no intuito de identificar a expressão de BMPR2 (receptor tipo I) e ALK-5 (receptor tipo II) e para cultivo in vitro por 1 ou 7 dias com GDF-9 (0, 50, 100 ou 200 ng/mL) analisados quanto à sobrevivência, ativação, viabilidade e proliferação celular dos PFs. Foi confirmada a presença de BMPR2 (receptor tipo I, 499 pb) e ALK-5 (receptor tipo II, 468 pb) nos córtex ovarianos de catetos. Embora não tenha sido observada diferença na porcentagem de folículos morfologicamente normais, apenas os folículos cultivados por 7 dias com 200 ng / mL de GDF-9 mantiveram o diâmetro folicular e oocitário similar àqueles observados no primeiro dia. Em comparação com o controle fresco, a porcentagem de folículos em crescimento foi significativamente aumentada em todos os tratamentos, especialmente na 200 ng / mL de GDF-9 por 7 dias. Ainda, a presença de GDF-9 não interferiu na viabilidade dos PFs, mas 200 ng / mL de GDF-9 melhorou a proliferação celular no dia 1 ou 7 dias de cultivo in vitro. Por fim, no experimento 3, os fragmentos ovrianos foram destinadas a vitrificação em superfície sólida e o sistema cryosystem com 3 M etilenoglicol ou 3 M dimetilsulfóxido ou 1,5 M de etilenoglicol mais 1,5 M de dimetilsulfóxido. Os fragmentos submetidos a análise histológica, viabilidade, proliferação celular e caspase-3. Após a vitrificação, todos os tratamentos mantiveram a proporção de PFs normais, a viabilidade, bem como, a ocorrência de proliferação celular não sendo observado diferença estatística entre eles. Quanto a analise da caspase-3, o grupo controle obteve 36,7% de folículos marcados para caspase-3 ativada, nos quais não diferiu das amostras vitrificadas na SSV com EG (43,4%) e com a associação de crioprotetores (33,4%), bem como, com as amostras vitrificadas em OTC quando se utilizou EG (46,7%). Conclui-se que o método enzimático é um procedimento eficiente para o isolamento de PFs ovarianos de catetos, bem como, confirma a presença de receptores BMPR2 e ALK-5 para o GDF-9 e sua atividade na concentração de 200 ng / mL no desenvolvimento in vitro de PFs de catetos. E por fim, a vitrificação usando o método SSV ou OTC com etilenoglicol (3M) como crioprotetores é eficiente para preservação do tecido ovariano de catetos.


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  • Manipulação de Oócitos Inclusos em Folículos Ovarianos Pré-antrais é uma biotecnica que pode melhorar o aproveitamento do potencial reprodutivo dos catetos e garantir a conservação da espécie. Essa biotécnica pode ser dividida nas etapas de isolamento, cultivo in vitro e conservação. Diante disso, objetivou estabelecer protocolos eficientes para a manipulação de folículos ovarianos pré-antrais derivados de catetos (Pecari tajacu). Para tanto, o estudo foi dividido em três experimentos, sendo utilizado animais oriundos do Centro de Multiplicação de Animais Silvestres. No experimento 1, os ovários foram destinados a diferentes métodos de isolamento folicular (enzimático, mecânico e associação). Para o método enzimático utilizou à colagenase tipo IV, já o método mecânico foi conduzido usando uma lâmina de bisturi. Por fim, a solução remanescente obtida do isolamento mecânico foi submetida ao método enzimático compondo assim a associação dos métodos. O número de folículos pré-antrais (PFs) foi quantificado, classificado e analisado quanto a viabilidade. Posteriormente, realizou-se à integridade por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e cultivo in vitro de 24 h. Logo, a maior quantidade de PFs foi proporcionado pelo método enzimático (961,7 ± 132,9) em comparação ao método mecânico (434,3 ± 88,9), mas não foram evidenciadas diferenças entre sua associação (743,2 ± 92,8). Também, o método enzimático (98,7 ± 0,6%) proporcionou maior viabilidade, na qual foi confirmada pela MEV e o cultivo (86,0% de PFs viáveis). No experimento 2, os fragmentos ovarianos foram utilizados para análise de PCR, no intuito de identificar a expressão de BMPR2 (receptor tipo I) e ALK-5 (receptor tipo II) e para cultivo in vitro por 1 ou 7 dias com GDF-9 (0, 50, 100 ou 200 ng/mL) analisados quanto à sobrevivência, ativação, viabilidade e proliferação celular dos PFs. Foi confirmada a presença de BMPR2 (receptor tipo I, 499 pb) e ALK-5 (receptor tipo II, 468 pb) nos córtex ovarianos de catetos. Embora não tenha sido observada diferença na porcentagem de folículos morfologicamente normais, apenas os folículos cultivados por 7 dias com 200 ng / mL de GDF-9 mantiveram o diâmetro folicular e oocitário similar àqueles observados no primeiro dia. Em comparação com o controle fresco, a porcentagem de folículos em crescimento foi significativamente aumentada em todos os tratamentos, especialmente na 200 ng / mL de GDF-9 por 7 dias. Ainda, a presença de GDF-9 não interferiu na viabilidade dos PFs, mas 200 ng / mL de GDF-9 melhorou a proliferação celular no dia 1 ou 7 dias de cultivo in vitro. Por fim, no experimento 3, os fragmentos ovrianos foram destinadas a vitrificação em superfície sólida e o sistema cryosystem com 3 M etilenoglicol ou 3 M dimetilsulfóxido ou 1,5 M de etilenoglicol mais 1,5 M de dimetilsulfóxido. Os fragmentos submetidos a análise histológica, viabilidade, proliferação celular e caspase-3. Após a vitrificação, todos os tratamentos mantiveram a proporção de PFs normais, a viabilidade, bem como, a ocorrência de proliferação celular não sendo observado diferença estatística entre eles. Quanto a analise da caspase-3, o grupo controle obteve 36,7% de folículos marcados para caspase-3 ativada, nos quais não diferiu das amostras vitrificadas na SSV com EG (43,4%) e com a associação de crioprotetores (33,4%), bem como, com as amostras vitrificadas em OTC quando se utilizou EG (46,7%). Conclui-se que o método enzimático é um procedimento eficiente para o isolamento de PFs ovarianos de catetos, bem como, confirma a presença de receptores BMPR2 e ALK-5 para o GDF-9 e sua atividade na concentração de 200 ng / mL no desenvolvimento in vitro de PFs de catetos. E por fim, a vitrificação usando o método SSV ou OTC com etilenoglicol (3M) como crioprotetores é eficiente para preservação do tecido ovariano de catetos.

2
  • JOÃO BATISTA FREIRE DE SOUZA JUNIOR
  • TERMORREGULAÇÃO E ATIVIDADE DE FORRAGEAMENTO DE Melipona subnitida NO BIOMA CAATINGA.

  • Orientador : MICHAEL HRNCIR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BONIFÁCIO BENICIO DE SOUZA
  • BRENO MAGALHÃES FREITAS
  • CARLOS ARTURO NAVAS IANNINI
  • LEONARDO LELIS DE MACEDO COSTA
  • MICHAEL HRNCIR
  • Data: 23/01/2019

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  • Objetivamos com este estudo responder as seguintes questões: (1) A distância entre a colmeia e a fonte de alimento é um fator de influência sobre a temperatura corporal e atividade de forrageamento da abelha sem ferrão Melipona subntida no bioma Caatinga? (2) Como as variáveis meteorológicas influenciam a temperatura corporal e atividade de forrageamento destas abelhas sem ferrão? Também quantificamos a radiação solar absorvida por Melipona subntida e as trocas de calor por convecção e por radiação de ondas longas entre abelhas e seu ambiente. Adicionalmente, determinamos as condições de equilíbrio ou desequilíbrio térmico entre as abelhas e o ambiente. Para que pudéssemos elucidar estas perguntas, abelhas sem ferrão nativas do bioma Caatinga (Melipona Subnitida) foram treinadas para forragear em alimentador artificial contendo 1,5 M de solução de sacarose ad libitum a 15, 50 ou 100 m de distância das colmeias. A atividade de forrageamento foi registrada pelo número de abelhas no alimentador no momento da coleta. A temperatura corporal das abelhas foi obtida por termografia infravermelha em três diferentes regiões corporais: cabeça, tórax e abdômen. Simultaneamente, as variáveis meteorológicas foram registradas. A radiação solar absorvida e as trocas de calor foram estimadas através de equações biofísicas. Nossos resultados mostraram que quanto maior for distância entre a colmeia e a fonte de alimento, menor é o número de abelhas forrageando. A temperatura corporal destas abelhas é influenciada pela distância e, em maior parte, pelas condições meteorológicas do bioma Caatinga. Quanto mais elevadas estiverem a temperatura do ar e radiação solar, menor é a quantidade de abelhas forrageando e maior serão suas temperaturas corporais. O resfriamento corporal através da perda de calor convectivo aumentou à medida que a velocidade do vento se elevou e quando a temperatura do ar estava baixa. Entretanto, este mecanismo tornou-se ineficiente quando a temperatura do ar era alta, não sendo suficiente para compensar toda a caga de calor recebida do ambiente. As abelhas tiveram dificuldade de manter o equilíbrio térmico com o ambiente quando a fonte de alimento estava a 100 m de distância das colônias. Nesta distância, as abelhas receberam um excesso de calor do ambiente e a convecção foi insuficiente para obtenção do resfriamento corporal, a qual necessitavam. No geral, o equilíbrio térmico foi alcançado em 15 e 50 m.


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  • Objetivamos com este estudo responder as seguintes questões: (1) A distância entre a colmeia e a fonte de alimento é um fator de influência sobre a temperatura corporal e atividade de forrageamento da abelha sem ferrão Melipona subntida no bioma Caatinga? (2) Como as variáveis meteorológicas influenciam a temperatura corporal e atividade de forrageamento destas abelhas sem ferrão? Também quantificamos a radiação solar absorvida por Melipona subntida e as trocas de calor por convecção e por radiação de ondas longas entre abelhas e seu ambiente. Adicionalmente, determinamos as condições de equilíbrio ou desequilíbrio térmico entre as abelhas e o ambiente. Para que pudéssemos elucidar estas perguntas, abelhas sem ferrão nativas do bioma Caatinga (Melipona Subnitida) foram treinadas para forragear em alimentador artificial contendo 1,5 M de solução de sacarose ad libitum a 15, 50 ou 100 m de distância das colmeias. A atividade de forrageamento foi registrada pelo número de abelhas no alimentador no momento da coleta. A temperatura corporal das abelhas foi obtida por termografia infravermelha em três diferentes regiões corporais: cabeça, tórax e abdômen. Simultaneamente, as variáveis meteorológicas foram registradas. A radiação solar absorvida e as trocas de calor foram estimadas através de equações biofísicas. Nossos resultados mostraram que quanto maior for distância entre a colmeia e a fonte de alimento, menor é o número de abelhas forrageando. A temperatura corporal destas abelhas é influenciada pela distância e, em maior parte, pelas condições meteorológicas do bioma Caatinga. Quanto mais elevadas estiverem a temperatura do ar e radiação solar, menor é a quantidade de abelhas forrageando e maior serão suas temperaturas corporais. O resfriamento corporal através da perda de calor convectivo aumentou à medida que a velocidade do vento se elevou e quando a temperatura do ar estava baixa. Entretanto, este mecanismo tornou-se ineficiente quando a temperatura do ar era alta, não sendo suficiente para compensar toda a caga de calor recebida do ambiente. As abelhas tiveram dificuldade de manter o equilíbrio térmico com o ambiente quando a fonte de alimento estava a 100 m de distância das colônias. Nesta distância, as abelhas receberam um excesso de calor do ambiente e a convecção foi insuficiente para obtenção do resfriamento corporal, a qual necessitavam. No geral, o equilíbrio térmico foi alcançado em 15 e 50 m.

3
  • ROGERIO TAYGRA VASCONCELOS FERNANDES
  • ATIVIDADE SALINEIRA EM MANGUEZAIS DO SEMI-ÁRIDO: IMPACTOS AMBIENTAIS E REFLEXOS ECONÔMICOS DA RECUPERAÇÃO OU COMPENSAÇÃO AMBIENTAL DAS ÁREAS DEGRADADAS

  • Orientador : JOSE LUIS COSTA NOVAES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CRISTIANO QUEIROZ DE ALBUQUERQUE
  • GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • JOSE LUIS COSTA NOVAES
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 05/02/2019

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  • A região da Costa Branca brasileira, ou Zona Salineira, é hoje uma área de típica situação de conflito envolvendo um importante setor econômico, a produção de sal e um dos mais produtivos ecossistemas costeiros, os manguezais. Nesse contexto, estudos que possam avaliar os reais impactos ambientais envolvidos na produção de sal em áreas de manguezais, bem como, os impactos econômicos da recuperação dessas áreas degradadas ou da compensação ambiental pelo seu uso, tornam-se uma importante ferramenta para pesquisadores, empresários, órgãos ambientais regulamentadores e fiscalizadores, e a sociedade. Assim objetivou-se avaliar os impactos ambientais da atividade salineira em manguezais do semiárido potiguar, bem como, os efeitos e reflexos econômicos da recuperação ou compensação ambiental das áreas degradadas, por essa atividade. Para tanto, os estudos foram desenvolvidos na área de influência de uma salina, no estuário do Rio das Conchas, RN, onde foram analisadas as duas principais etapas de um empreendimento salineiro: instalação e operação, e no estuário do rio Apodi/Mossoró, através do mapeamento da classe de uso do solo nas APP’s desse estuário, onde avaliouse o impacto econômico através da atribuição de valores para cada tipo de uso do solo mediante a criação de 4 cenários. A partir de então, determinou-se o Custo de Oportunidade (CO) para cada cenário, sendo considerado o modelo mais vantajoso o que obteve o menor valor. Num estudo complementar, 27 salinas instaladas na região da Costa Branca brasileira foram avaliadas quanto à ocupação de APPs, e estimados os valores da Compensação Ambiental (CA) e o Impacto Econômico (IE) da desocupação dessas áreas. Foi possível comprovar a ocupação e degradação de áreas de manguezais na área onde hoje está instalada a salina no rio das Conchas, que teve uma área de 1.151,57 hectares desmatadas com vegetação de mangue, enquanto durante a fase operacional, a salinidade média manteve-se acima dos 30,00‰, caracterizando o ambiente como salino, o que é aceitável para esse estuário. Os solos das APP’s foram ocupados majoritariamente pelas
    Salinas (variando entre 10% e 43%), ao passo que a estimativa de recuperação de toda essa área ocupada propiciaria um impacto negativo sobre a economia local e nacional. Em contrapartida, a CA total estimada foi de R$ 5.937.282,00, enquanto o IE decorrentes da desocupação das APP pelas salinas foi estimado em R$ 12.644,48/ha, e uma perda de receita combinada total de R$ 375.369.142,86. Para todos os empreendimentos avaliados o valor correspondente a CA foi menor que o Impacto Econômico resultante da desocupação das APP. Diante dos resultados obtidos, evidencia-se que a recuperação, ou compensação das áreas degradadas, e o controle da vazão de lançamento de efluentes, associado à busca por técnicas de tratamento ou reuso do mesmo, devem ser incentivadas. Tais medidas possibilitariam o desenvolvimento da atividade salineira de forma sustentável, visto que a produção de sal possui grande relevância no aspecto socioeconômico local e nacional.


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  • A região da Costa Branca brasileira, ou Zona Salineira, é hoje uma área de típica situação de conflito envolvendo um importante setor econômico, a produção de sal e um dos mais produtivos ecossistemas costeiros, os manguezais. Nesse contexto, estudos que possam avaliar os reais impactos ambientais envolvidos na produção de sal em áreas de manguezais, bem como, os impactos econômicos da recuperação dessas áreas degradadas ou da compensação ambiental pelo seu uso, tornam-se uma importante ferramenta para pesquisadores, empresários, órgãos ambientais regulamentadores e fiscalizadores, e a sociedade. Assim objetivou-se avaliar os impactos ambientais da atividade salineira em manguezais do semiárido potiguar, bem como, os efeitos e reflexos econômicos da recuperação ou compensação ambiental das áreas degradadas, por essa atividade. Para tanto, os estudos foram desenvolvidos na área de influência de uma salina, no estuário do Rio das Conchas, RN, onde foram analisadas as duas principais etapas de um empreendimento salineiro: instalação e operação, e no estuário do rio Apodi/Mossoró, através do mapeamento da classe de uso do solo nas APP’s desse estuário, onde avaliouse o impacto econômico através da atribuição de valores para cada tipo de uso do solo mediante a criação de 4 cenários. A partir de então, determinou-se o Custo de Oportunidade (CO) para cada cenário, sendo considerado o modelo mais vantajoso o que obteve o menor valor. Num estudo complementar, 27 salinas instaladas na região da Costa Branca brasileira foram avaliadas quanto à ocupação de APPs, e estimados os valores da Compensação Ambiental (CA) e o Impacto Econômico (IE) da desocupação dessas áreas. Foi possível comprovar a ocupação e degradação de áreas de manguezais na área onde hoje está instalada a salina no rio das Conchas, que teve uma área de 1.151,57 hectares desmatadas com vegetação de mangue, enquanto durante a fase operacional, a salinidade média manteve-se acima dos 30,00‰, caracterizando o ambiente como salino, o que é aceitável para esse estuário. Os solos das APP’s foram ocupados majoritariamente pelas
    Salinas (variando entre 10% e 43%), ao passo que a estimativa de recuperação de toda essa área ocupada propiciaria um impacto negativo sobre a economia local e nacional. Em contrapartida, a CA total estimada foi de R$ 5.937.282,00, enquanto o IE decorrentes da desocupação das APP pelas salinas foi estimado em R$ 12.644,48/ha, e uma perda de receita combinada total de R$ 375.369.142,86. Para todos os empreendimentos avaliados o valor correspondente a CA foi menor que o Impacto Econômico resultante da desocupação das APP. Diante dos resultados obtidos, evidencia-se que a recuperação, ou compensação das áreas degradadas, e o controle da vazão de lançamento de efluentes, associado à busca por técnicas de tratamento ou reuso do mesmo, devem ser incentivadas. Tais medidas possibilitariam o desenvolvimento da atividade salineira de forma sustentável, visto que a produção de sal possui grande relevância no aspecto socioeconômico local e nacional.

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  • EUDILENA LAURINDO DE MEDEIROS
  • SUSTENTABILIDADE DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO APODI-MOSSORÓ-RN.

  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO FERNANDO MONTEIRO CAMARGO
  • CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • RUI SALES JUNIOR
  • Data: 20/02/2019

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  • A bacia hidrográfica é uma unidade física, porém como incorpora conceitos sociais e econômicos constitui por tanto, um fator importante para a gestão ambiental dos recursos hídricos. Uma má gestão desses recursos pode trazer sérias consequências ao ambiente e a população. Diante deste fato, as metodologias utilizadas para estudar e gerenciar a bacia hidrográfica devem estar direcionadas para explicar, predizer e posteriormente auxiliar na tomada de decisões para auxiliar a gestão ambiental. Dentre as formas de caracterização de tais ambientes, pode-se destacar o protocolo de avaliação rápida e o índice de qualidade de água, bem com a aplicação do modelo conceitual DPSIR (Driving force - Força motriz, state - estado, impact – impacto, resposte - resposta) para poder avaliar sustentabilidade de uma bacia hidrográfica. Apesar das questões negativas evidenciadas, o modelo conceitual DPSIR ainda é uma ferramenta importante para nortear a tomada de decisão na gestão de recursos naturais quando utilizados corretamente. De uma forma geral, pode-se constatar que estudos que empregaram o DPSIR para avaliar a sustentabildiade ambiental, social e econômica de uma bacia hidrográfica ou de determinados ambientes aquáticos forneceram informações eficazes, sendo uma ferramenta útil para apoiar a tomada de decisão. A aplicação do DPSIR com outros indicadores como o IQA e o PAR pode proporcionar condições mais adequadas para um disgnóstico das condições dos ambientes aquáticos de uma bacia hidrográfica, levando em consideração não somente os aspectos ambientais, mas também os aspectos econômicos e sociais. Este uso conjunto dos indicadores pode proporcionar informações mais confiáveis para tomadas de decisões no que se refere à preservação e/ou recuperação destes ambientes aquáticos, bem como o no que se refere ao uso adequado dos recursos hídricos.


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  • A bacia hidrográfica é uma unidade física, porém como incorpora conceitos sociais e econômicos constitui por tanto, um fator importante para a gestão ambiental dos recursos hídricos. Uma má gestão desses recursos pode trazer sérias consequências ao ambiente e a população. Diante deste fato, as metodologias utilizadas para estudar e gerenciar a bacia hidrográfica devem estar direcionadas para explicar, predizer e posteriormente auxiliar na tomada de decisões para auxiliar a gestão ambiental. Dentre as formas de caracterização de tais ambientes, pode-se destacar o protocolo de avaliação rápida e o índice de qualidade de água, bem com a aplicação do modelo conceitual DPSIR (Driving force - Força motriz, state - estado, impact – impacto, resposte - resposta) para poder avaliar sustentabilidade de uma bacia hidrográfica. Apesar das questões negativas evidenciadas, o modelo conceitual DPSIR ainda é uma ferramenta importante para nortear a tomada de decisão na gestão de recursos naturais quando utilizados corretamente. De uma forma geral, pode-se constatar que estudos que empregaram o DPSIR para avaliar a sustentabildiade ambiental, social e econômica de uma bacia hidrográfica ou de determinados ambientes aquáticos forneceram informações eficazes, sendo uma ferramenta útil para apoiar a tomada de decisão. A aplicação do DPSIR com outros indicadores como o IQA e o PAR pode proporcionar condições mais adequadas para um disgnóstico das condições dos ambientes aquáticos de uma bacia hidrográfica, levando em consideração não somente os aspectos ambientais, mas também os aspectos econômicos e sociais. Este uso conjunto dos indicadores pode proporcionar informações mais confiáveis para tomadas de decisões no que se refere à preservação e/ou recuperação destes ambientes aquáticos, bem como o no que se refere ao uso adequado dos recursos hídricos.

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  • FRANCISCA KÉLIA DUARTE DIAS
  • ADITIVOS NATURAIS NA CONSERVAÇÃO DE CARCAÇAS DE CODORNAS EUROPÉIAS (Coturnix coturnix coturnix).

  • Orientador : PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • EDNA MARIA MENDES AROUCHA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • WESLEY ADSON COSTA COELHO
  • Data: 25/02/2019

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  • O objetivo foi avaliar a ação dos extratos de orégano, própolis e do ácido lático nas características físico-químicas e microbiológicas da carcaça de codorna europeia embaladas a vácuo sob refrigeração. Foram adquiridas 80 unidades no comércio de Mossoró-RN. Essas foram submetidas à aspersão com solução contendo extrato de orégano à 4% (T4), extrato de própolis à 2%(T3) e ácido lático à 2% (T2). Foram realizadas as análise de Staphylococcus coagulase positivo, Salmonela sp., bactérias psicrotróficas e coliformes à 45°C, proteínas, lipídeos, umidade, cinzas totais, oxidação lipídica, pH, cor, textura, CRA e PPC nos dias 0, 7, 14 e 21, embaladas à vácuo sob refrigeração +_ 4° C. Utilizou-se média ± desvio padrão pelo SigmaPlot (Systat Software, Inc) versão 12.0 usando Two Way ANOVA, Tukey e Kruskal-Wallis (p


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  • O objetivo foi avaliar a ação dos extratos de orégano, própolis e do ácido lático nas características físico-químicas e microbiológicas da carcaça de codorna europeia embaladas a vácuo sob refrigeração. Foram adquiridas 80 unidades no comércio de Mossoró-RN. Essas foram submetidas à aspersão com solução contendo extrato de orégano à 4% (T4), extrato de própolis à 2%(T3) e ácido lático à 2% (T2). Foram realizadas as análise de Staphylococcus coagulase positivo, Salmonela sp., bactérias psicrotróficas e coliformes à 45°C, proteínas, lipídeos, umidade, cinzas totais, oxidação lipídica, pH, cor, textura, CRA e PPC nos dias 0, 7, 14 e 21, embaladas à vácuo sob refrigeração +_ 4° C. Utilizou-se média ± desvio padrão pelo SigmaPlot (Systat Software, Inc) versão 12.0 usando Two Way ANOVA, Tukey e Kruskal-Wallis (p

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  • JOSELENA MENDONCA FERREIRA
  • PRÓPOLIS E GEOPRÓPOLIS VERDE DO SEMIÁRIDO DO BRASIL: CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA, ORIGEM BOTÂNICA E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE

  • Orientador : DEJAIR MESSAGE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEJAIR MESSAGE
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • ANTONIO SALATINO
  • Data: 16/05/2019

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  • Na região Nordeste do Brasil, estudos que objetivam identificar os compostos presentes nas própolis tem se expandido nos últimos anos. No entanto, até o presente momento, o conhecimento sobre os tipos de própolis e geoprópolis da região de semiárido do Nordeste brasileiro é escasso. Para suprir essa necessidade, objetivou-se fazer uma investigação a respeito de um tipo de própolis e de geoprópolis, ambas de coloração verde, produzidas nessa região. Foram coletadas amostras de própolis e de geoprópolis no estado do RN, Brasil. Também foram coletados folíolos jovens e maduros de jurema-preta (Mimosa tenuiflora), principal suspeita de ser a fonte botânica dessas amostras. As amostras de própolis, geoprópolis e folíolos foram submetidas a extração etanólica em Soxhlet por 6 horas. Extratos das amostras de própolis e geoprópolis foram utilizados para avaliação de parâmetros básicos para comercialização. Posteriormente, os extratos de própolis, geoprópolis e folíolos seguiram para análise em HPLC-MS, onde foram quantificados e identificados os seus respectivos compostos fenólicos. Por fim, as amostras passaram por dois testes para identificação da origem botânica: 1) Comparação de compostos químicos presentes nos extratos dos folíolos de M. tenuiflora, própolis e geoprópolis. 2) Comparação microscópica dos tecidos vegetais de M. tenuiflora com os encontrados nas amostras de própolis e geoprópolis. Na avaliação dos parâmetros básicos para comercialização, as amostras de própolis e geoprópolis obtiveram valores aceitáveis conforme a legislação vigente, apresentando alta atividade antioxidante. Estas possuíam níveis de flavonoides totais acima do comum para própolis brasileiras (117 e 98,5 g/kg−1, própolis e geoprópolis, respectivamente). Foram encontrados 18 compostos fenólicos nos extratos etanólicos de folíolos de M. tenuiflora e da própolis, na sua maioria flavonóis e chalconas. Desses, dez foram encontrados no extrato de geoprópolis verde, além de outros 6 compostos distintos. Na análise microscópica foram encontrados diversos folíolos de M. tenuiflora, tanto na própolis como na geoprópolis. Também foi possível descrever algumas estruturas epidérmicas da planta e avaliar algumas de suas características particulares. Conclui-se que própolis e geoprópolis verdes do semiárido possuem qualidade para comercialização, estando seus parâmetros dentro do indicado pela legislação, e que M. tenuiflora é a fonte botânica da própolis e geoprópolis verdes do semiárido. Esse trabalho servirá como base para pesquisas futuras que visem a otimização da apicultura no semiárido brasileiro e preservação de espécies endêmicas importantes como M. tenuiflora.


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  • Na região Nordeste do Brasil, estudos que objetivam identificar os compostos presentes nas própolis tem se expandido nos últimos anos. No entanto, até o presente momento, o conhecimento sobre os tipos de própolis e geoprópolis da região de semiárido do Nordeste brasileiro é escasso. Para suprir essa necessidade, objetivou-se fazer uma investigação a respeito de um tipo de própolis e de geoprópolis, ambas de coloração verde, produzidas nessa região. Foram coletadas amostras de própolis e de geoprópolis no estado do RN, Brasil. Também foram coletados folíolos jovens e maduros de jurema-preta (Mimosa tenuiflora), principal suspeita de ser a fonte botânica dessas amostras. As amostras de própolis, geoprópolis e folíolos foram submetidas a extração etanólica em Soxhlet por 6 horas. Extratos das amostras de própolis e geoprópolis foram utilizados para avaliação de parâmetros básicos para comercialização. Posteriormente, os extratos de própolis, geoprópolis e folíolos seguiram para análise em HPLC-MS, onde foram quantificados e identificados os seus respectivos compostos fenólicos. Por fim, as amostras passaram por dois testes para identificação da origem botânica: 1) Comparação de compostos químicos presentes nos extratos dos folíolos de M. tenuiflora, própolis e geoprópolis. 2) Comparação microscópica dos tecidos vegetais de M. tenuiflora com os encontrados nas amostras de própolis e geoprópolis. Na avaliação dos parâmetros básicos para comercialização, as amostras de própolis e geoprópolis obtiveram valores aceitáveis conforme a legislação vigente, apresentando alta atividade antioxidante. Estas possuíam níveis de flavonoides totais acima do comum para própolis brasileiras (117 e 98,5 g/kg−1, própolis e geoprópolis, respectivamente). Foram encontrados 18 compostos fenólicos nos extratos etanólicos de folíolos de M. tenuiflora e da própolis, na sua maioria flavonóis e chalconas. Desses, dez foram encontrados no extrato de geoprópolis verde, além de outros 6 compostos distintos. Na análise microscópica foram encontrados diversos folíolos de M. tenuiflora, tanto na própolis como na geoprópolis. Também foi possível descrever algumas estruturas epidérmicas da planta e avaliar algumas de suas características particulares. Conclui-se que própolis e geoprópolis verdes do semiárido possuem qualidade para comercialização, estando seus parâmetros dentro do indicado pela legislação, e que M. tenuiflora é a fonte botânica da própolis e geoprópolis verdes do semiárido. Esse trabalho servirá como base para pesquisas futuras que visem a otimização da apicultura no semiárido brasileiro e preservação de espécies endêmicas importantes como M. tenuiflora.

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  • JANINE KARLA FRANÇA DA SILVA BRAZ
  • CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E FUNCIONAL DAS CÉLULAS ENDOTELIAIS DE COELHO E HUMANAS CULTIVADAS SOBRE SUPERFÍCIES METÁLICAS TRATADAS A  PLASMA

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS AUGUSTO GALVÃO BARBOZA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • JULLIANE TAMARA ARAÚJO DE MELO
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • VALERIA VERAS DE PAULA
  • Data: 04/07/2019

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  • Os stents são estruturas metálicas utilizadas em isquemias cardiovasculares. A utilização de fármacos antiplaquetários associados aos stents metálicos evita a formação de trombos, porém diminuem a eficácia da endotelização sobre a superfície. Por isso, existe uma busca por tratamentos que modifiquem as propriedades químicas e físicas de superfícies metálicas sem a utilização desses fármacos. O tratamento por plasma faz modificações nanométricas e melhora a adesão, proliferação e diferenciação celular em metais, como o titânio e o aço inoxidável. O titânio é um metal inerte, resistente à corrosão, muito aplicado na produção de implantes e comumente utilizado na forma de liga com o níquel na fabricação de stents. Já o aço inoxidável 316L é muito utilizado na área biomédica por possuir boa resistência mecânica, contudo o desgaste por corrosão pode promover efeitos tóxicos no paciente. A avaliação in vitro de superfícies metálicas auxilia na compreensão dos mecanismos de interação entre as células e a superfície. Apesar disso não há informações a cerca das propriedades mecânicas das células provocadas por metais, bem como as possíveis implicações decorrentes dessa interação. Considerando que a utilização de modelos in vitro é útil na compreensão dos mecanismos de interação entre as células e as superfícies de adesão, esse trabalho avaliou o efeito da modificação de superfícies metálicas sobre a comunicação de células endoteliais humanas e de animais. Para tanto, foram produzidas superfícies de titânio nitretada e oxidada e de aço inoxidável nitretada com rugosidade nanométrica. Em seguida, estas foram caracterizadas quanto à molhabilidade pelo método de gota séssil, rugosidade por microscopia de força atômica e composição química por difração de raios-X. As células endoteliais cultivadas sobre as superfícies foram avaliadas quanto à morfologia, adesão e viabilidade. Bem como a influência na modificação das propriedades mecânicas das células endoteliais vivas sobre as superfícies de titânio tratadas a plasma por microscopia de força atômica (AFM). Com base nos resultados dessa pesquisa foi constatado que a modificação da superfície foi satisfatória. As células endoteliais do coelho obtiveram melhores resultados sobre a superfície nitretada do aço inoxidável quando comparada ao titânio nitretado. As células humanas e do coelho se
    comportaram de forma semelhante, quanto a adesão e viabilidade celular sobre a superfície de titânio oxidada a plasma. As propriedades elásticas sofrem influência da superfície tratada a plasma e isso pode auxiliar na aplicabilidade do biomaterial a fim de utilizá-la como uma terapia inovadora com potencial bioterapêutico no monitoramento de doenças cardiovasculares, associadas à utilização de stents metálicos.


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  • Os stents são estruturas metálicas utilizadas em isquemias cardiovasculares. A utilização de fármacos antiplaquetários associados aos stents metálicos evita a formação de trombos, porém diminuem a eficácia da endotelização sobre a superfície. Por isso, existe uma busca por tratamentos que modifiquem as propriedades químicas e físicas de superfícies metálicas sem a utilização desses fármacos. O tratamento por plasma faz modificações nanométricas e melhora a adesão, proliferação e diferenciação celular em metais, como o titânio e o aço inoxidável. O titânio é um metal inerte, resistente à corrosão, muito aplicado na produção de implantes e comumente utilizado na forma de liga com o níquel na fabricação de stents. Já o aço inoxidável 316L é muito utilizado na área biomédica por possuir boa resistência mecânica, contudo o desgaste por corrosão pode promover efeitos tóxicos no paciente. A avaliação in vitro de superfícies metálicas auxilia na compreensão dos mecanismos de interação entre as células e a superfície. Apesar disso não há informações a cerca das propriedades mecânicas das células provocadas por metais, bem como as possíveis implicações decorrentes dessa interação. Considerando que a utilização de modelos in vitro é útil na compreensão dos mecanismos de interação entre as células e as superfícies de adesão, esse trabalho avaliou o efeito da modificação de superfícies metálicas sobre a comunicação de células endoteliais humanas e de animais. Para tanto, foram produzidas superfícies de titânio nitretada e oxidada e de aço inoxidável nitretada com rugosidade nanométrica. Em seguida, estas foram caracterizadas quanto à molhabilidade pelo método de gota séssil, rugosidade por microscopia de força atômica e composição química por difração de raios-X. As células endoteliais cultivadas sobre as superfícies foram avaliadas quanto à morfologia, adesão e viabilidade. Bem como a influência na modificação das propriedades mecânicas das células endoteliais vivas sobre as superfícies de titânio tratadas a plasma por microscopia de força atômica (AFM). Com base nos resultados dessa pesquisa foi constatado que a modificação da superfície foi satisfatória. As células endoteliais do coelho obtiveram melhores resultados sobre a superfície nitretada do aço inoxidável quando comparada ao titânio nitretado. As células humanas e do coelho se
    comportaram de forma semelhante, quanto a adesão e viabilidade celular sobre a superfície de titânio oxidada a plasma. As propriedades elásticas sofrem influência da superfície tratada a plasma e isso pode auxiliar na aplicabilidade do biomaterial a fim de utilizá-la como uma terapia inovadora com potencial bioterapêutico no monitoramento de doenças cardiovasculares, associadas à utilização de stents metálicos.

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  • ERICK PAIVA DE ARGÔLO
  • PERFIL METABÓLICO DE CAPRINOS SOB RESTRIÇÃO ALIMENTAR E

    REALIMENTAÇÃO

  • Orientador : RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • REJANE DOS SANTOS SOUSA
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 29/07/2019

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  • O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos dá restrição alimentar e da realimentação sobre
    o perfil metabólico de caprinos. No experimento, foram utilizados 25 caprinos adultos,
    castrados, separados em baias coletivas. O período experimental foi de 114 dias, e os
    animais divididos em 5 grupos de 5 (G1, G2, G3, G4 e G5) e submetidos a restrição
    alimentar proteica e/ou energética em diferentes níveis e posteriormente realimentados com
    dietas hiperproteicas e hiperenergeticas. As amostras de sangue foram coletadas
    semanalmente tanto na restrição como na realimentação. As variáveis energéticas
    analisadas foram: glicose, colesterol e triglicerídeos; entre as variáveis proteicas foram
    avaliados proteína total, ureia, albumina, creatinina, globulinas, creatina-quinase (CK),
    aspartato aminotransaminase (AST) e gama glutamiltrasferase (GGT). Não foram
    evidenciadas diferenças entre os tratamentos, para glicose. No entanto, observou-se
    diferença (p


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  • O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos dá restrição alimentar e da realimentação sobre
    o perfil metabólico de caprinos. No experimento, foram utilizados 25 caprinos adultos,
    castrados, separados em baias coletivas. O período experimental foi de 114 dias, e os
    animais divididos em 5 grupos de 5 (G1, G2, G3, G4 e G5) e submetidos a restrição
    alimentar proteica e/ou energética em diferentes níveis e posteriormente realimentados com
    dietas hiperproteicas e hiperenergeticas. As amostras de sangue foram coletadas
    semanalmente tanto na restrição como na realimentação. As variáveis energéticas
    analisadas foram: glicose, colesterol e triglicerídeos; entre as variáveis proteicas foram
    avaliados proteína total, ureia, albumina, creatinina, globulinas, creatina-quinase (CK),
    aspartato aminotransaminase (AST) e gama glutamiltrasferase (GGT). Não foram
    evidenciadas diferenças entre os tratamentos, para glicose. No entanto, observou-se
    diferença (p

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  • MARIA GLÁUCIA CARLOS DE OLIVEIRA
  • DESENVOLVIMENTO, VALIDAÇÃO E CONFIABILIDADE DE UMA ESCALA DE DOR AGUDA PÓS-OPERATÓRIA EM ASININOS (Equus asinus)

  • Orientador : VALERIA VERAS DE PAULA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PEDRO ISIDRO DA NÓBREGA NETO
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • STÉLIO PACCA LOUREIRO LUNA
  • VALERIA VERAS DE PAULA
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 16/08/2019

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  • Este estudo teve como objetivo refinar e validar uma escala para avaliar a dor aguda em burros. Quarenta e quatro burros adultos foram submetidos à castração após sedação com xilazina endovenosa (IV), indução com éter gliceril-guaiacol e tiopental IV, bloqueio anestésico local e manutenção com isoflurano. A escala foi construída a partir de um estudo piloto com quatro animais, combinado com comportamentos algé- gicos descritos para eqüinos, seguido de validação de conteúdo. A escala foi avaliada nos outros 40 animais por três cegos e um observador padrão-ouro, por meio de vídeos editados referentes ao pré e pós-operatório, três a quatro horas após a recuperação anestésica, entre 5 e 6 horas após a recuperação anestésica ( 2 horas após o resgate analgésico com flunixina - 1,1 mg / kg, dipirona - 10 mg / kg e morfina - 0,2 mg / kg) IV e 24 horas após a cirurgia. A validade de conteúdo, a sensibilidade, a especificidade e a capacidade de resposta dos comportamentos foram investigadas para refinar a escala. A confiabilidade intra e interobservador foi investigada pelo coeficiente kappa ponderado, validade de critério pela comparação da escala com a escala visual analógica (VAS), consistência interna pelo coeficiente α de Cronbach, correlação item-total pelo coeficiente de Spearman e escore de resgate analgésico pelas características operacionais do receptor curva e índice de Youden. A escala apresentou confiabilidade intraobservador muito boa (0,88 - 0,96), confiabilidade boa a moderada (0,56 - 0,66) interobservador, responsividade para todos os itens, boa validade de critério vs. EVA (0,75), consistência interna aceitável (0,64), e exceto pela posição do pescoço e direção da cabeça, correlação item-total adequada e de acordo com a análise de componentes principais, boa associação entre os itens. A precisão do ponto de resgate analgésico foi excelente (área sob a curva = 0,91). O escore de resgate analgésico foi ≥ 3 de 11 pontos. A UFERSA-Unesp pode diagnosticar e quantificar a dor aguda em burros submetidos à castração, pois o instrumento é confiável e válido, com um escore analgésico de intervenção definido


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  • Este estudo teve como objetivo refinar e validar uma escala para avaliar a dor aguda em burros. Quarenta e quatro burros adultos foram submetidos à castração após sedação com xilazina endovenosa (IV), indução com éter gliceril-guaiacol e tiopental IV, bloqueio anestésico local e manutenção com isoflurano. A escala foi construída a partir de um estudo piloto com quatro animais, combinado com comportamentos algé- gicos descritos para eqüinos, seguido de validação de conteúdo. A escala foi avaliada nos outros 40 animais por três cegos e um observador padrão-ouro, por meio de vídeos editados referentes ao pré e pós-operatório, três a quatro horas após a recuperação anestésica, entre 5 e 6 horas após a recuperação anestésica ( 2 horas após o resgate analgésico com flunixina - 1,1 mg / kg, dipirona - 10 mg / kg e morfina - 0,2 mg / kg) IV e 24 horas após a cirurgia. A validade de conteúdo, a sensibilidade, a especificidade e a capacidade de resposta dos comportamentos foram investigadas para refinar a escala. A confiabilidade intra e interobservador foi investigada pelo coeficiente kappa ponderado, validade de critério pela comparação da escala com a escala visual analógica (VAS), consistência interna pelo coeficiente α de Cronbach, correlação item-total pelo coeficiente de Spearman e escore de resgate analgésico pelas características operacionais do receptor curva e índice de Youden. A escala apresentou confiabilidade intraobservador muito boa (0,88 - 0,96), confiabilidade boa a moderada (0,56 - 0,66) interobservador, responsividade para todos os itens, boa validade de critério vs. EVA (0,75), consistência interna aceitável (0,64), e exceto pela posição do pescoço e direção da cabeça, correlação item-total adequada e de acordo com a análise de componentes principais, boa associação entre os itens. A precisão do ponto de resgate analgésico foi excelente (área sob a curva = 0,91). O escore de resgate analgésico foi ≥ 3 de 11 pontos. A UFERSA-Unesp pode diagnosticar e quantificar a dor aguda em burros submetidos à castração, pois o instrumento é confiável e válido, com um escore analgésico de intervenção definido

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  • GEYSA ALMEIDA VIANA
  • POTENCIAL FOTOPROTETOR, GENOPROTETOR E ANTINEOPLÁSICO DA APITOXINA DA Apis mellifera DO RIO GRANDE DO NORTE, BRASIL.

  • Orientador : JAEL BATISTA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • JAEL BATISTA SOARES
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • WESLEY ADSON COSTA COELHO
  • Data: 02/09/2019

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  • Os produtos oriundos da colmeia têm oferecido importantes contribuições para a civilização humana e para economia, e dentre os produtos apícolas o veneno da abelha, também chamado de apitoxina, talvez seja o mais intrigante devido à suas propriedades curativas. Ele consiste em uma mistura bastante complexa, e dentre os seus componentes os que mais se destacam são a melitina e a fosfolipase A2, que representam juntas cerca de 75% do seu peso seco. Nesse estudo, as amostras de apitoxina da abelha Apis mellifera obtidas no semiárido do Rio Grande do Norte, foram quantificada quanto ao teor de fenóis totais e suas atividades biológicas in vitro foram investigadas, a saber: atividade antioxidante através da capacidade sequestrante do radical livre (DPPH); além do ensaio cometa em linhagens de fibroblastos normais L929 para avaliar o potencial genotóxico e genoprotetor da apitoxina e atividade antitumoral, através do método colorimétrico MTT. A atividade fotoprotetora in vivo também foi avaliada com gel a base de apitoxina a 2.5% e 5.0%. O efeito fotoprotetor do extrato foi avaliado in vivo em 16 ratos Wistar distribuídos em quatro grupos experimentais com 4 ratos em cada: Grupo 1 ( G1) composto por ratos no qual a pele da região dorsal não recebeu aplicação tópica do gel a base de apitoxina e não foi submetido à irradiação UVB; Grupo 2 ( G2) cuja a pele dos animais não foram submetidos a aplicação tópica do gel e foram irradiados e o Grupo 3 (G3), cuja a pele foi submetidos a aplicação tópica do gel a base de apitoxina a 2.5% e submetido à irradiação e o Grupo 4 (G4), no qual a pele foi submetidos a aplicação tópica do gel a base de apitoxina a 5.0% e submetido à irradiação. O teor de fenóis totais obtidos da amostra foram de 3,79 ± 0,3 mg/g (0,37± 0,33 %), apresentando alta capacidade antioxidante com percentual de 92,59 ± 0,48 %. Em relação ao seu potencial antitumoral, a apitoxina apresentou relevante atividade citotóxica contra as células de linhagens tumorais PC3 (carcinoma de próstata), HEPG2 (carcinoma hepatocelular), SNB19 (astrocitoma), fibroblastos normais L929 e MDA-MB435 (Melanoma), possuindo uma maior seletividade para as linhagens de HCT-116 e HL-60. Não foram observados efeitos genotóxicos da apitoxina nas concentrações de 500, 250 e 100μl/ml, sendo constatado o efeito genoprotetor, uma vez que, as médias dos danos promovidos ao DNA em células testadas foram significativamente inferiores à média do controle positivo (peróxido de hidrogênio). Foi evidenciado que o gel a base de apitoxina foi capaz de proteger a pele da irradiação UVB, uma vez que a pele dos animais dos G3 e G4 apresentaram padrão morfológico macroscópico e histológico semelhante ao G1, enquanto que na pele dos ratos do G2 foram observados no exame macroscópico áreas focais de queimadura e eritema, e no exame histológico necrose de queratinócitos, presença de células inflamatórias, mastócitos, congestão vascular, edema intersticial e dissociação das fibras colágenas. A alta atividade antioxidante evidenciada, associada à ausência citotoxicidade podem justificar o uso da apitoxina em formulações cosméticas fotoprotetora.


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  • Os produtos oriundos da colmeia têm oferecido importantes contribuições para a civilização humana e para economia, e dentre os produtos apícolas o veneno da abelha, também chamado de apitoxina, talvez seja o mais intrigante devido à suas propriedades curativas. Ele consiste em uma mistura bastante complexa, e dentre os seus componentes os que mais se destacam são a melitina e a fosfolipase A2, que representam juntas cerca de 75% do seu peso seco. Nesse estudo, as amostras de apitoxina da abelha Apis mellifera obtidas no semiárido do Rio Grande do Norte, foram quantificada quanto ao teor de fenóis totais e suas atividades biológicas in vitro foram investigadas, a saber: atividade antioxidante através da capacidade sequestrante do radical livre (DPPH); além do ensaio cometa em linhagens de fibroblastos normais L929 para avaliar o potencial genotóxico e genoprotetor da apitoxina e atividade antitumoral, através do método colorimétrico MTT. A atividade fotoprotetora in vivo também foi avaliada com gel a base de apitoxina a 2.5% e 5.0%. O efeito fotoprotetor do extrato foi avaliado in vivo em 16 ratos Wistar distribuídos em quatro grupos experimentais com 4 ratos em cada: Grupo 1 ( G1) composto por ratos no qual a pele da região dorsal não recebeu aplicação tópica do gel a base de apitoxina e não foi submetido à irradiação UVB; Grupo 2 ( G2) cuja a pele dos animais não foram submetidos a aplicação tópica do gel e foram irradiados e o Grupo 3 (G3), cuja a pele foi submetidos a aplicação tópica do gel a base de apitoxina a 2.5% e submetido à irradiação e o Grupo 4 (G4), no qual a pele foi submetidos a aplicação tópica do gel a base de apitoxina a 5.0% e submetido à irradiação. O teor de fenóis totais obtidos da amostra foram de 3,79 ± 0,3 mg/g (0,37± 0,33 %), apresentando alta capacidade antioxidante com percentual de 92,59 ± 0,48 %. Em relação ao seu potencial antitumoral, a apitoxina apresentou relevante atividade citotóxica contra as células de linhagens tumorais PC3 (carcinoma de próstata), HEPG2 (carcinoma hepatocelular), SNB19 (astrocitoma), fibroblastos normais L929 e MDA-MB435 (Melanoma), possuindo uma maior seletividade para as linhagens de HCT-116 e HL-60. Não foram observados efeitos genotóxicos da apitoxina nas concentrações de 500, 250 e 100μl/ml, sendo constatado o efeito genoprotetor, uma vez que, as médias dos danos promovidos ao DNA em células testadas foram significativamente inferiores à média do controle positivo (peróxido de hidrogênio). Foi evidenciado que o gel a base de apitoxina foi capaz de proteger a pele da irradiação UVB, uma vez que a pele dos animais dos G3 e G4 apresentaram padrão morfológico macroscópico e histológico semelhante ao G1, enquanto que na pele dos ratos do G2 foram observados no exame macroscópico áreas focais de queimadura e eritema, e no exame histológico necrose de queratinócitos, presença de células inflamatórias, mastócitos, congestão vascular, edema intersticial e dissociação das fibras colágenas. A alta atividade antioxidante evidenciada, associada à ausência citotoxicidade podem justificar o uso da apitoxina em formulações cosméticas fotoprotetora.

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  • MARIA CARLA DA SILVA CAMPÊLO
  • Inovações Tecnológicas na elaboração de carne de sol

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • EDNA MARIA MENDES AROUCHA
  • STELA ANTAS URBANO
  • Data: 05/09/2019

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  • Carnes e produtos cárneos ocupam lugar de destaque na alimentação dos seres humanos, devido aos elevados níveis de proteínas, aminoácidos essenciais e nutrientes que enriquecem a dieta dos consumidores. A carne de sol, produto característico do nordeste brasileiro, é conhecido por ser um alimento levemente salgado, parcialmente desidratado e semi preservado pela salga. No entanto, este alimento não possui regulamentação técnica que padronize a sua produção, sendo fabricado exclusivamente de forma artesanal, com grande divergência nas características microbiológicas, físico-químicas e sensoriais. Desta forma, objetivou-se avaliar a interferência da variação do teor de NaCl na qualidade de carne de sol produzida, associado a especiarias, aliado ao uso de embalagens ativas e atmosferas modificadas com o intuito de promover a extensão da vida útil garantindo a qualidade do alimento. Para tanto, o presente estudo foi constituído de quatro experimentos distintos e complementares, sendo eles: Experimento I: Vida útil e preferência do consumidor de carne de sol produzida com diferentes níveis de NaCl; Experimento II: Extensão da vida útil de carne de sol embalada em diferentes atmosferas; Experimento III: Perfil sensorial de carne de sol com ervas finas e Experimento IV: Carne de sol embalada com revestimentos ativos. Nos experimentos I, II e III foram realizadas análises de vida de prateleira da carne de sol submetida as diferentes tratamentos, além das análises microbiológicas, para determinação do Número Mais Provável (NMP) de Coliformes a 36 e 45° C, Contagem total de bactérias psicrotróficas, Bactérias aeróbias mesófilas, Staphylococcus spp. e Salmonella sp. utilizando a metodologia oficial. As análises físicoquímicas de pH, cor, CRA, PPC, FC e TBARS também foram realizadas. No experimento IV, além das análises microbiológicas e físico-químicas, foram executadas análises histológicas com microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. Portanto, a introdução de conservantes naturais e embalagens ativas e atmosfera modificada na carne de sol podem agregar benefícios econômicos e de qualidade a um produto regional de fácil degradação e grande consumo no nordeste brasileiro.


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  • Carnes e produtos cárneos ocupam lugar de destaque na alimentação dos seres humanos, devido aos elevados níveis de proteínas, aminoácidos essenciais e nutrientes que enriquecem a dieta dos consumidores. A carne de sol, produto característico do nordeste brasileiro, é conhecido por ser um alimento levemente salgado, parcialmente desidratado e semi preservado pela salga. No entanto, este alimento não possui regulamentação técnica que padronize a sua produção, sendo fabricado exclusivamente de forma artesanal, com grande divergência nas características microbiológicas, físico-químicas e sensoriais. Desta forma, objetivou-se avaliar a interferência da variação do teor de NaCl na qualidade de carne de sol produzida, associado a especiarias, aliado ao uso de embalagens ativas e atmosferas modificadas com o intuito de promover a extensão da vida útil garantindo a qualidade do alimento. Para tanto, o presente estudo foi constituído de quatro experimentos distintos e complementares, sendo eles: Experimento I: Vida útil e preferência do consumidor de carne de sol produzida com diferentes níveis de NaCl; Experimento II: Extensão da vida útil de carne de sol embalada em diferentes atmosferas; Experimento III: Perfil sensorial de carne de sol com ervas finas e Experimento IV: Carne de sol embalada com revestimentos ativos. Nos experimentos I, II e III foram realizadas análises de vida de prateleira da carne de sol submetida as diferentes tratamentos, além das análises microbiológicas, para determinação do Número Mais Provável (NMP) de Coliformes a 36 e 45° C, Contagem total de bactérias psicrotróficas, Bactérias aeróbias mesófilas, Staphylococcus spp. e Salmonella sp. utilizando a metodologia oficial. As análises físicoquímicas de pH, cor, CRA, PPC, FC e TBARS também foram realizadas. No experimento IV, além das análises microbiológicas e físico-químicas, foram executadas análises histológicas com microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. Portanto, a introdução de conservantes naturais e embalagens ativas e atmosfera modificada na carne de sol podem agregar benefícios econômicos e de qualidade a um produto regional de fácil degradação e grande consumo no nordeste brasileiro.

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  • ANDRÉIA MARIA DA SILVA
  • ESTABELECIMENTO DE PROTOCOLOS PARA A CRIOPRESERVAÇÃO DE TECIDO TESTICULAR DE CATETOS (Pecari Tacaju LINNAEUS, 1758).

  • Orientador : ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • GABRIELA LIBERALINO LIMA
  • LÚCIA DANIEL MACHADO DA SILVA
  • Data: 18/12/2019

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  • A criopreservação de tecido gonadal é uma inovação biotecnológica que pode ser usada na conservação de material genético de animais ecologicamente vulneráveis, permitindo a possibilidade da manutenção da variabilidade genética em animais pré-puberes e adultos após sua morte. Diante disso, objetivou-se estabelecer um protocolo eficiente para criopreservação de tecido testicular de catetos (Pecari tajacu). Para tanto, o estudo foi dividido em dois experimentos, sendo utilizados 10 animais adultos oriundos do Centro de Multiplicação de Animais Silvestres da UFERSA. No experimento I, cinco pares de testículos foram dissecados em fragmentos (9 mm3) que foram alocados a grupos não-vitrificados (controle) e vitrificados usando um método de vitrificação em superfície sólida, após a exposição a diferentes crioprotetores (dimetilsulfóxido - DMSO 3,0 M, etileno glicol - EG 3,0 M ou a combinação 1,5 M DMSO/1,5 M EG). As amostras não-vitrificadas e vitrificadas foram avaliadas quanto à histomorfologia, ultraestrutura, viabilidade e potencial de capacidade proliferativa. A conservação adequada da organização ultraestrutural do túbulo seminífero em termos de presença de lúmen e junções celulares só foi observada com o uso da combinação DMSO/EG. Independentemente do crioprotetor, a vitrificação preservou efetivamente a visualização e a condensação nuclear das células de maneira semelhante à observada no grupo não vitrificado. Além disso, a combinação DMSO/EG proporcionou uma melhor preservação das membranas basais dos túbulos seminíferos que o DMSO (P 0,05). Em adição, observou-se que, independentemente do método de criopreservação, as combinações DMSO/EG e DMSO/G foram capazes de conservar a viabilidade (P>0,05). Todos os tratamentos mantiveram o potencial de capacidade proliferativa para espermatogonia de modo similar; entretanto, apenas o G/EG, nos métodos de CL e VSS, foram inferiores ao controle para célula de Sertoli (P>0,05). Finalmente, o protocolo de CL usando as combinações DMSO/EG e DMSO/G foram melhores em evitar o aparecimento de edemas que G/EG – CL e DMSO/G – VSS (P


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  • A criopreservação de tecido gonadal é uma inovação biotecnológica que pode ser usada na conservação de material genético de animais ecologicamente vulneráveis, permitindo a possibilidade da manutenção da variabilidade genética em animais pré-puberes e adultos após sua morte. Diante disso, objetivou-se estabelecer um protocolo eficiente para criopreservação de tecido testicular de catetos (Pecari tajacu). Para tanto, o estudo foi dividido em dois experimentos, sendo utilizados 10 animais adultos oriundos do Centro de Multiplicação de Animais Silvestres da UFERSA. No experimento I, cinco pares de testículos foram dissecados em fragmentos (9 mm3) que foram alocados a grupos não-vitrificados (controle) e vitrificados usando um método de vitrificação em superfície sólida, após a exposição a diferentes crioprotetores (dimetilsulfóxido - DMSO 3,0 M, etileno glicol - EG 3,0 M ou a combinação 1,5 M DMSO/1,5 M EG). As amostras não-vitrificadas e vitrificadas foram avaliadas quanto à histomorfologia, ultraestrutura, viabilidade e potencial de capacidade proliferativa. A conservação adequada da organização ultraestrutural do túbulo seminífero em termos de presença de lúmen e junções celulares só foi observada com o uso da combinação DMSO/EG. Independentemente do crioprotetor, a vitrificação preservou efetivamente a visualização e a condensação nuclear das células de maneira semelhante à observada no grupo não vitrificado. Além disso, a combinação DMSO/EG proporcionou uma melhor preservação das membranas basais dos túbulos seminíferos que o DMSO (P 0,05). Em adição, observou-se que, independentemente do método de criopreservação, as combinações DMSO/EG e DMSO/G foram capazes de conservar a viabilidade (P>0,05). Todos os tratamentos mantiveram o potencial de capacidade proliferativa para espermatogonia de modo similar; entretanto, apenas o G/EG, nos métodos de CL e VSS, foram inferiores ao controle para célula de Sertoli (P>0,05). Finalmente, o protocolo de CL usando as combinações DMSO/EG e DMSO/G foram melhores em evitar o aparecimento de edemas que G/EG – CL e DMSO/G – VSS (P

2018
Dissertações
1
  • HERSON DA SILVA COSTA
  • MORFOLOGIA DO ENCÉFALO DE EMAS (Rhea americana americana LINNAEUS, 1758).

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GLEIDSON BENEVIDES DE OLIVEIRA
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 16/02/2018

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  • Objetivou-se identificar macroscopicamente as regiões do encéfalo, bem como, as arterias cerebrais e o circuito arterioso cerebral, de modo a estabelecer um padrão vascular e sua sistematização, assim como, quantificar sua morfometria e estereologia. Para tanto, foram utilizados 21 encéfalos de emas, jovens e adultos de ambos os sexos para o estudo da vascularização e 22 encéfalos, entre filhotes, jovens e adultos para as análises de morfometria e estereologia, totalizando uma amostra de 43 exemplares. Os animais foram descongelados e incisados no plano sagital, na região cervical, de modo a expor a artéria carótida comum esquerda, a qual foi canulada e o sistema vascular lavado com solução salina a 0,9%, e logo após, perfundido com látex Neoprene 650, corado com pigmento vermelho, de forma a permitir uma melhor visualização das artérias. Já para o estudo morfométrico e estereológico, as carótidas foram canuladas e perfundidas com cerca de 5- 10 ml de formaldeído a 3,7%, a fim de obter a fixação dos encéfalos. Posteriormente, as peças foram imersas em solução aquosa de formaldeído a 3,7%, durante 72 horas, e depois, iniciaram-se as dissecações e remoção dos ossos da calota craniana. Em seguida, os encéfalos foram analisados, sendo as estruturas, identificadas, mensuradas, fotografadas, esquematizadas e nominadas. Quanto à estereologia, os encéfalos foram incluídos em gelatina incolor, mantidos em refrigerador por 24 horas e, posteriormente, obteu-se cortes de 4 mm de espessura. Em seguida, foi removida a gelatina, realizada a coloração de Mainland e efetivada a quantificação do volume cerebral (V= T. a/p. ∑pi). O encéfalo dividiu-se em: telencéfalo, diencéfalo, tronco cerebral e cerebelo e, externamente, observaram-se os bulbos olfatórios, lobos ópticos, nervos ópticos, quiasma óptico, hipófise e pineal. Já quanto ao estudo da vascularização, foram identificadas as artérias: espinhal ventral, basilar, cerebelares ventrais caudais, cerebelares ventrais médias, ramos caudais das artérias carótidas do cérebro, tectais mesencefálicas ventrais, cerebrais caudais, ramos rostrais das artérias carótidas do cérebro, cerebrais médias, cerebroetmoidais, anastomose intercerebral rostral, cerebrais rostrais, etmoidais, oftálmicas internas, inter-hemisférica, hipofisarias, tectais mesencefálicas dorsais, cerebelares dorsais, ramos hemisféricos occipitais, pineais e ramos hemisférios dorsais. O circuito arterioso cerebral apresentou-se de forma fechada, caudalmente e rostralmente em 100% dos espécimes. O encéfalo possuiu mensurações que chegaram até 50,267 mm de comprimento, 41,855 mm de largura, 29,320 mm de altura e 21,774 g de massa. Chamou-se atenção para os lobos ópticos, bem desenvolvidos, cujos valores foram de comprimento direito (12,647 mm), comprimento esquerdo (12,355 mm), largura direita (11,470 mm), largura esquerda (10,827 mm) e, altura direita (15,495 mm) e altura esquerda (15,122 mm), da mesma forma, observou-se o cerebelo, desenvolvido, medindo valores de até 21,462 mm (comprimento), 18,207 mm (largura) e 21,487 mm (altura). Quanto à análise estereológica do encéfalo, este variou de 33,663 cm³ e 71,971 cm³, para as idades de 1 mês e 18 meses, respectivamente.


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  • Objetivou-se identificar macroscopicamente as regiões do encéfalo, bem como, as arterias cerebrais e o circuito arterioso cerebral, de modo a estabelecer um padrão vascular e sua sistematização, assim como, quantificar sua morfometria e estereologia. Para tanto, foram utilizados 21 encéfalos de emas, jovens e adultos de ambos os sexos para o estudo da vascularização e 22 encéfalos, entre filhotes, jovens e adultos para as análises de morfometria e estereologia, totalizando uma amostra de 43 exemplares. Os animais foram descongelados e incisados no plano sagital, na região cervical, de modo a expor a artéria carótida comum esquerda, a qual foi canulada e o sistema vascular lavado com solução salina a 0,9%, e logo após, perfundido com látex Neoprene 650, corado com pigmento vermelho, de forma a permitir uma melhor visualização das artérias. Já para o estudo morfométrico e estereológico, as carótidas foram canuladas e perfundidas com cerca de 5- 10 ml de formaldeído a 3,7%, a fim de obter a fixação dos encéfalos. Posteriormente, as peças foram imersas em solução aquosa de formaldeído a 3,7%, durante 72 horas, e depois, iniciaram-se as dissecações e remoção dos ossos da calota craniana. Em seguida, os encéfalos foram analisados, sendo as estruturas, identificadas, mensuradas, fotografadas, esquematizadas e nominadas. Quanto à estereologia, os encéfalos foram incluídos em gelatina incolor, mantidos em refrigerador por 24 horas e, posteriormente, obteu-se cortes de 4 mm de espessura. Em seguida, foi removida a gelatina, realizada a coloração de Mainland e efetivada a quantificação do volume cerebral (V= T. a/p. ∑pi). O encéfalo dividiu-se em: telencéfalo, diencéfalo, tronco cerebral e cerebelo e, externamente, observaram-se os bulbos olfatórios, lobos ópticos, nervos ópticos, quiasma óptico, hipófise e pineal. Já quanto ao estudo da vascularização, foram identificadas as artérias: espinhal ventral, basilar, cerebelares ventrais caudais, cerebelares ventrais médias, ramos caudais das artérias carótidas do cérebro, tectais mesencefálicas ventrais, cerebrais caudais, ramos rostrais das artérias carótidas do cérebro, cerebrais médias, cerebroetmoidais, anastomose intercerebral rostral, cerebrais rostrais, etmoidais, oftálmicas internas, inter-hemisférica, hipofisarias, tectais mesencefálicas dorsais, cerebelares dorsais, ramos hemisféricos occipitais, pineais e ramos hemisférios dorsais. O circuito arterioso cerebral apresentou-se de forma fechada, caudalmente e rostralmente em 100% dos espécimes. O encéfalo possuiu mensurações que chegaram até 50,267 mm de comprimento, 41,855 mm de largura, 29,320 mm de altura e 21,774 g de massa. Chamou-se atenção para os lobos ópticos, bem desenvolvidos, cujos valores foram de comprimento direito (12,647 mm), comprimento esquerdo (12,355 mm), largura direita (11,470 mm), largura esquerda (10,827 mm) e, altura direita (15,495 mm) e altura esquerda (15,122 mm), da mesma forma, observou-se o cerebelo, desenvolvido, medindo valores de até 21,462 mm (comprimento), 18,207 mm (largura) e 21,487 mm (altura). Quanto à análise estereológica do encéfalo, este variou de 33,663 cm³ e 71,971 cm³, para as idades de 1 mês e 18 meses, respectivamente.

2
  • JULIANNA PAULA DO VALE FIGUEIREDO
  • EFEITO DO PLASMA NÃO TÉRMICO NA QUALIDADE DO CAMARÃO BRANCO (Litopenaeus vannamei).

  • Orientador : PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • Data: 16/02/2018

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  • O presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade química, física, microbiológica e sensorial do camarão branco (Litopenaeus vannamei), inteiro, fresco, submetido ao tratamento com plasma não térmico, em diferentes frequências, como alternativa ao uso de aditivos químicos. Por se tratar de um alimento que se deteriora com muita facilidade, o pescado deve ser bem conservado, armazenado e manipulado. É considerável o uso de novas tecnologias afim de manter suas características sensoriais e nutricionais, de preferência sem o uso de aditivos químicos. Além da utilização de tecnologias limpas (como embalagem em atmosfera modificada, ozônio e radiação UV), o plasma não térmico tem demonstrado aplicabilidade satisfatória no tratamento antimicrobiano, com um futuro promissor na indústria alimentícia. Para o desenvolvimento do estudo, foram divididos 4 grupos de camarão branco (Litopenaeus vanammei), sendo um controle e os demais grupos submetidos ao plasma frio às frequências de 5, 10 e 15 MHz, durante 10 minutos de aplicação. Em seguida foi avaliado o efeito da utilização do plasma não térmico, sobre as características microbiológicas, físicas e químicas, e se houve diferença de qualidade dos tratamentos quando comparado ao grupo controle. O plasma a frio contribuiu significativamente na manutenção da qualidade do camarão inteiro durante o armazenamento, retardando o processo de melanização, e crescimento microbiano, melhorando as qualidades físico-químicas e sensoriais das amostras. A frequência 15MHz foi a que demonstrou melhores resultados na conservação das amostras de camarão.


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  • O presente trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade química, física, microbiológica e sensorial do camarão branco (Litopenaeus vannamei), inteiro, fresco, submetido ao tratamento com plasma não térmico, em diferentes frequências, como alternativa ao uso de aditivos químicos. Por se tratar de um alimento que se deteriora com muita facilidade, o pescado deve ser bem conservado, armazenado e manipulado. É considerável o uso de novas tecnologias afim de manter suas características sensoriais e nutricionais, de preferência sem o uso de aditivos químicos. Além da utilização de tecnologias limpas (como embalagem em atmosfera modificada, ozônio e radiação UV), o plasma não térmico tem demonstrado aplicabilidade satisfatória no tratamento antimicrobiano, com um futuro promissor na indústria alimentícia. Para o desenvolvimento do estudo, foram divididos 4 grupos de camarão branco (Litopenaeus vanammei), sendo um controle e os demais grupos submetidos ao plasma frio às frequências de 5, 10 e 15 MHz, durante 10 minutos de aplicação. Em seguida foi avaliado o efeito da utilização do plasma não térmico, sobre as características microbiológicas, físicas e químicas, e se houve diferença de qualidade dos tratamentos quando comparado ao grupo controle. O plasma a frio contribuiu significativamente na manutenção da qualidade do camarão inteiro durante o armazenamento, retardando o processo de melanização, e crescimento microbiano, melhorando as qualidades físico-químicas e sensoriais das amostras. A frequência 15MHz foi a que demonstrou melhores resultados na conservação das amostras de camarão.

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  • JOSUÉ DOS SANTOS JUNIOR
  • APROVEITAMENTO DO RESÍDUO DO PROCESSAMENTO DO CAMARÃO (Litopenaeus vannamei) NO DESENVOLVIMENTO DE UM NOVO PRODUTO.

  • Orientador : ALEX AUGUSTO GONCALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX AUGUSTO GONCALVES
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 19/02/2018

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  • O objetivo desse estudo foi desenvolver um subproduto (farinha saborizante) do aproveitamento do resíduo do processamento do camarão (Litopenaeus vannamei). A partir do resíduo foram produzidos a farinha saborizante e o biscoito salgado sabor camarão. Para ambos os produtos foram realizados a composição centesimal, a análise microbiológica, análise sensorial, embalado em atmosfera modificada (100% N2) e armazenado por 180 dias em temperatura controlada para avaliação da vida de prateleira. A análise microbiológica do resíduo do processamento do camarão e da farinha do resíduo estava dentro dos limites da legislação, confirmando os cuidados, higiênico-sanitários durante o processamento. O percentual proteico dos produtos desenvolvidos foi o de maior destaque (40,13% para farinha saborizante e 20,52% para o biscoito). A avaliação microbiológica dos produtos demonstrou que para Salmonella sp. Estafilococos coagulase positiva, Coliformes termotolerantes, Bolores e Leveduras, ficarão abaixo do limite estabelecido pela legislação para ambos os produtos. Os produtos desenvolvidos foram bem aceitos na análise sensorial. Os resultados do estudo de vida de prateleira demonstraram que os produtos desenvolvidos se mantiveram estáveis em suas características físico-química e microbiológica durante todo o período de armazenamento. O resíduo do camarão Litopenaeus vannamei apresentou percentual proteico elevado, excelente perfil sensorial quando incluído nos produtos alimentícios, e podendo ser considerado promissor como ingrediente na indústria alimentícia.


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  • O objetivo desse estudo foi desenvolver um subproduto (farinha saborizante) do aproveitamento do resíduo do processamento do camarão (Litopenaeus vannamei). A partir do resíduo foram produzidos a farinha saborizante e o biscoito salgado sabor camarão. Para ambos os produtos foram realizados a composição centesimal, a análise microbiológica, análise sensorial, embalado em atmosfera modificada (100% N2) e armazenado por 180 dias em temperatura controlada para avaliação da vida de prateleira. A análise microbiológica do resíduo do processamento do camarão e da farinha do resíduo estava dentro dos limites da legislação, confirmando os cuidados, higiênico-sanitários durante o processamento. O percentual proteico dos produtos desenvolvidos foi o de maior destaque (40,13% para farinha saborizante e 20,52% para o biscoito). A avaliação microbiológica dos produtos demonstrou que para Salmonella sp. Estafilococos coagulase positiva, Coliformes termotolerantes, Bolores e Leveduras, ficarão abaixo do limite estabelecido pela legislação para ambos os produtos. Os produtos desenvolvidos foram bem aceitos na análise sensorial. Os resultados do estudo de vida de prateleira demonstraram que os produtos desenvolvidos se mantiveram estáveis em suas características físico-química e microbiológica durante todo o período de armazenamento. O resíduo do camarão Litopenaeus vannamei apresentou percentual proteico elevado, excelente perfil sensorial quando incluído nos produtos alimentícios, e podendo ser considerado promissor como ingrediente na indústria alimentícia.

4
  • JÉSSICA TAIOMARA MOURA COSTA BEZERRA DE OLIVEIRA
  • USO DO ÓLEO RESIDUAL DE FRITURA NA DIETA DE CORDEIROS

  • Orientador : PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • Data: 20/02/2018

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  • Objetivou-se avaliar o uso do óleo residual de fritura na dieta de cordeiros, avaliando o desempenho dos ovinos e determinando as características de carcaça e componentes não carcaça, assim como avaliar a qualidade da carne dos animais submetidos a uma dieta com inclusão do óleo residual de fritura nos níveis 3%, 6% e 9%, além de uma dieta controle (0%). Foram utilizados 24 animais sem padrão racial definido, machos e não castrados, distribuídos em um delineamento em blocos ao acaso. Os animais ficaram confinados por um período de 46 dias, além de uma adaptação de 14 dias. Durante o experimento não houve diferença (P>0,05) no consumo de matéria seca para os tratamentos, porém o ganho de peso total e diário foram influenciados significativamente (P


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  • Objetivou-se avaliar o uso do óleo residual de fritura na dieta de cordeiros, avaliando o desempenho dos ovinos e determinando as características de carcaça e componentes não carcaça, assim como avaliar a qualidade da carne dos animais submetidos a uma dieta com inclusão do óleo residual de fritura nos níveis 3%, 6% e 9%, além de uma dieta controle (0%). Foram utilizados 24 animais sem padrão racial definido, machos e não castrados, distribuídos em um delineamento em blocos ao acaso. Os animais ficaram confinados por um período de 46 dias, além de uma adaptação de 14 dias. Durante o experimento não houve diferença (P>0,05) no consumo de matéria seca para os tratamentos, porém o ganho de peso total e diário foram influenciados significativamente (P

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  • CÉLIO SOUZA DA ROCHA
  • AVALIAÇÃO DA OCORRÊNCIA DA ESTOMATITE VESICULAR A PARTIR DAS NOTIFICAÇÕES DE SUSPEITA DE SÍNDROME VESICULAR NO ESTADO DO CEARÁ – BRASIL.

  • Orientador : JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • JULIANA FORTES VILARINHO BRAGA
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • Data: 20/02/2018

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  • A estomatite vesicular possui importância sócio-econômica pois é considerada uma zoonose e interfere negativamente no rebanho com redução na produção de leite e perda de peso levando ao abate precoce. Os sinais clínicos são indiferenciáveis daqueles causados pelo vírus da Febre Aftosa por isso continua sendo classificada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como uma doença que requer notificação imediata de qualquer caso suspeito sendo esta notificação obrigatória para qualquer cidadão e profissional que atue na área de diagnóstico, ensino ou pesquisa em saúde animal. Diante disso, este estudo objetivou investigar a ocorrência de focos de Estomatite Vesicular através dos casos suspeitos de síndrome vesicular notificados ao Serviço Veterinário Oficial do Estado do Ceará – Brasil. Durante o período de 2013 a 2015 foram realizadas 51 notificações de casos suspeitos de doença vesicular. Amostras de soro sanguíneo, epitélio e líquido esôfago- faríngeo foram coletadas de acordo com a idade das lesões encontradas e enviados ao Laboratório Nacional Agropecuário - LANAGRO. Além disso, levantamento epidemiológico foi realizado para identificar prováveis fatores de risco para a ocorrência da enfermidade. Após diagnóstico laboratorial e epidemiológico, 24 propriedades foram consideradas focos. Foi possível detectar a presença de Vesiculovírus Indiana tipo 3 por fixação de complemento 50% em 8 focos. Não foram identificados fatores de risco para a ocorrência da enfermidade quando analisamos apenas os casos prováveis com diagnóstico laboratorial entretanto houve diferenças significativas entre focos e não focos quando analisamos todos os casos suspeitos. Os resultados demonstraram que a ocorrência de focos de Estomatite Vesicular no Estado do Ceará esteve relacionada a fatores de riscos específicos quando os critérios epidemiológicos foram levados em consideração entretanto tal resultado não foi corroborado quando analisamos apenas os casos prováveis com diagnóstico laboratorial. Portanto, se faz necessário maiores estudos para descrever a transmissão desse agente infeccioso entre os rebanhos susceptíveis no Estado através do fortalecimento do sistema de defesa sanitário.


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  • A estomatite vesicular possui importância sócio-econômica pois é considerada uma zoonose e interfere negativamente no rebanho com redução na produção de leite e perda de peso levando ao abate precoce. Os sinais clínicos são indiferenciáveis daqueles causados pelo vírus da Febre Aftosa por isso continua sendo classificada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como uma doença que requer notificação imediata de qualquer caso suspeito sendo esta notificação obrigatória para qualquer cidadão e profissional que atue na área de diagnóstico, ensino ou pesquisa em saúde animal. Diante disso, este estudo objetivou investigar a ocorrência de focos de Estomatite Vesicular através dos casos suspeitos de síndrome vesicular notificados ao Serviço Veterinário Oficial do Estado do Ceará – Brasil. Durante o período de 2013 a 2015 foram realizadas 51 notificações de casos suspeitos de doença vesicular. Amostras de soro sanguíneo, epitélio e líquido esôfago- faríngeo foram coletadas de acordo com a idade das lesões encontradas e enviados ao Laboratório Nacional Agropecuário - LANAGRO. Além disso, levantamento epidemiológico foi realizado para identificar prováveis fatores de risco para a ocorrência da enfermidade. Após diagnóstico laboratorial e epidemiológico, 24 propriedades foram consideradas focos. Foi possível detectar a presença de Vesiculovírus Indiana tipo 3 por fixação de complemento 50% em 8 focos. Não foram identificados fatores de risco para a ocorrência da enfermidade quando analisamos apenas os casos prováveis com diagnóstico laboratorial entretanto houve diferenças significativas entre focos e não focos quando analisamos todos os casos suspeitos. Os resultados demonstraram que a ocorrência de focos de Estomatite Vesicular no Estado do Ceará esteve relacionada a fatores de riscos específicos quando os critérios epidemiológicos foram levados em consideração entretanto tal resultado não foi corroborado quando analisamos apenas os casos prováveis com diagnóstico laboratorial. Portanto, se faz necessário maiores estudos para descrever a transmissão desse agente infeccioso entre os rebanhos susceptíveis no Estado através do fortalecimento do sistema de defesa sanitário.

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  • CARLOS ANTONIO SOMBRA JUNIOR
  • CARACTERIZAÇÃO ESPAÇO TEMPORAL DE ATROPELAMENTOS DE MAMÍFEROS

    SILVESTRES EM ESTRADAS INSERIDAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

  • Orientador : CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • EDUARDO MARTINS VENTICINQUE
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • Data: 21/02/2018

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  • mortalidade da fauna devido a atropelamentos constitui uma das principais ameaças à biodiversidade. Diversos fatores podem estar relacionados com a ocorrência desses atropelamentos, entre eles o intenso tráfego de veículos, a imprudência de motoristas, o deslocamento de animais atravessando as rodovias, como também os padrões de paisagem. O presente estudo teve como objetivo identificar pontos de maior atropelamento
    de mamíferos silvestres em estradas com diferentes tipologias circundantes à Estação Ecológica do Seridó (ESEC Seridó) e a relação desses com elementos da paisagem circundante. Além disso, foi avaliada a relação entre os atropelamentos e a variação temporal. O monitoramento dos trechos escolhidos foi realizado em intervalos de 21 dias, durante 36 meses. Para a abordagem espacial, os dados foram obtidos a partir da classificação e quantificação das unidades da paisagem utilizando-se buffers com raios de 1 km, 5 km e 10 km, utilizando-se duas imagens Landsat (uma da estação chuvosa e outra da estação seca). Para a caracterização temporal, foram utilizadas as variáveis de temperatura, precipitação pluviométrica, umidade e fotoperíodo. Utilizou-se a análise de correlação de Pearson para detectar relações significativas e testes de Akaike para identificar os modelos mais explicativos sobre as relações. Observou-se uma maior taxa de atropelamentos de mamíferos durante a época da estação seca. As espécies de mamíferos silvestres mais atingidas por atropelamentos foram Cerdocyon thous, Lycalopex vetulus e Procyon cancrivorus. Espacialmente, os hotspots da Classe Mammalia foram relacionados de forma negativa à agricultura e à urbanização, enquanto que os hotspots de Cerdocyon
    thous foram relacionados positivamente à vegetação nativa e negativamente à agricultura, solo exposto e urbanização, e os hotspots de Procyon cancrivorus, por sua vez, relacionados positivamente à urbanização. A espécie Lycalopex vetulus não apresentou relação significativa.


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  • mortalidade da fauna devido a atropelamentos constitui uma das principais ameaças à biodiversidade. Diversos fatores podem estar relacionados com a ocorrência desses atropelamentos, entre eles o intenso tráfego de veículos, a imprudência de motoristas, o deslocamento de animais atravessando as rodovias, como também os padrões de paisagem. O presente estudo teve como objetivo identificar pontos de maior atropelamento
    de mamíferos silvestres em estradas com diferentes tipologias circundantes à Estação Ecológica do Seridó (ESEC Seridó) e a relação desses com elementos da paisagem circundante. Além disso, foi avaliada a relação entre os atropelamentos e a variação temporal. O monitoramento dos trechos escolhidos foi realizado em intervalos de 21 dias, durante 36 meses. Para a abordagem espacial, os dados foram obtidos a partir da classificação e quantificação das unidades da paisagem utilizando-se buffers com raios de 1 km, 5 km e 10 km, utilizando-se duas imagens Landsat (uma da estação chuvosa e outra da estação seca). Para a caracterização temporal, foram utilizadas as variáveis de temperatura, precipitação pluviométrica, umidade e fotoperíodo. Utilizou-se a análise de correlação de Pearson para detectar relações significativas e testes de Akaike para identificar os modelos mais explicativos sobre as relações. Observou-se uma maior taxa de atropelamentos de mamíferos durante a época da estação seca. As espécies de mamíferos silvestres mais atingidas por atropelamentos foram Cerdocyon thous, Lycalopex vetulus e Procyon cancrivorus. Espacialmente, os hotspots da Classe Mammalia foram relacionados de forma negativa à agricultura e à urbanização, enquanto que os hotspots de Cerdocyon
    thous foram relacionados positivamente à vegetação nativa e negativamente à agricultura, solo exposto e urbanização, e os hotspots de Procyon cancrivorus, por sua vez, relacionados positivamente à urbanização. A espécie Lycalopex vetulus não apresentou relação significativa.

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  • GABRIELA HÉMYLIN FERREIRA MOURA
  • PESQUISA DOS AGENTES INFECCIOSOS CAUSADORES DA TOXOPLASMOSE, LINFADENITE CASEOSA E MAEDI-VISNA EM OVINOS.

  • Orientador : JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • LEISE GOMES FERNANDES
  • Data: 22/02/2018

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  • Dentre as enfermidades infectocontagiosas que afetam os ovinos destacam – se a Toxoplasmose, Linfadenite Caseosa e Maedi-visna que podem causar coinfecções agravando a saúde do animal. A toxoplasmose é a mais importante destas por se tratar de uma zoonose e perdas reprodutivas na ovinocultura. A linfadenite caseosa é uma das enfermidades mais antigas, que se apresenta da forma crônica e debilitante. Já a maedivisna é uma infecção multissistêmica com evolução crônica e sinais inaparentes, gerando um quadro de emagrecimento progressivo, debilidade e que pode desencadear a forma nervosa paralitica e fatal. Pela importância destas doenças e suas possíveis coinfecções nos ovinos, objetivou-se fazer uma pesquisa das enfermidades em ovinos no município de Limoeiro do Norte- CE. Foram coletadas 402 amostras de ovinos sem raça definida pertencentes a 20 propriedades onde eram criados de forma extensiva, de idade e sexo diferentes. Para o diagnóstico das enfermidades, Linfadenite Caseosa e Toxoplasmose foi utilizada o ensaio imunoenzimático ELISA e para Maedi-visna a técnica de imunodifusão em gel de ágar (IDGA). Conclui-se que a Linfadenite Caseosa está presente na região com maior prevalência nas Matrizes 42,53% (94/221), também foram encontrados ovinos positivos para Toxoplasmose 14,09% (34/228), porém sem diferença estatística significativa para as variáveis, enquanto os soros analisados para Maedi-visna foram negativos. Já em relação as coinfeccões a categoria dos reprodutores foram os mais afetados com 66,66% (4/6) e em relação ao sexo os machos foram mais prevalentes 66,66% (4/6).


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  • Dentre as enfermidades infectocontagiosas que afetam os ovinos destacam – se a Toxoplasmose, Linfadenite Caseosa e Maedi-visna que podem causar coinfecções agravando a saúde do animal. A toxoplasmose é a mais importante destas por se tratar de uma zoonose e perdas reprodutivas na ovinocultura. A linfadenite caseosa é uma das enfermidades mais antigas, que se apresenta da forma crônica e debilitante. Já a maedivisna é uma infecção multissistêmica com evolução crônica e sinais inaparentes, gerando um quadro de emagrecimento progressivo, debilidade e que pode desencadear a forma nervosa paralitica e fatal. Pela importância destas doenças e suas possíveis coinfecções nos ovinos, objetivou-se fazer uma pesquisa das enfermidades em ovinos no município de Limoeiro do Norte- CE. Foram coletadas 402 amostras de ovinos sem raça definida pertencentes a 20 propriedades onde eram criados de forma extensiva, de idade e sexo diferentes. Para o diagnóstico das enfermidades, Linfadenite Caseosa e Toxoplasmose foi utilizada o ensaio imunoenzimático ELISA e para Maedi-visna a técnica de imunodifusão em gel de ágar (IDGA). Conclui-se que a Linfadenite Caseosa está presente na região com maior prevalência nas Matrizes 42,53% (94/221), também foram encontrados ovinos positivos para Toxoplasmose 14,09% (34/228), porém sem diferença estatística significativa para as variáveis, enquanto os soros analisados para Maedi-visna foram negativos. Já em relação as coinfeccões a categoria dos reprodutores foram os mais afetados com 66,66% (4/6) e em relação ao sexo os machos foram mais prevalentes 66,66% (4/6).

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  • LUIZA BENTO DE QUEIROZ NETA
  • Conservação de tecido somático de catetos (Pecari tajacu linnaeus, 1758) submetido a diferentes condições de armazenamento.

  • Orientador : ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • GABRIELA LIBERALINO LIMA
  • Data: 22/02/2018

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  • A clonagem por transferência nuclear de células somáticas consiste numa atraente ferramenta para a conservação da biodiversidade e sua eficiência depende da obtenção e seleção de células doadoras de núcleo derivadas da pele de indivíduos de interesse. Especificamente para catetos, mamíferos silvestres encontrados algumas vezes em regiões de difícil acesso ou distantes de laboratórios especializados, o armazenamento a 4–6°C de tecidos da pele seria uma alternativa para a conservação do material genético desses animais. Portanto, o objetivo foi avaliar diferentes períodos de armazenamento e a presença de meio nutritivo sobre a recuperação de células somáticas derivadas da pele de catetos armazenada a 4–6°C. Para tanto, 476 explantes auriculares (9,0 mm3) recuperados de onze animais adultos, oriundos do Centro de Multiplicação de Animais Silvestres (CEMAS/UFERSA), foram distribuídos em sete grupos: amostras não refrigeradas (controle) e refrigeradas na ausência ou presença de Meio de Eagle Modificado por Dulbecco suplementado com 2,2 g/L de bicarbonato de sódio, 10% de soro fetal bovino e 2% de solução de antibiótico-antimicótico por 10, 30 e 50 dias de estocagem. Para as análises histológicas, amostras foram fixadas em paraformaldeído a 4%, processadas e coradas com hematoxilina-eosina para avaliação da espessura epiderme e derme, número de fibroblastos e halos. Além disso, fragmentos foram avaliados quanto à quantificação de regiões argirofílicas organizadoras nucleolares (AgNORs) e atividade metabólica por brometo de 3- [4,5-dimetil-tiazol-2-il]-2,5-difeniltetrazólio (MTT). Para as análises de cultivo in vitro, explantes foram cultivados e avaliados quanto à morfologia celular, qualidade do cultivo, viabilidade celular por azul de tripan, atividade proliferativa pela determinação da curva de crescimento e tempo de duplicação da população celular e atividade metabólica pelo ensaio de MTT. Comparações entre os fragmentos refrigerados e não refrigerados foram analisadas usando o software GraphPad Prisma. Quanto à espessura tecidual, apenas os fragmentos armazenados por 50 dias na ausência de meio nutritivo, apresentaram uma redução e aumento, respectivamente, da espessura da epiderme (55,8 ± 3,2 µm vs. 64,8 ± 2,1 µm) e derme (172,7 ± 2,5 µm vs. 147,6 ± 2,5 µm) quando comparado ao controle (P < 0,05). Além disso, o período de estocagem, independente da presença de meio, promoveu uma redução do número de fibroblastos e aumento no número de halos. Ainda, o número de AgNORs indicando atividade proliferativa, e atividade metabólica dos explantes, diminuíram com o período de armazenamento. Após o cultivo in vitro dos explantes, apenas os fragmentos armazenados sem meio por 50 dias não foram capazes de obter células somáticas. Além disso, células oriundas de explantes na presença de meio por 10 dias mostraram características similares às células de explantes não refrigerados, especialmente quanto à duração do cultivo, tempo de duplicação da população celular, dia de todos os explantes aderidos e tempo total de subconfluência. Em conclusão, células viáveis de catetos podem ser recuperadas de fragmentos teciduais armazenados por até 50 dias na presença de meio nutritivo; contudo, tecidos somáticos refrigerados até 10 dias na presença de meio resultaram em células mais viáveis.


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  • A clonagem por transferência nuclear de células somáticas consiste numa atraente ferramenta para a conservação da biodiversidade e sua eficiência depende da obtenção e seleção de células doadoras de núcleo derivadas da pele de indivíduos de interesse. Especificamente para catetos, mamíferos silvestres encontrados algumas vezes em regiões de difícil acesso ou distantes de laboratórios especializados, o armazenamento a 4–6°C de tecidos da pele seria uma alternativa para a conservação do material genético desses animais. Portanto, o objetivo foi avaliar diferentes períodos de armazenamento e a presença de meio nutritivo sobre a recuperação de células somáticas derivadas da pele de catetos armazenada a 4–6°C. Para tanto, 476 explantes auriculares (9,0 mm3) recuperados de onze animais adultos, oriundos do Centro de Multiplicação de Animais Silvestres (CEMAS/UFERSA), foram distribuídos em sete grupos: amostras não refrigeradas (controle) e refrigeradas na ausência ou presença de Meio de Eagle Modificado por Dulbecco suplementado com 2,2 g/L de bicarbonato de sódio, 10% de soro fetal bovino e 2% de solução de antibiótico-antimicótico por 10, 30 e 50 dias de estocagem. Para as análises histológicas, amostras foram fixadas em paraformaldeído a 4%, processadas e coradas com hematoxilina-eosina para avaliação da espessura epiderme e derme, número de fibroblastos e halos. Além disso, fragmentos foram avaliados quanto à quantificação de regiões argirofílicas organizadoras nucleolares (AgNORs) e atividade metabólica por brometo de 3- [4,5-dimetil-tiazol-2-il]-2,5-difeniltetrazólio (MTT). Para as análises de cultivo in vitro, explantes foram cultivados e avaliados quanto à morfologia celular, qualidade do cultivo, viabilidade celular por azul de tripan, atividade proliferativa pela determinação da curva de crescimento e tempo de duplicação da população celular e atividade metabólica pelo ensaio de MTT. Comparações entre os fragmentos refrigerados e não refrigerados foram analisadas usando o software GraphPad Prisma. Quanto à espessura tecidual, apenas os fragmentos armazenados por 50 dias na ausência de meio nutritivo, apresentaram uma redução e aumento, respectivamente, da espessura da epiderme (55,8 ± 3,2 µm vs. 64,8 ± 2,1 µm) e derme (172,7 ± 2,5 µm vs. 147,6 ± 2,5 µm) quando comparado ao controle (P < 0,05). Além disso, o período de estocagem, independente da presença de meio, promoveu uma redução do número de fibroblastos e aumento no número de halos. Ainda, o número de AgNORs indicando atividade proliferativa, e atividade metabólica dos explantes, diminuíram com o período de armazenamento. Após o cultivo in vitro dos explantes, apenas os fragmentos armazenados sem meio por 50 dias não foram capazes de obter células somáticas. Além disso, células oriundas de explantes na presença de meio por 10 dias mostraram características similares às células de explantes não refrigerados, especialmente quanto à duração do cultivo, tempo de duplicação da população celular, dia de todos os explantes aderidos e tempo total de subconfluência. Em conclusão, células viáveis de catetos podem ser recuperadas de fragmentos teciduais armazenados por até 50 dias na presença de meio nutritivo; contudo, tecidos somáticos refrigerados até 10 dias na presença de meio resultaram em células mais viáveis.

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  • RAFAEL FERNANDES DE QUEIROZ NETO
  • PINHÃO-BRAVO (Jatropha mollissima Pohl Baill.): CARACTERIZAÇÃO FITOQUÍMICA E ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS DO LÁTEX E DOS SEUS EXTRATOS.

  • Orientador : JAEL BATISTA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JAEL BATISTA SOARES
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • JOSÉ RODOLFO LOPES DE PAIVA CAVALCANTI
  • Data: 23/02/2018

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  • O pinhão-bravo (Jatropha mollissima Pohl Baill.) é um arbusto autóctone da vegetação de caatinga, encontrada em grande parte do semiárido do Nordeste brasileiro, utilizado na cultura popular com fins terapêuticos. O látex do pinhão-bravo e os extratos dele derivados foram avaliados quanto à composição química, identificando os principais metabólitos secundários a partir de métodos qualitativos e quantitativo, e quanto as suas atividades farmacológicas. Foram pesquisadas toxicidade, através da dose tóxica aguda em ratos Wistar, ação antioxidante, de acordo com o método fotocolorimétrico do radical livre DPPH, e ação antibacteriana, através da concentração inibitória mínima e da concentração bactericida mínima. Foram detectados fenóis, taninos, flavonoides e saponinas no látex e demais extratos pesquisados, exceto o extrato aquoso. Tanto o látex quanto o extrato etanólico apresentaram moderada atividade antioxidante, como também evidenciaram atividade antibacteriana contra as cepas Gram-positivas (Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Streptococcus pyogenes, Streptococcus mutans e Enterococcus faecalis) e Gram-negativas (Shigella flexneri, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Salmonella typhimurium e Pseudomonas aeruginosa), em várias diluições, juntamente com o extrato hidroalcoólico. O látex do pinhão apresentou ainda baixa toxicidade aguda em ratos. Logo, os resultados obtidos nesta pesquisa corroboram o uso popular da J. mollissima e seu potencial terapêutico.


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  • O pinhão-bravo (Jatropha mollissima Pohl Baill.) é um arbusto autóctone da vegetação de caatinga, encontrada em grande parte do semiárido do Nordeste brasileiro, utilizado na cultura popular com fins terapêuticos. O látex do pinhão-bravo e os extratos dele derivados foram avaliados quanto à composição química, identificando os principais metabólitos secundários a partir de métodos qualitativos e quantitativo, e quanto as suas atividades farmacológicas. Foram pesquisadas toxicidade, através da dose tóxica aguda em ratos Wistar, ação antioxidante, de acordo com o método fotocolorimétrico do radical livre DPPH, e ação antibacteriana, através da concentração inibitória mínima e da concentração bactericida mínima. Foram detectados fenóis, taninos, flavonoides e saponinas no látex e demais extratos pesquisados, exceto o extrato aquoso. Tanto o látex quanto o extrato etanólico apresentaram moderada atividade antioxidante, como também evidenciaram atividade antibacteriana contra as cepas Gram-positivas (Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Streptococcus pyogenes, Streptococcus mutans e Enterococcus faecalis) e Gram-negativas (Shigella flexneri, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Salmonella typhimurium e Pseudomonas aeruginosa), em várias diluições, juntamente com o extrato hidroalcoólico. O látex do pinhão apresentou ainda baixa toxicidade aguda em ratos. Logo, os resultados obtidos nesta pesquisa corroboram o uso popular da J. mollissima e seu potencial terapêutico.

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  • ANA CECÍLIA NUNES DE MESQUITA
  • Bromatologia de subprodutos de frutas visando o aproveitamento na alimentação animal.

  • Orientador : ALEX MARTINS VARELA DE ARRUDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX MARTINS VARELA DE ARRUDA
  • KARINE CAVALCANTI MAURÍCIO DE SENA EVANGELISTA
  • VANDER MENDONCA
  • Data: 23/02/2018

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  • Os alimentos alternativos tem se tornado uma realidade na alimentação de animais monogástricos, por exemplo, aves de interesse zootécnico, na tentativa de reduzir custos de produção. Nesse contexto, destacam-se os alimentos de origem vegetal que contenham substancias com potencial prebiótico, a saber, os oligossacarídeos funcionais presentes na parede celular vegetal de diversos ingredientes. Assim, o conhecimento da composição nutricional dos resíduos e subprodutos de frutas tropicais (cascas e sementes), é necessário para serem utilizados como ingredientes alternativos nas dietas com a finalidade de contribuir para a diminuição do custo de rações, gerando também benefícios ambientais, pela utilização de um subproduto atualmente desperdiçado, e outros benefícios decorrentes dessa utilização. A realização deste trabalho objetivou analisar os componentes nutricionais, em especial a fração fibrosa, e compostos bioativos presentes em resíduos e subprodutos de frutas utilizáveis na alimentação animal. Foram realizadas analises de Matéria seca, matéria mineral, lipídeos totais, fracionamento da fibra, celulose, hemicelulose, pectina e lignina em amostras dos subprodutos de abacaxi, acerola, caju, graviola, goiaba, melão, mamão e maracujá. Os resultados das análises mostraram que os valores de Cinzas são superiores nos subprodutos (cascas) do melão (18,68%), casca do mamão (10,86%), casca do maracujá (9,86%) e casca da goiaba (5,92%); os subprodutos casca de melão (16,71%), casca de mamão (14,10%) e casca e semente de graviola (13,12%) apresentaram os maiores teores proteína bruta; quanto ao teor de Extrato Etéreo (EE), nas cascas e sementes de graviola (23,23%), casca e semente de maracujá (12,85%) e casca e semente de goiaba(12,04%), enquanto que os maiores teores de hemiceluloses foram observados nos subprodutos casca e semente de maracujá (18,22%), casca de abacaxi (14,24%), casca e semente de manga (13,96%). Os teores de ß-caroteno e licopeno foram superiores nos subprodutos do mamão (0,27mg/g) e (0,48 mg/g). Foi possível observar que subprodutos de frutas possuem ingredientes que possuem potencial alimentício e possível efeito prebiótico.


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  • Os alimentos alternativos tem se tornado uma realidade na alimentação de animais monogástricos, por exemplo, aves de interesse zootécnico, na tentativa de reduzir custos de produção. Nesse contexto, destacam-se os alimentos de origem vegetal que contenham substancias com potencial prebiótico, a saber, os oligossacarídeos funcionais presentes na parede celular vegetal de diversos ingredientes. Assim, o conhecimento da composição nutricional dos resíduos e subprodutos de frutas tropicais (cascas e sementes), é necessário para serem utilizados como ingredientes alternativos nas dietas com a finalidade de contribuir para a diminuição do custo de rações, gerando também benefícios ambientais, pela utilização de um subproduto atualmente desperdiçado, e outros benefícios decorrentes dessa utilização. A realização deste trabalho objetivou analisar os componentes nutricionais, em especial a fração fibrosa, e compostos bioativos presentes em resíduos e subprodutos de frutas utilizáveis na alimentação animal. Foram realizadas analises de Matéria seca, matéria mineral, lipídeos totais, fracionamento da fibra, celulose, hemicelulose, pectina e lignina em amostras dos subprodutos de abacaxi, acerola, caju, graviola, goiaba, melão, mamão e maracujá. Os resultados das análises mostraram que os valores de Cinzas são superiores nos subprodutos (cascas) do melão (18,68%), casca do mamão (10,86%), casca do maracujá (9,86%) e casca da goiaba (5,92%); os subprodutos casca de melão (16,71%), casca de mamão (14,10%) e casca e semente de graviola (13,12%) apresentaram os maiores teores proteína bruta; quanto ao teor de Extrato Etéreo (EE), nas cascas e sementes de graviola (23,23%), casca e semente de maracujá (12,85%) e casca e semente de goiaba(12,04%), enquanto que os maiores teores de hemiceluloses foram observados nos subprodutos casca e semente de maracujá (18,22%), casca de abacaxi (14,24%), casca e semente de manga (13,96%). Os teores de ß-caroteno e licopeno foram superiores nos subprodutos do mamão (0,27mg/g) e (0,48 mg/g). Foi possível observar que subprodutos de frutas possuem ingredientes que possuem potencial alimentício e possível efeito prebiótico.

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  • CARLOS EDUARDO VALE REBOUÇAS
  • MORFOLOGIA DAS GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES DE PREÁS (Galea spixii WAGLER, 1831)

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • GLEIDSON BENEVIDES DE OLIVEIRA
  • Data: 27/02/2018

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  • Este estudo teve como objetivos descrever a morfologia das glândulas salivares de Galea spixii, com base em técnicas de macroscopia e microscopia de luz convencional e de histoquímica. Os protocolos foram autorizados pelo ICMBio e Comissão de Ética no Uso de Animais, tendo sido utilizados 12 animais adultos. Os animais foram dissecados, as glândulas caracterizadas macroscopicamente e fotodocumentadas. Em seguida foram coletados fragmentos de cada glândula que foram processados segundo técnicas para Hematoxilina-Eosina, Ácido Periódico de Schif, Tricômico de Gomori e Azul de Alcian. Secções de cinco micrômetros foram coradas, analisadas e fotografadas em microscópio Leica RM2125 RT®. Fragmentos das glândulas também foram processados para técnicas com microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. Os resultados permitem que se afirme que o preá silvestre possui quatro pares de glândulas salivares maiores representadas pelas parótidas, mandibulares, zigomáticas e sublinguais. Estas são lobuladas, constituídas por ácinos mucosos e serosos, secretam mucinas de natureza ácidas e neutras e, comumente apresentam ductos intercalares, estriados e excretores. Ultraestrutura das células acinares sugere, que estas possuem grande atividade celular e confirmam o que se estabeleceu com base na microscopia de luz. Dentre as glândulas, apenas as mandibulares são lobadas e contêm adicionalmente ductos granulosos.


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  • Este estudo teve como objetivos descrever a morfologia das glândulas salivares de Galea spixii, com base em técnicas de macroscopia e microscopia de luz convencional e de histoquímica. Os protocolos foram autorizados pelo ICMBio e Comissão de Ética no Uso de Animais, tendo sido utilizados 12 animais adultos. Os animais foram dissecados, as glândulas caracterizadas macroscopicamente e fotodocumentadas. Em seguida foram coletados fragmentos de cada glândula que foram processados segundo técnicas para Hematoxilina-Eosina, Ácido Periódico de Schif, Tricômico de Gomori e Azul de Alcian. Secções de cinco micrômetros foram coradas, analisadas e fotografadas em microscópio Leica RM2125 RT®. Fragmentos das glândulas também foram processados para técnicas com microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. Os resultados permitem que se afirme que o preá silvestre possui quatro pares de glândulas salivares maiores representadas pelas parótidas, mandibulares, zigomáticas e sublinguais. Estas são lobuladas, constituídas por ácinos mucosos e serosos, secretam mucinas de natureza ácidas e neutras e, comumente apresentam ductos intercalares, estriados e excretores. Ultraestrutura das células acinares sugere, que estas possuem grande atividade celular e confirmam o que se estabeleceu com base na microscopia de luz. Dentre as glândulas, apenas as mandibulares são lobadas e contêm adicionalmente ductos granulosos.

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  • PAULO RICARDO FIRMINO
  • Avaliação in vitro e in vivo da compatibilidade sanguínea entre muares, equinos e asininos.

  • Orientador : RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • REJANE DOS SANTOS SOUSA
  • VALERIA VERAS DE PAULA
  • Data: 28/02/2018

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  • Os muares são animais híbridos resultado do acasalamento entre espécies equina (Equus caballus) e asinina (Equus asinus). Asssim como qualquer outro equídeo utilizado no trabalho doméstico e para esportes, os muares estão sujeitos a acidentes, traumas e doenças que provocam baixas no volume sanguíneo. A transfusão de sangue é uma técnica de transplante tecidual temporário, na qual se injeta sangue total ou seus componentes em paciente anêmicos. Na literatura sobre transfusão em grandes animais não existe nenhum trabalho que aborde a compatibilidade sanguínea ou a transfusão na espécie muar, sendo uma incógnita a possibilidade de transfusão heteróloga para está espécie. No presente trabalho, avaliou-se a compatibilidade sanguínea entre receptores muares e doadores das espécies equina, asinina e muar através de reações cruzadas de compatibilidade e avaliação transfusional. Na primeira fase foi investigada a compatibilidade in vitro através de testes de reação cruzada, onde doze muares receptores foram testados com cinco exemplares de cada espécie. A segunda fase consistiu na avaliação da compatibilidade in vivo através de transfusão de sangue homólogo e heterólogo para espécie muar, onde nove muares foram divididos em 3 grupos, e cada grupo recebeu sangue de uma das três espécies. Dados das reações cruzadas foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e Qui-Quadrado de Pearson, e das transfusões por analise de variância de duas vias, seguido dos testes de Tukey e de Bonferoni para avaliar diferenças entre grupos e os tempos, a 5% de significância. Observou-se 76% de compatibilidade na reação maior para asininos, 51,7% para equinos e 71,7% para muares, com escores médios de aglutinação de 0,42, 1,20 e 0,60, respectivamente. Já na reação menor foi observada compatibilidade de 18,3% para asininos, 45% para equinos e 73,3% para os muares, com escores médios de aglutinação de 2,20, 1,17 e 0,47, respectivamente. Dois animais apresentaram fasciculações compatíveis com RNHF, mas não houve alterações nos parâmetros clínicos, hemogasométricos e bioquímicos que indicassem hemólise em nenhum grupo. Reação positiva no teste maior pós-transfusional do receptor contra seu doador ocorreu em média de 4 dias para equinos, 3,3 para asininos e 5,3 para os muares.


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  • Os muares são animais híbridos resultado do acasalamento entre espécies equina (Equus caballus) e asinina (Equus asinus). Asssim como qualquer outro equídeo utilizado no trabalho doméstico e para esportes, os muares estão sujeitos a acidentes, traumas e doenças que provocam baixas no volume sanguíneo. A transfusão de sangue é uma técnica de transplante tecidual temporário, na qual se injeta sangue total ou seus componentes em paciente anêmicos. Na literatura sobre transfusão em grandes animais não existe nenhum trabalho que aborde a compatibilidade sanguínea ou a transfusão na espécie muar, sendo uma incógnita a possibilidade de transfusão heteróloga para está espécie. No presente trabalho, avaliou-se a compatibilidade sanguínea entre receptores muares e doadores das espécies equina, asinina e muar através de reações cruzadas de compatibilidade e avaliação transfusional. Na primeira fase foi investigada a compatibilidade in vitro através de testes de reação cruzada, onde doze muares receptores foram testados com cinco exemplares de cada espécie. A segunda fase consistiu na avaliação da compatibilidade in vivo através de transfusão de sangue homólogo e heterólogo para espécie muar, onde nove muares foram divididos em 3 grupos, e cada grupo recebeu sangue de uma das três espécies. Dados das reações cruzadas foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e Qui-Quadrado de Pearson, e das transfusões por analise de variância de duas vias, seguido dos testes de Tukey e de Bonferoni para avaliar diferenças entre grupos e os tempos, a 5% de significância. Observou-se 76% de compatibilidade na reação maior para asininos, 51,7% para equinos e 71,7% para muares, com escores médios de aglutinação de 0,42, 1,20 e 0,60, respectivamente. Já na reação menor foi observada compatibilidade de 18,3% para asininos, 45% para equinos e 73,3% para os muares, com escores médios de aglutinação de 2,20, 1,17 e 0,47, respectivamente. Dois animais apresentaram fasciculações compatíveis com RNHF, mas não houve alterações nos parâmetros clínicos, hemogasométricos e bioquímicos que indicassem hemólise em nenhum grupo. Reação positiva no teste maior pós-transfusional do receptor contra seu doador ocorreu em média de 4 dias para equinos, 3,3 para asininos e 5,3 para os muares.

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  • AMARA GYANE ALVES DE LIMA
  • Efeitos da administração de diferentes protocolos anestésicos na eletroejaculação de cutias (Dasyprocta leporina, 1753).

  • Orientador : VALERIA VERAS DE PAULA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • THIBERIO DE SOUZA CASTELO
  • VALERIA VERAS DE PAULA
  • Data: 28/02/2018

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  • Objetivou-se avaliar diferentes protocolos anestésicos para a realização de eletroejaculação de cutias (Dasyprocta leporina), visando indicar qual melhor se adequa para obtenção de sêmen de qualidade e que seja capaz de conferir condições de analgesia aos animais. Utilizou-se dez machos sexualmente maduros e cada indivíduo passou aleatoriamente por quatro protocolos de anestésicos: xilazina/cetamina (G1); xilazina/cetamina/epidural (G2); meperidina/azaperone/xilazina/cetamina/ epidural (G3) e dexmedetomidina/cetamina (G4). Avaliamos: frequência cardíaca, respiratória, pressão arterial sistólica, diastólica, e média, temperatura, período de latência de indução e recuperação anestésica. Em relação aos parâmetros reprodutivos, avaliamos a ereção, o ciclo de estimulação que ocorreu a ejaculação e as variáveis seminais. Os dados de parâmetros fisiológicos foram analisados por ANOVA (Two Way ANOVA RM) para medidas repetidas, seguida do teste de Tukey. Já o perfil do sêmen foi analisado, quando paramétricos, por ANOVA (One Way ANOVA RM) para medidas repetidas seguidas por Tukey. P < 0,05 foram considerados significativos. Obteve-se ejaculados em todas as tentativas, no entanto presença de sêmen só foi observada em 30% dos animais do G1, 20% no G4, 10% no G2. Já o grupo G3 não forneceu ejaculado com sêmen. O G1 propiciou sêmen com concentração espermática e motilidade significativamente maior do que o G4. Todos os protocolos anestésicos permitiram a realização do procedimento de eletroejaculação, no entanto, os grupos G2 e G4 mantiveram melhor as funções vitais, indicando melhor analgesia.


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  • Objetivou-se avaliar diferentes protocolos anestésicos para a realização de eletroejaculação de cutias (Dasyprocta leporina), visando indicar qual melhor se adequa para obtenção de sêmen de qualidade e que seja capaz de conferir condições de analgesia aos animais. Utilizou-se dez machos sexualmente maduros e cada indivíduo passou aleatoriamente por quatro protocolos de anestésicos: xilazina/cetamina (G1); xilazina/cetamina/epidural (G2); meperidina/azaperone/xilazina/cetamina/ epidural (G3) e dexmedetomidina/cetamina (G4). Avaliamos: frequência cardíaca, respiratória, pressão arterial sistólica, diastólica, e média, temperatura, período de latência de indução e recuperação anestésica. Em relação aos parâmetros reprodutivos, avaliamos a ereção, o ciclo de estimulação que ocorreu a ejaculação e as variáveis seminais. Os dados de parâmetros fisiológicos foram analisados por ANOVA (Two Way ANOVA RM) para medidas repetidas, seguida do teste de Tukey. Já o perfil do sêmen foi analisado, quando paramétricos, por ANOVA (One Way ANOVA RM) para medidas repetidas seguidas por Tukey. P < 0,05 foram considerados significativos. Obteve-se ejaculados em todas as tentativas, no entanto presença de sêmen só foi observada em 30% dos animais do G1, 20% no G4, 10% no G2. Já o grupo G3 não forneceu ejaculado com sêmen. O G1 propiciou sêmen com concentração espermática e motilidade significativamente maior do que o G4. Todos os protocolos anestésicos permitiram a realização do procedimento de eletroejaculação, no entanto, os grupos G2 e G4 mantiveram melhor as funções vitais, indicando melhor analgesia.

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  • LUANA GRASIELE PEREIRA BEZERRA DE ARAÚJO
  • CARACTERIZAÇÃO ULTRAESTRUTURAL DE ESPERMATOZOIDES A FRESCO E CRIOPRESERVADOS DE CATETOS (Pecari tajacu Linnaeus, 1758)

  • Orientador : ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • ARLINDO DE ALENCAR ARARIPE MOURA
  • Data: 29/06/2018

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  • A presente dissertação teve por objetivo descrever a ultraestrutura de espermatozoides frescos e criopreservados de catetos (Pecari tajacu) por meio das microscopias eletrônicas de varredura (MEV) e transmissão (TEM). Para tanto, três catetos machos adultos foram submetidos à eletroejaculação e o sêmen obtido foi imediatamente avaliado quanto à motilidade, integridade da membrana, funcionalidade da membrana,
    integridade da cromatina e morfologia por meio da microscopia de luz. Posteriormente, as amostras foram criopreservadas em diluente Tris acrescido de gema de ovo (20%) e glicerol (6%), descongeladas após uma semana e reavaliadas. Amostras de sêmen fresco e descongelado foram misturadas em diferentes pools de espermatozoides que foram processados para MEV e MET, sendo microfotografadas e avaliadas. Após a descongelação, observou-se um declínio na motilidade espermática, integridade e funcionalidade da membrana (P <0,05), porém a morfologia espermática e a integridade da cromatina avaliadas pela microscopia de luz não
    foram significativamente afetadas. Por meio da MEV, identificou-se que os espermatozoides de catetos apresentam cabeça achatada em forma de pá, medindo 6,07 μm de comprimento e 3,84 μm de largura, com um vasto acrossomo (4,46 μm) apresentando uma clara demarcação entre a região pós-acrossomal, sendo delimitada por uma borda distendida, o espessamento marginal. As caudas normais medem 38,11 μm, sendo formadas por uma extensa peça intermediária de 15,52 μm de comprimento. Nas amostras descongeladas, tanto a MEV quanto a MET forneceram informações sobre crioinjúrias não detectadas através da microscopia de luz como a presença de vesículas no acrossomo, membrana plasmática frouxa, mitocôndrias vacuolizadas, fibras densas desorganizadas e cromatina descondensada. Em conclusão, o presente estudo fornece a primeira descrição da ultraestrutura dos espermatozoides de catetos. Além disso, a MEV e a MET contribuíram na identificação de alguns danos nanométricos provocados pelo processo de criopreservação, fornecendo informações valiosas para o aprimoramento de importantes protocolos usados para a formação de biobancos.


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  • A presente dissertação teve por objetivo descrever a ultraestrutura de espermatozoides frescos e criopreservados de catetos (Pecari tajacu) por meio das microscopias eletrônicas de varredura (MEV) e transmissão (TEM). Para tanto, três catetos machos adultos foram submetidos à eletroejaculação e o sêmen obtido foi imediatamente avaliado quanto à motilidade, integridade da membrana, funcionalidade da membrana,
    integridade da cromatina e morfologia por meio da microscopia de luz. Posteriormente, as amostras foram criopreservadas em diluente Tris acrescido de gema de ovo (20%) e glicerol (6%), descongeladas após uma semana e reavaliadas. Amostras de sêmen fresco e descongelado foram misturadas em diferentes pools de espermatozoides que foram processados para MEV e MET, sendo microfotografadas e avaliadas. Após a descongelação, observou-se um declínio na motilidade espermática, integridade e funcionalidade da membrana (P <0,05), porém a morfologia espermática e a integridade da cromatina avaliadas pela microscopia de luz não
    foram significativamente afetadas. Por meio da MEV, identificou-se que os espermatozoides de catetos apresentam cabeça achatada em forma de pá, medindo 6,07 μm de comprimento e 3,84 μm de largura, com um vasto acrossomo (4,46 μm) apresentando uma clara demarcação entre a região pós-acrossomal, sendo delimitada por uma borda distendida, o espessamento marginal. As caudas normais medem 38,11 μm, sendo formadas por uma extensa peça intermediária de 15,52 μm de comprimento. Nas amostras descongeladas, tanto a MEV quanto a MET forneceram informações sobre crioinjúrias não detectadas através da microscopia de luz como a presença de vesículas no acrossomo, membrana plasmática frouxa, mitocôndrias vacuolizadas, fibras densas desorganizadas e cromatina descondensada. Em conclusão, o presente estudo fornece a primeira descrição da ultraestrutura dos espermatozoides de catetos. Além disso, a MEV e a MET contribuíram na identificação de alguns danos nanométricos provocados pelo processo de criopreservação, fornecendo informações valiosas para o aprimoramento de importantes protocolos usados para a formação de biobancos.

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  • MARIA VALÉRIA DE OLIVEIRA SANTOS
  • Atividade antioxidante do óleo essencial de Syzygium aromaticum L. sobre gametas bovinos

  • Orientador : ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • ANA PAULA RIBEIRO RODRIGUES
  • Data: 29/06/2018

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  • O uso de antioxidantes naturais em meios de cultivo pode ser uma alternativa para minimizar os efeitos negativos do estresse oxidativo produzido pelas condições in vitro. Nesse sentido, o óleo essencial de Syzygium aromaticum (OESA) possui propriedades terapêuticas, incluindo atividade antioxidante, e poderia ser utilizado durante a maturação in vitro (MIV) de oócitos e incubação de espermatozoides bovinos. Portanto, o objetivo foi
    avaliar a atividade antioxidante do OESA sobre os gametas bovinos, especificamente sua adição (i) durante a MIV e influência sobre a maturação nuclear, maturação citoplasmática, viabilidade das células do cumulus, níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs), potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm) e desenvolvimento embrionário partenogenético; e (ii) durante a incubação por 1 e 6 h de espermatozoides epididimários e sua influência sobre a qualidade espermática e níveis de EROs. Para tanto, gametas foram cultivados em meios
    contendo as seguintes suplementações: OESA0 (sem antioxidante), OESA10 (10 μg/mL de OESA), OESA15 (15 μg/mL de OESA), EOSA20 (20 μg/mL de EOSA), CIS (100 μM de cisteamina, somente para os oócitos) e Controle (somente para espermatozoides frescos, imediatamente avaliados). Assim, quanto à influência do OESA durante a MIV, nenhuma diferença foi observada para as taxas de maturação. Contudo, OESA15, OESA20 e CIS melhoraram a viabilidade das células do cumulus após a MIV, sendo somente o OESA20 maior que o OESA0 (P < 0,05). Além disso, embora nenhuma diferença tenha sido observada para os níveis de EROs (P > 0,05), oócitos derivados dos grupos OESA15, OESA20 e CIS mostraram ΔΨm menor que os oócitos do grupo OESA0 (P < 0,05). Adicionalmente, embora nenhuma diferença tenha sido observada para as taxas de clivagem de oócitos ativados partenogeneticamente, OESA20 melhorou as taxas de blastocistos, tanto quando calculada
    pelo número total de oócitos cultivados, quando pelo número total de oócitos clivados. Ainda, essas taxas de blastocistos foram diferentes do OESA0 e similares ao grupo CIS. Quanto à qualidade dos embriões produzidos, os grupos OESA15 e OESA20 mostraram um maior número de blastômeros quando comparados ao OESA0 (P < 0,05). Já quanto à influência do OESA durante a incubação dos espermatozoides, nenhuma diferença foi observada para a morfologia espermática (P > 0,05). Contudo, espermatozoides incubados na presença de
    OESA preservaram os parâmetros ao longo do tempo, especialmente para integridade estrutural e funcional da membrana plasmática, atividade mitocondrial, velocidade curvilínea e atividade metabólica (P < 0,05). Além disso, espermatozoides derivados do grupo OESA15 mantiveram resultados similares ao grupo controle para velocidade média após 6 h de incubação, integridade funcional da membrana e percentual de membrana danificada e mitocôndria inativa (P < 0,05). Ainda, nenhuma diferença foi observada para os níveis de EROs após a incubação. Em conclusão, OESA a 20 μg/mL e 15 μg/mL adicionado aos meios durante a MIV e a incubação espermática, respectivamente, pode ser uma interessante alternativa de antioxidante para manutenção da qualidade de gametas bovinos in vitro.


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  • O uso de antioxidantes naturais em meios de cultivo pode ser uma alternativa para minimizar os efeitos negativos do estresse oxidativo produzido pelas condições in vitro. Nesse sentido, o óleo essencial de Syzygium aromaticum (OESA) possui propriedades terapêuticas, incluindo atividade antioxidante, e poderia ser utilizado durante a maturação in vitro (MIV) de oócitos e incubação de espermatozoides bovinos. Portanto, o objetivo foi
    avaliar a atividade antioxidante do OESA sobre os gametas bovinos, especificamente sua adição (i) durante a MIV e influência sobre a maturação nuclear, maturação citoplasmática, viabilidade das células do cumulus, níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs), potencial de membrana mitocondrial (ΔΨm) e desenvolvimento embrionário partenogenético; e (ii) durante a incubação por 1 e 6 h de espermatozoides epididimários e sua influência sobre a qualidade espermática e níveis de EROs. Para tanto, gametas foram cultivados em meios
    contendo as seguintes suplementações: OESA0 (sem antioxidante), OESA10 (10 μg/mL de OESA), OESA15 (15 μg/mL de OESA), EOSA20 (20 μg/mL de EOSA), CIS (100 μM de cisteamina, somente para os oócitos) e Controle (somente para espermatozoides frescos, imediatamente avaliados). Assim, quanto à influência do OESA durante a MIV, nenhuma diferença foi observada para as taxas de maturação. Contudo, OESA15, OESA20 e CIS melhoraram a viabilidade das células do cumulus após a MIV, sendo somente o OESA20 maior que o OESA0 (P < 0,05). Além disso, embora nenhuma diferença tenha sido observada para os níveis de EROs (P > 0,05), oócitos derivados dos grupos OESA15, OESA20 e CIS mostraram ΔΨm menor que os oócitos do grupo OESA0 (P < 0,05). Adicionalmente, embora nenhuma diferença tenha sido observada para as taxas de clivagem de oócitos ativados partenogeneticamente, OESA20 melhorou as taxas de blastocistos, tanto quando calculada
    pelo número total de oócitos cultivados, quando pelo número total de oócitos clivados. Ainda, essas taxas de blastocistos foram diferentes do OESA0 e similares ao grupo CIS. Quanto à qualidade dos embriões produzidos, os grupos OESA15 e OESA20 mostraram um maior número de blastômeros quando comparados ao OESA0 (P < 0,05). Já quanto à influência do OESA durante a incubação dos espermatozoides, nenhuma diferença foi observada para a morfologia espermática (P > 0,05). Contudo, espermatozoides incubados na presença de
    OESA preservaram os parâmetros ao longo do tempo, especialmente para integridade estrutural e funcional da membrana plasmática, atividade mitocondrial, velocidade curvilínea e atividade metabólica (P < 0,05). Além disso, espermatozoides derivados do grupo OESA15 mantiveram resultados similares ao grupo controle para velocidade média após 6 h de incubação, integridade funcional da membrana e percentual de membrana danificada e mitocôndria inativa (P < 0,05). Ainda, nenhuma diferença foi observada para os níveis de EROs após a incubação. Em conclusão, OESA a 20 μg/mL e 15 μg/mL adicionado aos meios durante a MIV e a incubação espermática, respectivamente, pode ser uma interessante alternativa de antioxidante para manutenção da qualidade de gametas bovinos in vitro.

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  • NAYARA LUANA RODRIGUES DE LIMA SÁ
  • TRAÇOS FUNCIONAIS PODEM EXPLICAR UMA MAIOR VULNERABILIDADE DE MAMÍFEROS A ATROPELAMENTOS?

  • Orientador : CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
  • MICHAEL HRNCIR
  • MARÍLIA DANYELLE NUNES RODRIGUES
  • Data: 31/08/2018

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  • A construção e a manutenção das estradas resultam em alterações significativas na paisagem da região. Dentre os efeitos causados podemos citar, as mudança na vegetação e modificações físicas no próprio ambiente, favorecimento da expansão de espécies exóticas, interferência do deslocamento natural das espécies de vertebrados, e assim, ocorrência de colisões com veículos e a morte desses animais. Um dos grupos mais comprometidos pela fragmentação e alteração da paisagem, são os mamíferos, pois além de apresentar uma fragilidade aos impactos ambientais, muitas das suas espécies são dependentes de áreas contínuas de habitat natural, sendo assim, tornouse um dos grupos de vertebrados terrestres mais estudados em paisagens antrópica. Desta forma, este trabalho tem por objetivo verificar se diferentes traços funcionais poderiam estar influenciando a vulnerabilidade de mamíferos à atropelamentos nas estradas RN-118, RN-288 e BR-427, localizadas ao redor de uma unidade de conservação, a Estação Ecológica do Seridó (ESEC Seridó), no Rio Grande do Norte. Para isso, será realizado o cálculo da taxa de mortalidade nos trechos selecionados, utilizando um modelo matemático simples de divisão, em seguida esse resultado será analisado juntamente com os traços funcionais das espécies de mamíferos, onde esses traços selecionados são fundamentados no uso de recursos, incluindo as características comportamentais, traços físicos, comportamentais, dieta e outros, e essas informações a respeito das características das espécies serão obtidas por meio da literatura especializada.


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  • A construção e a manutenção das estradas resultam em alterações significativas na paisagem da região. Dentre os efeitos causados podemos citar, as mudança na vegetação e modificações físicas no próprio ambiente, favorecimento da expansão de espécies exóticas, interferência do deslocamento natural das espécies de vertebrados, e assim, ocorrência de colisões com veículos e a morte desses animais. Um dos grupos mais comprometidos pela fragmentação e alteração da paisagem, são os mamíferos, pois além de apresentar uma fragilidade aos impactos ambientais, muitas das suas espécies são dependentes de áreas contínuas de habitat natural, sendo assim, tornouse um dos grupos de vertebrados terrestres mais estudados em paisagens antrópica. Desta forma, este trabalho tem por objetivo verificar se diferentes traços funcionais poderiam estar influenciando a vulnerabilidade de mamíferos à atropelamentos nas estradas RN-118, RN-288 e BR-427, localizadas ao redor de uma unidade de conservação, a Estação Ecológica do Seridó (ESEC Seridó), no Rio Grande do Norte. Para isso, será realizado o cálculo da taxa de mortalidade nos trechos selecionados, utilizando um modelo matemático simples de divisão, em seguida esse resultado será analisado juntamente com os traços funcionais das espécies de mamíferos, onde esses traços selecionados são fundamentados no uso de recursos, incluindo as características comportamentais, traços físicos, comportamentais, dieta e outros, e essas informações a respeito das características das espécies serão obtidas por meio da literatura especializada.

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  • ANTONIO CLEYTON ARRUDA DE AZEVEDO COSTA
  • ESTAFILOCOCOS EM HAMBÚRGUER ARTESANAL.

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • Data: 31/10/2018

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  • Mestrado em Ciência Animal (2016 - 2018) Especialização em Análises Clínicas (2017- 2018) Bacharel em Biotecnologia pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Acadêmico de Farmácia pela FACENE Estagiário do Laboratório de Biotecnologia de Industrial da UFERSA (2012-2016) Conselheiro discente do Curso de Biotecnologia da UFERSA (2014-2016). Ex-bolsista do Programa de Educação Tutorial - PET na área de produção animal (2010-2011); de Inovação Tecnológica (2012-2013) e de Iniciação Científica (2013-2016); Ex-conselheiro do Polo da Liga Nacional de Acadêmicos em Biotecnologia do campus da UFERSA-Mossoró (2013-2014). Ex-bolsista de extensão no
    Programa Horta Didática (2015). Área de atuação: Microbiologia Industrial: Extração de bioproduto fúngico (quitosana); Bioprospecção de metabólitos fúngicos; Microbiologia de Alimentos, Análises Clínicas.


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  • Mestrado em Ciência Animal (2016 - 2018) Especialização em Análises Clínicas (2017- 2018) Bacharel em Biotecnologia pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Acadêmico de Farmácia pela FACENE Estagiário do Laboratório de Biotecnologia de Industrial da UFERSA (2012-2016) Conselheiro discente do Curso de Biotecnologia da UFERSA (2014-2016). Ex-bolsista do Programa de Educação Tutorial - PET na área de produção animal (2010-2011); de Inovação Tecnológica (2012-2013) e de Iniciação Científica (2013-2016); Ex-conselheiro do Polo da Liga Nacional de Acadêmicos em Biotecnologia do campus da UFERSA-Mossoró (2013-2014). Ex-bolsista de extensão no
    Programa Horta Didática (2015). Área de atuação: Microbiologia Industrial: Extração de bioproduto fúngico (quitosana); Bioprospecção de metabólitos fúngicos; Microbiologia de Alimentos, Análises Clínicas.

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  • FRANCISCO JOCELHO ALEXANDRE DE SOUZA
  • EFEITOS DOS DIFERENTES NÍVEIS DE RESTRIÇÃO ALIMENTAR SOBRE AS CARACTERÍSTICAS DO LÍQUIDO RUMINAL DE CAPRINOS.

  • Orientador : RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • REJANE DOS SANTOS SOUSA
  • Data: 14/11/2018

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  • Os sistema semiextensivo e extensivo de criação. A dificuldade em avaliar a qualidade e quantidade de volumoso ingerido dificulta a determinação do status nutricional dos animais criados nestes sistemas. A avaliação do líquido ruminal é uma ferramenta útil para identificar deficiências e doenças metabólicas, porém ainda é pouco explorada nesta espécie. Foram utilizados 25 caprinos castrados com 6 a 7 meses de idade, mantidos em baias individuas e que passaram por período de adaptação onde receberam alimento volumoso e concentrado além de água e sal mineral. O período experimental foi de 72 dias, e os animais divididos em 5 grupos de 5 animais e submetidos a restrição alimentar isoprotéica/hipoenegética e isoenergética/hipoprotéica em diferentes níveis. As amostras do liquido ruminal foram coletadas 7 vezes ao longo do período experimental utilizando sonda oro-gástrica semiflexível com aproximadamente 1,5 m de comprimento e 12 cm de diâmetro externo, lubrificado com óleo vegetal. O pH, o tempo de redução ao azul de metileno (RAM), o tempo de sedimentação e flutuação (TAS) e a acidez titulável total (ATT), apresentarão diferença entre os tratamentos e entre os tempos de coletas, As restrição alimentar hipoproteica / isoenergética nos níveis de 20 e 40%, hipoenergética / isoproteica nos níveis de 20 e 40% e hipoenergética / hipoproteica no nível de 30% não promoveram alterações nas características do líquido ruminal de caprinos criados em confinamento pelo tempo de 42 dias. Todos os valores encontrados estive dentro dos padrões determinados para ruminantes.


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  • Os sistema semiextensivo e extensivo de criação. A dificuldade em avaliar a qualidade e quantidade de volumoso ingerido dificulta a determinação do status nutricional dos animais criados nestes sistemas. A avaliação do líquido ruminal é uma ferramenta útil para identificar deficiências e doenças metabólicas, porém ainda é pouco explorada nesta espécie. Foram utilizados 25 caprinos castrados com 6 a 7 meses de idade, mantidos em baias individuas e que passaram por período de adaptação onde receberam alimento volumoso e concentrado além de água e sal mineral. O período experimental foi de 72 dias, e os animais divididos em 5 grupos de 5 animais e submetidos a restrição alimentar isoprotéica/hipoenegética e isoenergética/hipoprotéica em diferentes níveis. As amostras do liquido ruminal foram coletadas 7 vezes ao longo do período experimental utilizando sonda oro-gástrica semiflexível com aproximadamente 1,5 m de comprimento e 12 cm de diâmetro externo, lubrificado com óleo vegetal. O pH, o tempo de redução ao azul de metileno (RAM), o tempo de sedimentação e flutuação (TAS) e a acidez titulável total (ATT), apresentarão diferença entre os tratamentos e entre os tempos de coletas, As restrição alimentar hipoproteica / isoenergética nos níveis de 20 e 40%, hipoenergética / isoproteica nos níveis de 20 e 40% e hipoenergética / hipoproteica no nível de 30% não promoveram alterações nas características do líquido ruminal de caprinos criados em confinamento pelo tempo de 42 dias. Todos os valores encontrados estive dentro dos padrões determinados para ruminantes.

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  • RAYR CEZAR DE SOUZA GÓIS
  • TOXICIDADE REPRODUTIVA DA SEMENTE DE NEEM (Azadirachta indica A. Juss.) EM CODORNA (Coturnix coturnix japônica Linnaeus, 1758) MACHO: CARACTERÍSTICAS SEMINAIS, ESTUDO HISTOPATOLÓGICO E HISTOMORFOMÉTRICO DO PARÊNQUIMA TESTICULAR.

  • Orientador : JAEL BATISTA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • JAEL BATISTA SOARES
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 17/12/2018

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  • O neem (Azadirachta indica A. Juss.) é uma planta que foi introduzida no Brasil com o objetivo de ser utilizada no desenvolvimento de um inseticida natural, que pudesse ser utilizado nas lavouras. Essa planta possui várias atividades já descritas em literatura: inseticida, bactericida, fungicida, anti-inflamatório, hepatoprotetor, anti diabético, vermífugo, carrapaticida e espermicida, além de provocar efeitos negativos na reprodução de insetos e mamíferos, porém, essa ação negativa em aves, ainda não foi descrita em literatura. Deste modo, o presente estudo objetiva avaliar a toxicidade reprodutiva da semente neem em aves utilizando a codorna como modelo experimental. Para isso, 50 codornas (Coturnix coturnix japônica Linnaeus, 1758) machos adultos foram distribuídas em cinco grupos experimentais, sendo: T1, T2, T3 , T4 e T5, que receberam dieta contendo respectivamente, 0%, 5%, 10%, 20% e 40% de semente incorporada à ração, durante 60 dias. Após o período experimental, foi coletado sêmen do ducto deferente de cada ave para análises espermáticas (concentração, motilidade, vigor, viabilidade e morfologia). Para determinar os parâmetros biométricos, os testículos foram pesados em balança analítica e mensurados com o auxílio de um paquímetro digital, obtendo-se os valores referentes ao peso, comprimento e largura dos testículos direito e esquerdo. A seguir, os testículos foram fixados em solução de bouin e submetidos a confecção de laminas histológicas coradas pela Hematoxilina e Eosina (HE). As laminas foram avaliadas por microscopia óptica para estudo das alterações histopatológicas do parênquima testicular. Os cortes histológicos também foram avaliados quanto aos parâmetros morfométricos testiculares: espessura da túnica albugínea, diâmetro dos túbulos seminíferos e a altura do epitélio germinativo. As análises estatísticas foram feitas pelo software SAS (1999) e teste-t de Student com 5% (P


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  • O neem (Azadirachta indica A. Juss.) é uma planta que foi introduzida no Brasil com o objetivo de ser utilizada no desenvolvimento de um inseticida natural, que pudesse ser utilizado nas lavouras. Essa planta possui várias atividades já descritas em literatura: inseticida, bactericida, fungicida, anti-inflamatório, hepatoprotetor, anti diabético, vermífugo, carrapaticida e espermicida, além de provocar efeitos negativos na reprodução de insetos e mamíferos, porém, essa ação negativa em aves, ainda não foi descrita em literatura. Deste modo, o presente estudo objetiva avaliar a toxicidade reprodutiva da semente neem em aves utilizando a codorna como modelo experimental. Para isso, 50 codornas (Coturnix coturnix japônica Linnaeus, 1758) machos adultos foram distribuídas em cinco grupos experimentais, sendo: T1, T2, T3 , T4 e T5, que receberam dieta contendo respectivamente, 0%, 5%, 10%, 20% e 40% de semente incorporada à ração, durante 60 dias. Após o período experimental, foi coletado sêmen do ducto deferente de cada ave para análises espermáticas (concentração, motilidade, vigor, viabilidade e morfologia). Para determinar os parâmetros biométricos, os testículos foram pesados em balança analítica e mensurados com o auxílio de um paquímetro digital, obtendo-se os valores referentes ao peso, comprimento e largura dos testículos direito e esquerdo. A seguir, os testículos foram fixados em solução de bouin e submetidos a confecção de laminas histológicas coradas pela Hematoxilina e Eosina (HE). As laminas foram avaliadas por microscopia óptica para estudo das alterações histopatológicas do parênquima testicular. Os cortes histológicos também foram avaliados quanto aos parâmetros morfométricos testiculares: espessura da túnica albugínea, diâmetro dos túbulos seminíferos e a altura do epitélio germinativo. As análises estatísticas foram feitas pelo software SAS (1999) e teste-t de Student com 5% (P

Teses
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  • FERDINANDO VINICIUS FERNANDES BEZERRA
  • Alterações Morfológicas na Placenta e Ovário de preás (Galea spixii Wagller, 1832) aos 30 dias de gestação submetidos a diferentes condições de iluminação.

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • ALEXSANDRA FERNANDES PEREIRA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • GLEIDSON BENEVIDES DE OLIVEIRA
  • DANILO JOSÉ AYRES DE MENEZES
  • Data: 21/02/2018

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  • O preá possui o corpo coberto por pêlos macios, cores variando do cinza ao marrom e são desprovidos de cauda. Os membros torácicos apresentam quatro dígitos e os pélvicos apenas três, e são curtos. Similaridades das características reprodutivas do preá com primatas superiores, os torna potenciais modelos experimentais, entre estas, o período gestacional, o tamanho da prole, o desenvolvimento dos filhotes, a placentação e a subplacenta. Em geral o ciclo reprodutivo é influenciado por mecanismos hormonais, dentre estes o regulado pela melatonina parece atuar sobre o preá, haja vista que esta espécie é tida como animal de hábito crepuscular. Assim, observando as características da espécie objetivou-se estudar a placenta, subplacenta e ovário do preá aos 30 dias de gestação submetidos à diferentes condições de iluminação. Para isto utilizou-se 15 preás fêmeas com cópula monitorada citologia vaginal. Identificada a cópula separava-se as fêmeas em grupos, sendo um submetido a iluminação constante, chamado de grupo claro, outro submetido ao escuro constante chamado de grupo escuro e o terceiro grupo mantido em condições normais. Aos trinta dias de gestação coletava-se as placentas e os ovários que eram pesados e mensuarados. As amostras eram fragmentadas fixadas por 48 h em paraformaldeido 4% em PBS 0.1M e pH 7.4, e incluídas em parafina segundo técnicas usuais. Secções de cinco micrômetros, foram coletados seriadamente e corados por HE. Pelo princípio de Cavalieri, o volume de referência foi calculado e com o auxílio de sistemas de testes de pontos e linhas, ImageJ® (bundled with 64-bit Java 1.6.0_24), foram calculados a densidade de volume, a densidade de superfície e a área de superfície para a placenta e para calcular a população folicular dos ovários de cada grupo experimental. Os dados foram analisados estatisticamente com uso do programa SigmaPlot (Systat Software Inc®) com grau de significância p≤0,05. realizou-se também imunofluorescência para receptores de melatonina (Santa Cruz Biotechnology, Inc.®). A placenta do preá apresentou diferenças morfométricas significativas entre o grupo controle e os demais em todos os aspectos analisados. Quanto ao volume o maior foi observado no grupo controle (5,37 cm3) e o menor no grupo claro (3,40 cm3) e dentre os constituintes placentários os ligados ao interlóbulo foram mais influenciado pela ausência de luz, a subplacenta apresentou diferença no estágio de desenvolvimento entre os grupos, condição evidenciada pela diferença no volume. A área vascular apresentou aumento nos grupos claro e escuro em relação ao grupo controle, assim como a distribuição dos receptores no tecido placentário. Já os ovários apresentaram forma elipsoide, superfície lisa, cor amarela. Os folículos mais abundantes foram os primordiais em todos os grupos sem diferença significativa. No entanto, os folículos antrais apresentaram o número significativamente superior no grupo escuro quando comparado aos demais grupos e a marcação para os receptores de melatonina foi mais evidente em folículos maduros e principalmente no grupo escuro. Assim, conclui-se que as diferentes condições de iluminação causam alterações morfológicas no tecido placentário e ovariano de preás e em especial a ausência de luz, influenciam na morfofisiologia do ovário.


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  • O preá possui o corpo coberto por pêlos macios, cores variando do cinza ao marrom e são desprovidos de cauda. Os membros torácicos apresentam quatro dígitos e os pélvicos apenas três, e são curtos. Similaridades das características reprodutivas do preá com primatas superiores, os torna potenciais modelos experimentais, entre estas, o período gestacional, o tamanho da prole, o desenvolvimento dos filhotes, a placentação e a subplacenta. Em geral o ciclo reprodutivo é influenciado por mecanismos hormonais, dentre estes o regulado pela melatonina parece atuar sobre o preá, haja vista que esta espécie é tida como animal de hábito crepuscular. Assim, observando as características da espécie objetivou-se estudar a placenta, subplacenta e ovário do preá aos 30 dias de gestação submetidos à diferentes condições de iluminação. Para isto utilizou-se 15 preás fêmeas com cópula monitorada citologia vaginal. Identificada a cópula separava-se as fêmeas em grupos, sendo um submetido a iluminação constante, chamado de grupo claro, outro submetido ao escuro constante chamado de grupo escuro e o terceiro grupo mantido em condições normais. Aos trinta dias de gestação coletava-se as placentas e os ovários que eram pesados e mensuarados. As amostras eram fragmentadas fixadas por 48 h em paraformaldeido 4% em PBS 0.1M e pH 7.4, e incluídas em parafina segundo técnicas usuais. Secções de cinco micrômetros, foram coletados seriadamente e corados por HE. Pelo princípio de Cavalieri, o volume de referência foi calculado e com o auxílio de sistemas de testes de pontos e linhas, ImageJ® (bundled with 64-bit Java 1.6.0_24), foram calculados a densidade de volume, a densidade de superfície e a área de superfície para a placenta e para calcular a população folicular dos ovários de cada grupo experimental. Os dados foram analisados estatisticamente com uso do programa SigmaPlot (Systat Software Inc®) com grau de significância p≤0,05. realizou-se também imunofluorescência para receptores de melatonina (Santa Cruz Biotechnology, Inc.®). A placenta do preá apresentou diferenças morfométricas significativas entre o grupo controle e os demais em todos os aspectos analisados. Quanto ao volume o maior foi observado no grupo controle (5,37 cm3) e o menor no grupo claro (3,40 cm3) e dentre os constituintes placentários os ligados ao interlóbulo foram mais influenciado pela ausência de luz, a subplacenta apresentou diferença no estágio de desenvolvimento entre os grupos, condição evidenciada pela diferença no volume. A área vascular apresentou aumento nos grupos claro e escuro em relação ao grupo controle, assim como a distribuição dos receptores no tecido placentário. Já os ovários apresentaram forma elipsoide, superfície lisa, cor amarela. Os folículos mais abundantes foram os primordiais em todos os grupos sem diferença significativa. No entanto, os folículos antrais apresentaram o número significativamente superior no grupo escuro quando comparado aos demais grupos e a marcação para os receptores de melatonina foi mais evidente em folículos maduros e principalmente no grupo escuro. Assim, conclui-se que as diferentes condições de iluminação causam alterações morfológicas no tecido placentário e ovariano de preás e em especial a ausência de luz, influenciam na morfofisiologia do ovário.

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  • FRANCISCO VITOR AIRES NUNES
  • AVALIAÇÃO FITOQÍMICA E DAS ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS DA PRÓPOLIS DA
    ABELHA Frieseomelitta doederleini PRODUZIDA NO SEMI-ÁRIDO NORDESTINO

  • Orientador : JAEL BATISTA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JAEL BATISTA SOARES
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
  • FAUSTO PIEDORNÁ GUZEN
  • JOSÉ RODOLFO LOPES DE PAIVA CAVALCANTI
  • Data: 22/02/2018

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  • Própolis é um material resinoso de coloração e consistência variadas, obtido por abelhas através da coleta de resinas da flora da região, e alteradas pela ação de enzimas contidas em sua saliva. A própolis produzida pelas abelhas com ferrão já foram amplamente estudados a fim de comprovar as suas atividades farmacológicas e são assim, utilizados para diversas aplicações medicinais. A própolis igualmente a própolis é amplamente utilizada para tratamento de diferentes doenças, com algumas atividades biológicas já comprovadas. Entretanto, em relação à própolis da abelha Frieseomelitta doederleini, estudos sistematizados sobre suas atividades farmacológicas são escassos. Este estudo objetivou avaliar a composição fitoquímica e as atividades farmacológicas da própolis da abelha F. doederleini; para tanto, amostras de própolis da abelha foram obtidas no município de Serra do Mel, Região Oestes do Rio Grande do Norte, tiveram suas atividades farmacológicas avaliadas, a saber: atividade antioxidante (através do método DPPH - 2,2- difenil-1-picril-hidrazila) e ABTS (2,2'-azino-bis (3-etilbenzotiazolin) 6-ácido sulfônico), atividade antibacteriana, a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração bacteriana mínima (CBM), através do método de difusão em ágar e microdiulição, atividade cicatrizante, através da indução de feridas cirúrgicas experimentais em ratos Wistar, a atividade citotóxica pelo método do MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5- difeniltetrazólio) e por fim, a mutagenicidade pelo método de micronúcleos. A análise fitoquímica revelou a presença de saponinas, compostos fenólicos, flavonoides agliconas e a co-CCD identificou os compostos quercetina e canferol. A própolis apresentou uma concentração de 35.55mg EAG.g-1 de fenóis totais. Na avaliação da atividade antioxidante
    pelo DPPH um IC50 de 46.39 ppm e pelo ABTS uma IC50 440.44ppm. O extrato foi considerado eficaz no que se refere a atividade antibacteriana, pois promoveu a formação de halos de inibição ≥9mm para todas as cepas testadas. A Concentração Inibitória Mínima (CIM) variou de 3.125 a 25mg.mL-1 para os 11 micróbios testados, mostrando a melhor CIM contra Pseudomonas aeruginosa, bactéria Gram-negativa relacionada a resistência aos
    antimicrobianos. A Concentração Bacteriana Mínima (CBM) variou de 6,25 a 50mg.mL-1. A análise do processo de cicatrização sob os pontos de vista clínico, macroscópico e histológico permitiu concluir, que o uso do creme à base de própolis apresentou influência positiva na cicatrização de feridas cutâneas experimentais, por promover reação inflamatória menos intensa e fechamento mais rápido das feridas em relação ao grupo controle. No teste de citotoxicidade por MTT é possível observar uma atividade citotóxica maior para as células de carcinoma de colón já nas concentrações de 3.12μg.mL-1, 6.25μg.mL-1 e 12.5μg.mL-1, esta ultima conseguindo inibir a viabilidade celular em mais de 50%. Quanto a avaliação do potencial mutagênico a própolis induziu aumento na frequência de células micronucleadas apenas na maior concentração avaliada (250μg.mL-1).


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  • Própolis é um material resinoso de coloração e consistência variadas, obtido por abelhas através da coleta de resinas da flora da região, e alteradas pela ação de enzimas contidas em sua saliva. A própolis produzida pelas abelhas com ferrão já foram amplamente estudados a fim de comprovar as suas atividades farmacológicas e são assim, utilizados para diversas aplicações medicinais. A própolis igualmente a própolis é amplamente utilizada para tratamento de diferentes doenças, com algumas atividades biológicas já comprovadas. Entretanto, em relação à própolis da abelha Frieseomelitta doederleini, estudos sistematizados sobre suas atividades farmacológicas são escassos. Este estudo objetivou avaliar a composição fitoquímica e as atividades farmacológicas da própolis da abelha F. doederleini; para tanto, amostras de própolis da abelha foram obtidas no município de Serra do Mel, Região Oestes do Rio Grande do Norte, tiveram suas atividades farmacológicas avaliadas, a saber: atividade antioxidante (através do método DPPH - 2,2- difenil-1-picril-hidrazila) e ABTS (2,2'-azino-bis (3-etilbenzotiazolin) 6-ácido sulfônico), atividade antibacteriana, a concentração inibitória mínima (CIM) e a concentração bacteriana mínima (CBM), através do método de difusão em ágar e microdiulição, atividade cicatrizante, através da indução de feridas cirúrgicas experimentais em ratos Wistar, a atividade citotóxica pelo método do MTT (brometo de [3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5- difeniltetrazólio) e por fim, a mutagenicidade pelo método de micronúcleos. A análise fitoquímica revelou a presença de saponinas, compostos fenólicos, flavonoides agliconas e a co-CCD identificou os compostos quercetina e canferol. A própolis apresentou uma concentração de 35.55mg EAG.g-1 de fenóis totais. Na avaliação da atividade antioxidante
    pelo DPPH um IC50 de 46.39 ppm e pelo ABTS uma IC50 440.44ppm. O extrato foi considerado eficaz no que se refere a atividade antibacteriana, pois promoveu a formação de halos de inibição ≥9mm para todas as cepas testadas. A Concentração Inibitória Mínima (CIM) variou de 3.125 a 25mg.mL-1 para os 11 micróbios testados, mostrando a melhor CIM contra Pseudomonas aeruginosa, bactéria Gram-negativa relacionada a resistência aos
    antimicrobianos. A Concentração Bacteriana Mínima (CBM) variou de 6,25 a 50mg.mL-1. A análise do processo de cicatrização sob os pontos de vista clínico, macroscópico e histológico permitiu concluir, que o uso do creme à base de própolis apresentou influência positiva na cicatrização de feridas cutâneas experimentais, por promover reação inflamatória menos intensa e fechamento mais rápido das feridas em relação ao grupo controle. No teste de citotoxicidade por MTT é possível observar uma atividade citotóxica maior para as células de carcinoma de colón já nas concentrações de 3.12μg.mL-1, 6.25μg.mL-1 e 12.5μg.mL-1, esta ultima conseguindo inibir a viabilidade celular em mais de 50%. Quanto a avaliação do potencial mutagênico a própolis induziu aumento na frequência de células micronucleadas apenas na maior concentração avaliada (250μg.mL-1).

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  • FRANCIMÁRIA RODRIGUES
  • MORFOMETRIA GEOMÉTRICA DE Melipona mandacaia Smith, 1863 (HYMENOPTERA, APIDAE, MELIPONINI) EM TRÊS LOCALIDADES.

  • Orientador : VERA LUCIA IMPERATRIZ FONSECA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VERA LUCIA IMPERATRIZ FONSECA
  • MICHAEL HRNCIR
  • CAMILA MAIA DA SILVA
  • MÁRCIA DE FÁTIMA RIBEIRO
  • TIAGO MAURÍCIO FRANCOY
  • Data: 23/02/2018

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  • As abelhas-sem-ferrão assim como outros organismos estão sujeitos as alterações ambientais. Uma das repostas a estas alterações pode-se mencionar a variação morfológica. Com o objetivo de entender os efeitos destes fatores, buscamos avaliar as respostas morfológicas de M. mandacaia a possíveis alterações e/ou adaptações climáticas, em função das características climáticas dos locais onde o estudo foi realizado. No primeiro momento verificou-se a diversidade morfológica entre os locais bem como, a variação ao longo dos períodos de coletas (setembro de 2014 a março de 2016). A cada 60 dias foram coletados dez indivíduos de cada uma das dez colônias alojadas em Petrolina (PE), das dez em Moreilândia (PE) e das dez em São Raimundo Nonato (PI). No segundo momento, avaliou-se a resposta morfológica à mudança de ambiente. Para isto, as coletas foram realizadas de maio a agosto de 2016, quando colônias de cada meliponário (dos três locais mencionados) foram simultaneamente transferidas para o Parque Nacional de Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato-PI (colônias experimentais), enquanto outras permaneceram no seu local de origem (colônias testemunhas). Neste experimento foram coletados dez indivíduos no primeiro dia experimental e dez indivíduos 90 dias após a transferência. As análises foram feitas a partir de técnicas de morfometria geométrica em asas anteriores das abelhas. Os resultados sugeriram divergência dentro das populações de M. mandacaia ao longo do período estudado. A maior divergência morfológica foi observada entre as populações de São Raimundo Nonato (PI) e Moreilândia (PE), sugerindo que as condições ambientais inerentes a estes locais foram influentes sobre a variação na forma da asa. A menor divergência ocorreu entre as populações de São Raimundo Nonato (PI) e Petrolina (PE), regiões que estão mais próximas ao Rio São Francisco, apontado como um elemento limitante para a distribuição da espécie. O teste de Mantel não mostrou correlação significativa entre as matrizes de forma, tamanho, altitude e distância geográfica (P>0.05) em todas as localidades avaliadas. No agrupamento de UPGMA foi observado o isolamento da população de Moreilândia (PE), atribuída pela variação paisagística e climática da região inerentes às características do seu entorno. Quando as populações foram avaliadas individualmente, quanto aos períodos de coleta, houve variação estatisticamente significativa entre as localidades e entre os períodos seco e chuvoso, numa mesma localidade, sugerindo que há ação do componente ambiental sobre a morfologia das asas. Estes resultados podem ser observados nos gráficos de PCA e CVA. Em relação à resposta morfométrica à mudança de ambiente pelas três populações estudadas, houve uma divergência morfológica significativa quando se considerou as distâncias de Mahalanobis e Procrustes (P<0.0001). Isto confirmou que as abelhas deslocadas para o Parque Nacional da Serra da Capivara (PI), tanto no início quanto no fim do experimento, tiveram maior variação morfológica que aquelas que permaneceram no seu local de origem. Os resultados sugerem que a origem da colônia foi o principal responsável pela variação na forma da asa, mas sofreu influência dos fatores ambientais e climáticos.


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  • As abelhas-sem-ferrão assim como outros organismos estão sujeitos as alterações ambientais. Uma das repostas a estas alterações pode-se mencionar a variação morfológica. Com o objetivo de entender os efeitos destes fatores, buscamos avaliar as respostas morfológicas de M. mandacaia a possíveis alterações e/ou adaptações climáticas, em função das características climáticas dos locais onde o estudo foi realizado. No primeiro momento verificou-se a diversidade morfológica entre os locais bem como, a variação ao longo dos períodos de coletas (setembro de 2014 a março de 2016). A cada 60 dias foram coletados dez indivíduos de cada uma das dez colônias alojadas em Petrolina (PE), das dez em Moreilândia (PE) e das dez em São Raimundo Nonato (PI). No segundo momento, avaliou-se a resposta morfológica à mudança de ambiente. Para isto, as coletas foram realizadas de maio a agosto de 2016, quando colônias de cada meliponário (dos três locais mencionados) foram simultaneamente transferidas para o Parque Nacional de Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato-PI (colônias experimentais), enquanto outras permaneceram no seu local de origem (colônias testemunhas). Neste experimento foram coletados dez indivíduos no primeiro dia experimental e dez indivíduos 90 dias após a transferência. As análises foram feitas a partir de técnicas de morfometria geométrica em asas anteriores das abelhas. Os resultados sugeriram divergência dentro das populações de M. mandacaia ao longo do período estudado. A maior divergência morfológica foi observada entre as populações de São Raimundo Nonato (PI) e Moreilândia (PE), sugerindo que as condições ambientais inerentes a estes locais foram influentes sobre a variação na forma da asa. A menor divergência ocorreu entre as populações de São Raimundo Nonato (PI) e Petrolina (PE), regiões que estão mais próximas ao Rio São Francisco, apontado como um elemento limitante para a distribuição da espécie. O teste de Mantel não mostrou correlação significativa entre as matrizes de forma, tamanho, altitude e distância geográfica (P>0.05) em todas as localidades avaliadas. No agrupamento de UPGMA foi observado o isolamento da população de Moreilândia (PE), atribuída pela variação paisagística e climática da região inerentes às características do seu entorno. Quando as populações foram avaliadas individualmente, quanto aos períodos de coleta, houve variação estatisticamente significativa entre as localidades e entre os períodos seco e chuvoso, numa mesma localidade, sugerindo que há ação do componente ambiental sobre a morfologia das asas. Estes resultados podem ser observados nos gráficos de PCA e CVA. Em relação à resposta morfométrica à mudança de ambiente pelas três populações estudadas, houve uma divergência morfológica significativa quando se considerou as distâncias de Mahalanobis e Procrustes (P<0.0001). Isto confirmou que as abelhas deslocadas para o Parque Nacional da Serra da Capivara (PI), tanto no início quanto no fim do experimento, tiveram maior variação morfológica que aquelas que permaneceram no seu local de origem. Os resultados sugerem que a origem da colônia foi o principal responsável pela variação na forma da asa, mas sofreu influência dos fatores ambientais e climáticos.

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  • KEILLA MOREIRA MAIA
  • INFLUÊNCIA DOS PARÂMETROS AMBIENTAIS DO CLIMA SEMIÁRIDO SOBRE A FUNÇÃO TESTICULAR E CONGELABILIDADE DO SÊMEN DE CATETOS (Pecari tajacu LINNEAUS, 1758) RADICADOS NO BIOMA CAATINGA

  • Orientador : ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AIRTON ALENCAR DE ARAÚJO
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • ARLINDO DE ALENCAR ARARIPE MOURA
  • LEONARDO LELIS DE MACEDO COSTA
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • Data: 23/02/2018

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  • Tendo-se em vista as modificações climáticas estimadas para o bioma Caatinga, e que os parâmetros ambientais estão entre os principais fatores que afetam a reprodução dos mamíferos, esta tese teve por objetivo avaliar a influência dos parâmetros ambientais do clima semiárido sobre a atividade reprodutiva e a congelabilidade de sêmen de catetos (Pecari tajacu) ao longo do ano. Para tanto, foram utilizados 11 machos adultos oriundos do Centro de Multiplicação de Animais Silvestres (CEMAS) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), cujo sêmen foi coletado por eletroejaculação e imediatamente avaliado. No primeiro experimento, objetivou-se caracterizar os parâmetros reprodutivos (qualidade espermática, morfometria testicular e perfil sérico de testosterona) de catetos e verificar a influência das variáveis ambientais do clima semiárido em diferentes índices pluviométricos sobre a reprodução de machos desta espécie. Foi obtido um índice de precipitação total de 650 mm³ durante todo o período. Houve diferença significativa (P <0,05) na temperatura média do ar (° C), velocidade do vento (m/s) e umidade relativa (%), bem como valores de carga térmica radiante ao sol (W/m²) entre as classes de precipitação, no entanto, não houve diferenças significativas nos parâmetros reprodutivos avaliados. Além disso, várias relações moderadas significativas entre os parâmetros ambientais e reprodutivos foram determinadas, evidenciando que as alterações drásticas causadas por modificações climáticas futuras poderiam interferir na reprodução da espécie. O segundo experimento, teve por objetivo avaliar a influência de fatores ambientais do clima semiárido sobre as características do sêmen fresco e congelado/descongelado desta espécie. Verificou-se que a umidade relativa foi significativamente maior durante o período chuvoso (74,6%) do que durante o período seco (66,8%). As características do sêmen fresco não foram afetadas pelos parâmetros ambientais. Em contraste, a análise computadorizada revelou que o sêmen em amostras congeladas durante o período chuvoso apresentou melhor motilidade pós-descongelação (29,5 ± 7,7%) e índice de progressão linear (33,2 ± 3,7%) do que em amostras congeladas durante o período seco (14,6 ± 4,1% motilidade e 31,5 ± 1,4% de linearidade; P <0,05). Assim, demonstrou-se que os parâmetros ambientais do clima semiárido não afetaram a qualidade do sêmen fresco, mas podem influenciar a conservação dos espermatozoides de catetos radicados no bioma Caatinga.


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  • Tendo-se em vista as modificações climáticas estimadas para o bioma Caatinga, e que os parâmetros ambientais estão entre os principais fatores que afetam a reprodução dos mamíferos, esta tese teve por objetivo avaliar a influência dos parâmetros ambientais do clima semiárido sobre a atividade reprodutiva e a congelabilidade de sêmen de catetos (Pecari tajacu) ao longo do ano. Para tanto, foram utilizados 11 machos adultos oriundos do Centro de Multiplicação de Animais Silvestres (CEMAS) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), cujo sêmen foi coletado por eletroejaculação e imediatamente avaliado. No primeiro experimento, objetivou-se caracterizar os parâmetros reprodutivos (qualidade espermática, morfometria testicular e perfil sérico de testosterona) de catetos e verificar a influência das variáveis ambientais do clima semiárido em diferentes índices pluviométricos sobre a reprodução de machos desta espécie. Foi obtido um índice de precipitação total de 650 mm³ durante todo o período. Houve diferença significativa (P <0,05) na temperatura média do ar (° C), velocidade do vento (m/s) e umidade relativa (%), bem como valores de carga térmica radiante ao sol (W/m²) entre as classes de precipitação, no entanto, não houve diferenças significativas nos parâmetros reprodutivos avaliados. Além disso, várias relações moderadas significativas entre os parâmetros ambientais e reprodutivos foram determinadas, evidenciando que as alterações drásticas causadas por modificações climáticas futuras poderiam interferir na reprodução da espécie. O segundo experimento, teve por objetivo avaliar a influência de fatores ambientais do clima semiárido sobre as características do sêmen fresco e congelado/descongelado desta espécie. Verificou-se que a umidade relativa foi significativamente maior durante o período chuvoso (74,6%) do que durante o período seco (66,8%). As características do sêmen fresco não foram afetadas pelos parâmetros ambientais. Em contraste, a análise computadorizada revelou que o sêmen em amostras congeladas durante o período chuvoso apresentou melhor motilidade pós-descongelação (29,5 ± 7,7%) e índice de progressão linear (33,2 ± 3,7%) do que em amostras congeladas durante o período seco (14,6 ± 4,1% motilidade e 31,5 ± 1,4% de linearidade; P <0,05). Assim, demonstrou-se que os parâmetros ambientais do clima semiárido não afetaram a qualidade do sêmen fresco, mas podem influenciar a conservação dos espermatozoides de catetos radicados no bioma Caatinga.

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  • CARLOS MAGNO OLIVEIRA JÚNIOR
  • MORFOLOGIA DAS GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES EM CATETOS (Pecari tajacu Linnaeus, 1758)

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • JAEL BATISTA SOARES
  • GLEIDSON BENEVIDES DE OLIVEIRA
  • RICARDO ROMÃO GUERRA
  • Data: 26/02/2018

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  • Os porcos selvagens americanos apesar de se assemelharem aos porcos domésticos não pertencem à mesma família. As principais características da família dos Tayassuídeos são em relação aos dentes caninos superiores e seus estômagos parcialmente pluriloculares. A morfologia das glândulas salivares maiores de catetos ainda não foi descrita e estas glândulas fornecem embasamento que poderá nortear de melhor forma o manejo nesta espécie. Este trabalho objetivou estudar as glândulas salivares maiores em catetos. As glândulas foram analisadas por meio de microscopia de luz e eletrônica. Seguindo a metodologia constatou-se que havia três grupos pares de glândulas salivares no cateto, as parótidas, as mandibulares e as sublinguais. A parótida era a maior das glândulas observadas, enquanto a porção monostomática da glândula sublingual era a menor. A parótida era uma glândula serosa, no entanto, ao longo do seu desenvolvimento sintetizou mucinas neutras até os seis meses aproximadamente, a partir do sétimo mês essa produção cessou. O peso da glândula mandibular
    diminuiu ao longo do aumento da idade do animal. As sublinguais não demonstraram alterações morfológicas durante o desenvolvimento do animal. A microscopia eletrônica revelou que os ácinos eram globosos, dispostos em forma de cacho de uvas, aderidos uns aos outros por meio de uma malha de fibras colágenas. Os ductos estavam em íntima relação com os ácinos. A ultraestrutura da glândula parótida revelou a presença de ácinos estritamente serosos, em intensa atividade de síntese e secreção de material para a luz ductal. Os grânulos
    sintetizados por estas células eram muito eletrondensos. As glândulas mandibulares eram mistas. Suas células mucosas apresentavam inúmeros grânulos de secreção em variadas eletrondensidades e tamanhos, além disso, continham uma esférula muito eletrondensa no interior de alguns grânulos. A glândula sublingual era estritamente mucosas, com grânulos, em sua maioria, eletronlucentes.


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  • Os porcos selvagens americanos apesar de se assemelharem aos porcos domésticos não pertencem à mesma família. As principais características da família dos Tayassuídeos são em relação aos dentes caninos superiores e seus estômagos parcialmente pluriloculares. A morfologia das glândulas salivares maiores de catetos ainda não foi descrita e estas glândulas fornecem embasamento que poderá nortear de melhor forma o manejo nesta espécie. Este trabalho objetivou estudar as glândulas salivares maiores em catetos. As glândulas foram analisadas por meio de microscopia de luz e eletrônica. Seguindo a metodologia constatou-se que havia três grupos pares de glândulas salivares no cateto, as parótidas, as mandibulares e as sublinguais. A parótida era a maior das glândulas observadas, enquanto a porção monostomática da glândula sublingual era a menor. A parótida era uma glândula serosa, no entanto, ao longo do seu desenvolvimento sintetizou mucinas neutras até os seis meses aproximadamente, a partir do sétimo mês essa produção cessou. O peso da glândula mandibular
    diminuiu ao longo do aumento da idade do animal. As sublinguais não demonstraram alterações morfológicas durante o desenvolvimento do animal. A microscopia eletrônica revelou que os ácinos eram globosos, dispostos em forma de cacho de uvas, aderidos uns aos outros por meio de uma malha de fibras colágenas. Os ductos estavam em íntima relação com os ácinos. A ultraestrutura da glândula parótida revelou a presença de ácinos estritamente serosos, em intensa atividade de síntese e secreção de material para a luz ductal. Os grânulos
    sintetizados por estas células eram muito eletrondensos. As glândulas mandibulares eram mistas. Suas células mucosas apresentavam inúmeros grânulos de secreção em variadas eletrondensidades e tamanhos, além disso, continham uma esférula muito eletrondensa no interior de alguns grânulos. A glândula sublingual era estritamente mucosas, com grânulos, em sua maioria, eletronlucentes.

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  • AURORA DA SILVA MELO
  • ALHO (Allium sativum L.) EM RAÇÕES PARA FRANGOS DE CORTE EM SISTEMAS SEMICONFINADO.

  • Orientador : ALEX MARTINS VARELA DE ARRUDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX MARTINS VARELA DE ARRUDA
  • CARLOS BOA VIAGEM RABELLO
  • JULIANA FORTES VILARINHO BRAGA
  • MARIA DO CARMO MOHAUPT M. LUDKE
  • MATHEUS RAMALHO DE LIMA
  • Data: 26/02/2018

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  • Objetivou-se avaliar a inclusão de bulbo de alho fresco no desempenho, controle de infestação natural de eimerias, rendimento de carcaça, morfologia intestinal e rentabilidade econômica em dietas para frango de corte criados em sistema semi-confinado. Foram utilizados 600 frangos machos e fêmeas, com 40 dias de vida, distribuídos de acordo com o sexo em seis repetições e cinco tratamentos experimentais, controle negativo sem coccidiostático (Tneg), Controle positivo contendo coccdiostático comercial (Tpos) e dietas contendo bulbo de alho fresco descascado e moído (BAM) nos níveis de 1,5, 3,0 e 4,5%, T1,5, T3,0 e T4,5, respectivamente, adicionados em substituição ao inerte. O consumo de ração, ganho de peso, contagem de oocistos por grama de excreta e identificação de espécies foram registrados para ambos os sexos no início e final do experimento. O rendimento de carcaça e morfometria do epitélio do duodeno, jejuno e íleo foram realizados somente nos frangos machos, assim como analisado os dados de consumo de ração e peso final ao abate. Não houve interação entre os sexos e as dietas experimentais. O T4,5 apresentou maior consumo de ração (164,85 g/d, P0,05). Na coleta inicial de excretas, Tpos apresentou menor contagem de oocistos (1300, P


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  • Objetivou-se avaliar a inclusão de bulbo de alho fresco no desempenho, controle de infestação natural de eimerias, rendimento de carcaça, morfologia intestinal e rentabilidade econômica em dietas para frango de corte criados em sistema semi-confinado. Foram utilizados 600 frangos machos e fêmeas, com 40 dias de vida, distribuídos de acordo com o sexo em seis repetições e cinco tratamentos experimentais, controle negativo sem coccidiostático (Tneg), Controle positivo contendo coccdiostático comercial (Tpos) e dietas contendo bulbo de alho fresco descascado e moído (BAM) nos níveis de 1,5, 3,0 e 4,5%, T1,5, T3,0 e T4,5, respectivamente, adicionados em substituição ao inerte. O consumo de ração, ganho de peso, contagem de oocistos por grama de excreta e identificação de espécies foram registrados para ambos os sexos no início e final do experimento. O rendimento de carcaça e morfometria do epitélio do duodeno, jejuno e íleo foram realizados somente nos frangos machos, assim como analisado os dados de consumo de ração e peso final ao abate. Não houve interação entre os sexos e as dietas experimentais. O T4,5 apresentou maior consumo de ração (164,85 g/d, P0,05). Na coleta inicial de excretas, Tpos apresentou menor contagem de oocistos (1300, P

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  • RODRIGO SÁVIO TEIXEIRA DE MOURA
  • MODELAGEM ECOSSISTÊMICA DE RESERVATÓRIOS DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO E DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE SUPORTE DA CRIAÇÃO DE TILÁPIA-DO-NILO EM TANQUES-REDE

  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • ANTONIO FERNANDO MONTEIRO CAMARGO
  • CARLOS RUBERTO FRAGOSO JÚNIOR
  • JOSÉ LUIZ DE ATTAYDE
  • WAGNER COTRONI VALENTI
  • Data: 27/02/2018

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  • O crescimento exponencial da população e a necessidade crescente de acumulo de água para seus usos múltiplos vêm promovendo a construção de reservatórios e barramentos para atender as necessidades humanas. Entre os principais usos destes ambientes podemos citar atividades como agricultura, geração de energia, aquicultura e abastecimento urbano. Entretanto, estas atividades geram impactos negativos no ambiente aquático que precisam de monitoramento constante a fim de se compreender como o ecossistema responde a estas interferências. A eutrofização é uma das principais consequências que estes ambientes
    estão sujeitos, podendo comprometer os seus serviços ecossistêmicos ao longo do tempo. A modelagem matemática é uma ferramenta importante no entendimento da estrutura e funcionamento destes ambientes aquáticos. Permitindo ainda simular e estimar a amplitude e intensidade de impactos que atividades como a criação de peixes em tanques-rede tem sobre os ambientes aquáticos, fornecendo subsídios para a gestão e manejo da atividade. Assim, o objetivo deste estudo foi modelar a estrutura trófica dos reservatórios Santa Cruz e Umari, bem como modelar o balanço de massa de fósforo em ambos os ambientes, no intuito de estimar a capacidade suporte dos reservatórios para a criação de Tilápia-do-Nilo em tanques rede. Para tanto foram utilizados dois modelos: um modelo de carga de fósforo para modelagem das concentrações de fósforo e o modelo Ecopath with Ecosim para modelagem da teia trófica e propriedades ecossistêmicas. Os dados necessários para a construção dos modelos foram coletados durante três anos, de 2012 a 2013, em ambos os reservatórios, incluindo dados sobre as comunidades aquáticas (plâncton, peixes, bentos e macrófitas),
    qualidade de água e os parâmetros produtivos dos sistemas aquicultura instalados em cada reservatório. Os resultados indicam que Santa Cruz possui uma maior capacidade de assimilação de fósforo do que Umari, entretanto em Umari a produção de peixes gera menos fósforo para o reservatório, de modo que Umari possui uma maior capacidade suporte para a criação de Tilápias. As teias tróficas de ambos os reservatórios foram baseadas em detritos, sendo a principal fonte de energia para os demais compartimentos. Ambos os reservatórios foram considerados ambientes imaturos, com baixa estabilidade. Entretanto, o acúmulo de
    detritos nos sistemas pode representar um estoque de energia durante perturbações.


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  • O crescimento exponencial da população e a necessidade crescente de acumulo de água para seus usos múltiplos vêm promovendo a construção de reservatórios e barramentos para atender as necessidades humanas. Entre os principais usos destes ambientes podemos citar atividades como agricultura, geração de energia, aquicultura e abastecimento urbano. Entretanto, estas atividades geram impactos negativos no ambiente aquático que precisam de monitoramento constante a fim de se compreender como o ecossistema responde a estas interferências. A eutrofização é uma das principais consequências que estes ambientes
    estão sujeitos, podendo comprometer os seus serviços ecossistêmicos ao longo do tempo. A modelagem matemática é uma ferramenta importante no entendimento da estrutura e funcionamento destes ambientes aquáticos. Permitindo ainda simular e estimar a amplitude e intensidade de impactos que atividades como a criação de peixes em tanques-rede tem sobre os ambientes aquáticos, fornecendo subsídios para a gestão e manejo da atividade. Assim, o objetivo deste estudo foi modelar a estrutura trófica dos reservatórios Santa Cruz e Umari, bem como modelar o balanço de massa de fósforo em ambos os ambientes, no intuito de estimar a capacidade suporte dos reservatórios para a criação de Tilápia-do-Nilo em tanques rede. Para tanto foram utilizados dois modelos: um modelo de carga de fósforo para modelagem das concentrações de fósforo e o modelo Ecopath with Ecosim para modelagem da teia trófica e propriedades ecossistêmicas. Os dados necessários para a construção dos modelos foram coletados durante três anos, de 2012 a 2013, em ambos os reservatórios, incluindo dados sobre as comunidades aquáticas (plâncton, peixes, bentos e macrófitas),
    qualidade de água e os parâmetros produtivos dos sistemas aquicultura instalados em cada reservatório. Os resultados indicam que Santa Cruz possui uma maior capacidade de assimilação de fósforo do que Umari, entretanto em Umari a produção de peixes gera menos fósforo para o reservatório, de modo que Umari possui uma maior capacidade suporte para a criação de Tilápias. As teias tróficas de ambos os reservatórios foram baseadas em detritos, sendo a principal fonte de energia para os demais compartimentos. Ambos os reservatórios foram considerados ambientes imaturos, com baixa estabilidade. Entretanto, o acúmulo de
    detritos nos sistemas pode representar um estoque de energia durante perturbações.

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  • VANESSA RAQUEL DE MORAIS OLIVEIRA
  • SUBSTITUIÇÃO DA METIONINA PELA BETAÍNA NA DIETA DE CODORNAS DE CORTE (Coturnix coturnix coturnix)

  • Orientador : CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • JULIANA FORTES VILARINHO BRAGA
  • LEONARDO LELIS DE MACEDO COSTA
  • JOÃO PAULO ARAÚJO FERNANDES DE QUEIROZ
  • Data: 27/02/2018

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  • Nos últimos anos, a coturnicultura de corte vem se destacando no mercado agropecuário brasileiro como excelente atividade produtiva, com baixos investimento inicial, havendo a necessidade de mais pesquisas sobre nutrição e exigências nutricionais de codornas europeias. A betaína é um derivado do aminoácido glicina, encontrado na maioria dos organismos. Devido sua função como doador de grupos metil e baixo custo,
    a betaína tem sido utilizado como substituto a metionina na nutrição de aves. Objetivou-se avaliar o efeito da suplementação de betaína em substituição parcial as exigências de metionina, sobre o desempenho produtivo, rendimento de carcaça, resposta imune, bem como viabilidade econômica da inclusão de betaína na ração de codornas europeias. Foram utilizadas 920 codornas europeias, no período de 1 a 42 dias de idade, distribuídas
    em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos, dez repetições e 23 codornas por unidade experimental. Os tratamentos consistiram de quatro rações experimentais, sendo o tratamento 1, uma ração controle a base de milho e farelo de soja sem suplementação de betaína, atendendo as exigências das aves; tratamento 2, ração com redução de 5% da exigência de metionina+cistina sem suplementação de betaína;
    tratamento 3, ração com redução de 5% da exigência de metionina+cistina com suplementação de betaína e tratamento 4, ração com redução de 10% da exigência de metionina+cistina com suplementação de betaína. Para as variáveis estudadas observouse efeito significativo (P<0,05) dos tratamentos sobre o ganho de peso das codornas no período de 1 a 21 dias de idade. Aos 42 dias de idade, observou-se efeito significativo (P<0,05) da suplementação de betaína sobre o peso ao abate, peso eviscerado e peso de coxa+sobrecoxa. Não houve efeito dos diferentes tratamentos para consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar no período de 22 a 42 dias de idade. Não se observou efeito significativo (P>0,05) para o peso dos órgãos linfoides, fígado e parâmetros sanguíneos das codornas aos 42 dias de idade. A análise econômica dos tratamentos mostrou uma redução no preço por quilo de ração e melhor eficiência econômica com a suplementação de betaína. A betaína pode substituir até 10% as exigências de metionina+cistina de codornas europeias, sem comprometer o desempenho produtivo, características da carcaça, qualidade física da carne e resposta imune das aves.


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  • Nos últimos anos, a coturnicultura de corte vem se destacando no mercado agropecuário brasileiro como excelente atividade produtiva, com baixos investimento inicial, havendo a necessidade de mais pesquisas sobre nutrição e exigências nutricionais de codornas europeias. A betaína é um derivado do aminoácido glicina, encontrado na maioria dos organismos. Devido sua função como doador de grupos metil e baixo custo,
    a betaína tem sido utilizado como substituto a metionina na nutrição de aves. Objetivou-se avaliar o efeito da suplementação de betaína em substituição parcial as exigências de metionina, sobre o desempenho produtivo, rendimento de carcaça, resposta imune, bem como viabilidade econômica da inclusão de betaína na ração de codornas europeias. Foram utilizadas 920 codornas europeias, no período de 1 a 42 dias de idade, distribuídas
    em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos, dez repetições e 23 codornas por unidade experimental. Os tratamentos consistiram de quatro rações experimentais, sendo o tratamento 1, uma ração controle a base de milho e farelo de soja sem suplementação de betaína, atendendo as exigências das aves; tratamento 2, ração com redução de 5% da exigência de metionina+cistina sem suplementação de betaína;
    tratamento 3, ração com redução de 5% da exigência de metionina+cistina com suplementação de betaína e tratamento 4, ração com redução de 10% da exigência de metionina+cistina com suplementação de betaína. Para as variáveis estudadas observouse efeito significativo (P<0,05) dos tratamentos sobre o ganho de peso das codornas no período de 1 a 21 dias de idade. Aos 42 dias de idade, observou-se efeito significativo (P<0,05) da suplementação de betaína sobre o peso ao abate, peso eviscerado e peso de coxa+sobrecoxa. Não houve efeito dos diferentes tratamentos para consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar no período de 22 a 42 dias de idade. Não se observou efeito significativo (P>0,05) para o peso dos órgãos linfoides, fígado e parâmetros sanguíneos das codornas aos 42 dias de idade. A análise econômica dos tratamentos mostrou uma redução no preço por quilo de ração e melhor eficiência econômica com a suplementação de betaína. A betaína pode substituir até 10% as exigências de metionina+cistina de codornas europeias, sem comprometer o desempenho produtivo, características da carcaça, qualidade física da carne e resposta imune das aves.

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  • MAXIMIANA MESQUITA DE SOUSA
  • ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DE AGENTES VIRAIS EM CAPRINOS DE DIFERENTES MESORREGIÕES FISIOGRÁFICAS DO NORDESTE BRASILEIRO.

  • Orientador : LUIZ DA SILVA VIEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIZ DA SILVA VIEIRA
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • ALICE ANDRIOLI PINHEIRO
  • FRANCISCO SELMO FERNANDES ALVES
  • RAYMUNDO RIZALDO PINHEIRO
  • Data: 28/06/2018

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  • A criação de caprinos no Nordeste se destaca principalmente pelo tamanho do efetivo. Considerada uma importante alternativa de trabalho e renda para a agricultura familiar, pode ser uma forte aliada à fixação do homem no campo. No entanto, problemas de ordem sanitária têm comprometido a produtividade e o sucesso da atividade. Nesse contexto, objetivou-se com esse estudo determinar os aspectos epidemiológicos de agentes virais causadores da Língua Azul e da Artrite Encefalite Caprina, em caprinos de diferentes mesorregiões fisiográficas do Nordeste Brasileiro. Para a pesquisa de anticorpos contra Língua Azul foram analisados através do Elisa de competição 1460 amostras de soros de 110 unidades produtoras dos estados do Maranhão, Piauí, Alagoas e Sergipe. A prevalência encontrada no Sertão de Alagoas foi de 0,2% (03/168), Sergipe (Agreste 2,1% (31/155); Sertão 1,4% (20/155); Piauí (Sudoeste 16,0% (234/324); Centro Norte 10,1% (147/248) e Maranhão (Leste 6,8% (100/152); Norte 7,3% (107/248). Na pesquisa de anticorpos anti- CAEV, através do Western Blotting, foram examinadas em média dois reprodutores por ciratório, totalizando 513 amostras de soros e 251 propriedades. A prevalência encontrada foi de 6,2% (32/513). Em cada estado participante do estudo foram encontradas as prevalências descritas a seguir: Piauí 5,8% (7/119), Maranhão 2,0% (01/48), Sergipe 7,1% (03/42), Alagoas 17,6% (03/17), Rio Grande do Norte 4,7% (05/105), Paraíba 2,1% (02/94) e Ceará 12,5% (11/34). Portanto, os resultados obtidos permitem concluir que as duas enfermidades estudadas estão presentes nos rebanhos do Nordeste, sendo necessário implementar medidas de controle e profilaxia que visem reduzir a disseminação das mesmas.


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  • A criação de caprinos no Nordeste se destaca principalmente pelo tamanho do efetivo. Considerada uma importante alternativa de trabalho e renda para a agricultura familiar, pode ser uma forte aliada à fixação do homem no campo. No entanto, problemas de ordem sanitária têm comprometido a produtividade e o sucesso da atividade. Nesse contexto, objetivou-se com esse estudo determinar os aspectos epidemiológicos de agentes virais causadores da Língua Azul e da Artrite Encefalite Caprina, em caprinos de diferentes mesorregiões fisiográficas do Nordeste Brasileiro. Para a pesquisa de anticorpos contra Língua Azul foram analisados através do Elisa de competição 1460 amostras de soros de 110 unidades produtoras dos estados do Maranhão, Piauí, Alagoas e Sergipe. A prevalência encontrada no Sertão de Alagoas foi de 0,2% (03/168), Sergipe (Agreste 2,1% (31/155); Sertão 1,4% (20/155); Piauí (Sudoeste 16,0% (234/324); Centro Norte 10,1% (147/248) e Maranhão (Leste 6,8% (100/152); Norte 7,3% (107/248). Na pesquisa de anticorpos anti- CAEV, através do Western Blotting, foram examinadas em média dois reprodutores por ciratório, totalizando 513 amostras de soros e 251 propriedades. A prevalência encontrada foi de 6,2% (32/513). Em cada estado participante do estudo foram encontradas as prevalências descritas a seguir: Piauí 5,8% (7/119), Maranhão 2,0% (01/48), Sergipe 7,1% (03/42), Alagoas 17,6% (03/17), Rio Grande do Norte 4,7% (05/105), Paraíba 2,1% (02/94) e Ceará 12,5% (11/34). Portanto, os resultados obtidos permitem concluir que as duas enfermidades estudadas estão presentes nos rebanhos do Nordeste, sendo necessário implementar medidas de controle e profilaxia que visem reduzir a disseminação das mesmas.

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  • DAYSON CASTILHOS
  • Desaparecimento e morte de abelhas no Brasil, registrados no aplicativo Bee Alert

  • Orientador : LIONEL SEGUI GONCALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIONEL SEGUI GONCALVES
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • DAVID DE JONG
  • Data: 17/07/2018

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  • Dois grandes problemas atuais da apicultura são, sem dúvida, a morte em massa e o desaparecimento ou CCD (Colony Collapse Disorder) de abelhas, que estão causando o declínio populacional mundial dessas espécies. Em março de 2014, uma pesquisa online foi lançada na internet com o objetivo de avaliar a evolução dessas ocorrências no Brasil. Os casos ocorridos entre 1º de janeiro de 2013 até 31 de dezembro de 2016 puderam ser
    armazenados em um banco de dados eletrônico hospedado no website , bem como em aplicativos para smartphones e tablets, para que os colaboradores interessados fizessem seus registros. 247 participantes qualificados, confirmados e validados concluíram os questionários e foram aceitos para compor o banco de dados do aplicativo BEE ALERT nesse período. As análises mostraram que os agrotóxicos são os principais responsáveis
    pelas mortes em massa e CCD no país. Os neonicotinóides e o fipronil lideram a lista dos agrotóxicos com 37,7% dos casos e o estado de São Paulo detém 47% dos registros de mortes e desaparecimento de colônias de abelhas no Brasil. Análises toxicológicas em amostras de abelhas mortas coletadas in loco mostraram que os neonicotinóides e o fipronil são amplamente utilizados em plantações de cana-de-açúcar e pomares de laranja no
    noroeste de São Paulo e em todas as regiões agroindustriais do país. A abelha africanizada (Apis mellifera L.) e a abelha nativa jataí (Tetragonisca angustula) são as espécies mais prejudicadas.


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  • Dois grandes problemas atuais da apicultura são, sem dúvida, a morte em massa e o desaparecimento ou CCD (Colony Collapse Disorder) de abelhas, que estão causando o declínio populacional mundial dessas espécies. Em março de 2014, uma pesquisa online foi lançada na internet com o objetivo de avaliar a evolução dessas ocorrências no Brasil. Os casos ocorridos entre 1º de janeiro de 2013 até 31 de dezembro de 2016 puderam ser
    armazenados em um banco de dados eletrônico hospedado no website , bem como em aplicativos para smartphones e tablets, para que os colaboradores interessados fizessem seus registros. 247 participantes qualificados, confirmados e validados concluíram os questionários e foram aceitos para compor o banco de dados do aplicativo BEE ALERT nesse período. As análises mostraram que os agrotóxicos são os principais responsáveis
    pelas mortes em massa e CCD no país. Os neonicotinóides e o fipronil lideram a lista dos agrotóxicos com 37,7% dos casos e o estado de São Paulo detém 47% dos registros de mortes e desaparecimento de colônias de abelhas no Brasil. Análises toxicológicas em amostras de abelhas mortas coletadas in loco mostraram que os neonicotinóides e o fipronil são amplamente utilizados em plantações de cana-de-açúcar e pomares de laranja no
    noroeste de São Paulo e em todas as regiões agroindustriais do país. A abelha africanizada (Apis mellifera L.) e a abelha nativa jataí (Tetragonisca angustula) são as espécies mais prejudicadas.

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  • DAIANA DA SILVA SOMBRA
  • SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR DE ABELHAS AFRICANIZADAS (Apis mellifera L.) NA REGIÃO DO SEMIÁRIDO 

  • Orientador : LIONEL SEGUI GONCALVES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LIONEL SEGUI GONCALVES
  • DEJAIR MESSAGE
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • DAVID DE JONG
  • Data: 19/07/2018

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  • A carência de pólen na natureza, durante o período de escassez no semiárido afeta a produtividade das colônias, sendo assim, o objetivo deste trabalho foi desenvolver e testar dietas artificiais proteicas para colônias de abelhas Apis mellifera, utilizando a leucena (Leucena leucocephala) e a macroalga Gracilaria birdiae. Para os testes em laboratório, abelhas em gaiolas de confinamento foram alimentadas por sete dias com diferentes dietas: D1 (Beebread e candy), D2 (Megabee®), D3 (Xarope), D4 e D5 (contendo milho, soja e leucena como
    principais ingredientes), D6 (milho e soja), D7 (milho e leucena), D8 (milho e açúcar) e D9 (Promotor L®). Coletas de amostras de hemolinfa de abelhas operárias foram realizadas para análise da concentração proteica. No campo foram realizados dois experimentos: 1) teste das dietas selecionadas pelo resultado da concentração de proteína na hemolinfa (D5, D6 e xarope); e 2) avaliação de dietas a base da macroalga G. birdiae (EA – extrato de algas com xarope; M+S – soja, milho e xarope; M+FA – farinha de algas, milho e xarope; Controle – xarope). Em ambos os experimentos realizados em campo, foram mensurados o consumo das dietas pastosas,
    o ganho de peso das colônias e o percentual de área ocupada nos favos com postura, cria operculada e cria aberta, pólen, néctar operculado e néctar aberto. No experimento 1 não houve diferença no consumo das dietas nem no ganho de peso das colônias, mas ocorreu maior percentual de área ocupada com ovo nas colônias alimentadas com a dieta D5, sendo estatisticamente superior à média do grupo que recebeu a dieta D6. A dieta D5 também foi significativamente melhor para a área de cria operculada e cria aberta. No experimento 2 o
    consumo da dieta M+FA foi superior à dieta M+S, porém não ocorreu diferença no peso das colônias de nenhum tratamento. O percentual de área ocupada nos favos apresentou diferença estatística apenas para a variável néctar operculado, onde a dieta M+FA foi superior ao controle e EA, porém não diferindo de M+FA. Com base nesses resultados podemos sugerir que a inclusão da leucena e da macroalga G. birdiae na dieta das abelhas, servem de substituto de pólen. Por tratar-se de produtos regionais e de baixo custo, encontrados em abundância no litoral do Nordeste Brasileiro, são considerados acessíveis para o apicultor, sendo portanto
    excelentes alternativas para alimentação proteica das abelhas durante o período de escassez de alimento no semiárido nordestino.


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  • A carência de pólen na natureza, durante o período de escassez no semiárido afeta a produtividade das colônias, sendo assim, o objetivo deste trabalho foi desenvolver e testar dietas artificiais proteicas para colônias de abelhas Apis mellifera, utilizando a leucena (Leucena leucocephala) e a macroalga Gracilaria birdiae. Para os testes em laboratório, abelhas em gaiolas de confinamento foram alimentadas por sete dias com diferentes dietas: D1 (Beebread e candy), D2 (Megabee®), D3 (Xarope), D4 e D5 (contendo milho, soja e leucena como
    principais ingredientes), D6 (milho e soja), D7 (milho e leucena), D8 (milho e açúcar) e D9 (Promotor L®). Coletas de amostras de hemolinfa de abelhas operárias foram realizadas para análise da concentração proteica. No campo foram realizados dois experimentos: 1) teste das dietas selecionadas pelo resultado da concentração de proteína na hemolinfa (D5, D6 e xarope); e 2) avaliação de dietas a base da macroalga G. birdiae (EA – extrato de algas com xarope; M+S – soja, milho e xarope; M+FA – farinha de algas, milho e xarope; Controle – xarope). Em ambos os experimentos realizados em campo, foram mensurados o consumo das dietas pastosas,
    o ganho de peso das colônias e o percentual de área ocupada nos favos com postura, cria operculada e cria aberta, pólen, néctar operculado e néctar aberto. No experimento 1 não houve diferença no consumo das dietas nem no ganho de peso das colônias, mas ocorreu maior percentual de área ocupada com ovo nas colônias alimentadas com a dieta D5, sendo estatisticamente superior à média do grupo que recebeu a dieta D6. A dieta D5 também foi significativamente melhor para a área de cria operculada e cria aberta. No experimento 2 o
    consumo da dieta M+FA foi superior à dieta M+S, porém não ocorreu diferença no peso das colônias de nenhum tratamento. O percentual de área ocupada nos favos apresentou diferença estatística apenas para a variável néctar operculado, onde a dieta M+FA foi superior ao controle e EA, porém não diferindo de M+FA. Com base nesses resultados podemos sugerir que a inclusão da leucena e da macroalga G. birdiae na dieta das abelhas, servem de substituto de pólen. Por tratar-se de produtos regionais e de baixo custo, encontrados em abundância no litoral do Nordeste Brasileiro, são considerados acessíveis para o apicultor, sendo portanto
    excelentes alternativas para alimentação proteica das abelhas durante o período de escassez de alimento no semiárido nordestino.

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  • WILMA EMANUELA DA SILVA
  • CARACTERÍSTICAS MORFOFISIOLÓGICAS, TERMORREGULADORAS E SANGUÍNEAS DE OVELHAS DA RAÇA MORADA NOVA EM AMBIENTE SEMIÁRIDO

  • Orientador : DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • JOSE ERNANDES RUFINO DE SOUSA
  • JACINARA HODY GURGEL MORAIS LEITE
  • OLIVARDO FACÓ
  • Data: 30/07/2018

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  • É consensual o fato de que os animais da raça Morada Nova tem capacidade de resistir ao elevado estresse calórico, nutricional e de sanidade em qualquer época do ano. Estes atributos, citados como principais vantagens por quase todos os criadores, justificam a adoção desta raça em sistemas extensivos no ambiente semiárido brasileiro. A seleção para animais mais adaptados foi por muito tempo baseado apenas na manutenção da
    temperatura corporal, mas sabe-se que há varios fatores ligados a adaptação como parâmetros fisiologicos, sanguíneos e morfológicos. É importante saber quais caracteristicas adaptativas podem ser indicativas de estresse térmico para que possam ser incluidas nos programas de melhoramento genético no intuito de obter melhores resultados na utilização desses animais no ambiente que vivem. Assim o presente trabalho, teve como objetivo avaliar o comportamento e a magnitude das respostas morfosiologicas, termorreguladoras e parâmetros sanguíneos de ovelhas da raça Morada Nova, ao longo do ano, nas propriedades participantes do Núcleo de Melhoramento Genético Participativo. Animais de 4 rebanhos foram avaliados nos meses de Março, Junho, Setembro e Dezembro. A tese foi dividida em 2 capítulos, o primeiro teve como objetivo avaliar o comportamento e a magnitude das respostas termorreguladoras de ovelhas da raça Morada Nova, ao longo do
    ano, e espera-se fornecer subsídios para indicar um marcador fenotípico de termotolerância, para que estes possam ser usados como critério de seleção nos programas de conservação e melhoramento genético de animais resistentes ao calor. O período chuvoso foi considerado o mais estressante para os animais no presente trabalho, pela utilização mais intensa de um conjunto de variáveis no intuito de se termorregularem e manter a
    homeotermia. As características de pelame foram utilizadas durante todos os meses do ano quer seja para proteção física ou dissipação de calor, podendo assim ser indicadas como marcador fenotípico de termotolerância para possivelmente ser utilizado com critérios em programas de melhoramento e conservação genético de animais resistentes ao calor. E o segundo capítulo teve como objetivo avaliar o comportamento dos parâmetros hematológicos e metabólitos sanguíneos de ovelhas Morada Nova, associando as condições ambientais do semiárido brasileiro em diferentes épocas do ano. Os parâmetros bioquímicos e hematológicos das ovelhas Morada Nova estiveram, em sua maioria, dentro dos níveis fisiológicos considerados normais para a espécie. As variações observadas nos parâmetros hematológicos e bioquímicos refletem a adaptabilidade e plasticidade de ovelhas Morada Nova diante das condições de manejo e ambiente a que foram submetidas.


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  • É consensual o fato de que os animais da raça Morada Nova tem capacidade de resistir ao elevado estresse calórico, nutricional e de sanidade em qualquer época do ano. Estes atributos, citados como principais vantagens por quase todos os criadores, justificam a adoção desta raça em sistemas extensivos no ambiente semiárido brasileiro. A seleção para animais mais adaptados foi por muito tempo baseado apenas na manutenção da
    temperatura corporal, mas sabe-se que há varios fatores ligados a adaptação como parâmetros fisiologicos, sanguíneos e morfológicos. É importante saber quais caracteristicas adaptativas podem ser indicativas de estresse térmico para que possam ser incluidas nos programas de melhoramento genético no intuito de obter melhores resultados na utilização desses animais no ambiente que vivem. Assim o presente trabalho, teve como objetivo avaliar o comportamento e a magnitude das respostas morfosiologicas, termorreguladoras e parâmetros sanguíneos de ovelhas da raça Morada Nova, ao longo do ano, nas propriedades participantes do Núcleo de Melhoramento Genético Participativo. Animais de 4 rebanhos foram avaliados nos meses de Março, Junho, Setembro e Dezembro. A tese foi dividida em 2 capítulos, o primeiro teve como objetivo avaliar o comportamento e a magnitude das respostas termorreguladoras de ovelhas da raça Morada Nova, ao longo do
    ano, e espera-se fornecer subsídios para indicar um marcador fenotípico de termotolerância, para que estes possam ser usados como critério de seleção nos programas de conservação e melhoramento genético de animais resistentes ao calor. O período chuvoso foi considerado o mais estressante para os animais no presente trabalho, pela utilização mais intensa de um conjunto de variáveis no intuito de se termorregularem e manter a
    homeotermia. As características de pelame foram utilizadas durante todos os meses do ano quer seja para proteção física ou dissipação de calor, podendo assim ser indicadas como marcador fenotípico de termotolerância para possivelmente ser utilizado com critérios em programas de melhoramento e conservação genético de animais resistentes ao calor. E o segundo capítulo teve como objetivo avaliar o comportamento dos parâmetros hematológicos e metabólitos sanguíneos de ovelhas Morada Nova, associando as condições ambientais do semiárido brasileiro em diferentes épocas do ano. Os parâmetros bioquímicos e hematológicos das ovelhas Morada Nova estiveram, em sua maioria, dentro dos níveis fisiológicos considerados normais para a espécie. As variações observadas nos parâmetros hematológicos e bioquímicos refletem a adaptabilidade e plasticidade de ovelhas Morada Nova diante das condições de manejo e ambiente a que foram submetidas.

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  • MURIEL MAGDA LUSTOSA PIMENTEL
  • XENOTRANSPLANTE OVARIANO CAPRINOS: EFEITOS DA VITRIFICAÇÃO, DO SEXO E DA LINHAGEM RECEPTORA

  • Orientador : MARCELO BARBOSA BEZERRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO BARBOSA BEZERRA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • GABRIELA LIBERALINO LIMA
  • Joaquim Mansano Garcia
  • Saulo de Tarso Gusmão da Silva
  • Data: 30/10/2018

  • Mostrar Resumo
  • O xenotransplante de tecido ovariano representa uma ferramenta interessante para investigar o potencial reprodutivo em diferentes mamíferos domésticos, no entanto sua aplicabilidade em caprinos ainda necessita ser estudada. O objetivo deste estudo foi avaliar o aproveitamento de tecido ovariano caprino transplantado em duas linhagens de camundongos imunossuprimidos (C57BL/6 SCID e BALB/c Nude). Para o primeiro experimento, ovários de fetos caprinos foram colhidos após o abate de suas genitoras, divididos em pequenos fragmentos que foram destinados a avaliação controle, ao xenotransplante a fresco (XF) e xenotransplante após criopreservação (XC). Foram utilizadas cinco receptoras de cada linhagem para o xenotransplante a fresco e 10 animais de cada linhagem para o xenotransplante criopreservado. As camundongas receptoras foram eutanasiadas após 65 dias de pós-operatório, sendo coletados os transplantes para avaliação macro e microscópicas e o sangue coletado por punção via intracardíaca para mensuração de estradiol. Para o segundo experimento, fragmentos ovarianos (1,0 mm3) de seis cabritas jovens foram xenotransplantados imediamente após a colheita para dez receptores de cada linhagem. Após 65 dias do xenotransplante, os animais foram eutanasiados e os transplantes avaliados quanto às características macroscópicas por histologia clássica e o desenvolvimento oocitário in vitro. Adicionalmente, o plasma sanguíneo foi recuperado dos receptores para a quantificação das concentrações de estradiol e análises bioquímicas renais e hepáticas. No primeiro experimento observou-se que, independente das linhagens, todas as receptoras apresentaram taxa de retorno a atividade ovariana com ciclo estral completo após XF e 80% após XC. Foram observados folículos pré antrais e antrais e sem alterações morfológicas. A densidade de volume e a superfície total de vasos observados nos transplantes foram diferentes (p < 0,01) entre os grupos XF e XC. A dosagem de 17β- estradiol nas receptoras não diferiu (p < 0,05) entre os tratamentos. No segundo experimento foi observado folículos de todas as fases de desenvolvimento e sem alterações morfológicas nos transplantes recuperados. Além disso, em receptor BALB/c Nude, um oócito recuperado e submetido a maturação, fecundação e cultivo in vitro, sem contudo apresentar desenvolvimento embrionário. Nenhuma diferença foi observada nas dosagens bioquímicas mas houve diferenças nas concentração de 17β - estradiol entre as linhagens C57BL6 SCID e BALB/c Nude e seus respectivos controles. Pode-se observar que é possível ativar os folículos pré-antrais dos ovários de caprinos otimizando o aproveitamento e conservação do germoplasma de caprinos em camundongos imunossuprimidos das linhagens C57BL/6 SCID e BALB/c Nude, gonadectomizados independente do gênero.


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  • O xenotransplante de tecido ovariano representa uma ferramenta interessante para investigar o potencial reprodutivo em diferentes mamíferos domésticos, no entanto sua aplicabilidade em caprinos ainda necessita ser estudada. O objetivo deste estudo foi avaliar o aproveitamento de tecido ovariano caprino transplantado em duas linhagens de camundongos imunossuprimidos (C57BL/6 SCID e BALB/c Nude). Para o primeiro experimento, ovários de fetos caprinos foram colhidos após o abate de suas genitoras, divididos em pequenos fragmentos que foram destinados a avaliação controle, ao xenotransplante a fresco (XF) e xenotransplante após criopreservação (XC). Foram utilizadas cinco receptoras de cada linhagem para o xenotransplante a fresco e 10 animais de cada linhagem para o xenotransplante criopreservado. As camundongas receptoras foram eutanasiadas após 65 dias de pós-operatório, sendo coletados os transplantes para avaliação macro e microscópicas e o sangue coletado por punção via intracardíaca para mensuração de estradiol. Para o segundo experimento, fragmentos ovarianos (1,0 mm3) de seis cabritas jovens foram xenotransplantados imediamente após a colheita para dez receptores de cada linhagem. Após 65 dias do xenotransplante, os animais foram eutanasiados e os transplantes avaliados quanto às características macroscópicas por histologia clássica e o desenvolvimento oocitário in vitro. Adicionalmente, o plasma sanguíneo foi recuperado dos receptores para a quantificação das concentrações de estradiol e análises bioquímicas renais e hepáticas. No primeiro experimento observou-se que, independente das linhagens, todas as receptoras apresentaram taxa de retorno a atividade ovariana com ciclo estral completo após XF e 80% após XC. Foram observados folículos pré antrais e antrais e sem alterações morfológicas. A densidade de volume e a superfície total de vasos observados nos transplantes foram diferentes (p < 0,01) entre os grupos XF e XC. A dosagem de 17β- estradiol nas receptoras não diferiu (p < 0,05) entre os tratamentos. No segundo experimento foi observado folículos de todas as fases de desenvolvimento e sem alterações morfológicas nos transplantes recuperados. Além disso, em receptor BALB/c Nude, um oócito recuperado e submetido a maturação, fecundação e cultivo in vitro, sem contudo apresentar desenvolvimento embrionário. Nenhuma diferença foi observada nas dosagens bioquímicas mas houve diferenças nas concentração de 17β - estradiol entre as linhagens C57BL6 SCID e BALB/c Nude e seus respectivos controles. Pode-se observar que é possível ativar os folículos pré-antrais dos ovários de caprinos otimizando o aproveitamento e conservação do germoplasma de caprinos em camundongos imunossuprimidos das linhagens C57BL/6 SCID e BALB/c Nude, gonadectomizados independente do gênero.

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  • JOSUE DE OLIVEIRA MOREIRA
  • RESÍDUOS DE AGROTÓXICOS E ANTIPARASITÁRIOS EM LEITE BOVINO NO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • ANA CARLA DIOGENES SUASSUNA BEZERRA
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MARIA ROCIENE ABRANTES
  • PATRICIA DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 12/11/2018

  • Mostrar Resumo
  • Vacas leiteiras vivem em ambiente insalubres onde podem ser contaminadas por agrotóxicos e produtos veterinários. Isso ocorre, quando elas são expostas a ingestão de água, solo e alimentos contaminados com agrotóxicos e quando submetidas ao uso de antiparasitários em atividades terapêuticas, preventivas e tratamento. O leite é uma das formas de eliminação de resíduos de agrotóxicos e antiparasitários quando fêmeas contaminadas estão em lactação. Ao excretar resíduos pelo leite, pode afetar a saúde dos bezerros e consumidores. Objetivou-se determinar a presença de resíduos de antiparasitários e agrotóxicos em leite de vacas produzido no Rio Grande do Norte. Foram coletadas 35 amostras de leite, sendo 15 pasteurizados integrais e 20 crus para determinação e quantificação de resíduos no leite para antiparasitários utilizando os métodos LC-MS/MS. Destas, 23 amostras utilizou-se o método GC-MS/MS para detecção de resíduos de agrotóxicos. Após análises dos dados, observou-se ausência de resíduos antiparasitários nas 35 amostras de leite analisadas para os 53 compostos químicos testados. Para a pesquisa de agrotóxicos, das 23 amostras analisadas para 106 compostos químicos, detectou-se resíduos em 5 (22%) amostras, sendo 3 (60%) em leite pasteurizado integral e 2 (40%) em leite cru. Os resíduos detectados ficaram abaixo do Limite Máximo de Resíduo (LMR), conforme legislação em vigor. Nas 5 (22%) amostras de leite foram detectados 7 (6,6%) compostos químicos diferentes, são eles: fenarimol, flusilazol, fluasitope-p-butírico, microbutanil, penconazol, pirimifós-metílico e tebufempirade. Todos indicados para atividade agrícola. O flusilazol, penconasol e tebufempirade não são autorizados pela ANVISA, a presença destes, demonstra a presença do comercio clandestino. Dessa forma, acende-se um sinal de alerta em relação a qualidade do leite comercializado e para a saúde dos consumidores. 


  • Mostrar Abstract
  • Vacas leiteiras vivem em ambiente insalubres onde podem ser contaminadas por agrotóxicos e produtos veterinários. Isso ocorre, quando elas são expostas a ingestão de água, solo e alimentos contaminados com agrotóxicos e quando submetidas ao uso de antiparasitários em atividades terapêuticas, preventivas e tratamento. O leite é uma das formas de eliminação de resíduos de agrotóxicos e antiparasitários quando fêmeas contaminadas estão em lactação. Ao excretar resíduos pelo leite, pode afetar a saúde dos bezerros e consumidores. Objetivou-se determinar a presença de resíduos de antiparasitários e agrotóxicos em leite de vacas produzido no Rio Grande do Norte. Foram coletadas 35 amostras de leite, sendo 15 pasteurizados integrais e 20 crus para determinação e quantificação de resíduos no leite para antiparasitários utilizando os métodos LC-MS/MS. Destas, 23 amostras utilizou-se o método GC-MS/MS para detecção de resíduos de agrotóxicos. Após análises dos dados, observou-se ausência de resíduos antiparasitários nas 35 amostras de leite analisadas para os 53 compostos químicos testados. Para a pesquisa de agrotóxicos, das 23 amostras analisadas para 106 compostos químicos, detectou-se resíduos em 5 (22%) amostras, sendo 3 (60%) em leite pasteurizado integral e 2 (40%) em leite cru. Os resíduos detectados ficaram abaixo do Limite Máximo de Resíduo (LMR), conforme legislação em vigor. Nas 5 (22%) amostras de leite foram detectados 7 (6,6%) compostos químicos diferentes, são eles: fenarimol, flusilazol, fluasitope-p-butírico, microbutanil, penconazol, pirimifós-metílico e tebufempirade. Todos indicados para atividade agrícola. O flusilazol, penconasol e tebufempirade não são autorizados pela ANVISA, a presença destes, demonstra a presença do comercio clandestino. Dessa forma, acende-se um sinal de alerta em relação a qualidade do leite comercializado e para a saúde dos consumidores. 

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  • KIZZY MILLENN DE FREITAS MENDONÇA COSTA
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL HEPATOPROTETOR DA GEOPRÓPOLIS DA ABELHA

    Partamona cupira PRODUZIDA NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

     

  • Orientador : JAEL BATISTA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • DEJAIR MESSAGE
  • JAEL BATISTA SOARES
  • WESLEY ADSON COSTA COELHO
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 13/11/2018

  • Mostrar Resumo
  • Patologias hepáticas estão entre os maiores problemas de saúde de ordem mundial. Sendo assim, cresce o interesse por estudos relacionados ao efeito hepatoprotetor de produtos naturais, com o objetivo em desenvolver novas drogas com proposito de ampliar as chances de uma maior eficiência e disponibilizar uma variedade de medicamentos com baixo preço de mercado. Com uma composição química complexa e rica em compostos fenólicos, a própolis produzida por Partamona cupira exibe um amplo espectro de atividades biológicas, dentre as quais se destaca a alta atividade antioxidante, com notórios efeitos anti-inflamatório, antibacteriano e antineoplásica. Alguns estudos evidenciam que assim como a própolis produzida por abelhas do gênero Apis, a própolis produzida pelas abelhas indígenas sem ferrão também possui alta atividade biológica. Dessa forma, a presente pesquisa teve por objetivos avaliar o efeito hepatoprotetor do extrato hidroalcoólico da geoprópolis produzida pela abelha cupira (Partamona cupira), obtido junto à meliponicultores do semiárido do Rio Grande do Norte. Para tanto, foram avaliados a composição química e atividade antioxidante da própolis da referida abelha; bem como o potencial hepatoprotetor, através da indução da cirrose experimental em ratos; além da avaliação in vitro do potencial antineoplásico da geoprópolis em linhagem de células de carcinoma hepático humano (HepG2), e também do potencial genoprotetor em linhagem de células normais (L929), expostas ao peróxido de hidrogênio (H2O2). As amostras apresentaram 20 compostos fenólicos, sendo fenóis e flavonoides. O extrato da geoprópolis da abelha cupira não apresentou citotoxicidade em células normais e apresentou efeito antigenotóxico ou genoprotetor, com percentuais de redução de genotoxicidade de 92,2%, 74,5% e 46,1%, respectivamente, para as concentrações de 500, 250 e 100μl/mL do extrato. Os resultados dos níveis séricos das enzimas indicadoras de lesão hepática (AST e ALT), indicaram que o extrato hidroalcoólico da geoprópolis da abelha cupira não causou toxicidade hepática e exerceu efeito hepatoprotetor frente ao dano hepático induzido pela TAA. Através da avaliação macroscópica e histológica dos fígados é possível também sugerir que o extrato da geoprópolis analisado exerceu efeito hepatoprotetor na gravidade da cirrose, uma vez que nos fígados dos animais do grupo tratados com extrato foi possível constatar que os nódulos regenerativos característicos da cirrose foram menores e mais discretos, quando comparados aos dos animais do grupo cirrótico. Da mesma forma, houve redução significativa do percentual de colágeno do grupo tratado em relação ao grupo cirrótico, demonstrando o efeito hepatoprotetor da geoprópolis da abelha cupira, o qual foi capaz de reduzir o dano aos hepatócitos, embora não tenha sido verificada diferença estatística do peso dos fígados nos referidos grupos, a análise estereológica demonstrou que houve diferença significativa no percentual de hepatócitos e de colágenos entres esses grupos. Assim, conclui-se que o extrato da geoprópolis da abelha cupira apresenta composição química variada e promissoras atividades farmacológicas, destacando-se a antioxidante, não citotóxica, genoprotetora e hepatoprotetora, visto que exerceu efeito hepatoprotetor mediante a lesão hepática induzida pela tioacetamida.


  • Mostrar Abstract
  • Patologias hepáticas estão entre os maiores problemas de saúde de ordem mundial. Sendo assim, cresce o interesse por estudos relacionados ao efeito hepatoprotetor de produtos naturais, com o objetivo em desenvolver novas drogas com proposito de ampliar as chances de uma maior eficiência e disponibilizar uma variedade de medicamentos com baixo preço de mercado. Com uma composição química complexa e rica em compostos fenólicos, a própolis produzida por Partamona cupira exibe um amplo espectro de atividades biológicas, dentre as quais se destaca a alta atividade antioxidante, com notórios efeitos anti-inflamatório, antibacteriano e antineoplásica. Alguns estudos evidenciam que assim como a própolis produzida por abelhas do gênero Apis, a própolis produzida pelas abelhas indígenas sem ferrão também possui alta atividade biológica. Dessa forma, a presente pesquisa teve por objetivos avaliar o efeito hepatoprotetor do extrato hidroalcoólico da geoprópolis produzida pela abelha cupira (Partamona cupira), obtido junto à meliponicultores do semiárido do Rio Grande do Norte. Para tanto, foram avaliados a composição química e atividade antioxidante da própolis da referida abelha; bem como o potencial hepatoprotetor, através da indução da cirrose experimental em ratos; além da avaliação in vitro do potencial antineoplásico da geoprópolis em linhagem de células de carcinoma hepático humano (HepG2), e também do potencial genoprotetor em linhagem de células normais (L929), expostas ao peróxido de hidrogênio (H2O2). As amostras apresentaram 20 compostos fenólicos, sendo fenóis e flavonoides. O extrato da geoprópolis da abelha cupira não apresentou citotoxicidade em células normais e apresentou efeito antigenotóxico ou genoprotetor, com percentuais de redução de genotoxicidade de 92,2%, 74,5% e 46,1%, respectivamente, para as concentrações de 500, 250 e 100μl/mL do extrato. Os resultados dos níveis séricos das enzimas indicadoras de lesão hepática (AST e ALT), indicaram que o extrato hidroalcoólico da geoprópolis da abelha cupira não causou toxicidade hepática e exerceu efeito hepatoprotetor frente ao dano hepático induzido pela TAA. Através da avaliação macroscópica e histológica dos fígados é possível também sugerir que o extrato da geoprópolis analisado exerceu efeito hepatoprotetor na gravidade da cirrose, uma vez que nos fígados dos animais do grupo tratados com extrato foi possível constatar que os nódulos regenerativos característicos da cirrose foram menores e mais discretos, quando comparados aos dos animais do grupo cirrótico. Da mesma forma, houve redução significativa do percentual de colágeno do grupo tratado em relação ao grupo cirrótico, demonstrando o efeito hepatoprotetor da geoprópolis da abelha cupira, o qual foi capaz de reduzir o dano aos hepatócitos, embora não tenha sido verificada diferença estatística do peso dos fígados nos referidos grupos, a análise estereológica demonstrou que houve diferença significativa no percentual de hepatócitos e de colágenos entres esses grupos. Assim, conclui-se que o extrato da geoprópolis da abelha cupira apresenta composição química variada e promissoras atividades farmacológicas, destacando-se a antioxidante, não citotóxica, genoprotetora e hepatoprotetora, visto que exerceu efeito hepatoprotetor mediante a lesão hepática induzida pela tioacetamida.

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  • MAURINA LIMA PORTO
  • MANIPULAÇÃO TÉRMICA DURANTE A INCUBAÇÃO E SEUS EFEITOS NA MORFOMETRIA DA MUCOSA INTESTINAL E NA RESPOSTA IMUNE DE CODORNAS JAPONESAS (Coturnix coturnix japonica) SUBMETIDAS AO ESTRESSE TÉRMICO CRÔNICO POR CALOR APÓS ECLOSÃO

  • Orientador : JOSE DOMINGUES FONTENELE NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • JOSE DOMINGUES FONTENELE NETO
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • PATRÍCIA EMÍLIA NAVES GIVISIEZ
  • RICARDO ROMÃO GUERRA
  • Data: 11/12/2018

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  • A alta temperatura ambiente é uma preocupação para o setor da coturnicultura. Uma vez que o estresse térmico por calor provoca redução no ganho de peso, danos estruturas na mucosa intestinal e imunossupressão e aumento da mortalidade. No entanto, a manipulação térmica durante a incubação surgir como alternativa para aquisição da termotolerância nas codornas japonesas. Assim, objetivou-se com esse trabalho avaliar os efeitos da manipulação térmica durante a incubação sobre os parâmetros de incubação, desempenho, morfometria da mucosa duodenal, bem como a resposta imune de codornas japonesas desafiadas termicamente após eclosão. Foram utilizados quinhentos e quarenta ovos adquiridos de um incubatório comercial (Granja Fujikura) distribuídos em três incubadoras comerciais (Brood Chocadeira®), todas as incubadoras foram mantidas com temperatura de 37,8°C e umidade 60% e viragem automática a cada duas horas. A partir do 6° dia de incubação até o momento da eclosão as temperaturas foram ajustadas 37,8°C (padrão), 38,5°C (intermediária) e 39,5°C (alta). No 15° dia de incubação as incubadoras foram programas para cessar a viragem dos ovos. O nascimento das codornas foi acompanhado a cada 3 horas, a partir do 16° dia (384 horas) até 21° dia de incubação (505 horas). Todos os ovos não eclodidos foram abertos e passaram pelo embriodiagnóstico para
    determinar o período da mortalidade embrionária. As codornas que eclodiram foram avaliadas quanto à qualidade física pelo escorre de 0 a 100 pontos, além disso, foram pesadas e distribuídas de forma uniforme, em um delineamento inteiramente casualizado com três temperaturas de incubação (37,8, 38,5 e 39,5°C) e duas temperaturas ambiente (estresse e termoneutro). Aos 10, 20, 30 e 40 dias todas as codornas foram pesadas para determinar o peso vivo (g) e ganho de peso (g). Quatro codornas de cada tratamento foram eutanasiadas com anestesia geral dissociativa e necropsia para coleta do duodeno, bolsa cloacal, fígado e coração para determinar o peso absoluto (g), peso relativo (%) e para avaliar a morfometria da mucosa duodenal e a área dos folículos bursais. Foi coletado sangue de quatro codornas por tratamento aos 30 e 40 dias para realização do hemograma, leucograma e bioquímica sérica. Os dados foram analisados estatisticamente e as diferenças entre as médias foram determinadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. A temperatura de incubação 39,5°C a partir do 6° dia de incubação reduziu o índice de eclosão e o peso vivo ao nascer, no entanto, a qualidade física das codornas foi semelhante à temperatura padrão. Para as outras variáveis estudadas observou-se efeito significativo (P0,05) da temperatura de incubação e ambiente sobre os valores do eritrograma e proteinograma. No entanto, a manipulação térmica durante a incubação com temperatura 39,5°C aumentou altura dos vilos, relação vilo/cripta, área de absorção da mucosa duodenal e área dos folículos bursais das codornas desafiadas termicamente por calor após eclosão. Esses resultados sugerem que o estresse térmico por calor em codornas japonesas, reduz o desempenho e causa imunossupressão. No entanto, a manipulação térmica durante a
    incubação pode induzir mudanças comportamentais e fisiológicas, que possibilite a aquisição da termotolerância em codornas japonesas desafiadas termicamente por calor após eclosão.


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  • A alta temperatura ambiente é uma preocupação para o setor da coturnicultura. Uma vez que o estresse térmico por calor provoca redução no ganho de peso, danos estruturas na mucosa intestinal e imunossupressão e aumento da mortalidade. No entanto, a manipulação térmica durante a incubação surgir como alternativa para aquisição da termotolerância nas codornas japonesas. Assim, objetivou-se com esse trabalho avaliar os efeitos da manipulação térmica durante a incubação sobre os parâmetros de incubação, desempenho, morfometria da mucosa duodenal, bem como a resposta imune de codornas japonesas desafiadas termicamente após eclosão. Foram utilizados quinhentos e quarenta ovos adquiridos de um incubatório comercial (Granja Fujikura) distribuídos em três incubadoras comerciais (Brood Chocadeira®), todas as incubadoras foram mantidas com temperatura de 37,8°C e umidade 60% e viragem automática a cada duas horas. A partir do 6° dia de incubação até o momento da eclosão as temperaturas foram ajustadas 37,8°C (padrão), 38,5°C (intermediária) e 39,5°C (alta). No 15° dia de incubação as incubadoras foram programas para cessar a viragem dos ovos. O nascimento das codornas foi acompanhado a cada 3 horas, a partir do 16° dia (384 horas) até 21° dia de incubação (505 horas). Todos os ovos não eclodidos foram abertos e passaram pelo embriodiagnóstico para
    determinar o período da mortalidade embrionária. As codornas que eclodiram foram avaliadas quanto à qualidade física pelo escorre de 0 a 100 pontos, além disso, foram pesadas e distribuídas de forma uniforme, em um delineamento inteiramente casualizado com três temperaturas de incubação (37,8, 38,5 e 39,5°C) e duas temperaturas ambiente (estresse e termoneutro). Aos 10, 20, 30 e 40 dias todas as codornas foram pesadas para determinar o peso vivo (g) e ganho de peso (g). Quatro codornas de cada tratamento foram eutanasiadas com anestesia geral dissociativa e necropsia para coleta do duodeno, bolsa cloacal, fígado e coração para determinar o peso absoluto (g), peso relativo (%) e para avaliar a morfometria da mucosa duodenal e a área dos folículos bursais. Foi coletado sangue de quatro codornas por tratamento aos 30 e 40 dias para realização do hemograma, leucograma e bioquímica sérica. Os dados foram analisados estatisticamente e as diferenças entre as médias foram determinadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. A temperatura de incubação 39,5°C a partir do 6° dia de incubação reduziu o índice de eclosão e o peso vivo ao nascer, no entanto, a qualidade física das codornas foi semelhante à temperatura padrão. Para as outras variáveis estudadas observou-se efeito significativo (P0,05) da temperatura de incubação e ambiente sobre os valores do eritrograma e proteinograma. No entanto, a manipulação térmica durante a incubação com temperatura 39,5°C aumentou altura dos vilos, relação vilo/cripta, área de absorção da mucosa duodenal e área dos folículos bursais das codornas desafiadas termicamente por calor após eclosão. Esses resultados sugerem que o estresse térmico por calor em codornas japonesas, reduz o desempenho e causa imunossupressão. No entanto, a manipulação térmica durante a
    incubação pode induzir mudanças comportamentais e fisiológicas, que possibilite a aquisição da termotolerância em codornas japonesas desafiadas termicamente por calor após eclosão.

17
  • JARDEL BEZERRA DA SILVA
  • POTENCIAL HEPATOPROTETOR E GENOPROTETOR DA PRÓPOLIS VERMELHA PRODUZIDA POR ABELHA (Apis mellífera) NO SEMIÁRIDO DO RIO GRANDE DO NORTE, BRASIL.

  • Orientador : JAEL BATISTA SOARES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • DEJAIR MESSAGE
  • JAEL BATISTA SOARES
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • WIRTON PEIXOTO COSTA
  • Data: 18/12/2018

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  • Atualmente um dos problemas de saúde que cada vez mais vem ganha destaque em escala mundial são as patologias hepáticas, este fator contribui para que a indústria farmacêutica desenvolva novas drogas hepatoprotetoras e que sejam realizadas pesquisas testando produtos naturais que possuam potencial hepatoprotetor e que atuem deprimindo o estresse oxidativo e estimulando a proteção contra danos ao DNA. A
    composição da própolis depende da vegetação, clima da área e espécie de abelha, sendo que a complexa composição química e a presença de composto fenólicos, presente na própolis vermelha confere amplo espectro de atividades biológicas. No Brasil realiza-se várias pesquisas sobre a atividade hepatoprotetora e genoproterota da própolis de Apís melífera, entretanto não existe estudos com a própolis vermelha produzida no semiárido do
    Rio Grande do Norte. Sendo assim, a presente pesquisa teve por objetivos avaliar o efeito hepatoprotetor do extrato hidroalcoólico da própolis vermelha produzida pela abelha Apis mellífera, obtido junto à apicultores do semiárido do Rio Grande do Norte. Foram avaliados a composição química e atividade antioxidante da própolis da referida abelha; bem como o potencial hepatoprotetor, através da indução da cirrose experimental em ratos; além da avaliação in vitro do potencial antineoplásico da própolis em linhagem de células de carcinoma hepático humano (HepG2), e também do potencial genoprotetor em linhagem de células normais (L929), expostas ao peróxido de hidrogênio (H2O2). As amostras apresentaram teores de fenóis totais de 74,92±0,51 a 141,07±1,27 mg GAE/100g, flavonoides de 2,42± 0,17 a 8,35±0,28 mg QE/100g e atividade antioxidante IC50 de 129,10±0,49 a 54,14±1,50 μg/ml. O extrato da própolis não apresentou citotoxicidade em células normais e apresentou efeito antigenotóxico ou genoprotetor, com percentuais de redução de genotoxicidade de 90,17% ±3,01; 71,15%±2,64 e 43,07%±2,64 respectivamente, para as concentrações de 500, 250 e 100μl/mL do extrato. Os resultados dos níveis séricos das enzimas indicadoras de lesão hepática (AST e ALT), indicaram que o extrato hidroalcoólico da própolis não causou toxicidade hepática e exerceu efeito hepatoprotetor frente ao dano hepático induzido pela TAA. Através da avaliação macroscópica e histológica dos fígados é possível também sugerir que o extrato da própolis analisado exerceu efeito hepatoprotetor na gravidade da cirrose, uma vez que nos fígados dos animais do grupo tratados com extrato foi possível constatar que os nódulos
    regenerativos característicos da cirrose foram menores e mais discretos, quando comparados aos dos animais do grupo cirrótico. Da mesma forma, houve redução significativa do percentual de colágeno do grupo tratado em relação ao grupo cirrótico, demonstrando o efeito hepatoprotetor da própolis, o qual foi capaz de reduzir o dano aos hepatócitos, embora não tenha sido verificada diferença estatística do peso dos fígados nos referidos grupos, a análise estereológica demonstrou que houve diferença significativa no percentual de hepatócitos e de colágenos entres esses grupos. Assim, conclui-se que o extrato da própolis apresenta composição química variada e promissoras atividades farmacológicas, destacando-se a antioxidante, não citotóxica, genoprotetora e
    hepatoprotetora, visto que exerceu efeito hepatoprotetor mediante a lesão hepática induzida pela tioacetamida.


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  • Atualmente um dos problemas de saúde que cada vez mais vem ganha destaque em escala mundial são as patologias hepáticas, este fator contribui para que a indústria farmacêutica desenvolva novas drogas hepatoprotetoras e que sejam realizadas pesquisas testando produtos naturais que possuam potencial hepatoprotetor e que atuem deprimindo o estresse oxidativo e estimulando a proteção contra danos ao DNA. A
    composição da própolis depende da vegetação, clima da área e espécie de abelha, sendo que a complexa composição química e a presença de composto fenólicos, presente na própolis vermelha confere amplo espectro de atividades biológicas. No Brasil realiza-se várias pesquisas sobre a atividade hepatoprotetora e genoproterota da própolis de Apís melífera, entretanto não existe estudos com a própolis vermelha produzida no semiárido do
    Rio Grande do Norte. Sendo assim, a presente pesquisa teve por objetivos avaliar o efeito hepatoprotetor do extrato hidroalcoólico da própolis vermelha produzida pela abelha Apis mellífera, obtido junto à apicultores do semiárido do Rio Grande do Norte. Foram avaliados a composição química e atividade antioxidante da própolis da referida abelha; bem como o potencial hepatoprotetor, através da indução da cirrose experimental em ratos; além da avaliação in vitro do potencial antineoplásico da própolis em linhagem de células de carcinoma hepático humano (HepG2), e também do potencial genoprotetor em linhagem de células normais (L929), expostas ao peróxido de hidrogênio (H2O2). As amostras apresentaram teores de fenóis totais de 74,92±0,51 a 141,07±1,27 mg GAE/100g, flavonoides de 2,42± 0,17 a 8,35±0,28 mg QE/100g e atividade antioxidante IC50 de 129,10±0,49 a 54,14±1,50 μg/ml. O extrato da própolis não apresentou citotoxicidade em células normais e apresentou efeito antigenotóxico ou genoprotetor, com percentuais de redução de genotoxicidade de 90,17% ±3,01; 71,15%±2,64 e 43,07%±2,64 respectivamente, para as concentrações de 500, 250 e 100μl/mL do extrato. Os resultados dos níveis séricos das enzimas indicadoras de lesão hepática (AST e ALT), indicaram que o extrato hidroalcoólico da própolis não causou toxicidade hepática e exerceu efeito hepatoprotetor frente ao dano hepático induzido pela TAA. Através da avaliação macroscópica e histológica dos fígados é possível também sugerir que o extrato da própolis analisado exerceu efeito hepatoprotetor na gravidade da cirrose, uma vez que nos fígados dos animais do grupo tratados com extrato foi possível constatar que os nódulos
    regenerativos característicos da cirrose foram menores e mais discretos, quando comparados aos dos animais do grupo cirrótico. Da mesma forma, houve redução significativa do percentual de colágeno do grupo tratado em relação ao grupo cirrótico, demonstrando o efeito hepatoprotetor da própolis, o qual foi capaz de reduzir o dano aos hepatócitos, embora não tenha sido verificada diferença estatística do peso dos fígados nos referidos grupos, a análise estereológica demonstrou que houve diferença significativa no percentual de hepatócitos e de colágenos entres esses grupos. Assim, conclui-se que o extrato da própolis apresenta composição química variada e promissoras atividades farmacológicas, destacando-se a antioxidante, não citotóxica, genoprotetora e
    hepatoprotetora, visto que exerceu efeito hepatoprotetor mediante a lesão hepática induzida pela tioacetamida.

2017
Dissertações
1
  • REBECA JÉSSICA FALCÃO CAMARA
  • PESQUISA E CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DE AMOSTRAS DO VÍRUS DA ANEMIA INFECCIOSA EQUINA EM EQUÍDEOS ERRANTES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : SIDNEI MIYOSHI SAKAMOTO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • Fernanda Gonçalves de Oliveira
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • SIDNEI MIYOSHI SAKAMOTO
  • Data: 14/02/2017

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  • A anemia infecciosa equina é a doença infecciosa de etiologia viral mais importante entre os equinos. É uma doença endêmica em populações de equídeos por todo o mundo. Neste trabalho, amostras de 409 animais (asininos e equinos) foram submetidas aos testes de IDGA, ELISA pgp45 e nested-PCR utilizando indicadores para o gene gag. Quatro amostras (0,98%) foram positivas em pelo menos um teste sorológico e dessas três (0,73%) foram positivas na nested-PCR. Três produtos da nested-PCR foram sequenciados e submetidos à análise filogenética. O resultado da análise sugeriu que a sequencia obtida do cavalo tem a mesma origem que estirpes da américa do norte, e que as sequencias de asininos não possuem identidade com nenhuma outra já publicada, dado que levanta cenários interessantes com implicações para o estudo da cadeia de transmissão do EIAV.


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  • A anemia infecciosa equina é a doença infecciosa de etiologia viral mais importante entre os equinos. É uma doença endêmica em populações de equídeos por todo o mundo. Neste trabalho, amostras de 409 animais (asininos e equinos) foram submetidas aos testes de IDGA, ELISA pgp45 e nested-PCR utilizando indicadores para o gene gag. Quatro amostras (0,98%) foram positivas em pelo menos um teste sorológico e dessas três (0,73%) foram positivas na nested-PCR. Três produtos da nested-PCR foram sequenciados e submetidos à análise filogenética. O resultado da análise sugeriu que a sequencia obtida do cavalo tem a mesma origem que estirpes da américa do norte, e que as sequencias de asininos não possuem identidade com nenhuma outra já publicada, dado que levanta cenários interessantes com implicações para o estudo da cadeia de transmissão do EIAV.

2
  • LUÃ BARBALHO DE MACEDO
  • IMUNOLOCALIZAÇÃO DE RECEPTORES DE LEPTINA NO OVÁRIO DE PREÁS (Galea spixii Wagler, 1831)

  • Orientador : VALERIA VERAS DE PAULA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GENILSON FERNANDES DE QUEIROZ
  • PAULA DE CARVALHO PAPA
  • VALERIA VERAS DE PAULA
  • Data: 16/02/2017

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  • A leptina, uma citocina produzida pelas células adiposas, é alvo da comunidade científica por acreditarem que ela apresente impacto sobre a reprodução dos animais promovendo a puberdade, foliculogênese e oogênese, ciclo estral e auxiliando na fecundação. A compreensão dos mecanismos que controlam a atividade reprodutiva de preás (Galea spixii) possui papel relevante para a preservação da espécie. Desta forma, o presente trabalho propôs analisar a imunolocalização dos receptores de leptina (Ob-R) no ovário de preás. Coletaram-se os ovários de 20 fêmeas adultas, não prenhes e saudáveis. As amostras foram fixadas em paraformaldeído a 4% em tampão fosfato, incluídas em parafina e seccionadas para a realização de imunohistoquímica. As secções foram fotomicrografadas e avaliadas quanto à intensidade da reação. Observou-se forte imunorreação no oócito e nas células da teca, moderada nas células do estroma ovariano e nas células luteínicas grandes e fracamente coradas nas células da granulosa, endoteliais, perivasculares e células luteínicas pequenas. Quando comparado a expressão de receptores ao longo do desenvolvimento folicular foi observado que o oócito e as células da teca se mantiveram com expressão na mesma intensidade. Entretanto, as células da granulosa apresentaram forte marcação nos estádios pré-antrais enquanto que nos folículos antrais apresentou fraca intensidade. Concluímos que em ovários de Galea spixii existe a presença de Ob-R nas principais estruturas do ovário confirmando que este hormônio desempenhe papel fundamental na reprodução desta espécie.


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  • A leptina, uma citocina produzida pelas células adiposas, é alvo da comunidade científica por acreditarem que ela apresente impacto sobre a reprodução dos animais promovendo a puberdade, foliculogênese e oogênese, ciclo estral e auxiliando na fecundação. A compreensão dos mecanismos que controlam a atividade reprodutiva de preás (Galea spixii) possui papel relevante para a preservação da espécie. Desta forma, o presente trabalho propôs analisar a imunolocalização dos receptores de leptina (Ob-R) no ovário de preás. Coletaram-se os ovários de 20 fêmeas adultas, não prenhes e saudáveis. As amostras foram fixadas em paraformaldeído a 4% em tampão fosfato, incluídas em parafina e seccionadas para a realização de imunohistoquímica. As secções foram fotomicrografadas e avaliadas quanto à intensidade da reação. Observou-se forte imunorreação no oócito e nas células da teca, moderada nas células do estroma ovariano e nas células luteínicas grandes e fracamente coradas nas células da granulosa, endoteliais, perivasculares e células luteínicas pequenas. Quando comparado a expressão de receptores ao longo do desenvolvimento folicular foi observado que o oócito e as células da teca se mantiveram com expressão na mesma intensidade. Entretanto, as células da granulosa apresentaram forte marcação nos estádios pré-antrais enquanto que nos folículos antrais apresentou fraca intensidade. Concluímos que em ovários de Galea spixii existe a presença de Ob-R nas principais estruturas do ovário confirmando que este hormônio desempenhe papel fundamental na reprodução desta espécie.

3
  • DANYELA CARLA ELIAS SOARES
  • ANÁLISE DOS GASES DO EFEITO ESTUFA NO CULTIVO DE CAMARÃO MARINHO (Litopeneaus vannamei)

  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CIBELE SOARES PONTES
  • GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • VIRGINIA MARIA CAVALARI HENRIQUES
  • Data: 17/02/2017

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  • O objetivo desse trabalho foi identificar e quantificar o fluxo de gases de efeito estufa (CH4, CO2, N2O, O2, N2) em viveiros de cultivo de camarão marinho Litopenaeus vannamei submetidos a diferentes estratégias de cultivo. O experimento constituiu-se de oito unidades experimentais divididas em dois tratamentos com diferentes densidades de estocagem, quatro viveiros povoados com L.vannamei, numa densidade de 92 ind./m² por viveiro (densidade alta) e quatro viveiros com densidade de 14 ind./m² por viveiro (densidade baixa). Os dados obtidos das análises das duas áreas foram comparados para diagnosticar o impacto das diferentes densidades sobre as emissões dos gases de efeito estufa. Além da quantificação dos gases foram determinadas as seguintes variáveis limnológicas: temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido, transparência, pH, sólidos dissolvidos totais, sólidos totais em suspensão, turbidez, condutividade elétrica, fósforo total, ortofosfato e as concentrações do carbono orgânico e inorgânico. Os resultados do fluxo total dos gases (difusivos e ebulitivos) no período de 24h mostraram que foram houveram variações nos padrões de emissões para as duas densidades utilizadas, bem como nas concentrações dos cinco gases avaliados. O N2O apresentou menor contribuição para as duas densidades, enquanto o O2 e o N2 apresentaram as maiores contribuições em todo o período de cultivo. Entretanto, o CH4 e o CO2 apresentaram diferentes padrões de contribuição para as duas densidades, onde os valores de fluxo negativo apresentados pelo tratamento em densidade alta revelaram a absorção desses gases em densidade alta e emissão em densidade baixa. De acordo com as duas densidades utilizadas, os valores médios de fluxo total de gases registrados foram -314,870 mg.m².dia-1 de CH4, -3773,511 mg.m².dia-1 de CO2, 2,469 mg.m².dia-1 de N2O, -6078,90 mg.m².dia-1 de O2, 8048,163 mg.m².dia-1 de N2 para a densidade alta. Enquanto na densidade baixa os valores foram os seguintes: 653,890 mg.m².dia-1 de CH4, 497,518 mg.m².dia-1 de CO2, 25,590 mg.m².dia-1 de N2O, -5424,681 mg.m².dia-1 de O2, 4601,763 mg.m².dia-1 de N2. Assim, os resultados obtidos nesse estudo sugerem que as múltiplas condições ambientais e de manejo oferecidas no cultivo interferem na produção e na emissão dos gases e, consequentemente, na atividade dos microrganismos envolvidos nesses processos fazendo-os, sob condições ambientais adequadas, independente das densidades atuar como fonte ou sumidouro de gases. Neste contexto, pode-se concluir que o tratamento em densidade baixa contribuiu de forma mais efetiva para a emissão de gases de afeito estufa cultivo de L. vannamei do que o tratamento em densidade alta, opondo-se ao paradigma de que os maiores impactos ambientais causados pela carcinicultura advêm cultivo intensivo em densidade altas.


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  • O objetivo desse trabalho foi identificar e quantificar o fluxo de gases de efeito estufa (CH4, CO2, N2O, O2, N2) em viveiros de cultivo de camarão marinho Litopenaeus vannamei submetidos a diferentes estratégias de cultivo. O experimento constituiu-se de oito unidades experimentais divididas em dois tratamentos com diferentes densidades de estocagem, quatro viveiros povoados com L.vannamei, numa densidade de 92 ind./m² por viveiro (densidade alta) e quatro viveiros com densidade de 14 ind./m² por viveiro (densidade baixa). Os dados obtidos das análises das duas áreas foram comparados para diagnosticar o impacto das diferentes densidades sobre as emissões dos gases de efeito estufa. Além da quantificação dos gases foram determinadas as seguintes variáveis limnológicas: temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido, transparência, pH, sólidos dissolvidos totais, sólidos totais em suspensão, turbidez, condutividade elétrica, fósforo total, ortofosfato e as concentrações do carbono orgânico e inorgânico. Os resultados do fluxo total dos gases (difusivos e ebulitivos) no período de 24h mostraram que foram houveram variações nos padrões de emissões para as duas densidades utilizadas, bem como nas concentrações dos cinco gases avaliados. O N2O apresentou menor contribuição para as duas densidades, enquanto o O2 e o N2 apresentaram as maiores contribuições em todo o período de cultivo. Entretanto, o CH4 e o CO2 apresentaram diferentes padrões de contribuição para as duas densidades, onde os valores de fluxo negativo apresentados pelo tratamento em densidade alta revelaram a absorção desses gases em densidade alta e emissão em densidade baixa. De acordo com as duas densidades utilizadas, os valores médios de fluxo total de gases registrados foram -314,870 mg.m².dia-1 de CH4, -3773,511 mg.m².dia-1 de CO2, 2,469 mg.m².dia-1 de N2O, -6078,90 mg.m².dia-1 de O2, 8048,163 mg.m².dia-1 de N2 para a densidade alta. Enquanto na densidade baixa os valores foram os seguintes: 653,890 mg.m².dia-1 de CH4, 497,518 mg.m².dia-1 de CO2, 25,590 mg.m².dia-1 de N2O, -5424,681 mg.m².dia-1 de O2, 4601,763 mg.m².dia-1 de N2. Assim, os resultados obtidos nesse estudo sugerem que as múltiplas condições ambientais e de manejo oferecidas no cultivo interferem na produção e na emissão dos gases e, consequentemente, na atividade dos microrganismos envolvidos nesses processos fazendo-os, sob condições ambientais adequadas, independente das densidades atuar como fonte ou sumidouro de gases. Neste contexto, pode-se concluir que o tratamento em densidade baixa contribuiu de forma mais efetiva para a emissão de gases de afeito estufa cultivo de L. vannamei do que o tratamento em densidade alta, opondo-se ao paradigma de que os maiores impactos ambientais causados pela carcinicultura advêm cultivo intensivo em densidade altas.

4
  • NATALIA CRISTINA DE MEDEIROS
  • Qualidade do leite utilizado em queijarias artesanais no Rio Grande do Norte

  • Orientador : JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEAN BERG ALVES DA SILVA
  • SIDNEI MIYOSHI SAKAMOTO
  • STELA ANTAS URBANO
  • Data: 17/02/2017

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  • Os queijos artesanais, como o de coalho e o de manteiga, participam da identidade sociocultural do povo e merecem valorização. Como muitos queijos artesanais, é comum a fabricação dos queijos de coalho e de manteiga com leite cru. Por isso, é fundamental que a matériaprima das queijarias apresente boa qualidade, a 勺m de minimizar riscos aos consumidores. Dessa forma, objetivou-se avaliar a qualidade do leite em queijarias artesanais do Rio Grande do Norte, Brasil. Foram coletadas cinquenta amostras de regiões que se destacam como bacias leiteiras no estado. Elas foram submetidas às análises microbiológicas, físicas, químicas, residuais e pesquisa de fraudes. Foram pesquisados microrganismos mesó勺los estritos e facultativos viáveis, coliformes totais, termotolerantes, Salmonella sp. e Staphylococcus aureus; acidez titulável em graus Dornic, densidade, índice crioscópico, estabilidade ao alizarol, porcentagens de proteína, lactose e gordura; também foram pesquisados resíduos e fraudes recorrentes em leite. De maneira geral, todas as amostras ultrapassaram o limite estabelecido pela legislação para contagem de microrganismos mesó勺los; houve presença de Salmonella sp. em uma amostra. Dada esta contaminação, a acidez da maioria das amostras estava elevada. Além disso, foram encontrados cloretos em 16% e resíduos de antimicrobianos em 46% das amostras. Portanto, a qualidade do leite usado na fabricação informal de queijo artesanal no estado do Rio Grande do Norte não é boa, podendo representar um risco para o consumidor, com o comprometimento da qualidade dos queijos de coalho e de manteiga.


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  • Os queijos artesanais, como o de coalho e o de manteiga, participam da identidade sociocultural do povo e merecem valorização. Como muitos queijos artesanais, é comum a fabricação dos queijos de coalho e de manteiga com leite cru. Por isso, é fundamental que a matériaprima das queijarias apresente boa qualidade, a 勺m de minimizar riscos aos consumidores. Dessa forma, objetivou-se avaliar a qualidade do leite em queijarias artesanais do Rio Grande do Norte, Brasil. Foram coletadas cinquenta amostras de regiões que se destacam como bacias leiteiras no estado. Elas foram submetidas às análises microbiológicas, físicas, químicas, residuais e pesquisa de fraudes. Foram pesquisados microrganismos mesó勺los estritos e facultativos viáveis, coliformes totais, termotolerantes, Salmonella sp. e Staphylococcus aureus; acidez titulável em graus Dornic, densidade, índice crioscópico, estabilidade ao alizarol, porcentagens de proteína, lactose e gordura; também foram pesquisados resíduos e fraudes recorrentes em leite. De maneira geral, todas as amostras ultrapassaram o limite estabelecido pela legislação para contagem de microrganismos mesó勺los; houve presença de Salmonella sp. em uma amostra. Dada esta contaminação, a acidez da maioria das amostras estava elevada. Além disso, foram encontrados cloretos em 16% e resíduos de antimicrobianos em 46% das amostras. Portanto, a qualidade do leite usado na fabricação informal de queijo artesanal no estado do Rio Grande do Norte não é boa, podendo representar um risco para o consumidor, com o comprometimento da qualidade dos queijos de coalho e de manteiga.

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  • JÚLIO CÉSAR DA SILVA CACHO
  • O CULTIVO DE TILÁPIA DO NILO (Oreochromis niloticus) EM TANQUES-REDE EM RESERVATÓRIO DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO É SUSTENTÁVEL ECONOMICAMENTE, SOCIALMENTE E AMBIENTALMENTE?

  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CIBELE SOARES PONTES
  • GUSTAVO HENRIQUE GONZAGA DA SILVA
  • VIRGINIA MARIA CAVALARI HENRIQUES
  • Data: 17/02/2017

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  • Preocupações com relação à sustentabilidade dos empreendimentos aquícolas bem como as modificações que eles podem proporcionar aos ambientes aquáticos são fundamentais em corpos hídricos, principalmente em reservatórios do semiárido, onde ocorre uma constante escassez de água. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a sedimentação de nutrientes e material particulado, além da sustentabilidade ambiental, social e econômica de um sistema de cultivo de tilápias em tanques-rede em um reservatório do semiárido brasileiro. O estudo foi realizado em uma cooperativa de empresários que gerenciam uma produção de tilápias do Nilo em tanques-rede no reservatório de Umari (5°42’13”S e 37°15’18”O). Foram realizadas análises do sedimento gerado pelos tanques-rede, bem como foram utilizados 40 indicadores de sustentabilidade, sendo que e a sustentabilidade do sistema foi modelada através do arcabouço teórico Drivers-Pressure-State-Impact-Response, no qual foram considerados dois cenários com cultivos reais, que operavam com as densidades de estocagem com 400 e 500 peixes/gaiola, com quatro ciclos de cultivo anual (DENS 400 CC; DENS 500 CC, respectivamente) e dois cenários hipotéticos considerando uma densidade de 400 e 500 peixes/gaiola, com dois ciclos de cultivo anual (DENS 400 CL; DENS 500 CL, respectivamente). As taxas de sedimentação nos tanques-rede foram significativamente superiores quando comparadas com as taxas observadas na região do reservatório sem influência dos tanques–rede, demonstrando que a atividade de piscicultura em tanques-rede eleva as taxas de sedimentação de nutrientes e material particulado neste reservatório, podendo contribuir para acelerar o processo de eutrofização deste ambiente aquático. No entanto, os resultados mostraram que o aumento das taxas de sedimentação foi pontual, ou seja, ainda é restrita a região de piscicultura em tanques rede no reservatório de Umari. A partir da comparação entre os cenários proporcionada pela modelagem, ficou evidenciado que os cultivos reais apesar de terem apresentado melhores desempenhos nas sustentabilidades ambiental e social, foram inviáveis do ponto de vista econômico, podendo causar o fim do empreendimento e consequentemente a redução dos benefícios sociais para a população local. A modelagem demonstrou ainda que alterações no aumento do tempo de cultivo e a consequente diminuição dos ciclos anuais produção, aumentou a sustentabilidade de forma global, mas ao mesmo tempo reduziu a sustentabilidade ambiental, sendo importante destacar que em decorrência da região semiárida apresentar características peculiares com relação à escassez de água, a baixa sustentabilidade ambiental das atividades de piscicultura intensiva em tanques-rede realizadas nestes reservatórios podem em médio prazo comprometer economicamente e socialmente a atividade.


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  • Preocupações com relação à sustentabilidade dos empreendimentos aquícolas bem como as modificações que eles podem proporcionar aos ambientes aquáticos são fundamentais em corpos hídricos, principalmente em reservatórios do semiárido, onde ocorre uma constante escassez de água. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a sedimentação de nutrientes e material particulado, além da sustentabilidade ambiental, social e econômica de um sistema de cultivo de tilápias em tanques-rede em um reservatório do semiárido brasileiro. O estudo foi realizado em uma cooperativa de empresários que gerenciam uma produção de tilápias do Nilo em tanques-rede no reservatório de Umari (5°42’13”S e 37°15’18”O). Foram realizadas análises do sedimento gerado pelos tanques-rede, bem como foram utilizados 40 indicadores de sustentabilidade, sendo que e a sustentabilidade do sistema foi modelada através do arcabouço teórico Drivers-Pressure-State-Impact-Response, no qual foram considerados dois cenários com cultivos reais, que operavam com as densidades de estocagem com 400 e 500 peixes/gaiola, com quatro ciclos de cultivo anual (DENS 400 CC; DENS 500 CC, respectivamente) e dois cenários hipotéticos considerando uma densidade de 400 e 500 peixes/gaiola, com dois ciclos de cultivo anual (DENS 400 CL; DENS 500 CL, respectivamente). As taxas de sedimentação nos tanques-rede foram significativamente superiores quando comparadas com as taxas observadas na região do reservatório sem influência dos tanques–rede, demonstrando que a atividade de piscicultura em tanques-rede eleva as taxas de sedimentação de nutrientes e material particulado neste reservatório, podendo contribuir para acelerar o processo de eutrofização deste ambiente aquático. No entanto, os resultados mostraram que o aumento das taxas de sedimentação foi pontual, ou seja, ainda é restrita a região de piscicultura em tanques rede no reservatório de Umari. A partir da comparação entre os cenários proporcionada pela modelagem, ficou evidenciado que os cultivos reais apesar de terem apresentado melhores desempenhos nas sustentabilidades ambiental e social, foram inviáveis do ponto de vista econômico, podendo causar o fim do empreendimento e consequentemente a redução dos benefícios sociais para a população local. A modelagem demonstrou ainda que alterações no aumento do tempo de cultivo e a consequente diminuição dos ciclos anuais produção, aumentou a sustentabilidade de forma global, mas ao mesmo tempo reduziu a sustentabilidade ambiental, sendo importante destacar que em decorrência da região semiárida apresentar características peculiares com relação à escassez de água, a baixa sustentabilidade ambiental das atividades de piscicultura intensiva em tanques-rede realizadas nestes reservatórios podem em médio prazo comprometer economicamente e socialmente a atividade.

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  • ÉRICA CAMILA GURGEL PRAXEDES
  • CONSERVAÇÃO DE TECIDO OVARIANO DE CUTIAS (Dasyprocta leporina, Lichtenstein, 1823) CRIADAS EM CATIVEIRO NO SEMI-ÁRIDO NORDESTINO

  • Orientador : ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RODRIGUES SILVA
  • MARCELO BARBOSA BEZERRA
  • MARIA HELENA TAVARES DE MATOS
  • Data: 17/02/2017

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  • O objetivo do presente estudo foi utilizar a manipulação de oócitos inclusos em folículos ovarianos pré antrais (MOIFOPA) como ferramenta para o resgate e conservação do uso de gametas femininos de cutias (Dasyprocta leporina). A dissertação foi dividida em duas fases experimentais. Na primeira, foi realizada a vitri醴cação em superfície sólida (SSV) utilizando diferentes concentrações de agentes crioprotetores (ACPs), no qual foram veri醴cados os efeitos das concentrações de 3 e 6 M de dimetilsufoxido (DMSO) e etilenoglicol (EG), bem como a associação de ambos os ACPs na concentração maior (6M) sob a morfologia, viabilidade e apoptose celular de folículos ovarianos pré-antrais in situ (FOPAs). Um total de 865 FOPAs foi analisados antes e após a vitri醴cação. No grupo controle foi observado 80,7 ± 5,21% de FOPA morfologicamente normal. Após SSV, independentemente do ACP utilizado, foram obtidos até 76,7% ± 5,4. Na análise de viabilidade, DMSO 3 M, DMSO 6 M, EG 3, EG 6 M (70,0%; 81,11%; 76,6% e 71,11%; respectivamente) apresentaram valores semelhantes ao grupo controle (79,0%). Na segunda, foi realizada a SSV utilizando a associação dos ACPs (DMSO e EG), seguido do xenotransplante de tecido ovarinao de cutias em camundongas C57Bl/6 SCID Black. Através do monitoramento do lavado vaginal, observou-se que 80% das camundongas do grupo controle e 42% do grupo vitri醴cado retornaram à atividade ovariana, con醴rmada pela dosagem hormonal. Microscopicamente, folículos primordiais, primários, transição e secundários foram observados nos enxertos, e todos tinham morfologia normal para as espécies estudadas. No entanto, os folículos primordiais e primários foram observados em maior quantidade após transplante. Os NORs revelaram que após o transplante ocorreu uma redução signi醴cativa no grupo vitri醴cadoxenotranplantado (1,66 ± 0,25) quando comparados aos grupos controles (grupo controle fresco: 7,19 ± 1,23; grupo controle xenotransplantado: 9,10 ± 0,64). As células apoptóticas (TUNEL positivo) foram encontradas somente após o transplante das amostras vitri醴cadas e folículos sauáveis foram encontrados nos outros grupos tratado (TUNEL negativo). Assim, como conclusão geral, o uso da MOIFOPA em cutias permitiu o conhecimento de aspectos relacionados a sua morfo醴siologia reprodutiva, possibilitando tanto a conservação do material genético, com a possibilidade de formação de bancos de germoplasma; e ainda a elucidação dos mecanismos relacionados a sobrevivência e desenvolvimento dos FOPA in vivo.


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  • O objetivo do presente estudo foi utilizar a manipulação de oócitos inclusos em folículos ovarianos pré antrais (MOIFOPA) como ferramenta para o resgate e conservação do uso de gametas femininos de cutias (Dasyprocta leporina). A dissertação foi dividida em duas fases experimentais. Na primeira, foi realizada a vitri醴cação em superfície sólida (SSV) utilizando diferentes concentrações de agentes crioprotetores (ACPs), no qual foram veri醴cados os efeitos das concentrações de 3 e 6 M de dimetilsufoxido (DMSO) e etilenoglicol (EG), bem como a associação de ambos os ACPs na concentração maior (6M) sob a morfologia, viabilidade e apoptose celular de folículos ovarianos pré-antrais in situ (FOPAs). Um total de 865 FOPAs foi analisados antes e após a vitri醴cação. No grupo controle foi observado 80,7 ± 5,21% de FOPA morfologicamente normal. Após SSV, independentemente do ACP utilizado, foram obtidos até 76,7% ± 5,4. Na análise de viabilidade, DMSO 3 M, DMSO 6 M, EG 3, EG 6 M (70,0%; 81,11%; 76,6% e 71,11%; respectivamente) apresentaram valores semelhantes ao grupo controle (79,0%). Na segunda, foi realizada a SSV utilizando a associação dos ACPs (DMSO e EG), seguido do xenotransplante de tecido ovarinao de cutias em camundongas C57Bl/6 SCID Black. Através do monitoramento do lavado vaginal, observou-se que 80% das camundongas do grupo controle e 42% do grupo vitri醴cado retornaram à atividade ovariana, con醴rmada pela dosagem hormonal. Microscopicamente, folículos primordiais, primários, transição e secundários foram observados nos enxertos, e todos tinham morfologia normal para as espécies estudadas. No entanto, os folículos primordiais e primários foram observados em maior quantidade após transplante. Os NORs revelaram que após o transplante ocorreu uma redução signi醴cativa no grupo vitri醴cadoxenotranplantado (1,66 ± 0,25) quando comparados aos grupos controles (grupo controle fresco: 7,19 ± 1,23; grupo controle xenotransplantado: 9,10 ± 0,64). As células apoptóticas (TUNEL positivo) foram encontradas somente após o transplante das amostras vitri醴cadas e folículos sauáveis foram encontrados nos outros grupos tratado (TUNEL negativo). Assim, como conclusão geral, o uso da MOIFOPA em cutias permitiu o conhecimento de aspectos relacionados a sua morfo醴siologia reprodutiva, possibilitando tanto a conservação do material genético, com a possibilidade de formação de bancos de germoplasma; e ainda a elucidação dos mecanismos relacionados a sobrevivência e desenvolvimento dos FOPA in vivo.

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  • ACÁCIA MARIA PINTO
  •  

    Descrição Morfológica do Sistema Digestório do Tropidurus hispidus (Spix,1825)

  • Orientador : JOSE DOMINGUES FONTENELE NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLOS IBERE ALVES FREITAS
  • DIOGO MANUEL LOPES DE PAIVA CAVALCANTI
  • JOSE DOMINGUES FONTENELE NETO
  • Data: 20/02/2017

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  • Os répteis são muito importantes para a manuntenção do meio ambiente, sendo considerados modelos para estudos biológicos por serem facilmente observados, manuseados e capturados. O Tropidurus hispidus é a espécie de lagarto mais abundante em regiões de caatingas e ambientes secos, sendo muito comum no Brasil. Seu hábito alimentar é constituído principalmente por invertebrados, no entanto, podem ingerir partes de vegetais. Devido ao seu hábito alimentar diferenciado e a carência de informações relacionadas à morfologia desses animais, foi proposto um estudo da caracterização morfológica do trato digestório do Tropidurus hispidus. Foram utilizados 4 animais de ambos os sexos da espécie Tropidurus hispidus da região de Apodi-RN. Faz-se necessário um estudo aprofundado para coletar mais dados desta correlação, para que se tenha um melhor entendimento do sistema digestório do Tropidurus hispidus. Portanto, o objetivo do presente trabalho é descrever a caracterização morfológica do trato digestório do Tropidurus hispidus. Os animais foram anestesiados e eutanaziados. O trato digestório foi dissecado, fixado em Metacarn e incluídos em parafina. Foram feitos cortes de 5 µm de espessura foram corados com H&E, tricromo de Gomori, tricromo de Mallory e azul de alcian. O sistema digestório do Tropidurus hispidus possui uma língua com estrutura cartilaginosa tanto na sua parte central como nas laterais, o epitélio do esôfago é do tipo pseudoestratificado ciliado com células caliciformes, o estômago apresentou a camada muscular é bem desenvolvida tanto na parte inicial como na parte final, o intestino delgado é mais longo que o intestino grosso, porém camadas que formam o intestino grosso têm características semelhantes às do intestino delgado. O fígado apresentou células melanomacrofagos e pâncreas não apresenta ilhotas de Langerhans, todas essas diferenças podem estar principalmente relacionado com o hábito alimentar desses animais.


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  • Os répteis são muito importantes para a manuntenção do meio ambiente, sendo considerados modelos para estudos biológicos por serem facilmente observados, manuseados e capturados. O Tropidurus hispidus é a espécie de lagarto mais abundante em regiões de caatingas e ambientes secos, sendo muito comum no Brasil. Seu hábito alimentar é constituído principalmente por invertebrados, no entanto, podem ingerir partes de vegetais. Devido ao seu hábito alimentar diferenciado e a carência de informações relacionadas à morfologia desses animais, foi proposto um estudo da caracterização morfológica do trato digestório do Tropidurus hispidus. Foram utilizados 4 animais de ambos os sexos da espécie Tropidurus hispidus da região de Apodi-RN. Faz-se necessário um estudo aprofundado para coletar mais dados desta correlação, para que se tenha um melhor entendimento do sistema digestório do Tropidurus hispidus. Portanto, o objetivo do presente trabalho é descrever a caracterização morfológica do trato digestório do Tropidurus hispidus. Os animais foram anestesiados e eutanaziados. O trato digestório foi dissecado, fixado em Metacarn e incluídos em parafina. Foram feitos cortes de 5 µm de espessura foram corados com H&E, tricromo de Gomori, tricromo de Mallory e azul de alcian. O sistema digestório do Tropidurus hispidus possui uma língua com estrutura cartilaginosa tanto na sua parte central como nas laterais, o epitélio do esôfago é do tipo pseudoestratificado ciliado com células caliciformes, o estômago apresentou a camada muscular é bem desenvolvida tanto na parte inicial como na parte final, o intestino delgado é mais longo que o intestino grosso, porém camadas que formam o intestino grosso têm características semelhantes às do intestino delgado. O fígado apresentou células melanomacrofagos e pâncreas não apresenta ilhotas de Langerhans, todas essas diferenças podem estar principalmente relacionado com o hábito alimentar desses animais.

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  • ILANNA VANESSA PRISTO DE MEDEIROS OLIVEIRA
  • PESQUISA DE AGENTES VIRAIS CAUSADORES DE ABORTAMENTO, NATIMORTALIDADE E MORTALIDADE NEONATAL EM GATAS

  • Orientador : JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAO MARCELO AZEVEDO DE PAULA ANTUNES
  • LARISSA DE CASTRO DEMONER
  • SIDNEI MIYOSHI SAKAMOTO
  • Data: 20/02/2017

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  • Embora a infertilidade e a perda da prenhez em gatas sejam ainda pouco estudadas, sabe-se que as causas virais se destacam quando referente à esse contexto. Diante disso, este projeto de pesquisa objetivou identificar a prevalência de causas virais desencadeadoras de patologias reprodutivas que culminem com abortamento, natimortalidade e mortalidade neonatal em gatas atendidas no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. As fêmeas só eram incluídas no estudo após o tutor assinar um termo de consentimento e responder à um questionário, declarando a não ocorrência de problemas genéticos, traumáticos, hormonais ou nutricionais nem histórico de problemas em gestações anteriores ou na atual. Foi também adquirida a história clínica do animal e ficha de exame clínico. Amostras de sangue de cada mãe foi coletada para realização de hemograma, bioquímicas renal e hepática e análise da glicemia. Exame complementar de ultrassonografia foram realizados para avaliação da viabilidade fetal. Quando possível, coletou-se placentas, humores e tecidos fetais. As amostras sanguíneas foram testadas através de qPCR e PCR e apresentaram-se negativas para os vírus da Leucemia felina e da Imunodeficiência felina. No teste para presença do Alpha hespervírus felino tipo 1 (FHV-1), apenas uma amostra de sangue materno mostrou-se positiva. Tecidos dos fetos oriundos desta fêmea foram negativos para FHV-1. Todas as amostras maternas foram positivas para Parvovírus felino ou canino. Com os resultados de hemograma e bioquímica associado aos resultados maternos positivos para o Parvovírus sugere-se este agente como causador dos abortamentos e natimortalidades nas gatas pesquisadas.


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  • Embora a infertilidade e a perda da prenhez em gatas sejam ainda pouco estudadas, sabe-se que as causas virais se destacam quando referente à esse contexto. Diante disso, este projeto de pesquisa objetivou identificar a prevalência de causas virais desencadeadoras de patologias reprodutivas que culminem com abortamento, natimortalidade e mortalidade neonatal em gatas atendidas no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. As fêmeas só eram incluídas no estudo após o tutor assinar um termo de consentimento e responder à um questionário, declarando a não ocorrência de problemas genéticos, traumáticos, hormonais ou nutricionais nem histórico de problemas em gestações anteriores ou na atual. Foi também adquirida a história clínica do animal e ficha de exame clínico. Amostras de sangue de cada mãe foi coletada para realização de hemograma, bioquímicas renal e hepática e análise da glicemia. Exame complementar de ultrassonografia foram realizados para avaliação da viabilidade fetal. Quando possível, coletou-se placentas, humores e tecidos fetais. As amostras sanguíneas foram testadas através de qPCR e PCR e apresentaram-se negativas para os vírus da Leucemia felina e da Imunodeficiência felina. No teste para presença do Alpha hespervírus felino tipo 1 (FHV-1), apenas uma amostra de sangue materno mostrou-se positiva. Tecidos dos fetos oriundos desta fêmea foram negativos para FHV-1. Todas as amostras maternas foram positivas para Parvovírus felino ou canino. Com os resultados de hemograma e bioquímica associado aos resultados maternos positivos para o Parvovírus sugere-se este agente como causador dos abortamentos e natimortalidades nas gatas pesquisadas.

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  • RADAN ELVIS MATIAS DE OLIVEIRA
  • MORFOLOGIA DA BOLSA CLOACAL DE EMAS (Rhea americana americana LINNAEUS, 1758)

  • Orientador : MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
  • CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
  • Ana Bernadete Lima Fragoso
  • Data: 21/02/2017

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