Banca de DEFESA: KAUANE MONIQUE ALVES FREITAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KAUANE MONIQUE ALVES FREITAS
DATA : 27/02/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Defesa mestrado Kauane Alves Freitas Friday, 27 February · 08:00 – 11:00 Time zone: America/Fortalez
TÍTULO:

COMPARAÇÃO DE MÉTODOS DE DETECTABILIDADE DE ANIMAIS ATROPELADOS NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

Atropelamento; Monitoramento a pé; Subestimação; Semiárido; Taxa de perda de dados.


PÁGINAS: 68
RESUMO:

A mortalidade causada por atropelamentos é uma das principais ameaças a fauna silvestre associadas às estradas. Apesar de ser preocupante, os dados sobre atropelamento ainda são subestimados, devido às limitações no monitoramento de animais atropelados nas estradas. Assim, o objetivo deste trabalho foi comparar dois métodos de detecção de animais mortos por atropelamento com o intuito de identificar a taxa de perda de dados que poderá ser adicionada ao quantitativo de carcaças encontradas no monitoramento por veículo. O trabalho foi realizado através do monitoramento de rodovias à procura de aves atropeladas, iniciado logo após o amanhecer, conduzido por, no mínimo, dois observadores utilizando dois métodos de detectabilidade: por veículo e a pé. Foram registradas 558 aves no monitoramento a pé, das quais 72 indivíduos também foram detectados no monitoramento por carro. No monitoramento a pé, 192 indivíduos eram anfíbios, 115 aves, 164 mamíferos, 84 répteis e três não puderam ser identificados devido ao estado de decomposição. Já no monitoramento por veículo, os registros corresponderam a sete anfíbios, 27 aves, 32 mamíferos e seis répteis. O método de monitoramento, a tipologia e o grupo taxonômico contribuíram significativamente para explicar a variação nas taxas de registro de animais atropelados, enquanto a estação do ano não apresentou efeito significativo. Com relação a perda de dados, os resultados evidenciam uma subestimação elevada associada ao monitoramento por veículo, principalmente para a herpetofauna, com perdas de 97% para anfíbios e 92% para répteis. Nossos resultados demonstram que essa prática metodológica resulta em uma subestimação sistemática dos atropelamentos, que varia entre grupos taxonômicos e entre estações do ano. Essas variações reforçam a importância de considerar a interação entre grupo taxonômico e sazonalidade na estimativa do número real de atropelamentos, principalmente para grupos com menor detectabilidade. Recomenda-se, portanto, a adoção de metodologias híbridas, com a inclusão de trechos amostrais a pé ou a aplicação de Fatores de Correção de Detecção (FCD), como os estimados neste estudo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1922730 - CECILIA IRENE PEREZ CALABUIG
Externa à Instituição - MARCIA REGINA AGUIEIRAS - UERJ
Externo à Instituição - PAULO HENRIQUE DANTAS MARINHO
Notícia cadastrada em: 09/02/2026 11:58
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação - (84) 3317-8210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-prd-sigaa01.ufersa.edu.br.sigaa01