Banca de DEFESA: JOÃO LUIZ ELIAS PINHEIRO DUARTE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOÃO LUIZ ELIAS PINHEIRO DUARTE
DATA : 28/03/2025
HORA: 15:00
LOCAL: meet.google.com/ywx-xzkt-yxe
TÍTULO:

USO DE QUÍMICA DE OTÓLITOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE GRUPOS POPULACIONAIS DE ATUNS
TROPICAIS DO ATLÂNTICO


PALAVRAS-CHAVES:

Assinaturas químicas, Interespecífica, Brasil, Senegal


PÁGINAS: 47
RESUMO:

Este estudo teve como objetivo caracterizar as assinaturas químicas nos otólitos de três espécies de
atuns tropicais Katsuwonus pelamis (Bonito Listrado/SKJ), Thunnus obesus (Albacora Bandolim/BET) e
Thunnus albacares (Albacora Lage/YFT) coletados em duas regiões do Oceano Atlântico: o Atlântico
Ocidental (nordeste do Brasil) e o Atlântico Oriental (Senegal). A análise focou na identificação de
diferenças nas concentrações de elementos-traço (Mg, Mn, Ba, Sr e Pb) nos otólitos, utilizando a técnica
de ablação a laser acoplada à espectrometria de massa (LA-ICP-MS). Essa abordagem permitiu
investigar a variabilidade química em função das espécies, regiões de coleta, com o intuito de contribuir
para a identificação de grupos populacionais distintos. Os resultados revelaram que foi possível separar
em grupos populacionais duas das três espécies de atuns tropicais utilizando a química dos otólitos. A
análise estatística (PERMANOVA, ANOSIM e PCoA) confirmou diferenças significativas nas assinaturas
químicas entre as espécies e regiões. A Albacora Bandolim (BET) e a Albacora Lage (YFT) apresentaram
distinções populacionais claras entre o Atlântico Oeste e o Atlântico Leste, com as concentrações de
Ba:Ca e Sr:Ca sendo os principais elementos discriminatórios. Em contraste, o Bonito Listrado (SKJ) não
mostrou diferenças significativas entre as regiões. Em conclusão, este estudo demonstra que a análise
da química dos otólitos é uma ferramenta valiosa para a gestão sustentável de atuns tropicais. A
identificação de estoques populacionais distintos e a caracterização de zonas de berçário e
alimentação podem auxiliar no desenvolvimento de políticas de conservação e manejo pesqueiro mais
eficazes. Futuros estudos podem expandir essa abordagem, combinando análises de elementos-traço
com isótopos estáveis e dados de marcação e recaptura, para uma compreensão mais abrangente da
dinâmica populacional dessas espécies.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - LETÍCIA MARIA CAVOLE - USP
Externo à Instituição - FELIPPE ALEXANDRE LISBOA DE MIRANDA DAROS - UNESP
Presidente - 1651506 - GUELSON BATISTA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 25/03/2025 15:22
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