Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA EDUARDA LIMA ALVES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA EDUARDA LIMA ALVES
DATA : 01/11/2024
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/bbz-eaod-qgt
TÍTULO:

COMO OS CANTOS DEFENSIVOS DIFEREM ENTRE TRÊS LAGARTIXAS CONGENÉRICAS?


PALAVRAS-CHAVES:

Comunicação acústica, Caatinga, Comportamento defensivo, Bioacústica, distress call.


PÁGINAS: 51
RESUMO:

Lagartos da linhagem Gekkota são amplamente conhecidos por vocalizar para comunicar intra e interespecíficamente. Os cantos podem ser emitidos por esses lagartos em diferentes contextos comportamentais, como reprodução ou defesa. Em geral, as vocalizações defensivas apresentam grandes variações entre os indivíduos emissores e podem ou não estar associadas a características morfológicas e ao sexo dos emissores. Mas pouco se sabe sobre o contexto e como são caracterizados desses tipos de cantos. No domínio Caatinga ocorrem três gecos simpatricos do gênero Hemidactylus e até o momento não há registros de descrição de suas vocalizações em contexto defensivo. Com isso, nosso objetivo foi descrever e comparar os parâmetros acústicos dos cantos defensivos das três espécies de Hemidactylus e avaliar como a morfologia e o sexo dos emissores influenciam nos parâmetros acústicos dos cantos. Coletamos 51 indivíduos adultos (23 H. agrius, 10 H. brasilianus, 18 H. mabouia) em dois municípios do Rio Grande do Norte e que fazem parte da ecorregião Depressão Sertaneja Setentrional. Realizamos as gravações acústicas em laboratório, simulando um evento de predação. Analisamos os cantos quanto a parâmetros acústicos temporais (duração do canto, número de notas, número de pulsos, intervalos entre cantos e notas, taxa de repetição) e espectrais (frequência fundamental e dominante, amplitude de frequência, presença e número de harmônicos, presença e tipo de modulação de frequência). Em seguida avaliamos a influência do tamanho e do sexo sobre as variáveis acústicas. Como o tamanho amostral de H. brasilianus foi pequeno, optamos por descrever os cantos para H. agrius e H. mabouia. Registramos um total de 405 cantos para H. agrius e 321 para H. mabouia, que são formados por pulsos, multipulsos e cantos com quatro tipos de modulação na frequência. A estrutura dos cantos de ambas a espécies possuiu semelhanças com vocalizações defensivas de outros gecos, mas com um repertório acústico mais diversificado, com diferentes tipos de modulação de frequência. Os cantos de ambas as espécies apresentaram amplitude de frequência mais baixa que outros Hemidactylus, essas diferenças podem ser moldadas por diferentes pressões seletivas, sejam elas ambientais ou devido aos diferentes tipos de predadores que coevoluem com essas espécies. A frequência fundamental e a frequência dominante dos cantos de H. agrius foram influenciadas pelo sexo e tamanho dos emissores, essas características podem estar associadas a morfologia da laringotraqueia dos emissores. Os cantos de H. mabouia diferiram apenas quanto a taxa de repetição entre o sexo, em que machos emitiram mais cantos que as fêmeas, resultado que pode estar associado aos diferentes contextos sociais em que os machos vocalizam e por isso a maior propensão para emissão. Nosso estudo descreve pela primeira vez as vocalizações defensivas de Hemidactylus agrius e Hemidactylus mabouia de forma sistematizada e com contexto comportamental bem definido. Contribuindo para a compreensão da comunicação acústica de lagartos Gekkota.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - STEFÂNIA PEREIRA VENTURA DOS REIS - USP
Interno - 1225180 - AIRTON TORRES CARVALHO
Presidente - 2303561 - DANIEL CUNHA PASSOS
Externa ao Programa - 1932288 - MILENA WACHLEVSKI MACHADO - null
Notícia cadastrada em: 29/10/2024 07:57
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