AVALIAÇÃO DO EXTRATO PIROLENHOSO COMO SOLUÇÃO ANTISSÉPTICA E CICATRIZANTE NO TRATAMENTO DE FERIDAS EM EQUÍNOS
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O uso inadequado de antibióticos na equideocultura impulsiona a disseminação de
bactérias multirresistentes, tornando o manejo de feridas um desafio crítico na veterinária.
Microrganismos como Escherichia coli e Staphylococcus aureus compartilham genes de
resistência, anulando terapias convencionais. Diante desse cenário, agravado pela toxicidade
de antissépticos comuns que estimulam o tecido de granulação exuberante, a busca por
fitoterápicos torna-se imperativa. O extrato pirolenhoso surge como alternativa biotecnológica
promissora, sustentável e de baixo custo. Subproduto líquido da pirólise da madeira de
Eucalyptus, ele se apresenta, após purificação, como uma matriz estável e padronizada. Sua
eficácia antimicrobiana multifatorial decorre da ação sinérgica de fenóis, guaiacol e frações
ácidas que desestruturam membranas celulares e biofilmes bacterianos. Este trabalho tem
como objetivo avaliar o potencial antimicrobiano, citotóxico e cicatrizante do extrato
pirolenhoso no manejo de feridas cutâneas em equinos.. Serão selecionados animais com
lesões ativas no municipio de Mossoró independentemente de raça, sexo ou idade. A
metodologia abrangerá a determinação da atividade antimicrobiana in vitro, a verificação do
índice de citotoxicidade celular sobre fibroblastos, o monitoramento do fechamento das lesões
via análise planimétrica digital e a avaliação histológica tecidual e a mev.. Espera-se
demonstrar a segurança biológica e o elevado potencial terapêutico do extrato pirolenhoso,
comprovando sua capacidade de mitigar a carga microbiana local, acelerar a reepitelização e
impedir a hipertrofia tecidual. Assim, objetiva-se consolidar este insumo como alternativa
tópica viável na clínica de grandes animais, diminuindo a dependência de antibióticos
tradicionais.