ARTIGO I - Manejo sustentável de podridões de Fusarium em melão: uma estratégia multialvo
baseada em extratos vegetais.
ARTIGO II - Ácidos orgânicos como alternativa sustentável no controle de podridões em melão
ARTIGO I - Atividade enzimática, Cucumis melo, Manejo Alternativo, Patógenos.
ARTIGO II - Cucumis melo; enzimas; fusariose; manejo alternativo.
ARTIGO I - Este estudo avaliou o efeito de extratos vegetais (EVs) no manejo de Fusarium falciforme e F. sulawesiense e na qualidade do melão. No ensaio in vitro, utilizou-se o delineamento inteiramente causalizado (DIC) com extrato de eucalipto (EEU), extrato pirolenhoso (EPI), extrato de própolis marrom (EPM), extrato de própolis vermelha (EPV) e extrato de própolis verde (EPVe), nas concentrações de 2%,4%,6% e 8%, controles negativo (meio batata dextrose ágar) e positivo (fungicida Graduate A+®), com quatro repetições, para determinar a porcentagem de inibição do crescimento micelial (PIC). No ensaio in vivo, também foi utilizado o DIC. Os melões cv. Jadeal foram inoculados no pedúnculo com 1×10⁶ conídios/mL e tratados com os EVs a 8%, além dos controles, com seis repetições, onde avaliou-se a severidade da podridão, parâmetros pós-colheita e atividades da catalase, peroxidase, polifenol oxidase, fenilalanina amônia-liase e peróxido de hidrogênio. Os dados foram submetidos ao teste de Shapiro-Wilk, ANOVA, regressão, teste de Scott-Knott e Kruskal-Wallis, utilizando o software R. Todos os EVs reduziram o PIC micelial dos patógenos, na concentração 8% com EPI, EPV e EPVe apresentando inibição superior a 95%. Nos ensaios in vivo, os EVs apresentaram desempenho semelhante ao fungicida para ambas as espécies. Na maioria das variáveis pós-colheita não foram verificadas diferenças entre os tratamentos. As respostas enzimáticas e do metabólito variaram conforme os EVs e as espécies de Fusarium, com destaque para EPV, EPVe e EPI. Conclui-se que os EVs reduziram o crescimento dos patógenos, a severidade da doença e mantiveram a qualidade dos melões.
ARTIGO II - Este estudo investigou o efeito de ácidos orgânicos no manejo de Fusarium falciforme e F. sulawesiense, na atividade enzimática e na qualidade do melão. No ensaio in vitro, utilizou-se delineamento inteiramente casualizado (DIC) com os ácidos acético (AA), ascórbico (AAs), cítrico (AC) e láctico (AL) nas concentrações de 0,5%, 1%, 1,5% e 2%, controles negativo (batata dextrose ágar) e positivo (fungicida Graduate A+®), com quatro repetições, para determinar a porcentagem de inibição do crescimento micelial (PIC) dos fungos. No ensaio in vivo, também em DIC, os tratamentos consistiram dos mesmos ácidos do in vitro, a 1.5%, e os controles: Positivo (Graduate A+®) e negativo (água destilada e esterilizada), com seis repetições. Foi utilizado melões cv. Jadeal inoculados com 1×10⁶ conídios/mL. Foram avaliados a severidade da podridão, parâmetros pós colheita e atividades das enzimas catalase, peroxidase, polifenol oxidase, fenilalanina amônia-liase e do peróxido de hidrogênio. No ensaio in vitro, AA e AL foram os mais eficazes contra F. falciforme, no F. sulawesiense não houve diferença entre AA, AAs, AC e AL. No ensaio in vivo, todos os ácidos apresentaram desempenho semelhante ao fungicida contra F. falciforme. Para F. sulawesiense, AAs e AC foram superiores aos demais tratamentos. Não houve diferença entre a maioria das variáveis pós-colheita e as atividades enzimáticas e do peróxido de hidrogênio variaram conforme o ácido e o patógeno, com destaque para AA, AAs e AC. Conclui-se que o AAs e o AC foram os ácidos que mais reduziram o crescimento dos patógenos, a severidade da doença e mantiveram a qualidade do melão amarelo.