ARTIGO I: EXTRATO DE ÁCIDO PIROLENHOSO COMO ATENUADOR DO ESTRESSE SALINO EM PITANGUEIRA
ARTIGO II: RESPOSTAS FISIOLÓGICAS E NUTRICIONAIS DA PITANGUEIRA AO USO DE EXTRATO PIROLENHOSO SOB SALINIDADE
ARTIGO I: Eugenia uniflora L., irrigação, salinidade da água, qualidade de mudas, solutos orgânicos.
ARTIGO II: Eugenia uniflora L., elicitor abiótico, estresse salino, vinagre de madeira
ARTIGO I: O ácido pirolenhoso pode reduzir os efeitos do excesso de sais tóxicos no cultivo de pitangueiras, principalmente no Nordeste brasileiro, onde a salinidade do solo e/ou da água é um fator limitante para produção agrícola. Assim, objetivou-se avaliar o efeito do ácido pirolenhoso como atenuador sobre o crescimento e na síntese de osmorreguladores da pitangueira irrigadas com águas salinas. O experimento foi conduzido em ambiente protegido com os tratamentos distribuídos no delineamento em blocos casualizados, sob o esquema fatorial 4 × 3, referentes à quatro níveis de salinidade da água salobras (0,5; 2,5; 4,5 e 6,5 dS m⁻¹) e aplicação de três concentrações do ácido pirolenhoso (0, 1 e 2%). Altos níveis de salinidade, de 4,5 e 6,5 dS m⁻¹, reduziram significativamente o crescimento, a clorofila e os açúcares solúveis. No entanto, a aplicação de extrato de ácido pirolenhoso a 2% foi prática na mitigação dos efeitos salinos até 2,5 dS m⁻¹, resultando em melhorias no número de folhas, teores de prolina, produção de massa seca e qualidade das mudas.
ARTIGO II: O estresse salino exige estratégias eficazes de mitigação, como o uso do extrato pirolenhoso, que contribui para reduzir seus efeitos negativos nas plantas. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do extrato pirolenhoso nas trocas gasosas, atributos nutricionais e fitomassa de pitangueiras irrigadas com águas salinas. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, adotando um delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial 4 × 3, correspondente a quatro níveis de salinidade da água de irrigação (0,5; 2,5; 4,5 e 6,5 dS m⁻¹) e três concentrações de extrato pirolenhoso (0, 1 e 2%). As variáveis de troca gasosa analisadas incluíram: taxa fotossintética, transpiração foliar, condutância estomática, concentração interna de CO₂, eficiência do uso da água, eficiência intrínseca de carboxilação e eficiência intrínseca do uso da água. Para as características agronômicas, avaliaram-se a fitomassa fresca e o teor foliar e radicular dos nutrientes Na+, K+, Ca2+ e Mg2+ na planta. A irrigação com água de 2,5 dS m⁻¹, quando associada à aplicação de extrato pirolenhoso a 2%, promoveu melhorias significativas na condutância estomática, nos teores foliares de potássio e magnésio, bem como no teor de cálcio nos tecidos radiculares de mudas de pitangueira. Embora esse nível de salinidade, isoladamente, tenha contribuído para o equilíbrio fisiológico das plantas, o uso do extrato pirolenhoso é uma ferramenta promissora para mitigar o estresse salino em sistemas de cultivo irrigado.