Banca de DEFESA: EMERSON DE MEDEIROS SOUSA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EMERSON DE MEDEIROS SOUSA
DATA : 26/09/2025
HORA: 08:00
LOCAL: Laboratório de Análise de Sementes/UFERSA
TÍTULO:

Tolerância e atividade antioxidante de meloeiros sob atenuadores de estresses abióticos


PALAVRAS-CHAVES:

Cucumis melo L.; déficit hídrico; estresse salino; mitigadores de estresse; atividade enzimática.


PÁGINAS: 89
RESUMO:

O meloeiro (Cucumis melo L.) é uma cucurbitácea hortícola de grande importância econômica para a região Nordeste do Brasil. Os estresses abióticos estão entre os principais fatores que acarretam redução na produção. Dessa forma, métodos que possibilitem mitigar os efeitos nocivos dos estresses abióticos são extremamente importantes. Com isso, objetivou-se investigar o efeito do tratamento de sementes com diversos atenuadores de estresse na tolerância aos estresses abióticos e destacar métodos que possibilitem a seleção por marcadores bioquímicos e enzimáticos. A pesquisa foi estruturada em dois experimentos, cada um dividido em duas etapas. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições de 50 sementes. Na etapa I, utilizou-se o esquema fatorial 3 × 5, sendo primeiro fator os níveis de déficit hídrico de 0,0; -0,15 e -0,3 MPa de polietilenoglicol (PEG 6000) e estresse salino (0,0; -0,3 e -0,3 MPa) induzidos por cloreto de sódio (NaCl). O segundo fator contém as cinco cultivares de meloeiro, três do grupo Amarelo: Dali, Supreme e Premier; uma ao grupo Pele de Sapo: Asturia; e outra do grupo Cantaloupe: Imperial 45. Já na etapa II, adotou-se o esquema fatorial 2 × 7, considerando no fator I, duas cultivares selecionadas na fase anterior (uma sensível e outra tolerante) e o segundo fator formado pelas combinações entre déficit hídrico e os atenuadores: T1 = 0,0 MPa (controle), T2 = -0,15 MPa (déficit hídrico), T3 = -0,15 MPa + hidrocondicionamento (12 horas), T4 = -0,15 MPa + ácido giberélico, T5 = -0,15 MPa + ácido ascórbico, T6 = -0,15 MPa + ácido salicílico e T7 = -0,15 MPa + peróxido de hidrogênio. Já para a salinidade os tratamentos foram: T1 = 0,0 MPa (controle), T2 = -0,3 MPa (salinidade), T3 = -0,3 MPa + hidrocondicionamento (12 horas), T4 = -0,3 MPa + ácido giberélico, T5 = -0,3 MPa + ácido ascórbico, T6 = -0,3 MPa + ácido salicílico e T7 = -0,3 MPa + peróxido de hidrogênio. Na primeira etapa foram avaliadas a germinação, índice de velocidade de germinação, comprimento e massa seca da parte aérea e raízes de plântulas, aminoácidos livres totais, prolina, açúcares solúveis totais. Na segunda, além das variáveis supracitadas, avaliou-se os conteúdos de citrulina, peróxido de hidrogênio, malondialdeído e a atividades das enzimas superóxido dismutase, catalase e ascorbato peroxidase. As cultivares Imperial 45 e Dali foram escolhidas como a mais sensível e tolerante, respectivamente, ao déficit hídrico, enquanto a Imperial 45 e Asturia para o estresse salino. Por outro lado, os tratamentos pré-germinativos reduziram os efeitos danosos e aumentaram o vigor e o desempenho das plântulas. Dentre os atenuadores, o peróxido de hidrogênio promoveu o acúmulo de prolina e citrulina, além de aumentar a atividade das enzimas do metabolismo antioxidativo e o ácido salicílico aumentou o comprimento radicular e massa seca das raízes sob déficit hídrico. Os ácidos giberélico e ascórbico reduziram os danos oxidativos e o acúmulo de malondialdeído durante o estresse salino. O déficit hídrico e a salinidade influenciaram de forma semelhante o metabolismo antioxidante das plantas, prejudicando processos fisiológicos e bioquímicos fundamentais para o desenvolvimento inicial. No entanto, a aplicação de atenuadores, especialmente o peróxido de hidrogênio e os ácidos giberélico e salicílico, associada à seleção de cultivares tolerantes, mostrou-se eficaz na mitigação dos estreses abióticos. Conclui-se que os estresses hídrico e salino afetaram a germinação, crescimento e metabolismo das cultivares de meloeiro. A utilização do peróxido de hidrogênio e do ácido salicílico melhoram a germinação, o comprimento e a massa seca das plântulas, acúmulo de solúveis compatíveis, a resposta antioxidativa sob deficit hídrico. O tratamento das sementes com os ácidos giberélico e ascórbico se mostrou eficiente em promover, tanto om aumento da atividade antioxidativa, quanto em diminuir os níveis de malondialdeído das plântulas de meloeiro submetidas à salinidade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.392.004-** - SALVADOR BARROS TORRES - EMPARN
Externa ao Programa - 2835021 - CLARISSE PEREIRA BENEDITO - UFERSAExterna ao Programa - ***.489.364-** - KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA - UERN
Externa ao Programa - ***.079.374-** - MARCIANA BIZERRA DE MORAIS - UERN
Externa à Instituição - CYNTHIA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE - UERN
Externa à Instituição - MARIA VALDIGLEZIA DE MESQUITA ARRUDA - PESQUISADOR
Notícia cadastrada em: 03/09/2025 09:32
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