Banca de DEFESA: ZENILDA RAFAELA COSTA NÓBREGA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ZENILDA RAFAELA COSTA NÓBREGA
DATA : 23/08/2025
HORA: 09:30
LOCAL: Sala 24 PROPPG
TÍTULO:

PRAZER, BILICA! HISTÓRIA DE VIDA, AFETO E PROSTITUIÇÃO


PALAVRAS-CHAVES:

história oral; prostituição; interdisciplinaridade; Mossoró.


PÁGINAS: 217
RESUMO:

Esta dissertação propõe uma escuta sensível e comprometida, com o objetivo de historicizar a trajetória
de Bilica: mulher, idosa, ex-prostituta e proprietária de cabaré, figura emblemática da prostituição na
cidade de Mossoró/RN. A análise busca apreender Bilica como figura pública, explorando dimensões de
resistência, estigma e processos de subjetivação no contexto da prostituição e da marginalidade. A
pesquisa se ancora na metodologia da história oral de vida, conforme delineada por José Carlos Sebe
Bom Meihy (2002) e Verena Alberti (2013), para construir uma narrativa que ultrapassa o estigma social
associado ao meretrício, dando lugar aos afetos, às estratégias de resistência e às formas de
reinvenção subjetiva que emergem das bordas sociais. Mais do que um relato biográfico, trata-se de
uma escrita orientada por uma análise do discurso, atenta à singularidade da fala, aos silêncios e aos
gestos cotidianos que tensionam os dispositivos de poder e os regimes de verdade. Os conceitos
mobilizados ao longo da análise foram manejados a partir da metáfora da “caixa de ferramentas”,
proposta por Michel Foucault e Gilles Deleuze (2021), que compreende a teoria não como estrutura fixa
de ancoragem, mas como conjunto de instrumentos analíticos a serem utilizados de forma tática e
situada. Nessa perspectiva, foram acionados, a partir da leitura dos dados, contribuições de Michel
Foucault (1996, 2014, 2021, 2023 a), Deleuze e Guattari (1995, 2010) Baruch Espinosa (1984), Butler
(2023), Jeanne Marie Gagnebin (2006), Saffiotti (1987, 2015) cujas ideias auxiliaram a tensionar os
dispositivos de poder, os afetos e os modos de subjetivação que emergem da história contada. Entre
lembranças, marcas e deslocamentos, Bilica não fala apenas de si, mas da complexa relação entre vida,
exclusão e dignidade em contextos atravessados pela moral patriarcal. Esta escrita, situada no campo
dos afetos e da ética da escuta, constitui um gesto de legitimação de saberes e experiências
historicamente silenciadas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JOSE ADAILTON DA SILVA - UFRN
Externa à Instituição - LENILMA BENTO DE ARAÚJO MENESES - UFPB
Externa à Instituição - LORRAINY DA CRUZ SOLANO - UECE
Presidente - ***.951.480-** - RICARDO BURG CECCIM - NI
Notícia cadastrada em: 19/08/2025 17:12
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação - (84) 3317-8210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-prd-sigaa02.ufersa.edu.br.sigaa02