PPMSA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MANEJO DE SOLO E ÁGUA PROGRAMAS DE PÓS-GRADUACAO - CCA Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: ALINE KELLY DE SOUZA MELO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALINE KELLY DE SOUZA MELO
DATA : 29/06/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Laboratório de Manejo Florestal e via google meet (meet.google.com/gss-innn-xzj)
TÍTULO:

EFEITOS DO ÁCIDO SALICÍLICO E DA MELATONINA EM ESPÉCIES FLORESTAIS SOB CONDIÇÕES DE ESTRESSE SALINO


PALAVRAS-CHAVES:

Atenuantes. Ecofisiologia vegetal. Estresse abiótico. Espécies lenhosas. Eficiência no uso da água. Plasticidade ao estresse salino. Silvicultura.

 


PÁGINAS: 166
RESUMO:

O estresse salino constitui uma das principais restrições ao estabelecimento e ao desempenho de espécies vegetais, especialmente em regiões semiáridas sujeitas ao acúmulo de sais no solo. Nesse contexto, reguladores vegetais como o ácido salicílico (AS) e a melatonina têm sido amplamente investigados devido ao potencial em modular respostas associadas à tolerância ao estresse salino. Entretanto, os mecanismos envolvidos na ação desses compostos ainda são pouco compreendidos em espécies florestais lenhosas com diferentes estratégias adaptativas. Dessa forma, esta tese teve como objetivo investigar o papel do AS e da melatonina na modulação da resposta ao estresse salino em espécies lenhosas com diferentes níveis de adaptação ao ambiente semiárido, utilizando como modelos Eucalyptus camaldulensis Dehnh. e Mimosa caesalpiniifolia Benth. Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação, utilizando diferentes concentrações de AS (0; 0,5 e 1,0 mM) ou melatonina (0; 0,5 e 1,0 mM) combinadas a níveis de salinidade induzidos por NaCl (0; 40 e 80 mM). No Artigo I, utilizando Eucalyptus camaldulensis, espécie empregada em sistemas florestais produtivos no Brasil, avaliou-se o papel do ácido salicílico na modulação das respostas fisiológicas e metabólicas ao estresse salino em uma espécie florestal de interesse comercial. Foram analisados o crescimento, as relações hídricas, as trocas gasosas, o metabolismo osmótico e o equilíbrio iônico. A salinidade reduziu o crescimento, o conteúdo hídrico e a assimilação de carbono, enquanto a aplicação de 1,0 mM de AS favoreceu a manutenção das relações hídricas, da condutância estomática e da atividade fotossintética sob elevada salinidade. Os efeitos do regulador estiveram associados principalmente à preservação do metabolismo fotossintético e ao ajustamento osmótico, com contribuição limitada para a homeostase iônica K+/Na+. No Artigo II, desenvolvido com Mimosa caesalpiniifolia, espécie nativa do semiárido naturalmente associada à tolerância a estresses abióticos, investigou-se se o ácido salicílico poderia atuar não apenas na atenuação dos danos provocados pela salinidade, mas também na potencialização de mecanismos adaptativos intrínsecos à espécie. Foram avaliadas respostas relacionadas ao crescimento, ao metabolismo osmótico, às trocas gasosas e à eficiência fisiológica. A salinidade comprometeu o crescimento, a produção de biomassa e a eficiência fisiológica das plantas, enquanto a aplicação de AS atenuou parcialmente esses efeitos, favorecendo a manutenção da assimilação de carbono, da eficiência no uso da água e do desempenho fotossintético. A concentração de 0,5 mM promoveu as respostas fisiológicas mais consistentes sob estresse salino, sugerindo que o AS atuou amplificando mecanismos adaptativos preexistentes relacionados à resiliência funcional da espécie. No Artigo III, foram estudadas as respostas de Eucalyptus camaldulensis e Mimosa caesalpiniifolia à aplicação de melatonina sob condições de salinidade. Embora a melatonina tenha promovido respostas pontuais em alguns caracteres fisiológicos e bioquímicos, a maior parte das alterações observadas foi determinada pela intensidade do estresse salino. Mecanismos intrínsecos de tolerância, relacionados ao controle das trocas gasosas, ao balanço iônico, ao ajustamento osmótico e à plasticidade fisiológica das espécies, exerceram papel predominante na resposta ao estresse sem efeito da melatonina. De forma geral, a manutenção das relações hídricas, da atividade fotossintética e do ajustamento osmótico constitui um componente central da tolerância ao sal em espécies florestais. Além disso, evidenciam que a eficácia dos reguladores vegetais depende do grau de adaptação da espécie ao ambiente, contribuindo para a compreensão dos mecanismos ecofisiológicos envolvidos na tolerância à salinidade em plantas lenhosas cultivadas em regiões semiáridas.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2064979 - POLIANA COQUEIRO DIAS ARAUJO
Externo à Instituição - JEAN MARCEL SOUSA LIRA
Externa à Instituição - ELAINE CRISTINA ALVES DA SILVA
Externo à Instituição - JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO
Externa à Instituição - LIDIANE MARTINS MOURA FERREIRA
Notícia cadastrada em: 22/06/2026 17:14
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