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Dissertações |
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FRANCISCA DAS CHAGAS DE OLIVEIRA
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FORMAS DE APLICAÇÃO DE SILÍCIO EM VARIEDADES CRIOULAS DE FEIJÃO-CAUPI CULTIVADAS EM SOLO SALINO
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Orientador : FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
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MEMBROS DA BANCA :
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FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
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LUDERLÂNDIO DE ANDRADE SILVA
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PAULO CÁSSIO ALVES LINHARES
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TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
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Data: 30/01/2025
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A salinidade do solo é um dos principais desafios para a produção agrícola, afetando diretamente o crescimento e a produtividade das plantas. O objetivo deste trabalho é avaliar a eficácia da adubação com silício, na forma de silicatos de cálcio e potássio, na aclimatação de variedades crioulas de feijão-caupi submetidas ao estresse salino. Busca-se analisar os efeitos dessa aplicação sobre o crescimento, parâmetros fisiológicos e a produtividade das variedades, contribuindo para o manejo sustentável em condições de salinidade. O experimento foi realizado em ambiente protegido (casa de vegetação), em vasos, no campus leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), localizado na BR 110, km 47, no município de Mossoró-RN. A pesquisa foi conduzida em delineamento de blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 5x5, com quatro repetições. Foram avaliadas cinco variedades crioulas de feijão-caupi: Pingo de Ouro, Costela de Vaca, Paulistinha, Sempre verde e Ceará submetidas a cinco tratamentos: T1 – solo não salino (controle); T2 – solo salino com 6,0 dS m⁻¹; T3 – solo salino + 1,3 g planta⁻¹ de Si (via solo), na forma de CaSiO₃; T4 – solo salino + 0,15 g L⁻¹ de Si (via foliar), na forma de K₂SiO₃; e T5 – solo salino com os tratamentos combinados de T3 e T4. Os dados foram analisados por meio da análise de variância, tanto os fatores isolados quanto a interação entre os fatores. Para os tratamentos, as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott. No caso das variedades crioulas, utilizou-se o teste LSD para comparação das médias, ambos ao nível de 5% de significância. A aplicação foliar de silicato de cálcio apresentou resultados promissores sob a produção por planta nas variedades Paulistinha e Sempre verde sob estresse salino. A aplicação combinada de silicatos atenuou em parte os efeitos da salinidade no número de vagens por planta e produção por planta da variedade Ceará. A aplicação foliar silicato de potássio atenuou os efeitos da salinidade da clorofila b na variedade Paulistinha. O uso de silicatos, independente do modo de aplicação, reduziu os efeitos da salinidade sobre a taxa de assimilação de CO2.
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A salinidade do solo é um dos principais desafios para a produção agrícola, afetando diretamente o crescimento e a produtividade das plantas. O objetivo deste trabalho é avaliar a eficácia da adubação com silício, na forma de silicatos de cálcio e potássio, na aclimatação de variedades crioulas de feijão-caupi submetidas ao estresse salino. Busca-se analisar os efeitos dessa aplicação sobre o crescimento, parâmetros fisiológicos e a produtividade das variedades, contribuindo para o manejo sustentável em condições de salinidade. O experimento foi realizado em ambiente protegido (casa de vegetação), em vasos, no campus leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), localizado na BR 110, km 47, no município de Mossoró-RN. A pesquisa foi conduzida em delineamento de blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 5x5, com quatro repetições. Foram avaliadas cinco variedades crioulas de feijão-caupi: Pingo de Ouro, Costela de Vaca, Paulistinha, Sempre verde e Ceará submetidas a cinco tratamentos: T1 – solo não salino (controle); T2 – solo salino com 6,0 dS m⁻¹; T3 – solo salino + 1,3 g planta⁻¹ de Si (via solo), na forma de CaSiO₃; T4 – solo salino + 0,15 g L⁻¹ de Si (via foliar), na forma de K₂SiO₃; e T5 – solo salino com os tratamentos combinados de T3 e T4. Os dados foram analisados por meio da análise de variância, tanto os fatores isolados quanto a interação entre os fatores. Para os tratamentos, as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott. No caso das variedades crioulas, utilizou-se o teste LSD para comparação das médias, ambos ao nível de 5% de significância. A aplicação foliar de silicato de cálcio apresentou resultados promissores sob a produção por planta nas variedades Paulistinha e Sempre verde sob estresse salino. A aplicação combinada de silicatos atenuou em parte os efeitos da salinidade no número de vagens por planta e produção por planta da variedade Ceará. A aplicação foliar silicato de potássio atenuou os efeitos da salinidade da clorofila b na variedade Paulistinha. O uso de silicatos, independente do modo de aplicação, reduziu os efeitos da salinidade sobre a taxa de assimilação de CO2.
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AIRTON RODRIGUES DOS SANTOS
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FREQUÊNCIA DE IRRIGAÇÃO E ESTRESSE SALINO NA COUVE FOLHA (Brassica oleracea L.) CULTIVADA EM SISTEMA SEMI-HIDROPÔNICO
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Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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Rony da Silva
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FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
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KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA
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MARIA LILIA DE SOUZA NETA
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Data: 31/01/2025
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Nos últimos anos, o uso de águas residuárias na agricultura tem ganhado destaque, especialmente em regiões com escassez hídrica. Diversos estudos indicam que o reaproveitamento dessas águas pode potencializar o uso sustentável dos recursos hídricos e nutricionais das culturas. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da frequência de irrigação e do estresse salino na produção de couve folha (Brassica oleracea L.) cultivada em sistema semi-hidropônico. O experimento foi conduzido em estufa, com a aplicação de quatro frequências de irrigação (F4 = 8x, F3 = 6x, F2 = 4x e F1 = 2x) e dois níveis de salinidade da solução nutritiva (2,7 e 6,2 dS m-1). Foram realizadas cinco colheitas de folhas e avaliadas quanto as seguintes variáveis de rendimento: Número de folhas, cumprimento do limbo foliar, largura do limbo foliar, área foliar e produção de folhas. Na terceira colheita foi realizada análise de qualidade pós-colheita a partir das seguintes variáveis: pH, sólidos solúveis, acidez titulável, CE do suco e RATIO. Os resultados demonstraram que a frequência de irrigação influenciou significativamente a crescimento e rendimento das plantas. Por outro lado, o estresse salino teve efeito negativo na produção de folhas. A análise dos dados revelou que a salinidade da solução nutritiva impactou negativamente o crescimento e a produção da couve, com aumento na condutividade elétrica resultando em perdas significativas na área foliar e na produção de folhas, evidenciando a sensibilidade da cultura ao estresse salino. A frequência de irrigação também influenciou as variáveis morfológicas, variando de acordo com o nível de salinidade, o que sugere que o manejo da irrigação pode ser um fator determinante para otimizar o desempenho das plantas sob estresse salino. Além disso, o cultivo de couve folha em sistema semi-hidropônico mostrou-se promissor, permitindo um controle mais preciso das condições de cultivo e um uso mais eficiente dos recursos em comparação com métodos tradicionais, destacando-se como uma técnica viável para enfrentar desafios relacionados à salinidade no cultivo de hortaliças. A interação entre a condutividade elétrica da solução nutritiva e a frequência de irrigação também impactou as variáveis de qualidade pós-colheita, como os sólidos solúveis e a condutividade elétrica do suco, sugerindo que a salinidade pode alterar a qualidade nutricional da couve. Conclui-se que, para otimizar a produção da couve folha em sistemas semi-hidropônicos, é fundamental controlar a frequência de irrigação e evitar ou minimizar os efeitos do estresse salino, a fim de garantir tanto a produtividade quanto a qualidade nutricional do produto.
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Nos últimos anos, o uso de águas residuárias na agricultura tem ganhado destaque, especialmente em regiões com escassez hídrica. Diversos estudos indicam que o reaproveitamento dessas águas pode potencializar o uso sustentável dos recursos hídricos e nutricionais das culturas. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da frequência de irrigação e do estresse salino na produção de couve folha (Brassica oleracea L.) cultivada em sistema semi-hidropônico. O experimento foi conduzido em estufa, com a aplicação de quatro frequências de irrigação (F4 = 8x, F3 = 6x, F2 = 4x e F1 = 2x) e dois níveis de salinidade da solução nutritiva (2,7 e 6,2 dS m-1). Foram realizadas cinco colheitas de folhas e avaliadas quanto as seguintes variáveis de rendimento: Número de folhas, cumprimento do limbo foliar, largura do limbo foliar, área foliar e produção de folhas. Na terceira colheita foi realizada análise de qualidade pós-colheita a partir das seguintes variáveis: pH, sólidos solúveis, acidez titulável, CE do suco e RATIO. Os resultados demonstraram que a frequência de irrigação influenciou significativamente a crescimento e rendimento das plantas. Por outro lado, o estresse salino teve efeito negativo na produção de folhas. A análise dos dados revelou que a salinidade da solução nutritiva impactou negativamente o crescimento e a produção da couve, com aumento na condutividade elétrica resultando em perdas significativas na área foliar e na produção de folhas, evidenciando a sensibilidade da cultura ao estresse salino. A frequência de irrigação também influenciou as variáveis morfológicas, variando de acordo com o nível de salinidade, o que sugere que o manejo da irrigação pode ser um fator determinante para otimizar o desempenho das plantas sob estresse salino. Além disso, o cultivo de couve folha em sistema semi-hidropônico mostrou-se promissor, permitindo um controle mais preciso das condições de cultivo e um uso mais eficiente dos recursos em comparação com métodos tradicionais, destacando-se como uma técnica viável para enfrentar desafios relacionados à salinidade no cultivo de hortaliças. A interação entre a condutividade elétrica da solução nutritiva e a frequência de irrigação também impactou as variáveis de qualidade pós-colheita, como os sólidos solúveis e a condutividade elétrica do suco, sugerindo que a salinidade pode alterar a qualidade nutricional da couve. Conclui-se que, para otimizar a produção da couve folha em sistemas semi-hidropônicos, é fundamental controlar a frequência de irrigação e evitar ou minimizar os efeitos do estresse salino, a fim de garantir tanto a produtividade quanto a qualidade nutricional do produto.
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JOÃO LUIZ LIMA
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IMPACTOS DA SAZONALIDADE E AÇÕES ANTRÓPICAS NA QUALIDADE DE ÁGUA EM TRECHO DO RIO APODI-MOSSORÓ
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Orientador : EULENE FRANCISCO DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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EULENE FRANCISCO DA SILVA
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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CAROLINA DE GOUVEIA MENDES DA ESCÓSSIA PINHEIRO
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MURILLO ANDERSON GONÇALVES BARBOSA
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Data: 19/02/2025
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As alterações climáticas têm criado ambientes de escassez de água, tornando-se um risco global. Este problema vem se agravando ainda mais devido a ações antrópicas que afetam a qualidade da água dos corpos hídricos, como a extração mineral, lançamento de esgotos sem tratamento adequado e atividades agropecuárias intensivas. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da sazonalidade e das atividades antrópicas na qualidade da água no Rio Apodi-Mossoró. O trabalho foi desenvolvido em 9 pontos da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, e a amostragem foi realizada em dois períodos, seco e chuvoso, em cada um foram coletadas 27 amostras para as análises físico-químicas, 9 amostras para DBO e DQO e 9 para análises microbiológicas, totalizando 42 amostras por período. Foram analisados os seguintes parâmetros: pH, CE, Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, SO42-, CO32-, e HCO32-, além da quantificação dos micronutrientes (Cu, Mn, Fe e Zn) e metais (Cr, Ni, Ca e Pb). Também foram realizadas análises de demanda bioquímica e química de oxigênio (DQO e DBO), e análises microbiológicas para detectar a presença de coliformes totais, termotolerantes e da bactéria Escherichia coli. Posteriormente, os dados foram utilizados para realizar a classificação hidroquímica da água, sendo feita a classificação iônica pelo Diagrama de Piper e o risco de salinidade e sodicidade pelo Diagrama da U.S.S.L através do software Qualigraf. Os dados obtidos foram usados para calcular índices como RAS (razão de adsorção de sódio), CSR (carbonato de sódio residual), %Na (porcentagem de sódio) e o IQA (índice de qualidade de água), afim de caracterizar a água para determinados usos. Para interpretação dos dados, foi utilizada a matriz de correlação de Pearson (p ≤ 0,05) afim de identificar correlações mínimas justificáveis para o uso na matriz de dados, e posteriormente foram submetidos à Análise de Componentes Principais (ACP), com o auxílio do software R Studio. Observou-se que grande parte dos parâmetros avaliados ficaram dentro dos limites estabelecidos pela legislação em ambos os períodos, com algumas exceções. Quanto à salinidade, verificou-se a maioria foram classificadas como doce, com exceção dos pontos P5, P6, P7, P8 e P9 no período seco, os mesmos pontos que também apresentaram risco alto de salinização (C3) pelo Diagrama da U.S.S.L. Quanto à composição iônica, notou-se uma predominância de águas cálcicas cloretadas (39%), o que indica a grande quantidade de Cálcio e Cloro nas águas avaliadas. As análises microbiológicas mostraram que todos os pontos estão contaminados com coliformes totais e termotolerantes, enquanto 44% estão contaminadas com E. coli, sendo a maioria no período seco. No IQA, a maioria das águas foram classificadas como boas, com exceção de 4 amostras classificadas como regulares e 3 como ótimas. Conclui-se que a sazonalidade e as ações antrópicas realizadas no local alteram diretamente a qualidade da água no rio, aumentando as concentrações de determinados íons. No período seco, observou-se aumento dos teores de salinidade e da presença de E.coli, quanto à qualidade da água, notou-se que não houve mudanças bruscas na classificação entre os períodos, apenas em alguns pontos devido à concentração de determinados elementos, que tendem a alterar o cálculo final.
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As alterações climáticas têm criado ambientes de escassez de água, tornando-se um risco global. Este problema vem se agravando ainda mais devido a ações antrópicas que afetam a qualidade da água dos corpos hídricos, como a extração mineral, lançamento de esgotos sem tratamento adequado e atividades agropecuárias intensivas. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da sazonalidade e das atividades antrópicas na qualidade da água no Rio Apodi-Mossoró. O trabalho foi desenvolvido em 9 pontos da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, e a amostragem foi realizada em dois períodos, seco e chuvoso, em cada um foram coletadas 27 amostras para as análises físico-químicas, 9 amostras para DBO e DQO e 9 para análises microbiológicas, totalizando 42 amostras por período. Foram analisados os seguintes parâmetros: pH, CE, Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, SO42-, CO32-, e HCO32-, além da quantificação dos micronutrientes (Cu, Mn, Fe e Zn) e metais (Cr, Ni, Ca e Pb). Também foram realizadas análises de demanda bioquímica e química de oxigênio (DQO e DBO), e análises microbiológicas para detectar a presença de coliformes totais, termotolerantes e da bactéria Escherichia coli. Posteriormente, os dados foram utilizados para realizar a classificação hidroquímica da água, sendo feita a classificação iônica pelo Diagrama de Piper e o risco de salinidade e sodicidade pelo Diagrama da U.S.S.L através do software Qualigraf. Os dados obtidos foram usados para calcular índices como RAS (razão de adsorção de sódio), CSR (carbonato de sódio residual), %Na (porcentagem de sódio) e o IQA (índice de qualidade de água), afim de caracterizar a água para determinados usos. Para interpretação dos dados, foi utilizada a matriz de correlação de Pearson (p ≤ 0,05) afim de identificar correlações mínimas justificáveis para o uso na matriz de dados, e posteriormente foram submetidos à Análise de Componentes Principais (ACP), com o auxílio do software R Studio. Observou-se que grande parte dos parâmetros avaliados ficaram dentro dos limites estabelecidos pela legislação em ambos os períodos, com algumas exceções. Quanto à salinidade, verificou-se a maioria foram classificadas como doce, com exceção dos pontos P5, P6, P7, P8 e P9 no período seco, os mesmos pontos que também apresentaram risco alto de salinização (C3) pelo Diagrama da U.S.S.L. Quanto à composição iônica, notou-se uma predominância de águas cálcicas cloretadas (39%), o que indica a grande quantidade de Cálcio e Cloro nas águas avaliadas. As análises microbiológicas mostraram que todos os pontos estão contaminados com coliformes totais e termotolerantes, enquanto 44% estão contaminadas com E. coli, sendo a maioria no período seco. No IQA, a maioria das águas foram classificadas como boas, com exceção de 4 amostras classificadas como regulares e 3 como ótimas. Conclui-se que a sazonalidade e as ações antrópicas realizadas no local alteram diretamente a qualidade da água no rio, aumentando as concentrações de determinados íons. No período seco, observou-se aumento dos teores de salinidade e da presença de E.coli, quanto à qualidade da água, notou-se que não houve mudanças bruscas na classificação entre os períodos, apenas em alguns pontos devido à concentração de determinados elementos, que tendem a alterar o cálculo final.
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ANTONIO CESAR DE ARAÚJO FILHO
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ASPECTOS FISIOLÓGICOS E BIOQUÍMICOS DE ACESSOS DE MELANCIA SOB ESTRESSE CAUSADO POR Macrophomina phaseolina E SELEÇÃO DE GENÓTIPOS RESISTENTES.
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Orientador : LINDOMAR MARIA DA SILVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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LINDOMAR MARIA DA SILVEIRA
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EDICLEIDE MACEDO DA SILVA
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GERFFESON THIAGO MOTA DE ALMEIDA SILVA
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JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO
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Data: 20/02/2025
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A melancia pertence à família botânica Cucurbitaceae que inclui culturas de grande importância econômica, é comumente cultivada no Nordeste brasileiro por adaptar-se às condições de solo e clima semiárido. Nas áreas do Nordeste ocorrem o sucessivo cultivo de cucurbitáceas, o que favorece a severidade de diversos patógenos, como o fungo Macrophomina phaseolina. Com isso, o objetivo deste trabalho foi caracterizar e selecionar genótipos resistentes à M. phaseolina e associar o metabolismo das plantas sob infecção de M. phaseolina com a resistência a doença. No primeiro experimento de caracterização e seleção, o isolado Me249 ocasionou maior frequência de plantas suscetíveis, entretanto, para este isolado, os acessos de melancia A42¹ e P1319¹ ainda apresentaram alta frequência de plantas imunes. No segundo experimento de caracterização e seleção, não houve diferença estatística entre os acessos de melancia reavaliados, onde a maioria foi considerado moderadamente resistente. O acesso P1319¹ foi classificado como altamente resistentes a todos os isolados somente nas condições do primeiro experimento, já os acessos A42² e A17², na reavaliação, ainda continuaram a apresentar considerável frequência de plantas com níveis baixos de sintomas. Devido a heterogeneidade dos genótipos, o ideal foi considerar a seleção de plantas individuais e não a média da população. A recomendação de genótipos para seleção em programas de melhoramento torna-se difícil devido a variabilidade observada para resistência à M. phaseolina. O mais adequado seria selecionar e recomendar algumas plantas de acessos com maiores frequências de resistência. Destaca-se os acessos A42 e A17 que apresentaram alta frequência de plantas resistentes à M. phaseolina nos dois experimentos. No segundo experimento de caracterização e seleção também foram realizadas análises bioquímicas e fisiológicas nas plantas. Foram realizadas leituras nas plantas com o auxílio de um analisador de fotossíntese e trocas gasosas no infravermelho, em folhas localizadas no terço médio para determinar os índices de trocas gasosas e também foram coletadas entre duas ou três folhas de todas as plantas para realização das análises bioquímicas, determinando as concentrações de açúcares solúveis totais, aminoácidos e prolina. Para o conteúdo de açúcares, foi observado valores superiores nos acessos sem a presença do fungo, já para o conteúdo de prolina, valores superiores foram observados nos acessos inoculados, para o conteúdo de aminoácidos não foram observadas diferenças significativas entre os acessos com e sem inoculação. Foi possível observar diferença significativa somente no índice Fração molar de CO2 intercelular (ci) entre os acessos inoculados e sem inoculação para os índices de trocas gasosas, onde os maiores valores médios foram observados para os acessos inoculados. Não é possível selecionar os acessos para resistência à M. phaseolina de acordo com os atributos bioquímicos e os índices de trocas gasosas, visto que a inoculação não afetou na maioria das variáveis.
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A melancia pertence à família botânica Cucurbitaceae que inclui culturas de grande importância econômica, é comumente cultivada no Nordeste brasileiro por adaptar-se às condições de solo e clima semiárido. Nas áreas do Nordeste ocorrem o sucessivo cultivo de cucurbitáceas, o que favorece a severidade de diversos patógenos, como o fungo Macrophomina phaseolina. Com isso, o objetivo deste trabalho foi caracterizar e selecionar genótipos resistentes à M. phaseolina e associar o metabolismo das plantas sob infecção de M. phaseolina com a resistência a doença. No primeiro experimento de caracterização e seleção, o isolado Me249 ocasionou maior frequência de plantas suscetíveis, entretanto, para este isolado, os acessos de melancia A42¹ e P1319¹ ainda apresentaram alta frequência de plantas imunes. No segundo experimento de caracterização e seleção, não houve diferença estatística entre os acessos de melancia reavaliados, onde a maioria foi considerado moderadamente resistente. O acesso P1319¹ foi classificado como altamente resistentes a todos os isolados somente nas condições do primeiro experimento, já os acessos A42² e A17², na reavaliação, ainda continuaram a apresentar considerável frequência de plantas com níveis baixos de sintomas. Devido a heterogeneidade dos genótipos, o ideal foi considerar a seleção de plantas individuais e não a média da população. A recomendação de genótipos para seleção em programas de melhoramento torna-se difícil devido a variabilidade observada para resistência à M. phaseolina. O mais adequado seria selecionar e recomendar algumas plantas de acessos com maiores frequências de resistência. Destaca-se os acessos A42 e A17 que apresentaram alta frequência de plantas resistentes à M. phaseolina nos dois experimentos. No segundo experimento de caracterização e seleção também foram realizadas análises bioquímicas e fisiológicas nas plantas. Foram realizadas leituras nas plantas com o auxílio de um analisador de fotossíntese e trocas gasosas no infravermelho, em folhas localizadas no terço médio para determinar os índices de trocas gasosas e também foram coletadas entre duas ou três folhas de todas as plantas para realização das análises bioquímicas, determinando as concentrações de açúcares solúveis totais, aminoácidos e prolina. Para o conteúdo de açúcares, foi observado valores superiores nos acessos sem a presença do fungo, já para o conteúdo de prolina, valores superiores foram observados nos acessos inoculados, para o conteúdo de aminoácidos não foram observadas diferenças significativas entre os acessos com e sem inoculação. Foi possível observar diferença significativa somente no índice Fração molar de CO2 intercelular (ci) entre os acessos inoculados e sem inoculação para os índices de trocas gasosas, onde os maiores valores médios foram observados para os acessos inoculados. Não é possível selecionar os acessos para resistência à M. phaseolina de acordo com os atributos bioquímicos e os índices de trocas gasosas, visto que a inoculação não afetou na maioria das variáveis.
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ENOCH DE SOUZA FERREIRA
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DESEMPENHO AGRONÔMICO DO MELOEIRO SOB APLICAÇÃO DE FERTILIZANTES ORGANOMINERAIS E SELÊNIO NO OESTE POTIGUAR
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Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
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MEMBROS DA BANCA :
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LEILSON COSTA GRANGEIRO
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ROMUALDO MEDEIROS CORTEZ COSTA
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FRANCISCO SIDENE OLIVEIRA SILVA
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HAMURÁBI ANIZIO LINS
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Data: 21/02/2025
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O melão (Cucumis melo L.) é uma hortaliça-fruto de importância econômica regional, cultivada em diversas regiões, e apreciada pelo sabor e doçura. A aplicação de fertilizantes organominerais e selênio possibilita a redução do impacto ambiental, melhorando a fertilidade do solo e aumento da resistência contra estresses abióticos. Dessa forma, o objetivo da pesquisa foi avaliar o desempenho agronômico do melão sob aplicação de fertilizantes organominerais e selênio no semiárido. Foram realizados dois experimentos, avaliados isoladamente, em Mossoró, RN, Brasil. Os experimentos foram delineados em blocos casualizados completos. O primeiro experimento foi aplicado fertilizantes organominerais dispostos em cinco tratamentos Nov@®, (utilizado em dois posicionamentos), Viva® e Root®, além da testemunha com quatro repetições. No segundo experimento foi realizado em esquema com fatorial duplo (2x2+1) onde foram estudados os posicionamentos via foliar e fertirrigação e doses de selênio (60 e 120 g ha-1) aplicados na fonte de selenato de sódio, com uma testemunha, com quatro repetições. Em cada experimento foram avaliadas características de produção, qualidade físico-química do fruto e nutrição da planta. No primeiro experimento, o FOM Root® proporcionou aumento nas características de produtividade e peso médio do fruto resultando em 45,28 t ha-1 e 1,615 kg, respectivamente. A qualidade físico-química do fruto manteve dentro dos padrões desejados para exportação. A aplicação do FOM Viva® melhorou a palatabilidade do fruto (SS/AT) e no diâmetro transversal, resultando em médias de 108,00 % e 144,22 mm, respectivamente. Os teores nutricionais nitrogênio, fósforo e magnésio tiveram aumento significativo na parte aérea resultando em máximas de 23,06; 3,55; 5,51 g kg-1, com aplicação dos FOM Nov@2®, e Viva®, respectivamente. No fruto os teores de cálcio, magnésio e zinco reduziram com aplicação dos FOM’s. No segundo experimento, a aplicação de 120 g ha-1 de selênio via fertirrigação, aumentou a massa seca da parte aérea e produtividade de frutos, com média de 46,76 t ha-1 e 96,38 g planta-1, respectivamente. Os teores nutricionais reduziram com as doses de Se, com exceção do nitrogênio na parte aérea que aumentou na dose 120 g ha-1 fertirrigação (22,11 g kg-1) e foliar (22,07 g kg-1). Foi observado que as características de qualidade não foram influenciadas pela aplicação de Se, a firmeza da polpa (27,39 N) reduziu com o aumento da dose 120 g ha-1, afetando a conservação pós-colheita. Recomenda-se a dose 120 g ha-1 na fertirrigação para os parâmetros de produção e teores de massa seca. Recomenda-se a utilização do FOM Root®, Viva® e Nov@®, para produção, qualidade físico-química do fruto e nutrição, respectivamente, e a dose de 120 g ha-1 na fertirrigação para a produção e massa seca.
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O melão (Cucumis melo L.) é uma hortaliça-fruto de importância econômica regional, cultivada em diversas regiões, e apreciada pelo sabor e doçura. A aplicação de fertilizantes organominerais e selênio possibilita a redução do impacto ambiental, melhorando a fertilidade do solo e aumento da resistência contra estresses abióticos. Dessa forma, o objetivo da pesquisa foi avaliar o desempenho agronômico do melão sob aplicação de fertilizantes organominerais e selênio no semiárido. Foram realizados dois experimentos, avaliados isoladamente, em Mossoró, RN, Brasil. Os experimentos foram delineados em blocos casualizados completos. O primeiro experimento foi aplicado fertilizantes organominerais dispostos em cinco tratamentos Nov@®, (utilizado em dois posicionamentos), Viva® e Root®, além da testemunha com quatro repetições. No segundo experimento foi realizado em esquema com fatorial duplo (2x2+1) onde foram estudados os posicionamentos via foliar e fertirrigação e doses de selênio (60 e 120 g ha-1) aplicados na fonte de selenato de sódio, com uma testemunha, com quatro repetições. Em cada experimento foram avaliadas características de produção, qualidade físico-química do fruto e nutrição da planta. No primeiro experimento, o FOM Root® proporcionou aumento nas características de produtividade e peso médio do fruto resultando em 45,28 t ha-1 e 1,615 kg, respectivamente. A qualidade físico-química do fruto manteve dentro dos padrões desejados para exportação. A aplicação do FOM Viva® melhorou a palatabilidade do fruto (SS/AT) e no diâmetro transversal, resultando em médias de 108,00 % e 144,22 mm, respectivamente. Os teores nutricionais nitrogênio, fósforo e magnésio tiveram aumento significativo na parte aérea resultando em máximas de 23,06; 3,55; 5,51 g kg-1, com aplicação dos FOM Nov@2®, e Viva®, respectivamente. No fruto os teores de cálcio, magnésio e zinco reduziram com aplicação dos FOM’s. No segundo experimento, a aplicação de 120 g ha-1 de selênio via fertirrigação, aumentou a massa seca da parte aérea e produtividade de frutos, com média de 46,76 t ha-1 e 96,38 g planta-1, respectivamente. Os teores nutricionais reduziram com as doses de Se, com exceção do nitrogênio na parte aérea que aumentou na dose 120 g ha-1 fertirrigação (22,11 g kg-1) e foliar (22,07 g kg-1). Foi observado que as características de qualidade não foram influenciadas pela aplicação de Se, a firmeza da polpa (27,39 N) reduziu com o aumento da dose 120 g ha-1, afetando a conservação pós-colheita. Recomenda-se a dose 120 g ha-1 na fertirrigação para os parâmetros de produção e teores de massa seca. Recomenda-se a utilização do FOM Root®, Viva® e Nov@®, para produção, qualidade físico-química do fruto e nutrição, respectivamente, e a dose de 120 g ha-1 na fertirrigação para a produção e massa seca.
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FERNANDA RAMOS DE MEDEIROS
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Produção de mudas de genótipos de cajueiro com água produzida do petróleo sob aplicação de peróxido de hidrogênio
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Orientador : REGINALDO GOMES NOBRE
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MEMBROS DA BANCA :
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ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO
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GEOVANI SOARES DE LIMA
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REGINALDO GOMES NOBRE
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Data: 25/02/2025
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O cultivo do cajueiro apresenta grande relevância para o semiárido nordestino, principalmente devido à importância socioeconômica da cultura na região, no entanto, a escassez hídrica e as limitações em relação a águas de qualidade têm induzido muitos agricultores a utilizar águas salobras na irrigação agrícola. Por isso, torna-se necessário a realização de estudos que avaliem o comportamento de diferentes espécies e genótipos de plantas além do desenvolvimento de estratégias que garantam a reutilização de águas residuais com altas concentrações de sais para a produção agrícola. Para mais, objetivou-se com esse estudo avaliar a morfofisiologia de mudas de genótipos de cajueiro sob irrigação com água produzida do petróleo associado a aplicação exógena de peróxido de hidrogênio. O experimento foi conduzido em blocos casualizados, no esquema fatorial 5 × 2 × 2, com quatro repetições e uma planta por parcela. Os tratamentos foram constituídos de diluições de água produzida do petróleo sintética - AP em água não salina - ANS (T1: 100% ANS, T2: 75% ANS + 25% AP, T3: 50% ANS + 50% AP, T4: 25% ANS + 75% AP e T5: 100% AP), associados concentrações de peróxido de hidrogênio (0 µM e 15 µM) e genótipos de cajueiro (Crioula NP e FAGA-01). O aumento da salinidade na água de irrigação, causado pela água produzida do petróleo, impacta negativamente o desenvolvimento das mudas de cajueiro. Ainda assim, é possível utilizar água salobra com diluição 50% água não salina + 50% água produzida (CE = 2,06 dS m-1) para garantir um manejo viável e eficaz na formação de mudas de boa qualidade, promovendo maior eficiência fotossintética e crescimento das plantas. O uso de água produzida do petróleo em diluições menores (AP-4 e AP-5) prejudica os processos fotossintéticos das plantas, afetando o crescimento e a qualidade das mudas de cajueiro devido ao excesso de sais. Entretanto, o genótipo FAGA-01 demonstrou maior eficiência no uso da água e de carboxilação, crescimento e de fitomassa seca de raízes sob condições de estresse salino, em comparação ao genótipo Crioula NP. Esses fatores podem ser considerados parâmetros relevantes para a seleção de genótipos mais tolerantes à salinidade. A aplicação exógena de peróxido de hidrogênio não reduz os impactos da salinidade presente na água produzida do petróleo na irrigação de mudas de cajueiro. Todavia, em quantidades menores de água salina AP-2 (CE = 1,26 dS m-1) e AP-3 (CE = 2,06 dS m-1), em concentração de 15 µM, o H2O2 amenizou os efeitos nocivos do estresse salino e promoveu o aumento de biomassa das mudas de cajueiro. Em água de irrigação com maior presença de água produzida (AP-4 e AP-5), o peróxido fomentou os efeitos do estresse salino e reduziu a produção de biomassa nas mudas de cajueiro. A água produzida do petróleo, quando diluída em proporções adequadas, demonstra ser uma fonte hídrica viável para regiões que sofrem com a irregularidade das chuvas e dependem de águas de baixa qualidade para produção agrícola. Outrossim, a ampliação de pesquisas que envolvam os impactos do uso da água produzida do petróleo em campo, analisando o desempenho do cajueiro e os efeitos do uso dessa alternativa como irrigação prolongada, torna-se necessário.
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O cultivo do cajueiro apresenta grande relevância para o semiárido nordestino, principalmente devido à importância socioeconômica da cultura na região, no entanto, a escassez hídrica e as limitações em relação a águas de qualidade têm induzido muitos agricultores a utilizar águas salobras na irrigação agrícola. Por isso, torna-se necessário a realização de estudos que avaliem o comportamento de diferentes espécies e genótipos de plantas além do desenvolvimento de estratégias que garantam a reutilização de águas residuais com altas concentrações de sais para a produção agrícola. Para mais, objetivou-se com esse estudo avaliar a morfofisiologia de mudas de genótipos de cajueiro sob irrigação com água produzida do petróleo associado a aplicação exógena de peróxido de hidrogênio. O experimento foi conduzido em blocos casualizados, no esquema fatorial 5 × 2 × 2, com quatro repetições e uma planta por parcela. Os tratamentos foram constituídos de diluições de água produzida do petróleo sintética - AP em água não salina - ANS (T1: 100% ANS, T2: 75% ANS + 25% AP, T3: 50% ANS + 50% AP, T4: 25% ANS + 75% AP e T5: 100% AP), associados concentrações de peróxido de hidrogênio (0 µM e 15 µM) e genótipos de cajueiro (Crioula NP e FAGA-01). O aumento da salinidade na água de irrigação, causado pela água produzida do petróleo, impacta negativamente o desenvolvimento das mudas de cajueiro. Ainda assim, é possível utilizar água salobra com diluição 50% água não salina + 50% água produzida (CE = 2,06 dS m-1) para garantir um manejo viável e eficaz na formação de mudas de boa qualidade, promovendo maior eficiência fotossintética e crescimento das plantas. O uso de água produzida do petróleo em diluições menores (AP-4 e AP-5) prejudica os processos fotossintéticos das plantas, afetando o crescimento e a qualidade das mudas de cajueiro devido ao excesso de sais. Entretanto, o genótipo FAGA-01 demonstrou maior eficiência no uso da água e de carboxilação, crescimento e de fitomassa seca de raízes sob condições de estresse salino, em comparação ao genótipo Crioula NP. Esses fatores podem ser considerados parâmetros relevantes para a seleção de genótipos mais tolerantes à salinidade. A aplicação exógena de peróxido de hidrogênio não reduz os impactos da salinidade presente na água produzida do petróleo na irrigação de mudas de cajueiro. Todavia, em quantidades menores de água salina AP-2 (CE = 1,26 dS m-1) e AP-3 (CE = 2,06 dS m-1), em concentração de 15 µM, o H2O2 amenizou os efeitos nocivos do estresse salino e promoveu o aumento de biomassa das mudas de cajueiro. Em água de irrigação com maior presença de água produzida (AP-4 e AP-5), o peróxido fomentou os efeitos do estresse salino e reduziu a produção de biomassa nas mudas de cajueiro. A água produzida do petróleo, quando diluída em proporções adequadas, demonstra ser uma fonte hídrica viável para regiões que sofrem com a irregularidade das chuvas e dependem de águas de baixa qualidade para produção agrícola. Outrossim, a ampliação de pesquisas que envolvam os impactos do uso da água produzida do petróleo em campo, analisando o desempenho do cajueiro e os efeitos do uso dessa alternativa como irrigação prolongada, torna-se necessário.
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GTHIELLY MAÍRA FERNANDES
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REUSO DE ÁGUA PRODUZIDA DO PETRÓLEO NO CULTIVO DO CAPIM ELEFANTE CV. BRS CAPIAÇU: UMA ESTRATÉGIA DE ECONOMIA CIRCULAR EM PRODUÇÃO ONSHORE
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Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCELO TAVARES GURGEL
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DANIEL VALADAO SILVA
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FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
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RUZA GABRIELA MEDEIROS DE ARAUJO MACEDO
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Data: 27/02/2025
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O uso sustentável da água produzida de petróleo tratada na agricultura pode promover a economia circular e reduzir impactos ambientais. Pesquisas investigam sua aplicação em culturas como o capim-elefante BRS Capiaçu, conhecido por seu alto rendimento de biomassa. Contudo, a presença de sais e compostos residuais na água gera preocupações sobre seus efeitos no solo e nas plantas, exigindo avaliação de sua viabilidade agronômica. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito das diferentes diluições e lâminas de irrigação com água produzida de petróleo tratada no desenvolvimento do capim-elefante cv. BRS Capiaçu, cultivado em ambiente protegido durante 100 dias. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com nove tratamentos compostos por três diluições da água produzida em água de abastecimento (0%, 50% e 100%) e três lâminas de irrigação (50%, 75% e 100%). Os tratamentos foram organizados da seguinte forma: T1 (0% AP +100% LAM), T2 (100% AP +75% LAM), T3 (100% AP +50% LAM), T4 (100% AP +100% LAM), T5 (50% AP +100% LAM), T6 (50% AP +75% LAM), T7 (50% AP +50% LAM), T8 (0% AP +75% LAM) e T9 (0% AP +50% LAM), cada um com cinco repetições. As análises das plantas foram realizadas aos 45 e 90 dias após aplicação dos tratamentos (DAT) para monitoramento do desenvolvimento vegetal e avaliação dos impactos dos tratamentos, sendo as análises de solo realizadas aos 100 DAT. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando significativos, ao teste de comparação de médias de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados indicaram que a irrigação com água produzida não afetou negativamente o crescimento do capim-elefante, embora a presença significativa de sódio no solo represente um risco potencial de sodificação, exigindo manejo adequado. A produção de biomassa não apresentou diferenças significativas entre os tratamentos, e a lâmina de irrigação de 75% foi a mais eficiente, garantindo crescimento satisfatório com menor consumo hídrico. A água produzida de petróleo tratada pode ser uma alternativa viável para irrigação, desde que sejam adotadas estratégias que minimizem seus impactos sobre o solo, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola e energética.
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O uso sustentável da água produzida de petróleo tratada na agricultura pode promover a economia circular e reduzir impactos ambientais. Pesquisas investigam sua aplicação em culturas como o capim-elefante BRS Capiaçu, conhecido por seu alto rendimento de biomassa. Contudo, a presença de sais e compostos residuais na água gera preocupações sobre seus efeitos no solo e nas plantas, exigindo avaliação de sua viabilidade agronômica. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito das diferentes diluições e lâminas de irrigação com água produzida de petróleo tratada no desenvolvimento do capim-elefante cv. BRS Capiaçu, cultivado em ambiente protegido durante 100 dias. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com nove tratamentos compostos por três diluições da água produzida em água de abastecimento (0%, 50% e 100%) e três lâminas de irrigação (50%, 75% e 100%). Os tratamentos foram organizados da seguinte forma: T1 (0% AP +100% LAM), T2 (100% AP +75% LAM), T3 (100% AP +50% LAM), T4 (100% AP +100% LAM), T5 (50% AP +100% LAM), T6 (50% AP +75% LAM), T7 (50% AP +50% LAM), T8 (0% AP +75% LAM) e T9 (0% AP +50% LAM), cada um com cinco repetições. As análises das plantas foram realizadas aos 45 e 90 dias após aplicação dos tratamentos (DAT) para monitoramento do desenvolvimento vegetal e avaliação dos impactos dos tratamentos, sendo as análises de solo realizadas aos 100 DAT. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando significativos, ao teste de comparação de médias de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados indicaram que a irrigação com água produzida não afetou negativamente o crescimento do capim-elefante, embora a presença significativa de sódio no solo represente um risco potencial de sodificação, exigindo manejo adequado. A produção de biomassa não apresentou diferenças significativas entre os tratamentos, e a lâmina de irrigação de 75% foi a mais eficiente, garantindo crescimento satisfatório com menor consumo hídrico. A água produzida de petróleo tratada pode ser uma alternativa viável para irrigação, desde que sejam adotadas estratégias que minimizem seus impactos sobre o solo, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola e energética.
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DIÊGO JOSÉ DA COSTA BANDEIRA
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USO DE EFLUENTE DA INDÚSTRIA SALINEIRA: DESEMPENHO FISIOLÓGICO DO SORGO FORRAGEIRO E INTER-RELAÇÕES DOS ATRIBUTOS DOS SOLOS.
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Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
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MEMBROS DA BANCA :
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JEANE CRUZ PORTELA
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
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JUSSIARA SONALLY JACOME CAVALCANTE
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Data: 30/04/2025
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O semiárido nordestino é caracterizado pela a escassez hídrica, a técnica de diluição e reúso agrícola do efluente da indústria salineira (água mãe), é uma alternativa que mitiga impactos ambientais e potencializar o uso dos recursos hídricos e minerais. Objetivou-se avaliar inter-relações dos atributos do solo e índices fisiológicos do sorgo produzido com reúso de efluente da indústria salineira. O experimento foi conduzido na Unidade Experimental de Reuso de Água localizada na Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no delineamento em blocos inteiramente casualizados, no esquema fatorial 5 x 2. Os valores da condutividade elétrica da água de irrigação foram norteados pelo padrão de 3,0 dS m-1 da legislação de reúso agrícola vigente. O fator 1 foi representado pelas diluições de água residuária de salineira solar em água de chuva: a) CE 1,5 dS m-1; b) CE 3,0 dS m-1; c) CE 4,5 dS m-1; d) CE 6 dS m-1; e) AC - água de chuva (Testemunha). O fator 2 foi representado pelo Neossolo Flúvico e o Latossolo Vermelho. O sorgo Ponta Negra, foi cultivado em 50 vasos de 20 L, irrigados duas vezes por semana com as cinco diluições. Após 80 dias de cultivo foram realizadas as leituras dos índices fisiológicos, onde foram submetidos ao programa de análise estatística SISVAR. Posteriormente, foram coletadas as amostras deformadas e indeformadas dos solos para avaliação os atributos físico-hídricos, químicos do solo. As variáveis foram submetidas da técnica estatística multivariada (Matriz de correlação de Pearson, Análise Fatorial e Componentes principais). Por meio da ACP foi feita a discriminação dos atributos do solo e as diluições. As variáveis IF, PMP, macroporos, Mn, (H+Al), PST, CE, Fe, Na+ discriminou o Latossolo nas diluições CE 3,0 e 4,5 dS m-1, silte Mg2+ discriminaram o Latossolo CE 6,0 dS m-1, COT, Ds, argila ADA discriminaram o Latossolo CE 1,5 dS m-1 e CC descriminou a testemunha. As variáveis pH, P, areia, Ca2+, K+, CTC discriminou o Neossolo nas diluições CE 1,5, 3,0 e 4,5 dS m-1. A microporosidade e a saturação por bases discriminaram a diluição CE 6,0 dS m-1 no Neossolo. O N, Zn, Co e AD discriminaram a testemunha na classe do Neossolo. Os índices fisiológicos do sorgo forrageiro apresentaram variações nos resultados, não sendo possível afirmar que a salinidade é o único fator que estar gerando variabilidade ou efeito sobre as variáveis.O Neossolo apresentou nas baixas tensões, maior retenção de água com as diluições com maior nível de salinidade. Latossolo apresentou, maior retenção de água no solo nas diluições com menor nível de salinidade.
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O semiárido nordestino é caracterizado pela a escassez hídrica, a técnica de diluição e reúso agrícola do efluente da indústria salineira (água mãe), é uma alternativa que mitiga impactos ambientais e potencializar o uso dos recursos hídricos e minerais. Objetivou-se avaliar inter-relações dos atributos do solo e índices fisiológicos do sorgo produzido com reúso de efluente da indústria salineira. O experimento foi conduzido na Unidade Experimental de Reuso de Água localizada na Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no delineamento em blocos inteiramente casualizados, no esquema fatorial 5 x 2. Os valores da condutividade elétrica da água de irrigação foram norteados pelo padrão de 3,0 dS m-1 da legislação de reúso agrícola vigente. O fator 1 foi representado pelas diluições de água residuária de salineira solar em água de chuva: a) CE 1,5 dS m-1; b) CE 3,0 dS m-1; c) CE 4,5 dS m-1; d) CE 6 dS m-1; e) AC - água de chuva (Testemunha). O fator 2 foi representado pelo Neossolo Flúvico e o Latossolo Vermelho. O sorgo Ponta Negra, foi cultivado em 50 vasos de 20 L, irrigados duas vezes por semana com as cinco diluições. Após 80 dias de cultivo foram realizadas as leituras dos índices fisiológicos, onde foram submetidos ao programa de análise estatística SISVAR. Posteriormente, foram coletadas as amostras deformadas e indeformadas dos solos para avaliação os atributos físico-hídricos, químicos do solo. As variáveis foram submetidas da técnica estatística multivariada (Matriz de correlação de Pearson, Análise Fatorial e Componentes principais). Por meio da ACP foi feita a discriminação dos atributos do solo e as diluições. As variáveis IF, PMP, macroporos, Mn, (H+Al), PST, CE, Fe, Na+ discriminou o Latossolo nas diluições CE 3,0 e 4,5 dS m-1, silte Mg2+ discriminaram o Latossolo CE 6,0 dS m-1, COT, Ds, argila ADA discriminaram o Latossolo CE 1,5 dS m-1 e CC descriminou a testemunha. As variáveis pH, P, areia, Ca2+, K+, CTC discriminou o Neossolo nas diluições CE 1,5, 3,0 e 4,5 dS m-1. A microporosidade e a saturação por bases discriminaram a diluição CE 6,0 dS m-1 no Neossolo. O N, Zn, Co e AD discriminaram a testemunha na classe do Neossolo. Os índices fisiológicos do sorgo forrageiro apresentaram variações nos resultados, não sendo possível afirmar que a salinidade é o único fator que estar gerando variabilidade ou efeito sobre as variáveis.O Neossolo apresentou nas baixas tensões, maior retenção de água com as diluições com maior nível de salinidade. Latossolo apresentou, maior retenção de água no solo nas diluições com menor nível de salinidade.
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FRANCISCO RODRIGUES DE LIMA NETO
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BIOCHAR DE MORINGA: UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA MELHORAR A FERTILIDADE DO SOLO NO SEMIÁRIDO E POTENCIALIZAR A PRODUÇÃO DE CAPIM ELEFANTE PARA PRODUÇÃO DE BIOENERGIA
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Orientador : BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
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MEMBROS DA BANCA :
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RAFAEL DA SILVA TEIXEIRA
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ADRIANO ERIQUE DE OLIVEIRA LIMA
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BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
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BÁRBARA SAMARTINI QUEIROZ ALVES
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FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
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MARCELO SEMERARO DE MEDEIROS
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Data: 31/07/2025
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Neste trabalho avaliou-se os efeitos da aplicação de biochar de moringa (Moringa oleifera Lam.), isoladamente ou em combinação com vermicomposto e adubação mineral, sobre atributos químicos do solo, estoques de carbono e desempenho produtivo e fisiológico do capim-elefante BRS Capiaçu (Pennisetum purpureum Schum.) cultivado em solo arenoso do semiárido brasileiro. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em colunas preenchidas com solo, avaliando-se dez tratamentos com diferentes proporções de biochar, vermicomposto e adubação química, em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. O biochar foi produzido a 350 °C e apresentou pH alcalino (9,42), alto teor de carbono (66,6%). Foram realizadas análises físico-químicas do solo e avaliações morfológicas, fisiológicas e nutricionais das plantas. As variáveis avaliadas incluíram carbono total, carbono lábil e particulado, macro e micronutrientes do solo e da planta, além de atributos como área foliar, clorofilas, lignina e celulose. Os principais resultados mostraram que a combinação de biochar com vermicomposto proporcionou aumento significativo nos teores de carbono orgânico total (até +76%), carbono lábil e carbono particulado no solo, bem como elevação nos índices de manejo de carbono (IMCCL e IMCCOP). Os tratamentos com maior proporção de biochar, como 100% biochar, 75% biochar + 25% vermicomposto e 50% biochar + 50% vermicomposto, apresentaram os melhores resultados em termos de fertilidade do solo, acúmulo de biomassa, teores de clorofilas, lignina, celulose e maior eficiência na absorção de nutrientes (N, K, Ca e Mg). As análises multivariadas (PCA, correlação canônica e agrupamento) evidenciaram relações fortes entre o acúmulo de carbono no solo e o desempenho fisiológico e morfológico das plantas. O tratamento com 100% de biochar foi o mais eficiente para o sequestro de carbono, enquanto os tratamentos com proporções equilibradas — como 33,4% biochar + 33,3% adubação química + 33,3% vermicomposto e 50% biochar + 25% adubação química + 25% vermicomposto — apresentaram os melhores resultados integrados em solo e planta. Conclui-se que o uso de biochar de moringa, especialmente quando combinado ao vermicomposto, melhora significativamente a fertilidade do solo, aumenta os estoques de carbono e potencializa o crescimento e a qualidade e a produtividade biomassa do capim-elefante BRS Capiaçu. Essa prática representa uma alternativa viável e sustentável para a agricultura no semiárido, com benefícios agronômicos e ambientais.
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Neste trabalho avaliou-se os efeitos da aplicação de biochar de moringa (Moringa oleifera Lam.), isoladamente ou em combinação com vermicomposto e adubação mineral, sobre atributos químicos do solo, estoques de carbono e desempenho produtivo e fisiológico do capim-elefante BRS Capiaçu (Pennisetum purpureum Schum.) cultivado em solo arenoso do semiárido brasileiro. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em colunas preenchidas com solo, avaliando-se dez tratamentos com diferentes proporções de biochar, vermicomposto e adubação química, em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. O biochar foi produzido a 350 °C e apresentou pH alcalino (9,42), alto teor de carbono (66,6%). Foram realizadas análises físico-químicas do solo e avaliações morfológicas, fisiológicas e nutricionais das plantas. As variáveis avaliadas incluíram carbono total, carbono lábil e particulado, macro e micronutrientes do solo e da planta, além de atributos como área foliar, clorofilas, lignina e celulose. Os principais resultados mostraram que a combinação de biochar com vermicomposto proporcionou aumento significativo nos teores de carbono orgânico total (até +76%), carbono lábil e carbono particulado no solo, bem como elevação nos índices de manejo de carbono (IMCCL e IMCCOP). Os tratamentos com maior proporção de biochar, como 100% biochar, 75% biochar + 25% vermicomposto e 50% biochar + 50% vermicomposto, apresentaram os melhores resultados em termos de fertilidade do solo, acúmulo de biomassa, teores de clorofilas, lignina, celulose e maior eficiência na absorção de nutrientes (N, K, Ca e Mg). As análises multivariadas (PCA, correlação canônica e agrupamento) evidenciaram relações fortes entre o acúmulo de carbono no solo e o desempenho fisiológico e morfológico das plantas. O tratamento com 100% de biochar foi o mais eficiente para o sequestro de carbono, enquanto os tratamentos com proporções equilibradas — como 33,4% biochar + 33,3% adubação química + 33,3% vermicomposto e 50% biochar + 25% adubação química + 25% vermicomposto — apresentaram os melhores resultados integrados em solo e planta. Conclui-se que o uso de biochar de moringa, especialmente quando combinado ao vermicomposto, melhora significativamente a fertilidade do solo, aumenta os estoques de carbono e potencializa o crescimento e a qualidade e a produtividade biomassa do capim-elefante BRS Capiaçu. Essa prática representa uma alternativa viável e sustentável para a agricultura no semiárido, com benefícios agronômicos e ambientais.
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CLAUDEONE MANOEL DO NASCIMENTO
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POTENCIAL BIOESTIMULANTE DE EXTRATOS DE ALGAS VERMELHAS (Kappaphycus alvarezii) NA ATENUAÇÃO DO ESTRESSE SALINO EM PLANTAS DE COENTRO.
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Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
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MEMBROS DA BANCA :
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JEANE CRUZ PORTELA
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FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
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JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
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JUSSIARA SONALLY JACOME CAVALCANTE
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MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
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Data: 20/08/2025
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O coentro (Coriandrum sativum L.) é uma das hortaliças mais produzidas e consumidas no Brasil, especialmente na região Nordeste do Brasil. Nessa região, muitos produtores utilizam água salina na irrigação das culturas, o que pode afetar o crescimento e rendimento das plantas. Diante disto, para se obter êxito na produção dessa hortaliça deve-se adotar estratégia que mitigue o estresse salino sobre as plantas. A pesquisa foi realizada com o objetivo de avaliar a eficiência da aplicação foliar de fertilizante à base de extrato de algas marinhas (Kappaphycus alvarezii) para mitigar o efeito do estresse salino na cultura do coentro. Foram realizados dois experimentos, ambos em sistema hidropônico utilizando substrato. O primeiro experimento foi desenvolvido seguindo o delineamento, em esquema fatorial 3 × 4, sendo três condutividades elétricas da solução nutritiva (2,0; 5,5 e 7,0 dS m-1) e quatro concentrações de fertilizante foliar à base de extrato de algas marinhas. com aplicações via foliar (0,0; 2,5; 5,0 e 7,5 mL L-1). Foram avaliadas as seguintes variáveis: altura de plantas, área foliar, área foliar específica, suculência foliar, massa fresca e massa seca. O segundo experimento foi desenvolvido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 2 x 2, sendo três condutividades elétricas da solução nutritiva (2,0; 3,5 e 5,0 dS m-1), duas condições de aplicação de extrato de algas (com e sem) e duas cultivares de coentro (Verdão e Frevo). Foram analisadas variáveis referentes às trocas gasosas (transpiração, taxa de assimilação líquida, condutância estomática, concentração interna de CO2, eficiência intrínseca do uso da água e eficiência de carboxilação) e de crescimento (altura, número de hastes, massa fresca (parte aérea, raiz e total) e massa seca (parte aérea, raiz e total). No primeiro experimento o estresse salino reduziu as variáveis ALT e AFE, independentemente das doses de Stalke, enquanto as doses de Stalker afetaram AF, SF e AFE foram afetadas pelas doses de Stalker de forma isolada. As variáveis MF e MS foram afetadas pela interação entre os fatores estudados. O Stalker provocou aumento na MF e MS em salinidades baixa (2,0 dS m-1) e média (5,5 dS m-1), não ocorrendo resposta na salinidade alta (7,0 dS m-1). Em condições de baixa e média salinidade, doses variadas de 3,5 a 7,0 mL L-1 para média e baixa salinidade respectivamente, para obter maior produção de coentro. No segundo experimento verificou-se que A cv. Verdão mostrou-se mais tolerante à salinidade do que a cv. Frevo. A aplicação de Stalker teve efeito apenas na cv. Frevo por ser mais sensível à salinidade. O cultivo de ambas as cultivares pode ser realizada em sistema hidropônico utilizando água salina até 5,0 dS m-1 da solução nutritiva para a cv. Verdão, e até 3,5 dS m-1 para a cv. Frevo.
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O coentro (Coriandrum sativum L.) é uma das hortaliças mais produzidas e consumidas no Brasil, especialmente na região Nordeste do Brasil. Nessa região, muitos produtores utilizam água salina na irrigação das culturas, o que pode afetar o crescimento e rendimento das plantas. Diante disto, para se obter êxito na produção dessa hortaliça deve-se adotar estratégia que mitigue o estresse salino sobre as plantas. A pesquisa foi realizada com o objetivo de avaliar a eficiência da aplicação foliar de fertilizante à base de extrato de algas marinhas (Kappaphycus alvarezii) para mitigar o efeito do estresse salino na cultura do coentro. Foram realizados dois experimentos, ambos em sistema hidropônico utilizando substrato. O primeiro experimento foi desenvolvido seguindo o delineamento, em esquema fatorial 3 × 4, sendo três condutividades elétricas da solução nutritiva (2,0; 5,5 e 7,0 dS m-1) e quatro concentrações de fertilizante foliar à base de extrato de algas marinhas. com aplicações via foliar (0,0; 2,5; 5,0 e 7,5 mL L-1). Foram avaliadas as seguintes variáveis: altura de plantas, área foliar, área foliar específica, suculência foliar, massa fresca e massa seca. O segundo experimento foi desenvolvido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 2 x 2, sendo três condutividades elétricas da solução nutritiva (2,0; 3,5 e 5,0 dS m-1), duas condições de aplicação de extrato de algas (com e sem) e duas cultivares de coentro (Verdão e Frevo). Foram analisadas variáveis referentes às trocas gasosas (transpiração, taxa de assimilação líquida, condutância estomática, concentração interna de CO2, eficiência intrínseca do uso da água e eficiência de carboxilação) e de crescimento (altura, número de hastes, massa fresca (parte aérea, raiz e total) e massa seca (parte aérea, raiz e total). No primeiro experimento o estresse salino reduziu as variáveis ALT e AFE, independentemente das doses de Stalke, enquanto as doses de Stalker afetaram AF, SF e AFE foram afetadas pelas doses de Stalker de forma isolada. As variáveis MF e MS foram afetadas pela interação entre os fatores estudados. O Stalker provocou aumento na MF e MS em salinidades baixa (2,0 dS m-1) e média (5,5 dS m-1), não ocorrendo resposta na salinidade alta (7,0 dS m-1). Em condições de baixa e média salinidade, doses variadas de 3,5 a 7,0 mL L-1 para média e baixa salinidade respectivamente, para obter maior produção de coentro. No segundo experimento verificou-se que A cv. Verdão mostrou-se mais tolerante à salinidade do que a cv. Frevo. A aplicação de Stalker teve efeito apenas na cv. Frevo por ser mais sensível à salinidade. O cultivo de ambas as cultivares pode ser realizada em sistema hidropônico utilizando água salina até 5,0 dS m-1 da solução nutritiva para a cv. Verdão, e até 3,5 dS m-1 para a cv. Frevo.
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NORLAN LEONEL RAMOS CRUZ
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Circular reuse of water produced in drip irrigation: mitigating clogging with ultra-low-frequency dynamic pulses
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Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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MEMBROS DA BANCA :
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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STEFESON BEZERRA DE MELO
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GUSTAVO LOPES MUNIZ
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LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
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Data: 04/11/2025
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A salinidade da água produzida do petróleo é uma das barreiras ao reúso agrícola com irrigação localizada, pois o entupimento químico de emissores compromete a eficiência de aplicação de água e nutrientes. Nesse sentido, o uso de impulsos eletrônicos dinâmicos de ultrabaixa frequência pode mitigar a formação e adesão de precipitados nos emissores sem o uso de produtos químicos. Assim, objetivou-se com o presente trabalho analisar o comportamento de índices de desempenho hidráulico na mitigação do entupimento de emissores operando com água produzida do petróleo em bancadas experimentais. Para isso, foram montadas três bancadas experimentais em área experimental da Universidade Federal Rural do Semiárido em Mossoró-RN, Brasil. O experimento foi montado no esquema de parcelas subdivididas em delineamento inteiramente casualizado com seis repetições. Nas parcelas foram dispostas as fontes de água (WS – água de abastecimento, OPW+EP – Água produzida do petróleo com impulsos eletrônicos dinâmicos de ultrabaixa frequência e OPW - Água produzida do petróleo), enquanto nas subparcelas os tempos de avaliação do desempenho hidráulico (0, 40, 80, 120, 160, 200, 240, 280, 320, 360 e 400 horas). As bancadas experimentais foram montadas com fitas gotejadoras, com emissor não autocompensante, que operaram com pressão de 80 kPa no final da linha lateral. Durante os ensaios experimentais realizou-se a caracterização físico-química das fontes de água, bem como a avaliação do desempenho hidráulico por meio da taxa média de variação da vazão (Dra), coeficiente de variação da vazão (CV) e o Coeficiente de Uniformidade de Distribuição (CUD). Os dados de qualidade das fontes de água foram submetidos à estatística descritiva, enquanto os dados de desempenho hidráulico foram analisados utilizando análise RT-1 com testes post hoc de Bonferroni. Os resultados indicaram que a água produzida do petróleo apresentou alto risco de entupimento devido ao pH, dureza e salinidade. A qualidade da água e o tempo de operação afetaram significativamente o desempenho hidráulico e os índices de entupimento dos emissores. A aplicação de impulsos eletrônicos dinâmicos de ultrabaixa frequência mostrou-se promissora, reduzindo o entupimento, estabilizando a vazão e melhorando a eficiência hidráulica. Embora conduzido em escala laboratorial, o estudo apresenta resultados inéditos para irrigação por gotejamento utilizando pulsos eletrônicos dinâmicos de frequência ultrabaixa. As descobertas corroboram o uso seguro e eficiente de fontes de água não convencionais, demonstrando a viabilidade da reutilização agrícola e da mitigação de entupimentos como estratégias para lidar com a escassez hídrica. Esta pesquisa amplia o conhecimento sobre o desempenho hidráulico de emissores com água de menor qualidade, contribuindo para práticas de irrigação sustentáveis.
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The salinity of oil produced water is one of the barriers to agricultural reuse with localized irrigation, as chemical clogging of emitters compromises the efficiency of water and nutrient application. In this sense, the use of ultra-low frequency dynamic electronic pulses can mitigate the formation and adhesion of precipitates in emitters without the use of chemicals. Thus, the objective of this work was to analyze the behavior of hydraulic performance indices in mitigating the clogging of emitters operating with produced water from onshore oil in experimental setups. For this purpose, three experimental setups were assembled in an experimental area of the Universidade Federal Rural do Semi-Árido in Mossoró-RN, Brazil. The experiment was set up in a split-plot design in a completely randomized design with six replications. The plots contained the water sources (WS – supply water, OPW + EP – oil produced water with ultra-low frequency dynamic electronic pulses, and OPW – oil produced water), while the subplots contained the hydraulic performance evaluation times (0, 40, 80, 120, 160, 200, 240, 280, 320, 360, and 400 hours). The experimental setups were assembled with drip tapes, with a non-self-compensating emitter operating at a pressure of 80 kPa at the end of the lateral line. During the experimental tests, the physicochemical characterization of the water sources was carried out, as well as the evaluation of hydraulic performance through the average rate of change of flow (AFVR), flow rate variation coefficient (FVC), and the Coefficient of Uniformity of Distribution (DU). Water source quality data were subjected to descriptive statistics, while hydraulic performance data were analyzed using RT-1 analysis with Bonferroni post-hoc tests. The results indicated that oil produced water presented a high risk of clogging due to pH, hardness, and salinity. Water quality and operating time significantly affected the hydraulic performance and clogging rates of the emitters. The application of ultra-low frequency dynamic electronic pulses showed promise, reducing clogging, stabilizing flow, and improving hydraulic efficiency. Although conducted on a laboratory scale, the study presents unprecedented results for drip irrigation using ultra-low frequency dynamic electronic pulses. The findings corroborate the safe and efficient use of unconventional water sources, demonstrating the viability of agricultural reuse and clogging mitigation as strategies to address water scarcity. This research expands knowledge about the hydraulic performance of emitters with lower quality water, contributing to sustainable irrigation practices.
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LARISSA RAYANNY SILVA DA FONSECA
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ÁGUA DERIVADA DA EXTRAÇÃO DO PETRÓLEO ONSHORE NA IRRIGAÇÃO DE Eucalyptus spp.
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Orientador : POLIANA COQUEIRO DIAS ARAUJO
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MEMBROS DA BANCA :
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VIVIANE FARIAS SILVA
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ANE CRISTINE FORTES DA SILVA
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POLIANA COQUEIRO DIAS ARAUJO
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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Data: 21/11/2025
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O uso sustentável de recursos hídricos alternativos é um desafio estratégico para a expansão da silvicultura em regiões semiáridas. Assim, este trabalho investigou o potencial da Água Produzida tratada (AP), efluente oriundo da extração de petróleo e gás onshore, como fonte viável de irrigação para clones híbridos de Eucalyptus spp., considerando as fases de enraizamento e crescimento inicial. O primeiro estudo avaliou o efeito da AP sob o enraizamento adventício de 5 clones (13, 14, 30, 104 e 106), quando propagados via miniestaquia, utilizando delineamento fatorial 2 × 5 (100% AP vs. água de abastecimento urbano – AA; cinco clones híbridos de Eucalyptus spp.), com 5 repetições. Foram analisadas características morfológicas (percentual de enraizamento, altura, número de raízes, biomassa), bem como parâmetros da água (CE, RAS, TOG, metais e nutrientes). Os resultados mostraram que a AP, dentro dos limites regulatórios, não comprometeu o enraizamento (média = 92,8%) nem a sobrevivência (95,2%), com destaque para os clones 104 e 106, que apresentaram maior vigor sob irrigação com AP. A análise multivariada revelou perfis de tolerância genótipo-específicos, indicando o potencial da AP para uso na fase de propagação. O segundo estudo focou no crescimento inicial em vasos durante 91 dias, no segundo semestre de 2024, avaliando a alocação de biomassa, carbono (C) e a distribuição de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) em 5 clones sob 3 proporções de AP (0%, 50% e 100%). Houve forte interação genótipo × água, evidenciando distintas estratégias morfofisiológicas de resposta ao aumento iônico proporcionado pela AP. O clone C3 destacou-se pela maior alocação de C e eficiência de uso de K, enquanto o C5 adotou estratégia conservativa, priorizando alocação radicular e acúmulo de N e P na raiz. O clone C2 apresentou baixa eficiência no uso de N e menor produtividade, sendo mais sensível à composição iônica da AP. A irrigação com AP não comprometeu o desempenho produtivo dos clones mais tolerantes, indicando viabilidade técnica do reuso. Contudo, recomenda-se manejo cauteloso e monitoramento edáfico contínuo, dada a potencial acumulação de sais e metais no solo. Assim, a AP tratada apresentada representa uma alternativa promissora para uso racional da água em sistemas florestais, desde que integrada a programas de melhoramento genético e práticas de manejo sustentáveis com monitoramentos constantes.
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O uso sustentável de recursos hídricos alternativos é um desafio estratégico para a expansão da silvicultura em regiões semiáridas. Assim, este trabalho investigou o potencial da Água Produzida tratada (AP), efluente oriundo da extração de petróleo e gás onshore, como fonte viável de irrigação para clones híbridos de Eucalyptus spp., considerando as fases de enraizamento e crescimento inicial. O primeiro estudo avaliou o efeito da AP sob o enraizamento adventício de 5 clones (13, 14, 30, 104 e 106), quando propagados via miniestaquia, utilizando delineamento fatorial 2 × 5 (100% AP vs. água de abastecimento urbano – AA; cinco clones híbridos de Eucalyptus spp.), com 5 repetições. Foram analisadas características morfológicas (percentual de enraizamento, altura, número de raízes, biomassa), bem como parâmetros da água (CE, RAS, TOG, metais e nutrientes). Os resultados mostraram que a AP, dentro dos limites regulatórios, não comprometeu o enraizamento (média = 92,8%) nem a sobrevivência (95,2%), com destaque para os clones 104 e 106, que apresentaram maior vigor sob irrigação com AP. A análise multivariada revelou perfis de tolerância genótipo-específicos, indicando o potencial da AP para uso na fase de propagação. O segundo estudo focou no crescimento inicial em vasos durante 91 dias, no segundo semestre de 2024, avaliando a alocação de biomassa, carbono (C) e a distribuição de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) em 5 clones sob 3 proporções de AP (0%, 50% e 100%). Houve forte interação genótipo × água, evidenciando distintas estratégias morfofisiológicas de resposta ao aumento iônico proporcionado pela AP. O clone C3 destacou-se pela maior alocação de C e eficiência de uso de K, enquanto o C5 adotou estratégia conservativa, priorizando alocação radicular e acúmulo de N e P na raiz. O clone C2 apresentou baixa eficiência no uso de N e menor produtividade, sendo mais sensível à composição iônica da AP. A irrigação com AP não comprometeu o desempenho produtivo dos clones mais tolerantes, indicando viabilidade técnica do reuso. Contudo, recomenda-se manejo cauteloso e monitoramento edáfico contínuo, dada a potencial acumulação de sais e metais no solo. Assim, a AP tratada apresentada representa uma alternativa promissora para uso racional da água em sistemas florestais, desde que integrada a programas de melhoramento genético e práticas de manejo sustentáveis com monitoramentos constantes.
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WEYDSON LUIZ PEDROSA DA SILVA
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SAÚDE DO SOLO: COMPARATIVO ENTRE CULTIVO AGROECOLÓGICO E MONOCULTIVO CONVENCIONAL NO SEMIÁRIDO POTIGUAR
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Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
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MEMBROS DA BANCA :
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CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
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EULENE FRANCISCO DA SILVA
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GABRIELA CEMIRAMES DE SOUSA GURGEL
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JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
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Data: 27/11/2025
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A sustentabilidade da agricultura no semiárido brasileiro depende diretamente da saúde do solo, que é fortemente influenciada pelas práticas de manejo. A degradação do solo em sistemas convencionais contrasta com os benefícios potenciais de abordagens agroecológicas. Este estudo objetivou realizar um diagnóstico comparativo da saúde do solo em diferentes sistemas de uso em um assentamento rural no semiárido potiguar, utilizando um conjunto integrado de indicadores físicos, químicos e bioquímicos do solo. A pesquisa foi conduzida no Projeto de Assentamento Paulo Freire situado no município de Mossoró-RN, comparando-se áreas de algodoeiro em sistema agroecológico de algodão consorciado (gergelim e milho), monocultivo convencional de subsistência (milho e feijão-caupi) e áreas com vegetação nativa preservada, utilizada como referência. Em cada unidade amostral foi representada por uma área de 800 m² dividida em 4 quadrantes de 200 m². Realizando a amostragem dos solos em 5 mini trincheiras por quadrante, coletando amostras simples para formar uma amostra composta em cada quadrante, resultando em 20 pontos de coletas que formaram 4 amostras compostas por tratamento. Os solos foram submetidos as análises laboratoriais para obter informações sobre os atributos físicos (densidade, porosidade, granulometria), químicos (pH, CE, macronutrientes, carbono orgânico com fracionamento físico) e bioquímicos (carbono da biomassa microbiana e atividade das enzimas β-glicosidase e Arilsulfatase). Com os dados obtidos utilizamos as técnicas de estatística multivariada e os resultados indicaram que o sistema agroecológico promoveu uma recuperação expressiva da saúde do solo em relação ao monocultivo, evidenciada por menor densidade do solo, teores superiores de carbono orgânico do solo, atividade da β-glicosidase e CBM. As análises de agrupamentos e dos componentes principais confirmaram que os indicadores do sistema agroecológico se aproximaram dos observados na vegetação nativa. Portanto, a transição de um sistema de monocultivo convencional para um sistema de cultivo agroecológico consorciado resultou em uma melhoria da saúde do solo no contexto do semiárido potiguar. Pois as áreas com cultivos agroecológicos, quando bem manejadas, apresentam qualidade químicas, físicas e biológicas mais aproximadas das áreas com vegetação nativa. Conclui-se que a adoção de práticas agroecológicas é uma estratégia eficaz para mitigar a degradação e restaurar a funcionalidade do solo em regiões semiáridas, fortalecendo a resiliência dos agroecossistemas.
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A sustentabilidade da agricultura no semiárido brasileiro depende diretamente da saúde do solo, que é fortemente influenciada pelas práticas de manejo. A degradação do solo em sistemas convencionais contrasta com os benefícios potenciais de abordagens agroecológicas. Este estudo objetivou realizar um diagnóstico comparativo da saúde do solo em diferentes sistemas de uso em um assentamento rural no semiárido potiguar, utilizando um conjunto integrado de indicadores físicos, químicos e bioquímicos do solo. A pesquisa foi conduzida no Projeto de Assentamento Paulo Freire situado no município de Mossoró-RN, comparando-se áreas de algodoeiro em sistema agroecológico de algodão consorciado (gergelim e milho), monocultivo convencional de subsistência (milho e feijão-caupi) e áreas com vegetação nativa preservada, utilizada como referência. Em cada unidade amostral foi representada por uma área de 800 m² dividida em 4 quadrantes de 200 m². Realizando a amostragem dos solos em 5 mini trincheiras por quadrante, coletando amostras simples para formar uma amostra composta em cada quadrante, resultando em 20 pontos de coletas que formaram 4 amostras compostas por tratamento. Os solos foram submetidos as análises laboratoriais para obter informações sobre os atributos físicos (densidade, porosidade, granulometria), químicos (pH, CE, macronutrientes, carbono orgânico com fracionamento físico) e bioquímicos (carbono da biomassa microbiana e atividade das enzimas β-glicosidase e Arilsulfatase). Com os dados obtidos utilizamos as técnicas de estatística multivariada e os resultados indicaram que o sistema agroecológico promoveu uma recuperação expressiva da saúde do solo em relação ao monocultivo, evidenciada por menor densidade do solo, teores superiores de carbono orgânico do solo, atividade da β-glicosidase e CBM. As análises de agrupamentos e dos componentes principais confirmaram que os indicadores do sistema agroecológico se aproximaram dos observados na vegetação nativa. Portanto, a transição de um sistema de monocultivo convencional para um sistema de cultivo agroecológico consorciado resultou em uma melhoria da saúde do solo no contexto do semiárido potiguar. Pois as áreas com cultivos agroecológicos, quando bem manejadas, apresentam qualidade químicas, físicas e biológicas mais aproximadas das áreas com vegetação nativa. Conclui-se que a adoção de práticas agroecológicas é uma estratégia eficaz para mitigar a degradação e restaurar a funcionalidade do solo em regiões semiáridas, fortalecendo a resiliência dos agroecossistemas.
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ALLYSSON RÉGIS PRAXEDES MOREIRA
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"Ácido salicílico como atenuador da salinidade na produção de porta-enxertos de cajueiro irrigados com água produzida do petróleo"
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Orientador : REGINALDO GOMES NOBRE
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MEMBROS DA BANCA :
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REGINALDO GOMES NOBRE
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LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
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ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO
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JAILSON LOPES DA PENHA
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Data: 05/12/2025
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A região nordeste do Brasil, com presença forte do clima semiárido, convive historicamente com a escassez de água. Nesse contexto, há algum tempo os agricultores, pesquisadores e entidades de vários setores vêm inovando em alternativas para suprir as necessidades hídricas da região, especialmente na agricultura. Pensando nisso e analisando as alternativas já existentes, a água proveniente do petróleo pode se tornar uma opção viável, notadamente, combinada com o ácido salicílico, um hormônio vegetal que ajuda a reduzir os estresses abióticos. Nesse viés, este trabalho objetiva analisar a produção de porta-enxertos de cajueiro, submetidas à irrigação com água produzida do petróleo, com diferentes aplicações de ácido salicílico. O experimento foi conduzido em condições de ambiente protegido (telado) nas dependências da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Caraúbas, Caraúbas – RN, sendo conduzido em diferentes blocos de forma aleatória, utilizando esquema fatorial de 5 x 4 x 2 com quatro repetições e uma planta por parcela. Os tratamentos consistem em 5 diluições de água sintética do petróleo - AP em água de abastecimento - AA designadas como T1: 100% AA T2: 75% AP+ 25% AP, T3: 50% AA+ 50% AP, T4: 25% AA+ 75% AP e T5: 100% AP; associado a quatro concentrações de ácido salicílico (0; 0,8; 1,6 e 2,4 mM) e 2 clones de cajueiro (Embrapa 51 e CCP 76). A morfofisiologia e a qualidade dos porta-enxertos de cajueiro apresentaram melhor desempenho quando irrigados com a solução T-3, composta por 50% de água não salobra (ANS) e 50% de água produzida do petróleo (AP). Já a diluição T-4, contendo 25% de água de abastecimento e 75% de AP, resultou em reduções fisiológicas e de crescimento dentro de limites aceitáveis, com decréscimos máximos de até 10%. A aplicação exógena de ácido salicílico, na concentração média de 1,45 mM, mitigou os efeitos adversos da salinidade presentes da água produzida, até uma CEa de 2,63 dS·m⁻¹, promovendo melhorias nos parâmetros fisiológicos, no crescimento e na qualidade dos porta-enxertos. Entre os genótipos de cajueiros, o CCP 76 destacou-se em relação ao Embrapa 51, apresentando maior tolerância ao estresse salino e superior qualidade morfofisiológica sob irrigação com água produzida do petróleo.
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A região nordeste do Brasil, com presença forte do clima semiárido, convive historicamente com a escassez de água. Nesse contexto, há algum tempo os agricultores, pesquisadores e entidades de vários setores vêm inovando em alternativas para suprir as necessidades hídricas da região, especialmente na agricultura. Pensando nisso e analisando as alternativas já existentes, a água proveniente do petróleo pode se tornar uma opção viável, notadamente, combinada com o ácido salicílico, um hormônio vegetal que ajuda a reduzir os estresses abióticos. Nesse viés, este trabalho objetiva analisar a produção de porta-enxertos de cajueiro, submetidas à irrigação com água produzida do petróleo, com diferentes aplicações de ácido salicílico. O experimento foi conduzido em condições de ambiente protegido (telado) nas dependências da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Caraúbas, Caraúbas – RN, sendo conduzido em diferentes blocos de forma aleatória, utilizando esquema fatorial de 5 x 4 x 2 com quatro repetições e uma planta por parcela. Os tratamentos consistem em 5 diluições de água sintética do petróleo - AP em água de abastecimento - AA designadas como T1: 100% AA T2: 75% AP+ 25% AP, T3: 50% AA+ 50% AP, T4: 25% AA+ 75% AP e T5: 100% AP; associado a quatro concentrações de ácido salicílico (0; 0,8; 1,6 e 2,4 mM) e 2 clones de cajueiro (Embrapa 51 e CCP 76). A morfofisiologia e a qualidade dos porta-enxertos de cajueiro apresentaram melhor desempenho quando irrigados com a solução T-3, composta por 50% de água não salobra (ANS) e 50% de água produzida do petróleo (AP). Já a diluição T-4, contendo 25% de água de abastecimento e 75% de AP, resultou em reduções fisiológicas e de crescimento dentro de limites aceitáveis, com decréscimos máximos de até 10%. A aplicação exógena de ácido salicílico, na concentração média de 1,45 mM, mitigou os efeitos adversos da salinidade presentes da água produzida, até uma CEa de 2,63 dS·m⁻¹, promovendo melhorias nos parâmetros fisiológicos, no crescimento e na qualidade dos porta-enxertos. Entre os genótipos de cajueiros, o CCP 76 destacou-se em relação ao Embrapa 51, apresentando maior tolerância ao estresse salino e superior qualidade morfofisiológica sob irrigação com água produzida do petróleo.
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LYANDRA MARIA DE OLIVEIRA
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BIOREMEDIAÇÃO DE HERBICIDAS: POTENCIAL DE PRODUTOS BIOLÓGICOS NA DEGRADAÇÃO DE DIURON E PICLORAM NO SOLO
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Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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DANIEL VALADAO SILVA
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DANIELY FORMIGA BRAGA
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JOSÉ BARBOSA DOS SANTOS
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MARCIA MICHELLE DE QUEIROZ AMBROSIO
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MATHEUS DE FREITAS SOUZA
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Data: 12/12/2025
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Mostrar Resumo
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Herbicidas com efeito residual são importantes no manejo de plantas daninhas, porém sua permanência prolongada pode afetar culturas sensíveis e aumentar o risco de contaminação ambiental. A degradação microbiana é o principal mecanismo de dissipação desses compostos, mas sua eficiência depende das condições do solo e da diversidade microbiana. Assim, a seleção de microrganismos capazes de metabolizar moléculas persistentes torna-se uma estratégia promissora para mitigar impactos do uso intensivo de pesticidas. Este estudo avaliou o potencial de produtos biológicos contendo comunidades microbianas ativas na redução da persistência de diuron e picloram. Os experimentos foram conduzidos em laboratório e casa de vegetação. Inicialmente, verificou-se o crescimento microbiano dos produtos Compost-aid® (P1), Nem-out® (P2), Ready® (P3), Soil Set® (P4) e Trust® (P5) em meio contendo 1000 ppm dos herbicidas. Os produtos tolerantes foram testados quanto à capacidade de degradação in vitro por 15 dias. Em seguida, avaliou-se a degradação no solo, em delineamento inteiramente casualizado, aplicando-se soluções herbicidas com 78,5 mg L⁻¹ de diuron e 15,23 mg L⁻¹ de picloram, seguidos, após 24 h, pela aplicação das soluções biológicas. A concentração residual foi monitorada por 70 dias. No teste de tolerância, constatou-se variação na sobrevivência dos microrganismos presentes em cada produto nos meios contaminados com os herbicidas. Observou-se que os microrganismos e metabólitos presentes nos produtos aceleraram a degradação de ambos os herbicidas. No teste de degradação in vitro ara o diuron, o tratamento P2 apresentou maior eficiência e desempenho superior ao controle no solo. Para o picloram, P1 e P2 apresentaram mais de 30% de degradação in vitro, enquanto no solo todos os tratamentos atingiram cerca de 50% de degradação. Os resultados demonstram o potencial desses bioprodutos como alternativa sustentável de biorremediação e manejo agrícola.
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Herbicidas com efeito residual são importantes no manejo de plantas daninhas, porém sua permanência prolongada pode afetar culturas sensíveis e aumentar o risco de contaminação ambiental. A degradação microbiana é o principal mecanismo de dissipação desses compostos, mas sua eficiência depende das condições do solo e da diversidade microbiana. Assim, a seleção de microrganismos capazes de metabolizar moléculas persistentes torna-se uma estratégia promissora para mitigar impactos do uso intensivo de pesticidas. Este estudo avaliou o potencial de produtos biológicos contendo comunidades microbianas ativas na redução da persistência de diuron e picloram. Os experimentos foram conduzidos em laboratório e casa de vegetação. Inicialmente, verificou-se o crescimento microbiano dos produtos Compost-aid® (P1), Nem-out® (P2), Ready® (P3), Soil Set® (P4) e Trust® (P5) em meio contendo 1000 ppm dos herbicidas. Os produtos tolerantes foram testados quanto à capacidade de degradação in vitro por 15 dias. Em seguida, avaliou-se a degradação no solo, em delineamento inteiramente casualizado, aplicando-se soluções herbicidas com 78,5 mg L⁻¹ de diuron e 15,23 mg L⁻¹ de picloram, seguidos, após 24 h, pela aplicação das soluções biológicas. A concentração residual foi monitorada por 70 dias. No teste de tolerância, constatou-se variação na sobrevivência dos microrganismos presentes em cada produto nos meios contaminados com os herbicidas. Observou-se que os microrganismos e metabólitos presentes nos produtos aceleraram a degradação de ambos os herbicidas. No teste de degradação in vitro ara o diuron, o tratamento P2 apresentou maior eficiência e desempenho superior ao controle no solo. Para o picloram, P1 e P2 apresentaram mais de 30% de degradação in vitro, enquanto no solo todos os tratamentos atingiram cerca de 50% de degradação. Os resultados demonstram o potencial desses bioprodutos como alternativa sustentável de biorremediação e manejo agrícola.
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Teses |
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RENATA RAMAYANE TORQUATO OLIVEIRA
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APLICAÇÃO FOLIAR DE SILÍCIO EM ALHO CULTIVADO NO SEMIÁRIDO
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Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
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MEMBROS DA BANCA :
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ARTHUR BERNARDES CECÍCLIO FILHO
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JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
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LEILSON COSTA GRANGEIRO
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NILDO DA SILVA DIAS
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ROMUALDO MEDEIROS CORTEZ COSTA
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Data: 19/02/2025
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As condições de cultivo em região semiárida são limitantes para cultura do alho. No entanto, a aplicação de Si pode ser uma alternativa viável para aumentar o rendimento e qualidade de bulbos de alho mesmo em ambientes estressantes. Dessa forma, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar o efeito da aplicação do Si no crescimento, produção e qualidade de bulbos de alho em condições semiáridas. Para isso, foram conduzidos dois experimentos simultâneos nos municípios de Mossoró e São Miguel, ambos localizados no Rio Grande do Norte, Brasil. O delineamento adotado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 5, sendo duas fontes de Si (silicato de cálcio e de potássio) e cinco doses de Si (0, 2, 4, 6 e 8 kg ha-1). A utilização de diferentes fontes de Si não influenciou o crescimento e a produtividade do alho comum. No entanto, a aplicação de doses de Si promoveu incremento na altura, matéria seca e produtividade de alho comum nos municípios de Mossoró e São Miguel. Em Mossoró, a dose de 4,6 kg ha-1 de Si promoveu maior altura de plantas, enquanto a dose de 4,0 kg ha-1 de Si condicionou maior acúmulo de matéria seca da folha, bulbo e total, e as doses de 4,1 e 4,4 kg ha-1 de Si promoveram os maiores valores de produtividade comercial e total, respectivamente. Em São Miguel, as plantas atingiram maior altura e acúmulo de matéria seca total com a aplicação de 2,9 kg ha-1 de Si, máximo acúmulo de matéria seca do bulbo com 2,6 kg ha-1 de Si e maiores valores de produtividade comercial e total aplicando 3,5 e 3,9 kg ha-1 de Si, respectivamente. A qualidade dos bulbos de alho cultivado nas duas localidades foi positivamente afetada pelo Si, observando-se incrementos na pungência, sólidos totais e índice industrial, com variação nas doses e fonte utilizada. A biofortificação com Si não influenciou os teores de Mg e Zn, mas aumentou o teor de Ca e Si em bulbos de alho. A fonte de silicato de cálcio condicionou bulbos com melhores características de qualidade pós-colheita e maior teor de Si.
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RESUMO 1: O cultivo do alho em região semiárida é limitado pela ocorrência de estresses abióticos. No entanto, o manejo nutricional com silício pode atenuar os efeitos negativos desses estresses. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da fertilização com Si no crescimento e produção de alho comum em condição de cultivo do semiárido. Foram conduzidos dois experimentos de campo, nos municípios de Mossoró e São Miguel, ambos no Rio Grande do Norte, Brasil. O delineamento adotado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 5, sendo duas fontes de Si (silicato de cálcio e de potássio) e cinco doses (0, 2, 4, 6 e 8 kg ha-1). A aplicação de doses de Si promoveu incremento na altura, massa seca e produtividade de alho comum nos municípios de Mossoró e São Miguel. Em Mossoró, as plantas alcançaram altura máxima na dose de 4,6 kg ha-1 de Si, maior acúmulo de massa seca da folha, bulbo e total com 4 kg ha-1 de Si e maior produtividade comercial e total de bulbos na dose de 4,1 e 4,4 kg ha-1 de Si, respectivamente. Em São Miguel, as plantas atingiram maior altura e acúmulo de massa seca total com a aplicação de 2,9 kg ha-1 de Si, máximo acúmulo de massa seca do bulbo com 2,6 kg ha-1 de Si e maiores valores de produtividade comercial e total aplicando 3,5 e 3,9 kg ha-1 de Si, respectivamente. A aplicação foliar de Si melhora as características de crescimento e produtividade de bulbos de alho comum cultivados em região semiárida. A utilização de diferentes fontes de Si não influencia o crescimento e a produtividade do alho comum. RESUMO 2: O silício (Si) é essencial para saúde humana. Todavia, sua disponibilidade nos alimentos é baixa, sendo possível aumentar a concentração através da biofortificação agronômica. Dessa forma, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar a qualidade pós-colheita e a biofortificação de bulbos de alho em função da aplicação de Si. Para isso, foram realizados dois experimentos de campo, um no município de Mossoró e outro em São Miguel, ambos no Rio Grande do Norte, Brasil. Os experimentos foram delineados em blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 5, sendo duas fontes de Si (silicato de cálcio e de potássio) e cinco doses (0, 2, 4, 6 e 8 kg ha-1 de Si). A aplicação foliar de Si promoveu incrementos nas características de qualidade pós-colheita, tais como pungência, sólidos totais e índice industrial, podendo variar conforme a fonte utilizada. A biofortificação com Si não influenciou nos teores de Mg e Zn, porém aumentou o teor de Ca e Si em bulbos de alho. A fonte de silicato de cálcio condicionou bulbos com melhores características de qualidade pós-colheita e maior teor de Si.
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RUDNA ANGELICA VIEIRA DO VALE
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ÍNDICE DE QUALIDADE DA ÁGUA EM TRECHO URBANO DE UM RIO NO SEMIÁRIDO: ANÁLISE ESTATÍSTICA E MODELAGEM DE ESTIMATIVA
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Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
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MEMBROS DA BANCA :
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LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
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JOSE ESPINOLA SOBRINHO
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DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
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PAULO CESAR MOURA DA SILVA
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STEFESON BEZERRA DE MELO
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FRANCISCO DAS CHAGAS DA COSTA FILHO
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Data: 26/03/2025
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A água é um elemento natural essencial a vida no planeta, e é preciso preservá-la, garantindo seu uso racional. Sobretudo em regiões semiáridas, pois são áreas que sofrem com restrições de recursos hídricos. Além da escassez, bacias hidrográficas localizadas em áreas semiáridas podem ter trechos intermitentes devido à sua baixa taxa de recarga, como também são atingidas por impactos negativos das ações antrópicas. Para que se tenha um uso sustentável da água, é primordial se fazer uma gestão eficiente de recursos hídricos, e, uma atividade que dá suporte a essa gestão é o monitoramento periódico dos corpos d’água. Contudo, essa atividade de monitoramento pode ser onerosa, demandar muito tempo para obter resultados, ou até mesmo, tornarem-se inviáveis. Criar alternativas viáveis à atividade de monitoramento se mostra operação significativa para gestão de recursos hídricos. A pesquisa teve como foco inicial a aplicação da metodologia de análise estatística conhecida como Análise de Componentes Principais (ACP) em nove variáveis do Índice de Qualidade da Água (IQA). Esses índices foram calculados a partir de amostras de água coletadas em um trecho urbano do rio Apodi-Mossoró, localizado na cidade de Mossoró-RN, ao longo de um período de 15 meses, entre os anos de 2022 e 2023. Aplicando a metodologia ACP foram verificadas as variáveis mais influentes, dentre as que compõem o IQA, apontando o comportamento da qualidade do trecho, como também enxugando e selecionando as variáveis a serem consideradas como prioritárias no momento de realizar as análises. Em segundo lugar foi proposto uma metodologia de simples acesso, utilizando geotecnologias com Drone Mavic Air 2, para retratar pontos de coletas das amostras e SIG com softwares Agisoft Metashape, Qgis 3.28.14 para tratamento das imagens, e delimitar a área de ocupação de macrófitas aquáticas. De posse desses dados, foi proposta uma equação do tipo senoidal que correlaciona a área de ocupação das macrófitas no rio com o IQA determinado em laboratório.
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A água é um elemento natural essencial a vida no planeta, e é preciso preservá-la, garantindo seu uso racional. Sobretudo em regiões semiáridas, pois são áreas que sofrem com restrições de recursos hídricos. Além da escassez, bacias hidrográficas localizadas em áreas semiáridas podem ter trechos intermitentes devido à sua baixa taxa de recarga, como também são atingidas por impactos negativos das ações antrópicas. Para que se tenha um uso sustentável da água, é primordial se fazer uma gestão eficiente de recursos hídricos, e, uma atividade que dá suporte a essa gestão é o monitoramento periódico dos corpos d’água. Contudo, essa atividade de monitoramento pode ser onerosa, demandar muito tempo para obter resultados, ou até mesmo, tornarem-se inviáveis. Criar alternativas viáveis à atividade de monitoramento se mostra operação significativa para gestão de recursos hídricos. A pesquisa teve como foco inicial a aplicação da metodologia de análise estatística conhecida como Análise de Componentes Principais (ACP) em nove variáveis do Índice de Qualidade da Água (IQA). Esses índices foram calculados a partir de amostras de água coletadas em um trecho urbano do rio Apodi-Mossoró, localizado na cidade de Mossoró-RN, ao longo de um período de 15 meses, entre os anos de 2022 e 2023. Aplicando a metodologia ACP foram verificadas as variáveis mais influentes, dentre as que compõem o IQA, apontando o comportamento da qualidade do trecho, como também enxugando e selecionando as variáveis a serem consideradas como prioritárias no momento de realizar as análises. Em segundo lugar foi proposto uma metodologia de simples acesso, utilizando geotecnologias com Drone Mavic Air 2, para retratar pontos de coletas das amostras e SIG com softwares Agisoft Metashape, Qgis 3.28.14 para tratamento das imagens, e delimitar a área de ocupação de macrófitas aquáticas. De posse desses dados, foi proposta uma equação do tipo senoidal que correlaciona a área de ocupação das macrófitas no rio com o IQA determinado em laboratório.
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HELENA MARIA DE MORAIS NETA GÓIS
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PEDOGÊNESE E APTIDÃO AGRÍCOLA DE SOLOS EM COMUNIDADES RURAIS NO MUNICIPIO DE MOSSORÓ, SEMIÁRIDO POTIGUAR.
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Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
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MEMBROS DA BANCA :
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CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
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GABRIELA CEMIRAMES DE SOUSA GURGEL
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JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
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JOÃO SANTIAGO REIS
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RANIERE BARBOSA DE LIRA
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Data: 31/03/2025
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Resumo geral: O estudo da gênese é essencial para entender as características físicas, químicas e mineralógicas dos solos, identificando suas potencialidades e limitações. Esse conhecimento possibilita um manejo agrícola mais sustentável, otimizando o uso da terra e preservando o meio ambiente. Objetivou-se com este trabalho estudar a gênese de solos em comunidades rurais no município de Mossoró, através da classificação e caracterização física, química e mineralógica. Assim como, definir as classes de aptidão agrícola dessas terras apontando os fatores limitantes e potencialidades, a fim de buscar o planejamento agroambiental das comunidades rurais. A pesquisa foi desenvolvida em comunidades rurais pertencentes ao município de Mossoró-RN. Para isso, realizou-se um levantamento dos solos e posteriormente foram marcados pontos representativos para a abertura dos perfis. Foram abertos 15 perfis de solos e realizadas suas descrições morfológicas em campo e as amostras coletadas em cada horizonte dos perfis foram encaminhadas para o Laboratório de Análise de Solo, Água e Planta (LASAP) para realização das análises físicas e químicas. As análises físicas incluíram: granulometria, argila dispersa em água, densidade do solo e das partículas. Já as análises químicas abrangeram: pH do solo em água e em KCl, determinação dos cátions trocáveis, acidez potencial, fósforo disponível, carbono orgânico total e equivalente de carbonato. As análises permitiram a classificação dos perfis até o quarto nível categórico através do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. De posse dessas classificações dos perfis, associou-se aos fatores limitantes observados em cada perfil de maneira individual e assim definiu-se as classes de aptidão agrícola dos perfis utilizando o Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras. A caracterização mineralógica foi realizada através da identificação dos minerais da fração argila realizada por Difratometria de raios X (DRX). Os resultados indicaram a existência de 6 classes de solos distintas na área de estudo, sendo elas: Luvissolos, Cambissolos, Neossolos, Argissolo, Plintossolo e Vertissolo. Dentre os principais processos pedogenéticos que foram responsáveis pela formação dos solos estudados, destaca-se os processos de Carbonatação e Vertização para os solos sob a formação Calcário Jandaíra e para os solos formados sob o grupo Barreiras e Coberturas Detrito-Laterítica, tem-se a argiluviação/Lessivagem/Elutriação. Os atributos mais sensíveis na distinção das classes estão ligados ao material de origem. Quanto a classificação em relação ao potencial das terras, foram observadas classe de aptidão boas para lavouras, para a maioria dos perfis avaliados, sendo a deficiência hídrica, o principal fator limitante. Os perfis foram classificados como mesoférricos e hipoférricos, de acordo com os resultados dos óxidos de ferro extraídos. A difratometria de raios X da fração argila dos horizontes diagnósticos dos perfis mostra que os solos estudados apresentaram, uma mineralogia composta basicamente por caulinita, minerais do tipo 2:1 e óxidos de ferro, independentemente do material de origem dos solos estudado. A diversidade de classes de solo nas comunidades de Mossoró destaca a importância de conhecer os processos de formação dos solos da região. O conhecimento gerado a partir dessa pesquisa permitirá o desenvolvimento de estratégias de manejo diferenciadas, considerando as potencialidades e limitações de cada classe de solo estudada. A identificação de classes como os Luvissolos, não registrada anteriormente, contribuirá para o desenvolvimento de estudos futuros na região de Mossoró.
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GÊNESE E CLASSIFICAÇÃO DE SOLOS EM COMUNIDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ, SEMIÁRIDO BRASILEIRO RESUMO No Rio Grande do Norte há uma diversidade nos solos encontrados, contudo há poucos estudos que detalhem a sua pedogênese, o que pode ser um fator limitante em relação à tomada de decisão sobre técnicas adequadas para o manejo, uso e conservação desses solos. O objetivo desse trabalho é estudar a gênese de solos em comunidades rurais do município de Mossoró, bem como realizar sua caracterização e classificação, buscando contribuir com o manejo adequado dos mesmos. A pesquisa foi desenvolvida em comunidades rurais pertencentes ao município de Mossoró-RN. Foi feito um levantamento dos solos e posteriormente com auxílio de um GPS (global positioning system), foram marcados pontos representativos para a abertura dos perfis. Após isso, os perfis de solo foram abertos e realizada sua descrição morfológica em campo e as amostras coletadas em cada horizonte dos perfis foram encaminhadas para o Laboratório de Análise de Solo, Água e Planta (LASAP) para realização das análises físicas e químicas. As análises físicas consistiram em: granulometria, argila dispersa em água, densidade do solo e de partículas; já as análises químicas: pH do solo em água e em KCl, determinação dos cátions trocáveis, acidez potencial, P disponível, carbono orgânico total, equivalente de carbonato. As análises permitiram, com o auxílio do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, a classificação dos perfis até o quarto nível categórico. Para quantificação dos óxidos de ferro foram realizadas análises distintas, onde obteve-se: o ferro total (Fes), ferro cristalino (Fed) e amorfo (Feo). Os dados das análises calculados pela média das três repetições foram submetidos a análise de estatística multivariada. Os atributos mais sensíveis na distinção das classes estão ligados ao material de origem, o qual atuou como fator determinante para com a formação dos solos da área de estudo, contribuindo também com as diferenças observadas nos atributos físicos e químicos, o que mostra atual diferencial deste fator de formação. Os atributos físicos indicam o predomínio da fração areia para a maioria dos perfis, contudo observou-se também que a presença de classe textural com maior teor de argila. Quanto aos atributos químicos, observou-se que o pH variou de ácido a alcalino (4,3 a 8,7), sendo os valores mais alcalinos encontrados nos solos que apresentaram maiores teores de equivalente de carbonato, pela influência do material de origem calcário. Todos os perfis apresentaram saturação por bases superior a 50 % sendo classificados como eutróficos. Das 13 classes de solos existentes no Brasil, a área em estudo apresentou 6 classes distintas, Luvissolos (5 perfis), Cambissolos (4 perfis), Neossolos (3 perfis), Argissolo (1 perfil), Plintossolo (1 perfil) e Vertissolo (1 perfil). Diante dos resultados obtidos, é possível tratar propostas e estratégias para uso, manejo e conservação dos solos levando em consideração as potencialidades e limitações de cada classe de solo encontrada nas comunidades rurais do município de Mossoró. ARTIGO 2: APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS EM COMUNIDADES RURAIS DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ, SEMIÁRIDO BRASILEIRO RESUMO A avaliação do potencial agrícola das terras, constitui uma ferramenta indispensável para o uso mais responsável e eficiente dos recursos naturais. Em regiões, como o estado do Rio Grande do Norte, que se destaca pela sua agricultura diversificada, esse fato se torna ainda mais relevante, uma vez que, contribui para com o aumento da produção a longo prazo. Logo, o objetivo deste trabalho foi definir as classes de aptidão agrícola das terras em comunidades rurais no município de Mossoró, RN, apontando os fatores limitantes e potencialidades, a fim de buscar o planejamento agroambiental das comunidades rurais. Para isso realizou-se um levantamento dos solos, dentro da área de estudo, incluindo fatores ambientais como clima, relevo, vegetação, bem como a caracterização físico-química e a classificação pedológica de cada solo. Além disso, associou-se aos fatores limitantes observados em cada perfil e assim definiu-se as classes de aptidão agrícola dos perfis utilizando o Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras. Os resultados indicaram a existência de 6 classes de solos distintas na área de estudo, sendo elas: Luvissolos (5), Cambissolos (4), Neossolos (3), Argissolo (1), Plintossolo (1) e Vertissolo (1). Quanto a classificação em relação ao potencial das terras, as áreas dos perfis com Luvissolos, Plintossolos, Argissolos e dois dos Cambissolos (P7 e P15), foram observadas classe de aptidão (1aBC) sendo consideradas boas para lavouras, apesar de ter apresentando classificação regular no nível de manejo A, sendo a deficiência hídrica, o principal fator limitante. Para as áreas com os demais Cambissolos (P5 e P6), foram observadas as classes de (1aBc) e 2ab(c), respectivamente. No primeiro caso, a classe ainda é considerada boa para lavoura e no segundo, se torna regular, tendo ambos a pouca profundidade efetiva do solo, como limitante ao uso de máquinas. Também foram observadas classes com aptidão regular 2ab(c) para lavouras para classes de Neossolo (P3) e Vertissolo (P13). Também foram observadas áreas com aptidão para preservação da fauna e flora 3(a)(b) e inapta para os cultivos agrícolas, representada pelo Neossolo (P2) e áreas com aptidão regular para pastagem natural e a classe inapta para silvicultura, 5N, representada pelo Neossolo (P8), tendo a presença de rochosidade, constituído a principal limitação nessas áreas. Diante desses resultados, foi possível identificar as principais limitações observadas nos solos das comunidades rurais de Mossoró, sendo estas relacionadas a deficiência de água e impedimento à mecanização referente a pouca profundidade efetiva dos solos. Assim, visando minimizar os efeitos negativos de tais limitações torna-se necessário que a utilização dos solos seja feita conforme sua aptidão, associada a práticas conservacionistas.
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ARTHUR ALLAN SENA DE OLIVEIRA
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IMPACTO E COMPORTAMENTO DIFERENCIAL DE ESPÉCIES FLORESTAIS EM RESPOSTA A CONTAMINAÇÃO POR 2,4-D
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Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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DANIEL VALADAO SILVA
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ANE CRISTINE FORTES DA SILVA
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FRED AUGUSTO LOUREDO DE BRITO
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JOSÉ BARBOSA DOS SANTOS
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TATIANE SEVERO SILVA
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Data: 29/05/2025
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O uso contínuo e intensivo de produtos químicos na agricultura pode gerar impactos ambientais severos e, em alguns casos, irreversíveis. Entre esses produtos, destaca-se o herbicida 2,4-D, cujo uso tem se intensificado com a adoção de cultivares transgênicas tolerantes. Quando aplicado em áreas próximas a matas nativas e unidades de conservação, o 2,4-D pode afetar negativamente a fauna e a flora, especialmente devido à sua alta volatilidade e potencial de transporte por deriva ou água subterrânea. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da contaminação de 2,4-D por duas vias de transporte em espécies florestais presentes nos biomas da Caatinga e do Cerrado brasileiro. O experimento foi conduzido em casa de vegetação localizada na Universidade Federal Rural do Semi-Árido. No experimento de contaminação por água subterrânea (artigo 1), os tratamentos foram arranjados em fatorial 10 × 2, com o primeiro fator correspondente as espécies florestais testadas e o segundo fator a presença ou ausência de 2,4-D em água subterrânea, com quatro repetições. Após o período de 35 dias de condução foram realizadas análises morfológicas como a contagem do número de folhas, área foliar, altura da planta, massa seca da folha, do caule, da raiz e a total para avaliar a sensibilidade das espécies a esse tipo de contaminação. A contaminação de 2,4-D via água subterrânea afetou o número de folhas das espécies M. tenuiflora e T. aurea. Os demais parâmetros morfológicos não sofreram alterações em decorrência da exposição ao 2,4-D via água subterrânea. O consumo e a eficiência no uso da água pelas espécies florestais não foram afetados pela contaminação de 2,4-D em água subterrânea. A dissipação do 2,4-D no solo de todas as espécies florestais foi maior do que 90%. O experimento de deriva simulada (artigo 2) foi arranjado em fatorial 10 × 5, sendo o primeiro fator correspondente a dez espécies florestais e o segundo fator corresponde a cinco concentrações de 2,4-D, simulando a deriva de 0, 5, 10, 15 e 20 % da dose recomendada do herbicida 2,4-D. Após 35 dias da deriva de 2,4-D foram avaliadas a fitointoxicação das espécies, número de folhas, área foliar, altura da planta, comprimento radicular, peso da massa seca da folha, do caule, da raiz e a total. As espécies apresentaram sensibilidade quando expostas à deriva simulada de 2,4-D. Os principais sintomas de intoxicação visual observado nas espécies foram epinastia e necrose foliar. A deriva simulada do herbicida 2,4-D impactou negativamente os parâmetros morfológicos avaliados de algumas espécies. As espécies C. glaziovii e H. impestiginosus foram as espécies que apresentaram os sintomas mais graves de intoxicação visual quando expostas a deriva de 20% de 2,4-D. O herbicida 2,4-D pode ser considerado um potencial agente selecionador de espécies florestais dos biomas da Caatinga e do Cerrado brasileiro quando transportado, principalmente, via deriva. Portanto, estratégias de conservação
de áreas do Cerrado e da Caatinga devem ser avaliadas em estudos futuros, devido a importância ambiental desses biomas.
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RESUMO 1: A contaminação de águas subterrâneas por herbicidas pode representar um risco para a diversidade de espécies florestais em áreas com lençol freático raso. Neste trabalho foram avaliados os efeitos da contaminação de 2,4-D de águas subsuperficiais em espécies florestais presentes nos biomas da Caatinga e do Cerrado brasileiros. O experimento foi realizado em casa de vegetação no delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 10x2, sendo o primeiro correspondente as espécies florestais: Aroeira (Myracrodroun urundeuva), Barriguda (Ceiba glaziovii), Craibeira (Tabebuia aurea), Ipê-Roxo (Handroanthus impetiginosus), Jucá (Libidbia ferrea), Jurema Branca (Piptadenea stipulacea), Jurema Preta (Mimosa tenuiflora), Sabiá (Mimosa caesalpiniifolia), Timbaúba (Enterolobium cortortisiluquum) e Turco (Parkinsonia aculeata). O segundo fator constituiu da ausência ou presença do herbicida. Cada unidade experimental foi constituída de uma coluna, com solo e um suporte inferior onde era fornecido a água contaminada ou não com o herbicida. Cada unidade experimental recebeu água de acordo com a evapotranspiração. A contaminação de 2,4-D via água subterrânea afetou negativamente o número de folhas das espécies M. tenuiflora e T. aurea. Os parâmetros morfológicos como a altura da planta, área foliar, massa seca da folha, caule, raiz e total não sofreram interferência quando expostas a contaminação de 2,4-D. As espécies florestais apresentaram diferenças quanto a evapotranspiração, entretanto, a contaminação de água subsuperficial não afetou o consumo e eficiência no uso da água pelas espécies. Foram encontrados resíduos de 2,4-D em todos os solos com as espécies arbóreas, sendo a espécie M. urundeuva com maior concentração residual do herbicida presente no solo. As espécies nativas apresentam diferentes níveis de tolerância a exposição de 2,4-D via água subterrânea. RESUMO 2: O transporte de herbicidas por deriva em espécies não alvo, pode provocar a redução na diversidade de espécies florestais. Nesse sentido, o estudo tem como objetivo avaliar o efeitoda deriva do herbicida 2,4-D em espécies florestais presentes nos biomas da Caatinga e do Cerrado brasileiro. O experimento foi conduzido no delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 5x10, sendo o primeiro fator correspondente à deriva simulada de cinco subdoses de 2,4-D: 0 % (0 g.e.a.ha -1 ), 5 % (33,5 g.e.a.ha -1 ), 10 % (67 g.e.a.ha -1 ), 15 % (100,5 g.e.a.ha -1 ) e 20 % (134,0 g.e.a.ha -1 ). O segundo fator corresponde as espécies florestais: Ceiba glaziovii, Tabebuia aurea, Handroanthus impestiginosus, Libidibia ferrea, Piptadenea stipulacea, Mimosa tenuiflora, Mimosa caesapiniifolia, Myracrodroun urundeuva, Enterolobium contortisiluquum e Parkinsonia aculeata. O experimento foi conduzido em casa de vegetação e 35 dias após a aplicação do herbicida, foram avaliados parâmetros morfológicos das plantas como: número de folhas, área foliar, altura das plantas, comprimento de raiz, biomassa seca da folha, caule, raiz e total e os sintomas de intoxicação. Os dados foram submetidos a análise de homogeneidade da variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (p<0,05). As espécies apresentaram sensibilidade quando expostas à deriva simulada de 2,4-D. Os principais sintomas de intoxicação foram senescência foliar, epinastia, clorose e necrose das folhas. A dose de 124 g.e.a.ha-1 afetou negativamente os parâmetros morfológicos, com exceção do comprimento radicular. Os parâmetros morfológicos das plantas apresentaram sensibilidade diferencial quando expostas a deriva de 2,4-D. Handroanthus impestiginosus, Ceiba glaziovii e Piptadenea stipulacea foram as espécies mais sensíveis à deriva com reduções de 59 %, 47 % e 34 %, respectivamente, no peso seco da biomassa total. Os resultados sugerem que o 2,4-D pode atuar como fator de seleção para espécies florestais nos biomas da Caatinga e Cerrado brasileiro.
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CYDIANNE CAVALCANTE DA SILVA
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Água produzida do petróleo para uso na irrigação: fundamentação bibliográfica e potencial para cultivos energéticos
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Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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ADRIANO ERIQUE DE OLIVEIRA LIMA
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DANIEL VALADAO SILVA
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FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
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POLIANA PINHEIRO DA SILVA
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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Data: 30/06/2025
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A escassez de água nas regiões semiáridas e o avanço das políticas voltadas à economia de baixo carbono têm incentivado o uso de fontes não convencionais de água para fins agrícolas. Dentre elas, a água produzida (AP) oriunda da indústria do petróleo destaca-se como um recurso promissor, embora ainda subutilizado no Brasil devido a barreiras técnicas, ambientais e normativas. Neste contexto, esta pesquisa teve como objetivo avaliar o potencial da água produzida como alternativa sustentável para irrigação de cultivos bioenergéticos, por meio de uma abordagem integrada entre revisão teórica e experimentação prática. O Capítulo I apresenta uma análise bibliométrica e de conteúdo sobre o uso agrícola de águas residuárias, com foco especial na água produzida. Observou-se um crescimento recente nas publicações científicas sobre o tema, concentradas majoritariamente em países do Oriente Médio e América do Norte. Identificaram-se lacunas na legislação brasileira, na padronização de métodos de tratamento e no monitoramento ambiental, além da necessidade de mais estudos com culturas energéticas adaptadas a condições de salinidade. O Capítulo II aprofunda a discussão técnico-científica sobre a composição química da AP, os desafios de sua gestão no Brasil e o potencial de reúso na irrigação. A revisão destacou que, embora a AP contenha teores elevados de sais, metais e compostos orgânicos, tecnologias como flotação, adsorção e tratamentos oxidativos avançados vêm sendo testadas com bons resultados. Além disso, o reaproveitamento agrícola da AP pode promover sinergias entre os setores de energia e agricultura, contribuindo para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), sobretudo os de números 6 (água potável e saneamento), 7 (energia limpa e acessível), 12 (consumo e produção responsáveis) e 13 (ação contra a mudança global do clima). O Capítulo III relata os resultados de um experimento em casa de vegetação com três espécies bioenergéticas — sorgo, capim-elefante e algodão — irrigadas com diferentes diluições de água produzida tratada. Foram avaliados parâmetros físico-químicos do solo e variáveis biométricas das plantas. Os resultados indicaram que a irrigação com AP provocou aumento da salinidade e da concentração de sódio no solo, especialmente nas maiores concentrações do efluente. Apesar disso, sorgo e capim elefante apresentaram bom desempenho vegetativo sob diluições moderadas, indicando maior tolerância aos sais em comparação ao algodão. O uso da AP na irrigação se mostrou viável, desde que observadas práticas adequadas de manejo da salinidade. Os resultados deste trabalho demonstram que a água produzida, quando adequadamente tratada e manejada, pode ser incorporada de forma estratégica à agricultura irrigada de base energética, contribuindo para a resiliência hídrica e a sustentabilidade produtiva em ambientes semiáridos.
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O processo de transição energética no Brasil requer soluções sustentáveis que reduzam os impactos ambientais e otimizem os recursos naturais. Nesse contexto, a água produzida na extração do petróleo, tradicionalmente tratada como resíduo, pode se tornar um ativo estratégico, contribuindo para a redução do consumo de água doce permitindo o uso eficiente dos recursos hídricos. No Brasil, a geração desse efluente é bastante significativa, destacando-se a Bacia Potiguar, localizada na região Nordeste, onde as plataformas onshore produzem grandes volumes de água associada à extração de petróleo. O reuso desta água na irrigação de culturas oleaginosas e biomassa não apenas fortalece a produção de biocombustíveis e bioenergia, mas também pode contribuir na geração de créditos de carbono, ao reduzir a necessidade de captar água de outras fontes e minimizar os impactos ambientais do descarte inadequado. No entanto, alguns desafios como a alta salinidade, presença de metais pesados e os riscos de degradação do solo precisam ser superados por meio de tratamentos e regulamentações que garantam o reuso consciente. Este artigo revisa o papel da água produzida como um importante componente estratégico da sustentabilidade na transição energética brasileira, abordando seus desafios ambientais, sua viabilidade para a agricultura e sua contribuição como ferramenta de descarbonização. Além disso, apresenta uma visão geral sobre o potencial do uso da água produzida na irrigação em terras áridas e que, apesar dos desafios, sua aplicação na agricultura pode beneficiar regiões com escassez hídrica quando manejada adequadamente. EFEITOS DA ÁGUA PRODUZIDA DO PETRÓLEO NA QUALIDADE DO SOLO E NO DESENVOLVIMENTO DE CULTURAS BIOENERGÉTICAS Resumo - O reaproveitamento de água produzida do petróleo para fins agrícolas configura-se como uma estratégia promissora para promover a sustentabilidade dos sistemas produtivos e reduzir a pressão sobre os recursos hídricos em regiões semiáridas. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da irrigação com diferentes diluições de água produzida, proveniente da indústria petrolífera da Bacia Potiguar, sobre a qualidade do solo e o desenvolvimento de culturas com potencial bioenergético: sorgo, capim-elefante e algodão. As análises abrangeram características químicas do solo após o cultivo (incluindo condutividade elétrica, pH, teor de sódio e metais) e parâmetros morfológicos das plantas (altura, diâmetro do caule e biomassa seca). Os resultados indicaram que o uso de água produzida impactou variavelmente as propriedades do solo e o crescimento das plantas, dependendo da espécie e da diluição aplicada. Em geral, teores mais elevados de sódio e salinidade foram observados nos tratamentos com maiores proporções de AP, especialmente nas camadas superficiais do solo, o que exigiu cautela quanto à sua aplicação contínua. Apesar disso, algumas culturas, como o sorgo e o capim-elefante, demonstraram tolerância relativa aos tratamentos, destacando-se como alternativas viáveis para o uso dessa água em sistemas agrícolas voltados à produção de biomassa e bioenergia. Os achados reforçam a importância de práticas de manejo adequadas e da seleção de espécies resilientes para viabilizar o reúso da água produzida como recurso estratégico na agricultura sustentável e na transição energética brasileira.
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FRANCISCO ÉDER RODRIGUES DE OLIVEIRA
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INFLUENCE OF THE LANDSCAPE ON SOIL CHARACTERISTICS AND SURFACE AND GROUNDWATER IN THE IGUATU-CE CITY.
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Orientador : EULENE FRANCISCO DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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EULENE FRANCISCO DA SILVA
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JEANE CRUZ PORTELA
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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DIANA FERREIRA DE FREITAS
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JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
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Data: 27/08/2025
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Mudanças climáticas e pressões antrópicas têm intensificado os desafios ambientais em regiões semiáridas, alterando a dinâmica da paisagem, degradando solos e comprometendo os recursos hídricos. O objetivo desse trabalho foi avaliar a influência da mudança da paisagem, analisar as características do solo e qualidade das águas superficiais e subterrâneas em Iguatu, Ceará, Brasil. O primeiro capítulo investigou a dinâmica climática, agrícola e uso da terra ao longo de 37 anos (1985–2023), por meio de séries históricas de clima, dados socioeconômicos e sensoriamento remoto. O segundo capítulo avaliou a qualidade do solo em áreas agrícolas e pecuárias por meio da coleta de amostras nas profundidades de 0–10 cm e 10–20 cm em diferentes sistemas: consórcio milho-feijão, monocultivo de milho, cultivo de banana, consórcio goiaba-horticultura e pastagens de Urochloa mosambicensis sob pastejo de bovinos leiteiros, comparados a fragmentos preservados de Caatinga como referência. Foram analisados atributos químicos, frações da matéria orgânica, atividades enzimáticas (β-glucosidase, arilsulfatase e desidrogenase) e características micromorfológicas, complementados por análises estatísticas multivariadas (PCA, HCA e correlação de Pearson). No terceiro capítulo, foi feita uma caracterização da qualidade da água de poços de bacia sedimentar e do embasamento cristalino (G1–G4, G6, G8–G10), trechos do rio Jaguaribe (R7, R11 e R13) e Açude Orós (OR5). Foram realizadas análises físico-químicas e microbiológicas, concentração de íons e metais, além de índices de aptidão para irrigação, apoiados por métodos estatísticos multivariados. Os dados de sensoriamento remoto e socioeconômicos revelaram a intensificação das secas, a redução dos corpos d'água, o declínio da produção agrícola, e a expansão da pecuária, juntamente com o desmatamento severo e a fragmentação da paisagem. As análises demonstraram intensificação do uso da terra que afetou negativamente a qualidade do solo, com redução nas frações lábeis e recalcitrantes do C orgânicas do solo e nas atividades enzimáticas em sistemas intensivos de monocultivo e fruteiras. A pastagem demonstrou estabilidade estrutural e potencial de manejo de carbono, devido a maior permanência das raízes no solo. Avaliações da qualidade da água, abrangendo parâmetros físico-químicos e microbiológicos das águas superficiais e subterrâneas, indicaram variabilidade sazonal, com riscos de salinidade e sodicidade nos períodos de estiagem. A contaminação por microbiana na estação chuvosa foi a mais expressiva entre os locais de estudo. Análises multivariadas confirmaram que tanto a litologia das formações rochosas das áreas de estudo e o manejo adotado no solo exerce influência crítica nos processos hidrogeoquímicos, limitando o potencial de irrigação em diversas fontes. Os resultados demonstram interação entre a variabilidade climática e as mudanças no uso da terra, os quais intensificaram a degradação ambiental, ameaçando a sustentabilidade do solo e da água. Contudo, ressaltamos a urgência da adoção de estratégias de gestão integrada de uso dos recursos naturais, com manejos mais sustentáveis do uso do solo e monitoramento contínuo da água, para fortalecer a resiliência, promover a conservação de recursos naturais e apoiar a sustentabilidade socioeconômica na região semiárida brasileira.
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Climate change and anthropogenic pressures intensify environmental challenges in semi-arid regions, altering landscape dynamics, degrading soils, and compromising water resources. The aim of this research study was to evaluate the influence of landscape change, analyze soil characteristics and surface and groundwater quality in Iguatu, Ceará, Brazil. First chapter investigated the dynamics of climate, agriculture, and land use over 37 years (1985–2023) through historical climate series, socioeconomic data, and remote sensors. Second chapter evaluates soil quality in agricultural and livestock areas by collecting samples at depths of 0–10 cm and 10–20 cm in different systems: corn-bean consortium, corn monoculture, banana cultivation, guava-horticulture consortium, and pastures with Urochloa mosambicensis under dairy cattle grazing, compared with preserved Caatinga fragments as a reference. Chemical attributes, organic carbon fractions, enzymatic activities (β-glucosidase, arylsulfatase, and dehydrogenase), and micromorphological features were analyzed, complemented by multivariate statistics (PCA, HCA, and Pearson correlation). In third chapter, the water quality of sedimentary basin wells and crystalline basement (G1–G4, G6, G8–G10), sections of the Jaguaribe River (R7, R11, and R13), and the Orós Reservoir (OR5) was characterized. Analyses encompassed physicochemical and microbiological parameters, ions, heavy metals, and irrigation suitability indices, supported by multivariate statistical approaches. Over a 37-year period (1985–2023), remote sensing and socioeconomic data revealed the intensification of droughts, reduction of water bodies, decline in agricultural production, rural exodus, and expansion of livestock farming, alongside severe deforestation and landscape fragmentation. Analyses showed that intensification of land use negatively affected soil quality, with a reduction in the labile and recalcitrant fractions of soil organic carbon and in enzymatic activities in intensive monoculture and fruit tree systems. The pasture showed structural stability and carbon management potential due to the longer permanence of the roots in the soil. Water quality assessments, including physical-chemical and microbiological parameters of surface and groundwater, indicated seasonal variability, with risks of salinity and sodicity during dry periods. Microbial contamination during the rainy season was the most significant among the study points. Multivariate analyses confirms that the lithology of the rock formations in the study area and the soil management practices have a critical influence on hydrogeochemical processes, limiting the irrigation potential of several sources. The results indicate interaction between climate variability and changes in land use, which have intensified environmental degradation, threatening soil and water sustainability. However, we highlight urgency of adopting integrated natural resource management strategies, more sustainable land use practices, and continuous water monitoring to strengthen resilience, promote natural resource conservation, and support socioeconomic sustainability in Brazil's semi-arid region.
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PALLOMA VITÓRIA CARLOS DE OLIVEIRA
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ATRIBUTOS MORFOLÓGICOS E COMPOSIÇÃO QUÍMICO-BROMATOLÓGICA DA PALMA FORRAGEIRA MIÚDA FERTIRRIGADA COM EFLUENTE DE AQUICULTURA NO SEMIÁRIDO POTIGUAR
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Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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MEMBROS DA BANCA :
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO
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DORGIVAL MORAIS DE LIMA JUNIOR
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JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
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LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
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Data: 29/08/2025
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A escassez hídrica no semiárido exige soluções sustentáveis. O reúso de efluentes aquícolas, ricos em nutrientes, na fertirrigação da palma forrageira surge como alternativa estratégica para superar as limitações da produção animal, melhorar a qualidade da forragem e integrar a aquicultura na economia circular. Este estudo teve como objetivo avaliar as características morfofisiológicas, produtivas e bromatológicas da palma forrageira miúda fertirrigada com efluente aquícola no semiárido potiguar. A instalação do experimento ocorreu na Unidade Experimental de Reúso de Água da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró RN, Brasil. O estudo foi conduzido no delineamento experimental de blocos casualizados, com cinco tratamentos de diluição de efluente (0%, 25%, 50%, 75% e 100%) e cinco repetições. A palma foi irrigada mediante regime de alternância semanal entre água de abastecimento e diluições de efluente aquícola durante 27 meses, aplicando-se lâmina bruta calculada com base na evapotranspiração da cultura. Amostras das diluições de efluente foram coletadas, bimestralmente,
para caracterização de parâmetros físico-químicos referentes à fertirrigação. Após 27 meses, avaliaram- se atributos morfofisiológicos: altura e largura da planta; número, ordem de emissão, comprimento,
diâmetro, perímetro e espessura dos cladódios; área ocupada, volume e peso fresco da fitomassa; e área fotossintética total. Simultaneamente, analisou-se a composição bromatológica: matéria seca, umidade, matéria mineral, matéria orgânica, extrato etéreo, fibra em detergente neutro, fibra em detergente ácido, lignina, hemicelulose, celulose, proteína bruta, nitrogênio proteico, nitrogênio não proteico, fibra em detergente neutro corrigida para cinzas e proteína, nutrientes digestíveis totais, carboidratos não fibrosos, açúcares solúveis totais, açúcares redutores e amido. Os dados foram submetidos a métodos multivariados envolvendo a correlação de Pearson, análise fatorial e análise de componentes principais. Os resultados do demonstraram que a fertirrigação com 25% de efluente aquícola maximizou os parâmetros morfofisiológicos, especialmente o número de cladódios e área fotossintética total. Diluições de 25-50% de efluente produziram forragem com alto valor nutricional, apresentando melhores teores de proteína bruta, carboidratos não-fibrosos e nutrientes digestíveis totais. Concentrações de 75-100% de efluente favoreceram a produção de biomassa. Conclui-se que diluições de 25% de efluente aquícola na fertirrigação maximizou a produtividade da palma forrageira, 25-50% de efluente produzem forragem nutritiva para animais de alto desempenho. Concentrações de 75-100% geram biomassa volumosa para reserva forrageira.
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Resumo do Artigo1: A crescente escassez hídrica demanda alternativas sustentáveis, como o reúso da água de efluentes aquícolas na fertirrigação de culturas adaptadas ao semiárido, como a palma forrageira miúda. Com o presente estudo objetivou-se avaliar características morfométricas e produtivas da palma forrageira miúda fertirrigada com proporções de efluente aquícola diluído na água de abastecimento. A instalação do experimento ocorreu na Unidade Experimental de Reúso de Água da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN, Brasil. O estudo foi conduzido no delineamento experimental de blocos casualizados, compreendendo cinco tratamentos (0A - 100% água - controle, 25A - 75% água + 25% efluente, 50A - 50% água + 50% efluente, 75A - 25% água + 75% efluente e 100A - 100% efluente) e cinco repetições. A palma foi fertirrigada, semanalmente, durante 26 meses, sendo a lâmina bruta obtida com base na evapotranspiração da cultura. Amostras das diluições de efluente foram coletadas, bimestralmente, para caraterização de parâmetros físico-químicos referentes à fertirrigação. Ao final de 26 meses, avaliou-se a morfogênese da palma, mensurando-se: altura e largura da planta; número, ordem de emissão, comprimento, diâmetro, perímetro e espessura dos cladódios. Calculou-se, ainda, a área ocupada, volume e peso fresco da fitomassa, e área fotossintética total. Os dados foram submetidos a métodos multivariados envolvendo a correlação de Pearson, análise fatorial e análise de componentes principais. 25A destacou-se, aumentando o número de cladódios em 32% e a área fotossintética total em 28% em relação a 0A. A análise de componentes principais revelou que 80,51% da variância dos dados foi explicada pelos dois primeiros fatores, associados a número de cladódios e área fotossintética total. O dendrograma evidenciou dissimilaridade entre anos de cultivo, indicando adaptação progressiva da planta. O 25A, também, manteve a condutividade elétrica do solo abaixo de 1,16 dS m-1, minimizando riscos de salinização. Para otimizar a produtividade da palma forrageira, recomenda-se a substituição de até 25% de água de abastecimento pelo efluente aquícola como prática sustentável em regiões com escassez hídrica.
Artigo 1: 32p.
Resumo do Artigo 2: A produção animal no semiárido é limitada pela escassez hídrica e baixa qualidade das forragens. Assim, o reaproveitamento de efluentes aquícolas, ricos em nutrientes, surge como alternativa sustentável para melhorar a produção forrageira e inserir a aquicultura no contexto da economia circular. Objetivou-se avaliar a composição bromatológica da palma forrageira miúda fertirrigada no semiárido potiguar. A instalação do experimento ocorreu em área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN, Brasil. Para isso, utilizou-se o delineamento experimental de blocos casualizados, compreendendo cinco tratamentos (100% água - controle, 75% água + 25% efluente, 50% água + 50% efluente, 25% água + 75% efluente e 100% efluente) e cinco repetições. A palma foi irrigada, semanalmente, durante 26 meses, sendo a lâmina bruta obtida com base na evapotranspiração da cultura. Amostras das diluições de efluente foram coletadas bimestralmente para análise físico-química. Ao final de 26 meses, avaliou-se a composição bromatológica da palma, mensurando-se: matéria seca, umidade, matéria mineral, matéria orgânica, extrato etéreo, fibra detergente neutro, fibra detergente ácido, lignina, hemicelulose, celulose, proteína bruta, nitrogênio proteico, nitrogênio não proteico, fibra detergente neutro corrigida para cinzas e proteína, nutrientes digestíveis totais, carboidratos não fibrosos, açucares solúveis totais, açucares redutores e amido. Os dados foram submetidos a métodos multivariados empregando-se a correlação de Pearson e análises fatorial e de componentes principais. A palma forrageira miúda fertirrigada com 25 - 50% de efluente aquícola por 26 meses produz forragem de alto valor nutricional, enquanto 75 - 100% aumentam a biomassa. A palma fertirrigada com efluente aquícola integra a produção nutritiva e potencializa a geração de reserva forrageira, promovendo segurança alimentar e sustentabilidade no semiárido potiguar e inserção da aquicultura na economia circular.
Artigo 2: 28p.
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CAIO ÁLISSON DINIZ DA SILVA
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POLÍMEROS MOLECULARMENTE IMPRESSOS PARA A REMEDIAÇÃO DE PESTICIDAS EM ÁGUAS CONTAMINADAS
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Orientador : PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
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MEMBROS DA BANCA :
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NYLADIH THEODORY CLEMENTE MATTOS DE SOUZA
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BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
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HAMURÁBI ANIZIO LINS
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PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
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ZILVAM MELO DOS SANTOS
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Data: 11/09/2025
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A contaminação de recursos hídricos por pesticidas representa uma crescente ameaça ambiental, demandando tecnologias de remediação que aliem eficiência, seletividade e sustentabilidade. O fipronil, um inseticida amplamente utilizado na agricultura, destaca-se por sua persistência e pela toxicidade de seus metabólitos, como o fipronil sulfone e o fipronil sulfide, que contaminam solos e águas, gerando riscos aos ecossistemas aquáticos e à saúde humana. Diante dessa problemática, esta tese investigou a aplicação de Polímeros Molecularmente Impressos (MIPs) como uma solução tecnológica avançada, abordando o tema sob uma dupla perspectiva: primeiramente, por meio de uma ampla revisão bibliométrica para mapear o panorama científico global e, subsequentemente, através de um estudo experimental focado no desenvolvimento e na validação de um MIP específico para a remoção de fipronil e seus derivados. O estudo bibliométrico, que analisou 413 publicações da base Web of Science entre 2010 e 2025, confirmou o crescente interesse científico nos MIPs para o monitoramento e a remediação de pesticidas, identificando a China como líder em volume de publicações e destacando tendências emergentes, como a integração de MIPs com nanotecnologia e sensores eletroquímicos. A análise revelou, ainda, a necessidade de avanços em escalabilidade industrial e na padronização de protocolos para viabilizar a aplicação prática dessa tecnologia. Alinhado a essa lacuna, o estudo experimental concentrou-se na síntese, caracterização e avaliação de um MIP seletivo para o fipronil (FIP) e seus metabólitos, sulfone (SFN) e sulfide (SFD). Os polímeros (MIP e o não impresso, NIP) foram caracterizados por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV), análise termogravimétrica (TGA), espectroscopia no infravermelho (FTIR) e área superficial específica (BET), que confirmaram a síntese de um material macroporoso e termicamente estável. O estudo cinético demonstrou que o equilíbrio de adsorção foi alcançado em 120 minutos, com o modelo de pseudo-segunda ordem (PSO) descrevendo melhor o processo para o MIP, indicando um mecanismo quimiossortivo. Os ensaios de equilíbrio, melhor ajustados aos modelos de Langmuir (para FIP e SFN) e Sips/Freundlich (para SFD), revelaram uma capacidade máxima de adsorção do MIP significativamente superior à do NIP, sendo 7,14 vezes maior para o fipronil. A eficiência do MIP foi mantida em uma ampla faixa de pH (5 a 9), e os testes de dessorção confirmaram a forte afinidade e a retenção dos analitos nas cavidades moleculares específicas do polímero. Notavelmente, o ensaio de seletividade demonstrou a capacidade superior do MIP em reconhecer e adsorver o fipronil em uma mistura com outros pesticidas. A robustez do material foi comprovada nos ensaios de regeneração, nos quais o MIP manteve 99,66% de sua capacidade adsortiva após três ciclos de reuso. Em conjunto, os resultados desta tese demonstram que os MIPs representam uma plataforma tecnológica promissora e eficaz para a remediação seletiva de águas contaminadas com fipronil e seus metabólitos, oferecendo uma solução alinhada com os avanços científicos globais e com as demandas por tecnologias ambientais sustentáveis.
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Resumo do Artigo 1: A crescente contaminação de recursos hídricos por pesticidas representa um desafio ambiental crítico, exigindo soluções inovadoras e seletivas para detecção e remediação. Os polímeros molecularmente impressos (MIP) destacam-se nesse contexto por sua alta seletividade, estabilidade química e potencial de aplicação em plataformas analíticas e ambientais. Este estudo realiza uma revisão bibliométrica abrangente da literatura entre 2010 e 2025 sobre o uso de MIP na detecção e remoção de pesticidas em água, com dados extraídos da Web of Science. A partir da seleção de 413 artigos com base nas palavras-chave “Pesticide”, “Imprinted Polymer” e “Water”, foram identificadas tendências temáticas, países e instituições líderes, redes de coautoria e lacunas tecnológicas. Observou-se um crescimento significativo de publicações até 2022, seguido por leve declínio nos anos seguintes. A China lidera em número de publicações, mas países como Coreia do Sul e África do Sul demonstram maior impacto médio por artigo. As áreas temáticas mais frequentes incluem química analítica, ciência
dos alimentos e ciências ambientais. O uso de ferramentas como VOSviewer e Bibliometrix permitiu mapear clusters conceituais, revelando a centralidade de termos como “solid-phase extraction”, “electrochemical sensor” e “molecularly imprinted polymer”. Além disso, destaca-se a emergência de tecnologias como sensores eletroquímicos acoplados a nanomateriais, incluindo pontos quânticos e dots de carbono, ampliando a sensibilidade e seletividade de detecção em matrizes complexas. Apesar dos avanços, o estudo aponta desafios na escalabilidade industrial, na padronização de protocolos e na aplicação a pesticidas emergentes. Os resultados indicam que os MIP representam uma estratégia promissora para enfrentar os desafios do monitoramento de contaminantes em água, mas requerem maior integração interdisciplinar e esforços de inovação tecnológica para sua consolidação em larga escala. Resumo do Artigo 2: A contaminação de corpos hídricos por inseticidas utilizados na agricultura representa um problema ambiental de relevância crescente, despertando preocupações quanto à conservação dos ecossistemas aquáticos. Nessa pesquisa, foram sintetizados polímeros molecularmente impressos (MIP) e não impressos (NIP) visando à remoção de fipronil (FIP), fipronil sulfone (SFN) e fipronil sulfide (SFD) em amostras de águas com contaminação simulada. O MIP foi produzido em meio etanólico contendo FIP e ácido acrílico (AA), usando etilenoglicol dimetacrilato (EGDMA) e persulfato de potássio (KPS), como agente reticulante e catalisador, respectivamente, sob atmosfera de nitrogênio (N 2 ) e aquecimento controlado. O NIP foi produzido seguindo o mesmo protocolo, porém na ausência do analito. A caracterização dos materiais incluiu análise por microscopia eletrônica de varredura (MEV), termogravimetria (TG), espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), determinação do ponto de carga zero (pH PCZ ) e avaliação da área superficial e porosidade pelo método de Brunauer-Emmett-Teller (BET). Os dados de MEV revelaram partículas esféricas irregulares, com isoterma de adsorção-dessorção tipo II, típica de materiais macroporosos. Os resultados de TG indicaram estabilidade térmica até 303,03°C (MIP) e 331,60°C (NIP), enquanto foi pH PCZ foi de 4,12. O equilíbrio de adsorção foi atingido em 2 horas para ambos os polímeros, com adsorção superiores a 98% (MIP) e 70% (NIP) para fipronil e seus metabólitos. Os modelos cinéticos de pseudo-seguna ordem (PSO) e Avrami apresentaram os melhores ajustes aos dados experimentais, respectivamente, para o MIP e NIP, conforme Critério Informativo de Akaike Corrigido (AICc). A isoterma de Langmuir ajustou-se melhor aos dados experimentais do equilibrio de adsorção do FIP e SFN, tanto no MIP como no NIP, enquanto as isotermas de Freundlich e Sips, conseguem descrever de forma mais realista a adsorção de SFD pelo MIP e NIP, respectivamnete. A adsorção máxima de FIP e de SFN pelo MIP foi aproximadamente 7,14 e 2,01 vezes maior que à estimativa para NIP, respectivamente. Para o SFD, o valor da constate de Freundlich (K L ) estimada
para o MIP foi 1,43 vezes maior que a do NIP. O ensaio de dessorção confirmou a maior afinidade do MIP pelos FIP, SFN e SFD com menor liberação do analito em comparação ao NIP. O intervado de pH entre 5 e 9 não impacta significativamente na adsorção do MIP. Testes de seletividade evidenciaram que o MIP exibiu maior adsorção para fipronil, enquanto o NIP apresentou preferência pelo herbicida diuron. Além disso, ensaios de reuso demonstraram que o MIP manteve 99,66% de sua capacidade adsortiva após três ciclos, indicando alta estabilidade e potencial para aplicações sucessivas. Os resultados mostram que o MIP sintetizado é uma tecnologia eficiente e sustentável para a remediação de águas contaminadas por fipronil e seus metabólitos, destacando-se por sua seletividade, alta capacidade de adsorção e reutilização.
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GISLAINE DOS SANTOS NASCIMENTO
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SIMPLIFICAÇÃO DE HABITAT E SEUS EFEITOS SOBRE A BIODIVERSIDADE DO SOLO E FUNCIONALIDADE DOS ECOSSISTEMAS
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Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
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MEMBROS DA BANCA :
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LÍVIA BISCHOF PIAN
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EULENE FRANCISCO DA SILVA
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JEANE CRUZ PORTELA
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JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
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Milton César Costa Campos
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TANCREDO AUGUSTO FEITOSA DE SOUZA
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Data: 18/11/2025
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Resumo: A biodiversidade do solo e os processos ecológicos envolvidos na produção de biomassa, fertilidade do solo, estocagem de carbono e ciclagem de nutrientes podem ser facilmente influenciados por fatores externos, a citar a cobertura vegetal e as condições climáticas. Para este estudo, foram realizados três experimentos de campo com o objetivo de avaliar a influência da simplificação de habitat e da condição climática na biodiversidade de organismos do solo e na multifuncionalidade dos ecossistemas. O primeiro experimento envolveu a coleta de dados de três sistemas de uso do solo: ecossistema natural, pastagem e ambiente desmatado. Para cada ecossistema, foram coletadas cinco amostras de solo a uma profundidade de 0,2 m, sendo avaliado a abundância e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) e algumas propriedades químicas do solo. Ao todo, foram identificadas 15 espécies de FMA, sendo 12 encontradas no ecossistema natural, 9 na pastagem e 10 no ambiente desmatado, com o ecossistema natural dispondo dos maiores valores para a riqueza de espécies, diversidade de Shannon e dominância de Simpson. Para as propriedades químicas do solo, verificou-se que o ecossistema natural apresentou os maiores valores de P disponível e N total. Já a área desmatada apresentou os maiores valores de pH do solo, enquanto a área da pastagem se destacou pelo maior conteúdo de carbono orgânico e N total. O segundo capítulo objetivou avaliar o papel da biodiversidade do solo na multifuncionalidade dos ecossistemas. A pesquisa foi realizada em condições de campo em um esquema fatorial 3×2, correspondente a três usos do solo (ecossistema natural, pastagem e área desmatada) e duas estações do ano (chuvosa e seca). Em cada tratamento, foram avaliados a influência da biodiversidade do solo na produção primária, fertilidade do solo, ciclagem de nutrientes e estabilidade do ecossistema. A biodiversidade do solo demostrou ser o fator de maior contribuição para os processos ecossistêmicos, sendo negativamente influenciada pela conversão florestal em pastagens e locais desmatados. Não foram observados efeitos diretos e indiretos da sazonalidade climática na produção primária, ciclagem de nutrientes, biodiversidade, fertilidade do solo e estabilidade do ecossistema. Por fim, o terceiro capítulo objetivou avaliar o impacto da variabilidade climática e simplificação de habitat na diversidade de organismos do solo, produção de biomassa, dinâmica da serrapilheira e propriedades físico-químicas do solo. O experimento foi conduzido em um esquema fatorial 3×3, com três sistemas de usos do solo (ecossistema natural, pastagem e área desmatada) e três tipos de clima (As, Aw e Bsh). Ao todo, foram identificadas 18 ordens de organismos do solo, com maior abundância de organismos sob ecossistema natural e no clima Bsh. A alteração na cobertura vegetal reduziu consideravelmente a produção de biomassa, deposição e teores N, P e C da serrapilheira, independente de tipo de clima. Não foram observadas diferenças significativas para o pH do solo e fósforo disponível. Contudo, verificou-se que os ecossistemas naturais, em todos os tipos de clima, apresentaram os maiores valores para o nitrogênio total, carbono orgânico e estoque de carbono do solo, enquanto os locais desmatados se sobressaíram em relação aos demais ecossistemas, quanto à densidade do solo.
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Abstract: Soil biodiversity and the ecological processes involved in biomass production, soil fertility, soil organic carbon storage, and nutrient cycling can be easily influenced by external factors, such as vegetation cover and climatic conditions. This study comprised three field experiments to assess the influence of habitat simplification and climatic conditions on soil organism biodiversity and ecosystem multifunctionality. The first experiment involved data collection from three land-use systems: a natural ecosystem, pasture, and a deforested area. For each ecosystem, five soil samples were collected at a depth of 0.2 m, and the abundance and diversity of arbuscular mycorrhizal fungi (AMF) along with various soil chemical properties were evaluated. In total, 15 AMF species were identified, with 12 found in the natural ecosystem, 9 in the pasture, and 10 in the deforested area. The natural ecosystem exhibited the highest values for species richness, Shannon diversity, and Simpson's dominance. Regarding soil chemical properties, the natural ecosystem had the highest levels of available P and total N. The deforested area had the highest soil pH values, while the pasture area was notable for its higher content of organic carbon and total N. The second chapter aimed to evaluate the role of soil biodiversity in ecosystem multifunctionality. The research was conducted under field conditions in a 3×2 factorial design, corresponding to three land uses (natural ecosystem, pasture, and deforested area) and two seasons (rainy and dry). For each treatment, we assessed the influence of soil biodiversity on primary production, soil fertility, nutrient cycling, and ecosystem stability. Soil biodiversity was identified as the factor with the greatest contribution to ecosystem processes and was negatively impacted by the conversion of forests to pastures and deforested areas. No direct or indirect effects of climatic seasonality were observed on primary production, nutrient cycling, biodiversity, soil fertility, or ecosystem stability. Finally, the third chapter aimed to evaluate the impact of climatic variability and habitat simplification on the diversity of soil organisms, biomass production, litter dynamics, and soil physicochemical properties. The experiment was conducted in a 3×3 factorial design, with three land-use systems (natural ecosystem, pasture, and deforested area) and three climate types (As, Aw, and Bsh). In total, 18 orders of soil organisms were identified, with a greater abundance of organisms in the natural ecosystem and under the Bsh climate. Changes in vegetation cover considerably reduced biomass production, litter deposition, and the N, P, and C content of the litter, regardless of climate type. No significant differences were observed for soil pH and available phosphorus. However, it was found that natural ecosystems, across all climate types, had the highest values for total nitrogen, organic carbon, and soil carbon stock, while deforested sites exhibited higher soil bulk density compared to the other ecosystems.
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ANTONIO RANK SERMILHER DE SALES BARBOSA
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REMOÇÃO DE HERBICIDAS EM ÁGUAS CONTAMINADAS A PARTIR DE BIOADSORVENTES QUIMICAMENTE ATIVADOS
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Orientador : BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA BEATRIZ ROCHA DE JESUS PASSOS
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ANNE GABRIELLA DIAS SANTOS CALDEIRA
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BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
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POLIANA PINHEIRO DA SILVA
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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Data: 03/12/2025
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O aumento da presença de herbicidas em recursos hídricos, notadamente de compostos persistentes como a atrazina e derivados de ácidos auxínicos, tem exigido abordagens remediadoras sustentáveis e eficientes. Este estudo avaliou a aplicação de bioadsorventes produzidos a partir de resíduos vegetais, especificamente podas de nim indiano (Azadirachta indica) e de algaroba (Prosopis juliflora), quimicamente ativados com ácido sulfúrico, para adsorção de atrazina, deisopropilatrazina, picloram, 2,4-D e dicamba de soluções aquosas. Os materiais foram caracterizados por técnicas físico-químicas abrangentes (incluindo análise elementar, termogravimetria, FRX, FTIR-ATR, MEV e ponto de carga zero), evidenciando composição lignocelulósica, significativa incorporação de grupos oxigenados e sulfurosos e aumento de porosidade após a ativação. Ensaios em batelada investigaram os efeitos de pH, massa de adsorvente, concentração inicial e tempo de contato, revelando elevada eficiência de remoção (acima de 98 % para atrazina e derivados; 95 – 99 % para os auxínicos), mesmo em concentrações elevadas (10 vezes a permitida). O bioadsorvente de nim indiano apresentou pHpzc de 3,04 e de 3,08 para a algaroba. A cinética de adsorção foi melhor descrita pelo modelo de Avrami, indicando rápida fixação nos minutos iniciais; as isotermas de Freundlich (nim) e Langmuir (algaroba) refletiram comportamento heterogêneo e multicamada. Os bioadsorventes mostraram estabilidade e alto desempenho após múltiplos ciclos de regeneração, com destaque para a diminuta dessorção da atrazina e capacidade adsortiva significativa para seus derivados. Os materiais, especialmente a algaroba, mantiveram-se eficazes em ampla faixa de pH e em águas reais. Os resultados confirmam o potencial dos bioadsorventes vegetais ativados como soluções versáteis, ambientalmente seguras e de baixo custo para o tratamento de águas contaminadas por herbicidas, promovendo a valorização de resíduos urbanos e alinhamento com princípios de economia circular e sustentabilidade ambiental.
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O aumento da presença de herbicidas em recursos hídricos, notadamente de compostos persistentes como a atrazina e derivados de ácidos auxínicos, tem exigido abordagens remediadoras sustentáveis e eficientes. Este estudo avaliou a aplicação de bioadsorventes produzidos a partir de resíduos vegetais, especificamente podas de nim indiano (Azadirachta indica) e de algaroba (Prosopis juliflora), quimicamente ativados com ácido sulfúrico, para adsorção de atrazina, deisopropilatrazina, picloram, 2,4-D e dicamba de soluções aquosas. Os materiais foram caracterizados por técnicas físico-químicas abrangentes (incluindo análise elementar, termogravimetria, FRX, FTIR-ATR, MEV e ponto de carga zero), evidenciando composição lignocelulósica, significativa incorporação de grupos oxigenados e sulfurosos e aumento de porosidade após a ativação. Ensaios em batelada investigaram os efeitos de pH, massa de adsorvente, concentração inicial e tempo de contato, revelando elevada eficiência de remoção (acima de 98 % para atrazina e derivados; 95 – 99 % para os auxínicos), mesmo em concentrações elevadas (10 vezes a permitida). O bioadsorvente de nim indiano apresentou pHpzc de 3,04 e de 3,08 para a algaroba. A cinética de adsorção foi melhor descrita pelo modelo de Avrami, indicando rápida fixação nos minutos iniciais; as isotermas de Freundlich (nim) e Langmuir (algaroba) refletiram comportamento heterogêneo e multicamada. Os bioadsorventes mostraram estabilidade e desempenho robusto após múltiplos ciclos de regeneração, com destaque para a diminuta dessorção da atrazina e capacidade adsortiva significativa para seus derivados. Os materiais, especialmente a algaroba, mantiveram-se eficazes em ampla faixa de pH e em águas reais. Os resultados confirmam o potencial dos bioadsorventes vegetais ativados como soluções versáteis, ambientalmente seguras e de baixo custo para o tratamento de águas contaminadas por herbicidas, promovendo a valorização de resíduos urbanos e alinhamento com princípios de economia circular e sustentabilidade ambiental.
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VALDIVIA GOMES DE SOUSA BEZERRA
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POTENCIAL DO USO DA ÁGUA PRODUZIDA DO PETRÓLEO PARA O CULTIVO DE ESPÉCIES DE OCORRÊNCIA NA CAATINGA.
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Orientador : BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
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MEMBROS DA BANCA :
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BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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EULENE FRANCISCO DA SILVA
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FABRÍCIA GRATYELLI BEZERRA COSTA FERNANDES
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HAMURÁBI ANIZIO LINS
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Data: 15/12/2025
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Em regiões semiáridas, a escassez hídrica contrasta com a geração de grandes volumes de Água Produzida (AP), efluente da exploração petrolífera. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial da AP no desenvolvimento de espécies florestais da caatinga e os efeitos na qualidade do solo. O estudo foi conduzido em casa de vegetação utilizando delineamento de blocos casualizados, com nove espécies nativas da Caatinga (Hymenaea courbaril , Tabebuia aurea , Mimosa tenuiflora , Ceiba glaziovii, Erythrina velutina, Caesalpinia ferrea, Aspidosperma pyrifolium, Myracrodruon urundeuva e Mimosa caesalpiniifolia) irrigadas com cinco proporções de AP (0%, 25%, 50%, 75% e 100%). Foram realizados dois experimentos distintos: o primeiro utilizou AP tratada de boa qualidade em solo argiloso, enquanto o segundo empregou AP salobra de alto risco em solo arenoso. No primeiro experimento, a AP tratada (100%) apresentou qualidade satisfatória para irrigação, com condutividade elétrica de 0,52 dS m-1 e teor de sódio (1,82 mg L-1) inferior ao da água controle. Todos os parâmetros analisados, incluindo elementos traço e compostos BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos), mantiveram-se abaixo dos limites normativos. As plantas foram classificadas em três grupos: beneficiadas, resistentes e resistentes com mecanismos de defesa. A aplicação de AP mostrou-se eficaz na redução do sódio trocável e do PST na camada superficial (0-20 cm) em até 44%, mitigando significativamente os riscos de sodificação. No segundo experimento, a AP caracterizou-se como salobra de alto risco, com condutividade elétrica de 4,76 ds m-1 e elevado teor de sódio (34,76 mmolc L-1), excedendo os limites da FAO para irrigação. Mimosa tenuiflora , Caesalpinia ferrea e Myracrodruon urundeuva emergiram como as mais tolerantes, mantendo o desenvolvimento mesmo sob irrigação com 100% de AP, enquanto Ceiba glaziovii apresentou mortalidade total a partir de 50% de AP. A aplicação de AP induziu aumento dependente da concentração na condutividade elétrica e no percentual de sódio trocável do solo arenoso, atingindo níveis críticos que demandam monitoramento específico. Conclui-se que o reuso da Água Produzida constitui uma estratégia viável e sustentável para a produção de mudas florestais no semiárido, promovendo a economia circular ao transformar um efluente industrial em recurso agrícola. A viabilidade da técnica é condicionada à qualidade do efluente, à seleção de espécies tolerantes e ao monitoramento dos atributos do solo, conforme demonstrado pelos diferentes comportamentos observados nos dois cenários estudados.
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Em regiões semiáridas, a escassez hídrica contrasta com a geração de grandes volumes de Água Produzida (AP), efluente da exploração petrolífera. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de diferentes proporções de AP no desenvolvimento de mudas de espécies nativas e nas propriedades químicas do solo. O estudo foi conduzido em casa de vegetação, na Universidade Federal Rural do Semi-árido, no segundo semestre de 2024 utilizando delineamento de blocos casualizados, com nove espécies nativas da Caatinga (Hymenaea courbaril, Tabebuia aurea, Mimosa tenuiflora, Ceiba glaziovii, Erythrina velutina, Caesalpinia ferrea, Aspidosperma pyrifolium, Myracrodruon urundeuva e Mimosa caesalpiniifolia) irrigadas com cinco proporções de AP (0%, 25%, 50%, 75% e 100%). Foram realizados dois experimentos distintos: o primeiro utilizou AP tratada de boa qualidade em solo argiloso, enquanto o segundo empregou AP salobra de alto risco em solo arenoso. No primeiro experimento, a AP tratada (100%) apresentou qualidade satisfatória para irrigação, com condutividade elétrica de 0,52 dS m⁻¹ e teor de sódio (1,82 mg L-1) inferior ao da água controle. Todos os parâmetros analisados, incluindo elementos traço e compostos BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos), mantiveram-se abaixo dos limites normativos. A maioria das espécies apresentou desenvolvimento ideal nas concentrações de 50-75% de AP, com destaque para E. velutina e A. pyrifolium, que mantiveram excelente desempenho mesmo com 100% de AP, registrando incrementos de até 139% na taxa fotossintética. A aplicação de AP mostrou-se eficaz na redução do sódio trocável e do PST na camada superficial (0-20 cm) em até 44%, mitigando significativamente os riscos de sodificação. No segundo experimento, a AP caracterizou-se como salobra de alto risco, com condutividade elétrica de 4,76 dS/m e elevado teor de sódio (34,76 mmolc L-1), excedendo os limites da FAO para irrigação. Mimosa tenuiflora, Caesalpinia ferrea e Myracrodruon urundeuva emergiram como as mais tolerantes, mantendo o desenvolvimento mesmo sob irrigação com 100% de AP, enquanto Ceiba glaziovii apresentou mortalidade total a partir de 50% de AP. A aplicação de AP induziu aumento dependente da dose na condutividade elétrica e no percentual de sódio trocável do solo arenoso, atingindo níveis críticos que demandam monitoramento específico. Conclui-se que o reúso da Água Produzida constitui uma estratégia tecnológica viável e sustentável para a produção de mudas florestais no semiárido, promovendo a economia circular ao transformar um efluente industrial em recurso agrícola. A viabilidade da técnica é condicionada à qualidade do efluente, à seleção de espécies tolerantes e ao monitoramento dos atributos do solo, conforme demonstrado pelos diferentes comportamentos observados nos dois cenários estudados.
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VANESSA TAINARA DA CUNHA
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ASPECTOS SOCIOAMBIENTAIS DAS BARRAGENS SUBTERRÂNEAS NO SEMIÁRIDO POTIGUAR APLICADOS AO MANEJO AGRÍCOLA.
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Orientador : JOEL MEDEIROS BEZERRA
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MEMBROS DA BANCA :
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JOEL MEDEIROS BEZERRA
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JEANE CRUZ PORTELA
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STEFESON BEZERRA DE MELO
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CIBELE GOUVEIA COSTA CHIANCA
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SILVANETE SEVERINO DA SILVA
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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Data: 16/12/2025
Ata de defesa assinada:
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As barragens subterrâneas surgem como solução estratégica para regiões áridas e semiáridas, armazenando água no subsolo, reduzindo perdas por evaporação e garantindo abastecimento para consumo e agricultura. Esta tese, composta por quatro artigos, avaliou seu potencial na segurança hídrica e alimentar, considerando condições locacionais e de implantação, aspectos socioeconômicos, qualidade da água e sustentabilidade agrícola no semiárido potiguar. A metodologia adotada variou conforme os objetivos específicos de cada estudo. O primeiro artigo baseou-se em uma revisão sistemática da literatura publicada entre 2013 e 2024, nas bases SciELO, ScienceDirect, Portal de Periódicos da CAPES e Google Acadêmico, com foco na identificação dos critérios e metodologias aplicados à seleção de áreas adequadas para a construção de BS. Já o segundo artigo utilizou uma abordagem qualitativa e quantitativa, com aplicação de questionários semiestruturados a proprietários de 18 barragens subterrâneas localizadas no município de Angicos (RN), além do levantamento de informações sobre o uso e ocupação do solo com auxílio de geotecnologias. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e categorização temática. Enquanto, Os os artigos terceiro e quarto envolveram coletas sazonais de água nos períodos chuvoso e seco de 2022, com análises físico-químicas e hidrogeoquímicas realizadas no Laboratório de Solos e Água da UFERSA. Foram determinados os seguintes parâmetros químicos: condutividade elétrica (CE), pH, sódio (Na⁺), cálcio (Ca²⁺), magnésio (Mg²⁺), potássio (K⁺), cloreto (Cl⁻), carbonato (CO₃²⁻), bicarbonato (HCO₃⁻) e razão de adsorção de sódio (RAS). Também foram avaliados os parâmetros físicos sólidos totais (ST), sólidos suspensos (SS), sólidos dissolvidos (SD) e turbidez, além da presença de nitrato (NO₃⁻) e amônio (NH₄⁺). Os resultados foram interpretados por meio de análises estatísticas multivariadas, incluindo análise de componentes principais (ACP), análise fatorial e agrupamento hierárquico, além da classificação da água para irrigação. Os resultados evidenciaram que a eficiência das BS está diretamente associada à seleção criteriosa do local de implantação, sendo recomendada a integração de ferramentas geotecnológicas (SIG) e métodos multicritério com parâmetros geológicos, hidrológicos e socioeconômicos. Constatou-se também que as barragens subterrâneas contribuem significativamente para a diversificação dos cultivos, o fortalecimento da agricultura de subsistência e a inclusão socioprodutiva das famílias rurais. A qualidade da água variou conforme a sazonalidade, com condutividade elétrica média entre 0,42 e 0,49 dS m⁻¹ e RAS de até 7,88 (mmolc L⁻¹) ⁰·⁵, indicando risco moderado de salinização. Observou-se que 82% das barragens apresentaram baixo risco de sodicidade, reforçando o potencial produtivo, ambiental e social dessa tecnologia, que se mostra essencial para o desenvolvimento sustentável e a resiliência agrícola no semiárido brasileiro. Conclui-se que as barragens subterrâneas constituem tecnologias fundamentais para a convivência com a seca no semiárido, promovendo segurança hídrica e fortalecimento da agricultura familiar. Sua eficiência depende de critérios adequados de implantação, profundidade e manejo conservacionista. A variação sazonal influencia a qualidade da água, resultando em risco moderado de salinização e sodificação, porém dentro de limites aceitáveis para irrigação e abastecimento. Assim, as BS reafirmam sua relevância produtiva, ambiental e social, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para o fortalecimento da resiliência agrícola regional.
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As barragens subterrâneas surgem como solução estratégica para regiões áridas e semiáridas, armazenando água no subsolo, reduzindo perdas por evaporação e garantindo abastecimento para consumo e agricultura. Esta tese, composta por quatro artigos, avaliou seu potencial na segurança hídrica e alimentar, considerando condições locacionais e de implantação, aspectos socioeconômicos, qualidade da água e sustentabilidade agrícola no semiárido potiguar. A metodologia adotada variou conforme os objetivos específicos de cada estudo. O primeiro artigo baseou-se em uma revisão sistemática da literatura publicada entre 2013 e 2024, nas bases SciELO, ScienceDirect, Portal de Periódicos da CAPES e Google Acadêmico, com foco na identificação dos critérios e metodologias aplicados à seleção de áreas adequadas para a construção de BS. Já o segundo artigo utilizou uma abordagem qualitativa e quantitativa, com aplicação de questionários semiestruturados a proprietários de 18 barragens subterrâneas localizadas no município de Angicos (RN), além do levantamento de informações sobre o uso e ocupação do solo com auxílio de geotecnologias. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e categorização temática. Enquanto, Os os artigos terceiro e quarto envolveram coletas sazonais de água nos períodos chuvoso e seco de 2022, com análises físico-químicas e hidrogeoquímicas realizadas no Laboratório de Solos e Água da UFERSA. Foram determinados os seguintes parâmetros químicos: condutividade elétrica (CE), pH, sódio (Na⁺), cálcio (Ca²⁺), magnésio (Mg²⁺), potássio (K⁺), cloreto (Cl⁻), carbonato (CO₃²⁻), bicarbonato (HCO₃⁻) e razão de adsorção de sódio (RAS). Também foram avaliados os parâmetros físicos sólidos totais (ST), sólidos suspensos (SS), sólidos dissolvidos (SD) e turbidez, além da presença de nitrato (NO₃⁻) e amônio (NH₄⁺). Os resultados foram interpretados por meio de análises estatísticas multivariadas, incluindo análise de componentes principais (ACP), análise fatorial e agrupamento hierárquico, além da classificação da água para irrigação. Os resultados evidenciaram que a eficiência das BS está diretamente associada à seleção criteriosa do local de implantação, sendo recomendada a integração de ferramentas geotecnológicas (SIG) e métodos multicritério com parâmetros geológicos, hidrológicos e socioeconômicos. Constatou-se também que as barragens subterrâneas contribuem significativamente para a diversificação dos cultivos, o fortalecimento da agricultura de subsistência e a inclusão socioprodutiva das famílias rurais. A qualidade da água variou conforme a sazonalidade, com condutividade elétrica média entre 0,42 e 0,49 dS m⁻¹ e RAS de até 7,88 (mmolc L⁻¹) ⁰·⁵, indicando risco moderado de salinização. Observou-se que 82% das barragens apresentaram baixo risco de sodicidade, reforçando o potencial produtivo, ambiental e social dessa tecnologia, que se mostra essencial para o desenvolvimento sustentável e a resiliência agrícola no semiárido brasileiro. Conclui-se que as barragens subterrâneas constituem tecnologias fundamentais para a convivência com a seca no semiárido, promovendo segurança hídrica e fortalecimento da agricultura familiar. Sua eficiência depende de critérios adequados de implantação, profundidade e manejo conservacionista. A variação sazonal influencia a qualidade da água, resultando em risco moderado de salinização e sodificação, porém dentro de limites aceitáveis para irrigação e abastecimento. Assim, as BS reafirmam sua relevância produtiva, ambiental e social, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para o fortalecimento da resiliência agrícola regional.
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FRANCYELLE GURGEL DE CASTRO ALVES
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CULTIVO DE MORINGA SOB ESTRESSE ABIÓTICO: UMA ABORDAGEM SUSTENTÁVEL PARA A NUTRIÇÃO DE RUMINANTES
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Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
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MEMBROS DA BANCA :
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FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
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JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
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KALINE DANTAS TRAVASSOS
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
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Data: 18/12/2025
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AA Moringa oleifera Lam, planta originária dos Himalaias, destaca-se por sua adaptabilidade a climas áridos e semiáridos, além de múltiplas potencialidades incluindo o tratamento de água, alimentação animal e humana, indústria farmacêutica e cosmético. Objetivou-se avaliar os efeitos dos níveis de salinidade da água até 4,5 dS m-1 e déficit de irrigação até 33%ETc no desenvolvimento vegetativo, na produção quantitativa e qualitativa de biomassa da moringa, bem como na dinâmica de acúmulo de sais no solo no seu cultivo. O experimento foi conduzido em área de 0,3 ha, adotando delineamento experimental em blocos casualizados em esquema fatorial 3x3+1, durante 555 dias de cultivo após o transplantio. Os tratamentos consistiram na combinação de três lâminas de irrigação relacionadas a evapotranspiração de referência (L₁ = 33%; L₂ = 66%; L₃ = 100% ETc) e três níveis de salinidade da água (S₁ = 0,5; S₂ = 2,5; S₃ = 4,5 dS m⁻¹), aplicados via irrigação localizada, além de um tratamento controle sem irrigação após 60 dias após o transplantio (DAT). O Capítulo I apresentou a tensão do solo e os coeficientes da cultura através do monitoramento diário por tensiômetros, e avaliou a dinâmica de sais no solo submetido a irrigação deficitária a partir de 33%ETc com água de salinidade até 4,5 dS m-1 em condições semiáridas a partir de avaliações semestrais dos parâmetros químicos do solo (pH, condutividade elétrica - CE e acúmulo de sais). Os valores de tensões da água no solo detectaram estresse hídrico na zona radicular de L1, enquanto o Kc apresentou-se inferior a 0,5 até o segundo ano de cultivo. O monitoramento da salinidade do solo evidenciou o maior acúmulo de sais no solo no tratamento L2, enquanto L1 minimizou a deposição de sais no solo e L3 proporcionou lixiviação da água aplicada. A alternância do período chuvoso com os secos e o método de irrigação por microtubos favoreceram a estabilidade do pH. O Capítulo II avaliou os parâmetros morfofisiológicos de altura das plantas, diâmetro do caule, produção de matéria verde e seca da moringa cultivada em condições deficitárias de irrigação, a partir de restrição hídrica até 33%ETc ou salinidade de até 4,5dS m-1, em intervalos de 60 dias, analisando seu potencial forrageiro no semiárido brasileiro. Os resultados demonstraram que a disponibilidade hídrica exerceu influência significativa na produção de biomassa, com incrementos na matéria verde e seca proporcionalmente ao aumento da lâmina de irrigação. O Capítulo III associa a produtividade obtida e a composição química da forragem, aprofundando a discussão técnico-científica sobre a composição química da biomassa produzida, avaliando seu potencial forrageiro quando cultivada em condições semiáridas. Não houve influência da salinidade ou lâmina de irrigação entre os tratamentos avaliados. Portanto, os resultados desta pesquisa qualificaram a moringa como uma planta tolerante a condições moderadas de salinidade, até 4,5dS m-1, o que viabiliza seu cultivo em regiões com escassez hídrica e disponibilidade limitada de água de boa qualidade como alternativa sustentável para sistemas agrícolas em ambientes semiáridos e possibilidade suplementação alimentar para ruminantes na região.
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A Moringa oleifera Lam, planta originária dos Himalaias, destaca-se por sua adaptabilidade a climas áridos e semiáridos, além de múltiplas potencialidades incluindo o tratamento de água, alimentação animal e humana, indústria farmacêutica e cosmético. Este estudo objetiva avaliar os efeitos de diferentes lâminas de irrigação e níveis de salinidade da água no seu desenvolvimento vegetativo, na produção quantitativa e qualitativa de biomassa, bem como na dinâmica de acúmulo de sais no solo. O experimento foi conduzido em área de 0,3 ha, adotando delineamento experimental em blocos casualizados em esquema fatorial 3x3+1, durante 555 dias de cultivo após o transplantio. Os tratamentos consistiram na combinação de três lâminas de irrigação (L₁ = 33% da evapotranspiração de referência - ETc; L₂ = 66% ETc; L₃ = 100% ETc) e três níveis de salinidade da água (S₁ = 0,5 dS m⁻¹; S₂ = 2,5 dS m⁻¹; S₃ = 4,5 dS m⁻¹), aplicados via irrigação localizada, além de um tratamento controle sem irrigação após 60 dias após o transplantio (DAT). Foram realizadas avaliações semestrais dos parâmetros químicos do solo (pH, condutividade elétrica - CE e acúmulo de sais) e monitoramento do crescimento vegetativo em intervalos de 60 dias, com medições de altura das plantas, diâmetro do caule, massa verde e massa seca. Os resultados demonstraram que a disponibilidade hídrica exerceu influência significativa na produção de biomassa, com incrementos na matéria verde e seca proporcionalmente ao aumento da lâmina de irrigação. Adicionalmente, verificou-se que a irrigação com água salina até 4,5 dS m⁻¹ não comprometeu significativamente o crescimento das plantas, indicando tolerância da planta a condições moderadas de salinidade, o que evidencia a viabilidade do cultivo da moringa em regiões com escassez hídrica e disponibilidade limitada de água de boa qualidade como alternativa sustentável para sistemas agrícolas em ambientes semiáridos.
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TEREZA AMELIA LOPES CIZENANDO GUEDES ROCHA
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Fertirrigação da palma forrageira miúda com efluente aquícola: qualidade da água, solo e fitoestabilização no semiárido potiguar
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Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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MEMBROS DA BANCA :
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RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
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STEFESON BEZERRA DE MELO
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LAIO ARIEL LEITE DE PAIVA
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LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
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PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
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Data: 19/12/2025
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O reúso agrícola vem sendo praticado em todo o mundo como forma de mitigar a escassez hídrica e fornecer nutrientes, todavia é necessário se ater a sua composição química, o tipo de solo e a tolerância da cultura. Diante disso, convém utilizar o efluente da aquicultura, que é a forma de produção de alimentos que mais cresce em todo o planeta e que gera uma quantidade significativa de efluente com elevado teor de sais, aplicado à palma forrageira, que é uma cactácea de grande expressão no semiárido brasileiro e que possui diferentes formas de uso. Dito isso, objetivo com o presente estudo analisar as diluições de efluente aquícola aplicados à cultura da palma forrageira miúda no segundo ano de cultivo quanto a qualidade ambiental e a fitoestabilização no semiárido potiguar. O experimento foi instalado na Unidade Experimental de Reúso de Água (UERA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN, durante o período de 26 de outubro de 2021 a 20 de dezembro de 2023. O arranjo experimental foi o Delineamento em Blocos Casualizados, com cinco tratamentos, a saber: T1 (100% água); T2 (75% água + 25% efluente); T3 (50% água + 50% efluente); T4 (25% água + 75% efluente) e T5 (100% efluente); e cinco repetições, totalizando 25 parcelas experimentais. A irrigação ocorreu semanalmente, alternando entre a água de abastecimento e as diluições. O experimento ocupou uma área de 56m² com mudas de um genótipo Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck, popularmente conhecida como palma miúda. Durante o período experimental, foram coletadas amostras compostas da água de irrigação para a análise dos indicadores: pH, CE, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Cl-, CO32-, HCO3-, NTK, P, Fe+, Mn+, Zn2+, Cu2+, Pb, Cd, Ni e Cr. Também foram calculados os índices RAS, CSR e dureza. Ao final do segundo ano de cultivo, coletaram-se amostras compostas de solo de 0-20 cm e de 20-40 cm para análises dos indicadores: pH, CE, CEes, MO, P, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Al3+, H+ + Al3+, Cu2+, Mn+, Fe+, Zn2+, Cr, Ni, Cd e Pb. Também foram calculados os índices SB, t, T, V%, m%, PST e RAS. Do mesmo modo, foram realizadas coletas de amostras de tecido vegetal de duas plantas por parcela para analisar os elementos Cu2+, Zn2+, Mn+, Fe+ e Na+, a fim de obter os fatores de translocação e de bioacumulação da palma forrageira. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva e, posteriormente, realizou-se à estatística multivariada pelo programa computacional Statistica®. Com os dados da água e do solo foram gerados matriz de correlação e análises de componentes principais, de agrupamento e fatorial, compondo os Capítulos 1 e 2. Já os dados da planta e alguns do solo passaram por análise de agrupamento, além do teste de média para dados não paramétricos de Kruskal-Wallis, compondo o Capítulo 3. Os resultados da água indicaram que as diluições de água de abastecimento com efluente aquícola apresentaram restrições ao uso na irrigação quanto ao perigo de salinização, visto que a água de abastecimento foi considerada uma água de médio risco de salinidade e o efluente aquícola foi classificado com risco muito alto de salinidade, sendo as variáveis CE, Ca2+, Mg2+, Cl-, HCO3-, P, RAS, Mn+, Zn2+ e N as mais relevantes na análise. Sobre o solo, não foi classificado como salino e/ou sódico em nenhum dos tratamentos e/ou profundidade, todavia, o uso de diluições de efluentes da aquicultura contribuiu para o aumento nos teores do solo dos parâmetros pH, CEes, MO, Mg2+, K+, PST, Na+, Fe+, Mn+e Zn2+, principalmente na camada de 0-20 cm, sendo as variáveis pH, CEes, Na+, Ca2+, Mg2+, PST, RAS, Cu2+ e MO, mais relevantes na análise. Já com relação a planta, a palma forrageira miúda não foi eficiente na translocação de Cu2+, Fe+ e Na+, sendo acumuladora de Cu2+, Fe+, Zn2+ e Na+. Portanto, a N. cochenillifera pode ser considerada fitoestabilizadora para os seguintes elementos: Na+, Fe+ e Cu2+.
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Agricultural reuse has been practiced worldwide as a way to mitigate water scarcity and provide nutrients, but it is necessary to consider its chemical composition, soil type, and crop tolerance. Given this, it is advisable to use reused water from aquaculture, which is the fastest growing form of food production on the planet and generates a significant amount of effluent with a high salt content, applied to forage palm, which is a cactus of great importance in the Brazilian semi-arid region and has different uses. That said, the objective of this research was to analyze the dilutions of aquaculture effluent applied to the cultivation of small forage palm in the second year of cultivation in terms of environmental quality and phytostabilization in the semi-arid region of Rio Grande do Norte. The experiment was set up at the Water Reuse Experimental Unit (UERA) of the Federal Rural University of the Semi-Arid Region (UFERSA) in Mossoró, Rio Grande do Norte, during the period from October 26, 2021, to December 20, 2023. The experimental design was a randomized block design with five treatments, namely: T1 (100% water); T2 (75% water + 25% effluent); T3 (50% water + 50% effluent); T4 (25% water + 75% effluent); and T5 (100% effluent); and five replicates, totaling 25 experimental plots. Irrigation took place weekly, alternating between water supply and dilutions. The experiment occupied an area of 56m² with seedlings of a Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck genotype, popularly known as palma miúda. During the experimental period, composite samples of irrigation water were collected for analysis of the following indicators: pH, EC, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Cl-, CO32-, HCO3-, NTK, P, Fe+, Mn+, Zn2+, Cu2+, Pb, Cd, Ni, and Cr. The SAR, RSC, and hardness indices were also calculated. At the end of the second year of cultivation, composite soil samples were collected from 0-20 cm and 20-40 cm for analysis of the following indicators: pH, EC, ECes, OM, P, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Al3+, H+ + Al3+, Cu2+, Mn+, Fe+, Zn2+, Cr, Ni, Cd, and Pb. The SB, t, T, V%, m%, PST, and RAS indices were also calculated. Similarly, plant tissue samples were collected from two plants per plot to analyze the elements Cu2+, Zn2+, Mn+, Fe+, and Na+ in order to obtain the translocation and bioaccumulation factors of the forage palm. The data were submitted to descriptive statistical analysis and subsequently to multivariate statistics using the Statistica® computer program. With the water and soil data, correlation matrices and principal component, cluster, and factor analyses were generated, comprising Chapters 1 and 2. The plant data and some of the soil data underwent cluster analysis, in addition to the Kruskal Wallis nonparametric mean test, comprising Chapter 3. The water results indicated that dilutions of supply water with aquaculture effluent presented restrictions on use in irrigation due to the danger of salinization, since the supply water was considered to be of medium risk of salinity and the aquaculture effluent was classified as very high risk of salinity, with the variables EC, Ca2+, Mg2+, Cl-, HCO3-, P, RAS, Mn+, Zn2+, and N were the most relevant in the analysis. Regarding the soil, it was not classified as saline and/or sodic in any of the treatments and/or depths; however, the use of aquaculture effluent dilutions contributed to an increase in soil levels of the parameters pH, ECes, OM, Mg2+, K+, PST, Na+, Fe+, Mn+, and Zn2+, mainly in the 0-20 cm layer, with the variables pH, EC, Na+, Ca2+, Mg2+, PST, SAR, Cu2+, and OM being the most relevant in the analysis. With regard to the plant, the small forage palm was not efficient in translocating Cu2+, Fe+, and Na+, accumulating Cu2+, Fe+, Zn2+, and Na+. Therefore, N. cochenillifera can be considered phytostabilizing for the following elements: Na+, Fe+, and Cu2+.
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VALÉRIA NAYARA SILVA DE OLIVEIRA
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TOLERÂNCIA DE CULTIVARES DE RÚCULA À SALINIDADE E EFICIÊNCIA DA MELATONINA COMO ATENUADOR DO ESTRESSE SALINO EM CULTIVO HIDROPÔNICO
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Orientador : GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
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MEMBROS DA BANCA :
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EDICLEIDE MACEDO DA SILVA
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GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
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MARIA LILIA DE SOUZA NETA
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SANDY THOMAZ DOS SANTOS
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STEFESON BEZERRA DE MELO
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Data: 22/12/2025
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A salinidade é um dos principais fatores limitantes da produtividade agrícola, especialmente em regiões semiáridas, onde a baixa qualidade da água utilizada na irrigação compromete o crescimento e o metabolismo das plantas. Diante desse cenário, esta tese teve como objetivo avaliar a tolerância de cultivares de rúcula (Eruca sativa Miller) ao estresse salino e a eficiência da melatonina como agente mitigador em cultivo hidropônico. O trabalho foi desenvolvido em dois experimentos complementares, conduzidos em casa de vegetação sob condições controladas. No primeiro experimento, avaliou-se o comportamento de dez cultivares comerciais de rúcula (Folha larga, Cultivada, Gigante folha larga, Antonella, Rokita, Donatella, Veloster, Astro, Sasha e Michaella) submetidas a dois níveis de salinidade (2,0 e 6,5 dS m⁻¹). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com cinco repetições. Foram analisadas variáveis de crescimento, fisiológicas e nutricionais para determinar o grau de tolerância de cada genótipo. As cultivares apresentaram respostas diferenciadas ao estresse, destacando-se Astro como a mais tolerante e Cultivada como moderadamente tolerante, com menor redução no crescimento e melhor eficiência fisiológica sob salinidade. Com base nesses resultados, foi conduzido o segundo experimento, no qual as cultivares Astro (tolerante) e Donatella (sensível) foram selecionadas para avaliar a eficiência da aplicação exógena de melatonina (0, 25, 50, 75 e 100 µmol L⁻¹) sob os mesmos níveis de salinidade. A aplicação de melatonina reduziu os efeitos negativos do estresse, promovendo maior acúmulo de biomassa, incremento na área foliar, estabilidade do pH e aumento dos teores de vitamina C. Doses intermediárias (50–75 µmol L⁻¹) proporcionaram melhor desempenho fisiológico e bioquímico, favorecendo o equilíbrio osmótico e a integridade das membranas celulares. De modo geral, os resultados evidenciam ampla variabilidade genética entre as cultivares de rúcula quanto à tolerância à salinidade e confirmam o potencial da melatonina como bioestimulante no manejo de estresses abióticos. Conclui-se que o uso de doses moderadas de melatonina constitui uma estratégia promissora e de baixo custo para mitigar os efeitos da salinidade, contribuindo para a sustentabilidade da produção hidropônica de hortaliças em regiões semiáridas.
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Artigo 1: O cultivo de rúcula (Eruca sativa Mill.) em regiões semiáridas enfrenta limitações devido ao elevado teor de sais solúveis presente na água. Este estudo teve como objetivo avaliar o crescimento e os ajustes morfológicos de dez cultivares de rúcula submetidas a duas condutividades elétricas da solução nutritiva (2,0 e 6,5 dS m−1) em cultivo hidropônico. Foram analisadas variáveis como altura de planta, número de folhas, massa fresca e seca da parte aérea, área foliar, suculência foliar e área foliar específica (AFE). Os resultados indicaram que a salinidade afetou de forma diferenciada o desempenho das cultivares. Cultivada, Folha Larga e Donatella foram mais sensíveis, com reduções significativas em crescimento e biomassa. Em contrapartida, Antonella, Rokita, Gigante Folha Larga, Veloster, Astro, Sasha e Michaella mantiveram ou aumentaram sua performance sob estresse. As variáveis AFE e suculência foliar destacaram-se como bons indicadores de tolerância, por refletirem os mecanismos fisiológicos de ajuste das plantas. Conclui-se que a escolha de cultivares adaptadas é essencial para viabilizar a produção de rúcula em hidroponia utilizando água com maior condutividade elétrica. Artigo 2: A escolha de cultivares tolerantes a salinidade é um fator chave para se obter êxito em condições que seja inevitável o uso de água salina. O presente estudo foi desenvolvido com objetivo de avaliar a tolerância de cultivares de rúcula quanto a salinidade a partir de diferentes índices de classificação. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 × 10, com três repetições. Foram utilizadas duas condutividades elétrica da solução nutritiva (2,0 e 6,5 dS m-1) e dez cultivares de rúcula (Folha Larga, Cultivada, Gigante Folha Larga, Antonella, Rokita, Donatella, Veloster, Astro, Sasha e Michaella). A tolerância à salinidade foi analisada a partir da produção de massa seca e dos índices de tolerância SSI, TOL, MP, GMP, STI, YI, YSI, HM, RSE, SWPI e REI. Os índices SSI, TOL, YSI, SER e SWPI são os mais indicados para a classificação de genótipos de rúcula quanto a tolerância à salinidade. As cultivares Gigante Folha Larga, Antonella e Veloster foram mais tolerantes. As cultivares Cultivada e Folha Larga foram as mais sensíveis ao estresse salino.
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ITACILHA MOZANA DO NASCIMENTO
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POTENCIAL AGRONÔMICO DA ÁGUA RESIDUÁRIA DA AQUICULTURA NA FERTIRRIGAÇÃO DE MINI MELANCIA EM AMBIENTE PROTEGIDO
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Orientador : GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
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MEMBROS DA BANCA :
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BRENO LEONAN DE CARVALHO LIMA
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FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
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GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
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JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO
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MARCELO AUGUSTO BEZERRA
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MARIA VALDIGLEZIA DE MESQUITA ARRUDA
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Data: 23/12/2025
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Restrições hídricas, comum em regiões semiáridas, são limitantes aos cultivos agrícolas. O aproveitamento agrícola de água residuária é tido como alternativa para suprir as necessidades hídricas das culturas. Entretanto, a composição química dessa água pode limitar a produção e qualidade dos frutos, principalmente pelo excesso de sais. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da irrigação com água residuária da aquicultura sobre o crescimento, a produção e a qualidade dos frutos de mini melancia, visando identificar seu potencial como alternativa sustentável para o cultivo dessa cultura. O experimento foi delineado em blocos casualizados em um esquema fatorial de 3x3 com 4 repetições conduzido em casa de vegetação. Para isso, as cultivares de mini melancia ‘Sugar Baby’, ‘Tigrinho’ e ‘Caramella’, foram irrigadas com água de abastecimento (controle), 50% de água residuária da aquicultura + 50% da água de abastecimento, e com 100% água residuária da aquicultura. As águas dos tratamentos foram especificadas quanto ao pH e à condutividade elétrica (CE) usando medidor digital. A água de abastecimento apresentou pH 8,24 e CE 0,47 dS m⁻¹, a mistura 50% AA + 50% AR teve pH 7,6 e CE 2,98 dS m⁻¹, e a água residual apresentou pH 7,40 e CE 4,97 dS m⁻¹. Frutos com maior peso (1580 g), diâmetro total (12,2 cm), diâmetro da polpa (11,07 cm para cv. ‘Tigrinho’) e teor de sólidos solúveis (10,9 °Brix) foram obtidos com água de abastecimento. Para espessura da casca, firmeza da polpa, acidez titulável, relação sólidos solúveis/acidez titulável e ângulo Hue, o efeito das águas variou de acordo com as cultivares. Por exemplo, a firmeza da polpa foi maior na cv. ‘Caramella’ (11,5 N) com 100% de água residuária, enquanto o menor ângulo Hue (39,7°) foi observado em ‘Sugar Baby’ com o mesmo tratamento. A cultivar ‘Tigrinho’ apresentou melhor desempenho e estabilidade frente ao uso da água residuária, enquanto a ‘Sugar Baby’ foi a mais sensível . O uso da água residuária da aquicultura mostrou-se viável na irrigação de mini melancia, especialmente quando diluída a 50%, atuando não como substituição da irrigação convencional, mas como fonte complementar de água e nutrientes na agricultura sustentável.
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Resumo
Restrições hídricas, comum em regiões semiáridas, são limitantes aos cultivos agrícolas. O aproveitamento agrícola de água residuária é tido como alternativa para suprir as necessidades hídricas das culturas. Entretanto, a composição química dessa água pode limitar a produção e qualidade dos frutos, principalmente pelo excesso de sais. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da irrigação com água residuária da aquicultura sobre o crescimento, a produção e a qualidade dos frutos de mini melancia, visando identificar seu potencial como alternativa sustentável para o cultivo dessa cultura. Para isso, as cultivares de mini melancia ‘Sugar Baby’, ‘Tigrinho’ e ‘Caramella’, foram irrigadas com água de abastecimento (controle), 50% de água residuária da aquicultura + 50% da água de abastecimento, e com 100% água residuária da aquicultura. O experimento foi delineado em blocos casualizados completos e conduzido em casa de vegetação. Frutos com maior peso (1580 g), diâmetro total (12,2 cm), diâmetro da polpa (11,07 cm para cv. ‘Tigrinho’) e teor de sólidos solúveis (10,9 °Brix) foram obtidos com água de abastecimento. Para espessura da casca, firmeza da polpa, acidez titulável, relação sólidos solúveis/acidez titulável e ângulo Hue, o efeito das águas variou de acordo com as cultivares. Por exemplo, a firmeza da polpa foi maior na cv. ‘Caramella’ (11,5 N) com 100% de água residuária, enquanto o menor ângulo Hue (39,7°) foi observado em ‘Sugar Baby’ com o mesmo tratamento. A água residuária da aquicultura, concentrada ou diluída proporcionalmente com água de abastecimento, afeta negativamente variáveis de produção de mini melancia, enquanto que os efeitos sobre a qualidade física e química dos frutos varia de acordo com as características das cultivares.
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