PPMSA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MANEJO DE SOLO E ÁGUA PROGRAMAS DE PÓS-GRADUACAO - CCA Telefone/Ramal: Não informado
Dissertações/Teses

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2026
Dissertações
1
  • RAMONA RODRIGUES AMARO DE OLIVEIRA
  • CARBONO DO SOLO EM FLORESTAS TROPICAIS SECAS: ESTADO DA ARTE E EFEITOS DO MANEJO FLORESTAL SOBRE A QUALIDADE EDÁFICA NA CAATINGA

  • Orientador : EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ROSIMEIRE CAVALCANTE DOS SANTOS
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
  • GABRIELA SALAMI
  • Data: 20/02/2026

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  • Pressões antrópicas têm intensificado os desafios ambientais em ecossistemas tropicais secos, alterando a dinâmica da paisagem, degradando solos e comprometendo a qualidade edáfica. O objetivo desse trabalho foi avaliar o estado da arte global sobre carbono do solo e suas frações em florestas tropicais sazonalmente secas (FTSS) e verificar os efeitos do manejo florestal sobre a qualidade edáfica e a dinâmica de carbono orgânico do solo (COS) em Neossolo Litólico, no município de Angicos, Rio Grande do Norte, Brasil. O primeiro capítulo investigou a configuração da produção científica sobre carbono orgânico do solo e saúde edáfica em florestas tropicais sazonalmente secas, entre 2000 e 2024, por meio de uma análise cienciométrica baseada em buscas nas bases Web of Science e Scopus, seleção criteriosa de artigos e construção de mapas científicos com VOSviewer e linguagem R. Essa abordagem permitiu descrever a evolução temporal das publicações, as redes de colaboração, os periódicos de maior impacto e os principais temas estudados. A análise evidenciou crescimento da produção a partir de 2008, concentração de influência em poucos países e periódicos, lacunas regionais e escassez de estudos integrativos. O segundo capítulo avaliou, em áreas sob manejo florestal por corte raso na Caatinga (com 7, 11, 12 e 15 anos de regeneração), como esse tipo de exploração afeta os teores e frações de carbono, atributos químicos, físicos e biológicos do solo, bem como a dinâmica de uso e cobertura do solo. Amostras de solo foram coletadas nas profundidades de 0–10 cm e 10–20 cm e analisados os atributos químicos, físicos, frações do carbono orgânico do solo, atividades enzimáticas (βglucosidase, arylsulfatase), características micromorfológicas e dinâmica de uso e cobertura do solo. Os dados foram submetidos a análises de estatísticas multivariadas (PCA e correlação de Pearson), Análise Espectral Singular (ASS) e regressão. Os resultados indicaram perdas intensas de carbono e nutrientes nos primeiros anos pós-corte, recomposição mais rápida das frações lábeis que das frações estáveis, necessidade de cerca de 20 anos para recuperar os teores de COS próximos aos da mata de referência e insuficiência de ciclos de 15 anos para garantir a sustentabilidade edáfica em Neossolos Litólicos arenosos da Caatinga. Portanto, ressaltamos a necessidade de ajustar ciclos de exploração, adotar práticas conservacionistas e priorizar pesquisas aplicadas que orientem práticas de manejo voltadas à manutenção da qualidade do solo e da funcionalidade ecossistêmica na Caatinga.


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  • Pressões antrópicas têm intensificado os desafios ambientais em ecossistemas tropicais secos, alterando a dinâmica da paisagem, degradando solos e comprometendo a qualidade edáfica. O objetivo desse trabalho foi avaliar o estado da arte global sobre carbono do solo e suas frações em florestas tropicais sazonalmente secas (FTSS) e verificar os efeitos do manejo florestal sobre a qualidade edáfica e a dinâmica de carbono orgânico do solo (COS) em Neossolo Litólico, no município de Angicos, Rio Grande do Norte, Brasil. O primeiro capítulo investigou a configuração da produção científica sobre carbono orgânico do solo e saúde edáfica em florestas tropicais sazonalmente secas, entre 2000 e 2024, por meio de uma análise cienciométrica baseada em buscas nas bases Web of Science e Scopus, seleção criteriosa de artigos e construção de mapas científicos com VOSviewer e linguagem R. Essa abordagem permitiu descrever a evolução temporal das publicações, as redes de colaboração, os periódicos de maior impacto e os principais temas estudados. A análise evidenciou crescimento da produção a partir de 2008, concentração de influência em poucos países e periódicos, lacunas regionais e escassez de estudos integrativos. O segundo capítulo avaliou, em áreas sob manejo florestal por corte raso na Caatinga (com 7, 11, 12 e 15 anos de regeneração), como esse tipo de exploração afeta os teores e frações de carbono, atributos químicos, físicos e biológicos do solo, bem como a dinâmica de uso e cobertura do solo. Amostras de solo foram coletadas nas profundidades de 0–10 cm e 10–20 cm e analisados os atributos químicos, físicos, frações do carbono orgânico do solo, atividades enzimáticas (βglucosidase, arylsulfatase), características micromorfológicas e dinâmica de uso e cobertura do solo. Os dados foram submetidos a análises de estatísticas multivariadas (PCA e correlação de Pearson), Análise Espectral Singular (ASS) e regressão. Os resultados indicaram perdas intensas de carbono e nutrientes nos primeiros anos pós-corte, recomposição mais rápida das frações lábeis que das frações estáveis, necessidade de cerca de 20 anos para recuperar os teores de COS próximos aos da mata de referência e insuficiência de ciclos de 15 anos para garantir a sustentabilidade edáfica em Neossolos Litólicos arenosos da Caatinga. Portanto, ressaltamos a necessidade de ajustar ciclos de exploração, adotar práticas conservacionistas e priorizar pesquisas aplicadas que orientem práticas de manejo voltadas à manutenção da qualidade do solo e da funcionalidade ecossistêmica na Caatinga.

2
  • CHERLYSON CUNHA DE MEDEIROS
  • POTENCIALIDADE DA ÁGUA PRODUZIDA DE PETRÓLEO NA IRRIGAÇÃO DE MANDIOCA PARA A PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JAEVESON DA SILVA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • ROBSON ALEXSANDRO SOUSA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 20/02/2026

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  • A região semiárida destaca-se pela ocorrência de insuficiência hídrica, ocasionada por baixa precipitação e elevada evapotranspiração. Em paralelo a isso, a agricultura irrigada demanda grandes volumes de água. O uso de fontes hídricas não convencionais, como a água produzida de petróleo, surge como uma alternativa estratégica para a expansão da bioeconomia no Semiárido brasileiro. Este trabalho objetivou avaliar o potencial produtivo, a eficiência hídrica e o desempenho agroenergético das cultivares de mandioca Recife e Venâncio irrigadas com água produzida tratada sob diferentes lâminas de irrigação e tempos de colheita. Os experimentos foram conduzidos em delineamento de blocos casualizados, testando quatro lâminas de irrigação (25, 50, 75 e 100% - ETc), dois níveis de salinidade da água (S1: 0,8 dS m⁻¹ e S2: 4,8 dS m⁻¹ - caracterizando a água produzida tratada) e quatro períodos de colheita (6, 8, 10 e 11 meses). Os resultados indicaram respostas genotípicas contrastantes: a cv. Recife demonstrou alta responsividade à disponibilidade hídrica, atingindo produtividades superiores a 30 t ha⁻¹ sob irrigação plena (100% ETc) e água doce, porém com severa restrição produtiva (queda de ~54%) sob salinidade. Em contraste, a cv. Venâncio exibiu elevada resiliência, mantendo a produtividade de amido estável e incrementando o teor de matéria seca das raízes sob irrigação com água produzida. Para ambos os genótipos, a Eficiência do Uso da Água (EUA) foi maximizada sob regimes de irrigação deficitária (25% e 50% da ETc). A colheita aos 8 meses configurou-se como o ponto ótimo para ambas as cultivares, conciliando máxima eficiência hídrica, acúmulo de amido e produção potencial de bioetanol, que na cv. Venâncio superou 5,0 m³ ha⁻¹, equiparando-se à média regional da cana-de-açúcar. Adicionalmente, o aproveitamento da biomassa aérea para a produção de biochar demonstrou o potencial do sistema no sequestro de carbono. Conclui-se que a água produzida de petróleo possui elevado potencial para a irrigação da mandioca, sendo a cultivar Venâncio a mais apta para sistemas de reuso, permitindo a transformação de um efluente industrial em insumo para a produção sustentável de energia e biomassa contribuindo com uma economia circular no Semiárido potiguar.


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  • A região semiárida destaca-se pela ocorrência de insuficiência hídrica, ocasionada por baixa precipitação e elevada evapotranspiração. Em paralelo a isso, a agricultura irrigada demanda grandes volumes de água. O uso de fontes hídricas não convencionais, como a água produzida de petróleo, surge como uma alternativa estratégica para a expansão da bioeconomia no Semiárido brasileiro. Este trabalho objetivou avaliar o potencial produtivo, a eficiência hídrica e o desempenho agroenergético das cultivares de mandioca Recife e Venâncio irrigadas com água produzida tratada sob diferentes lâminas de irrigação e tempos de colheita. Os experimentos foram conduzidos em delineamento de blocos casualizados, testando quatro lâminas de irrigação (25, 50, 75 e 100% - ETc), dois níveis de salinidade da água (S1: 0,8 dS m⁻¹ e S2: 4,8 dS m⁻¹ - caracterizando a água produzida tratada) e quatro períodos de colheita (6, 8, 10 e 11 meses). Os resultados indicaram respostas genotípicas contrastantes: a cv. Recife demonstrou alta responsividade à disponibilidade hídrica, atingindo produtividades superiores a 30 t ha⁻¹ sob irrigação plena (100% ETc) e água doce, porém com severa restrição produtiva (queda de ~54%) sob salinidade. Em contraste, a cv. Venâncio exibiu elevada resiliência, mantendo a produtividade de amido estável e incrementando o teor de matéria seca das raízes sob irrigação com água produzida. Para ambos os genótipos, a Eficiência do Uso da Água (EUA) foi maximizada sob regimes de irrigação deficitária (25% e 50% da ETc). A colheita aos 8 meses configurou-se como o ponto ótimo para ambas as cultivares, conciliando máxima eficiência hídrica, acúmulo de amido e produção potencial de bioetanol, que na cv. Venâncio superou 5,0 m³ ha⁻¹, equiparando-se à média regional da cana-de-açúcar. Adicionalmente, o aproveitamento da biomassa aérea para a produção de biochar demonstrou o potencial do sistema no sequestro de carbono. Conclui-se que a água produzida de petróleo possui elevado potencial para a irrigação da mandioca, sendo a cultivar Venâncio a mais apta para sistemas de reuso, permitindo a transformação de um efluente industrial em insumo para a produção sustentável de energia e biomassa contribuindo com uma economia circular no Semiárido potiguar.

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  • FRANCISCO DAS CHAGAS ARAUJO DE PAIVA
  • DINÂMICA DE NUTRIENTES E METAIS PESADOS EM NEOSSOLO QUARTZARÊNICO SUBMETIDO A IRRIGAÇÃO COM ÁGUA PRODUZIDA DE PETRÓLEO E BIOCHAR EM ICAPUÍ–CE

  • Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 23/02/2026

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  • O reuso de água produzida de petróleo (APP) na irrigação pode representar alternativa em regiões semiáridas, porém sua elevada carga iônica pode intensificar processos de salinização/sodificação e alterar a mobilidade de elementos em solos arenosos. Este trabalho avaliou a interação solo–biochar–APP em um Neossolo Quartzarênico com influência do Grupo Barreiras, coletado na Fazenda Belém, município de Icapuí–CE. Em clima Aw’ tropical com inverno seco com precipitação média anual de 673,9 mm; e temperatura média de 27 °C; umidade relativa de 68,9 %. O experimento foi conduzido em casa de vegetação na UFERSA, em colunas de PVC 100 mm, preenchidas com solo estratificado nas camadas 0–0,30; 0,30–0,60; 0,60–0,90 m, com irrigação por gotejamento durante 60 dias. Adotou-se delineamento em blocos casualizados, fatorial 3×2×2 com três perfis; duas águas: APP da Bacia Potiguar e água de abastecimento AA/CAERN; dois níveis de biochar: B0 e B1, com três repetições. O biochar foi produzido de resíduos de macaxeira com pirólise a 450 °C e incorporado na camada 0–0,30 m com dose equivalente a 10,8 t ha⁻¹. Solo, água e lixiviados foram caracterizados (pH, CE, íons e metais por extrações rotineiras e leitura em ICP-OES) e interpretados por correlação de Pearson e as seguintes análises multivariadas: ACP, análise fatorial Varimax e agrupamento. Os resultados indicaram que a APP impôs aumento expressivo da salinidade e maior heterogeneidade temporal/química do lixiviado em comparação à AA. No lixiviado, observaram-se eixos que separam um regime bicarbonatado-carbonatado associado a Ca–HCO₃⁻ de um regime salino mais conservativo associado a Na, Cl⁻ e NO₃⁻, além de pulsos de metais/micronutrientes em fases iniciais em alguns perfis. O biochar alterou a dinâmica iônica, elevando a contribuição de bases e solutos associados ao material e modulando a trajetória multivariada do lixiviado, porém com efeito dependente do perfil e do tempo, sem eliminar o avanço da composição salina APP. Conclui-se que o reuso de APP em solo arenoso requer controle rigoroso da qualidade da água e do manejo de lixiviação, e que o biochar pode atuar como condicionante com potencial mitigador, mas de resposta variável e temporalmente dinâmica.


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  • O reuso de água produzida de petróleo (APP) na irrigação pode representar alternativa em regiões semiáridas, porém sua elevada carga iônica pode intensificar processos de salinização/sodificação e alterar a mobilidade de elementos em solos arenosos. Este trabalho avaliou a interação solo–biochar–APP em um Neossolo Quartzarênico com influência do Grupo Barreiras, coletado na Fazenda Belém, município de Icapuí–CE. Em clima Aw’ tropical com inverno seco com precipitação média anual de 673,9 mm; e temperatura média de 27 °C; umidade relativa de 68,9 %. O experimento foi conduzido em casa de vegetação na UFERSA, em colunas de PVC 100 mm, preenchidas com solo estratificado nas camadas 0–0,30; 0,30–0,60; 0,60–0,90 m, com irrigação por gotejamento durante 60 dias. Adotou-se delineamento em blocos casualizados, fatorial 3×2×2 com três perfis; duas águas: APP da Bacia Potiguar e água de abastecimento AA/CAERN; dois níveis de biochar: B0 e B1, com três repetições. O biochar foi produzido de resíduos de macaxeira com pirólise a 450 °C e incorporado na camada 0–0,30 m com dose equivalente a 10,8 t ha⁻¹. Solo, água e lixiviados foram caracterizados (pH, CE, íons e metais por extrações rotineiras e leitura em ICP-OES) e interpretados por correlação de Pearson e as seguintes análises multivariadas: ACP, análise fatorial Varimax e agrupamento. Os resultados indicaram que a APP impôs aumento expressivo da salinidade e maior heterogeneidade temporal/química do lixiviado em comparação à AA. No lixiviado, observaram-se eixos que separam um regime bicarbonatado-carbonatado associado a Ca–HCO₃⁻ de um regime salino mais conservativo associado a Na, Cl⁻ e NO₃⁻, além de pulsos de metais/micronutrientes em fases iniciais em alguns perfis. O biochar alterou a dinâmica iônica, elevando a contribuição de bases e solutos associados ao material e modulando a trajetória multivariada do lixiviado, porém com efeito dependente do perfil e do tempo, sem eliminar o avanço da composição salina APP. Conclui-se que o reuso de APP em solo arenoso requer controle rigoroso da qualidade da água e do manejo de lixiviação, e que o biochar pode atuar como condicionante com potencial mitigador, mas de resposta variável e temporalmente dinâmica.

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  • JOILMA MARIA DE SOUZA
  • EFICIÊNCIA DE BIOESTIMULANTES NA MITIGAÇÃO DO ESTRESSE SALINO EM RÚCULA CULTIVADA EM SISTEMA SEMI-HIDROPÔNICO

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • GARDENIA SILVANA DE OLIVEIRA RODRIGUES
  • LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
  • MARIA LILIA DE SOUZA NETA
  • Data: 26/02/2026

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  • A rúcula é uma hortaliça de grande importância comercial, e seu cultivo pode ser afetado pela salinidade da água, exigindo estratégias para mitigar esse estresse. Dentre os problemas causados pela salinidade, o estresse osmótico e a toxicidade iônica afetam o crescimento e provocam desequilíbrios nutricionais, além de alterar a fisiologia e bioquímica da planta. Uma estratégia para superar os efeitos negativos da salinidade pode ser o uso de bioestimulantes, como o Stimulate®. Este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito do Stimulate® na cultura da rúcula cultivada sob condições de salinidade em sistema semi-hidropônico. A pesquisa foi desenvolvida em duas etapas em casa de vegetação na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró, RN. No primeiro experimento, adotou-se delineamento inteiramente casualizado (DIC), em arranjo fatorial 1 + 4, para determinar a dose ideal do Stimulate®. Foram empregadas uma solução controle (0,5 dS m-1) e quatro doses do regulador (0; 5; 10 e 20 mL L-1),via foliar e solução nutritiva com água salina de 5,0 dS m-1. As plantas foram colhidas aos 35 dias após a semeadura. As variáveis de crescimento foram influenciadas pelas doses de Stimulate®, com melhor desempenho nas doses entre 10 e 12 mL L-1. As doses intermediárias favoreceram a altura de plantas, massa fresca e seca, área foliar, suculência foliar e teores de clorofila. No segundo experimento, em delineamento inteiramente casualizado e esquema fatorial 3×4, testou-se três níveis de salinidade (0,5; 2,5 e 5,0 dS m-1, induzidos por NaCl) e quatro métodos de aplicação do bioestimulante Stimulate®: tratamento de sementes (20 mL kg-1), pulverização foliar (10 mL L-1), aplicação combinada (sementes+foliar) e controle. As plantas foram colhidas aos 40 dias. O crescimento (altura, massa fresca e seca) foi negativamente influenciado pela salinidade, com reduções entre 14,9% e 33,5% ao comparar as salinidades extremas. A área foliar, área foliar específica e suculência foliar apresentaram interação entre salinidade e formas de aplicação. O pH e a condutividade elétrica do suco foram influenciados pela interação dos fatores. O teor de vitamina C foi reduzido pela salinidade intermediária, destacando-se o tratamento via sementes. Os parâmetros de acidez titulável, sólidos solúveis, clorofila total e colorimétricos mantiveram-se estáveis. Desse modo, conclui-se que o Stimulate® promoveu melhorias no crescimento vegetativo da rúcula sob estresse salino, com doses ótimas entre 10 e 12 mL L-1 para aplicação foliar. A aplicação via sementes destacou-se como método mais promissor, proporcionando maior estabilidade fisiológica. O aumento da salinidade reduziu significativamente o crescimento e a produção de biomassa, porém a aplicação do bioestimulante atenuou parcialmente essas perdas, mantendo a qualidade pós-colheita.


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  • A rúcula é uma hortaliça de grande importância comercial, e seu cultivo pode ser afetado pela salinidade da água, exigindo estratégias para mitigar esse estresse. Dentre os problemas causados pela salinidade, o estresse osmótico e a toxicidade iônica afetam o crescimento e provocam desequilíbrios nutricionais, além de alterar a fisiologia e bioquímica da planta. Uma estratégia para superar os efeitos negativos da salinidade pode ser o uso de bioestimulantes, como o Stimulate®. Este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito do Stimulate® na cultura da rúcula cultivada sob condições de salinidade em sistema semi-hidropônico. A pesquisa foi desenvolvida em duas etapas em casa de vegetação na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró, RN. No primeiro experimento, adotou-se delineamento inteiramente casualizado (DIC), em arranjo fatorial 1 + 4, para determinar a dose ideal do Stimulate®. Foram empregadas uma solução controle (0,5 dS m-1) e quatro doses do regulador (0; 5; 10 e 20 mL L-1),via foliar e solução nutritiva com água salina de 5,0 dS m-1. As plantas foram colhidas aos 35 dias após a semeadura. As variáveis de crescimento foram influenciadas pelas doses de Stimulate®, com melhor desempenho nas doses entre 10 e 12 mL L-1. As doses intermediárias favoreceram a altura de plantas, massa fresca e seca, área foliar, suculência foliar e teores de clorofila. No segundo experimento, em delineamento inteiramente casualizado e esquema fatorial 3×4, testou-se três níveis de salinidade (0,5; 2,5 e 5,0 dS m-1, induzidos por NaCl) e quatro métodos de aplicação do bioestimulante Stimulate®: tratamento de sementes (20 mL kg-1), pulverização foliar (10 mL L-1), aplicação combinada (sementes+foliar) e controle. As plantas foram colhidas aos 40 dias. O crescimento (altura, massa fresca e seca) foi negativamente influenciado pela salinidade, com reduções entre 14,9% e 33,5% ao comparar as salinidades extremas. A área foliar, área foliar específica e suculência foliar apresentaram interação entre salinidade e formas de aplicação. O pH e a condutividade elétrica do suco foram influenciados pela interação dos fatores. O teor de vitamina C foi reduzido pela salinidade intermediária, destacando-se o tratamento via sementes. Os parâmetros de acidez titulável, sólidos solúveis, clorofila total e colorimétricos mantiveram-se estáveis. Desse modo, conclui-se que o Stimulate® promoveu melhorias no crescimento vegetativo da rúcula sob estresse salino, com doses ótimas entre 10 e 12 mL L-1 para aplicação foliar. A aplicação via sementes destacou-se como método mais promissor, proporcionando maior estabilidade fisiológica. O aumento da salinidade reduziu significativamente o crescimento e a produção de biomassa, porém a aplicação do bioestimulante atenuou parcialmente essas perdas, mantendo a qualidade pós-colheita.

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  • FRANCISCO CANINDÉ GONDIM DE FRANÇA JUNIOR
  • A COMPLEMENTARIDADE CATIÔNICA NA NUTRIÇÃO DO MELOEIRO: USO DE MGCL₂, KCL E CACL₂ PARA AUMENTAR A RESILIÊNCIA À SALINIDADE EM AMBIENTE PROTEGIDO.

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • OSVALDO NOGUEIRA DE SOUSA NETO
  • Rony da Silva
  • TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
  • Data: 26/02/2026

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  • A salinidade da água de irrigação constitui um dos principais fatores limitantes à produção agrícola em regiões semiáridas, especialmente em sistemas intensivos conduzidos em ambiente protegido e cultivo hidropônico. Nesse contexto, o manejo nutricional, com ênfase no equilíbrio iônico da solução nutritiva, surge como estratégia promissora para mitigar os efeitos do estresse salino. Objetivou-se avaliar os efeitos da salinidade da água de irrigação e da suplementação isolada e combinada de potássio, cálcio e magnésio sobre o crescimento, as trocas gasosas, a produção e a qualidade pós-colheita do meloeiro Pele de Sapo (Cucumis melo L.) cultivado em sistema hidropônico e ambiente protegido. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 × 5, correspondendo a dois níveis de salinidade da água (0,56 e 3,5 dS m⁻¹) e cinco soluções nutritivas, com quatro repetições. Foram avaliadas variáveis de crescimento, trocas gasosas, acúmulo de massa seca, componentes de rendimento e atributos físico-químicos dos frutos. A salinidade da água reduziu significativamente a área foliar, a produção de biomassa e o rendimento dos frutos quando utilizada a solução nutritiva padrão. A suplementação nutricional apresentou efeitos diferenciados conforme o nutriente e o nível de salinidade, destacando-se a adição de cálcio, que promoveu aumentos expressivos na área foliar, na massa seca total e na massa seca de frutos sob estresse salino. A suplementação isolada de potássio e magnésio mostrou efeitos mais limitados, enquanto a adição combinada de K⁺, Ca²⁺ e Mg²⁺ não resultou em desempenho superior ao fornecimento isolado de cálcio. Conclui-se que o ajuste da composição iônica da solução nutritiva, com ênfase na suplementação cálcica, constitui estratégia eficaz para aumentar a resiliência do meloeiro Pele de Sapo à salinidade em cultivo hidropônico protegido, contribuindo para a sustentabilidade da produção em regiões semiáridas.


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  • A salinidade da água de irrigação constitui um dos principais fatores limitantes à produção agrícola em regiões semiáridas, especialmente em sistemas intensivos conduzidos em ambiente protegido e cultivo hidropônico. Nesse contexto, o manejo nutricional, com ênfase no equilíbrio iônico da solução nutritiva, surge como estratégia promissora para mitigar os efeitos do estresse salino. Objetivou-se avaliar os efeitos da salinidade da água de irrigação e da suplementação isolada e combinada de potássio, cálcio e magnésio sobre o crescimento, as trocas gasosas, a produção e a qualidade pós-colheita do meloeiro Pele de Sapo (Cucumis melo L.) cultivado em sistema hidropônico e ambiente protegido. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 × 5, correspondendo a dois níveis de salinidade da água (0,56 e 3,5 dS m⁻¹) e cinco soluções nutritivas, com quatro repetições. Foram avaliadas variáveis de crescimento, trocas gasosas, acúmulo de massa seca, componentes de rendimento e atributos físico-químicos dos frutos. A salinidade da água reduziu significativamente a área foliar, a produção de biomassa e o rendimento dos frutos quando utilizada a solução nutritiva padrão. A suplementação nutricional apresentou efeitos diferenciados conforme o nutriente e o nível de salinidade, destacando-se a adição de cálcio, que promoveu aumentos expressivos na área foliar, na massa seca total e na massa seca de frutos sob estresse salino. A suplementação isolada de potássio e magnésio mostrou efeitos mais limitados, enquanto a adição combinada de K⁺, Ca²⁺ e Mg²⁺ não resultou em desempenho superior ao fornecimento isolado de cálcio. Conclui-se que o ajuste da composição iônica da solução nutritiva, com ênfase na suplementação cálcica, constitui estratégia eficaz para aumentar a resiliência do meloeiro Pele de Sapo à salinidade em cultivo hidropônico protegido, contribuindo para a sustentabilidade da produção em regiões semiáridas.

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  • FRANÇÓYSE DÁVILLA DE SOUZA SILVA
  • BACILLUS ARYABHATTAI: DO ENRAIZAMENTO ADVENTÍCIO AO CRESCIMENTO E TOLERÂNCIA HÍDRICA DE CLONES DE EUCALYPTUS

  • Orientador : POLIANA COQUEIRO DIAS ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RICHELIEL ALBERT RODRIGUES SILVA
  • CARLOS JOSE DA SILVA
  • ELAINE CRISTINA ALVES DA SILVA
  • POLIANA COQUEIRO DIAS ARAUJO
  • Data: 27/02/2026

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  • A busca por estratégias produtivas sustentáveis que promovam o vigor inicial e a resiliência de clones de Eucalyptus tem se intensificado diante das limitações hídricas e da necessidade de expandir os plantios florestais. Nesse cenário, o uso de bactérias promotoras de crescimento de vegetal (BPCV), como o Bacillus aryabhattai, surge como uma alternativa promissora, não apenas por estimular o enraizamento adventício e o crescimento vegetativo, mas também por induzir mecanismos fisiológicos e bioquímicos que podem atenuar os efeitos do déficit hídrico. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da inoculação com Bacillus aryabhattai sobre o enraizamento adventício na fase de produção de mudas e as respostas bioquímicas, enzimáticas, fisiológicas e de desenvolvimento de cinco clones híbridos de Eucalyptus nos três primeiros meses após o plantio com período de estresse hídrico. Partiu-se das seguintes hipóteses: (i) a inoculação com Bacillus aryabhattai promove a produção de mudas com maior índice de enraizamento e crescimento, devido a um melhor ajuste hormonal e nutricional; (ii) a inoculação com Bacillus aryabhattai induz um estado de "priming" fisiológico e bioquímico em clones híbridos de Eucalyptus, caracterizado pela modulação positiva do sistema antioxidante enzimático e pela manutenção da integridade de processos fotossintéticos sob condições de estresse hídrico, quando comparado a plantas não inoculadas; e (iii) a inoculação confere maior tolerância ao estresse hídrico, por meio da modulação de respostas fisiológicas, promovendo maior sobrevivência e crescimento em condições simuladas de campo, sendo tais efeitos dependentes do genótipo. Para testar tais hipóteses, o experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 5 (genótipos) x 2 (controle e inoculado), totalizando 10 tratamentos, com 9 repetições e 3 plantas por parcela. Ao longo do experimento, foram avaliados caracteres de crescimento, morfológicos e bioquímicos. Em relação aos caracteres de crescimento, não foi observada interação significativa da inoculação com a bactéria Bacillus aryabhattai. No entanto, ao se analisar os caracteres bioquímicos, foi possível constatar um aumento nos teores de prolina no tratamento controle, enquanto no tratamento com inoculação esses níveis se mantiveram reduzidos, demonstrando o potencial da bactéria em atenuar o estresse hídrico ao qual as plantas foram submetidas. Alguns clones, como G30, G14 e G104, responderam de forma significativa para avaliações distintas de enraizamento, massa seca, massa fresca, massa total, açúcares solúveis, prolina e biomassa, indicando que o efeito da inoculação é, em parte, modulado pela base genética de cada genótipo. A eficácia da inoculação depende da compatibilidade microrganismo-genótipo, da intensidade do estresse e das condições ambientais. Assim, a aplicação prática de inoculantes bacterianos na silvicultura clonal e na atenuação dos efeitos do estresse hídrico requer a seleção criteriosa de combinações microrganismo-genótipo e a integração com estratégias de manejo hídrico e nutricional, visando maximizar os benefícios silviculturais em ambientes semiáridos.


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  • A busca por estratégias produtivas sustentáveis que promovam o vigor inicial e a resiliência de clones de Eucalyptus tem se intensificado diante das limitações hídricas e da necessidade de expandir os plantios florestais. Nesse cenário, o uso de bactérias promotoras de crescimento de vegetal (BPCV), como o Bacillus aryabhattai, surge como uma alternativa promissora, não apenas por estimular o enraizamento adventício e o crescimento vegetativo, mas também por induzir mecanismos fisiológicos e bioquímicos que podem atenuar os efeitos do déficit hídrico. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da inoculação com Bacillus aryabhattai sobre o enraizamento adventício na fase de produção de mudas e as respostas bioquímicas, enzimáticas, fisiológicas e de desenvolvimento de cinco clones híbridos de Eucalyptus nos três primeiros meses após o plantio com período de estresse hídrico. Partiu-se das seguintes hipóteses: (i) a inoculação com Bacillus aryabhattai promove a produção de mudas com maior índice de enraizamento e crescimento, devido a um melhor ajuste hormonal e nutricional; (ii) a inoculação com Bacillus aryabhattai induz um estado de "priming" fisiológico e bioquímico em clones híbridos de Eucalyptus, caracterizado pela modulação positiva do sistema antioxidante enzimático e pela manutenção da integridade de processos fotossintéticos sob condições de estresse hídrico, quando comparado a plantas não inoculadas; e (iii) a inoculação confere maior tolerância ao estresse hídrico, por meio da modulação de respostas fisiológicas, promovendo maior sobrevivência e crescimento em condições simuladas de campo, sendo tais efeitos dependentes do genótipo. Para testar tais hipóteses, o experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 5 (genótipos) x 2 (controle e inoculado), totalizando 10 tratamentos, com 9 repetições e 3 plantas por parcela. Ao longo do experimento, foram avaliados caracteres de crescimento, morfológicos e bioquímicos. Em relação aos caracteres de crescimento, não foi observada interação significativa da inoculação com a bactéria Bacillus aryabhattai. No entanto, ao se analisar os caracteres bioquímicos, foi possível constatar um aumento nos teores de prolina no tratamento controle, enquanto no tratamento com inoculação esses níveis se mantiveram reduzidos, demonstrando o potencial da bactéria em atenuar o estresse hídrico ao qual as plantas foram submetidas. Alguns clones, como G30, G14 e G104, responderam de forma significativa para avaliações distintas de enraizamento, massa seca, massa fresca, massa total, açúcares solúveis, prolina e biomassa, indicando que o efeito da inoculação é, em parte, modulado pela base genética de cada genótipo. A eficácia da inoculação depende da compatibilidade microrganismo-genótipo, da intensidade do estresse e das condições ambientais. Assim, a aplicação prática de inoculantes bacterianos na silvicultura clonal e na atenuação dos efeitos do estresse hídrico requer a seleção criteriosa de combinações microrganismo-genótipo e a integração com estratégias de manejo hídrico e nutricional, visando maximizar os benefícios silviculturais em ambientes semiáridos.

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  • LUARA PATRÍCIA LOPES MORAIS
  • EFFECTS OF ULTRA-LOW-FREQUENCY DYNAMIC ELECTRONIC IMPULSES ON CLOGGING OF DRIP EMITTERS OPERATING WITH SALWORKS BITTERN.

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
  • GUSTAVO LOPES MUNIZ
  • Data: 27/02/2026

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  • Water scarcity and high climate variability in the semi-arid region have intensified the search for local inputs that reduce dependence on conventional fertilizers. In this context, the application of diluted solar salt production effluent via fertigation can integrate a circular economy strategy, enable nutrient recycling and mitigate the impacts of hypersaline effluent disposal. However, its adoption in drip irrigation systems remains conditioned by the risk of emitter clogging, since saline environments tend to favor salt precipitation, particle accumulation, and biofouling formation. Thus, this study evaluated the effect of reusing solar salt production effluent in drip fertigation, investigating whether the combination of dilution and ultra-low frequency dynamic electronic pulses can mitigate emitter clogging. To this end, three systems were installed in an experimental area of the Federal Rural University of the Semi-Arid Region, in Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil. The experiment was conducted in a completely randomized design, in a split-split-plot scheme, with three replications. The main plots corresponded to the water sources (dilution of effluent from a solar saltworks plus application of ultra-low frequency dynamic electronic pulses; only supply water; dilution of effluent from a solar saltworks without application of electronic pulses), while the subplots comprised the types of emitters (D1, D2 and D3). The sub-subplots represented the operating time, with nine levels (0, 40, 80, 120, 160, 200, 240, 280 and 320 h). The experimental setups were assembled using drip tapes with non-self-compensating emitters, operating at 80 kPa at the end of the lateral line. The physicochemical variability of the water sources over time was monitored, as were hydraulic performance indices, including the average rate of change of emitter flow and the Christiansen uniformity coefficient. Data on source quality and hydraulic performance were subjected to the Shapiro-Wilk normality test (p > 0.05). When the normality assumptions were met, the data were analyzed by analysis of variance (p ≤ 0.05), followed by Tukey's test (p ≤ 0.05). When normality was not met, comparisons were performed using the rank transformation procedure (RT-1), with Bonferroni's test (p ≤ 0.05). At the end of the experiment, samples from the clogged drippers were subjected to scanning electron microscopy and energy-dispersive X-ray spectroscopy. The results indicated that the application of electronic pulses did not promote changes in the chemical composition of the water sources; however, it was associated with a reduction in the total suspended solids content. The risk of clogging was mainly related to the interaction between alkaline pH, high electrical conductivity, and high concentrations of Ca²⁺ and Mg²⁺. Regardless of the treatment, the effluent dilutions from solar saltworks remained within a physicochemical range compatible with a high risk of obstruction, with a moderate risk associated with electrical conductivity and a severe risk related to pH and Mg²⁺. In contrast, the supply water presented the most favorable profile for controlling obstructions, with lower values of electrical conductivity, Ca²⁺, and Mg²⁺, and an absence of total suspended solids, although with a higher pH. The dilution of treated effluent showed a slight reduction in total suspended solids, indicating a lower particulate load and, consequently, less availability of surfaces for heterogeneous nucleation and biofilm-assisted deposition. From a statistical point of view, the dilution of untreated effluent compromised irrigation uniformity, while the dilution of treated effluent showed performance equivalent to that of the supply water. Although the hydraulic indicators remained high, the dilution of untreated effluent intensified the occurrence of transient clogging events, especially in the most sensitive emitter (D1), while emitter D3 showed the best overall performance. Regarding deposits, dilutions with effluents favored the formation of more mixed and complex incrustations, and electronic pulses reduced their complexity and modified the morphology, without, however, eliminating the obstruction, highlighting the dependence of the response on the hydraulic geometry of the emitter.


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  • Water scarcity and high climate variability in the semi-arid region have intensified the search for local inputs that reduce dependence on conventional fertilizers. In this context, the application of diluted solar salt production effluent via fertigation can integrate a circular economy strategy, enable nutrient recycling and mitigate the impacts of hypersaline effluent disposal. However, its adoption in drip irrigation systems remains conditioned by the risk of emitter clogging, since saline environments tend to favor salt precipitation, particle accumulation, and biofouling formation. Thus, this study evaluated the effect of reusing solar salt production effluent in drip fertigation, investigating whether the combination of dilution and ultra-low frequency dynamic electronic pulses can mitigate emitter clogging. To this end, three systems were installed in an experimental area of the Federal Rural University of the Semi-Arid Region, in Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil. The experiment was conducted in a completely randomized design, in a split-split-plot scheme, with three replications. The main plots corresponded to the water sources (dilution of effluent from a solar saltworks plus application of ultra-low frequency dynamic electronic pulses; only supply water; dilution of effluent from a solar saltworks without application of electronic pulses), while the subplots comprised the types of emitters (D1, D2 and D3). The sub-subplots represented the operating time, with nine levels (0, 40, 80, 120, 160, 200, 240, 280 and 320 h). The experimental setups were assembled using drip tapes with non-self-compensating emitters, operating at 80 kPa at the end of the lateral line. The physicochemical variability of the water sources over time was monitored, as were hydraulic performance indices, including the average rate of change of emitter flow and the Christiansen uniformity coefficient. Data on source quality and hydraulic performance were subjected to the Shapiro-Wilk normality test (p > 0.05). When the normality assumptions were met, the data were analyzed by analysis of variance (p ≤ 0.05), followed by Tukey's test (p ≤ 0.05). When normality was not met, comparisons were performed using the rank transformation procedure (RT-1), with Bonferroni's test (p ≤ 0.05). At the end of the experiment, samples from the clogged drippers were subjected to scanning electron microscopy and energy-dispersive X-ray spectroscopy. The results indicated that the application of electronic pulses did not promote changes in the chemical composition of the water sources; however, it was associated with a reduction in the total suspended solids content. The risk of clogging was mainly related to the interaction between alkaline pH, high electrical conductivity, and high concentrations of Ca²⁺ and Mg²⁺. Regardless of the treatment, the effluent dilutions from solar saltworks remained within a physicochemical range compatible with a high risk of obstruction, with a moderate risk associated with electrical conductivity and a severe risk related to pH and Mg²⁺. In contrast, the supply water presented the most favorable profile for controlling obstructions, with lower values of electrical conductivity, Ca²⁺, and Mg²⁺, and an absence of total suspended solids, although with a higher pH. The dilution of treated effluent showed a slight reduction in total suspended solids, indicating a lower particulate load and, consequently, less availability of surfaces for heterogeneous nucleation and biofilm-assisted deposition. From a statistical point of view, the dilution of untreated effluent compromised irrigation uniformity, while the dilution of treated effluent showed performance equivalent to that of the supply water. Although the hydraulic indicators remained high, the dilution of untreated effluent intensified the occurrence of transient clogging events, especially in the most sensitive emitter (D1), while emitter D3 showed the best overall performance. Regarding deposits, dilutions with effluents favored the formation of more mixed and complex incrustations, and electronic pulses reduced their complexity and modified the morphology, without, however, eliminating the obstruction, highlighting the dependence of the response on the hydraulic geometry of the emitter.

Teses
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  • CINTYA MIKAELLY PEREIRA GAIA SOUZA
  • AVALIAÇÃO DE GENÓTIPOS DE MELOEIRO COM BASE EM ATRIBUTOS MORFOFISIOLÓGICOS E METABÓLICOS SOB DÉFICIT HÍDRICO

  • Orientador : GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BERNARDO BEZERRA DE ARAÚJO JUNIOR
  • EDICLEIDE MACEDO DA SILVA
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • FRED AUGUSTO LOUREDO DE BRITO
  • GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MARIA LILIA DE SOUZA NETA
  • Data: 23/02/2026

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  • A disponibilidade hídrica é um fator determinante para a germinação, o estabelecimento inicial e o desenvolvimento fisiológico do meloeiro, especialmente em regiões semiáridas, onde a limitação hídrica é uma condição recorrente e fator restritivo à produção agrícola. Diante disso, objetivou-se avaliar o desempenho de diferentes genótipos de meloeiro sob condições de déficit hídrico, considerando desde a fase inicial de germinação até o crescimento vegetativo, nas respostas fisiológicas, metabólicas e produtivas. A pesquisa foi conduzida de 2023 a 2025 na Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. O estudo foi dividido em dois experimentos, onde o experimento I consistiu na identificação e classificação de vinte genótipos de meloeiro (A-10, A-08, A-50, A-52, A-27, A-16, A-04, A-09, A-Italo, C-32, AM-55, PMR6, I-136, I-180, Ames, Nantais Oblong, PI236655, PI179901, PI614401 e PI234607) sob condição de déficit hídrico por meio de potenciais osmóticos, em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições; o experimento II foi composto por cinco genótipos de meloeiro (A-09, A-52, Nantais Oblong, PMR6 e PI234607) e três níveis de reposição hídrica (50%, 75% e 100%) em delineamento de blocos casualizados com 5 repetições. De modo geral, o déficit hídrico afetou negativamente variáveis relacionadas à germinação, velocidade de emergência, crescimento da parte aérea e radicular, biomassa e fisiológicas, embora não tenha comprometido algumas características, como a massa seca total em estágios iniciais e atributos qualitativos dos frutos. Em contrapartida, observou-se aumento na concentração de metabólitos associados à tolerância ao estresse, como aminoácidos, açúcares totais e prolina. As respostas ao estresse variaram conforme o genótipo, permitindo a identificação de materiais mais tolerantes e mais suscetíveis à deficiência hídrica. Assim, os resultados evidenciam a importância da variabilidade genética do meloeiro como estratégia para a seleção de genótipos mais adaptados a condições de limitação hídrica, contribuindo para a sustentabilidade da produção em ambientes com restrição de água.


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  • RESUMO ARTIGO 1: 

    A disponibilidade de água é essencial para que a germinação ocorra de maneira rápida e uniforme, pois a sua escassez pode comprometer o desenvolvimento das plântulas. Em função disso, objetivou-se avaliar diferentes genótipos de melão com base no crescimento inicial das plântulas, respostas metabólicas e seleção dos mais promissores sob condições de déficit hídrico. Para isso, utilizou-se vinte genótipos que foram submetidos a dois potenciais osmóticos (0,0 MPa e -0,25 MPa), e quatro repetições em delineamento inteiramente casualizado. As variáveis analisadas foram germinação, índice de velocidade de germinação, comprimento da parte aérea e radicular, massa seca da parte aérea e radicular, massa seca total, coeficiente de tolerância à seca e concentrações de aminoácidos, açúcares totais e prolina. Análises univariadas e multivariadas de variância foram realizadas e os genótipos agrupados utilizando o método de Scott-Knott. O déficit hídrico de -0,25 MPa afetou negativamente a velocidade de germinação, germinação, comprimento de raiz e a massa seca da parte aérea, enquanto os metabólitos apresentaram comportamento oposto. A massa seca total não foi afetada pelo estresse hídrico. Os genótipos I-136 e PI234607 foram considerados tolerantes à seca; os genótipos A-50 e A-52 suscetíveis; e os genótipos A-08 e A-09 foram classificados como altamente suscetíveis.

     

    RESUMO ARTIGO 2: O melão destaca-se como uma cultura de elevada relevância econômica, com expressiva produção no Brasil, especialmente na região Nordeste. As condições de escassez hídrica, agravadas pelas mudanças climáticas, representam um fator limitante à produtividade agrícola em ambientes semiáridos. O meloeiro apresenta sensibilidade ao estresse hídrico, o que pode comprometer seu desenvolvimento vegetativo e fisiológico. Com isso, objetivou-se avaliar o crescimento vegetativo, respostas fisiológicas e nutricionais de genótipos de meloeiro sob diferentes níveis de estresse hídrico. O experimento foi conduzido no pomar didático da Universidade Federal Rural do Semi-Árido no período de agosto a novembro de 2025. Utilizou-se cinco genótipos de melão e 3 níveis de estresse hídrico (50%, 75% e 100% da água total disponível) em blocos casualizados com 5 repetições. Foram analisadas variáveis biométricas e de biomassa, fisiológicas, medidas de trocas gasosas, análise nutricional e avaliação físico-químico de frutos. Foi realizada análises de variância e os genótipos agrupados utilizando o teste de Scott-Knott. O déficit hídrico teve efeito negativo sobre a maioria das variáveis estudadas, por outro lado, a resposta das plantas ao déficit hídrico variou de acordo com o genótipo de meloeiro que foi utilizado. O estresse hídrico não afetou características qualitativas como sólidos solúveis totais e porcentagem de ácido cítrico.

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  • BALTAZAR CIRINO JUNIOR
  • OTIMIZAÇÃO DO USO DE ÁGUA PELO Sorghum bicolor UTILIZANDO COMO ESTRATÉGIA O ESTRESSE HÍDRICO POR FASES FENOLÓGICAS

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GENIVAL BARROS JUNIOR
  • GEORGE DO NASCIMENTO ARAUJO JUNIOR
  • GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • Data: 24/02/2026

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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do déficit hídrico em diferentes fases fenológicas sobre cultivares de sorgo de biomassa e sacarino. Foram conduzidos quatro experimentos: dois no sítio Cumaru, no município de Upanema-RN, entre setembro e dezembro de 2023, em Cambissolo Háplico, e dois na fazenda experimental Rafael Fernandes, pertencente à UFERSA, no município de Mossoró-RN, entre outubro de 2023 e janeiro de 2024, em Latossolo Vermelho-Amarelo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com oito tratamentos: T1 (sem estresse), T2 (estresse nas fases II, III e IV), T3 (estresse nas fases III e IV), T4 (estresse na fase IV), T5 (estresse na fase III), T6 (estresse na fase II), T7 (estresse nas fases II e III) e T8 (estresse nas fases II e IV), com 4 repetições, utilizando as cultivares IPA SF-15 e BRS-506, com dois ambientes. O estresse hídrico foi aplicado com base na evapotranspiração máxima da cultura, utilizando 100% da ETc nos tratamentos sem estresse e 50% nos tratamentos com estresse, com valores de KcbIII e KcbF de 1,00 e 0,70, respectivamente. Foram avaliadas a produtividade de massa fresca e seca (em Mg ha-1), a produtividade e qualidade do caldo, e a avaliação nutricional da folha. Os dados foram submetidos a análises de normalidade e homoscedasticidade, seguidas de análise de variância pelo teste F. Os experimentos com a mesma cultivar foram avaliados de forma conjunta. Para a cultivar IPA SF-15 (sorgo biomassa), o déficit hídrico influenciou significativamente a produtividade de massa fresca e seca, com os menores incrementos de massa fresca encontrados nos tratamentos com estresse nas fases II-III-IV, nas fases II-III e nas fases II-IV, com produtividades médias de 45,82; 46,01 e 45,28 Mg ha-1, respectivamente. Para a cultivar BRS-506 (sorgo sacarino), o déficit hídrico não afetou a absorção de nutrientes nem a qualidade do caldo. A aplicação de déficit hídrico em diferentes fases fenológicas reduziu a produção de massa fresca tanto para o sorgo biomassa quanto para o sorgo sacarino. A fase II foi a menos tolerante ao déficit hídrico, enquanto a fase III mostrou maior tolerância. A aplicação de estresse na fase IV se mostrou uma alternativa viável para ambas as cultivares.


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  • A cultura do sorgo apresenta a melhor eficiência no uso de água entre todos os cereais. Embora seja adaptada às condições de estresse hídrico, os efeitos desse estresse podem variar durante as fases do seu desenvolvimento, a depender da intensidade e duração do mesmo. O trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do déficit hídrico em diferentes fases fenológicas do sorgo biomassa. Foram conduzidos dois experimentos, de forma simultânea. Um experimento foi conduzido no sítio Cumaru, município de Upanema-RN, durante o período de setembro a dezembro de 2023, em um Cambissolo Háplico. O outro experimento foi conduzido na fazenda experimental Rafael Fernandes, pertencente a UFERSA, no município de Mossoró-RN, no período de outubro de 2023 a janeiro de 2024, em um Latossolo Vermelho-Amarelo. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados, com oito tratamentos: T1: sem estresse; T2: estresse nas fases II, III e IV; T3: estresse nas fases III e IV; T4: estresse na fase IV; T5: estresse na fase III; T6: estresse na fase II; T7: estresse nas fases II e III; T8: estresse na fase II e IV) com 4 repetições, utilizando a cultivar IPA SF-15. O estresse foi aplicado de acordo com a estimativa evapotranspiração máxima da cultura, utilizando 100% nos tratamentos sem estresse e 50% para os tratamentos com estresse, adotando valores de KcbIII e KcbF de 1,00 e 0,70, respectivamente. Foram avaliados produtividade de matéria fresca e de matéria seca, em Mg ha-1, produtividade e qualidade de caldo e a avaliação nutricional da parte aérea. Os dados foram submetidos a analises de normalidade e homoscedasticidade. Após a análise, os dados foram submetidos a análise de variância pelo teste F. O déficit hídrico influenciou significativamente a produtividade de matéria fresca e seca do sorgo, sendo os menores incrementos de matéria fresca encontrados no tratamento T2, T7 e T8 com produtividades médias de 45,82; 46,01 e 45,28 Mg ha-1, respectivamente. De forma geral, o déficit hídrico não afetou a absorção macro e micronutrientes. A aplicação de déficit hídrico em diferentes fases fenológicas promove redução na produção de matéria fresca do sorgo biomassa, sendo a fase II a menos tolerante ao déficit hídrico e as fases III e IV são mais tolerantes. Por outro lado, não houve interferência dos tratamentos na absorção de nutrientes do sorgo biomassa.

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  • MARIA ISABELA BATISTA CLEMENTE
  • AVALIAÇÃO DE SOLO SALINO - SÓDICO EM PERÍMETRO IRRIGADO DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO: RELAÇÃO ENTRE ATRIBUTOS QUÍMICOS, FÍSICOS E FRAÇÕES DE CARBONO

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JUAN CRUZ COLAZO
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • Data: 27/02/2026

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  • A expansão da agricultura irrigada no semiárido brasileiro tem sido fundamental para o desenvolvimento socioeconômico regional. Entretanto, a degradação do solo devido a salinidade e sodicidade, tem-se prejudicado a saúde do solo para um desenvolvimento sustentável dos sistemas produtivos. Esta pesquisa, objetivou-se compreender de maneira integrada, os impactos da salinidade e sodicidade sobre os atributos químicos, físicos e biológicos de solos agrícolas do semiárido brasileiro, fornecendo bases técnicas e científicas para estratégias de manejo voltadas à recuperação da saúde do solo e à sustentabilidade da agricultura irrigada. O estudo foi desenvolvido no Distrito de Irrigação do Baixo Açu (DIBA), localizado no estado do Rio Grande do Norte, em dois lotes com histórico distinto de uso: um desativado (Lote 77) e outro em atividade agrícola (Lote 78). As amostragens foram realizadas nas profundidades de 0 – 10 cm e 10 – 20 cm. Foram avaliados atributos físicos (granulometria, estabilidade estrutural), químicos (pH, CEes, cátions solúveis e trocáveis, CTC, PST e RAS) e indicadores relacionados às frações do carbono orgânico. As análises estatísticas incluíram testes de normalidade e homogeneidade, comparações múltiplas, análise de correlação e análise de componentes principais. Os resultados evidenciaram cenários distintos, porém complementares, de degradação. O Lote 77 apresentou processo avançado de salinização e sodificação, com valores elevados de CEes, PST e RAS, nas camadas, respectivamente. A elevada concentração de Na⁺ favoreceu a dispersão de argilas, comprometendo a estabilidade de agregados e a infiltração de água, caracterizando degradação estrutural expressiva. Já o Lote 78, embora em atividade, apresentou sinais de degradação silenciosa e estratificada, com baixa CTC. A integração entre atributos físicos, químicos e frações do carbono orgânico demonstrou que a salinidade e a sodicidade atuam como fatores estruturantes da degradação, influenciando diretamente a estabilidade física e a funcionalidade biológica do solo. No lote 77 e 78 observou-se interação significativa com as variáveis CBM e COP, indicando a presença de atividade microbiana, mesmo na presença de teores expressivos de carbono orgânico, a estabilidade dos agregados em solo salino-sódico em região semiárida é fortemente comprometida. Conclui-se que o aumento da salinidade e da sodicidade compromete a saúde do solo ao promover desequilíbrios químicos, dispersão de partículas, redução da estabilidade estrutural e alterações na dinâmica do carbono. Os resultados reforçam a necessidade de monitoramento integrado do perfil do solo e adoção de práticas de manejo sustentável, como uso de corretivos agrícolas, incremento de matéria orgânica, melhoria da drenagem e manejo adequado da irrigação, visando à sustentabilidade da agricultura irrigada no semiárido brasileiro.


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  • ARTIGO 1:

    A agricultura constitui um dos pilares da economia e da segurança alimentar. No semiárido brasileiro, contudo, os solos vêm sofrendo processos de degradação que exigem manejo adequado. Diante desse cenário, a saúde do solo surge como conceito central e indicador decisivo para a sustentabilidade agrícola. Este estudo objetivou avaliar a saúde do solo por meio de indicadores físico-químicos, em uma área agrícola do semiárido brasileiro, propiciando bases técnicas para o manejo adequado e a recuperação de solos degradados. Foram coletadas amostras em dois lotes (Lote 77 – desativado e o Lote 78 – em atividade), nas profundidades de 0 – 10 cm e 10 – 20 cm no Distrito Irrigado do Baixo Açu – DIBA localizado no Rio grande do Norte. As análises incluíram textura, pH, Condutividade elétrica do extrato de saturação(CEes), cátions solúveis e trocáveis (Na⁺, K⁺, Ca²⁺, Mg²⁺), capacidade de troca catiônica (CTC), percentual de sódio trocável (PST) e razão de adsorção de sódio (RAS). Os dados foram submetidos a testes de normalidade (Shapiro-Wilk) e homogeneidade de variâncias (Bartlett e Levene). Em seguida, aplicou-se a análise não paramétrica de Kruskal-Wallis, com comparações múltiplas pelo teste de Tukey (p < 0,05) e correção de Bonferroni. Todas as análises foram realizadas no R Studio. Os resultados revelaram que no Lote 77 de 10 – 20 cm, observou-se processo avançado de salinização, com CEes elevada (até 3,14 dS/m), PST crítica (até 47,15%) e RAS acima de 100 cmolc/dm³. A textura variou significativamente entre os lotes, influenciando a retenção de água e nutrientes. A análise de componentes principais (PCA) destacou a segregação espacial dos atributos, com a salinidade (Na⁺, CE, PST, RAS) como fator dominante na diferenciação das áreas. A degradação observada é resultado da combinação de fatores naturais e antrópicos. A alta concentração de Na⁺ promove a dispersão das argilas, comprometendo a estrutura do solo e a infiltração de água. A baixa CTC no Lote 78 limita a disponibilidade de nutrientes, tornando o sistema dependente de insumos externos. Os lotes estudados passam por um processo de degradação salino/sódico, de forma silenciosa e estratificado que exige monitoramento integrado do perfil do solo. A textura e a mineralogia da argila mostraram-se determinantes para a resiliência e a degradação do solo no semiárido. Recomenda-se o monitoramento contínuo da salinidade e da sodicidade ao longo do perfil, a adoção de culturas tolerantes, a aplicação de corretivos agrícola para reduzir a PST, e o incremento de matéria orgânica para melhorar a CTC.

     

    ARTIGO 2:

    A agricultura irrigada no semiárido brasileiro enfrenta desafios de sustentabilidade devido à salinização e sodificação dos solos. Contudo os solos enfrentam um processo de degradação física, com agregados instáveis, necessitando de matéria orgânica e manejo adequado para o sistema. Este estudo tem como objetivo investigar as inter-relações entre a estabilidade física do solo, avaliada pela distribuição dos agregados, estabilidade de agregados em água e grau de dispersão e as frações do carbono orgânico do solo em um ambiente salino-sódico localizado em um perímetro irrigado do semiárido brasileiro. Foram selecionados dois lotes com histórico de degradação: Lote 77 (área desativada) e Lote 78 (cultivo de bananeira com sinais de salinização). Amostras compostas de solo com estrutura preservada foram coletadas nas profundidades de 0 – 10 cm e 10 – 20 cm no Distrito Irrigado do Baixo Açu – DIBA localizado no Rio grande do Norte, Brasil. Analisaram-se atributos químicos (Na⁺, Ca²⁺, Mg²⁺, PST, RAS), físicos (agregados estáveis em água, DMP, DMG, ADA, GF) e biológicos (COT, CL, COP, CBM). A análise estatística incluiu Análise de Componentes Principais (ACP) e matriz de correlação de Pearson. A ACP revelou clara separação entre os lotes, mostrou que o Lote 77 está fortemente associado a indicadores de degradação (Na⁺, PST, RAS e ADA). Já o lote 78 destaca-se pela correlação positiva com as variáveis de estabilização de agregação do solo, tais como (CBM, COT, DMP e DMG). Correlações negativas foram observadas entre as variáveis (Na⁺, RAS) e indicadores de agregação (DMP, DMG) e atividade biológica (CBM). Mesmo na presença de teores expressivos de carbono orgânico, a estabilidade dos agregados foi severamente comprometida, evidenciando o efeito dispersivo dominante do Na+ trocável. A estabilidade física do solo em ambiente salino-sódico é predominantemente governada pelo teor de Na+ trocável, que atua como principal agente dispersivo, comprometendo a agregação e a saúde estrutural do solo. Portanto, a recuperação e a manutenção da saúde do solo demandam intervenções integradas que combinem a redução do Na+ trocável, o incremento do carbono orgânico estável e a implantação de práticas de manejo conservacionistas, utilizando de práticas tradicionais como, plantio direto, a adubação orgânica, o uso de coberturas vegetais e o manejo adequado da irrigação.

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  • RODRIGO RAFAEL DA SILVA
  • HOMEOSTASE IÔNICA E CALIBRAÇÃO DO MODELO MOPECO EM SORGO SACARINO BRS 506 SOB DÉFICIT HÍDRICO E ESTRESSE SALINO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO
  • CLAUDIVAN FEITOSA DE LACERDA
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LEONARDO VIEIRA DE SOUSA
  • Data: 27/02/2026

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  • O cultivo do sorgo destaca-se como alternativa estratégica para uso eficiente dos recursos hídricos. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a homeostase iônica e a tolerância sob déficit hídrico e estresse salino, bem como realizar a calibração do modelo MOPECO para o sorgo sacarino BRS 506, visando contribuir para a sustentabilidade produtiva da agricultura irrigada em regiões semiáridas. Os experimentos foram conduzidos nos anos de 2021 e 2022, em delineamento de blocos casualizados, em arranjo fatorial 3 × 3, com quatro repetições, combinando três níveis de salinidade da água de irrigação (1,50; 3,75 e 6,00 dS m⁻¹) e três lâminas de irrigação (100%, 75% e 50% da ETc), correspondendo aos déficits D0, D25 e D50. Foram avaliados atributos químicos do solo: pH, condutividade elétrica do extrato de saturação (CEes), relação de adsorção de sódio (RAS), porcentagem de sódio trocável (PST), concentrações e acúmulo de Na⁺, K⁺, Ca²⁺ e Mg²⁺ em raízes, colmos e folhas, parâmetros fisiológicos relacionados ao estado hídrico, biomassa e produção de suco. O aumento da salinidade da água promoveu elevação da CEes, RAS e PST, indicando acúmulo progressivo de sais e potencial de sodificação do solo. Observou-se maior retenção de Na⁺ nas raízes, evidenciando eficiente mecanismo de compartimentação iônica e manutenção da homeostase, com baixos incrementos na parte aérea. O estresse salino reduziu o teor relativo de água e aumentou o extravasamento de eletrólitos, especialmente sob maior salinidade, porém a produção total foi pouco afetada. A redução de 25% na lâmina de irrigação resultou em perdas produtivas discretas, indicando aumento da eficiência do uso da água, enquanto o déficit de 50% ocasionou reduções mais expressivas. O modelo apresentou desempenho satisfatório na simulação do rendimento até a salinidade de 3,75 dS m⁻¹, demonstrando ser ferramenta válida para manejo da irrigação deficitária. Conclui-se que o sorgo sacarino BRS 506 apresenta elevada resiliência ao estresse salino e moderado déficit hídrico, sustentada por mecanismos eficientes de homeostase iônica e manutenção produtiva, e que o modelo MOPECO constitui ferramenta promissora para otimização do manejo da irrigação em ambiente semiárido.


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  • Artigo I. Salinização do solo e homeostase iônica em sorgo sacarino sob irrigação deficitária com águas salobras

    Resumo: O estudo teve como objetivo avaliar a salinidade do solo e investigar a resposta do sorgo sacarino BRS 506 quanto à homeostase iônica, quando submetido ao déficit hídrico e ao estresse salino. Utilizou o delineamento experimental em blocos casualizados completos, em arranjo fatorial 3 × 3 com quatro repetições. Os tratamentos consistiram em três níveis de salinidade da água de irrigação (1,50, 3,75 e 6,00 dS m⁻¹) e três níveis de irrigação (50%, 75% e 100% da evapotranspiração máxima estimada da cultura, ETc), correspondendo a déficits hídricos de 50%, 25% e 0% da ETc. Foram feitas medições do potencial de hidrogênio, condutividade elétrica, relação de adsorção de sódio do extrato de saturação e porcentagem de sódio trocável. Na planta foram realizadas medições dos íons Na+, K+, Ca2+, Mg2+ nas raízes, caule e folha da planta e expressa em teores e conteúdo na planta. A condutividade elétrica do extrato de saturação apresentou variações expressivas, especialmente sob o déficit hídrico de 50%. A irrigação com água salina promoveu um acúmulo significativo de íon Na⁺ nas raízes e caules, com destaque para a raiz com valores de 3,33, 6,03 e 6,88 g kg-1 para CEa de 1,5, 3,8 e 6,0 dS m⁻¹ respectivamente, onde os teores dobraram sob irrigação com 6,0 dS m⁻¹. A relação Ca2+:Na+ no caule da planta sob efeito de interação mostrou resultados em que na condição de déficit hídrico de 50% e variação da salinidade de 1,5 e 3,8 dSm-1 manteve semelhante entre as variações com valores de 7,61 e 8,19, sendo diferente para condição de maior salinidade 6,0 dSm-1. O conteúdo de sódio nas folhas diminuiu significativamente com o aumento da salinidade da água de irrigação de 6,0 dSm-1. O sorgo demonstrou eficiente retenção radicular de Na⁺ e homeostase aérea de K⁺ e Ca²⁺ sob estresse salino, evidenciando mecanismos de exclusão seletiva. A redução das relações iônicas nas raízes, em contraste com sua estabilidade na parte aérea, confirma essa proteção fisiológica. O mecanismo de compartimentação mostrou-se eficiente na homeostase iônica do sorgo BRS 506, reduzindo as relações K⁺:Na⁺, Ca²⁺:Na⁺ e Mg²⁺:Na⁺ nas raízes, enquanto sua manutenção nos tecidos aéreos confirma a eficácia da exclusão seletiva e da compartimentalização.

    Artigo II. Tolerância do sorgo sacarino (Sorghum bicolor) ao déficit hídrico e à salinidade da água de irrigação: relações hídricas e produção

    Resumo: Devido à sua tolerância ao déficit hídrico e à salinidade, o sorgo é considerado uma cultura adequada para cultivo em regiões afetadas por essas condições de estresse, permitindo o uso eficiente de recursos hídricos limitados. Este estudo avaliou a resiliência da cultivar de sorgo sacarino BRS 506 sob estresse hídrico e salino, com foco nas relações hídricas e no desempenho produtivo em condições semiáridas. Utilizou-se um delineamento experimental em blocos casualizados completos, em arranjo fatorial 3 × 3 com quatro repetições. Os tratamentos consistiram em três níveis de salinidade da água de irrigação (1,50, 3,75 e 6,00 dS m⁻¹) e três níveis de irrigação (50%, 75% e 100% da evapotranspiração máxima estimada da cultura, ETc), correspondendo a déficits hídricos de 50%, 25% e 0% da ETc. O estresse salino resultou em extravasamento de eletrólitos semelhante nos dois anos. Em 2022, o teor relativo de água diminuiu com o aumento da salinidade, enquanto o déficit de saturação e a capacidade de absorção de água aumentaram. O maior extravasamento de eletrólitos ocorreu sob um déficit hídrico de 25%. Em contraste, os parâmetros fisiológicos relacionados à água em 2021 permaneceram estáveis, apesar dos déficits hídricos. A produção de suco diminuiu 13,38% no nível de salinidade mais alto (6,00 dS m⁻¹) em comparação com o mais baixo (1,50 dS m⁻¹). Sob condições de déficit hídrico, a produção total, a matéria seca, a biomassa do colmo e a produção de suco foram comparáveis entre 0% e 25% de déficit hídrico, com reduções significativas apenas em 50%. No geral, a variedade BRS 506 demonstrou resiliência à salinidade, mantendo a integridade celular. Apesar dos efeitos adversos no estado hídrico da planta em alta salinidade, a produção total não foi afetada. Uma redução de 25% na irrigação resultou em uma perda de rendimento de apenas 6,64%, indicando uma melhoria na eficiência do uso da água e destacando o potencial para o cultivo sustentável de sorgo sacarino em ambientes com disponibilidade hídrica limitada.

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  • ALDICLEBSON AUGUSTO FERNANDES DE BRITO
  • ASPECTOS FISIOLÓGICOS E BIOMÉTRICOS DO CAPIM VETIVER IRRIGADO COM LIXIVIADOS DE ATERRO SANITÁRIO E INTER-RELAÇÕES DOS ATRIBUTOS DO SOLO, MICROESTRUTURA E COMPOSIÇÃO ELEMENTAR PONTUAL

    ARTIGO 1: ASPECTOS FISIOLÓGICOS E BIOMÉTRICOS DO CAPIM VETIVER CULTIVADO EM ARGISSOLO IRRIGADO COM LIXIVIADOS DE ATERRO SANITÁRIO

    ARTIGO 2. INTER-RELAÇÕES DOS ATRIBUTOS DO SOLO ASSOCIADOS A MICROESTRUTURA E COMPOSIÇÃO ELEMENTAR PONTUAL EM ARGISSOLO CULTIVADO COM CAPIM VETIVER IRRIGADO COM LIXIVIADOS DE ATERRO SANITÁRIO

     

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • JOSEANE DUNGA DA COSTA
  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 28/02/2026

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  • A geração de resíduos sólidos urbanos e sua disposição são crescentes e causam impactos, principalmente quanto a produção de lixiviados em aterros sanitários com riscos ambientais, sociais e econômicos. Mediante a isso, estratégias com o uso de espécies tolerantes, como o capim Vetiver (Chrysopogon zizanioides), integrados com respostas fisiológicas e biométricas, bem como, relações com os atributos do solo precisam ser investigadas. Face ao exposto, objetivou-se: (1) avaliar aspectos fisiológicos e biométricos de Chrysopogon zizanioides irrigado com proporções de lixiviados (jovem e estabilizado), e, (2) investigar as inter-relações entre os atributos físico-hídricos, químicos, bem como a microestrutura e a composição elementar pontual de um Argissolo irrigado com lixiviados de aterro sanitário cultivado com capim vetiver. Para isso, (1) o experimento foi conduzido em delineamento em blocos casualizados (5×2), com cinco repetições (n=50). Os tratamentos consistiram em diluições de 0, 5, 10, 15 e 20% de lixiviados jovem e estabilizado em água de abastecimento, sem adubação. O cultivo foi feito em vasos que foram preenchidos com Argissolo (com dispositivos para drenagem). Após 190 dias de cultivo, foram avaliados os parâmetros fisiológicos; aos 220 dias, determinaram-se os parâmetros biométricos. Para o segundo artigo (2) coletou-se amostras deformadas e indeformadas do solo no final do experimento no aterro sanitário de Mossoró/RN. Os tratamentos consistiram em: T1 (100% água); T2, T3, T4 e T5 (5%, 10%, 15% e 20%, respectivamente, de lixiviado jovem); T6, T7, T8 e T9 (5%, 10%, 15% e 20%, respectivamente, de lixiviado estabilizado) e T10 (água mais esterco em fundação). Os atributos do solo analisados foram: atributos físicos (granulometria), estruturais/hídricos (densidade do solo, estabilidade de agregados, curva de retenção de água), microestruturais (microscopia eletrônica de varredura), composição elementar (Espectroscopia por Dispersão de Energia de Raios X) e químicos (pH, condutividade elétrica, complexo sortivo). Os resultados médios foram interpretados pela estatística multivariada (matriz de correlação, análise fatorial e análise de componentes principais). Como principais resultados do artigo 1: apenas 13% das variáveis apresentaram interação entre as diluições e os tipos de lixiviado. Portanto, a condutividade elétrica, bem como os íons e elementos potencialmente determinantes do estresse osmótico e iônico (K⁺, Na⁺, Ca²⁺, Mg²⁺, Cl⁻, CO₃²⁻ e HCO₃⁻), além de Zn, Fe e Mn, definiram ambientes osmóticos e iônicos distintos entre lixiviados e diluições, afetando de forma diferenciada a transferência de energia e a eficiência fotoquímica do fotossistema II. Isso ajuda a explicar por que as fluorescências inicial e máxima foram sensíveis à interação. Em relação ao fator isolado diluições, observou-se efeito significativo em 33% das variáveis fisiológicas, com respostas detectáveis nos parâmetros transpiração, condutância estomática, eficiência do uso da água e fluorescências média e variável. O fator diluições exerceu influência expressiva sobre o crescimento vegetal, uma vez que 100% das variáveis biométricas (altura de plantas, número de perfilhos, massa fresca, massa seca e porcentagem de massa seca) foram significativamente afetadas. Entretanto, ao avaliar o fator isolado tipos de lixiviado, verificou-se que apenas 13% das variáveis fisiológicas (fluorescências média e variável) e 20% das variáveis biométricas (massa fresca) apresentaram diferenças. Quanto ao artigo (2) as maiores umidades de saturação ocorreram nos tratamentos T2 e T3 seguidos de T1, T4 e T5 do lixiviado jovem. Para os lixiviados estabilizados T9, T8, T7 e T6, seguindo a mesma tendência para as forças capilares. Correlações positivas e negativas entre os atributos do solo. Na análise fatorial obteve-se 5 fatores, com destaque para o pH, acidez potencial, saturação por bases, Na+, K+ e percentual de sódio trocável. As variáveis densidade do solo, areia, capacidade de campo, água disponível e Ca2+ discriminaram a água de abastecimento. Enquanto acidez potencial, silte, diâmetro médio ponderado, e ponto de murcha permanente discriminou todos os lixiviados jovens, com exceção do T6, que discriminou o lixiviado estabilizado. A microporosidade, condutividade elétrica, porcentagem de sódio trocável, carbono orgânico total e sódio e potássio segregaram todos os lixiviados estabilizados, principalmente o T9. O tratamento água com esterco foi discriminado por argila, macroporosidade, pH, fósforo, saturação por bases, magnésio e capacidade de troca catiônica a pH=7,0. Os atributos micromorfológicos apresentaram similaridades em relação as formas, tamanhos e presença de microrganismos nos tratamentos lixiviados jovens e estabilizados. Conclui-se que: (1) adaptação do capim Vetiver a ambientes com diferentes níveis de contaminação por lixiviado com potencial de uso em estratégias de manejo e recuperação ambiental de áreas degradadas por resíduos sólidos urbanos e (2) o lixiviado jovem diferenciou principalmente a acidez potencial e a retenção de água, como também, nos atributos microestruturais do solo, enquanto o lixiviado estabilizado associou-se ao aumento da salinidade/sodicidade, com impactos negativos nos atributos físico-hídricos, estruturais, microestruturais e químicos do solo, diferentemente da caracterização inicial dos lixiviados. A microestrutura, associada a análise elementar pontual identificou a predominância de quartzo, aluminossilicatos e óxidos de Fe e Al típicos de solos intemperizados, compatíveis com a mineralogia caulinitica da classe de solo em estudo.


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  • Resumo 1: A urbanização acelerada intensificou a geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) e ampliou desafios para a sustentabilidade das cidades. No Brasil, a elevada produção de RSU e a persistência da disposição inadequada aumentam riscos ambientais, especialmente pela geração de lixiviado com potencial de contaminar solos e águas. Nesse contexto, Chrysopogon zizanioides surge como alternativa promissora para recuperação de solos cotaminados, embora ainda haja uma lacuna na avaliação integrada de suas respostas fisiológicas e biométricas quando cultivado com lixiviados jovem e estabilizado. Assim, o estudo avaliou respostas fotossintéticas, fisiológicas e biométricas de Chrysopogon zizanioides fertirrigado com proporções de lixiviados jovem e estabilizado, simulando a recuperação de solos contaminados em áreas de disposição inadequada de resíduos a céu aberto. Para isso, o experimento foi conduzido em delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial 5 × 2, com cinco repetições, totalizando 50 parcelas experimentais. Os tratamentos consistiram em diluições de 0, 5, 10, 15 e 20% de lixiviados jovem e estabilizado em água de abastecimento, sem adubação. O cultivo foi feito em vasos que foram preenchidos com Argissolo e equipados com dispositivos para drenagem e coleta e armazenamento da água percolada. Após 190 dias de cultivo de Chrysopogon zizanioides, foram avaliados os parâmetros fisiológicos; aos 220 dias, determinaram-se os parâmetros biométricos. Os resultados indicaram que apenas 13% das variáveis apresentaram interação entre as diluições e os tipos de lixiviado. Poratnto, a condutividade elétrica, bem como os íons e elementos potencialmente determinantes do estresse osmótico e iônico (K⁺, Na⁺, Ca²⁺, Mg²⁺, Cl⁻, CO₃²⁻ e HCO₃⁻), além de Zn, Fe e Mn, definiram ambientes osmóticos e iônicos distintos entre lixiviados e diluições, afetando de forma diferenciada a transferência de energia e a eficiência fotoquímica do fotossistema II. Isso ajuda a explicar por que as fluorescências inicial e máxima foram sensíveis à interação. Em relação ao fator isolado diluições, observou-se efeito significativo em 33% das variáveis fisiológicas, com respostas detectáveis em transpiração, condutância estomática, eficiência do uso da água e fluorescências média e variável. O fator diluições exerceu influência expressiva sobre o crescimento vegetal, uma vez que 100% das variáveis biométricas (altura de plantas, número de perfilhos, massa fresca, massa seca e porcentagem de massa seca) foram significativamente afetadas. Entretanto, ao avaliar o fator isolado tipos de lixiviado, verificou-se que apenas 13% das variáveis fisiológicas (fluorescências média e variável) e 20% das variáveis biométricas (massa fresca) apresentaram diferenças. Esses resultados indicam que, de modo geral, as respostas de Chrysopogon zizanioides foram mais fortemente controladas pelo gradiente de diluição, enquanto os efeitos dos tipos de lixiviado foram pontuais e seletivos.

     

    Resumo 2: A geração de résiduos sólidos é um problema crescente mundialmente. Nesse sentido, estrátegias são utilizadas para mitigar geração de lixiviados de aterro sanitário que compromete aspectos ambientais, sociais e econômico. A utilização de espécies tolerantes (capim vetiver), associada aos atributos do solo, podem apresentar potencial mitigador de impactos. Face ao exposto, objetivou-se investigar inter-relações entre atributos físico-hídricos, químicos, microestrutura e a composição elementar (via EDS) de Argissolo cultivado em vasos com capim vetiver e irrigado com lixiviados. Para isso, coletou-se amostras deformadas (inicial) e indeformadas (final do experimento) de um Argissolo no aterro sanitário de Mossoró para instalação de experimento com capim vetiver na UERA/UFERSA. Os tratamentos consistiram de: T1 (100% água de abastecimento (AA), (T2, 3, 4 e 5 – 5%, 10%, 15% e 20% de lixiviado jovem/LJ), (T6, 7, 8 e 9 – 5%, 10%, 15% e 20% de lixiviado estabilizado/LE) e T10 (AA + esterco em fundação/AE). Os atributos do solo analisados no final do experimento consistiram de: atributos físicos (granulometria), estruturais/hídricos (densidade do solo, estabilidade de agregados, curva de retenção de água), microestruturais (microscopia eletrônica de varredura/MEV), EDS e químicos (pH, CE, complexo sortivo). Os resultados médios foram interpretados pela técnica estatistica multivariada (matriz de correlação, análise fatorial e analíse de componentes principais). Em relação a retenção de água no solo, as maiores umidade de saturação ocorreram nos tratamentos T2 e T3 seguidos de T1, T4 e T5 (LJ). Para os lixiviados estabilizados (LE) T9, T8, T7 e T6, seguindo a mesma tendência para as forças capilares. Ocorreram correlações positivas e negativas entre os atributos do solo. Na análise fatorial obteve-se 5 fatores, com 88% de variabilidade, com destaque para o pH, (H+Al), V%, Na+, K+ e PST. As variáveis densidade do solo (DS), areia, capacidade de campo (CC), água disponível (AD) e Ca2+ discriminaram o AA. A acidez potencial (H+Al), silte, diâmetro médio ponderado (DMP) e ponto de murcha permanente (PMP) discriminou todos os LJ, com exceção do T6 (LE). A microporosidade, condutividade elétrica (CE), porcentagem de sódio trocável (PST), carbono orgânico total (COT) e sódio (Na+) e potássio (K+) segregaram todos os LE, principalmente o T9. O AE foi discriminado por argila, macroporosidade, pH, fósforo (P), saturação por bases (V%), magnésio (Mg2+) e T. Os atributos micromorfológicos apresentaram similaridades em relação as formas, tamanhos e presença de microrganismos nos tratamentos LJ e LE. Conclui-se que o LJ diferenciou principalmente a (H+Al) e a retenção de água, como também nos atributos microestruturais do solo, enquanto o LE associou-se ao aumento da salinidade/sodicidade, com impactos negativos nos atributos físico-hídricos, estruturais, microestruturais e químicos do solo, diferentemente da caracterização inicial dos lixiviados. A microestrutura, associada a EDS identificou a predominância de quartzo, aluminossilicatos e óxidos de Fe e Al típicos de solos intemperizados, compatíveis com a mineralogia caulinitica da classe de solo em estudo.

2025
Dissertações
1
  • FRANCISCA DAS CHAGAS DE OLIVEIRA
  • FORMAS DE APLICAÇÃO DE SILÍCIO EM VARIEDADES CRIOULAS DE FEIJÃO-CAUPI CULTIVADAS EM SOLO SALINO

  • Orientador : FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • LUDERLÂNDIO DE ANDRADE SILVA
  • PAULO CÁSSIO ALVES LINHARES
  • TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
  • Data: 30/01/2025

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  • A salinidade do solo é um dos principais desafios para a produção agrícola, afetando diretamente o crescimento e a produtividade das plantas. O objetivo deste trabalho é avaliar a eficácia da adubação com silício, na forma de silicatos de cálcio e potássio, na aclimatação de variedades crioulas de feijão-caupi submetidas ao estresse salino. Busca-se analisar os efeitos dessa aplicação sobre o crescimento, parâmetros fisiológicos e a produtividade das variedades, contribuindo para o manejo sustentável em condições de salinidade. O experimento foi realizado em ambiente protegido (casa de vegetação), em vasos, no campus leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), localizado na BR 110, km 47, no município de Mossoró-RN. A pesquisa foi conduzida em delineamento de blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 5x5, com quatro repetições. Foram avaliadas cinco variedades crioulas de feijão-caupi: Pingo de Ouro, Costela de Vaca, Paulistinha, Sempre verde e Ceará submetidas a cinco tratamentos: T1 – solo não salino (controle); T2 – solo salino com 6,0 dS m⁻¹; T3 – solo salino + 1,3 g planta⁻¹ de Si (via solo), na forma de CaSiO₃; T4 – solo salino + 0,15 g L⁻¹ de Si (via foliar), na forma de K₂SiO₃; e T5 – solo salino com os tratamentos combinados de T3 e T4. Os dados foram analisados por meio da análise de variância, tanto os fatores isolados quanto a interação entre os fatores. Para os tratamentos, as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott. No caso das variedades crioulas, utilizou-se o teste LSD para comparação das médias, ambos ao nível de 5% de significância. A aplicação foliar de silicato de cálcio apresentou resultados promissores sob a produção por planta nas variedades Paulistinha e Sempre verde sob estresse salino. A aplicação combinada de silicatos atenuou em parte os efeitos da salinidade no número de vagens por planta e produção por planta da variedade Ceará. A aplicação foliar silicato de potássio atenuou os efeitos da salinidade da clorofila b na variedade Paulistinha. O uso de silicatos, independente do modo de aplicação, reduziu os efeitos da salinidade sobre a taxa de assimilação de CO2.


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  • A salinidade do solo é um dos principais desafios para a produção agrícola, afetando diretamente o crescimento e a produtividade das plantas. O objetivo deste trabalho é avaliar a eficácia da adubação com silício, na forma de silicatos de cálcio e potássio, na aclimatação de variedades crioulas de feijão-caupi submetidas ao estresse salino. Busca-se analisar os efeitos dessa aplicação sobre o crescimento, parâmetros fisiológicos e a produtividade das variedades, contribuindo para o manejo sustentável em condições de salinidade. O experimento foi realizado em ambiente protegido (casa de vegetação), em vasos, no campus leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), localizado na BR 110, km 47, no município de Mossoró-RN. A pesquisa foi conduzida em delineamento de blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 5x5, com quatro repetições. Foram avaliadas cinco variedades crioulas de feijão-caupi: Pingo de Ouro, Costela de Vaca, Paulistinha, Sempre verde e Ceará submetidas a cinco tratamentos: T1 – solo não salino (controle); T2 – solo salino com 6,0 dS m⁻¹; T3 – solo salino + 1,3 g planta⁻¹ de Si (via solo), na forma de CaSiO₃; T4 – solo salino + 0,15 g L⁻¹ de Si (via foliar), na forma de K₂SiO₃; e T5 – solo salino com os tratamentos combinados de T3 e T4. Os dados foram analisados por meio da análise de variância, tanto os fatores isolados quanto a interação entre os fatores. Para os tratamentos, as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott. No caso das variedades crioulas, utilizou-se o teste LSD para comparação das médias, ambos ao nível de 5% de significância. A aplicação foliar de silicato de cálcio apresentou resultados promissores sob a produção por planta nas variedades Paulistinha e Sempre verde sob estresse salino. A aplicação combinada de silicatos atenuou em parte os efeitos da salinidade no número de vagens por planta e produção por planta da variedade Ceará. A aplicação foliar silicato de potássio atenuou os efeitos da salinidade da clorofila b na variedade Paulistinha. O uso de silicatos, independente do modo de aplicação, reduziu os efeitos da salinidade sobre a taxa de assimilação de CO2.

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  • AIRTON RODRIGUES DOS SANTOS
  • FREQUÊNCIA DE IRRIGAÇÃO E ESTRESSE SALINO NA COUVE FOLHA (Brassica oleracea L.) CULTIVADA EM SISTEMA SEMI-HIDROPÔNICO

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • Rony da Silva
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA
  • MARIA LILIA DE SOUZA NETA
  • Data: 31/01/2025

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  • Nos últimos anos, o uso de águas residuárias na agricultura tem ganhado destaque, especialmente em regiões com escassez hídrica. Diversos estudos indicam que o reaproveitamento dessas águas pode potencializar o uso sustentável dos recursos hídricos e nutricionais das culturas. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da frequência de irrigação e do estresse salino na produção de couve folha (Brassica oleracea L.) cultivada em sistema semi-hidropônico. O experimento foi conduzido em estufa, com a aplicação de quatro frequências de irrigação (F4 = 8x, F3 = 6x, F2 = 4x e F1 = 2x) e dois níveis de salinidade da solução nutritiva (2,7 e 6,2 dS m-1). Foram realizadas cinco colheitas de folhas e avaliadas quanto as seguintes variáveis de rendimento: Número de folhas, cumprimento do limbo foliar, largura do limbo foliar, área foliar e produção de folhas. Na terceira colheita foi realizada análise de qualidade pós-colheita a partir das seguintes variáveis: pH, sólidos solúveis, acidez titulável, CE do suco e RATIO. Os resultados demonstraram que a frequência de irrigação influenciou significativamente a crescimento e rendimento das plantas. Por outro lado, o estresse salino teve efeito negativo na produção de folhas. A análise dos dados revelou que a salinidade da solução nutritiva impactou negativamente o crescimento e a produção da couve, com aumento na condutividade elétrica resultando em perdas significativas na área foliar e na produção de folhas, evidenciando a sensibilidade da cultura ao estresse salino. A frequência de irrigação também influenciou as variáveis morfológicas, variando de acordo com o nível de salinidade, o que sugere que o manejo da irrigação pode ser um fator determinante para otimizar o desempenho das plantas sob estresse salino. Além disso, o cultivo de couve folha em sistema semi-hidropônico mostrou-se promissor, permitindo um controle mais preciso das condições de cultivo e um uso mais eficiente dos recursos em comparação com métodos tradicionais, destacando-se como uma técnica viável para enfrentar desafios relacionados à salinidade no cultivo de hortaliças. A interação entre a condutividade elétrica da solução nutritiva e a frequência de irrigação também impactou as variáveis de qualidade pós-colheita, como os sólidos solúveis e a condutividade elétrica do suco, sugerindo que a salinidade pode alterar a qualidade nutricional da couve. Conclui-se que, para otimizar a produção da couve folha em sistemas semi-hidropônicos, é fundamental controlar a frequência de irrigação e evitar ou minimizar os efeitos do estresse salino, a fim de garantir tanto a produtividade quanto a qualidade nutricional do produto.


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  • Nos últimos anos, o uso de águas residuárias na agricultura tem ganhado destaque, especialmente em regiões com escassez hídrica. Diversos estudos indicam que o reaproveitamento dessas águas pode potencializar o uso sustentável dos recursos hídricos e nutricionais das culturas. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da frequência de irrigação e do estresse salino na produção de couve folha (Brassica oleracea L.) cultivada em sistema semi-hidropônico. O experimento foi conduzido em estufa, com a aplicação de quatro frequências de irrigação (F4 = 8x, F3 = 6x, F2 = 4x e F1 = 2x) e dois níveis de salinidade da solução nutritiva (2,7 e 6,2 dS m-1). Foram realizadas cinco colheitas de folhas e avaliadas quanto as seguintes variáveis de rendimento: Número de folhas, cumprimento do limbo foliar, largura do limbo foliar, área foliar e produção de folhas. Na terceira colheita foi realizada análise de qualidade pós-colheita a partir das seguintes variáveis: pH, sólidos solúveis, acidez titulável, CE do suco e RATIO. Os resultados demonstraram que a frequência de irrigação influenciou significativamente a crescimento e rendimento das plantas. Por outro lado, o estresse salino teve efeito negativo na produção de folhas. A análise dos dados revelou que a salinidade da solução nutritiva impactou negativamente o crescimento e a produção da couve, com aumento na condutividade elétrica resultando em perdas significativas na área foliar e na produção de folhas, evidenciando a sensibilidade da cultura ao estresse salino. A frequência de irrigação também influenciou as variáveis morfológicas, variando de acordo com o nível de salinidade, o que sugere que o manejo da irrigação pode ser um fator determinante para otimizar o desempenho das plantas sob estresse salino. Além disso, o cultivo de couve folha em sistema semi-hidropônico mostrou-se promissor, permitindo um controle mais preciso das condições de cultivo e um uso mais eficiente dos recursos em comparação com métodos tradicionais, destacando-se como uma técnica viável para enfrentar desafios relacionados à salinidade no cultivo de hortaliças. A interação entre a condutividade elétrica da solução nutritiva e a frequência de irrigação também impactou as variáveis de qualidade pós-colheita, como os sólidos solúveis e a condutividade elétrica do suco, sugerindo que a salinidade pode alterar a qualidade nutricional da couve. Conclui-se que, para otimizar a produção da couve folha em sistemas semi-hidropônicos, é fundamental controlar a frequência de irrigação e evitar ou minimizar os efeitos do estresse salino, a fim de garantir tanto a produtividade quanto a qualidade nutricional do produto.

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  • JOÃO LUIZ LIMA
  • IMPACTOS DA SAZONALIDADE E AÇÕES ANTRÓPICAS NA QUALIDADE DE ÁGUA EM TRECHO DO RIO APODI-MOSSORÓ

  • Orientador : EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • CAROLINA DE GOUVEIA MENDES DA ESCÓSSIA PINHEIRO
  • MURILLO ANDERSON GONÇALVES BARBOSA
  • Data: 19/02/2025

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  • As alterações climáticas têm criado ambientes de escassez de água, tornando-se um risco global. Este problema vem se agravando ainda mais devido a ações antrópicas que afetam a qualidade da água dos corpos hídricos, como a extração mineral, lançamento de esgotos sem tratamento adequado e atividades agropecuárias intensivas. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da sazonalidade e das atividades antrópicas na qualidade da água no Rio Apodi-Mossoró. O trabalho foi desenvolvido em 9 pontos da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, e a amostragem foi realizada em dois períodos, seco e chuvoso, em cada um foram coletadas 27 amostras para as análises físico-químicas, 9 amostras para DBO e DQO e 9 para análises microbiológicas, totalizando 42 amostras por período. Foram analisados os seguintes parâmetros: pH, CE, Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, SO42-, CO32-, e HCO32-, além da quantificação dos micronutrientes (Cu, Mn, Fe e Zn) e metais (Cr, Ni, Ca e Pb). Também foram realizadas análises de demanda bioquímica e química de oxigênio (DQO e DBO), e análises microbiológicas para detectar a presença de coliformes totais, termotolerantes e da bactéria Escherichia coli. Posteriormente, os dados foram utilizados para realizar a classificação hidroquímica da água, sendo feita a classificação iônica pelo Diagrama de Piper e o risco de salinidade e sodicidade pelo Diagrama da U.S.S.L através do software Qualigraf. Os dados obtidos foram usados para calcular índices como RAS (razão de adsorção de sódio), CSR (carbonato de sódio residual), %Na (porcentagem de sódio) e o IQA (índice de qualidade de água), afim de caracterizar a água para determinados usos. Para interpretação dos dados, foi utilizada a matriz de correlação de Pearson (p ≤ 0,05) afim de identificar correlações mínimas justificáveis para o uso na matriz de dados, e posteriormente foram submetidos à Análise de Componentes Principais (ACP), com o auxílio do software R Studio. Observou-se que grande parte dos parâmetros avaliados ficaram dentro dos limites estabelecidos pela legislação em ambos os períodos, com algumas exceções. Quanto à salinidade, verificou-se a maioria foram classificadas como doce, com exceção dos pontos P5, P6, P7, P8 e P9 no período seco, os mesmos pontos que também apresentaram risco alto de salinização (C3) pelo Diagrama da U.S.S.L. Quanto à composição iônica, notou-se uma predominância de águas cálcicas cloretadas (39%), o que indica a grande quantidade de Cálcio e Cloro nas águas avaliadas. As análises microbiológicas mostraram que todos os pontos estão contaminados com coliformes totais e termotolerantes, enquanto 44% estão contaminadas com E. coli, sendo a maioria no período seco. No IQA, a maioria das águas foram classificadas como boas, com exceção de 4 amostras classificadas como regulares e 3 como ótimas. Conclui-se que a sazonalidade e as ações antrópicas realizadas no local alteram diretamente a qualidade da água no rio, aumentando as concentrações de determinados íons. No período seco, observou-se aumento dos teores de salinidade e da presença de E.coli, quanto à qualidade da água, notou-se que não houve mudanças bruscas na classificação entre os períodos, apenas em alguns pontos devido à concentração de determinados elementos, que tendem a alterar o cálculo final.


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  • As alterações climáticas têm criado ambientes de escassez de água, tornando-se um risco global. Este problema vem se agravando ainda mais devido a ações antrópicas que afetam a qualidade da água dos corpos hídricos, como a extração mineral, lançamento de esgotos sem tratamento adequado e atividades agropecuárias intensivas. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da sazonalidade e das atividades antrópicas na qualidade da água no Rio Apodi-Mossoró. O trabalho foi desenvolvido em 9 pontos da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, e a amostragem foi realizada em dois períodos, seco e chuvoso, em cada um foram coletadas 27 amostras para as análises físico-químicas, 9 amostras para DBO e DQO e 9 para análises microbiológicas, totalizando 42 amostras por período. Foram analisados os seguintes parâmetros: pH, CE, Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, SO42-, CO32-, e HCO32-, além da quantificação dos micronutrientes (Cu, Mn, Fe e Zn) e metais (Cr, Ni, Ca e Pb). Também foram realizadas análises de demanda bioquímica e química de oxigênio (DQO e DBO), e análises microbiológicas para detectar a presença de coliformes totais, termotolerantes e da bactéria Escherichia coli. Posteriormente, os dados foram utilizados para realizar a classificação hidroquímica da água, sendo feita a classificação iônica pelo Diagrama de Piper e o risco de salinidade e sodicidade pelo Diagrama da U.S.S.L através do software Qualigraf. Os dados obtidos foram usados para calcular índices como RAS (razão de adsorção de sódio), CSR (carbonato de sódio residual), %Na (porcentagem de sódio) e o IQA (índice de qualidade de água), afim de caracterizar a água para determinados usos. Para interpretação dos dados, foi utilizada a matriz de correlação de Pearson (p ≤ 0,05) afim de identificar correlações mínimas justificáveis para o uso na matriz de dados, e posteriormente foram submetidos à Análise de Componentes Principais (ACP), com o auxílio do software R Studio. Observou-se que grande parte dos parâmetros avaliados ficaram dentro dos limites estabelecidos pela legislação em ambos os períodos, com algumas exceções. Quanto à salinidade, verificou-se a maioria foram classificadas como doce, com exceção dos pontos P5, P6, P7, P8 e P9 no período seco, os mesmos pontos que também apresentaram risco alto de salinização (C3) pelo Diagrama da U.S.S.L. Quanto à composição iônica, notou-se uma predominância de águas cálcicas cloretadas (39%), o que indica a grande quantidade de Cálcio e Cloro nas águas avaliadas. As análises microbiológicas mostraram que todos os pontos estão contaminados com coliformes totais e termotolerantes, enquanto 44% estão contaminadas com E. coli, sendo a maioria no período seco. No IQA, a maioria das águas foram classificadas como boas, com exceção de 4 amostras classificadas como regulares e 3 como ótimas. Conclui-se que a sazonalidade e as ações antrópicas realizadas no local alteram diretamente a qualidade da água no rio, aumentando as concentrações de determinados íons. No período seco, observou-se aumento dos teores de salinidade e da presença de E.coli, quanto à qualidade da água, notou-se que não houve mudanças bruscas na classificação entre os períodos, apenas em alguns pontos devido à concentração de determinados elementos, que tendem a alterar o cálculo final.

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  • ANTONIO CESAR DE ARAÚJO FILHO
  • ASPECTOS FISIOLÓGICOS E BIOQUÍMICOS DE ACESSOS DE MELANCIA SOB ESTRESSE CAUSADO POR
    Macrophomina phaseolina E SELEÇÃO DE GENÓTIPOS RESISTENTES.

  • Orientador : LINDOMAR MARIA DA SILVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LINDOMAR MARIA DA SILVEIRA
  • EDICLEIDE MACEDO DA SILVA
  • GERFFESON THIAGO MOTA DE ALMEIDA SILVA
  • JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO
  • Data: 20/02/2025

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  • A melancia pertence à família botânica Cucurbitaceae que inclui culturas de grande importância econômica, é comumente cultivada no Nordeste brasileiro por adaptar-se às condições de solo e clima semiárido. Nas áreas do Nordeste ocorrem o sucessivo cultivo de cucurbitáceas, o que favorece a severidade de diversos patógenos, como o fungo Macrophomina phaseolina. Com isso, o objetivo deste trabalho foi caracterizar e selecionar genótipos resistentes à M. phaseolina e associar o metabolismo das plantas sob infecção de M. phaseolina com a resistência a doença. No primeiro experimento de caracterização e seleção, o isolado Me249 ocasionou maior frequência de plantas suscetíveis, entretanto, para este isolado, os acessos de melancia A42¹ e P1319¹ ainda apresentaram alta frequência de plantas imunes. No segundo experimento de caracterização e seleção, não houve diferença estatística entre os acessos de melancia reavaliados, onde a maioria foi considerado moderadamente resistente. O acesso P1319¹ foi classificado como altamente resistentes a todos os isolados somente nas condições do primeiro experimento, já os acessos A42² e A17², na reavaliação, ainda continuaram a apresentar considerável frequência de plantas com níveis baixos de sintomas. Devido a heterogeneidade dos genótipos, o ideal foi considerar a seleção de plantas individuais e não a média da população. A recomendação de genótipos para seleção em programas de melhoramento torna-se difícil devido a variabilidade observada para resistência à M. phaseolina. O mais adequado seria selecionar e recomendar algumas plantas de acessos com maiores frequências de resistência. Destaca-se os acessos A42 e A17 que apresentaram alta frequência de plantas resistentes à M. phaseolina nos dois experimentos. No segundo experimento de caracterização e seleção também foram realizadas análises bioquímicas e fisiológicas nas plantas. Foram realizadas leituras nas plantas com o auxílio de um analisador de fotossíntese e trocas gasosas no infravermelho, em folhas localizadas no terço médio para determinar os índices de trocas gasosas e também foram coletadas entre duas ou três folhas de todas as plantas para realização das análises bioquímicas, determinando as concentrações de açúcares solúveis totais, aminoácidos e prolina. Para o conteúdo de açúcares, foi observado valores superiores nos acessos sem a presença do fungo, já para o conteúdo de prolina, valores superiores foram observados nos acessos inoculados, para o conteúdo de aminoácidos não foram observadas diferenças significativas entre os acessos com e sem inoculação. Foi possível observar diferença significativa somente no índice Fração molar de CO2 intercelular (ci) entre os acessos inoculados e sem inoculação para os índices de trocas gasosas, onde os maiores valores médios foram observados para os acessos inoculados. Não é possível selecionar os acessos para resistência à M. phaseolina de acordo com os atributos bioquímicos e os índices de trocas gasosas, visto que a inoculação não afetou na maioria das variáveis.


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  • A melancia pertence à família botânica Cucurbitaceae que inclui culturas de grande importância econômica, é comumente cultivada no Nordeste brasileiro por adaptar-se às condições de solo e clima semiárido. Nas áreas do Nordeste ocorrem o sucessivo cultivo de cucurbitáceas, o que favorece a severidade de diversos patógenos, como o fungo Macrophomina phaseolina. Com isso, o objetivo deste trabalho foi caracterizar e selecionar genótipos resistentes à M. phaseolina e associar o metabolismo das plantas sob infecção de M. phaseolina com a resistência a doença. No primeiro experimento de caracterização e seleção, o isolado Me249 ocasionou maior frequência de plantas suscetíveis, entretanto, para este isolado, os acessos de melancia A42¹ e P1319¹ ainda apresentaram alta frequência de plantas imunes. No segundo experimento de caracterização e seleção, não houve diferença estatística entre os acessos de melancia reavaliados, onde a maioria foi considerado moderadamente resistente. O acesso P1319¹ foi classificado como altamente resistentes a todos os isolados somente nas condições do primeiro experimento, já os acessos A42² e A17², na reavaliação, ainda continuaram a apresentar considerável frequência de plantas com níveis baixos de sintomas. Devido a heterogeneidade dos genótipos, o ideal foi considerar a seleção de plantas individuais e não a média da população. A recomendação de genótipos para seleção em programas de melhoramento torna-se difícil devido a variabilidade observada para resistência à M. phaseolina. O mais adequado seria selecionar e recomendar algumas plantas de acessos com maiores frequências de resistência. Destaca-se os acessos A42 e A17 que apresentaram alta frequência de plantas resistentes à M. phaseolina nos dois experimentos. No segundo experimento de caracterização e seleção também foram realizadas análises bioquímicas e fisiológicas nas plantas. Foram realizadas leituras nas plantas com o auxílio de um analisador de fotossíntese e trocas gasosas no infravermelho, em folhas localizadas no terço médio para determinar os índices de trocas gasosas e também foram coletadas entre duas ou três folhas de todas as plantas para realização das análises bioquímicas, determinando as concentrações de açúcares solúveis totais, aminoácidos e prolina. Para o conteúdo de açúcares, foi observado valores superiores nos acessos sem a presença do fungo, já para o conteúdo de prolina, valores superiores foram observados nos acessos inoculados, para o conteúdo de aminoácidos não foram observadas diferenças significativas entre os acessos com e sem inoculação. Foi possível observar diferença significativa somente no índice Fração molar de CO2 intercelular (ci) entre os acessos inoculados e sem inoculação para os índices de trocas gasosas, onde os maiores valores médios foram observados para os acessos inoculados. Não é possível selecionar os acessos para resistência à M. phaseolina de acordo com os atributos bioquímicos e os índices de trocas gasosas, visto que a inoculação não afetou na maioria das variáveis.

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  • ENOCH DE SOUZA FERREIRA
  • DESEMPENHO AGRONÔMICO DO MELOEIRO SOB APLICAÇÃO DE FERTILIZANTES ORGANOMINERAIS E SELÊNIO NO OESTE POTIGUAR

  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • ROMUALDO MEDEIROS CORTEZ COSTA
  • FRANCISCO SIDENE OLIVEIRA SILVA
  • HAMURÁBI ANIZIO LINS
  • Data: 21/02/2025

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  • O melão (Cucumis melo L.) é uma hortaliça-fruto de importância econômica regional, cultivada em diversas regiões, e apreciada pelo sabor e doçura. A aplicação de fertilizantes organominerais e selênio possibilita a redução do impacto ambiental, melhorando a fertilidade do solo e aumento da resistência contra estresses abióticos. Dessa forma, o objetivo da pesquisa foi avaliar o desempenho agronômico do melão sob aplicação de fertilizantes organominerais e selênio no semiárido. Foram realizados dois experimentos, avaliados isoladamente, em Mossoró, RN, Brasil. Os experimentos foram delineados em blocos casualizados completos. O primeiro experimento foi aplicado fertilizantes organominerais dispostos em cinco tratamentos Nov@®, (utilizado em dois posicionamentos), Viva® e Root®, além da testemunha com quatro repetições. No segundo experimento foi realizado em esquema com fatorial duplo (2x2+1) onde foram estudados os posicionamentos via foliar e fertirrigação e doses de selênio (60 e 120 g ha-1) aplicados na fonte de selenato de sódio, com uma testemunha, com quatro repetições. Em cada experimento foram avaliadas características de produção, qualidade físico-química do fruto e nutrição da planta. No primeiro experimento, o FOM Root® proporcionou aumento nas características de produtividade e peso médio do fruto resultando em 45,28 t ha-1 e 1,615 kg, respectivamente. A qualidade físico-química do fruto manteve dentro dos padrões desejados para exportação. A aplicação do FOM Viva® melhorou a palatabilidade do fruto (SS/AT) e no diâmetro transversal, resultando em médias de 108,00 % e 144,22 mm, respectivamente. Os teores nutricionais nitrogênio, fósforo e magnésio tiveram aumento significativo na parte aérea resultando em máximas de 23,06; 3,55; 5,51 g kg-1, com aplicação dos FOM Nov@2®, e Viva®, respectivamente. No fruto os teores de cálcio, magnésio e zinco reduziram com aplicação dos FOM’s. No segundo experimento, a aplicação de 120 g ha-1 de selênio via fertirrigação, aumentou a massa seca da parte aérea e produtividade de frutos, com média de 46,76 t ha-1 e 96,38 g planta-1, respectivamente. Os teores nutricionais reduziram com as doses de Se, com exceção do nitrogênio na parte aérea que aumentou na dose 120 g ha-1 fertirrigação (22,11 g kg-1) e foliar (22,07 g kg-1). Foi observado que as características de qualidade não foram influenciadas pela aplicação de Se, a firmeza da polpa (27,39 N) reduziu com o aumento da dose 120 g ha-1, afetando a conservação pós-colheita. Recomenda-se a dose 120 g ha-1 na fertirrigação para os parâmetros de produção e teores de massa seca. Recomenda-se a utilização do FOM Root®, Viva® e Nov@®, para produção, qualidade físico-química do fruto e nutrição, respectivamente, e a dose de 120 g ha-1 na fertirrigação para a produção e massa seca.


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  • O melão (Cucumis melo L.) é uma hortaliça-fruto de importância econômica regional, cultivada em diversas regiões, e apreciada pelo sabor e doçura. A aplicação de fertilizantes organominerais e selênio possibilita a redução do impacto ambiental, melhorando a fertilidade do solo e aumento da resistência contra estresses abióticos. Dessa forma, o objetivo da pesquisa foi avaliar o desempenho agronômico do melão sob aplicação de fertilizantes organominerais e selênio no semiárido. Foram realizados dois experimentos, avaliados isoladamente, em Mossoró, RN, Brasil. Os experimentos foram delineados em blocos casualizados completos. O primeiro experimento foi aplicado fertilizantes organominerais dispostos em cinco tratamentos Nov@®, (utilizado em dois posicionamentos), Viva® e Root®, além da testemunha com quatro repetições. No segundo experimento foi realizado em esquema com fatorial duplo (2x2+1) onde foram estudados os posicionamentos via foliar e fertirrigação e doses de selênio (60 e 120 g ha-1) aplicados na fonte de selenato de sódio, com uma testemunha, com quatro repetições. Em cada experimento foram avaliadas características de produção, qualidade físico-química do fruto e nutrição da planta. No primeiro experimento, o FOM Root® proporcionou aumento nas características de produtividade e peso médio do fruto resultando em 45,28 t ha-1 e 1,615 kg, respectivamente. A qualidade físico-química do fruto manteve dentro dos padrões desejados para exportação. A aplicação do FOM Viva® melhorou a palatabilidade do fruto (SS/AT) e no diâmetro transversal, resultando em médias de 108,00 % e 144,22 mm, respectivamente. Os teores nutricionais nitrogênio, fósforo e magnésio tiveram aumento significativo na parte aérea resultando em máximas de 23,06; 3,55; 5,51 g kg-1, com aplicação dos FOM Nov@2®, e Viva®, respectivamente. No fruto os teores de cálcio, magnésio e zinco reduziram com aplicação dos FOM’s. No segundo experimento, a aplicação de 120 g ha-1 de selênio via fertirrigação, aumentou a massa seca da parte aérea e produtividade de frutos, com média de 46,76 t ha-1 e 96,38 g planta-1, respectivamente. Os teores nutricionais reduziram com as doses de Se, com exceção do nitrogênio na parte aérea que aumentou na dose 120 g ha-1 fertirrigação (22,11 g kg-1) e foliar (22,07 g kg-1). Foi observado que as características de qualidade não foram influenciadas pela aplicação de Se, a firmeza da polpa (27,39 N) reduziu com o aumento da dose 120 g ha-1, afetando a conservação pós-colheita. Recomenda-se a dose 120 g ha-1 na fertirrigação para os parâmetros de produção e teores de massa seca. Recomenda-se a utilização do FOM Root®, Viva® e Nov@®, para produção, qualidade físico-química do fruto e nutrição, respectivamente, e a dose de 120 g ha-1 na fertirrigação para a produção e massa seca.

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  • FERNANDA RAMOS DE MEDEIROS
  • Produção de mudas de genótipos de cajueiro com água produzida do petróleo sob aplicação de peróxido de hidrogênio

  • Orientador : REGINALDO GOMES NOBRE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO
  • GEOVANI SOARES DE LIMA
  • REGINALDO GOMES NOBRE
  • Data: 25/02/2025

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  • O cultivo do cajueiro apresenta grande relevância para o semiárido nordestino, principalmente devido à importância socioeconômica da cultura na região, no entanto, a escassez hídrica e as limitações em relação a águas de qualidade têm induzido muitos agricultores a utilizar águas salobras na irrigação agrícola. Por isso, torna-se necessário a realização de estudos que avaliem o comportamento de diferentes espécies e genótipos de plantas além do desenvolvimento de estratégias que garantam a reutilização de águas residuais com altas concentrações de sais para a produção agrícola. Para mais, objetivou-se com esse estudo avaliar a morfofisiologia de mudas de genótipos de cajueiro sob irrigação com água produzida do petróleo associado a aplicação exógena de peróxido de hidrogênio. O experimento foi conduzido em blocos casualizados, no esquema fatorial 5 × 2 × 2, com quatro repetições e uma planta por parcela. Os tratamentos foram constituídos de diluições de água produzida do petróleo sintética - AP em água não salina - ANS (T1: 100% ANS, T2: 75% ANS + 25% AP, T3: 50% ANS + 50% AP, T4: 25% ANS + 75% AP e T5: 100% AP), associados concentrações de peróxido de hidrogênio (0 µM e 15 µM) e genótipos de cajueiro (Crioula NP e FAGA-01). O aumento da salinidade na água de irrigação, causado pela água produzida do petróleo, impacta negativamente o desenvolvimento das mudas de cajueiro. Ainda assim, é possível utilizar água salobra com diluição 50% água não salina + 50% água produzida (CE = 2,06 dS m-1) para garantir um manejo viável e eficaz na formação de mudas de boa qualidade, promovendo maior eficiência fotossintética e crescimento das plantas. O uso de água produzida do petróleo em diluições menores (AP-4 e AP-5) prejudica os processos fotossintéticos das plantas, afetando o crescimento e a qualidade das mudas de cajueiro devido ao excesso de sais. Entretanto, o genótipo FAGA-01 demonstrou maior eficiência no uso da água e de carboxilação, crescimento e de fitomassa seca de raízes sob condições de estresse salino, em comparação ao genótipo Crioula NP. Esses fatores podem ser considerados parâmetros relevantes para a seleção de genótipos mais tolerantes à salinidade. A aplicação exógena de peróxido de hidrogênio não reduz os impactos da salinidade presente na água produzida do petróleo na irrigação de mudas de cajueiro. Todavia, em quantidades menores de água salina AP-2 (CE = 1,26 dS m-1) e AP-3 (CE = 2,06 dS m-1), em concentração de 15 µM, o H2O2 amenizou os efeitos nocivos do estresse salino e promoveu o aumento de biomassa das mudas de cajueiro. Em água de irrigação com maior presença de água produzida (AP-4 e AP-5), o peróxido fomentou os efeitos do estresse salino e reduziu a produção de biomassa nas mudas de cajueiro. A água produzida do petróleo, quando diluída em proporções adequadas, demonstra ser uma fonte hídrica viável para regiões que sofrem com a irregularidade das chuvas e dependem de águas de baixa qualidade para produção agrícola. Outrossim, a ampliação de pesquisas que envolvam os impactos do uso da água produzida do petróleo em campo, analisando o desempenho do cajueiro e os efeitos do uso dessa alternativa como irrigação prolongada, torna-se necessário.


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  • O cultivo do cajueiro apresenta grande relevância para o semiárido nordestino, principalmente devido à importância socioeconômica da cultura na região, no entanto, a escassez hídrica e as limitações em relação a águas de qualidade têm induzido muitos agricultores a utilizar águas salobras na irrigação agrícola. Por isso, torna-se necessário a realização de estudos que avaliem o comportamento de diferentes espécies e genótipos de plantas além do desenvolvimento de estratégias que garantam a reutilização de águas residuais com altas concentrações de sais para a produção agrícola. Para mais, objetivou-se com esse estudo avaliar a morfofisiologia de mudas de genótipos de cajueiro sob irrigação com água produzida do petróleo associado a aplicação exógena de peróxido de hidrogênio. O experimento foi conduzido em blocos casualizados, no esquema fatorial 5 × 2 × 2, com quatro repetições e uma planta por parcela. Os tratamentos foram constituídos de diluições de água produzida do petróleo sintética - AP em água não salina - ANS (T1: 100% ANS, T2: 75% ANS + 25% AP, T3: 50% ANS + 50% AP, T4: 25% ANS + 75% AP e T5: 100% AP), associados concentrações de peróxido de hidrogênio (0 µM e 15 µM) e genótipos de cajueiro (Crioula NP e FAGA-01). O aumento da salinidade na água de irrigação, causado pela água produzida do petróleo, impacta negativamente o desenvolvimento das mudas de cajueiro. Ainda assim, é possível utilizar água salobra com diluição 50% água não salina + 50% água produzida (CE = 2,06 dS m-1) para garantir um manejo viável e eficaz na formação de mudas de boa qualidade, promovendo maior eficiência fotossintética e crescimento das plantas. O uso de água produzida do petróleo em diluições menores (AP-4 e AP-5) prejudica os processos fotossintéticos das plantas, afetando o crescimento e a qualidade das mudas de cajueiro devido ao excesso de sais. Entretanto, o genótipo FAGA-01 demonstrou maior eficiência no uso da água e de carboxilação, crescimento e de fitomassa seca de raízes sob condições de estresse salino, em comparação ao genótipo Crioula NP. Esses fatores podem ser considerados parâmetros relevantes para a seleção de genótipos mais tolerantes à salinidade. A aplicação exógena de peróxido de hidrogênio não reduz os impactos da salinidade presente na água produzida do petróleo na irrigação de mudas de cajueiro. Todavia, em quantidades menores de água salina AP-2 (CE = 1,26 dS m-1) e AP-3 (CE = 2,06 dS m-1), em concentração de 15 µM, o H2O2 amenizou os efeitos nocivos do estresse salino e promoveu o aumento de biomassa das mudas de cajueiro. Em água de irrigação com maior presença de água produzida (AP-4 e AP-5), o peróxido fomentou os efeitos do estresse salino e reduziu a produção de biomassa nas mudas de cajueiro. A água produzida do petróleo, quando diluída em proporções adequadas, demonstra ser uma fonte hídrica viável para regiões que sofrem com a irregularidade das chuvas e dependem de águas de baixa qualidade para produção agrícola. Outrossim, a ampliação de pesquisas que envolvam os impactos do uso da água produzida do petróleo em campo, analisando o desempenho do cajueiro e os efeitos do uso dessa alternativa como irrigação prolongada, torna-se necessário.

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  • GTHIELLY MAÍRA FERNANDES
  • REUSO DE ÁGUA PRODUZIDA DO PETRÓLEO NO CULTIVO DO CAPIM ELEFANTE CV. BRS CAPIAÇU: UMA ESTRATÉGIA DE ECONOMIA CIRCULAR EM PRODUÇÃO ONSHORE

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
  • RUZA GABRIELA MEDEIROS DE ARAUJO MACEDO
  • Data: 27/02/2025

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  • O uso sustentável da água produzida de petróleo tratada na agricultura pode promover a economia circular e reduzir impactos ambientais. Pesquisas investigam sua aplicação em culturas como o capim-elefante BRS Capiaçu, conhecido por seu alto rendimento de biomassa. Contudo, a presença de sais e compostos residuais na água gera preocupações sobre seus efeitos no solo e nas plantas, exigindo avaliação de sua viabilidade agronômica. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito das diferentes diluições e lâminas de irrigação com água produzida de petróleo tratada no desenvolvimento do capim-elefante cv. BRS Capiaçu, cultivado em ambiente protegido durante 100 dias. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com nove tratamentos compostos por três diluições da água produzida em água de abastecimento (0%, 50% e 100%) e três lâminas de irrigação (50%, 75% e 100%). Os tratamentos foram organizados da seguinte forma: T1 (0% AP +100% LAM), T2 (100% AP +75% LAM), T3 (100% AP +50% LAM), T4 (100% AP +100% LAM), T5 (50% AP +100% LAM), T6 (50% AP +75% LAM), T7 (50% AP +50% LAM), T8 (0% AP +75% LAM) e T9 (0% AP +50% LAM), cada um com cinco repetições. As análises das plantas foram realizadas aos 45 e 90 dias após aplicação dos tratamentos (DAT) para monitoramento do desenvolvimento vegetal e avaliação dos impactos dos tratamentos, sendo as análises de solo realizadas aos 100 DAT. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando significativos, ao teste de comparação de médias de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados indicaram que a irrigação com água produzida não afetou negativamente o crescimento do capim-elefante, embora a presença significativa de sódio no solo represente um risco potencial de sodificação, exigindo manejo adequado. A produção de biomassa não apresentou diferenças significativas entre os tratamentos, e a lâmina de irrigação de 75% foi a mais eficiente, garantindo crescimento satisfatório com menor consumo hídrico. A água produzida de petróleo tratada pode ser uma alternativa viável para irrigação, desde que sejam adotadas estratégias que minimizem seus impactos sobre o solo, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola e energética.


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  • O uso sustentável da água produzida de petróleo tratada na agricultura pode promover a economia circular e reduzir impactos ambientais. Pesquisas investigam sua aplicação em culturas como o capim-elefante BRS Capiaçu, conhecido por seu alto rendimento de biomassa. Contudo, a presença de sais e compostos residuais na água gera preocupações sobre seus efeitos no solo e nas plantas, exigindo avaliação de sua viabilidade agronômica. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito das diferentes diluições e lâminas de irrigação com água produzida de petróleo tratada no desenvolvimento do capim-elefante cv. BRS Capiaçu, cultivado em ambiente protegido durante 100 dias. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com nove tratamentos compostos por três diluições da água produzida em água de abastecimento (0%, 50% e 100%) e três lâminas de irrigação (50%, 75% e 100%). Os tratamentos foram organizados da seguinte forma: T1 (0% AP +100% LAM), T2 (100% AP +75% LAM), T3 (100% AP +50% LAM), T4 (100% AP +100% LAM), T5 (50% AP +100% LAM), T6 (50% AP +75% LAM), T7 (50% AP +50% LAM), T8 (0% AP +75% LAM) e T9 (0% AP +50% LAM), cada um com cinco repetições. As análises das plantas foram realizadas aos 45 e 90 dias após aplicação dos tratamentos (DAT) para monitoramento do desenvolvimento vegetal e avaliação dos impactos dos tratamentos, sendo as análises de solo realizadas aos 100 DAT. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando significativos, ao teste de comparação de médias de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados indicaram que a irrigação com água produzida não afetou negativamente o crescimento do capim-elefante, embora a presença significativa de sódio no solo represente um risco potencial de sodificação, exigindo manejo adequado. A produção de biomassa não apresentou diferenças significativas entre os tratamentos, e a lâmina de irrigação de 75% foi a mais eficiente, garantindo crescimento satisfatório com menor consumo hídrico. A água produzida de petróleo tratada pode ser uma alternativa viável para irrigação, desde que sejam adotadas estratégias que minimizem seus impactos sobre o solo, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola e energética.

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  • DIÊGO JOSÉ DA COSTA BANDEIRA
  • USO DE EFLUENTE DA INDÚSTRIA SALINEIRA: DESEMPENHO FISIOLÓGICO DO SORGO FORRAGEIRO E INTER-RELAÇÕES DOS ATRIBUTOS DOS SOLOS.   

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • JUSSIARA SONALLY JACOME CAVALCANTE
  • Data: 30/04/2025

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  • O semiárido nordestino é caracterizado pela a escassez hídrica, a técnica de diluição e reúso agrícola
    do efluente da indústria salineira (água mãe), é uma alternativa que mitiga impactos ambientais e
    potencializar o uso dos recursos hídricos e minerais. Objetivou-se avaliar inter-relações dos atributos do
    solo e índices fisiológicos do sorgo produzido com reúso de efluente da indústria salineira. O
    experimento foi conduzido na Unidade Experimental de Reuso de Água localizada na Universidade
    Federal Rural do Semi-Árido, no delineamento em blocos inteiramente casualizados, no esquema fatorial
    5 x 2. Os valores da condutividade elétrica da água de irrigação foram norteados pelo padrão de 3,0 dS
    m-1 da legislação de reúso agrícola vigente. O fator 1 foi representado pelas diluições de água
    residuária de salineira solar em água de chuva: a) CE 1,5 dS m-1; b) CE 3,0 dS m-1; c) CE 4,5 dS m-1; d)
    CE 6 dS m-1; e) AC - água de chuva (Testemunha). O fator 2 foi representado pelo Neossolo Flúvico e o
    Latossolo Vermelho. O sorgo Ponta Negra, foi cultivado em 50 vasos de 20 L, irrigados duas vezes por
    semana com as cinco diluições. Após 80 dias de cultivo foram realizadas as leituras dos índices
    fisiológicos, onde foram submetidos ao programa de análise estatística SISVAR. Posteriormente, foram coletadas as amostras deformadas e indeformadas dos solos para avaliação os atributos físico-hídricos, químicos do solo. As variáveis foram submetidas da técnica estatística multivariada (Matriz de correlação de Pearson, Análise Fatorial e Componentes principais). Por meio da ACP foi feita a discriminação dos atributos do solo e as diluições. As variáveis IF, PMP, macroporos, Mn, (H+Al), PST, CE, Fe, Na+ discriminou o Latossolo nas diluições CE 3,0 e 4,5 dS m-1, silte Mg2+ discriminaram o Latossolo CE 6,0 dS m-1, COT, Ds, argila ADA discriminaram o Latossolo CE 1,5 dS m-1 e CC descriminou a testemunha. As variáveis pH, P, areia, Ca2+, K+, CTC discriminou o Neossolo nas diluições CE 1,5, 3,0 e 4,5 dS m-1. A microporosidade e a saturação por bases discriminaram a diluição CE 6,0 dS m-1 no Neossolo. O N, Zn, Co e AD discriminaram a testemunha na classe do Neossolo. Os índices fisiológicos do sorgo forrageiro apresentaram variações nos resultados, não sendo possível afirmar que a salinidade é o único fator que estar gerando variabilidade ou efeito sobre as variáveis.O Neossolo apresentou nas baixas tensões, maior retenção de água com as diluições com maior nível de salinidade. Latossolo apresentou, maior retenção de água no solo nas diluições com menor nível de salinidade.


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  • O semiárido nordestino é caracterizado pela a escassez hídrica, a técnica de diluição e reúso agrícola
    do efluente da indústria salineira (água mãe), é uma alternativa que mitiga impactos ambientais e
    potencializar o uso dos recursos hídricos e minerais. Objetivou-se avaliar inter-relações dos atributos do
    solo e índices fisiológicos do sorgo produzido com reúso de efluente da indústria salineira. O
    experimento foi conduzido na Unidade Experimental de Reuso de Água localizada na Universidade
    Federal Rural do Semi-Árido, no delineamento em blocos inteiramente casualizados, no esquema fatorial
    5 x 2. Os valores da condutividade elétrica da água de irrigação foram norteados pelo padrão de 3,0 dS
    m-1 da legislação de reúso agrícola vigente. O fator 1 foi representado pelas diluições de água
    residuária de salineira solar em água de chuva: a) CE 1,5 dS m-1; b) CE 3,0 dS m-1; c) CE 4,5 dS m-1; d)
    CE 6 dS m-1; e) AC - água de chuva (Testemunha). O fator 2 foi representado pelo Neossolo Flúvico e o
    Latossolo Vermelho. O sorgo Ponta Negra, foi cultivado em 50 vasos de 20 L, irrigados duas vezes por
    semana com as cinco diluições. Após 80 dias de cultivo foram realizadas as leituras dos índices
    fisiológicos, onde foram submetidos ao programa de análise estatística SISVAR. Posteriormente, foram coletadas as amostras deformadas e indeformadas dos solos para avaliação os atributos físico-hídricos, químicos do solo. As variáveis foram submetidas da técnica estatística multivariada (Matriz de correlação de Pearson, Análise Fatorial e Componentes principais). Por meio da ACP foi feita a discriminação dos atributos do solo e as diluições. As variáveis IF, PMP, macroporos, Mn, (H+Al), PST, CE, Fe, Na+ discriminou o Latossolo nas diluições CE 3,0 e 4,5 dS m-1, silte Mg2+ discriminaram o Latossolo CE 6,0 dS m-1, COT, Ds, argila ADA discriminaram o Latossolo CE 1,5 dS m-1 e CC descriminou a testemunha. As variáveis pH, P, areia, Ca2+, K+, CTC discriminou o Neossolo nas diluições CE 1,5, 3,0 e 4,5 dS m-1. A microporosidade e a saturação por bases discriminaram a diluição CE 6,0 dS m-1 no Neossolo. O N, Zn, Co e AD discriminaram a testemunha na classe do Neossolo. Os índices fisiológicos do sorgo forrageiro apresentaram variações nos resultados, não sendo possível afirmar que a salinidade é o único fator que estar gerando variabilidade ou efeito sobre as variáveis.O Neossolo apresentou nas baixas tensões, maior retenção de água com as diluições com maior nível de salinidade. Latossolo apresentou, maior retenção de água no solo nas diluições com menor nível de salinidade.

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  • FRANCISCO RODRIGUES DE LIMA NETO
  • BIOCHAR DE MORINGA: UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA MELHORAR A FERTILIDADE DO SOLO NO SEMIÁRIDO E POTENCIALIZAR A PRODUÇÃO DE CAPIM ELEFANTE PARA PRODUÇÃO DE BIOENERGIA

  • Orientador : BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL DA SILVA TEIXEIRA
  • ADRIANO ERIQUE DE OLIVEIRA LIMA
  • BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
  • BÁRBARA SAMARTINI QUEIROZ ALVES
  • FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
  • MARCELO SEMERARO DE MEDEIROS
  • Data: 31/07/2025

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  • Neste trabalho avaliou-se os efeitos da aplicação de biochar de moringa (Moringa oleifera Lam.), isoladamente ou em combinação com vermicomposto e adubação mineral, sobre atributos químicos do solo, estoques de carbono e desempenho produtivo e fisiológico do capim-elefante BRS Capiaçu (Pennisetum purpureum Schum.) cultivado em solo arenoso do semiárido brasileiro. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em colunas preenchidas com solo, avaliando-se dez tratamentos com diferentes proporções de biochar, vermicomposto e adubação química, em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. O biochar foi produzido a 350 °C e apresentou pH alcalino (9,42), alto teor de carbono (66,6%). Foram realizadas análises físico-químicas do solo e avaliações morfológicas, fisiológicas e nutricionais das plantas. As variáveis avaliadas incluíram carbono total, carbono lábil e particulado, macro e micronutrientes do solo e da planta, além de atributos como área foliar, clorofilas, lignina e celulose. Os principais resultados mostraram que a combinação de biochar com vermicomposto proporcionou aumento significativo nos teores de carbono orgânico total (até +76%), carbono lábil e carbono particulado no solo, bem como elevação nos índices de manejo de carbono (IMCCL e IMCCOP). Os tratamentos com maior proporção de biochar, como 100% biochar, 75% biochar + 25% vermicomposto e 50% biochar + 50% vermicomposto, apresentaram os melhores resultados em termos de fertilidade do solo, acúmulo de biomassa, teores de clorofilas, lignina, celulose e maior eficiência na absorção de nutrientes (N, K, Ca e Mg). As análises multivariadas (PCA, correlação canônica e agrupamento) evidenciaram relações fortes entre o acúmulo de carbono no solo e o desempenho fisiológico e morfológico das plantas. O tratamento com 100% de biochar foi o mais eficiente para o sequestro de carbono, enquanto os tratamentos com proporções equilibradas — como 33,4% biochar + 33,3% adubação química + 33,3% vermicomposto e 50% biochar + 25% adubação química + 25% vermicomposto — apresentaram os melhores resultados integrados em solo e planta. Conclui-se que o uso de biochar de moringa, especialmente quando combinado ao vermicomposto, melhora significativamente a fertilidade do solo, aumenta os estoques de carbono e potencializa o crescimento e a qualidade e a produtividade biomassa do capim-elefante BRS Capiaçu. Essa prática representa uma alternativa viável e sustentável para a agricultura no semiárido, com benefícios agronômicos e ambientais.


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  • Neste trabalho avaliou-se os efeitos da aplicação de biochar de moringa (Moringa oleifera Lam.), isoladamente ou em combinação com vermicomposto e adubação mineral, sobre atributos químicos do solo, estoques de carbono e desempenho produtivo e fisiológico do capim-elefante BRS Capiaçu (Pennisetum purpureum Schum.) cultivado em solo arenoso do semiárido brasileiro. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em colunas preenchidas com solo, avaliando-se dez tratamentos com diferentes proporções de biochar, vermicomposto e adubação química, em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. O biochar foi produzido a 350 °C e apresentou pH alcalino (9,42), alto teor de carbono (66,6%). Foram realizadas análises físico-químicas do solo e avaliações morfológicas, fisiológicas e nutricionais das plantas. As variáveis avaliadas incluíram carbono total, carbono lábil e particulado, macro e micronutrientes do solo e da planta, além de atributos como área foliar, clorofilas, lignina e celulose. Os principais resultados mostraram que a combinação de biochar com vermicomposto proporcionou aumento significativo nos teores de carbono orgânico total (até +76%), carbono lábil e carbono particulado no solo, bem como elevação nos índices de manejo de carbono (IMCCL e IMCCOP). Os tratamentos com maior proporção de biochar, como 100% biochar, 75% biochar + 25% vermicomposto e 50% biochar + 50% vermicomposto, apresentaram os melhores resultados em termos de fertilidade do solo, acúmulo de biomassa, teores de clorofilas, lignina, celulose e maior eficiência na absorção de nutrientes (N, K, Ca e Mg). As análises multivariadas (PCA, correlação canônica e agrupamento) evidenciaram relações fortes entre o acúmulo de carbono no solo e o desempenho fisiológico e morfológico das plantas. O tratamento com 100% de biochar foi o mais eficiente para o sequestro de carbono, enquanto os tratamentos com proporções equilibradas — como 33,4% biochar + 33,3% adubação química + 33,3% vermicomposto e 50% biochar + 25% adubação química + 25% vermicomposto — apresentaram os melhores resultados integrados em solo e planta. Conclui-se que o uso de biochar de moringa, especialmente quando combinado ao vermicomposto, melhora significativamente a fertilidade do solo, aumenta os estoques de carbono e potencializa o crescimento e a qualidade e a produtividade biomassa do capim-elefante BRS Capiaçu. Essa prática representa uma alternativa viável e sustentável para a agricultura no semiárido, com benefícios agronômicos e ambientais.

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  • CLAUDEONE MANOEL DO NASCIMENTO
  • POTENCIAL BIOESTIMULANTE DE EXTRATOS DE ALGAS VERMELHAS (Kappaphycus alvarezii) NA  ATENUAÇÃO DO ESTRESSE SALINO EM PLANTAS DE COENTRO.

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • JUSSIARA SONALLY JACOME CAVALCANTE
  • MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
  • Data: 20/08/2025

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  • O coentro (Coriandrum sativum L.) é uma das hortaliças mais produzidas e consumidas no Brasil, especialmente na região Nordeste do Brasil. Nessa região, muitos produtores utilizam água salina na irrigação das culturas, o que pode afetar o crescimento e rendimento das plantas. Diante disto, para se obter êxito na produção dessa hortaliça deve-se adotar estratégia que mitigue o estresse salino sobre as plantas. A pesquisa foi realizada com o objetivo de avaliar a eficiência da aplicação foliar de fertilizante à base de extrato de algas marinhas (Kappaphycus alvarezii) para mitigar o efeito do estresse salino na cultura do coentro. Foram realizados dois experimentos, ambos em sistema hidropônico utilizando substrato. O primeiro experimento foi desenvolvido seguindo o delineamento, em esquema fatorial 3 × 4, sendo três condutividades elétricas da solução nutritiva (2,0; 5,5 e 7,0 dS m-1) e quatro concentrações de fertilizante foliar à base de extrato de algas marinhas. com aplicações via foliar (0,0; 2,5; 5,0 e 7,5 mL L-1). Foram avaliadas as seguintes variáveis: altura de plantas, área foliar, área foliar específica, suculência foliar, massa fresca e massa seca. O segundo experimento foi desenvolvido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 2 x 2, sendo três condutividades elétricas da solução nutritiva (2,0; 3,5 e 5,0 dS m-1), duas condições de aplicação de extrato de algas (com e sem) e duas cultivares de coentro (Verdão e Frevo). Foram analisadas variáveis referentes às trocas gasosas (transpiração, taxa de assimilação líquida, condutância estomática, concentração interna de CO2, eficiência intrínseca do uso da água e eficiência de carboxilação) e de crescimento (altura, número de hastes, massa fresca (parte aérea, raiz e total) e massa seca (parte aérea, raiz e total). No primeiro experimento o estresse salino reduziu as variáveis ALT e AFE, independentemente das doses de Stalke, enquanto as doses de Stalker afetaram AF, SF e AFE foram afetadas pelas doses de Stalker de forma isolada.  As variáveis MF e MS foram afetadas pela interação entre os fatores estudados. O Stalker provocou aumento na MF e MS em salinidades baixa (2,0 dS m-1) e média (5,5 dS m-1), não ocorrendo resposta na salinidade alta (7,0 dS m-1). Em condições de baixa e média salinidade, doses variadas de 3,5 a 7,0 mL L-1 para média e baixa salinidade respectivamente, para obter maior produção de coentro. No segundo experimento verificou-se que  A cv. Verdão mostrou-se mais tolerante à salinidade do que a cv. Frevo. A aplicação de Stalker teve efeito apenas na cv. Frevo por ser mais sensível à salinidade. O cultivo de ambas as cultivares pode ser realizada em sistema hidropônico utilizando água salina até 5,0 dS m-1 da solução nutritiva para a cv. Verdão, e até 3,5 dS m-1 para a cv. Frevo.


  • Mostrar Abstract
  • O coentro (Coriandrum sativum L.) é uma das hortaliças mais produzidas e consumidas no Brasil, especialmente na região Nordeste do Brasil. Nessa região, muitos produtores utilizam água salina na irrigação das culturas, o que pode afetar o crescimento e rendimento das plantas. Diante disto, para se obter êxito na produção dessa hortaliça deve-se adotar estratégia que mitigue o estresse salino sobre as plantas. A pesquisa foi realizada com o objetivo de avaliar a eficiência da aplicação foliar de fertilizante à base de extrato de algas marinhas (Kappaphycus alvarezii) para mitigar o efeito do estresse salino na cultura do coentro. Foram realizados dois experimentos, ambos em sistema hidropônico utilizando substrato. O primeiro experimento foi desenvolvido seguindo o delineamento, em esquema fatorial 3 × 4, sendo três condutividades elétricas da solução nutritiva (2,0; 5,5 e 7,0 dS m-1) e quatro concentrações de fertilizante foliar à base de extrato de algas marinhas. com aplicações via foliar (0,0; 2,5; 5,0 e 7,5 mL L-1). Foram avaliadas as seguintes variáveis: altura de plantas, área foliar, área foliar específica, suculência foliar, massa fresca e massa seca. O segundo experimento foi desenvolvido em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 2 x 2, sendo três condutividades elétricas da solução nutritiva (2,0; 3,5 e 5,0 dS m-1), duas condições de aplicação de extrato de algas (com e sem) e duas cultivares de coentro (Verdão e Frevo). Foram analisadas variáveis referentes às trocas gasosas (transpiração, taxa de assimilação líquida, condutância estomática, concentração interna de CO2, eficiência intrínseca do uso da água e eficiência de carboxilação) e de crescimento (altura, número de hastes, massa fresca (parte aérea, raiz e total) e massa seca (parte aérea, raiz e total). No primeiro experimento o estresse salino reduziu as variáveis ALT e AFE, independentemente das doses de Stalke, enquanto as doses de Stalker afetaram AF, SF e AFE foram afetadas pelas doses de Stalker de forma isolada.  As variáveis MF e MS foram afetadas pela interação entre os fatores estudados. O Stalker provocou aumento na MF e MS em salinidades baixa (2,0 dS m-1) e média (5,5 dS m-1), não ocorrendo resposta na salinidade alta (7,0 dS m-1). Em condições de baixa e média salinidade, doses variadas de 3,5 a 7,0 mL L-1 para média e baixa salinidade respectivamente, para obter maior produção de coentro. No segundo experimento verificou-se que  A cv. Verdão mostrou-se mais tolerante à salinidade do que a cv. Frevo. A aplicação de Stalker teve efeito apenas na cv. Frevo por ser mais sensível à salinidade. O cultivo de ambas as cultivares pode ser realizada em sistema hidropônico utilizando água salina até 5,0 dS m-1 da solução nutritiva para a cv. Verdão, e até 3,5 dS m-1 para a cv. Frevo.

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  • NORLAN LEONEL RAMOS CRUZ
  • Circular reuse of water produced in drip irrigation: mitigating clogging with ultra-low-frequency dynamic pulses

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • GUSTAVO LOPES MUNIZ
  • LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
  • Data: 04/11/2025

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  • A salinidade da água produzida do petróleo é uma das barreiras ao reúso agrícola com irrigação localizada, pois o entupimento químico de emissores compromete a eficiência de aplicação de água e nutrientes. Nesse sentido, o uso de impulsos eletrônicos dinâmicos de ultrabaixa frequência pode mitigar a formação e adesão de precipitados nos emissores sem o uso de produtos químicos. Assim, objetivou-se com o presente trabalho analisar o comportamento de índices de desempenho hidráulico na mitigação do entupimento de emissores operando com água produzida do petróleo em bancadas experimentais. Para isso, foram montadas três bancadas experimentais em área experimental da Universidade Federal Rural do Semiárido em Mossoró-RN, Brasil. O experimento foi montado no esquema de parcelas subdivididas em delineamento inteiramente casualizado com seis repetições. Nas parcelas foram dispostas as fontes de água (WS – água de abastecimento, OPW+EP – Água produzida do petróleo com impulsos eletrônicos dinâmicos de ultrabaixa frequência e OPW - Água produzida do petróleo), enquanto nas subparcelas os tempos de avaliação do desempenho hidráulico (0, 40, 80, 120, 160, 200, 240, 280, 320, 360 e 400 horas). As bancadas experimentais foram montadas com fitas gotejadoras, com emissor não autocompensante, que operaram com pressão de 80 kPa no final da linha lateral. Durante os ensaios experimentais realizou-se a caracterização físico-química das fontes de água, bem como a avaliação do desempenho hidráulico por meio da taxa média de variação da vazão (Dra), coeficiente de variação da vazão (CV) e o Coeficiente de Uniformidade de Distribuição (CUD). Os dados de qualidade das fontes de água foram submetidos à estatística descritiva, enquanto os dados de desempenho hidráulico foram analisados utilizando análise RT-1 com testes post hoc de Bonferroni. Os resultados indicaram que a água produzida do petróleo apresentou alto risco de entupimento devido ao pH, dureza e salinidade. A qualidade da água e o tempo de operação afetaram significativamente o desempenho hidráulico e os índices de entupimento dos emissores. A aplicação de impulsos eletrônicos dinâmicos de ultrabaixa frequência mostrou-se promissora, reduzindo o entupimento, estabilizando a vazão e melhorando a eficiência hidráulica. Embora conduzido em escala laboratorial, o estudo apresenta resultados inéditos para irrigação por gotejamento utilizando pulsos eletrônicos dinâmicos de frequência ultrabaixa. As descobertas corroboram o uso seguro e eficiente de fontes de água não convencionais, demonstrando a viabilidade da reutilização agrícola e da mitigação de entupimentos como estratégias para lidar com a escassez hídrica. Esta pesquisa amplia o conhecimento sobre o desempenho hidráulico de emissores com água de menor qualidade, contribuindo para práticas de irrigação sustentáveis.


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  • The salinity of oil produced water is one of the barriers to agricultural reuse with localized irrigation, as chemical clogging of emitters compromises the efficiency of water and nutrient application. In this sense, the use of ultra-low frequency dynamic electronic pulses can mitigate the formation and adhesion of precipitates in emitters without the use of chemicals. Thus, the objective of this work was to analyze the behavior of hydraulic performance indices in mitigating the clogging of emitters operating with produced water from onshore oil in experimental setups. For this purpose, three experimental setups were assembled in an experimental area of the Universidade Federal Rural do Semi-Árido in Mossoró-RN, Brazil. The experiment was set up in a split-plot design in a completely randomized design with six replications. The plots contained the water sources (WS – supply water, OPW + EP – oil produced water with ultra-low frequency dynamic electronic pulses, and OPW – oil produced water), while the subplots contained the hydraulic performance evaluation times (0, 40, 80, 120, 160, 200, 240, 280, 320, 360, and 400 hours). The experimental setups were assembled with drip tapes, with a non-self-compensating emitter operating at a pressure of 80 kPa at the end of the lateral line. During the experimental tests, the physicochemical characterization of the water sources was carried out, as well as the evaluation of hydraulic performance through the average rate of change of flow (AFVR), flow rate variation coefficient (FVC), and the Coefficient of Uniformity of Distribution (DU). Water source quality data were subjected to descriptive statistics, while hydraulic performance data were analyzed using RT-1 analysis with Bonferroni post-hoc tests. The results indicated that oil produced water presented a high risk of clogging due to pH, hardness, and salinity. Water quality and operating time significantly affected the hydraulic performance and clogging rates of the emitters. The application of ultra-low frequency dynamic electronic pulses showed promise, reducing clogging, stabilizing flow, and improving hydraulic efficiency. Although conducted on a laboratory scale, the study presents unprecedented results for drip irrigation using ultra-low frequency dynamic electronic pulses. The findings corroborate the safe and efficient use of unconventional water sources, demonstrating the viability of agricultural reuse and clogging mitigation as strategies to address water scarcity. This research expands knowledge about the hydraulic performance of emitters with lower quality water, contributing to sustainable irrigation practices.

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  • LARISSA RAYANNY SILVA DA FONSECA
  • ÁGUA DERIVADA DA EXTRAÇÃO DO PETRÓLEO ONSHORE NA IRRIGAÇÃO DE Eucalyptus spp.

  • Orientador : POLIANA COQUEIRO DIAS ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VIVIANE FARIAS SILVA
  • ANE CRISTINE FORTES DA SILVA
  • POLIANA COQUEIRO DIAS ARAUJO
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 21/11/2025

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  • O uso sustentável de recursos hídricos alternativos é um desafio estratégico para a expansão da silvicultura em regiões semiáridas. Assim, este trabalho investigou o potencial da Água Produzida tratada (AP), efluente oriundo da extração de petróleo e gás onshore, como fonte viável de irrigação para clones híbridos de Eucalyptus spp., considerando as fases de enraizamento e crescimento inicial. O primeiro estudo avaliou o efeito da AP sob o enraizamento adventício de 5 clones (13, 14, 30, 104 e 106), quando propagados via miniestaquia, utilizando delineamento fatorial 2 × 5 (100% AP vs. água de abastecimento urbano – AA; cinco clones híbridos de Eucalyptus spp.), com 5 repetições. Foram analisadas características morfológicas (percentual de enraizamento, altura, número de raízes, biomassa), bem como parâmetros da água (CE, RAS, TOG, metais e nutrientes). Os resultados mostraram que a AP, dentro dos limites regulatórios, não comprometeu o enraizamento (média = 92,8%) nem a sobrevivência (95,2%), com destaque para os clones 104 e 106, que apresentaram maior vigor sob irrigação com AP. A análise multivariada revelou perfis de tolerância genótipo-específicos, indicando o potencial da AP para uso na fase de propagação. O segundo estudo focou no crescimento inicial em vasos durante 91 dias, no segundo semestre de 2024, avaliando a alocação de biomassa, carbono (C) e a distribuição de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) em 5 clones sob 3 proporções de AP (0%, 50% e 100%). Houve forte interação genótipo × água, evidenciando distintas estratégias morfofisiológicas de resposta ao aumento iônico proporcionado pela AP. O clone C3 destacou-se pela maior alocação de C e eficiência de uso de K, enquanto o C5 adotou estratégia conservativa, priorizando alocação radicular e acúmulo de N e P na raiz. O clone C2 apresentou baixa eficiência no uso de N e menor produtividade, sendo mais sensível à composição iônica da AP. A irrigação com AP não comprometeu o desempenho produtivo dos clones mais tolerantes, indicando viabilidade técnica do reuso. Contudo, recomenda-se manejo cauteloso e monitoramento edáfico contínuo, dada a potencial acumulação de sais e metais no solo. Assim, a AP tratada apresentada representa uma alternativa promissora para uso racional da água em sistemas florestais, desde que integrada a programas de melhoramento genético e práticas de manejo sustentáveis com monitoramentos constantes.


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  • O uso sustentável de recursos hídricos alternativos é um desafio estratégico para a expansão da silvicultura em regiões semiáridas. Assim, este trabalho investigou o potencial da Água Produzida tratada (AP), efluente oriundo da extração de petróleo e gás onshore, como fonte viável de irrigação para clones híbridos de Eucalyptus spp., considerando as fases de enraizamento e crescimento inicial. O primeiro estudo avaliou o efeito da AP sob o enraizamento adventício de 5 clones (13, 14, 30, 104 e 106), quando propagados via miniestaquia, utilizando delineamento fatorial 2 × 5 (100% AP vs. água de abastecimento urbano – AA; cinco clones híbridos de Eucalyptus spp.), com 5 repetições. Foram analisadas características morfológicas (percentual de enraizamento, altura, número de raízes, biomassa), bem como parâmetros da água (CE, RAS, TOG, metais e nutrientes). Os resultados mostraram que a AP, dentro dos limites regulatórios, não comprometeu o enraizamento (média = 92,8%) nem a sobrevivência (95,2%), com destaque para os clones 104 e 106, que apresentaram maior vigor sob irrigação com AP. A análise multivariada revelou perfis de tolerância genótipo-específicos, indicando o potencial da AP para uso na fase de propagação. O segundo estudo focou no crescimento inicial em vasos durante 91 dias, no segundo semestre de 2024, avaliando a alocação de biomassa, carbono (C) e a distribuição de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) em 5 clones sob 3 proporções de AP (0%, 50% e 100%). Houve forte interação genótipo × água, evidenciando distintas estratégias morfofisiológicas de resposta ao aumento iônico proporcionado pela AP. O clone C3 destacou-se pela maior alocação de C e eficiência de uso de K, enquanto o C5 adotou estratégia conservativa, priorizando alocação radicular e acúmulo de N e P na raiz. O clone C2 apresentou baixa eficiência no uso de N e menor produtividade, sendo mais sensível à composição iônica da AP. A irrigação com AP não comprometeu o desempenho produtivo dos clones mais tolerantes, indicando viabilidade técnica do reuso. Contudo, recomenda-se manejo cauteloso e monitoramento edáfico contínuo, dada a potencial acumulação de sais e metais no solo. Assim, a AP tratada apresentada representa uma alternativa promissora para uso racional da água em sistemas florestais, desde que integrada a programas de melhoramento genético e práticas de manejo sustentáveis com monitoramentos constantes.

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  • WEYDSON LUIZ PEDROSA DA SILVA
  • SAÚDE DO SOLO: COMPARATIVO ENTRE CULTIVO AGROECOLÓGICO E MONOCULTIVO CONVENCIONAL NO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • GABRIELA CEMIRAMES DE SOUSA GURGEL
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • Data: 27/11/2025

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  • A sustentabilidade da agricultura no semiárido brasileiro depende diretamente da saúde do solo, que é fortemente influenciada pelas práticas de manejo. A degradação do solo em sistemas convencionais contrasta com os benefícios potenciais de abordagens agroecológicas. Este estudo objetivou realizar um diagnóstico comparativo da saúde do solo em diferentes sistemas de uso em um assentamento rural no semiárido potiguar, utilizando um conjunto integrado de indicadores físicos, químicos e bioquímicos do solo. A pesquisa foi conduzida no Projeto de Assentamento Paulo Freire situado no município de Mossoró-RN, comparando-se áreas de algodoeiro em sistema agroecológico de algodão consorciado (gergelim e milho), monocultivo convencional de subsistência (milho e feijão-caupi) e áreas com vegetação nativa preservada, utilizada como referência. Em cada unidade amostral foi representada por uma área de 800 m² dividida em 4 quadrantes de 200 m². Realizando a amostragem dos solos em 5 mini trincheiras por quadrante, coletando amostras simples para formar uma amostra composta em cada quadrante, resultando em 20 pontos de coletas que formaram 4 amostras compostas por tratamento. Os solos foram submetidos as análises laboratoriais para obter informações sobre os atributos físicos (densidade, porosidade, granulometria), químicos (pH, CE, macronutrientes, carbono orgânico com fracionamento físico) e bioquímicos (carbono da biomassa microbiana e atividade das enzimas β-glicosidase e Arilsulfatase). Com os dados obtidos utilizamos as técnicas de estatística multivariada e os resultados indicaram que o sistema agroecológico promoveu uma recuperação expressiva da saúde do solo em relação ao monocultivo, evidenciada por menor densidade do solo, teores superiores de carbono orgânico do solo, atividade da β-glicosidase e CBM. As análises de agrupamentos e dos componentes principais confirmaram que os indicadores do sistema agroecológico se aproximaram dos observados na vegetação nativa. Portanto, a transição de um sistema de monocultivo convencional para um sistema de cultivo agroecológico consorciado resultou em uma melhoria da saúde do solo no contexto do semiárido potiguar. Pois as áreas com cultivos agroecológicos, quando bem manejadas, apresentam qualidade químicas, físicas e biológicas mais aproximadas das áreas com vegetação nativa. Conclui-se que a adoção de práticas agroecológicas é uma estratégia eficaz para mitigar a degradação e restaurar a funcionalidade do solo em regiões semiáridas, fortalecendo a resiliência dos agroecossistemas.


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  • A sustentabilidade da agricultura no semiárido brasileiro depende diretamente da saúde do solo, que é fortemente influenciada pelas práticas de manejo. A degradação do solo em sistemas convencionais contrasta com os benefícios potenciais de abordagens agroecológicas. Este estudo objetivou realizar um diagnóstico comparativo da saúde do solo em diferentes sistemas de uso em um assentamento rural no semiárido potiguar, utilizando um conjunto integrado de indicadores físicos, químicos e bioquímicos do solo. A pesquisa foi conduzida no Projeto de Assentamento Paulo Freire situado no município de Mossoró-RN, comparando-se áreas de algodoeiro em sistema agroecológico de algodão consorciado (gergelim e milho), monocultivo convencional de subsistência (milho e feijão-caupi) e áreas com vegetação nativa preservada, utilizada como referência. Em cada unidade amostral foi representada por uma área de 800 m² dividida em 4 quadrantes de 200 m². Realizando a amostragem dos solos em 5 mini trincheiras por quadrante, coletando amostras simples para formar uma amostra composta em cada quadrante, resultando em 20 pontos de coletas que formaram 4 amostras compostas por tratamento. Os solos foram submetidos as análises laboratoriais para obter informações sobre os atributos físicos (densidade, porosidade, granulometria), químicos (pH, CE, macronutrientes, carbono orgânico com fracionamento físico) e bioquímicos (carbono da biomassa microbiana e atividade das enzimas β-glicosidase e Arilsulfatase). Com os dados obtidos utilizamos as técnicas de estatística multivariada e os resultados indicaram que o sistema agroecológico promoveu uma recuperação expressiva da saúde do solo em relação ao monocultivo, evidenciada por menor densidade do solo, teores superiores de carbono orgânico do solo, atividade da β-glicosidase e CBM. As análises de agrupamentos e dos componentes principais confirmaram que os indicadores do sistema agroecológico se aproximaram dos observados na vegetação nativa. Portanto, a transição de um sistema de monocultivo convencional para um sistema de cultivo agroecológico consorciado resultou em uma melhoria da saúde do solo no contexto do semiárido potiguar. Pois as áreas com cultivos agroecológicos, quando bem manejadas, apresentam qualidade químicas, físicas e biológicas mais aproximadas das áreas com vegetação nativa. Conclui-se que a adoção de práticas agroecológicas é uma estratégia eficaz para mitigar a degradação e restaurar a funcionalidade do solo em regiões semiáridas, fortalecendo a resiliência dos agroecossistemas.

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  • ALLYSSON RÉGIS PRAXEDES MOREIRA
  • "Ácido salicílico como atenuador da salinidade na produção de porta-enxertos de cajueiro irrigados com água produzida do petróleo"

     

  • Orientador : REGINALDO GOMES NOBRE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • REGINALDO GOMES NOBRE
  • LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
  • ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO
  • JAILSON LOPES DA PENHA
  • Data: 05/12/2025

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  • A região nordeste do Brasil, com presença forte do clima semiárido, convive historicamente com a escassez de água. Nesse contexto, há algum tempo os agricultores, pesquisadores e entidades de vários setores vêm inovando em alternativas para suprir as necessidades hídricas da região, especialmente na agricultura. Pensando nisso e analisando as alternativas já existentes, a água proveniente do petróleo pode se tornar uma opção viável, notadamente, combinada com o ácido salicílico, um hormônio vegetal que ajuda a reduzir os estresses abióticos. Nesse viés, este trabalho objetiva analisar a produção de porta-enxertos de cajueiro, submetidas à irrigação com água produzida do petróleo, com diferentes aplicações de ácido salicílico. O experimento foi conduzido em condições de ambiente protegido (telado) nas dependências da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Caraúbas, Caraúbas – RN, sendo conduzido em diferentes blocos de forma aleatória, utilizando esquema fatorial de 5 x 4 x 2 com quatro repetições e uma planta por parcela. Os tratamentos consistem em 5 diluições de água sintética do petróleo - AP em água de abastecimento - AA designadas como T1: 100% AA T2: 75% AP+ 25% AP, T3: 50% AA+ 50% AP, T4: 25% AA+ 75% AP e T5: 100% AP; associado a quatro concentrações de ácido salicílico (0; 0,8; 1,6 e 2,4 mM) e 2 clones de cajueiro (Embrapa 51 e CCP 76). A morfofisiologia e a qualidade dos porta-enxertos de cajueiro apresentaram melhor desempenho quando irrigados com a solução T-3, composta por 50% de água não salobra (ANS) e 50% de água produzida do petróleo (AP). Já a diluição T-4, contendo 25% de água de abastecimento e 75% de AP, resultou em reduções fisiológicas e de crescimento dentro de limites aceitáveis, com decréscimos máximos de até 10%. A aplicação exógena de ácido salicílico, na concentração média de 1,45 mM, mitigou os efeitos adversos da salinidade presentes da água produzida, até uma CEa de 2,63 dS·m⁻¹, promovendo melhorias nos parâmetros fisiológicos, no crescimento e na qualidade dos porta-enxertos. Entre os genótipos de cajueiros, o CCP 76 destacou-se em relação ao Embrapa 51, apresentando maior tolerância ao estresse salino e superior qualidade morfofisiológica sob irrigação com água produzida do petróleo.


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  • A região nordeste do Brasil, com presença forte do clima semiárido, convive historicamente com a escassez de água. Nesse contexto, há algum tempo os agricultores, pesquisadores e entidades de vários setores vêm inovando em alternativas para suprir as necessidades hídricas da região, especialmente na agricultura. Pensando nisso e analisando as alternativas já existentes, a água proveniente do petróleo pode se tornar uma opção viável, notadamente, combinada com o ácido salicílico, um hormônio vegetal que ajuda a reduzir os estresses abióticos. Nesse viés, este trabalho objetiva analisar a produção de porta-enxertos de cajueiro, submetidas à irrigação com água produzida do petróleo, com diferentes aplicações de ácido salicílico. O experimento foi conduzido em condições de ambiente protegido (telado) nas dependências da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Caraúbas, Caraúbas – RN, sendo conduzido em diferentes blocos de forma aleatória, utilizando esquema fatorial de 5 x 4 x 2 com quatro repetições e uma planta por parcela. Os tratamentos consistem em 5 diluições de água sintética do petróleo - AP em água de abastecimento - AA designadas como T1: 100% AA T2: 75% AP+ 25% AP, T3: 50% AA+ 50% AP, T4: 25% AA+ 75% AP e T5: 100% AP; associado a quatro concentrações de ácido salicílico (0; 0,8; 1,6 e 2,4 mM) e 2 clones de cajueiro (Embrapa 51 e CCP 76). A morfofisiologia e a qualidade dos porta-enxertos de cajueiro apresentaram melhor desempenho quando irrigados com a solução T-3, composta por 50% de água não salobra (ANS) e 50% de água produzida do petróleo (AP). Já a diluição T-4, contendo 25% de água de abastecimento e 75% de AP, resultou em reduções fisiológicas e de crescimento dentro de limites aceitáveis, com decréscimos máximos de até 10%. A aplicação exógena de ácido salicílico, na concentração média de 1,45 mM, mitigou os efeitos adversos da salinidade presentes da água produzida, até uma CEa de 2,63 dS·m⁻¹, promovendo melhorias nos parâmetros fisiológicos, no crescimento e na qualidade dos porta-enxertos. Entre os genótipos de cajueiros, o CCP 76 destacou-se em relação ao Embrapa 51, apresentando maior tolerância ao estresse salino e superior qualidade morfofisiológica sob irrigação com água produzida do petróleo.

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  • LYANDRA MARIA DE OLIVEIRA
  • BIOREMEDIAÇÃO DE HERBICIDAS: POTENCIAL DE PRODUTOS BIOLÓGICOS NA DEGRADAÇÃO DE DIURON E PICLORAM NO SOLO

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • DANIELY FORMIGA BRAGA
  • JOSÉ BARBOSA DOS SANTOS
  • MARCIA MICHELLE DE QUEIROZ AMBROSIO
  • MATHEUS DE FREITAS SOUZA
  • Data: 12/12/2025

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  • Herbicidas com efeito residual são importantes no manejo de plantas daninhas, porém sua permanência prolongada pode afetar culturas sensíveis e aumentar o risco de contaminação ambiental. A degradação microbiana é o principal mecanismo de dissipação desses compostos, mas sua eficiência depende das condições do solo e da diversidade microbiana. Assim, a seleção de microrganismos capazes de metabolizar moléculas persistentes torna-se uma estratégia promissora para mitigar impactos do uso intensivo de pesticidas. Este estudo avaliou o potencial de produtos biológicos contendo comunidades microbianas ativas na redução da persistência de diuron e picloram. Os experimentos foram conduzidos em laboratório e casa de vegetação. Inicialmente, verificou-se o crescimento microbiano dos produtos Compost-aid® (P1), Nem-out® (P2), Ready® (P3), Soil Set® (P4) e Trust® (P5) em meio contendo 1000 ppm dos herbicidas. Os produtos tolerantes foram testados quanto à capacidade de degradação in vitro por 15 dias. Em seguida, avaliou-se a degradação no solo, em delineamento inteiramente casualizado, aplicando-se soluções herbicidas com 78,5 mg L⁻¹ de diuron e 15,23 mg L⁻¹ de picloram, seguidos, após 24 h, pela aplicação das soluções biológicas. A concentração residual foi monitorada por 70 dias. No teste de tolerância, constatou-se variação na sobrevivência dos microrganismos presentes em cada produto nos meios contaminados com os herbicidas. Observou-se que os microrganismos e metabólitos presentes nos produtos aceleraram a degradação de ambos os herbicidas. No teste de degradação in vitro ara o diuron, o tratamento P2 apresentou maior eficiência e desempenho superior ao controle no solo. Para o picloram, P1 e P2 apresentaram mais de 30% de degradação in vitro, enquanto no solo todos os tratamentos atingiram cerca de 50% de degradação. Os resultados demonstram o potencial desses bioprodutos como alternativa sustentável de biorremediação e manejo agrícola.


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  • Herbicidas com efeito residual são importantes no manejo de plantas daninhas, porém sua permanência prolongada pode afetar culturas sensíveis e aumentar o risco de contaminação ambiental. A degradação microbiana é o principal mecanismo de dissipação desses compostos, mas sua eficiência depende das condições do solo e da diversidade microbiana. Assim, a seleção de microrganismos capazes de metabolizar moléculas persistentes torna-se uma estratégia promissora para mitigar impactos do uso intensivo de pesticidas. Este estudo avaliou o potencial de produtos biológicos contendo comunidades microbianas ativas na redução da persistência de diuron e picloram. Os experimentos foram conduzidos em laboratório e casa de vegetação. Inicialmente, verificou-se o crescimento microbiano dos produtos Compost-aid® (P1), Nem-out® (P2), Ready® (P3), Soil Set® (P4) e Trust® (P5) em meio contendo 1000 ppm dos herbicidas. Os produtos tolerantes foram testados quanto à capacidade de degradação in vitro por 15 dias. Em seguida, avaliou-se a degradação no solo, em delineamento inteiramente casualizado, aplicando-se soluções herbicidas com 78,5 mg L⁻¹ de diuron e 15,23 mg L⁻¹ de picloram, seguidos, após 24 h, pela aplicação das soluções biológicas. A concentração residual foi monitorada por 70 dias. No teste de tolerância, constatou-se variação na sobrevivência dos microrganismos presentes em cada produto nos meios contaminados com os herbicidas. Observou-se que os microrganismos e metabólitos presentes nos produtos aceleraram a degradação de ambos os herbicidas. No teste de degradação in vitro ara o diuron, o tratamento P2 apresentou maior eficiência e desempenho superior ao controle no solo. Para o picloram, P1 e P2 apresentaram mais de 30% de degradação in vitro, enquanto no solo todos os tratamentos atingiram cerca de 50% de degradação. Os resultados demonstram o potencial desses bioprodutos como alternativa sustentável de biorremediação e manejo agrícola.

Teses
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  • RENATA RAMAYANE TORQUATO OLIVEIRA
  • APLICAÇÃO FOLIAR DE SILÍCIO EM ALHO CULTIVADO NO SEMIÁRIDO

  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ARTHUR BERNARDES CECÍCLIO FILHO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • ROMUALDO MEDEIROS CORTEZ COSTA
  • Data: 19/02/2025

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  • As condições de cultivo em região semiárida são limitantes para cultura do alho. No entanto, a aplicação de Si pode ser uma alternativa viável para aumentar o rendimento e qualidade de bulbos de alho mesmo em ambientes estressantes. Dessa forma, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar o efeito da aplicação do Si no crescimento, produção e qualidade de bulbos de alho em condições semiáridas. Para isso, foram conduzidos dois experimentos simultâneos nos municípios de Mossoró e São Miguel, ambos localizados no Rio Grande do Norte, Brasil. O delineamento adotado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 5, sendo duas fontes de Si (silicato de cálcio e de potássio) e cinco doses de Si (0, 2, 4, 6 e 8 kg ha-1). A utilização de diferentes fontes de Si não influenciou o crescimento e a produtividade do alho comum. No entanto, a aplicação de doses de Si promoveu incremento na altura, matéria seca e produtividade de alho comum nos municípios de Mossoró e São Miguel. Em Mossoró, a dose de 4,6 kg ha-1 de Si promoveu maior altura de plantas, enquanto a dose de 4,0 kg ha-1 de Si condicionou maior acúmulo de matéria seca da folha, bulbo e total, e as doses de 4,1 e 4,4 kg ha-1 de Si promoveram os maiores valores de produtividade comercial e total, respectivamente. Em São Miguel, as plantas atingiram maior altura e acúmulo de matéria seca total com a aplicação de 2,9 kg ha-1 de Si, máximo acúmulo de matéria seca do bulbo com 2,6 kg ha-1 de Si e maiores valores de produtividade comercial e total aplicando 3,5 e 3,9 kg ha-1 de Si, respectivamente. A qualidade dos bulbos de alho cultivado nas duas localidades foi positivamente afetada pelo Si, observando-se incrementos na pungência, sólidos totais e índice industrial, com variação nas doses e fonte utilizada. A biofortificação com Si não influenciou os teores de Mg e Zn, mas aumentou o teor de Ca e Si em bulbos de alho. A fonte de silicato de cálcio condicionou bulbos com melhores características de qualidade pós-colheita e maior teor de Si.


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  • RESUMO 1: O cultivo do alho em região semiárida é limitado pela ocorrência de estresses abióticos. No entanto, o manejo nutricional com silício pode atenuar os efeitos negativos desses estresses. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da fertilização com Si no crescimento e produção de alho comum em condição de cultivo do semiárido. Foram conduzidos dois experimentos de campo, nos municípios de Mossoró e São Miguel, ambos no Rio Grande do Norte, Brasil. O delineamento adotado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 5, sendo duas fontes de Si (silicato de cálcio e de potássio) e cinco doses (0, 2, 4, 6 e 8 kg ha-1). A aplicação de doses de Si promoveu incremento na altura, massa seca e produtividade de alho comum nos municípios de Mossoró e São Miguel. Em Mossoró, as plantas alcançaram altura máxima na dose de 4,6 kg ha-1 de Si, maior acúmulo de massa seca da folha, bulbo e total com 4 kg ha-1 de Si e maior produtividade comercial e total de bulbos na dose de 4,1 e 4,4 kg ha-1 de Si, respectivamente. Em São Miguel, as plantas atingiram maior altura e acúmulo de massa seca total com a aplicação de 2,9 kg ha-1 de Si, máximo acúmulo de massa seca do bulbo com 2,6 kg ha-1 de Si e maiores valores de produtividade comercial e total aplicando 3,5 e 3,9 kg ha-1 de Si, respectivamente. A aplicação foliar de Si melhora as características de crescimento e produtividade de bulbos de alho comum cultivados em região semiárida. A utilização de diferentes fontes de Si não influencia o crescimento e a produtividade do alho comum. RESUMO 2: O silício (Si) é essencial para saúde humana. Todavia, sua disponibilidade nos alimentos é baixa, sendo possível aumentar a concentração através da biofortificação agronômica. Dessa forma, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar a qualidade pós-colheita e a biofortificação de bulbos de alho em função da aplicação de Si. Para isso, foram realizados dois experimentos de campo, um no município de Mossoró e outro em São Miguel, ambos no Rio Grande do Norte, Brasil. Os experimentos foram delineados em blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 5, sendo duas fontes de Si (silicato de cálcio e de potássio) e cinco doses (0, 2, 4, 6 e 8 kg ha-1 de Si). A aplicação foliar de Si promoveu incrementos nas características de qualidade pós-colheita, tais como pungência, sólidos totais e índice industrial, podendo variar conforme a fonte utilizada. A biofortificação com Si não influenciou nos teores de Mg e Zn, porém aumentou o teor de Ca e Si em bulbos de alho. A fonte de silicato de cálcio condicionou bulbos com melhores características de qualidade pós-colheita e maior teor de Si.

2
  • RUDNA ANGELICA VIEIRA DO VALE
  • ÍNDICE DE QUALIDADE DA ÁGUA EM TRECHO URBANO DE UM RIO NO SEMIÁRIDO: ANÁLISE ESTATÍSTICA E MODELAGEM DE ESTIMATIVA

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • FRANCISCO DAS CHAGAS DA COSTA FILHO
  • Data: 26/03/2025

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  • A água é um elemento natural essencial a vida no planeta, e é preciso preservá-la, garantindo seu uso racional. Sobretudo em regiões semiáridas, pois são áreas que sofrem com restrições de recursos hídricos. Além da escassez, bacias hidrográficas localizadas em áreas semiáridas podem ter trechos intermitentes devido à sua baixa taxa de recarga, como também são atingidas por impactos negativos das ações antrópicas. Para que se tenha um uso sustentável da água, é primordial se fazer uma gestão eficiente de recursos hídricos, e, uma atividade que dá suporte a essa gestão é o monitoramento periódico dos corpos d’água. Contudo, essa atividade de monitoramento pode ser onerosa, demandar muito tempo para obter resultados, ou até mesmo, tornarem-se inviáveis. Criar alternativas viáveis à atividade de monitoramento se mostra operação significativa para gestão de recursos hídricos. A pesquisa teve como foco inicial a aplicação da metodologia de análise estatística conhecida como Análise de Componentes Principais (ACP) em nove variáveis do Índice de Qualidade da Água (IQA). Esses índices foram calculados a partir de amostras de água coletadas em um trecho urbano do rio Apodi-Mossoró, localizado na cidade de Mossoró-RN, ao longo de um período de 15 meses, entre os anos de 2022 e 2023. Aplicando a metodologia ACP foram verificadas as variáveis mais influentes, dentre as que compõem o IQA, apontando o comportamento da qualidade do trecho, como também enxugando e selecionando as variáveis a serem consideradas como prioritárias no momento de realizar as análises. Em segundo lugar foi proposto uma metodologia de simples acesso, utilizando geotecnologias com Drone Mavic Air 2, para retratar pontos de coletas das amostras e SIG com softwares Agisoft Metashape, Qgis 3.28.14 para tratamento das imagens, e delimitar a área de ocupação de macrófitas aquáticas. De posse desses dados, foi proposta uma equação do tipo senoidal que correlaciona a área de ocupação das macrófitas no rio com o IQA determinado em laboratório.


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  • A água é um elemento natural essencial a vida no planeta, e é preciso preservá-la, garantindo seu uso racional. Sobretudo em regiões semiáridas, pois são áreas que sofrem com restrições de recursos hídricos. Além da escassez, bacias hidrográficas localizadas em áreas semiáridas podem ter trechos intermitentes devido à sua baixa taxa de recarga, como também são atingidas por impactos negativos das ações antrópicas. Para que se tenha um uso sustentável da água, é primordial se fazer uma gestão eficiente de recursos hídricos, e, uma atividade que dá suporte a essa gestão é o monitoramento periódico dos corpos d’água. Contudo, essa atividade de monitoramento pode ser onerosa, demandar muito tempo para obter resultados, ou até mesmo, tornarem-se inviáveis. Criar alternativas viáveis à atividade de monitoramento se mostra operação significativa para gestão de recursos hídricos. A pesquisa teve como foco inicial a aplicação da metodologia de análise estatística conhecida como Análise de Componentes Principais (ACP) em nove variáveis do Índice de Qualidade da Água (IQA). Esses índices foram calculados a partir de amostras de água coletadas em um trecho urbano do rio Apodi-Mossoró, localizado na cidade de Mossoró-RN, ao longo de um período de 15 meses, entre os anos de 2022 e 2023. Aplicando a metodologia ACP foram verificadas as variáveis mais influentes, dentre as que compõem o IQA, apontando o comportamento da qualidade do trecho, como também enxugando e selecionando as variáveis a serem consideradas como prioritárias no momento de realizar as análises. Em segundo lugar foi proposto uma metodologia de simples acesso, utilizando geotecnologias com Drone Mavic Air 2, para retratar pontos de coletas das amostras e SIG com softwares Agisoft Metashape, Qgis 3.28.14 para tratamento das imagens, e delimitar a área de ocupação de macrófitas aquáticas. De posse desses dados, foi proposta uma equação do tipo senoidal que correlaciona a área de ocupação das macrófitas no rio com o IQA determinado em laboratório.

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  • HELENA MARIA DE MORAIS NETA GÓIS
  • PEDOGÊNESE E APTIDÃO AGRÍCOLA DE SOLOS EM COMUNIDADES RURAIS NO MUNICIPIO DE MOSSORÓ, SEMIÁRIDO POTIGUAR.

  • Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • GABRIELA CEMIRAMES DE SOUSA GURGEL
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • JOÃO SANTIAGO REIS
  • RANIERE BARBOSA DE LIRA
  • Data: 31/03/2025

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  • Resumo geral: O estudo da gênese é essencial para entender as características físicas, químicas e mineralógicas dos solos, identificando suas potencialidades e limitações. Esse conhecimento possibilita um manejo agrícola mais sustentável, otimizando o uso da terra e preservando o meio ambiente. Objetivou-se com este trabalho estudar a gênese de solos em comunidades rurais no município de Mossoró, através da classificação e caracterização física, química e mineralógica. Assim como, definir as classes de aptidão agrícola dessas terras apontando os fatores limitantes e potencialidades, a fim de buscar o planejamento agroambiental das comunidades rurais. A pesquisa foi desenvolvida em comunidades rurais pertencentes ao município de Mossoró-RN. Para isso, realizou-se um levantamento dos solos e posteriormente foram marcados pontos representativos para a abertura dos perfis. Foram abertos 15 perfis de solos e realizadas suas descrições morfológicas em campo e as amostras coletadas em cada horizonte dos perfis foram encaminhadas para o Laboratório de Análise de Solo, Água e Planta (LASAP) para realização das análises físicas e químicas.  As análises físicas incluíram: granulometria, argila dispersa em água, densidade do solo e das partículas. Já as análises químicas abrangeram: pH do solo em água e em KCl, determinação dos cátions trocáveis, acidez potencial, fósforo disponível, carbono orgânico total e equivalente de carbonato. As análises permitiram a classificação dos perfis até o quarto nível categórico através do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. De posse dessas classificações dos perfis, associou-se aos fatores limitantes observados em cada perfil de maneira individual e assim definiu-se as classes de aptidão agrícola dos perfis utilizando o Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras. A caracterização mineralógica foi realizada através da identificação dos minerais da fração argila realizada por Difratometria de raios X (DRX). Os resultados indicaram a existência de 6 classes de solos distintas na área de estudo, sendo elas: Luvissolos, Cambissolos, Neossolos, Argissolo, Plintossolo e Vertissolo. Dentre os principais processos pedogenéticos que foram responsáveis pela formação dos solos estudados, destaca-se os processos de Carbonatação e Vertização para os solos sob a formação Calcário Jandaíra e para os solos formados sob o grupo Barreiras e Coberturas Detrito-Laterítica, tem-se a argiluviação/Lessivagem/Elutriação. Os atributos mais sensíveis na distinção das classes estão ligados ao material de origem. Quanto a classificação em relação ao potencial das terras, foram observadas classe de aptidão boas para lavouras, para a maioria dos perfis avaliados, sendo a deficiência hídrica, o principal fator limitante. Os perfis foram classificados como mesoférricos e hipoférricos, de acordo com os resultados dos óxidos de ferro extraídos. A difratometria de raios X da fração argila dos horizontes diagnósticos dos perfis mostra que os solos estudados apresentaram, uma mineralogia composta basicamente por caulinita, minerais do tipo 2:1 e óxidos de ferro, independentemente do material de origem dos solos estudado. A diversidade de classes de solo nas comunidades de Mossoró destaca a importância de conhecer os processos de formação dos solos da região.  O conhecimento gerado a partir dessa pesquisa permitirá o desenvolvimento de estratégias de manejo diferenciadas, considerando as potencialidades e limitações de cada classe de solo estudada. A identificação de classes como os Luvissolos, não registrada anteriormente, contribuirá para o desenvolvimento de estudos futuros na região de Mossoró.

     


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  • GÊNESE E CLASSIFICAÇÃO DE SOLOS EM COMUNIDADES RURAIS NO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ, SEMIÁRIDO BRASILEIRO RESUMO No Rio Grande do Norte há uma diversidade nos solos encontrados, contudo há poucos estudos que detalhem a sua pedogênese, o que pode ser um fator limitante em relação à tomada de decisão sobre técnicas adequadas para o manejo, uso e conservação desses solos. O objetivo desse trabalho é estudar a gênese de solos em comunidades rurais do município de Mossoró, bem como realizar sua caracterização e classificação, buscando contribuir com o manejo adequado dos mesmos. A pesquisa foi desenvolvida em comunidades rurais pertencentes ao município de Mossoró-RN. Foi feito um levantamento dos solos e posteriormente com auxílio de um GPS (global positioning system), foram marcados pontos representativos para a abertura dos perfis. Após isso, os perfis de solo foram abertos e realizada sua descrição morfológica em campo e as amostras coletadas em cada horizonte dos perfis foram encaminhadas para o Laboratório de Análise de Solo, Água e Planta (LASAP) para realização das análises físicas e químicas. As análises físicas consistiram em: granulometria, argila dispersa em água, densidade do solo e de partículas; já as análises químicas: pH do solo em água e em KCl, determinação dos cátions trocáveis, acidez potencial, P disponível, carbono orgânico total, equivalente de carbonato. As análises permitiram, com o auxílio do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, a classificação dos perfis até o quarto nível categórico. Para quantificação dos óxidos de ferro foram realizadas análises distintas, onde obteve-se: o ferro total (Fes), ferro cristalino (Fed) e amorfo (Feo). Os dados das análises calculados pela média das três repetições foram submetidos a análise de estatística multivariada. Os atributos mais sensíveis na distinção das classes estão ligados ao material de origem, o qual atuou como fator determinante para com a formação dos solos da área de estudo, contribuindo também com as diferenças observadas nos atributos físicos e químicos, o que mostra atual diferencial deste fator de formação. Os atributos físicos indicam o predomínio da fração areia para a maioria dos perfis, contudo observou-se também que a presença de classe textural com maior teor de argila. Quanto aos atributos químicos, observou-se que o pH variou de ácido a alcalino (4,3 a 8,7), sendo os valores mais alcalinos encontrados nos solos que apresentaram maiores teores de equivalente de carbonato, pela influência do material de origem calcário. Todos os perfis apresentaram saturação por bases superior a 50 % sendo classificados como eutróficos. Das 13 classes de solos existentes no Brasil, a área em estudo apresentou 6 classes distintas, Luvissolos (5 perfis), Cambissolos (4 perfis), Neossolos (3 perfis), Argissolo (1 perfil), Plintossolo (1 perfil) e Vertissolo (1 perfil). Diante dos resultados obtidos, é possível tratar propostas e estratégias para uso, manejo e conservação dos solos levando em consideração as potencialidades e limitações de cada classe de solo encontrada nas comunidades rurais do município de Mossoró. ARTIGO 2: APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS EM COMUNIDADES RURAIS DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ, SEMIÁRIDO BRASILEIRO RESUMO A avaliação do potencial agrícola das terras, constitui uma ferramenta indispensável para o uso mais responsável e eficiente dos recursos naturais. Em regiões, como o estado do Rio Grande do Norte, que se destaca pela sua agricultura diversificada, esse fato se torna ainda mais relevante, uma vez que, contribui para com o aumento da produção a longo prazo. Logo, o objetivo deste trabalho foi definir as classes de aptidão agrícola das terras em comunidades rurais no município de Mossoró, RN, apontando os fatores limitantes e potencialidades, a fim de buscar o planejamento agroambiental das comunidades rurais. Para isso realizou-se um levantamento dos solos, dentro da área de estudo, incluindo fatores ambientais como clima, relevo, vegetação, bem como a caracterização físico-química e a classificação pedológica de cada solo. Além disso, associou-se aos fatores limitantes observados em cada perfil e assim definiu-se as classes de aptidão agrícola dos perfis utilizando o Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras. Os resultados indicaram a existência de 6 classes de solos distintas na área de estudo, sendo elas: Luvissolos (5), Cambissolos (4), Neossolos (3), Argissolo (1), Plintossolo (1) e Vertissolo (1). Quanto a classificação em relação ao potencial das terras, as áreas dos perfis com Luvissolos, Plintossolos, Argissolos e dois dos Cambissolos (P7 e P15), foram observadas classe de aptidão (1aBC) sendo consideradas boas para lavouras, apesar de ter apresentando classificação regular no nível de manejo A, sendo a deficiência hídrica, o principal fator limitante. Para as áreas com os demais Cambissolos (P5 e P6), foram observadas as classes de (1aBc) e 2ab(c), respectivamente. No primeiro caso, a classe ainda é considerada boa para lavoura e no segundo, se torna regular, tendo ambos a pouca profundidade efetiva do solo, como limitante ao uso de máquinas. Também foram observadas classes com aptidão regular 2ab(c) para lavouras para classes de Neossolo (P3) e Vertissolo (P13). Também foram observadas áreas com aptidão para preservação da fauna e flora 3(a)(b) e inapta para os cultivos agrícolas, representada pelo Neossolo (P2) e áreas com aptidão regular para pastagem natural e a classe inapta para silvicultura, 5N, representada pelo Neossolo (P8), tendo a presença de rochosidade, constituído a principal limitação nessas áreas. Diante desses resultados, foi possível identificar as principais limitações observadas nos solos das comunidades rurais de Mossoró, sendo estas relacionadas a deficiência de água e impedimento à mecanização referente a pouca profundidade efetiva dos solos. Assim, visando minimizar os efeitos negativos de tais limitações torna-se necessário que a utilização dos solos seja feita conforme sua aptidão, associada a práticas conservacionistas.

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  • ARTHUR ALLAN SENA DE OLIVEIRA
  • IMPACTO E COMPORTAMENTO DIFERENCIAL DE ESPÉCIES FLORESTAIS EM RESPOSTA A CONTAMINAÇÃO POR 2,4-D

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • ANE CRISTINE FORTES DA SILVA
  • FRED AUGUSTO LOUREDO DE BRITO
  • JOSÉ BARBOSA DOS SANTOS
  • TATIANE SEVERO SILVA
  • Data: 29/05/2025

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  • O uso contínuo e intensivo de produtos químicos na agricultura pode gerar impactos ambientais
    severos e, em alguns casos, irreversíveis. Entre esses produtos, destaca-se o herbicida 2,4-D,
    cujo uso tem se intensificado com a adoção de cultivares transgênicas tolerantes. Quando
    aplicado em áreas próximas a matas nativas e unidades de conservação, o 2,4-D pode afetar
    negativamente a fauna e a flora, especialmente devido à sua alta volatilidade e potencial de
    transporte por deriva ou água subterrânea. Nesse sentido, o presente trabalho teve como
    objetivo avaliar os efeitos da contaminação de 2,4-D por duas vias de transporte em espécies
    florestais presentes nos biomas da Caatinga e do Cerrado brasileiro. O experimento foi
    conduzido em casa de vegetação localizada na Universidade Federal Rural do Semi-Árido. No
    experimento de contaminação por água subterrânea (artigo 1), os tratamentos foram arranjados
    em fatorial 10 × 2, com o primeiro fator correspondente as espécies florestais testadas e o
    segundo fator a presença ou ausência de 2,4-D em água subterrânea, com quatro repetições.
    Após o período de 35 dias de condução foram realizadas análises morfológicas como a
    contagem do número de folhas, área foliar, altura da planta, massa seca da folha, do caule, da
    raiz e a total para avaliar a sensibilidade das espécies a esse tipo de contaminação. A
    contaminação de 2,4-D via água subterrânea afetou o número de folhas das espécies M.
    tenuiflora e T. aurea. Os demais parâmetros morfológicos não sofreram alterações em
    decorrência da exposição ao 2,4-D via água subterrânea. O consumo e a eficiência no uso da
    água pelas espécies florestais não foram afetados pela contaminação de 2,4-D em água
    subterrânea. A dissipação do 2,4-D no solo de todas as espécies florestais foi maior do que 90%.
    O experimento de deriva simulada (artigo 2) foi arranjado em fatorial 10 × 5, sendo o primeiro
    fator correspondente a dez espécies florestais e o segundo fator corresponde a cinco
    concentrações de 2,4-D, simulando a deriva de 0, 5, 10, 15 e 20 % da dose recomendada do
    herbicida 2,4-D. Após 35 dias da deriva de 2,4-D foram avaliadas a fitointoxicação das espécies,
    número de folhas, área foliar, altura da planta, comprimento radicular, peso da massa seca da
    folha, do caule, da raiz e a total. As espécies apresentaram sensibilidade quando expostas à
    deriva simulada de 2,4-D. Os principais sintomas de intoxicação visual observado nas espécies
    foram epinastia e necrose foliar. A deriva simulada do herbicida 2,4-D impactou negativamente
    os parâmetros morfológicos avaliados de algumas espécies. As espécies C. glaziovii e H.
    impestiginosus foram as espécies que apresentaram os sintomas mais graves de intoxicação
    visual quando expostas a deriva de 20% de 2,4-D. O herbicida 2,4-D pode ser considerado um
    potencial agente selecionador de espécies florestais dos biomas da Caatinga e do Cerrado
    brasileiro quando transportado, principalmente, via deriva. Portanto, estratégias de conservação

    de áreas do Cerrado e da Caatinga devem ser avaliadas em estudos futuros, devido a importância
    ambiental desses biomas.


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  • RESUMO 1: A contaminação de águas subterrâneas por herbicidas pode representar um risco para a
    diversidade de espécies florestais em áreas com lençol freático raso. Neste trabalho foram avaliados os
    efeitos da contaminação de 2,4-D de águas subsuperficiais em espécies florestais presentes nos
    biomas da Caatinga e do Cerrado brasileiros. O experimento foi realizado em casa de vegetação no
    delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram arranjados em
    esquema fatorial 10x2, sendo o primeiro correspondente as espécies florestais: Aroeira (Myracrodroun
    urundeuva), Barriguda (Ceiba glaziovii), Craibeira (Tabebuia aurea), Ipê-Roxo (Handroanthus
    impetiginosus), Jucá (Libidbia ferrea), Jurema Branca (Piptadenea stipulacea), Jurema Preta (Mimosa
    tenuiflora), Sabiá (Mimosa caesalpiniifolia), Timbaúba (Enterolobium cortortisiluquum) e Turco
    (Parkinsonia aculeata). O segundo fator constituiu da ausência ou presença do herbicida. Cada unidade
    experimental foi constituída de uma coluna, com solo e um suporte inferior onde era fornecido a água
    contaminada ou não com o herbicida. Cada unidade experimental recebeu água de acordo com a
    evapotranspiração. A contaminação de 2,4-D via água subterrânea afetou negativamente o número de
    folhas das espécies M. tenuiflora e T. aurea. Os parâmetros morfológicos como a altura da planta, área
    foliar, massa seca da folha, caule, raiz e total não sofreram interferência quando expostas a
    contaminação de 2,4-D. As espécies florestais apresentaram diferenças quanto a evapotranspiração,
    entretanto, a contaminação de água subsuperficial não afetou o consumo e eficiência no uso da água
    pelas espécies. Foram encontrados resíduos de 2,4-D em todos os solos com as espécies arbóreas,
    sendo a espécie M. urundeuva com maior concentração residual do herbicida presente no solo. As
    espécies nativas apresentam diferentes níveis de tolerância a exposição de 2,4-D via água subterrânea.
    RESUMO 2: O transporte de herbicidas por deriva em espécies não alvo, pode provocar a redução na
    diversidade de espécies florestais. Nesse sentido, o estudo tem como objetivo avaliar o efeitoda deriva
    do herbicida 2,4-D em espécies florestais presentes nos biomas da Caatinga e do Cerrado brasileiro. O
    experimento foi conduzido no delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições. Os
    tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 5x10, sendo o primeiro fator correspondente à
    deriva simulada de cinco subdoses de 2,4-D: 0 % (0 g.e.a.ha -1 ), 5 % (33,5 g.e.a.ha -1 ), 10 % (67 g.e.a.ha
    -1 ), 15 % (100,5 g.e.a.ha -1 ) e 20 % (134,0 g.e.a.ha -1 ). O segundo fator corresponde as espécies
    florestais: Ceiba glaziovii, Tabebuia aurea, Handroanthus impestiginosus, Libidibia ferrea, Piptadenea
    stipulacea, Mimosa tenuiflora, Mimosa caesapiniifolia, Myracrodroun urundeuva, Enterolobium
    contortisiluquum e Parkinsonia aculeata. O experimento foi conduzido em casa de vegetação e 35 dias
    após a aplicação do herbicida, foram avaliados parâmetros morfológicos das plantas como: número de
    folhas, área foliar, altura das plantas, comprimento de raiz, biomassa seca da folha, caule, raiz e total e
    os sintomas de intoxicação. Os dados foram submetidos a análise de homogeneidade da variância e as
    médias comparadas pelo teste de Tukey (p&lt;0,05). As espécies apresentaram sensibilidade quando
    expostas à deriva simulada de 2,4-D. Os principais sintomas de intoxicação foram senescência foliar,
    epinastia, clorose e necrose das folhas. A dose de 124 g.e.a.ha-1 afetou negativamente os parâmetros
    morfológicos, com exceção do comprimento radicular. Os parâmetros morfológicos das plantas
    apresentaram
    sensibilidade diferencial quando expostas a deriva de 2,4-D. Handroanthus impestiginosus,
    Ceiba glaziovii e Piptadenea stipulacea foram as espécies mais sensíveis à deriva com
    reduções de 59 %, 47 % e 34 %, respectivamente, no peso seco da biomassa total. Os
    resultados sugerem que o 2,4-D pode atuar como fator de seleção para espécies florestais nos biomas
    da Caatinga e Cerrado brasileiro.

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  • CYDIANNE CAVALCANTE DA SILVA
  • Água produzida do petróleo para uso na irrigação: fundamentação bibliográfica e potencial para cultivos
    energéticos

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANO ERIQUE DE OLIVEIRA LIMA
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
  • POLIANA PINHEIRO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 30/06/2025

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  • A escassez de água nas regiões semiáridas e o avanço das políticas voltadas à economia
    de baixo carbono têm incentivado o uso de fontes não convencionais de água para fins
    agrícolas. Dentre elas, a água produzida (AP) oriunda da indústria do petróleo destaca-se
    como um recurso promissor, embora ainda subutilizado no Brasil devido a barreiras
    técnicas, ambientais e normativas. Neste contexto, esta pesquisa teve como objetivo
    avaliar o potencial da água produzida como alternativa sustentável para irrigação de
    cultivos bioenergéticos, por meio de uma abordagem integrada entre revisão teórica e
    experimentação prática. O Capítulo I apresenta uma análise bibliométrica e de conteúdo
    sobre o uso agrícola de águas residuárias, com foco especial na água produzida.
    Observou-se um crescimento recente nas publicações científicas sobre o tema,
    concentradas majoritariamente em países do Oriente Médio e América do Norte.
    Identificaram-se lacunas na legislação brasileira, na padronização de métodos de
    tratamento e no monitoramento ambiental, além da necessidade de mais estudos com
    culturas energéticas adaptadas a condições de salinidade. O Capítulo II aprofunda a
    discussão técnico-científica sobre a composição química da AP, os desafios de sua gestão
    no Brasil e o potencial de reúso na irrigação. A revisão destacou que, embora a AP
    contenha teores elevados de sais, metais e compostos orgânicos, tecnologias como
    flotação, adsorção e tratamentos oxidativos avançados vêm sendo testadas com bons
    resultados. Além disso, o reaproveitamento agrícola da AP pode promover sinergias entre
    os setores de energia e agricultura, contribuindo para os Objetivos do Desenvolvimento
    Sustentável (ODS), sobretudo os de números 6 (água potável e saneamento), 7 (energia
    limpa e acessível), 12 (consumo e produção responsáveis) e 13 (ação contra a mudança
    global do clima). O Capítulo III relata os resultados de um experimento em casa de
    vegetação com três espécies bioenergéticas — sorgo, capim-elefante e algodão —
    irrigadas com diferentes diluições de água produzida tratada. Foram avaliados parâmetros
    físico-químicos do solo e variáveis biométricas das plantas. Os resultados indicaram que
    a irrigação com AP provocou aumento da salinidade e da concentração de sódio no solo,
    especialmente nas maiores concentrações do efluente. Apesar disso, sorgo e capim
    elefante apresentaram bom desempenho vegetativo sob diluições moderadas, indicando
    maior tolerância aos sais em comparação ao algodão. O uso da AP na irrigação se mostrou
    viável, desde que observadas práticas adequadas de manejo da salinidade. Os resultados
    deste trabalho demonstram que a água produzida, quando adequadamente tratada e
    manejada, pode ser incorporada de forma estratégica à agricultura irrigada de base
    energética, contribuindo para a resiliência hídrica e a sustentabilidade produtiva em
    ambientes semiáridos.


  • Mostrar Abstract
  • O processo de transição energética no Brasil requer soluções sustentáveis que reduzam os
    impactos ambientais e otimizem os recursos naturais. Nesse contexto, a água produzida na extração do
    petróleo, tradicionalmente tratada como resíduo, pode se tornar um ativo estratégico, contribuindo para
    a redução do consumo de água doce permitindo o uso eficiente dos recursos hídricos. No Brasil, a
    geração desse efluente é bastante significativa, destacando-se a Bacia Potiguar, localizada na região
    Nordeste, onde as plataformas onshore produzem grandes volumes de água associada à extração de
    petróleo. O reuso desta água na irrigação de culturas oleaginosas e biomassa não apenas fortalece a
    produção de biocombustíveis e bioenergia, mas também pode contribuir na geração de créditos de
    carbono, ao reduzir a necessidade de captar água de outras fontes e minimizar os impactos ambientais
    do descarte inadequado. No entanto, alguns desafios como a alta salinidade, presença de metais
    pesados e os riscos de degradação do solo precisam ser superados por meio de tratamentos e
    regulamentações que garantam o reuso consciente. Este artigo revisa o papel da água produzida como
    um importante componente estratégico da sustentabilidade na transição energética brasileira,
    abordando seus desafios ambientais, sua viabilidade para a agricultura e sua contribuição como
    ferramenta de descarbonização. Além disso, apresenta uma visão geral sobre o potencial do uso da
    água produzida na irrigação em terras áridas e que, apesar dos desafios, sua aplicação na agricultura
    pode beneficiar regiões com escassez hídrica quando manejada adequadamente.
    EFEITOS DA ÁGUA PRODUZIDA DO PETRÓLEO NA QUALIDADE DO SOLO E NO DESENVOLVIMENTO DE
    CULTURAS BIOENERGÉTICAS
    Resumo - O reaproveitamento de água produzida do petróleo para fins agrícolas configura-se como uma
    estratégia promissora para promover a sustentabilidade dos sistemas produtivos e reduzir a pressão
    sobre os recursos hídricos em regiões semiáridas. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da
    irrigação com diferentes diluições de água produzida, proveniente da indústria petrolífera da Bacia
    Potiguar, sobre a qualidade do solo e o desenvolvimento de culturas com potencial bioenergético: sorgo,
    capim-elefante e algodão. As análises abrangeram características químicas do solo após o cultivo
    (incluindo condutividade elétrica, pH, teor de sódio e metais) e parâmetros morfológicos das plantas
    (altura, diâmetro do caule e biomassa seca). Os resultados indicaram que o uso de água produzida
    impactou variavelmente as propriedades do solo e o crescimento das plantas, dependendo da espécie e
    da diluição aplicada. Em geral, teores mais elevados de sódio e salinidade foram observados nos
    tratamentos com maiores proporções de AP, especialmente nas camadas superficiais do solo, o que
    exigiu cautela quanto à sua aplicação contínua. Apesar disso, algumas culturas, como o sorgo e o
    capim-elefante, demonstraram tolerância relativa aos tratamentos, destacando-se como alternativas
    viáveis para o uso dessa água em sistemas agrícolas voltados à produção de biomassa e bioenergia. Os
    achados reforçam a importância de práticas de manejo adequadas e da seleção de espécies resilientes
    para viabilizar o reúso da água produzida como recurso estratégico na agricultura sustentável e na
    transição energética brasileira.

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  • FRANCISCO ÉDER RODRIGUES DE OLIVEIRA
  • INFLUENCE OF THE LANDSCAPE ON SOIL CHARACTERISTICS AND SURFACE AND GROUNDWATER IN THE IGUATU-CE CITY.

     

  • Orientador : EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • DIANA FERREIRA DE FREITAS
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • Data: 27/08/2025

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  • Mudanças climáticas e pressões antrópicas têm intensificado os desafios ambientais em regiões semiáridas, alterando a dinâmica da paisagem, degradando solos e comprometendo os recursos hídricos. O objetivo desse trabalho foi avaliar a influência da mudança da paisagem, analisar as características do solo e qualidade das águas superficiais e subterrâneas em Iguatu, Ceará, Brasil. O primeiro capítulo investigou a dinâmica climática, agrícola e uso da terra ao longo de 37 anos (1985–2023), por meio de séries históricas de clima, dados socioeconômicos e sensoriamento remoto. O segundo capítulo avaliou a qualidade do solo em áreas  agrícolas e pecuárias por meio da coleta de amostras nas profundidades de 0–10 cm e 10–20 cm em diferentes sistemas: consórcio milho-feijão, monocultivo de milho, cultivo de banana, consórcio goiaba-horticultura e pastagens de Urochloa mosambicensis sob pastejo de bovinos leiteiros, comparados a fragmentos preservados de Caatinga como referência. Foram analisados atributos químicos, frações da matéria orgânica, atividades enzimáticas (β-glucosidase, arilsulfatase e desidrogenase) e características micromorfológicas, complementados por análises estatísticas multivariadas (PCA, HCA e correlação de Pearson). No terceiro capítulo, foi feita uma caracterização da qualidade da água de poços de bacia sedimentar e do embasamento cristalino (G1–G4, G6, G8–G10), trechos do rio Jaguaribe (R7, R11 e R13) e Açude Orós (OR5). Foram realizadas análises físico-químicas e microbiológicas, concentração de íons e metais, além de índices de aptidão para irrigação, apoiados por métodos estatísticos multivariados. Os dados de sensoriamento remoto e socioeconômicos revelaram a intensificação das secas, a redução dos corpos d'água, o declínio da produção agrícola, e a expansão da pecuária, juntamente com o desmatamento severo e a fragmentação da paisagem. As análises  demonstraram  intensificação do uso da terra que afetou negativamente a qualidade do solo, com  redução nas frações lábeis e recalcitrantes  do C orgânicas do solo e nas atividades enzimáticas em sistemas intensivos de monocultivo  e fruteiras. A pastagem demonstrou estabilidade estrutural e potencial de manejo de carbono, devido a maior permanência das raízes no solo. Avaliações da qualidade da água, abrangendo parâmetros físico-químicos e microbiológicos das águas superficiais e subterrâneas, indicaram  variabilidade sazonal, com riscos de  salinidade e sodicidade nos períodos de estiagem. A contaminação por  microbiana na estação chuvosa foi a mais expressiva entre os locais de estudo. Análises multivariadas confirmaram que tanto a litologia das formações rochosas das áreas de estudo e o manejo adotado no solo exerce influência crítica nos processos hidrogeoquímicos, limitando o potencial de irrigação em diversas fontes. Os resultados demonstram interação entre a variabilidade climática e as mudanças no uso da terra, os quais intensificaram a degradação ambiental, ameaçando a sustentabilidade do solo e da água. Contudo, ressaltamos a urgência da adoção de estratégias de gestão integrada de uso dos recursos naturais, com manejos mais sustentáveis do uso do solo e monitoramento contínuo da água, para fortalecer a resiliência, promover a conservação de recursos naturais e apoiar a sustentabilidade socioeconômica na região semiárida brasileira.


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  • Climate change and anthropogenic pressures intensify environmental challenges in semi-arid regions, altering landscape dynamics, degrading soils, and compromising water resources. The aim of this research study was to evaluate the influence of landscape change, analyze soil characteristics and surface and groundwater quality in Iguatu, Ceará, Brazil. First chapter investigated the dynamics of climate, agriculture, and land use over 37 years (1985–2023) through historical climate series, socioeconomic data, and remote sensors. Second chapter evaluates soil quality in agricultural and livestock areas by collecting samples at depths of 0–10 cm and 10–20 cm in different systems: corn-bean consortium, corn monoculture, banana cultivation, guava-horticulture consortium, and pastures with Urochloa mosambicensis under dairy cattle grazing, compared with preserved Caatinga fragments as a reference. Chemical attributes, organic carbon fractions, enzymatic activities (β-glucosidase, arylsulfatase, and dehydrogenase), and micromorphological features were analyzed, complemented by multivariate statistics (PCA, HCA, and Pearson correlation). In third chapter, the water quality of sedimentary basin wells and crystalline basement (G1–G4, G6, G8–G10), sections of the Jaguaribe River (R7, R11, and R13), and the Orós Reservoir (OR5) was characterized. Analyses encompassed physicochemical and microbiological parameters, ions, heavy metals, and irrigation suitability indices, supported by multivariate statistical approaches. Over a 37-year period (1985–2023), remote sensing and socioeconomic data revealed the intensification of droughts, reduction of water bodies, decline in agricultural production, rural exodus, and expansion of livestock farming, alongside severe deforestation and landscape fragmentation. Analyses showed that intensification of land use negatively affected soil quality, with a reduction in the labile and recalcitrant fractions of soil organic carbon and in enzymatic activities in intensive monoculture and fruit tree systems. The pasture showed structural stability and carbon management potential due to the longer permanence of the roots in the soil. Water quality assessments, including physical-chemical and microbiological parameters of surface and groundwater, indicated seasonal variability, with risks of salinity and sodicity during dry periods. Microbial contamination during the rainy season was the most significant among the study points. Multivariate analyses confirms that the lithology of the rock formations in the study area and the soil management practices have a critical influence on hydrogeochemical processes, limiting the irrigation potential of several sources. The results indicate interaction between climate variability and changes in land use, which have intensified environmental degradation, threatening soil and water sustainability. However, we highlight urgency of adopting integrated natural resource management strategies, more sustainable land use practices, and continuous water monitoring to strengthen resilience, promote natural resource conservation, and support socioeconomic sustainability in Brazil's semi-arid region.

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  • PALLOMA VITÓRIA CARLOS DE OLIVEIRA
  • ATRIBUTOS MORFOLÓGICOS E COMPOSIÇÃO QUÍMICO-BROMATOLÓGICA DA PALMA FORRAGEIRA MIÚDA FERTIRRIGADA COM EFLUENTE DE AQUICULTURA NO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO
  • DORGIVAL MORAIS DE LIMA JUNIOR
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
  • Data: 29/08/2025

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  • A escassez hídrica no semiárido exige soluções sustentáveis. O reúso de efluentes aquícolas, ricos em
    nutrientes, na fertirrigação da palma forrageira surge como alternativa estratégica para superar as
    limitações da produção animal, melhorar a qualidade da forragem e integrar a aquicultura na economia
    circular. Este estudo teve como objetivo avaliar as características morfofisiológicas, produtivas e
    bromatológicas da palma forrageira miúda fertirrigada com efluente aquícola no semiárido potiguar. A
    instalação do experimento ocorreu na Unidade Experimental de Reúso de Água da Universidade Federal
    Rural do Semi-Árido, em Mossoró RN, Brasil. O estudo foi conduzido no delineamento experimental de
    blocos casualizados, com cinco tratamentos de diluição de efluente (0%, 25%, 50%, 75% e 100%) e cinco
    repetições. A palma foi irrigada mediante regime de alternância semanal entre água de abastecimento e
    diluições de efluente aquícola durante 27 meses, aplicando-se lâmina bruta calculada com base na
    evapotranspiração da cultura. Amostras das diluições de efluente foram coletadas, bimestralmente,

    para caracterização de parâmetros físico-químicos referentes à fertirrigação. Após 27 meses, avaliaram-
    se atributos morfofisiológicos: altura e largura da planta; número, ordem de emissão, comprimento,

    diâmetro, perímetro e espessura dos cladódios; área ocupada, volume e peso fresco da fitomassa; e
    área fotossintética total. Simultaneamente, analisou-se a composição bromatológica: matéria seca,
    umidade, matéria mineral, matéria orgânica, extrato etéreo, fibra em detergente neutro, fibra em
    detergente ácido, lignina, hemicelulose, celulose, proteína bruta, nitrogênio proteico, nitrogênio não
    proteico, fibra em detergente neutro corrigida para cinzas e proteína, nutrientes digestíveis totais,
    carboidratos não fibrosos, açúcares solúveis totais, açúcares redutores e amido. Os dados foram
    submetidos a métodos multivariados envolvendo a correlação de Pearson, análise fatorial e análise de
    componentes principais. Os resultados do demonstraram que a fertirrigação com 25% de efluente
    aquícola maximizou os parâmetros morfofisiológicos, especialmente o número de cladódios e área
    fotossintética total. Diluições de 25-50% de efluente produziram forragem com alto valor nutricional,
    apresentando melhores teores de proteína bruta, carboidratos não-fibrosos e nutrientes digestíveis
    totais. Concentrações de 75-100% de efluente favoreceram a produção de biomassa. Conclui-se que
    diluições de 25% de efluente aquícola na fertirrigação maximizou a produtividade da palma forrageira,
    25-50% de efluente produzem forragem nutritiva para animais de alto desempenho. Concentrações de
    75-100% geram biomassa volumosa para reserva forrageira.


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  • Resumo do Artigo1: A crescente escassez hídrica demanda alternativas sustentáveis, como o reúso da água de efluentes aquícolas na fertirrigação de culturas adaptadas ao semiárido, como a palma forrageira miúda. Com o presente estudo objetivou-se avaliar características morfométricas e produtivas da palma forrageira miúda fertirrigada com proporções de efluente aquícola diluído na água de abastecimento. A instalação do experimento ocorreu na Unidade Experimental de Reúso de Água da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN, Brasil. O estudo foi conduzido no delineamento experimental de blocos casualizados, compreendendo cinco tratamentos (0A - 100% água - controle, 25A - 75% água + 25% efluente, 50A - 50% água + 50% efluente, 75A - 25% água + 75% efluente e 100A - 100% efluente) e cinco repetições. A palma foi fertirrigada, semanalmente, durante 26 meses, sendo a lâmina bruta obtida com base na evapotranspiração da cultura. Amostras das diluições de efluente foram coletadas, bimestralmente, para caraterização de parâmetros físico-químicos referentes à fertirrigação. Ao final de 26 meses, avaliou-se a morfogênese da palma, mensurando-se: altura e largura da planta; número, ordem de emissão, comprimento, diâmetro, perímetro e espessura dos cladódios. Calculou-se, ainda, a área ocupada, volume e peso fresco da fitomassa, e área fotossintética total. Os dados foram submetidos a métodos multivariados envolvendo a correlação de Pearson, análise fatorial e análise de componentes principais. 25A destacou-se, aumentando o número de cladódios em 32% e a área fotossintética total em 28% em relação a 0A. A análise de componentes principais revelou que 80,51% da variância dos dados foi explicada pelos dois primeiros fatores, associados a número de cladódios e área fotossintética total. O dendrograma evidenciou dissimilaridade entre anos de cultivo, indicando adaptação progressiva da planta. O 25A, também, manteve a condutividade elétrica do solo abaixo de 1,16 dS m-1, minimizando riscos de salinização. Para otimizar a produtividade da palma forrageira, recomenda-se a substituição de até 25% de água de abastecimento pelo efluente aquícola como prática sustentável em regiões com escassez hídrica.

    Artigo 1: 32p.


    Resumo do Artigo 2: A produção animal no semiárido é limitada pela escassez hídrica e baixa qualidade das forragens. Assim, o reaproveitamento de efluentes aquícolas, ricos em nutrientes, surge como alternativa sustentável para melhorar a produção forrageira e inserir a aquicultura no contexto da economia circular. Objetivou-se avaliar a composição bromatológica da palma forrageira miúda fertirrigada no semiárido potiguar. A instalação do experimento ocorreu em área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN, Brasil. Para isso, utilizou-se o delineamento experimental de blocos casualizados, compreendendo cinco tratamentos (100% água - controle, 75% água + 25% efluente, 50% água + 50% efluente, 25% água + 75% efluente e 100% efluente) e cinco repetições. A palma foi irrigada, semanalmente, durante 26 meses, sendo a lâmina bruta obtida com base na evapotranspiração da cultura. Amostras das diluições de efluente foram coletadas bimestralmente para análise físico-química. Ao final de 26 meses, avaliou-se a composição bromatológica da palma, mensurando-se: matéria seca, umidade, matéria mineral, matéria orgânica, extrato etéreo, fibra detergente neutro, fibra detergente ácido, lignina, hemicelulose, celulose, proteína bruta, nitrogênio proteico, nitrogênio não proteico, fibra detergente neutro corrigida para cinzas e proteína, nutrientes digestíveis totais, carboidratos não fibrosos, açucares solúveis totais, açucares redutores e amido. Os dados foram submetidos a métodos multivariados empregando-se a correlação de Pearson e análises fatorial e de componentes principais. A palma forrageira miúda fertirrigada com 25 - 50% de efluente aquícola por 26 meses produz forragem de alto valor nutricional, enquanto 75 - 100% aumentam a biomassa. A palma fertirrigada com efluente aquícola integra a produção nutritiva e potencializa a geração de reserva forrageira, promovendo segurança alimentar e sustentabilidade no semiárido potiguar e inserção da aquicultura na economia circular.

    Artigo 2: 28p.


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  • CAIO ÁLISSON DINIZ DA SILVA
  • POLÍMEROS MOLECULARMENTE IMPRESSOS PARA A REMEDIAÇÃO DE PESTICIDAS EM ÁGUAS CONTAMINADAS

  • Orientador : PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NYLADIH THEODORY CLEMENTE MATTOS DE SOUZA
  • BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
  • HAMURÁBI ANIZIO LINS
  • PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
  • ZILVAM MELO DOS SANTOS
  • Data: 11/09/2025

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  • A contaminação de recursos hídricos por pesticidas representa uma crescente ameaça ambiental, demandando tecnologias de remediação que aliem eficiência, seletividade e sustentabilidade. O fipronil, um inseticida amplamente utilizado na agricultura, destaca-se por sua persistência e pela toxicidade de seus metabólitos, como o fipronil sulfone e o fipronil sulfide, que contaminam solos e águas, gerando riscos aos ecossistemas aquáticos e à saúde humana. Diante dessa problemática, esta tese investigou a aplicação de Polímeros Molecularmente Impressos (MIPs) como uma solução tecnológica avançada, abordando o tema sob uma dupla perspectiva: primeiramente, por meio de uma ampla revisão bibliométrica para mapear o panorama científico global e, subsequentemente, através de um estudo experimental focado no desenvolvimento e na validação de um MIP específico para a remoção de fipronil e seus derivados. O estudo bibliométrico, que analisou 413 publicações da base Web of Science entre 2010 e 2025, confirmou o crescente interesse científico nos MIPs para o monitoramento e a remediação de pesticidas, identificando a China como líder em volume de publicações e destacando tendências emergentes, como a integração de MIPs com nanotecnologia e sensores eletroquímicos. A análise revelou, ainda, a necessidade de avanços em escalabilidade industrial e na padronização de protocolos para viabilizar a aplicação prática dessa tecnologia. Alinhado a essa lacuna, o estudo experimental concentrou-se na síntese, caracterização e avaliação de um MIP seletivo para o fipronil (FIP) e seus metabólitos, sulfone (SFN) e sulfide (SFD). Os polímeros (MIP e o não impresso, NIP) foram caracterizados por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV), análise termogravimétrica (TGA), espectroscopia no infravermelho (FTIR) e área superficial específica (BET), que confirmaram a síntese de um material macroporoso e termicamente estável. O estudo cinético demonstrou que o equilíbrio de adsorção foi alcançado em 120 minutos, com o modelo de pseudo-segunda ordem (PSO) descrevendo melhor o processo para o MIP, indicando um mecanismo quimiossortivo. Os ensaios de equilíbrio, melhor ajustados aos modelos de Langmuir (para FIP e SFN) e Sips/Freundlich (para SFD), revelaram uma capacidade máxima de adsorção do MIP significativamente superior à do NIP, sendo 7,14 vezes maior para o fipronil. A eficiência do MIP foi mantida em uma ampla faixa de pH (5 a 9), e os testes de dessorção confirmaram a forte afinidade e a retenção dos analitos nas cavidades moleculares específicas do polímero. Notavelmente, o ensaio de seletividade demonstrou a capacidade superior do MIP em reconhecer e adsorver o fipronil em uma mistura com outros pesticidas. A robustez do material foi comprovada nos ensaios de regeneração, nos quais o MIP manteve 99,66% de sua capacidade adsortiva após três ciclos de reuso. Em conjunto, os resultados desta tese demonstram que os MIPs representam uma plataforma tecnológica promissora e eficaz para a remediação seletiva de águas contaminadas com fipronil e seus metabólitos, oferecendo uma solução alinhada com os avanços científicos globais e com as demandas por tecnologias ambientais sustentáveis.


  • Mostrar Abstract
  • Resumo do Artigo 1: A crescente contaminação de recursos hídricos por
    pesticidas representa um desafio ambiental crítico, exigindo soluções
    inovadoras e seletivas para detecção e remediação. Os polímeros
    molecularmente impressos (MIP) destacam-se nesse contexto por sua alta
    seletividade, estabilidade química e potencial de aplicação em plataformas
    analíticas e ambientais. Este estudo realiza uma revisão bibliométrica
    abrangente da literatura entre 2010 e 2025 sobre o uso de MIP na detecção e
    remoção de pesticidas em água, com dados extraídos da Web of Science. A
    partir da seleção de 413 artigos com base nas palavras-chave “Pesticide”,
    “Imprinted Polymer” e “Water”, foram identificadas tendências temáticas, países
    e instituições líderes, redes de coautoria e lacunas tecnológicas. Observou-se
    um crescimento significativo de publicações até 2022, seguido por leve declínio
    nos anos seguintes. A China lidera em número de publicações, mas países
    como Coreia do Sul e África do Sul demonstram maior impacto médio por
    artigo. As áreas temáticas mais frequentes incluem química analítica, ciência

    dos alimentos e ciências ambientais. O uso de ferramentas como VOSviewer e
    Bibliometrix permitiu mapear clusters conceituais, revelando a centralidade de
    termos como “solid-phase extraction”, “electrochemical sensor” e “molecularly
    imprinted polymer”. Além disso, destaca-se a emergência de tecnologias como
    sensores eletroquímicos acoplados a nanomateriais, incluindo pontos quânticos
    e dots de carbono, ampliando a sensibilidade e seletividade de detecção em
    matrizes complexas. Apesar dos avanços, o estudo aponta desafios na
    escalabilidade industrial, na padronização de protocolos e na aplicação a
    pesticidas emergentes. Os resultados indicam que os MIP representam uma
    estratégia promissora para enfrentar os desafios do monitoramento de
    contaminantes em água, mas requerem maior integração interdisciplinar e
    esforços de inovação tecnológica para sua consolidação em larga escala.
    Resumo do Artigo 2: A contaminação de corpos hídricos por inseticidas
    utilizados na agricultura representa um problema ambiental de relevância
    crescente, despertando preocupações quanto à conservação dos ecossistemas
    aquáticos. Nessa pesquisa, foram sintetizados polímeros molecularmente
    impressos (MIP) e não impressos (NIP) visando à remoção de fipronil (FIP),
    fipronil sulfone (SFN) e fipronil sulfide (SFD) em amostras de águas com
    contaminação simulada. O MIP foi produzido em meio etanólico contendo FIP e
    ácido acrílico (AA), usando etilenoglicol dimetacrilato (EGDMA) e persulfato de
    potássio (KPS), como agente reticulante e catalisador, respectivamente, sob
    atmosfera de nitrogênio (N 2 ) e aquecimento controlado. O NIP foi produzido
    seguindo o mesmo protocolo, porém na ausência do analito. A caracterização
    dos materiais incluiu análise por microscopia eletrônica de varredura (MEV),
    termogravimetria (TG), espectroscopia no infravermelho com transformada de
    Fourier (FTIR), determinação do ponto de carga zero (pH PCZ ) e avaliação da
    área superficial e porosidade pelo método de Brunauer-Emmett-Teller (BET).
    Os dados de MEV revelaram partículas esféricas irregulares, com isoterma de
    adsorção-dessorção tipo II, típica de materiais macroporosos. Os resultados de
    TG indicaram estabilidade térmica até 303,03°C (MIP) e 331,60°C (NIP),
    enquanto foi pH PCZ foi de 4,12. O equilíbrio de adsorção foi atingido em 2 horas
    para ambos os polímeros, com adsorção superiores a 98% (MIP) e 70% (NIP)
    para fipronil e seus metabólitos. Os modelos cinéticos de pseudo-seguna
    ordem (PSO) e Avrami apresentaram os melhores ajustes aos dados
    experimentais, respectivamente, para o MIP e NIP, conforme Critério
    Informativo de Akaike Corrigido (AICc). A isoterma de Langmuir ajustou-se
    melhor aos dados experimentais do equilibrio de adsorção do FIP e SFN, tanto
    no MIP como no NIP, enquanto as isotermas de Freundlich e Sips, conseguem
    descrever de forma mais realista a adsorção de SFD pelo MIP e NIP,
    respectivamnete. A adsorção máxima de FIP e de SFN pelo MIP foi
    aproximadamente 7,14 e 2,01 vezes maior que à estimativa para NIP,
    respectivamente. Para o SFD, o valor da constate de Freundlich (K L ) estimada

    para o MIP foi 1,43 vezes maior que a do NIP. O ensaio de dessorção
    confirmou a maior afinidade do MIP pelos FIP, SFN e SFD com menor
    liberação do analito em comparação ao NIP. O intervado de pH entre 5 e 9 não
    impacta significativamente na adsorção do MIP. Testes de seletividade
    evidenciaram que o MIP exibiu maior adsorção para fipronil, enquanto o NIP
    apresentou preferência pelo herbicida diuron. Além disso, ensaios de reuso
    demonstraram que o MIP manteve 99,66% de sua capacidade adsortiva após
    três ciclos, indicando alta estabilidade e potencial para aplicações sucessivas.
    Os resultados mostram que o MIP sintetizado é uma tecnologia eficiente e
    sustentável para a remediação de águas contaminadas por fipronil e seus
    metabólitos, destacando-se por sua seletividade, alta capacidade de adsorção
    e reutilização.

     

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  • GISLAINE DOS SANTOS NASCIMENTO
  • SIMPLIFICAÇÃO DE HABITAT E SEUS EFEITOS SOBRE A BIODIVERSIDADE DO SOLO E FUNCIONALIDADE DOS ECOSSISTEMAS

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LÍVIA BISCHOF PIAN
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • Milton César Costa Campos
  • TANCREDO AUGUSTO FEITOSA DE SOUZA
  • Data: 18/11/2025

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  • Resumo: A biodiversidade do solo e os processos ecológicos envolvidos na produção de biomassa, fertilidade do solo, estocagem de carbono e ciclagem de nutrientes podem ser facilmente influenciados por fatores externos, a citar a cobertura vegetal e as condições climáticas. Para este estudo, foram realizados três experimentos de campo com o objetivo de avaliar a influência da simplificação de habitat e da condição climática na biodiversidade de organismos do solo e na multifuncionalidade dos ecossistemas. O primeiro experimento envolveu a coleta de dados de três sistemas de uso do solo: ecossistema natural, pastagem e ambiente desmatado. Para cada ecossistema, foram coletadas cinco amostras de solo a uma profundidade de 0,2 m, sendo avaliado a abundância e diversidade de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) e algumas propriedades químicas do solo. Ao todo, foram identificadas 15 espécies de FMA, sendo 12 encontradas no ecossistema natural, 9 na pastagem e 10 no ambiente desmatado, com o ecossistema natural dispondo dos maiores valores para a riqueza de espécies, diversidade de Shannon e dominância de Simpson. Para as propriedades químicas do solo, verificou-se que o ecossistema natural apresentou os maiores valores de P disponível e N total. Já a área desmatada apresentou os maiores valores de pH do solo, enquanto a área da pastagem se destacou pelo maior conteúdo de carbono orgânico e N total. O segundo capítulo objetivou avaliar o papel da biodiversidade do solo na multifuncionalidade dos ecossistemas. A pesquisa foi realizada em condições de campo em um esquema fatorial 3×2, correspondente a três usos do solo (ecossistema natural, pastagem e área desmatada) e duas estações do ano (chuvosa e seca). Em cada tratamento, foram avaliados a influência da biodiversidade do solo na produção primária, fertilidade do solo, ciclagem de nutrientes e estabilidade do ecossistema. A biodiversidade do solo demostrou ser o fator de maior contribuição para os processos ecossistêmicos, sendo negativamente influenciada pela conversão florestal em pastagens e locais desmatados. Não foram observados efeitos diretos e indiretos da sazonalidade climática na produção primária, ciclagem de nutrientes, biodiversidade, fertilidade do solo e estabilidade do ecossistema. Por fim, o terceiro capítulo objetivou avaliar o impacto da variabilidade climática e simplificação de habitat na diversidade de organismos do solo, produção de biomassa, dinâmica da serrapilheira e propriedades físico-químicas do solo. O experimento foi conduzido em um esquema fatorial 3×3, com três sistemas de usos do solo (ecossistema natural, pastagem e área desmatada) e três tipos de clima (As, Aw e Bsh). Ao todo, foram identificadas 18 ordens de organismos do solo, com maior abundância de organismos sob ecossistema natural e no clima Bsh. A alteração na cobertura vegetal reduziu consideravelmente a produção de biomassa, deposição e teores N, P e C da serrapilheira, independente de tipo de clima. Não foram observadas diferenças significativas para o pH do solo e fósforo disponível. Contudo, verificou-se que os ecossistemas naturais, em todos os tipos de clima, apresentaram os maiores valores para o nitrogênio total, carbono orgânico e estoque de carbono do solo, enquanto os locais desmatados se sobressaíram em relação aos demais ecossistemas, quanto à densidade do solo.


  • Mostrar Abstract
  • Abstract: Soil biodiversity and the ecological processes involved in biomass production, soil fertility, soil organic carbon storage, and nutrient cycling can be easily influenced by external factors, such as vegetation cover and climatic conditions. This study comprised three field experiments to assess the influence of habitat simplification and climatic conditions on soil organism biodiversity and ecosystem multifunctionality. The first experiment involved data collection from three land-use systems: a natural ecosystem, pasture, and a deforested area. For each ecosystem, five soil samples were collected at a depth of 0.2 m, and the abundance and diversity of arbuscular mycorrhizal fungi (AMF) along with various soil chemical properties were evaluated. In total, 15 AMF species were identified, with 12 found in the natural ecosystem, 9 in the pasture, and 10 in the deforested area. The natural ecosystem exhibited the highest values for species richness, Shannon diversity, and Simpson's dominance. Regarding soil chemical properties, the natural ecosystem had the highest levels of available P and total N. The deforested area had the highest soil pH values, while the pasture area was notable for its higher content of organic carbon and total N. The second chapter aimed to evaluate the role of soil biodiversity in ecosystem multifunctionality. The research was conducted under field conditions in a 3×2 factorial design, corresponding to three land uses (natural ecosystem, pasture, and deforested area) and two seasons (rainy and dry). For each treatment, we assessed the influence of soil biodiversity on primary production, soil fertility, nutrient cycling, and ecosystem stability. Soil biodiversity was identified as the factor with the greatest contribution to ecosystem processes and was negatively impacted by the conversion of forests to pastures and deforested areas. No direct or indirect effects of climatic seasonality were observed on primary production, nutrient cycling, biodiversity, soil fertility, or ecosystem stability. Finally, the third chapter aimed to evaluate the impact of climatic variability and habitat simplification on the diversity of soil organisms, biomass production, litter dynamics, and soil physicochemical properties. The experiment was conducted in a 3×3 factorial design, with three land-use systems (natural ecosystem, pasture, and deforested area) and three climate types (As, Aw, and Bsh). In total, 18 orders of soil organisms were identified, with a greater abundance of organisms in the natural ecosystem and under the Bsh climate. Changes in vegetation cover considerably reduced biomass production, litter deposition, and the N, P, and C content of the litter, regardless of climate type. No significant differences were observed for soil pH and available phosphorus. However, it was found that natural ecosystems, across all climate types, had the highest values for total nitrogen, organic carbon, and soil carbon stock, while deforested sites exhibited higher soil bulk density compared to the other ecosystems.

     
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  • ANTONIO RANK SERMILHER DE SALES BARBOSA
  • REMOÇÃO DE HERBICIDAS EM ÁGUAS CONTAMINADAS A PARTIR DE BIOADSORVENTES QUIMICAMENTE ATIVADOS

  • Orientador : BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA BEATRIZ ROCHA DE JESUS PASSOS
  • ANNE GABRIELLA DIAS SANTOS CALDEIRA
  • BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
  • POLIANA PINHEIRO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 03/12/2025

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  • O aumento da presença de herbicidas em recursos hídricos, notadamente de compostos persistentes como a atrazina e derivados de ácidos auxínicos, tem exigido abordagens remediadoras sustentáveis e eficientes. Este estudo avaliou a aplicação de bioadsorventes produzidos a partir de resíduos vegetais, especificamente podas de nim indiano (Azadirachta indica) e de algaroba (Prosopis juliflora), quimicamente ativados com ácido sulfúrico, para
    adsorção de atrazina, deisopropilatrazina, picloram, 2,4-D e dicamba de soluções aquosas. Os materiais foram caracterizados por técnicas físico-químicas abrangentes (incluindo análise elementar, termogravimetria, FRX, FTIR-ATR, MEV e ponto de carga zero), evidenciando composição lignocelulósica, significativa incorporação de grupos oxigenados e sulfurosos e aumento de porosidade após a ativação. Ensaios em batelada investigaram os efeitos de pH, massa de adsorvente, concentração inicial e tempo de contato, revelando elevada eficiência de remoção (acima de 98 % para atrazina e derivados; 95 – 99 % para os auxínicos), mesmo em concentrações elevadas (10 vezes a permitida). O bioadsorvente de nim indiano apresentou pHpzc de 3,04 e de 3,08 para a algaroba. A cinética de adsorção foi melhor descrita pelo modelo de Avrami, indicando rápida fixação nos minutos iniciais; as isotermas de Freundlich (nim) e Langmuir (algaroba) refletiram comportamento heterogêneo e multicamada. Os bioadsorventes mostraram estabilidade e alto desempenho após múltiplos ciclos de regeneração, com destaque
    para a diminuta dessorção da atrazina e capacidade adsortiva significativa para seus derivados. Os materiais, especialmente a algaroba, mantiveram-se eficazes em ampla faixa de pH e em águas reais. Os resultados confirmam o potencial dos bioadsorventes vegetais ativados como soluções versáteis, ambientalmente seguras e de baixo custo para o tratamento de águas contaminadas por herbicidas, promovendo a valorização de resíduos urbanos e alinhamento com princípios de economia circular e sustentabilidade ambiental.


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  • O aumento da presença de herbicidas em recursos hídricos, notadamente de compostos persistentes como a atrazina e derivados de ácidos auxínicos, tem exigido abordagens remediadoras sustentáveis e eficientes. Este estudo avaliou a aplicação de bioadsorventes produzidos a partir de resíduos vegetais, especificamente podas de nim indiano (Azadirachta indica) e de algaroba (Prosopis juliflora), quimicamente ativados com ácido sulfúrico, para adsorção de atrazina, deisopropilatrazina, picloram, 2,4-D e dicamba de soluções aquosas. Os materiais foram caracterizados por técnicas físico-químicas abrangentes (incluindo análise elementar, termogravimetria, FRX, FTIR-ATR, MEV e ponto de carga zero), evidenciando composição lignocelulósica, significativa incorporação de grupos oxigenados e sulfurosos e aumento de porosidade após a ativação. Ensaios em batelada investigaram os efeitos de pH, massa de adsorvente, concentração inicial e tempo de contato, revelando elevada eficiência de remoção (acima de 98 % para atrazina e derivados; 95 – 99 % para os auxínicos), mesmo em concentrações elevadas (10 vezes a permitida). O bioadsorvente de nim indiano apresentou pHpzc de 3,04 e de 3,08 para a algaroba. A cinética de adsorção foi melhor descrita pelo modelo de Avrami, indicando rápida fixação nos minutos iniciais; as isotermas de Freundlich (nim) e Langmuir (algaroba) refletiram comportamento heterogêneo e multicamada. Os bioadsorventes mostraram estabilidade e desempenho robusto após múltiplos ciclos de regeneração, com destaque para a diminuta dessorção da atrazina e capacidade adsortiva significativa para seus derivados. Os materiais, especialmente a algaroba, mantiveram-se eficazes em ampla faixa de pH e em águas reais. Os resultados confirmam o potencial dos bioadsorventes vegetais ativados como soluções versáteis, ambientalmente seguras e de baixo custo para o tratamento de águas contaminadas por herbicidas, promovendo a valorização de resíduos urbanos e alinhamento com princípios de economia circular e sustentabilidade ambiental.

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  • VALDIVIA GOMES DE SOUSA BEZERRA
  • POTENCIAL DO USO DA ÁGUA PRODUZIDA DO PETRÓLEO PARA O CULTIVO DE ESPÉCIES DE OCORRÊNCIA NA CAATINGA.

  • Orientador : BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • FABRÍCIA GRATYELLI BEZERRA COSTA FERNANDES
  • HAMURÁBI ANIZIO LINS
  • Data: 15/12/2025

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  • Em regiões semiáridas, a escassez hídrica contrasta com a geração de grandes volumes de Água Produzida (AP), efluente da exploração petrolífera. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial da AP no desenvolvimento de espécies florestais da caatinga e os efeitos na qualidade do solo. O estudo foi conduzido em casa de vegetação utilizando delineamento de blocos casualizados, com nove espécies nativas da Caatinga (Hymenaea courbaril , Tabebuia aurea , Mimosa tenuiflora , Ceiba glaziovii, Erythrina velutina, Caesalpinia ferrea, Aspidosperma pyrifolium, Myracrodruon urundeuva e Mimosa caesalpiniifolia) irrigadas com cinco proporções de AP (0%, 25%, 50%, 75% e 100%). Foram realizados dois experimentos distintos: o primeiro utilizou AP tratada de boa qualidade em solo argiloso, enquanto o segundo empregou AP salobra de alto risco em solo arenoso. No primeiro experimento, a AP tratada (100%) apresentou qualidade satisfatória para irrigação, com condutividade elétrica de 0,52 dS m-1 e teor de sódio (1,82 mg L-1) inferior ao da água controle. Todos os parâmetros analisados, incluindo elementos traço e compostos BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos), mantiveram-se abaixo dos limites normativos. As plantas foram classificadas em três grupos: beneficiadas, resistentes e resistentes com mecanismos de defesa. A aplicação de AP mostrou-se eficaz na redução do sódio trocável e do PST na camada superficial (0-20 cm) em até 44%, mitigando significativamente os riscos de sodificação. No segundo experimento, a AP caracterizou-se como salobra de alto risco, com condutividade elétrica de 4,76 ds m-1 e elevado teor de sódio (34,76 mmolc L-1), excedendo os limites da FAO para irrigação. Mimosa tenuiflora , Caesalpinia ferrea e Myracrodruon urundeuva emergiram como as mais tolerantes, mantendo o desenvolvimento mesmo sob irrigação com 100% de AP, enquanto Ceiba glaziovii apresentou mortalidade total a partir de 50% de AP. A aplicação de AP induziu aumento dependente da concentração na condutividade elétrica e no percentual de sódio trocável do solo arenoso, atingindo níveis críticos que demandam monitoramento específico. Conclui-se que o reuso da Água Produzida constitui uma estratégia viável e sustentável para a produção de mudas florestais no semiárido, promovendo a economia circular ao transformar um efluente industrial em recurso agrícola. A viabilidade da técnica é condicionada à qualidade do efluente, à seleção de espécies tolerantes e ao monitoramento dos atributos do solo, conforme demonstrado pelos diferentes comportamentos observados nos dois cenários estudados.


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  • Em regiões semiáridas, a escassez hídrica contrasta com a geração de grandes volumes de Água Produzida (AP), efluente da exploração petrolífera. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de diferentes proporções de AP no desenvolvimento de mudas de espécies nativas e nas propriedades químicas do solo. O estudo foi conduzido em casa de vegetação, na Universidade Federal Rural do Semi-árido, no segundo semestre de 2024 utilizando delineamento de blocos casualizados, com nove espécies nativas da Caatinga (Hymenaea courbaril, Tabebuia aurea, Mimosa tenuiflora, Ceiba glaziovii, Erythrina velutina, Caesalpinia ferrea, Aspidosperma pyrifolium, Myracrodruon urundeuva e Mimosa caesalpiniifolia) irrigadas com cinco proporções de AP (0%, 25%, 50%, 75% e 100%). Foram realizados dois experimentos distintos: o primeiro utilizou AP tratada de boa qualidade em solo argiloso, enquanto o segundo empregou AP salobra de alto risco em solo arenoso. No primeiro experimento, a AP tratada (100%) apresentou qualidade satisfatória para irrigação, com condutividade elétrica de 0,52 dS m⁻¹ e teor de sódio (1,82 mg L-1) inferior ao da água controle. Todos os parâmetros analisados, incluindo elementos traço e compostos BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos), mantiveram-se abaixo dos limites normativos. A maioria das espécies apresentou desenvolvimento ideal nas concentrações de 50-75% de AP, com destaque para E. velutina e A. pyrifolium, que mantiveram excelente desempenho mesmo com 100% de AP, registrando incrementos de até 139% na taxa fotossintética. A aplicação de AP mostrou-se eficaz na redução do sódio trocável e do PST na camada superficial (0-20 cm) em até 44%, mitigando significativamente os riscos de sodificação. No segundo experimento, a AP caracterizou-se como salobra de alto risco, com condutividade elétrica de 4,76 dS/m e elevado teor de sódio (34,76 mmolc L-1), excedendo os limites da FAO para irrigação. Mimosa tenuiflora, Caesalpinia ferrea e Myracrodruon urundeuva emergiram como as mais tolerantes, mantendo o desenvolvimento mesmo sob irrigação com 100% de AP, enquanto Ceiba glaziovii apresentou mortalidade total a partir de 50% de AP. A aplicação de AP induziu aumento dependente da dose na condutividade elétrica e no percentual de sódio trocável do solo arenoso, atingindo níveis críticos que demandam monitoramento específico. Conclui-se que o reúso da Água Produzida constitui uma estratégia tecnológica viável e sustentável para a produção de mudas florestais no semiárido, promovendo a economia circular ao transformar um efluente industrial em recurso agrícola. A viabilidade da técnica é condicionada à qualidade do efluente, à seleção de espécies tolerantes e ao monitoramento dos atributos do solo, conforme demonstrado pelos diferentes comportamentos observados nos dois cenários estudados.

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  • VANESSA TAINARA DA CUNHA
  • ASPECTOS SOCIOAMBIENTAIS DAS BARRAGENS SUBTERRÂNEAS NO SEMIÁRIDO POTIGUAR APLICADOS AO MANEJO AGRÍCOLA.

  • Orientador : JOEL MEDEIROS BEZERRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOEL MEDEIROS BEZERRA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • CIBELE GOUVEIA COSTA CHIANCA
  • SILVANETE SEVERINO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 16/12/2025
    Ata de defesa assinada:

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  • As barragens subterrâneas surgem como solução estratégica para regiões áridas e semiáridas, armazenando água no subsolo, reduzindo perdas por evaporação e garantindo abastecimento para consumo e agricultura. Esta tese, composta por quatro artigos, avaliou seu potencial na segurança hídrica e alimentar, considerando condições locacionais e de implantação, aspectos socioeconômicos, qualidade da água e sustentabilidade agrícola no semiárido potiguar. A metodologia adotada variou conforme os objetivos específicos de cada estudo. O primeiro artigo baseou-se em uma revisão sistemática da literatura publicada entre 2013 e 2024, nas bases SciELO, ScienceDirect, Portal de Periódicos da CAPES e Google Acadêmico, com foco na identificação dos critérios e metodologias aplicados à seleção de áreas adequadas para a construção de BS. Já o segundo artigo utilizou uma abordagem qualitativa e quantitativa, com aplicação de questionários semiestruturados a proprietários de 18 barragens subterrâneas localizadas no município de Angicos (RN), além do levantamento de informações sobre o uso e ocupação do solo com auxílio de geotecnologias. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e categorização temática. Enquanto, Os os artigos terceiro e quarto envolveram coletas sazonais de água nos períodos chuvoso e seco de 2022, com análises físico-químicas e hidrogeoquímicas realizadas no Laboratório de Solos e Água da UFERSA. Foram determinados os seguintes parâmetros químicos: condutividade elétrica (CE), pH, sódio (Na⁺), cálcio (Ca²⁺), magnésio (Mg²⁺), potássio (K⁺), cloreto (Cl⁻), carbonato (CO₃²⁻), bicarbonato (HCO₃⁻) e razão de adsorção de sódio (RAS). Também foram avaliados os parâmetros físicos sólidos totais (ST), sólidos suspensos (SS), sólidos dissolvidos (SD) e turbidez, além da presença de nitrato (NO₃⁻) e amônio (NH₄⁺). Os resultados foram interpretados por meio de análises estatísticas multivariadas, incluindo análise de componentes principais (ACP), análise fatorial e agrupamento hierárquico, além da classificação da água para irrigação. Os resultados evidenciaram que a eficiência das BS está diretamente associada à seleção criteriosa do local de implantação, sendo recomendada a integração de ferramentas geotecnológicas (SIG) e métodos multicritério com parâmetros geológicos, hidrológicos e socioeconômicos. Constatou-se também que as barragens subterrâneas contribuem significativamente para a diversificação dos cultivos, o fortalecimento da agricultura de subsistência e a inclusão socioprodutiva das famílias rurais. A qualidade da água variou conforme a sazonalidade, com condutividade elétrica média entre 0,42 e 0,49 dS m⁻¹ e RAS de até 7,88 (mmolc L⁻¹) ⁰·⁵, indicando risco moderado de salinização. Observou-se que 82% das barragens apresentaram baixo risco de sodicidade, reforçando o potencial produtivo, ambiental e social dessa tecnologia, que se mostra essencial para o desenvolvimento sustentável e a resiliência agrícola no semiárido brasileiro. Conclui-se que as barragens subterrâneas constituem tecnologias fundamentais para a convivência com a seca no semiárido, promovendo segurança hídrica e fortalecimento da agricultura familiar. Sua eficiência depende de critérios adequados de implantação, profundidade e manejo conservacionista. A variação sazonal influencia a qualidade da água, resultando em risco moderado de salinização e sodificação, porém dentro de limites aceitáveis para irrigação e abastecimento. Assim, as BS reafirmam sua relevância produtiva, ambiental e social, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para o fortalecimento da resiliência agrícola regional.


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  • As barragens subterrâneas surgem como solução estratégica para regiões áridas e semiáridas, armazenando água no subsolo, reduzindo perdas por evaporação e garantindo abastecimento para consumo e agricultura. Esta tese, composta por quatro artigos, avaliou seu potencial na segurança hídrica e alimentar, considerando condições locacionais e de implantação, aspectos socioeconômicos, qualidade da água e sustentabilidade agrícola no semiárido potiguar. A metodologia adotada variou conforme os objetivos específicos de cada estudo. O primeiro artigo baseou-se em uma revisão sistemática da literatura publicada entre 2013 e 2024, nas bases SciELO, ScienceDirect, Portal de Periódicos da CAPES e Google Acadêmico, com foco na identificação dos critérios e metodologias aplicados à seleção de áreas adequadas para a construção de BS. Já o segundo artigo utilizou uma abordagem qualitativa e quantitativa, com aplicação de questionários semiestruturados a proprietários de 18 barragens subterrâneas localizadas no município de Angicos (RN), além do levantamento de informações sobre o uso e ocupação do solo com auxílio de geotecnologias. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e categorização temática. Enquanto, Os os artigos terceiro e quarto envolveram coletas sazonais de água nos períodos chuvoso e seco de 2022, com análises físico-químicas e hidrogeoquímicas realizadas no Laboratório de Solos e Água da UFERSA. Foram determinados os seguintes parâmetros químicos: condutividade elétrica (CE), pH, sódio (Na⁺), cálcio (Ca²⁺), magnésio (Mg²⁺), potássio (K⁺), cloreto (Cl⁻), carbonato (CO₃²⁻), bicarbonato (HCO₃⁻) e razão de adsorção de sódio (RAS). Também foram avaliados os parâmetros físicos sólidos totais (ST), sólidos suspensos (SS), sólidos dissolvidos (SD) e turbidez, além da presença de nitrato (NO₃⁻) e amônio (NH₄⁺). Os resultados foram interpretados por meio de análises estatísticas multivariadas, incluindo análise de componentes principais (ACP), análise fatorial e agrupamento hierárquico, além da classificação da água para irrigação. Os resultados evidenciaram que a eficiência das BS está diretamente associada à seleção criteriosa do local de implantação, sendo recomendada a integração de ferramentas geotecnológicas (SIG) e métodos multicritério com parâmetros geológicos, hidrológicos e socioeconômicos. Constatou-se também que as barragens subterrâneas contribuem significativamente para a diversificação dos cultivos, o fortalecimento da agricultura de subsistência e a inclusão socioprodutiva das famílias rurais. A qualidade da água variou conforme a sazonalidade, com condutividade elétrica média entre 0,42 e 0,49 dS m⁻¹ e RAS de até 7,88 (mmolc L⁻¹) ⁰·⁵, indicando risco moderado de salinização. Observou-se que 82% das barragens apresentaram baixo risco de sodicidade, reforçando o potencial produtivo, ambiental e social dessa tecnologia, que se mostra essencial para o desenvolvimento sustentável e a resiliência agrícola no semiárido brasileiro. Conclui-se que as barragens subterrâneas constituem tecnologias fundamentais para a convivência com a seca no semiárido, promovendo segurança hídrica e fortalecimento da agricultura familiar. Sua eficiência depende de critérios adequados de implantação, profundidade e manejo conservacionista. A variação sazonal influencia a qualidade da água, resultando em risco moderado de salinização e sodificação, porém dentro de limites aceitáveis para irrigação e abastecimento. Assim, as BS reafirmam sua relevância produtiva, ambiental e social, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para o fortalecimento da resiliência agrícola regional.

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  • FRANCYELLE GURGEL DE CASTRO ALVES
  • CULTIVO DE MORINGA SOB ESTRESSE ABIÓTICO: UMA ABORDAGEM SUSTENTÁVEL PARA A NUTRIÇÃO DE RUMINANTES

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 18/12/2025

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  • AA Moringa oleifera Lam, planta originária dos Himalaias, destaca-se por sua adaptabilidade a climas áridos e semiáridos, além de múltiplas potencialidades incluindo o tratamento de água, alimentação animal e humana, indústria farmacêutica e cosmético. Objetivou-se avaliar os efeitos dos níveis de salinidade da água até 4,5 dS m-1 e déficit de irrigação até 33%ETc no desenvolvimento vegetativo, na produção quantitativa e qualitativa de biomassa da moringa, bem como na dinâmica de acúmulo de sais no solo no seu cultivo. O experimento foi conduzido em área de 0,3 ha, adotando delineamento experimental em blocos casualizados em esquema fatorial 3x3+1, durante 555 dias de cultivo após o transplantio. Os tratamentos consistiram na combinação de três lâminas de irrigação relacionadas a evapotranspiração de referência (L₁ = 33%; L₂ = 66%; L₃ = 100% ETc) e três níveis de salinidade da água (S₁ = 0,5; S₂ = 2,5; S₃ = 4,5 dS m⁻¹), aplicados via irrigação localizada, além de um tratamento controle sem irrigação após 60 dias após o transplantio (DAT). O Capítulo I apresentou a tensão do solo e os coeficientes da cultura através do monitoramento diário por tensiômetros, e avaliou a dinâmica de sais no solo submetido a irrigação deficitária a partir de 33%ETc com água de salinidade até 4,5 dS m-1 em condições semiáridas a partir de avaliações semestrais dos parâmetros químicos do solo (pH, condutividade elétrica - CE e acúmulo de sais). Os valores de tensões da água no solo detectaram estresse hídrico na zona radicular de L1, enquanto o Kc apresentou-se inferior a 0,5 até o segundo ano de cultivo. O monitoramento da salinidade do solo evidenciou o maior acúmulo de sais no solo no tratamento L2, enquanto L1 minimizou a deposição de sais no solo e L3 proporcionou lixiviação da água aplicada. A alternância do período chuvoso com os secos e o método de irrigação por microtubos favoreceram a estabilidade do pH. O Capítulo II avaliou os parâmetros morfofisiológicos de altura das plantas, diâmetro do caule, produção de matéria verde e seca da moringa cultivada em condições deficitárias de irrigação, a partir de restrição hídrica até 33%ETc ou salinidade de até 4,5dS m-1, em intervalos de 60 dias, analisando seu potencial forrageiro no semiárido brasileiro. Os resultados demonstraram que a disponibilidade hídrica exerceu influência significativa na produção de biomassa, com incrementos na matéria verde e seca proporcionalmente ao aumento da lâmina de irrigação. O Capítulo III associa a produtividade obtida e a composição química da forragem, aprofundando a discussão técnico-científica sobre a composição química da biomassa produzida, avaliando seu potencial forrageiro quando cultivada em condições semiáridas. Não houve influência da salinidade ou lâmina de irrigação entre os tratamentos avaliados. Portanto, os resultados desta pesquisa qualificaram a moringa como uma planta tolerante a condições moderadas de salinidade, até 4,5dS m-1, o que viabiliza seu cultivo em regiões com escassez hídrica e disponibilidade limitada de água de boa qualidade como alternativa sustentável para sistemas agrícolas em ambientes semiáridos e possibilidade suplementação alimentar para ruminantes na região.


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  • A Moringa oleifera Lam, planta originária dos Himalaias, destaca-se por sua adaptabilidade a climas áridos e semiáridos, além de múltiplas potencialidades incluindo o tratamento de água, alimentação animal e humana, indústria farmacêutica e cosmético. Este estudo objetiva avaliar os efeitos de diferentes lâminas de irrigação e níveis de salinidade da água no seu desenvolvimento vegetativo, na produção quantitativa e qualitativa de biomassa, bem como na dinâmica de acúmulo de sais no solo. O experimento foi conduzido em área de 0,3 ha, adotando delineamento experimental em blocos casualizados em esquema fatorial 3x3+1, durante 555 dias de cultivo após o transplantio. Os tratamentos consistiram na combinação de três lâminas de irrigação (L₁ = 33% da evapotranspiração de referência - ETc; L₂ = 66% ETc; L₃ = 100% ETc) e três níveis de salinidade da água (S₁ = 0,5 dS m⁻¹; S₂ = 2,5 dS m⁻¹; S₃ = 4,5 dS m⁻¹), aplicados via irrigação localizada, além de um tratamento controle sem irrigação após 60 dias após o transplantio (DAT). Foram realizadas avaliações semestrais dos parâmetros químicos do solo (pH, condutividade elétrica - CE e acúmulo de sais) e monitoramento do crescimento vegetativo em intervalos de 60 dias, com medições de altura das plantas, diâmetro do caule, massa verde e massa seca. Os resultados demonstraram que a disponibilidade hídrica exerceu influência significativa na produção de biomassa, com incrementos na matéria verde e seca proporcionalmente ao aumento da lâmina de irrigação. Adicionalmente, verificou-se que a irrigação com água salina até 4,5 dS m⁻¹ não comprometeu significativamente o crescimento das plantas, indicando tolerância da planta a condições moderadas de salinidade, o que evidencia a viabilidade do cultivo da moringa em regiões com escassez hídrica e disponibilidade limitada de água de boa qualidade como alternativa sustentável para sistemas agrícolas em ambientes semiáridos.

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  • TEREZA AMELIA LOPES CIZENANDO GUEDES ROCHA
  • Fertirrigação da palma forrageira miúda com efluente aquícola: qualidade da água, solo e fitoestabilização no semiárido potiguar

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • LAIO ARIEL LEITE DE PAIVA
  • LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • Data: 19/12/2025

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  • O reúso agrícola vem sendo praticado em todo o mundo como forma de mitigar a escassez hídrica e fornecer nutrientes, todavia é necessário se ater a sua composição química, o tipo de solo e a tolerância da cultura. Diante disso, convém utilizar o efluente da aquicultura, que é a forma de produção de alimentos que mais cresce em todo o planeta e que gera uma quantidade significativa de efluente com elevado teor de sais, aplicado à palma forrageira, que é uma cactácea de grande expressão no semiárido brasileiro e que possui diferentes formas de uso. Dito isso, objetivo com o presente estudo analisar as diluições de efluente aquícola aplicados à cultura da palma forrageira miúda no segundo ano de cultivo quanto a qualidade ambiental e a fitoestabilização no semiárido potiguar. O experimento foi instalado na Unidade Experimental de Reúso de Água (UERA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN, durante o período de 26 de outubro de 2021 a 20 de dezembro de 2023. O arranjo experimental foi o Delineamento em Blocos Casualizados, com cinco tratamentos, a saber: T1 (100% água); T2 (75% água + 25% efluente); T3 (50% água + 50% efluente); T4 (25% água + 75% efluente) e T5 (100% efluente); e cinco repetições, totalizando 25 parcelas experimentais. A irrigação ocorreu semanalmente, alternando entre a água de abastecimento e as diluições. O experimento ocupou uma área de 56m² com mudas de um genótipo Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck, popularmente conhecida como palma miúda. Durante o período experimental, foram coletadas amostras compostas da água de irrigação para a análise dos indicadores: pH, CE, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Cl-, CO32-, HCO3-, NTK, P, Fe+, Mn+, Zn2+, Cu2+, Pb, Cd, Ni e Cr. Também foram calculados os índices RAS, CSR e dureza. Ao final do segundo ano de cultivo, coletaram-se amostras compostas de solo de 0-20 cm e de 20-40 cm para análises dos indicadores: pH, CE, CEes, MO, P, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Al3+, H+ + Al3+, Cu2+, Mn+, Fe+, Zn2+, Cr, Ni, Cd e Pb. Também foram calculados os índices SB, t, T, V%, m%, PST e RAS. Do mesmo modo, foram realizadas coletas de amostras de tecido vegetal de duas plantas por parcela para analisar os elementos Cu2+, Zn2+, Mn+, Fe+ e Na+, a fim de obter os fatores de translocação e de bioacumulação da palma forrageira. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva e, posteriormente, realizou-se à estatística multivariada pelo programa computacional Statistica®. Com os dados da água e do solo foram gerados matriz de correlação e análises de componentes principais, de agrupamento e fatorial, compondo os Capítulos 1 e 2. Já os dados da planta e alguns do solo passaram por análise de agrupamento, além do teste de média para dados não paramétricos de Kruskal-Wallis, compondo o Capítulo 3. Os resultados da água indicaram que as diluições de água de abastecimento com efluente aquícola apresentaram restrições ao uso na irrigação quanto ao perigo de salinização, visto que a água de abastecimento foi considerada uma água de médio risco de salinidade e o efluente aquícola foi classificado com risco muito alto de salinidade, sendo as variáveis CE, Ca2+, Mg2+, Cl-, HCO3-, P, RAS, Mn+, Zn2+ e N as mais relevantes na análise. Sobre o solo, não foi classificado como salino e/ou sódico em nenhum dos tratamentos e/ou profundidade, todavia, o uso de diluições de efluentes da aquicultura contribuiu para o aumento nos teores do solo dos parâmetros pH, CEes, MO, Mg2+, K+, PST, Na+, Fe+, Mn+e Zn2+, principalmente na camada de 0-20 cm, sendo as variáveis pH, CEes, Na+, Ca2+, Mg2+, PST, RAS, Cu2+ e MO, mais relevantes na análise. Já com relação a planta, a palma forrageira miúda não foi eficiente na translocação de Cu2+, Fe+ e Na+, sendo acumuladora de Cu2+, Fe+, Zn2+ e Na+. Portanto, a N. cochenillifera pode ser considerada fitoestabilizadora para os seguintes elementos: Na+, Fe+ e Cu2+.


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  • Agricultural reuse has been practiced worldwide as a way to mitigate water scarcity and provide nutrients, but it is necessary to consider its chemical composition, soil type, and crop tolerance. Given this, it is advisable to use reused water from aquaculture, which is the fastest growing form of food production on the planet and generates a significant amount of effluent with a high salt content, applied to forage palm, which is a cactus of great importance in the Brazilian semi-arid region and has different uses. That said, the objective of this research was to analyze the dilutions of aquaculture effluent applied to the cultivation of small forage palm in the second year of cultivation in terms of environmental quality and phytostabilization in the semi-arid region of Rio Grande do Norte. The experiment was set up at the Water Reuse Experimental Unit (UERA) of the Federal Rural University of the Semi-Arid Region (UFERSA) in Mossoró, Rio Grande do Norte, during the period from October 26, 2021, to December 20, 2023. The experimental design was a randomized block design with five treatments, namely: T1 (100% water); T2 (75% water + 25% effluent); T3 (50% water + 50% effluent); T4 (25% water + 75% effluent); and T5 (100% effluent); and five replicates, totaling 25 experimental plots. Irrigation took place weekly, alternating between water supply and dilutions. The experiment occupied an area of 56m² with seedlings of a Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck genotype, popularly known as palma miúda. During the experimental period, composite samples of irrigation water were collected for analysis of the following indicators: pH, EC, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Cl-, CO32-, HCO3-, NTK, P, Fe+, Mn+, Zn2+, Cu2+, Pb, Cd, Ni, and Cr. The SAR, RSC, and hardness indices were also calculated. At the end of the second year of cultivation, composite soil samples were collected from 0-20 cm and 20-40 cm for analysis of the following indicators: pH, EC, ECes, OM, P, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Al3+, H+ + Al3+, Cu2+, Mn+, Fe+, Zn2+, Cr, Ni, Cd, and Pb. The SB, t, T, V%, m%, PST, and RAS indices were also calculated. Similarly, plant tissue samples were collected from two plants per plot to analyze the elements Cu2+, Zn2+, Mn+, Fe+, and Na+ in order to obtain the translocation and bioaccumulation factors of the forage palm. The data were submitted to descriptive statistical analysis and subsequently to multivariate statistics using the Statistica® computer program. With the water and soil data, correlation matrices and principal component, cluster, and factor analyses were generated, comprising Chapters 1 and 2. The plant data and some of the soil data underwent cluster analysis, in addition to the Kruskal Wallis nonparametric mean test, comprising Chapter 3. The water results indicated that dilutions of supply water with aquaculture effluent presented restrictions on use in irrigation due to the danger of salinization, since the supply water was considered to be of medium risk of salinity and the aquaculture effluent was classified as very high risk of salinity, with the variables EC, Ca2+, Mg2+, Cl-, HCO3-, P, RAS, Mn+, Zn2+, and N were the most relevant in the analysis. Regarding the soil, it was not classified as saline and/or sodic in any of the treatments and/or depths; however, the use of aquaculture effluent dilutions contributed to an increase in soil levels of the parameters pH, ECes, OM, Mg2+, K+, PST, Na+, Fe+, Mn+, and Zn2+, mainly in the 0-20 cm layer, with the variables pH, EC, Na+, Ca2+, Mg2+, PST, SAR, Cu2+, and OM being the most relevant in the analysis. With regard to the plant, the small forage palm was not efficient in translocating Cu2+, Fe+, and Na+, accumulating Cu2+, Fe+, Zn2+, and Na+. Therefore, N. cochenillifera can be considered phytostabilizing for the following elements: Na+, Fe+, and Cu2+.

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  • VALÉRIA NAYARA SILVA DE OLIVEIRA
  • TOLERÂNCIA DE CULTIVARES DE RÚCULA À SALINIDADE E EFICIÊNCIA DA MELATONINA COMO ATENUADOR DO ESTRESSE SALINO EM CULTIVO HIDROPÔNICO

  • Orientador : GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDICLEIDE MACEDO DA SILVA
  • GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • MARIA LILIA DE SOUZA NETA
  • SANDY THOMAZ DOS SANTOS
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 22/12/2025

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  • A salinidade é um dos principais fatores limitantes da produtividade agrícola, especialmente em regiões semiáridas, onde a baixa qualidade da água utilizada na irrigação compromete o crescimento e o metabolismo das plantas. Diante desse cenário, esta tese teve como objetivo avaliar a tolerância de cultivares de rúcula (Eruca sativa Miller) ao estresse salino e a eficiência da melatonina como agente mitigador em cultivo hidropônico. O trabalho foi desenvolvido em dois experimentos complementares, conduzidos em casa de vegetação sob condições controladas. No primeiro experimento, avaliou-se o comportamento de dez cultivares comerciais de rúcula (Folha larga, Cultivada, Gigante folha larga, Antonella, Rokita, Donatella, Veloster, Astro, Sasha e Michaella) submetidas a dois níveis de salinidade (2,0 e 6,5 dS m⁻¹). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com cinco repetições. Foram analisadas variáveis de crescimento, fisiológicas e nutricionais para determinar o grau de tolerância de cada genótipo. As cultivares apresentaram respostas diferenciadas ao estresse, destacando-se Astro como a mais tolerante e Cultivada como moderadamente tolerante, com menor redução no crescimento e melhor eficiência fisiológica sob salinidade. Com base nesses resultados, foi conduzido o segundo experimento, no qual as cultivares Astro (tolerante) e Donatella (sensível) foram selecionadas para avaliar a eficiência da aplicação exógena de melatonina (0, 25, 50, 75 e 100 µmol L⁻¹) sob os mesmos níveis de salinidade. A aplicação de melatonina reduziu os efeitos negativos do estresse, promovendo maior acúmulo de biomassa, incremento na área foliar, estabilidade do pH e aumento dos teores de vitamina C. Doses intermediárias (50–75 µmol L⁻¹) proporcionaram melhor desempenho fisiológico e bioquímico, favorecendo o equilíbrio osmótico e a integridade das membranas celulares. De modo geral, os resultados evidenciam ampla variabilidade genética entre as cultivares de rúcula quanto à tolerância à salinidade e confirmam o potencial da melatonina como bioestimulante no manejo de estresses abióticos. Conclui-se que o uso de doses moderadas de melatonina constitui uma estratégia promissora e de baixo custo para mitigar os efeitos da salinidade, contribuindo para a sustentabilidade da produção hidropônica de hortaliças em regiões semiáridas.


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  • Artigo 1: O cultivo de rúcula (Eruca sativa Mill.) em regiões semiáridas enfrenta limitações devido ao
    elevado teor de sais solúveis presente na água. Este estudo teve como objetivo avaliar o crescimento e
    os ajustes morfológicos de dez cultivares de rúcula submetidas a duas condutividades elétricas da
    solução nutritiva (2,0 e 6,5 dS m−1) em cultivo hidropônico. Foram analisadas variáveis como altura de
    planta, número de folhas, massa fresca e seca da parte aérea, área foliar, suculência foliar e área foliar
    específica (AFE). Os resultados indicaram que a salinidade afetou de forma diferenciada o desempenho
    das cultivares. Cultivada, Folha Larga e Donatella foram mais sensíveis, com reduções significativas em
    crescimento e biomassa. Em contrapartida, Antonella, Rokita, Gigante Folha Larga, Veloster, Astro,
    Sasha e Michaella mantiveram ou aumentaram sua performance sob estresse. As variáveis AFE e
    suculência foliar destacaram-se como bons indicadores de tolerância, por refletirem os mecanismos
    fisiológicos de ajuste das plantas. Conclui-se que a escolha de cultivares adaptadas é essencial para
    viabilizar a produção de rúcula em hidroponia utilizando água com maior condutividade elétrica.
    Artigo 2: A escolha de cultivares tolerantes a salinidade é um fator chave para se obter êxito em
    condições que seja inevitável o uso de água salina. O presente estudo foi desenvolvido com objetivo de
    avaliar a tolerância de cultivares de rúcula quanto a salinidade a partir de diferentes índices de
    classificação. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, em esquema
    fatorial 2 × 10, com três repetições. Foram utilizadas duas condutividades elétrica da solução nutritiva
    (2,0 e 6,5 dS m-1) e dez cultivares de rúcula (Folha Larga, Cultivada, Gigante Folha Larga, Antonella,
    Rokita, Donatella, Veloster, Astro, Sasha e Michaella). A tolerância à salinidade foi analisada a partir da
    produção de massa seca e dos índices de tolerância SSI, TOL, MP, GMP, STI, YI, YSI, HM, RSE, SWPI e
    REI. Os índices SSI, TOL, YSI, SER e SWPI são os mais indicados para a classificação de genótipos de
    rúcula quanto a tolerância à salinidade. As cultivares Gigante Folha Larga, Antonella e Veloster foram
    mais tolerantes. As cultivares Cultivada e Folha Larga foram as mais sensíveis ao estresse salino.

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  • ITACILHA MOZANA DO NASCIMENTO
  • POTENCIAL AGRONÔMICO DA ÁGUA RESIDUÁRIA DA AQUICULTURA NA FERTIRRIGAÇÃO DE MINI MELANCIA EM AMBIENTE PROTEGIDO

  • Orientador : GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO LEONAN DE CARVALHO LIMA
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO
  • MARCELO AUGUSTO BEZERRA
  • MARIA VALDIGLEZIA DE MESQUITA ARRUDA
  • Data: 23/12/2025

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  •  

    Restrições hídricas, comum em regiões semiáridas, são limitantes aos cultivos agrícolas. O aproveitamento agrícola de água residuária é tido como alternativa para suprir as necessidades hídricas das culturas. Entretanto, a composição química dessa água pode limitar a produção e qualidade dos frutos, principalmente pelo excesso de sais. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da irrigação com água residuária da aquicultura sobre o crescimento, a produção e a qualidade dos frutos de mini melancia, visando identificar seu potencial como alternativa sustentável para o cultivo dessa cultura. O experimento foi delineado em blocos casualizados em um esquema fatorial de 3x3 com 4 repetições conduzido em casa de vegetação. Para isso, as cultivares de mini melancia ‘Sugar Baby’, ‘Tigrinho’ e ‘Caramella’, foram irrigadas com água de abastecimento (controle), 50% de água residuária da aquicultura + 50% da água de abastecimento, e com 100% água residuária da aquicultura. As águas dos tratamentos foram especificadas quanto ao pH e à condutividade elétrica (CE) usando medidor digital. A água de abastecimento apresentou pH 8,24 e CE 0,47 dS m⁻¹, a mistura 50% AA + 50% AR teve pH 7,6 e CE 2,98 dS m⁻¹, e a água residual apresentou pH 7,40 e CE 4,97 dS m⁻¹. Frutos com maior peso (1580 g), diâmetro total (12,2 cm), diâmetro da polpa (11,07 cm para cv. ‘Tigrinho’) e teor de sólidos solúveis (10,9 °Brix) foram obtidos com água de abastecimento. Para espessura da casca, firmeza da polpa, acidez titulável, relação sólidos solúveis/acidez titulável e ângulo Hue, o efeito das águas variou de acordo com as cultivares. Por exemplo, a firmeza da polpa foi maior na cv. ‘Caramella’ (11,5 N) com 100% de água residuária, enquanto o menor ângulo Hue (39,7°) foi observado em ‘Sugar Baby’ com o mesmo tratamento. A cultivar ‘Tigrinho’ apresentou melhor desempenho e estabilidade frente ao uso da água residuária, enquanto a ‘Sugar Baby’ foi a mais sensível . O uso da água residuária da aquicultura mostrou-se viável na irrigação de mini melancia, especialmente quando diluída a 50%, atuando não como substituição da irrigação convencional, mas como fonte complementar de água e nutrientes na agricultura sustentável.


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  • Resumo

    Restrições hídricas, comum em regiões semiáridas, são limitantes aos cultivos agrícolas. O aproveitamento agrícola de água residuária é tido como alternativa para suprir as necessidades hídricas das culturas. Entretanto, a composição química dessa água pode limitar a produção e qualidade dos frutos, principalmente pelo excesso de sais. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da irrigação com água residuária da aquicultura sobre o crescimento, a produção e a qualidade dos frutos de mini melancia, visando identificar seu potencial como alternativa sustentável para o cultivo dessa cultura. Para isso, as cultivares de mini melancia ‘Sugar Baby’, ‘Tigrinho’ e ‘Caramella’, foram irrigadas com água de abastecimento (controle), 50% de água residuária da aquicultura + 50% da água de abastecimento, e com 100% água residuária da aquicultura. O experimento foi delineado em blocos casualizados completos e conduzido em casa de vegetação. Frutos com maior peso (1580 g), diâmetro total (12,2 cm), diâmetro da polpa (11,07 cm para cv. ‘Tigrinho’) e teor de sólidos solúveis (10,9 °Brix) foram obtidos com água de abastecimento. Para espessura da casca, firmeza da polpa, acidez titulável, relação sólidos solúveis/acidez titulável e ângulo Hue, o efeito das águas variou de acordo com as cultivares. Por exemplo, a firmeza da polpa foi maior na cv. ‘Caramella’ (11,5 N) com 100% de água residuária, enquanto o menor ângulo Hue (39,7°) foi observado em ‘Sugar Baby’ com o mesmo tratamento. A água residuária da aquicultura, concentrada ou diluída proporcionalmente com água de abastecimento, afeta negativamente variáveis de produção de mini melancia, enquanto que os efeitos sobre a qualidade física e química dos frutos varia de acordo com as características das cultivares.

2024
Dissertações
1
  • HUMBERTO FREIRE DIAS NETO
  • VIABILIDADE DE REÚSO DAS ÁGUAS REDISUÁRIAS DIFUSAS DE ÁREAS URBANAS EM MOSSORÓ – RN

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • JOEL MEDEIROS BEZERRA
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • Data: 23/02/2024

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  • Água cinza é considerada qualquer água residual originada de processos domésticos como lavar louças, roupas, e tomar banho, e possuem diversos destinos de reúso, incluindo a agricultura. O reúso dessas águas pode trazer diversos benefícios como a conservação dos recursos hídricos, alívio na demanda no tratamento de esgoto da rede e minimização da poluição hídrica nos mananciais. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a potencialidade de reúso das águas cinzas na agricultura em algumas localidades mais críticas da cidade de Mossoró – RN, quanto ao esgotamento sanitário do município, mediante análise de parâmetros de qualidade da água. Para análise inicial foi realizada a construção do banco de dados, por meio de revisão de literatura, coleta de dados disponibilizados pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) e a prefeitura de Mossoró, referentes ao esgotamento sanitário. Para a construção do mapeamento da rede de saneamento básico do município de Mossoró – RN, foi utilizado o software aberto e gratuito QGIS 3.22.10 (versão 2022), e a coleta dos dados foi realizada em agosto de 2023. Após a determinação dos pontos de coletas, e coletadas as amostras de água, foram feitas análises em laboratório da água das localidades que apresentaram maior déficit de saneamento básico. As análises dos parâmetros da água residuária foram norteados pela Resolução COEMA nº 02/2017: coliformes fecais (termotolerantes), pH, condutividade elétrica (CE), cátions (Ca2+, Mg2+, Na+ e K+) e ânions (Cl-, HCO3- e CO32-), além da avaliação referente ao uso da água para irrigação. Diante dos dados obtidos em laboratório, as águas residuárias apresentaram potencialidade para reúso urbano, ambiental e agrícola e florestal, além de parcial potencialidade de uso para irrigação, com devidas restrições.


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  • Água cinza é considerada qualquer água residual originada de processos domésticos como lavar louças, roupas, e tomar banho, e possuem diversos destinos de reúso, incluindo a agricultura. O reúso dessas águas pode trazer diversos benefícios como a conservação dos recursos hídricos, alívio na demanda no tratamento de esgoto da rede e minimização da poluição hídrica nos mananciais. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a potencialidade de reúso das águas cinzas na agricultura em algumas localidades mais críticas da cidade de Mossoró – RN, quanto ao esgotamento sanitário do município, mediante análise de parâmetros de qualidade da água. Para análise inicial foi realizada a construção do banco de dados, por meio de revisão de literatura, coleta de dados disponibilizados pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) e a prefeitura de Mossoró, referentes ao esgotamento sanitário. Para a construção do mapeamento da rede de saneamento básico do município de Mossoró – RN, foi utilizado o software aberto e gratuito QGIS 3.22.10 (versão 2022), e a coleta dos dados foi realizada em agosto de 2023. Após a determinação dos pontos de coletas, e coletadas as amostras de água, foram feitas análises em laboratório da água das localidades que apresentaram maior déficit de saneamento básico. As análises dos parâmetros da água residuária foram norteados pela Resolução COEMA nº 02/2017: coliformes fecais (termotolerantes), pH, condutividade elétrica (CE), cátions (Ca2+, Mg2+, Na+ e K+) e ânions (Cl-, HCO3- e CO32-), além da avaliação referente ao uso da água para irrigação. Diante dos dados obtidos em laboratório, as águas residuárias apresentaram potencialidade para reúso urbano, ambiental e agrícola e florestal, além de parcial potencialidade de uso para irrigação, com devidas restrições.

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  • ANTONIO GENILSON RODRIGUES ARAUJO
  • INTER-RELAÇÕES ENTRE OS ATRIBUTOS FÍSICO-HÍDRICOS, QUÍMICOS E MACROFAUNA DO SOLO E EFLUENTE DA AQUICULTURA NA PRODUÇÃO DE PALMA FORRAGEIRA

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • JUSSIARA SONALLY JACOME CAVALCANTE
  • MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
  • Data: 26/02/2024

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  • Estudos envolvendo o uso de efluentes da aquicultura na cultura da palma forrageira, quanto aos atributos do solo não são compreendidos. Objetivou-se avaliar as inter-relações entre os atributos físicos-hídricos, químicos e a macrofauna e o uso de efluentes da aquicultura em palma forrageira. O ensaio foi conduzido na Unidade Experimental de Reuso de Água (UERA) localizada no campus leste da UFERSA, com delineamento experimental em blocos casualizados, com cinco tratamentos, cinco repetições e 3 plantas por parcela com espaçamento de 0,30 m entre plantas. Os tratamentos foram compostos por cinco diluições do efluente da aquicultura (EA) em água de Abastecimento (AA): D1 – 100% de AA mais 0% de EA; D2 – 75% de AA mais 25% de EA; D3 – 50% de AA mais 50% de EA; D4 – 25% de AA mais 75% de EA; e D5 – 0% de AA mais 100% de EA. Nesses tratamentos e na mata nativa foram coletadas amostras de solo com estrutura deformada para as análises físicas ( granulometria, Argila Dispersa em Água, Índice de Floculação) e químicas (pH, CE, Ca2+, Mg2+, Na+, P, K+, (H+Al) e COT) e indeformada para a realização da análises físicas (Densidade do solo e Agregados) e hídricas (Curva de retenção de água no solo; macroporos, microporos, porosidade total e condutividade hidráulica relativa), além do estudo dos macroartrópodes, em função da sazonalidade. As variáveis foram submetidas ao teste de comparação de médias (Tukey) a nível de significância de 5% de probabilidade, utilizando o software SISVAR para a comparação das médias. Os dados também foram interpretados por meio da técnica estatística multivariada (Matriz de correlação de Pearson, Análise Fatorial e Componentes principais). Por meio da ACP foi feita a discriminação dos atributos do solo e diluições de efluente da aquicultura em palma forrageira. Assim, Argila, Na+, pH, PST, V e, em menor proporção, Mg2+ diferenciaram todas as diluições na camada subsuperficial (0,10-0,20m). Na+, Mg2+ e PST no solo foram influenciados pelos valores de Na+ e Mg2+ presentes na água das diluições que tiveram valores crescentes da diluição 1 à 5 e a saturação por bases e pH foi devido à natureza alcalina da água das diluições, principalmente 1 e 2, como também argila e Ds. Os índices ecológicos de Shannon (H’), Pierlou (e) e Simpson (S), N, K+, Ca2+, CE, SB, CTC, (H+Al), COT, Silte, CC e, em menor proporção, microporosidade discriminaram a mata nativa. Os índices ecológicos diferenciaram a mata em função do número de indivíduos contabilizados e diversidade de espécies, destacando a importância da manutenção de ambientes preservados, como também as características físico-químicas do efluente da aquicultura. Já o N foi devido ao COT, esse que refletiu na microporosidade, CC e (H+Al), ressaltando a importância do mesmo para a manutenção dos atributos do solo. As bases trocáveis e CE justifica-se pela baixa precipitação pluvial com menor lixiviação. AD, Pt, P, macroporosidade, IF, DMP e areia discriminaram as diluições (D1, D2, D3 e D5) na camada superficial (0,00-0,10m). Assim como, o índice ecológico e(C) discriminou, principalmente, D4 na mesma camada. Isso mostra a contribuição das diluições aliada à diversidade da macrofauna para melhorar a porosidade do solo em superfície, refletindo na água disponível para as plantas e na condutividade hidráulica do solo. O teste de Tukey reforçou esses resultados pois houve diferença estatística para as diluições 3 (IF) e 4 (Macro e DMP). De forma geral, os atributos estruturais, químicos e os índices ecológicos, discriminaram a mata nativa sendo importante para preservação ambiental. Enquanto os atributos hídricos, especialmente Kr, estruturais e índices ecológicos discriminaram as diluições, indicando melhoria na funcionalidade estrutural do solo. A diluição 2 contribuiu significativamente para a microporosidade, COT, Mg2+ e Na+ do solo, a diluição 3 para o IF e a 4 para macroporosidade e DMP. A diluição 3 é a mais indicada para o cultivo da palma forrageira, com menor restrição quanto ao Na+, embora também tenha apresentado tendência a sodicidade. O número de ordens e os índices ecológicos de diversidade dos macroartrópodes variam de acordo com a diluição aplicada e a sazonalidade.


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  • Estudos envolvendo o uso de efluentes da aquicultura na cultura da palma forrageira, quanto aos atributos do solo não são compreendidos. Objetivou-se avaliar as inter-relações entre os atributos físicos-hídricos, químicos e a macrofauna e o uso de efluentes da aquicultura em palma forrageira. O ensaio foi conduzido na Unidade Experimental de Reuso de Água (UERA) localizada no campus leste da UFERSA, com delineamento experimental em blocos casualizados, com cinco tratamentos, cinco repetições e 3 plantas por parcela com espaçamento de 0,30 m entre plantas. Os tratamentos foram compostos por cinco diluições do efluente da aquicultura (EA) em água de Abastecimento (AA): D1 – 100% de AA mais 0% de EA; D2 – 75% de AA mais 25% de EA; D3 – 50% de AA mais 50% de EA; D4 – 25% de AA mais 75% de EA; e D5 – 0% de AA mais 100% de EA. Nesses tratamentos e na mata nativa foram coletadas amostras de solo com estrutura deformada para as análises físicas ( granulometria, Argila Dispersa em Água, Índice de Floculação) e químicas (pH, CE, Ca2+, Mg2+, Na+, P, K+, (H+Al) e COT) e indeformada para a realização da análises físicas (Densidade do solo e Agregados) e hídricas (Curva de retenção de água no solo; macroporos, microporos, porosidade total e condutividade hidráulica relativa), além do estudo dos macroartrópodes, em função da sazonalidade. As variáveis foram submetidas ao teste de comparação de médias (Tukey) a nível de significância de 5% de probabilidade, utilizando o software SISVAR para a comparação das médias. Os dados também foram interpretados por meio da técnica estatística multivariada (Matriz de correlação de Pearson, Análise Fatorial e Componentes principais). Por meio da ACP foi feita a discriminação dos atributos do solo e diluições de efluente da aquicultura em palma forrageira. Assim, Argila, Na+, pH, PST, V e, em menor proporção, Mg2+ diferenciaram todas as diluições na camada subsuperficial (0,10-0,20m). Na+, Mg2+ e PST no solo foram influenciados pelos valores de Na+ e Mg2+ presentes na água das diluições que tiveram valores crescentes da diluição 1 à 5 e a saturação por bases e pH foi devido à natureza alcalina da água das diluições, principalmente 1 e 2, como também argila e Ds. Os índices ecológicos de Shannon (H’), Pierlou (e) e Simpson (S), N, K+, Ca2+, CE, SB, CTC, (H+Al), COT, Silte, CC e, em menor proporção, microporosidade discriminaram a mata nativa. Os índices ecológicos diferenciaram a mata em função do número de indivíduos contabilizados e diversidade de espécies, destacando a importância da manutenção de ambientes preservados, como também as características físico-químicas do efluente da aquicultura. Já o N foi devido ao COT, esse que refletiu na microporosidade, CC e (H+Al), ressaltando a importância do mesmo para a manutenção dos atributos do solo. As bases trocáveis e CE justifica-se pela baixa precipitação pluvial com menor lixiviação. AD, Pt, P, macroporosidade, IF, DMP e areia discriminaram as diluições (D1, D2, D3 e D5) na camada superficial (0,00-0,10m). Assim como, o índice ecológico e(C) discriminou, principalmente, D4 na mesma camada. Isso mostra a contribuição das diluições aliada à diversidade da macrofauna para melhorar a porosidade do solo em superfície, refletindo na água disponível para as plantas e na condutividade hidráulica do solo. O teste de Tukey reforçou esses resultados pois houve diferença estatística para as diluições 3 (IF) e 4 (Macro e DMP). De forma geral, os atributos estruturais, químicos e os índices ecológicos, discriminaram a mata nativa sendo importante para preservação ambiental. Enquanto os atributos hídricos, especialmente Kr, estruturais e índices ecológicos discriminaram as diluições, indicando melhoria na funcionalidade estrutural do solo. A diluição 2 contribuiu significativamente para a microporosidade, COT, Mg2+ e Na+ do solo, a diluição 3 para o IF e a 4 para macroporosidade e DMP. A diluição 3 é a mais indicada para o cultivo da palma forrageira, com menor restrição quanto ao Na+, embora também tenha apresentado tendência a sodicidade. O número de ordens e os índices ecológicos de diversidade dos macroartrópodes variam de acordo com a diluição aplicada e a sazonalidade.

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  • YARA DE ALMEIDA ARAÚJO
  • PAISAGEM E AÇÕES ANTRÓPICAS NA QUALIDADE DAS ÁGUAS E SEDIMENTOS DE RIACHOS INTERMITENTES NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALINE DE ALMEIDA VASCONCELOS
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • EVELINE DE ALMEIDA FERREIRA
  • RODRIGO FERNANDES
  • Data: 01/03/2024
    Ata de defesa assinada:

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  • Em escala global, a escassez hídrica é uma fonte de conflitos especialmente em regiões semiáridas que são caracterizadas por altas temperaturas e períodos de chuvas curtos e irregulares resultando em riachos temporários e dependentes da estação chuvosa. Devido à necessidade da população para exercer suas atividades diárias comprometem a qualidade da água, do sedimento e da paisagem desses corpos hídricos causando danos para o ecossistema. Neste sentido, objetivou-se avaliar a influência da paisagem e ações antrópicas na qualidade da água e do sedimento, em riachos intermitentes da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi/Mossoró, região semiárida do Rio Grande do Norte. Para isso, utilizou-se imagens do Landsat 9 Collection 2 Level 2 (USGS) por meio do Software Qgis e posterioremente o NDVI foi gerado e obteve as bandas reclassificadas, por fim foram gerados buffers de 500m e as áreas de cada classe foram obtidas pelo r.report. Para análises das águas foram coletadas águas em locais em trem ambientes (florestal, agropecuária e urbano), as características físico-químicas analisadas foram: temperatura, turbidez, pH; CE, K+, Na+, P, Clorofila, Ca+2, Mg+2, Cl-, SO4-2, CO3-2 e HCO3-, além de dureza e RAS. Foram quantificados os micronutrientes e metais totais (Fe, Cd, Cr, Cu, Pb, Mn) presentes nos trechos conforme a metodologia descrita em APHA, no qual foi realizada em um Espectrofotômetro de Absorção Atômica. Para todas as análises de água foram utilizados delineamento experimental inteiramente casualizado, e as médias comparadas pelo teste de correlação de Pearson (p ≤ 0,05). Também foi realizada a classificação iônica por Diagrama de Piper, e o risco de salinidade por meio do Diagrama da U.S.S.L (United States Salinity Laboratory) utilizando o software Qualigraf. Para a análise dos sedimentos, foram realizadas análises laboratoriais físico-químicas e frações orgânicas. Para a interpretação, inicialmente foi realizada a análise de correlação de Pearson (p ≤ 0,05) a fim de identificar as correlações mínimas justificáveis para o uso na matriz de dados. Posteriormente, os dados foram padronizados pela matriz de correlação e submetidos às técnicas de Análise de Componentes Principais (CP), e Análise de Agrupamento (AA) com auxílio do software Statistica e r.report. Após analisar os resultados, foi observado que dos 34 trechos dos riachos intermitentes avaliados, 15 foram classificados como pontos florestais, 14 como agropecuários e 5 como urbanos. Essa distribuição evidencia uma significativa modificação na paisagem entre as três zonas devido à interferência das atividades antrópicas. De acordo com a análise macroscópica corroborou que as áreas consideradas excelentes são todas de cunho florestal, enquanto as áreas classificadas como péssimas estão predominantemente urbanizadas. Em relação à classificação dessas águas, observou-se três categorias: doce, com maior ocorrência em áreas florestais e agropecuárias; salobra, presente nas três zonas estudadas; e salgada, identificada em apenas um ponto localizado em uma área urbana. Quanto à composição hidroquímica das águas, a distribuição foi a seguinte: 76,47% foram classificadas como cálcico bicarbonatadas, 14,70% como cálcicas cloretadas, 5,88% como bicarbonatadas mistas e 2,94% como cloretadas mistas. Ao analisar o uso da água para irrigação, foi observado que as águas superficiais não representam um risco de sodicidade do solo. No entanto, apresentaram riscos de salinidade variando de baixo para áreas florestais, moderado para áreas florestais e agropecuárias, até um risco muito alto em um ponto urbano. A análise estatística multivariada dos atributos físico-químicos da água e do sedimento revelou padrões distintos de uso e ocupação do solo nas diferentes zonas estudadas. Na água, observou-se uma forte associação entre CE, S, P e clorofila em áreas urbanas, enquanto em áreas florestais e agropecuárias, as variáveis apresentaram comportamento mais disperso, sugerindo similaridade nas características químicas. Quanto aos micronutrientes como Fe e Mn, sua presença foi especialmente marcante em áreas urbanas e agrícolas, enquanto o Cu foi detectado em pontos específicos de áreas florestais. As áreas urbanas apresentaram altos níveis de variáveis químicas nos sedimentos, enquanto as áreas agropecuárias foram influenciadas principalmente pelas frações orgânicas, diferente das áreas florestais que mostraram predominância de areia. A análise de cluster para água revelou similaridades entre alguns pontos, como A27 e U26, destacando-se o ponto U21 como significativamente diferente dos demais grupos. Os agrupamentos restantes mostraram consistência na composição química das águas. Quanto aos sedimentos, houve similaridade entre as zonas urbana e agropecuária em um grupo, enquanto os demais grupos mostraram junção das três zonas, com exceção de um grupo que incluiu apenas áreas florestais e agropecuárias. Conclui-se que as atividades humanas modificam as características da água e dos sedimentos, especialmente em áreas urbanas, resultando em aumento de sais e perda de vegetação. Isso representa riscos para o meio ambiente, a economia e a sociedade, incluindo impactos na agricultura e na vegetação. A falta de conscientização, educação ambiental, saneamento básico e políticas públicas eficazes agrava essa situação. É crucial implementar medidas para promover a sustentabilidade, conservação dos recursos naturais e planejamento urbano adequado.


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  • Em escala global, a escassez hídrica é uma fonte de conflitos especialmente em regiões semiáridas que são caracterizadas por altas temperaturas e períodos de chuvas curtos e irregulares resultando em riachos temporários e dependentes da estação chuvosa. Devido à necessidade da população para exercer suas atividades diárias comprometem a qualidade da água, do sedimento e da paisagem desses corpos hídricos causando danos para o ecossistema. Neste sentido, objetivou-se avaliar a influência da paisagem e ações antrópicas na qualidade da água e do sedimento, em riachos intermitentes da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi/Mossoró, região semiárida do Rio Grande do Norte. Para isso, utilizou-se imagens do Landsat 9 Collection 2 Level 2 (USGS) por meio do Software Qgis e posterioremente o NDVI foi gerado e obteve as bandas reclassificadas, por fim foram gerados buffers de 500m e as áreas de cada classe foram obtidas pelo r.report. Para análises das águas foram coletadas águas em locais em trem ambientes (florestal, agropecuária e urbano), as características físico-químicas analisadas foram: temperatura, turbidez, pH; CE, K+, Na+, P, Clorofila, Ca+2, Mg+2, Cl-, SO4-2, CO3-2 e HCO3-, além de dureza e RAS. Foram quantificados os micronutrientes e metais totais (Fe, Cd, Cr, Cu, Pb, Mn) presentes nos trechos conforme a metodologia descrita em APHA, no qual foi realizada em um Espectrofotômetro de Absorção Atômica. Para todas as análises de água foram utilizados delineamento experimental inteiramente casualizado, e as médias comparadas pelo teste de correlação de Pearson (p ≤ 0,05). Também foi realizada a classificação iônica por Diagrama de Piper, e o risco de salinidade por meio do Diagrama da U.S.S.L (United States Salinity Laboratory) utilizando o software Qualigraf. Para a análise dos sedimentos, foram realizadas análises laboratoriais físico-químicas e frações orgânicas. Para a interpretação, inicialmente foi realizada a análise de correlação de Pearson (p ≤ 0,05) a fim de identificar as correlações mínimas justificáveis para o uso na matriz de dados. Posteriormente, os dados foram padronizados pela matriz de correlação e submetidos às técnicas de Análise de Componentes Principais (CP), e Análise de Agrupamento (AA) com auxílio do software Statistica e r.report. Após analisar os resultados, foi observado que dos 34 trechos dos riachos intermitentes avaliados, 15 foram classificados como pontos florestais, 14 como agropecuários e 5 como urbanos. Essa distribuição evidencia uma significativa modificação na paisagem entre as três zonas devido à interferência das atividades antrópicas. De acordo com a análise macroscópica corroborou que as áreas consideradas excelentes são todas de cunho florestal, enquanto as áreas classificadas como péssimas estão predominantemente urbanizadas. Em relação à classificação dessas águas, observou-se três categorias: doce, com maior ocorrência em áreas florestais e agropecuárias; salobra, presente nas três zonas estudadas; e salgada, identificada em apenas um ponto localizado em uma área urbana. Quanto à composição hidroquímica das águas, a distribuição foi a seguinte: 76,47% foram classificadas como cálcico bicarbonatadas, 14,70% como cálcicas cloretadas, 5,88% como bicarbonatadas mistas e 2,94% como cloretadas mistas. Ao analisar o uso da água para irrigação, foi observado que as águas superficiais não representam um risco de sodicidade do solo. No entanto, apresentaram riscos de salinidade variando de baixo para áreas florestais, moderado para áreas florestais e agropecuárias, até um risco muito alto em um ponto urbano. A análise estatística multivariada dos atributos físico-químicos da água e do sedimento revelou padrões distintos de uso e ocupação do solo nas diferentes zonas estudadas. Na água, observou-se uma forte associação entre CE, S, P e clorofila em áreas urbanas, enquanto em áreas florestais e agropecuárias, as variáveis apresentaram comportamento mais disperso, sugerindo similaridade nas características químicas. Quanto aos micronutrientes como Fe e Mn, sua presença foi especialmente marcante em áreas urbanas e agrícolas, enquanto o Cu foi detectado em pontos específicos de áreas florestais. As áreas urbanas apresentaram altos níveis de variáveis químicas nos sedimentos, enquanto as áreas agropecuárias foram influenciadas principalmente pelas frações orgânicas, diferente das áreas florestais que mostraram predominância de areia. A análise de cluster para água revelou similaridades entre alguns pontos, como A27 e U26, destacando-se o ponto U21 como significativamente diferente dos demais grupos. Os agrupamentos restantes mostraram consistência na composição química das águas. Quanto aos sedimentos, houve similaridade entre as zonas urbana e agropecuária em um grupo, enquanto os demais grupos mostraram junção das três zonas, com exceção de um grupo que incluiu apenas áreas florestais e agropecuárias. Conclui-se que as atividades humanas modificam as características da água e dos sedimentos, especialmente em áreas urbanas, resultando em aumento de sais e perda de vegetação. Isso representa riscos para o meio ambiente, a economia e a sociedade, incluindo impactos na agricultura e na vegetação. A falta de conscientização, educação ambiental, saneamento básico e políticas públicas eficazes agrava essa situação. É crucial implementar medidas para promover a sustentabilidade, conservação dos recursos naturais e planejamento urbano adequado.

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  • PAULA CRISTINA DE MORAIS ROSÁRIO
  • PRODUÇÃO E FISIOLOGIA DE GENÓTIPOS DE GERGELIM IRRIGADOS COM EFLUENTE DOMÉSTICO

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • JUSSIARA SONALLY JACOME CAVALCANTE
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • RÔMULO CARANTINO LUCENA MOREIRA
  • Data: 08/03/2024

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  • A escassez hídrica compromete a produção agrícola na região semiárida, sendo necessário desenvolver tecnologias alternativas, como o reuso de água de efluentes domésticos e o cultivo de plantas resistentes. A cultura do gergelim se insere nesse contexto devido à adaptabilidade às condições climáticas do semiárido e apresentar tolerância ao estresse hídrico. Com isso, objetiva-se avaliar o potencial das lâminas de irrigação com efluente doméstico em suprir as necessidades hídricas na produção de três genótipos de gergelim. O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados, no esquema fatorial 3 x 5, constituído de 3 genótipos de gergelim (Marrom Crioulo, Branco Crioulo e BRS Seda) e 5 lâminas de irrigação (40, 55, 70, 85 e 100%), calculada em relação à evapotranspiração da cultura, com quatro repetições, totalizando 60 unidades experimentais. As plantas foram avaliadas quanto a altura de planta (AP); o diâmetro caulinar (DC); número de folhas (NF); número de sementes (NS); fotossíntese líquida (A), transpiração (E), condutância estomática (gs), temperatura foliar (Tl), clorofila a, clorofila b e clorofila total. Conforme os resultados obtidos, constatou-se que a BRS Seda apresentou melhores resultados para as lâminas de 55 e 85% da Etc. O aumento da lâmina de irrigação afetou positivamente o desenvolvimento das plantas. Portanto, o efluente doméstico é viável para suprir as necessidades hídricas da cultura do gergelim em condições de irrigação total e deficitária


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  • A escassez hídrica compromete a produção agrícola na região semiárida, sendo necessário desenvolver tecnologias alternativas, como o reuso de água de efluentes domésticos e o cultivo de plantas resistentes. A cultura do gergelim se insere nesse contexto devido à adaptabilidade às condições climáticas do semiárido e apresentar tolerância ao estresse hídrico. Com isso, objetiva-se avaliar o potencial das lâminas de irrigação com efluente doméstico em suprir as necessidades hídricas na produção de três genótipos de gergelim. O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados, no esquema fatorial 3 x 5, constituído de 3 genótipos de gergelim (Marrom Crioulo, Branco Crioulo e BRS Seda) e 5 lâminas de irrigação (40, 55, 70, 85 e 100%), calculada em relação à evapotranspiração da cultura, com quatro repetições, totalizando 60 unidades experimentais. As plantas foram avaliadas quanto a altura de planta (AP); o diâmetro caulinar (DC); número de folhas (NF); número de sementes (NS); fotossíntese líquida (A), transpiração (E), condutância estomática (gs), temperatura foliar (Tl), clorofila a, clorofila b e clorofila total. Conforme os resultados obtidos, constatou-se que a BRS Seda apresentou melhores resultados para as lâminas de 55 e 85% da Etc. O aumento da lâmina de irrigação afetou positivamente o desenvolvimento das plantas. Portanto, o efluente doméstico é viável para suprir as necessidades hídricas da cultura do gergelim em condições de irrigação total e deficitária

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  • DAMIÃO FERREIRA DA SILVA NETO
  • FENOLOGIA, PRODUÇÃO E QUALIDADE DE SEMENTES DE VARIEDADES CRIOULAS E COMERCIAIS DE FEIJÃO E MILHO EM SISTEMA DE SEQUEIRO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE.

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EMANOELA PEREIRA DE PAIVA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
  • Data: 22/04/2024

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  • As sementes crioulas são verdadeiros tesouros genéticos que não somente conservam suas características originais, mas também a tradição e costumes de um determinado povo. Embora compreendendo essas vertentes sociais e produtivas, ainda pouco se sabe sobre as sementes crioulas no quesito de suas eficiências produtivas em comparação as sementes de uso convencional. Portanto, como objetivo, esta pesquisa avalia a produção, fenologia e a qualidade fisiológica de sementes crioulas de milho e feijão cultivadas na Região Leste Potiguar. Para tanto, foram implantadas duas áreas, nos municípios de Macaíba/RN (feijão) e Ceará-mirim/RN (milho), sob distintas condições edafoclimáticas, A primeira fase se deu em avaliar a fenologia e a produção dos genótipos de feijão e milho, utilizando parâmetros como: Dias Para Floração, Dimensões das sementes e espigas, Porcentagem de abortamento de Flores, dentre outros. Para isso adotou-se o delineamento experimental de blocos ao acaso, arranjado em esquema fatorial: 8 tratamentos (variedades) com 4 repetições cada, 8 x 4 = 32 repetições. As sementes crioulas foram doadas por agricultores tradicionais de diferentes regiões do estado do Rio Grande do Norte e as sementes convencionais foram doadas pela EMPARN. A segunda fase foi realizada em laboratório para avaliar germinação das sementes produzidas na primeira etapa, onde foram avaliadas variáveis como: Germinação, Plantas Anormais, Comprimento da Parte Aérea, Comprimento da Raiz, Massa Seca da Raiz e Massa Seca Total. O milho Pingoró demonstrou ser a variedade mais tardia dentre todas, chegando ao período de colheita somente ao 114º dia após o semeio da semente. A variedade de milho Metro Vermelho apresentou uma semente não só com o maior comprimento (10,61 mm), mas também com a maior espessura (4,59 mm) e largura (9,45 mm) dentre todas. A variedade de feijão Chico Joaquim foi a que apresentou maior ciclo, Porcentagem de Abortamento de Flores e Dias Para Floração. A maior taxa de germinação (99%) foi da variedade Riso do Ano. Em contrapartida, as variedades com as menores taxas de germinação foram, em ordem decrescente, Sempre Verde (87%), Paulistinha (89%) e Pingo de Ouro (91%). As variedades de milho Metro Vermelho e Pingoró, bem como as variedades de feijão Chico Joaquim e Sempre Verde obtiveram consideráveis resultados fenológicos e produtivos em comparação as sementes convencionais, sendo estes genótipos crioulos os mais recomendados para cultivo na região Leste Potiguar.


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  • As sementes crioulas são verdadeiros tesouros genéticos que não somente conservam suas características originais, mas também a tradição e costumes de um determinado povo. Embora compreendendo essas vertentes sociais e produtivas, ainda pouco se sabe sobre as sementes crioulas no quesito de suas eficiências produtivas em comparação as sementes de uso convencional. Portanto, como objetivo, esta pesquisa avalia a produção, fenologia e a qualidade fisiológica de sementes crioulas de milho e feijão cultivadas na Região Leste Potiguar. Para tanto, foram implantadas duas áreas, nos municípios de Macaíba/RN (feijão) e Ceará-mirim/RN (milho), sob distintas condições edafoclimáticas, A primeira fase se deu em avaliar a fenologia e a produção dos genótipos de feijão e milho, utilizando parâmetros como: Dias Para Floração, Dimensões das sementes e espigas, Porcentagem de abortamento de Flores, dentre outros. Para isso adotou-se o delineamento experimental de blocos ao acaso, arranjado em esquema fatorial: 8 tratamentos (variedades) com 4 repetições cada, 8 x 4 = 32 repetições. As sementes crioulas foram doadas por agricultores tradicionais de diferentes regiões do estado do Rio Grande do Norte e as sementes convencionais foram doadas pela EMPARN. A segunda fase foi realizada em laboratório para avaliar germinação das sementes produzidas na primeira etapa, onde foram avaliadas variáveis como: Germinação, Plantas Anormais, Comprimento da Parte Aérea, Comprimento da Raiz, Massa Seca da Raiz e Massa Seca Total. O milho Pingoró demonstrou ser a variedade mais tardia dentre todas, chegando ao período de colheita somente ao 114º dia após o semeio da semente. A variedade de milho Metro Vermelho apresentou uma semente não só com o maior comprimento (10,61 mm), mas também com a maior espessura (4,59 mm) e largura (9,45 mm) dentre todas. A variedade de feijão Chico Joaquim foi a que apresentou maior ciclo, Porcentagem de Abortamento de Flores e Dias Para Floração. A maior taxa de germinação (99%) foi da variedade Riso do Ano. Em contrapartida, as variedades com as menores taxas de germinação foram, em ordem decrescente, Sempre Verde (87%), Paulistinha (89%) e Pingo de Ouro (91%). As variedades de milho Metro Vermelho e Pingoró, bem como as variedades de feijão Chico Joaquim e Sempre Verde obtiveram consideráveis resultados fenológicos e produtivos em comparação as sementes convencionais, sendo estes genótipos crioulos os mais recomendados para cultivo na região Leste Potiguar.

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  • ANDRESSA GERMANA DE SOUZA
  • DEGRADAÇÃO DO DICLOSULAM EM MEIO AQUOSO POR DESCARGA PLASMÁTICA

  • Orientador : PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JUSSIER DE OLIVEIRA VITORIANO
  • KESIA KELLY VIEIRA DE CASTRO
  • PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
  • SABIR KHAN
  • Data: 27/05/2024

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  • A contaminação dos corpos hídricos vem se intensificando devido ao uso elevado dos defensivos agrícolas e esta temática vem ganhando destaque no cenário mundial. Objetivou-se investigar a viabilidade e eficácia da utilização de plasma corona para degradação do diclosulam. O experimento foi conduzido nos Laboratórios de Plasma e de Manejo de Plantas Daninhas, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Os ensaios de degradação foram realizados através de descarga de plasma corona, com tensão pico a pico, frequência de 500 Hertz (Hz) e mantendo o eletrodo a uma distância de 7 mm da solução tratada. Os resultados da degradação do diclosulam em meio aquoso mostram que a maior degradação ocorreu na voltagem de 10 kV, promovendo remoção de 73,49% do herbicida e mineralização de 73,83% do carbono orgânico total (COT). Porém, nesta condição geradora do plasma, se obteve a menor eficiência energética (0,21 µg kV-1 h-1) quando comparada as voltagens de 5 (0,24 µg kV-1 h-1) e 7,35 kV (0,22 µg kV-1 h-1). O tratamento plasmático alterou as propriedades físico-químicas da água, diminuição do pH, aumentou na condutividade elétrica (CE) e elevação nas concentrações de nitrato  e peroxido de hidrogênio (H2O2). O modelo cinético pseudo-segunda ordem (PSO) se ajustou melhor aos resultados experimentais, com constantes cinéticas de 30,79.10-5, 67,96.10-5 e 108,02.10-5 L µg-1 min-1para as voltagens de 5, 7,5 e 10 kV, respectivamente. A concentração de diclosulam presente no meio reacional, impactou tanto na remoção quanto na velocidade de degradação, sendo observado que nas amostras contendo 100% da solução de trabalho, foi removido cerca de 3,66 e 2,17 vezes mais herbicida que nas concentrações de 25 e 50% da solução de trabalho, após 9 min de tratamento, respectivamente. O meio alcalino proporciona as melhores condições para remoção do diclosulam, depois de 9 min, foi degradado 94,93%. Já quando se aplica o tratamento plasmático em amostra de água real, é verificado que a degradação do diclosulam é prejudicada, diminuindo para 57,75%, perdendo 15,74% de sua eficiência, em função da presença dos íons positivos e negativos.


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  • A contaminação dos corpos hídricos vem se intensificando devido ao uso elevado dos defensivos agrícolas e esta temática vem ganhando destaque no cenário mundial. Objetivou-se investigar a viabilidade e eficácia da utilização de plasma corona para degradação do diclosulam. O experimento foi conduzido nos Laboratórios de Plasma e de Manejo de Plantas Daninhas, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Os ensaios de degradação foram realizados através de descarga de plasma corona, com tensão pico a pico, frequência de 500 Hertz (Hz) e mantendo o eletrodo a uma distância de 7 mm da solução tratada. Os resultados da degradação do diclosulam em meio aquoso mostram que a maior degradação ocorreu na voltagem de 10 kV, promovendo remoção de 73,49% do herbicida e mineralização de 73,83% do carbono orgânico total (COT). Porém, nesta condição geradora do plasma, se obteve a menor eficiência energética (0,21 µg kV-1 h-1) quando comparada as voltagens de 5 (0,24 µg kV-1 h-1) e 7,35 kV (0,22 µg kV-1 h-1). O tratamento plasmático alterou as propriedades físico-químicas da água, diminuição do pH, aumentou na condutividade elétrica (CE) e elevação nas concentrações de nitrato  e peroxido de hidrogênio (H2O2). O modelo cinético pseudo-segunda ordem (PSO) se ajustou melhor aos resultados experimentais, com constantes cinéticas de 30,79.10-5, 67,96.10-5 e 108,02.10-5 L µg-1 min-1para as voltagens de 5, 7,5 e 10 kV, respectivamente. A concentração de diclosulam presente no meio reacional, impactou tanto na remoção quanto na velocidade de degradação, sendo observado que nas amostras contendo 100% da solução de trabalho, foi removido cerca de 3,66 e 2,17 vezes mais herbicida que nas concentrações de 25 e 50% da solução de trabalho, após 9 min de tratamento, respectivamente. O meio alcalino proporciona as melhores condições para remoção do diclosulam, depois de 9 min, foi degradado 94,93%. Já quando se aplica o tratamento plasmático em amostra de água real, é verificado que a degradação do diclosulam é prejudicada, diminuindo para 57,75%, perdendo 15,74% de sua eficiência, em função da presença dos íons positivos e negativos.

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  • EMANUELLY KELLY GOMES DE OLIVEIRA
  • PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS DECORRENTE AS ATIVIDADES DE EXPLORAÇÃO
    ONSHORE EM COMUNIDADES RURAIS

  • Orientador : JOEL MEDEIROS BEZERRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOEL MEDEIROS BEZERRA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • JARDEL DANTAS DA CUNHA
  • JEAN LEITE TAVARES
  • IANE MAIARA SOARES DE SOUZA
  • Data: 26/07/2024

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  • Nas regiões áridas e semiáridas, as águas subterrâneas caracterizam-se como o único recurso hídrico confiável. Contudo, têm-se notado que a sua qualidade está sob pressão crescente devido ao desenvolvimento humano. O setor de petróleo e gás lida com problemas em toda a sua cadeia produtiva, desde a extração até o armazenamento final de seus derivados. A poluição derivada da indústria petrolífera é considerada um dos mais graves e problemáticos acidentes ambientais. Os hidrocarbonetos derivados do petróleo, como os monoaromáticos (BTEX) e os policíclicos aromáticos (HPAs), são considerados os compostos contidos no petróleo mais tóxicos para a biota e para o homem, devido ao seu caráter carcinogênico e mutagênico. Desse modo, quando esses hidrocarbonetos degradam as águas subterrâneas, podem restringir ou até mesmo impedir o uso desse recurso natural. O Campo Petrolífero Canto do Amaro (CPCA) é o maior produtor de petróleo onshore nacional e está localizado em uma área de significativa pressão antrópica, próximo a comunidades rurais que vivem em condições socioeconômicas e ambientais frágeis. Diante dessa situação, verifica-se a relevância de avaliar a ocorrência de contaminação de águas subterrâneas utilizadas para consumo humano e irrigação nas comunidades rurais pertencentes ao CPCA. O presente trabalho foi executado em duas etapas principais: caracterização das condições de uso e percepção da qualidade das águas subterrâneas existentes nas comunidades rurais; e avaliação da ocorrência de indício de contaminação de águas subterrâneas existentes nas comunidades rurais. No entanto, a partir dos resultados obtidos, não foi possível confirmar uma provável contaminação dessas águas decorrente a presença da exploração onshore, uma vez que os valores ficaram abaixo do limite de detecção. Recomenda-se que novas investigações sejam realizadas, por meio de um programa de monitoramento da qualidade da água dessas comunidades.


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  • Nas regiões áridas e semiáridas, as águas subterrâneas caracterizam-se como o único recurso hídrico confiável. Contudo, têm-se notado que a sua qualidade está sob pressão crescente devido ao desenvolvimento humano. O setor de petróleo e gás lida com problemas em toda a sua cadeia produtiva, desde a extração até o armazenamento final de seus derivados. A poluição derivada da indústria petrolífera é considerada um dos mais graves e problemáticos acidentes ambientais. Os hidrocarbonetos derivados do petróleo, como os monoaromáticos (BTEX) e os policíclicos aromáticos (HPAs), são considerados os compostos contidos no petróleo mais tóxicos para a biota e para o homem, devido ao seu caráter carcinogênico e mutagênico. Desse modo, quando esses hidrocarbonetos degradam as águas subterrâneas, podem restringir ou até mesmo impedir o uso desse recurso natural. O Campo Petrolífero Canto do Amaro (CPCA) é o maior produtor de petróleo onshore nacional e está localizado em uma área de significativa pressão antrópica, próximo a comunidades rurais que vivem em condições socioeconômicas e ambientais frágeis. Diante dessa situação, verifica-se a relevância de avaliar a ocorrência de contaminação de águas subterrâneas utilizadas para consumo humano e irrigação nas comunidades rurais pertencentes ao CPCA. O presente trabalho foi executado em duas etapas principais: caracterização das condições de uso e percepção da qualidade das águas subterrâneas existentes nas comunidades rurais; e avaliação da ocorrência de indício de contaminação de águas subterrâneas existentes nas comunidades rurais. No entanto, a partir dos resultados obtidos, não foi possível confirmar uma provável contaminação dessas águas decorrente a presença da exploração onshore, uma vez que os valores ficaram abaixo do limite de detecção. Recomenda-se que novas investigações sejam realizadas, por meio de um programa de monitoramento da qualidade da água dessas comunidades.

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  • JÉSSICA CRHISTIE DE CASTRO GRANJEIRO OLIVEIRA
  • OTIMIZAÇÃO DA IRRIGAÇÃO DA Moringa oleifera Lam. COM ÁGUA PRODUZIDA SINTÉTICA PARA A PRODUÇÃO DE ÓLEO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • POLIANA COQUEIRO DIAS ARAUJO
  • KEURISON FIGUEREDO MAGALHÃES
  • Data: 26/07/2024

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  • A escassez hídrica no semiárido é fator limitante para o cultivo de oleaginosas na região. A disponibilidade de água oriunda da produção do petróleo é uma alternativa na irrigação dessas cultivares, sendo possível a utilização de suas sementes na produção de biodiesel. A moringa (Moringa oleifera Lam) é uma planta originária dos Himalaias que se adapta a climas áridos e semiáridos e possui baixo custo de produção. Este trabalho teve como objetivo avaliar determinar as lâminas de irrigação e os efeitos da salinidade da água produzida sintética do petróleo que favoreçam seu desenvolvimento no crescimento inicial da moringa, produção quantitativa e qualitativa de sementes e qualidade do óleo extraído a partir das sementes para utilização na produção de biodiesel. Para isso, foram cultivados 0,3ha de moringa em uma área experimental localizada no campus leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), adotando o delineamento experimental de blocos casualizados em esquema fatorial 3x3+1 durante período de cultivo de 18 meses. Os tratamentos consistiram em 3 lâminas de irrigação (L1=0,33ETc; L2=0,66ETc; L3=1,00ETc) e 3 níveis de condutividade elétrica da água produzida sintética de irrigação (S1=0,5 dS m-1; S2=2,5 dS m-1; S3=4,5 dS m-1), aplicando irrigação localizada por microtubos, além de um tratamento testemunha, sem irrigação após o crescimento inicial. Realizou-se o comportamento da zona radicular durante o experimento através de coletas de solo. Os resultados encontrados foram submetidos a análise de variância e teste de Tukey e de Dunnet, utilizando Banzatto e Kronka. Os resultados evidenciaram que irrigação atuou positivamente no crescimento vegetativo e na produção de sementes e rendimento do óleo. Além disso, a irrigação com água produzida sintetica minimizou os efeitos deletérios da salinidade no crescimento das plantas experimentais, evidenciando tolerância da moringa à água de irrigação com CE até 4,5 dS.m-1 .


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  • A escassez hídrica no semiárido é fator limitante para o cultivo de oleaginosas na região. A disponibilidade de água oriunda da produção do petróleo é uma alternativa na irrigação dessas cultivares, sendo possível a utilização de suas sementes na produção de biodiesel. A moringa (Moringa oleifera Lam) é uma planta originária dos Himalaias que se adapta a climas áridos e semiáridos e possui baixo custo de produção. Este trabalho teve como objetivo avaliar determinar as lâminas de irrigação e os efeitos da salinidade da água produzida sintética do petróleo que favoreçam seu desenvolvimento no crescimento inicial da moringa, produção quantitativa e qualitativa de sementes e qualidade do óleo extraído a partir das sementes para utilização na produção de biodiesel. Para isso, foram cultivados 0,3ha de moringa em uma área experimental localizada no campus leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), adotando o delineamento experimental de blocos casualizados em esquema fatorial 3x3+1 durante período de cultivo de 18 meses. Os tratamentos consistiram em 3 lâminas de irrigação (L1=0,33ETc; L2=0,66ETc; L3=1,00ETc) e 3 níveis de condutividade elétrica da água produzida sintética de irrigação (S1=0,5 dS m-1; S2=2,5 dS m-1; S3=4,5 dS m-1), aplicando irrigação localizada por microtubos, além de um tratamento testemunha, sem irrigação após o crescimento inicial. Realizou-se o comportamento da zona radicular durante o experimento através de coletas de solo. Os resultados encontrados foram submetidos a análise de variância e teste de Tukey e de Dunnet, utilizando Banzatto e Kronka. Os resultados evidenciaram que irrigação atuou positivamente no crescimento vegetativo e na produção de sementes e rendimento do óleo. Além disso, a irrigação com água produzida sintetica minimizou os efeitos deletérios da salinidade no crescimento das plantas experimentais, evidenciando tolerância da moringa à água de irrigação com CE até 4,5 dS.m-1 .

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  • RAYANE FEITOSA DE CARVALHO
  • ATRIBUTOS ELETROQUÍMICOS E DA MATÉRIA ORGÂNICA EM CAMBISSOLOS E LATOSSOLOS DA BACIA POTIGUAR

  • Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • JEANE MEDEIROS MARTINS DE ARAUJO
  • LUIZ FRANCISCO DA SILVA SOUZA FILHO
  • PRISCILA LIRA DE MEDEIROS
  • Data: 29/07/2024

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  • Os Latossolos e Cambissolos são amplamente distribuídos na Bacia Potiguar, ocorrendo em diversas paisagens. Eles são essenciais para a agricultura local, com os Latossolos suportando culturas tropicais como cana-de-açúcar, milho e soja, enquanto os Cambissolos são frequentemente utilizados para culturas de subsistência e pastagens. Este trabalho objetiva caracterizar os atributos eletroquímicos dos Latossolos e Cambissolos na Bacia Potiguar, correlacionando-os com a composição mineralógica, óxidos, relação molecular e matéria orgânica dos solos. Foram selecionados quatros perfis de solo, dois Latossolos e dois Cambissolos. A determinação dos óxidos de ferro, alumínio e silício foram realizadas por meio de espectrofotometria de absorção atômica. A caracterização da matéria orgânica do solo deu-se por determinação do carbono orgânico total, carbono lábil e fracionamento das substâncias húmicas. Os atributos eletroquímicos foram constituídos por Ponto de efeito salino nulo, ponto de carga zero, delta pH, carga elétrica líquida superficial, densidade de carga superficial líquida, superfície específica, capacidade da dupla camada elétrica, potencial elétrico da superfície, e relações moleculares Ki e Kr. Tanto nos Latossolos quanto nos Cambissolos o ∆pH foi negativo, além disso, a Carga Superficial Líquida, a Capacidade de Dupla Camada Elétrica e o Potencial de Superfície também apresentaram valores negativos, refletindo uma predominância de cargas negativas nas amostras de solo.Nos Latossolos, o Ponto de Efeito Salino Nulo foi mais elevado no horizonte A em comparação ao horizonte B, indicando uma maior carga elétrica superficial nas partículas de solo do horizonte A. O Ponto de Carga Zero do horizonte B do perfil S1 foi semelhante ao do horizonte A, mas relativamente maior, sugerindo cargas elétricas comparáveis entre esses horizontes. A Densidade de Carga Superficial Líquida variou de 2,1 a 2,8 mmolc kg-1 e a Superfície Específica de 47,7 a 90,6 m² g-1, com média de 67,5 m² g-1, valores baixos atribuídos à composição mineralógica predominantemente de caulinita. Nos Cambissolos, os valores do Ponto de Efeito Salino Nulo e Ponto de Carga Zero foram maiores no horizonte Bi do perfil S8, indicando uma maior tendência de carga negativa no horizonte B em comparação ao horizonte A. A Carga Superficial Líquida foi mais alta no horizonte Ap do perfil S6 (-1,3), sugerindo maior capacidade de retenção de cátions. A Área Superficial Específica variou de 109,1 a 41,0 m² g^-1 nos horizontes superficiais, correlacionando-se com o aumento do Carbono Orgânico Total. A Dupla Camada Elétrica Difusa variou de -3,1 a -3,9 C dm-2 V-1, indicando capacidade de retenção de cátions comparável entre os diferentes horizontes. A análise eletroquímica destacou a importância da matéria orgânica na modulação das cargas superficiais do solo, crucial para a disponibilidade de nutrientes e a conservação da fertilidade do solo.


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  • Os Latossolos e Cambissolos são amplamente distribuídos na Bacia Potiguar, ocorrendo em diversas paisagens. Eles são essenciais para a agricultura local, com os Latossolos suportando culturas tropicais como cana-de-açúcar, milho e soja, enquanto os Cambissolos são frequentemente utilizados para culturas de subsistência e pastagens. Este trabalho objetiva caracterizar os atributos eletroquímicos dos Latossolos e Cambissolos na Bacia Potiguar, correlacionando-os com a composição mineralógica, óxidos, relação molecular e matéria orgânica dos solos. Foram selecionados quatros perfis de solo, dois Latossolos e dois Cambissolos. A determinação dos óxidos de ferro, alumínio e silício foram realizadas por meio de espectrofotometria de absorção atômica. A caracterização da matéria orgânica do solo deu-se por determinação do carbono orgânico total, carbono lábil e fracionamento das substâncias húmicas. Os atributos eletroquímicos foram constituídos por Ponto de efeito salino nulo, ponto de carga zero, delta pH, carga elétrica líquida superficial, densidade de carga superficial líquida, superfície específica, capacidade da dupla camada elétrica, potencial elétrico da superfície, e relações moleculares Ki e Kr. Tanto nos Latossolos quanto nos Cambissolos o ∆pH foi negativo, além disso, a Carga Superficial Líquida, a Capacidade de Dupla Camada Elétrica e o Potencial de Superfície também apresentaram valores negativos, refletindo uma predominância de cargas negativas nas amostras de solo.Nos Latossolos, o Ponto de Efeito Salino Nulo foi mais elevado no horizonte A em comparação ao horizonte B, indicando uma maior carga elétrica superficial nas partículas de solo do horizonte A. O Ponto de Carga Zero do horizonte B do perfil S1 foi semelhante ao do horizonte A, mas relativamente maior, sugerindo cargas elétricas comparáveis entre esses horizontes. A Densidade de Carga Superficial Líquida variou de 2,1 a 2,8 mmolc kg-1 e a Superfície Específica de 47,7 a 90,6 m² g-1, com média de 67,5 m² g-1, valores baixos atribuídos à composição mineralógica predominantemente de caulinita. Nos Cambissolos, os valores do Ponto de Efeito Salino Nulo e Ponto de Carga Zero foram maiores no horizonte Bi do perfil S8, indicando uma maior tendência de carga negativa no horizonte B em comparação ao horizonte A. A Carga Superficial Líquida foi mais alta no horizonte Ap do perfil S6 (-1,3), sugerindo maior capacidade de retenção de cátions. A Área Superficial Específica variou de 109,1 a 41,0 m² g^-1 nos horizontes superficiais, correlacionando-se com o aumento do Carbono Orgânico Total. A Dupla Camada Elétrica Difusa variou de -3,1 a -3,9 C dm-2 V-1, indicando capacidade de retenção de cátions comparável entre os diferentes horizontes. A análise eletroquímica destacou a importância da matéria orgânica na modulação das cargas superficiais do solo, crucial para a disponibilidade de nutrientes e a conservação da fertilidade do solo.

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  • LAYLA BRUNA LOPES REGES
  • Uso de efluente da aquicultura em sistema de irrigação por gotejamento: qualidade das águas, desempenho de gotejadores e caracterização da bioincrustação.

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • DELFRAN BATISTA DOS SANTOS
  • GUSTAVO LOPES MUNIZ
  • LAIO ARIEL LEITE DE PAIVA
  • Data: 30/07/2024

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  • O uso de efluente da aquicultura na agricultura é uma alternativa de mitigação da escassez hídrica no semiárido, diretamente, alinhada ao conceito de economia circular e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 6 - água limpa e saneamento. Na irrigação localizada, o entupimento de gotejadores ainda é uma barreira, entretanto o uso racional de fertilizantes pode contribuir para a redução dos níveis de obstrução e melhoria do desempenho hidráulico. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo estudar o desempenho hidráulico de gotejadores aplicando efluente da aquicultura, bem como mitigar o processo de entupimento com aplicação contínua de fertilizante de ação desincrustante. O experimento foi montado na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) em Mossoró-RN, Brasil, em um esquema de parcelas sub-subdivididas no delineamento inteiramente casualizado, com três repetições. Tendo nas parcelas as fontes de águas (Água de abastecimento, efluente da aquicultura e efluente da aquicultura com uso contínuo de fertilizante desincrustante), nas subparcelas os tipos de emissores (SL - 1,6 L/h, ST – 1,6 L/h e GA - 4,0 L/h) e nas sub-subparcelas os tempos de avaliação (0, 40, 80, 120, 160, 200, 240, 280, 320 e 360 h). Para isso, realizou a caraterização físico-química e microbiológica das fontes de águas às 0, 160 e 360 h. A determinação dos indicadores de entupimento e uniformidade de aplicação de água, taxa média de variação de vazão (Dra) e coeficiente de uniformidade de Christiansen (CUC), foi efetuada cada 40 h até completar 360 h. Ao final do experimento coletaram amostras dos biofilmes dos gotejadores das três fontes de água para análises nos equipamentos EDS, DRX e MEV. Os dados de Dra e CUC foram submetidos à ANOVA (p ≤ 0,05) e teste Tukey (p ≤ 0,05). A qualidade do efluente da aquicultura revelou risco de obstrução químico severo (pH, condutividade elétrica, cálcio, magnésio, bicarbonato e dureza), mas esse risco foi baixo para os agentes físico (sólidos suspensos totais) e biológico (Bactérias heterotróficas totais). Houve decréscimo dos valores dos indicadores de desempenho hidráulico Dra e CUC, ao longo do tempo de operação nas subunidades gotejadoras SL e GA, onde SL apresentou maiores níveis de entupimento em função da menor profundidade e comprimento de labirinto em relação aos demais. A ordem crescente da suscetibilidade ao entupimento com efluente de aquicultura foi: SL > ST > GA. Ao final do experimento (360 h), os valores de Dra apresentaram entupimento parcial quando abastecidos com efluente da aquicultura, onde os valores de CUC foram ruins nos emissores ST e SL e regular no GA. A aplicação do fertilizante líquido possibilitou a redução do entupimento e a melhoria da uniformidade de aplicação de água nos três tipos de emissores. Assim, o Dra variou de sem entupimento no ST a entupimento leve nos emissores SL e GA, enquanto o CUC foi classificado como bom, regular e ruim nos emissores ST, GA e SL, respectivamente. A ordem crescente de ganho no desempenho hidráulico com o uso contínuo do fertilizante líquido foi: ST > GA > SL. As análises de EDS, DRX e MEV mostraram que no biofilme houve grande contribuição para sua formação de agentes químicos, como os carbonatos de cálcio e magnésio, bem como a produção de substância polimérica extracelular pelos microrganismos.


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  • O uso de efluente da aquicultura na agricultura é uma alternativa de mitigação da escassez hídrica no semiárido, diretamente, alinhada ao conceito de economia circular e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 6 - água limpa e saneamento. Na irrigação localizada, o entupimento de gotejadores ainda é uma barreira, entretanto o uso racional de fertilizantes pode contribuir para a redução dos níveis de obstrução e melhoria do desempenho hidráulico. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo estudar o desempenho hidráulico de gotejadores aplicando efluente da aquicultura, bem como mitigar o processo de entupimento com aplicação contínua de fertilizante de ação desincrustante. O experimento foi montado na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) em Mossoró-RN, Brasil, em um esquema de parcelas sub-subdivididas no delineamento inteiramente casualizado, com três repetições. Tendo nas parcelas as fontes de águas (Água de abastecimento, efluente da aquicultura e efluente da aquicultura com uso contínuo de fertilizante desincrustante), nas subparcelas os tipos de emissores (SL - 1,6 L/h, ST – 1,6 L/h e GA - 4,0 L/h) e nas sub-subparcelas os tempos de avaliação (0, 40, 80, 120, 160, 200, 240, 280, 320 e 360 h). Para isso, realizou a caraterização físico-química e microbiológica das fontes de águas às 0, 160 e 360 h. A determinação dos indicadores de entupimento e uniformidade de aplicação de água, taxa média de variação de vazão (Dra) e coeficiente de uniformidade de Christiansen (CUC), foi efetuada cada 40 h até completar 360 h. Ao final do experimento coletaram amostras dos biofilmes dos gotejadores das três fontes de água para análises nos equipamentos EDS, DRX e MEV. Os dados de Dra e CUC foram submetidos à ANOVA (p ≤ 0,05) e teste Tukey (p ≤ 0,05). A qualidade do efluente da aquicultura revelou risco de obstrução químico severo (pH, condutividade elétrica, cálcio, magnésio, bicarbonato e dureza), mas esse risco foi baixo para os agentes físico (sólidos suspensos totais) e biológico (Bactérias heterotróficas totais). Houve decréscimo dos valores dos indicadores de desempenho hidráulico Dra e CUC, ao longo do tempo de operação nas subunidades gotejadoras SL e GA, onde SL apresentou maiores níveis de entupimento em função da menor profundidade e comprimento de labirinto em relação aos demais. A ordem crescente da suscetibilidade ao entupimento com efluente de aquicultura foi: SL > ST > GA. Ao final do experimento (360 h), os valores de Dra apresentaram entupimento parcial quando abastecidos com efluente da aquicultura, onde os valores de CUC foram ruins nos emissores ST e SL e regular no GA. A aplicação do fertilizante líquido possibilitou a redução do entupimento e a melhoria da uniformidade de aplicação de água nos três tipos de emissores. Assim, o Dra variou de sem entupimento no ST a entupimento leve nos emissores SL e GA, enquanto o CUC foi classificado como bom, regular e ruim nos emissores ST, GA e SL, respectivamente. A ordem crescente de ganho no desempenho hidráulico com o uso contínuo do fertilizante líquido foi: ST > GA > SL. As análises de EDS, DRX e MEV mostraram que no biofilme houve grande contribuição para sua formação de agentes químicos, como os carbonatos de cálcio e magnésio, bem como a produção de substância polimérica extracelular pelos microrganismos.

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  • LUCAS MATHEUS DA SILVA SOUSA
  • UTILIZAÇÃO DE BIOESTIMULANTES NO DESEMPENHO AGRONÔMICO DA CULTURA DA CEBOLA NO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CACIANA CAVALCANTI COSTA
  • ELIZANGELA CABRAL DOS SANTOS
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • ROMUALDO MEDEIROS CORTEZ COSTA
  • Data: 31/07/2024

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  • O uso de bioestimulantes na agricultura tem mostrado benefícios como aumento da produtividade, melhoria da qualidade dos produtos e maior resistência das plantas a estresses ambientais. No entanto, as repostas das plantas podem variar com os diferentes bioestimulantes e condições de cultivo. Este estudo teve como objetivo avaliar o crescimento, a produtividade e a qualidade dos bulbos de cultivares de cebola tratadas com diferentes bioestimulantes. O estudo foi conduzido em dois ciclos de cultivo (2022 e 2023) em Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. Utilizou-se um delineamento experimental em blocos casualizados em esquema fatorial 3 × 6, com quatro repetições. Foram testados os bioestimulantes Acadian®, Arbolin®, Megafol®, Humic® e Stimulate®, além de um tratamento controle, em três cultivares de cebola ('Campo Lindo', 'IPA 11 Vale Ouro' e 'Mata-Hari'). A cultivar 'Mata Hari' apresentou menor crescimento, mas manteve estabilidade na produtividade e produziu menos bulbos não comerciais. 'Campo Lindo' demonstrou crescimento e qualidade semelhantes a 'Mata Hari'. 'IPA 11 Vale Ouro' foi a menos produtiva, porém destacou-se em sólidos solúveis, açúcares solúveis totais e pungência. A produtividade da cebola não foi afetada pelo uso dos bioestimulantes, mas houve melhorias no crescimento e na qualidade dos bulbos. A aplicação de Acadian® e Megafol® melhorou o crescimento das plantas e a qualidade pós-colheita dos bulbos. Stimulate® não teve impacto significativo, enquanto Arbolin® aumentou o conteúdo de açúcares solúveis totais nos bulbos. Humic® influenciou o tamanho dos bulbos e a pungência de bulbos armazenados. Os resultados deste estudo ressaltam a importância de selecionar bioestimulantes apropriados para cada condição de cultivo, pois o uso desses produtos melhora o crescimento das plantas e a qualidade dos bulbos.


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  • O uso de bioestimulantes na agricultura tem mostrado benefícios como aumento da produtividade, melhoria da qualidade dos produtos e maior resistência das plantas a estresses ambientais. No entanto, as repostas das plantas podem variar com os diferentes bioestimulantes e condições de cultivo. Este estudo teve como objetivo avaliar o crescimento, a produtividade e a qualidade dos bulbos de cultivares de cebola tratadas com diferentes bioestimulantes. O estudo foi conduzido em dois ciclos de cultivo (2022 e 2023) em Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. Utilizou-se um delineamento experimental em blocos casualizados em esquema fatorial 3 × 6, com quatro repetições. Foram testados os bioestimulantes Acadian®, Arbolin®, Megafol®, Humic® e Stimulate®, além de um tratamento controle, em três cultivares de cebola ('Campo Lindo', 'IPA 11 Vale Ouro' e 'Mata-Hari'). A cultivar 'Mata Hari' apresentou menor crescimento, mas manteve estabilidade na produtividade e produziu menos bulbos não comerciais. 'Campo Lindo' demonstrou crescimento e qualidade semelhantes a 'Mata Hari'. 'IPA 11 Vale Ouro' foi a menos produtiva, porém destacou-se em sólidos solúveis, açúcares solúveis totais e pungência. A produtividade da cebola não foi afetada pelo uso dos bioestimulantes, mas houve melhorias no crescimento e na qualidade dos bulbos. A aplicação de Acadian® e Megafol® melhorou o crescimento das plantas e a qualidade pós-colheita dos bulbos. Stimulate® não teve impacto significativo, enquanto Arbolin® aumentou o conteúdo de açúcares solúveis totais nos bulbos. Humic® influenciou o tamanho dos bulbos e a pungência de bulbos armazenados. Os resultados deste estudo ressaltam a importância de selecionar bioestimulantes apropriados para cada condição de cultivo, pois o uso desses produtos melhora o crescimento das plantas e a qualidade dos bulbos.

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  • AMANDA CIBELE DA PAZ SOUSA
  • DESEMPENHO DO SORGO SACARINO CULTIVADO SOB ESTRESSE HÍDRICO E SALINO EM CONDIÇÕES DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • ANDREA RAQUEL FERNANDES CARLOS DA COSTA
  • Data: 31/07/2024

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  • O sorgo destaca-se por ser uma cultura que apresenta potencial produtivo para a região semiárida, tanto agronomicamente quanto para a geração de energia. Objetivou-se com esse trabalho avaliar o efeito do estresse hídrico e salino sob a produtividade de biomassa e produção de bioenergia do sorgo sacarino, nas condições do semiárido do Brasil, utilizando a cultivar de sorgo BRS 506. O experimento foi conduzido em uma fazenda localizada no município de Upanema-RN, durante os meses de agosto a novembro de 2022, o  delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados em esquema fatorial (3 x 3), sendo três concentração de sais na água de irrigação expressa de condutividade elétrica (S1= 1,50 dS m-1; S2= 3,75 dS m-1 e S3=6,0 dS m-1) e três lâminas de irrigação L1=224mm (50% da ETc), L2= 336mm (75% da ETc) e L3=448 (100% da ETc), com quatro repetições. As variáveis utilizadas foram rendimento total, rendimento de massa seca, massa seca do colmo, rendimento de colmo, produção de açúcar, açucares redutores, açucares redutores corrigido, açucares redutores totais, açucares totais no caldo, Brix, sacarose, energia da biomassa, energia do etanol, etanol, energia total e fibra. Os dados foram submetidos a análise de variância aplicando o teste F e em seguida análise de regressão ao nível de 5% de significância usando superfície de resposta, utilizando o software RStudio, em que foram utilizados 12 modelos polinomiais com pelo menos dois componentes da interação, que fosse significativo a pelo menos 0,05 de probabilidade. Avaliando-se a variável rendimento total em função das lâminas e condutividade da água de irrigação, verifica-se que o valor máximo atingido foi maior que 60 Mg ha-1 para lâmina de 100% da Etc, havendo redução no rendimento, de acordo com a diminuição da quantidade de água disponibilizada. Para o rendimento de colmos o valor máximo atingido foi de 38 Mg ha-1 na lâmina de 95% da ETc e da salinidade de 2,0 dSm-1 com redução de 13,15% quando irrigado próximo a menor lâmina (50% da ETc). Para rendimento de massa seca total valores maiores que 15,0 Mg ha-1, ocorrem para lâminas de irrigação acima de 75% da ETc associadas a águas com CE menor do que 2,5 dSm-1, obtendo valores maiores que 17 Mg ha-1 quando irrigada com a lâmina máxima disponível (100% da ETc). Para o açucares redutores, valores menores do que 3,0% ocorreram para lâminas de irrigação acima de 80 associada a águas com CE menor do que 1,6 dS m-1, ou para CE da água acima de 5,5 dS m-1 com lâminas de irrigação entre 60 e 90% da ETc. Para o teor de sacarose o comportamento em relação a salinidade e a lâmina de irrigação aplicada ocorreu de forma contrária dos açúcares redutores. A energia da biomassa apresentou valor maiores que 160 GJ ha-1 para lâminas de irrigação acima de 90% da Etc associada as águas com CE menor do que 2,5 dS m-1. A produção de etanol apresentou valores maiores que 3700 L ha-1, quando irrigados com lâminas acima de 80 % da ETc associadas a águas com CE menor do que 3,0 dSm-1, obtendo valores máximos de 4,0 L ha-1 quando irrigada com a lâmina máxima disponível. Para a variável energia total valores maiores que 300 GJ ha-1 ocorreram para lâminas de irrigação acima de 85% da ETc associada a águas com CE menor do que 2,0 dS m-1 e valores menores que 280 GJ ha-1 ocorrem para lâminas abaixo de 80% da ETc associada a águas com CE maiores do que 3,0 dS m-1. O sorgo BRS 506 apresentou  elevado potencial produtivo de sacarose, açucares totais, etanol e rendimento total quando irrigado dom déficit hídrico e salino, tendo perdas variando de 15 a 25% para irrigação deficitária de até 50% e CE da água de até 6,0 dS m-1. Quanto aos rendimentos, a salinidade da água diminui as produções apenas para condições mais próximas a irrigação plena e que para os maiores níveis salinos, não há efeito da irrigação deficitária.


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  • O sorgo destaca-se por ser uma cultura que apresenta potencial produtivo para a região semiárida, tanto agronomicamente quanto para a geração de energia. Objetivou-se com esse trabalho avaliar o efeito do estresse hídrico e salino sob a produtividade de biomassa e produção de bioenergia do sorgo sacarino, nas condições do semiárido do Brasil, utilizando a cultivar de sorgo BRS 506. O experimento foi conduzido em uma fazenda localizada no município de Upanema-RN, durante os meses de agosto a novembro de 2022, o  delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados em esquema fatorial (3 x 3), sendo três concentração de sais na água de irrigação expressa de condutividade elétrica (S1= 1,50 dS m-1; S2= 3,75 dS m-1 e S3=6,0 dS m-1) e três lâminas de irrigação L1=224mm (50% da ETc), L2= 336mm (75% da ETc) e L3=448 (100% da ETc), com quatro repetições. As variáveis utilizadas foram rendimento total, rendimento de massa seca, massa seca do colmo, rendimento de colmo, produção de açúcar, açucares redutores, açucares redutores corrigido, açucares redutores totais, açucares totais no caldo, Brix, sacarose, energia da biomassa, energia do etanol, etanol, energia total e fibra. Os dados foram submetidos a análise de variância aplicando o teste F e em seguida análise de regressão ao nível de 5% de significância usando superfície de resposta, utilizando o software RStudio, em que foram utilizados 12 modelos polinomiais com pelo menos dois componentes da interação, que fosse significativo a pelo menos 0,05 de probabilidade. Avaliando-se a variável rendimento total em função das lâminas e condutividade da água de irrigação, verifica-se que o valor máximo atingido foi maior que 60 Mg ha-1 para lâmina de 100% da Etc, havendo redução no rendimento, de acordo com a diminuição da quantidade de água disponibilizada. Para o rendimento de colmos o valor máximo atingido foi de 38 Mg ha-1 na lâmina de 95% da ETc e da salinidade de 2,0 dSm-1 com redução de 13,15% quando irrigado próximo a menor lâmina (50% da ETc). Para rendimento de massa seca total valores maiores que 15,0 Mg ha-1, ocorrem para lâminas de irrigação acima de 75% da ETc associadas a águas com CE menor do que 2,5 dSm-1, obtendo valores maiores que 17 Mg ha-1 quando irrigada com a lâmina máxima disponível (100% da ETc). Para o açucares redutores, valores menores do que 3,0% ocorreram para lâminas de irrigação acima de 80 associada a águas com CE menor do que 1,6 dS m-1, ou para CE da água acima de 5,5 dS m-1 com lâminas de irrigação entre 60 e 90% da ETc. Para o teor de sacarose o comportamento em relação a salinidade e a lâmina de irrigação aplicada ocorreu de forma contrária dos açúcares redutores. A energia da biomassa apresentou valor maiores que 160 GJ ha-1 para lâminas de irrigação acima de 90% da Etc associada as águas com CE menor do que 2,5 dS m-1. A produção de etanol apresentou valores maiores que 3700 L ha-1, quando irrigados com lâminas acima de 80 % da ETc associadas a águas com CE menor do que 3,0 dSm-1, obtendo valores máximos de 4,0 L ha-1 quando irrigada com a lâmina máxima disponível. Para a variável energia total valores maiores que 300 GJ ha-1 ocorreram para lâminas de irrigação acima de 85% da ETc associada a águas com CE menor do que 2,0 dS m-1 e valores menores que 280 GJ ha-1 ocorrem para lâminas abaixo de 80% da ETc associada a águas com CE maiores do que 3,0 dS m-1. O sorgo BRS 506 apresentou  elevado potencial produtivo de sacarose, açucares totais, etanol e rendimento total quando irrigado dom déficit hídrico e salino, tendo perdas variando de 15 a 25% para irrigação deficitária de até 50% e CE da água de até 6,0 dS m-1. Quanto aos rendimentos, a salinidade da água diminui as produções apenas para condições mais próximas a irrigação plena e que para os maiores níveis salinos, não há efeito da irrigação deficitária.

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  • DOUGLAS PEREIRA FERREIRA
  • GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS AGROPECUÁRIOS: ESTUDO DE CASO NA FAZENDA EXPERIMENTAL RAFAEL FERNANDES, MOSSORÓ-RN.

  • Orientador : JOEL MEDEIROS BEZERRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO ALDISIO CARLOS JUNIOR
  • JOEL MEDEIROS BEZERRA
  • LENILTON ALEX DE ARAUJO OLIVEIRA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • Data: 16/10/2024

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  • As discussões sobre gerenciamento dos resíduos sólidos no âmbito social, ambiental e sanitário, resultaram na busca por respostas que resolvam, amenizem ou revertam situações existentes, repercutindo diretamente nos debates no domínio das gestões públicas e sociedade. Inserido em tal contexto, tem-se a problemática da produção e dificuldades em etapas de gerenciamento de resíduos sólidos no meio rural. Diante dessa da questão levantada, a pesquisa teve como objetivo avaliar o gerenciamento dos resíduos sólidos na Fazenda experimental Rafael Fernandes, pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) campus Mossoró. A realização da pesquisa fundamentou-se em duas vertentes metodológicas, exploratória e descritiva. A fase exploratória contou com uma revisão teórica sistemática e detalhada nas legislações ambientais vigentes, normas técnicas e literaturas acadêmicas do universo de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. Para a fase descritiva, foi realizado um diagnóstico ambiental das áreas da fazenda, dividido em fases que incluíram o mapeamento das áreas experimentais, visitas in loco, identificação das fontes geradoras e caracterização dos resíduos sólidos agropecuários com base na NBR 10.004/2004. Ainda, a etapa descritiva contou com identificação as etapas de gerenciamentos adotadas na fazenda experimental. A revisão sistemática de literatura destacou as dificuldades encontradas para a o gerenciamento de resíduos em áreas rurais no Brasil. Os principais empecilhos encontrados estão relacionados com as distâncias entre os centros urbanos e comunidades rurais e o baixo nível de conhecimento técnico de população rural sobre processos de gerenciamento dos resíduos e os riscos para a saúde humana e meio ambiente. O mapeamento por setor proporcionou o detalhamento para a realização das visitas in loco. Durante as visitas, foram realizados registros fotográficos da infraestrutura, manejo de experimentos e presença de resíduos. A caracterização dos resíduos identificados no setor agrícola, contou com elevada presença de resíduos recicláveis, Classe II B, provenientes do manejo de sistemas de irrigação, e resíduos Perigosos e indiferenciados Classe I, como embalagens de defensivos agrícolas e sobras orgânicas de experimentos. Já no setor pecuário verificou-se reduzido volume e tipos de resíduos, contudo foi identificado EPI’s descartados indevidamente e rejeitos, compostos por colmeias. Quando ao gerenciamento dos resíduos, evidenciou-se a ineficiência nas etapas de segregação, acondicionamento temporário dos resíduos, com destaque para a falta de recipientes adequados e a ausência de rotulagem apropriada para os tipos de resíduos. A inexistência de uma periodicidade definida para a coleta e transporte interno também foi evidenciada, contribuindo para o acúmulo de materiais em áreas experimentais. Identificaram-se, ainda, falhas no armazenamento de resíduos perigosos, como embalagens de agrotóxicos, que não seguiam as normas de segurança. O diagnóstico permitiu identificar o cenário atual de geração de resíduos, com predominância de geração e descarte de resíduos recicláveis não perigosos, Classe II A e B. Como medidas intervencionistas, a implementação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), a capacitação contínua das equipes e o aprimoramento da infraestrutura, resultariam na melhoria do manejo adequado dos resíduos na fazenda.


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  • As discussões sobre gerenciamento dos resíduos sólidos no âmbito social, ambiental e sanitário, resultaram na busca por respostas que resolvam, amenizem ou revertam situações existentes, repercutindo diretamente nos debates no domínio das gestões públicas e sociedade. Inserido em tal contexto, tem-se a problemática da produção e dificuldades em etapas de gerenciamento de resíduos sólidos no meio rural. Diante dessa da questão levantada, a pesquisa teve como objetivo avaliar o gerenciamento dos resíduos sólidos na Fazenda experimental Rafael Fernandes, pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) campus Mossoró. A realização da pesquisa fundamentou-se em duas vertentes metodológicas, exploratória e descritiva. A fase exploratória contou com uma revisão teórica sistemática e detalhada nas legislações ambientais vigentes, normas técnicas e literaturas acadêmicas do universo de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. Para a fase descritiva, foi realizado um diagnóstico ambiental das áreas da fazenda, dividido em fases que incluíram o mapeamento das áreas experimentais, visitas in loco, identificação das fontes geradoras e caracterização dos resíduos sólidos agropecuários com base na NBR 10.004/2004. Ainda, a etapa descritiva contou com identificação as etapas de gerenciamentos adotadas na fazenda experimental. A revisão sistemática de literatura destacou as dificuldades encontradas para a o gerenciamento de resíduos em áreas rurais no Brasil. Os principais empecilhos encontrados estão relacionados com as distâncias entre os centros urbanos e comunidades rurais e o baixo nível de conhecimento técnico de população rural sobre processos de gerenciamento dos resíduos e os riscos para a saúde humana e meio ambiente. O mapeamento por setor proporcionou o detalhamento para a realização das visitas in loco. Durante as visitas, foram realizados registros fotográficos da infraestrutura, manejo de experimentos e presença de resíduos. A caracterização dos resíduos identificados no setor agrícola, contou com elevada presença de resíduos recicláveis, Classe II B, provenientes do manejo de sistemas de irrigação, e resíduos Perigosos e indiferenciados Classe I, como embalagens de defensivos agrícolas e sobras orgânicas de experimentos. Já no setor pecuário verificou-se reduzido volume e tipos de resíduos, contudo foi identificado EPI’s descartados indevidamente e rejeitos, compostos por colmeias. Quando ao gerenciamento dos resíduos, evidenciou-se a ineficiência nas etapas de segregação, acondicionamento temporário dos resíduos, com destaque para a falta de recipientes adequados e a ausência de rotulagem apropriada para os tipos de resíduos. A inexistência de uma periodicidade definida para a coleta e transporte interno também foi evidenciada, contribuindo para o acúmulo de materiais em áreas experimentais. Identificaram-se, ainda, falhas no armazenamento de resíduos perigosos, como embalagens de agrotóxicos, que não seguiam as normas de segurança. O diagnóstico permitiu identificar o cenário atual de geração de resíduos, com predominância de geração e descarte de resíduos recicláveis não perigosos, Classe II A e B. Como medidas intervencionistas, a implementação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), a capacitação contínua das equipes e o aprimoramento da infraestrutura, resultariam na melhoria do manejo adequado dos resíduos na fazenda.

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  • ANTONIO SAVIO DOS SANTOS
  • USO DO MAGNÉSIO PARA ACLIMATAÇÃO DO FEIJÃO-CAUPI AO ESTRESSE SALINO.

  • Orientador : FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA
  • PAULO CÁSSIO ALVES LINHARES
  • TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
  • Data: 30/10/2024

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  • A salinização do solo é um dos principais desafios para a agricultura no semiárido brasileiro. Para superar esse problema, é crucial adotar estratégias de manejo da salinidade e tecnologias que reduzam os impactos do estresse salino nas plantas. Dois experimentos foram conduzidos. O primeiro, em casa de vegetação, avaliou a viabilidade da adubação foliar com magnésio e seus efeitos em diferentes doses na aclimatação de variedades crioulas de feijão-caupi sob estresse salino. O segundo, em laboratório, analisou se houve efeito dos tratamentos utilizados no primeiro experimento nas sementes produzidas através do teste de germinação e análise das plântulas. No primeiro experimento utilizou-se delineamento de blocos ao acaso, em esquema fatorial 2 x 3 x 4, com 5 repetições. Foram testadas duas variedades crioulas de feijão-caupi (Pingo de Ouro e Costela de Vaca), submetidas a três níveis de salinidade na irrigação (0,54, 3,50 e 5,00 dS m-1) e quatro doses foliares de magnésio (0, 1, 2 e 3 ml l-1). No segundo experimento, as sementes foram avaliadas em delineamento inteiramente casualizado, seguindo um esquema fatorial 2 x 3 x 4, com quatro repetições de 25 sementes. Os fatores representam os tratamentos aplicados às plantas que originaram essas sementes no experimento anterior. No primeiro experimento, verificou-se que a variedade Pingo de ouro é mais tolerante à salinidade em comparação com a variedade Costela de vaca. A adubação foliar com Mg mostrou-se uma prática promissora para mitigar os efeitos do estresse salino nas variedades crioulas de feijão-caupi, especialmente para a variedade Pingo de Ouro. Ajustes nas doses de Mg são necessários dependendo da variedade e do nível de salinidade. A variedade Pingo de Ouro beneficiou-se da dose de 2 ml l-1 e a variedade Costela de Vaca da dose de 1 ml l-1. A eficiência do Mg na mitigação do estresse salino varia entre as variedades e condições específicas, destacando a necessidade de uma abordagem de manejo nutricional integrada para maximizar a produtividade e a sanidade das plantas sob condições de estresse salino. A aplicação foliar de magnésio em feijão-caupi sob salinidade é promissora, ajudando a mitigar os danos causados. No entanto, sua eficiência depende da dose, da variedade e das condições de salinidade, sendo necessário mais estudo para definir a dose ideal e maximizar os benefícios. A dose de 1 ml l⁻¹ de magnésio foliar melhorou o comprimento de vagem e o número de sementes por vagem na variedade V2 sob salinidade de 5,00 dSm-1. A dose de 1 ml l foi eficaz para aumentar o peso de 100 sementes em todas as condições de salinidade testadas. No segundo experimento foi observado que as plântulas da variedade Pingo de Ouro apresentaram melhor desempenho no crescimento vegetativo com as doses de 2 e 3 ml l⁻¹ de magnésio foliar, especialmente sob salinidade de 0,54 dS m-1. Ambas as variedades alcançaram até 100% de germinação em todas as doses foliares de magnésio. O uso de magnésio, especialmente a 1 ml l⁻¹, é recomendado para melhorar a produção e a qualidade das sementes em condições de estresse salino.


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  • A salinização do solo é um dos principais desafios para a agricultura no semiárido brasileiro. Para superar esse problema, é crucial adotar estratégias de manejo da salinidade e tecnologias que reduzam os impactos do estresse salino nas plantas. Dois experimentos foram conduzidos. O primeiro, em casa de vegetação, avaliou a viabilidade da adubação foliar com magnésio e seus efeitos em diferentes doses na aclimatação de variedades crioulas de feijão-caupi sob estresse salino. O segundo, em laboratório, analisou se houve efeito dos tratamentos utilizados no primeiro experimento nas sementes produzidas através do teste de germinação e análise das plântulas. No primeiro experimento utilizou-se delineamento de blocos ao acaso, em esquema fatorial 2 x 3 x 4, com 5 repetições. Foram testadas duas variedades crioulas de feijão-caupi (Pingo de Ouro e Costela de Vaca), submetidas a três níveis de salinidade na irrigação (0,54, 3,50 e 5,00 dS m-1) e quatro doses foliares de magnésio (0, 1, 2 e 3 ml l-1). No segundo experimento, as sementes foram avaliadas em delineamento inteiramente casualizado, seguindo um esquema fatorial 2 x 3 x 4, com quatro repetições de 25 sementes. Os fatores representam os tratamentos aplicados às plantas que originaram essas sementes no experimento anterior. No primeiro experimento, verificou-se que a variedade Pingo de ouro é mais tolerante à salinidade em comparação com a variedade Costela de vaca. A adubação foliar com Mg mostrou-se uma prática promissora para mitigar os efeitos do estresse salino nas variedades crioulas de feijão-caupi, especialmente para a variedade Pingo de Ouro. Ajustes nas doses de Mg são necessários dependendo da variedade e do nível de salinidade. A variedade Pingo de Ouro beneficiou-se da dose de 2 ml l-1 e a variedade Costela de Vaca da dose de 1 ml l-1. A eficiência do Mg na mitigação do estresse salino varia entre as variedades e condições específicas, destacando a necessidade de uma abordagem de manejo nutricional integrada para maximizar a produtividade e a sanidade das plantas sob condições de estresse salino. A aplicação foliar de magnésio em feijão-caupi sob salinidade é promissora, ajudando a mitigar os danos causados. No entanto, sua eficiência depende da dose, da variedade e das condições de salinidade, sendo necessário mais estudo para definir a dose ideal e maximizar os benefícios. A dose de 1 ml l⁻¹ de magnésio foliar melhorou o comprimento de vagem e o número de sementes por vagem na variedade V2 sob salinidade de 5,00 dSm-1. A dose de 1 ml l foi eficaz para aumentar o peso de 100 sementes em todas as condições de salinidade testadas. No segundo experimento foi observado que as plântulas da variedade Pingo de Ouro apresentaram melhor desempenho no crescimento vegetativo com as doses de 2 e 3 ml l⁻¹ de magnésio foliar, especialmente sob salinidade de 0,54 dS m-1. Ambas as variedades alcançaram até 100% de germinação em todas as doses foliares de magnésio. O uso de magnésio, especialmente a 1 ml l⁻¹, é recomendado para melhorar a produção e a qualidade das sementes em condições de estresse salino.

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  • PAULO REGINALDO COSTA FILHO
  • IMPACTO DO BIOCHAR NO SEQUESTRO DE CARBONO EM SOLOS DO SEMIÁRIDO POTIGUAR: UMA ANÁLISE COM O MODELO ROTHC EM CULTIVOS BIOENERGÉTICOS.

  • Orientador : FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • BÁRBARA SAMARTINI QUEIROZ ALVES
  • Data: 08/11/2024

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  • O Brasil é um expoente em produção agrícola e em exploração de óleo e gás, sendo estas duas áreas responsáveis pela maioria das emissões atmosféricas de CO2e. Avaliamos neste trabalho o potencial de sequestro de carbono a partir do cultivo do sorgo biomassa, sacarino e capim elefante utilizando modelos matemáticos de decomposição e estoque de carbono. O modelo RothC foi selecionado por sua baixa demanda de dados de entrada, alta adaptabilidade a diferentes sistemas, e por apresentar boa acurácia. O modelo de biochar utilizado foi desenvolvido por Lefebvre, em um estudo sobre estoques de carbono em cana-de-açúcar, cultura de mesmo processo fotossintético, C4, que as culturas mencionadas neste trabalho. Esta dissertação avaliou solos do Rio Grande do Norte, especificamente o Gleissolo Sálico Sódico e o Neossolo Quartzarênico Órtico, quanto ao potencial de estoque de carbono. As culturas utilizadas neste trabalho se justificam pela sua alta produtividade, adaptabilidade ao clima semiárido e sua destinação para produção de bioenergia e etanol de segunda geração. Foi avaliado o uso de biochar, produzido a partir dos resíduos agrícolas, nas proporções de 0, 25, 35 e 40% aplicadas no campo. O modelo depende de dados sobre manejo das culturas, clima e características do solo. Os efeitos de priming também foram analisados, com valores de 0, 21 e 91% sobre as estratégias com uso de biochar. Os resultados mais expressivos indicaram aumentos de até 300% no estoque de carbono para as culturas do capim elefante no Neossolos Quartzarênicos Órticos, considerando 20 anos de simulação e 25% de biochar aplicado a partir de resíduos agrícolas. Em termos de mitigação, utilizando o capim-elefante e 25% de biochar, seria necessária uma área de 24.917 ha para 0% de priming, em um período de 20 anos, para compensar as emissões de CO2 do Rio Grande do Norte em 2022, estado com imenso potencial de irrigação de culturas energéticas e líder em produção de água produzia de petróleo onshore. Todas as culturas passam no teste do priming, apresentando aumento nos seus estoques de carbono em relação à baseline. Para o sorgo sacarino, cultura de menor produtividade, também resulta em menor estoque de carbono, porém apenas para o solo 1, com 0% de biochar, o estoque de carbono diminui.


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  • O Brasil é um expoente em produção agrícola e em exploração de óleo e gás, sendo estas duas áreas responsáveis pela maioria das emissões atmosféricas de CO2e. Avaliamos neste trabalho o potencial de sequestro de carbono a partir do cultivo do sorgo biomassa, sacarino e capim elefante utilizando modelos matemáticos de decomposição e estoque de carbono. O modelo RothC foi selecionado por sua baixa demanda de dados de entrada, alta adaptabilidade a diferentes sistemas, e por apresentar boa acurácia. O modelo de biochar utilizado foi desenvolvido por Lefebvre, em um estudo sobre estoques de carbono em cana-de-açúcar, cultura de mesmo processo fotossintético, C4, que as culturas mencionadas neste trabalho. Esta dissertação avaliou solos do Rio Grande do Norte, especificamente o Gleissolo Sálico Sódico e o Neossolo Quartzarênico Órtico, quanto ao potencial de estoque de carbono. As culturas utilizadas neste trabalho se justificam pela sua alta produtividade, adaptabilidade ao clima semiárido e sua destinação para produção de bioenergia e etanol de segunda geração. Foi avaliado o uso de biochar, produzido a partir dos resíduos agrícolas, nas proporções de 0, 25, 35 e 40% aplicadas no campo. O modelo depende de dados sobre manejo das culturas, clima e características do solo. Os efeitos de priming também foram analisados, com valores de 0, 21 e 91% sobre as estratégias com uso de biochar. Os resultados mais expressivos indicaram aumentos de até 300% no estoque de carbono para as culturas do capim elefante no Neossolos Quartzarênicos Órticos, considerando 20 anos de simulação e 25% de biochar aplicado a partir de resíduos agrícolas. Em termos de mitigação, utilizando o capim-elefante e 25% de biochar, seria necessária uma área de 24.917 ha para 0% de priming, em um período de 20 anos, para compensar as emissões de CO2 do Rio Grande do Norte em 2022, estado com imenso potencial de irrigação de culturas energéticas e líder em produção de água produzia de petróleo onshore. Todas as culturas passam no teste do priming, apresentando aumento nos seus estoques de carbono em relação à baseline. Para o sorgo sacarino, cultura de menor produtividade, também resulta em menor estoque de carbono, porém apenas para o solo 1, com 0% de biochar, o estoque de carbono diminui.

Teses
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  • JULIO CESAR VADO ESPINOZA
  • HIDRÁULICA DE GOTEJADORES OPERANDO COM DILUIÇÕES DE ÁGUA SALOBRA: PYTHON, TEORIA FRACTAL, CLASSIFICAÇÃO DE IMAGENS E MICROSCOPIA ELETRÔNICA POR VARREDURA

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • CRISTIANO TAGLIAFERRE
  • LAIO ARIEL LEITE DE PAIVA
  • Data: 23/02/2024

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  •  A utilização de água salina e sistemas que otimizem este recurso, como o caso da irrigação por gotejamento, representam alternativa atraente para a convivência com a escassez hídrica; no entanto, a qualidade inferior das águas, afeta a eficiência destes sistemas, pois tendem a entupir pela acumulação de agentes de obstrução em detrimento da produtividade agrícola, por tanto é preciso estudar e analisar as causas e efeitos do processo de entupimento o que requer a aplicação de teorias e ferramentas matemáticas, estatísticas e computacionais que facilitem a abordagem e o entendimento dessa dinâmica complexa pois envolve inúmeras variáveis distribuídas nas dimensões temporais e espaciais do processo de irrigação. Neste contexto, objetivou-se com o presente trabalho a aplicação de técnicas estatísticas e matemáticas tais como Análises de Componentes Principais (ACP), Análise Multivariada de Variância (MANOVA), teste post-hoc e classificação supervisionada, utilizando a linguagem de uso livre Python 3.0, classificação de imagens geradas por microscopia eletrônica de varredura (MEV) utilizando Argis e teoria fractal com o intuito de analisar a vazão média e os indicadores de obstrução Coeficiente de Uniformidade de Distribuição (CUD) e Redução de Vazão Relativa (RVR). Para isso, foi feita uma simulação de sistema de irrigação com gotejadores não autocompensantes, o qual foi configurado no delineamento inteiramente casualizado em esquema de parcelas subsubdivididas com três repetições. Tendo nas parcelas, as três diluições de água salobra (AS) em água de abastecimento (AB) (D1 - 100% de AB; D2 – 50% de AB mais 50% de AS; e D3 - 100% de AS); nas subparcelas os três tipos de gotejadores não autocompensantes (ST, SL e NJ); e nas subsubparcelas, os tempos de avaliação (0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160 h). No início, meio e fim do período experimental foram quantificados os parâmetros químicos nas diluições: pH, CE, Na+, Ca2+, Mg2+, CO32, HCO3-, sólidos suspensos totais (SST) e sólidos dissolvidos totais (SDT). Os resultados indicaram que a diluição e tipo de emissor explicam a dinâmica do entupimento. Houve elevação no nível de obstrução pelo aumento da salinidade na água. Os menores níveis de obstrução ocorreram no controle (100% de AB), onde as imagens revelaram nos emissores áreas medias maiores dos espaços vazios e porcentagem de ocupação de espaços entupidos menores. Menor nível de entupimento ocorreu no emissor ST, onde as partículas apresentaram maior formato circular. Já os maiores de níveis de entupimento surgiram na combinação SL e 100% de AS. a combinação SL/D3 proporcionou maior potencial de obstrução, onde ocorreu redução do CUD inicial de 93% para 68%; as combinações menos afetadas pelo entupimento foram SL/D1 e NJ/D2 ambas finalizando os ensaios com CUD de 90%. Já com relação ao indicador RVR, as combinações que apresentaram maiores níveis de obstrução (40%) foram ST/D2, SL/D2 e SL/D3 ao final dos ensaios. Enquanto, a combinação menos afetada por entupimento, com RVR de 25% no final, foi SL/D1. O teste post hoc aplicado aos dados mostra que houve uma variação estatisticamente significativa dos coeficientes CUD e RVR ao longo dos tempos 0 a 160 h e 80 a 160 h, não existindo variação estatisticamente significativa das 0 a 80 h; no caso do pH os resultados mostram que oscilou ao longo do tempo. Finalmente a condutividade elétrica não foi influenciada pelo tempo das avaliações, porém houve relação significativa com as diluições.


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  • Título 1 - Dinâmica do entupimento de gotejadores não autocompensantes aplicando diluições de água salobra: enfoque na alteração da vazão, geometria fractal e microscopia eletrônica de varredura

    Resumo 1: As águas salobras são importantes fontes hídricas para a agricultura irrigada do semiárido. No entanto, os emissores dos sistemas de irrigação por gotejamento em função do entupimento apresentam perda de desempenho ao longo do tempo quando abastecidos com águas salobras. Objetivou com o presente trabalho analisar o comportamento do entupimento de três tipos de gotejadores não autocompensantes operando com diluições de água salobra, empregando-se o estudo da alteração da vazão e das técnicas de geometria fractal e microscopia electrónica de varredura. Para isso, foram montadas três bancadas de ensaio em área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró-RN, Brasil. O experimento foi montado no delineamento inteiramente casualizado em esquema de parcelas subsubdivididas com três repetições. Tendo nas parcelas, as três diluições de água salobra em água de abastecimento (100% de água de abastecimento, 50% de água salobra e 100% de água salobra); nas subparcelas os três tipos de gotejadores não autocompensantes (Netafim Super Typhoon, Netafim Streamline e NaanDanJain TalDrip); e nas subsubparcelas, os tempos de avaliação (0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160 h). Utilizando Microscopia Eletrônica de Varredura, teoria de fractais e Análises de Componentes Principais, obtiveram-se métricas que descreveram estatisticamente a geometria dos espaços entupidos por material sedimentado. Os resultados indicaram que diluição e tipo de emissor explicam a dinâmica do entupimento. Na análise fatorial, o primeiro fator agrupou as características fractais do material de entupimento, enquanto o segundo fator representou o comportamento da vazão e também de algumas características fractais. Houve elevação no nível de obstrução pelo aumento da salinidade na água. Os menores níveis de obstrução ocorreram no controle (100% de água de abastecimento), onde as imagens revelaram nos emissores áreas medias maiores dos espaços vazios e porcentagem de ocupação de espaços entupidos menores. Menor nível de entupimento ocorreu no emissor Netafim Super Typhoon, onde as partículas apresentaram maior formato circular. Já os maiores de níveis de entupimento surgiram na combinação Netafim Streamline e 100% de água salobra.


    Título 2 - Impacto do uso de água salobra em unidades gotejadoras: comportamento do entupimento dos emissores

    Resumo 2: A irrigação por gotejamento e o uso agrícola de águas salobras são dois importantes fatores que mitigam a escassez hídrica em regiões semiáridas e a insegurança alimentar. No entanto, a qualidade das águas salobras e as pequenas dimensões internas dos gotejadores potencializam a obstrução. Assim, objetivou-se com o presente trabalho, avaliar o comportamento do entupimento em três tipos de emissores não autocompensantes aplicando diluições de água salobra no semiárido potiguar. Para isso, foram montadas três bancadas de ensaio em uma área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró. Nestas foram instaladas três unidades gotejadoras em esquema de parcelas subsubdivididas, no delineamento inteiramente casualizado com três repetições. Tendo nas parcelas, as três diluições de água salobra (AS) em água de abastecimento (AB) (D1 - 100% de AB; D2 – 50% de AB mais 50% de AS; e D3 - 100% de AS); nas subparcelas os três tipos de gotejadores não autocompensantes (Netafim Super Typhoon-ST, Netafim Streamline-SL e NaanDanJain TalDrip-NJ); e nas subsubparcelas, os tempos de avaliação (0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160 h). A cada 80 h e 20h de operação das unidades gotejadoras foram determinadas características físicas e químicas das diluições e os indicadores de obstrução coeficiente de uniformidade de distribuição (CUD) e redução de vazão relativa (RVR), respectivamente. Os dados de pH, condutividade elétrica, CUD e RVR foram submetidos à Análise Multivariada de Variância (MANOVA) e teste post-hoc. Os resultados obtidos evidenciaram que a combinação SL/D3 proporcionou maior potencial de obstrução, onde ocorreu redução do CUD inicial de 93% para 68%; as combinações menos afetadas pelo entupimento foram SL/D1 e NJ/D2 ambas finalizando os ensaios com CUD de 90%. Já com relação ao indicador RVR, as combinações que apresentaram maiores níveis de obstrução (40%) foram ST/D2, SL/D2 e SL/D3 ao final dos ensaios. Enquanto, a combinação menos afetada por entupimento, com RVR de 25% no final, foi SL/D1. O teste post hoc aplicado aos dados mostra que houve uma variação estatisticamente significativa dos coeficientes CUD e RVR ao longo dos tempos 0 as 160 horas e 80 as 160 horas, não existindo variação estatisticamente significativa das 0 as 80 horas; no caso do pH os resultados mostram que oscilou ao longo do tempo. Finalmente a condutividade elétrica não foi influenciada pelo tempo das avaliações, porém houve relação significativa com as diluições.

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  • ADLER LINCOLN SEVERIANO DA SILVA
  • QUALIDADE DA ÁGUA E CAPACIDADE DE FITOEXTRAÇÃO DE MACRÓFITAS NO TRECHO URBANO DO RIO APODI-MOSSORÓ NO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ-RN.

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • TALITA DANTAS PEDROSA
  • ANNE GABRIELLA DIAS SANTOS CALDEIRA
  • PAULA ROMYNE DE MORAIS CAVALCANTE NEITZKE
  • Data: 22/04/2024

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  • O crescimento da população humana, aumenta a demanda por recursos naturais e bens de consumo e produção. Como consequência, eleva-se a geração de resíduos sólidos e líquidos. A falta de tratamento e,ou disposição final adequado desses resíduos são fatores que contribuem para a degradação ambiental. Dessa forma, objetivou-se com o presente estudo avaliar a evolução espaço-temporal da qualidade da água e da capacidade de fitorremediação de macrófitas no trecho urbano do rio Apodi-Mossoró no município de Mossoró-RN, durante os períodos seco e chuvoso. As amostras de água e de macrófitas foram realizadas em seis pontos do trecho urbano do rio Apodi-Mossoró (Barragem de Genésio, Ponte do Alto da Conceição, Barragem do Centro, Canal da Ilha de Santa Luzia, Barragem das Barrocas e Ponte da Leste-Oeste), ao longo de oito campanhas nos anos 2022/2023 (26/07/22, 23/08/22, 20/09/22, 25/10/22, 03/12/22, 26/01/23, 26/02/23 e 10/04/23). Nas amostras de água foram caracterizados atributos físico-químicos e microbiológicos (pH, temperatura, condutividade elétrica-CE, oxigênio dissolvido-OD, sólidos totais-ST, sólidos dissolvidos totais-SDT, sólidos em suspensão totais-SST, cor aparente, turbidez, fósforo total- Ptotal, Nitrogênio total Kjeldahl-NTK, demanda química de oxigênio-DQO, demanda bioquímica de oxigênio-DBO5,20, K+, Ca2+, Mg2+, Cl- e coliformes termotolerantes-CT). Enquanto, no tecido vegetal das macrófitas foram determinados os somente elementos químicos, inclusive metais pesados: N, P, Na, K, Ca, Mg, Cu, Zn, Fe, Mn, Cd, Cr, Ni e Pb. Com os valores dos atributos físico-químicos e microbiológicos da água do rio realizou-se a cálculo e a classificação do Índice de Qualidade da Água proposto pela CETESB (IQACETESB). Já com resultados dos elementos químicos presentes no tecido vegetal das raízes e da parte aérea das macrófitas determinaram-se os fatores de translocação e bioacumulação da parte aérea. Os dados foram submetidos às análises estatísticas descritiva e multivarida. O IQACETESB variou consideravelmente, abrangendo todas as classificações, desde ótima até inadequada. Na Barragem de Genésio, localizado antes da área mais urbanizada, foi observada uma avaliação mais positiva da qualidade da água, com classificações IQACETESB variando de ótima a boa, independentemente da estação do ano. No entanto, os demais pontos apresentaram variações significativas, com destaque para a Barragem das Barrocas, que abrangeu todas as formas de classificação. No auge da estiagem, em dezembro/2022, este ponto alcançou seu pior momento, sendo classificado como péssimo. Os principais influenciadores do IQACETESB foram os atributos DBO5,20, NTK e Ptotal, variáveis fortemente associadas à atividade antrópica. A água do rio apresentou um teor elevado de sais, especialmente de Na+ e Ca2+, sendo classificada como salobra-classe 1 em todos os pontos avaliados na maior parte do ano, exceto durante o período chuvoso, quando foi doce-classe 2. Em relação aos fatores de translocação e bioacumulação da parte aérea das macrófitas, ocorreram variações significativas dependendo do tipo de elemento químico e do local de coleta. Foi observada uma relação entre a disponibilidade e absorção de certos elementos químicos (Na, Cu, Zn, Fe, Mn, Cd, Cr, Ni e Pb) pelas macrófitas, evidenciando uma considerável capacidade de bioacumulação para todos esses elementos. Notavelmente, Pb, Cr e Ni mostraram-se os mais suscetíveis à bioacumulação, enquanto Ni e Cu foram os mais propensos à translocação. As macrófitas Eichhornia crassipes e Nymphaea alba demonstraram a capacidade de bioacumular e translocar elementos químicos presentes na água do rio. Em locais críticos de eutrofização, houve um aumento acelerado no crescimento das macrófitas, equanto nos pontos mais afetados pela poluição difusa e pontual, as plantas aquáticas apresentaram maior vigor.


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  • Artigo 1 – QUALIDADE DA ÁGUA NO PERÍMETRO URBANO DO RIO APODI-MOSSORÓ EM MOSSORÓ-RN Resumo 1. Ao longo dos anos, rios urbanos têm sofrido com a degradação ambiental devido às atividades antrópicas, o que se tornou uma preocupação pública. O monitoramento regular da qualidade da água dos corpos hídricos superficiais é essencial para garantir a segurança da população e preservar o meio ambiente local, que abriga uma diversidade biológica vulnerável à poluição. Assim, objetivou-se com presente estudo, avaliar a qualidade da água do rio Apodi-Mossoró, no trecho urbano de Mossoró-RN, durante os períodos seco e chuvoso. Para isso, efetuou-se a caracterização de atributos físico-químicos e microbiológicos nas amostras de água coletadas, em seis pontos do trecho urbano do rio Apodi-Mossoró (Barragem de Genésio; Ponte do Alto da Conceição; Barragem do Centro; Canal da Ilha de Santa Luzia; Barragem das Barrocas; e Ponte da Leste-Oeste) numa extensão de 10 km, durante oito campanhas (julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e abril) ao longo dos anos 2022/2023. Com os dados de qualidade da água calculou-se o Índice de Qualidade da Água e realizou-se a análise estatística multivariadas. A qualidade da água variou consideravelmente, abrangendo todas as classificações, desde ótima até inadequada. No ponto Barragem de Genésio foi observada uma avaliação mais positiva, com classificações variando de ótima a boa, independentemente da estação do ano. No entanto, os demais pontos apresentaram variações significativas, com destaque para o ponto Barragem das Barrocas, que abrangeu todas as formas de classificação; no auge da estiagem, em dezembro, este ponto alcançou seu pior momento, sendo classificado como péssimo. Em relação ao Índice de Qualidade da Água, os atributos que mais influenciaram foram a Demanda Bioquímica de Oxigênio, o nitrogênio e o fósforo total, variáveis bastante relacionadas à atividade antrópica. Em todos os pontos analisados, foi detectada a presença da bactéria Escherichia coli e dos metais Fe, Mn, Cu, Zn, Cr, Pb, Cd e Ni. A água do rio mostrou um elevado teor de sais, especialmente sódio e cálcio, resultando em uma classificação como salobra (classe 1) em todos os pontos avaliados, na maior parte do ano; somente em abril de 2023, após a estação chuvosa, passou a ser considerada doce (classe 2). Artigo 2 – Fatores de bioacumulação e translocação da Eichhornia crassipes no trecho urbano do rio Apodi-Mossoró em Mossoró-RN Resumo 2. O crescimento urbano às margens dos rios, associado à atividade humana, tem causado degradação nos ambientes aquáticos devido a fontes pontuais e difusas de poluição. A busca por alternativas para mitigar esses efeitos está em ascensão, e uma delas é a fitorremediação. Neste estudo, objetivou-se determinar os níveis de elementos presentes na água do rio Apodi-Mossoró, ao longo do trecho urbano da cidade de Mossoró-RN, bem como a capacidade de bioacumulação e translocação da Eichhornia crassipes, que está presente no mesmo rio. Para isso, determinaram-se os seguintes atributos nas amostras de água do rio e nos tecidos vegetais da macrófita: nitrogênio (N), fósforo (P), sódio (Na), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), cobre (Cu), zinco (Zn), ferro (Fe), manganês (Mn), cádmio (Cd), cromo (Cr), níquel (Ni) e chumbo (Pb). Essas amostras de água e dos tecidos vegetais foram coletadas em áreas fixas do trecho urbano do rio Apodi-Mossoró, em torno de 10 km, durante oito campanhas (26/07/22, 23/08/22, 20/09/22, 25/10/22, 03/12/22, 26/01/23, 26/02/23 e 10/04/23) de coletas em seis pontos (Barragem de Genésio; Ponte do Alto da Conceição; Barragem do Centro; Canal da Ilha de Santa Luzia; Barragem das Barrocas; e Ponte da Leste-Oeste), durante os períodos seco e chuvoso. Os dados foram submetidos às análises estatísticas descritiva e multivariada. Os resultados da análise do tecido vegetal variaram de acordo com cada tipo de elemento e local de coleta. Observou-se uma relação entre a disponibilidade e absorção para os elementos (Na, Cu, Zn, Fe, Mn, Cd, Cr, Ni e Pb), com a macrófita demonstrando uma grande capacidade de bioacumulação para todos, sendo Ni, Cd, Cr e Pb os mais bioacumuláveis, enquanto Zn, Mn, Cr, Fe e Na foram os mais translocáveis. Portanto, a Eichhornia crassipes se mostrou-se capaz de bioacumular e translocar elementos químicos de ambientes aquáticos naturais.

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  • LIZANDRA EVYLYN FREITAS LUCAS
  • UTILIZAÇÃO DE ÁGUA PRODUZIDA DO PETRÓLEO SINTÉTICA NO CULTIVO DE MUDAS DE PLANTAS NATIVAS DA CAATINGA.

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
  • RONIMEIRE TORRES DA SILVA
  • RUZA GABRIELA MEDEIROS DE ARAUJO MACEDO
  • Data: 31/07/2024

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  • A Água Produzida (AP) é um importante produto residual da produção de petróleo e gás que alguns consideram uma fonte viável de água para irrigação agrícola. Porém, antes que seu uso seja amplamente empregado na irrigação de culturas agrícolas, os riscos precisam ser avaliados. Nessa perspectiva, objetivou-se neste estudo avaliar os efeitos da irrigação com AP (sintética) em diferentes composições nas características agronômicas e nutricionais de mudas de Mulungu e Craibeira e nas características físico-química do solo pós-cultivo. Realizou-se então um experimento em casa de vegetação, onde as plântulas foram acondicionadas em sacos de mudas organizadas conforme delineamento em blocos casualizados, esquema fatorial 4 x 2, com 3 repetições e duas épocas de avaliação (30 e 60 dias após transplantio). Foram utilizados os seguintes tratamentos no processo: A1 - 100% de água de abastecimento (controle), A2 – Salmoura (SALM), A3 – Água Produzida sintética (AP 100%) e A4 – AP50% (diluição). A fim de atingir os objetivos da pesquisa realizou-se análise de variáveis agronômicas e nutricional das mudas, bem como, análises físico-químicas do solo. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e verificando-se as significâncias, os tratamentos foram comparados entre si pelo teste de comparação de médias. Diante dos resultados obtidos para as variáveis altura de planta, diâmetro de caule, massa seca total, razão altura/diâmetro e Índice de Qualidade de Dickson (IQD), dentre outras, verifica-se alterações benéficas nas caraterísticas agronômicas das mudas de mulungu quando irrigadas com a AP50%, quando comparada com os demais tratamentos utilizados. No caso da espécie craibeira, para as mesmas variáveis analisadas e os mesmos tratamento, verifica-se alterações benéficas nas caraterísticas agronômicas das mudas quando irrigadas, principalmente, com a SALM. Do ponto de vista nutricional das plantas e das características físico-químicas do solo, verificou-se que, dos parâmetros avaliados, a saber teores de N, P, K, Ca, Mg, Na, pH, CE, dentre outros, foram afetados pelos tratamentos utilizados, apresentando efeitos benéficos e adversos em função da concentração dos elementos no solo e na planta, proporcionadas pelas composições da AP, influenciando, portanto, no acúmulo de nutrientes nos tecidos vegetais e no solo. A partir desse estudo conclui-se que é possível usar AP na produção de mudas das espécies estudadas. Todavia, se faz necessário que haja diluição da AP com no mínimo 50% de água de abastecimento público, para cultivo de mulungu, enquanto para a craibeira recomenda-se realizar tratamento prévio na AP para a remoção do óleo/hidrocarbonetos. Essas medidas são imprescindíveis para evitar danos, a médio e longo, prazo no sistema solo-planta.


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  • RESUMO (ARTIGO 1) Apesar dos notórios avanços ocorridos nos processos tecnológicos e industriais do setor petrolífero ainda existem entraves recorrentes a serem enfrentados. A citar, a ampliação de opções para destinação final de grandes volumes de Água Produzida do Petróleo (AP) gerada no processo de extração do óleo e gás. Nessa perspectiva, objetivou-se neste estudo avaliar o efeito da aplicação via irrigação da AP (sintética) em diferentes composições na produção, no crescimento e na qualidade final de mudas Mulungu (Erythrina verna), de forma a verificar a sua viabilidade de reuso. Para tanto, realizou-se um experimento em casa de vegetação, onde as plântulas foram acondicionadas em sacos de mudas organizadas conforme delineamento em blocos casualizados, esquema fatorial 4 x 2, com 3 repetições e duas épocas de avaliação (30 e 60 dias após transplantio). Foram utilizados os seguintes tratamentos/águas no processo: A1 - 100% de água de abastecimento (controle), A2 – Salmoura (SALM), A3 – Água Produzida sintética (AP 100%) e A4 – AP50% (diluição). As mudas foram avaliadas para as seguintes variáveis: altura, diâmetro de caule, comprimento de raiz, número de folhas, área foliar, área foliar específica, massa seca de raiz, massa seca de caule, massa seca de folhas, massa seca total, razão altura/diâmetro de caule, razão massa seca da parte área/massa seca de raiz e índice de qualidade de Dickson. Verificou-se que todas as variáveis analisadas foram afetadas pelas águas aplicadas no experimento e que o fator época de avaliação também as afetou, exceto a área foliar específica e as razões citadas. As mudas de mulungu irrigadas com as águas A2 e A3 apresentaram características afetadas negativamente em razão de efeitos deletérios causados por suas respectivas composições. Das águas residuárias utilizadas na irrigação, mudas de maior qualidade foram produzidas utilizando-se a AP Sintética diluída em 50% com água de abastecimento, o que a torna uma fonte viável para a produzir mudas de mulungu. RESUMO (ARTIGO 2) A craibeira (Tabebuia aurea) é uma espécie que, incipientemente, vem sendo utilizada em testes de produção de mudas com água residuária, apresentando promissores resultados. Nesse contexto, objetivou-se neste estudo avaliar o efeito da aplicação via irrigação da AP (sintética) em diferentes composições na produção, no crescimento e na qualidade final de mudas da espécie. Para tanto, realizou-se um experimento em casa de vegetação, onde as plântulas foram acondicionadas em sacos de mudas organizadas conforme delineamento em blocos casualizados, esquema fatorial 4 x 2, com 3 repetições e duas épocas de avaliação (30 e 60 dias após transplantio). Foram utilizados os seguintes tratamentos/águas no processo: A1 - 100% de água de abastecimento (controle), A2 – Salmoura (SALM), A3 – Água Produzida sintética (AP 100%) e A4 – AP50% (diluição). As mudas foram avaliadas para as seguintes variáveis: altura, diâmetro de caule, comprimento de raiz, número de folhas, área foliar, área foliar específica, massa seca de raiz, massa seca de caule, massa seca de folhas, massa seca total, razão altura/diâmetro de caule, razão massa seca da parte área/massa seca de raiz e índice de qualidade de Dickson. Mediante os resultados obtidos para as variáveis avaliadas verificou-se que a espécie se mostrou tolerante a concentração dos sais utilizada na composição das águas. Sobre a qualidade das mudas, o maior valor obtido para o índice de Dickson foi para as mudas irrigadas com a A2. E nas condições de cultivo empregadas, o uso da demais águas residuárias, a médio e a longo prazo, mostram-se prejudiciais as características agronômicas das mudas produzidas.

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  • LUCIARA MARIA DE ANDRADE
  • Tratamento de lixiviado de aterro sanitário estabilizado e em operação por sistemas alagados construídos plantados com Chrysopogon zizanioides: remoção de matéria orgânica, metais pesados e capacidade fitorremediadora

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANNE GABRIELLA DIAS SANTOS CALDEIRA
  • DANIEL FREITAS FREIRE MARTINS
  • JACINEUMO FALCAO DE OLIVEIRA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • SOLANGE APARECIDA GOULARTE DOMBROSKI
  • Data: 31/07/2024

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  • O enfrentamento de problemas ambientais expõe a complexidade da vida social do século XXI e exige empenho na busca por soluções eficientes para proteção de ecossistemas naturais e urbanos, com desdobramentos que conduzam a condições sustentáveis de convivência e sobrevivência no planeta. A abordagem sobre a redução da poluição provocada pelas atividades antrópicas ressalta a necessidade de se garantir de proteção aos recursos naturais, essenciais a manutenção da vida terrestre como condição sine qua non. Por isso, o escopo do presente trabalho está respaldado na aplicação de tecnologias de tratamento de águas residuais e estratégias de remediação de áreas degradadas por resíduos sólidos urbanos e teve como objetivo a busca por soluções para o tratamento de lixiviados de aterro sanitário, subproduto da decomposição dos resíduos sólidos urbanos destinados aos aterros sanitários, também conhecido por chorume. Os lixiviados dessa natureza apresentam cheiro desagradável, cor escura e é um potente contaminante de solos e recursos hídricos por combinar substâncias orgânicas e inorgânicas de difícil descontaminação. O esforço empregado no estudo consistiu em realizar o tratamento de dois lixiviados do aterro sanitário da cidade de Mossoró, estado do Rio Grande do Norte, no Nordeste do Brasil, utilizando sistema alagado construído e capim Vetiver (Chrysopogon zizanioides) para remoções de carga orgânica e de metais identificados nos lixiviados. A partir das características físico-químicas típicas dos lixiviados avaliou-se o desempenho do tratamento dos sistemas alagados construídos para remoção de Demanda Química de Oxigênio, da turbidez, sólidos suspensos totais, condutividade elétrica e pH a fim de identificar as influências das variáveis do balanço hídrico, precipitação pluvial e evapotranspiração, no tratamento. Os bioensaios com capim Vetiver objetivaram ainda reconhecer os mecanismos fisiológicos utilizados pelo vegetal nas remoções dos metais cromo, níquel, cobre, manganês, ferro, cádmio, chumbo e zinco. Para tanto, foram calculadas as eficiências do sistema alagado construído de escoamento subsuperficial, bem como índices de fitorremediação de metais, por meio do fator de translocação, que indica quais metais foram acumulados nas folhas do Vetiver, e o fator de bioacumulação que indica em quais tecidos vegetais ocorre acumulação preferencial dos metais na parte aérea ou nas raízes, tornando possível classificar a tolerância da planta e sua melhor aplicação em processos de fitorremediação. Os resultados dos bioensaios foram promissores pela caracterização dos lixiviados do aterro de Mossoró-RN, pelo alcance de remoções de 80% na turbidez e sólidos suspensos totais, atendendo aos padrões de lançamento e reúso estabelecidos pelas regulamentações brasileiras (CONAMA 430/2011 e COEMA 02/2017), bem como o delineamento das influências da precipitação pluvial e a evapotranspiração na eficiência do tratamento em sistemas alagados construídos. As respostas fisiológicas do capim Vetiver reforçaram sua aptidão como fitoextratora de cádmio, que se acumulou nos tecidos da parte aérea das plantas e fitoestabilizadora dos metais cromo, níquel, cobre, manganês, ferro, chumbo e zinco, que acumularam nos tecidos das raízes do Vetiver, demonstrando tolerância aos metais estudados.


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  • Artigo 1 - Diluição e sistema alagado construído no tratamento de lixiviados de aterro sanitário do semiárido potiguar: atributos biométricos do capim Vetiver e inter-relações entre poluentes e variáveis do balanço hídrico Resumo: A produção de resíduos sólidos é crescente e impulsiona o número de aterros sanitários, bem como a geração de percolado com alto poder de contaminação do solo e dos corpos hídricos. Exigindo a adequação de técnicas de tratamento que mitiguem os impactos ambientais negativos, além disso, a proteção contra erosão das células dos aterros sanitários com capim Vetiver no semiárido potiguar é um desafio. Assim, objetivou-se com o presente trabalho analisar os efeitos da diluição e de sistema alagado construído operando em batelada no tratamento de duas qualidades de lixiviados do aterro sanitário de Mossoró, tendo enfoque nos atributos biométricos do capim Vetiver e nas inter-relações entre poluentes e variáveis do balanço hídrico. Para isso, foram instalados três sistemas alagados construídos utilizando o capim Vetiver em área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN, Brasil. O experimento foi montado no esquema fatorial 3 x 2, tendo o delineamento inteiramente casualizado, com 10 repetições no tempo. No primeiro fator foram testados os tipos de águas, enquanto no segundo os pontos de amostragem. Por meio de dez campanhas, os atributos demanda química de oxigênio, turbidez, sólidos suspensos totais, amônio, pH, condutividade elétrica, cálcio, magnésio, sódio, potássio, cloreto, carbonato, bicarbonato, fósforo total, cromo, níquel, cobre, manganês, ferro, cadmio, chumbo e zinco foram monitorados à montante e à jusante dos sistemas alagados construídos. Ao final do experimento foram avaliados os atributos biométricos do Vetiver (número de perfilhos, comprimento da folha, volume de raiz, massa fresca e seca da parte aérea e massa seca das raízes). Nessa ocasião, efetuou-se, também, o registro de imagens por microscopia eletrônica de varredura do biofilme nos sistemas alagados construídos. Os dados de qualidade das águas foram submetidos à análise estatística descritiva e teste de média Tukey e, também, a estatística multivariada por meio da determinação da matriz de correlação de Pearson, análise fatorial e análise de componentes principais. Enquanto os dados dos atributos biométricos foram submetidos à análise estatística descritiva e teste de média Tukey. Com relação ao desempenho dos sistemas alagados construídos na remoção de poluentes, as maiores remoções ocorreram nos atributos turbidez e sólidos suspensos totais, na ordem de 80%. Houve diferença estatística nos atributos biométricos das plantas, onde os melhores resultados ocorreram no atributo volume de raízes dos tratamentos com diluições dos dois lixiviados, demonstrando que estes não acarretaram problemas de toxicidade no desenvolvimento das raízes do capim Vetiver, apresentando bom resultado como enraizador. As imagens de microscopia eletrônica por varredura identificaram enterobactérias nos sistemas que operaram com os lixiviados. A precipitação pluvial acumulada exerceu influência sobre o comportamento dos atributos químicos, especialmente pela forte correlação positiva com o íon chumbo. A qualidade dos dois tipos de lixiviados de aterro, após diluição e tratamento em sistema alagado construído com Vetiver, atendeu aos padrões da legislação para reúso agrícola e florestal. Portanto, o uso agrícola de lixiviados de aterro sanitário nessas condições possibilita o cultivo do Vetiver nos taludes de aterros sanitários do semiárido, para contenção de processos erosivos, podendo mitigar impactos negativos, além de reduzir o risco de contaminação de mananciais hídricos superficiais e subterrâneos. Artigo 2 - Fitorremediação de elementos traço de dois tipos lixiviado de aterro sanitário por capim Vetiver em sistema alagado construído no semiárido potiguar Resumo: O tratamento adequado do lixiviado de aterro sanitário que permita a disposição controlada no ambiente é um desafio. A fitorremediação em sistema alagado construído pode contribuir para mitigação de impactos ambientais negativos desse resíduo líquido. Assim, objetivou-se com o presente estudo obter e avaliar índices de fitorremediação de metais e metais pesados no capim Vetiver (Chrysopogon zizanioides) de sistemas alagados construídos abastecidos em batelada. Para isso, foram montados três sistemas alagados construídos de escoamento horizontal subsuperficial (0,98 m de comprimento, 0,49 m de largura e 0,30 m de profundidade), utilizando como meio suporte brita granítica nº 3, na Unidade Experimental de Reúso de Água da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, campus Leste Mossoró-RN. Para o fator e índice de translocação, o experimento foi montado no delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos (F1 - Lixiviado de aterro estabilizado diluído; F2 - Lixiviado de aterro sanitário jovem diluído; e F3 - Controle com água de abastecimento mais fertilizante) e seis repetições (plantas utilizadas nos sistemas alagados). Enquanto nos fatores de bioacumulação da parte aérea e das raízes utilizou-se o esquema fatorial 3 (tratamentos) x 2 (bioacumulação na parte aérea e nas raízes) no delineamento inteiramente casualizado, com seis repetições. Após o período de adaptação em soluções, seis clones do capim Vetiver foram transplantadas em cada um dos sistemas alagados construídos com espaçamento de 30cm entre plantas e 20cm entre fileiras. O tempo de detenção das cargas adotado foi de 48 h. Ao longo do período experimental de 180 dias do transplantio do Vetiver foram realizadas análises das concentrações de cromo, níquel, cobre, manganês, ferro, cadmio, chumbo e zinco nos efluentes tratados (10 campanhas) e nos tecidos da parte aérea e das raízes das plantas ao final do experimento (180 dias). Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de média Tukey (p≤0,05). Os resultados indicaram que ocorreu translocação e acumulação em 88% dos metais e metais pesados nas raízes das plantas e 12% dos metais analisados foram translocados para a parte aérea das plantas em todos os tratamentos. Foi realizada a categorização dos mecanismos da fitorremediação a partir dos fatores de translocação e bioacumulação, onde o Vetiver se comportou como planta acumuladora de Cd e Pb na parte aérea, apresentando aptidão como fitoextratora, e exclusora de Cr, Ni, Cu, Mn, Fe e Zn, sendo útil para a fitoestabilização desses metais, que apresentaram as maiores médias de retenção no sistema radicular. As respostas do Vetiver confirmaram sua tolerância a contaminantes presentes nas diluições dos lixiviados tratados em sistemas alagados construídos, acumulando maiores quantidades de metais e metais pesados nas raízes e restringindo a translocação para a parte aérea. A capacidade das plantas de Vetiver em absorver, translocar, restringir e acumular metais pesados em seus tecidos é importante na remediação de áreas contaminadas.

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  • CAMILO VINÍCIUS TRINDADE SILVA
  • DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL DO PROCESSO EROSIVO DO SOLO A PARTIR DO USO, COBERTURA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM MICROBACIA DE REGIÃO SEMIÁRIDA BRASILEIRA.

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MÁRCIA REGINA FARIAS DA SILVA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • RAIMUNDO FERNANDES DE OLIVEIRA JUNIOR
  • Data: 31/07/2024

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  • A intensificação das atividades antrópicas sobre os solos e as mudanças climáticas contribuem para a perda e degradação das terras. Sabendo disso, se objetivou com esse trabalho identificar o comportamento da perda de solo da microbacia hidrográfica do rio Cobra, estado do Rio Grande do Norte, situada no Núcleo de Desertificação do Seridó, ao longo do período de 1987 a 2100, por meio da análise da cobertura do solo e da erosividade observada e modelada em cenários futuros de mudanças climáticas. Para realizar a análise da erosão do solo na microbacia do rio Cobra, foi empregada uma metodologia que envolveu a coleta de dados climáticos e de uso da terra, além de modelagem computacional de dados climáticos futuros baseada em geoprocessamento. O estudo utilizou dados de sensoriamento remoto de uso e cobertura do solo do projeto Mapbiomas, assim como dados de precipitação e erosividade da chuva observados por estações pluviométricas e projetados para o período de 2017 a 2100 produzidos pelo modelo HadGEM3-GC31-LL, de acordo com o modelo climático global CMIP6. Foram aplicados modelos de erosão para prever o comportamento passado e futuro da perda de solo sob diferentes usos da terra e cenários climáticos. Os resultados indicaram um aumento significativo na erosividade do solo em decorrência das mudanças climáticas, com variações sazonais e espaciais na susceptibilidade à erosão. As análises evidenciaram que mudanças nos padrões de precipitação contribuem para a intensificação dos processos erosivos. A analisar o processo de erosão no período de 1987 a 2100, se observa o incremento da perda de solo para todos os cenários de mudanças climáticas. No ano de 1987 a perda de solo potencial foi estimada em 2,44 milhões de Mg.ano-¹; em 2017 o valor foi de 3,23 milhões de Mg.ano-¹. Até 2100, a perda de solo média para SSP 126 foi 3,57 milhões de Mg.ano-¹; para SSP 245 foi contabilizado 3,46 milhões de Mg.ano-¹, para SSP 585 esse valor foi de 3,31 milhões de Mg.ano-¹. Mapas de classe de suscetibilidade do solo à erosão foram produzidos para identificar as áreas de menor e maior vulnerabilidade. Por fim, a pesquisa fornece uma base científica para o desenvolvimento de ações de planejamento e gestão ambiental, contribuindo para a resiliência das comunidades locais frente aos desafios climáticos futuros.


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  • Artigo 1 - A intensificação das atividades antrópicas sobre os solos contribui para a perda de solo por meio da erosão. O comportamento da perda de solo na microbacia do rio Cobra, situada no semiárido do Rio Grande do Norte, está relacionado ao histórico de uso e ocupação do solo, sobretudo da agropecuária e da indústria de cerâmica vermelha, assim como da sazonalidade climática da região. Assim, objetivou-se com esse trabalho identificar o comportamento da perda de solo da microbacia do rio Cobra, no estado do Rio Grande do Norte. Para tanto efetuou-se as seguintes análises: levantamento das áreas das classes de uso do solo para os anos de 1987, 1997, 2007 e 2017 do projeto Mapbiomas; estimativa da perda de solo da bacia para estes anos; e quantificação de áreas das classes de vulnerabilidade à erosão para este período. Utilizou-se o software QGIS para tratamento dos dados georreferenciados. De acordo com os resultados as classes de cobertura do solo na microbacia do rico Cobra oscilaram ao longo do tempo. A perda potencial de solo da microbacia foi crescente de 1987 a 2017, havendo um incremento de aproximadamente 0,78 milhões de megagramas de solos potencialmente erodíveis. O estudo da perda de solo de uma microbacia situada no semiárido brasileiro deve considerar o comportamento da cobertura do solo ao longo do tempo, a sazonalidade climática e à ação antrópica. Para tanto, é importante o uso de geotecnologias e o emprego de técnicas de geoprocessamento para fazer uma análise espaço-temporal mais robusta. Artigo 2 - A intensificação das atividades antrópicas sobre os solos e as mudanças climáticas contribuem para a perda de solo e degradação das terras. Objetivou-se com esse trabalho identificar o comportamento da perda de solo da microbacia do rio Cobra por meio da análise da erosividade observada e modelada em cenários futuros de mudanças climáticas. Para realizar a análise da erosão do solo na microbacia do rio Cobra, situada no semiárido do Rio Grande do Norte, foi empregada uma metodologia que envolveu a coleta de dados climáticos e de uso da terra, além de modelagem computacional. O estudo utilizou dados de precipitação e erosividade do solo observados e projetados para o período de 2017 a 2100. Foram aplicados modelos de erosão para prever o comportamento futuro da perda de solo sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam um aumento significativo na erosividade do solo em decorrência das mudanças climáticas, com variações sazonais e espaciais na susceptibilidade à erosão. As análises evidenciaram que mudanças nos padrões de precipitação contribuem para a intensificação dos processos erosivos. Mapas de classe de suscetibilidade do solo à erosão foram produzindo para identificar as áreas de menor e maior vulnerabilidade. A pesquisa fornece uma base científica para o desenvolvimento de ações de planejamento e gestão ambiental, contribuindo para a resiliência das comunidades locais frente aos desafios climáticos futu

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  • ALCIGERIO PEREIRA DE QUEIROZ
  • PEDOAMBIENTES NO ALTO CURSO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO
    APODI-MOSSORÓ, SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • JACIMÁRIA FONSECA DE MEDEIROS
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • JOÃO SANTIAGO REIS
  • PRISCILA LIRA DE MEDEIROS
  • Data: 14/10/2024

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  • ARTIGO 1: CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL PARA A COMPREENSÃO DOS PEDOAMBIENTES: O ALTO CURSO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO APODI-MOSSORÓ, SEMIÁRIDO BRASILEIRO RESUMO: A caracterização ambiental é a base para o entendimento da dinâmica natural, tornando-se assim, imprescindível para a compreensão dos pedoambientes, uma vez que pesquisas envolvendo esta temática ainda são escassas na literatura científica, e promovê-las é primordial para a compreensão da relação solo-paisagem-homem. Partindo da compreensão de que a bacia hidrográfica é tida como unidade territorial para a análise das interações de seu meio físico e o homem, garantindo uma visão holística dessa relação, se insere a bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró, no semiárido potiguar, possuindo uma diversidade em seu meio físico ao longo dos seus mais de 14 mil km². O referido trabalho teve como objetivo realizar a caracterização ambiental do alto curso da bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, por meio de uma revisão de literatura detalhada e de levantamento de informações ambientais e bases cartográficas em órgãos governamentais e não governamentais que possuem em suas bases elevado grau de acurácia, que foram utilizados por meio do sig Qgis (open-source software), na construção de produtos cartográficos contemporâneos para os aspectos de rede de drenagem, geologia e litoestratigrafia, aspectos geomorfológicos, aspectos vegetacionais, uso e cobertura da terra e aspectos climáticos, possuindo por finalidade conhecer seu meio físico e interação com o homem, subsidiando elementos que sirvam de consulta e base para outros trabalhos de cunho científico, técnico e de caracterização pedoambiental para a área em estudo. Os resultados encontrados mostram três sub-bacias hidrográficas sobre uma condição de geologia do embasamento cristalino, constituído por rochas ígneas e metamórficas de idades antigas. A depressão sertaneja setentrional e a serra do Pereiro são as unidades geomorfológicas predominantes no que condiz a geomorfologia, apresentando sua altimetria variando entre 229 m e 848 m de altitude, estando estas superfícies cobertas pela caatinga (savana-estépica arborizada) e suas disjunções vegetacionais, estando inserida no bioma global das florestas e arbustais tropicais sazonalmente secos (FATSS). No que concerne ao uso e ocupação da terra, evidenciou-se que a superfície possui 67% de sua área com cobertura vegetal (caatingas), 25% com pastagem (atividades agropecuárias) e 0,54% por área urbana. Por fim, no que condiz as precipitações, as médias dos últimos 30 anos, apresentaram índices variando entre 750 mm e 950 mm, se enquadrando no tipo climático semiárido brando com cerca de 6 meses secos ou ainda no tipo climático megatérmico subúmido. O referido trabalhou proporcionou de maneira eficaz a compreensão da dinâmica ambiental por meio de uma base consistente de informações e detalhamento de seu meio físico, que por sua vez se mostra fundamental para a compreensão dos pedoambientes no alto curso da BHRAM, se fazendo urgente uma investigação aprofundada a respeito de seus aspectos pedológicos, para a definição precisa de seus pedoambientes.

    ARTIGO 2: PEDOGÊNESE EM LITOLOGIA PRÉ-CAMBRIANA NO ALTO CURSO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO APODI-MOSSORÓ, SEMIÁRIDO BRASILEIRO RESUMO: As paisagens naturais do Estado do Rio Grande do Norte (RN), no semiárido Brasileiro, apresentam aspectos peculiares, principalmente aqueles relacionados a sua geologia e geomorfologia, que associados com os demais fatores de formação do solo, proporcionam uma diversidade de pedoambientes. O solo como elemento crucial na definição pedoambiental, carece de pesquisas no RN, principalmente sobre sua gênese. Nesse sentido, o alto curso da bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, sendo compartimentada em três sub-bacias, que foram utilizadas como unidades territoriais de análise para a compreensão da gênese de seus solos, uma vez que estudos sobre a temática nesta área são escassos. A pesquisa deteve como objetivo explorar a pedologia e suas características, por intermédio de seus atributos morfológicos, físicos e químicos, proporcionando o entendimento da relação entre os elementos da paisagem natural e sua gênese, bem como sua classificação. A escolha dos pontos de abertura dos perfis ocorreu por meio de um quadrante que sofreu adaptações de acordo com cada sub-bacia. A abertura dos perfis, exame morfológico e coleta das amostras foram realizadas de acordo com o manual de descrição e coleta de solo no campo, sendo em seguida analisadas em relação a seus atributos físicos e químicos de acordo com os procedimentos contidos no manual de métodos de análise de solo. Os resultados evidenciaram pedoambientes com solos jovens e atuação significativa do relevo e da geologia em sua gênese, com fortes processos de oxidação marcados pelas tonalidades vermelhas, que são característicos em solos bem drenados. Predominou-se a presença de horizonte B textural, com acumulação de argila neste horizonte, tendo essa argila um baixo grau de floculação e elevados teores quando dispersa em água. Os perfis de solo foram predominantemente ácidos, com balanço de cargas elétricas negativas e eutróficos. Os cátions com maior contribuição no complexo sortivo foram Mg2+ e o Ca2+, e a saturação por bases variou de 63 até 100 %. A porcentagem elevada de sódio trocável foi identificada em alguns perfis, em virtude do acúmulo de Na+, que foi transportado e depositado nestas áreas. Quando classificados no SiBCS, os perfis foram alocados em 6 classes de solos, sendo um Argissolo, um Cambissolo, um Chernossolo, um Planossolo, dois Neossolos e seis Luvissolos. Diante dos resultados obtidos urge de maneira crucial a indicação da aptidão agrícola desses solos, a fim de proporcionar práticas adequadas de seu uso e conservação, minimizando impactos ambientais e de sua degradação, viabilizando seu uso pelas atuais e futuras gerações.

    ARTIGO 3: APTIDÃO AGRÍCOLA DE SOLOS NO ALTO CURSO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO APODI-MOSSORÓ, SEMIÁRIDO BRASILEIRO RESUMO: A utilização dos recursos naturais pelos seres humanos intensificou-se com o advento da revolução industrial. Desde a década de 1970, as discussões sobre o uso racional desses recursos estão no centro das mais diversas reuniões e encontros de líderes mundiais. O crescimento da população mundial aumentou a demanda por produção de alimentos, gerando pressão significativa sobre o solo. Assim, os impactos sobre esse importante recurso resultam em sua degradação e perda de qualidade, comprometendo seu uso por gerações futuras. Estratégias de uso racional e de manejo adequado são alternativas para mitigar esses impactos, e a busca por uma agricultura sustentável vem ganhando cada vez mais espaço. O conhecimento sobre os tipos de solo e suas respectivas aptidões agrícolas torna-se essencial nesse contexto, especialmente no semiárido brasileiro, que está cada vez mais inserido nessa lógica de produção de alimentos. A falta de conhecimento sobre esse importante recurso natural pode promover sua degradação ambiental por meio de práticas e usos de técnicas inadequadas. Nesse sentido, destaca-se o alto curso da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró, uma área de nascentes e a mais elevada de toda a bacia, onde a agropecuária é desenvolvida como principal atividade econômica, diretamente ligada ao uso do solo. A região carece de estudos sobre a aptidão agrícola de seus solos, evidenciando a necessidade de pesquisas que promovam tais avaliações, as quais poderão auxiliar no manejo e uso do solo de forma mais adequada. Este estudo propôs, por meio da aplicação do Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras (SAAAT), a avaliação de treze perfis de solo da área, representando seis classes do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS). As análises morfológicas e as coletas seguiram os procedimentos do Manual de Descrição e Coleta de Solo no Campo, e as análises físicas e químicas foram realizadas de acordo com o Manual de Análise de Solos, com classificação subsequente pelo SiBCS, aplicando-se então o SAAAT. As classes avaliadas foram Argissolo, Cambissolo, Chernossolo, Luvissolo, Neossolo Litólico e Planossolo. As principais limitações identificadas na maioria desses solos estão relacionadas à deficiência de água, imposta pelo regime climático da área, à suscetibilidade à erosão devido ao relevo, e ao impedimento à mecanização causado pela pedregosidade e rochosidade encontradas em algumas áreas. Os solos foram classificados como aptos para lavouras nos seus três níveis de classificação: boa, regular e restrita, com prevalência de lavouras de sequeiro de ciclo curto, não sendo recomendadas culturas de ciclo longo que não sejam adaptadas à falta de água. Palavras-chaves: Agricultura. Conservação. Sustentabilidade. Erosão. Clima.


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  • ARTIGO I CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL PARA A COMPREENSÃO DOS PEDOAMBIENTES: O ALTO CURSO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO APODI-MOSSORÓ, SEMIÁRIDO POTIGUAR. RESUMO A caracterização ambiental é a base para o entendimento da dinâmica natural, tornando-se assim, imprescindível para a compreensão dos pedoambientes, uma vez que pesquisas envolvendo esta temática ainda são escassas na literatura científica, e promovê-las é primordial para a compreensão da relação solo-paisagem-homem. Partindo da compreensão de que a bacia hidrográfica é tida como unidade territorial para a análise das interações de seu meio físico e o homem, garantindo uma visão holística dessa relação, se insere a bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró, no semiárido potiguar, possuindo uma diversidade em seu meio físico ao longo dos seus mais de 14 mil km². O referido trabalho teve como objetivo realizar a caracterização ambiental do alto curso da bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, por meio de uma revisão de literatura detalhada e de levantamento de informações ambientais e bases cartográficas em órgãos governamentais e não governamentais com elevado grau de acurácia, que foram utilizados por meio do sig Qgis (open-source software), na construção de produtos cartográficos contemporâneos para os aspectos geologia, altimetria, relevo, vegetação, uso e ocupação do solo e o clima, possuindo por finalidade conhecer seu meio físico e interação com o homem, subsidiando elementos que sirvam de consulta e base para outros trabalhos de cunho científico, técnico e de caracterização pedoambiental para a área em estudo. Os resultados encontrados mostram três sub-bacias hidrográficas sobre uma condição de geologia do embasamento cristalino, constituído por rochas ígneas e metamórficas de idades antigas. A depressão sertaneja setentrional e a serra do Pereiro são as unidades geomorfológicas predominantes no que condiz a geomorfologia, apresentando sua altimetria variando entre 229 m e 848 m de altitude, estando estas superfícies cobertas pela caatinga (savana-estépica arborizada) e suas disjunções vegetacionais, estando inserida no bioma global das florestas e arbustais tropicais sazonalmente secos (FATSS). No que concerne ao uso e ocupação do solo, evidenciou-se que a superfície possui 67 % de sua área com cobertura vegetal (caatingas), 25 % com pastagem (atividades agropecuárias) e 0,54 % por área urbana. Por fim, no que condiz as precipitações, as médias dos últimos 30 anos, apresentaram índices variando entre 750 mm e 950 mm, se enquadrando no tipo climático semiárido brando com cerca de 6 meses secos. O referido trabalhou proporcionou de maneira eficaz a compreensão da dinâmica ambiental por meio de uma base consistente de informações e detalhamento de seu meio físico, que por sua vez se mostra fundamental para a compreensão dos pedoambientes no alto curso da BHRAM, se fazendo urgente uma investigação aprofundada a respeito de seus aspectos pedológicos, para a definição precisa de seus pedoambientes. ARTIGO II PEDOGÊNESE EM LITOLOGIA PRÉ-CAMBRIANA NO ALTO CURSO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO APODI-MOSSORÓ, SEMIÁRIDO POTIGUAR. RESUMO As paisagens naturais do Estado do Rio Grande do Norte (RN), no semiárido Brasileiro, apresentam aspectos peculiares, principalmente aqueles relacionados a sua geologia e geomorfologia, que associados com os demais fatores de formação do solo, proporcionam uma diversidade de pedoambientes. O solo como elemento crucial na definição pedoambiental, carece de pesquisas no RN, principalmente sobre sua gênese. Nesse sentido, o alto curso da bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró, sendo compartimentada em três sub-bacias, que foram utilizadas como unidades territoriais de análise para a compreensão da gênese de seus solos, uma vez que estudos sobre a temática nesta área são escassos. A pesquisa deteve como objetivo explorar a pedologia e suas características, por intermédio de seus atributos morfológicos, físicos e químicos, proporcionando o entendimento da relação entre os elementos da paisagem natural e sua gênese, bem como sua classificação. A escolha dos pontos de abertura dos perfis ocorreu por meio de um quadrante que sofreu adaptações de acordo com cada sub-bacia. A abertura dos perfis, exame morfológico e coleta das amostras foram realizadas de acordo com o manual de descrição e coleta de solo no campo, sendo em seguida analisadas de acordo com os procedimentos contidos no manual de métodos de análise de solo, no laboratório de análise de solo, água e planta do semiárido (LASAPSA) da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA). Os resultados evidenciaram pedoambientes com solos jovens e atuação significativa do relevo e da geologia em sua gênese, com fortes processos de oxidação marcados pelas tonalidades vermelhas, que são característicos em solos bem drenados. Predominou-se o processo pedogenético da lessivagem, com transporte e acumulação de argila no horizonte B, tendo essa argila um baixo grau de floculação e elevados teores quando dispersa em água. Os perfis de solo foram predominantemente ácidos, com balanço de cargas elétricas negativas. Os cátions com maior contribuição no complexo sortivo foram Mg2+ e o Ca2+, e a saturação por bases variou de 63 até 100 %. A porcentagem elevada de sódio trocável foi identificada nos perfis 3 e 11, em virtude do acúmulo de Na+, que foi transportado e depositado nestas áreas. Quando classificados no SiBCS, os perfis foram alocados em 6 classes de solos dentre as 13 existentes, sendo 1 Argissolo, 1 Cambissolo, 1 Chernossolo, 1 Planossolo, 2 Neossolos e 6 Luvissolos, tornando-se a classe dominante na área, que demostrou uma diversidade de classes encontradas. Diante dos resultados obtidos urge de maneira crucial a indicação da aptidão agrícola desses solos, a fim de proporcionar práticas adequadas de seu uso e conservação, minimizando impactos ambientais e de sua degradação, viabilizando seu uso pelas atuais e futuras gerações.

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  • BRENNO DAYANO AZEVEDO DA SILVEIRA
  • APLICAÇÃO DE POLÍMERO MOLECULARMENTE IMPRESSO E ZEÓLITA BETA NA REMOÇÃO DO SULFENTRAZONE EM ÁGUA

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • FREDERICO RIBEIRO DO CARMO
  • RICARDO HENRIQUE DE LIMA LEITE
  • SABIR KHAN
  • TALIANE MARIA DA SILVA TEÓFILO
  • Data: 21/11/2024

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  • O uso dos herbicidas é essencial para o controle químico das plantas daninhas, reduzindo a competição com as culturas, melhorando a produtividade e o manejo agrícola. O sulfentrazone é um herbicida pré-emergente largamente utilizados em grandes culturas como a soja e a cana-de-açúcar, mas o uso extensivo e incorreto tem ocasionado a contaminação do solo e de água superficiais, representando um risco ao meio ambiente e a saúde humana. Visando desenvolver tecnologias para mitigar esse problema, esta pesquisa teve como objetivo avaliar a eficiência dos polímeros molecularmente impressos (MIPs) e da zeólita beta na adsorção do herbicida sulfentrazone em meio aquoso. Os materiais utilizados foram caracterizados por microscopia eletrônica de varredura, propriedades texturais, análise termogravimétrica e pHPCZ. Para a compreensão do mecanismo da adsorção em relação ao sulfentrazone, realizou-se estudos cinéticos, de equilíbrio de adsorção, dessorção, adsorção com variação de pH inicial e em diferentes matrizes de água, regeneração e reuso e seletividade especificamente para o MIP. O estudo cinético apresentou tempo de equilíbrio de 240 minutos para ambos os materiais, com adsorção de 302,34 e 913,56 μg g-1, o que representa 75 e 98%, e com dessorção de 21,4 e 3,7%, para MIP e a zeólita beta, respectivamente, na concentração do herbicida de 130 μg L-1. Os maiores valores de adsorção para o MIP e a zeólita beta ocorreram na concentração inicial de 2080 μg L-1, com 1778,82 e 2111,60 μg g-1, respectivamente. Ambos os materiais obtiveram melhor ajuste ao modelo cinético de pseudo-segunda ordem, enquanto a isoterma de adsorção que melhor descreveu o equilíbrio de adsorção para o sulfentrazone em relação ao MIP foi o modelo de Langmuir, e para a zeólita beta foi o modelo de Freundlich. A adsorção em diferentes pH inicial apresentou comportamento diferentes para os materiais, enquanto a maior adsorção do sulfentrazone no MIP ocorreu em pH 7, para a zeólita beta ocorreu em pH 4. O estudo de equilíbrio de adsorção em diferentes matrizes de água, apresentou maior valor adsortivo em água ultrapura, e redução da adsorção em água rica com matéria orgânica, em relação a ambos os materiais. Em relação ao ensaio de seletividade, com outros herbicidas, o MIP mostrou maior capacidade de adsorção para o sulfentrazone (50,08 ± 1,95 μg g-1), evidenciando a sua seletividade. Os ensaios de regeneração e reuso para ambos os materiais obtiveram boas respostas até o terceiro ciclo de reuso, em suas respectivas estratégias de regeneração. Diante do exposto, conclui-se que a utilização do MIP e da zeólita beta pode ser considerado uma medida eficaz para a remoção do herbicida sulfentrazone da água contaminada por adsorção, contribuindo, portanto, para a preservação ambiental e para a qualidade dos recursos hídricos.


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  • REMOÇÃO DE SULFENTRAZONE EM MEIO AQUOSO COM POLÍMERO MOLECULARMENTE IMPRESSO RESUMO O sulfentrazone é um herbicida eficiente no controle de plantas daninhas, no entanto, suscita preocupações ambientais. Sob essa ótica, os polímeros molecularmente impressos (MIP) podem ser promissores na remediação de águas contaminadas. Assim, objetivou-se investigar a viabilidade e a eficiência dos MIPs na adsorção seletiva desse herbicida em meio aquoso. O MIP foi sintetizado por precipitação, utilizando a molécula de sulfentrazone como molde, enquanto o polímero não impresso (NIP) não fez uso dessa molécula. Avaliou-se, então, a microscopia eletrônica de varredura, propriedades texturais, análise termogravimétrica, estudo cinético, capacidade de adsorção/dessorção, variação de pH, ponto de carga zero (pcz), adsorção em diferentes matrizes de água, seletividade, regeneração, reuso e bioensaio de fitointoxicação. As diferenças observadas nas características físico-químicas do MIP e do NIP configuram o sucesso da impressão molecular, bem como da remoção da molécula molde. O estudo cinético apresentou tempo de equilíbrio de 240 minutos, com adsorção de 327,72 e 292,30 μg g-1, o que representa 75 e 56%, e com dessorção de 21,4 e 10,7%, para MIP e NIP, respectivamente. Os maiores valores de adsorção ocorreram na concentração inicial de 2080 μg L-1, com 1778,82 e 1266,28 μg g-1. Os polímeros sintetizados foram ajustados ao modelo cinético de pseudo-segunda ordem, enquanto a isoterma de adsorção que melhor descreveu o equilíbrio para o sulfentrazone foi o modelo de Langmuir, associado ao menor valor de Akaike corrigido. O MIP apresentou maior capacidade adsortiva em todos os valores de pH analisados (4 a 8). Além disso, a adsorção respondeu positivamente ao aumento do pH, sendo o maior valor correspondente ao pH neutro (7), para o MIP e o NIP. Observou-se pHPCZ de 4,14 para o MIP e 4,47 para o NIP. O estudo de equilíbrio de adsorção em diferentes matrizes de água, apresentou maior valor adsortivo em água ultrapura para o MIP e o NIP. Em relação ao ensaio de seletividade, o MIP mostrou maior capacidade de adsorção para o sulfentrazone (50,08 ± 1,95 μg g-1), dentre os cinco herbicidas avaliados, além de apresentar-se como melhor adsorvente, quando comparado ao NIP (34,31 μg g-1 ± 3,63). Quanto à regeneração e reuso, o MIP apresentou melhor desempenho, podendo ser utilizado por três ciclos consecutivos, com redução máxima de capacidade adsortiva próxima a 12%, e, uma média dessortiva de 52,64%. A utilização de água tratada com MIP ou NIP não foi capaz de impedir a mortalidade do sorgo durante o bioensaio de fitointoxicação. Diante do exposto, depreende-se que a síntese do MIP constitui um método eficaz para a remoção do herbicida sulfentrazone da água contaminada, contribuindo, portanto, para a preservação ambiental e para a qualidade dos recursos hídricos. REMOÇÃO DE SULFENTRAZONE EM MEIO AQUOSO COM ZEÓLITA BETA RESUMO A aplicação de tecnologias agrícolas, incluindo o uso de herbicidas como o sulfentrazone, desempenha um papel crucial no sucesso das lavouras. Contudo, o uso extensivo desse produto pode ser responsável pelo aumento dos impactos adversos aos organismos não alvo. Visando mitigar essa problemática, o uso de materiais adsorventes, como a zeólita beta, em águas contaminadas por herbicidas podem ser viáveis. Assim, objetivou-se avaliar a eficiência da zeólita beta na remoção do herbicida sulfentrazone de soluções aquosas. A zeólita beta adquirida foi sintetizada em duas fases: a primeira por meio da dissolução do alumínio em hidróxido de tetraetilamônio (TEAOH – Alfa solução 35%) e água deionizada, e a segunda mediante a dissolução da sílica fumed em TEAOH e água deionizada. Avaliou-se, então, a microscopia eletrônica de varredura, propriedades texturais, estudo cinético, capacidade de adsorção/dessorção, variação de pH, ponto de carga zero (pcz), adsorção em diferentes matrizes de água, regeneração, reuso e bioensaio de fitointoxicação. A zeólita beta apresentou características físico-químicas e texturais adequadas ao preconizado na literatura especializada. O estudo cinético apresentou tempo de equilíbrio de 240 minutos, com adsorção de 271,14 (± 1,52 μg g-1), o que representa 94,9% do sulfentrazone. Entre a menor e a maior concentração inicial, houve um ganho adsortivo de aproximadamente 1200 μg g-1, visto que a maior adsorção ocorreu na concentração de 2080 μg L-1. A zeólita beta obteve melhor ajuste ao modelo cinético de pseudo-segunda ordem, enquanto a isoterma de adsorção que melhor descreveu o equilíbrio para o sulfentrazone foi o modelo de Freundlich, associado ao menor valor de Akaike corrigido. A maior adsorção foi verificada em pH 4 e, entre os demais valores de pH, não se observou diferença entre o pH 5 e o 8. A zeólita beta apresentou carga neutra (pHPCZ) em pH 3. O estudo de equilíbrio de adsorção em diferentes matrizes de água, apresentou maior valor adsortivo em água ultrapura. Quanto à regeneração e reuso, ao se comparar os ciclos entre si, entre 200 e 500°C, notou-se um padrão de aumento na adsorção do primeiro para o terceiro ciclo. Notou-se que, entre 100 e 300 ºC, a dessorção do herbicida aumenta somente no terceiro ciclo. Já para a faixa entre 400 e 500 ºC, não foi observada diferença, o que confirma a eficiência regenerativa do tratamento térmico para o adsorvente. Exceto pelos tratamentos controle, seja em areia ou argila, e por aquele composto pelo efluente da água com sulfentrazone (130 μg L-1), tratado com zeólita beta, houve mortalidade do sorgo. Adicionalmente, a matéria seca da parte aérea do sorgo oriunda do tratamento controle em areia não diferiu da argila, mas foi superior àquela tratada com zeólita beta, tanto para areia, quanto para argila. Diante do exposto, depreende-se que a utilização da zeólita beta pode ser considerada uma medida eficaz para a remoção do herbicida sulfentrazone da água contaminada, contribuindo, portanto, para a preservação ambiental e para a qualidade dos recursos hídricos.

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  • VALTER DA SILVA
  • PRODUÇÃO DE COMPOSTO ORGÂNICO PARA CULTIVO DE PIMENTÃO (Capsicum annuum L.) EM AMBIENTE PROTEGIDO UTILIZANDO FONTES DE ADUBAÇÃO

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • ELIEZER DA CUNHA SIQUEIRA
  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • JUSSIARA SONALLY JACOME CAVALCANTE
  • RONIMEIRE TORRES DA SILVA
  • Data: 02/12/2024

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  • O pimentão é uma Solanácea de importância econômica e social para o Brasil e outras regiões do mundo. É uma cultura agrícola de alto valor nutricional, mas apresenta impactos negativos na produção, quando usa exclusivamente fertilizantes químicos, em detrimento ao composto orgânico. No intuito de contornar essa dependência de insumos químicos e seu uso contínuo na produção de pimentão é que este trabalho propôs atingir três objetivos, tendo como fonte alternativa o uso de substratos orgânicos. O primeiro objetivo avaliou o composto orgânico para a produção e qualidade de mudas de pimentão a partir de análises químicas e físicas; o segundo mediu a produção do pimentão por meio de variáveis de rendimento, qualidade químicas e organolépticas na pós-colheita do fruto; o terceiro aferiu o estado nutricional do pimentão, quanto à presença de macronutrientes e micronutrientes nas folhas. Para alcançar tais objetivos foram instalados no Instituto Federal da Paraíba, Campus Sousa, três experimentos em casa de vegetação. O primeiro experimento visava à produção dos compostos orgânicos, o segundo a produção das mudas de pimentão e o terceiro a produção do pimentão. Adotou-se delineamento em blocos casualizados (5 tratamentos e 5 repetições). Constituído de: T1 - 30% (terra vegetal 1/2 + esterco bovino 1/2) e 70% de solo; T2 - 30% (composto orgânico tradicional) e 70% solo; T3 - 30% (composto orgânico/Bokashi) e 70% de solo; T4 - 30% (Biobokashi farelado ) e 70% de solo; e, T5 - testemunha, 100% de solo e fertirrigado. Das variáveis analisadas coletaram-se médias amostrais para avaliação, em que os principais resultados estatísticos mostraram que para a primeira parte do experimento os compostos com e sem microrganismos eficientes não diferenciaram, em relação às variáveis estudadas. O Biobokashi farelado retém mais umidade, seguido dos compostos orgânicos com e sem microrganismos eficientes. A maior percentagem de emergência entre todos os tratamentos foi do composto com microrganismos eficientes (65%), sendo este o mais viável para a produção de mudas. A segunda parte do experimento revelou que a mistura de esterco bovino, com solo e terra vegetal (T1), bem como, o composto orgânico tradicional (T2) e Bokashi (T3) apresentaram viabilidade quanto a produção de frutos e qualidade pós-colheita em relação ao T5 (fertirrigação); indicando que a mesma pode ser substituída por esses substratos. Com relação à terceira parte do experimento os resultados mostram que, os substratos a base de compostos orgânicos (T2 e T3) apresentaram maiores concentrações de nutrientes nas folhas, porém, não refletiu em produções de frutos, o qual se destacou o tratamento com terra vegetal, esterco bovino e solo (T1). Os teores nutricionais mais presentes nas folhas na cultura do pimentão foram: K, N, Ca, Fe, B e Zn. Desse modo, conclui-se que: a técnica Bokashi, acelera a decomposição da matéria orgânica diminuindo o tempo de compostagem. O Biobokashi farelado retém mais umidade, seguido dos compostos orgânicos com e sem microrganismos eficientes. A maior percentagem de emergência foi o composto com microrganismos eficientes. Os substratos ricos em matéria orgânica apresentou produção de frutos maiores do que a fertirrigação. Potássio foi o nutriente de maior concentração nas folhas, seguido por N, Ca e Zn.


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  • O pimentão é uma hortaliça importante econômica e socialmente e as tecnologias de cultivo visam baixo custo e aumento na produção, com uso da adubação orgânica e gotejamento. O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção e qualidade pós-colheita de frutos de pimentão usando diferentes fontes de adubação, na classe de Neossolo, em ambiente protegido. O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação do Campus do Instituto Federal da Paraíba, Unidade São Gonçalo, em Sousa Paraíba. Foi adotado o delineamento de blocos casualizados, com 5 tratamentos e 5 repetições. Os tratamentos foram representados por fontes de adubação: T1 - constituído de 30% (terra vegetal 1/2 + esterco bovino 1/2) e 70% de solo; T2 - 30% (composto orgânico tradicional) e 70% solo; T3 - 30% (composto orgânico pela técnica Bokashi) e 70% de solo; T4 - 30% (BioBokashi farelado ) e 70% de solo; T5 - testemunha, 100% de solo e fertirrigado semanalmente com fertilizantes químicos. As variáveis analisadas foram: número de frutos por planta (NFR), massa fresca de frutos (MMFR), comprimento longitudinal de frutos (CF), diâmetro transversal (DT) e produção de frutos (PROD), teor de sólidos solúveis totais (SST), vitamina C (Vit. C), acidez titulável (AT) e ratio (SST/AT). Os dados das variáveis foram submetidos aos testes de normalidade e homogeneidade de variâncias, análise de variância pelo teste F, comparação das médias dos tratamentos pelo teste de Tukey (significância, p ≤ 0,05). Os principais resultados para rendimento de frutos, mostraram que os tratamentos utilizados afetaram significativamente a massa fresca de frutos, comprimento de frutos, diâmetro de frutos e produção de frutos, mas o número de frutos por planta não foi afetado pelos tratamentos, obtendo-se o NFR médio de 6,0 frutos por planta. De forma geral, verificou-se que os tratamentos T1, T2 e T4 proporcionaram maiores valores para MMFR, CF, DT e PROD, enquanto os menores valores ocorreram nos tratamentos T3 e T5. Esses resultados mostram a importância da adubação orgânica para que as plantas produzam frutos maiores e, consequentemente, maior produção das plantas. Os tratamentos não diferiram estatisticamente em relação as variáveis SS, AT e Ratio, obtendo-se valores médios de 5,27 ºBrix, 2,59% de ácido málico e 2,13, respectivamente. Os tratamentos aplicados não afetaram os parâmetros de qualidade organolépticas dos frutos (SS e AT e Ratio). O maior teor de vitamina C ocorre nos tratamentos T5 (92,64 mg.100.g-1) e T1 (92,17 mg.100.g-1), não diferindo estatisticamente em si. O valor de ratio do trabalho, não apresentou diferenças significativas entre os tratamentos, os mesmos apresentaram valores baixos. A vitamina C em T2 e T3 não diferiram, mas ambos diferiram de T4. O pH dos frutos ficou de 5,05 a 5,38. Conclui-se, que a maior produção de frutos ocorreu nos tratamentos T1 e T2. Com relação as variáveis de qualidade pós-colheita, o tratamento (T5) obteve melhor resultado para teor de vitamina C, seguido por T1; o tratamento T4 obteve maior valor para pH, seguido por T3. A mistura de esterco bovino, com solo e terra vegetal (T1), seguido por T2 e T3, respectivamente, composto orgânico tradicional e bokashi, não diferenciaram entre si, mas apresentaram valores médios maiores do que a fertirrigação. A fertirrigação pode ser substituída por substratos a base de composto orgânico ou mistura de esterco bovino, e terra vegetal para produzir pimentão. O pimentão é uma Solanácea que tem em sua composição óleo essencial, açúcares, capsaicina e vitamina C e as despesa com fertilizantes na produção é significativo, tendo como alternativa de baixo custo, o uso de compostos orgânicos. Diante do exposto, objetivou-se avaliar o estado nutricional do pimentão usando fontes de adubação em ambiente protegido. O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação, o solo utilizado foi da classe de Neossolo. Foi adotado o delineamento em bloco ao acaso, 5 tratamentos e 5 repetições. T1 - constituído de 30% (terra vegetal 1/2 + esterco bovino 1/2) e 70% de solo; T2 - 30% (composto orgânico tradicional) e 70% de solo; T3 - 30% (composto orgânico pela técnica Bokashi) e 70% de solo; T4 - 30% (BioBokashi farelado ) e 70% de solo; T5 - testemunha, 100% de solo e fertirrigado semanalmente. As variáveis analisadas foram: acúmulo de nutrientes no tecido foliar e produção de frutos (PROD). Os dados das variáveis foram submetidos aos testes de normalidade e homogeneidade de variâncias, análise de variância pelo teste F, comparação das médias dos tratamentos pelo teste de Tukey (significância, p ≤ 0,01) e, por fim, correlação linear simples de Pearson entre as variáveis de nutrientes foliar e produção de frutos. Os principais resultados mostraram que, os teores dos macronutrientes foram afetados pelos tratamentos. Para nitrogênio, todos os tratamentos proporcionaram teor na faixa adequada para a cultura do pimentão. Para o P, todos os tratamentos proporcionaram adequada nutrição para a cultura. Com relação aos teores foliares de K, verificou-se que apenas o tratamento T4 diferiu dos demais e apresentou menor teor, enquanto os demais tratamentos não diferiram entre si. Desta forma, apenas o tratamento T4 não possibilitou uma adequada nutrição potássica. Para o teor de Ca, os teores observados no presente estudo estão abaixo da faixa adequada para este nutriente na cultura do pimentão. Os tratamentos T3 e T4 proporcionaram maiores teores foliares de Mg e S, enquanto os tratamentos T1 e T5 proporcionaram menores de Mg, e o tratamento T1 menor teor de S. Com relação a ordem de concentração de nutrientes na folha, os micronutrientes se comportaram da seguinte forma: para T1, K > N > Ca > P > S > Mg; para T2 e T3, K > N > Ca > P > Mg > S; para T4, N > K > Ca > Mg > P > S e para T5, K > N > P > S > Ca > Mg. Considerando os micronutrientes, os tratamentos T1, T2, T3 tiveram as seguintes ordens de concentração de nutrientes na folha, Fe > B > Zn > Mn > Mo> Cu; para T4 e T5, Fe > Mn > B > Zn > Mo > Cu. Os teores de boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), zinco (Zn) e sódio (Na) foram afetados pelos tratamentos, não ocorrendo resposta significativa para o teor de alumínio (Al). Para boro, apenas o tratamento T5 não proporcionou adequado teor para o pimentão. Para Cu, todos tratamentos proporcionaram teores abaixo da faixa ideal. Para ferro, os teores ficaram dentro da faixa ideal para a cultura. Os teores de Mn e Zn ficaram abaixo do ideal pra a cultura. Para os teores foliares de Mo, os tratamentos T1 e T4 proporcionaram maiores valores, enquanto o tratamento T5 proporcionou os menores. Alumínio e sódio aparecem em todos tratamentos, mesmo assim, seus teores apresentados não provocaram toxicidade as plantas. Não houve correlação linear significativa entre as variáveis de produção de frutos e nutrientes da folha, existem apenas correlações fracas e, portanto, não significativas. No entanto, verificou-se correlação significativa entre os próprios nutrientes foliares: Fe e N; Fe e S; Mg e Ca; Mg e Zn; B e Zn; Zn e Cu; Mn e K. Concluiu-se que, os tratamentos T1, T2 e T3 tiveram a ordem de concentração dos macronutrientes (K > N > Ca > P) e dos micronutrientes (Fe > B > Zn > Mn > Mo> Cu). Os nutrientes N, P, K, Fe, B e Zn foram os que mais atenderam as exigências nutricionais do pimentão nos tratamentos. Potássio foi o nutriente de maior concentração nas folhas, seguido por N e Ca. Nenhum nutriente foliar teve correlação significativa com a produção de frutos, porém diversos nutrientes foliares tiveram correlação significativa entre si.

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  • MARIA DO SOCORRO MEDEIROS DE SOUZA
  • PRODUÇÃO DE CULTIVARES DE ALGODOEIRO NATURALMENTE COLORIDO SOB DÉFICIT HÍDRICO E APLICAÇÃO DE ATENUADORES DO ESTRESSE

  • Orientador : REGINALDO GOMES NOBRE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • REGINALDO GOMES NOBRE
  • ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO
  • EDNA LUCIA DA ROCHA LINHARES
  • IDELFONSO LEANDRO BEZERRA
  • LUDERLÂNDIO DE ANDRADE SILVA
  • Data: 10/12/2024

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  • A cotonicultura no Nordeste do Brasil é crucial devido à importância da fibra do algodão na indústria, mas enfrenta desafios no semiárido que afetam seu crescimento. Embora o algodoeiro seja tolerante à deficiência hídrica, ele pode sofrer perdas significativas em crescimento e produção, com a qualidade da fibra relacionada ao volume de água absorvido. Para mitigar os efeitos do estresse hídrico, estratégias como a aplicação de ácido salicílico, peróxido de hidrogênio e o uso de genótipos tolerantes são recomendadas. O objetivo do estudo foi avaliar o crescimento, acúmulo de fitomassa e produção dos genótipos BRS Rubi e BRS Safira sob diferentes lâminas de irrigação e aplicações foliares dos compostos do ácido salicílico e peróxido de hidrogênio, a partir de dois experimentos, sendo um genótipo BRS Rubi e outro com BRS Safira, cujos experimentos foram conduzidos simultaneamente sob condições condição de campo com as plantas conduzidas em vasos adaptados como lisímetros adaptados de drenagem, alocado na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Caraúbas– RN, usou-se o delineamento blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 4 x 2, sendo os tratamentos compostos por duas lâminas de irrigação (100 e 50% da necessidade hídrica da cultura), quatro concentrações de peróxido de hidrogênio - H2O2 (0; 25; 50 e 75 µM) e dois genótipos de algodoeiro (BRS Safira e BRS Rubi), com quatro repetições, e o outro experimento nas mesmas condições com as diferenças que foi utilizado nas concentrações de ácido salicílico -AS (0; 1,5; 3,0 e 4,5 mM),dos genótipos aos 112 dias após o semeio(DAS).O cultivo do algodoeiro de fibra naturalmente colorida é afetado negativamente pela redução da lâmina de irrigação em 50% da capacidade de campo - CC, sendo os componentes de produção as variáveis mais afetadas, a concentração média de 37 µM de H2O2 favorece o crescimento e a produção de genótipos de algodoeiro e, atenua os efeitos negativos do estresse hídrico sobre a taxa de crescimento foliar, a massa seca de raízes e da parte aérea do algodoeiro. O genótipo BRS Safira supera o BRS Rubi em termos de crescimento e produção quando irrigados com lâmina de 100% da CC e não diferem entre se sob 50% da CC. O genótipo BRS Rubi é mais tolerante ao estresse hídrico em comparação ao BRS Safira. A cultura do algodoeiro naturalmente de fibra colorida, é afetada negativamente pela redução da lâmina de irrigação/o em 50% da capacidade de campo – (CC), nos componentes de crescimento e produção devido ao estresse hídrico. O genótipo de algodoeiro BRS Safira supera o BRS Rubi em termos de crescimento e produção quando irrigados com a lâmina de 100% da CC e não diferem entre si sob estresse hídrico. O valor da concentração média de 2,9 mM de AS favorece o crescimento e a produção de genótipos de algodoeiro e atenua os efeitos negativos do estresse hídrico sobre a taxa de crescimento foliar, do número de folhas, a massa seca das raízes, a massa de algodão em caroço e o número de capulhos. O genótipo BRS Safira é mais tolerante ao estresse hídrico em comparação com BRS Rubi.


  • Mostrar Abstract
  • A cultura do algodoeiro, na região Nordeste brasileira, é geralmente explorada em locais com baixa disponibilidade hídrica e tem se destacado como atividades agrícolas de grande importância social e econômica; no entanto, devido ao aquecimento global, as condições adversas do semiárido como alta taxa de evapotranspiração e baixos índices pluviométricos, tem sido agravada e, limitam o desenvolvimento de diversas culturas como o algodoeiro, afetando o crescimento, a fisiologia e, consequentemente, a produtividade e a qualidade da fibra, que possui várias aplicações na indústria. Nesse sentido, algumas estratégias de manejo têm sido estudadas para atenuar os efeitos deletérios do estresse hídrico sobre as culturas, como a aplicação exógena de ácido salicílico, um fitohormônio que atua na ativação do sistema de defesa das plantas contra estresses bióticos e abióticos. Sendo assim, objetivou-se com esta pesquisa avaliar os efeitos de lâminas de irrigação em interação com concentrações de ácido salicílico sobre os componentes de crescimento e produção de genótipos do algodoeiro de fibra naturalmente colorida. O experimento foi instado em condição de campo, com as plantas conduzidas em lisímetros de drenagem, no qual se usou o delineamento experimental inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 4 x 2, sendo os tratamentos compostos por duas lâminas de irrigação (100% e 50% da necessidade hídrica da cultura), quatro concentrações de AS (0; 1,5; 3,0 e 4,5 mM) e dois genótipos de algodoeiro (BRS Rubi e BRS Safira) com quatro repetições e uma planta por parcela. A redução da lâmina de irrigação em 50% da capacidade de campo - CC durante todo o ciclo de cultivo afeta os componentes de crescimento, fitomassas e produção do algodoeiro de fibra naturalmente colorida, sendo as variáveis de produção as mais afetadas pela escassez hídrica. A redução da lâmina de irrigação em 50% da capacidade de campo - CC durante todo o ciclo de cultivo afeta os componentes de crescimento, fitomassas e produção do algodoeiro de fibra naturalmente colorida, sendo as variáveis de produção as mais afetadas pela escassez hídrica. A concentração média de 2,9 mM de ácido salicílico promove maior crescimento e produção de genótipos de algodoeiro de fibra naturalmente colorida e, atenua os efeitos negativos do estresse hídrico sobre o número de capulhos do algodoeiro. O genótipo de algodoeiro BRS Rubi supera o BRS Safira em termos de crescimento e produção, quando irrigados com a lâmina de 100% da CC e não diferem entre si sob estresse hídrico. O genótipo de algodoeiro BRS Safira supera o BRS Rubi em termos de crescimento, produção de fitomassas e componentes de produção sob distintas lâminas de irrigação.

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  • WELLINGHTON ALVES GUEDES
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    ESTRATÉGIAS DE IRRIGAÇÃO COM DÉFICIT HÍDRICO NO CULTIVO DE GENÓTIPOS DE ALGODOEIRO DE FIBRA COLORIDA
  • Orientador : REGINALDO GOMES NOBRE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IDELFONSO LEANDRO BEZERRA
  • JOSÉ RENATO CORTEZ BEZERRA
  • LAURIANE ALMEIDA DOS ANJOS SOARES
  • MARCO ERIC BARBOSA BRITO
  • REGINALDO GOMES NOBRE
  • VALÉRIA FERNANDES DE OLIVEIRA SOUSA
  • Data: 16/12/2024

  • Mostrar Resumo
  • O algodoeiro é uma cultura de clima tropical e cultivado na maioria das regiões de clima quente, apresentando tolerância à seca, característica importante para a prática da agricultura na região semiárida do Nordeste brasileiro. Devido às secas que ocorrem periodicamente nesta região, faz-se necessário o uso da prática da irrigação para minimizar o efeito do déficit hídrico nesta cultura. A irrigação desempenha um papel crucial na agricultura, especialmente em regiões com disponibilidade hídrica limitada, no entanto, devido ao baixo volume disponível é necessário o uso de estratégias de irrigação para garantir o crescimento das plantas nas diferentes fases fenológicas. Objetivou-se avaliar o efeito do déficit hídrico sobre as trocas gasosas, fluorescência da clorofila a, morfologia, produção, relações hídricas e a qualidade da fibra de genótipos de algodoeiro de fibra colorida, nas fases fenológicas, no semiárido brasileiro em três ciclos produtivos. A pesquisa foi constituída de três ciclos realizados em lisímetros de drenagem no período de julho a dezembro de 2022, sob condições de campo, no Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar pertencente à Universidade Federal de Campina Grande, Pombal, Paraíba. No Experimento I foi utilizado o delineamento em blocos ao acaso, em esquema fatorial 3 × 7 (‘BRS Rubi’, ‘BRS Jade’ e ‘BRS Safira’) e sete estratégias de irrigação com 40% da Evapotranspiração Real (ETr) variando as fases fenológicas. No Experimento II (segundo ciclo de produção), as plantas submetidas aos tratamentos de irrigação com déficit hídrico foram originadas a partir de sementes colhidas, no ciclo produtivo I, sob condições adequada de irrigação e sob estresse hídrico. Portanto, foi avaliada a influência do estresse hídrico em que foram formadas as sementes, sobre as plantas de um novo ciclo produtivo, submetidas, também, ao déficit hídrico; este segundo experimento foi realizado no delineamento de blocos ao acaso e esquema fatorial 3 × 10 sendo três genótipos de algodão de fibra colorida (‘BRS Rubi’, ‘BRS Jade’ e ‘BRS Safira’) e dez estratégias de manejo da irrigação com déficit hídrico nas fases fenológicas da cultura. Os dados foram avaliados usando o teste F e, quando significativas, as médias foram comparadas pelo teste de Scott‐Knott (p ≤ 0,05), para estratégias de irrigação com déficit hídrico, e pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05), para os genótipos de algodoeiro. O déficit hídrico, quando aplicado de forma controlada, pode ser uma estratégica de manejo da irrigação no manejo de genótipos de algodoeiro, porém seus efeitos variam significativamente entre as fases fenológicas, ciclos produtivos e genótipos analisados. Os Experimentos realizados destacam que o genótipo ‘BRS Jade’ apresenta maior tolerância ao estresse hídrico, sobressaindo-se em trocas gasosas, crescimento, produção e qualidade da fibra, mesmo em plantas oriundas de sementes submetidas a déficits hídricos anteriores. Além disso, há possível evidência de transmissão epigenética de características adaptativas, demonstrando potencial para mitigar os impactos do estresse hídrico em ciclos subsequentes. Por outro lado, os resultados mostram que o déficit hídrico aplicado em fases críticas, como floração e frutificação, pode comprometer o desenvolvimento, especialmente no segundo ciclo, reduzindo a eficiência produtiva e qualidade das fibras, exceto em genótipos mais adaptados. A irrigação com déficit hídrico na fase vegetativa do algodoeiro pode ser utilizada nos dois ciclos de cultivo do algodoeiro.


  • Mostrar Abstract
  • Artigo 1 - Objetivou-se com este estudo avaliar a morfologia, produção e relações hídricas de genótipos de algodoeiros de fibra colorida submetidos a estratégias de irrigação com déficit hídrico nas fases fenológicas, bem como, a influência do déficit hídrico sobre sementes destes genótipos em um novo ciclo de produção, utilizando-se estratégias de manejo da irrigação. Foram conduzidos dois experimentos no período de setembro de 2020 a novembro de 2021. No primeiro experimento foi utilizado o delineamento experimental em blocos ao acaso, em esquema fatorial 3 × 7, correspondendo a três genótipos de algodoeiro colorido (BRS Rubi, BRS Jade e BRS Safira) em sete estratégias de manejo da irrigação com 40% da Evapotranspiração Real - ETr) variando as fases fenológicas. No segundo experimento foi utilizado o delineamento em blocos ao acaso no arranjo fatorial 3 × 10 (genótipos × estratégias de manejo da irrigação). A irrigação com déficit hídrico na fase vegetativa do algodoeiro pode ser utilizada no primeiro ano de cultivo do algodoeiro. Dentre os genótipos, o ‘BRS Jade’ é o mais tolerante ao déficit quanto ao acúmulo de fitomassa e produção de fibras, independente do estádio de desenvolvimento. A massa de algodão em pluma dos genótipos de algodoeiro não teve sua produção comprometida pelo estresse hídrico cumulativo, partindo de sementes oriundas de plantas sob déficit hídrico no ciclo anterior. No segundo ciclo de produção, plantas oriundas de sementes provenientes de estresse hídrico nas fases de floração e frutificação, tiveram incrementos no número de capulhos e índice de colheita do algodoeiro colorido, estudos futuros devem elucidar os efeitos das regulações epigenética do algodoeiro de fibra colorida quando submetido ao déficit hídrico em ciclos sucessivos de produção. Artigo 2 - O algodoeiro é uma planta de grande valor, sendo a fonte do algodão, uma das fibras têxteis mais importantes globalmente. Sua relevância econômica e social é enorme, pois o algodão é utilizado nas indústrias têxtil e alimentícia, além de ser empregado na produção de óleo. No entanto, a falta de água pode impactar negativamente a cultura do algodão, comprometendo seu crescimento, a qualidade da fibra e a produtividade da colheita. Assim, objetiva-se avaliar, em dois ciclos de cultivo, o efeito do déficit hídrico nas fases fenológicas de genótipos de algodoeiros ‘BRS Rubi’, ‘BRS Jade’ e ‘BRS Safira’, analisando características da qualidade das fibras de algodão naturalmente colorido, realizados de julho de 2020 a dezembro de 2022, sendo desenvolvida no Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar – CCTA da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, Pombal-PB. No Experimento I (ciclo produtivo I), foi avaliado os efeitos de estresse hídrico em diferentes fases fenológicas das plantas, no delineamento em blocos ao acaso e esquema fatorial 3 × 7 (genótipos × estratégias de manejo da irrigação com déficit hídrico). No Experimento II (ciclo produtivo II), as plantas submetidas aos tratamentos de manejo da irrigação com estresse hídrico foram originadas das sementes colhidas, no ciclo produtivo I, sob condições de adequada irrigação e de estresse hídrico. Portanto, foi avaliada a influência do estresse em que foram formadas as sementes, sobre as plantas de um novo ciclo, submetidas, também, a estresse hídrico; este segundo ciclo produtivo foi em blocos ao acaso e arranjo fatorial 3 × 10 (genótipos × estratégias de manejo da irrigação com déficit hídrico). A irrigação com déficit hídrico nas diferentes fases de desenvolvimento dos genótipos de algodoeiro não compromete a qualidade da fibra nos dois ciclos produtivos. O genótipo ‘BRS Jade’ se destaca por manter uma alta qualidade da fibra, mesmo sob déficit hídrico na fase vegetativa. No segundo ciclo de produção, as plantas deste genótipo, oriundas de sementes submetidas ao estresse hídrico nas fases iniciais, apresentaram incrementos na qualidade da fibra, sugerindo um potencial significativo na transmissão de características epigenéticas.

2023
Dissertações
1
  • EMANOEL DOS SANTOS VASCONCELOS
  • Métodos de aplicação e concentrações de H2O2 na mitigação do estresse salino em cultivares de maracujazeiro amarelo

  • Orientador : REGINALDO GOMES NOBRE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • REGINALDO GOMES NOBRE
  • EDNA LUCIA DA ROCHA LINHARES
  • LAURIANE ALMEIDA DOS ANJOS SOARES
  • Data: 15/02/2023

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  • O cultivo de maracujazeiro irrigado no semiárido nordestino apresenta grande relevância para região, principalmente devido à importância econômica e social desta fruteira, no entanto, a limitada disponibilidade de água de baixa condutividade elétrica na região, tem induzido muitos agricultores a usar águas salobras na irrigação de diversos cultivos, por isso é necessário a realização de estudos que avaliem o comportamento de diferentes espécies e genótipos de plantas além do desenvolvimento de estratégias que viabilizem o uso de águas salinas para a produção agrícola. Diante do exposto, objetivou-se com esta pesquisa avaliar o efeito das distintas doses e formas de aplicação exógena de peróxido de hidrogênio como atenuante do estresse salino sobre a fisiologia, produção de fitomassa e qualidade de mudas de cultivares de maracujazeiro amarelo. O experimento foi conduzido em área experimental da UFERSA, campus Caraúbas. Foram realizados dois experimentos, sendo um para cada cultivar de maracujazeiro cv. BRS Gigante amarelo e outro com a cv. Catarina. Em ambos os experimentos foram adotados o delineamento em blocos casualizados avaliados no esquema fatorial 2 x 4 x 3, com quatro repetições, com a parcela formada por uma planta. Os tratamentos foram constituídos a partir da combinação da condutividade elétrica da água de irrigação – CEa (0,5 e 3,2 dS m-1), quadro doses de peróxido de hidrogênio - H2O2 (0, 12, 24 e 36 μM) e três formas de aplicação de peróxido de hidrogênio (FA1= embebição das sementes, FA2= aplicação via pulverização foliar e FA3= aplicação por embebição das sementes e pulverização foliar). A salinidade média da água de irrigação de 1,5 dS m-1 favorece a qualidade de mudas de maracujazeiro cv. BRS gigante amarelo e cv. Catarina. O incremento nas doses de peróxido de hidrogênio favoreceu a taxa de crescimento absoluto do diâmetro do caule, massa seca da parte aérea, massa seca da raiz e massa seca total do maracujazeiro amarelo cv. BRS gigante amarelo. O fornecimento de H2O2 na dose de 12 e 36 µM atenuou os efeitos da salinidade sobre o índice de qualidade de Dickson, taxa de assimilação de CO2, concentração interna de CO2 e eficiência instantânea ano uso da água na cv. BRS gigante amarelo e a massa seca das folhas na cv. Catarina. A condutância estomática, transpiração e taxa de assimilação de CO2 tiveram o melhor desempenho em plantas irrigadas com água salina submetida a dose 24 µM de H2O2 na cv. Catarina. A forma de aplicação por embebição das sementes e pulverização foliar atenuou os efeitos do estresse salino sobre a taxa de crescimento absoluto da área foliar na cv. BRS gigante amarelo e concentração interna de CO2 na cv. Catarina. Já para forma de aplicação por embebição das sementes e embebição das sementes + pulverização foliar ocorreu aumentos nas variáveis área foliar, taxa de assimilação de CO2, concentração interna de CO2 e eficiência instantânea ano uso da água na cv. Catarina irrigada com água de salinidade maior.


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  • O cultivo de maracujazeiro irrigado no semiárido nordestino apresenta grande relevância para região, principalmente devido à importância econômica e social desta fruteira, no entanto, a limitada disponibilidade de água de baixa condutividade elétrica na região, tem induzido muitos agricultores a usar águas salobras na irrigação de diversos cultivos, por isso é necessário a realização de estudos que avaliem o comportamento de diferentes espécies e genótipos de plantas além do desenvolvimento de estratégias que viabilizem o uso de águas salinas para a produção agrícola. Diante do exposto, objetivou-se com esta pesquisa avaliar o efeito das distintas doses e formas de aplicação exógena de peróxido de hidrogênio como atenuante do estresse salino sobre a fisiologia, produção de fitomassa e qualidade de mudas de cultivares de maracujazeiro amarelo. O experimento foi conduzido em área experimental da UFERSA, campus Caraúbas. Foram realizados dois experimentos, sendo um para cada cultivar de maracujazeiro cv. BRS Gigante amarelo e outro com a cv. Catarina. Em ambos os experimentos foram adotados o delineamento em blocos casualizados avaliados no esquema fatorial 2 x 4 x 3, com quatro repetições, com a parcela formada por uma planta. Os tratamentos foram constituídos a partir da combinação da condutividade elétrica da água de irrigação – CEa (0,5 e 3,2 dS m-1), quadro doses de peróxido de hidrogênio - H2O2 (0, 12, 24 e 36 μM) e três formas de aplicação de peróxido de hidrogênio (FA1= embebição das sementes, FA2= aplicação via pulverização foliar e FA3= aplicação por embebição das sementes e pulverização foliar). A salinidade média da água de irrigação de 1,5 dS m-1 favorece a qualidade de mudas de maracujazeiro cv. BRS gigante amarelo e cv. Catarina. O incremento nas doses de peróxido de hidrogênio favoreceu a taxa de crescimento absoluto do diâmetro do caule, massa seca da parte aérea, massa seca da raiz e massa seca total do maracujazeiro amarelo cv. BRS gigante amarelo. O fornecimento de H2O2 na dose de 12 e 36 µM atenuou os efeitos da salinidade sobre o índice de qualidade de Dickson, taxa de assimilação de CO2, concentração interna de CO2 e eficiência instantânea ano uso da água na cv. BRS gigante amarelo e a massa seca das folhas na cv. Catarina. A condutância estomática, transpiração e taxa de assimilação de CO2 tiveram o melhor desempenho em plantas irrigadas com água salina submetida a dose 24 µM de H2O2 na cv. Catarina. A forma de aplicação por embebição das sementes e pulverização foliar atenuou os efeitos do estresse salino sobre a taxa de crescimento absoluto da área foliar na cv. BRS gigante amarelo e concentração interna de CO2 na cv. Catarina. Já para forma de aplicação por embebição das sementes e embebição das sementes + pulverização foliar ocorreu aumentos nas variáveis área foliar, taxa de assimilação de CO2, concentração interna de CO2 e eficiência instantânea ano uso da água na cv. Catarina irrigada com água de salinidade maior.

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  • CARLA JAMILE XAVIER CORDEIRO
  • DESEMPENHO AGRONÔMICO DO CAPIM ELEFANTE BRS CAPIAÇU SUBMETIDO A DIFERENTES LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO E SALINIDADE DA ÁGUA.

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • RENATO DANTAS ALENCAR
  • Data: 23/02/2023

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  • O capim elefante BRS Capiaçu é ideal para suplementação volumosa, podendo ser utilizado como capineira ou silagem, e tem potencial produtivo quando se irriga com águas salobras e em condições de déficit hídrico. Diante disso, instalou-se um experimento na região de Mossoró com objetivo de avaliar a tolerância a salinidade e a irrigação deficitária do capiaçu. O plantio ocorreu no mês de março de 2022, já as aplicações dos tratamentos foram conduzidas entre os meses de junho a janeiro de 2022. Utilizou-se o delineamento experimental em blocos inteiramente casualizados com sete tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos pela combinação de diferentes lâminas de irrigação e salinidade da água de irrigação, expressa em condutividades elétricas – CEa (S1 - 1,5, S2 - 3,0, S3 - 4,5 S3 e S4 - 6,0 dS m-1; e as diferentes lâminas de irrigação, estimadas pela evapotranspiração máxima da cultura (ETc), equivalentes a 50% (L1), 66,7% (L2), 83,3% (L3) e 100% (L4) da ETc. A agua S1 (1,5 dS m-1) foi combinada com as lâminas L1, L2, L3 e L4, e lâmina de irrigação de 100% da ETc (L4) foi combinada com as diferentes condutividades S2, S3 e S4 da água (S1L1 (T1); S1L2 (T2); S1L3 (T3); S1L4 (T4); S2L4 (T5); S3L4 (T6); S4L4 (T7)). Os dados do experimento foram coletados em dois ciclos de rebrota. As variáveis avaliadas foram as de crescimento da planta, assim como, a produção de matéria verde (kg), porcentagem de matéria seca, rendimento de matéria seca, teor de nutrientes da folha, produção de forragem, rendimento de massa fresca, eficiência do uso da água, conteúdo relativo de água, índices de clorofila na folha. Os dados foram submetidos a análise de variância pelo teste F e foi utilizado análise de regressão para avaliar os efeitos das lâminas de irrigação dentro do uso da água de menor salinidade (CE = 1,5 dS m-1) e condutividade elétrica da água de irrigação dentro da lâmina de irrigação com 100% da ETc. Utilizou-se o nível de significância de 5% de probabilidade. O déficit hídrico na lâmina de 50% da ETc afetou a produtividade, rendimento de massa fresca e seca, massa fresca de forragem, área foliar, alturas, massa por touceira e teor de nitrogênio e cálcio, entretanto, a lamina de 83,3% da ETc se mostrou usual para as variáveis de rendimento e massa fresca de forragem, embora a redução em 50% aumentou a eficiência do uso da água. Já quanto a condutividade elétrica da água houve efeito significativo para o incremento da salinidade da água e as variáveis agronômicas, todavia, observou-se que o Capiaçu pode ser cultivado com CE de 6,0 dS m-1 com perdas de rendimento inferior a 20%.


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  • O capim elefante BRS Capiaçu é ideal para suplementação volumosa, podendo ser utilizado como capineira ou silagem, e tem potencial produtivo quando se irriga com águas salobras e em condições de déficit hídrico. Diante disso, instalou-se um experimento na região de Mossoró com objetivo de avaliar a tolerância a salinidade e a irrigação deficitária do capiaçu. O plantio ocorreu no mês de março de 2022, já as aplicações dos tratamentos foram conduzidas entre os meses de junho a janeiro de 2022. Utilizou-se o delineamento experimental em blocos inteiramente casualizados com sete tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos pela combinação de diferentes lâminas de irrigação e salinidade da água de irrigação, expressa em condutividades elétricas – CEa (S1 - 1,5, S2 - 3,0, S3 - 4,5 S3 e S4 - 6,0 dS m-1; e as diferentes lâminas de irrigação, estimadas pela evapotranspiração máxima da cultura (ETc), equivalentes a 50% (L1), 66,7% (L2), 83,3% (L3) e 100% (L4) da ETc. A agua S1 (1,5 dS m-1) foi combinada com as lâminas L1, L2, L3 e L4, e lâmina de irrigação de 100% da ETc (L4) foi combinada com as diferentes condutividades S2, S3 e S4 da água (S1L1 (T1); S1L2 (T2); S1L3 (T3); S1L4 (T4); S2L4 (T5); S3L4 (T6); S4L4 (T7)). Os dados do experimento foram coletados em dois ciclos de rebrota. As variáveis avaliadas foram as de crescimento da planta, assim como, a produção de matéria verde (kg), porcentagem de matéria seca, rendimento de matéria seca, teor de nutrientes da folha, produção de forragem, rendimento de massa fresca, eficiência do uso da água, conteúdo relativo de água, índices de clorofila na folha. Os dados foram submetidos a análise de variância pelo teste F e foi utilizado análise de regressão para avaliar os efeitos das lâminas de irrigação dentro do uso da água de menor salinidade (CE = 1,5 dS m-1) e condutividade elétrica da água de irrigação dentro da lâmina de irrigação com 100% da ETc. Utilizou-se o nível de significância de 5% de probabilidade. O déficit hídrico na lâmina de 50% da ETc afetou a produtividade, rendimento de massa fresca e seca, massa fresca de forragem, área foliar, alturas, massa por touceira e teor de nitrogênio e cálcio, entretanto, a lamina de 83,3% da ETc se mostrou usual para as variáveis de rendimento e massa fresca de forragem, embora a redução em 50% aumentou a eficiência do uso da água. Já quanto a condutividade elétrica da água houve efeito significativo para o incremento da salinidade da água e as variáveis agronômicas, todavia, observou-se que o Capiaçu pode ser cultivado com CE de 6,0 dS m-1 com perdas de rendimento inferior a 20%.

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  • JOSEANE BARBOSA ARAUJO
  • Qualidade de mudas de cultivares de maracujazeiro sob salinidade da água e ácido salicílico

  • Orientador : REGINALDO GOMES NOBRE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • REGINALDO GOMES NOBRE
  • IDELFONSO LEANDRO BEZERRA
  • LUDERLÂNDIO DE ANDRADE SILVA
  • Data: 23/02/2023

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  • O maracujazeiro é uma frutífera de grande relevância econômica e social para o Brasil, de forma especial para a região Nordeste, que dispõe de condições edafoclimáticas favoráveis ao seu cultivo e, se destaca em termos de produção nacional, no entanto, o excesso de sais presente em grande parte dos reservatórios hídricos desta região pode afetar a exploração sustentável desta fruteira. Nesse sentido, o ácido salicílico tem sido utilizado como alternativa promissora na mitigação dos efeitos nocivos da salinidade da água. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a produção de mudas de cultivares de maracujazeiro irrigadas com água de distintas salinidades e concentrações de ácido salicílico, a partir de dois experimentos, sendo um com o maracujazeiro ‘BRS Gigante Amarelo’ e o outro com maracujazeiro ‘SCS 437 Catarina’, cujos experimentos foram conduzidos simultaneamente sob condições de ambiente protegido (telado) alocado na Universidade Federal Rural do Semiárido, Caraúbas–RN. Cada experimento foi instalado em delineamento experimental de blocos ao acaso e esquema fatorial 4 x 4, referentes a quatro níveis de condutividade elétrica da água–CEa (0,5; 1,4; 2,3 e 3,2 dS m-1) e quatro concentrações de ácido salicílico - AS (0; 1,5; 3,0; e 4,5 mM L-1), com quatro repetições, e uma planta por parcela. A condutividade elétrica da água de irrigação de até 3,2 dS m-1 não afeta o crescimento absoluto, a taxa fotossintética e o índice de qualidade de Dickson de mudas de maracujazeiro ‘BRS Gigante Amarelo’ e crescimento, fitomassa seca da folha, do caule, e total, e índice de qualidade de Dickson do maracujazeiro ‘SCS 437 Catarina’. A CEa a partir do valor médio 1,3 ds m-1 afeta a condutância estomática, transpiração, concentração interna de CO2 e a produção de fitomassa das plantas de mudas de maracujazeiro ‘BRS Gigante Amarelo’. A aplicação foliar de ácido salicílico não mitiga o efeito do estresse salino da água de irrigação na produção de mudas de maracujazeiro ‘BRS Gigante amarelo’, no entanto, a concentração média de 3,15 mM L-1 promove maior crescimento, produção de fitomassa e qualidade de mudas. A dose média de ácido salicílico de 3,3 mM L-1 favorece a morfofisiologia e qualidade de mudas de maracujazeiro ‘SCS 437 Catarina’. O ácido salicílico atenua o estresse salino sobre a produção de fitomassa fresca de folhas de maracujazeiro ‘SCS 437 Catarina’.


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  • O maracujazeiro é uma frutífera de grande relevância econômica e social para o Brasil, de forma especial para a região Nordeste, que dispõe de condições edafoclimáticas favoráveis ao seu cultivo e, se destaca em termos de produção nacional, no entanto, o excesso de sais presente em grande parte dos reservatórios hídricos desta região pode afetar a exploração sustentável desta fruteira. Nesse sentido, o ácido salicílico tem sido utilizado como alternativa promissora na mitigação dos efeitos nocivos da salinidade da água. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a produção de mudas de cultivares de maracujazeiro irrigadas com água de distintas salinidades e concentrações de ácido salicílico, a partir de dois experimentos, sendo um com o maracujazeiro ‘BRS Gigante Amarelo’ e o outro com maracujazeiro ‘SCS 437 Catarina’, cujos experimentos foram conduzidos simultaneamente sob condições de ambiente protegido (telado) alocado na Universidade Federal Rural do Semiárido, Caraúbas–RN. Cada experimento foi instalado em delineamento experimental de blocos ao acaso e esquema fatorial 4 x 4, referentes a quatro níveis de condutividade elétrica da água–CEa (0,5; 1,4; 2,3 e 3,2 dS m-1) e quatro concentrações de ácido salicílico - AS (0; 1,5; 3,0; e 4,5 mM L-1), com quatro repetições, e uma planta por parcela. A condutividade elétrica da água de irrigação de até 3,2 dS m-1 não afeta o crescimento absoluto, a taxa fotossintética e o índice de qualidade de Dickson de mudas de maracujazeiro ‘BRS Gigante Amarelo’ e crescimento, fitomassa seca da folha, do caule, e total, e índice de qualidade de Dickson do maracujazeiro ‘SCS 437 Catarina’. A CEa a partir do valor médio 1,3 ds m-1 afeta a condutância estomática, transpiração, concentração interna de CO2 e a produção de fitomassa das plantas de mudas de maracujazeiro ‘BRS Gigante Amarelo’. A aplicação foliar de ácido salicílico não mitiga o efeito do estresse salino da água de irrigação na produção de mudas de maracujazeiro ‘BRS Gigante amarelo’, no entanto, a concentração média de 3,15 mM L-1 promove maior crescimento, produção de fitomassa e qualidade de mudas. A dose média de ácido salicílico de 3,3 mM L-1 favorece a morfofisiologia e qualidade de mudas de maracujazeiro ‘SCS 437 Catarina’. O ácido salicílico atenua o estresse salino sobre a produção de fitomassa fresca de folhas de maracujazeiro ‘SCS 437 Catarina’.

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  • LUIRLA BENTO RAMALHO
  • COMPONENTES FUNCIONAIS DO SOLO E MORFOLOGIA POR MEIO DA MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE
    VARREDURA NA REGIÃO SERRANA DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
  • Data: 24/02/2023

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  • O uso da terra e a gestão do solo interferem nos seus atributos, sendo essencial o entendimento dessa dinamicidade para sustentabilidade dos agroecossistemas. Neste contexto, esse estudo teve como objetivo avaliar as inter-relações dos atributos físicos-estruturais, químicos e biológicos em usos da terra, tendo como referência a mata nativa, associados aos hídricos, bem como, a microestrutura por meio da microscopia eletrônica de varredura, no semiárido serrano brasileiro. Consistiu em avaliar quatro (4) áreas sendo, três usos da terra: bananeira (musa spp), capim-elefante (Pennisetum purpureum), cajueiro (Anacardium occidentale) e a mata nativa como referência. Para as análises dos atributos físicos, físico-estruturais, químicos, hídricos, biológicos e a microestrutura, coletou-se amostras com estrutura indeformada, em anéis volumétricos e em blocos de agregados e deformada, em cada uso da terra, nas camadas de 0,00 – 0,10; 0,10 – 0,20 e 0,20 – 0,30 m. Os atributos físicos, estruturais e hídricos estudados foram (análise granulométrica, densidade do solo, retenção de água no solo, condutividade hidráulica relativa, infiltração de água no solo e diâmetro médio ponderado), atributos químicos (pH, carbono orgânico total, complexo sortivo, capacidade de troca catiônica, soma de bases, (H+Al) e PST), atributos biológicos (Glomalina facilmente extraível e carbono da biomassa microbiana) e análise da microestrutura pelo método da microscopia eletrônica de varredura (MEV), utilizando para interpretação dos resultados a técnica da estatística multivariada: análise de componente principal e fatorial na diferenciação dos ambientes. Os atributos carbono orgânico total, carbono da biomassa microbiana e glomalina discriminaram as áreas: banana, podendo ser justificado pela adição de resíduo constante de origem animal e vegetal, e a mata nativa, pelo aporte de serapilheira, interferindo positivamente nas inter-relações entre os atributos estudados. O ponto de murcha permanente e acidez, potencial discriminaram a área do cajueiro, devido ao pH ácido, com restrições hídricas e químicas. Atributos físicos e hídricos foram sensíveis na área da mata nativa na camada 0,20-0,30, devido ao acréscimo da fração argila. Os atributos físico-estruturais, como densidade do solo e diâmetro médio ponderado discriminaram os usos da banana e capim-elefante, Ds variando de (1,20 a 1,63 g.cm3). A análise de MEV identificou que as áreas da banana e mata nativa apresentaram estrutura complexas, tendo relação direta com os atributos biológicos, estruturais e hídricos e interferiu positivamente nas suas inter-relações, com formação de microagregados estáveis. O capim elefante e cajueiro apresentaram partículas compactas, menos rugosas, formas regulares, com porosidade de aeração e número de raízes unidas à matéria orgânica e a fração areia, conferindo menor estabilidade estrutural. Conclui-se que atributos biológicos, químico, físico-hídricos e a MEV discriminaram a área da bananeira e mata nativa, identificando estabilidade estrutural. A área de cajueiro com restrições hídricas e acidez e o capim elefante, PST e argila, as mesmas, com restrições biológicas e baixa estabilidade estrutural identificada pelas inter-relações dos atributos e a MEV.


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  • O uso da terra e a gestão do solo interferem nos seus atributos, sendo essencial o entendimento dessa dinamicidade para sustentabilidade dos agroecossistemas. Neste contexto, esse estudo teve como objetivo avaliar as inter-relações dos atributos físicos-estruturais, químicos e biológicos em usos da terra, tendo como referência a mata nativa, associados aos hídricos, bem como, a microestrutura por meio da microscopia eletrônica de varredura, no semiárido serrano brasileiro. Consistiu em avaliar quatro (4) áreas sendo, três usos da terra: bananeira (musa spp), capim-elefante (Pennisetum purpureum), cajueiro (Anacardium occidentale) e a mata nativa como referência. Para as análises dos atributos físicos, físico-estruturais, químicos, hídricos, biológicos e a microestrutura, coletou-se amostras com estrutura indeformada, em anéis volumétricos e em blocos de agregados e deformada, em cada uso da terra, nas camadas de 0,00 – 0,10; 0,10 – 0,20 e 0,20 – 0,30 m. Os atributos físicos, estruturais e hídricos estudados foram (análise granulométrica, densidade do solo, retenção de água no solo, condutividade hidráulica relativa, infiltração de água no solo e diâmetro médio ponderado), atributos químicos (pH, carbono orgânico total, complexo sortivo, capacidade de troca catiônica, soma de bases, (H+Al) e PST), atributos biológicos (Glomalina facilmente extraível e carbono da biomassa microbiana) e análise da microestrutura pelo método da microscopia eletrônica de varredura (MEV), utilizando para interpretação dos resultados a técnica da estatística multivariada: análise de componente principal e fatorial na diferenciação dos ambientes. Os atributos carbono orgânico total, carbono da biomassa microbiana e glomalina discriminaram as áreas: banana, podendo ser justificado pela adição de resíduo constante de origem animal e vegetal, e a mata nativa, pelo aporte de serapilheira, interferindo positivamente nas inter-relações entre os atributos estudados. O ponto de murcha permanente e acidez, potencial discriminaram a área do cajueiro, devido ao pH ácido, com restrições hídricas e químicas. Atributos físicos e hídricos foram sensíveis na área da mata nativa na camada 0,20-0,30, devido ao acréscimo da fração argila. Os atributos físico-estruturais, como densidade do solo e diâmetro médio ponderado discriminaram os usos da banana e capim-elefante, Ds variando de (1,20 a 1,63 g.cm3). A análise de MEV identificou que as áreas da banana e mata nativa apresentaram estrutura complexas, tendo relação direta com os atributos biológicos, estruturais e hídricos e interferiu positivamente nas suas inter-relações, com formação de microagregados estáveis. O capim elefante e cajueiro apresentaram partículas compactas, menos rugosas, formas regulares, com porosidade de aeração e número de raízes unidas à matéria orgânica e a fração areia, conferindo menor estabilidade estrutural. Conclui-se que atributos biológicos, químico, físico-hídricos e a MEV discriminaram a área da bananeira e mata nativa, identificando estabilidade estrutural. A área de cajueiro com restrições hídricas e acidez e o capim elefante, PST e argila, as mesmas, com restrições biológicas e baixa estabilidade estrutural identificada pelas inter-relações dos atributos e a MEV.

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  • GIOVANA SOARES DANINO
  • POTENCIAL DE APLICAÇÃO DA ÁGUA PRODUZIDA NA IRRIGAÇÃO DO GIRASSOL EM DIFERENTES FASES FENOLÓGICAS

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RUZA GABRIELA MEDEIROS DE ARAUJO MACEDO
  • Data: 05/07/2023

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  • A maior parte dos campos de produção de petróleo e gás localizados na região semiárida do Rio Grande do Norte são classificados como maduros, sendo uma das principais características a produção de grandes volumes de água produzida (AP). A AP é um importante efluente residual que pode ser considerada fonte de água viável para a irrigação agrícola. Nesse contexto, o objetivo do trabalho é avaliar a potencialidade do uso da AP na cultura do girassol BRS 323 em diferentes fases fenológicas, no município de Mossoró - RN. O experimento foi desenvolvido em blocos casualizados, com oito tratamentos e quatro repetições. Cada repetição foi representada por quatro vasos com uma planta cada, além de duas linhas laterais com 16 vasos que servem como bordadura, totalizando 160 vasos. Os tratamentos foram compostos pela aplicação de água de abastecimento (AB) e AP sintética em diferentes combinações de acordo com as fases fenológicas da cultura (F1 - crescimento, F2 - florescimento, F3 - enchimento dos grãos e F4 - maturação), onde T1: AB-AB-AB-AB, T2: AB-AB-AB-AP, T3: AB-AB-AP-AP, T4: AB-AP-AP-AP, T5: AP-AB-AB-AB, T6: AP-AP-AB-AB, T7: AP-AP-AP-AB e T8: AP-AP-AP-AP. Afim de atingir os objetivos da pesquisa foram avaliadas as variáveis de crescimento e produção das plantas, além das alterações nas características físico-químicas do solo. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e verificando-se as significâncias, os tratamentos foram comparados entre si pelo teste de comparação de médias (Scott-Knott, p ≤ 0,05). As análises estatísticas foram realizadas utilizando o programa estatístico SISVAR. Não houve diferença significativa em relação ao número de folhas, diâmetro do caule e o teor de clorofila a, b e total. As últimas três fases fenológicas também não obtiveram diferença significativa para a altura do girassol. A área foliar, o peso do capítulo, o peso de 100 sementes, o peso das sementes boas e a massa seca de folha, caule, capítulo e total tiveram efeito significativo a 1% de probabilidade. Somente no diâmetro do capítulo que houve diferença estatística a 5%. E com relação aos atributos do solo, os únicos que não demostraram diferenças foram o pH e o PST, todas as demais variáveis foram significativas a 1% de probabilidade. Conclui-se que a AP é uma fonte viável de água principalmente para o semiárido nordestino, quando aplicada a partir do florescimento ou apenas na fase de crescimento.


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  • A maior parte dos campos de produção de petróleo e gás localizados na região semiárida do Rio Grande do Norte são classificados como maduros, sendo uma das principais características a produção de grandes volumes de água produzida (AP). A AP é um importante efluente residual que pode ser considerada fonte de água viável para a irrigação agrícola. Nesse contexto, o objetivo do trabalho é avaliar a potencialidade do uso da AP na cultura do girassol BRS 323 em diferentes fases fenológicas, no município de Mossoró - RN. O experimento foi desenvolvido em blocos casualizados, com oito tratamentos e quatro repetições. Cada repetição foi representada por quatro vasos com uma planta cada, além de duas linhas laterais com 16 vasos que servem como bordadura, totalizando 160 vasos. Os tratamentos foram compostos pela aplicação de água de abastecimento (AB) e AP sintética em diferentes combinações de acordo com as fases fenológicas da cultura (F1 - crescimento, F2 - florescimento, F3 - enchimento dos grãos e F4 - maturação), onde T1: AB-AB-AB-AB, T2: AB-AB-AB-AP, T3: AB-AB-AP-AP, T4: AB-AP-AP-AP, T5: AP-AB-AB-AB, T6: AP-AP-AB-AB, T7: AP-AP-AP-AB e T8: AP-AP-AP-AP. Afim de atingir os objetivos da pesquisa foram avaliadas as variáveis de crescimento e produção das plantas, além das alterações nas características físico-químicas do solo. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e verificando-se as significâncias, os tratamentos foram comparados entre si pelo teste de comparação de médias (Scott-Knott, p ≤ 0,05). As análises estatísticas foram realizadas utilizando o programa estatístico SISVAR. Não houve diferença significativa em relação ao número de folhas, diâmetro do caule e o teor de clorofila a, b e total. As últimas três fases fenológicas também não obtiveram diferença significativa para a altura do girassol. A área foliar, o peso do capítulo, o peso de 100 sementes, o peso das sementes boas e a massa seca de folha, caule, capítulo e total tiveram efeito significativo a 1% de probabilidade. Somente no diâmetro do capítulo que houve diferença estatística a 5%. E com relação aos atributos do solo, os únicos que não demostraram diferenças foram o pH e o PST, todas as demais variáveis foram significativas a 1% de probabilidade. Conclui-se que a AP é uma fonte viável de água principalmente para o semiárido nordestino, quando aplicada a partir do florescimento ou apenas na fase de crescimento.

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  • ANTONIO DIEGO DA SILVA TEIXEIRA
  • ANÁLISE DO COMPORTAMENTO HIDRÁULICO DE FITAS GOTEJADORAS EM RELAÇÃO À QUALIDADE DA ÁGUA RESIDUAL NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • DELFRAN BATISTA DOS SANTOS
  • SILVANETE SEVERINO DA SILVA
  • Data: 31/07/2023

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  • A escassez hídrica e a busca por alternativas de reaproveitamento de água são desafios constantemente enfrentados no semiárido brasileiro. O reúso na agricultura irrigada do rejeito da osmose reversa da indústria da cera de carnaúba (Copernicia prunifera (Miller) H. E. Moore), surge como possibilidade de mitigar os impactos ambientais causados pela destinação incorreta desse efluente no ambiente, e de alinhar as ações desse tipo de empreendimento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 e a economia circular. Informações sobre a caracterização físico-química, assim como o uso do efluente industrial da cera de carnaúba no desempenho de sistemas de irrigação por gotejamento são escassas. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo estudar os efeitos da aplicação do rejeito da osmose reversa da indústria da cera de carnaúba no desempenho hidráulico de tipos de emissores, bem como analisar o potencial do uso agrícola deste resíduo líquido. Para isso, o experimento foi montado no delineamento inteiramente casualizado em esquema de parcelas subsubdivididas com três repetições. Tendo nas parcelas os tipos de água (Água de abastecimento-AA e rejeito da osmose reversa da indústria de cera de carnaúba-ROR), nas subparcelas os tipos de emissores (NST - 1,6 L h-1; NSL – 1,6 L h-1; e NDT – 1,7 L h-1); e nas subsubparcelas os tempos de avaliação (0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160 h). Ao longo do período experimental de 160 h foi efetuada a avaliação do desempenho hidráulico das fitas gotejadoras, a cada 20 h, por meio da medição da vazão (V) e cálculo dos indicadores de desempenho hidráulico coeficiente de uniformidade de distribuição (UD) e vazão relativa (VR). Nos tempos de operação de 0, 80 e 160 h foram coletadas amostras da AA e do ROR para caracterização físico-química e microbiológica. Os dados de qualidade das águas AA e ROR foram submetidas à análise estatística descritiva, obtendo-se a média e o desvio-padrão. Enquanto, os dados do desempenho hidráulico das fitas gotejadoras e qualidade das águas foram submetidos à análise multivariada, empegando-se, inicialmente, a correlação de Pearson e, posteriormente, a análise de componentes principais. Os resultados de qualidade da ROR revelaram que o pH representou risco severo de entupimento de gotejadores, enquanto nos atributos CE, Mg2+ e SDT esse risco foi moderado. Ao final do ensaio experimental houve uma ligeira redução dos indicadores de desempenho hidráulico VR e UD, em função da obstrução dos emissores. O indicador VR demostrou que os gotejadores mais sensíveis à obstrução quando da aplicação de ROR e AA foi o NST e NDT, respectivamente. Enquanto, o indicador UD se manteve com valores superiores a 90%. Detectaram-se correlações significativas negativas entre os atributos SST e Mn e o indicador de desempenho hidráulico UD dos gotejadores NST e NSL.


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  • A escassez hídrica e a busca por alternativas de reaproveitamento de água são desafios constantemente enfrentados no semiárido brasileiro. O reúso na agricultura irrigada do rejeito da osmose reversa da indústria da cera de carnaúba (Copernicia prunifera (Miller) H. E. Moore), surge como possibilidade de mitigar os impactos ambientais causados pela destinação incorreta desse efluente no ambiente, e de alinhar as ações desse tipo de empreendimento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 e a economia circular. Informações sobre a caracterização físico-química, assim como o uso do efluente industrial da cera de carnaúba no desempenho de sistemas de irrigação por gotejamento são escassas. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo estudar os efeitos da aplicação do rejeito da osmose reversa da indústria da cera de carnaúba no desempenho hidráulico de tipos de emissores, bem como analisar o potencial do uso agrícola deste resíduo líquido. Para isso, o experimento foi montado no delineamento inteiramente casualizado em esquema de parcelas subsubdivididas com três repetições. Tendo nas parcelas os tipos de água (Água de abastecimento-AA e rejeito da osmose reversa da indústria de cera de carnaúba-ROR), nas subparcelas os tipos de emissores (NST - 1,6 L h-1; NSL – 1,6 L h-1; e NDT – 1,7 L h-1); e nas subsubparcelas os tempos de avaliação (0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160 h). Ao longo do período experimental de 160 h foi efetuada a avaliação do desempenho hidráulico das fitas gotejadoras, a cada 20 h, por meio da medição da vazão (V) e cálculo dos indicadores de desempenho hidráulico coeficiente de uniformidade de distribuição (UD) e vazão relativa (VR). Nos tempos de operação de 0, 80 e 160 h foram coletadas amostras da AA e do ROR para caracterização físico-química e microbiológica. Os dados de qualidade das águas AA e ROR foram submetidas à análise estatística descritiva, obtendo-se a média e o desvio-padrão. Enquanto, os dados do desempenho hidráulico das fitas gotejadoras e qualidade das águas foram submetidos à análise multivariada, empegando-se, inicialmente, a correlação de Pearson e, posteriormente, a análise de componentes principais. Os resultados de qualidade da ROR revelaram que o pH representou risco severo de entupimento de gotejadores, enquanto nos atributos CE, Mg2+ e SDT esse risco foi moderado. Ao final do ensaio experimental houve uma ligeira redução dos indicadores de desempenho hidráulico VR e UD, em função da obstrução dos emissores. O indicador VR demostrou que os gotejadores mais sensíveis à obstrução quando da aplicação de ROR e AA foi o NST e NDT, respectivamente. Enquanto, o indicador UD se manteve com valores superiores a 90%. Detectaram-se correlações significativas negativas entre os atributos SST e Mn e o indicador de desempenho hidráulico UD dos gotejadores NST e NSL.

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  • MAYARA ALANA SILVESTRE ARAÚJO
  • REDES NEURAIS ARTIFICIAIS PARA ESTIMATIVA DA SORÇÃO DO HERBICIDA DICLOSULAM EM SOLOS

  • Orientador : PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • GUILHERME BRAGA PEREIRA BRAZ
  • MATHEUS DE FREITAS SOUZA
  • PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 22/08/2023

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  • A interação entre os herbicidas e o solo determinam a eficiência do controle de plantas daninhas e a disponibilidade dessa substância para o meio. O uso de métodos estatísticos possibilita a predição dos fenômenos que envolvem a retenção de herbicidas no solo, contribuindo para uma melhor eficiência do controle das plantas daninhas e auxiliam a minimizar os impactos ambientais. Assim, nesta pesquisa foram elaborados modelos de redes neurais artificiais (RNAs) para estimar o coeficiente de sorção para o herbicida diclosulam em solos brasileiros, baseando-se nas propriedades físicas e químicas do herbicida e dos solos. O coeficiente de sorção do herbicida foi definido em laboratório em ensaios com 45 solos de diferentes propriedades. As entradas dos modelos de RNA, para estimar os coeficientes de sorção, foram os atributos dos solos e as saídas correspondiam aos coeficientes de sorção. Foram feitos gráficos de box-plot para avaliar como os dados de entrada estavam distribuídos e visualizar possíveis interferências futuras nas RNAs. Foram elaborados 6 modelos de RNAs com e sem métodos se seleção de variáveis, sendo empregados os métodos de seleção de feature selection e de análise fatorial. Aplicou-se o erro quadrático médio (MAE), o erro absoluto médio (MAE) a raiz quadrada do erro médio (RMSE), para mensurar a eficiência dos modelos. Deste modo, os métodos de seleção de variáveis se mostraram fundamentais na elaboração dos modelos de RNAs, simplificando o processamento dos dados. Sendo que o método de seleção de variáveis que se mostrou mais eficiente para predição do herbicida diclosulam em solos foi o método de análise fatorial, cujas variáveis de maior importância para esse modelo foram matéria orgânica (MO), magnésio (Mg), potássio (K), silte, saturação por alumínio (m), alumínio (Al) e acidez potencial (H+Al).


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  • A interação entre os herbicidas e o solo determinam a eficiência do controle de plantas daninhas e a disponibilidade dessa substância para o meio. O uso de métodos estatísticos possibilita a predição dos fenômenos que envolvem a retenção de herbicidas no solo, contribuindo para uma melhor eficiência do controle das plantas daninhas e auxiliam a minimizar os impactos ambientais. Assim, nesta pesquisa foram elaborados modelos de redes neurais artificiais (RNAs) para estimar o coeficiente de sorção para o herbicida diclosulam em solos brasileiros, baseando-se nas propriedades físicas e químicas do herbicida e dos solos. O coeficiente de sorção do herbicida foi definido em laboratório em ensaios com 45 solos de diferentes propriedades. As entradas dos modelos de RNA, para estimar os coeficientes de sorção, foram os atributos dos solos e as saídas correspondiam aos coeficientes de sorção. Foram feitos gráficos de box-plot para avaliar como os dados de entrada estavam distribuídos e visualizar possíveis interferências futuras nas RNAs. Foram elaborados 6 modelos de RNAs com e sem métodos se seleção de variáveis, sendo empregados os métodos de seleção de feature selection e de análise fatorial. Aplicou-se o erro quadrático médio (MAE), o erro absoluto médio (MAE) a raiz quadrada do erro médio (RMSE), para mensurar a eficiência dos modelos. Deste modo, os métodos de seleção de variáveis se mostraram fundamentais na elaboração dos modelos de RNAs, simplificando o processamento dos dados. Sendo que o método de seleção de variáveis que se mostrou mais eficiente para predição do herbicida diclosulam em solos foi o método de análise fatorial, cujas variáveis de maior importância para esse modelo foram matéria orgânica (MO), magnésio (Mg), potássio (K), silte, saturação por alumínio (m), alumínio (Al) e acidez potencial (H+Al).

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  • RAIONARA DANTAS FONSECA
  • ESTIMATIVA DO POTENCIAL NATURAL DE EROSÃO NA BACIA HIDROGRÁFICA DE CONTRIBUIÇÃO DO RESERVATÓRIO DE UMARI-RN

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • JOAQUIM ODILON PEREIRA
  • MARIANA BERALDO MASUTTI
  • Data: 25/08/2023

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  • A erosão do solo é um sério problema ambiental em regiões com influência antrópica e gestão agrícola inadequada. No Estado do Rio Grande do Norte (RN), o clima semiárido, a topografia acidentada e práticas humanas inadequadas intensificam a erosão hídrica, principalmente em áreas agrícolas. A erosão causa perda de solo fértil, contaminação de rios, assoreamento de corpos d'água e aumenta os riscos de enchentes. O presente estudo se concentra na estimativa do potencial natural de erosão da Bacia Hidrográfica de contribuição do reservatório de Umari-RN. Essa bacia apresenta problemas de erosão e assoreamento, afetando a qualidade ambiental e a produção local. Para estimar o potencial de erosão, foram aplicados modelos matemáticos considerando mudanças no uso da terra na bacia. O estudo visa caracterizar a bacia, avaliar a dinâmica de erosão e a perda de solos através da Equação Universal de Perda de Solo (EUPS) e do Sistema de Informações Geográficas (SIG). Isso possibilita o planejamento ambiental e a implantação de práticas de conservação do solo e água na região em estudo. Os resultados encontrados mostram que a bacia de contribuição do reservatório Umari apresenta formato alongado, baixa tendência a enchentes e cheias grandes e é classificada como de 6ª ordem, bem ramificada. Essas características favorecem a conservação e preservação da bacia. O uso do SIG, especificamente o QGIS, para mapear perda de solo, mostrou-se eficiente para estimar a erosão laminar em grandes áreas. Essa abordagem acessível e gratuita forneceu resultados comparáveis a outros estudos. A perda média anual de solo na área estudada variou entre 10 e 15,0 t ha-1 ano-1. A presença de solo exposto revelou práticas agropecuárias inadequadas, aumentando o risco de assoreamento. Esses resultados embasam o planejamento ambiental e a gestão de recursos hídricos. Levando em conta a perda média anual de solo, a estimativa da vida útil do reservatório foi de aproximadamente 295 anos desde sua construção, restando atualmente cerca de 275 anos. O estudo mostrou-se eficaz na obtenção de informações relevantes para o gerenciamento do reservatório e da bacia de contribuição, auxiliando na conservação do solo, na preservação dos recursos hídricos e na adoção de práticas sustentáveis na região estudada.


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  • A erosão do solo é um sério problema ambiental em regiões com influência antrópica e gestão agrícola inadequada. No Estado do Rio Grande do Norte (RN), o clima semiárido, a topografia acidentada e práticas humanas inadequadas intensificam a erosão hídrica, principalmente em áreas agrícolas. A erosão causa perda de solo fértil, contaminação de rios, assoreamento de corpos d'água e aumenta os riscos de enchentes. O presente estudo se concentra na estimativa do potencial natural de erosão da Bacia Hidrográfica de contribuição do reservatório de Umari-RN. Essa bacia apresenta problemas de erosão e assoreamento, afetando a qualidade ambiental e a produção local. Para estimar o potencial de erosão, foram aplicados modelos matemáticos considerando mudanças no uso da terra na bacia. O estudo visa caracterizar a bacia, avaliar a dinâmica de erosão e a perda de solos através da Equação Universal de Perda de Solo (EUPS) e do Sistema de Informações Geográficas (SIG). Isso possibilita o planejamento ambiental e a implantação de práticas de conservação do solo e água na região em estudo. Os resultados encontrados mostram que a bacia de contribuição do reservatório Umari apresenta formato alongado, baixa tendência a enchentes e cheias grandes e é classificada como de 6ª ordem, bem ramificada. Essas características favorecem a conservação e preservação da bacia. O uso do SIG, especificamente o QGIS, para mapear perda de solo, mostrou-se eficiente para estimar a erosão laminar em grandes áreas. Essa abordagem acessível e gratuita forneceu resultados comparáveis a outros estudos. A perda média anual de solo na área estudada variou entre 10 e 15,0 t ha-1 ano-1. A presença de solo exposto revelou práticas agropecuárias inadequadas, aumentando o risco de assoreamento. Esses resultados embasam o planejamento ambiental e a gestão de recursos hídricos. Levando em conta a perda média anual de solo, a estimativa da vida útil do reservatório foi de aproximadamente 295 anos desde sua construção, restando atualmente cerca de 275 anos. O estudo mostrou-se eficaz na obtenção de informações relevantes para o gerenciamento do reservatório e da bacia de contribuição, auxiliando na conservação do solo, na preservação dos recursos hídricos e na adoção de práticas sustentáveis na região estudada.

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  • KALINE SOARES DA SILVA
  • SELEÇÃO DE ESPÉCIES FORRAGEIRAS PARA PROGRAMAS DE REMEDIAÇÃO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO NO SOLO

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA BEATRIZ ROCHA DE JESUS PASSOS
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • FERNANDO SARMENTO DE OLIVEIRA
  • RUZA GABRIELA MEDEIROS DE ARAUJO MACEDO
  • Data: 31/08/2023

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  • A presença de derivados de petróleo no solo e água tem representado uma séria ameaça a meio ambiente. Em situação de contaminação ambiental cabe, perante Resolução CONAMA- 420, a recuperação do solo por parte do poluidor. Nesta pesquisa foi avaliada a tolerância de cinco espécies forrageiras a contaminantes da indústria do petróleo com vistas ao uso como remediadoras. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação na Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Na primeira pesquisa foram avaliadas a tolerância das espécies aos contaminantes: benzeno, xileno e tolueno. Na segunda foram avaliadas a tolerância das mesmas espécies a duas concentrações de óleo diesel adicionado no solo. Foram realizadas análises morfológicas, clorofilas, carotenoides, açúcares solúveis totais e quantificação microbiológica. Os resultados comprovaram que a tolerância das espécies dependeu do poluente presente no solo. As espécies testadas demonstraram potencial para uso em programas de remediação em ambientes com compostos orgânicos voláteis, exceto a Brachiaria ruziziensis e Panicum maximum. Para a remediação de ambientes com resíduos de óleo diesel as espécies com maior potencial foram o Sorghum bicolor e Panicum maximum. A otimização de uso das áreas contaminadas com resíduos de petróleo é necessária e imediata para geração de lucros e recuperação do solo, a presente pesquisa demonstrou a viabilidade de algumas espécies no processo de diminuir ou degradas o poluente no solo, verificou-se a necessidade de futuras pesquisas para investigação do valor energético para produção de energia.


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  • A presença de derivados de petróleo no solo e água tem representado uma séria ameaça a meio ambiente. Em situação de contaminação ambiental cabe, perante Resolução CONAMA- 420, a recuperação do solo por parte do poluidor. Nesta pesquisa foi avaliada a tolerância de cinco espécies forrageiras a contaminantes da indústria do petróleo com vistas ao uso como remediadoras. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação na Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Na primeira pesquisa foram avaliadas a tolerância das espécies aos contaminantes: benzeno, xileno e tolueno. Na segunda foram avaliadas a tolerância das mesmas espécies a duas concentrações de óleo diesel adicionado no solo. Foram realizadas análises morfológicas, clorofilas, carotenoides, açúcares solúveis totais e quantificação microbiológica. Os resultados comprovaram que a tolerância das espécies dependeu do poluente presente no solo. As espécies testadas demonstraram potencial para uso em programas de remediação em ambientes com compostos orgânicos voláteis, exceto a Brachiaria ruziziensis e Panicum maximum. Para a remediação de ambientes com resíduos de óleo diesel as espécies com maior potencial foram o Sorghum bicolor e Panicum maximum. A otimização de uso das áreas contaminadas com resíduos de petróleo é necessária e imediata para geração de lucros e recuperação do solo, a presente pesquisa demonstrou a viabilidade de algumas espécies no processo de diminuir ou degradas o poluente no solo, verificou-se a necessidade de futuras pesquisas para investigação do valor energético para produção de energia.

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  • TAYSA DAYANA FREIRE DE LIMA
  • GERMINAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO Carthamus tinctorius l. IRRIGADO COM DILUIÇÕES DE ÁGUA PRODUZIDA DE PETRÓLEO.

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABRÍCIA GRATYELLI BEZERRA COSTA FERNANDES
  • JULIANA ESPADA LINCHSTON
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 30/10/2023

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  • Há uma tendência de utilização da água produzida de petróleo para a produção de cártamo visando a geração de biocombustíveis. O objetivo do estudo foi buscar a viabilidade do manejo técnico da produção da cultura do cártamo (Carthamus tinctorius L.) irrigado com diluições de água produzida de petróleo real. O experimento foi executado em casa de vegetação com cinco tratamentos por diluições de água de abastecimento (AA) em água produzida de petróleo (AP): T1 - 100% AA e 0% AP; T2 - 75% AA e 25% AP; T3 - 50% AA e 50% AP; T4 - 25% AA e 75% AP e T5 - 0% AA e 100% AP. As diluições foram analisadas em parâmetros de qualidade de água para irrigação. O delineamento experimental foi o de blocos inteiramente casualizados, arranjo fatorial 3x5, com três cultivares (CIMAMT1470, CIMAMT894 e CS525), cinco repetições por tratamento. Foi utilizado o método de capacidade de campo para determinação da necessidade hídrica da cultura. As variáveis analisadas foram as de estudo da germinação e as análises destrutivas e não destrutivas da morfologia da planta. Os resultados foram submetidos à análise de variância e teste de comparação de média, Tukey à 5 % de probabilidade, utilizando o software Sistemas para Análises de Variância. O ranking de resultados de melhor desempenho foi: tratamento T4, nas sequências das cultivares CIMAMT894, CS525 e CIMAMT1470. A maioria dos resultados encontrados foram superiores aos resultados do tratamento testemunha T1, ou seja, a água produzida de petróleo em sua menor diluição testada apontou perspectivas muito favoráveis a produtividade da planta.


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  • Há uma tendência de utilização da água produzida de petróleo para a produção de cártamo visando a geração de biocombustíveis. O objetivo do estudo foi buscar a viabilidade do manejo técnico da produção da cultura do cártamo (Carthamus tinctorius L.) irrigado com diluições de água produzida de petróleo real. O experimento foi executado em casa de vegetação com cinco tratamentos por diluições de água de abastecimento (AA) em água produzida de petróleo (AP): T1 - 100% AA e 0% AP; T2 - 75% AA e 25% AP; T3 - 50% AA e 50% AP; T4 - 25% AA e 75% AP e T5 - 0% AA e 100% AP. As diluições foram analisadas em parâmetros de qualidade de água para irrigação. O delineamento experimental foi o de blocos inteiramente casualizados, arranjo fatorial 3x5, com três cultivares (CIMAMT1470, CIMAMT894 e CS525), cinco repetições por tratamento. Foi utilizado o método de capacidade de campo para determinação da necessidade hídrica da cultura. As variáveis analisadas foram as de estudo da germinação e as análises destrutivas e não destrutivas da morfologia da planta. Os resultados foram submetidos à análise de variância e teste de comparação de média, Tukey à 5 % de probabilidade, utilizando o software Sistemas para Análises de Variância. O ranking de resultados de melhor desempenho foi: tratamento T4, nas sequências das cultivares CIMAMT894, CS525 e CIMAMT1470. A maioria dos resultados encontrados foram superiores aos resultados do tratamento testemunha T1, ou seja, a água produzida de petróleo em sua menor diluição testada apontou perspectivas muito favoráveis a produtividade da planta.

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  • YANSEN MAXWELL HERRERA CASTELLANOS
  • CONSÓRCIO DE ADUBOS VERDES NA REMEDIAÇÃO DE SOLO CONTAMINADO COM DICLOSULAM

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
  • ANA BEATRIZ ROCHA DE JESUS PASSOS
  • JOSÉ BARBOSA DOS SANTOS
  • TALIANE MARIA DA SILVA TEÓFILO
  • Data: 29/12/2023

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  • O efeito residual prolongado de alguns herbicidas contribui para o controle de plantas daninhas por maior período, porém pode causar a intoxicação de espécies cultivadas sensíveis e o aumento do risco de contaminação ambiental. A técnica da fitorremediação pode contribuir para reduzir os impactos negativos do uso de herbicidas e permitir a descontaminação do solo. Neste estudo, investigou-se o potencial de três espécies de adubos verdes (Canavalia ensiformes (L.) DC., Cajanus cajan e Stilizobium aterrimum L.) para a remediação do diclosulam no solo. O experimento foi realizado em blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 7 x 2, sendo no primeiro fator Antes do plantio das espécies de adubos verdes, os solos foram individualmente contaminados com o herbicida Spider®, utilizando a dose de 42 gramas de ingrediaente ativo por hectare. Aos 61 dias após semeadura das plantas, foram avaliadas a área foliar, número de folhas, altura, comprimento de raiz e matéria seca dos adubos verdes. A quantificação de diclosulam presente no solo foi realizada por cromatografia líquida de ultra alta performace (UHPLC). A espécie que proporcionou uma maior taxa de remediação do diclosulam no solo avaliado foi a S. aterrimum com concentração 18.33% menor que o tratamento controle, seguido das espécies C. cajan com 17.34%, C. ensiformes com 17.08%, C. ensiformes + S. aterrimum + C. cajan com 16.27%, C. cajan + S. aterrimum com 16,08% e no consorcio de C. ensiformes + C. cajan com 13.82%. Esses resultados enfatizam que a remediação de solos contaminados com diclosulam é otimizada com o cultivo de adubos verdes, porém a eficiência da descontaminação depende da espécie ou arranjo escolhido.


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  • O efeito residual prolongado de alguns herbicidas contribui para o controle de plantas daninhas por maior período, porém pode causar a intoxicação de espécies cultivadas sensíveis e o aumento do risco de contaminação ambiental. A técnica da fitorremediação pode contribuir para reduzir os impactos negativos do uso de herbicidas e permitir a descontaminação do solo. Neste estudo, investigou-se o potencial de três espécies de adubos verdes (Canavalia ensiformes (L.) DC., Cajanus cajan e Stilizobium aterrimum L.) para a remediação do diclosulam no solo. O experimento foi realizado em blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 7 x 2, sendo no primeiro fator Antes do plantio das espécies de adubos verdes, os solos foram individualmente contaminados com o herbicida Spider®, utilizando a dose de 42 gramas de ingrediaente ativo por hectare. Aos 61 dias após semeadura das plantas, foram avaliadas a área foliar, número de folhas, altura, comprimento de raiz e matéria seca dos adubos verdes. A quantificação de diclosulam presente no solo foi realizada por cromatografia líquida de ultra alta performace (UHPLC). A espécie que proporcionou uma maior taxa de remediação do diclosulam no solo avaliado foi a S. aterrimum com concentração 18.33% menor que o tratamento controle, seguido das espécies C. cajan com 17.34%, C. ensiformes com 17.08%, C. ensiformes + S. aterrimum + C. cajan com 16.27%, C. cajan + S. aterrimum com 16,08% e no consorcio de C. ensiformes + C. cajan com 13.82%. Esses resultados enfatizam que a remediação de solos contaminados com diclosulam é otimizada com o cultivo de adubos verdes, porém a eficiência da descontaminação depende da espécie ou arranjo escolhido.

Teses
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  • TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
  • ECOFISIOLOGIA DE ANONÁCEAS E CUCURBITÁCEAS IRRIGADAS COM ÁGUA SALINA

  • Orientador : FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • EMANOELA PEREIRA DE PAIVA
  • LUDERLÂNDIO DE ANDRADE SILVA
  • RÔMULO CARANTINO LUCENA MOREIRA
  • Data: 18/01/2023

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  • As reservas mundiais de água com boa qualidade e em quantidade suficiente, necessária para suprir as demandas da população, estão reduzindo, assim como, existe um aumento da necessidade de produção de alimentos devido ao crescimento populacional que ocorre de forma exponencial. Diante disso, a irrigação possibilita o aumento da produtividade e a produção em períodos em que a agricultura de sequeiro não supri as necessidades hídricas das culturas, principalmente em regiões áridas e semiáridas, onde existe déficit hídrico anual e chuvas irregulares. Logo, o uso de todo tipo de água disponível, incluindo aquíferos salinos, é essencial para produtores na região semiárida do Nordeste do Brasil, visto que, a produção potencial de regiões semiáridas é limitada pela escassez de recursos hídricos. Os efeitos dos sais sobre as plantas podem causar grandes limitações, como déficit hídrico, toxidez provocada por íons e desequilíbrio nutricional, além disto, muitos processos fisiológicos e metabólicos são prejudicados. O ambiente protegido caracteriza-se pela vantagem de possibilitar o cultivo em épocas incomuns, sob irrigação, com a utilização de soluções nutritivas, de águas com elevado teores de sais e, o uso de efluentes. A família Annonaceae, possui grande representação no mundo com 120 gêneros e mais de 2.000 espécies. No país, estão registrados 29 gêneros, dentre estes cerca de 260 espécies, sendo as duas principais espécies de importância econômica, a pinha (Annona squamosa L.) e a graviola (Annona muricata L.). A família Cucurbitaceae abrange em torno de 120 gêneros e 960 espécies, incluindo culturas de expressivo valor econômico em muitos países tropicais, como o melão (Cucumis melo L.), a melancia (Citrullus lanatus) e a abobrinha (Cucurbita pepo L.). O uso de águas com elevado teor de sais aumenta a concentração dos sais solúveis no solo, afetando negativamente as plantas e promovendo alterações no metabolismo, crescimento, desenvolvimento e fisiologia das culturas. Objetivou-se desenvolver padrões ecofisiológicos para as culturas: pinha, graviola, melão, minimelancia e abobrinha, os quais irão auxiliar pesquisadores e produtores quanto às alterações fisiológicas, quando estas espécies são submetidas ao estresse salino. Portanto, os padrões elaborados revelam as alterações dos parâmetros ecofisiológicos que o estresse salino causa nestas culturas, sendo essenciais para estabelecer metas satisfatórios para a produção agrícola com água salina na região semiárida no Nordeste do Brasil.


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  • 1. A família Cucurbitaceae compreende cerca de 120 gêneros e 960 espécies, possui culturas de relevante importância econômica em muitos países tropicais. No Brasil, são em torno de 30 gêneros e 200 espécies em que são destaques o melão (Cucumis melo L.), a melancia (Citrullus lanatus) e a abobrinha (Cucurbita pepo L.). As cucurbitáceas são cultivadas, principalmente, na região nordeste, que abrange a maior parte da região semiárida do Brasil, sendo que o meloeiro predomina nos estados como Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte, os quais são os principais produtores, com 80% da área cultivada. Logo, pesquisas com cultivos biossalinos de cucurbitáceas são fundamentais, pois a salinidade influencia no desenvolvimento e fisiologia das culturas, reduzindo a produção. No meloeiro e melancieira a redução da fotossíntese ocorre devido à restrição estomática, de modo que a eficiência fotoquímica é indiferente a irrigação com água salina de 5,0 e 5,5 dS m-1 em ambiente protegido. Na abobrinha irrigada com água salina de 5,0 dS m-1, a redução da fotossíntese ocorre pela diminuição da eficiência fotoquímica e aumento do Quenching fotoquímico. Pesquisas indicam que a aplicação de biofetilizantes, bioestimulantes, adubação e hormônios, de forma isolada ou combinada, nas diferentes fases de desenvolvimento da cultura, resultam em uma maior tolerância das cucurbitáceas ao estresse salino. 2. A família Annonaceae apresenta cerca de 129 gêneros e mais de 2.000 espécies. No Brasil, estão registradas cerca de 260 espécies da família Annonaceae, sendo a pinha (Annona squamosa L.) e a graviola (Annona muricata L.), as espécies de maior importância econômica. A pinheira e a gravioleira são frutíferas com frutos de alta atratividade e sabor. Elas são cultivadas em todo o Brasil, no entanto, 97% da área cultivada com pinheira e 86% da área cultivada com gravioleira estão na região Nordeste do país, a qual abrange a maior parte da região semiárida do Brasil. Assim, os cultivos biossalinos de anonáceas são imprescindíveis. A salinidade tende a reduzir a eficiência fotossintética e, consequentemente, a produção das anonáceas. Estudos apontam que a adubação adequada com nitrogênio-fósforo-potássio, nas diferentes fases de desenvolvimento da cultura, melhora as respostas das plantas à salinidade, assim como, o tratamento das sementes e a pulverização foliar com elicitores de estresse abiótico, como peróxido de hidrogênio e ácido salicílico também induzem maior tolerância à salinidade.

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  • JOAQUIM EMANUEL FERNANDES GONDIM
  • ATRIBUTOS HIDROFÍSICOS, ORGÂNICOS, MICROESTRUTURAIS E BIOLÓGICOS DE SOLOS EM USOS DA TERRA NO SEMIÁRIDO DO BRASIL

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • THAÍS CRISTINA DE SOUZA LOPES
  • Data: 26/05/2023

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  • A funcionalidade do solo em terras secas é um desafio, sendo necessário envolver as inter-relações dos seus atributos, de modo a identificar potencialidades e/ou limitações nos agroecossistemas, para gerenciar uma agricultura sustentável. Assim, objetivou-se avaliar os atributos estruturais, quimicos, biológicos e micromorfológicos em usos da terra no Semiárido do Brasil, utilizando a técnica da estatística multivariada na diferenciação dos ambientes. O estudo foi realizado na comunidade Piracicaba, Upanema-RN, em seis usos: Banana, Mamão, Acerola, Pousio (Cambissolo), Pastagem (Argissolo) e Mata nativa (Latossolo). Para o primeiro artigo coletou-se amostras deformadas e indeformadas nas camadas 0,00-0,05; 0,05-0,10; 0,10-0,15 e 0,15-0,30 m para realização de análises hidrofisicas e estrutural: granulometria, densidade do solo (Ds), porosidade total (PT), de aeração (Pa), macroporosidade, microporosidade, retenção de água, condutividade hidráulica relativa (Kr) e agregação. Químicas: pH, condutividade elétrica (CE), P, complexo sortivo, carbono orgânico total (COT), frações orgânicas: ácidos húmicos (CAH), fúlvicos (CAF), humina (CHUM) e carbono lábil (CL), como também, a microestrutura por meio do microscópio eletrônico de varredura (MEV) com amostras deformadas na camada de 0,00-0,05 m, como análise complementar na interpretação das inter-relações. No segundo artigo as coletas de solo com estrutura deformada e indeformada foram realizadas nas camadas de 0,00-0,10 e 0,10-0,20 m, nas áreas supracitadas, dentre as análises realizadas as biológicas foram: carbono da biomassa microbiana (CBM) e glomalina facilmente extraível (GFE), bem como, físicas e estruturais: granulometria e agregação e químicas (COT, P, Ca2+, Mg2+, K+ e Na+). Além disso, instalaram-se armadilhas no periodo seco e chuvoso para captura dos macroártropodes, identificação de ordens, abundância e índices ecológicos (Shannon e Pielou). Os resultados médios dos dois artigos foram interpretados por meio da técnica estatística multivariada, utilizando a matriz de correlação de Pearson, análise fatorial e componentes principais. Para o primeiro artigo as variáveis COT, C-HUM, C-AH, C-AF, CL, P e DMP discriminaram a mata nativa e os usos de mamão e banana. Microporosidade, CC, PMP e argila discriminaram principalmente o pousio, indicando restrições físicas, quanto a compacidade e hídricas. A Pa, macroporosidade, areia e Kr discriminaram pastagem, enquanto Ds a mata nativa e pastagem, sem restrições físicas, porém hídricas. Como principais resultados do segundo artigo, tem-se que o carbono da biomassa microbiana e as ordens: Hymenoptera, Coleoptera, Diptera e índices ecológicos no período seco e chuvoso (Simpson e Pielou) discriminaram banana, mamão e acerola, com funcionalidade biológica e estrutural, enquanto glomalina, a fração areia e as ordens: Orthoptera, Aranae, Scutigeromorpha e Mantodea discriminaram a mata nativa, com resiliência do ambiente. As fotomicrografias por meio (MEV) revelam diferenciações morfológicas com destaque para banana, mamão, acerola e mata nativa que apresentaram presença de organismos e raízes, com exceção de pousio e presença de raízes finas na pastagem. Na banana, quanto à funcionalidade estrutural (MEV), partículas rugosas, menores, compactas e irregulares. Nos usos mamão e acerola compactas, menos rugosas e interação organo-mineral. Identificou-se que banana, acerola e mamão, apresentaram envelope celular bacteriano. No pousio, partículas maiores, aglomeradas e compactas, com ausência de estruturas de microorganismos. Na pastagem, partículas sem forma definida com ausência de microorganismos, indícios de pastagem mal-conduzida, identificando processo de degradação. Na mata nativa, partículas maiores, menos rugosas de formato angular, com raízes, hifas de fungos e fragmentos bacterianos arredondados, identificando funcionalidade do solo. Para os dois artigos conclui-se que os atributos hidrofísicos respodem positivamente quanto à funcionalidade estrutural dos usos da terra que mantenham aporte de resíduos orgânicos (banana, mamão, acerola e mata nativa) bem como, frações orgânicas (ácidos húmicos e fúvicos, humina e carbono lábil) com exceção de pousio e pastagem. A micromorfologia (MEV) apresentou similaridade com as inter-relações dos atributos do solo, sendo ferramenta integrante na avaliação da funcionalidade estrutural do solo, com destaque para banana, mamão e acerola com presença de hifas de fungos, envelope bacteriano em associação com sistema radicular. Além disso, a mata nativa apresenta rede externa em torno dos agregados, com presença de raízes, hifas de fungos e fragmentos de envelope celular bacteriano arredondados com resiliência do ambiente e estabilidade funcional do solo. Quanto aos atributos biológicos, os usos com acúmulo de resíduos, associados à adubação orgânica e umidade do solo, influenciam o carbono da biomassa microbiana, com reflexo positivo no fósforo, agregação e diversidade de macroartrópodes, principalmente no período chuvoso. Além disso, habitats conservados como a mata nativa discriminou a glomalina e as ordens: Aranae, Mantodeae, Orthoptera e Scutigeromorpha, como também, os índices ecológicos de diversidade (Shannon e Pielou) no período seco e chuvoso, para mata nativa e banana, mostrando resiliência dos componentes biológicos. As descobertas apresentadas auxiliam no entendimento quanto aos usos da terra e áreas preservadas de mata nativa da Caatinga, colaborando para a abrangência de informações conjuntas e inferências sobre manutenção e/ou degradação dos agroecossistemas.


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  • RESUMO ARTIGO I: E importante compreender a funcionalidade do solo por meio das inter-relações entre atributos hidrofísicos, frações orgânicas e microestruturais para a gestão agrícola em terras secas. Objetivou-se avaliar inter-relações quanto ao funcionamento estrutural do solo e frações da matéria orgânica associadas a micromorfologia em usos da terra no Semiárido do Brasil. O estudo foi realizado na comunidade Piracicaba, Upanema-RN, considerando seis usos da terra: Banana, Mamão, Acerola, Pousio (Cambissolo), Pastagem (Argissolo) e Mata nativa (Latossolo), onde coletou-se amostras deformadas e indeformadas, nas camadas 0,00-0,05; 0,05-0,10; 0,10-0,15 e 0,15-0,30 (m), para realização de análises hidrofisicas: granulometria, densidade do solo (Ds), porosidade total (PT) e de aeração (Pa), macroporosidade, microporosidade, agregação, retenção de água e condutividade hidráulica relativa (Kr), químicas: pH, CE e complexo sortivo e carbono orgânico total (COT) e frações orgânicas, ácidos húmicos (CAH), fúlvicos (CAF), humina (CHUM) e carbono lábil (CL), sendo a microestrutura avaliada por microscópio eletrônico de varredura (MEV) com amostras deformadas (0,00-0,05 m). Os resultados médios foram interpretados pela estatística multivariada. A análise fatorial revelou formação de três fatores, sendo F1: (Ds, DMP, P, COT, CHUM, CAH, CL e IMC) F2: (microporosidade, CC, Kr, porosidade de aeração, Ca2+ e CTC) e F3: (silte e AD). Por meio das componentes principais foi possível discrimar as variáveis e usos da terra, sendo: COT, C-HUM, C-AH, C-AF, e P no mamão e mata nativa, identificando funcionalidade estrutural e orgânica, comprovada pela MEV por meio da presença de estrutura de microorganismos. Quanto a microporosidade, CC, PMP e argila discriminaram acerola e pousio, o silte, AD, DMP, bases trocáveis, CTC e V (%) discriminaram os usos da terra nos Cambissolos, a Pa, macroporosidade, areia, Kr discriminaram pastagem, enquanto a DS diferenciou mata nativa, como também, pastagem. As fotomicrografias revelaram interações organominerais na banana, mamão e acerola, com envelopes celulares de origem bacteriana. No pousio detectaram-se partículas compactas e ausência de estruturas de microrganismos, comprometendo a funcionalidade estrutural e orgânica. A pastagem apresentou baixa interação organomineral, presença de raízes menores e ausência de microorganismos visíveis. Na mata nativa, presença de raízes, hifas de fungos e fragmentos de envelope celular bacteriano, indicando sistema complexo em função da estabilidade do ambiente. Conclui-se que os atributos hidrofísicos respodem positivamente quanto à funcionalidade estrutural dos usos da terra que mantem aporte de resíduos orgânicos. As frações orgânicas foram favorecidas pela entrada de biomassa vegetal, histórico de adubação orgânica e serapilheira. A micromorfologia foi ferramenta útil na diferenciação morfológica, quanto ao tamanho, formato, rugosidade das particulas, bem como, presença de estruturas de microorganismos.

    RESUMO ARTIGO II: Os atributos biológicos são importantes componentes que desempenham funções chaves na manutenção da funcionalidade biológica e estrutural do solo, variando conforme usos da terra e sazonalidade. Desse modo, objetivou-se avaliar à composição da macrofauna edáfica, carbono da biomassa microbiana, glomalina facilmente extraível e suas inter-relações com atributos fisicos, estruturais e quimicos do solo em usos da terra no semiárido do Brasil por meio da técnica estatística multivariada na diferenciação dos ambientes. O estudo foi realizado na comunidade Piracicaba, Upanema-RN, em seis usos da terra: Banana, Mamão, Acerola, Pousio (Cambissolo), Pastagem (Argissolo) e Mata nativa (Latossolo), onde coletou-se amostras deformadas e indeformadas nas camadas de 0,00-0,10 e 0,10-0,20 m para realização das análises: Granulometria, agregados, complexo sortivo, fósforo, carbono orgânico total (COT), carbono da biomassa microbiana (CBM) e glomalina facilmente extraível (GFE). Além disso, instalou-se armadilhas em campo para captura dos macroártropodes, no periodo seco e chuvoso, e foram quantificados e separados a nível de ordem, com identificação dos índices ecológicos. Os resultados médios foram submetidos a técnica de estatística multivariada, por meio da matriz de correlação de Pearson, Análise fatorial (AF) e Componentes Principais (ACP). A análise fatorial revelou formação de quatro fatores, sendo F1: (índices ecológicos de Shannon e Pielou, Hymenoptera, Diptera, Orthoptera, Aranae, Blatodea e Mantodea), F2: (silte, DMP, COT, CBM, GFE e P), F3 (areia e argila) e F4 (K+). Por meio das componentes principais o CBM, COT, P, DMP, Ca2+, Mg2+, silte, Hymenoptera, Coleoptera, Diptera, índices ecológicos (Simpson e Pielou) discriminaram os usos de banana, mamão e acerola, com funcionalidade biológica e estrutural. A glomalina, areia, Orthoptera, Aranae, Scutigeromorpha e Mantodea discriminaram a mata nativa demostrando resiliência desse ambiente, enquanto K+, Na+ e argila o pousio, com restrições físicas, quanto à compacidade. Conclui-se que o período chuvoso foi promissor na diversidade dos macroartrópodes, principalmente mata nativa, banana, mamão e acerola, enquanto pousio e pastagem apresentaram menor número de indivíduos e ordens, com restrição biológica e estrutural. Os usos da terra com acúmulo de resíduos, associados à adubação orgânica e umidade do solo influenciam atributos biológicos (CBM) relacionados a carbono orgânico total com reflexo positivo no fósforo e agregação. Alem disso, habitats conservados (mata nativa) diferenciam a glomalina, Aranae, Mantodeae, Orthoptera e Scutigeromorpha, com resiliência dos componentes biológicos.

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  • CRISTIANE DO NASCIMENTO FERNANDES
  • CONSERVAÇÃO DOS AGROECOSSISTEMAS E O APROVEITAMENTO DE
    RESÍDUOS AGRÍCOLAS E AGROINDUSTRIAIS: UM ESTUDO INTEGRADO

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
  • RAUNY OLIVEIRA DE SOUZA
  • WALNEY GOMES DA SILVA
  • Data: 06/06/2023

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  • Comunidades rurais têm papel vital na manutenção dos serviços ecossistêmicos e produção de alimentos e recursos naturais, mas enfrentam desafios em relação ao desperdício de resíduos agrícolas, tendo impacto negativo no ambiente e economia. Esse desperdício pode comprometer a capacidade de as comunidades fornecerem esses serviços e gerar poluição do solo e da água. Uma abordagem promissora para lidar com isso é a incorporação dos resíduos em materiais de construção, reduzindo a demanda por materiais convencionais e contribuindo para o desenvolvimento econômico das comunidades, criando oportunidades de negócios e empregos locais. Com isso, o presente estudo traz como contribuição científica dois artigos com temáticas distintas, porém complementares. O primeiro diz respeito ao estudo na comunidade rural de Piracicaba, em Upanema-RN, relativo a uma análise qualiquantitativa dos solos com diferentes usos agrícola e avaliação da percepção dos agricultores da comunidade quanto aos bens e serviços ecossistêmicos da área estudada. Houve a identificação e mapeamento dos serviços da área estudada usando metodologias participativas, coleta de amostras de solo superficial para avaliação da qualidade do solo por análises visuais, assim como amostras de solo indeformadas e deformadas para análise dos atributos físicos e químicos dos solos da comunidade, submetendo os dados dos atributos à técnica de estatística multivariada. Verificouse alteração na disponibilidade de serviços na comunidade ao longo dos anos e que existem áreas que necessitam de implantação de medidas de conservacionistas quanto à cobertura do solo e diversidade de plantas, preparo mínimo e redução do comprimento e grau do declive (curva de nível). Já o segundo artigo trata-se de um estudo bibliométrico, referente ao reaproveitamento de resíduos agrícolas e agroindustriais para as diversas finalidades de uso na construção civil. Com a pesquisa verificou-se lacunas na literatura em investir no potencial desses resíduos abordando todos os aspectos necessários, seja nos estudos de estabilidade do solo ou de incorporação a componentes ou materiais a serem utilizados em construções rurais e urbanas. A quantidade de pesquisas que possibilitam valores adequados de incorporação e de estudo de cada componente da sustentabilidade ainda é escassa, quando parametrizada por tipo de resíduo e de pesquisa realizada. Tovavia, essa abordagem pode contribuir para a conservação dos recursos naturais, o fortalecimento das comunidades rurais, a redução do desperdício e a criação de uma economia mais circular e resiliente.


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  • A economia circular para resíduos de biomassa engloba a criação de novas cadeias de valor mediante o aproveitamento de resíduos gerados pela agricultura e agroindústria. Assim, os resíduos e subprodutos destes setores podem ser reutilizados para estabilização dos solos ou serem incorporados em variados materiais e componentes construtivos, seja no âmbito rural ou urbano, como forma de minimizar o impacto produzido pela construção civil (um dos ramos da indústria que mais geram impactos negativos ao meio ambiente). Por meio de uma revisão sistemática da literatura, esta pesquisa analisa a literatura acadêmica sobre o aproveitamento de resíduos agrícolas e agroindustriais na construção civil. Com isso, o objetivo principal desta pesquisa é fornecer uma análise sistemática que possibilite aos profissionais de Agronomia e de Construção Civil, assim como de áreas afins (como Geologia), selecionar os critérios de pesquisa adequados aos problemas e estudos de suas regiões, independente de qual localidade do mundo estejam. Ao final, 188 artigos foram analisados. Bagaço da cana-de-açúcar, cinza da casca de arroz e fibra de coco foram alguns dos resíduos mais encontrados na literatura com potencial para serem utilizados na cadeia produtiva da construção civil. O aproveitamento desses resíduos é uma temática que vem desencadeando inúmeras investigações nos últimos tempos. E é importante ressaltar que esta pesquisa analisa como vem sendo abordados todos os aspectos que envolvem a sustentabilidade (técnico, econômico, ambiental e social), tendo em vista contribuir para o alinhamento entre os mecanismos da agricultura e agroindústria ao desenvolvimento de cidades sustentáveis. Da análise, emergiu que, embora a relevância dos setores da construção e agronomia, há uma lacuna na literatura em investir no potencial desses resíduos abordando todos os aspectos necessários, seja nos estudos de estabilidade do solo ou de incorporação a componentes ou materiais a serem utilizados em construções rurais e urbanas. A quantidade de pesquisas que possibilitam valores adequados de incorporação e de estudo de cada componente da sustentabilidade ainda é escassa, quando parametrizada por tipo de resíduo e de pesquisa realizada. Todavia, observou-se uma perspectiva de reversão do quadro para anos seguintes.

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  • MIKHAEL RANGEL DE SOUZA MELO
  • CULTIVO DA COUVE FOLHA EM SISTEMA SEMI-HIDROPÔNICO SUBMETIDO A ESTRESSE SALINO E CONCENTRAÇÕES DE POTÁSSIO

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO LEONAN DE CARVALHO LIMA
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA
  • MYCHELLE KARLA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 30/06/2023
    Ata de defesa assinada:

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  • AA produção, qualidade e crescimento da couve folha, está diretamente relacionada com a qualidade da água utilizada na irrigação e com o suprimento adequado de nutrientes, principalmente o potássio. O K desempenha um papel na manutenção do turgor celular, ajuste osmótico em condições de estresse salino. Neste sentido, o objetivo do trabalho foi avaliar a eficiência da nutrição potássica como estratégia para amenizar o efeito da salinidade em couve folha cultivadas em sistema semi-hidropônico. O experimento foi realizado em ambiente protegido no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, RN. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, no esquema fatorial 5 x 2, resultando em cinco tratamentos e quatro repetições. As plantas foram submetidas a cinco níveis de condutividade elétrica da solução nutritiva, 0,5 dS m-1 (S1- padrão sem NaCl) e as demais com água salinizada a 5,0 dS m-1 (S2), obtido pela adição de NaCl, e concentrações de nitrato de potássio KNO3 (S3 – 25%; S4 – 50% e S5 – 100%), com duas cultivares de couve folha, C1 – Couve Manteiga e C2 – Couve Manteiga da Geórgia). No total, foram utilizadas 80 plantas, com duas plantas por repetição. Foram avaliadas as variáveis de trocas gasosas foliares: temperatura da folha (Tf), déficit de pressão de vapor (DVP), fotossíntese líquida (A), condutância estomática (Gs), taxa de transpiração (E), concentração interna de carbono (Ci), eficiência instantânea do uso da água (EiUa), eficiência de carboxilação instantânea (EiC), área foliar total e produção de matéria seca total, número de folhas comerciais (NFC), massa fresca comercial total (MFCT), área foliar comercial total (AFCT), número de maços (NM), teor de sólidos solúveis (SS), pH, vitamina C (VIT C), acidez total titulável (AT) e relação sólidos solúveis/acidez total (AT/SS). A adição extra de KNO3 em 25% em solução nutritiva salinizada foi suficiente para reduzir o efeito deletério do estresse salino sobre trocas gasosas. O estresse salino (S2) provocou reduções de 14,39 e 36,74%, nas variáveis massa seca total (MSTT) e área foliar total (AFT), respectivamente. O efeito das soluções nutritivas sobre o NFCT refletiu diretamente no número de maços colhidos (NM), em que a solução S2 proporcionou redução de 17,51% na cv. Manteiga.


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  • ARTIGO I: Resumo: Objetivou-se com esse estudo avaliar o efeito da irrigação com água salobra e doses de potássio nas trocas gasosas foliares e crescimento da couve folha em casa de vegetação. O experimento foi realizado em ambiente protegido no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, RN. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, no esquema 5 x 2, resultando em cinco tratamentos e quatro repetições. As plantas foram submetidas a cinco níveis de condutividade elétrica da solução nutritiva, 0,5 dS m-1 (S1- padrão sem NaCl) e as demais com água salinizada a 5,0 dS m-1 (S2), obtido pela adição de NaCl, e concentrações de nitrato de potássio KNO3 (S3 – 25%; S4 – 50% e S5 – 100%), com duas cultivares de couve folha C1 – Couve Manteiga e C2 – Couve Manteiga da Geórgia). No total, foram utilizadas 80 plantas, com duas plantas por repetição. Foram avaliadas as variáveis de trocas gasosas foliares, área foliar total e produção de matéria seca total. Foi possível identificar resultados de produção satisfatórios quando se usa uma maior salinidade. a adição extra de 25% de KNO3 na solução salinizada (S3) foi eficiente para inibir o efeito do estresse salino sobre as variáveis condutância estomática (Gs), e concentração interna de CO2 (Ci). O estresse salino (S2) provocou reduções de 14,39 e 36,74%, nas variáveis massa seca total (MSTT) e área foliar total (AFT), respectivamente. A adição extra de KNO em 25% em solução nutritiva salinizada foi suficiente para reduzir o efeito deletério do estresse salino.

    ARTIGO II: Resumo: A couve folha é uma espécie olerícola consumida em todas as regiões do Brasil. Com o acentuado crescimento a cultura vem ganhando destaque a cada ano, em função, da busca por uma alimentação de melhor qualidade. Objetivou-se com esse estudo avaliar o efeito da irrigação com água salobra e doses de potássio sobre a produção e qualidade da couve folha cultivada em casa de vegetação. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 5 × 2, com quatro repetições. Foram aplicadas cinco soluções nutritivas, uma utilizando água de baixa salinidade (0,5 dS m-1) e solução nutritiva padrão (S1- SNP) e as demais utilizando água salinizada com NaCl, a 5,0 dS m-1 (S2 - SNP + NaCl) e adição extra de K (S3 = 25% e S4 = 50% e S5 = 100%) e duas cultivares (C1 – Couve Manteiga e C2 – Couve Manteiga da Geórgia). Foram avaliadas as seguintes variáveis: número de folhas comerciais (NFC), massa fresca comercial total (MFCT), área foliar comercial total (AFCT), número de maços (NM), teor de sólidos solúveis (SS), pH, vitamina C (VIT C), acidez total titulável (AT) e relação acidez total/sólidos solúveis (AT/SS). O efeito das soluções nutritivas sobre o NFCT refletiu diretamente no número de maços colhidos (NM), em que a solução S2 proporcionou redução de 17,51% na cv. Manteiga. Houve efeito significativo entre as soluções nutritivas para a variável sólidos solúveis (SS) com redução de 12,25% KNO3 em 50% (S4).

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  • MARIA VALDETE DA COSTA
  • USO AGROAMBIENTAL DO GESSO MARINHO PROVENIENTE DA INDÚSTRIA SALINEIRA

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • JOSINALDO LOPES ARAÚJO ROCHA
  • LIDIANE ARAUJO VIEIRA DOS SANTOS
  • Data: 20/07/2023

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  • O gesso marinho (GM) é um subproduto obtido no processo de evaporação do sal marinho. Sem estudos prévios, esse material é muitas vezes descartado no solo, no mar ou no rio. Diante disso e visando equilibrar as necessidades ambientais, sociais e econômicas, é que se sugere como alternativa o uso do gesso marinho como fertilizante de culturas agrícolas ou como componente do programa de reabilitação de solo sódicos no semiárido. Para verificar sua eficácia foram implantados dois experimentos na Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró-RN. No primeiro experimento, objetivou-se analisar as características químicas, mineralógicas e micromorfológica do gesso marinho, bem como avaliar o efeito de diferentes doses e granulometrias nos teores de nutrientes do solo e no lixiviado em solos sódicos argilosos (Neossolo Flúvico) e ácidos arenosos (Latossolo Vermelho). O experimento foi montado em colunas de PVC com 4,7 cm de diâmetro e 20 cm de altura, em que foram adicionados 14 tratamentos: solo sem adição de tratamento como controle, o gesso agrícola (GA) como fonte comparativa e 12 tratamentos de gesso marinho variando a dose recomendada-DR (50, 100 e 200%) e a granulometria (16, 20, 30 e 40 mesh). O GM apresentou maiores teores de cálcio, magnésio e sulfato, enquanto o GA mais potássio e sódio. Quanto ao risco ambiental, não há restrição quanto ao uso de GM no solo, pois detectou-se baixos teores de metais pesados e micronutrientes. Por microscopia eletrônica de varredura visualizou-se que GM possui partículas de 2 mm, de tamanho intermediário, regulares, compactas e com placas sobrepostas e mineralogia predominante de gipsita. Para solos arenosos e ácidos o GM, na mesma dose do GA, é recomendado como fonte de cálcio e sulfato para o solo, sendo eficiente na translocação vertical de nutrientes catiônicos (Ca+2, Mg+2, K+ e Na+) e aniônico (S-SO4-2), e no solo aumenta os teores Ca+2 trocável semelhante ao GA, sendo mais eficiente na redução do sódio trocável. Todavia, em doses muito alta (200%), pode induzir a deficiência de Mg+2 e K+, devido ao estímulo à lixiviação. Já como parte do programa de reabilitação de solos sódicos argilosos, o gesso marinho (100% e 200% DR) foi tão eficiente quanto o gesso agrícola, no aumento da lixiviação dos nutrientes catiônicos (Ca+2, Mg+2, K+ e Na+) e aniônico (S-SO4-2). Em contrapartida, ao dobrar a dose do GM para 200% da dose recomendada com granulometria mais fina (40 mesh), houve maiores lixiviações de Ca+2 e Na+ para o extrato percolado. No solo, o GM nas doses maiores que 50% da dose recomendada, foi mais eficiente que GA na redução do pH, no aumento dos teores de Mg+2 e K+, e na redução dos teores de Na+ trocável do solo. O segundo experimento, objetivou analisar o efeito de doses de GM no aumento da fertilidade do solo, absorção de nutrientes, produção e qualidade de frutos de melão em solo arenoso na região semiárida. O experimento foi montado em coluna de PVC com capacidade de 11 dm3 em casa de vegetação. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 4 repetições, sendo avaliados 5 tratamentos, contando com uma testemunha (solo sem tratamento), GA (para efeito comparativo) e o GM (50, 100 e 200%) da dose recomendada. A fertilização com GM foi essencial para melhoria da fertilidade de Neossolos Quartzarênicos arenosos, especialmente em relação ao aumento dos teores de cálcio e sulfato no solo, semelhante ao GA na dose 100% recomendada. O GM também auxiliou na absorção de Ca e S-SO4-2 em plantas de melão, embora necessite atenção, pois doses elevadas (GM 200% DR), reduz o teor de Mg2+ na planta no período inicial da cultura. Neste experimento, o gesso marinho é uma fonte satisfatória para a produção e qualidade na pós-colheita dos frutos de melão do tipo Cantaloupe Americano híbrido ‘Ranger’ com comportamento similar ao gesso agrícola.


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  • ARTIGO I: O USO DO CARAGO (GIPSITA MARINHA) COMO CONDICIONADOR DE SOLOS DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

    RESUMO

    A análise do potencial de aproveitamento do carago (gipsita) proveniente da indústria salineira como condicionador químico de solos é relevante quanto aos aspectos socioeconômicos e ambientais. Objetivou-se avaliar o efeito da incorporação prévia do sulfato de cálcio diidratado (carago), visando corrigir a relação iônica de solos arenosos (Latossolo) e argilosos (Neossolo Flúvico), dispostos em colunas de PVC com 4,7 cm de diâmetro e 20 cm de altura, para coleta do material lixiviado. Cada coluna foi preenchida com 350 cm3 de solo, sendo que nos primeiros 5 cm foram adicionados os tratamentos. A pesquisa foi dividida em dois experimentos, um com solo arenoso e outro com solo argiloso, em delineamento inteiramente casualizado, com quatorze tratamentos e três repetições. Os tratamentos foram: T1 – solo sem aplicação de condicionadores (controle); T2 – solo + gesso à 100% da recomendação de gesso agrícola comercial; T3 – solo + 50% da recomendação com carago 16-mesh; T4 – solo + 50% da recomendação com carago 20-mesh; T5 – solo + 50% da recomendação com carago 30-mesh; T6 – solo + 50% da recomendação com carago 40-mesh; T7 – solo + 100% da recomendação com carago 16-mesh; T8 – solo + 100% da recomendação com carago 20-mesh; T9 – solo + 100% da recomendação com carago 30-mesh; T10 – solo + 100% da recomendação com carago 40-mesh; T11 – solo + 200% da recomendação com carago 16-mesh; T12 – solo + 200% da recomendação com carago 20-mesh; T13 – solo + 200% da recomendação com carago 30-mesh; e T14 – solo + 200% da recomendação com carago 40-mesh. Os tratamentos que receberam doses elevadas do fertilizante carago (100 e 200%) apresentaram, em todas as frações de lixiviação e em ambos os solos (arenoso e argiloso), concentrações maiores de Ca e S. Sendo o tratamento com 200% mais satisfatórios na adição de íons ao solo. A dose de 100% do carago pode ser usada para substituir a dose de 100% de gesso, independentemente da granulometria avaliada, com o intuito de corrigir o teor de cálcio em um Latossolo com textura média/arenosa, e em um Neossolo Flúvico, de textura argilosa com PST > 15%, com o intuito de elevar o teor de cálcio na saturação por bases e corrigir a sodicidade. O fertilizante adicionado e as diferentes granulometrias não foram significativos para a perda dos cátions Mg, K e Na em solução e a lixiviação desses nutrientes respondeu conforme á textura do solo, mostrando o menor poder de lixiviação no solo argiloso.

    ARTIGO II: CARAGO (GIPSITA MARINHA) PROVENIENTE DA INDÚSTRIA SALINEIRA COMO FERTILIZANTE NA CULTURA DO MELÃO

    RESUMO

    O Estado do Rio Grande do Norte, em função das condições climáticas naturais é o principal produtor de sal marinho do Brasil. Esse resíduo é rico em nutrientes, como cálcio e enxofre que apresentam potencial para ser utilizado como fertilizante em solos pobres quimicamente, em substituição ao gesso agrícola. O trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de doses de carago como fertilizante no solo e na produtividade de melão (Cucumis melo L.). O experimento foi conduzido em delineamento experimental inteiramente casualizado, com 4 repetições, sendo avaliados 5 tratamentos, sendo T1 (Testemunha - apenas solo); T2 (50% de Carago); T3 (100% de Carago); T4 (200% de Carago); T5 (100% de gesso agrícola comercial), perfazendo um total de 40 parcelas. Cada parcela foi constituída por uma coluna de PVC com capacidade de 11L de solo, em cada vaso foi realizada uma adubação de fundação, utilizando-se o MAP (11-52-00), colocando-se 20 g por coluna. Foram avaliadas as características da fertilidade dos solos, os nutrientes do tecido vegetal, a qualidade pós-colheita e a produção dos frutos. A dose com 200% promoveu maior concentração de cálcio e enxofre nas folhas, produção e qualidade do fruto do melão, no entanto, a dose 100% pode substituir a dose de gesso agrícola para essas variáveis. Por fim conclui-se que a adição do carago tem efeito positivo, pois aumenta a capacidade de absorção de nutrientes, podendo substituir o gesso agrícola na cultura do melão sem contaminar o solo.

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  • SANDY THOMAZ DOS SANTOS
  • ESTRESSE SALINO NO CULTIVO DE PIMENTÃO EM DIFERENTES SUBSTRATOS.

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA
  • MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
  • MYCHELLE KARLA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 24/07/2023

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  • O cultivo de plantas em substrato pode amenizar os efeitos adversos de elevados níveis salinos das águas de irrigação, muito comuns na região nordeste do Brasil. Dessa forma, o presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo avaliar as respostas ao estresse salino de pimentão cultivado em diferentes substratos. O experimento foi conduzido em casa de vegetação na Universidade Federal Rural do Semi-árido, em Mossoró. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, em esquema fatorial 3 x 4, com três repetições, sendo a parcela experimental representada por quatro vasos. Os tratamentos foram formados pela combinação de três substratos (Fibra de coco, Areia e Mistura (fibra de coco+areia (1:1))) com quatro soluções nutritivas salinizadas (CE1 - 2,2 dS m-1; CE2 - 3,5 dS m-1; CE3 - 4,5 dS m-1; CE4 - 5,5 dS m-1). O plantio foi realizado a partir de mudas e o sistema de irrigação foi de gotejamento. A análise de trocas gasosas foi realizada quando as plantas estavam em pleno florescimento e frutificação, mensurando-se a condutância estomática, taxa de transpiração, taxa de assimilação de CO2, eficiência do uso da água e eficiência intrínseca do uso da água. O crescimento e desenvolvimento das plantas foram avaliados durante o experimento e ao final do ciclo da cultura, avaliando-se o número de folhas, altura de plantas, diâmetro de caule, massa seca de folhas, massa seca de caule, massa seca de frutos, massa seca total, área foliar, área foliar especifica, razão de área foliar e suculência foliar. Para a produção e o rendimento do pimentão avaliou-se o número de frutos comerciais, número de frutos não comerciais, número total de frutos, comprimento dos frutos, diâmetro dos frutos, espessura dos frutos, massa média de frutos comerciais, produção comercial, produção não comercial, produção total e formato dos frutos. A qualidade dos frutos foi mensurada por meio das análises de sólidos solúveis, acidez titulável, vitamina C, razão sólidos solúveis/ acidez titulável, firmeza dos frutos e o pH. Os dados obtidos foram submetidos a análises de variância, realizando-se desdobramento dos fatores quando ocorreu resposta significativa à interação entre os fatores. O efeito dos substratos foi avaliado através do teste de comparação de médias (Tukey, 0,05). O efeito dos níveis de salinidade foi analisado através de análise de regressão, ajustando a modelos polinomiais. O aumento da salinidade afeta de forma quadrática a condutância estomática e a transpiração das plantas de pimentão, atingindo o máximo nas CEs 3,64 e 3,83 dS m-1, independentemente do substrato utilizado. A taxa de assimilação de CO2 tende a diminuir com o aumento dos níveis salinos em todos os substratos. No crescimento do pimentão, o substrato Fibra de coco proporciona os melhores resultados, seguido pelo substrato Mistura em todas as variáveis. O substrato Areia resulta em menor crescimento das plantas de pimentão em todos os níveis salinos. A quantidade e a produção de frutos são maiores quando as plantas são cultivadas em substrato Fibra de coco e Mistura em todas as salinidades, alcançando o máximo na CE próxima a 3,5 dS m-1. O uso de salinidades maiores que 3,5 dS m-1 tende a diminuir a produção e rendimento de frutos de pimentão. A qualidade dos frutos é pouco afetada pelos substratos nas menores salinidades. A firmeza dos frutos diminui com o aumento dos níveis salinos independentemente do substrato utilizado. O substrato Fibra de coco e Mistura proporcionou melhores condições fisiológicas e de crescimento para o pimentão e são os mais recomendados para produção de pimentão em condições de estresse salino. A Areia se mostrou o substrato menos indicado para cultivar pimentão em condições de estresse salino. É possível o cultivo de pimentão sob salinidade até 3,5 dS m-1 utilizando substrato Fibra de coco ou Mistura de fibra de coco com areia (1:1).


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  • RESUMO: O cultivo em substrato pode amenizar os efeitos adversos da salinidade por, entre outros motivos, manter a realização de fotossíntese e do crescimento das plantas. Diante do exposto, esse estudo foi desenvolvido com o objetivo avaliar o efeito de diferentes substratos na fisiologia e crescimento de pimentão, hibrido ‘Gladiador’, cultivado sob estresse salino. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 4, sendo três substratos (Fibra de coco, Areia, Mistura (Fibra de coco+Areia (1:1)) e quatro salinidades da solução nutritiva (2,2; 3,5; 4,5 e 5,5 dS m-1), com três repetições, sendo a parcela experimental composta por quatro vasos com uma planta cada. O sistema de irrigação adotado foi o gotejamento. Aos 72 dias após o transplantio, as plantas foram avaliadas quanto as trocas gasosas por meio da condutância estomática, taxa de transpiração, taxa de assimilação de CO2, eficiência do uso da água e eficiência intrínseca do uso da água. Aos 120 dias após o transplantio as plantas foram coletadas e avaliadas quanto ao crescimento por meio da mensuração da massa seca de folhas, massa seca de caule, massa seca de frutos e massa seca total. De forma geral, houve diferentes respostas entre os substratos em relação a salinidade. O estresse salino diminui as trocas gasosas das plantas de pimentão em todos os substratos, especialmente nas salinidades mais altas. No crescimento, a Fibra de coco e a Mistura proporcionaram os melhores resultados, enquanto a Areia resultou nas menores massas secas de frutos e total. O substrato Fibra de coco proporcionou melhores condições fisiológicas e de crescimento para o pimentão cultivado sob estresse salino. A Areia se mostrou o substrato menos indicado para cultivar pimentão em condições de estresse salino. É possível o cultivo de pimentão sob salinidade até 3,5 dS m-1 utilizando substrato fibra de coco ou a mistura de fibra de coco com areia (1:1).

    RESUMO: O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da salinidade na produção e qualidade de frutos de pimentão cultivados em diferentes substratos. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, seguindo o delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 4, sendo três substratos (Fibra de coco, Areia, Mistura (Fibra de coco+Areia (1:1)) e quatro salinidades da solução nutritiva (2,2; 3,5; 4,5 e 5,5 dS m-1), com três repetições, sendo a parcela experimental composta por quatro vasos com uma planta cada. O sistema de irrigação adotado foi o gotejamento. A primeira colheita de frutos foi aos 60 dias após o transplantio e as demais com intervalos semanais. Em todas as colheitas os frutos foram avaliados quanto ao número de frutos comerciais, número de frutos não comerciais, número total de frutos, massa média de frutos comerciais, produção comercial e produção total. Na última colheita, os frutos foram avaliados quanto a qualidade pós-colheita, por meio da mensuração do teor de sólidos solúveis, acidez titulável, razão sólidos solúveis/acidez titulável, vitamina C e firmeza dos frutos. De forma geral, os substratos Fibra de coco e Mistura promoveram os melhores resultados quando comparada com a Areia em relação ao rendimento do pimentão. Em todos os níveis salinos, a Areia resultou nos menores número de frutos comerciais, número de frutos não comerciais, número total de frutos e produção comercial. Os substratos Fibra de coco e Mistura são os mais recomendados para a produção de pimentão em condições de estresse salino. O substrato Areia é o menos indicado para o cultivo de pimentão sob estresse salino. É possível produzir pimentão em substrato fibra de coco ou mistura de fibra de coco com areia (1:1) utilizando água com salinidade até 3,5 dS m-1. O tipo de substrato exerce pouca influência sobre a qualidade dos frutos de pimentão produzidos sob estresse salino até a salinidade 4,5 dS m-1.

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  • GLEYDSON DE FREITAS SILVA
  • USO DO NITRATO E AMÔNIO EM DIFERENTES FASES FENOLÓGICAS DA ABOBRINHA IRRIGADA COM ÁGUA SALINA

  • Orientador : FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA
  • RÔMULO CARANTINO LUCENA MOREIRA
  • TALYANA KADJA DE MELO
  • TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
  • Data: 31/07/2023

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  • A abobrinha (Cucurbita pepo L.) é uma planta da família das cucurbitáceas e tem sua importância para a produção no Brasil, estando mais voltada para a agricultura de modo familiar. Cada cultivar apresenta a sua exigência com relação a esse elemento, podendo influenciar nas taxas de fotossíntese, mas se as doses de aplicação forem excessivas, pode ocasionar danos além de fisiológicos. A região nordeste é caracterizada por apresentar elevadas temperaturas e baixas precipitações ao longo do ano fazendo com que o produtor rural obtenha de outros métodos para conseguir água. A água nessas regiões geralmente é de baixa qualidade por conter excesso de sais e isso pode acarretar em danos para a planta, como por exemplo a redução do potencial osmótico que acarreta na dificuldade da planta absorver água. Um dos nutrientes mais importantes para o crescimento e desenvolvimento das plantas é o nitrogênio (N) e alguns poucos estudos demonstram que esse elemento minimiza os efeitos negativos ocasionados pelo estresse salino. Objetivou-se estudar estratégias de fertilização nitrogenada com fontes nítricas e amoniacais para atenuação do estresse salino em plantas de abobrinha italiana (cv. Caserta), bem como suas respostas ecofisiológicas. O experimento foi conduzido em casa de vegetação em delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos de seis estratégias de fertilização nitrogenada associadas a dois níveis de salinidade [T1 = Adubação nítrica em todo o ciclo + 0,5 dS m-1 (controle); T2 = Adubação nítrica em todo o ciclo + 4,5 dS m-1; T3 = 50% Adubação nítrica + 50% Adubação amoniacal em todo o ciclo + 4,5 dS m-1; T4 = Adubação amoniacal na fase vegetativa + Adubação nítrica na fase reprodutiva + 4,5 dS m-1; T5 = Adubação nítrica na fase vegetativa + Adubação amoniacal na fase reprodutiva + 4,5 dS m-1; T6 = Adubação amoniacal em todo o ciclo + 4,5 dS m-1]. As plantas foram avaliadas quanto ao crescimento e produção. As plantas foram avaliadas quanto ao crescimento, trocas gasosas, fluorescência da clorofila e produção. Em condições de estresse salino, a abobrinha italiana sofre diminuição do crescimento e da produção, independente da forma de nitrogênio utilizada na adubação, porém o uso de N-nítrico promove maior produção. A irrigação com água de 4,5 dS m-1 diminuiu a taxa fotossintética, a área foliar e a produção de abobrinha independentemente da forma de aplicação de nitrogênio. O estresse salino não afetou a eficiência fotoquímica da abobrinha, entretanto, uma diminuição acentuada no teor de clorofila corrobora a diminuição da taxa fotossintética. A aplicação de N-amoniacal em todo ciclo ou durante a fase reprodutiva da abobrinha Italiana ocasiona a morte da planta, no entanto, o N-amoniacal pode ser usado durante a fase vegetativa ou na proporção 1:1 com N-nítrico e A irrigação com água de 4,5 dS m-1 diminuiu a taxa fotossintética, a área foliar e a produção da abobrinha independente da forma de aplicação do nitrogênio.

     

    Zucchini (Cucurbita pepo L.) is a plant of the cucurbitaceae family and is important for production in Brazil, being more focused on family farming. Each cultivar presents its own requirement regarding this element, which may influence photosynthesis rates, but if the application doses are excessive, it can cause damage beyond physiological. The northeast region is characterized by high temperatures and low rainfall throughout the year, making the rural producer obtain other methods to obtain water. The water in these regions is generally of poor quality because it contains excess salts and this can lead to damage to the plant, such as a reduction in the osmotic potential that makes it difficult for the plant to absorb water. One of the most important nutrients for plant growth and development is nitrogen (N) and a few studies have shown that this element minimizes the negative effects caused by saline stress. The objective was to study nitrogen fertilization strategies with nitric and ammoniacal sources to attenuate salt stress in Italian zucchini plants (cv. Caserta), as well as their ecophysiological responses. The experiment was carried out in a greenhouse in a randomized block design, with four replications. Treatments consisted of six nitrogen fertilization strategies associated with two salinity levels [T1 = Nitric fertilization throughout the cycle + 0.5 dS m-1 (control); T2 = Nitric fertilization throughout the cycle + 4.5 dS m-1; T3 = 50% nitric fertilization + 50% ammonia fertilization throughout the cycle + 4.5 dS m-1; T4 = Ammonia fertilization in the vegetative phase + Nitrous fertilization in the reproductive phase + 4.5 dS m-1; T5 = Nitric fertilization in the vegetative phase + Ammonia fertilization in the reproductive phase + 4.5 dS m-1; T6 = Ammonia fertilization throughout the cycle + 4.5 dS m-1]. Plants were evaluated for growth, gas exchange, chlorophyll fluorescence and production. Under saline stress conditions, Italian zucchini suffers decreased growth and production, regardless of the form of nitrogen used in fertilization, but the use of N-nitric promotes greater production. Irrigation with water of 4.5 dS m-1 decreased photosynthetic rate, leaf area and zucchini production regardless of the form of nitrogen application. Salt stress did not affect the photochemical efficiency of zucchini, however, a marked decrease in chlorophyll content corroborates the decrease in the photosynthetic rate. The application of ammoniacal N throughout the cycle or during the reproductive phase of Italian zucchini causes the death of the plant, however, ammoniacal N can be used during the vegetative phase or in a 1:1 ratio with nitric N and Irrigation with water of 4.5 dS m-1 decreased the photosynthetic rate, leaf area and zucchini production regardless of the form of nitrogen application.


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  • RESUMO: Objetivou-se estudar estratégias de fertilização nitrogenada com fontes nítricas e amoniacais para atenuação do estresse salino em plantas de abobrinha italiana (cv. Caserta). O experimento foi conduzido em casa de vegetação em delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos de seis estratégias de fertilização nitrogenada associadas a dois níveis de salinidade [T1 = Adubação nítrica em todo o ciclo + 0,5 dS m-1 (controle); T2 = Adubação nítrica em todo o ciclo + 4,5 dS m-1; T3 = 50% Adubação nítrica + 50% Adubação amoniacal em todo o ciclo + 4,5 dS m-1; T4 = Adubação amoniacal na fase vegetativa + Adubação nítrica na fase reprodutiva + 4,5 dS m-1; T5 = Adubação nítrica na fase vegetativa + Adubação amoniacal na fase reprodutiva + 4,5 dS m-1; T6 = Adubação amoniacal em todo o ciclo + 4,5 dS m-1]. As plantas foram avaliadas quanto ao crescimento e produção. Em condições de estresse salino a abobrinha Italiana sofre diminuição no crescimento e na produção independente da forma de nitrogênio utilizada na adubação, porém o uso de N-nítrico promove maior produção. A aplicação de N-amoniacal em todo ciclo ou durante a fase reprodutiva da abobrinha Italiana ocasiona a morte da planta, no entanto, o N-amoniacal pode ser usado durante a fase vegetativa ou na proporção 1:1 com N-nitrico.

    RESUMO: Objetivou-se estudar as respostas ecofisiológicas da abobrinha Italiana (cv. Caserta) sob estresse salino em diferentes estratégias de fertilização com nitrato e amônio. O experimento foi conduzido em casa de vegetação em delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos de seis estratégias de fertilização nitrogenada associadas a dois níveis de salinidade [T1 = Adubação nítrica em todo o ciclo + 0,5 dS m-1 (Testemunha); T2 = Adubação nítrica em todo o ciclo + 4,5 dS m-1; T3 = 50% Adubação nítrica + 50% Adubação amoniacal em todo o ciclo + 4,5 dS m-1; T4 = Adubação amoniacal na fase vegetativa + Adubação nítrica na fase reprodutiva + 4,5 dS m-1; T5 = Adubação nítrica na fase vegetativa + Adubação amoniacal na fase reprodutiva + 4,5 dS m-1; T6 = Adubação amoniacal em todo o ciclo + 4,5 dS m-1]. As plantas foram avaliadas quanto a área foliar, trocas gasosas, fluorescência da clorofila e produção. A irrigação com água de 4,5 dS m-1 diminuiu a taxa fotossintética, a área foliar e a produção da abobrinha independente da forma de aplicação do nitrogênio. O estresse salino não afetou a eficiência fotoquímica da abobrinha, no entanto acentuada diminuição nos teores de clorofila corroboram a diminuição da taxa fotossintética. A adubação nitrogenada na fase reprodutiva e em todo ciclo da abobrinha causa toxicidade nas plantas e aborto de flores.

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  • TALITA DANTAS PEDROSA
  • USO AGRÍCOLA DA ÁGUA RESIDUÁRIA DA AQUICULTURA E SEUS IMPACTOS NA PALMA FORRAGEIRA E NO SOLO

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • SOLANGE APARECIDA GOULARTE DOMBROSKI
  • Giovanni de Oliveira Garcia (UFES)
  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • SILVANETE SEVERINO DA SILVA
  • Data: 19/10/2023

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  • Precipitações pluviométricas escassas, irregulares e concentradas em um curto período são características marcantes do semiárido brasileiro e embora, os períodos de seca possuam origem meteorológica, seus efeitos podem ser potencializados pelas atividades antrópicas. Neste sentido, o reúso de água na agricultura se mostra como uma medida para atenuar o problema de escassez hídrica nessa região, no entanto, há que se considerar os potenciais impactos que o uso de água de qualidade inferior pode ocasionar no solo. Neste trabalho avaliou-se as características morfométricas e produtivas da palma forrageira miúda (Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck) irrigada com diluições de efluente da aquicultura (EA) em água de abastecimento (AA), bem como, as alterações de ordem química do solo. O experimento foi realizado na Unidade Experimental de Reúso de Água, nas dependências da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN, Brasil. O experimento foi montado no delineamento em blocos casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos foram representados pelas cinco diluições (D1 – 100% de AA – controle; D2 – 75% de AA em 25% de EA; D3 – 50% de AA em 50% de EA; D4 – 25% de AA em 75% de EA; e D5 – 100% de EA). A palma forrageira miúda foi irrigada, semanalmente durante 365 dias, sendo a lâmina bruta obtida com base na evapotranspiração da cultura (ETc). Durante o período experimental foi realizada a caracterização físico-química das diluições (Demanda Bioquímica de Oxigênio, Demanda Química de Oxigênio, pH, Ca2+, Mg2+, CO32-, HCO3-, NTK, P, K+, condutividade elétrica, Na+, razão de adsorção de sódio (RAS), carbonato de sódio residual (CSR), Fe, Mn, Cu, Zn, Cr, Ni e Pb) e a avaliação dos parâmetros de produção e desenvolvimento da palma forrageira miúda (altura da planta, largura da planta, número, ordem, comprimento, diâmetro, perímetro, espessura dos cladódios, fitomassas frescas e secas da parte aérea e das raízes). Com parte de dados estimou-se a área ocupada (Aop), o volume fresco de fitomassa aérea (Vf) e o peso fresco da fitomassa aérea produzido pela palma forrageira (Pf). Já com relação a avaliação das alterações químicas do solo, caracterizou-se no início (antes da instalação do experimento) e fim, o solo nas camadas de 0,0-0,20 e 0,20-0,40 m (pH, CE, matéria orgânica, Ca2+, Mg2+, K+, Na+, P, Mn, Fe+, Zn2+). Adicionalmente calculou-se a capacidade de troca catiônica e o percentual de sódio trocável. Com relação aos resultados obtidos no capítulo 1, a substituição da água de abastecimento em até 25% pelo efluente da aquicultura (D2) permitiu produtividade de matéria seca total e matéria fresca da parte aérea similar ao controle e maior que as demais diluições, bem como foi a diluição que mais favoreceu o desenvolvimento morfométrico da palma forrageira miúda. Já no que se refere aos resultados apresentados no capítulo 2, as diluições contendo maior proporção de EA em AA, sobretudo D5, foram as que evidenciaram alterações químicas no solo mais significativas. As diluições D4 e principalmente D5, proporcionaram aumento de N, Zn2+, Ca2+, Mg2+, Na+, PST e Mn+ na camada de 0,0-0,20 m. No entanto, houve redução nos teores de P e K+. Houve aumento significativo de Fe+, Zn2+ e Mn+ no solo, tendo ultrapassado os limites propostos pela Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais. O uso da diluição contendo 25% de EA em 75% de AA (D2) pode ser a alternativa mais viável para o suprimento de água na irrigação da palma forrageira com alterações nas características químicas do solo não significativas.


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  • RESUMO ARTIGO 1
    A escassez hídrica, insegurança alimentar e metas da Agenda 2030 são fatores que estimulam o uso agrícola de efluentes da aquicultura no semiárido brasileiro. Estes empreendimentos geram grandes volumes de efluentes com aportes expressivos de N e P, ao mesmo tempo em que a agricultura irrigada é responsável por 70% do consumo de água doce no mundo. Assim, o uso racional de efluentes da aquicultura na produção de palma forrageira proporciona fonte de alimento para ruminantes, principalmente nas estiagens prolongadas, minimiza a poluição ambiental e fortalece os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável n° 6 e 14. Com isso, objetivou-se, com o presente estudo, avaliar as características morfométricas e produtivas da palma forrageira miúda (Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck) irrigada com diluições de efluente da aquicultura (EA) em água de abastecimento (AA). A instalação do experimento ocorreu em 20 de outubro de 2021, na Unidade Experimental de Reúso de Água, localizada nas dependências da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN, Brasil. O experimento foi montado no Delineamento em Blocos Casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos foram representados pelas cinco diluições (D1 – 100% de AA – controle; D2 – 75% de AA em 25% de EA; D3 – 50% de AA em 50% de EA; D4 – 25% de AA em 75% de EA; e D5 – 100% de EA). A palma forrageira miúda foi irrigada, semanalmente durante 365 dias, sendo a lâmina bruta obtida com base na evapotranspiração da cultura (ETc). Durante o período experimental foi realizada a caracterização físico-química das diluições (Demanda Bioquímica de Oxigênio, Demanda Química de Oxigênio, pH, Ca2+, Mg2+, CO32-, HCO3-, NTK, P, K+, condutividade elétrica, Na+, razão de adsorção de sódio (RAS), Fe+, Mn+, Cu2+, Zn2+, Cr, Ni e Pb) e a avaliação dos parâmetros de produção e desenvolvimento da palma forrageira miúda (altura da planta, largura da planta, número, ordem, comprimento, diâmetro, perímetro, espessura dos cladódios, fitomassas frescas e secas da parte aérea e das raízes). Com parte de dados estimou-se a área ocupada (Aop), o volume fresco de fitomassa aérea (Vf) e o peso fresco da fitomassa aérea produzido pela palma forrageira (Pf). Os parâmetros morfométricos foram submetidos a ANOVA (p < 0,05), teste de identidade de modelos (p > 0,95) e teste de média Dunnett (p < 0,05). Na diluição D5 as variáveis, Na+, RAS e Mn+ apresentaram concentrações acima dos limites considerados adequados de qualidade da água para irrigação, atendendo ao padrão nas demais diluições. Quanto as concentrações de CO3-2, Mg2+ e condutividade elétrica, observou-se que o teor de CO3-2 ultrapassa o padrão de qualidade em todas as diluições, o mesmo foi observado para Mg2+ e condutividade elétrica, a partir da diluição D2 e D3 respectivamente. As variações nas diluições do efluente de aquicultura em água de abastecimento não proporcionaram diferença no teor de umidade da planta. A substituição da água de abastecimento em até 25% pelo efluente da aquicultura (D2) permitiu produtividade de matéria seca total e matéria fresca da parte aérea similar ao controle e maior que as demais diluições, bem como foi a diluição que mais favoreceu o desenvolvimento morfométrico da palma forrageira miúda.

    RESUMO ARTIGO 2
    Com o cenário de escassez hídrica na região semiárida do Brasil, têm-se intensificado o uso de águas residuárias na agricultura, na tentativa de atenuar os problemas ligados a baixa disponibilidade hídrica. Na maioria das vezes o efluente de aquicultura surge como uma alternativa para o reúso, visto que sua geração é expressiva e apresenta alta demanda química e bioquímica de oxigênio e alto teor de proteína, nitrogênio e fósforo. No entanto seu uso deve ser criterioso, a fim de evitar prejuízos à qualidade ambiental do solo, seja pela incorporação de poluentes químicos, metais pesados ou sais. Objetivou-se, avaliar as alterações de ordem química de um Argissolo Vermelho Amarelo irrigado com diluições de efluente da aquicultura (EA) em água de abastecimento (AA). A instalação do experimento ocorreu em 20 de outubro de 2021, na Unidade Experimental de Reúso de Água, localizada nas dependências da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN, Brasil. O experimento foi montado no Delineamento em Blocos Casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos foram representados pelas cinco diluições (D1 – 100% de AA – controle; D2 – 75% de AA em 25% de EA; D3 – 50% de AA em 50% de EA; D4 – 25% de AA em 75% de EA; e D5 – 100% de EA). A palma forrageira miúda foi irrigada, semanalmente durante 365 dias, sendo a lâmina bruta obtida com base na evapotranspiração da cultura (ETc). Durante o período experimental foi realizada a caracterização físico-química das diluições do efluente a cada 60 dias (Demanda Bioquímica de Oxigênio, Demanda Química de Oxigênio, pH, Ca2+, Mg2+, CO32-, HCO3-, CSR, NTK, P, K+, condutividade elétrica, Na+, razão de adsorção de sódio, Fe, Mn, Cu, Zn, Cr, Ni e Pb) e a caracterização inicial e final do solo nas camadas de 0,0-0,20 e 0,20-0,40 m (pH, CE, matéria orgânica, Ca2+, Mg2+, K+, Na+, P, Mn, Fe+, Zn2+. Adicionalmente calculou-se a capacidade de troca catiônica e o percentual de sódio trocável. Os dados da caracterização do solo ao final do experimento foram submetidos à análise por meio da estatística multivariada, com elaboração de matriz de correlação (p ≤ 0,05), análise de componentes principais, análise de Cluster e análise fatorial (p > 0,7). As diluições contendo maior proporção de EA em AA, sobretudo D5, foram as que evidenciaram alterações químicas no solo mais significativas. As diluições D4 e principalmente D5, proporcionaram aumento de N, Zn2+, Ca2+, Mg2+, Na+, PST e Mn na camada de 0,0-0,20 m. No entanto, houve redução nos teores de P e K+. Embora a diluição D5 tenha aumentado a CEes e a CTC do solo, não evidenciou aumento significativo ao final do experimento. Apesar da diluição D5 apresentar concentração de Na+ que ultrapassa o valor padrão de acordo a resolução COEMA nº 02/2017 e CE que ultrapassa o valor crítico referente à qualidade da água de irrigação proposto pela Embrapa, a partir de D3, ainda assim não foi observado risco de tornar o solo salino, salino-sódico ou sódico pelo uso de D5. A PST máxima encontrada foi de 10% para o solo irrigado com D5 na camada de 0,0-0,20 m. Houve aumento significativo de Fe, Zn2+ e Mn no solo, tendo ultrapassado os limites propostos pela Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais. O uso das diluições contendo 100% de AA (D1) e 25% de EA em 75% de AA (D2) podem ser as alternativas mais viáveis para o suprimento de água na irrigação da palma forrageira com alterações nas características químicas do solo não significativas.

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  • ANDERSON PATRÍCIO FERNANDES DOS SANTOS
  • RESPOSTAS DO ABACATEIRO cv. ‘OURO VERDE’ AO CLORETO E MITIGADORES DO ESTRESSE.

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO
  • JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO
  • PATRICIA LIGIA DANTAS DE MORAIS
  • ALEXANDRO OLIVEIRA DA SILVA
  • Data: 13/11/2023

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  • A cultura do abacate vem se destacando nos últimos onze anos, com crescimento médio da produção superior a 100% a nível mundial e 90% em nível de Brasil. O estresse salino é um dos maiores problema para a agricultura, principalmente para as culturas mais sensíveis ao sal, a exemplo do abacate. Atenção especial deve ser dada para o crescimento da cultura do abacate em regiões com problemas de sais, sobretudo cloretos. Dentro dos problemas causados pelos sais, o efeito tóxico do íon cloreto parece ser o maior problema para a cultura do abacate porque afeta o crescimento e provoca desequilíbrios nutricionais na cultura, além de afetar a fisiologia e bioquímica da planta. Uma estratégia para superar os efeitos negativos da salinidade na cultura é o uso de materiais que mitiguem os efeitos prejudiciais da salinidade, como o silício e o ácido ascórbico. Este trabalho avaliou quatro diferentes águas salinas, com foco na concentração de cloreto, e dois agentes mitigadores do estresse salino em variáveis agronômicas, fisiológicas e bioquímicas na cultivar de abacate Ouro Verde. O experimento foi realizado em campo, no delineamento de blocos casualizados, com três repetições, no esquema fatorial de 4 x 3, sendo quatro níveis de cloreto na água (cloreto = 2,6; 3,5; 4,4; 5,3 mmolc L-1), dois mitigadores do estresse salino (silício 18mM e ácido ascórbico 5mM), além do controle. As plantas do experimento estavam com 28 meses de idade e foram submetidas aos tratamentos por 4 meses. Os tratamentos salinos foram aplicados via irrigação localizada e os mitigadores via foliar. O crescimento não foi influenciado pelos tratamentos, contudo a concentração de cloreto na folha e no extrato de saturação, e a presença de necrose nas folhas, foram fortemente influenciadas pelo cloreto da água, acumulando níveis tóxicos, diferentemente do sódio. O Naes na camada de 20 a 40 cm foi influenciado pelas águas, mas, juntamente com RASes e CEes não atingiram níveis prejudiciais para a cultura. Em tecido vegetal os elementos N e P foram afetados negativamente pelas águas, B e S positivamente e K tendeu a uma neutralidade. O Si e AsA não foram eficientes para reduzir os impactos do estresse salino nas relações iônicas. A fotossíntese foi influenciada negativamente pelas águas salinas e os mitigadores não foram eficientes para reduzir o dano. A tendência de aumento das enzimas CAT e SOD e do composto MDA mostra que a planta iniciou o estresse a partir da concentração de cloreto 3,5 mmolc L-1. A prolina foi regulada negativamente na raiz com a salinidade e não foi influenciada na folha. A planta de abacate sofreu o estresse a partir da concentração de cloreto 3,5 mmolc L-1 e os mitigadores não foram eficientes para reduzir o estresse, permaneceram neutros, e em alguns casos o ácido ascórbico prejudicou a planta.



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  • RESUMO Artigo 1

    A cultura do abacate vem se destacando nos últimos onze anos, com crescimento médio da produção superior a 100% a nível mundial e 90% em nível de Brasil. O estresse salino é um dos maiores problema para a agricultura, principalmente para as culturas mais sensíveis ao sal, a exemplo do abacate. Atenção especial deve ser dada para o crescimento da cultura do abacate em regiões com problemas de sais, sobretudo cloretos. Dentro dos problemas causados pelos sais, o efeito tóxico do íon cloreto parece ser o maior problema para a cultura do abacate porque afeta o crescimento e provoca desequilíbrios nutricionais na cultura, além de afetar a fisiologia e bioquímica da planta. Uma estratégia para superar os efeitos negativos da salinidade na cultura é o uso de materiais que mitiguem os efeitos prejudiciais da salinidade. Este trabalho avaliou quatro diferentes águas salinas, com foco na concentração de cloreto, e dois agentes mitigadores do estresse salino em variáveis do crescimento e de relações iônicas da cultura do abacate, cultivar Ouro Verde. O experimento foi realizado a campo, no delineamento de blocos casualizados, com três repetições, no esquema fatorial de 4 x 3, sendo quatro níveis de cloreto na água (cloreto = 2,6; 3,5; 4,4; 5,3 mmolc L-1), dois mitigadores do estresse salino (silício 18mM e ácido ascórbico 5mM), além do controle. As plantas do experimento estavam com 28 meses de idade e foram submetidas aos tratamentos por quatro meses. Os tratamentos salinos foram aplicados via irrigação localizada e os mitigadores via foliar. O crescimento não foi influenciado pelos tratamentos e a concentração de cloreto na folha e no extrato de saturação foi fortemente influenciada pelo cloreto da água, acumulando níveis tóxicos, diferentemente do sódio. O Naes na camada de 20 a 40 cm foi influenciado pelas águas, mas, juntamente com RASes e CEes não atingiram níveis prejudiciais para a cultura. Em tecido vegetal os elementos N e P foram afetados negativamente pelas águas, B e S positivamente e K tendeu a uma neutralidade. O Si e AsA não foram eficientes para reduzir os impactos do estresse salino.



    RESUMO Artigo 2

    Nos últimos anos a produção mundial de abacate vem crescendo e conquistando mercados, a cultura teve crescimento mundial de mais de 100% nos últimos onze anos. A qualidade da água de irrigação é muito importante para o avanço da cultura do abacate porque ela está diretamente relacionada a um dos principais problemas da abacaticultura que é a salinidade, sobretudo o excesso de cloreto. A concentração de cloreto na água de irrigação, ao invés de condutividade elétrica, é uma boa variável para avaliar a qualidade da água para irrigação do abacate a fim de evitar problemas de toxicidade, e uma estratégia para superar os efeitos negativos da salinidade na cultura é o uso de materiais que mitiguem os efeitos prejudiciais da salinidade. Este trabalho avaliou quatro diferentes águas salinas, com foco na concentração de cloreto, e dois agentes mitigadores do estresse salino em variáveis fisiológicas e bioquímicas do abacate Ouro Verde. O experimento foi realizado no ambiente do campo, em delineamento experimental de blocos casualizados, no esquema fatorial 4x3, sendo quatro níveis de cloreto na água de irrigação, dois mitigadores do estresse salino e o controle (sem mitigador), com três repetições. O experimento durou quatro meses e as plantas tinham 28 meses de idade no início do experimento. As águas foram aplicadas via gotejamento, conforme necessidade hídrica da cultura e os produtos mitigadores via foliar, a cada 15 dias. Foram avaliadas características fisiológicas e bioquímicas relacionadas ao estresse salino. A fotossíntese foi influenciada negativamente pelas águas salinas e os mitigadores não foram eficientes para reduzir o dano. A tendência de aumento das enzimas CAT e SOD e do composto MDA mostra que a planta iniciou o estresse a partir da concentração de cloreto 3,5 mmolc L-1. A prolina foi regulada negativamente na raiz com a salinidade e não foi influenciada na folha. A planta de abacate iniciou o estresse a partir da concentração de cloreto 3,5 mmolc L-1 e os mitigadores não demonstraram reduzir o estresse, permaneceram neutros, e em alguns casos o ácido ascórbico prejudicou a planta.

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  • JANDEILSON ALVES DE ARRUDA
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    SORÇÃO DE POTÁSSIO E EFICIÊNCIA DE EXTRATORES DE POTÁSSIO DISPONÍVEL EM SOLOS DO SEMIÁRIDO COM ARGILAS 2:1

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • Montesquieu da Silva Vieira
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • HEMMANNUELLA COSTA SANTOS
  • MARIA REGILENE DE FREITAS COSTA PAIVA
  • TALITA BARBOSA ABREU DIOGENES
  • Data: 15/12/2023

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  • A disponibilidade de potássio (K) em solos do semiárido brasileiro varia bastante entre solos e sua avaliação é complexa, sobretudo naqueles com maior quantidade de minerais do tipo 2:1 que apresentam alta capacidade de sorção e fixam K. No primeiro experimento objetivou-se quantificar a sorção de K em seis solos da região semiárida brasileira e correlacioná-la com atributos que refletem a disponibilidade de K. Foram utilizadas amostras dos mesmos solos do primeiro experimento. As concentrações iniciais de K das soluções utilizadas para quantificação da sorção corresponderam a 0; 250; 500; 750; 1000; 1250; 1500; 1750; 2000, 2250 e 2500 mg L-1 de K. A quantidade de K sorvida foi calculada pela diferença na concentração inicial e final. As isotermas de Langmuir e de Freundlich foram ajustadas utilizando regressão não-linear e estimados os valores dos parâmetros desses modelos, que foram correlacionados com características do solo que refletem a disponibilidade de K. As isotermas mostraram-se adequadas para quantificar a sorção de K nos solos do semiárido, com valores de capacidade máxima de sorção de K variando de 5,45 g kg-1 a 15,46 g kg-1. Os teores de argila e a CTC foram os atributos que melhor se correlacionaram com a capacidade máxima de sorção de K. A maior sorção de K foi encontrada para os solos menos desenvolvidos, com maior CTC e maiores teores de argila em comparação aos solos mais arenosos e, ou, mais desenvolvidos. No segundo experimento objetivou-se avaliar a cinética de sorção de K em seis solos do semiárido e correlacioná-la com atributos do solo que refletem a disponibilidade de K. Foram utilizadas amostras, coletadas na camada de 0-30 cm, de seis solos, sendo um Argissolo Vermelho Amarelo, um Neossolo Flúvico, dois Cambissolos Háplicos, um Chernossolo Rêndzico e um Vertissolo Háplico. Duas concentrações iniciais de K (50 e 200 mg L-1) foram adicionadas aos solos, em triplicata, e agitadas por 11 tempos (1, 5, 20, 40, 60, 120, 180, 600, 960 e 1440 minutos). Após a agitação as suspensões foram filtradas e o teor de K dosado por fotometria de chama. Com os valores de concentração final foi ajustado o modelo C= kt-n. Os parâmetros desse modelo foram correlacionados com características do solo que refletem a disponibilidade de K. O modelo apresentou bom ajuste para todos os solos na menor concentração, mas apenas para os solos de maior sorção quando utilizada a solução de 200 mg L-1. A sorção de potássio foi muito grande nos primeiros instantes de contato do K com os solos, decresceu até aproximadamente 60 minutos e tendeu a se manter estável até 24 h. A quantidade de potássio sorvido no solo e a taxa de sorção foi maior no Chernossolo Rêndico e no Vertissolo Háplico e a sorção de K é diretamente relacionada com a CMSK e a CTC do solo. No terceiro experimento objetivou-se avaliar a eficiência dos extratores acetato de amônio, cloreto de amônio, Mehlich-1 e resina de troca iônica mista para quantificação do K disponível para plantas de milho em solos do semiárido brasileiro. Os tratamentos foram distribuídos em blocos casualizados, com arranjo fatorial 6×5, sendo seis solos e cinco doses de K, com três repetições. Cada unidade experimental consistiu em um vaso plástico contendo 3,0 dm3 de solo, onde foram cultivadas duas plantas de milho durante 35 dias em casa de vegetação. Para cada extrator, o K disponível foi correlacionado com o K acumulado na parte aérea das plantas de milho. Todos os extratores avaliados mostraram boa correlação com o K acumulado pela planta. A resina de troca iônica apresentou menor capacidade de extração de K nos solos mais argilosos, com maior CTC e maior quantidade de minerais 2:1, não sendo recomendada para solos com essas características. O extrator Mehlich-1 sofreu desgaste na sua capacidade de extração em solos alcalinos com teores elevados de CaCO3 equivalente não devendo ser utilizado para esse tipo de solo. O extrator acetato de amônio extraiu as maiores quantidades de K dos solos e não apresentou limitações em nenhum solo, sendo o mais recomendado para a avaliação da disponibilidade de potássio em solos do semiárido.


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  • O comportamento do K em solos do semiárido brasileiro ainda não foi suficientemente elucidado, sobretudo quanto ao processo de sorção. Nesse sentido objetivou-se com este trabalho quantificar a sorção de K em seis da região semiárida brasileira e correlacioná-las atributos que refletem a disponibilidade de K. Foram utilizadas amostras, coletadas na camada de 0-30 cm de seis solos, sendo um Argissolo Vermelho Amarelo, um Neossolo Flúvico, dois Cambissolos Háplicos, um Chernossolo Rêndzico e um Vertissolo Háplico. As concentrações de K das soluções de equilíbrio utilizadas para o ajuste dessas isotermas corresponderam a 0; 250; 500; 750; 1000; 1250; 1500; 1750; 2000, 2250 e 2500 mg L-1 de K para os solos. A quantidade de K sorvida foi calculada pela diferença na concentração inicial e final. As isotermas de Langmuir e de Freundlich foram ajustadas por meio da técnica de regressão não-linear e estimados os valores dos parâmetros desses modelos, que foram correlacionados com características do solo que refletem a disponibilidade de K. As isotermas mostraram-se adequadas para quantificar a sorção de K nos solos do semiárido, com valores de capacidade máxima de sorção de K (CMSK) variando de 5,45 g kg-1 a 15,46 g kg-1. A sorção de K foi maior nos solos com textura mais argilosa e com maior capacidade de troca catiônica. Os teores de argila e a CTC foram os atributos que melhor se correlacionaram com a capacidade máxima de sorção de K, mas a CTC mostrou-se superior na estimativa da capacidade sortiva de K pelos solos.

    A disponibilidade de K em solos do semiárido brasileiro é bastante variável e sua avaliação é complexa, sobretudo nos solos com maior quantidade de minerais 2:1 que fixam K. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência dos extratores Acetato de Amônio, Cloreto de Amônio, Mehlich-1 e Resina de Troca Iônica Mista para extração de K disponível em solos do semiárido brasileiro. Foram utilizadas amostras de seis solos da região semiárida, que receberam cinco doses de K e foram incubadas durante 30 dias. Os tratamentos foram distribuídos em blocos casualizados, com arranjo fatorial 6×5, sendo seis solos e cinco doses, com três repetições. Cada unidade experimental consistiu de um vaso plástico contendo 3,0 dm3 de solo, onde foram cultivadas duas plantas de milho durante 35 dias em casa de vegetação. O K extraído pelos métodos foi correlacionado com o K acumulado na parte aérea das plantas de milho. O acetato de Amônio extraiu as maiores quantidade de K e a resina extraiu as menores quantidade de K, principalmente nos solos mais argilosos e com maiores CTC e conteúdo de minerais 2:1. O Mehlich-1 sofreu desgaste nos solos com maior quantidade de CaCO3. Todos os extratores avaliados mostraram boa correlação com o K acumulado pela planta, podendo ser utilizados para a avaliação da disponibilidade de K para solos do semiárido, mas a resina em solos mais argilosos e com maior CTC, e o Mehlich-1 em solos ricos em CaCO3, podem subestimar a disponibilidade de K.

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  • PAULA KATHERINE LEONEZ DA SILVA VALENCA
  • GESSO E BIOCHAR PARA CORREÇÃO DE SOLO SALINO-SÓDICO E RESPOSTAS ECOFISIOLÓGICAS DO MILHO.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

       
  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • JUCIREMA FERREIRA DA SILVA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
  • Data: 28/12/2023

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  • Um dos principais desafios da agricultura contemporânea é a salinização dos solos, principalmente nas regiões semiáridas, devido às baixas precipitações pluviométricas e alta taxa de evapotranspiração. A lavagem do solo para lixiviação de sais e uso de corretivos como gesso e biochar têm sido uma alternativa para a recuperação desses solos. Desta forma, objetivou-se avaliar a utilização de gesso e biochar de eucalipto comercial para a correção de um solo salino-sódico e em seguida avaliar qual tipo de condicionador e qual combinação de condicionadores de recuperação de solo proporciona melhorias no crescimento inicial, nas trocas gasosas foliares e na homeostase iônica do milho cultivado em solo salino-sódico corrigido com esses condicionadores. Foram montados dois experimentos para realização do trabalho, o primeiro foi feito utilizando um solo salino sódico de um distrito irrigado, via delineamento inteiramente casualizado (DIC), sendo 7 tratamentos e 6 repetições, totalizando 42 unidades experimentais. Os tratamentos foram: T1- SSC - Solo Sem Corretivos; T2- 100% NG - 100% da Necessidade de Gesso ; T3- 100% do biochar; T4- biochar + 25% da NG; T5- biochar + 50% da NG; T6- biochar + 75% da NG; T7- biochar + 100% da NG. O segundo experimento foi conduzido em casa de vegetação com cultivo de milho híbrido cultivar BM3066PRO2 em vasos contendo solo salino-sódico corrigido com técnicas de lixiviação de sais e corretivos. Foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com 7 tratamentos e 6 repetições, conforme descrito anteriormente, totalizando unidades experimentais compostas por 42 vasos, cada uma com 5,2 dm3 de solo. O biochar associado às doses de gesso foi mais eficiente na recuperação dos solos que utilizando-se o corretivo sozinho. Os tratamentos com biochar + 25% da NG e biochar + 75% da NG reduziram a salinidade do solo, de salino-sódico para não salino e não sódico. O milho cultivado em solo não salino, que utilizou biochar + 75% da NG, proporcionou os maiores valores de massa fresca das folhas, massa seca das folhas e massa seca total. Os tratamentos que utilizaram o biochar e o gesso beneficiaram o aumento da área foliar do milho, com valor superior no tratamento com biochar +100 % da NG. As trocas gasosas foliares do milho não foram influenciadas pelos tratamentos estudados. Doses de 75 e 100% de gesso associadas ao biochar resultaram em maiores teores de clorofila total no milho. O acúmulo de sódio, cálcio e magnésio nas folhas do milho foi maior nos solos salino-sódico e salino, tratamentos T3 e T5, respectivamente. A maior concentração de sódio e magnésio nos colmos do milho foi observada no solo sem correção de solo. Os tratamentos com biochar e gesso a 75 e 100% da necessidade de gesso provocaram o menor acúmulo de sódio, cálcio e magnésio nos colmos.


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  • Artigo 1- A salinização dos solos nas regiões áridas e semiáridas é um problema crescente devido às altas taxas de evapotranspiração e às baixas precipitações ao longo do ano, principalmente em perímetros irrigados, devido ao manejo inadequado da irrigação, ocasionando excesso de sódio no solo. Nesse sentido, objetivou-se a avaliar a utilização de gesso agrícola e biocarvão comercial para a correção de um solo salino-sódico. Coletou-se um solo salino-sódico no Distrito Irrigado do Baixo-Açu – DIBA para aplicação das técnicas de recuperação do solo. O experimento foi conduzido na casa de vegetação do Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró, Brasil, utilizando o DIC, com 7 tratamentos e 6 repetições, totalizando 42 unidades experimentais. Os tratamentos foram dispostos de acordo com o gesso agrícola e o biochar comercial de eucalipto. A necessidade de gesso (NG) foi calculada para diminuir a porcentagem de sódio trocável (final) do solo para 5%. Os tratamentos foram: SSC - Solo Sem Corretivos (T1); 100% NG - 100% da Necessidade de Gesso (T2); 100% do Biocarvão (T3); Biocarvão + 25% da NG (T4); Biocarvão + 50% da NG (T5); Biocarvão + 75% da NG (T6); Biocarvão + 100% da NG (T7). Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste F aos níveis de 1% e 5% de probabilidade e teste LSD (p < 0,05) para comparação de médias. Após a incubação, os solos foram lavados com duas vezes o volume de poros, havendo correção da salinidade. Os tratamentos com biocarvão + 25% da NG e biocarvão + 75% da NG reduziram a salinidade do solo, alcançando CE < 4 dS.m-1, PST < 15% e pH < 8,5, saindo de salino-sódico para normal.

    Artigo 2- A salinização e a sodificação do solo impõem grandes desafios à produção agrícola, especialmente em regiões áridas e semiáridas do mundo. O milho é uma das culturas de relevante importância econômica e social que tem seu crescimento e desenvolvimento afetado pelo excesso de sais no solo. Assim, estratégias de recuperação de solos salino-sódicos são essenciais para que a produção agrícola seja sustentável e que haja segurança alimentar nas regiões susceptíveis a esses problemas. O objetivo desse estudo foi avaliar qual tipo de condicionador e qual combinação de condicionadores de recuperação de solo proporciona melhorias no crescimento inicial, na fisiologia e na homeostase iônica do milho cultivado em solo salino-sódico corrigido com biocarvão de eucalipto e gesso. O experimento foi conduzido em casa de vegetação com cultivo de milho em vasos contendo solo salino-sódico corrigido com técnicas de lixiviação de sais e corretivos. Os tratamentos realizados para a correção do solo e posterior cultivo do milho híbrido, cultivar BM3066PRO2, foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, com 7 tratamentos e 6 repetições, totalizando unidades experimentais compostas por 42 vasos, cada uma com 5,2 dm3 de solo. Os tratamentos foram: T1 - Solo sem corretivos, T2 - 100% da necessidade de gesso (NG), T3 - 100% do Biocarvão, T4 - Biocarvão + 25% da NG, T5 - Biocarvão + 50% da NG, T6 - Biocarvão + 75% da NG, e T7 - Biocarvão + 100% da NG. Os tratamentos que utilizaram o biocarvão e o gesso beneficiaram o aumento da área foliar do milho, com valor superior no tratamento com biocarvão associado a 100% da necessidade de gesso. Os maiores valores de massa fresca das folhas, massa seca das folhas e massa seca total foram constatados no milho cultivado em solo não salino, que utilizou na correção do solo biocarvão de eucalipto na dose de 14.230,50 kg ha-1 e gesso na dose de 10.672,87 kg ha-1. As trocas gasosas foliares do milho não foram influenciadas pelos tratamentos estudados. O acúmulo de sais na parte aérea do milho foi maior no tratamento em que o solo não recebeu condicionadores, por outro lado, as menores concentrações ocorreram nos tratamentos com biocarvão e gesso a 75 e 100% da necessidade de gesso.

    Abstract 1- Soil salinization in arid and semi-arid regions is a growing problem dua to high evapotranspiration rates and low rainfall throughout the year, especially in irrigated áreas, dua to inadequate irrigation management, causing excesso sodium in soil. In this sense, the objective was to evaluate the use of agricultural gypsum and comercial biochar for yhe correction of saline-sodic soil. A saline-sodium was collected in the Baixo-Açu Irrigated District- DIBA for application of soil recovery tecniques. The experimente was conducted in de greenhouse of the Departament of Agricultural and Forestry Science sat the Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró, Brazil, using the DIC, with 7 treatments were: arranged according to agricultural gypsum and comercial Eucalyptus biochar. The gypsum (NG) requerement was calculated to reduce the percentagem of exchangeble (final) sodium in the soil to 5%. The trataments werw: SSC – Soil without amendments (T1); 100% NG – 100% of Gypsum Requirement (T2); 100% Biochar (T3); Biochar + 25% of NG (T4); Biochar + 50% of NG (T5); Biochar + 75% of NG (T6); Biochar + 100% of NG (T7). The date were subjected to analysis of variance using F testa t 1% and 5% probability levels and the LSD test (p< 0.05) to compare means. After incubation, the soil were washed with twice the pore volume, with salinity correction. Treatments with biochar + 25% of NG and biochar + 75% of NG reduced soil salinity, reaching EC < 4 dS.m-1, PST < 15% and pH < 8,5, going from saline-sodic to normal.

    Abstrct 2- Soil salinization and sodification pose major challenges to agricultural production, especially in the world's arid and semi-arid regions. Maize is one of the crops of significant economic and social importance which has its growth and development affected by excess of salts in the soil. Therefore, strategies to recover saline-sodic soils are essential for sustainable agricultural production and food security in regions that are susceptible to these problems. The aim of this study was to assess which type of conditioner and which combination of soil recovery conditioners improves the initial growth, physiology and ion homeostasis of maize grown in saline-sodic soil corrected with eucalyptus biochar and gypsum. The experiment was conducted in a greenhouse with maize grown in pots containing saline-sodic soil corrected using salt leaching techniques and correctives. The treatments carried out to correct the soil and subsequently grow hybrid maize, cultivar BM3066PRO2, were distributed in a completely randomized design, with 7 treatments and 6 replications, making up a total of 42 experimental units, each with 5.2 dm3 of soil. The treatments were: T1 - Soil without correctives, T2 - 100% of the gypsum requirement (GR), T3 - 100% of biochar, T4 - Biochar + 25% of GR, T5 - Biochar + 50% of GR, T6 - Biochar + 75% of GR, and T7 - Biochar + 100% of GR. The treatments using biochar and gypsum benefited the increase in leaf area of the maize, with a higher value in the treatment with biochar associated with 100% of the gypsum requirement. The highest values for fresh leaf mass, dry leaf mass and total dry mass were observed in maize grown in non-saline soil, which used eucalyptus biochar at the dose of 14,230.50 kg ha-1 and gypsum at dose of 10,672.87 kg ha-1. Maize leaf gas exchange was not influenced by the treatments studied. The accumulation of salts in the shoot of maize was highest in the treatment in which the soil received no conditioners; on the other hand, the lowest concentrations occurred in the treatments with biochar and gypsum at 75 and 100% of the gypsum requirement.

2022
Dissertações
1
  • RICARDO ANDRÉ RODRIGUES FILHO
  • Produção de mudas de genótipos de goiabeira com águas de diferentes salinidades e adubações nitrogenada-potássica

  • Orientador : REGINALDO GOMES NOBRE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABÍOLA GOMES DE CARVALHO
  • EDNA LUCIA DA ROCHA LINHARES
  • GEOVANI SOARES DE LIMA
  • REGINALDO GOMES NOBRE
  • Data: 17/02/2022

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  • A goiabeira cultivada sob condição de irrigação no semiárido nordestino é considerada de grande relevância socioeconômica. Devido a limitada disponibilidade de água de boa qualidade na região, é necessário o desenvolvimento de estratégias que viabilizem o uso de águas salinas para a produção agrícola. Desta forma, objetivou-se com esse trabalho avaliar a viabilidade de uso de águas de diferentes salinidades associando a utilização de quantidades variadas de adubação nitrogenada e potássica sobre a produção de mudas de duas cultivares de goiabeira. O experimento foi conduzido em áreas experimentais da UFERSA, campus Caraúbas, instalado em delineamento em blocos casualizados e analisados no esquema fatorial 5 x 4, com quatro repetições, com a parcela formada por duas plantas. Os tratamentos foram compostos a partir da combinação do fator condutividade elétrica da água de irrigação (CEa) sendo de 0,3; 1,1; 1,9; 2,7 e 3,5 dS m-1; com o fator combinações (C) de doses de nitrogênio (N) e potássio (K2O), sendo C1 = 70% N + 50% K2O; C2 = 100% N + 75% K2O; C3= 130% N + 100% K2O e C4= 160% N + 125% K2O, sendo a dose recomendada de 100% de N e K, respectivamente 541,1 mg de N dm-3 de solo e 798,6 mg de K dm-3 de solo, avaliados de forma separada em dois materiais vegetais de goiabeira (Crioulo e cv. Paluma). A salinidade da água de irrigação comprometeu o crescimento das plantas aos 125 DAS, apresentando reduções aceitáveis no crescimento, fitomassa e qualidade até uma CEa de 2,1 dS m-1 para a cv. Paluma e Crioula. As combinações de adubação NK 70%N + 50%K2O e 100% N + 75% K2O da dose recomendada promoveram maiores resultados no crescimento e produção de fitomassa em ambos materiais genéticos. Níveis CEa acima de 0,3 dS m-1 afetaram negativamente a condutância estomática, taxa de assimilação de CO2, transpiração, eficiência instantânea de carboxilação e fluorescência inicial antes do pulso de saturação da goiabeira Crioula aos 125 DAS. O tratamento com a dose de 130%N + 100% K2O obteve maiores valores estimados para as variáveis taxa de transporte de elétrons, fluorescência inicial antes do pulso de saturação e para a maioria das variáveis de trocas gasosas a uma CEa média de 1,3 dS m-1 para a cv. Paluma. Já em relação a eficiência fotoquímica, a água de irrigação com CEa acima de 0,3 dS m-1 reduziu os valores da fluorescência variável e fluorescência máxima em mudas de goiabeira, independente da combinação de adubação NK utilizada. A adubação NK com doses acima das recomendações intensificou o estresse salino e o desbalanço nutricional nas plantas de goiabeira, causando decréscimo no crescimento e fisiologia aos 125 DAS.


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  • A goiabeira cultivada sob condição de irrigação no semiárido nordestino é considerada de grande relevância socioeconômica. Devido a limitada disponibilidade de água de boa qualidade na região, é necessário o desenvolvimento de estratégias que viabilizem o uso de águas salinas para a produção agrícola. Desta forma, objetivou-se com esse trabalho avaliar a viabilidade de uso de águas de diferentes salinidades associando a utilização de quantidades variadas de adubação nitrogenada e potássica sobre a produção de mudas de duas cultivares de goiabeira. O experimento foi conduzido em áreas experimentais da UFERSA, campus Caraúbas, instalado em delineamento em blocos casualizados e analisados no esquema fatorial 5 x 4, com quatro repetições, com a parcela formada por duas plantas. Os tratamentos foram compostos a partir da combinação do fator condutividade elétrica da água de irrigação (CEa) sendo de 0,3; 1,1; 1,9; 2,7 e 3,5 dS m-1; com o fator combinações (C) de doses de nitrogênio (N) e potássio (K2O), sendo C1 = 70% N + 50% K2O; C2 = 100% N + 75% K2O; C3= 130% N + 100% K2O e C4= 160% N + 125% K2O, sendo a dose recomendada de 100% de N e K, respectivamente 541,1 mg de N dm-3 de solo e 798,6 mg de K dm-3 de solo, avaliados de forma separada em dois materiais vegetais de goiabeira (Crioulo e cv. Paluma). A salinidade da água de irrigação comprometeu o crescimento das plantas aos 125 DAS, apresentando reduções aceitáveis no crescimento, fitomassa e qualidade até uma CEa de 2,1 dS m-1 para a cv. Paluma e Crioula. As combinações de adubação NK 70%N + 50%K2O e 100% N + 75% K2O da dose recomendada promoveram maiores resultados no crescimento e produção de fitomassa em ambos materiais genéticos. Níveis CEa acima de 0,3 dS m-1 afetaram negativamente a condutância estomática, taxa de assimilação de CO2, transpiração, eficiência instantânea de carboxilação e fluorescência inicial antes do pulso de saturação da goiabeira Crioula aos 125 DAS. O tratamento com a dose de 130%N + 100% K2O obteve maiores valores estimados para as variáveis taxa de transporte de elétrons, fluorescência inicial antes do pulso de saturação e para a maioria das variáveis de trocas gasosas a uma CEa média de 1,3 dS m-1 para a cv. Paluma. Já em relação a eficiência fotoquímica, a água de irrigação com CEa acima de 0,3 dS m-1 reduziu os valores da fluorescência variável e fluorescência máxima em mudas de goiabeira, independente da combinação de adubação NK utilizada. A adubação NK com doses acima das recomendações intensificou o estresse salino e o desbalanço nutricional nas plantas de goiabeira, causando decréscimo no crescimento e fisiologia aos 125 DAS.

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  • LUCRECIA PACHECO BATISTA
  • REDES NEURAIS ARTIFICIAIS PARA ESTIMAR A SORÇÃO E DESSORÇÃO DO HERBICIDA LINURON EM SOLOS BRASILEIROS

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • GUILHERME BRAGA PEREIRA BRAZ
  • MARCELO RODRIGUES DOS REIS
  • MATHEUS DE FREITAS SOUZA
  • Data: 25/02/2022

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  • A escolha da dose de herbicida utilizada em pré-emergência para o controle de plantas daninhas em cultivos no Brasil tem sido realizada com base em recomendações de bula que, normalmente, não considera todos os atributos do solo para a tomada de decisão. O uso de modelos estatísticos baseados na capacidade de retenção de herbicidas pelos solos poderá ser importante ferramenta para e determinação da dose que propicie maior eficiência do controle de plantas daninhas aliado ao menor custo. Neste estudo foi avaliado o potencial de redes neurais artificiais para prever a sorção e dessorção do herbicida linuron em diferentes solos brasileiros. Os coeficientes de sorção e dessorção do herbicida foram determinados em laboratório em ensaios com 45 solos. Modelos de RNAs, perceptron multicamadas (MLP), forram construídas para predição da sorção e dessorção do herbicida linuron em diferentes solos. As entradas das redes foram pH, matéria orgânica (MO), argila, capacidade de troca catiônica (CTC) e saturação de bases (V), e as saídas os coeficientes de sorção (Kfs e Qmax) e dessorção (Kfs). Aplicou-se o método de validação cruzada na rede, e o desempenho do modelo foi avaliado pelo coeficiente de determinação (R2), erro relativo absoluto médio (RMSE), erro absoluto médio (MAE), o erro médio de estimativa (MBE) e o coeficiente de correlação de Pearson (r). Os modelos de redes neurais artificiais foram capazes de predizer a sorção e dessorção do herbicida linuron no solo. As variáveis de entrada que determinaram a rede de melhor desempenho para predição de Kfs e Kfd forma as mesmas, sendo pH, MO, CTC e argila, e para predição de Qmax as variáveis foram pH, MO e argila. As variáveis que apresentaram maior importância na construção do modelo para o coeficiente de sorção Kfs foram CTC (40%) e MO (36%), o que está em consonância com o comportamento do herbicida linuron no solo, onde esses atributos contribuem significativamente nos processos de sorção. A MO também é uma variável com importância elevada (79%) para predição coeficiente de sorção Qmax. Para a predição de Kfd, o pH teve importância relativa de 93%, sendo que, devido a maioria dos solos usados no trabalho apresentarem pH próximo a 6,0, as moléculas sorvidas ao solo tendem a retornarem facilmente para o meio aquoso. Conclui-se que é possível utilizar redes neurais artificiais para predizer a sorção e dessorção do herbicida linuron no solo fornecendo a rede informações dos atributos do solo.


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  • A escolha da dose de herbicida utilizada em pré-emergência para o controle de plantas daninhas em cultivos no Brasil tem sido realizada com base em recomendações de bula que, normalmente, não considera todos os atributos do solo para a tomada de decisão. O uso de modelos estatísticos baseados na capacidade de retenção de herbicidas pelos solos poderá ser importante ferramenta para e determinação da dose que propicie maior eficiência do controle de plantas daninhas aliado ao menor custo. Neste estudo foi avaliado o potencial de redes neurais artificiais para prever a sorção e dessorção do herbicida linuron em diferentes solos brasileiros. Os coeficientes de sorção e dessorção do herbicida foram determinados em laboratório em ensaios com 45 solos. Modelos de RNAs, perceptron multicamadas (MLP), forram construídas para predição da sorção e dessorção do herbicida linuron em diferentes solos. As entradas das redes foram pH, matéria orgânica (MO), argila, capacidade de troca catiônica (CTC) e saturação de bases (V), e as saídas os coeficientes de sorção (Kfs e Qmax) e dessorção (Kfs). Aplicou-se o método de validação cruzada na rede, e o desempenho do modelo foi avaliado pelo coeficiente de determinação (R2), erro relativo absoluto médio (RMSE), erro absoluto médio (MAE), o erro médio de estimativa (MBE) e o coeficiente de correlação de Pearson (r). Os modelos de redes neurais artificiais foram capazes de predizer a sorção e dessorção do herbicida linuron no solo. As variáveis de entrada que determinaram a rede de melhor desempenho para predição de Kfs e Kfd forma as mesmas, sendo pH, MO, CTC e argila, e para predição de Qmax as variáveis foram pH, MO e argila. As variáveis que apresentaram maior importância na construção do modelo para o coeficiente de sorção Kfs foram CTC (40%) e MO (36%), o que está em consonância com o comportamento do herbicida linuron no solo, onde esses atributos contribuem significativamente nos processos de sorção. A MO também é uma variável com importância elevada (79%) para predição coeficiente de sorção Qmax. Para a predição de Kfd, o pH teve importância relativa de 93%, sendo que, devido a maioria dos solos usados no trabalho apresentarem pH próximo a 6,0, as moléculas sorvidas ao solo tendem a retornarem facilmente para o meio aquoso. Conclui-se que é possível utilizar redes neurais artificiais para predizer a sorção e dessorção do herbicida linuron no solo fornecendo a rede informações dos atributos do solo.

3
  • LUMA LORENA LOUREIRO DA SILVA RODRIGUES
  • USO DE REDES NEURAIS NA PREDIÇÃO DA CAPACIDADE MÁXIMA DE ADSORÇÃO DO HERBICIDA METRIBUZIN EM SOLOS BRASILEIROS

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • Alcinei Mistico Azevedo
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • MATHEUS DE FREITAS SOUZA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • TALIANE MARIA DA SILVA TEÓFILO
  • Data: 25/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • A interação entre os herbicidas e o solo afeta a eficiência do controle de plantas daninhas e o
    potencial de impacto ambiental. A magnitude desta interação é dependente das propriedades do
    solo e do próprio herbicida e, por isso, é considerada complexa. Para solucionar isso, a
    inteligência computacional pode ser utilizada para estimar os processos de retenção dos
    herbicidas no solo e, consequentemente, auxiliar na tomada de decisão sobre a dose de aplicação
    visando o menor impacto ambiental associado ao melhor manejo das plantas daninhas. Desta
    forma, neste trabalho foi avaliado o potencial do uso de redes neurais artificiais (RNAs) para
    estimar a capacidade máxima de adsorção (Qmax) do herbicida metribuzin em solos brasileiros.
    O Qmax do herbicida metribuzin foi o determinado em ensaios laboratoriais para 42 diferentes
    solos brasileiros. Para a predição do Qmax foi usada uma RNAs perceptron multicamadas
    (MLP). Foram feitas duas seleções de variáveis de entrada, sendo que, no primeiro teste, as
    variáveis selecionadas para entrada foram aquelas consideradas pela literatura como as mais
    relevantes para os processos de sorção. No segundo teste, as variáveis foram selecionadas
    utilizando a ferramenta de feature selection. Em ambos os testes foram utilizadas as
    características físico-químicas dos solos, havendo variações no número de entradas. A saída
    das RNAs utilizada foi a capacidade máxima de adsorção (Qmax). Para avaliar os modelos,
    foram utilizados o erro médio de estimativa (MBE), o erro absoluto médio (MAE) a raiz
    quadrada do erro médio (RMSE) o coeficiente da correlação de Pearson (r) e o coeficiente de
    determinação (R2). Todos os modelos de rede neural artificial (RNAs) do primeiro teste
    sofreram overfitting, com isso nenhuma MPL conseguiu uma predição de Qmax. No segundo
    teste a feature selection (FS) se mostrou uma ótima ferramenta para sanar o problema do
    primeiro teste, pois a capacidade de predição das redes foi melhorada, obtendo dois modelos
    com bom desempenho, especialmente a RNAs com 3 entradas. O problema de overfitting foi
    resolvido pela FS, porém é necessário fazer mais estudo para aprimorar os modelos obtidos e
    aumentar sua eficiente na predição do Qmax.


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  • A interação entre os herbicidas e o solo afeta a eficiência do controle de plantas daninhas e o
    potencial de impacto ambiental. A magnitude desta interação é dependente das propriedades do
    solo e do próprio herbicida e, por isso, é considerada complexa. Para solucionar isso, a
    inteligência computacional pode ser utilizada para estimar os processos de retenção dos
    herbicidas no solo e, consequentemente, auxiliar na tomada de decisão sobre a dose de aplicação
    visando o menor impacto ambiental associado ao melhor manejo das plantas daninhas. Desta
    forma, neste trabalho foi avaliado o potencial do uso de redes neurais artificiais (RNAs) para
    estimar a capacidade máxima de adsorção (Qmax) do herbicida metribuzin em solos brasileiros.
    O Qmax do herbicida metribuzin foi o determinado em ensaios laboratoriais para 42 diferentes
    solos brasileiros. Para a predição do Qmax foi usada uma RNAs perceptron multicamadas
    (MLP). Foram feitas duas seleções de variáveis de entrada, sendo que, no primeiro teste, as
    variáveis selecionadas para entrada foram aquelas consideradas pela literatura como as mais
    relevantes para os processos de sorção. No segundo teste, as variáveis foram selecionadas
    utilizando a ferramenta de feature selection. Em ambos os testes foram utilizadas as
    características físico-químicas dos solos, havendo variações no número de entradas. A saída
    das RNAs utilizada foi a capacidade máxima de adsorção (Qmax). Para avaliar os modelos,
    foram utilizados o erro médio de estimativa (MBE), o erro absoluto médio (MAE) a raiz
    quadrada do erro médio (RMSE) o coeficiente da correlação de Pearson (r) e o coeficiente de
    determinação (R2). Todos os modelos de rede neural artificial (RNAs) do primeiro teste
    sofreram overfitting, com isso nenhuma MPL conseguiu uma predição de Qmax. No segundo
    teste a feature selection (FS) se mostrou uma ótima ferramenta para sanar o problema do
    primeiro teste, pois a capacidade de predição das redes foi melhorada, obtendo dois modelos
    com bom desempenho, especialmente a RNAs com 3 entradas. O problema de overfitting foi
    resolvido pela FS, porém é necessário fazer mais estudo para aprimorar os modelos obtidos e
    aumentar sua eficiente na predição do Qmax.

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  • LIHERBERTON FERREIRA DOS SANTOS
  • Fertirrigação da cultivar de girassol H-251 com diluições de água produzida do petróleo tratada

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO PEREIRA FAGUNDES
  • FABRÍCIA GRATYELLI BEZERRA COSTA FERNANDES
  • FRANCISCO DE OLIVEIRA MESQUITA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 25/02/2022

  • Mostrar Resumo
  • O petróleo é um dos recursos minerais mais importantes do planeta, sendo a principal fonte de combustíveis e matéria prima para diversos produtos industrializados. Um dos grandes problemas ambientais da indústria do petróleo e gás é a destinação dos grandes volumes gerados de água produzida. Nesse sentido, este trabalho teve por objetivo estudar os efeitos da aplicação de diluições de água produzida tratada nas características produtivas, morfométricas, nutricionais e fitoextratoras do girassol e nas características químicas do solo. A água produzida foi submetida previamente à tratamento por floculação e decantação. O experimento foi realizado em casa de vegetação, montada no campos oeste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O modelo experimental utilizado foi o de blocos casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições. Foram utilizados os seguintes tratamentos: D0 – 100 % de água subterrânea (AS) e 0 % de água produzida tratada (APT); D25 – 75 % de AS e 25 % de APT; D50 – 50 % de AS e 50 % de APT; D75 – 25 % de AS e 75 % de APT; e D100 – 0 % de AS e 100 % de APT. A cultura do girassol (Heliantus annus, cultivar H-251) foi cultivada em vasos de 23 L, preenchidos com brita (n° 0) em sua base e com solo (Argissolo Vermelho Distrófico Típico) proveniente da Fazenda Experimental Rafael Fernandes em Mossoró. Aos 90 dias após o transplantio foram coletadas amostras de solo nas profundidades de 0,0 a 0,10 m e de 0,10 a 0,20 m. Nas análises de solo foi utilizado um esquema de parcelas subdividas, tendo nas parcelas os tratamentos e nas subparcelas as profundidades. Os efeitos dos tratamentos, no delineamento em blocos casualizados, foram analisados para a produtividade, características agronômicas, composição química da parte aérea (capítulo, caule e folhas) e das raízes, fatores de translocação e bioacumulação. Esses dados foram submetidos a análise de variância, teste de média e contrastes ortogonais. Já os dados de solo foram submetidos a análise de variância, análise de desdobramentos e contrastes ortogonais para as duas profundidades. Os atributos do solo não foram afetados pelas diluições de APT em comparação ao tratamento controle. Foi observada diferença estatística entre as profundidades para CEes, K, Na, Mg, Fe, Mn, Zn e Cu, em pelo menos um dos tratamentos, nos quais ocorreu redução dos teores da profundidade mais superficial para a mais profunda, exceto o Cu. Os tratamentos que receberam APT influenciaram significativamente, de forma positiva, o diâmetro do caule e do capítulo. Na análise nutricional da planta (capítulo, caule, folhas e raízes), houve efeito das diluições apenas para o Zn nas folhas, e para o Na nas raízes. A cultivar de girassol H-251 não translocou nenhum dos elementos estudados, e bioacumulou Mn, Fe e Zn em seus tecidos. Considerando os efeitos no solo e na planta, a diluição que melhor se adequa ao semiárido nordestino é que a que recebeu 100% de água produzida, visto que promoveu o menor aporte de Na no solo e não interferiu negativamente nas características agronômicas e morfométricas do girassol.


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  • O petróleo é um dos recursos minerais mais importantes do planeta, sendo a principal fonte de combustíveis e matéria prima para diversos produtos industrializados. Um dos grandes problemas ambientais da indústria do petróleo e gás é a destinação dos grandes volumes gerados de água produzida. Nesse sentido, este trabalho teve por objetivo estudar os efeitos da aplicação de diluições de água produzida tratada nas características produtivas, morfométricas, nutricionais e fitoextratoras do girassol e nas características químicas do solo. A água produzida foi submetida previamente à tratamento por floculação e decantação. O experimento foi realizado em casa de vegetação, montada no campos oeste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O modelo experimental utilizado foi o de blocos casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições. Foram utilizados os seguintes tratamentos: D0 – 100 % de água subterrânea (AS) e 0 % de água produzida tratada (APT); D25 – 75 % de AS e 25 % de APT; D50 – 50 % de AS e 50 % de APT; D75 – 25 % de AS e 75 % de APT; e D100 – 0 % de AS e 100 % de APT. A cultura do girassol (Heliantus annus, cultivar H-251) foi cultivada em vasos de 23 L, preenchidos com brita (n° 0) em sua base e com solo (Argissolo Vermelho Distrófico Típico) proveniente da Fazenda Experimental Rafael Fernandes em Mossoró. Aos 90 dias após o transplantio foram coletadas amostras de solo nas profundidades de 0,0 a 0,10 m e de 0,10 a 0,20 m. Nas análises de solo foi utilizado um esquema de parcelas subdividas, tendo nas parcelas os tratamentos e nas subparcelas as profundidades. Os efeitos dos tratamentos, no delineamento em blocos casualizados, foram analisados para a produtividade, características agronômicas, composição química da parte aérea (capítulo, caule e folhas) e das raízes, fatores de translocação e bioacumulação. Esses dados foram submetidos a análise de variância, teste de média e contrastes ortogonais. Já os dados de solo foram submetidos a análise de variância, análise de desdobramentos e contrastes ortogonais para as duas profundidades. Os atributos do solo não foram afetados pelas diluições de APT em comparação ao tratamento controle. Foi observada diferença estatística entre as profundidades para CEes, K, Na, Mg, Fe, Mn, Zn e Cu, em pelo menos um dos tratamentos, nos quais ocorreu redução dos teores da profundidade mais superficial para a mais profunda, exceto o Cu. Os tratamentos que receberam APT influenciaram significativamente, de forma positiva, o diâmetro do caule e do capítulo. Na análise nutricional da planta (capítulo, caule, folhas e raízes), houve efeito das diluições apenas para o Zn nas folhas, e para o Na nas raízes. A cultivar de girassol H-251 não translocou nenhum dos elementos estudados, e bioacumulou Mn, Fe e Zn em seus tecidos. Considerando os efeitos no solo e na planta, a diluição que melhor se adequa ao semiárido nordestino é que a que recebeu 100% de água produzida, visto que promoveu o menor aporte de Na no solo e não interferiu negativamente nas características agronômicas e morfométricas do girassol.

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  • CAIO ÁLISSON DINIZ DA SILVA
  • SISTEMATIZAÇÃO DO RISCO AMBIENTAL E PROPOSTA DE DESTINAÇÃO DO CASCALHO DE PERFURAÇÃO DE POÇOS ONSHORE DA BACIA POTIGUAR

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • ALISSON GADELHA DE MEDEIROS
  • RUZA GABRIELA MEDEIROS DE ARAUJO MACEDO
  • WALNEY GOMES DA SILVA
  • Data: 09/05/2022

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  • Sigiloso


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  • Sigiloso

6
  • REBECA NAIRONY DA SILVA LIMA
  • TRICOTOMIZAÇÃO DO RIO APODI-MOSSORÓ E ALTERAÇÕES NA PEDOGÊNESE DE SOLOS EM AMBIENTE ALUVIAL

  • Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 20/05/2022

  • Mostrar Resumo
  • A bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró é de grande importância para a região Oeste do Estado do Rio Grande do Norte. Com o aumento acelerado da população e a consequente necessidade de espaço geográfico, ações antrópicas como a tricotomização foram necessárias no curso do rio inserido na zona urbana do município de Mossoró/RN. O presente trabalho objetiva compreender os efeitos da antropização em solos no ambiente aluvial após o processo de tricotomização. O trabalho foi desenvolvido no trecho urbano de Mossoró, ao longo de toda a área onde ocorreu o processo de tricotomização. Foi definido um raio entorno do rio para definição de pontos de coleta nas áreas natural e antropizada. Foram descritos e coletados perfis de solo nas áreas, além da coleta de amostras de solo nas profundidades de 0 - 0,10 m e 0,10 – 0,20 m. Foram realizadas análises físicas e químicas em todas as amostras, consistindo em: granulometria, densidade do solo, agregados, fracionamento da areia, pH em água, P disponível, bases trocáveis, acidez potencial, carbono orgânico total (COT), nitrogênio (N) e
    micronutrientes (Fe, Cu, Mn e Zn). Também foram confeccionados mapas de localização, uso
    e ocupação dos solos. O solo observado na área aluvial natural foi classificado como
    NEOSSOLO FLÚVICO Psamítico êutrico e na aluvial antropizada foi classificado como
    GLEISSOLO HÁPLICO Ta Eutrófico vertissólico. De forma geral, percebeu-se que as áreas
    formam grupos distintos em relação aos atributos físicos e químicos, com pontos de
    sobreposição que podem ser justificados pela atuação do homem mesmo no ambiente
    considerado natural


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  • A bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró é de grande importância para a região Oeste do Estado do Rio Grande do Norte. Com o aumento acelerado da população e a consequente necessidade de espaço geográfico, ações antrópicas como a tricotomização foram necessárias no curso do rio inserido na zona urbana do município de Mossoró/RN. O presente trabalho objetiva compreender os efeitos da antropização em solos no ambiente aluvial após o processo de tricotomização. O trabalho foi desenvolvido no trecho urbano de Mossoró, ao longo de toda a área onde ocorreu o processo de tricotomização. Foi definido um raio entorno do rio para definição de pontos de coleta nas áreas natural e antropizada. Foram descritos e coletados perfis de solo nas áreas, além da coleta de amostras de solo nas profundidades de 0 - 0,10 m e 0,10 – 0,20 m. Foram realizadas análises físicas e químicas em todas as amostras, consistindo em: granulometria, densidade do solo, agregados, fracionamento da areia, pH em água, P disponível, bases trocáveis, acidez potencial, carbono orgânico total (COT), nitrogênio (N) e
    micronutrientes (Fe, Cu, Mn e Zn). Também foram confeccionados mapas de localização, uso
    e ocupação dos solos. O solo observado na área aluvial natural foi classificado como
    NEOSSOLO FLÚVICO Psamítico êutrico e na aluvial antropizada foi classificado como
    GLEISSOLO HÁPLICO Ta Eutrófico vertissólico. De forma geral, percebeu-se que as áreas
    formam grupos distintos em relação aos atributos físicos e químicos, com pontos de
    sobreposição que podem ser justificados pela atuação do homem mesmo no ambiente
    considerado natural

7
  • FRANCIMAR MAIK DA SILVA MORAIS
  • UTILIZAÇÃO DE DILUIÇÕES DE ÁGUA PRODUZIDA DO PETRÓLEO SINTÉTICA NA IRRIGAÇÃO DA Moringa oleífera Lam: IMPACTOS NO SOLO E NA PLANTA.

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RUZA GABRIELA MEDEIROS DE ARAUJO MACEDO
  • FABRÍCIA GRATYELLI BEZERRA COSTA FERNANDES
  • Data: 25/05/2022

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  • A região semiárida é caracterizada pela baixa disponibilidade de água, principalmente devido à irregularidade das precipitações pluviométricas. Nessas regiões buscam-se estratégias de utilização de águas residuais para irrigação de campos agrícolas. A água produzida do petróleo (AP), representa um dos maiores desafios da indústria petrolífera. Diante da ampla produção de petróleo, a AP necessita de um gerenciamento adequado ao realizar seu descarte, cujas alternativas usualmente empregadas pouco permitem sua utilização em outras atividades. Em paralelo, quando tratada e diluída pode ter grande importância na sua utilização para irrigação agrícola, desta forma, reduzindo os efeitos negativos do seu descarte. A Moringa oleífera Lam. é uma cultura que pode resistir a diversas condições ambientais e que suas partes vegetais possuem importância para vários setores industriais e agrícolas, desta forma, podendo ser produzida na região semiárida para fomentar esses setores. Objetivou-se com o presente trabalho avaliar o efeito da utilização de diluições de água produzida tratada e da quantidade de água na irrigação da Moringa oleifera, bem como, seus efeitos no solo e na planta. O trabalho foi desenvolvido na Universidade Federal Rural do Semiárido, em Mossoró- RN. O experimento foi conduzido em blocos casualizados com 16 tratamentos e 4 repetições. Esses tratamentos são constituídos de dois fatores em fatorial 4x4: diluições de AP (0 % de AP; 10 % de AP; 20 % de AP; 30 % de AP) e diferentes lâminas de irrigação (100 % da evapotranspiração da cultura- ETc; 80 % da ETc; 60 % da ETc; 40 % da ETc). Foram analisadas características biométricas, de crescimento, agronômicas e composição química das raízes, caules, folhas e frutos. Também foi analisado o teor de óleo obtido nas sementes da moringa. A irrigação com lâminas reduzidas influenciou características vegetativa e fisiológicas das plantas, porém não afetou a sua produtividade e teor de óleo das sementes. A água produzida proporcionou acréscimo da produtividade e melhores parâmetros vegetativos e fisiológicos. De forma geral, a AP e as quantidades de água aplicadas na irrigação influenciaram o acúmulo de nutrientes nos tecidos vegetais e também características químicas do solo, como o pH, CE e teor de P, Na, Ca, Mg e Br.


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  • A região semiárida é caracterizada pela baixa disponibilidade de água, principalmente devido à irregularidade das precipitações pluviométricas. Nessas regiões buscam-se estratégias de utilização de águas residuais para irrigação de campos agrícolas. A água produzida do petróleo (AP), representa um dos maiores desafios da indústria petrolífera. Diante da ampla produção de petróleo, a AP necessita de um gerenciamento adequado ao realizar seu descarte, cujas alternativas usualmente empregadas pouco permitem sua utilização em outras atividades. Em paralelo, quando tratada e diluída pode ter grande importância na sua utilização para irrigação agrícola, desta forma, reduzindo os efeitos negativos do seu descarte. A Moringa oleífera Lam. é uma cultura que pode resistir a diversas condições ambientais e que suas partes vegetais possuem importância para vários setores industriais e agrícolas, desta forma, podendo ser produzida na região semiárida para fomentar esses setores. Objetivou-se com o presente trabalho avaliar o efeito da utilização de diluições de água produzida tratada e da quantidade de água na irrigação da Moringa oleifera, bem como, seus efeitos no solo e na planta. O trabalho foi desenvolvido na Universidade Federal Rural do Semiárido, em Mossoró- RN. O experimento foi conduzido em blocos casualizados com 16 tratamentos e 4 repetições. Esses tratamentos são constituídos de dois fatores em fatorial 4x4: diluições de AP (0 % de AP; 10 % de AP; 20 % de AP; 30 % de AP) e diferentes lâminas de irrigação (100 % da evapotranspiração da cultura- ETc; 80 % da ETc; 60 % da ETc; 40 % da ETc). Foram analisadas características biométricas, de crescimento, agronômicas e composição química das raízes, caules, folhas e frutos. Também foi analisado o teor de óleo obtido nas sementes da moringa. A irrigação com lâminas reduzidas influenciou características vegetativa e fisiológicas das plantas, porém não afetou a sua produtividade e teor de óleo das sementes. A água produzida proporcionou acréscimo da produtividade e melhores parâmetros vegetativos e fisiológicos. De forma geral, a AP e as quantidades de água aplicadas na irrigação influenciaram o acúmulo de nutrientes nos tecidos vegetais e também características químicas do solo, como o pH, CE e teor de P, Na, Ca, Mg e Br.

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  • WELLYDA KEORLE BARROS DE LAVÔR
  • DINÂMICA DA DECOMPOSIÇÃO DE COMPOSTOS ORGÂNICOS SOB AÇÃO DE FERTILIZANTES NITROGENADO E ORGANOMINERAL NO SEMIÁRIDO.

  • Orientador : EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIZ FERNANDO DE SOUSA ANTUNES
  • ALINE DE ALMEIDA VASCONCELOS
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • Data: 30/06/2022

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  • No semiárido brasileiro, por se tratar de uma região com escassez hídrica, alta temperatura e alta evapotranspiração, recomenda-se a utilização de adubação orgânica a fim de minimizar os impactos ambientais e aumentar a fertilidade dos solos. Entre as opções utiliza-se vermicompostagem e gongocompostagem, todavia não se tem informações quanto a dinâmica da decomposição, mineralização das frações orgânicas, nem a liberação de nutrientes desses substratos, in natura ou quando fertilizado com N. Assim, o objetivo desse trabalho foi analisar a taxa de decomposição, mineralização de carbono nas frações lábeis e recalcitrantes, e liberação de nutrientes de vermis e gongocomposto sob ação de nitrogênio mineral e organomineral no semiárido. O experimento foi realizado em uma área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró-RN, no período de maio a outubro de 2021. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualisado com os tratamentos distribuídos em quatro repetições, em um esquema fatorial 4 x 3, sendo quatro substratos (vermicomposto comercial, vermicompostos bovino e caprino e, gongocomposto), sem e com duas fertilizações (nitrogênio e fertilizante organomineral líquido), analisados em seis tempos (0, 30, 60, 90, 120 e 150 dias, após a aplicação dos tratamentos), totalizando 12 tratamentos e 288 parcelas. O fertilizante utilizado como fonte de N mineral foi a uréia e, o organomineral líquido o K-tionic®. Os tratamentos foram acondicionados em sacos de náilon (litter bags) e no tempo pré-determinado foram coletados e analisados por meio da constante de decomposição/mineralização (k) e tempo de meia vida (T0,5) a decomposição dos substratos, teor de lignina, mineralização de C orgânico total, lábil e frações humificadas, macro e micronutrientes. Dos substratos estudados, o vermicomposto comercial foi o mais rapidamente decomposto, sendo seu efeito potencializado com a adição de uréia, restando em 73 dias apenas 50 % do matéria seca adicionada no campo. Quanto a dinâmica do carbono, na ausência de fertilização, a taxa de liberação do COT e C lábil foi maior para o vermicomposto bovino seguido do vermicomposto caprino demonstrando que nestes composto a maior parte desse C liberado foram nos compostos lábeis e ácido fulvico. Ao utilizar o gongocomposto no semiárido associado a fertilização organomineral com K-tiônic, há redução da decomposição e mineralização de compostos lábeis e recalcitrantes mantendo seu efeito condicionante por mais tempo. Todavia, ao adicionar fertilizante mineral (uréia) independente do substratos (vermis ou gongocomposto) verifica-se um aumento da liberação de C nas frações labeis e recalcitrantes do material orgânico. Na maioria dos tratamentos, o uso da uréia aumentou a taxa de mineralização dos macro e micronutrientes. Independente do substrato e das fertilizações a ordem de liberação de micronutriente foi Cu>Fe>Mn. Na análise morfológica pelo MEV, o gongocomposto apresentou-se mais heterogêneo sem muita compactação com pequenas superfícies estruturais rugosas e vários poros com irregularidades. As fertilizações promoveram mais grumos e agregados no gongocomposto e vermicomposto comercial, sendo este fato não visível no vermicoposto bovino e caprino.


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  • No semiárido brasileiro, por se tratar de uma região com escassez hídrica, alta temperatura e alta evapotranspiração, recomenda-se a utilização de adubação orgânica a fim de minimizar os impactos ambientais e aumentar a fertilidade dos solos. Entre as opções utiliza-se vermicompostagem e gongocompostagem, todavia não se tem informações quanto a dinâmica da decomposição, mineralização das frações orgânicas, nem a liberação de nutrientes desses substratos, in natura ou quando fertilizado com N. Assim, o objetivo desse trabalho foi analisar a taxa de decomposição, mineralização de carbono nas frações lábeis e recalcitrantes, e liberação de nutrientes de vermis e gongocomposto sob ação de nitrogênio mineral e organomineral no semiárido. O experimento foi realizado em uma área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró-RN, no período de maio a outubro de 2021. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualisado com os tratamentos distribuídos em quatro repetições, em um esquema fatorial 4 x 3, sendo quatro substratos (vermicomposto comercial, vermicompostos bovino e caprino e, gongocomposto), sem e com duas fertilizações (nitrogênio e fertilizante organomineral líquido), analisados em seis tempos (0, 30, 60, 90, 120 e 150 dias, após a aplicação dos tratamentos), totalizando 12 tratamentos e 288 parcelas. O fertilizante utilizado como fonte de N mineral foi a uréia e, o organomineral líquido o K-tionic®. Os tratamentos foram acondicionados em sacos de náilon (litter bags) e no tempo pré-determinado foram coletados e analisados por meio da constante de decomposição/mineralização (k) e tempo de meia vida (T0,5) a decomposição dos substratos, teor de lignina, mineralização de C orgânico total, lábil e frações humificadas, macro e micronutrientes. Dos substratos estudados, o vermicomposto comercial foi o mais rapidamente decomposto, sendo seu efeito potencializado com a adição de uréia, restando em 73 dias apenas 50 % do matéria seca adicionada no campo. Quanto a dinâmica do carbono, na ausência de fertilização, a taxa de liberação do COT e C lábil foi maior para o vermicomposto bovino seguido do vermicomposto caprino demonstrando que nestes composto a maior parte desse C liberado foram nos compostos lábeis e ácido fulvico. Ao utilizar o gongocomposto no semiárido associado a fertilização organomineral com K-tiônic, há redução da decomposição e mineralização de compostos lábeis e recalcitrantes mantendo seu efeito condicionante por mais tempo. Todavia, ao adicionar fertilizante mineral (uréia) independente do substratos (vermis ou gongocomposto) verifica-se um aumento da liberação de C nas frações labeis e recalcitrantes do material orgânico. Na maioria dos tratamentos, o uso da uréia aumentou a taxa de mineralização dos macro e micronutrientes. Independente do substrato e das fertilizações a ordem de liberação de micronutriente foi Cu>Fe>Mn. Na análise morfológica pelo MEV, o gongocomposto apresentou-se mais heterogêneo sem muita compactação com pequenas superfícies estruturais rugosas e vários poros com irregularidades. As fertilizações promoveram mais grumos e agregados no gongocomposto e vermicomposto comercial, sendo este fato não visível no vermicoposto bovino e caprino.

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  • EMMILA PRISCILA PINTO DO NASCIMENTO
  • PRODUTIVIDADE E CUSTO DE PRODUÇÃO DE MILHO PARA SILAGEM E GRÃOS

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • FRANCISCO AECIO DE LIMA PEREIRA
  • JONATAN LEVI FERREIRA DE MEDEIROS
  • Data: 27/07/2022

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  • O milho é um cereal que representa grande importância no âmbito mundial. Devido suas características nutricionais é largamente empregado na alimentação humana e animal, sendo um dos alimentos mais produzidos e consumidos. O setor pecuário é o maior responsável pela demanda de milho no país, em vista disso, cresce a busca pela otimização da produção para obtenção de alta produtividade e lucro satisfatório. Portanto o objetivo deste trabalho consistiu em avaliar o potencial produtivo de um híbrido de milho dentro de zonas de manejo e verificar a viabilidade econômica da produção de milho na região Potiguar, destinado à produção de silagem e de grãos. O milho foi colhido num primeiro momento em ponto de silagem e posteriormente colhido com grãos à 14% de umidade sendo avaliados: altura de planta, diâmetro do colmo, produtividade de forragem e produtividade de grãos. O diâmetro do colmo e altura de planta apresentaram efeito sobre a produção de forragem, onde plantas com maior porte tenderam a apresentar maior produtividade. O híbrido K9555 VIP 3 apresentou ótima aptidão agronômica para a produção de silagem. A heterogeneidade da área promoveu o desenvolvimento desuniforme das plantas, onde em pontos específicos da área as plantas apresentam melhor desenvolvimento e maior rendimento do que em outros. E por fim, a avaliação econômica da produção de milho para silagem e de milho para grãos, revelou que o empreendimento é viável e rentável, no entanto a variabilidade espacial pode representar um grande risco para a lavoura gerando rendimento irregular e prejuízos.


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  • O milho é um cereal que representa grande importância no âmbito mundial. Devido suas características nutricionais é largamente empregado na alimentação humana e animal, sendo um dos alimentos mais produzidos e consumidos. O setor pecuário é o maior responsável pela demanda de milho no país, em vista disso, cresce a busca pela otimização da produção para obtenção de alta produtividade e lucro satisfatório. Portanto o objetivo deste trabalho consistiu em avaliar o potencial produtivo de um híbrido de milho dentro de zonas de manejo e verificar a viabilidade econômica da produção de milho na região Potiguar, destinado à produção de silagem e de grãos. O milho foi colhido num primeiro momento em ponto de silagem e posteriormente colhido com grãos à 14% de umidade sendo avaliados: altura de planta, diâmetro do colmo, produtividade de forragem e produtividade de grãos. O diâmetro do colmo e altura de planta apresentaram efeito sobre a produção de forragem, onde plantas com maior porte tenderam a apresentar maior produtividade. O híbrido K9555 VIP 3 apresentou ótima aptidão agronômica para a produção de silagem. A heterogeneidade da área promoveu o desenvolvimento desuniforme das plantas, onde em pontos específicos da área as plantas apresentam melhor desenvolvimento e maior rendimento do que em outros. E por fim, a avaliação econômica da produção de milho para silagem e de milho para grãos, revelou que o empreendimento é viável e rentável, no entanto a variabilidade espacial pode representar um grande risco para a lavoura gerando rendimento irregular e prejuízos.

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  • TAMIRES ELIZABETE MONTE DA SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-HÍDRICA E QUÍMICA DE AMBIENTES DISTINTOS EM CAMBISSOLO NO PERÍMETRO IRRIGADO BAIXO-AÇU

  • Orientador : OSVALDO NOGUEIRA DE SOUSA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • OSVALDO NOGUEIRA DE SOUSA NETO
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • RANIERE BARBOSA DE LIRA
  • Data: 29/09/2022

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  • O interesse dos estudos em áreas afetadas por sais advém da necessidade do uso sustentável desses ambientes, visto que pode ocasionar a improdutividade de grandes parcelas de terras, por ser um problema de origem natural este pode ser intensificado ou causado por ações antrópicas, como o manejo inadequado da irrigação. O estudo teve por objetivo avaliar a qualidade do solo em três ares de manejo do Distrito Irrigado do Baixo-Açu (DIBA), com base na interpretação dos atributos físicos, químicos, hídricos e estruturais do solo aplicando a análise estatística multivariada. A pesquisa foi realizada no Distrito Irrigado do Baixo-Açu, localizado entre os municípios de Afonso Bezerra e Alto do Rodrigues no Rio Grande do Norte, considerando três áreas: área degradada com sinais de salinidade, área de cultivo irrigado com banana e área de mata nativa. Foram coletadas amostras deformadas, nas camadas de 0,0-0,1, 0,1-0,2, 0,2-0,3, 0,3-0,4 (m) para realização das análises físico-químicas e estruturais do solo. E amostras indeformadas utilizando-se anéis volumétricos nas camadas 0,0-0,2 e 0,2-0,4 (m) para construção da curva de retenção de água no solo. Os resultados foram interpretados por meio de técnicas da análise multivariada como ferramenta principal e para a determinação dos atributos mais sensíveis na distinção das áreas estudadas. Os atributos apresentaram maior variabilidade na área degradada por apresentar maiores valores de Na+, PST e CE, sendo as demais áreas agrupadas por apresentarem similaridade. A retenção de água no solo teve maior variação na área degradada entre as camadas analisadas, e todas as áreas reteram maior quantidade de água em subsuperfície podendo ser explicado pelo alto teor de argila em profundidade.


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  • O interesse dos estudos em áreas afetadas por sais advém da necessidade do uso sustentável desses ambientes, visto que pode ocasionar a improdutividade de grandes parcelas de terras, por ser um problema de origem natural este pode ser intensificado ou causado por ações antrópicas, como o manejo inadequado da irrigação. O estudo teve por objetivo avaliar a qualidade do solo em três ares de manejo do Distrito Irrigado do Baixo-Açu (DIBA), com base na interpretação dos atributos físicos, químicos, hídricos e estruturais do solo aplicando a análise estatística multivariada. A pesquisa foi realizada no Distrito Irrigado do Baixo-Açu, localizado entre os municípios de Afonso Bezerra e Alto do Rodrigues no Rio Grande do Norte, considerando três áreas: área degradada com sinais de salinidade, área de cultivo irrigado com banana e área de mata nativa. Foram coletadas amostras deformadas, nas camadas de 0,0-0,1, 0,1-0,2, 0,2-0,3, 0,3-0,4 (m) para realização das análises físico-químicas e estruturais do solo. E amostras indeformadas utilizando-se anéis volumétricos nas camadas 0,0-0,2 e 0,2-0,4 (m) para construção da curva de retenção de água no solo. Os resultados foram interpretados por meio de técnicas da análise multivariada como ferramenta principal e para a determinação dos atributos mais sensíveis na distinção das áreas estudadas. Os atributos apresentaram maior variabilidade na área degradada por apresentar maiores valores de Na+, PST e CE, sendo as demais áreas agrupadas por apresentarem similaridade. A retenção de água no solo teve maior variação na área degradada entre as camadas analisadas, e todas as áreas reteram maior quantidade de água em subsuperfície podendo ser explicado pelo alto teor de argila em profundidade.

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  • DANIEL VIANA DE FREITAS
  • REMEDIAÇÃO DE CROMO EM ÁGUAS CONTAMINADAS UTILIZANDO HIDROCARVÃO DE CASCA DE BANANA E IMOBILIZAÇÃO EM ARGAMASSA DE CIMENTO

  • Orientador : BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES
  • RODRIGO NOGUEIRA DE CODES
  • PAULO SERGIO FERNANDES DAS CHAGAS
  • TALIANE MARIA DA SILVA TEÓFILO
  • Data: 21/12/2022

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  • Sigiloso


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  • Sigiloso

Teses
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  • LIDIANE ARAUJO VIEIRA DOS SANTOS
  • ÁGUA RESIDUÁRIA DA INDÚSTRIA SALINEIRA: CARACTERIZAÇÃO E ADEQUAÇÃO PARA USO COMO FERTILIZANTE

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • JOSE LEONCIO DE ALMEIDA SILVA
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • Data: 23/02/2022

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  • O sal é um dos minerais mais consumidos no mundo. O Brasil está entre os maiores produtores, sendo o estado do Rio Grande do Norte o maior produtor nacional. No entanto, a indústria tem como foco a produção do NaCl, popularmente conhecido como sal de cozinha, sendo que é possível produzir outros sais para as mais diversas finalidades, dentre elas a agricultura. Este trabalho tem como objetivo analisar a água residuária da indústria salineira para uso como fertilizante na agricultura. A pesquisa foi realizada na Universidade Federal Rural do Semi-árido – UFERSA, Mossoró/RN. Inicialmente a água residuária foi coletada nos cristalizadores de salinas em Areia Branca/RN, e no laboratório foi realizada a caracterização pelo processo de evaporação, onde analisavam-se amostras dessa água a diferentes densidades. Na fase seguinte, a água residuária foi aplicada em dois tipos de solo, sendo Cambissolo Háplico e Latossolo Vermelho Distrófico Argissólico, em que foi possível avaliar os impactos dessa água nas características químicas desses dois solos. Em seguida, a água residuária foi utilizada na água de irrigação em 2 tipos de solo, sendo um mais argiloso, Cambissolo Háplico, e um mais arenoso, Neossolo Flúvico, conduzidos em estufa para a cultura do melão do tipo cantaloupe americano. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e análise de regressão. Após a caracterização foi possível obter um composto de magnésio, potássio, enxofre e micronutrientes para aplicação na agricultura. Aplicado ao solo, alterou as características químicas conforme o tipo de solo, aumentou a saturação de bases no Latossolo sem provocar salinização. Por fim, aplicado à cultura do melão, apresentou incremento de magnésio para os dois solos sem conferir caráter salino ou sódico, concentrou mais nutrientes na planta do solo arenoso, apresentou melhor qualidade pós-colheita para o fruto do solo mais argiloso, e maior concentração de nutrientes para o fruto do solo mais arenoso.


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  • Resumo 1: O estado do Rio Grande do Norte é o maior produtor de sal marinho do Brasil. No entanto, é possível diversificar suas atividades produzindo outras substâncias além do cloreto de sódio. Neste sentido, objetivou-se determinar a quantidade de água remanescente e a quantidade de sais após o processo de evaporação da água residuária, a composição química desta água e o seu potencial de uso como fertilizante. Para isso, coletou-se a água residuária nos cristalizadores de salinas em Areia Branca no dia 16 de janeiro de 2019, levou-se para o laboratório de solos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, onde foi instalado um delineamento inteiramente casualizado com 5 tratamentos às concentrações de 27,6; 30,1; 33,4; 33,8 e 37,0 °Bè e quatro repetições, e realizado o processo de evaporação em estufa de circulação forçada à temperatura de 38 °C, até o dia 28 de janeiro de 2019. Diariamente realizavam-se medições de temperatura, densidade e peso das bandejas. Verificou-se que após a caracterização e melhoramento da água residuária por evaporação é possível obter um composto de magnésio, potássio, enxofre e micronutrientes para aplicação na agricultura.

    Resumo 2: A indústria salineira do Rio Grande do Norte tem como foco a produção de cloreto de sódio, mais conhecido como sal de cozinha, mas também pode produzir outros sais para diversas outras aplicações, inclusive a agricultura. Neste sentido, este trabalho tem como objetivo determinar o efeito da adição da água residuária da indústria salineira visando corrigir a relação catiônica Ca:Mg:K de um Cambissolo Háplico para a proporção 9:3:1, e elevar a saturação de bases de um Latossolo. A água residuária foi coletada nos cristalizadores de uma salina no município de Areia Branca, RN. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com quatro tratamentos e seis repetições para cada solo. Cada tratamento foi aplicado a 200 g de solo irrigado com efluente salino em diferentes concentrações, conforme os tratamentos: 0,0; 17,3; 48,18 e 104,70 mL no Cambissolo e 0,0; 17,7; 37,53 e 152,66 mL no Latossolo. Após a aplicação da solução nas amostras de solo, estas ficaram incubadas em potes plásticos por 30 dias. A seguir foram determinados pH, CE, concentrações de Na+, K+, Ca2+, Mg2+ e acidez potencial. A aplicação de água residuária de salina não corrigiu a relação Ca:Mg:K no Cambissolo, porém promoveu aumento da saturação de bases no Latossolo.

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  • LARISSA LUANA NICODEMOS FERREIRA
  • INFLUÊNCIA DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA QUALIDADE DA ÁGUA DE NASCENTES PERENES NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANNIELY DE OLIVEIRA COSTA
  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • LUIZ EDUARDO VIEIRA DE ARRUDA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 24/02/2022

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  • O acesso a água potável tem se tornado um dos principais problemas ambientais enfrentados pela população mundial. O conhecimento dos impactos antrópicos sobre a qualidade da água de nascentes perenes, sobretudo em condições semiáridas, onde ocorre grande escassez de água, é fundamental para a garantia desse elemento natural. Por esse motivo, objetiva-se com essa pesquisa avaliar a influência do uso e ocupação do solo na qualidade da água de nascentes perenes pertencentes a Bacia Hidrográfica do rio Apodi-Mossoró. Para isso, foram realizadas coletas de água em doze nascentes, localizadas em cinco municípios na região do Alto Oeste do Estado do Rio Grande do Norte, para análise das variáveis: Temperatura, Condutividade Elétrica, Turbidez, Oxigênio Dissolvido, Coliformes Totais e Termotolerantes, pH, Demanda Bioquímica do Oxigênio, Sódio, Potássio, Cálcio, Magnésio, Cloreto, Carbonato, Bicarbonato, Razão de Adsorção de Sódio, Dureza, Boro, Cobre, Ferro, Manganês, Zinco, Fósforo, Níquel e Chumbo. Os dados foram submetidos às análises de estatística clássica e multivariada para correlação das variáveis de qualidade de água, e confrontados com mapas de uso e ocupação do solo elaborados considerando a Área de Preservação Permanente, permitindo assim a identificação das nascentes que mais tiveram impactos e as variáveis que apresentaram maior influência, quanto a qualidade da água, também foi realizada a classificação do risco de salinização e sodificação do solo. Os resultados mostraram que todas as nascentes apresentaram interferências antrópicas, com a identificação de diversos tipos de usos do solo. As que estão localizadas em área urbana foram as que tiveram a pior qualidade de água, inclusive quanto ao risco de salinização e sodificação do solo, sendo classificadas como de alta salinidade (C3S4). Considerando o fator 1, os atributos CE, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Cl-, RAS, Dureza, B, Fe, Ni, P e Zn foram os que mais explicaram a qualidade da água nas nascentes estudadas. Sendo assim, o uso e ocupação do solo em áreas de nascentes contribui de forma significativa para a deterioração da qualidade da água.


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  • O acesso a água potável tem se tornado um dos principais problemas ambientais enfrentados pela população mundial. O conhecimento dos impactos antrópicos sobre a qualidade da água de nascentes perenes, sobretudo em condições semiáridas, onde ocorre grande escassez de água, é fundamental para a garantia desse elemento natural. Por isso, objetiva-se com essa pesquisa avaliar a influência do uso e ocupação do solo na qualidade da água de nascentes perenes pertencentes a Bacia Hidrográfica do rio Apodi-Mossoró. Foram realizadas coletas de água, em quinze nascentes localizadas em seis municípios na região do Alto Oeste do Estado do Rio Grande do Norte, para a determinação de parâmetros físicos, químicos e microbiológicos como, Oxigênio Dissolvido, Coliformes Totais e Termotolerantes, pH, Demanda Bioquímica do Oxigênio, Temperatura, Turbidez, Condutividade Elétrica, Sódio, Potássio, Cálcio, Magnésio, Cloreto, Carbonato, Bicarbonato, Razão de Adsorção de Sódio, Dureza, Boro, Cobre, Enxofre, Ferro, Manganês, Zinco, Cromo, Níquel, Cadmio e Chumbo. Os dados foram submetidos às análises de estatística clássica e multivariada para correlação das variáveis de qualidade de água, além disso, foram elaborados mapas de uso e ocupação do solo considerando a Área de Preservação Permanente, permitindo assim a identificação das nascentes que mais tiveram impactos e as variáveis que apresentaram maior influência, quanto a qualidade da água, também foi realizada a classificação do risco de salinização e sodificação do solo. Com isso, será possível compreender como o uso e ocupação do solo podem alterar a qualidade da água e comprometer os recursos hídricos.

3
  • ALINE DA SILVA ALVES
  • INCREMENTO DE POTÁSSIO E CÁLCIO NA FERTIRRIGACAO DA MINI MELANCIA SOB ESTRESSE SALINO

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • OSVALDO NOGUEIRA DE SOUSA NETO
  • ADRIANA ARAÚJO DINIZ
  • GILCIMAR ALVES DO CARMO
  • RITA DE CASSIA ALVES
  • Data: 25/02/2022

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  • O uso de água salina na produção agrícola é um dos principais desafios para pesquisadores e produtores. O adequado manejo nutricional pode ser estratégia eficiente para amenizar os efeitos da salinidade sobre a produção e qualidade dos frutos de mini melancia. Objetivou-se com este trabalho avaliar a eficiência do enriquecimento de solução nutritiva salinizada com potássio e cálcio como estratégia para mitigar o efeito do estresse salino na cultura da mini melancia, cv. Sugar Baby, em cultivo hidropônico. O estudo foi conduzido em em Mossoró, RN. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, com 6 tratamentos, em arranjo 5+1, sendo cinco soluções salinizadas (5 dS m-1) variando as razões K e Ca (100K:100Ca, 150K:100Ca, 200K:100Ca, 100K:150Ca, 100K:200Ca), e um tratamento testemunha utilizando água não salinizada (0,54 dS m-1, 10K:100Ca), com 4 repetições, sendo cada parcela representada por quatro vasos com capacidade para 12 dm3, contendo uma planta cada. Foram avaliadas as seguintes variáveis fisiológicas referentes às trocas gasosa (taxa transpiratória, condutância estomática, taxa fotossintética, concentração interna de CO2, eficiência instantânea de uso da água, eficiência instantânea de carboxilação), variáveis de crescimento (altura de plantas, diâmetro do caule, número de folhas, área foliar, massas secas de folhas, hastes, frutos e total, partição de massa seca e índice de redução de produção de massa seca), variáveis de produção e qualidade pós-colheita de frutos (produção, diâmetro longitudinal e transversal, espessura de casca, firmeza de polpa, sólidos solúveis, vitamina C, acidez titulável e índice de maturação, além dos parâmetros de cor luminosidade, croma e ângulo Hue) e variáveis nutricionais (N, P, K, Ca, Mg) além de Na e razões Na/K, Na/Ca e Na/Mg. Os dados foram analisados através do teste de Tukey (p < 0,05) para comparar as soluções salinizadas, e pelo teste de Dunnet (p < 0,05) para comparar essas soluções com a testemunha. Os resultados obtidos permitiram concluir que: a salinidade reduziu a condutância estomática, mas aumentou a fotossíntese liquida e as efeiciencias uso da água e de carboxilação. A nutrição cálcica mostrou-se mais eficiente do que a potássica para mitigar o efeito da salinidade sobre a s trocas gasosas. O uso de água salina reduz o crescimento e o desenvolvimento da mini melancia em ambiente protegido. Doses de K e Ca na proporção de 150% da recomendação reduzem o efeito deletério da salinidade sobre a produção de frutos. A salinidade reduziu o teor de vitamina C, mas a dose de K ou Ca em 100% amenizou o efeito do estresse salino. O uso de água salina combinado com as doses de K ou Ca de 100 ou 200% promovem aumento do teor de sólidos solúveis. Sob estresse salino as doses de K em 150% ou Ca em 200% intensificam a cor vermelha da polpa, atraindo a atenção do consumidor. A salinidade reduziu a absorção de K e Mg, e aumentou a absorção de Na e as razões Na/K, Na/Ca e Na/Mg. Elevadas doses de Ca em solução nutritiva salinizada aumentam o efeito do Na sobre a absorção de K.


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  • CRESCIMENTO DE MINI MELANCIA EM AMBIENTE PROTEGIDO UTILIZANDO SOLUÇÕES SALINIZADAS ENRIQUECIDAS COM POTÁSSIO E CÁLCIO

    1 RESUMO
    A minimelancia é um fruto de elevado valor econômico e seu consumo é muito apreciado em diversas regiões em todo o mundo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência do enriquecimento de solução nutritiva salinizada com potássio e cálcio como estratégia para a redução do estresse salino na cultura da mini melancia, cv. Sugar Baby. O estudo foi conduzido em ambiente protegido em Mossoró, Rio Grande do Norte. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, com 6 tratamentos e 4 repetições, sendo cada parcela representada por quatro vasos com capacidade para 12 dm3, contendo uma planta cada. As plantas foram fertirrigadas com seis soluções nutritivas [S1 –solução nutritiva padrão (SNP), S2 – SNP + NaCl (5,0 dS m-1), S3 – S2 + 50% K, S4 – S2+ 100% K, S5 – S2 + 50% Ca e S6 – S2 + 100% Ca]. Foram avaliadas as seguintes variáveis: altura de plantas, diâmetro do caule, número de folhas, área foliar, razão de área foliar, massas secas de folhas, caule, frutos e total, partição de massa seca e índice de redução de produção de massa seca. A salinização da solução reduziu significativamente todas as variáveis, a suplementação de K em 50% reduziu o efeito deletério do estresse salino sobre a área foliar e a massa seca de caule. A adição extra de Ca em 100% aumentou a tolerância da cultura à salinidade para a produção de massa seca de frutos e massa seca total.

    Produção e qualidade de mini melancia utilizando soluções salinizadas enriquecidas com potássio e cálcio

    HIGHLIGHTS
    A nutrição potássica e cálcica é estratégia eficiente para reduzir o efeito de salinidade em mini melancia.
    A qualidade visual em função da cor da polpa é aumentada utilizando água salinizada e a dose máxima de cálcio.
    O sabor da fruta não é afetado pela utilização de água salina em mini melancia.

    RESUMO: O manejo nutricional pode ser estratégia eficiente para amenizar os efeitos da salinidade sobre a produção e qualidade dos frutos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência do enriquecimento nutricional com potássio e cálcio como estratégia para a redução do estresse salino na cultura da mini melancia, cultivar Sugar Baby. O estudo foi conduzido em casa de vegetação, utilizando delineamento em blocos casualizados, com tratamentos arranjados em esquema fatorial 2x3+1, sendo dois nutrientes (K e Ca), três doses (100, 150 e 200%) utilizando água salinizada, com tratamento adicional, utilizando água de baixa salinidade. Foram avaliadas variáveis de rendimento (produção, diâmetro longitudinal e transversal, espessura de casca, firmeza de polpa) e qualidade pós colheita (sólidos solúveis, vitamina C, acidez titulável e índice de maturação, além dos parâmetros de cor luminosidade, croma e ângulo Hue). A adição de NaCl reduziu a produção independentemente da adição extra de K e Ca. Dentre as soluções nutritivas salinizadas, a dose de K ou Ca em 150% aumentam a produção de frutos. A salinidade reduziu o teor de vitamina C, mas a dose de K ou Ca em 100% amenizou o efeito do estresse salino. O uso de água salina combinado com as doses de K ou Ca de 100 ou 200% promovem aumento do teor de sólidos solúveis. Sob estresse salino as doses de K em 150% ou Ca em 200% intensificam a cor vermelha da polpa.

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  • ITALO SORAC RAFAEL DE QUEIROZ
  • CULTIVO DO MORANGO NA SERRA DE PORTALEGRE - RN: ESTUDOS DE CULTIVARES, SUBSTRATOS E MANEJO DA SOLUÇÃO NUTRITIVA

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • OSVALDO NOGUEIRA DE SOUSA NETO
  • JAILMA SUERDA SILVA DE LIMA
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 25/02/2022

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  • Pertencente à família Rosaceae, o morangueiro (Fragaria x ananassa Duch.) é uma das principais hortaliças-fruto plantada e consumida no Brasil e no mundo. Como produção concentrada na região centro-sul do país, os mercados das Norte e Nordeste não dispõem do produto em abundância, sendo estes mercados abastecidos por frutos produzidos na região Sudeste do Brasil, os quais apresentam custos de frete mais elevados. No entanto, para que esta cultura seja produzida na região Nordeste é necessário o desenvolvimento de pesquisas principalmente quanto ao material genético, sistema de cultivo e a nutrição mineral. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a viabilidade do cultivo de morangueiro no sistema sem solo, em polo serrano do semiárido. O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação, utilizando o delineamento experimental inteiramente casualisados, seguindo o esquema fatorial 2 x 2 x 4, com 3 repetições. A parcela experimental foi representada por um slab (1,25 m de comprimento) contendo 10 plantas. Foram cultivadas, duas cultivares de morangueiro (San Andreas e Albion) utilizando-se dois substratos (S1 – 50% húmus + 25% vermiculita + 25% casca de arroz carbonizada e S2 – 100% fibra de coco) e fertirrigadas com quatro soluções nutritivas com diferentes condutividades elétricas (1,3; 1,7; 2,0; 2,4 dS m-1). As plantas foram avaliadas quanto ao crescimento na fase de formação (altura, número de folhas, diâmetro de coroa, área foliar, área foliar específica, massa seca de folhe, massa seca de coroa, massa seca da parte vegetativa, massa seca de fruto e massa seca da parte aérea), fisiologia vegetal (condutância estomática, transpiração, fotossíntese líquida, concentração interna de CO2, eficiência intrínseca do uso da água e eficiência instantânea de carboxilação), produção e qualidade de frutos (número de frutos, massa média de frutos, produção, comprimento de fruto, diâmetro de fruto, índice de formato, firmeza de poupa, sólidos solúveis, pH, acidez total e índice de maturação). O pico de crescimento do morangueiro na fase de formação ocorre entre 60 e 75 dias após o transplantio. O cultivo de morangueiro em substrato de fibra de coco requer solução nutritiva mais concentrada do que substrato contendo húmus de minhoca. A fertirrigação com solução nutritiva de CE 1,3 dS m-1 favorece a translocação de fotoassimilados para os frutos nas duas cultivares. A CE da solução nutritiva afetou as variáveis referentes as trocas gasosas, as quais foram reduzidas com o aumento da CE da solução nutritiva de fertirrigação. A cultivar Albion mostrou-se tolerante ao aumento da salinidade condições ambientais do estudo. Os substratos de cultivo influenciaram nas respostas das variáveis de trocas gasosas, sendo variável com os tipos de substratos de cultivo. A cultivar San Andreas produz mais frutos por planta e, consequentemente, maior produção nas condições experimentais. A maior produção de frutos comerciais nas duas cultivares estudadas foi obtida utilizando solução nutritiva de 2,0 dS m-1. O substrato contendo apenas fibra de coco mostrou-se mais adequado para o cultivo de morangueiro.


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  • ABSTRACT
    The strawberry is one of the most popular fruits of the world, being cultivated mainly in
    a subtropical climate, however with technological advances, the growth in a different climatic
    condition from its origin can be possible. An experiment was carried out in a greenhouse to
    evaluate the physiological responses of strawberry cultivars (C1 – San Andreas and C2 –
    Albion) in a semi-arid tropical zone, submitted to two cultivation substrates (S1 – 50% humus
    + 25% vermiculite + 25% carbonized husk rice and S2 – 100% coconut fiber) and fertigation
    nutrient solutions (NS) with 4 levels of electrical conductivities (SN1 = 2.4; SN2 = 2.0; SN3 =

    1.7 and SN4 = 1.3 dS m -1 ). The design adopted was completely randomized in a 2x2x4
    factorial scheme, with three replications. At 154 days after the beginning of application of the
    nutrient solutions, the physiological variables gas exchange were evaluated: stomatal
    conductance (gs), transpiration (E), net photosynthesis (A), internal CO 2 concentration (Ci)
    intrinsic efficiency of water use (EiWU) and instantaneous carboxylation efficiency (EiC).
    The results show that the EC from nutrient solution affected the gas exchange variable, which
    reduced due to increase of EC from fertigation nutrient solution. The Albion cultivar has been
    tolerant to increased salinity of nutrient solution under the environmental conditions of the
    study. The cultivation substrates influenced the responses of the gas exchange variables, being
    variable with the types of cultivation substrates.

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  • CICERO LUIZ CAMARA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE CULTURAS IRRIGADAS COM DOSES DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA BEATRIZ ALVES DE ARAÚJO
  • DANNIELY DE OLIVEIRA COSTA
  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 29/04/2022

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  • A escassez hídrica e a poluição ambiental por resíduos líquidos que assolam o semiárido brasileiro, se configuram como problemas crescentes e potenciais. Entretanto, o tratamento e o manejo adequado dessas águas residuárias no próprio local de origem, especialmente o esgoto e o percolado de aterro sanitário, podem possibilitar o reúso vegetal para fins agrícolas, energéticos ou de proteção do solo contra erosão, em se tratando de células de aterros sanitários. O objetivo geral deste trabalho é avaliar o estado nutricional das culturas pimenta malagueta (Capsicum L.), cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.) e capim elefante (Pennisetum purpureum) que receberam doses de resíduos líquidos, ao longo de seu ciclo, empregando-se a técnica de análise multivariada. Este trabalho foi conduzido em duas áreas experimentais utilizadas pela Universidade Federal Rural do Semi-Arido (UFERSA). Na Área experimental 1, representada pelo projeto de Assentamento Rural Milagres, localizado na Chapada do Apodi em Apodi-RN foram realizados ensaios experimentais com a pimenta malagueta e cana-de-açúcar. Enquanto na área experimental 2 representada pela Unidade Experimental de Reúso de Água (UERA) instalada no Centro de Pesquisa em Aquicultura e Pesca Sustentável do Semi-Árido (CEPAS) da UFERSA campus Mossoró foram realizados os ensaios experimentais com capim elefante. Ambos os experimentos foram montados no Delineamento em Blocos Casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições para análise do tecido vegetal. No experimento 1, os tratamento consistiram de cinco proporções de água residuária doméstica tratada (ART) e água de poço (AP): T1 - 100% de ART; T2 - 75% de ART e 25% de AP, T3 - 50% de ART e 50% de AP, T4 - 25% de ART e 75% de AP e T5 - 100% de AP-testemunha; já no experimento 2, os tratamentos receberam irrigação com água de poço (AP) obtida pela evapotranspiração da cultura (ETc) mais doses de percolado de aterro sanitário (PAS): T1 - 100 % da ETc com AP , T2 - 100 % da ETc com AP mais dose de PAS de 1 L m-2 ; T3 - 100 % da ETc com AP mais dose de PAS de 2 L m-2 ; T4 - 100 % da ETc com AP mais dose de PAS de 3 L m-2 e T5 - 100 % da ETc com AP mais dose de PAS de 4 L m-2. Ao final dos dois ensaios experimentais, amostras de folhas das culturas de pimenta malagueta, cana-de-açúcar e capim elefante foram coletadas e analisadas em relação aos atributos N, P, K, Ca, Mg, Fe, Mn e Zn. A partir desses dados, foi criada uma matriz de correlação, na sequencia realizaram-se análises dos componentes principais, análise de agrupamento e análise fatorial. No experimento 1, a aplicação das diluições de esgoto doméstico tratado em água de poço acarretou efeitos distintos na dinâmica de absorção de macro e micronutrientes e, posterior, armazenamento no tecido foliar; no caso da pimenta malagueta, o tratamento T3 apresentou comportamento similar à T5, enquanto na cana-de-açúcar essa afinidade ocorreu entre os tratamentos T2 e T5. Os nutrientes mais relevantes em T1 e T5 foram o N e Mn e o Mg e K, respectivamente, para a cultura da pimenta malagueta, enquanto na cana-de-açúcar os nutrientes mais relevantes foram P, Ca, Mg, Fe e Mn. A análise fatorial possibilitou a seleção de dois fatores, sendo que no caso da pimenta malagueta o primeiro fator teve maiores cargas fatoriais nos macronutrientes (N, P, Ca e Mg), enquanto no segundo fator essas cargas mais elevadas surgiram nos micronutrientes (Fe e Mn). Na cultura da cana-de-açúcar, as maiores cargas fatoriais ocorreram nos macro e micronutrientes dos dois fatores obtidos. No experimento 2, as diluições de percolado de aterro sanitário proporcionaram, também, diferentes efeitos na acumulação de macro e micronutrientes no tecido foliar do capim elefante, porém esse processo foi semelhante nos tratamentos T1 e T3. Os nutrientes foliares mais relevantes do capim elefante em T1, T3 e T5 foram o Fe, Mg e Mn e Mg, respectivamente. Os dois fatores obtidos tiveram as maiores cargas fatoriais nos macronutrientes e micronutrientes presentes no tecido foliar do capim elefante. O Zn mostrou pouca relevância quanto ao seu armazenamento no tecido foliar da pimenta malagueta, cana-de-açúcar e capim elefante.


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  • No semiárido brasileiro tanto a escassez hídrica quanto a poluição ambiental acarretada por resíduos líquidos se configuram como problemas crescentes. Entretanto, o tratamento e o manejo adequado dessas águas residuárias no próprio local de origem, especialmente o esgoto e o percolado de aterro sanitário, podem possibilitar o reúso vegetal para fins agrícolas, energéticos ou de proteção do solo contra erosão, no caso das células de aterros sanitários. Objetivou-se, com este exame de qualificação, realizar uma revisão de literatura referente aos temas abordados no projeto de tese intitulado “Análise multivariada do estado nutricional de culturas irrigadas com doses de águas residuárias no semiárido nordestino”. Para isso, realizou uma pesquisa documental no Google Acadêmico, Springer Link e Science Direct sobre os temas: conceitos, tecnologias de tratamento, características e impactos ambientais de esgoto e percolado de aterro sanitário e de suas alternativas de tratamento/disposição final; características, importância e econômica e padrões do estado nutricional do capim elefante, pimenta malagueta e cana-de-açúcar; legislação ambiental aplicada ao tratamento e reúso agrícola de resíduos líquidos; efeitos do uso de esgoto e percolado de aterro sanitário nos teores de macro e micronutrientes no tecido vegetal; e etapas básicas da realização de uma análise multivariada. Com os resultados da pesquisa bibliográfica concluiu-se que os níveis de poluição dos percolados de aterro sanitário são bem superiores aos do esgoto domésticos, devido principalmente aos maiores teores de metais pesados e de outros poluentes. Muitas técnicas de tratamento utilizadas nos esgotos domésticos são aplicadas ao tratamento do percolado tais como sistemas de lagoas, lodos ativados, tanques evaporadores, porém o dimensionamento dessas unidades de tratamento do percolado não é adequado, pelo fato de utilizarem parâmetros de dimensionamento de unidade de tratamento de esgotos. Os resíduos líquidos que recebem tratamento adequado e atingem os padrões de qualidade adequados perante a legislação ambiental vigente podem ser lançados em corpos hídricos receptores ou serem usados no aproveitamento agrícola, florestal e ou em recuperação de áreas degradadas. O capim elefante normalmente é cultivado para alimentação de animais e, também tem sua aplicação para fins energéticos e de recuperação de áreas degradadas, a pimenta malagueta tem importância nos ramos culinário, medicinal e industrial, e a cana-de-açúcar, tem seu potencial de destaque na produção de açúcar e seus derivados e do etanol. Quanto ao aproveitamento agrícola dos esgotos domésticos, a literatura mostra que existem muitas culturas que podem ser utilizadas tais como forrageiras, fruteiras, ornamentais, cereais, algodão e outras, desde que o risco microbiológico seja mitigado, porém para o percolado existem resultados de pesquisas com gramíneas para proteção das células do aterro contra erosão e oleaginosas voltadas a produção de biodiesel. O uso de doses inadequadas de resíduos líquidos pode alterar, consideravelmente, os teores de macro e micronutrientes nos tecidos vegetais das culturas, gerando desequilíbrio do estado nutricional e, comprometendo, assim, o desenvolvimento das plantas e a produção. A análise multivariada de dados representa uma ferramenta importante que possibilita verificar o efeito de vários tratamentos, interferindo em diversos fatores, acarretando, assim, melhor precisão dos dados, diminuindo os erros experimentais tanto de campo, quanto de laboratório, evidenciando a alternativa ambientalmente mais correta e segura a ser escolhida.

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  • DAIANNI ARIANE DA COSTA FERREIRA
  • CRESCIMENTO, PRODUÇÃO E QUALIDADE DE CULTIVARES DE PANICUM MAXIMUM IRRIGADAS COM EFLUENTE DA PISCICULTURA

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • VANIA CHRISTINA NASCIMENTO PORTO
  • Data: 27/05/2022

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  • O capim Panicum maximum é uma forrageira indispensável para criação a pasto de ruminantes. Para manutenção dessas pastagens em condições semiáridas é necessário o uso da irrigação. No entanto, devido à escassez de recursos hídricos do semiárido brasileiro, o reuso de água, como efluente de piscicultura é uma alternativa para irrigação de pastagem. Com isso, objetivou-se avaliar o crescimento, produção e qualidade de cultivares de Panicum maximum irrigadas com efluente da piscicultura. A pesquisa foi desenvolvida em casa de vegetação entre os meses de julho 2019 e janeiro de 2020, no delineamento experimental em blocos casualizados, com oito repetições. Os tratamentos foram constituídos em esquema de parcela sub-sub-dividida, com três manejos de irrigação, sendo eles: irrigação com água de abastecimento (testemunha), irrigação com água de abastecimento + adubação convencional e irrigação com rejeito da piscicultura. E três cultivares de capins Panicum maximum: Tanzânia, Mombaça e Massai, em três tempos de corte na sub-sub-parcela (45, 90,135 e 180 dias após a semeadura). As variáveis analisadas foram altura da planta, número de pecíolos, matéria fresca da planta, matéria seca da planta, macro e micronutriente (N, P, K, Ca, Mg, Fe, Mn, Zn, Cu e Na) e composição bromatológica (Matéria Seca, Material Mineral, Extrato Etéreo, Proteína Bruna, Fibra em Detergente Ácido e Fibra em Detergente Neutro).


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  • Artigo 1: O reuso de água é uma alternativa para agricultura em regiões semiáridas. O efluente da piscicultura é uma fonte hídrica potencial para o reuso de água na agricultura. Nesse sentido, objetivou-se avaliar o crescimento, produção de biomassa e a qualidade de cultivares de Panicum maximum irrigadas com efluente da piscicultura. A pesquisa foi conduzido em casa de vegetação, com delineamento em blocos casualizados completos e esquema fatorial 3 x 3, com quatros repetições. Os tratamentos foram constituídos pela combinação de três manejos, sendo eles irrigação com água de abastecimento (testemunha), irrigação com água de abastecimento + adubação convencional e irrigação com efluente da piscicultura. E três cultivares de Panicum maximum: Tanzânia, Mombaça e Massai. As plantas foram cultivadas em vasos contendo 20 L de um Latossolo Vermelho Amarelo distrófico durante 180 dias. As plantas foram analisada em quatro períodos (cortes), aos 45, 90, 135 e 180 dias após a semeadura, quanto a altura da planta, número de perfilhos, produção de biomassa fresca e seca, fibra de detergente neutro, fibra de detergente ácido, extrato etéreo, proteína bruta, teores de matéria seca e material mineral. A melhor crescimento, produção e qualidade do pasto Panicum maximum ocorre com o pasto irrigado com água de abastecimento e adubação convencional com NPK. Todavia, o efluente da piscicultura pode suprir a demanda hídrica e nutricional do pasto Panicum maximum, admitindo-se pequenas perdas de produção, visto que, a qualidade da forragem é satisfatória. A cv. Massai foi a mais sensível à irrigação com efluente da piscicultura.


    Artigo 2: O reaproveitamento de águas residuária é uma alternativa para a agricultura irrigada em regiões semiáridas, devido ao suporte hídrico e aporte nutricional. Assim, objetivou-se avaliar a produção de biomassa e o teor de nutrientes em três cultivares de Panicum maximum irrigadas com efluente da piscicultura. A pesquisa foi conduzido em casa de vegetação, com delineamento em blocos casualizados completos e esquema fatorial 3 x 3, com quatros repetições. Os tratamentos foram constituídos pela combinação de três manejos, sendo eles irrigação com água de abastecimento (testemunha), irrigação com água de abastecimento + adubação convencional e irrigação com efluente da piscicultura. E três cultivares de Panicum maximum: Tanzânia, Mombaça e Massai. As plantas foram cultivadas em vasos contendo 20 L de um Latossolo Vermelho Amarelo distrófico durante 180 dias. As plantas foram analisada em quatro períodos (cortes), aos 45, 90, 135 e 180 dias após a semeadura, quanto a produção de biomassa e os teores de N, P, K, Na, Ca, Mg, Fe, Cu, Mn e Zn). A maior produção de biomassa e o melhor estado nutricional é obtido no pasto irrigado e adubado. Porém é possível usar o efluente da piscicultura na irrigação do Panicum maximum admitido pequenas perdas de produção. A irrigação com efluente aumenta o teor de sódio no da Panicum maximum, o que acarretou redução na biomassa de todas as cultivares, o que requer o monitoramento da salinidade nas cultivares Panicum maximum.

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  • RUTILENE RODRIGUES DA CUNHA
  • INTER-RELAÇÕES DOS ATRIBUTOS FÍSICO-HÍDRICO E ESTRUTURAIS DO SOLO EM CLASSES E APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS NO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE OLIVEIRA MESQUITA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • MARIA LAIANE DO NASCIMENTO SILVA
  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • THAÍS CRISTINA DE SOUZA LOPES
  • Data: 25/07/2022

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  • Os estudos das inter-relações dos atributos e a utilização das terras em conformidade com sua
    aptidão são indispensáveis para garantir uma agricultura sustentável e a segurança alimentar.
    Objetivou-se avaliar as inter-relações dos atributos físico-hídrico e estruturais do solo em
    classes, como também, identificar a aptidão agrícola das terras e inferir sobre potencialidades e limitações, em topossequência, na Chapada do Apodi, Rio Grande do Norte, Brasil. A pesquisa
    foi realizada na comunidade Piracicaba, município de Upanema/RN. Foram descritos sete perfis
    de solos: P1 – Área de Mata Nativa; P2 – Área de Pastagem de Ovinos; P3 – Área da Horta; P4
    – Área de Macaxeira; P5 – Área de Consórcio, milho e feijão; P6 – Área de Pastagem Nativa
    e; P7 – Área do Cajueiro. Coletou-se amostras de solos com estrutura deformada e indeformada,
    nos respectivos horizontes, nos ambientes estudados. Determinou-se atributos físicos, químicos e estruturais, bem como classificação das terras, conforme a aptidão agrícola. Utilizou-se para interpretação dos atributos do solo a técnica de estatística multivariada, por meio da matriz de correlação, análise de agrupamento e a fatorial com extração dos fatores em componentes
    principais. A fatorial discriminou (F1) as variáveis inorgânicas (argila e argila dispersa em
    água) e retenção de água no solo (microporosidade, macroporosidade, capacidade de campo e água disponível), (F2) físicas e estruturais (densidade do solo e porosidade total), (F3) as estruturais (diâmetro médio ponderado e geométrico) e (F4) a fração inorgânica (silte). A
    componente principal formou três grupos, onde as frações inorgânicas do solo discriminaram
    os usos e classes de solos. As classes identificadas foram: Latossolo (P1 e P7), Cambissolo (P3, P4 e P5), Argissolo (P6) e Vertissolo (P2), que apresentaram dissimilaridade quanto à litologia local, fator este justificado pelos materiais de origem, denotando em características atípicas, como exemplo o Vertissolo (P2) com sobreposição do Calcário Jandáira ao Arenito Açu. A retenção de água foi expressiva para Cambissolos, Vertissolo e Argissolo, com predominância da fração argila, quando comparado aos Latossolos. O manejo do solo no processo de rearranjo das partículas influenciou negativamente a densidade. As variáveis de estruturação discriminaram os Cambissolos, Vertissolo e Argissolo refletindo na retenção de água no solo. A disponibilidade hídrica foi representativa para as classes com textura argilosa. Para a classificação da aptidão agrícola das terras foi fundamental as inter-ralações qualitativas dos ambientes. As classes de Latossolos, Argissolo e Cambissolos apresentaram boa fertilidade natural e potencial de uso agrícola, exceto o Vertissolo indicado a preservação da fauna e flora. As limitações físicas encontradas foram: deficiência hídrica, fixação de fósforo, impedimento à mecanização, com excessão os Latossolos com gradiente textural uniforme, com potencialidades para cultivos de ciclo anual e perene. O Vertissolo apresentou restrições quanto desenvolvimento do sistema radicular, drenagem reduzida, relevo acentuado e susceptibilidade ao processo erosivo.


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  • ARTIGO1: O estudo envolvendo as inter-relações dos atributos físico-hídricos e estruturais apresenta variabilidade quanto à dinamicidade do espaço poroso que é facilmente modificado pelas condições do ambiente e ações antropogênicas. Objetivou-se avaliar as inter-relações de atributos em classes do solo sob usos agrícolas, em topossequência na chapada do Apodi, Rio Grande do Norte, Brasil, a fim de identificar os atributos sensíveis na diferenciação dos ambientes utilizando a técnica de análise multivariada. Foram abertos sete perfis para descrição morfológica e coletadas amostras deformadas e indeformadas para a realização de análises físicas-hídricas e estruturais. As análises dos atributos físicos constituíram na determinação da curva de retenção (Macroporosidade, microporosidade, porosidade total, capacidade de campo, ponto de murcha permanente e água disponível), densidade do solo, granulometria e argila dispersa em água. Foi constatado que as classes de solo apresentaram dissimilaridade quanto à litologia local, fator este justificado pelos diferentes materiais de origem, denotando em características atípicas as classes de solos. A análise de componentes principais permitiu a formação de três grupos onde as frações inorgânicas do solo discriminaram os ambientes para as classes de solos. O manejo do solo, no processo de rearranjo das partículas, influenciou negativamente na densidade. As variáveis de estruturação apresentaram-se para os Cambissolos, Vertissolo e Argissolo de forma expressiva na retenção de água no solo. A disponibilidade hídrica do solo foi representativa para as classes com textura argilosa.

    ARTIGO2: A classificação e aptidão agrícola das terras é um indicativo crucial para manutenção da biodiversidade dos agroecossistemas e conservação dos recursos naturais. Objetivou-se classificar os solos e definir a aptidão agrícola do uso das terras da Comunidade Rural de Piracicaba/RN, bem como identificar suas potencialidades e limitações, propondo-se apresentar medidas mitigatórias quanto a sua utilização. Foram avaliados 7 perfis de solos, em uma topossequência, classificados conforme o Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos e o Sistema de Avaliação de Aptidão Agrícola das Terras. Realizou-se o levantamento do meio físico, que recobre a área de estudo, incluindo fatores ambientais como clima, vegetação, relevo, hidrologia e atributos físicos e químicos do solo. A confecção dos mapas, junto aos fatores limitantes das áreas, auxiliou na definição das classes de aptidão agrícola das terras. As classes de solos determinadas na comunidade foram Latossolos, Argissolo, Cambissolos e Vertissolo, de acordo com a topossequência que junto as particularidades locais exerceram influência na classificação do uso das terras. Quanto a fertilidade natural, todos os solos (Latossolos, Argissolo e Cambissolos) apresentaram caráter eutrófico com potencial quanto ao uso agrícola, exceto o Vertissolo que detém limitações físicas quanto desenvolvimento do sistema radicular, drenagem reduzida e susceptibilidade ao processo erosivo. Frente a isso, se faz necessário a utilização de métodos que cominem na preservação das classes de solos, bem como sua utilização de acordo aptidão agrícola, por meio de práticas conservacionistas como o plantio direto, cobertura morta, rotação de cultura, cultivo mínimo e plantio direto, por exemplo. As percepções em campo foram fundamentais para auxiliar a avaliação das terras agrícolas, uma vez que complementam as informações existentes no Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras, promovendo assim uma classificação eficiente quanto ao planejamento de uso sustentável dos recursos naturais.

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  • LUNARA GLEIKA DA SILVA RÊGO
  • FORMAÇÃO DE PEDONS EM LITOSSEQUÊNCIA CRETÁCEO-QUATERNÁRIA NA BACIA POTIGUAR

  • Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE PEREIRA DE BAKKER
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • GABRIELA CEMIRAMES DE SOUSA GURGEL
  • JOSEANE DUNGA DA COSTA
  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • Data: 25/07/2022

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  • A Bacia Potiguar é uma unidade litogenética composta por rochas sedimentares de diferentes cronologias. Logo, o estudo da pedogênese se torna fundamental para a compreensão dos processos ocorridos e consequente avaliação das características peculiares destes solos. O uso adequado das terras, conforme a sua aptidão, é o princípio básico da manutenção da capacidade produtiva do solo, para que assim, sejam definidas as suas principais potencialidades e/ou restrições. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização morfológica, física, química e mineralógica de diferentes pedons distribuídos ao longo da Bacia Potiguar, a fim de compreender a sua formação e distribuição na litossequência. Objetivou-se também com este estudo a classificação da aptidão agrícola das terras. O trabalho foi desenvolvido na Bacia Potiguar, localizada na região noroeste do Estado do Rio Grande do Norte e Nordeste do Estado do Ceará. Foram escolhidos vinte pontos ao longo da região e abertas trincheiras para descrição morfológica e amostragem dos horizontes. As análises físicas e químicas foram realizadas em triplicata utilizando-se a terra fina seca ao ar, sendo as físicas constituídas por: granulometria, argila dispersa em água e densidade do solo. As análises químicas constaram de: potencial hidrogeniônico em água e em cloreto de potássio, condutividade elétrica, bases trocáveis, alumínio, acidez potencial, fósforo e carbono orgânico total. A mineralogia deu-se por meio da difração de raio X (DRX) e Microscopia de Varredura Eletrônica (MEV). Foi realizado um levantamento do meio físico, que recobre a área de estudo, incluindo fatores ambientais como clima, relevo, vegetação, hidrologia, e solos com caracterização físico-química, classificação pedológica georreferencidada, além da elaboração de mapas de declividade e de classes de solos, associando aos fatores limitantes, para assim, definir as classes de aptidão agrícola dos perfis. Foram identificadas oito classes de solos principais na litossequência cretáceo-quaternária na Bacia Potiguar: Latossolo, Neossolo, Vertissolo, Cambissolo, Planossolo, Chernossolo, Luvissolo e Plintossolo. Ao interpretar a influência dos fatores de formação do solo, compreende-se que o material de origem foi fator determinante na heterogeneidade destas classes. Seguindo a sequência cretáceo-quaternária, destaque foi dado aos Cambissolos, Vertissolos e Luvissolos de material de origem mais antigo (Arenito Açu e Calcário Jandaíra) e Latossolos, Plintossolos e Neossolos de material de origem mais recente (Depósitos aluvionares e Grupo Barreiras). Os pedons avaliados na litossequência cretáceo-quaternária da Bacia Potiguar são hipoférricos e com formas de Fe predominantemente cristalinas. A assembleia mineralógica dos pedons varia de acordo com a classe de solo, sendo os minerais Caulinita, Goethita e Ilita os predominantes. As micrografias revelam morfologias heterogêneas e tamanhos de aglomerados diversos. A variabilidade de solos da região e suas limitações quanto à mecanização, fertilidade, salinidade, drenagem e profundidade efetiva fazem com que a exploração dessas terras seja variável, necessitando de planejamento do uso eficaz da terra, sendo fundamental para a conservação do meio, vinculado a utilização de práticas conservacionistas.


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  • ARTIGO 1 - PEDONS EM LITOSSEQUÊNCIA CRETÁCEO-QUATERNÁRIA NA BACIA POTIGUAR

    RESUMO- A Bacia Potiguar é uma unidade litogenética composta por rochas sedimentares de diferentes cronologias. Logo, o estudo da pedogênese se torna fundamental para a compreensão dos processos ocorridos e consequente avaliação das características peculiares destes solos. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização morfológica, física e química de diferentes pedons distribuídos ao longo da Chapada do Apodi, a fim de compreender a sua formação e distribuição na litossequência. O trabalho foi desenvolvido na região da Chapada do Apodi, inserida na Bacia Potiguar, localizada na região noroeste do Estado do Rio Grande do Norte e Nordeste do Estado do Ceará. Foram escolhidos vinte pontos ao longo da região e abertas trincheiras para descrição morfológica e amostragem dos horizontes. As análises físicas e químicas foram realizadas em triplicata utilizando-se a terra fina seca ao ar, sendo as físicas constituídas por: granulometria, argila dispersa em água e densidade do solo. As análises químicas constaram de: potencial hidrogeniônico em água e em cloreto de potássio, condutividade elétrica, bases trocáveis, alumínio, acidez potencial, fósforo e carbono orgânico total. Foram identificadas oito classes de solos principais na litossequência cretáceo-quaternária na Bacia Potiguar: Latossolo, Neossolo, Vertissolo, Cambissolo, Planossolo, Chernossolo, Luvissolo e Plintossolo. Ao interpretar a influência dos fatores de formação do solo, compreende-se que o material de origem foi fator determinante na heterogeneidade destas classes. Seguindo a sequência cretáceo-quaternária, destaque foi dado aos Cambissolos, Vertissolos e Luvissolos de material de origem mais antigo (Arenito Açu e Calcário Jandaíra) e Latossolos, Plintossolos e Neossolos de material de origem mais recente (Depósitos aluvionares e Grupo Barreiras). Os atributos mais sensíveis na distinção destas classes de solo estão ligados ao material de origem, o qual influenciou diretamente nas características físicas (teores de silte e argila) e químicas (acidez, salinidade, disponibilidade de nutrientes e atividade da fração argila) dos solos.

    ARTIGO 2 - CLASSIFICAÇÃO DA APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS EM SOLOS NA BACIA POTIGUAR

    Resumo - A região da Chapada do Apodi está inserida no semiárido brasileiro e seus solos constituem uma das mais importantes áreas sedimentares de terras cultiváveis da região. Neste contexto, o uso adequado das terras, conforme a sua aptidão, é o princípio básico da manutenção da capacidade produtiva do solo, para que assim, sejam definidas as principais potencialidades e/ou restrições destes solos. O trabalho foi desenvolvido na região da Chapada do Apodi, inserida na Bacia Potiguar, a mesorregião Oeste do Estado do Rio Grande do Norte. Foi feito um levantamento do meio físico, que recobre a área de estudo, incluindo fatores ambientais como clima, relevo, vegetação, hidrologia, e solos com caracterização físico-química, classificação pedológica georreferencidada, além da elaboração de mapas de declividade e de classes de solos, associando aos fatores limitantes, para assim, definir as classes de aptidão agrícola dos perfis. Foram identificadas oito classes de solos principais na Bacia Potiguar: Latossolo, Neossolo, Vertissolo, Cambissolo, Planossolo, Chernossolo, Luvissolo e Plintossolo. As classes de Latossolos nos municípios de Assú (RN), Porto do Mangue (RN) e Limoeiro do Norte (CE) e Cambissolos em Gov Dix Sept Rosado (RN), Baraúna (RN) e Almino Afonso (RN) foram as que apresentaram melhor aptidão agrícola. Os perfis de Cambissolos (P4, P5, P11 e P19), com uso atual de mata nativa apresentaram limitações ligeira para fixação de fósforo e moderada para profundidade efetiva, já para a deficiência de água apresentaram forte grau de limitação. As áreas de P6 (MDl) e P18 (RYn) foi classificada como áreas de utilização para preservação da fauna e flora, por ser protegida por Lei. O planejamento do uso eficaz da terra é fundamental para a conservação do meio, vinculado a utilização de práticas conservacionistas como a manutenção da cobertura, plantio direto, adubação orgânica, reflorestamento da mata nativa, adubação verde, rotação de cultura e dentre outros que favorecem a conservação do solo.
    ARTIGO 2 - CLASSIFICAÇÃO DA APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS EM SOLOS NA BACIA POTIGUAR

    Resumo - A região da Chapada do Apodi está inserida no semiárido brasileiro e seus solos constituem uma das mais importantes áreas sedimentares de terras cultiváveis da região. Neste contexto, o uso adequado das terras, conforme a sua aptidão, é o princípio básico da manutenção da capacidade produtiva do solo, para que assim, sejam definidas as principais potencialidades e/ou restrições destes solos. O trabalho foi desenvolvido na região da Chapada do Apodi, inserida na Bacia Potiguar, a mesorregião Oeste do Estado do Rio Grande do Norte. Foi feito um levantamento do meio físico, que recobre a área de estudo, incluindo fatores ambientais como clima, relevo, vegetação, hidrologia, e solos com caracterização físico-química, classificação pedológica georreferencidada, além da elaboração de mapas de declividade e de classes de solos, associando aos fatores limitantes, para assim, definir as classes de aptidão agrícola dos perfis. Foram identificadas oito classes de solos principais na Bacia Potiguar: Latossolo, Neossolo, Vertissolo, Cambissolo, Planossolo, Chernossolo, Luvissolo e Plintossolo. As classes de Latossolos nos municípios de Assú (RN), Porto do Mangue (RN) e Limoeiro do Norte (CE) e Cambissolos em Gov Dix Sept Rosado (RN), Baraúna (RN) e Almino Afonso (RN) foram as que apresentaram melhor aptidão agrícola. Os perfis de Cambissolos (P4, P5, P11 e P19), com uso atual de mata nativa apresentaram limitações ligeira para fixação de fósforo e moderada para profundidade efetiva, já para a deficiência de água apresentaram forte grau de limitação. As áreas de P6 (MDl) e P18 (RYn) foi classificada como áreas de utilização para preservação da fauna e flora, por ser protegida por Lei. O planejamento do uso eficaz da terra é fundamental para a conservação do meio, vinculado a utilização de práticas conservacionistas como a manutenção da cobertura, plantio direto, adubação orgânica, reflorestamento da mata nativa, adubação verde, rotação de cultura e dentre outros que favorecem a conservação do solo.

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  • LAIO ARIEL LEITE DE PAIVA
  • IMPACTO DO USO DO EFLUENTE DA AQUICULTURA E DILUIÇÕES EM ÁGUA DE POÇO NOS SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DELFRAN BATISTA DOS SANTOS
  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 29/07/2022

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  • A aquicultura é uma atividade econômica de relevância no cenário nacional, mas geradora de impactos ambientais que em sua maioria estão ligados ao efluente produzido. Uma alternativa para mitiga-los é o reúso agrícola, que tem como ferramenta mais eficiente a irrigação por gotejamento. Porém, a sua maior limitação é o entupimento de gotejadores. Neste contexto, objetivou-se com o presente trabalho estudar os efeitos de diluições de efluente da aquicultura (EA) em água de poço (AP) no desempenho de três modelos de gotejadores não autocompensantes e no filtro do sistema de irrigação por gotejamento com auxílio da estatística multivariada e da microscopia eletrônica de varredura (MEV). Para isso, foram montadas cinco bancadas experimentais, na área externa do Laboratório de Construções Rurais da Universidade Federal Rural do SemiÁrido campus Leste em Mossoró-RN, Brasil. Onde foram testadas cinco diluições de EA em AP (D1: 100% de EA; D2: 75% de EA + 25% de AP; D3: 50% de EA + 50% de AP; D4: 25% de EA + 75% de AP; e D5: 100% de AP), para averiguar a suscetibilidade ao entupimento de três tipos de emissores não autocompensantes: Netafim Super TyphoonST (1,6 L h-1), Netafim Streamline-SL (1,6 L h-1) e NaanDanJain TalDrip-NJ (1,7 L h-1) após 160 h de funcionamento. O experimento foi realizado nos meses de novembro e dezembro de 2021. A cada 80 h de operação foram quantificados os seguintes atributos nas diluições de EA em AP: pH, CE, Na+, Ca2+, Mg2+, CO32, HCO3-, sólidos suspensos totais (SST), sólidos dissolvidos totais (SDT), coliformes totais e termotolerantes (CT e CTT), Mn+, Fe+, S+, turbidez (tur), temperatura (T) e Índice de Saturação de Langelier (ISL). A análise de desempenho hidráulico foi realizada a cada 20 h de operação por meio dos seguintes indicadores: vazão (Q), vazão relativa (QR), redução da vazão relativa (RQR), e os coeficientes de uniformidade de distribuição (CUD), variação de vazão (CVQ) e uniformidade estatística (Us). Para o filtro de discos foi avaliada a eficiência de remoção de tur e SST, assim como, a variação da pressão a montante e a jusante, além da vazão a jusante do filtro durante um dia de funcionamento para cada bancada. As análises estatísticas realizadas foram a matriz de correlação, análise fatorial (AF), análise de componentes principais (ACP) e análise de agrupamento (AA), análise canônica (AC) e análise discriminante (AD). Após as 160 h de funcionamento foram retirados os gotejadores total ou parcialmente entupidos no final das linhas laterais para análise do biofilme formado empregando-se a MEV. As 160 h de operação foram suficientes para detectar entupimento nos três gotejadores operando com as diluições com maior fração do EA (D1, D2 e D3). O filtro de discos foi eficiente na remoção de tur e SST, da mesma forma que manteve uma variação de vazão reduzida ao longo do dia e uma redução de pressão de apenas 50 kPa para as D3, D4 e D5 no decorrer das 8 h diárias de funcionamento. A utilização da estatística multivariada como ferramenta para auxiliar na compreensão dos mecanismos de entupimento de gotejadores operando com diluições de EA em AP foi satisfatória. De acordo com as análises AF, ACP e AC, o gotejador mais sensível a esse tipo de água residuária foi o SL e o menos sensível o ST. A AA sinaliza que as diluições D2, D3 e D4 são semelhantes a 30% de dissimilaridade. A AD gerou uma função de classificação para cada gotejador com porcentagem de acerto de 100%. A MEV foi uma ferramenta de grande valia no entendimento dos processos de entupimento dos gotejadores ao mostrar a dimensão do entupimento no labirinto do emissor.


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  • Estimativas apontam que população mundial aumentará para 9,4 bilhões em 2050, trazendo a necessidade de um aumento de 70% na produção de alimentos; uma das soluções para este problema é aprimoramento tecnológico das atividades agropecuárias, dentre elas, a aquicultura que é a atividade que corresponde ao cultivo controlado de organismos aquáticos; neste cenário, o Brasil desponta como um dos países com maior potencial de produção aquícola, especialmente pela sua disponibilidade hídrica, clima favorável e ocorrência natural de espécies aquáticas; entretanto, existe uma preocupação para um futuro em que, a problemática entre crescimento populacional e produção de alimentos, se junta a projeções nada animadoras sobre o meio ambiente; assim, incentivar o desenvolvimento sustentável da aquicultura brasileira é fundamental; para isto, é imprescindível a minimização de impactos ambientais da aquicultura, que são, poluição pelo aporte de matéria orgânica, nutrientes, organismos patogênicos, compostos recalcitrantes originários de medicamentos, hormônios e composição da ração, eutrofização e perda da biodiversidade; para mitigá-los, o planejamento e o entendimento sobre os atributos das águas residuárias é fundamental para que a atividade aquícola possa ser considerada sustentável; além disso, uma das melhores alternativas para reduzir os impactos ambientais provenientes do efluentes da aquicultura é o reúso agrícola, devido as suas diversas vantagens ambientais e econômicas; uma maior disseminação dessa pratica está atrelada a uma legislação de qualidade e do uso de tecnologia adequada; do ponto de vista ambiental o reúso agrícola se torna mais seguro quando realizado pela irrigação por gotejamento, este sistema é o mais sustentável devido a elevada eficiência de aplicação, do baixo risco de contaminação do produto agrícola e de operadores no campo, da minimização dos riscos de escoamento superficial, percolação e acumulação de sais próximo ao sistema radicular e da prevenção de aerossóis; a única limitação deste sistema é o entupimento de gotejadores que pode ser agravado pela qualidade da água de irrigação; para que esta limitação seja minimizada é necessário conhecer os aspectos técnicos dos emissores, os fatores de influência e os tipos de entupimento, físico, químico e biológico, além das técnicas de detecção da obstrução, como avaliação de desempenho hidráulico, uniformidade e elaboração de modelos prevenção; com o conhecimento adquirido dos aspectos que favorecem a obstrução dos gotejadores podem ser elaboradas ou escolhidas técnicas de minimização do entupimento, tais como, filtração, tratamento da água de irrigação, descarga da linha de irrigação, otimização da estrutura do emissor e aplicação de emissores com tecnologia anti-entupimento.

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  • ROMUALDO MEDEIROS CORTEZ COSTA
  • ADUBAÇÃO COM MICRONUTRIENTES EM BETERRABA.

  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JUAN WALDIR MENDOZA CORTEZ
  • ARTHUR BERNARDES CECÍCLIO FILHO
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • Data: 29/07/2022

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  • A beterraba (Beta vulgaris L.) é uma hortaliça de importância econômica e, nutricional, para os seres humanos. No entanto, é restrito na literatura recomendações de micronutrientes, principalmente em região semiárida, para a cultura. Apesar das plantas requererem em menor quantidade, os micronutrientes são essenciais para se obter melhor rendimento e qualidade dos produtos. Além disso, o fornecimento restrito ou em excesso pode causar danos às plantas e a saúde humana. O objetivo da pesquisa foi avaliar o desempenho agronômico de beterraba adubada com micronutrientes. Foram avaliados quatro experimentos, isoladamente, nos anos de 2019 e 2021, na Fazenda Experimental Rafael Fernandes em Mossoró, RN. Os experimentos foram delineados em blocos casualizados completos, com cinco tratamentos (doses) e quatro repetições. As doses para cada experimento foram: 0, 1,0, 2,0, 3,0, e 4,0 kg ha-1 de boro (B); 0, 1,5, 3,0, 4,5 e 6,0 kg ha-1 de cobre (Cu); 0, 3,0, 6,0, 9,0 e 12,0 kg ha-1 de manganês (Mn); 0, 1,5, 3,0, 4,5 e 6,0 kg ha-1 de zinco (Zn). Em cada experimento foram avaliadas características de crescimento, nutricional, produtividade e pós-colheita. A dose 4,0 kg ha-1 de B proporcionou maior produtividade total (22,22 t ha-1) e comercial (21,29 t ha-1) de raízes tuberosas, maior acúmulo de massa seca e de boro nos órgãos de beterraba. No experimento de 2019 a produtividade máxima obtida foi de 18,46 t ha-1 (3,8 kg ha-1 de Cu) e a comercial 17,32 kg ha-1 (3,9 kg ha-1 de Cu). Em 2021 a produtividade não diferiu em função das doses de Cu, apresentando média de 33,30 e 32,31 t ha-1 de raízes tuberosas total e comercial, respectivamente. Os maiores acúmulos de Cu foram alcançados com 6,0 kg ha-1 de Cu. A adubação com 6,0 kg ha-1 de Mn ocasionou maior resultado de produtividade total (21,59 t ha-1) e comercial (20,55 t ha-1). O acúmulo de Mn nas raízes tuberosas não diferiu com a adubação, no entanto, o máximo acumulado de Mn nas folhas e em toda a planta ocorreu com 12,0 kg ha-1 de Mn. A adubação com Zn aumentou a produtividade comercial da beterraba (20,34 t ha-1 na dose 6,0 kg ha-1 de Zn) e não influenciou na produtividade total e não comercial.O acúmulo de Zn foi crescente até a dose 6,0 kg ha-1 de Zn em todos os órgãos avaliados e em toda a planta. Recomenda-se, nas condições estudadas, adubação de 4,0 kg ha-1 de B para obtenção de maior produtividade de beterraba, no entanto essa mesma dose sugere excesso de B disponível e reduz o teor de potássio, cálcio e magnésio na folha diagnóstica. Além disso o boro não influencia nos atribudos de qualidade pós-colheita. A redução da massa seca total e das raízes tuberosas pode ser um indicativo da toxicidade por cobre. Possivelmente, devido maior teor de Cu disponível em 2021, a adubação não influenciou na produtividade. O Cu não influencia nos parâmetros de qualidade avaliados, com excessão do pH. Redução da produtividade em doses acima de 6,0 kg ha-1 de Mn pode ser consequência do excesso deste micronutriente na planta. Porém, o Mn não tem efeitos sobre a produção de raízes tuberosas não comerciais. As folhas de beterraba são órgãos acumuladores de Mn. Apesar da indicação, através da diagnose foliar, do excesso de Zn na beterraba, não foi observado sintomas visuais de toxicidade e redução do rendimento da planta, uma vez que a maior produtividade total e comercial ocorreu na dose 6,0 kg ha-1 de Zn. Além disso, o Zn melhorou a qualidade pós-colheita das raízes tuberosas comerciais.


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  • DESEMPENHO AGRONÔMICO DE BETERRABA CULTIVADA COM DOSES DE BORO
    RESUMO: O boro é essencial ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Este micronutriente tem funções importantes em processos fisiológicos e metabólicos, que, quando disponível em quantidades ideais acarreta em melhoria na produtividade e qualidade dos produtos vegetativos. Objetivou-se avaliar o desempenho agronômico de beterraba adubada com doses de boro. Foram realizados dois experimentos na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, zona rural do município de Mossoró – RN, nos anos de 2019 e 2021. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados completos com 5 tratamentos e 4 repetições. As doses 0,1,0, 2,0, 3,0, e 4,0 kg ha-1 de boro, na forma de ácido bórico, compuseram os tratamentos. Foram avaliados variáveis de crescimento, nutricionais, pós-colheita e produtividade. Os dados foram submetidos a análise conjunta. Estima-se incremento de 7 t ha-1 na produtividade comercial de raízes tuberosas de beterraba adubadas com boro. A adubação com boro não influenciou a altura, número de folhas da planta e variáveis de pós-colheita, com exceção do pH. A produtividade total (22,22 t ha-1 ) e comercial (21,29 t ha-1) máxima foi alcançada na dose 4 kg ha-1 de boro. Na mesma dose também constatou-se maior massa seca e acúmulo de B em todos as partes da beterraba.

    CULTIVO DE BETERRABA DE MESA ADUBADA COM DOSES DE ZINCO
    RESUMO: O zinco é um micronutriente essencial as plantas e importante para a saúde humana. Para que ocorra esse fornecimento através dos alimentos, é necessário realizar o manejo nutricional que enriqueça os vegetais com este micronutriente. Objetivou-se avaliar os efeitos da adubação via solo com zinco no desempenho agronômico de beterraba de mesa. Foram desenvolvidos dois experimentos na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, pertencente a Universidade Federal Rural do Semi-árido, na zona rural de Mossoró – RN. Cada experimento foi delineado em blocos casualizados completos, com cinco tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram formados pelas doses de zinco (0, 1,5, 3,0, 4,5 e 6,0 kg ha-1
    ), usando sulfato de zinco como fonte nutricional. Foram avaliadas características de crescimento, produtividade total, comercial e não comercial de raízes tuberosas, teor de macronutrientes e zinco na folha diagnóstica e acúmulo de zinco nos tecidos vegetais de beterraba. Também realizou-se análises pós-colheita nas raízes tuberosas. Não observou-se efeito estatístico da adubação com zinco na produtividade total e comercial de beterraba. Por outro lado, houve aumento do teor deste micronutriente na folha diagnóstica e crescimento linear do acúmulo do mesmo nos tecidos vegetais de beterraba. Também constatou-se efeito sobre as variáveis de pós-colheita. Maior produtividade comercial de beterraba (20,34 t ha-1 ) foi obtida na dose 6,0 kg ha-1 de Zn. O teor de zinco na diagnose foliar de beterraba em todas os tratamentos sugere excesso deste nutriente, todavia, não houve prejuízos ao rendimento da cultura.

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  • JOAO MARCELO FREIRE SEGUNDO
  • INFLUÊNCIA DO ESTUÁRIO DO RIO POTENGI NA BALNEABILIDADE DE PRAIAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE NATAL/RN

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALAN MARTINS DE OLIVEIRA
  • FERNANDA LIMA CAVALCANTE
  • JERÔNIMO ANDRADE FILHO
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • RAIMUNDO FERNANDES DE OLIVEIRA JUNIOR
  • Data: 12/08/2022

  • Mostrar Resumo
  • A balneabilidade das praias é um aspecto importante nos segmentos ambientais, econômicos e sociais das cidades litorâneas, especialmente para cidades como Natal, que tem o turismo como uma das atividades econômicas que mais geram emprego e renda. Neste contexto, a influência dos rios na balneabilidade das praias urbanas, deve ser monitorada e controlada pelas autoridades da sociedade civil, sendo o objetivo do presente trabalho, onde se investiga a influência do estuário bacia hidrográfica do rio Potengi nas praias de Natal. Com coletas sendo realizadas no período de estiagem (30/11/2020 a 05/01/2021) e no fim do período chuvoso (04/05/2021 a 01/06/2021), foram retiradas amostras das águas do rio Potengi em seis pontos do trecho que corta a cidade de Natal, além da areia e da água em seis pontos das praias de Natal, desde a Praia dos Artistas até a Praia da Redinha. As análises das amostras foram realizadas pelo laboratório de Microbiologia, Físico-Químico e de Solos do IFRN, subsidiando a avaliação da qualidade da água do estuário com emprego de análise estatística multivariada (análise de componentes principais e análise fatorial), a avaliação da balneabilidade das praias, e, a influência do estuário na balneabilidade das praias. Como resultado da pesquisa constatou-se que embora não haja correlação estatística entre os indicadores físico-químicos de qualidade do estuário com os indicadores microbiológicos da balneabilidade das praias, o mesmo exerce influência microbiológica, pois as praias mais próximas a foz do rio apresentam piores taxas de concentração de bactérias do que as praias mais afastadas.


  • Mostrar Abstract
  • A balneabilidade das praias é um aspecto importante nos segmentos ambientais, econômicos e sociais das cidades litorâneas, especialmente para cidades como Natal, que tem o turismo como uma das atividades econômicas que mais geram emprego e renda. Neste contexto, a influência dos rios na balneabilidade das praias urbanas, deve ser monitorada e controlada pelas autoridades da sociedade civil, sendo o objetivo do presente trabalho, onde se investiga a influência da bacia hidrográfica do rio Potengi nas praias de Natal. Com coletas sendo realizadas no período de estiagem (30/11/2020 a 05/01/2021) e no fim do período chuvoso (04/05/2021 e 01/06/2021), foram retiradas amostras das águas do rio Potengi em seis pontos do trecho que corta a cidade de Natal, além da areia e da água em seis pontos das praias de Natal. As análises das amostras foram realizadas pelo laboratório de Microbiologia, Físico-Químico e de Solos do IFRN, com intuito de determinar o índice de qualidade da água (IQA) para cada ponto de coleta do rio, e, de classificar a balneabilidade das praias com base nos índices microbiológicos.

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  • MARIA ELIDAYANE DA CUNHA
  • EFEITO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA QUALIDADE AMBIENTAL NO VALE DO RIO PIRANHAS-AÇU.

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • LUIZ EDUARDO VIEIRA DE ARRUDA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • THAÍS CRISTINA DE SOUZA LOPES
  • Data: 26/08/2022

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  • A intrusão antrópica vem promovendo diversos impactos aos recursos naturais em meio a constantes mudanças no padrão de uso e ocupação do solo, afetando significativamente os meios bióticos e abióticos. Diante disso, objetivou-se avaliar em três capítulos distintos, os reflexos antropogênicos associados ao uso e ocupação de um trecho da Bacia Hidrográfica do Rio Piranhas-Açu e sua influência sobre a qualidade ambiental. A pesquisa foi desenvolvida na parte baixa da Bacia Hidrográfica do Rio Piranhas-Açu, localizada na microrregião do Vale do Açu. Para o Capítulo 1, foi realizado um levantamento das classes de cobertura e sua quantificação para quatro décadas distintas e, de dados pluviométricos para dois anos antecessores a estas, buscando observar as mudanças de cobertura na paisagem e a influência das chuvas nestas. As imagens foram retiradas do MapBiomas e tratadas pelo software QGIS, e os dados pluviométricos da EMPARN. Para o Capítulo 2, foram realizadas cinco coletas de água em sete pontos situados ao longo do trecho do rio durante os anos de 2019, 2020 e 2021, em épocas secas e chuvosas, para avaliação dos atributos físicos, químicos e microbiológico a partir da análise das variáveis pH, CE, Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, CO32-, HCO3-, NT, ALC, PT, CT e CL. Para o Capítulo 3 foram realizadas três coletas de planta, também para os anos supracitados, para avaliação das variáveis Na+, K+, Ca2+, Mg2+, NT, PT, Fe, Mn, Cu e Zn. Foi calculada a média entre os pontos para as diferentes partes da planta (parte aérea e raiz), obtendo-se os valores para as diferentes épocas de coleta. Os resultados de água e planta foram avaliados empregando-se a estatística multivariada. Foi calculado o fator de fitorremediação para a Eichhornia crassipes. Os resultados apontaram a influência do uso e ocupação do solo, ao longo das décadas, sob os tipos de cobertura que foram atrelados a antropização e fatores climáticos. As mudanças indicaram o avanço da agropecuária, aquicultura e urbanização e consequente diminuição da vegetação natural e espelho d’água. Comportamento atípico foi verificado para o ano de 2010 que foi influenciado por chuvas acima da média, contribuintes para o aumento na distribuição da vegetação e recarga do corpo receptor. A sazonalidade mostrou forte influência sob a qualidade da água que foi indicada pela salinidade, alcalinidade e trofia. A sazonalidade e o uso e ocupação do solo influenciaram através de fatores antrópicos ligados a urbanização (PT) e a agricultura sobre os sais (Ca2+, Mg2+, Na+, CE, Cl-) e alcalinidade. A Eichhornia crassipes apresentou eficiência para a absorção dos elementos estudados, principalmente Na+, Fe e Mn. Foram formados grupos de absorção relativos a nutrientes, sais e metais pesados subdivididos entre parte aérea e radicular da planta. O potencial de fitorremediação do aguapé foi atribuído a sua adequação para a fitoextração de nutrientes, sais e metais (NT e PT; Na+ K+ e Mg2+ e; Zn) e, fotoestabilização de metais (Zn, Fe e Mn).


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  • A intensificação das atividades antrópicas contribui para as mudanças ocorrentes na paisagem e consequente alteração das características naturais dos ecossistemas que sofrem constante processo de degradação. Diante o exposto, objetivou-se verificar as transformações ocorrentes sob a cobertura do solo à jusante da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, causadas pelo uso e ocupação da área em um período de 40 anos. A pesquisa foi desenvolvida na parte baixa da Bacia Hidrográfica do Rio Piranhas-Açu, localizada na microrregião do Vale do Açu. Foi realizado um levantamento das classes de cobertura, a partir de imagens retiradas do MapBiomas, para os anos de 1990, 2000, 2010 e 2020 para posterior quantificação das áreas de classes identificadas e observação das mudanças ocorrentes. O software QGIS foi utilizado para tratar os dados georreferenciados. Um levantamento de dados pluviométricos foi feito para os anos de 1988, 1989, 1990, 1998, 1999, 2000, 2008, 2009, 2010, 2018, 2019 e 2020 na região, a partir de dados retirados da EMPARN. De acordo com os resultados, a cobertura do solo na região foi influenciada pelo uso e ocupação, ao longo dos anos estudados, a partir da incidência da agropecuária, aquicultura e urbanização, bem como da precipitação pluviométrica. Ao longo dos 40 anos foram observados aumentos das áreas antropizadas e diminuição da vegetação natural e corpo hídrico. A ocorrência de chuvas acima da média na região para o ano de 2010, gerou comportamento atípico as demais décadas avaliadas, em meio ao aumento na distribuição da vegetação e recarga do corpo receptor.

    RESUMO 2
    A ocupação e uso inadequado do ambiente têm propiciado alterações nos atributos físicos, químicos e biológicos dos ecossistemas, incorporando padrões de vida insustentáveis à manutenção de sua qualidade. Diante o exposto, objetivou-se com o presente trabalho avaliar as interferências devido ao uso e ocupação do solo na qualidade da água na parte baixa da bacia hidrográfica do Rio Piranhas-Açu, no semiárido brasileiro, identificando as variáveis mais sensíveis na distinção dos ambientes utilizando a técnica da multivariada. O estudo foi conduzido à jusante do Reservatório Armando Ribeiro Gonçalves nos anos de 2019, 2020 e 2021 durante as estações secas e chuvosas. Foram realizadas cinco coletas de amostras de água em sete pontos distribuídos ao longo do trecho para avaliação dos atributos físicos, químicos e microbiológico. As análises foram realizadas para as variáveis: pH, CE, Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, CO32-, HCO3-, NT, ALC, PT, CT e CL a, totalizando 490 amostras. Para avaliação da qualidade das águas, empregou-se estatística multivariada como a análise de componentes principais (ACP), análise fatorial (AF) e análise de agrupamento (AA). A ACP/AF permitiu a formação de três grupos indicadores da qualidade da água, envolvendo salinidade, alcalinidade e trofia explicando 71,93% da variância total. A sazonalidade mostrou ser um forte influenciador na qualidade da água para as variáveis estudadas. O uso e ocupação do solo influenciou na qualidade da água dos trechos do rio, tendo a urbanização influência sobre o PT e a agricultura sobre os sais (Ca2+, Mg2+, Na+, CE, Cl-) e alcalinidade apresentados na água.

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  • JUSSIARA SONALLY JACOME CAVALCANTE
  • APLICAÇÃO EXÓGENA DE ÁCIDOS ORGÂNICOS MITIGA O ESTRESSE SALINO EM ALFACE E RÚCULA.

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • JUCIREMA FERREIRA DA SILVA
  • KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • RÔMULO CARANTINO LUCENA MOREIRA
  • Data: 16/12/2022

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  • A Alface e a rúcula são hortaliças fontes de nutrientes e vitaminas de grande importância para a saúde humana, porém sua produção no semiárido pode ser limitada pela concentração de sais da água e no solo. O uso de elicitores que induz a tolerância ao estresse salino pode melhorar o rendimento agronômico em ambientes estressantes. Assim, objetivou-se avaliar elicitores que influencia a tolerância ao estresse salino (ácido ascórbico, ácido giberélico e ácido salicílico) na produção, fotossíntese e homeostase iônica de cultivares de alface e rúcula. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação da UFERSA utilizando baldes contendo solo classificado como latossolo, para a irrigação do experimento foi utilizada água de rejeito salino com a CE em torno de 9 dS m-1 misturada com água de abastecimento obtendo assim uma CE de 4 dS m-1, no primeiro experimento foi conduzido em delineamento experimental de blocos casualizados, em esquema fatorial 3 x 5, com cinco repetições e cada repetição foi composta por quatro plantas. Assim como o segundo experimento, sendo que o primeiro fator do experimento I corresponde a três cultivares de alface crespa, sendo elas: SVR 2005, Simpson e Grand Rapids e o experimento II utilizando três cultivares de rúcula, sendo elas: Cultivada, Gigante e Rokita. As cultivares de alface e rúcula foram submetidas a cinco tratamentos sendo eles: controle (0,53 dS m-1); estresse salino (4,0 dS m-1); estresse salino + ácido ascórbico (50 µM L-1); estresse salino + ácido giberélico (50 µM L-1); e estresse salino + ácido salicílico (50 µM L-1) para a aplicação dos elicitores foi utilizado um borrifador via foliar. Foram avaliados o acúmulo de biomassa, crescimento e as variáveis fotossintéticas das plantas de alface e rúcula. Pode-se concluir que todas as variedades de alface tolerantes tiveram produção semelhante ao controle devido à melhoria na fotossíntese e na eficiência no uso da água A cultivar Grand Rapids é tolerante a salinidade da água de 4,0 dS m-1 e salinidade do solo de 5,0-6,1 dS m-1. A irrigação com água salina de 4,0 dS m-1 diminuiu o crescimento, condutância estomática, fotossíntese, eficiência máxima da fotossíntese II e a produção de biomassa das cultivares SRV 2005 e Simpson, sensíveis à salinidade. O ácido salicílico mitigou o estresse salino na cultivar SRV 2005. E nas cultivares de rúcula Gigante e Rokita são tolerantes e a cv. Cultivada é sensível a irrigação com água salina de 4,0 dS m-1 e a salinidade do solo de 6,0 dS m-1. O AG3 exógeno (50 µM L-1) é eficiente como elicitor de tolerância ao estresse salino em cultivares sensíveis de rúcula


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  • Resumo: A alface podem ser influenciadas pelo grau de salinidade da água e do solo, que pode limitar seu desenvolvimento e produção. Assim, objetivou-se avaliar elicitores de tolerância ao estresse salino (ácido ascórbico, ácido giberélico e ácido salicílico) no crescimento, fotossíntese e homeostase iônica de cultivares de alface. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação em delineamento experimental de blocos casualizado, em esquema fatorial 3 x 5, com quatro repetições e cada repetição foi composta por quatro plantas. O primeiro fator corresponde a três cultivares de alface crespa, sendo elas: SVR 2005, Simpson e Grand Rapids. As cultivares de alface foram submetidas a cinco tratamentos sendo eles: controle (0,53 dS m-1); estresse salino (4,0 dS m-1); estresse salino + ácido ascórbico (50 µM L-1); estresse salino + ácido giberélico (50 µM L-1); e estresse salino + ácido salicílico (50 µM L-1). A cultivar Grand Rapids é tolerante a salinidade da água de 4,0 dS m-1 e salinidade do solo de 5,0-6,1 dS m-1. A irrigação com água salina de 4,0 dS m-1 diminuiu o crescimento, condutância estomática, fotossíntese, eficiência máxima da fotossíntese II e a produção de biomassa das cultivares SRV 2005 e Simpson, sensíveis à salinidade. A cultivar Simpson não respondeu aplicação dos elicitores de tolerância ao estresse salino, mas ácido salicílico mitigou o estresse salino na cultivar SRV 2005.

    Resumo: A possibilidade do uso dessas águas para irrigação está ligada diretamente com tolerância da cultura à salinidade. Com isso, objetivou-se estudar os efeitos da aplicação exógena de ácidos orgânicos no crescimento, respostas fisiológicas e produção de cultivares de rúcula irrigada com água salina. O experimento foi condizido em casa de vegetação no delineamento experimental de blocos casualizado, avaliando dois fatores. O primeiro fator foi três cultivares de rúcula: Cultivada, Gigante e Rokita. As cultivares de rúcula foram submetidas a cinco tratamentos: controle (0,53 dS m-1); estresse salino (4,0 dS m-1); estresse salino + ácido ascórbico (50 µM L-1); estresse salino + ácido giberélico (50 µM L-1); e estresse salino + ácido salicílico (50 µM L-1). A cv. Cultivada é sensível a salinidade e diminui a fotossintese e produção de biomassa quando irrigada com água salina de 4,0 dS m-1. A suplementação de AG3 exógeno mitigou o estresse salino na cv. Cultivanda, aumentando o acúmulo de biomassa, expansão foliar, condutância estomática, fotossíntese e eficiência no uso da água. As cultivares Gigante e Rokita são tolerantes e a cv. Cultivada é sensível a irrigação com água salina de 4,0 dS m-1 e a salinidade do solo de 6,0 dS m-1. O AG3 exógeno (50 µM L-1) é eficiente como elicitor de tolerância ao estresse salino em cultivares sensíveis de rúcula.

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  • SAMYLLE RUANA MARINHO DE MEDEIROS
  • "QUALIDADE DA ÁGUA SUBTERRÂNEA NO DISTRITO IRRIGADO DO BAIXO AÇU – RN: ASPECTOS SOCIOAMBIENTAIS E INTERFERÊNCIAS DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO"

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • ALAN MARTINS DE OLIVEIRA
  • JOYCE ELANNE MATEUS CELESTINO
  • JÚLIO JUSTINO DE ARAÚJO
  • ZILDENICE MATIAS GUEDES MAIA
  • Data: 19/12/2022

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  • O uso irracional da água tornou-se, atualmente, uma preocupação de ordem planetária. O esgotamento dos recursos hídricos subterrâneos e a perda de sua qualidade ameaça a segurança da água em todo o mundo, e se trata de uma pauta urgente. O Distrito Irrigado do Baixo Açu (DIBA), inserido na região do Baixo Açu, Estado do Rio Grande do Norte, é conhecido pelo potencial estratégico na economia potiguar, e consiste em um projeto de irrigação que fortalece a economia local, sendo a área promissora ao desenvolvimento da fruticultura e de outras atividades extrativistas. Tendo em vista, a relevância socioeconômica, o preocupante quadro de conservação ambiental do DIBA e os poucos estudos locais, que deem ênfase ao uso e a ocupação do solo como fatores que interferem, diretamente, na qualidade das reservas de água subterrâneas, esta pesquisa visa avaliar a qualidade das águas subterrâneas no DIBA em associação ao uso e ocupação do solo com objetivo de integrar informações e contribuir com a gestão e uso sustentável dos recursos hídricos. Para isso, utilizou-se dos seguintes procedimentos metodológicos: coleta de dados e elaboração de mapas cartográficos para subsidiar a análise multitemporal do uso e ocupação do solo; coleta e análise da água subterrânea; aplicação da estatística multivariada para correlacionar os dados e aplicação de questionários semiestruturados aos atores sociais usuários da água subterrânea, visando avaliar o seu perfil e percepção higiênico/sanitária. Obteve-se como resultados da pesquisa um diagnóstico ambiental que refletiu sobre a configuração histórica e socioeconômica do local, compreendendo a dinâmica de transformação decorrente. Os resultados indicaram alterações em todas as classes de uso do solo mapeadas durante os últimos 50 anos. Quanto a qualidade da água está se mostrou na maioria dos pontos inadequadas para uso na irrigação e para potabilidade; os usuários identificados e entrevistados refletiram a necessidade de capacitação, educação ambiental e higiene/sanitária principalmente nas atividades do trabalho rural. Os dados obtidos com o estudo constituem aspectos interessantes passíveis de consideração pelo planejamento e gestão do Perímetro Irrigado. Contudo, é necessário esforços contínuos e conjuntos de agências de águas e serviços de extensão agrícola em estreita cooperação com os usuários de água.


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  • O uso irracional da água tornou-se, atualmente, uma preocupação de ordem planetária. O esgotamento dos recursos hídricos subterrâneos e a perda de sua qualidade ameaça a segurança da água em todo o mundo, e se trata de uma pauta urgente. O Distrito Irrigado do Baixo Açu (DIBA), inserido no município de Açu, Estado do Rio Grande do Norte, é conhecido pelo potencial estratégico na economia potiguar, e consiste em um projeto de irrigação que fortalece a economia local, sendo a área promissora ao desenvolvimento da fruticultura e de outras atividades extrativistas. Tendo em vista, a relevância socioeconômica, o preocupante quadro de conservação ambiental do DIBA e os poucos estudos na região do Baixo Açu, que deem ênfase ao uso e a ocupação do solo como fatores que interferem, diretamente, na qualidade das reservas de água subterrâneas, esta pesquisa visa avaliar a qualidade das águas subterrâneas no DIBA em associação ao uso e ocupação do solo com objetivo de integrar informações e contribuir coma gestão e uso sustentável dos recursos hídricos. Para isso, utilizou-se dos seguintes procedimentos metodológicos: coleta de dados e elaboração de mapas cartográficos para subsidiar a análise multitemporal do uso e ocupação do solo; coleta e análise da água subterrânea; aplicação da estatística multivariada para correlacionar os dados e aplicação de questionários semiestruturados aos atores sociais, usuários da água, subterrânea, visando avaliar o seu perfil e percepção higiênico/sanitária. Obteve-se como resultados da pesquisa um diagnóstico ambiental que refletiu sobre a configuração histórica e socioeconômica do local, compreendendo a dinâmica de transformação decorrente. Os resultados indicaram alterações em todas as classes de uso do solo mapeadas durante os últimos 50 anos. Quanto a qualidade da água está se mostrou na maioria dos pontos inadequadas para uso na irrigação e para potabilidade; os usuários identificados e entrevistados refletiram a necessidade de capacitação, educação ambiental e higiene/sanitária principalmente nas atividades do trabalho rural. Os dados obtidos com o estudo constituem aspectos interessantes passíveis de consideração pelo planejamento e gestão doPerímetro Irrigado. Contudo, é necessário esforços contínuos e conjuntos de agências de águas e serviços de extensão agrícola em estreita cooperação com os usuários de água.

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  • ANTONIO ALDISIO CARLOS JUNIOR
  • PREDIÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO MILHO POR SENSORIAMENTO REMOTO ORBITAL.

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • ARTÊNIO CABRAL BARRETO
  • Data: 30/12/2022

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  • Atualmente, com o crescimento populacional e prognóstico de aumento da demanda por alimentos, faz-se necessário estabelecer critérios para o manejo sustentável das propriedades agrícolas com o objetivo de mitigar os impactos ambientais e garantir a segurança alimentar. Nesse sentido, com a avanço dos sistemas sensores embarcados em satélites orbitais várias possibilidades de estudos foram incorporadas para estabelecer estratégias para agricultura de precisão. Entre esses estudos, o conhecimento do potencial produtivo da cultura constitui informação relevante para o aprimoramento das práticas agrícolas. Para tanto, o uso do sensoriamento remoto nessa temática está associado a relação entre os índices de vegetação oriundos de bandas espectrais que podem, através do comportamento espectral da cultura, indicar as condições biofísicas de uma cultura. Nesse caso, pode-se empregar os índices de vegetação isoladamente ou integrado a variáveis do solo que condicionam a produtividade. Devido a limitação dos produtos de sensoriamento remoto, principalmente as impostas pelas resoluções espaciais e temporais, comumente os estudos são direcionados a grandes escalas, sendo o desafio entregar resultados consistentes em escala de campo para possibilitar que pequenos e médios agricultores possam minimamente ter acesso a informações que possam subsidiar no planejamento de práticas agrícolas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo predizer a produtividade do milho em escala de campo utilizando duas concepções divididas em dois artigos intitulados: Relação entre índices de vegetação e propriedades do solo para predição da produtividade do milho por meio de aprendizagem de máquina e Predição espaço-temporal da produtividade do milho por sensoriamento remoto orbital. O experimento foi conduzido nos anos de 2019 e 2020 em uma área de 9 ha irrigada por pivô central, inserida na fazenda experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Para o primeiro experimento, foi definida uma malha amostras contendo 66 pontos, nos quais foram coletadas a textura, a fertilidade do solo e produtividade do milho. Para o processamento dos índices de vegetação foram utilizadas as imagens dos satélites Sentinel 2 em 30, 45 e 75 dias após a semeadura. Com exceção dos índices de vegetação, a textura e propriedade químicas do solo foram modeladas espacialmente por meio da Krigagem ordinária. A técnica empregada para predizer a produtividade foi a aprendizagem de máquina com o uso dos modelos Decision Tree, Random Forest e Support Vector Machines. No segundo experimento, os índices de vegetação e bandas espectrais individuais, processados dos sensores embarcados no Sentinel 2 e Landsat 8, foram correlacionados, por meio de regressão linear simples e múltipla, com a produtividade do ano de 2019, gerando equações que foram validadas para a safra de 2020. Os resultados do primeiro experimento indicaram que foi possível predizer a produtividade do milho com 30 dias após a semeadura, sendo o método Support Vector Machines o mais eficiente (RMSE 175,2 Kg/ha, R² 0,98). No segundo experimento o modelo mais acurado para predizer a produtividade, com R² de 0,62 foi a integração do Índice de Vegetação da Diferença Normalizada conjuntamente com a banda azul do sentinel 2 em 63 dias após a semeadura. O modelo preditor para a safra de 2020 apresentou o erro (RMSE) de 22,7% na estimativa da produtividade. Ante os resultados, o uso de sensoriamento remoto demostrou ser eficientes na estimativa da produtividade em escala de campo, o que pode auxiliar órgãos governamentais e agricultores nas tomadas de decisões.


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  • ARTIGO 1: 

    O monitoramento e previsão do potencial produtivo de uma cultura é um dos instrumentos mais importantes para tomadas de decisões na agricultura. Dessa forma, conhecer de forma antecipada e quais variáveis tem mais significância na predição da produtividade permite a otimização de recursos financeiros, com adoção de melhores práticas de manejo. Nesse sentido, o presente estudo objetivou estimar a produtividade do milho integrando dados do solo e índices de vegetação por meio de métodos de aprendizagem de máquina. O estudo foi conduzido em área de 9 hectares cultivada com milho irrigado por pivô central, situada na Fazenda experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Foi delineado uma malha amostral com 67 pontos, nos quais foram obtidos a produtividade,  frações de areia, silte e argila nas profundidades de 0-20; 20-40 e 40-60cm, e por fim, dados químicos de Potencial Hidrogeniônico (pH), Condutividade elétrica (Ce), Carbono orgânico total (COT), Fósforo (P), Sódio (Na), Potásio (K), Magnésio (Mg), Acidez potencial (H+AL), Soma de base (SB), CTC efetiva (t), CTC pH 7 (T), Saturação por bases (V) e Porcentagem de sódio total (PST), na profundidade de 0-20cm. Além dessas variáveis, foram processados oito índices de vegetação derivados do sensor multiespectral do sentinel 2A em três datas correspondentes a 30, 45 e 75 dias após o plantio. Inicialmente, os dados de solo e produtividades foram submetidos a geoestatística e para predição da produtividade, foram utilizados a correlação Pearson e os métodos de aprendizagem de máquina Decision Tree – DT, Random Forest - RF e Support Vector Machines – SVM. De maneira geral, os métodos de aprendizagem de máquina superaram a correlação Pearson. O SVM utilizando índices de vegetação com variáveis do solo foi o modelo com melhor desempenho (RMSE 2,92 sc/há, R² 0,98), sendo o Índice Infravermelho de Diferença Normalizada com 30 dias após o plantio a variável de maior contribuição.

     

    ARTIGO 2: 

    A produtividade agrícola consiste em uma variável essencial para auxiliar o produtor e órgãos governamentais nos processos de tomadas de decisão. Apesar de importante, a produtividade não é um indicador capaz de gerar informações que melhore o manejo da cultura em zonas específicas, sendo imprescindível o mapeamento de sua variabilidade espacial e temporal. A estimativa da produtividade de modo convencional depende de dados agrometeorológicos ou equipamento mecanizados com elevado custo ao produtor. Assim, o emprego de imagens de satélites constitui uma boa ferramenta para o monitoramento do potencial produtivo.  Nesse contexto, esta pesquisa objetiva avaliar modelos espectrais oriundos de imagens de satélites para predição espacial e temporal da produtividade do milho em escala de campo. O experimento foi conduzido nos anos de 2019 e 2020, em área de 9 hectares, irrigada por pivô central, inserida na Fazenda Experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Para obtenção da produtividade foram delimitadas 66 unidades amostrais com área de 1,80 x 8m por parcela, onde foram coletadas espigas com grãos corrigidos para umidade a 13,5%. O cálculo utilizou o peso da amostra corrido e o mapa de produtividade foi estimado por técnicas de geoestatística. Foram testados índices de vegetação e bandas individuais das imagens dos satélites sentinel 2 e Landsat 8 de diferentes datas. Os resultados foram obtidos mediante correlação entre índices de vegetação e modelos espectrais com a produtividade observada em campo por meio de regressão linear simples e múltipla. A safra de 2019 foi utilizada para construção dos modelos, sendo que os melhores foram validados para a safra 2020. A utilização Índice de Vegetação da Diferença Normalizada conjuntamente com a banda azul oriundos das imagens Sentinel 2 permitiu construir uma equação para estimar a produtividade com coeficiente de determinação(R²) de 0,62 após 63 dias do plantio. O modelo preditor para a safra de 2020 apresentou o erro (RMSE) de 22,7% na estimativa da produtividade, sendo considerado eficaz, uma vez que foi testado com cultivar de maior produtividade e em imagem com 76 dias após o plantio. Considerando a escala do estudo, os resultados demostram que o pequeno e médio produtor podem monitorar e adotar técnicas de agricultura de precisão com auxílio de imagens do satélite Sentinel 2.

2021
Dissertações
1
  • HELENA MARIA DE MORAIS NETA GÓIS
  • CULTIVO DE ALFACE EM SISTEMAS HIDROPONICOS E CONCENTRAÇÕES DE SOLUÇÃO NUTRITIVA

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA ARAÚJO DINIZ
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • MYCHELLE KARLA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 24/02/2021

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  • Apesar da alface ser tradicionalmente cultivada no solo, atualmente técnicas de hidropônicas estão sendo bastante difundidas no cultivo da alface. Contudo, há necessidades de mais estudos, especialmente, quanto as concentrações de nutrientes da solução nutritiva e os sistemas hidropônicos a serem utilizados, a fim de proporcionar aumento de produtividade da cultura. Diante disso, objetivou-se com o presente estudo avaliar o efeito de sistemas hidropônicos na produção, qualidade e nutrição mineral de cultivares de alface submetidas a concentrações de nutrientes da solução nutritiva. A pesquisa foi desenvolvida em casa de vegetação localizada no setor experimental do Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró. Adotou-se o delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial de 2 x 2 x 3, com três repetições cada. Os tratamentos foram obtidos pela combinação de duas cultivares de alface (Cinderela e Rubinella), duas soluções nutritivas (Solução nutritiva padrão (100%) e Solução nutritiva diluída (50%)) e três sistemas de cultivo hidropônico (Nutrient Film Technique (NFT), cultivo em substrato (Semi-hidropônico) e Deep Film Technique (DFT ou floating)). As plantas foram coletadas aos 46 dias após a emergência e avaliadas quanto as variáveis de produção (número de folhas, massa fresca de folhas, massa seca total, área foliar, suculência foliar e área foliar específica,); qualidade (acidez titulável, vitamina C, sólidos solúveis e a relação SS/ATT) e nutrição mineral (macronutrientes (N, P, K, Mg, Ca) e micronutrientes (Fe, Cu, Zn e Mn). Os dados obtidos foram submetidos a análises de variância, realizando-se desdobramento dos fatores quando ocorreu resposta significativa à interação entre os fatores. A cv. Cinderela apresentou maiores rendimentos para massa fresca de folhas (96,71 g planta-1), massa seca total (4,22 g planta-1), área foliar (3.341,35 cm2 planta-1) e vitamina C (10,04 mg de ác.asc/100 mL). Os sistemas NFT e floating proporcionam os maiores valores para produtividades, qualidade de folhas e nutrientes, especialmente na solução de 50%, portanto, nesses sistemas de cultivo, pode-se utilizar essa solução sem comprometer o desenvolvimento da cultura. Por outro lado, o sistema semi-hidropônico proporcionou maior desenvolvimento das plantas, mas exigiu o uso de solução nutritiva mais concentrada.


  • Mostrar Abstract
  • Apesar da alface ser tradicionalmente cultivada no solo, atualmente técnicas de hidropônicas estão sendo bastante difundidas no cultivo da alface. Contudo, há necessidades de mais estudos, especialmente, quanto as concentrações de nutrientes da solução nutritiva e os sistemas hidropônicos a serem utilizados, a fim de proporcionar aumento de produtividade da cultura. Diante disso, objetivou-se com o presente estudo avaliar o efeito de sistemas hidropônicos na produção, qualidade e nutrição mineral de cultivares de alface submetidas a concentrações de nutrientes da solução nutritiva. A pesquisa foi desenvolvida em casa de vegetação localizada no setor experimental do Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró. Adotou-se o delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial de 2 x 2 x 3, com três repetições cada. Os tratamentos foram obtidos pela combinação de duas cultivares de alface (Cinderela e Rubinella), duas soluções nutritivas (Solução nutritiva padrão (100%) e Solução nutritiva diluída (50%)) e três sistemas de cultivo hidropônico (Nutrient Film Technique (NFT), cultivo em substrato (Semi-hidropônico) e Deep Film Technique (DFT ou floating)). As plantas foram coletadas aos 46 dias após a emergência e avaliadas quanto as variáveis de produção (número de folhas, massa fresca de folhas, massa seca total, área foliar, suculência foliar e área foliar específica,); qualidade (acidez titulável, vitamina C, sólidos solúveis e a relação SS/ATT) e nutrição mineral (macronutrientes (N, P, K, Mg, Ca) e micronutrientes (Fe, Cu, Zn e Mn). Os dados obtidos foram submetidos a análises de variância, realizando-se desdobramento dos fatores quando ocorreu resposta significativa à interação entre os fatores. A cv. Cinderela apresentou maiores rendimentos para massa fresca de folhas (96,71 g planta-1), massa seca total (4,22 g planta-1), área foliar (3.341,35 cm2 planta-1) e vitamina C (10,04 mg de ác.asc/100 mL). Os sistemas NFT e floating proporcionam os maiores valores para produtividades, qualidade de folhas e nutrientes, especialmente na solução de 50%, portanto, nesses sistemas de cultivo, pode-se utilizar essa solução sem comprometer o desenvolvimento da cultura. Por outro lado, o sistema semi-hidropônico proporcionou maior desenvolvimento das plantas, mas exigiu o uso de solução nutritiva mais concentrada.

2
  • RENATA RAMAYANE TORQUATO OLIVEIRA
  • NUTRIÇÃO POTÁSSICA E CÁLCICA COMO ESTRATÉGIA MITIGADORA DO ESTRESSE SALINO NO CULTIVO DE MELÕES NOBRES EM AMBIENTE PROTEGIDO

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO LEONAN DE CARVALHO LIMA
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • RITA DE CASSIA ALVES
  • Data: 24/02/2021

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  • Para possibilitar o uso de água salina na agricultura, torna-se fundamental estudos que sugiram estratégias de manejo que atenue o efeito da salinidade sobre as culturas. Desta forma, o presente trabalho, foi desenvolvido como objetivo avaliar a fertirrigação com diferentes razões K:Ca como estratégia de redução do efeito da salinidade em melões nobres em cultivo protegido. O delineamento experimental empregado foi em blocos casualizados, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 3x6, sendo três cultivares de meloeiro (Cantaloupe - híbrido Bazuca; Gália - híbrido McLaren; Orange - híbrido County) fertirrigadas com seis soluções nutritivas [S1 – solução nutritiva padrão (SNP); S2 – SNP + NaCl (5,0 dS m-1); S3 – S2 enriquecida com K (50%); S4 – S2 enriquecida com K (100%); S5 – S2 enriquecida com Ca (50%); S6 – S2 enriquecida com Ca (100%)]. Ao longo do experimento, as plantas foram avaliadas quanto aos parâmetros de crescimento de forma não destrutiva (altura das plantas, diâmetro do caule, número de folhas e área foliar) e ao final do experimento, de forma destrutiva (massa seca de folhas, massa seca de caule, massa seca de frutos e massa seca total). Mediante a colheita, os frutos foram avaliados quanto aos parâmetros de produção (peso, diâmetro, cavidade interna e espessura da polpa) e de qualidade (firmeza da polpa, teor de sólidos solúveis, acidez titulável, razão entre sólidos solúveis e acidez titulável e vitamina C). Os dados foram submetidos a análise de variância e analisados pelo teste Tukey (p ≤ 0,05). De acordo com os resultados obtidos, observou-se que as três cultivares foram sensíveis ao estresse salino. Contudo, dentre as cultivares estudadas, a County se mostrou mais tolerante por não sofrer efeito negativo da salinidade sobre a as variáveis número de folhas e altura de plantas, durante todo o ciclo. Observou-se ainda, que as soluções nutritivas enriquecidas com potássio e cálcio não amenizaram o efeito negativo da salinidade sobre o crescimento, porém a fertirrigação com solução nutritiva enriquecida com potássio a 50% proporcionou melhorias nos parâmetros de produção e qualidade, pelo aumento na espessura da polpa, teor de sólidos solúveis e na razão entre sólidos solúveis e acidez titulável, em condições de salinidade.


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  • Para possibilitar o uso de água salina na agricultura, torna-se fundamental estudos que sugiram estratégias de manejo que atenue o efeito da salinidade sobre as culturas. Desta forma, o presente trabalho, foi desenvolvido como objetivo avaliar a fertirrigação com diferentes razões K:Ca como estratégia de redução do efeito da salinidade em melões nobres em cultivo protegido. O delineamento experimental empregado foi em blocos casualizados, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 3x6, sendo três cultivares de meloeiro (Cantaloupe - híbrido Bazuca; Gália - híbrido McLaren; Orange - híbrido County) fertirrigadas com seis soluções nutritivas [S1 – solução nutritiva padrão (SNP); S2 – SNP + NaCl (5,0 dS m-1); S3 – S2 enriquecida com K (50%); S4 – S2 enriquecida com K (100%); S5 – S2 enriquecida com Ca (50%); S6 – S2 enriquecida com Ca (100%)]. Ao longo do experimento, as plantas foram avaliadas quanto aos parâmetros de crescimento de forma não destrutiva (altura das plantas, diâmetro do caule, número de folhas e área foliar) e ao final do experimento, de forma destrutiva (massa seca de folhas, massa seca de caule, massa seca de frutos e massa seca total). Mediante a colheita, os frutos foram avaliados quanto aos parâmetros de produção (peso, diâmetro, cavidade interna e espessura da polpa) e de qualidade (firmeza da polpa, teor de sólidos solúveis, acidez titulável, razão entre sólidos solúveis e acidez titulável e vitamina C). Os dados foram submetidos a análise de variância e analisados pelo teste Tukey (p ≤ 0,05). De acordo com os resultados obtidos, observou-se que as três cultivares foram sensíveis ao estresse salino. Contudo, dentre as cultivares estudadas, a County se mostrou mais tolerante por não sofrer efeito negativo da salinidade sobre a as variáveis número de folhas e altura de plantas, durante todo o ciclo. Observou-se ainda, que as soluções nutritivas enriquecidas com potássio e cálcio não amenizaram o efeito negativo da salinidade sobre o crescimento, porém a fertirrigação com solução nutritiva enriquecida com potássio a 50% proporcionou melhorias nos parâmetros de produção e qualidade, pelo aumento na espessura da polpa, teor de sólidos solúveis e na razão entre sólidos solúveis e acidez titulável, em condições de salinidade.

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  • RODRIGO RAFAEL DA SILVA
  • ESTADO HÍDRICO, HOMEOSTASE IÔNICA E PRODUÇÃO DE CULTIVARES DE SORGO SOB ESTRESSE HÍDRICO E SALINO

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA RAQUEL FERNANDES CARLOS DA COSTA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • OSVALDO NOGUEIRA DE SOUSA NETO
  • Data: 26/02/2021

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  • O sorgo é uma cultura de alto potencial de produção para regiões secas, por apresentar tolerância ao déficit hídrico e adaptar bem a condições de estresse salino, condições limitantes para desenvolvimento de outras culturas, tornando essa cultura de grande importância na exploração dessas condições adversas. Assim o objetivo da pesquisa é avaliar a influência dos estresses hídrico e salino proporcionadas por diferentes lâminas e concentrações de sais na água de irrigação nos teores de nutrientes e produção de biomassa para cultivar BRS Ponta Negra e IPA SF-15 sob as condições climáticas do semiárido. Foram conduzidos simultaneamente dois experimentos no período de setembro a dezembro de 2019, na área experimental localizada no sítio Cumaru, município de Upanema-RN. Experimento I: Cultivar BRS Ponta Negra e Experimento II: Cultivar IPA SF-15. O delineamento adotado foi blocos casualizados em esquema fatorial (4 x 4), sendo 4 concentrações de sais na água de irrigação, expressa em condutividade elétrica (CE): 1,5; 3,0; 4,5 e 6,0 dS m-1 e 4 lâminas de irrigação (51,3; 70,6; 90,0 e 118,4% da ETc), com 3 repetições. No solo foi avaliado pH, e CEes e relação de adsorção de sódio (RASes), ambos no extrato de saturação. Para os dados de produção foram realizadas duas colheitas para BRS Ponta Negra aos 68 e 90 DAP e Cultivar IPA SF-15 aos 76 e 95 DAP, avaliado a porcentagem de planta com cachos, porcentagem de massa seca, rendimento de planta, massa seca total e massa fresca do caule. Na folha diagnose foram determinados os teores de sódio, potássio, cálcio, magnésio, fosforo e cloro. Os dados foram interpretados por meio da análise de variância utilizando o teste F e aplicando análise de regressão, modelos polinomiais para lâminas e salinidade ao nível 5% de significância. Os valores de CEes e RASes aumentaram com o crescimento da CEa e diminuíram com aumento da lâmina de irrigação. Os teores foliares de K da cultivar BRS Ponta Negra variou com a salinidade dependendo das lâminas de irrigação. Os teores Cl, P reduziu com a aumento da CEa de irrigação. As plantas de sorgo foram mais sensíveis ao déficit hídrico na fase de floração do que na fase final de desenvolvimento. O sorgo BRS Ponta Negra e IPA SF-15 não tem perda de produção quando é irrigado com água de CEa de pelo menos 6,0 dS m-1.


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  • O sorgo é uma cultura de alto potencial de produção para regiões secas, por apresentar tolerância ao déficit hídrico e adaptar bem a condições de estresse salino, condições limitantes para desenvolvimento de outras culturas, tornando essa cultura de grande importância na exploração dessas condições adversas. Assim o objetivo da pesquisa é avaliar a influência dos estresses hídrico e salino proporcionadas por diferentes lâminas e concentrações de sais na água de irrigação nos teores de nutrientes e produção de biomassa para cultivar BRS Ponta Negra e IPA SF-15 sob as condições climáticas do semiárido. Foram conduzidos simultaneamente dois experimentos no período de setembro a dezembro de 2019, na área experimental localizada no sítio Cumaru, município de Upanema-RN. Experimento I: Cultivar BRS Ponta Negra e Experimento II: Cultivar IPA SF-15. O delineamento adotado foi blocos casualizados em esquema fatorial (4 x 4), sendo 4 concentrações de sais na água de irrigação, expressa em condutividade elétrica (CE): 1,5; 3,0; 4,5 e 6,0 dS m-1 e 4 lâminas de irrigação (51,3; 70,6; 90,0 e 118,4% da ETc), com 3 repetições. No solo foi avaliado pH, e CEes e relação de adsorção de sódio (RASes), ambos no extrato de saturação. Para os dados de produção foram realizadas duas colheitas para BRS Ponta Negra aos 68 e 90 DAP e Cultivar IPA SF-15 aos 76 e 95 DAP, avaliado a porcentagem de planta com cachos, porcentagem de massa seca, rendimento de planta, massa seca total e massa fresca do caule. Na folha diagnose foram determinados os teores de sódio, potássio, cálcio, magnésio, fosforo e cloro. Os dados foram interpretados por meio da análise de variância utilizando o teste F e aplicando análise de regressão, modelos polinomiais para lâminas e salinidade ao nível 5% de significância. Os valores de CEes e RASes aumentaram com o crescimento da CEa e diminuíram com aumento da lâmina de irrigação. Os teores foliares de K da cultivar BRS Ponta Negra variou com a salinidade dependendo das lâminas de irrigação. Os teores Cl, P reduziu com a aumento da CEa de irrigação. As plantas de sorgo foram mais sensíveis ao déficit hídrico na fase de floração do que na fase final de desenvolvimento. O sorgo BRS Ponta Negra e IPA SF-15 não tem perda de produção quando é irrigado com água de CEa de pelo menos 6,0 dS m-1.

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  • ÉRIC GEORGE MORAIS
  • MARCHA DE ABSORÇÃO E ACÚMULO DE NUTRIENTES DO CAPIM ELEFANTE, CULTIVADO EM NEOSSOLO QUARTZARÊNICO

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • GUALTER GUENTHER COSTA DA SILVA
  • Data: 11/03/2021

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  • Ao conhecer com mais exatidão a dinâmica de crescimento e de extração e acúmulo de
    nutrientes pelo capim elefante, é possível ofertá-los de acordo com a demanda da planta, sobretudo nos momentos de maior exigência nutricional. Assim, é possível sugerir recomendações de adubação mais adequadas para essa cultura, evitando-se subestimar ou superestimar as doses recomendadas de nutrientes. Neste trabalho objetivou-se avaliar o acúmulo de matéria seca e de nutrientes do capimelefante cv. Cameroon, cultivado em um Neossolo Quartizarênico do município de Macaíba-RN. O experimento foi conduzido em uma área experimental de 108 m² (3,0 x 36,0 m), dividida em quatro parcelas de 27 m2 (3,0 x 9,0 m), correspondentes à quatro repetições. O capim elefante foi cultivado em condições de campo durante dois ciclos de cultivo, nos quais foram realizadas amostragens destrutivas de plantas em diferentes épocas para avaliação do acúmulo de matéria seca e de nutrientes na parte aérea das plantas. No primeiro ciclo de cultivo, as plantas foram coletadas aos 21, 35, 49, 63, 77, 91, 105 e 119 dias após o plantio. Após a última coleta do primeiro ciclo, foi realizado um corte de uniformização em todas as parcelas experimentais, para eliminar as plantas restantes, e assim
    iniciar o segundo ciclo de crescimento do capim elefante. As amostragens de plantas do segundo ciclo foram realizadas aos 21, 35, 49, 63, 77, 91 e 105 dias após o corte de uniformização. Em todas as coletas foi estimado o número de perfilhos por metro linear e avaliadas as seguintes características: altura da planta, massa da matéria seca da parte aérea e os teores de macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg e S) e de micronutrientes (Fe, Cu, Mn e Zn) na matéria seca da parte aérea das plantas de capim elefante. Os dados coletados foram submetidos à análise de regressão não-linear, utilizando-se o modelo sigmoidal. O acúmulo total de macronutrientes pelo capim-elefante acompanhou o acúmulo de matéria seca. O período de maior crescimento do capim-elefante ocorreu dos 18 aos 102 dias no 1º ciclo, e no 2º ciclo dos 8 aos 61 dias. As maiores taxas de acúmulo diário ocorreram por volta dos 60 dias após o plantio ou corte. O acúmulo de nutrientes na parte aérea do capim-elefante cv. Cameroon apresentou a seguinte ordem decrescente: K > N > Mg > Ca > P > S > Fe > Mn > Zn > Cu (1º ciclo); e, K > N > Mg > Ca > P > S > Fe > Zn > Mn > Cu (2º ciclo).


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  • Ao conhecer com mais exatidão a dinâmica de crescimento e de extração e acúmulo de
    nutrientes pelo capim elefante, é possível ofertá-los de acordo com a demanda da planta, sobretudo nos momentos de maior exigência nutricional. Assim, é possível sugerir recomendações de adubação mais adequadas para essa cultura, evitando-se subestimar ou superestimar as doses recomendadas de nutrientes. Neste trabalho objetivou-se avaliar o acúmulo de matéria seca e de nutrientes do capimelefante cv. Cameroon, cultivado em um Neossolo Quartizarênico do município de Macaíba-RN. O experimento foi conduzido em uma área experimental de 108 m² (3,0 x 36,0 m), dividida em quatro parcelas de 27 m2 (3,0 x 9,0 m), correspondentes à quatro repetições. O capim elefante foi cultivado em condições de campo durante dois ciclos de cultivo, nos quais foram realizadas amostragens destrutivas de plantas em diferentes épocas para avaliação do acúmulo de matéria seca e de nutrientes na parte aérea das plantas. No primeiro ciclo de cultivo, as plantas foram coletadas aos 21, 35, 49, 63, 77, 91, 105 e 119 dias após o plantio. Após a última coleta do primeiro ciclo, foi realizado um corte de uniformização em todas as parcelas experimentais, para eliminar as plantas restantes, e assim
    iniciar o segundo ciclo de crescimento do capim elefante. As amostragens de plantas do segundo ciclo foram realizadas aos 21, 35, 49, 63, 77, 91 e 105 dias após o corte de uniformização. Em todas as coletas foi estimado o número de perfilhos por metro linear e avaliadas as seguintes características: altura da planta, massa da matéria seca da parte aérea e os teores de macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg e S) e de micronutrientes (Fe, Cu, Mn e Zn) na matéria seca da parte aérea das plantas de capim elefante. Os dados coletados foram submetidos à análise de regressão não-linear, utilizando-se o modelo sigmoidal. O acúmulo total de macronutrientes pelo capim-elefante acompanhou o acúmulo de matéria seca. O período de maior crescimento do capim-elefante ocorreu dos 18 aos 102 dias no 1º ciclo, e no 2º ciclo dos 8 aos 61 dias. As maiores taxas de acúmulo diário ocorreram por volta dos 60 dias após o plantio ou corte. O acúmulo de nutrientes na parte aérea do capim-elefante cv. Cameroon apresentou a seguinte ordem decrescente: K > N > Mg > Ca > P > S > Fe > Mn > Zn > Cu (1º ciclo); e, K > N > Mg > Ca > P > S > Fe > Zn > Mn > Cu (2º ciclo).

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  • WICLITON WAGNER DE OLIVEIRA LIMA
  • FRAÇÕES ORGÂNICAS E ATRIBUTOS FÍSICO-QUÍMICOS DO SOLO SOB USOS AGRÍCOLAS NA CHAPADA DO APODI-RN

  • Orientador : EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • DIANA FERREIRA DE FREITAS
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • Data: 19/04/2021

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  • As avaliações de usos agrícolas utilizando-se atributos do solo como indicadores é um trabalho constante na avaliação de sistemas produtivos com o objetivo de adaptar sistemas ou propor usos do solo mais sustentáveis. A falta de maiores informações sobre os indicadores químicos, físicos e orgânicos da qualidade do solo, expõe a região semiárida ao risco de degradação das áreas cultiváveis pela utilização de um manejo inadequado em áreas irrigadas e de sequeiro. Assim, o objetivo dessa pesquisa é analisar o carbono das frações quantitativas lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica, índice de manejo de carbono e os atributos físico-químicos em função dos diferentes tipos de solo com seus respectivos usos agrícolas. A pesquisa foi desenvolvida na microrregião da Chapada do Apodi, município de Apodi-RN, em três tipos de solo com quatro diferentes usos agrícolas (Argissolo-Sorgo; Cambissolo-Uva; Latossolo-melão e Cambissolo-mamão). Como referência utilizou-se quatro matas nativas (Caatinga), cada uma no seu entorno, onde foram coletadas amostras de solo, sendo quatro amostras compostas, oriundas de cinco subamostras em cada área supracitada, nas profundidades de 0-0,05; 0,05-0,10 e 0,10-0,20 m. Foram realizadas análises de fertilidade do solo, granulometria, densidade do solo, carbono orgânico total (COT) e frações lábeis e recalcitrantes da MOS. Não houve alterações significativas na densidade dos solos (Ds) os quais tiveram como média geral 1,42 g cm-3, sendo a maioria dos solos classificados como franco arenosos. A fertilidade do solo nos diferentes usos agrícolas apresentaram reações neutra a alcalina, baixos teores de H+Al, sem a presença de Al+3 e sem risco de salinidade e sodicidade. Todavia, o solo sob mamão apresentou elevada acidez e menor teor de bases catiônicas trocáveis. Houve menores teores de fósforo disponível nos solos sob mata nativa, sendo que suplementação fosfatada mineral via fertirrigação foi essencial para aumento desse elemento nos solos agricultáveis. Os componentes principais da analise multivariada demostraram-se que alguns atributos químicos (pH, P, Ca+2, Mg+2 e PST) e frações lábeis e recalcitrantes da MOS foram indicadores da separação dos ambientes. Com a interferência antrópica no solo por meio dos usos agrícolas houve uma redução no carbono orgânico total (COT) e C nas frações da matéria orgânica do solo (MOS). Com relação aos usos agrícolas, solos sob melão tiveram maiores teores COT e carbono associado a humina (CHUM), sendo que os maiores teores de cálcio associado à argila conferiram maior proteção contra a decomposição da MOS nesses solos. Quantos as frações lábeis da MOS, houve destaque para solos sob cultivo de uva sob o cultivo de uva, sendo que a contribuição dos resíduos da poda (brotos, inflorescências, cachos, bagas, folhas e gavinhas) associado à adubação orgânica (esterco de origem animal) essencial para elevação desses teores. Todos os usos agrícolas do solo apresentaram Índice de Manejo de Carbono menor que 100 nas camadas superficiais, e maior nas camadas subsuperficiais, notando-se uma estratificação da MOS ao longo do perfil.


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  • As avaliações de usos agrícolas utilizando-se atributos do solo como indicadores é um trabalho constante na avaliação de sistemas produtivos com o objetivo de adaptar sistemas ou propor usos do solo mais sustentáveis. A falta de maiores informações sobre os indicadores químicos, físicos e orgânicos da qualidade do solo, expõe a região semiárida ao risco de degradação das áreas cultiváveis pela utilização de um manejo inadequado em áreas irrigadas e de sequeiro. Assim, o objetivo dessa pesquisa é analisar o carbono das frações quantitativas lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica, índice de manejo de carbono e os atributos físico-químicos em função dos diferentes tipos de solo com seus respectivos usos agrícolas. A pesquisa foi desenvolvida na microrregião da Chapada do Apodi, município de Apodi-RN, em três tipos de solo com quatro diferentes usos agrícolas (Argissolo-Sorgo; Cambissolo-Uva; Latossolo-melão e Cambissolo-mamão). Como referência utilizou-se quatro matas nativas (Caatinga), cada uma no seu entorno, onde foram coletadas amostras de solo, sendo quatro amostras compostas, oriundas de cinco subamostras em cada área supracitada, nas profundidades de 0-0,05; 0,05-0,10 e 0,10-0,20 m. Foram realizadas análises de fertilidade do solo, granulometria, densidade do solo, carbono orgânico total (COT) e frações lábeis e recalcitrantes da MOS. Não houve alterações significativas na densidade dos solos (Ds) os quais tiveram como média geral 1,42 g cm-3, sendo a maioria dos solos classificados como franco arenosos. A fertilidade do solo nos diferentes usos agrícolas apresentaram reações neutra a alcalina, baixos teores de H+Al, sem a presença de Al+3 e sem risco de salinidade e sodicidade. Todavia, o solo sob mamão apresentou elevada acidez e menor teor de bases catiônicas trocáveis. Houve menores teores de fósforo disponível nos solos sob mata nativa, sendo que suplementação fosfatada mineral via fertirrigação foi essencial para aumento desse elemento nos solos agricultáveis. Os componentes principais da analise multivariada demostraram-se que alguns atributos químicos (pH, P, Ca+2, Mg+2 e PST) e frações lábeis e recalcitrantes da MOS foram indicadores da separação dos ambientes. Com a interferência antrópica no solo por meio dos usos agrícolas houve uma redução no carbono orgânico total (COT) e C nas frações da matéria orgânica do solo (MOS). Com relação aos usos agrícolas, solos sob melão tiveram maiores teores COT e carbono associado a humina (CHUM), sendo que os maiores teores de cálcio associado à argila conferiram maior proteção contra a decomposição da MOS nesses solos. Quantos as frações lábeis da MOS, houve destaque para solos sob cultivo de uva sob o cultivo de uva, sendo que a contribuição dos resíduos da poda (brotos, inflorescências, cachos, bagas, folhas e gavinhas) associado à adubação orgânica (esterco de origem animal) essencial para elevação desses teores. Todos os usos agrícolas do solo apresentaram Índice de Manejo de Carbono menor que 100 nas camadas superficiais, e maior nas camadas subsuperficiais, notando-se uma estratificação da MOS ao longo do perfil.

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  • ANTÔNIO ROBERTO ALVES JÚNIOR
  • UTILIZAÇÃO DE COMPOSTOS ORGÂNICOS E EXTRATO DE ALGAS NO CULTIVO DO MELOEIRO

  • Orientador : MANOEL JANUARIO DA SILVA JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DIEGO RESENDE DE QUEIRÓS PÔRTO
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MANOEL JANUARIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 23/08/2021

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  • O cultivo do meloeiro está em constante expansão no semiárido nordestino dado seu alto valor agregado e adaptação às condições edafoclimáticas da região. O aprimoramento das técnicas de manejo de adubação é de fundamental importância para otimização do uso de fertilizantes. O uso de fertilizantes orgânicos e de bioestimulantes em conjunto com os fertilizantes minerais nessa cultura apresenta um caráter inovador podendo ser mais eficiente no fornecimento de nutrientes. Com o objetivo de avaliar o efeito do adubo orgânico e extrato de algas na presença da adubação mineral utilizada pelo produtor sobre as características químicas do solo, produtividade e qualidade de frutos, foi conduzido um experimento, em área de produção comercial na zona rural do município de Mossoró-RN, no período de setembro a novembro de 2019. O experimento foi conduzido com melão pele de sapo, híbrido Grand Prix, em delineamento experimental de blocos casualizados, em parcelas subdivididas no delineamento [(2x2)+2]x3, sendo dois tipos de compostos orgânicos e duas doses de cada composto orgânico, adicionados de duas testemunhas, combinado com três fontes de bioestimulante, todos com 6 repetições. Os tratamentos nas parcelas ficaram com a seguinte composição: testemunha absoluta (sem adubação); testemunha relativa (0,08 kg/m de adubação mineral na formulação 6-24-12); composto bovino + adubação mineral (2,0 kg/m + 0,08kg/m); composto bovino + adubação mineral (1,0 kg/m + 0,08 kg/m); composto avícola + adubação mineral (1,0 kg/m + 0,08 kg/m) e composto avícola + adubação mineral (0,5 kg/m + 0,08 kg/m). Para as subparcelas os tratamentos foram definidos como sendo: testemunha (sem bioestimulante); Extrato de algas Martello (1L/ha) e Extrato de algas Acadian (1L/ha). As características avaliadas foram: produtividade, diâmetro longitudinal e transversal, espessura de casca e polpa, firmeza da polpa, sólidos solúveis, acidez titulável, relação sólidos solúveis/acidez titulável (SS/AT) e teores de nutrientes no solo no final do ciclo. Observou-se que não houve efeito significativo entre os 18 tratamentos na pós-colheita, exceto quando se fez desdobramentos evidenciando que dentro da adubação mineral o extrato Martello implicou maior produtividade e diâmetro longitudinal, e que em relação a doses de composto avícola, a menor dose resultou em maior espessura de casca. Ademais, avaliando os tratamentos apenas em função da aplicação dos extratos, ambos contribuíram para um maior diâmetro transversal. Com relação aos atributos químicos do solo, a combinação mineral e composto bovino promoveu maior incremento de Ca2+ em relação à testemunha. Para Mg2+, Soma de bases e CTC efetiva, os melhores incrementos foram provenientes do uso da adubação mineral e da combinação mineral com composto orgânico avícola. Todos os solos que receberam adubação promoveram uma maior CTC total.


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  • O cultivo do meloeiro está em constante expansão no semiárido nordestino dado seu alto valor agregado e adaptação às condições edafoclimáticas da região. O aprimoramento das técnicas de manejo de adubação é de fundamental importância para otimização do uso de fertilizantes. O uso de fertilizantes orgânicos e de bioestimulantes em conjunto com os fertilizantes minerais nessa cultura apresenta um caráter inovador podendo ser mais eficiente no fornecimento de nutrientes. Com o objetivo de avaliar o efeito do adubo orgânico e extrato de algas na presença da adubação mineral utilizada pelo produtor sobre as características químicas do solo, produtividade e qualidade de frutos, foi conduzido um experimento, em área de produção comercial na zona rural do município de Mossoró-RN, no período de setembro a novembro de 2019. O experimento foi conduzido com melão pele de sapo, híbrido Grand Prix, em delineamento experimental de blocos casualizados, em parcelas subdivididas no delineamento [(2x2)+2]x3, sendo dois tipos de compostos orgânicos e duas doses de cada composto orgânico, adicionados de duas testemunhas, combinado com três fontes de bioestimulante, todos com 6 repetições. Os tratamentos nas parcelas ficaram com a seguinte composição: testemunha absoluta (sem adubação); testemunha relativa (0,08 kg/m de adubação mineral na formulação 6-24-12); composto bovino + adubação mineral (2,0 kg/m + 0,08kg/m); composto bovino + adubação mineral (1,0 kg/m + 0,08 kg/m); composto avícola + adubação mineral (1,0 kg/m + 0,08 kg/m) e composto avícola + adubação mineral (0,5 kg/m + 0,08 kg/m). Para as subparcelas os tratamentos foram definidos como sendo: testemunha (sem bioestimulante); Extrato de algas Martello (1L/ha) e Extrato de algas Acadian (1L/ha). As características avaliadas foram: produtividade, diâmetro longitudinal e transversal, espessura de casca e polpa, firmeza da polpa, sólidos solúveis, acidez titulável, relação sólidos solúveis/acidez titulável (SS/AT) e teores de nutrientes no solo no final do ciclo. Observou-se que não houve efeito significativo entre os 18 tratamentos na pós-colheita, exceto quando se fez desdobramentos evidenciando que dentro da adubação mineral o extrato Martello implicou maior produtividade e diâmetro longitudinal, e que em relação a doses de composto avícola, a menor dose resultou em maior espessura de casca. Ademais, avaliando os tratamentos apenas em função da aplicação dos extratos, ambos contribuíram para um maior diâmetro transversal. Com relação aos atributos químicos do solo, a combinação mineral e composto bovino promoveu maior incremento de Ca2+ em relação à testemunha. Para Mg2+, Soma de bases e CTC efetiva, os melhores incrementos foram provenientes do uso da adubação mineral e da combinação mineral com composto orgânico avícola. Todos os solos que receberam adubação promoveram uma maior CTC total.

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  • MARIA ISABELA BATISTA CLEMENTE
  • ESPÉCIES FITORREMEDIADORAS DE SOLOS HIPERSALINOS NO ESTUÁRIO DO RIO APODI-MOSSORÓ

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • RENATO DE MEDEIROS ROCHA
  • Data: 30/08/2021

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  • Os ambientes hipersalinos são locais que possuem um elevado potencial natural, favorecendo importantes serviços ecológicos e econômicos. A fitorremediação é uma técnica que utiliza plantas que conseguem sequestrar sais ou imobilizar poluentes no solo. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade de fitorremediação das espécies halófitas a Batis maritima L. (E1) e Sesuvium portulacastrum L. (E2), em solos hipersalinos do estuário do Rio Apodi-Mossoró. A pesquisa foi realizada no período de fevereiro a abril de 2021, com coletas realizadas em três pontos no decorrer do estuário do Rio Apodi-Mossoró na região do Litoral da Costa Branca Potiguar. Para determinar as unidades de coletas de solo e das espécies, o estuário foi subdividido entre início à área A1, no meio à área A2 e no final a área A3. Tendo um delineamento inteiramente casualizado em esquema de parcelas subdivididas, sendo a coleta do solo as parcelas e as espécies E1 e E2 as subparcelas, com 3 repetições e 4 unidades experimentais. Os tratamentos foram constituídos de dois fatores, o primeiro: solo de áreas hipersalinas coletados no início (A1), meio (A2) e fim (A3), na profundidade de 0-20 cm; o segundo fator corresponde as duas espécies (E1 e E2), totalizando 6 tratamentos, e cada tratamento será composto com 4 unidade experimental dentro de cada repetição. As variáveis analisadas nas plantas foram, Na+, Cl-. Nos solos foram avaliadas as seguintes variáveis: pH, CEes e RAS, ambos no extrato de saturação, Na+ trocável, CTC e PST; e os metais pesados no solo e na planta, foram: Ferro (Fe+3); Manganês (Mn+2); Níquel (Ni+2); Cádmio (Cd+2) e Chumbo (Pb+2).


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  • Os ambientes hipersalinos são locais que possuem um elevado potencial natural, favorecendo importantes serviços ecológicos e econômicos. A fitorremediação é uma técnica que utiliza plantas que conseguem sequestrar sais ou imobilizar poluentes no solo. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade de fitorremediação das espécies halófitas a Batis maritima L. (E1) e Sesuvium portulacastrum L. (E2), em solos hipersalinos do estuário do Rio Apodi-Mossoró. A pesquisa foi realizada no período de fevereiro a abril de 2021, com coletas realizadas em três pontos no decorrer do estuário do Rio Apodi-Mossoró na região do Litoral da Costa Branca Potiguar. Para determinar as unidades de coletas de solo e das espécies, o estuário foi subdividido entre início à área A1, no meio à área A2 e no final a área A3. Tendo um delineamento inteiramente casualizado em esquema de parcelas subdivididas, sendo a coleta do solo as parcelas e as espécies E1 e E2 as subparcelas, com 3 repetições e 4 unidades experimentais. Os tratamentos foram constituídos de dois fatores, o primeiro: solo de áreas hipersalinas coletados no início (A1), meio (A2) e fim (A3), na profundidade de 0-20 cm; o segundo fator corresponde as duas espécies (E1 e E2), totalizando 6 tratamentos, e cada tratamento será composto com 4 unidade experimental dentro de cada repetição. As variáveis analisadas nas plantas foram, Na+, Cl-. Nos solos foram avaliadas as seguintes variáveis: pH, CEes e RAS, ambos no extrato de saturação, Na+ trocável, CTC e PST; e os metais pesados no solo e na planta, foram: Ferro (Fe+3); Manganês (Mn+2); Níquel (Ni+2); Cádmio (Cd+2) e Chumbo (Pb+2).

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  • DAISY DANIELE DA SILVA
  • ESTRESSE SALINO E NITRATO DE CÁLCIO EM COUVE FOLHA (Brassica oleracea L.) CULTIVADA EM SISTEMA SEMI-HIDROPÔNICO

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • OSVALDO NOGUEIRA DE SOUSA NETO
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • RONIMEIRE TORRES DA SILVA
  • Data: 30/09/2021

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  • A salinização ocasionada pela irrigação com águas salinas promove a degradação do solo
    tornando-o improdutivo em regiões de clima tropical. O sistema hidropônico tem sido uma
    estratégia essencial de produção de alimentos com águas salobras nessas regiões. A utilização de
    nutrientes suplementares na solução nutritiva como o Ca2+ para minorar os efeitos da salinidade
    tem sido investigada, no entanto, a utilização de desse nutriente no cultivo hidropônico de couve folha para atenuar os efeitos da salinidade ainda não foi bem definida. Deste modo, este estudo
    teve o objetivo de investigar os efeitos da adição suplementar de Ca2+ na solução nutritiva no
    cultivo da couve-folha (Brassica oleracea L.) sob estresse salino em sistema semi-hidropônico. O
    experimento foi conduzido em casa de vegetação nas dependências do Departamento de Ciências
    Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semiárido, em Mossoró-RN. O
    delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados, com cinco tratamentos e quatro
    repetições, sendo a parcela experimental composta por três vasos com capacidade para 5 dm3 Os
    tratamentos foram compostos por cinco soluções nutritivas: S1 - Solução nutritiva padrão (SNP);
    S2 - SNP + NaCl (7,0 dS m-1
    ); S3 - S2 + Ca(NO3)2 (50% extra); S4 - S2 + Ca(NO3)2 + (100%
    extra) e S5 - S2 + Ca(NO3)2 + (150% extra). O plantio foi realizado a partir de mudas e o sistema
    de irrigação foi o de gotejamento. Foram realizadas análises fisiológicas (fluorescência inicial,
    fluorescência máxima, fluorescência variável, máxima eficiência quântica do fotossistema II,
    eficiência quântica efetiva do fotossistema II, dissipação não fotoquímica, dissipação fotoquímica
    não controlada, taxa de transporte de elétrons, fotossíntese, condutância estomática, transpiração
    interna de carbono, eficiência instantânea do uso da água e eficiência e instantânea de carboxilação
    );crescimento (altura, diâmetro de caule, número de folhas e área foliar), produção (número de
    folhas comercial e total, comprimento e largura de folha e massa fresca de folha), colhendo-se as
    folhas que apresentavam tamanho comercial; e nutricionais (macronutrientes). Os dados obtidos
    foram submetidos a análise de variância (teste F) e as variáveis que apresentarem respostas
    significativas foram analisadas através do teste de Tukey. O estresse salino provocou aumento para
    a maioria das variáveis relacionada com a Fluorescência da clorofila a. as plantas submetidas ao
    estresse salino apresentaram redução da fotossíntese, contundência estomática, transpiração,
    eficiência instantânea de carboxilação, no entanto a adição extra de Ca (NO3) reduziu o efeito da
    salinidade. O uso de água salina reduziu o crescimento e produção das plantas. A adição extra de
    Ca(NO3)2 não alterou a reposta das plantas a salinidade, no tocante ao crescimento e a produção.
    A adição de NaCl na solução nutritiva provocou redução nos teores de N, P, K, Ca, Mg e S. A
    adição extra de Ca (NO3)2 em 50% foi eficiente para reduzir o efeito do estresse salino sobre
    absorção de N, Ca. Mg e K. a partir dos resultados obtidos no presente estudo conclui-se que em
    condições onde seja inevitável o uso de água salina com 7,0 dS m-1 para o preparo da solução
    nutritiva não recomendável utilizar dose estra de Ca (NO3)2.


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  • A salinização ocasionada pela irrigação com águas salinas promove a degradação do solo
    tornando-o improdutivo em regiões de clima tropical. O sistema hidropônico tem sido uma
    estratégia essencial de produção de alimentos com águas salobras nessas regiões. A utilização de
    nutrientes suplementares na solução nutritiva como o Ca2+ para minorar os efeitos da salinidade
    tem sido investigada, no entanto, a utilização de desse nutriente no cultivo hidropônico de couve folha para atenuar os efeitos da salinidade ainda não foi bem definida. Deste modo, este estudo
    teve o objetivo de investigar os efeitos da adição suplementar de Ca2+ na solução nutritiva no
    cultivo da couve-folha (Brassica oleracea L.) sob estresse salino em sistema semi-hidropônico. O
    experimento foi conduzido em casa de vegetação nas dependências do Departamento de Ciências
    Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semiárido, em Mossoró-RN. O
    delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados, com cinco tratamentos e quatro
    repetições, sendo a parcela experimental composta por três vasos com capacidade para 5 dm3 Os
    tratamentos foram compostos por cinco soluções nutritivas: S1 - Solução nutritiva padrão (SNP);
    S2 - SNP + NaCl (7,0 dS m-1
    ); S3 - S2 + Ca(NO3)2 (50% extra); S4 - S2 + Ca(NO3)2 + (100%
    extra) e S5 - S2 + Ca(NO3)2 + (150% extra). O plantio foi realizado a partir de mudas e o sistema
    de irrigação foi o de gotejamento. Foram realizadas análises fisiológicas (fluorescência inicial,
    fluorescência máxima, fluorescência variável, máxima eficiência quântica do fotossistema II,
    eficiência quântica efetiva do fotossistema II, dissipação não fotoquímica, dissipação fotoquímica
    não controlada, taxa de transporte de elétrons, fotossíntese, condutância estomática, transpiração
    interna de carbono, eficiência instantânea do uso da água e eficiência e instantânea de carboxilação
    );crescimento (altura, diâmetro de caule, número de folhas e área foliar), produção (número de
    folhas comercial e total, comprimento e largura de folha e massa fresca de folha), colhendo-se as
    folhas que apresentavam tamanho comercial; e nutricionais (macronutrientes). Os dados obtidos
    foram submetidos a análise de variância (teste F) e as variáveis que apresentarem respostas
    significativas foram analisadas através do teste de Tukey. O estresse salino provocou aumento para
    a maioria das variáveis relacionada com a Fluorescência da clorofila a. as plantas submetidas ao
    estresse salino apresentaram redução da fotossíntese, contundência estomática, transpiração,
    eficiência instantânea de carboxilação, no entanto a adição extra de Ca (NO3) reduziu o efeito da
    salinidade. O uso de água salina reduziu o crescimento e produção das plantas. A adição extra de
    Ca(NO3)2 não alterou a reposta das plantas a salinidade, no tocante ao crescimento e a produção.
    A adição de NaCl na solução nutritiva provocou redução nos teores de N, P, K, Ca, Mg e S. A
    adição extra de Ca (NO3)2 em 50% foi eficiente para reduzir o efeito do estresse salino sobre
    absorção de N, Ca. Mg e K. a partir dos resultados obtidos no presente estudo conclui-se que em
    condições onde seja inevitável o uso de água salina com 7,0 dS m-1 para o preparo da solução
    nutritiva não recomendável utilizar dose estra de Ca (NO3)2.

Teses
1
  • JOÃO PAULO NUNES DA COSTA
  • DESEMPENHO AGRONÔMICO DE CENOURA EM FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO NITROGENADA E POTÁSSICA

  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CACIANA CAVALCANTI COSTA
  • CARLOS ALBERTO KENJI TANIGUCHI
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MARIA ZULEIDE DE NEGREIROS
  • Data: 18/02/2021

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  • A cenoura (Daucus carota L.), é uma hortaliça de grande expressão econômica no Brasil e no mundo, no Brasil é a quinta em valor econômico. Entre os nutrientes mais absorvidos e exportados pela cenoura, destacam-se o potássio e o nitrogênio. Todavia, as quantidades nutrientes podem variar com a cultivar utilizada, densidade populacional, e a fertilidade do solo, tipo de solo e manejo agronômico que pode influenciar diretamente a produtividade e qualidade da raiz. Assim, objetivou-se avaliar o desempenho agronômico de cenoura em função da adubação nitrogenada e potássica. A pesquisa constou de dois experimentos que foram realizados na fazenda experimental Rafael Fernandes em Mossoró-RN, entre junho a outubro de 2018 e junho a outubro de 2019. O delineamento experimental foi em blocos casualizados completos em esquema fatorial 4 x 4, com quatros repetições. Os tratamentos foram constituídos pela combinação de quatro doses de nitrogênio (0; 40; 80 e 120 kg. ha-1 de N) e quatro doses de potássio (0; 45; 90 e 135 kg ha-1 de K2O). As variáveis quantitativas analisadas foram: altura da planta, matéria seca da raiz, folha e total, classificação das raízes, produtividade comercial, não comercial e total. Já as variáveis qualitativas foram: Sólidos solúveis totais, teor de β-carotenoides, açúcares solúveis totais, acidez total, pH e percentual de miolo branco. Todas as variáveis quantitativas foram afetadas pela adubação de nitrogênio. As doses crescentes de nitrogênio e os experimentos influenciaram no acúmulo de massa seca de folha, raiz e total e na classificação das raízes. As maiores doses de nitrogênio e potássio apresentaram maiores produtividades total e comercial. O aumento das doses de nitrogênio influenciou na produtividade de cenoura refugo. Em relação as variáveis qualitativas as doses crescentes de nitrogênio e potássio proporcionaram maior crescimento vegetativo alterado o ciclo da cultura, retardando a maturidade. As doses crescentes de nitrogênio tiveram efeito na acidez (% ácido málico) e na relação SST/AT. As doses crescentes de nitrogênio e os experimentos apresentam efeitos significativos nos teores de açúcares solúveis totais, acidez (% ácido málico), na relação SST/AT e no pH. As doses máximas de nitrogênio e potássio influenciaram os teores de sólidos solúveis totais e acidez total. As doses de nitrogênio, potássio e os experimentos influenciaram os teores de β-caroteno. As doses crescentes de potássio apresentaram baixas resposta, sendo observado efeito significativo apenas nos sólidos solúveis totais, nos teores de β-caroteno e no percentual de raízes com miolo branco.


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  • A cenoura (Daucus carota L.), é uma hortaliça de grande expressão econômica no Brasil e no mundo, no Brasil é a quinta em valor econômico. Entre os nutrientes mais absorvidos e exportados pela cenoura, destacam-se o potássio e o nitrogênio. Todavia, as quantidades nutrientes podem variar com a cultivar utilizada, densidade populacional, e a fertilidade do solo, tipo de solo e manejo agronômico que pode influenciar diretamente a produtividade e qualidade da raiz. Assim, objetivou-se avaliar o desempenho agronômico de cenoura em função da adubação nitrogenada e potássica. A pesquisa constou de dois experimentos que foram realizados na fazenda experimental Rafael Fernandes em Mossoró-RN, entre junho a outubro de 2018 e junho a outubro de 2019. O delineamento experimental foi em blocos casualizados completos em esquema fatorial 4 x 4, com quatros repetições. Os tratamentos foram constituídos pela combinação de quatro doses de nitrogênio (0; 40; 80 e 120 kg. ha-1 de N) e quatro doses de potássio (0; 45; 90 e 135 kg ha-1 de K2O). As variáveis quantitativas analisadas foram: altura da planta, matéria seca da raiz, folha e total, classificação das raízes, produtividade comercial, não comercial e total. Já as variáveis qualitativas foram: Sólidos solúveis totais, teor de β-carotenoides, açúcares solúveis totais, acidez total, pH e percentual de miolo branco. Todas as variáveis quantitativas foram afetadas pela adubação de nitrogênio. As doses crescentes de nitrogênio e os experimentos influenciaram no acúmulo de massa seca de folha, raiz e total e na classificação das raízes. As maiores doses de nitrogênio e potássio apresentaram maiores produtividades total e comercial. O aumento das doses de nitrogênio influenciou na produtividade de cenoura refugo. Em relação as variáveis qualitativas as doses crescentes de nitrogênio e potássio proporcionaram maior crescimento vegetativo alterado o ciclo da cultura, retardando a maturidade. As doses crescentes de nitrogênio tiveram efeito na acidez (% ácido málico) e na relação SST/AT. As doses crescentes de nitrogênio e os experimentos apresentam efeitos significativos nos teores de açúcares solúveis totais, acidez (% ácido málico), na relação SST/AT e no pH. As doses máximas de nitrogênio e potássio influenciaram os teores de sólidos solúveis totais e acidez total. As doses de nitrogênio, potássio e os experimentos influenciaram os teores de β-caroteno. As doses crescentes de potássio apresentaram baixas resposta, sendo observado efeito significativo apenas nos sólidos solúveis totais, nos teores de β-caroteno e no percentual de raízes com miolo branco.

2
  • ANA BEATRIZ ALVES DE ARAÚJO
  • Desempenho de sistema de tratamento e uso agrícola de água residuária sanitária no semiárido brasileiro

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • FERNANDA LIMA CAVALCANTE
  • FRANCISCO DE OLIVEIRA MESQUITA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 26/02/2021

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  • A necessidade de avançar nos campos do saneamento e da gestão dos recursos hídricos resultou em recentes reformas dos marcos legais e aumento significativo dos recursos destinados ao saneamento. A elevada incidência de doenças de veiculação hídrica no território brasileiro é atribuída à inadequação dos sistemas de esgotamento sanitário, especialmente no semiárido brasileiro. Dessa forma, está posto o urgente desafio da universalização do saneamento básico. Diante deste cenário, a prática do reúso de água permite que recursos hídricos de melhor composição sejam utilizados para fins mais nobres. Deve ser levado em conta que o reúso de água para fins agrícolas, realizado de maneira rigorosa, pode ser uma solução eficaz na sustentabilidade dos recursos hídricos. Para o tratamento de águas residuárias sanitárias existem diversas tecnologias, entretanto o tanque séptico juntamente com o reator solar, se destacam para uso em regiões semiáridas em função do baixo custo relativo de implantação e manutenção, além ainda da eficiência na remoção de contaminantes que inviabilizam o uso de águas residuárias sanitárias para fins agrícola e florestal. Diante do exposto, este trabalho objetivou monitorar a remoção de atributos físico-químicos e microbiológicos de água residuária sanitária por meio de uma estação de tratamento. Entre os meses de maio de 2018 a abril de 2019, foram realizadas 12 amostragens do efluente, a coleta da água residuária foi feita à montante do tanque séptico e dentro do reator solar, após a exposição do efluente por 12h a radiação ultravioleta UVA e UVB. No efluente sanitário foram analisados os seguintes atributos: demanda bioquímica de oxigênio, demanda química de oxigênio, turbidez, sólidos suspensos totais, sólidos totais, coliformes totais, Escherichia coli, pH, CE, Ca2+, Mg2+, Na+, P, K+, CO32-, HCO3-, razão de adsorção de sódio, Fe, Mn, Cu, Zn, Pb, Cd e Ni. Também foram monitoradas a temperatura e a radiação solar no dia da coleta para as 12h de exposição do efluente. Todos os dados foram submetidos à análise descritiva e análise multivariada. E para as variáveis microbiológicas, coliformes totais e Escherichia coli foi desenvolvida uma análise espectral singular, com predição do comportamento do efluente para o período de um ano. A qualidade física, química e microbiológica do efluente tratado foi melhorada, de forma significativa, com o uso do tempo de exposição à radiação solar de 12h. Todos os atributos que tiveram redução ficaram abaixo dos índices recomendados pela legislação ambiental vigente. A variável microbiológica Escherichia coli teve uma redução de 99,94%, após 12 horas de exposição à radiação solar, diminuindo o equivalente a 4 unidades logarítmicas, tornando possível o reúso agrícola irrestrito de acordo com a legislação. Este trabalho se torna pioneiro na utilização da análise espectral singular para predizer o comportamento de efluente sanitário tratado na região semiárida, trazendo a possibilidade de otimização dos processos de análises e de gestão de tempo. Entende-se que este trabalho necessita de uma maior variabilidade de dados para que a predição do efluente de saída seja realizada para o período de um ano. A sugestão seria desenvolver uma pesquisa com um volume maior de amostragens.


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  • A necessidade de avançar nos campos do saneamento e da gestão dos recursos hídricos resultou em recentes reformas dos marcos legais e aumento significativo dos recursos destinados ao saneamento. A elevada incidência de doenças de veiculação hídrica no território brasileiro é atribuída à inadequação dos sistemas de esgotamento sanitário, especialmente no semiárido brasileiro. Dessa forma, está posto o urgente desafio da universalização do saneamento básico. Diante deste cenário, a prática do reúso de água permite que recursos hídricos de melhor composição sejam utilizados para fins mais nobres. Deve ser levado em conta que o reúso de água para fins agrícolas, realizado de maneira rigorosa, pode ser uma solução eficaz na sustentabilidade dos recursos hídricos. Para o tratamento de águas residuárias sanitárias existem diversas tecnologias, entretanto o tanque séptico juntamente com o reator solar, se destacam para uso em regiões semiáridas em função do baixo custo relativo de implantação e manutenção, além ainda da eficiência na remoção de contaminantes que inviabilizam o uso de águas residuárias sanitárias para fins agrícola e florestal. Diante do exposto, este trabalho objetivou monitorar a remoção de atributos físico-químicos e microbiológicos de água residuária sanitária por meio de uma estação de tratamento. Entre os meses de maio de 2018 a abril de 2019, foram realizadas 12 amostragens do efluente, a coleta da água residuária foi feita à montante do tanque séptico e dentro do reator solar, após a exposição do efluente por 12h a radiação ultravioleta UVA e UVB. No efluente sanitário foram analisados os seguintes atributos: demanda bioquímica de oxigênio, demanda química de oxigênio, turbidez, sólidos suspensos totais, sólidos totais, coliformes totais, Escherichia coli, pH, CE, Ca2+, Mg2+, Na+, P, K+, CO32-, HCO3-, razão de adsorção de sódio, Fe, Mn, Cu, Zn, Pb, Cd e Ni. Também foram monitoradas a temperatura e a radiação solar no dia da coleta para as 12h de exposição do efluente. Todos os dados foram submetidos à análise descritiva e análise multivariada. E para as variáveis microbiológicas, coliformes totais e Escherichia coli foi desenvolvida uma análise espectral singular, com predição do comportamento do efluente para o período de um ano. A qualidade física, química e microbiológica do efluente tratado foi melhorada, de forma significativa, com o uso do tempo de exposição à radiação solar de 12h. Todos os atributos que tiveram redução ficaram abaixo dos índices recomendados pela legislação ambiental vigente. A variável microbiológica Escherichia coli teve uma redução de 99,94%, após 12 horas de exposição à radiação solar, diminuindo o equivalente a 4 unidades logarítmicas, tornando possível o reúso agrícola irrestrito de acordo com a legislação. Este trabalho se torna pioneiro na utilização da análise espectral singular para predizer o comportamento de efluente sanitário tratado na região semiárida, trazendo a possibilidade de otimização dos processos de análises e de gestão de tempo. Entende-se que este trabalho necessita de uma maior variabilidade de dados para que a predição do efluente de saída seja realizada para o período de um ano. A sugestão seria desenvolver uma pesquisa com um volume maior de amostragens.

3
  • JUCIREMA FERREIRA DA SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO ETNOPEDOLÓGICA DE ÁREAS SALINIZADAS NO DISTRITO DE
    IRRIGAÇÃO DO BAIXO AÇU, POLO FRUTICULTOR DE MOSSORÓ E VALE DO APODI

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • DIANA FERREIRA DE FREITAS
  • JUSSARA DA SILVA DANTAS
  • Data: 23/07/2021

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  • Torna-se indispensável a realização de pesquisas a fim de conhecer a magnitude das transformações ocorridas em áreas com problemas de salinização no polo fruticultor Mossoró-Apodi, numa perspectiva integrada por meio da Etnopedologia. O objetivo dessa pesquisa foi identificar e classificar solos com problemas de sais, por meio de estudos Etnopedológicos e a classificação quanto à salinidade. A pesquisa foi desenvolvida nos municípios de Mossoró e Apodi, RN. Quatro perfis de solos foram caracterizados por pesquisadores com (abordagem eticista) e agricultores (abordagem emicista). Sendo identificados como: (P1) área cultivada com Maracujá, (P2) área de mata preservada, (P3) área cultiva com arroz vermelho e (P4) área de mata nativa. Foram coletadas amostras com estrutura deformadas, nos horizontes, em cada classe, e realizadas análises morfológicas, físicas e químicas. Na pasta de saturação para classificação quanto à salinidade, condutividade elétrica (CE) e pH). Os perfis (P1 e P2) foram classificados como LATOSSOLO VERMELHO AMARELO Eutrófico típico e Perfis (P3 e P4) VERTISSOLO HÁPLICO Sódico salino. Em relação aos atributos químicos verificou-se reação alcalina nos perfis P1, P2, P3 e acidez moderada (P4). A fração areia foi predominante no P1 e P2 e sendo classificado como arisco, associado à terra frouxa, sem liga e os (P3 e P4) como aluvião, com presença de rachaduras, sendo identificado com Terra de Barro Preto com e Salitre. Os solos foram classificados (P1 e P2) como LATOSSOLO VERMELHO AMARELO Eutrófico típico e emicista (Arisco), e (P3 e P4) VERTISSOLO HÁPLICO Sódico salino e (Terra de Barro Preto com e Salitre). O problema de salinização acentuado nas áreas de estudo está associado com o material de origem, bem como, o histórico de uso indiscriminado de fertilizantes e manejo inadequado da irrigação, com abandono das áreas vivenciado pelos agricultores.


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  • Torna-se indispensável a realização de pesquisas a fim de conhecer a magnitude das transformações ocorridas em áreas com problemas de salinização no polo fruticultor Mossoró-Apodi, numa perspectiva integrada por meio da Etnopedologia. O objetivo dessa pesquisa foi identificar e classificar solos com problemas de sais, por meio de estudos Etnopedológicos e a classificação quanto à salinidade. A pesquisa foi desenvolvida nos municípios de Mossoró e Apodi, RN. Quatro perfis de solos foram caracterizados por pesquisadores com (abordagem eticista) e agricultores (abordagem emicista). Sendo identificados como: (P1) área cultivada com Maracujá, (P2) área de mata preservada, (P3) área cultiva com arroz vermelho e (P4) área de mata nativa. Foram coletadas amostras com estrutura deformadas, nos horizontes, em cada classe, e realizadas análises morfológicas, físicas e químicas. Na pasta de saturação para classificação quanto à salinidade, condutividade elétrica (CE) e pH). Os perfis (P1 e P2) foram classificados como LATOSSOLO VERMELHO AMARELO Eutrófico típico e Perfis (P3 e P4) VERTISSOLO HÁPLICO Sódico salino. Em relação aos atributos químicos verificou-se reação alcalina nos perfis P1, P2, P3 e acidez moderada (P4). A fração areia foi predominante no P1 e P2 e sendo classificado como arisco, associado à terra frouxa, sem liga e os (P3 e P4) como aluvião, com presença de rachaduras, sendo identificado com Terra de Barro Preto com e Salitre. Os solos foram classificados (P1 e P2) como LATOSSOLO VERMELHO AMARELO Eutrófico típico e emicista (Arisco), e (P3 e P4) VERTISSOLO HÁPLICO Sódico salino e (Terra de Barro Preto com e Salitre). O problema de salinização acentuado nas áreas de estudo está associado com o material de origem, bem como, o histórico de uso indiscriminado de fertilizantes e manejo inadequado da irrigação, com abandono das áreas vivenciado pelos agricultores.

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  • DANIELLE DA SILVA OLIVEIRA MARTINS
  • DEMANDA HÍDRICA DA CULTURA DO MELOEIRO DE ACORDO COM CENÁRIOS CLIMÁTILOGICOS UTILIZANDO O SOFTWARE CROPWAT 8.0

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KELLY KALIANE REGO DA PAZ RODRIGUES
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • MARISTELIO DA CRUZ COSTA
  • ROBERTO VIEIRA PORDEUS
  • VLADIMIR BATISTA FIGUEIREDO
  • Data: 02/08/2021

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  • O melão produzido no Pólo Jaguaribe-Açu abastece o mercado brasileiro durante o ano todo, além do mercado internacional principalmente na entressafra da Espanha. No entanto, os custos com insumos e irrigação são elevados, sendo assim os modelos de simulação permitem o conhecimento da necessidade hídrica antecipadamente e das respostas de rendimento através de uma ferramenta em um curto prazo e a baixo custo, auxiliando na tomada de decisão do manejo a ser adotado, além da análise da melhor época de plantio. O objetivo da pesquisa foi estimar através de simulações ano a ano de uma série histórica de 31 anos (1978 a 2008), as necessidades hídricas da cultura do meloeiro dos tipos Inodorus e Aromáticos cultivados nas condições edafoclimáticas de Mossoró – RN, para três épocas de semeadura, analisando-se a interferência de cinco cenários climáticos na determinação da época ideal de cultivo, utilizando como ferramenta o programa CROPWAT – FAO. Com base nos dados climáticos, tipo de cultura e solo, seguindo-se a metodologia proposta pelo Boletim FAO nº 56. A série histórica foi caracterizada em cinco cenários de acordo com a precipitação pluviométrica anual em: Muito Seco (MS) até 365,06 mm; Seco (S) de 365,07 a 551,70 mm; Normal (N) de 551,71 a 885,00 mm; Chuvoso (C) de 885,01 a 1.046,53 mm e Muito Chuvoso (MC) acima de 1.046,53 mm. Os ciclos de cultivos para os dois tipos de meloeiros iniciaram em: 10/junho (C-01); 10/setembro (C-02) e 10/outubro (C-03), para o solo do tipo franco argiloarenoso. O cultivo no ciclo 01 para anos chuvosos apresentou os melhores valores de temperatura máxima e mínima exigidos pelo meloeiro. A variação da temperatura máxima ao longo de um ciclo atingiu mais de 10 ºC, o cultivo no C-01 ocorreu em condições desfavoráveis ao meloeiro quando em cenário C a MC, onde a umidade relativa do ar ultrapassou 80%, enquanto no C-02 constatou-se como mais favorável à cultura do meloeiro, seguido do C-03 os valores obtidos de ETc e NI acumulados atendem aos requeridos pela cultura indicando que as simulações com o CROPWAT respondem positivamente à demanda hídrica do meloeiro, permitindo uma visão antecipada de acordo com o cenário climático anual.


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  • O melão produzido no Pólo Jaguaribe-Açu abastece o mercado brasileiro durante o ano todo, além do mercado internacional principalmente na entressafra da Espanha. No entanto, os custos com insumos e irrigação são elevados, sendo assim os modelos de simulação permitem o conhecimento da necessidade hídrica antecipadamente e das respostas de rendimento através de uma ferramenta em um curto prazo e a baixo custo, auxiliando na tomada de decisão do manejo a ser adotado, além da análise da melhor época de plantio. O objetivo da pesquisa foi estimar através de simulações ano a ano de uma série histórica de 31 anos (1978 a 2008), as necessidades hídricas da cultura do meloeiro dos tipos Inodorus e Aromáticos cultivados nas condições edafoclimáticas de Mossoró – RN, para três épocas de semeadura, analisando-se a interferência de cinco cenários climáticos na determinação da época ideal de cultivo, utilizando como ferramenta o programa CROPWAT – FAO. Com base nos dados climáticos, tipo de cultura e solo, seguindo-se a metodologia proposta pelo Boletim FAO nº 56. A série histórica foi caracterizada em cinco cenários de acordo com a precipitação pluviométrica anual em: Muito Seco (MS) até 365,06 mm; Seco (S) de 365,07 a 551,70 mm; Normal (N) de 551,71 a 885,00 mm; Chuvoso (C) de 885,01 a 1.046,53 mm e Muito Chuvoso (MC) acima de 1.046,53 mm. Os ciclos de cultivos para os dois tipos de meloeiros iniciaram em: 10/junho (C-01); 10/setembro (C-02) e 10/outubro (C-03), para o solo do tipo franco argiloarenoso. O cultivo no ciclo 01 para anos chuvosos apresentou os melhores valores de temperatura máxima e mínima exigidos pelo meloeiro. A variação da temperatura máxima ao longo de um ciclo atingiu mais de 10 ºC, o cultivo no C-01 ocorreu em condições desfavoráveis ao meloeiro quando em cenário C a MC, onde a umidade relativa do ar ultrapassou 80%, enquanto no C-02 constatou-se como mais favorável à cultura do meloeiro, seguido do C-03 os valores obtidos de ETc e NI acumulados atendem aos requeridos pela cultura indicando que as simulações com o CROPWAT respondem positivamente à demanda hídrica do meloeiro, permitindo uma visão antecipada de acordo com o cenário climático anual.

5
  • FLÁVIO DE OLIVEIRA BASILIO
  • PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS E MECÂNICAS DE UM VERTISSOLO HÁPLICO CULTIVADO COM MELOEIRO NO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • RAIMUNDO FERNANDES DE BRITO
  • RANIERE BARBOSA DE LIRA
  • Data: 30/11/2021

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  • A mecanização é muito importante para o sistema de produção agrícola. Contudo, pode causar modificações nas características físicas do solo quando não se observa e não se efetue as devidas adaptações durante o seu preparo. Para o plantio de cucurbitáceas o tráfego contínuo e inadequado de máquinas e a ação dos implementos no preparo do solo, tratos culturais e colheita podem levar ao incremento da compactação. Este trabalho teve como objetivo avaliar as alterações físicas, químicas e mecânicas de um VERTISSOLO causado pelo tráfego de máquinas e ação de implementos agrícolas em uma área cultivada com o meloeiro irrigado. A pesquisa foi desenvolvida em uma área de assentamento estadual implantada com a cultura do meloeiro, no município de Upanema (RN), comparando dois tipos de situações, com áreas de um hectare cada, sendo a primeira em área de mata nativa (Testemunha) e a segunda em uma área cultivada com meloeiro irrigado explorada há dez anos consecutivo. Os solos das duas áreas foram avaliados nas seguintes profundidades: 0,0-0,10, 0,10-0,20, 0,20-0,30 e 0,30-0,40m. Em cada área foi aplicado o sistema de amostragem em malha com espaçamento regular de 20 x 20 m, totalizando vinte e cinco parcelas na area cultivada e oito parcelas na área de condição natural. Os parâmetros avaliados no solo foram físicos (textura, estrutura, densidade do solo e de partículas e porosidade), químicos (potencial hidrogeniônico - pH, matéria orgânica do solo -MOS, condutividade elétrica -CE, teores de fósforo - P, potássio -K, cálcio - Ca2+, magnésio - Mg²+ e sódio - Na+, acidez trocável - H+ + Al³+, capacidade de troca de cátions - CTC e percentagem de sódio trocável - PST e mecânicos (compactação). Também foram realizados estudos nos frutos visando determinações de produtividade (número, pesos médios dos frutos dos tipos de primeira e segunda) e qualidade (°brix, aparência externa, formato e espessura do mesocarpo, pH, sólidos solúveis totais e acidez). Para a análise dos dados foi usada a análise multivariada para a distinção dos ambientes estudados em relação aos atributos avaliados e a estatística descritiva para levantamento exploratório através da correlação e regressão para identificar as causas da variabilidade em produtividade e qualidade. Não houve adensamento suficiente para prejudicar o crescimento radicular do meloeiro. Cloretos e carbonatos da água e de adubos influenciaram no aumento do pH na camada de 0-10 cm da área cultivada em relação à área reserva e contribuiu com a produção de frutos de segunda. O pH do solo na camada de 0 a 10 cm contribuiu com uma maior produção de frutos de segunda. Houve correlação positiva do K com a produção de frutos de primeira. O Na pode ter afetado a qualidade dos frutos.


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  • A mecanização é muito importante para o sistema de produção agrícola. Contudo, pode causar modificações nas características físicas do solo quando não se observa e não se efetue as devidas adaptações durante o seu preparo. Para o plantio de cucurbitáceas o tráfego contínuo e inadequado de máquinas e a ação dos implementos no preparo do solo, tratos culturais e colheita podem levar ao incremento da compactação. Este trabalho teve como objetivo avaliar as alterações físicas, químicas e mecânicas de um VERTISSOLO causado pelo tráfego de máquinas e ação de implementos agrícolas em uma área cultivada com o meloeiro irrigado. A pesquisa foi desenvolvida em uma área de assentamento estadual implantada com a cultura do meloeiro, no município de Upanema (RN), comparando dois tipos de situações, com áreas de um hectare cada, sendo a primeira em área de mata nativa (Testemunha) e a segunda em uma área cultivada com meloeiro irrigado explorada há dez anos consecutivo. Os solos das duas áreas foram avaliados nas seguintes profundidades: 0,0-0,10, 0,10-0,20, 0,20-0,30 e 0,30-0,40m. Em cada área foi aplicado o sistema de amostragem em malha com espaçamento regular de 20 x 20 m, totalizando vinte e cinco parcelas na area cultivada e oito parcelas na área de condição natural. Os parâmetros avaliados no solo foram físicos (textura, estrutura, densidade do solo e de partículas e porosidade), químicos (potencial hidrogeniônico - pH, matéria orgânica do solo -MOS, condutividade elétrica -CE, teores de fósforo - P, potássio -K, cálcio - Ca2+, magnésio - Mg²+ e sódio - Na+, acidez trocável - H+ + Al³+, capacidade de troca de cátions - CTC e percentagem de sódio trocável - PST e mecânicos (compactação). Também foram realizados estudos nos frutos visando determinações de produtividade (número, pesos médios dos frutos dos tipos de primeira e segunda) e qualidade (°brix, aparência externa, formato e espessura do mesocarpo, pH, sólidos solúveis totais e acidez). Para a análise dos dados foi usada a análise multivariada para a distinção dos ambientes estudados em relação aos atributos avaliados e a estatística descritiva para levantamento exploratório através da correlação e regressão para identificar as causas da variabilidade em produtividade e qualidade. Não houve adensamento suficiente para prejudicar o crescimento radicular do meloeiro. Cloretos e carbonatos da água e de adubos influenciaram no aumento do pH na camada de 0-10 cm da área cultivada em relação à área reserva e contribuiu com a produção de frutos de segunda. O pH do solo na camada de 0 a 10 cm contribuiu com uma maior produção de frutos de segunda. Houve correlação positiva do K com a produção de frutos de primeira. O Na pode ter afetado a qualidade dos frutos.

2020
Dissertações
1
  • KELLYANE DA ROCHA MENDES
  • MACROARTRÓPODES E SUAS INTER-RELAÇÕES COM ATRIBUTOS DO SOLO EM AGROECOSSISTEMAS NO SEMIÁRIDO POTIGUAR BRASILEIRO

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RAUNY OLIVEIRA DE SOUZA
  • Data: 17/01/2020

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  • O interesse atual no estudo sobre os macroartrópodes do solo advém da necessidade do uso sustentável do ambiente e sua capacidade de atuação como indicadores da qualidade do solo, os mesmos são influenciados pelos atributos do solo e estes pelos agroecossistemas, estudando suas inter-relações busca-se subsídios para o planejamento adequado das atividades agrícolas e conservação da capacidade produtiva do solo. O estudo teve como objetivo avaliar as relações dos macroartrópodes do solo com os atributos físicos, estruturais e químicos em agroecossistemas, tendo em vista apontar distinção dos ambientes. A pesquisa foi realizada na comunidade Piracicaba, município de Upanema-RN, considerando quatro agroecossistemas: mata nativa / Latossolo (área de referência), área de rotação de consórcio milho e feijão/ Cambissolo, área de pastagem/ Argissolo e área de cajueiro/ Latossolo. Foram coletadas amostras indeformadas e deformadas, nas camadas 0,0-0,10, 0,10-0,20 e 0,20-0,30 (m), para realização das análises dos atributos físicos, químicos e estruturais do solo. Os macroartrópodes foram coletados via instalação de armadilhas de queda tipo provid, instaladas nos períodos seco e chuvoso, e posteriormente identificados, contabilizados e classificados por ordem taxonômica. Os resultados foram interpretados por meio de técnicas da análise multivariada como ferramenta principal, especificamente a análise para determinação dos atributos mais sensíveis na distinção dos ambientes. Os atributos do solo apresentaram variabilidade quanto aos usos e classes de solos, sendo as variáveis microporosidade, capacidade de campo, ponto de murcha permanente, água disponível, areia, argila, grau de floculação, Ca2+, Mg2+, soma de bases, densidade do solo, porosidade total, macroporosidade, condutividade elétrica e carbono orgânico total as mais sensíveis na distinção dos ambientes. A retenção de água no solo variou entre os agroecossistemas estudados, sendo que as áreas de mata nativa (AMN) e área de consórcio milho e feijão (ACMF) apresentaram conteúdo de água retida no solo superior as demais áreas. O maior aporte de carbono orgânico total favorece a estruturação do solo e maior retenção de água, especialmente em solos de textura mais arenosa. Para os macroartrópodes as ordens mais abundantes foram: Hymenoptera, Coleoptera, Orthoptera, Díptera, Araneae, Hemíptera e Scutigeromorpha, em valores menos expressivos também foram encontrados organismos das ordens Blatodeae, Scorpiones, Larva de Lepdoptera, Leptdoptera, Odonata, Chilopoda, Phasmatodea, Thysanoptera e Ixodida. A abundância e diversidade dos macroartrópodes do solo foram influenciadas pela sazonalidade climática, sendo a abundância maior no período seco, e a diversidade maior no período chuvoso. A área de consórcio de milho e feijão apresentou maiores índices de diversidade de Shanon e equitabilidade de Pielou, no período chuvoso a área de cajueiro, no período seco. As comunidades dos macroartrópodes encontradas nos agroecossistemas foram influenciadas pelos atributos físicos, químicos e estruturais do solo, sendo essa correlação existente evidenciada com uso da análise de componentes principais, onde os atributos macroporosidade, carbono orgânico total (COT), microporosidade, densidade do solo, textura (areia, silte e argila), Ca²+, K+ e CTC foram os que mais influenciaram.


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  • O interesse atual no estudo sobre os macroartrópodes do solo advém da necessidade do uso sustentável do ambiente e sua capacidade de atuação como indicadores da qualidade do solo, os mesmos são influenciados pelos atributos do solo e estes pelos agroecossistemas, estudando suas inter-relações busca-se subsídios para o planejamento adequado das atividades agrícolas e conservação da capacidade produtiva do solo. O estudo teve como objetivo avaliar as relações dos macroartrópodes do solo com os atributos físicos, estruturais e químicos em agroecossistemas, tendo em vista apontar distinção dos ambientes. A pesquisa foi realizada na comunidade Piracicaba, município de Upanema-RN, considerando quatro agroecossistemas: mata nativa / Latossolo (área de referência), área de rotação de consórcio milho e feijão/ Cambissolo, área de pastagem/ Argissolo e área de cajueiro/ Latossolo. Foram coletadas amostras indeformadas e deformadas, nas camadas 0,0-0,10, 0,10-0,20 e 0,20-0,30 (m), para realização das análises dos atributos físicos, químicos e estruturais do solo. Os macroartrópodes foram coletados via instalação de armadilhas de queda tipo provid, instaladas nos períodos seco e chuvoso, e posteriormente identificados, contabilizados e classificados por ordem taxonômica. Os resultados foram interpretados por meio de técnicas da análise multivariada como ferramenta principal, especificamente a análise para determinação dos atributos mais sensíveis na distinção dos ambientes. Os atributos do solo apresentaram variabilidade quanto aos usos e classes de solos, sendo as variáveis microporosidade, capacidade de campo, ponto de murcha permanente, água disponível, areia, argila, grau de floculação, Ca2+, Mg2+, soma de bases, densidade do solo, porosidade total, macroporosidade, condutividade elétrica e carbono orgânico total as mais sensíveis na distinção dos ambientes. A retenção de água no solo variou entre os agroecossistemas estudados, sendo que as áreas de mata nativa (AMN) e área de consórcio milho e feijão (ACMF) apresentaram conteúdo de água retida no solo superior as demais áreas. O maior aporte de carbono orgânico total favorece a estruturação do solo e maior retenção de água, especialmente em solos de textura mais arenosa. Para os macroartrópodes as ordens mais abundantes foram: Hymenoptera, Coleoptera, Orthoptera, Díptera, Araneae, Hemíptera e Scutigeromorpha, em valores menos expressivos também foram encontrados organismos das ordens Blatodeae, Scorpiones, Larva de Lepdoptera, Leptdoptera, Odonata, Chilopoda, Phasmatodea, Thysanoptera e Ixodida. A abundância e diversidade dos macroartrópodes do solo foram influenciadas pela sazonalidade climática, sendo a abundância maior no período seco, e a diversidade maior no período chuvoso. A área de consórcio de milho e feijão apresentou maiores índices de diversidade de Shanon e equitabilidade de Pielou, no período chuvoso a área de cajueiro, no período seco. As comunidades dos macroartrópodes encontradas nos agroecossistemas foram influenciadas pelos atributos físicos, químicos e estruturais do solo, sendo essa correlação existente evidenciada com uso da análise de componentes principais, onde os atributos macroporosidade, carbono orgânico total (COT), microporosidade, densidade do solo, textura (areia, silte e argila), Ca²+, K+ e CTC foram os que mais influenciaram.

2
  • JADER FELIPE ARAÚJO JUSTO
  • VARIABILIDADE ESPACIAL DE ATRIBUTOS QUÍMICOS E FÍSICOS EM SOLO SALINO NO PERÍMETRO IRRIGADO BAIXO-AÇU

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ARTÊNIO CABRAL BARRETO
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 31/01/2020

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  • O acelerado aumento da densidade populacional impulsiona cada vez mais o crescimento da produção agrícola, dessa forma expandem-se as áreas cultiváveis em todo o mundo. A utilização de recursos naturais sem o correto manejo pode ocasionar alteração das características físicas, químicas e biológicas dos mesmos. O manejo incorreto, falta de drenagem, utilização de águas de má qualidade são fatores determinantes para a ocorrência de processos degradadores do solo, entre eles a salinização. A percepção do processo de salinização em seu estágio inicial é de suma importância para o correto manejo de uma área cultivada, pois permite o uso de medidas corretivas ou preventivas para diminuição do impacto do problema. Nesse contexto, a utilização da modelagem geoestatística se configura como uma ferramenta prática que tem contribuído para a análise de dependência ou não entre pontos. Diante disso, o trabalho teve como objetivo analisar o padrão da dependência espacial de atributos químicos e físicos do solo relacionados a salinidade através de geoestatística. O estudo foi realizado no Distrito Irrigado do Baixo Açu – DIBA, situado na região do Vale do Açu o qual foi selecionado o lote número 79 compreendendo uma área de 7,8 hectares, onde foi estabelecida uma malha com 5 linhas e 9 colunas com a finalidade de realizar coleta nos pontos de intercessão, totalizando 45 pontos coletados a profundidade 0,30 cm equidistantes em 40 m. Para estudo geoestatistico, avaliou-se dependência espacial, curtose, assimetria, coeficiente de determinação e o melhor modelo aplicado. Quanto aos atributos químicos, o modelo que melhor explicou a distribuição dos dados foi o exponencial, com a maioria dos dados classificados com moderada dependência espacial. Quanto ao relevo, houve maior concentração de alguns atributos nas áreas mais baixas, tais como condutividade, sódio e cálcio. Em relação aos micronutriente, os modelos esférico e gaussiano foram os que melhor explicaram o comportamento dos atributos no solo. O ferro e o cobre tiveram relação direta com o relevo, onde as maiores concentrações foram encontradas nas áreas mais altas da área de estudo. Para a granulometria, o modelo esférico foi o melhor para explicar a variação das partículas no solo. Nas áreas mais baixas notou-se maior concentração das partículas de areia. Os atributos analisados apresentaram dependência espacial, o que demonstra a importância desses estudos afim de executar correto manejo nas áreas avaliadas e suas diferentes necessidades. A krigagem se mostrou uma ferramenta importante no conhecimento da dinâmica espacial do solo e seus atributos, podendo ser utilizada para gerir e tomar decisões para manter a conservação e qualidade do solo.


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  • O acelerado aumento da densidade populacional impulsiona cada vez mais o crescimento da produção agrícola, dessa forma expandem-se as áreas cultiváveis em todo o mundo. A utilização de recursos naturais sem o correto manejo pode ocasionar alteração das características físicas, químicas e biológicas dos mesmos. O manejo incorreto, falta de drenagem, utilização de águas de má qualidade são fatores determinantes para a ocorrência de processos degradadores do solo, entre eles a salinização. A percepção do processo de salinização em seu estágio inicial é de suma importância para o correto manejo de uma área cultivada, pois permite o uso de medidas corretivas ou preventivas para diminuição do impacto do problema. Nesse contexto, a utilização da modelagem geoestatística se configura como uma ferramenta prática que tem contribuído para a análise de dependência ou não entre pontos. Diante disso, o trabalho teve como objetivo analisar o padrão da dependência espacial de atributos químicos e físicos do solo relacionados a salinidade através de geoestatística. O estudo foi realizado no Distrito Irrigado do Baixo Açu – DIBA, situado na região do Vale do Açu o qual foi selecionado o lote número 79 compreendendo uma área de 7,8 hectares, onde foi estabelecida uma malha com 5 linhas e 9 colunas com a finalidade de realizar coleta nos pontos de intercessão, totalizando 45 pontos coletados a profundidade 0,30 cm equidistantes em 40 m. Para estudo geoestatistico, avaliou-se dependência espacial, curtose, assimetria, coeficiente de determinação e o melhor modelo aplicado. Quanto aos atributos químicos, o modelo que melhor explicou a distribuição dos dados foi o exponencial, com a maioria dos dados classificados com moderada dependência espacial. Quanto ao relevo, houve maior concentração de alguns atributos nas áreas mais baixas, tais como condutividade, sódio e cálcio. Em relação aos micronutriente, os modelos esférico e gaussiano foram os que melhor explicaram o comportamento dos atributos no solo. O ferro e o cobre tiveram relação direta com o relevo, onde as maiores concentrações foram encontradas nas áreas mais altas da área de estudo. Para a granulometria, o modelo esférico foi o melhor para explicar a variação das partículas no solo. Nas áreas mais baixas notou-se maior concentração das partículas de areia. Os atributos analisados apresentaram dependência espacial, o que demonstra a importância desses estudos afim de executar correto manejo nas áreas avaliadas e suas diferentes necessidades. A krigagem se mostrou uma ferramenta importante no conhecimento da dinâmica espacial do solo e seus atributos, podendo ser utilizada para gerir e tomar decisões para manter a conservação e qualidade do solo.

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  • LARISSA FERNANDES DA SILVA
  • REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE Eisenia Foetida, ATIVIDADE ENZIMÁTICA MICROBIANA E CARACTERIZAÇÃO DE VERMICOMPOSTO NO SEMIÁRIDO

  • Orientador : EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DIANA FERREIRA DE FREITAS
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • Data: 28/02/2020

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  • A busca por alimentos mais saudáveis, livres de agrotóxicos, vem crescendo, consideravelmente. Paralelo a isso, problemas ambientais emergentes, têm conduzido à pesquisa à procura de alternativas que substituam o uso de insumos agrícolas industrializados. Neste contexto, a vermicompostagem surge como uma técnica vantajosa, pois permite a produção de um composto de qualidade para ser utilizado na adubação orgânica de plantas, além de ser uma renda extra para os agricultores familiares do semiárido que o comercializam. Assim, para análises dos vermicompostos produzidos com substratos de origem animal e vegetal, primeiro avaliou-se a reprodução e crescimento de Eisenia foetida, carbono da biomassa microbiana e atividade enzimática. Posteriormente, analisaram-se as características químicas do vermicompostos, bem como, seus humatos isolados. O experimento foi desenvolvido em conjunto com os agricultores da Associação dos Agricultores Familiares da Agrovila Pomar, no assentamento rural Eldorado dos Carajás II (Maísa), em Mossoró-RN, Brasil. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 6x4, com quatro repetições. Os tratamentos constaram de seis substratos: T1 - Esterco bovino + Folhas de cajueiro (Anacardium occidentale L.); T2 - Esterco caprino + Folhas de cajueiro; T3 - Esterco bovino + Folhas catanduva (Piptadenia moniliformis Benth.); T4 - Esterco caprino + Folhas catanduva; T5 - Esterco bovino + Folhas de cajueiro + Folhas de catanduva; T6 - Esterco caprino + Folhas de cajueiro + Folhas de catanduva, em quatro períodos de avaliação (30, 60, 90 e 120 dias após a implantação do experimento), totalizando 96 unidades experimentais. Foram analisados reprodução e desenvolvimento da minhoca, atividade enzimática (-glicosidase, desidrogenase, fosfatases alcalina e ácida), frações lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica, características químicas e humatos isolados dos vermicompostos. Os tratamentos preparados com esterco bovino sobressaíram ao esterco caprino, que independente do resíduo vegetal estimulou a multiplicação e a biomassa total da minhoca Eisenia foetida. Além de maior oferta de carbono e energia para os microrganismos, maior teor de carbono na biomassa microbiana e atividade enzimática durante a vermicompostagem. O esterco bovino também proporcionou maiores teores de nitrogênio, carbono orgânico total e carbono nas frações lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica. A humificação foi favorecida pelo maior aporte e qualidade do material orgânico, associado ao maior teor de cálcio nos vermicompostos com esterco bovino. O esterco caprino apresentou os maiores teores de P e K extraído com Mehlich-1, todavia, após digestão nítrica os maiores teores foram encontrados nos substratos com esterco bovino. Os humatos isolados da mistura com esterco bovino apresentaram menor evolução química, maior presença de C em grupos alifáticos, maior acidez total e carboxílica.


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  • A busca por alimentos mais saudáveis, livres de agrotóxicos, vem crescendo, consideravelmente. Paralelo a isso, problemas ambientais emergentes, têm conduzido à pesquisa à procura de alternativas que substituam o uso de insumos agrícolas industrializados. Neste contexto, a vermicompostagem surge como uma técnica vantajosa, pois permite a produção de um composto de qualidade para ser utilizado na adubação orgânica de plantas, além de ser uma renda extra para os agricultores familiares do semiárido que o comercializam. Assim, para análises dos vermicompostos produzidos com substratos de origem animal e vegetal, primeiro avaliou-se a reprodução e crescimento de Eisenia foetida, carbono da biomassa microbiana e atividade enzimática. Posteriormente, analisaram-se as características químicas do vermicompostos, bem como, seus humatos isolados. O experimento foi desenvolvido em conjunto com os agricultores da Associação dos Agricultores Familiares da Agrovila Pomar, no assentamento rural Eldorado dos Carajás II (Maísa), em Mossoró-RN, Brasil. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 6x4, com quatro repetições. Os tratamentos constaram de seis substratos: T1 - Esterco bovino + Folhas de cajueiro (Anacardium occidentale L.); T2 - Esterco caprino + Folhas de cajueiro; T3 - Esterco bovino + Folhas catanduva (Piptadenia moniliformis Benth.); T4 - Esterco caprino + Folhas catanduva; T5 - Esterco bovino + Folhas de cajueiro + Folhas de catanduva; T6 - Esterco caprino + Folhas de cajueiro + Folhas de catanduva, em quatro períodos de avaliação (30, 60, 90 e 120 dias após a implantação do experimento), totalizando 96 unidades experimentais. Foram analisados reprodução e desenvolvimento da minhoca, atividade enzimática (-glicosidase, desidrogenase, fosfatases alcalina e ácida), frações lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica, características químicas e humatos isolados dos vermicompostos. Os tratamentos preparados com esterco bovino sobressaíram ao esterco caprino, que independente do resíduo vegetal estimulou a multiplicação e a biomassa total da minhoca Eisenia foetida. Além de maior oferta de carbono e energia para os microrganismos, maior teor de carbono na biomassa microbiana e atividade enzimática durante a vermicompostagem. O esterco bovino também proporcionou maiores teores de nitrogênio, carbono orgânico total e carbono nas frações lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica. A humificação foi favorecida pelo maior aporte e qualidade do material orgânico, associado ao maior teor de cálcio nos vermicompostos com esterco bovino. O esterco caprino apresentou os maiores teores de P e K extraído com Mehlich-1, todavia, após digestão nítrica os maiores teores foram encontrados nos substratos com esterco bovino. Os humatos isolados da mistura com esterco bovino apresentaram menor evolução química, maior presença de C em grupos alifáticos, maior acidez total e carboxílica.

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  • CYDIANNE CAVALCANTE DA SILVA
  • PROCESSOS DE RETENÇÃO, TRANSPORTE E TRANSFORMAÇÃO EM SOLOS DOS HERBICIDAS DIURON, HEXAZINONE E SULFOMETURON-METHYL

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • LUIZ FRANCISCO DA SILVA SOUZA FILHO
  • MATHEUS DE FREITAS SOUZA
  • Data: 28/02/2020

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  • O conhecimento dos processos envolvidos durante o contato do herbicida com o solo pode contribuir para a definição das taxas de aplicação que maximizem o controle das plantas daninhas com menor risco ambiental. Nesta pesquisa foram avaliadas a sorção, dessorção, lixiviação e meia-vida dos herbicidas diuron, hexazinone e sulfometuron-methyl em diferentes solos: Cambissolo Háplico (CX), Latossolo Vermelho (LV) e Neossolo Quartzarênico (RQ). Os ensaios de sorção e dessorção foram estimados segundo método “Batch Equilibrium” a partir de isotermas de sorção e dessorção. Para os ensaios de lixiviação utilizou-se colunas de PVC preenchidas com solos e avaliadas em 7 profundidades (0-5, 5-10, 10-15, 15-20, 20-25, 25-30, 30-35 cm). No experimento de meia-vida, utilizou vasos de tamanho 8 com 300 g de cada solo estudado cujas épocas de avaliação consistiram em 1, 3, 7, 15, 30, 45, 60, 120 e 180 dias após a aplicação do herbicida. A extração dos herbicidas nos experimentos de lixiviação e meia-vida seguiram de acordo com o método de QuEChERS. Todos os experimentos tiveram suas amostras analisadas a partir da Cromatografia Liquida de Ultra Eficiência acoplada ao Espectrômetro de Massas (LC-MS/MS) para detecção e quantificação dos herbicidas. Os resultados demonstraram que a sorção dos três herbicidas foi influenciada pelo pH e CTC dos solos estudados. O pH e a CTC foram os atributos do solo de maior contribuição nos resultados obtidos, onde o latossolo apresentou maior sorção entre os solos sob influência dos três herbicidas aplicados, enquanto as dessorções variaram conforme o comportamento do herbicida e correlação com o índice de histerese. A maior sorção do LV na maioria dos solos teve correlação positiva nos resultados de meia-vida (t1/2), exceto para o hexazinone, cuja t1/2 foi superior no neossolo. A lixiviação nas colunas do solo foi diferente entre os herbicidas estudados, sendo que o diuron tenteu permanecer nas camadas superiores do solo, enquanto que, o hexazinone e o sulfometuron-methyl lixiviaram para camadas mais profundas. O índice GUS indicou que o hexazinone apresentou alto potencial de lixiviação. Esses resultados indicam que o diuron é herbicida com potencial de controlar os propágulos de plantas daninhas nas camadas superiores do solo com menor risco de contaminação de águas subterrâneas, porém apresenta risco de causar efeitos negativos sobre espécies sensíveis plantadas em sucessão. O hexazinone e sulfometuron-methyl podem auxiliar no controle dos propágulos em camadas mais profundas do solo, mas seu risco ambiental de lixiviação deve ser considerado para a definição da dose utilizada.


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  • O conhecimento dos processos envolvidos durante o contato do herbicida com o solo pode contribuir para a definição das taxas de aplicação que maximizem o controle das plantas daninhas com menor risco ambiental. Nesta pesquisa foram avaliadas a sorção, dessorção, lixiviação e meia-vida dos herbicidas diuron, hexazinone e sulfometuron-methyl em diferentes solos: Cambissolo Háplico (CX), Latossolo Vermelho (LV) e Neossolo Quartzarênico (RQ). Os ensaios de sorção e dessorção foram estimados segundo método “Batch Equilibrium” a partir de isotermas de sorção e dessorção. Para os ensaios de lixiviação utilizou-se colunas de PVC preenchidas com solos e avaliadas em 7 profundidades (0-5, 5-10, 10-15, 15-20, 20-25, 25-30, 30-35 cm). No experimento de meia-vida, utilizou vasos de tamanho 8 com 300 g de cada solo estudado cujas épocas de avaliação consistiram em 1, 3, 7, 15, 30, 45, 60, 120 e 180 dias após a aplicação do herbicida. A extração dos herbicidas nos experimentos de lixiviação e meia-vida seguiram de acordo com o método de QuEChERS. Todos os experimentos tiveram suas amostras analisadas a partir da Cromatografia Liquida de Ultra Eficiência acoplada ao Espectrômetro de Massas (LC-MS/MS) para detecção e quantificação dos herbicidas. Os resultados demonstraram que a sorção dos três herbicidas foi influenciada pelo pH e CTC dos solos estudados. O pH e a CTC foram os atributos do solo de maior contribuição nos resultados obtidos, onde o latossolo apresentou maior sorção entre os solos sob influência dos três herbicidas aplicados, enquanto as dessorções variaram conforme o comportamento do herbicida e correlação com o índice de histerese. A maior sorção do LV na maioria dos solos teve correlação positiva nos resultados de meia-vida (t1/2), exceto para o hexazinone, cuja t1/2 foi superior no neossolo. A lixiviação nas colunas do solo foi diferente entre os herbicidas estudados, sendo que o diuron tenteu permanecer nas camadas superiores do solo, enquanto que, o hexazinone e o sulfometuron-methyl lixiviaram para camadas mais profundas. O índice GUS indicou que o hexazinone apresentou alto potencial de lixiviação. Esses resultados indicam que o diuron é herbicida com potencial de controlar os propágulos de plantas daninhas nas camadas superiores do solo com menor risco de contaminação de águas subterrâneas, porém apresenta risco de causar efeitos negativos sobre espécies sensíveis plantadas em sucessão. O hexazinone e sulfometuron-methyl podem auxiliar no controle dos propágulos em camadas mais profundas do solo, mas seu risco ambiental de lixiviação deve ser considerado para a definição da dose utilizada.

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  • VANESSA TAINARA DA CUNHA
  • PERCEPÇÃO SOCIOAMBIENTAL E ESTADO DE PRESERVAÇÃO DAS NASCENTES DO RIO APODI-MOSSORÓ

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RAIMUNDO FERNANDES DE OLIVEIRA JUNIOR
  • Data: 05/05/2020

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  • A degradação ambiental tem contribuído para a diminuição do volume de água das nascentes. Este trabalho objetiva promover um diagnóstico macroscópico das nascentes perenes pertencentes à Bacia Hidrográfica Apodi - Mossoró, bem como avaliar a percepção dos gestores, a cerca da importância da preservação/conservação das nascentes. Durante a pesquisa foi feita uma avaliação dos impactos ambientais das nascentes perenes nos municípios de Portalegre, Martins, Paraná, Luiz Gomes, São Miguel, Coronel João Pessoa e, por fim, Doutor Severiano, todos pertencentes à Bacia Hidrográfica Apodi-Mossoró. Para a avaliação dos impactos, foi realizada a análise macroscópica do Índice de Impacto Ambiental em Nascentes para posteriormente classificar o grau de conservação das nascentes como ótima, boa, razoável, ruim, e péssima. Com o uso dessa metodologia, foi feita uma interpretação visual das nascentes (analise macroscópica), utilizando como base uma espécie de questionário, o qual consta com perguntas referentes à presença de resíduos sólidos no entorno da nascente e, entre outros questionamentos, com o intuito de analisar e quantificar os principais impactos ambientais presentes nas mesmas. Foram aplicados formulários com moradores próximos às nascentes, na intenção de coletar informações, que auxiliou na discussão dos resultados. Além disso, foi aplicado formulários com os gestores dos municípios, com a finalidade de conhecer a visão deles quanto gestor público, a cerca da importância e implementação de medidas que venham contribuir para preservação e conservação das nascentes. Quanto ao Índice de Impacto Ambiental das nascentes estudas 34% apresentaram grau de preservação “razoável”, 33% das nascentes apresentam o grau de preservação “péssimo”, 22% “bom”, e 11% grau de preservação “ruim”. Em relação ao grau de importância das nascentes avaliadas pelos gestores pessoalmente, 38% não responderam; 25% consideram o grau de importância das nascentes bom; 13% dos gestores acreditam que o grau de importância das nascentes é ruim e; com percentual de 12% estão os gestores que caracterizam o grau de importância das nascentes como ótimo e razoável, porém, estes ainda não executaram ações de conservação nas mesmas. Diante deste estudo constata-se que os principais agentes causadores destes impactos foram ausência de cerca de proteção, fácil acesso, desmatamento, presença de resíduos sólidos e líquidos, urbanização, e compactação e ausência de cobertura do solo. Vale salientar que uma pequena parte dos gestores considera o grau de importância das nascentes como ótimo ou razoável.


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  • A degradação ambiental tem contribuído para a diminuição do volume de água das nascentes. Este trabalho objetiva promover um diagnóstico macroscópico das nascentes perenes pertencentes à Bacia Hidrográfica Apodi - Mossoró, bem como avaliar a percepção dos gestores, a cerca da importância da preservação/conservação das nascentes. Durante a pesquisa foi feita uma avaliação dos impactos ambientais das nascentes perenes nos municípios de Portalegre, Martins, Paraná, Luiz Gomes, São Miguel, Coronel João Pessoa e, por fim, Doutor Severiano, todos pertencentes à Bacia Hidrográfica Apodi-Mossoró. Para a avaliação dos impactos, foi realizada a análise macroscópica do Índice de Impacto Ambiental em Nascentes para posteriormente classificar o grau de conservação das nascentes como ótima, boa, razoável, ruim, e péssima. Com o uso dessa metodologia, foi feita uma interpretação visual das nascentes (analise macroscópica), utilizando como base uma espécie de questionário, o qual consta com perguntas referentes à presença de resíduos sólidos no entorno da nascente e, entre outros questionamentos, com o intuito de analisar e quantificar os principais impactos ambientais presentes nas mesmas. Foram aplicados formulários com moradores próximos às nascentes, na intenção de coletar informações, que auxiliou na discussão dos resultados. Além disso, foi aplicado formulários com os gestores dos municípios, com a finalidade de conhecer a visão deles quanto gestor público, a cerca da importância e implementação de medidas que venham contribuir para preservação e conservação das nascentes. Quanto ao Índice de Impacto Ambiental das nascentes estudas 34% apresentaram grau de preservação “razoável”, 33% das nascentes apresentam o grau de preservação “péssimo”, 22% “bom”, e 11% grau de preservação “ruim”. Em relação ao grau de importância das nascentes avaliadas pelos gestores pessoalmente, 38% não responderam; 25% consideram o grau de importância das nascentes bom; 13% dos gestores acreditam que o grau de importância das nascentes é ruim e; com percentual de 12% estão os gestores que caracterizam o grau de importância das nascentes como ótimo e razoável, porém, estes ainda não executaram ações de conservação nas mesmas. Diante deste estudo constata-se que os principais agentes causadores destes impactos foram ausência de cerca de proteção, fácil acesso, desmatamento, presença de resíduos sólidos e líquidos, urbanização, e compactação e ausência de cobertura do solo. Vale salientar que uma pequena parte dos gestores considera o grau de importância das nascentes como ótimo ou razoável.

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  • LOUIZE NASCIMENTO
  • EFICIÊNCIA DE USO DE FÓSFORO EM GENÓTIPOS DE MELOEIRO

  • Orientador : GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • LIDIANE KELY DE LIMA GRACIANO
  • CYNTHIA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE
  • Data: 18/05/2020

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  • O estabelecimento de programas de melhoramento genéticos, visando maior eficiência de uso de
    fósforo, é importante para reduzir o uso de fertilizantes fosfatados e minimizar os efeitos
    ambientais e econômicos da agricultura. Assim, objetivou-se avaliar a eficiência de uso de fósforo
    em genótipos de meloeiros cultivados em sistema de hidroponia. O experimento foi realizado em
    casa de vegetação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, Rio Grande do
    Norte. Avaliando 10 genótipos de meloeiro, sendo cinco cultivares melhorados (Vereda, Gaúcho
    Redondo Conesul, Amarillo canário, Gaúcho Casca de Carvalho e Trinity) e cinco não melhorados
    (A-02, A-16, A-29, A-50 e A-52), que foram submetidos a duas soluções nutritivas (S1 - solução
    nutritiva sem restrição de fósforo e S2 - solução nutritiva com restrição de P). O delineamento
    experimental adotado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 10 x 2, totalizando 20
    tratamentos, com cinco repetições. Cada unidade experimental foi representada de um vaso plástico
    contendo 8,0 L de solução nutritiva e uma planta em cada vaso. As plantas foram avaliadas, aos 19
    dias após o transplantio, quanto ao Número de Folhas (NFO), Diâmetro do Caule (DCA),
    Comprimento do Ramo Principal (CRP), Comprimento do Sistema Radicular (CSR), Volume do
    Sistema Radicular (VSR), Clorofila (CLO), razão do teor de fósforo na raiz e parte aérea P(R/A),
    Fósforo Total (PTO), razão da matéria seca na raiz e parte aérea MS(R/A) e Matéria Seca Total
    (MST). Verificou-se também a Eficiência de Uso de Fósforo (EUP), de Aquisição de Fósforo
    (EAP) e Utilização Interna (EUTP). Os dados foram submetidos as Análises de Variância
    (ANOVA) e, em seguida, procedeu o agrupamento de médias pelo teste de Scott Knott, onde foram
    obtidas respostas significativas. Para se ter melhor visão da variabilidade entre os genótipos,
    realizou-se o agrupamento hierárquico pelo método UPGMA a partir das distâncias de
    Mahalanobis. Os genótipos foram classificados em quadro grupos: Eficientes e Responsivos (ER),
    Ineficientes e Responsivos (IR), Eficientes e Não Responsivos (ENR) e Ineficientes e Não
    Responsivos (INR). As análises revelaram existência de variabilidade genética entre os genótipos
    para as variáveis da parte aérea, do sistema radicular, fósforo e matéria seca nas soluções P+ e P.
    A solução P- afetou o crescimento das plantas em todos os genótipos, provocando redução no NFO,
    DCA, CRP, VSR, PTO e MST, independente do genótipo, sendo as maiores reduções observadas
    para MST, PTO, CRP, NFO e VSR, obtendo-se perdas de 77,3; 70,5; 64,8; 60,0 e 47,7%,
    respectivamente. Por outro lado, as variáveis CSR, P(R/A) e MS(R/A) foram maiores nas plantas
    em solução nutritiva com restrição de fósforo (P-), ocorrendo aumento de 50,0; 45,2 e 100%, para
    CSR, P(R/A) e MS(R/A), respectivamente. Assim, observa-se que houve aumento no CSR e
    redução do VSR quando há menor disponibilidade de fósforo. No entanto, a CLO não foi afetada
    pelo efeito de fósforo, uma vez que as médias estimadas nas soluções com e sem restrição de
    fósforo não diferem entre si pelo teste t de Student (p>0,05). Verificou-se maior EUP e EUTP na
    solução com menor disponibilidade de fósforo (P-), enquanto a maior EAP foi observada na
    solução sem estresse de fósforo (P+). Na EUP, na solução P+, ‘Vereda’, ‘GRC’, ‘Aca’ , ‘Trinity’,
    A-02, A-16, A-50 e e A-52, foram os mais eficientes. Na solução P-, ‘Vereda’, ‘GRC’, ‘Aca’ e
    ‘GCC’ foram os mais eficientes. Com relação a EAP, na solução P+, destacaram-se os genótipos
    ‘Vereda’, ‘Aca’, ‘GCC’, ‘Trinity’, A-29 e A-52. Na solução P-, sobressaiu-se apenas o ‘Vereda’.
    Os genótipos mais eficientes na EUTP, na solução P+, foram os genótipos ‘GCC’ e A-29, enquanto
    com menor disponibilidade, ‘Trinity’, A-02, A-29 e A-52. Os genótipos A-02, A-29 e A-52 foram
    classificados em ER ao estresse de fósforo, dessa forma, são promissores para estudos em
    melhoramento genético.


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  • O estabelecimento de programas de melhoramento genéticos, visando maior eficiência de uso de
    fósforo, é importante para reduzir o uso de fertilizantes fosfatados e minimizar os efeitos
    ambientais e econômicos da agricultura. Assim, objetivou-se avaliar a eficiência de uso de fósforo
    em genótipos de meloeiros cultivados em sistema de hidroponia. O experimento foi realizado em
    casa de vegetação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, Rio Grande do
    Norte. Avaliando 10 genótipos de meloeiro, sendo cinco cultivares melhorados (Vereda, Gaúcho
    Redondo Conesul, Amarillo canário, Gaúcho Casca de Carvalho e Trinity) e cinco não melhorados
    (A-02, A-16, A-29, A-50 e A-52), que foram submetidos a duas soluções nutritivas (S1 - solução
    nutritiva sem restrição de fósforo e S2 - solução nutritiva com restrição de P). O delineamento
    experimental adotado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 10 x 2, totalizando 20
    tratamentos, com cinco repetições. Cada unidade experimental foi representada de um vaso plástico
    contendo 8,0 L de solução nutritiva e uma planta em cada vaso. As plantas foram avaliadas, aos 19
    dias após o transplantio, quanto ao Número de Folhas (NFO), Diâmetro do Caule (DCA),
    Comprimento do Ramo Principal (CRP), Comprimento do Sistema Radicular (CSR), Volume do
    Sistema Radicular (VSR), Clorofila (CLO), razão do teor de fósforo na raiz e parte aérea P(R/A),
    Fósforo Total (PTO), razão da matéria seca na raiz e parte aérea MS(R/A) e Matéria Seca Total
    (MST). Verificou-se também a Eficiência de Uso de Fósforo (EUP), de Aquisição de Fósforo
    (EAP) e Utilização Interna (EUTP). Os dados foram submetidos as Análises de Variância
    (ANOVA) e, em seguida, procedeu o agrupamento de médias pelo teste de Scott Knott, onde foram
    obtidas respostas significativas. Para se ter melhor visão da variabilidade entre os genótipos,
    realizou-se o agrupamento hierárquico pelo método UPGMA a partir das distâncias de
    Mahalanobis. Os genótipos foram classificados em quadro grupos: Eficientes e Responsivos (ER),
    Ineficientes e Responsivos (IR), Eficientes e Não Responsivos (ENR) e Ineficientes e Não
    Responsivos (INR). As análises revelaram existência de variabilidade genética entre os genótipos
    para as variáveis da parte aérea, do sistema radicular, fósforo e matéria seca nas soluções P+ e P.
    A solução P- afetou o crescimento das plantas em todos os genótipos, provocando redução no NFO,
    DCA, CRP, VSR, PTO e MST, independente do genótipo, sendo as maiores reduções observadas
    para MST, PTO, CRP, NFO e VSR, obtendo-se perdas de 77,3; 70,5; 64,8; 60,0 e 47,7%,
    respectivamente. Por outro lado, as variáveis CSR, P(R/A) e MS(R/A) foram maiores nas plantas
    em solução nutritiva com restrição de fósforo (P-), ocorrendo aumento de 50,0; 45,2 e 100%, para
    CSR, P(R/A) e MS(R/A), respectivamente. Assim, observa-se que houve aumento no CSR e
    redução do VSR quando há menor disponibilidade de fósforo. No entanto, a CLO não foi afetada
    pelo efeito de fósforo, uma vez que as médias estimadas nas soluções com e sem restrição de
    fósforo não diferem entre si pelo teste t de Student (p>0,05). Verificou-se maior EUP e EUTP na
    solução com menor disponibilidade de fósforo (P-), enquanto a maior EAP foi observada na
    solução sem estresse de fósforo (P+). Na EUP, na solução P+, ‘Vereda’, ‘GRC’, ‘Aca’ , ‘Trinity’,
    A-02, A-16, A-50 e e A-52, foram os mais eficientes. Na solução P-, ‘Vereda’, ‘GRC’, ‘Aca’ e
    ‘GCC’ foram os mais eficientes. Com relação a EAP, na solução P+, destacaram-se os genótipos
    ‘Vereda’, ‘Aca’, ‘GCC’, ‘Trinity’, A-29 e A-52. Na solução P-, sobressaiu-se apenas o ‘Vereda’.
    Os genótipos mais eficientes na EUTP, na solução P+, foram os genótipos ‘GCC’ e A-29, enquanto
    com menor disponibilidade, ‘Trinity’, A-02, A-29 e A-52. Os genótipos A-02, A-29 e A-52 foram
    classificados em ER ao estresse de fósforo, dessa forma, são promissores para estudos em
    melhoramento genético.

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  • MARIA DEUZILENE OLIVEIRA DO NASCIMENTO MEDEIROS
  • DETERMINAÇÃO DE P DISPONÍVEL EM SOLOS DO SEMIÁRIDO PELOS EXTRATORES MEHLCH-1, RESINA TROCADORA DE ÍONS MISTA E OLSEN

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 29/06/2020

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  • O extrator Mehlich-1 é utilizado na maior parte do Brasil, inclusive no semiárido nordestino, pela sua boa capacidade preditiva em solos ácidos, com baixa CTC, muito intemperizados, pobres ou sem formas de P ligado a Ca, condições que atualmente não estão mais presentes em grande parte dos solos do semiárido nordestino. Neste sentido, mediante a hipótese de perda da capacidade preditiva do extrator Mehlich-1 nos solos alcalinos e alto teor de Ca2+, o presente trabalho tem por objetivo determinar a disponibilidade de P no solo pelos extratores Mehlich-1, resina trocadora de íons mista e Olsen como extratores do P disponível para as plantas em solos do semiárido. Amostras de dez solos com ampla variação de características físicas, químicas e mineralógicas, representativos da região semiárida compreendidas entre os vales dos rios Piranhas-Açu (RN) e Jaguaribe (CE), foram coletadas na camada de 0–30 cm de profundidade. Essas amostras de solos foram caracterizadas mediante a realização de análise químicas e físicas. Em seguida, as amostras de solo, com três repetições, receberam quatro doses de P de acordo com o fator capacidade de fósforo (FCP) dos solos. Os solos RQ, LVA e PVA1 receberam doses de P iguais a 0,0; 32,5; 65,0 e 130,0 mg dm³, aplicaram-se as doses 0,0; 45,0; 90,0 e 180,0 mg dm³ de P nos solos RY, CX1, CX2 e PVA2, e nos solos MD, CX3 e VX aplicaram-se as doses 0,0; 57,5; 115,0 e 230,0 mg dm³ de P. Depois de um período de incubação de 30 dias, retirou-se uma subamostra de cada amostra de solo para quantificação dos tores de P extraídos pelos extratores Mehlich-1, resina de troca iônica mista e Olsen. Depois, essas amostras de solo foram adubadas com os demais nutrientes e, logo em seguida, submeteu-se ao cultivo de milho durante 31 dias em vasos no interior de uma casa de vegetação. Após esse período de cultivo, as plantas de milho foram colhidas para quantificação da massa da matéria seca, teor de P e conteúdo de P na parte aérea das plantas. Para os solos ácidos com baixo teor de argila e baixo FCP, os extratores Mehlich-1, resina e Olsen foram igualmente eficientes para avaliar a disponibilidade de P para as plantas de milho. As quantidades de P extraídas pelos extratores Mehlich-1, resina e Olsen também se correlacionaram com os conteúdos de P acumulados na parte aérea das plantas nos solos com valores de pH variando entre 6,5 e 7,5, de textura média e que apresentaram valores medianos de FCP. Porém, no solo RY, o qual é rico em P-Ca, o Mehlich-1 superestimou o P disponível para as plantas. Para os solos argilosos, alcalinos, ricos em Ca2+ e de alto FCP, o Mehlich-1 não foi eficiente para estimar a disponibilidade de P para as plantas, ao contrário da resina e do Olsen, que se mostraram bastante eficientes.


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  • O extrator Mehlich-1 é utilizado na maior parte do Brasil, inclusive no semiárido nordestino, pela sua boa capacidade preditiva em solos ácidos, com baixa CTC, muito intemperizados, pobres ou sem formas de P ligado a Ca, condições que atualmente não estão mais presentes em grande parte dos solos do semiárido nordestino. Neste sentido, mediante a hipótese de perda da capacidade preditiva do extrator Mehlich-1 nos solos alcalinos e alto teor de Ca2+, o presente trabalho tem por objetivo determinar a disponibilidade de P no solo pelos extratores Mehlich-1, resina trocadora de íons mista e Olsen como extratores do P disponível para as plantas em solos do semiárido. Amostras de dez solos com ampla variação de características físicas, químicas e mineralógicas, representativos da região semiárida compreendidas entre os vales dos rios Piranhas-Açu (RN) e Jaguaribe (CE), foram coletadas na camada de 0–30 cm de profundidade. Essas amostras de solos foram caracterizadas mediante a realização de análise químicas e físicas. Em seguida, as amostras de solo, com três repetições, receberam quatro doses de P de acordo com o fator capacidade de fósforo (FCP) dos solos. Os solos RQ, LVA e PVA1 receberam doses de P iguais a 0,0; 32,5; 65,0 e 130,0 mg dm³, aplicaram-se as doses 0,0; 45,0; 90,0 e 180,0 mg dm³ de P nos solos RY, CX1, CX2 e PVA2, e nos solos MD, CX3 e VX aplicaram-se as doses 0,0; 57,5; 115,0 e 230,0 mg dm³ de P. Depois de um período de incubação de 30 dias, retirou-se uma subamostra de cada amostra de solo para quantificação dos tores de P extraídos pelos extratores Mehlich-1, resina de troca iônica mista e Olsen. Depois, essas amostras de solo foram adubadas com os demais nutrientes e, logo em seguida, submeteu-se ao cultivo de milho durante 31 dias em vasos no interior de uma casa de vegetação. Após esse período de cultivo, as plantas de milho foram colhidas para quantificação da massa da matéria seca, teor de P e conteúdo de P na parte aérea das plantas. Para os solos ácidos com baixo teor de argila e baixo FCP, os extratores Mehlich-1, resina e Olsen foram igualmente eficientes para avaliar a disponibilidade de P para as plantas de milho. As quantidades de P extraídas pelos extratores Mehlich-1, resina e Olsen também se correlacionaram com os conteúdos de P acumulados na parte aérea das plantas nos solos com valores de pH variando entre 6,5 e 7,5, de textura média e que apresentaram valores medianos de FCP. Porém, no solo RY, o qual é rico em P-Ca, o Mehlich-1 superestimou o P disponível para as plantas. Para os solos argilosos, alcalinos, ricos em Ca2+ e de alto FCP, o Mehlich-1 não foi eficiente para estimar a disponibilidade de P para as plantas, ao contrário da resina e do Olsen, que se mostraram bastante eficientes.

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  • RUDNA ANGELICA VIEIRA DO VALE
  • ANÁLISE DE INDICADORES DE QUALIDADE DE ÁGUA DA BACIA HIDROGRÁFICA APODI-MOSSORÓ

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RAIMUNDO FERNANDES DE OLIVEIRA JUNIOR
  • Data: 29/06/2020

  • Mostrar Resumo
  • As bacias hidrográficas localizadas na região semiárida sofrem com o baixo índice e sazonalidade de chuvas, grande evaporação devido às altas temperaturas, além de serem predominantemente pouco volumosas e de baixa vazão. A bacia do Rio Apodi-Mossoró detém esses atributos, e, em face dessas circunstâncias, a gestão de recursos hídricos eficiente é imprescindível. A atividade de monitoramento da qualidade da água ampara a tomada de decisão sobre o seu uso, e, é realizada através da medição periódica de indicadores qualitativos. Tomando por base os dados do Programa Água Azul a respeito da bacia Apodi-Mossoró, coletados de 2008 a 2016, esta pesquisa objetiva fazer uma análise temporal do comportamento da bacia quanto ao Índice de Estado Trófico – IET e a salinidade, como também aplicar o método de estatística multivariada de Análise de Componentes Principais - ACP para o indicador IQA – Índice de Qualidade de Água para evidenciar, dentre as nove variáveis que compõem o cálculo, quais as tem maior participação no conteúdo desse indicador. Os resultados indicam que a bacia sofre interposição da sazonalidade de chuvas, atrelada a temperatura elevadas, e também da intensa atividade antrópica no curso do rio, como mostra as respostas do IET, tendo comportamento majoritariamente hipereutrófico, e uma salinidade crescente ao final do período de coleta, compreendido entre 2014 e 2016, que esses são seguidos anos de estiagem. A ACP do indicador IQA corrobora com esses fatos, pois as variáveis sobressalentes foram a temperatura, nitrogênio total, DBO e sólidos totais, esses três últimos sendo indicadores individuais de poluição. Finalizando, a investigação aponta, sem pormenorizar, para uma ineficiência na gestão da bacia do Rio Apodi-Mossoró.


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  • As bacias hidrográficas localizadas na região semiárida sofrem com o baixo índice e sazonalidade de chuvas, grande evaporação devido às altas temperaturas, além de serem predominantemente pouco volumosas e de baixa vazão. A bacia do Rio Apodi-Mossoró detém esses atributos, e, em face dessas circunstâncias, a gestão de recursos hídricos eficiente é imprescindível. A atividade de monitoramento da qualidade da água ampara a tomada de decisão sobre o seu uso, e, é realizada através da medição periódica de indicadores qualitativos. Tomando por base os dados do Programa Água Azul a respeito da bacia Apodi-Mossoró, coletados de 2008 a 2016, esta pesquisa objetiva fazer uma análise temporal do comportamento da bacia quanto ao Índice de Estado Trófico – IET e a salinidade, como também aplicar o método de estatística multivariada de Análise de Componentes Principais - ACP para o indicador IQA – Índice de Qualidade de Água para evidenciar, dentre as nove variáveis que compõem o cálculo, quais as tem maior participação no conteúdo desse indicador. Os resultados indicam que a bacia sofre interposição da sazonalidade de chuvas, atrelada a temperatura elevadas, e também da intensa atividade antrópica no curso do rio, como mostra as respostas do IET, tendo comportamento majoritariamente hipereutrófico, e uma salinidade crescente ao final do período de coleta, compreendido entre 2014 e 2016, que esses são seguidos anos de estiagem. A ACP do indicador IQA corrobora com esses fatos, pois as variáveis sobressalentes foram a temperatura, nitrogênio total, DBO e sólidos totais, esses três últimos sendo indicadores individuais de poluição. Finalizando, a investigação aponta, sem pormenorizar, para uma ineficiência na gestão da bacia do Rio Apodi-Mossoró.

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  • ALINE TORQUATO LOIOLA
  • FENOLOGIA E VIABILIDADE DE SEMENTES CRIOULAS DE FEIJÃO-CAUPI PRODUZIDAS COM ÁGUA SALINA

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • MÁRCIA REGINA FARIAS DA SILVA
  • SALVADOR BARROS TORRES
  • Data: 17/07/2020

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  • A cultura do feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.) desempenha grande importância socioeconômica e alimentar no Brasil, principalmente para os agricultores familiares da região nordeste do país. Todavia, nesta região existem fatores que prejudicam o desempenho da cultura, como baixa pluviosidade e a presença de elevadas concentrações de sais na água e no solo. Diante destas adversidades, a irrigação constitui-se em uma técnica de fundamental importância para garantir a disponibilidade de água às plantas, no entanto, grande parte das águas disponíveis para irrigação na região nordeste são salinas, o que pode intensificar a salinização dos solos, quando mal manejados. Além da irrigação, a identificação de variedades de feijão-caupi tolerantes à salinidade pode melhorar a produtividade da cultura nas condições edáficas da região nordeste do Brasil, mais precisamente no semiárido, o que representa um grande passo para a melhoria da qualidade de vida dos camponeses. Diante deste contexto, um experimento foi conduzido com o objetivo de avaliar a fenologia, a produção, o vigor e viabilidade de sementes de variedades crioulas de feijão-caupi submetidos à irrigação com água salina. A pesquisa foi dividida em duas etapas: a primeira etapa foi conduzida em casa de vegetação para avaliar a fenologia e a produção dos genótipos de feijão-caupi, para isso adotou-se delineamento experimental de blocos ao acaso, arranjado em esquema fatorial 2 x 14, com 5 repetições. Os tratamentos resultaram da combinação de dois níveis de salinidade da água de irrigação (T1: 0,5 dS m-1 e T2: 4,5 dS m-1) e 14 variedades de feijão-caupi adquiridos com os agricultores tradicionais da região Oeste do estado do Rio Grande do Norte. A segunda etapa foi realizada em laboratório para avaliar o vigor e a viabilidade das sementes produzidas pelas plantas da primeira etapa, para isso as sementes produzidas nas cinco repetições de cada tratamento foram homogeneizadas e transformadas em lotes. Nessa etapa o delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, arranjado em esquema fatorial 2 x 14, com 4 repetições de 25 sementes, mantendo-se os tratamentos da primeira etapa. Foram avaliadas variáveis fenológicas e os componentes de produção, além do vigor e viabilidade das sementes por meio do teste de germinação e massa seca de plântulas. As variedades de feijão-caupi apresentaram grande variabilidade em sua fenologia. O estresse salino reduz a produção da maioria das variedades de feijão-caupi testadas, devido ao retardo no florescimento, redução na emissão de flores e aumento na taxa de abortamento de flores, sendo as variedades precoces Branco, Canapum miúdo, Baeta e Coruja, as mais afetadas pelo estresse salino. O cultivo irrigado com água salina não afetou a viabilidade das sementes da segunda geração das variedades Boquinha, Ceará, Costela de Vaca, Canário. Roxão, Branco, Canapum Branco, Canapum miúdo, Baêta, Coruja, Paulistinha e Sempre Verde, entretanto houve redução no vigor das sementes das variedades Roxão, Branco, Canapum Branco, Canapum miúdo, Baêta, Coruja e Sempre Verde.


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  • A cultura do feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.) desempenha grande importância socioeconômica e alimentar no Brasil, principalmente para os agricultores familiares da região nordeste do país. Todavia, nesta região existem fatores que prejudicam o desempenho da cultura, como baixa pluviosidade e a presença de elevadas concentrações de sais na água e no solo. Diante destas adversidades, a irrigação constitui-se em uma técnica de fundamental importância para garantir a disponibilidade de água às plantas, no entanto, grande parte das águas disponíveis para irrigação na região nordeste são salinas, o que pode intensificar a salinização dos solos, quando mal manejados. Além da irrigação, a identificação de variedades de feijão-caupi tolerantes à salinidade pode melhorar a produtividade da cultura nas condições edáficas da região nordeste do Brasil, mais precisamente no semiárido, o que representa um grande passo para a melhoria da qualidade de vida dos camponeses. Diante deste contexto, um experimento foi conduzido com o objetivo de avaliar a fenologia, a produção, o vigor e viabilidade de sementes de variedades crioulas de feijão-caupi submetidos à irrigação com água salina. A pesquisa foi dividida em duas etapas: a primeira etapa foi conduzida em casa de vegetação para avaliar a fenologia e a produção dos genótipos de feijão-caupi, para isso adotou-se delineamento experimental de blocos ao acaso, arranjado em esquema fatorial 2 x 14, com 5 repetições. Os tratamentos resultaram da combinação de dois níveis de salinidade da água de irrigação (T1: 0,5 dS m-1 e T2: 4,5 dS m-1) e 14 variedades de feijão-caupi adquiridos com os agricultores tradicionais da região Oeste do estado do Rio Grande do Norte. A segunda etapa foi realizada em laboratório para avaliar o vigor e a viabilidade das sementes produzidas pelas plantas da primeira etapa, para isso as sementes produzidas nas cinco repetições de cada tratamento foram homogeneizadas e transformadas em lotes. Nessa etapa o delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, arranjado em esquema fatorial 2 x 14, com 4 repetições de 25 sementes, mantendo-se os tratamentos da primeira etapa. Foram avaliadas variáveis fenológicas e os componentes de produção, além do vigor e viabilidade das sementes por meio do teste de germinação e massa seca de plântulas. As variedades de feijão-caupi apresentaram grande variabilidade em sua fenologia. O estresse salino reduz a produção da maioria das variedades de feijão-caupi testadas, devido ao retardo no florescimento, redução na emissão de flores e aumento na taxa de abortamento de flores, sendo as variedades precoces Branco, Canapum miúdo, Baeta e Coruja, as mais afetadas pelo estresse salino. O cultivo irrigado com água salina não afetou a viabilidade das sementes da segunda geração das variedades Boquinha, Ceará, Costela de Vaca, Canário. Roxão, Branco, Canapum Branco, Canapum miúdo, Baêta, Coruja, Paulistinha e Sempre Verde, entretanto houve redução no vigor das sementes das variedades Roxão, Branco, Canapum Branco, Canapum miúdo, Baêta, Coruja e Sempre Verde.

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  • JAIR JOSÉ RABELO DE FREITAS
  • SIMULAÇÃO DA NECESSIDADE HÍDRICA E PLANEJAMENTO DA IRRIGAÇÃO PARA O MILHO NA CHAPADA DO APODI

  • Orientador : JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • RUDAH MARQUES MANICOBA
  • SAULO TASSO ARAUJO DA SILVA
  • Data: 29/07/2020

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  • O uso de ferramentas computacionais na agricultura vem se tornando cada vez mais comum e mais eficiente com avanço de novas metodologias de simulação e ajuste de parâmetros empíricos com base em ensaios físicos já realizados. A determinação da necessidade hídrica das culturas é de suma importância para diversas aplicações na agricultura, tais como em estudos de zoneamento agrícola, no manejo da irrigação e em estudos fisiológicos e hidrológicos. O objetivo do trabalho é a determinação da necessidade hídrica para a cultura do milho em solos representativos na chapada do Apodi utilizando dados climatológicos históricos e o modelo CROPWAT. Os dados meteorológicos de entrada foram obtidos de estações meteorológicas localizadas na Mesorregião Oeste Potiguar, pertencente ao INMET e a UFERSA, abrangendo a microrregião de Mossoró e da Chapada do Apodi no estado do Rio grande do Norte, especificamente os municípios de Apodi-RN e Mossoró-RN. Para obtenção das necessidades hídricas, utilizou-se o software CROPWAT 8.0, com dados históricos desde 1970 para Mossoró e de 1964 a 2019 para Apodi. Procedeu-se a análise e correção de dados faltantes, bem como o levantamento de solos na região. Os dados de umidade relativa sofreram perdas maiores em comparação as temperaturas provavelmente devido a falhas de leituras nos sensores. Apesar da proximidade e semelhança do padrão climatológico, Apodi apresenta maior média de precipitações pluviométricas, tanto na normal climatológica, como nos anos que foram classificados como secos e chuvosos. Apesar da variabilidade anual a correlação de Pearson entre as ETo estimadas para as duas localidades foi positiva (0,82), com Apodi superando Mossoró na maioria das observações, gerando um R2 = 0,66. A classe Cambissolos apresentou características físicohídricas mais adequadas para o plantio de sequeiro. As simulações foram eficientes ao ponto de aproximar as necessidades hídricas para o milho feitas via lisimetria, com diferença de apenas 2 mm.dia-1 em datas semelhantes de plantio. O relatório das necessidades hídricas e planejamento da irrigação podem ser usados tanto para o desenvolvimento econômico na região, quanto no auxílio e planejamento de políticas públicas para uso eficiente da terra.


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  • O uso de ferramentas computacionais na agricultura vem se tornando cada vez mais comum e mais eficiente com avanço de novas metodologias de simulação e ajuste de parâmetros empíricos com base em ensaios físicos já realizados. A determinação da necessidade hídrica das culturas é de suma importância para diversas aplicações na agricultura, tais como em estudos de zoneamento agrícola, no manejo da irrigação e em estudos fisiológicos e hidrológicos. O objetivo do trabalho é a determinação da necessidade hídrica para a cultura do milho em solos representativos na chapada do Apodi utilizando dados climatológicos históricos e o modelo CROPWAT. Os dados meteorológicos de entrada foram obtidos de estações meteorológicas localizadas na Mesorregião Oeste Potiguar, pertencente ao INMET e a UFERSA, abrangendo a microrregião de Mossoró e da Chapada do Apodi no estado do Rio grande do Norte, especificamente os municípios de Apodi-RN e Mossoró-RN. Para obtenção das necessidades hídricas, utilizou-se o software CROPWAT 8.0, com dados históricos desde 1970 para Mossoró e de 1964 a 2019 para Apodi. Procedeu-se a análise e correção de dados faltantes, bem como o levantamento de solos na região. Os dados de umidade relativa sofreram perdas maiores em comparação as temperaturas provavelmente devido a falhas de leituras nos sensores. Apesar da proximidade e semelhança do padrão climatológico, Apodi apresenta maior média de precipitações pluviométricas, tanto na normal climatológica, como nos anos que foram classificados como secos e chuvosos. Apesar da variabilidade anual a correlação de Pearson entre as ETo estimadas para as duas localidades foi positiva (0,82), com Apodi superando Mossoró na maioria das observações, gerando um R2 = 0,66. A classe Cambissolos apresentou características físicohídricas mais adequadas para o plantio de sequeiro. As simulações foram eficientes ao ponto de aproximar as necessidades hídricas para o milho feitas via lisimetria, com diferença de apenas 2 mm.dia-1 em datas semelhantes de plantio. O relatório das necessidades hídricas e planejamento da irrigação podem ser usados tanto para o desenvolvimento econômico na região, quanto no auxílio e planejamento de políticas públicas para uso eficiente da terra.

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  • RITA DE CÁSSIA ARAUJO DE MEDEIROS
  • COMPORTAMENTO NO SOLO DOS HERBICIDAS DIURON, HEXAZINONE E SULFOMETURON- METHYL APLICADOS ISOLADAMENTE E EM MISTURA

  • Orientador : DANIEL VALADAO SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRUNO FRANÇA DA TRINDADE LESSA
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • DANIEL VALADAO SILVA
  • MATHEUS DE FREITAS SOUZA
  • Data: 31/07/2020

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  • O sistema atual de gestão da agricultura aumentou o uso de combinações de herbicidas e pesticidas, pois esta prática aumenta a eficiência e amplia o espectro de controle das plantas daninhas, sendo as misturas formuladas amplamente utilizadas nos campos de cana-de-açúcar. A utilização frequente, e muitas vezes incorreta, desses produtos pode oferecer ameaça de contaminação das águas superficiais e subterrâneas. Esta pesquisa avaliou a influência da formulação comercial dos herbicidas diuron, hexazinone e sulfometuron-methyl, nos processos de retenção, persistência e lixiviação, em solos de regiões canavieiras do Brasil. O estudo de sorção e dessorção foi realizado pelo método “Batch Equilibrium”. A degradação dos herbicidas foi avaliada durante 180 dias para determinação do tempo de meia-vida (t1/2). Os ensaios de lixiviação foram conduzidos em colunas. Os herbicidas isolados e em misturas foram quantificados por Cromatografia Líquida de Ultra Eficiência acoplada ao Espectrômetro de Massas (LC-MS/MS). Os aditivos presentes nas formulações comerciais favorecem a lixiviação dos herbicidas diuron, hexazinone e sulfometuron-methyl isolados e em mistura nos solos estudados comparados com a formulação padrão, evidenciando à importância de realizar testes que predizem o comportamento dessas moléculas no solo com os herbicidas usados em campo. Com isso, é possível determinar com maior precisão o efeito da formulação do comercial sobre o destino da substância ativa no solo, minimizando os riscos de contaminação de águas subterrâneas. O sulfometuron-methyl em mistura apresenta maior lixiviação comparada à aplicação isolada no LV, CX e RQ, com maior evidência para as misturas que contêm o hexazinone na formulação comercial. Os herbicidas comerciais usados em campos agrícolas apresentam maior mobilidade nos solos, por outro lado, devido a maior persistência no solo podem prejudicar culturas subsequentes sensíveis e aliado ao maior potencial de lixiviação indicam um aumento dos riscos de contaminação de águas superficiais e subterrâneas


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  • O sistema atual de gestão da agricultura aumentou o uso de combinações de herbicidas e pesticidas, pois esta prática aumenta a eficiência e amplia o espectro de controle das plantas daninhas, sendo as misturas formuladas amplamente utilizadas nos campos de cana-de-açúcar. A utilização frequente, e muitas vezes incorreta, desses produtos pode oferecer ameaça de contaminação das águas superficiais e subterrâneas. Esta pesquisa avaliou a influência da formulação comercial dos herbicidas diuron, hexazinone e sulfometuron-methyl, nos processos de retenção, persistência e lixiviação, em solos de regiões canavieiras do Brasil. O estudo de sorção e dessorção foi realizado pelo método “Batch Equilibrium”. A degradação dos herbicidas foi avaliada durante 180 dias para determinação do tempo de meia-vida (t1/2). Os ensaios de lixiviação foram conduzidos em colunas. Os herbicidas isolados e em misturas foram quantificados por Cromatografia Líquida de Ultra Eficiência acoplada ao Espectrômetro de Massas (LC-MS/MS). Os aditivos presentes nas formulações comerciais favorecem a lixiviação dos herbicidas diuron, hexazinone e sulfometuron-methyl isolados e em mistura nos solos estudados comparados com a formulação padrão, evidenciando à importância de realizar testes que predizem o comportamento dessas moléculas no solo com os herbicidas usados em campo. Com isso, é possível determinar com maior precisão o efeito da formulação do comercial sobre o destino da substância ativa no solo, minimizando os riscos de contaminação de águas subterrâneas. O sulfometuron-methyl em mistura apresenta maior lixiviação comparada à aplicação isolada no LV, CX e RQ, com maior evidência para as misturas que contêm o hexazinone na formulação comercial. Os herbicidas comerciais usados em campos agrícolas apresentam maior mobilidade nos solos, por outro lado, devido a maior persistência no solo podem prejudicar culturas subsequentes sensíveis e aliado ao maior potencial de lixiviação indicam um aumento dos riscos de contaminação de águas superficiais e subterrâneas

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  • ERLLAN TAVARES COSTA LEITÃO
  • PRODUTIVIDADE DE MILHO SOB PLANTIO DIRETO EM DOIS ESPAÇAMENTOS NO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • FRANCISCO AECIO DE LIMA PEREIRA
  • JONATAN LEVI FERREIRA DE MEDEIROS
  • Data: 19/08/2020

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  • Com altas temperaturas e uma curta estação chuvosa, a região Semiárida do Nordeste tem esse fator como um dos limitantes para a produção vegetal. Assim, técnicas que visem a formação e manutenção de cobertura do solo associadas ao manejo correto da irrigação são determinantes para um melhor desenvolvimento das culturas. O plantio direto que é uma técnica usada na conservação de solo conhecida no Brasil, antes mais popularizado no Sul do país, que atualmente já está presente em todo território nacional, deve ser melhor estudada e adaptada para condições semiáridas. Diante do exposto, este trabalho teve por objetivo avaliar as propriedades químicas do solo e o desempenho produtivo do milho sob plantio direto em um latossolo vermelho distrófico argissólico, sob sistema irrigado da região semiárida localizado no município de Mossoró/RN. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com quatro tratamentos e sete repetições, compondo 28 unidades experimentais, com 30 metros de comprimento e 6 metros de largura, totalizando 180 m². O solo em sistema de plantio direto foi manejado quanto ao controle de plantas daninhas e outros tratos antes do semeio do milho.  As camadas de solo analisadas foram: 0-10, 10-20, 20-30 e 30-40 cm. Os dados de produtividade obtidos foram submetidos à análise de variância, teste F, com análise de regressão para o fator espaçamento e teste de comparação de médias; a partir dos dados de produtividade analisou-se os dados das análises químicas do solo usando-se do programa Sisvar 4.0. A produtividade não foi afetada pela redução do espaçamento entre linhas, pois apresenta o mesmo padrão de resposta estatisticamente.


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  • Com altas temperaturas e uma curta estação chuvosa, a região Semiárida do Nordeste tem esse fator como um dos limitantes para a produção vegetal. Assim, técnicas que visem a formação e manutenção de cobertura do solo associadas ao manejo correto da irrigação são determinantes para um melhor desenvolvimento das culturas. O plantio direto que é uma técnica usada na conservação de solo conhecida no Brasil, antes mais popularizado no Sul do país, que atualmente já está presente em todo território nacional, deve ser melhor estudada e adaptada para condições semiáridas. Diante do exposto, este trabalho teve por objetivo avaliar as propriedades químicas do solo e o desempenho produtivo do milho sob plantio direto em um latossolo vermelho distrófico argissólico, sob sistema irrigado da região semiárida localizado no município de Mossoró/RN. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com quatro tratamentos e sete repetições, compondo 28 unidades experimentais, com 30 metros de comprimento e 6 metros de largura, totalizando 180 m². O solo em sistema de plantio direto foi manejado quanto ao controle de plantas daninhas e outros tratos antes do semeio do milho.  As camadas de solo analisadas foram: 0-10, 10-20, 20-30 e 30-40 cm. Os dados de produtividade obtidos foram submetidos à análise de variância, teste F, com análise de regressão para o fator espaçamento e teste de comparação de médias; a partir dos dados de produtividade analisou-se os dados das análises químicas do solo usando-se do programa Sisvar 4.0. A produtividade não foi afetada pela redução do espaçamento entre linhas, pois apresenta o mesmo padrão de resposta estatisticamente.

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  • GIORDANIO BRUNO SILVA OLIVEIRA
  • NUTRIÇÃO POTÁSSICA COMO ESTRATÉGIA MITIGADORA DO ESTRESSE
    SALINO EM MELOEIRO CULTIVADO EM AMBIENTE PROTEGIDO

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • BRENO LEONAN DE CARVALHO LIMA
  • MYCHELLE KARLA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • RITA DE CASSIA ALVES
  • Data: 23/09/2020

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  • O uso de água salina é um dos principais desafios na produção agrícola, pois pode provocar desbalanço nutricional e, consequentemente, reduzir o rendimento das culturas. Assim, este trabalho foi desenvolvido em casa de vegetação com o objetivo de avaliar a eficiência da nutrição potássica como agente minimizador do estresse salino no meloeiro. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 4, com três repetições, utilizando substrato a base de fibra de coco e areia lavada (2:1). Os tratamentos foram formados pela combinação de dois híbridos de meloeiro (Gália e Cantaloupe) com quatro soluções nutritivas (S1- solução nutritiva padrão (2,0 dS m-1); S2 – solução nutritiva padrão + NaCl (3,5 dS m-1); S3 – solução nutritiva padrão + NaCl (3,5 dS m-1) + 50% K; S4 - solução nutritiva padrão + NaCl (3,5 dS m-1) + 100% K). As plantas foram avaliadas aos 70 dias após o plantio quanto as seguintes variáveis: fisiológicas (fluorescência da clorofila a, fluorescência inicial, fluorescência máxima, máxima eficiência quântica do fotossistema II, fluorescência inicial antes do pulso de saturação, taxa de transporte de elétrons, taxa de assimilação de CO2, condutância estomática, concentração interna de CO2, eficiência instantânea do uso da água), crescimento (comprimento do ramo principal, diâmetro de caule, número de folhas, área foliar, área foliar especifica, razão de área foliar, suculência foliar, massa seca de folhas, ramos, frutos e total), rendimento e pós-colheita (peso dos frutos, diâmetro do fruto, cavidade interna, espessura da casca, espessura da polpa, firmeza da polpa, pH, sólidos solúveis, açucares totais, acidez titulável) e nutrição mineral (macronutrientes e sódio). Os dados obtidos foram submetidos a análises de variância, realizando-se desdobramento dos fatores quando ocorreu resposta significativa à interação entre os fatores. O efeito dos tratamentos foi analisado através de teste de comparação de médias. A salinidade e as concentrações de potássio não apresentaram efeito sobre a maioria das variáveis de fluorescência da clorofila e trocas gasosas. A fluorescência variável, coeficiente de extinção fotoquímico, taxa de transporte de elétrons, condutância estomática, transpiração e taxa de assimilação de CO2 variaram entre as cultivares. No crescimento, a aplicação das soluções nutritivas salinizadas com concentrações extras de potássio reduziu o comprimento do ramo principal, área foliar, massa seca de ramos e massa seca total das plantas de meloeiro. A cultivar McLaren reduziu a massa seca de frutos nas soluções com mais potássio. Na qualidade, a cultivar SV1044MF e McLaren apresentaram, respectivamente, maior firmeza de polpa e açucares totais na dose extra de 100% de potássio. A solução nutritiva salinizada (3,5 dS m-1) não provocou estresse salino nas plantas de meloeiro com relação a fluorescência da clorofila, as trocas gasosas, crescimento e desenvolvimento das plantas de meloeiro. A adubação extra de potássio nas soluções nutritivas salinizadas não resultou em benefícios sobre a fisiologia e o crescimento das plantas de meloeiro. As soluções nutritivas salinizadas e com concentração extra de potássio afetaram negativamente o rendimento dos frutos. A concentração extra de potássio nas soluções nutritivas salinizadas diminui o teor de sódio, mas não teve efeito sobre os teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio nas cultivares de meloeiro.


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  • O uso de água salina é um dos principais desafios na produção agrícola, pois pode provocar desbalanço nutricional e, consequentemente, reduzir o rendimento das culturas. Assim, este trabalho foi desenvolvido em casa de vegetação com o objetivo de avaliar a eficiência da nutrição potássica como agente minimizador do estresse salino no meloeiro. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 4, com três repetições, utilizando substrato a base de fibra de coco e areia lavada (2:1). Os tratamentos foram formados pela combinação de dois híbridos de meloeiro (Gália e Cantaloupe) com quatro soluções nutritivas (S1- solução nutritiva padrão (2,0 dS m-1); S2 – solução nutritiva padrão + NaCl (3,5 dS m-1); S3 – solução nutritiva padrão + NaCl (3,5 dS m-1) + 50% K; S4 - solução nutritiva padrão + NaCl (3,5 dS m-1) + 100% K). As plantas foram avaliadas aos 70 dias após o plantio quanto as seguintes variáveis: fisiológicas (fluorescência da clorofila a, fluorescência inicial, fluorescência máxima, máxima eficiência quântica do fotossistema II, fluorescência inicial antes do pulso de saturação, taxa de transporte de elétrons, taxa de assimilação de CO2, condutância estomática, concentração interna de CO2, eficiência instantânea do uso da água), crescimento (comprimento do ramo principal, diâmetro de caule, número de folhas, área foliar, área foliar especifica, razão de área foliar, suculência foliar, massa seca de folhas, ramos, frutos e total), rendimento e pós-colheita (peso dos frutos, diâmetro do fruto, cavidade interna, espessura da casca, espessura da polpa, firmeza da polpa, pH, sólidos solúveis, açucares totais, acidez titulável) e nutrição mineral (macronutrientes e sódio). Os dados obtidos foram submetidos a análises de variância, realizando-se desdobramento dos fatores quando ocorreu resposta significativa à interação entre os fatores. O efeito dos tratamentos foi analisado através de teste de comparação de médias. A salinidade e as concentrações de potássio não apresentaram efeito sobre a maioria das variáveis de fluorescência da clorofila e trocas gasosas. A fluorescência variável, coeficiente de extinção fotoquímico, taxa de transporte de elétrons, condutância estomática, transpiração e taxa de assimilação de CO2 variaram entre as cultivares. No crescimento, a aplicação das soluções nutritivas salinizadas com concentrações extras de potássio reduziu o comprimento do ramo principal, área foliar, massa seca de ramos e massa seca total das plantas de meloeiro. A cultivar McLaren reduziu a massa seca de frutos nas soluções com mais potássio. Na qualidade, a cultivar SV1044MF e McLaren apresentaram, respectivamente, maior firmeza de polpa e açucares totais na dose extra de 100% de potássio. A solução nutritiva salinizada (3,5 dS m-1) não provocou estresse salino nas plantas de meloeiro com relação a fluorescência da clorofila, as trocas gasosas, crescimento e desenvolvimento das plantas de meloeiro. A adubação extra de potássio nas soluções nutritivas salinizadas não resultou em benefícios sobre a fisiologia e o crescimento das plantas de meloeiro. As soluções nutritivas salinizadas e com concentração extra de potássio afetaram negativamente o rendimento dos frutos. A concentração extra de potássio nas soluções nutritivas salinizadas diminui o teor de sódio, mas não teve efeito sobre os teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio nas cultivares de meloeiro.

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  • RENAN FERREIRA DA NÓBREGA
  • EFEITO DA SALINIDADE E LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO SOBRE O CRESCIMENTO E PRODUTIVIDADE DO SORGO

  • Orientador : GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELAINE WELK LOPES PEREIRA NUNES
  • GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LIDIANE KELY DE LIMA GRACIANO
  • Data: 30/09/2020

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  • O sorgo (Sorghum bicolor L.) é uma planta indicada para cultivo em regiões secas por apresentar tolerância ao estresse hídrico e qualidade nutricional. Diante da necessidade de se obter informações sobre a cultura do sorgo para região do semiárido, objetivou-se verificar o efeito da salinidade e lâminas de irrigação sobre o crescimento e produtividade do sorgo. O delineamento experimental adotado foi blocos casualizados em esquema fatorial 4 x 4, sendo 4 concentrações de sais, expressas em condutividade elétrica (1,5, 3,0, 4,5 e 6,0 dS.m-1) e 4 lâminas de irrigação calculada diariamente em relação a evapotranspiração da cultura (51,3, 70,6, 90,0 e 118,4%). O espaçamento utilizado foi o duplo de 1,40 x 0,25 x 0,30 m, e a parcela experimental constituída de seis linhas de 7 m de comprimento. Foram avaliadas caracteres morfoagronômicos, eficiência de uso e volume de água em sorgo sudanense. Concluiu-se que o sorgo pode ser cultivado mesmo em condições de estresse salino (≤ 3,0 dS/m) e de déficit hídrico (300,0 mm).


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  • O sorgo (Sorghum bicolor L.) é uma planta indicada para cultivo em regiões secas por apresentar tolerância ao estresse hídrico e qualidade nutricional. Diante da necessidade de se obter informações sobre a cultura do sorgo para região do semiárido, objetivou-se verificar o efeito da salinidade e lâminas de irrigação sobre o crescimento e produtividade do sorgo. O delineamento experimental adotado foi blocos casualizados em esquema fatorial 4 x 4, sendo 4 concentrações de sais, expressas em condutividade elétrica (1,5, 3,0, 4,5 e 6,0 dS.m-1) e 4 lâminas de irrigação calculada diariamente em relação a evapotranspiração da cultura (51,3, 70,6, 90,0 e 118,4%). O espaçamento utilizado foi o duplo de 1,40 x 0,25 x 0,30 m, e a parcela experimental constituída de seis linhas de 7 m de comprimento. Foram avaliadas caracteres morfoagronômicos, eficiência de uso e volume de água em sorgo sudanense. Concluiu-se que o sorgo pode ser cultivado mesmo em condições de estresse salino (≤ 3,0 dS/m) e de déficit hídrico (300,0 mm).

Teses
1
  • RAIMUNDO FERNANDES DE OLIVEIRA JUNIOR
  • ANÁLISE DOS ATRIBUTOS QUALI-QUANTITATIVOS DA ÁGUA EM MICROBACIA PERENE DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANNIELY DE OLIVEIRA COSTA
  • HUDSON SALATIEL MARQUES VALE
  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 21/02/2020

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  • O monitoramento de atributos de qualidade de água de nascentes e de seus cursos d’água em microbacias hidrográficas é fundamental para a compreensão da dinâmica entre o uso e ocupação do solo e a demanda hídrica pelos usos múltiplos. Logo, analisar e diagnosticar a variabilidade espaço-temporal desses atributos é um passo importante ao prognóstico dos recursos hídricos e base para tomada de decisões na gestão integrada destes. A estatística multivariada tem contribuído cada vez mais nas pesquisas de atributos qualitativos da água em microbacias hidrográficas. Por isso, essa pesquisa objetivou avaliar a influência da ação antrópica na qualidade e quantidade de água em nascente e riacho perene de uma microbacia hidrográfica no semiárido brasileiro, utilizando-se da estatística multivariada para selecionar as características físico-químicas mais importantes na variabilidade da qualidade da água. A microbacia do estudo pertence ao médio curso da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró, localizada no oeste do estado do Rio Grande do Norte. Foi realizado um monitoramento espaço-temporal da qualidade da água na microbacia do Riacho da Bica no período de 2016 a 2018, perfazendo 15 campanhas de coletas, para o diagnóstico dos atributos de qualidade da água. Foi possível observar que ao longo do riacho da bica, houve influências antrópicas e naturais na qualidade e quantidade da água. A água da microbacia hidrográfica do Riacho da Bica foi classificada para fins de irrigação como médio risco de salinidade e de sodicidade no período chuvoso, na estação seca foi de baixo risco de salinidade e de alto risco de sodicidade. A aplicação da estatística multivariada, gerou com a análise de componentes principais e fatorial, quatro componentes principais através dos quais foi possível identificar os principais atributos que explicam a variabilidade da qualidade de água na microbacia.


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  • O monitoramento de atributos de qualidade de água de nascentes e de seus cursos d’água em microbacias hidrográficas é fundamental para a compreensão da dinâmica entre o uso e ocupação do solo e a demanda hídrica pelos usos múltiplos. Logo, analisar e diagnosticar a variabilidade espaço-temporal desses atributos é um passo importante ao prognóstico dos recursos hídricos e base para tomada de decisões na gestão integrada destes. A estatística multivariada tem contribuído cada vez mais nas pesquisas de atributos qualitativos da água em microbacias hidrográficas. Por isso, essa pesquisa objetivou avaliar a influência da ação antrópica na qualidade e quantidade de água em nascente e riacho perene de uma microbacia hidrográfica no semiárido brasileiro, utilizando-se da estatística multivariada para selecionar as características físico-químicas mais importantes na variabilidade da qualidade da água. A microbacia do estudo pertence ao médio curso da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró, localizada no oeste do estado do Rio Grande do Norte. Foi realizado um monitoramento espaço-temporal da qualidade da água na microbacia do Riacho da Bica no período de 2016 a 2018, perfazendo 15 campanhas de coletas, para o diagnóstico dos atributos de qualidade da água. Foi possível observar que ao longo do riacho da bica, houve influências antrópicas e naturais na qualidade e quantidade da água. A água da microbacia hidrográfica do Riacho da Bica foi classificada para fins de irrigação como médio risco de salinidade e de sodicidade no período chuvoso, na estação seca foi de baixo risco de salinidade e de alto risco de sodicidade. A aplicação da estatística multivariada, gerou com a análise de componentes principais e fatorial, quatro componentes principais através dos quais foi possível identificar os principais atributos que explicam a variabilidade da qualidade de água na microbacia.

2
  • MAX VENÍCIUS TEIXEIRA DA SILVA
  • USO DE ACIDIFICANTES PARA OTIMIZAÇÃO DA ADUBAÇÃO FOSFATADA EM SOLOS DE REAÇÃO ALCALINA NA CULTURA DA MELANCIA IRRIGADA

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA RAQUEL FERNANDES CARLOS DA COSTA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MAX VENÍCIUS TEIXEIRA DA SILVA
  • NATANAEL SANTIAGO PEREIRA
  • SERGIO WEINE PAULINO CHAVES
  • Data: 28/02/2020

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  • No Rio Grande do Norte, a melancia tem tido grande importância em função das características edafoclimáticas e do propício mercado consumidor, onde a mesma deixou de ser uma cultura explorada apenas no período das chuvas, com a desígnio de abastecer mercados locais, para se tornar uma atividade tecnificada de produção destinada tanto ao mercado interno como externo. A pesquisa foi realizada em duas épocas, setembro a novembro de 2017, e agosto a outubro de 2018, na fazenda Roçado Grande, Upanema-RN. O trabalho teve como objetivo avaliar aplicação do enxofre elementar associado a adubação fosfatada em um cambissolo com e sem histórico cultivo irrigado na cultura da melancia na região de Mossoró-RN. O delineamento Adotado foi em blocos casualizados em um esquema fatorial de 4x3. No primeiro experimento, utilizando a cultivar Magnum, os tratamentos foram constituídos de 4 doses de fosforo (0, 30, 60, 90 kg ha-1 de P2O5) e 3 doses de enxofre (0, 250 e 500 kg ha-1 de S), já no segundo experimento com a cultivar Quetzali, foram aplicadas 4 doses de fósforo (0, 30, 70 e 110 kg há-1 de P2O5) e 3 de enxofre (0, 250 e 500 kg ha-1 de S). A melancia Magnum obteve produtividade comercial máxima nas doses de 60,7 kg ha-1 de P2O5 no solo sem histórico de cultivo, e 62,5 kg ha-1 de P2O5 no solo com histórico de cultivo, sendo que a partir dessa dose houve redução dos valores. Em relação a produtividade total, os maiores valores foram observados nas doses intermediarias de fósforo (30 e 60 kg ha-1 de P2O5) combinado com as menores doses de enxofre (0 e 250 kg ha-1 de S). As doses de fósforo influenciaram estatisticamente todas as variáveis de qualidade de frutos, exceto, pH da polpa, embora todos os frutos obtiveram as faixas ideias de aceitação do mercado consumidor. As doses de fósforo influenciaram produtividade comercial da cultivar quetzali, com as plantas de melancia obtendo valores máximos variando de 45 a 53 t ha-1 no solo com e sem histórico de cultivo irrigado. A aplicação de enxofre não influenciou a produtividade total da cultivar quetzali, pois os maiores valores foram vistos na dose de 0 kg ha-1 de S. As variáveis de qualidade de frutos foram influenciados pelos tratamentos, com exceção, a pH da polpa, entretanto, os valores observados nas análises ficaram faixa de aceitação do mercado.


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  • No Rio Grande do Norte, a melancia tem tido grande importância em função das características edafoclimáticas e do propício mercado consumidor, onde a mesma deixou de ser uma cultura explorada apenas no período das chuvas, com a desígnio de abastecer mercados locais, para se tornar uma atividade tecnificada de produção destinada tanto ao mercado interno como externo. A pesquisa foi realizada em duas épocas, setembro a novembro de 2017, e agosto a outubro de 2018, na fazenda Roçado Grande, Upanema-RN. O trabalho teve como objetivo avaliar aplicação do enxofre elementar associado a adubação fosfatada em um cambissolo com e sem histórico cultivo irrigado na cultura da melancia na região de Mossoró-RN. O delineamento Adotado foi em blocos casualizados em um esquema fatorial de 4x3. No primeiro experimento, utilizando a cultivar Magnum, os tratamentos foram constituídos de 4 doses de fosforo (0, 30, 60, 90 kg ha-1 de P2O5) e 3 doses de enxofre (0, 250 e 500 kg ha-1 de S), já no segundo experimento com a cultivar Quetzali, foram aplicadas 4 doses de fósforo (0, 30, 70 e 110 kg há-1 de P2O5) e 3 de enxofre (0, 250 e 500 kg ha-1 de S). A melancia Magnum obteve produtividade comercial máxima nas doses de 60,7 kg ha-1 de P2O5 no solo sem histórico de cultivo, e 62,5 kg ha-1 de P2O5 no solo com histórico de cultivo, sendo que a partir dessa dose houve redução dos valores. Em relação a produtividade total, os maiores valores foram observados nas doses intermediarias de fósforo (30 e 60 kg ha-1 de P2O5) combinado com as menores doses de enxofre (0 e 250 kg ha-1 de S). As doses de fósforo influenciaram estatisticamente todas as variáveis de qualidade de frutos, exceto, pH da polpa, embora todos os frutos obtiveram as faixas ideias de aceitação do mercado consumidor. As doses de fósforo influenciaram produtividade comercial da cultivar quetzali, com as plantas de melancia obtendo valores máximos variando de 45 a 53 t ha-1 no solo com e sem histórico de cultivo irrigado. A aplicação de enxofre não influenciou a produtividade total da cultivar quetzali, pois os maiores valores foram vistos na dose de 0 kg ha-1 de S. As variáveis de qualidade de frutos foram influenciados pelos tratamentos, com exceção, a pH da polpa, entretanto, os valores observados nas análises ficaram faixa de aceitação do mercado.

3
  • SAULO SAMUEL CARNEIRO PRAXEDES
  • TOLERÂNCIA DE VARIEDADES CRIOULAS DE FEIJÃO-CAUPI (Vigna unguiculata) AO ESTRESSE SALINO

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALBERTO SOARES DE MELO
  • CLAUDIVAN FEITOSA DE LACERDA
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • PEDRO DANTAS FERNANDES
  • Data: 27/07/2020

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  • O feijão-caupi é fonte de proteína e principal cultura de subsistência do semiárido brasileiro, onde a salinidade é fator limitante. O uso de variedades tolerantes ao estresse salino pode melhorar o rendimento dos cultivos. Com isso, objetivou-se estudar os efeitos da salinidade da água de irrigação na emergência, crescimento, respostas fotossintéticas, produção e tolerância de variedades crioulas de feijão-caupi. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação, o primeiro em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 23 x 2, composto de 23 variedades de crioulas feijão-caupi (Canapu Vermelho, Boquinha, Pingo de Ouro, Sempre Verde, Ceará, Baeta, Manteiga, Roxão, Costela de Vaca, Feijão Branco, Coruja, Rabo de Peba Branco, Sopinha, Canapu Branco, Lisão, Canapu Miúdo, Sempre Verde Ligeiro, Vagem Roxa, Ovo de Peru, Rabo de Peba Miúdo, Feijão Azul, Canário e Paulistinha), e dois níveis de salinidade da água de irrigação (0,5 e 5,5 dS m-1), com quatro repetições de 50 sementes, sendo as plântulas avaliadas quanto à emergência, vigor, índice de tolerância à salinidade e à dissimilaridade. O segundo experimento foi conduzido em blocos casualizados, em esquema fatorial 15 x 2, composto de 15 variedades crioulas de feijão-caupi (Boquinha; Pingo de Ouro; Sempre Verde; Ceará; Baeta; Roxão; Costela de Vaca; Feijão Branco; Coruja; Canapu branco; Lisão; Canapu miúdo; Ovo de Peru; Canário e Paulistinha) e dois níveis de salinidade da água de irrigação (0,5 e 4,5 dS m-1), com cinco repetições, sendo as plantas cultivadas em vasos contento 10 dm3 de um Latossolo Vermelho Amarelo distrófico durante 80 dias. O aumento da salinidade da água de irrigação reduziu a emergência, o vigor e o acúmulo de massa seca de plântulas das variedades de feijão-caupi. As variedades Lisão, Costela de Vaca, Canário, Feijão Branco, Ceará e Boquinha foram as mais tolerantes à salinidade, enquanto que as variedades Sempre Verde e Manteiga foram as mais sensíveis à salinidade na fase de emergência e crescimento inicial. Quanto à produção e acúmulo de biomassa, as variedades Coruja, Baeta, Feijão Branco, Canapu branco, Canário, Canapu miúdo, Paulistinha, Lisão, Roxão e Boquinha foram classificadas como sensíveis, ao passo que as variedades tolerantes foram Ovo de Peru, Pingo de Ouro, Sempre Verde, Costela de Vaca e Ceará. Todas as variedades tolerantes obtiveram produção semelhante ao controle devido a melhorias na fotossíntese e a eficiência no uso da água.


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  • O feijão-caupi é fonte de proteína e principal cultura de subsistência do semiárido brasileiro, onde a salinidade é fator limitante. O uso de variedades tolerantes ao estresse salino pode melhorar o rendimento dos cultivos. Com isso, objetivou-se estudar os efeitos da salinidade da água de irrigação na emergência, crescimento, respostas fotossintéticas, produção e tolerância de variedades crioulas de feijão-caupi. Os experimentos foram realizados em casa de vegetação, o primeiro em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 23 x 2, composto de 23 variedades de crioulas feijão-caupi (Canapu Vermelho, Boquinha, Pingo de Ouro, Sempre Verde, Ceará, Baeta, Manteiga, Roxão, Costela de Vaca, Feijão Branco, Coruja, Rabo de Peba Branco, Sopinha, Canapu Branco, Lisão, Canapu Miúdo, Sempre Verde Ligeiro, Vagem Roxa, Ovo de Peru, Rabo de Peba Miúdo, Feijão Azul, Canário e Paulistinha), e dois níveis de salinidade da água de irrigação (0,5 e 5,5 dS m-1), com quatro repetições de 50 sementes, sendo as plântulas avaliadas quanto à emergência, vigor, índice de tolerância à salinidade e à dissimilaridade. O segundo experimento foi conduzido em blocos casualizados, em esquema fatorial 15 x 2, composto de 15 variedades crioulas de feijão-caupi (Boquinha; Pingo de Ouro; Sempre Verde; Ceará; Baeta; Roxão; Costela de Vaca; Feijão Branco; Coruja; Canapu branco; Lisão; Canapu miúdo; Ovo de Peru; Canário e Paulistinha) e dois níveis de salinidade da água de irrigação (0,5 e 4,5 dS m-1), com cinco repetições, sendo as plantas cultivadas em vasos contento 10 dm3 de um Latossolo Vermelho Amarelo distrófico durante 80 dias. O aumento da salinidade da água de irrigação reduziu a emergência, o vigor e o acúmulo de massa seca de plântulas das variedades de feijão-caupi. As variedades Lisão, Costela de Vaca, Canário, Feijão Branco, Ceará e Boquinha foram as mais tolerantes à salinidade, enquanto que as variedades Sempre Verde e Manteiga foram as mais sensíveis à salinidade na fase de emergência e crescimento inicial. Quanto à produção e acúmulo de biomassa, as variedades Coruja, Baeta, Feijão Branco, Canapu branco, Canário, Canapu miúdo, Paulistinha, Lisão, Roxão e Boquinha foram classificadas como sensíveis, ao passo que as variedades tolerantes foram Ovo de Peru, Pingo de Ouro, Sempre Verde, Costela de Vaca e Ceará. Todas as variedades tolerantes obtiveram produção semelhante ao controle devido a melhorias na fotossíntese e a eficiência no uso da água.

4
  • CIBELE GOUVEIA COSTA CHIANCA
  • QUALIDADE DA ÁGUA EM ÁREA DE BARRAGENS SUBTERRÂNEAS DO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • SILVANETE SEVERINO DA SILVA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 31/08/2020

  • Mostrar Resumo
  • As barragens subterrâneas vêm sendo largamente implantadas no semiárido potiguar, com o objetivo de atenuar os efeitos provocados pela escassez hídrica. O objetivo desse estudo foi avaliar a qualidade da água proveniente dessas barragens, para fins de irrigação. Também se estudou a variabilidade espacial e temporal da sua condutividade elétrica, através do interpolador de ponderação do inverso da distância. As amostras foram coletadas, em barragens implantadas e finalizadas pelo Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte, no final do período seco do ano de 2018 e comparadas com as amostras obtidas no final do período chuvoso, no ano de 2019. Determinou-se a qualidade da água através da classificação do risco de salinização e sodificação do solo definidos pelo United State Salinity Laboratory e dos padrões de toxicidade de íons específicos e risco de obstrução de sistemas de irrigação localizada definidos pela Food and Agriculture Organization of United Nation. Para isso foram analisadas as variáveis: condutividade elétrica, potencial hidrogeniônico, sólidos em suspensão totais, sólidos dissolvidos totais, sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloreto, carbonato, bicarbonato, boro, cobre, enxofre, ferro, manganês, zinco, cromo, níquel cadmio e chumbo. As técnicas de análise multivariada ajudaram na identificação das variáveis que exercem maior influência na variação hidroquímica da água dessas barragens. Os resultados mostraram que as variáveis relacionadas a salinidade e a toxicidade de íons reduziam sua concentração após o período chuvoso, enquanto que os variáveis relacionadas à problemas de obstrução dos sistemas de irrigação localizada aumentavam. Com relação ao risco de salinidade e sodicidade do solo, a maioria das barragens foram classificadas como C2-S1. Supõe-se que a presença de aglomerados rurais sem esgotamento sanitário, a utilização de dejetos de animais com fertilizantes e decomposição de matéria orgânica devido ao cultivo de capim na área da barragem eleve os teores de salinidade das águas aluviais. A alcalinidade, a presença de algas e a concentração de íons ferro são as variáveis responsáveis pelos problemas de obstrução dos sistemas de irrigação localizada. As variáveis relacionadas a salinidade apresentam maior influência na variação hidroquímica da água das barragens, nos dois períodos estudados. A condutividade elétrica e os íons de cloreto apresentam a maior carga fatorial dessa salinidade. E por fim, as áreas que apresentavam maior condutividade elétrica no final do período seco, são similares às áreas de maior condutividade elétrica obtidas no final do período chuvoso.


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  • As barragens subterrâneas vêm sendo largamente implantadas no semiárido potiguar, com o objetivo de atenuar os efeitos provocados pela escassez hídrica. O objetivo desse estudo foi avaliar a qualidade da água proveniente dessas barragens, para fins de irrigação. Também se estudou a variabilidade espacial e temporal da sua condutividade elétrica, através do interpolador de ponderação do inverso da distância. As amostras foram coletadas, em barragens implantadas e finalizadas pelo Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte, no final do período seco do ano de 2018 e comparadas com as amostras obtidas no final do período chuvoso, no ano de 2019. Determinou-se a qualidade da água através da classificação do risco de salinização e sodificação do solo definidos pelo United State Salinity Laboratory e dos padrões de toxicidade de íons específicos e risco de obstrução de sistemas de irrigação localizada definidos pela Food and Agriculture Organization of United Nation. Para isso foram analisadas as variáveis: condutividade elétrica, potencial hidrogeniônico, sólidos em suspensão totais, sólidos dissolvidos totais, sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloreto, carbonato, bicarbonato, boro, cobre, enxofre, ferro, manganês, zinco, cromo, níquel cadmio e chumbo. As técnicas de análise multivariada ajudaram na identificação das variáveis que exercem maior influência na variação hidroquímica da água dessas barragens. Os resultados mostraram que as variáveis relacionadas a salinidade e a toxicidade de íons reduziam sua concentração após o período chuvoso, enquanto que os variáveis relacionadas à problemas de obstrução dos sistemas de irrigação localizada aumentavam. Com relação ao risco de salinidade e sodicidade do solo, a maioria das barragens foram classificadas como C2-S1. Supõe-se que a presença de aglomerados rurais sem esgotamento sanitário, a utilização de dejetos de animais com fertilizantes e decomposição de matéria orgânica devido ao cultivo de capim na área da barragem eleve os teores de salinidade das águas aluviais. A alcalinidade, a presença de algas e a concentração de íons ferro são as variáveis responsáveis pelos problemas de obstrução dos sistemas de irrigação localizada. As variáveis relacionadas a salinidade apresentam maior influência na variação hidroquímica da água das barragens, nos dois períodos estudados. A condutividade elétrica e os íons de cloreto apresentam a maior carga fatorial dessa salinidade. E por fim, as áreas que apresentavam maior condutividade elétrica no final do período seco, são similares às áreas de maior condutividade elétrica obtidas no final do período chuvoso.

2019
Dissertações
1
  • SANDY THOMAZ DOS SANTOS
  • DESEMPENHO DE CULTIVARES DE MANJERICÃO EM SISTEMA SEMI-HIDROPÔNICO UTILIZANDO SOLUÇÕES NUTRITIVAS SALINIZADAS

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • MYCHELLE KARLA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 25/01/2019

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  • O manjericão (Ocimum basilicum L.) é uma espécie medicinal e de uso na culinária,
    sendo uma importante alternativa de renda para pequenos horticultores, entretanto, ainda
    são escassos estudos com esta espécie, principalmente quanto à tolerância ao estresse
    salino. Assim, alternativas têm sido testadas afim de se conseguir um bom rendimento
    mesmo utilizando águas salinas, sendo a hidropônia uma técnica em abrangência. Diante
    do exposto, objetivou-se com esse trabalho avaliar o desempenho de genótipos de
    manjericão á salinidade da solução nutritiva em cultivo semi-hidropônico. O experimento
    foi conduzido em casa de vegetação no Departamento de Ciências Agronômicas e
    Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-árido, em Mossoró. O delineamento
    experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 3, com três
    repetições, sendo a parcela experimental representada por três vasos contendo 3 dm3 de
    fibra de coco e uma planta em cada vaso, totalizando 135 plantas. Os tratamentos foram
    formados pela combinação de cinco cultivares de manjericão (Grecco a Palla, Alfavaca
    Basilicão, Alfavaca Verde, Lemoncino e Roxo) com três soluções nutritivas (S1- solução
    nutritiva padrão, SN; S2 - SN + NaCl (3,5 dS m-1); S3 – SN + NaCl (5,0 dS m-1). O plantio
    foi realizado a partir de mudas e o sistema de irrigação foi o de gotejamento. As plantas
    foram avaliadas na fase de pleno florescimento, quanto as variáveis fisiológicas
    (fluorescência inicial, fluorescência máxima, fluorescência variável, máxima eficiência
    quântica do fotossistema II, eficiência quântica efetiva do fotossistema II, dissipação não
    fotoquímica, dissipação fotoquímica não controlada, taxa de transporte de elétrons) e
    crescimento (número de folhas, altura, diâmetro de caule, número e comprimento da
    inflorescência, número de ramos, massa fresca de folhas, massa fresca de ramos, massa
    fresca de inflorescências, massa seca de folhas, ramos, inflorescência e total, área foliar,
    área foliar específica, razão de área foliar e suculência foliar). Os dados obtidos foram
    submetidos a análises de variância, realizando-se desdobramento dos fatores quando
    ocorreu resposta significativa à interação entre os fatores. O efeito dos tratamentos foi
    analisado através de teste de comparação de médias (Tukey, 5%). O efeito da salinidade
    sobre o crescimento e a fluorescência da clorofila em manjericão variou entre as
    cultivares. As cultivares Alfavaca Basilicão, Alfavaca Verde e Roxo foram tolerantes a
    todos níveis salinos testados. Enquanto as cultivares Grecco a Palla e Lemoncino foram
    tolerantes até a salinidade de 3,5 dS m-1. A fertirrigação usando água de alta salinidade
    promove fortes alterações na fluorescência da clorofila a das cultivares sensíveis de
    manjericão. As cultivares ‘Grecco a Palla’ e ‘Alfavaca verde’ foram pouco afetadas pelo
    aumento da salinidade, sendo as mais tolerantes ao estresse salino. E as cultivares
    ‘Alfavaca basilicão’, ‘Lemoncino’ e ‘Roxo’ tiveram a fluorescência da clorofila
    fortemente afetada pelo efeito da salinidade, sendo às mais sensíveis. O ranque de
    tolerância com base na fluorescência da clorofila é: ‘Grecco a Palla’ = ‘Alfavaca verde’
    > ‘Alfavaca basilicão’ > ‘Lemoncino’ > ‘Roxo’.


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  • O manjericão (Ocimum basilicum L.) é uma espécie medicinal e de uso na culinária,
    sendo uma importante alternativa de renda para pequenos horticultores, entretanto, ainda
    são escassos estudos com esta espécie, principalmente quanto à tolerância ao estresse
    salino. Assim, alternativas têm sido testadas afim de se conseguir um bom rendimento
    mesmo utilizando águas salinas, sendo a hidropônia uma técnica em abrangência. Diante
    do exposto, objetivou-se com esse trabalho avaliar o desempenho de genótipos de
    manjericão á salinidade da solução nutritiva em cultivo semi-hidropônico. O experimento
    foi conduzido em casa de vegetação no Departamento de Ciências Agronômicas e
    Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-árido, em Mossoró. O delineamento
    experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 3, com três
    repetições, sendo a parcela experimental representada por três vasos contendo 3 dm3 de
    fibra de coco e uma planta em cada vaso, totalizando 135 plantas. Os tratamentos foram
    formados pela combinação de cinco cultivares de manjericão (Grecco a Palla, Alfavaca
    Basilicão, Alfavaca Verde, Lemoncino e Roxo) com três soluções nutritivas (S1- solução
    nutritiva padrão, SN; S2 - SN + NaCl (3,5 dS m-1); S3 – SN + NaCl (5,0 dS m-1). O plantio
    foi realizado a partir de mudas e o sistema de irrigação foi o de gotejamento. As plantas
    foram avaliadas na fase de pleno florescimento, quanto as variáveis fisiológicas
    (fluorescência inicial, fluorescência máxima, fluorescência variável, máxima eficiência
    quântica do fotossistema II, eficiência quântica efetiva do fotossistema II, dissipação não
    fotoquímica, dissipação fotoquímica não controlada, taxa de transporte de elétrons) e
    crescimento (número de folhas, altura, diâmetro de caule, número e comprimento da
    inflorescência, número de ramos, massa fresca de folhas, massa fresca de ramos, massa
    fresca de inflorescências, massa seca de folhas, ramos, inflorescência e total, área foliar,
    área foliar específica, razão de área foliar e suculência foliar). Os dados obtidos foram
    submetidos a análises de variância, realizando-se desdobramento dos fatores quando
    ocorreu resposta significativa à interação entre os fatores. O efeito dos tratamentos foi
    analisado através de teste de comparação de médias (Tukey, 5%). O efeito da salinidade
    sobre o crescimento e a fluorescência da clorofila em manjericão variou entre as
    cultivares. As cultivares Alfavaca Basilicão, Alfavaca Verde e Roxo foram tolerantes a
    todos níveis salinos testados. Enquanto as cultivares Grecco a Palla e Lemoncino foram
    tolerantes até a salinidade de 3,5 dS m-1. A fertirrigação usando água de alta salinidade
    promove fortes alterações na fluorescência da clorofila a das cultivares sensíveis de
    manjericão. As cultivares ‘Grecco a Palla’ e ‘Alfavaca verde’ foram pouco afetadas pelo
    aumento da salinidade, sendo as mais tolerantes ao estresse salino. E as cultivares
    ‘Alfavaca basilicão’, ‘Lemoncino’ e ‘Roxo’ tiveram a fluorescência da clorofila
    fortemente afetada pelo efeito da salinidade, sendo às mais sensíveis. O ranque de
    tolerância com base na fluorescência da clorofila é: ‘Grecco a Palla’ = ‘Alfavaca verde’
    > ‘Alfavaca basilicão’ > ‘Lemoncino’ > ‘Roxo’.

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  • AYSLANN TÔDAYOCHY SIQUEIRA DE ANDRADE
  • SALINIZAçãO SECUNDáRIA DOS SOLOS EM UMA MICROBACIA HIDROGRáFICA NA REGIãO DO VALE DO AçU/RN

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 21/02/2019

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  • O crescimento populacional e a crescente demanda por alimentos, tem sido os grandes responsáveis pela utilização de áreas agricultáveis cada vez maiores, contribuindo para o surgimento de diversos impactos ambientais como a salinização ou sodificação dos solos e a escassez hídrica, por exemplo. Estes tem sido mais evidentes no semiárido brasileiro, visto que, devido as características climáticas da região, e a utilização cada vez mais frequente de águas subterrâneas, com altos níveis de sais, tem contribuindo para a problemática da salinização dos solos, que, conjuntamente ao manejo inadequado da irrigação, esses processos têm sido intensificados. Deste modo, o objetivo desse trabalho foi avaliar o processo de salinização dos solos em uma microbacia no Distrito Irrigado do Baixo-Açu/RN, identificando a contribuição da irrigação para o incremento da salinidade e o comportamento dos sais ao longo dos perfis dos solos analisados. O período que se sucedeu o estudo compreendeu os meses de maio, julho e setembro, foram realizadas coletas de solos na camada de 0-20 e 20-40 cm, em 5 áreas distintas dentro da microbacia, selecionados de acordo com a altitude, para análises físicas (granulometria, densidade do solo, densidade de partícula) e químicas (pH, CEes, P, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, CTC, SB, PST). Além disso, foram realizadas coletas de água bruta, em diferentes pontos que compõe a microbacia hidrográfica, para determinação das análises químicas (CE, pH, Na+, Ca2+, Mg2+, K+, Cl-, CO32- e HCO3-). Os dados foram submetidos à estatística descritiva como média, desvio padrão, valor máximo e valor mínimo, bem como à estatística multivariada, pelo programa STATISTICA, versão 7.0. Os resultados indicaram que, ao longo do período em que se deu o estudo, ocorreu um incremento de sais no solo, por meio da irrigação. As maiores concentrações de sais nas áreas estudadas, puderam ser observadas no final do período seco analisado, sendo o lote 4, a área mais afetada pela salinidade. Os sais que contribuíram de forma mais significativa para a salinização do solo foram o Na+ e o Mg2+.


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  • O crescimento populacional e a crescente demanda por alimentos, tem sido os grandes responsáveis pela utilização de áreas agricultáveis cada vez maiores, contribuindo para o surgimento de diversos impactos ambientais como a salinização ou sodificação dos solos e a escassez hídrica, por exemplo. Estes tem sido mais evidentes no semiárido brasileiro, visto que, devido as características climáticas da região, e a utilização cada vez mais frequente de águas subterrâneas, com altos níveis de sais, tem contribuindo para a problemática da salinização dos solos, que, conjuntamente ao manejo inadequado da irrigação, esses processos têm sido intensificados. Deste modo, o objetivo desse trabalho foi avaliar o processo de salinização dos solos em uma microbacia no Distrito Irrigado do Baixo-Açu/RN, identificando a contribuição da irrigação para o incremento da salinidade e o comportamento dos sais ao longo dos perfis dos solos analisados. O período que se sucedeu o estudo compreendeu os meses de maio, julho e setembro, foram realizadas coletas de solos na camada de 0-20 e 20-40 cm, em 5 áreas distintas dentro da microbacia, selecionados de acordo com a altitude, para análises físicas (granulometria, densidade do solo, densidade de partícula) e químicas (pH, CEes, P, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, CTC, SB, PST). Além disso, foram realizadas coletas de água bruta, em diferentes pontos que compõe a microbacia hidrográfica, para determinação das análises químicas (CE, pH, Na+, Ca2+, Mg2+, K+, Cl-, CO32- e HCO3-). Os dados foram submetidos à estatística descritiva como média, desvio padrão, valor máximo e valor mínimo, bem como à estatística multivariada, pelo programa STATISTICA, versão 7.0. Os resultados indicaram que, ao longo do período em que se deu o estudo, ocorreu um incremento de sais no solo, por meio da irrigação. As maiores concentrações de sais nas áreas estudadas, puderam ser observadas no final do período seco analisado, sendo o lote 4, a área mais afetada pela salinidade. Os sais que contribuíram de forma mais significativa para a salinização do solo foram o Na+ e o Mg2+.

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  • CLEYTON DOS SANTOS FERNANDES
  • ECOFISIOLOGIA DA ABOBRINHA EM CULTIVO HIDOPôNICO SOB CONDIçãO SALINA E DIFERENTES FONTES DE NITROGêNIO

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CYNTHIA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 26/02/2019

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  • O estresse salino é um dos fatores abióticos que mais limita o crescimento e o rendimento das culturas em regiões semiáridas. Com isso, visando melhorar à aclimatação das plantas ao estresse salino, diversas estratégias de manejo são estudadas, principalmente aquelas com potencial de melhorar a absorção e assimilação de nutrientes. Nesse contexto, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar a ecofisiologia de plantas de abobrinha italiana em cultivo hidopônico submetidas a diferentes níveis de salinidade da água de irrigação e nutrição nitrogenada com fontes nítricas e amoniacais. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, em delineamento experimental de blocos casualisados, arranjados em esquema fatorial 2 x 5, com 4 repetições. Os tratamentos foram constituídos de cinco níveis de salinidade (S1 = 0,5; S2 = 2,0; S3 = 3,5; S4 = 5,0 e S5 = 6,5 dS m-1) e duas fontes de nitrogênio (nitrato - NO3- e amônio - NH4+). As plantas foram cultivadas até a fase de produção em vasos com capacidade para 8 dm3, devidamente preenchidos com fibra de coco. Durante a condução do experimento as plantas foram avaliadas quanto ao crescimento, trocas gasosas, fluorescência da clorofila a, pigmentos cloroplastídicos, percentagem de dano celular nas folhas, composição mineral da parte aérea e produção. As variáveis foram analisadas por meio de análise de variância, verificando-se as significâncias ao nível de 5 e 1% de probabilidade dos tratamentos por meio do teste F. Quando houve significância, aplicou-se teste de média (Tukey a 5% de probabilidade) para o fator fontes de nitrogênio e análise de regressão para o fator níveis salinos e interação significativa entre os fatores, realizada por meio do desdobramento unilateral níveis de salinos dentro de cada fonte de nitrogênio. Os resultados indicaram que a salinidade superior a 2,0 dS m-1 reduziu o crescimento, as trocas gasosas, a eficiência fotoquímica e não fotoquímica, o acúmulo de nutrientes e a produção das plantas de abobrinha italiana. A fonte de nitrogênio amoniacal promoveu redução do crescimento, das trocas gasosas, da eficiência fotoquímica e o acúmulo de nutrientes, além de promover maior dano celular nas folhas e inibir a produção de frutos da abobrinha italiana. Com base nos resultados conclui-se que fontes de nitrogênio nítricas e amoniacais não mitigam os efeitos deletérios da salinidade em plantas de abobrinha italiana. A nutrição exclusiva com NH4+ promove efeito deletério em plantas de abobrinha italiana, independente se estas se encontram ou não em condição de estresse salino.

     


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  • O estresse salino é um dos fatores abióticos que mais limita o crescimento e o rendimento das culturas em regiões semiáridas. Com isso, visando melhorar à aclimatação das plantas ao estresse salino, diversas estratégias de manejo são estudadas, principalmente aquelas com potencial de melhorar a absorção e assimilação de nutrientes. Nesse contexto, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar a ecofisiologia de plantas de abobrinha italiana em cultivo hidopônico submetidas a diferentes níveis de salinidade da água de irrigação e nutrição nitrogenada com fontes nítricas e amoniacais. O experimento foi conduzido em ambiente protegido, em delineamento experimental de blocos casualisados, arranjados em esquema fatorial 2 x 5, com 4 repetições. Os tratamentos foram constituídos de cinco níveis de salinidade (S1 = 0,5; S2 = 2,0; S3 = 3,5; S4 = 5,0 e S5 = 6,5 dS m-1) e duas fontes de nitrogênio (nitrato - NO3- e amônio - NH4+). As plantas foram cultivadas até a fase de produção em vasos com capacidade para 8 dm3, devidamente preenchidos com fibra de coco. Durante a condução do experimento as plantas foram avaliadas quanto ao crescimento, trocas gasosas, fluorescência da clorofila a, pigmentos cloroplastídicos, percentagem de dano celular nas folhas, composição mineral da parte aérea e produção. As variáveis foram analisadas por meio de análise de variância, verificando-se as significâncias ao nível de 5 e 1% de probabilidade dos tratamentos por meio do teste F. Quando houve significância, aplicou-se teste de média (Tukey a 5% de probabilidade) para o fator fontes de nitrogênio e análise de regressão para o fator níveis salinos e interação significativa entre os fatores, realizada por meio do desdobramento unilateral níveis de salinos dentro de cada fonte de nitrogênio. Os resultados indicaram que a salinidade superior a 2,0 dS m-1 reduziu o crescimento, as trocas gasosas, a eficiência fotoquímica e não fotoquímica, o acúmulo de nutrientes e a produção das plantas de abobrinha italiana. A fonte de nitrogênio amoniacal promoveu redução do crescimento, das trocas gasosas, da eficiência fotoquímica e o acúmulo de nutrientes, além de promover maior dano celular nas folhas e inibir a produção de frutos da abobrinha italiana. Com base nos resultados conclui-se que fontes de nitrogênio nítricas e amoniacais não mitigam os efeitos deletérios da salinidade em plantas de abobrinha italiana. A nutrição exclusiva com NH4+ promove efeito deletério em plantas de abobrinha italiana, independente se estas se encontram ou não em condição de estresse salino.

     

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  • JOSÉ NILSON OLIVEIRA FILHO
  • DESEMPENHO DO MELÃO FERTIRRIGADO COM CONTROLE DA CONCENTRAÇÃO DO NITROGÊNIO E DO POTÁSSIO NA ÁGUA DE IRRIGAÇÃO

  • Orientador : MANOEL JANUARIO DA SILVA JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MANOEL JANUARIO DA SILVA JUNIOR
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • SERGIO WEINE PAULINO CHAVES
  • NATANAEL SANTIAGO PEREIRA
  • Data: 27/02/2019

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  • Diante da importância econômica do cultivo de melão na região oeste do estado do Rio Grande do Norte e da necessidade de desenvolvimento de tecnologias que auxiliem no processo de produção desta cultura, com fim de manter a produtividade e qualidade com a otimização dos recursos necessário, objetivou-se nessa pesquisa produzir melão fertirrigado nas condições do semiárido brasileiro, sendo a cultura submetida a níveis de nitrogênio e potássio e avaliadas suas concentrações ao longo do ciclo, através do monitoramento da solução do solo e verificando a interferência dos incremento da adubação no tecido foliar do meloeiro, na produção e qualidade dos frutos e na fertilidade do solo. Assim, o experimento foi conduzido em uma fazenda no município de Upanema, sob um delineamento em blocos casualizados, com cinco tratamentos e seis repetições. Os tratamentos foram as combinações de nitrogênio e potássio aplicados via fertirrigação. A avaliação da solução do solo se deu a partir da instalação de extratores de cápsula porosa nas linhas de irrigação de cada tratamento, onde foram coletadas amostras sempre que foram realizadas as fertirrigações, duas vezes por semana ao longo do ciclo. A análise da folha do meloeiro, foi realizada a partir da coleta da folha diagnóstica do melão para todos os tratamentos. A produtividade e qualidade dos frutos foi avaliada no momento de colheita realizada pela contagem de todos os frutos, separação por classes e pesagem dos mesmos. Quanto aos parâmetros qualitativos, foram colhidos frutos maduros e verdes onde se analisou o fator de forma, o pH, a acidez titulável, o teor de sólidos solúveis, o índice de maturação e a firmeza dos frutos. A análise de solo ao final do experimento se deu a partir da coleta de amostras compostas e foram analisados o pH, a condutividade elétrica do extrato de saturação, fósforo, potássio, sódio, cálcio e magnésio trocáveis, sódio, potássio e cálcio solúveis e nitrogênio. Assim, verificou-se variações ao longo do ciclo nas concentrações dos nutrientes estudados na solução. No tecido foliar não foi observado diferenças entre os tratamentos para o nitrogênio, já para o potássio, o tratamento T4 foi o que proporcionou maior incremento no tecido foliar. Quanto a produtividade do meloeiro, não foram observadas diferenças entre os tratamentos. Para os parâmetros qualitativos do meloeiro, no geral as adubações não tiveram grande influência na qualidade dos frutos. No solo, observa-se que as fontes nutritivas contribuíram para os incrementos das concentrações dos nutrientes, sendo que o pH, a CEes, o K trocável, o Ca e o K solúvel e o N diferiram estatisticamente entre os tratamentos aplicados.


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  • Diante da importância econômica do cultivo de melão na região oeste do estado do Rio Grande do Norte e da necessidade de desenvolvimento de tecnologias que auxiliem no processo de produção desta cultura, com fim de manter a produtividade e qualidade com a otimização dos recursos necessário, objetivou-se nessa pesquisa produzir melão fertirrigado nas condições do semiárido brasileiro, sendo a cultura submetida a níveis de nitrogênio e potássio e avaliadas suas concentrações ao longo do ciclo, através do monitoramento da solução do solo e verificando a interferência dos incremento da adubação no tecido foliar do meloeiro, na produção e qualidade dos frutos e na fertilidade do solo. Assim, o experimento foi conduzido em uma fazenda no município de Upanema, sob um delineamento em blocos casualizados, com cinco tratamentos e seis repetições. Os tratamentos foram as combinações de nitrogênio e potássio aplicados via fertirrigação. A avaliação da solução do solo se deu a partir da instalação de extratores de cápsula porosa nas linhas de irrigação de cada tratamento, onde foram coletadas amostras sempre que foram realizadas as fertirrigações, duas vezes por semana ao longo do ciclo. A análise da folha do meloeiro, foi realizada a partir da coleta da folha diagnóstica do melão para todos os tratamentos. A produtividade e qualidade dos frutos foi avaliada no momento de colheita realizada pela contagem de todos os frutos, separação por classes e pesagem dos mesmos. Quanto aos parâmetros qualitativos, foram colhidos frutos maduros e verdes onde se analisou o fator de forma, o pH, a acidez titulável, o teor de sólidos solúveis, o índice de maturação e a firmeza dos frutos. A análise de solo ao final do experimento se deu a partir da coleta de amostras compostas e foram analisados o pH, a condutividade elétrica do extrato de saturação, fósforo, potássio, sódio, cálcio e magnésio trocáveis, sódio, potássio e cálcio solúveis e nitrogênio. Assim, verificou-se variações ao longo do ciclo nas concentrações dos nutrientes estudados na solução. No tecido foliar não foi observado diferenças entre os tratamentos para o nitrogênio, já para o potássio, o tratamento T4 foi o que proporcionou maior incremento no tecido foliar. Quanto a produtividade do meloeiro, não foram observadas diferenças entre os tratamentos. Para os parâmetros qualitativos do meloeiro, no geral as adubações não tiveram grande influência na qualidade dos frutos. No solo, observa-se que as fontes nutritivas contribuíram para os incrementos das concentrações dos nutrientes, sendo que o pH, a CEes, o K trocável, o Ca e o K solúvel e o N diferiram estatisticamente entre os tratamentos aplicados.

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  • ISAAC ALVES DA SILVA FREITAS
  • COMPARAÇÃO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE METODOS PARA ESTIMATIVA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA

  • Orientador : JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • SAULO TASSO ARAUJO DA SILVA
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • WESLEY DE OLIVEIRA SANTOS
  • Data: 08/04/2019

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  • O município de Mossoró destaca-se no cenário agrícola regional, sendo considerado grande potencialidade produtora na fruticultura da região Nordeste. O município apresenta constante déficit hídrico, sendo necessário o desenvolvimento da agricultura irrigada e o uso eficiente da água, para isso é necessário o conhecimento da evapotranspiração de referência (ETo), para o cálculo das necessidades hídricas das culturas. Assim sendo, objetivou-se neste trabalho avaliar diversos métodos de estimativa da ETo, de forma a viabilizar um método confiável e que envolva uma menor quantidade de variáveis de entrada que o método padrão da FAO, para as condições climáticas de Mossoró. A metodologia usada testou diferentes métodos de estimativa da evapotranspiração de referência, comparando-os com o método padrão de Penman-Monteith-FAO 56. Foram utilizados dados meteorológicos diários de uma série histórica de vinte anos (1 de janeiro de 1997 até 31 de dezembro de 2017 e avaliado o desempenho de 26 métodos para estimativa da evapotranspiração de referência (ETo), indicando-se nos resultados os melhores e os piores métodos comparados ao método de Penman-Monteith-FAO 56. De acordo com os índices estatísticos utilizados, o melhor desempenho foi obtido pelo método de Penman Original (PO), ao passo que o pior método ficou por conta da metodologia proposta por Thornthwaite e Camargo (TTC). O método Penman Original (PO) obteve valores de (d = 1,0, c = 0,91 e EPE = 0,54mm/dia), enquanto que o TTC obteve valores de (d = 0,99, c = -0,05 e EPE = 4,19mm/dia). Quando testada a viabilidade dos métodos, todos se mostraram, de acordo com o teste t, viáveis, com exceção do TTC que mostrou baixíssima confiabilidade, sendo recomendada a sua exclusão de uso sem uma previa calibração para nossas condições.


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  • O município de Mossoró destaca-se no cenário agrícola regional, sendo considerado grande potencialidade produtora na fruticultura da região Nordeste. O município apresenta constante déficit hídrico, sendo necessário o desenvolvimento da agricultura irrigada e o uso eficiente da água, para isso é necessário o conhecimento da evapotranspiração de referência (ETo), para o cálculo das necessidades hídricas das culturas. Assim sendo, objetivou-se neste trabalho avaliar diversos métodos de estimativa da ETo, de forma a viabilizar um método confiável e que envolva uma menor quantidade de variáveis de entrada que o método padrão da FAO, para as condições climáticas de Mossoró. A metodologia usada testou diferentes métodos de estimativa da evapotranspiração de referência, comparando-os com o método padrão de Penman-Monteith-FAO 56. Foram utilizados dados meteorológicos diários de uma série histórica de vinte anos (1 de janeiro de 1997 até 31 de dezembro de 2017 e avaliado o desempenho de 26 métodos para estimativa da evapotranspiração de referência (ETo), indicando-se nos resultados os melhores e os piores métodos comparados ao método de Penman-Monteith-FAO 56. De acordo com os índices estatísticos utilizados, o melhor desempenho foi obtido pelo método de Penman Original (PO), ao passo que o pior método ficou por conta da metodologia proposta por Thornthwaite e Camargo (TTC). O método Penman Original (PO) obteve valores de (d = 1,0, c = 0,91 e EPE = 0,54mm/dia), enquanto que o TTC obteve valores de (d = 0,99, c = -0,05 e EPE = 4,19mm/dia). Quando testada a viabilidade dos métodos, todos se mostraram, de acordo com o teste t, viáveis, com exceção do TTC que mostrou baixíssima confiabilidade, sendo recomendada a sua exclusão de uso sem uma previa calibração para nossas condições.

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  • LIZANDRA EVYLYN FREITAS LUCAS
  • CONTRIBUIÇÃO A SEGURANÇA ALIMENTAR E CARACTERIZAÇÃO FISICO-QUIMICA DO SOLO EM QUINTAIS PRODUTIVOS

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • THAÍS CRISTINA DE SOUZA LOPES
  • Data: 26/07/2019

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  • Os estudos sobre quintais produtivos surgem diante da necessidade de desenvolvimento de tecnologias e pesquisas adaptadas às condições do semiárido para alcançar uma agricultura com base no uso racional de fontes alternativas dos recursos naturais, e que apresente potencialidades do ponto de vista socioambiental. Diante disso, identificou-se a necessidade de estudos mais completos, que não somente caracterize os quintais produtivos quanto às espécies encontradas, mas que contribua na validação destes espaços como benéfico ou não na promoção de hábitos alimentares saudáveis, assim como, para a qualidade dos solos manejados nos quintais. Nessa perspectiva, este estudo teve como objetivo verificar os efeitos dos quintais produtivos tanto na promoção de hábitos alimentares saudáveis, quanto em atributos físico-químicos do solo em detrimento das práticas de manejo adotadas. Para isso, esta pesquisa foi desenvolvida no Projeto de Assentamento Santa Elza, Rio Grande do Norte, semiárido nordestino. A fim de verificar se os quintais produtivos encontrados na área de estudo contribuem para alimentação saudável das famílias, realizaram-se entrevistas no período de agosto e setembro de 2018, tendo como foco a identificação dos perfis socioeconômicos dos agricultores (as), caracterização dos quintais quanto a sua diversidade e levantamento da importância dos quintais e consumo dos alimentos obtidos a partir deles nas famílias. Após obtenção dos dados, realizou-se a leitura e análise destes por meio da técnica da Análise de Conteúdo e posteriormente realizou-se o processamento das informações utilizando o software Microsoft Excel 2010, para obtenção da estatística descritiva básica. Para verificar os efeitos das práticas de manejo no solo por sua vez, foram selecionados 3 (três) quintais produtivos do assentamento e uma área testemunha, seguido de um levantamento das práticas culturais adotadas pelas famílias no manejo do solo e posterior realização de coletas de solo para análise de atributos físico-químicos. Os dados das análises foram submetidos a técnicas de estatística multivariada, tais como: matriz de correlação, análise de agrupamento e a análise fatorial com extração dos fatores em componentes principais. No tocante aos resultados obtidos, constatou-se que em todas as famílias do assentamento havia espécies de plantas e animais conduzidos na forma de quintais produtivos, destinadas em maior parte para o autoconsumo e o excedente para comercialização. No tocante as técnicas multivariadas aplicadas para verificação dos efeitos das práticas de manejo em atributos físico-químicos do solo e distinção das áreas dos quintais estudados em função desse manejo, observou-se que correlações significativas foram encontradas na matriz de correlação entre os atributos dos solos analisados, ao se considerar a análise conjunta das áreas dos quintais produtivos e da área testemunha estudada. A análise fatorial e a análise de componentes principais revelaram que as variáveis silte, DS, pH, CE, Mn, Zn, N, P, K e matéria orgânica do solo foram importantes para a diferenciação das áreas estudadas em detrimento do manejo adotado. E de acordo com a análise de agrupamento (AA) houve a formação de grupos reunindo variáveis com características similares entre elas, destacando-se quatro grupos. Conclui-se que para a área de estudo os quintais produtivos são verdadeiras “despensas naturais” para as famílias que recorrem cotidianamente para o incremento de suas refeições e geração de renda extra, e quanto à qualidade do solo em detrimento das atividades de manejo, os atributos inerentes ao solo provenientes da rocha, assim como os estruturais e os químicos apresentaram inter-relações que refletiram nos resultados obtidos servindo de indicadores de qualidade dos solos.


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  • Os estudos sobre quintais produtivos surgem diante da necessidade de desenvolvimento de tecnologias e pesquisas adaptadas às condições do semiárido para alcançar uma agricultura com base no uso racional de fontes alternativas dos recursos naturais, e que apresente potencialidades do ponto de vista socioambiental. Diante disso, identificou-se a necessidade de estudos mais completos, que não somente caracterize os quintais produtivos quanto às espécies encontradas, mas que contribua na validação destes espaços como benéfico ou não na promoção de hábitos alimentares saudáveis, assim como, para a qualidade dos solos manejados nos quintais. Nessa perspectiva, este estudo teve como objetivo verificar os efeitos dos quintais produtivos tanto na promoção de hábitos alimentares saudáveis, quanto em atributos físico-químicos do solo em detrimento das práticas de manejo adotadas. Para isso, esta pesquisa foi desenvolvida no Projeto de Assentamento Santa Elza, Rio Grande do Norte, semiárido nordestino. A fim de verificar se os quintais produtivos encontrados na área de estudo contribuem para alimentação saudável das famílias, realizaram-se entrevistas no período de agosto e setembro de 2018, tendo como foco a identificação dos perfis socioeconômicos dos agricultores (as), caracterização dos quintais quanto a sua diversidade e levantamento da importância dos quintais e consumo dos alimentos obtidos a partir deles nas famílias. Após obtenção dos dados, realizou-se a leitura e análise destes por meio da técnica da Análise de Conteúdo e posteriormente realizou-se o processamento das informações utilizando o software Microsoft Excel 2010, para obtenção da estatística descritiva básica. Para verificar os efeitos das práticas de manejo no solo por sua vez, foram selecionados 3 (três) quintais produtivos do assentamento e uma área testemunha, seguido de um levantamento das práticas culturais adotadas pelas famílias no manejo do solo e posterior realização de coletas de solo para análise de atributos físico-químicos. Os dados das análises foram submetidos a técnicas de estatística multivariada, tais como: matriz de correlação, análise de agrupamento e a análise fatorial com extração dos fatores em componentes principais. No tocante aos resultados obtidos, constatou-se que em todas as famílias do assentamento havia espécies de plantas e animais conduzidos na forma de quintais produtivos, destinadas em maior parte para o autoconsumo e o excedente para comercialização. No tocante as técnicas multivariadas aplicadas para verificação dos efeitos das práticas de manejo em atributos físico-químicos do solo e distinção das áreas dos quintais estudados em função desse manejo, observou-se que correlações significativas foram encontradas na matriz de correlação entre os atributos dos solos analisados, ao se considerar a análise conjunta das áreas dos quintais produtivos e da área testemunha estudada. A análise fatorial e a análise de componentes principais revelaram que as variáveis silte, DS, pH, CE, Mn, Zn, N, P, K e matéria orgânica do solo foram importantes para a diferenciação das áreas estudadas em detrimento do manejo adotado. E de acordo com a análise de agrupamento (AA) houve a formação de grupos reunindo variáveis com características similares entre elas, destacando-se quatro grupos. Conclui-se que para a área de estudo os quintais produtivos são verdadeiras “despensas naturais” para as famílias que recorrem cotidianamente para o incremento de suas refeições e geração de renda extra, e quanto à qualidade do solo em detrimento das atividades de manejo, os atributos inerentes ao solo provenientes da rocha, assim como os estruturais e os químicos apresentaram inter-relações que refletiram nos resultados obtidos servindo de indicadores de qualidade dos solos.

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  • JESSILANNE PLÍNIA BARBOSA DE MEDEIROS COSTA
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    NUTRIÇÃO CÁLCICA E POTÁSSICA EM QUIABEIRO IRRIGADO COM ÁGUA SALINA EM AMBIENTE PROTEGIDO
  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • MYCHELLE KARLA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 05/12/2019

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  • O quiabeiro (Abelmoschus esculentus L.), por ser classificada como a cultura sensível a salinidade, deve ser irrigada com água de baixa CE, assim caso seja necessário o uso de água salina deve-se adotar estratégia para inibir o estresse salino. Diante do exposto, foram desenvolvidos dois experimentos (I e II) com o objetivo de avaliar a suplementação cálcica e potássica como estratégia para reduzir o feito da salinidade na cultura do quiabeiro em ambiente protegido. Os experimentos foram conduzido em casa de vegetação no Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, RN. O delineamento experimental utilizado para os dois foi inteiramente casualizado. em esquema fatorial 2 x 5, com quatro repetições, sendo a unidade experimental representada por um vaso com capacidade para 25 dm3, contendo uma planta por vaso, totalizando 40 plantas. No experimento I, os tratamentos foram formados pela combinação de duas cultivares de quiabeiro (Santa Cruz 47 e Valença) com cinco soluções nutritivas: F1 – solução nutritiva padrão SNP (CEa = 0,5 dS m-1); F2 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1); F3 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 50% de Ca; F4 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 100% de Ca; F5 – SNP + NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 150% de Ca. No experimento II, foram utilizadas as mesmas cultivares fertirrigadas com cinco soluções nutritivas: F1 – Solução nutritiva padrão, SNP (CEa = 0,5 dS m-1); F2 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1);F3 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 50% de K; F4 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 100% de K; F5 – SNP + NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 150% de K. As variáveis analisadas foram quanto as variáveis de crescimento (altura, número de folhas, diâmetro do caule, área foliar, massa seca de folhas, massa seca de caule, massa seca de frutos de massa seca total); rendimento (número de frutos, comprimento médio do fruto, diâmetro médio do fruto e produção) e qualidade pós colheita (pH, acidez, sólidos solúveis e relação SS/AT). Os dados obtidos foram submetidos a análises de variância, realizando-se desdobramento dos fatores quando ocorreu resposta significativa à interação entre os mesmos. O efeito dos tratamentos foi analisado através de teste de comparação de médias. Em ambos os experimentos a cv. Valença, por ser mais precoce, foi mais produtiva (27 frutos e 659 g.planta2 no experimento I; 22 frutos e 567 g. planta 2 no experimento II) e seus frutos não foram afetados pela salinidade. A salinidade aumentou a razão SS/AT no experimento I para a cv. Santa Cruz 47 e diminuo no experimento II para a cv. Valença. A acidez foi reduzida para a cv. Santa Cruz 47 no experimento I e aumentou na cv. Valença no experimento II. Nas condições dos experimentos a cv. Valença foi mais produtiva que a cv. Santa Cruz 47. As cultivares utilizadas apresentaram tolerância a salinidade da água usada nos experimentos. A adição extra de cálcio ou potássio não proporcionaram melhorias nas características de crescimento, rendimento e qualidade.


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  • O quiabeiro (Abelmoschus esculentus L.), por ser classificada como a cultura sensível a salinidade, deve ser irrigada com água de baixa CE, assim caso seja necessário o uso de água salina deve-se adotar estratégia para inibir o estresse salino. Diante do exposto, foram desenvolvidos dois experimentos (I e II) com o objetivo de avaliar a suplementação cálcica e potássica como estratégia para reduzir o feito da salinidade na cultura do quiabeiro em ambiente protegido. Os experimentos foram conduzido em casa de vegetação no Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, RN. O delineamento experimental utilizado para os dois foi inteiramente casualizado. em esquema fatorial 2 x 5, com quatro repetições, sendo a unidade experimental representada por um vaso com capacidade para 25 dm3, contendo uma planta por vaso, totalizando 40 plantas. No experimento I, os tratamentos foram formados pela combinação de duas cultivares de quiabeiro (Santa Cruz 47 e Valença) com cinco soluções nutritivas: F1 – solução nutritiva padrão SNP (CEa = 0,5 dS m-1); F2 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1); F3 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 50% de Ca; F4 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 100% de Ca; F5 – SNP + NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 150% de Ca. No experimento II, foram utilizadas as mesmas cultivares fertirrigadas com cinco soluções nutritivas: F1 – Solução nutritiva padrão, SNP (CEa = 0,5 dS m-1); F2 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1);F3 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 50% de K; F4 – SNP +NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 100% de K; F5 – SNP + NaCl (CEa = 3,5 dS m-1) + adição extra em 150% de K. As variáveis analisadas foram quanto as variáveis de crescimento (altura, número de folhas, diâmetro do caule, área foliar, massa seca de folhas, massa seca de caule, massa seca de frutos de massa seca total); rendimento (número de frutos, comprimento médio do fruto, diâmetro médio do fruto e produção) e qualidade pós colheita (pH, acidez, sólidos solúveis e relação SS/AT). Os dados obtidos foram submetidos a análises de variância, realizando-se desdobramento dos fatores quando ocorreu resposta significativa à interação entre os mesmos. O efeito dos tratamentos foi analisado através de teste de comparação de médias. Em ambos os experimentos a cv. Valença, por ser mais precoce, foi mais produtiva (27 frutos e 659 g.planta2 no experimento I; 22 frutos e 567 g. planta 2 no experimento II) e seus frutos não foram afetados pela salinidade. A salinidade aumentou a razão SS/AT no experimento I para a cv. Santa Cruz 47 e diminuo no experimento II para a cv. Valença. A acidez foi reduzida para a cv. Santa Cruz 47 no experimento I e aumentou na cv. Valença no experimento II. Nas condições dos experimentos a cv. Valença foi mais produtiva que a cv. Santa Cruz 47. As cultivares utilizadas apresentaram tolerância a salinidade da água usada nos experimentos. A adição extra de cálcio ou potássio não proporcionaram melhorias nas características de crescimento, rendimento e qualidade.

Teses
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  • JONATAN LEVI FERREIRA DE MEDEIROS
  • MANEJO DA VEGETAÇÃO DE COBERTURA, QUANTIFICAÇÃO DA FITOMASSA E VARIABILIDADE DA RESISTÊNCIA DO SOLO EM PLANTIO DIRETO IRRIGADO NO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDMILSON GOMES CAVALCANTE JÚNIOR
  • JOAQUIM ODILON PEREIRA
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • WESLEY DE OLIVEIRA SANTOS
  • Data: 22/01/2019

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  • O aprimoramento do Sistema Plantio Direto (SPD) é algo particular a cada ambiente, principalmente no que se refere ao manejo adotado para a formação da palhada. A pesquisa tem por objetivo avaliar a resistência mecânica do solo a penetração (RMSP) nas profundidades de 0-10, 10-20, 20-30 e 30 á 40 cm, bem como, a formação da fitomassa e o desempenho produtivo do milho na implementação do SPD sob sistema irrigado. Na pesquisa, a área foi manejada com o mínimo de mobilização do sistema solo, uma vez que não foi usada aração e gradagem em seu preparo. Para tal, no controle das plantas de cobertura e na formação da palhada foi utilizado o implemento agrícola Triton 3600 que tritura e corta a vegetação a uma altura de 5 cm do solo. O período relativo a pesquisa foi de setembro 2016 a setembro 2017 e o delineamento experimental foi em blocos ao acaso com os tratamentos arranjados da seguinte forma; T1 = milheto, T2 = crotalária juncea, T3 = vegetação espontânea, T4 = sorgo e T5 = sorgo e crotalária juncea. Nessa etapa as variáveis instigadas foram a quantidade de fitomassa seca em kg.ha-1 –pelo método do quadrado, percentual de área coberta – combase em imagens digitais processadas em redes neurais e a produtividade do milho – emfunção da cobertura antecessora. Em pose dos dados, para investigação experimental, foram realizadas a análise de variância e o teste de Tukey a 5% de probabilidade. Para o conhecimento da variabilidade espacial, com base numa malha de pontos preestabelecida, da produtividade de grãos, da produtividade de fitomassa seca e da RMSP nas quatro profundidades foi utilizada a geoestatística por meio da krigagem ordinária para estimar os valores nos pontos não medidos na área e gerar os mapas temáticos de cada variável.A adoção do SPD contribuiu para a dininuição dos valores da RMSP, acondicionando o ambiente ao bom desenvolvimento das raizes. Com o manejo adotadoa quantidade de fitomassa e o percentual de área coberta no fim do cultivo dos cultivos realizados foi suficiente para consolidar o SPD na região semiárida do Rio Grande do Norte.


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  • O aprimoramento do Sistema Plantio Direto (SPD) é algo particular a cada ambiente, principalmente no que se refere ao manejo adotado para a formação da palhada. A pesquisa tem por objetivo avaliar a resistência mecânica do solo a penetração (RMSP) nas profundidades de 0-10, 10-20, 20-30 e 30 á 40 cm, bem como, a formação da fitomassa e o desempenho produtivo do milho na implementação do SPD sob sistema irrigado. Na pesquisa, a área foi manejada com o mínimo de mobilização do sistema solo, uma vez que não foi usada aração e gradagem em seu preparo. Para tal, no controle das plantas de cobertura e na formação da palhada foi utilizado o implemento agrícola Triton 3600 que tritura e corta a vegetação a uma altura de 5 cm do solo. O período relativo a pesquisa foi de setembro 2016 a setembro 2017 e o delineamento experimental foi em blocos ao acaso com os tratamentos arranjados da seguinte forma; T1 = milheto, T2 = crotalária juncea, T3 = vegetação espontânea, T4 = sorgo e T5 = sorgo e crotalária juncea. Nessa etapa as variáveis instigadas foram a quantidade de fitomassa seca em kg.ha-1 –pelo método do quadrado, percentual de área coberta – combase em imagens digitais processadas em redes neurais e a produtividade do milho – emfunção da cobertura antecessora. Em pose dos dados, para investigação experimental, foram realizadas a análise de variância e o teste de Tukey a 5% de probabilidade. Para o conhecimento da variabilidade espacial, com base numa malha de pontos preestabelecida, da produtividade de grãos, da produtividade de fitomassa seca e da RMSP nas quatro profundidades foi utilizada a geoestatística por meio da krigagem ordinária para estimar os valores nos pontos não medidos na área e gerar os mapas temáticos de cada variável.A adoção do SPD contribuiu para a dininuição dos valores da RMSP, acondicionando o ambiente ao bom desenvolvimento das raizes. Com o manejo adotadoa quantidade de fitomassa e o percentual de área coberta no fim do cultivo dos cultivos realizados foi suficiente para consolidar o SPD na região semiárida do Rio Grande do Norte.

2
  • ARTÊNIO CABRAL BARRETO
  • DETERMINAçãO DA SALINIDADE DO SOLO COM A UTILIZAçãO DE TéCNICAS DE SENSORIAMENTO REMOTO 

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LUIS CLENIO JÁRIO MOREIRA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • RONALDO PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 27/02/2019

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  • A gestão dos recursos hídricos nas regiões áridas e semiáridas é fundamental para que se possa alcançar o desenvolvimento sustentável local. Essa gestão irá depender da construção de uma base de informações sobre as características de cada região. O uso de novas tecnologias para construção dessa base de dados é fundamental, considerando o avanço tecnológico ocorrido nos últimos anos, como também as grandes extensões dessas áreas. O sensoriamento remoto aliado ao geoprocessamento se apresenta como técnicas promissoras na gestão dos recursos naturais, devido a capacidade de analisar grandes áreas, armazenar informações, possibilitar o cruzamento desses dados e facilidade de consulta. Devido as variações climáticas ocorridas nessas regiões o uso da irrigação torna-se uma prática quase que obrigatória para atender as necessidades de produção agrícola. Sendo que, quando praticada de forma descontrolada causa impactos como a degradação do solo da água e da vegetação. O monitoramento e avaliação desses impactos são fundamentais. Com isso, o objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência do uso de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento no monitoramento da salinidade e os seus efeitos sobre o solo e a vegetação. A pesquisa foi realizada no perímetro de irrigação do Baixo-Açu, localizado entre os municípios de Alto do Rodrigues e Afonso Bezerra. Inicialmente foi realizada uma análise prévia do perímetro, utilizando imagens de satélite e amostragens de solo em campo. Essa análise tinha como objetivo identificar através das imagens falhas de produção e verificar a variação da concentração de sais em profundidade, identificando qual a melhor correlação existente entre os níveis de salinidade e a resposta de índices espectrais, como também realizar uma análise temporal do vigor da vegetação na área de estudo. Em seguida foi realizado um estudo de caso, com o objetivo de se avaliar qual o índice espectral que melhor representa a variação de salinidade dentro do perímetro irrigado e avaliar como que a resolução especial das imagens de satélite e a vegetação interferem na determinação da salinidade. No capítulo seguinte, foi caracterizada a resposta espectral de solos salinizados e através do uso de técnicas de regressão múltipla e análise espectral foram construídos e validados índices para mapeamento de solos salinos. Por ultimo, foi caracterizada a resposta espectral da vegetação de áreas salinas e analisado o uso de índices específicos para mapeamento da salinidade do solo. A camada mais superficial (0-10cm) é a mais indicada para análise de correlação entre a CE do solo e índices espectrais. Foi também identificado que varias áreas dentro do perímetro de irrigação apresentam salinidade elevada impondo limitações ao desenvolvimento vegetativo e que com base em análise de NDVI pressupõe que essas áreas não apresentavam tais problemas antes da criação do perímetro irrigado. Dentre 20
    índices espectrais analisados para mapeamento da salinidade do solo o SI1 foi o que apresentou melhor correlação (R²=0,80). A melhora da resolução espacial está diretamente ligada a melhora dos resultados de correlação na determinação da salinidade do solo isso quando comparadas imagens Landsat8 e Sentinel2. A vegetação presente na superfície do solo se mostrou como um “ruído” no mapeamento da salinidade, sendo comprovado que para utilização de índices espectrais de solo, a área necessita estar sem vegetação na superfície. A banda do satélite MSI/Sentinel2 que melhor correlaciona com a salinidade do solo é a banda verde (B03) com um coeficiente de determinação de 59,85%, sendo que todas as bandas do visível apresentam correlação significativa com a salinidade, a temperatura do solo determinada pelo uso de imagens TIRS/Landsat8 não apresentou boa correlação. A elevação do terreno também apresentou uma correlação significativa com 57,21%. As áreas salinas com solo exposto apresentaram um comportamento espectral distinto das demais áreas, com uma maior reflectância na região do visível e com base nessas análises foi possível desenvolver 15 índices espectrais de salinidade, sendo o melhor SA7 utilizado para o mapeamento da salinidade do local e validado com um R² de 83,84%. Os índices de vegetação não se mostraram bons para mapeamento da salinidade do solo, sendo que a vegetação característica de áreas salinas (halofitas) apresenta uma característica de reflectância distinta dos demais tipos de vegetação encontrados na área, principalmente com uma maior reflectância na região do visível.



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  • A gestão dos recursos hídricos nas regiões áridas e semiáridas é fundamental para que se possa alcançar o desenvolvimento sustentável local. Essa gestão irá depender da construção de uma base de informações sobre as características de cada região. O uso de novas tecnologias para construção dessa base de dados é fundamental, considerando o avanço tecnológico ocorrido nos últimos anos, como também as grandes extensões dessas áreas. O sensoriamento remoto aliado ao geoprocessamento se apresenta como técnicas promissoras na gestão dos recursos naturais, devido a capacidade de analisar grandes áreas, armazenar informações, possibilitar o cruzamento desses dados e facilidade de consulta. Devido as variações climáticas ocorridas nessas regiões o uso da irrigação torna-se uma prática quase que obrigatória para atender as necessidades de produção agrícola. Sendo que, quando praticada de forma descontrolada causa impactos como a degradação do solo da água e da vegetação. O monitoramento e avaliação desses impactos são fundamentais. Com isso, o objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência do uso de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento no monitoramento da salinidade e os seus efeitos sobre o solo e a vegetação. A pesquisa foi realizada no perímetro de irrigação do Baixo-Açu, localizado entre os municípios de Alto do Rodrigues e Afonso Bezerra. Inicialmente foi realizada uma análise prévia do perímetro, utilizando imagens de satélite e amostragens de solo em campo. Essa análise tinha como objetivo identificar através das imagens falhas de produção e verificar a variação da concentração de sais em profundidade, identificando qual a melhor correlação existente entre os níveis de salinidade e a resposta de índices espectrais, como também realizar uma análise temporal do vigor da vegetação na área de estudo. Em seguida foi realizado um estudo de caso, com o objetivo de se avaliar qual o índice espectral que melhor representa a variação de salinidade dentro do perímetro irrigado e avaliar como que a resolução especial das imagens de satélite e a vegetação interferem na determinação da salinidade. No capítulo seguinte, foi caracterizada a resposta espectral de solos salinizados e através do uso de técnicas de regressão múltipla e análise espectral foram construídos e validados índices para mapeamento de solos salinos. Por ultimo, foi caracterizada a resposta espectral da vegetação de áreas salinas e analisado o uso de índices específicos para mapeamento da salinidade do solo. A camada mais superficial (0-10cm) é a mais indicada para análise de correlação entre a CE do solo e índices espectrais. Foi também identificado que varias áreas dentro do perímetro de irrigação apresentam salinidade elevada impondo limitações ao desenvolvimento vegetativo e que com base em análise de NDVI pressupõe que essas áreas não apresentavam tais problemas antes da criação do perímetro irrigado. Dentre 20
    índices espectrais analisados para mapeamento da salinidade do solo o SI1 foi o que apresentou melhor correlação (R²=0,80). A melhora da resolução espacial está diretamente ligada a melhora dos resultados de correlação na determinação da salinidade do solo isso quando comparadas imagens Landsat8 e Sentinel2. A vegetação presente na superfície do solo se mostrou como um “ruído” no mapeamento da salinidade, sendo comprovado que para utilização de índices espectrais de solo, a área necessita estar sem vegetação na superfície. A banda do satélite MSI/Sentinel2 que melhor correlaciona com a salinidade do solo é a banda verde (B03) com um coeficiente de determinação de 59,85%, sendo que todas as bandas do visível apresentam correlação significativa com a salinidade, a temperatura do solo determinada pelo uso de imagens TIRS/Landsat8 não apresentou boa correlação. A elevação do terreno também apresentou uma correlação significativa com 57,21%. As áreas salinas com solo exposto apresentaram um comportamento espectral distinto das demais áreas, com uma maior reflectância na região do visível e com base nessas análises foi possível desenvolver 15 índices espectrais de salinidade, sendo o melhor SA7 utilizado para o mapeamento da salinidade do local e validado com um R² de 83,84%. Os índices de vegetação não se mostraram bons para mapeamento da salinidade do solo, sendo que a vegetação característica de áreas salinas (halofitas) apresenta uma característica de reflectância distinta dos demais tipos de vegetação encontrados na área, principalmente com uma maior reflectância na região do visível.


3
  • FRANCISCO GONÇALO FILHO
  • CULTIVO DE ALGODOEIRO IRRIGADO COM EFLUENTE DOMÉSTICO

    E ADUBAÇÃO FOSFATADA

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • AURELIO PAES BARROS JUNIOR
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • JOSÉ SIMPLÍCIO DE HOLANDA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • Data: 27/02/2019

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  • Objetivou-se com este trabalho avaliar o cultivo de algodoeiro herbáceo no semiárido, irrigado com água de esgoto doméstico tratado. Para isso, implantou-se os experimentos em delineamento em blocos ao acaso, em esquema fatorial 3 x 2, com seis repetições, sendo três porcentagens de esgoto doméstico tratado (AR) via fertirrigação para suprir a evapotranspiração da cultura (ETc) em substituição a água de abastecimento (AA), sendo a ETc suprida com (100% de AA - T1), (50% AA + 50% AR - T2) e (100% AR - T3) e duas condições de manejo (com adubação e sem adubação com fosfatada em pré-plantio). Avaliou-se a qualidade do efluente, o aporte de nutrientes, o crescimento, trocas gasosas, nutrição das plantas, o acúmulo de fitomassa, estado nutricional, acúmulo de nutrientes, a extração de nutrientes por hectare, produção, qualidade da fibra, alterações das propriedades químicas do solo e as interações entre estes fatores. Submeteu-se os dados das variáveis à análise de variância, regressão e teste de médias. Constatou-se que a água de esgoto doméstico tratado atende aos padrões exigidos para a irrigação da cultura do algodão, exceto o teor de potássio (K+), fósforo (P) e nitrogênio (N), mas que são nutrientes da cultura; as trocas gasosas (E, gs, A e Ci) decrescem por unidade de área foliar do algodão durante o ciclo e apresenta-se inferiores quando submetias a fertirrigação com água de esgoto doméstico tratado; no entanto se apresenta superior quando se considera toda a planta, refletindo corretamente o acúmulo de assimilados e consequente a produtividade da cultura que foi superior nos tratamentos fertirrigados com água de esgoto doméstico tratado; a água de esgoto doméstico tratado apresenta efeito fertilizante sobre a cultura, evidenciado pela elevação dos teores foliares de N, K, Mg e Mn com o aumento  da fertirrigação via água residuária em dois ciclos de cultivo sucessivos; verifica-se uma pequena redução no rendimento de fibra, proporcional ao aumento da porcentagem de eluente doméstico via fertirrigação, mas que não compromete superioridade do efluente na produtividade de pluma, além de ser a fibra de elevada qualidade intrínseca; se faz necessário monitorar a PST e a CE do solo, ao longo dos anos em áreas sob fertirrigação com esgoto doméstico tratado para se identificar possíveis desacordos com a condição ideal e sustentável.


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  • Objetivou-se com este trabalho avaliar o cultivo de algodoeiro herbáceo no semiárido, irrigado com água de esgoto doméstico tratado. Para isso, implantou-se os experimentos em delineamento em blocos ao acaso, em esquema fatorial 3 x 2, com seis repetições, sendo três porcentagens de esgoto doméstico tratado (AR) via fertirrigação para suprir a evapotranspiração da cultura (ETc) em substituição a água de abastecimento (AA), sendo a ETc suprida com (100% de AA - T1), (50% AA + 50% AR - T2) e (100% AR - T3) e duas condições de manejo (com adubação e sem adubação com fosfatada em pré-plantio). Avaliou-se a qualidade do efluente, o aporte de nutrientes, o crescimento, trocas gasosas, nutrição das plantas, o acúmulo de fitomassa, estado nutricional, acúmulo de nutrientes, a extração de nutrientes por hectare, produção, qualidade da fibra, alterações das propriedades químicas do solo e as interações entre estes fatores. Submeteu-se os dados das variáveis à análise de variância, regressão e teste de médias. Constatou-se que a água de esgoto doméstico tratado atende aos padrões exigidos para a irrigação da cultura do algodão, exceto o teor de potássio (K+), fósforo (P) e nitrogênio (N), mas que são nutrientes da cultura; as trocas gasosas (E, gs, A e Ci) decrescem por unidade de área foliar do algodão durante o ciclo e apresenta-se inferiores quando submetias a fertirrigação com água de esgoto doméstico tratado; no entanto se apresenta superior quando se considera toda a planta, refletindo corretamente o acúmulo de assimilados e consequente a produtividade da cultura que foi superior nos tratamentos fertirrigados com água de esgoto doméstico tratado; a água de esgoto doméstico tratado apresenta efeito fertilizante sobre a cultura, evidenciado pela elevação dos teores foliares de N, K, Mg e Mn com o aumento  da fertirrigação via água residuária em dois ciclos de cultivo sucessivos; verifica-se uma pequena redução no rendimento de fibra, proporcional ao aumento da porcentagem de eluente doméstico via fertirrigação, mas que não compromete superioridade do efluente na produtividade de pluma, além de ser a fibra de elevada qualidade intrínseca; se faz necessário monitorar a PST e a CE do solo, ao longo dos anos em áreas sob fertirrigação com esgoto doméstico tratado para se identificar possíveis desacordos com a condição ideal e sustentável.

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  • DANNIELY DE OLIVEIRA COSTA
  • UTILIZAçãO DE áGUA PRODUZIDA DO PETRóLEO NA PRODUçãO E CAPACIDADE DE FITOEXTRAçãO DA PALMA FORRAGEIRA (Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dick)

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX PINHEIRO FEITOSA
  • ANNE GABRIELLA DIAS SANTOS CALDEIRA
  • FABRÍCIA GRATYELLI BEZERRA COSTA FERNANDES
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 27/02/2019

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  • A água é um recurso essencial para a sobrevivência dos seres vivos; no entanto, apresenta-se cada vez mais escasso. A reutilização de águas residuárias na produção de forragem surge como uma importante fonte hídrica aternativa, principalmente em regiões que se caracterizam por elevada escassez hídrica e adversidades climáticas, como é o caso do semiárido brasileiro.O presente trabalho teve por objetivo analisar os efeitos de diluições de água produzida tratada no cultivo da palma forrageira (Nopaleacochenillifera (L.) Salm-Dick) e nas características químicas do solo.Para isso, montou-se uma área experimental em casa de vegetação, no Departamento de Ciências Agrárias e Florestais do Centro de Ciência Agrárias da Universidade Federal Rural do Semi-árido. O experimento foi montado no delineamento em blocos casualizados (DBC) com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos avaliados foram T1 - 100% de água de abastecimento (AA), T2 - 75% de AA e 25% de água produzida tratada (AP), T3 - 50% de AA e 50% de AP, T4 - 25% de AA e 75% de AP e T5 - 100% de AP. Para a implantação do experimento foram utilizados vasos de 20 L preenchidos com brita (nº 1)cobrindo a base dos mesmos, e com solo (Argissolo) da Fazenda Experimental Rafael Fernandes. Durante o período experimental, realizou-se a caracterização química da água produzida tratada e da água de abastecimento. Aos 240 dias após o plantio (DAP) foram avaliadas as características químicas do solo. Para a produtividade, características agronômicas, acúmulo de nutrientes nos cladódios e nas raízes, fatores de translocação e bioacumulação, analisou-se os efeitos dos tratamentos. Os dados foram submetidos à análise de variância, testes de média e contrastes ortogonais. O cultivo de palma forrageira irrigada com água produzida tratada mostrou-se viável. Em relação aos atributos físico-químicos do solo, os valores de Na+, Ca2+, Mg2+ e PST foram influenciados, significativamente, pelas aplicações de água produzida tratada diluída; entretanto, ocorreu aumento significativo com as diluições apenas para os teores de Mg2+. Não ocorreu efeito negativo causado pela água produzida tratada nas características produtivas e morfométricas da cultura. O tratamento T3 (50% de água de abastecimento e 50% de água produzida tratada), apesar de não diferir estatisticamente dos demais tratamentos, promoveu altura das plantas e espessura dos cladódios superiores, além de elevações nas produções de matéria verde e matéria seca.A palma forrageira apresentou eficiência na translocação de K, Ca, Mg, Mn, Zn, Ni, Cd e Pb da raiz para a parte aérea, e na bioacumulação de todos os nutrientes analisados em seus tecidos (raízes e cladódios), sendo o acúmulo de K, Fe, Mn e Cu mais expressivo. Buscando aprimorar os conhecimentos sobre o uso sustentável da água produzida para fins agrícolas, são necessários estudos complementares sobre os efeitos dos hidrocarbonetos, fenóis e outros metais pesados no sistema solo-planta.


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  • A água é um recurso essencial para a sobrevivência dos seres vivos; no entanto, apresenta-se cada vez mais escasso. A reutilização de águas residuárias na produção de forragem surge como uma importante fonte hídrica aternativa, principalmente em regiões que se caracterizam por elevada escassez hídrica e adversidades climáticas, como é o caso do semiárido brasileiro.O presente trabalho teve por objetivo analisar os efeitos de diluições de água produzida tratada no cultivo da palma forrageira (Nopaleacochenillifera (L.) Salm-Dick) e nas características químicas do solo.Para isso, montou-se uma área experimental em casa de vegetação, no Departamento de Ciências Agrárias e Florestais do Centro de Ciência Agrárias da Universidade Federal Rural do Semi-árido. O experimento foi montado no delineamento em blocos casualizados (DBC) com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos avaliados foram T1 - 100% de água de abastecimento (AA), T2 - 75% de AA e 25% de água produzida tratada (AP), T3 - 50% de AA e 50% de AP, T4 - 25% de AA e 75% de AP e T5 - 100% de AP. Para a implantação do experimento foram utilizados vasos de 20 L preenchidos com brita (nº 1)cobrindo a base dos mesmos, e com solo (Argissolo) da Fazenda Experimental Rafael Fernandes. Durante o período experimental, realizou-se a caracterização química da água produzida tratada e da água de abastecimento. Aos 240 dias após o plantio (DAP) foram avaliadas as características químicas do solo. Para a produtividade, características agronômicas, acúmulo de nutrientes nos cladódios e nas raízes, fatores de translocação e bioacumulação, analisou-se os efeitos dos tratamentos. Os dados foram submetidos à análise de variância, testes de média e contrastes ortogonais. O cultivo de palma forrageira irrigada com água produzida tratada mostrou-se viável. Em relação aos atributos físico-químicos do solo, os valores de Na+, Ca2+, Mg2+ e PST foram influenciados, significativamente, pelas aplicações de água produzida tratada diluída; entretanto, ocorreu aumento significativo com as diluições apenas para os teores de Mg2+. Não ocorreu efeito negativo causado pela água produzida tratada nas características produtivas e morfométricas da cultura. O tratamento T3 (50% de água de abastecimento e 50% de água produzida tratada), apesar de não diferir estatisticamente dos demais tratamentos, promoveu altura das plantas e espessura dos cladódios superiores, além de elevações nas produções de matéria verde e matéria seca.A palma forrageira apresentou eficiência na translocação de K, Ca, Mg, Mn, Zn, Ni, Cd e Pb da raiz para a parte aérea, e na bioacumulação de todos os nutrientes analisados em seus tecidos (raízes e cladódios), sendo o acúmulo de K, Fe, Mn e Cu mais expressivo. Buscando aprimorar os conhecimentos sobre o uso sustentável da água produzida para fins agrícolas, são necessários estudos complementares sobre os efeitos dos hidrocarbonetos, fenóis e outros metais pesados no sistema solo-planta.

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  • DIÓGENES HENRIQUE ABRANTES SARMENTO
  • PRODUÇÃO E QUALIDADE DA BATATA DOCE EM REPOSTAS A DOSE DE NITROGÊNIO E POTÁSSIO EM LÂMINAS DE IRRIGAÇÃO

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LINDOMAR MARIA DA SILVEIRA
  • NATANAEL SANTIAGO PEREIRA
  • SERGIO WEINE PAULINO CHAVES
  • VLADIMIR BATISTA FIGUEIREDO
  • Data: 28/02/2019

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  • A batata-doce vem sendo destacada como alimento saudável, sendo indicada em dietas de baixas calorias na alimentação humana sem restrições. Ela é cultivada em todas as regiões brasileiras, com maior presença na região Nordeste e Sudeste. O Nitrogênio e o potássio são os dois macronutrientes mais importantes, que tem como função, armazenar energia na fotossíntese e respiração, assim como, energia para reações de síntese de proteínas, fixação biológica de nitrogênio. Devido a falta de água para uso nos perímetros irrigados e a procura de novas culturas que requer laminas de irrigação menores e tenham valores de comercialização estudou-se o comportamento da cultura da batata doce em um Neossolo Quartzarênico submetida a diferentes lâminas de irrigação. Realizaram-se oito experimentos concomitantemente, cada um irrigado por uma lâmina de irrigação (L1: 60, L2: 80, L3: 100 e L4:120% da ETc calculada diariamente). O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados com quatro repetições e foram avaliadas doses de Nitrogênio (N) (N1: 10, N2: 40, N3: 75, N4:110 e N5:150 kg ha-1) e doses de potássio (K1;0; K2:50; K3:100; K4:150 e K5:200 kg ha-1) isoladamente. Os Nutrientes foram aplicados pela fertirrigação. A fonte de N foi o nitrato de cálcio e K foi o cloreto de potássio, aplicados a partir do vigésimo dia após o plantio (DAP), como fonte de fósforo aplicou o MAP. As lâminas aplicadas de água foram de 452, 568, 684 e 801 mm ha-1 até os 138 dias após plantio, sendo destes 104 mm em comum nos primeiros 15 dias, e entre os 121 e 165 dias, choveu 392 mm. As variáveis analisadas foram: produtividade total e comercial, numero de tubérculos, e pós colheita (Firmeza, Sólidos Solúveis e Amido). Recomenda-se a aplicação da lâmina L1, 60% da ETc estimada para a cultura da batata doce, e dose de 40 kg ha-1 de Nitrogênio. A qualidade da batata não foi alterada com as doses de N e lâminas de irrigação. O teor de amido teve aumento em resposta a dose de N dependente da Lâmina de irrigação aplicada, para K, recomenda-se a aplicação da lâmina L1, 60% da ETc estimada para a cultura da batata doce, e dose de100 kg ha -1 de K2O.


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  • A batata-doce vem sendo destacada como alimento saudável, sendo indicada em dietas de baixas calorias na alimentação humana sem restrições. Ela é cultivada em todas as regiões brasileiras, com maior presença na região Nordeste e Sudeste. O Nitrogênio e o potássio são os dois macronutrientes mais importantes, que tem como função, armazenar energia na fotossíntese e respiração, assim como, energia para reações de síntese de proteínas, fixação biológica de nitrogênio. Devido a falta de água para uso nos perímetros irrigados e a procura de novas culturas que requer laminas de irrigação menores e tenham valores de comercialização estudou-se o comportamento da cultura da batata doce em um Neossolo Quartzarênico submetida a diferentes lâminas de irrigação. Realizaram-se oito experimentos concomitantemente, cada um irrigado por uma lâmina de irrigação (L1: 60, L2: 80, L3: 100 e L4:120% da ETc calculada diariamente). O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados com quatro repetições e foram avaliadas doses de Nitrogênio (N) (N1: 10, N2: 40, N3: 75, N4:110 e N5:150 kg ha-1) e doses de potássio (K1;0; K2:50; K3:100; K4:150 e K5:200 kg ha-1) isoladamente. Os Nutrientes foram aplicados pela fertirrigação. A fonte de N foi o nitrato de cálcio e K foi o cloreto de potássio, aplicados a partir do vigésimo dia após o plantio (DAP), como fonte de fósforo aplicou o MAP. As lâminas aplicadas de água foram de 452, 568, 684 e 801 mm ha-1 até os 138 dias após plantio, sendo destes 104 mm em comum nos primeiros 15 dias, e entre os 121 e 165 dias, choveu 392 mm. As variáveis analisadas foram: produtividade total e comercial, numero de tubérculos, e pós colheita (Firmeza, Sólidos Solúveis e Amido). Recomenda-se a aplicação da lâmina L1, 60% da ETc estimada para a cultura da batata doce, e dose de 40 kg ha-1 de Nitrogênio. A qualidade da batata não foi alterada com as doses de N e lâminas de irrigação. O teor de amido teve aumento em resposta a dose de N dependente da Lâmina de irrigação aplicada, para K, recomenda-se a aplicação da lâmina L1, 60% da ETc estimada para a cultura da batata doce, e dose de100 kg ha -1 de K2O.

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  • HERISON ALVES DE OLIVEIRA
  • UTILIZAÇÃO DE ÁGUA CINZA NA PRODUÇÃO DE PLANTAS FRUTÍFERAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA KALINE DA COSTA FERREIRA
  • FERNANDA LIMA CAVALCANTE
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 28/02/2019

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  • A agricultura é uma das principais fontes de renda de assentamentos e pequenas comunidades rurais no estado do Rio Grande do Norte, onde a utilização de água é extremamente necessária para viabilizar a produção de hortaliças e frutas. A escassez dos recursos hídricos trazem dezenas de prejuízos à população, inviabilizando a criação de animais, prejudicando o abastecimento de água e dificultando a produção agrícola, principalmente dos pequenos agricultores. O reúso de águas cinzas pode ser uma aternativa para minimizar o problema da seca que, além de atender parte da demanda de água da planta, também fornece nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Objetivou-se com este trabalho avaliar o emprego da água cinza tratada sobre o crescimento e teor de nutrientes de plantas de mamoeiros e maracujazeiros. O experimento foi realizado no assentamento rural Jurema, localizado no município de Mossoró-RN. Para cada cultura, foram realizadas as análises não destrutivas: altura, diâmetro do caule e número de folhas, sendo o arranjo experimental em parcelas sub-divididas no tempo, dispostos na parcela três tipos de águas de irrigação: T – Água cinza tratada; A – água de abastecimento e M - mistura do efluente e da água de abastecimento, na proporção 1:1, para cada cultura. Na sub-parcela foram distribuídos os tempos de avaliação 30, 60 e 75 dias após a semeadura, com três blocos e cinco plantas por bloco. Para cada cultura, também foram realizadas as análises destrutivas: comprimento da raiz, massa seca e teor de nutrientes, sendo o arranjo experimental em de blocos casualizados simples, com três tratamentos, correspondentes as águas de irrigação (T, A e M), com três blocos e cinco plantas por bloco. A irrigação com água cinza tratada mostrou-se viável para produção de mamoeiros e de maracujazeiro, promovendo maior crescimento e acúmulo de biomassa em relação à água de abastecimento. Para o mamoeiros, os teores de nitrogênio, potássio, cálcio, magnésio, ferro, manganês e zinco no tecido vegetal não foram aterados pela irrigação com água cinza, enquanto que para o maracujazeiro, os teores de nitrogênio, ferro e zinco são incrementado pela irrigação com água cinza tratada.


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  • A agricultura é uma das principais fontes de renda de assentamentos e pequenas comunidades rurais no estado do Rio Grande do Norte, onde a utilização de água é extremamente necessária para viabilizar a produção de hortaliças e frutas. A escassez dos recursos hídricos trazem dezenas de prejuízos à população, inviabilizando a criação de animais, prejudicando o abastecimento de água e dificultando a produção agrícola, principalmente dos pequenos agricultores. O reúso de águas cinzas pode ser uma aternativa para minimizar o problema da seca que, além de atender parte da demanda de água da planta, também fornece nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Objetivou-se com este trabalho avaliar o emprego da água cinza tratada sobre o crescimento e teor de nutrientes de plantas de mamoeiros e maracujazeiros. O experimento foi realizado no assentamento rural Jurema, localizado no município de Mossoró-RN. Para cada cultura, foram realizadas as análises não destrutivas: altura, diâmetro do caule e número de folhas, sendo o arranjo experimental em parcelas sub-divididas no tempo, dispostos na parcela três tipos de águas de irrigação: T – Água cinza tratada; A – água de abastecimento e M - mistura do efluente e da água de abastecimento, na proporção 1:1, para cada cultura. Na sub-parcela foram distribuídos os tempos de avaliação 30, 60 e 75 dias após a semeadura, com três blocos e cinco plantas por bloco. Para cada cultura, também foram realizadas as análises destrutivas: comprimento da raiz, massa seca e teor de nutrientes, sendo o arranjo experimental em de blocos casualizados simples, com três tratamentos, correspondentes as águas de irrigação (T, A e M), com três blocos e cinco plantas por bloco. A irrigação com água cinza tratada mostrou-se viável para produção de mamoeiros e de maracujazeiro, promovendo maior crescimento e acúmulo de biomassa em relação à água de abastecimento. Para o mamoeiros, os teores de nitrogênio, potássio, cálcio, magnésio, ferro, manganês e zinco no tecido vegetal não foram aterados pela irrigação com água cinza, enquanto que para o maracujazeiro, os teores de nitrogênio, ferro e zinco são incrementado pela irrigação com água cinza tratada.

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  • HUDSON SALATIEL MARQUES VALE
  • ANáLISE DO NíVEL DE OBSTRUçãOO EM GOTEJADORES OPERADO COM DILUIçõES DE áGUA PRODUZIDA TRATADA

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • FABRÍCIA GRATYELLI BEZERRA COSTA FERNANDES
  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RODRIGO CESAR SANTIAGO
  • Data: 28/02/2019

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  • A água produzida representa a corrente de efluentes líquidos de maior volume oriunda das atividades de produção de petróleo. Em virtude da escassez de água no semiárido brasileiro, a utilização desse efluente na agricultura via sistema de irrigação por gotejamento pode tornar-se uma estratégia eficaz para a região. No entanto, deve-se levar em consideração a vulnerabilidade dos gotejadores ao entupimento, podendo ser amenizada com a técnica da diluição em água. Nesse contexto, o presente trabalho objetivou analisar o desempenho hidráulico de unidades gotejadoras aplicando diluições de água produzida tratada em água de abastecimento. Para isso, foram montadas cinco bancadas experimentais em área experimental do Laboratório de Construções Rurais e Ambiência, localizado no Campus Leste da Universidade Federal Rural do Semi-árido. Para avaliação do desempenho hidráulico e detecção do nível de entupimento dos gotejadores, aplicando água produzida tratada diluída, durante 160 h, montou-se um experimento no delineamento inteiramente casualizado (DIC), em esquema de parcelas subsubdivididas, com três repetições; tendo nas parcelas os cinco tratamentos (T1 - 100% AA; T2 - 90% AA e 10% APT; T3 - 80% AA e 20% APT; T4 - 70% AA e 30% APT e T5 - 60% AA e 40% APT), nas subparcelas os três tipos de gotejadores não autocompensantes (G1 - 1,6 L h-1, G2 - 1,6 L h-1 e G3 - 1,7 L h-1) e nas subsubparcelas os tempos de avaliação (0, 40, 80, 120 e 160 h) da uniformidade de distribuição do efluente. A cada 40 h de funcionamento, avaliou-se os seguintes indicadores de desempenho hidráulico: vazão (Q), vazão relativa (QR) e os coeficientes de redução da vazão relativa (RQR), de uniformidade de distribuição (CUD), de variação de vazão (CVQ) e de uniformidade estatística (Us). Paralelamente, foram feitas análises físico-químicas das diluições de água produzida tratada. Decorridas as 160 h, montou-se um segundo experimento para obtenção das curvas de vazão versus pressão de serviço para cada modelo de gotejador. Para realização das análises estatísticas dos dados utilizou-se o programa computacional Sistema para Análises Estatísticas Versão 9.1. Dentre as características físico-químicas das diluições, apenas o pH representou risco severo de entupimento de gotejadores, enquanto os atributos CE, Ca2+, Mg2+, SS e SD representaram risco de entupimento classificado como menor. Os modelos de regressão nulo (média), linear, quadrático e raiz quadrada foram os que melhor se ajustaram à relação entre as variáveis de desempenho hidráulico e o tempo de operação das unidades de irrigação. Os modelos de regressão nulo (média), linear e quadrático ajustaram-se melhor à variável vazão, em função da posição dos gotejadores ao longo das linhas laterais. A maior suscetibilidade ao entupimento foi verificada para o gotejador G2, quando submetido ao tratamento T5 (60% AA e 40% APT), devido, provavelmente, a sua menor área de filtração e a formação de biofilme sobre a mesma. O gotejador G3, quando submetido aos tratamentos T1 (100% AA) ao T3 (80% AA e 20% APT), ou seja, operando com proporções de água produzida tratada de até 20%, foi o que apresentou melhor atenuação ao entupimento. O gotejador G2, mesmo operando sob a máxima pressão recomendada (100 kPa), não atingiu a vazão nominal informada pelo fabricante, o que pode comprometer o desempenho do sistema.


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  • A água produzida representa a corrente de efluentes líquidos de maior volume oriunda das atividades de produção de petróleo. Em virtude da escassez de água no semiárido brasileiro, a utilização desse efluente na agricultura via sistema de irrigação por gotejamento pode tornar-se uma estratégia eficaz para a região. No entanto, deve-se levar em consideração a vulnerabilidade dos gotejadores ao entupimento, podendo ser amenizada com a técnica da diluição em água. Nesse contexto, o presente trabalho objetivou analisar o desempenho hidráulico de unidades gotejadoras aplicando diluições de água produzida tratada em água de abastecimento. Para isso, foram montadas cinco bancadas experimentais em área experimental do Laboratório de Construções Rurais e Ambiência, localizado no Campus Leste da Universidade Federal Rural do Semi-árido. Para avaliação do desempenho hidráulico e detecção do nível de entupimento dos gotejadores, aplicando água produzida tratada diluída, durante 160 h, montou-se um experimento no delineamento inteiramente casualizado (DIC), em esquema de parcelas subsubdivididas, com três repetições; tendo nas parcelas os cinco tratamentos (T1 - 100% AA; T2 - 90% AA e 10% APT; T3 - 80% AA e 20% APT; T4 - 70% AA e 30% APT e T5 - 60% AA e 40% APT), nas subparcelas os três tipos de gotejadores não autocompensantes (G1 - 1,6 L h-1, G2 - 1,6 L h-1 e G3 - 1,7 L h-1) e nas subsubparcelas os tempos de avaliação (0, 40, 80, 120 e 160 h) da uniformidade de distribuição do efluente. A cada 40 h de funcionamento, avaliou-se os seguintes indicadores de desempenho hidráulico: vazão (Q), vazão relativa (QR) e os coeficientes de redução da vazão relativa (RQR), de uniformidade de distribuição (CUD), de variação de vazão (CVQ) e de uniformidade estatística (Us). Paralelamente, foram feitas análises físico-químicas das diluições de água produzida tratada. Decorridas as 160 h, montou-se um segundo experimento para obtenção das curvas de vazão versus pressão de serviço para cada modelo de gotejador. Para realização das análises estatísticas dos dados utilizou-se o programa computacional Sistema para Análises Estatísticas Versão 9.1. Dentre as características físico-químicas das diluições, apenas o pH representou risco severo de entupimento de gotejadores, enquanto os atributos CE, Ca2+, Mg2+, SS e SD representaram risco de entupimento classificado como menor. Os modelos de regressão nulo (média), linear, quadrático e raiz quadrada foram os que melhor se ajustaram à relação entre as variáveis de desempenho hidráulico e o tempo de operação das unidades de irrigação. Os modelos de regressão nulo (média), linear e quadrático ajustaram-se melhor à variável vazão, em função da posição dos gotejadores ao longo das linhas laterais. A maior suscetibilidade ao entupimento foi verificada para o gotejador G2, quando submetido ao tratamento T5 (60% AA e 40% APT), devido, provavelmente, a sua menor área de filtração e a formação de biofilme sobre a mesma. O gotejador G3, quando submetido aos tratamentos T1 (100% AA) ao T3 (80% AA e 20% APT), ou seja, operando com proporções de água produzida tratada de até 20%, foi o que apresentou melhor atenuação ao entupimento. O gotejador G2, mesmo operando sob a máxima pressão recomendada (100 kPa), não atingiu a vazão nominal informada pelo fabricante, o que pode comprometer o desempenho do sistema.

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  • ALISSON GADELHA DE MEDEIROS
  • Propriedades de concreto sustentável produzido com pó do polimento do porcelanato e resíduo da scheelita

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MARILIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • RODRIGO NOGUEIRA DE CODES
  • WALNEY GOMES DA SILVA
  • Data: 14/06/2019

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  • Diariamente são gerados diversos resíduos, os quais podem ser orgânicos e inorgânicos. Tais resíduos são resultantes das mais variadas atividades antrópicas e podem gerar sérios impactos ambientais. Desse modo, a geração, o mal acondicionamento e a disposição final inadequada são processos que afetam a salubridade ambiental. Diante deste contexto, a indústria da construção civil, é uma das fontes em potencial de geração de resíduos, principalmente, Resíduos de Construção e Demolição (RCD); entretanto, também pode ser útil através da utilização de materiais alternativos através do uso de resíduos como matéria-prima para produção de concretos sustentáveis e minimizar impactos. Tal premissa é pertinente, visto que o concreto é o segundo composto mais consumido do planeta, e para atender sua demanda, a produção de cimento e exploração de jazidas de areia por exemplo, são influenciadores ao meio ambiente. Neste sentido, esta pesquisa visa às substituições parciais do cimento e da areia do concreto, por resíduos da indústria cerâmica e da mineração, respectivamente, o Pó do Polimento do Porcelanato (RPP) e o Resíduo da Scheelita (RS), pois o RPP pode ser importante na formação densificação da matriz cimentícia através da formação C-S-H (Silicato de Cálcio Hidratado), refinamento de poros por efeito filler e atividade pozolânica, no sentido de melhoria da microestrutura e durabilidade do concreto. Quanto ao RS, por apresentar dióxido de silício (SiO2) e óxido de cálcio (CaO) para o melhoramento químico do concreto, e granulometria que ao ser misturada com areia, pode proporcionar maior compacidade à mistura. Para torna possível as substituições, foi realizado o beneficiamento do RPP, a fim obter granulometria compatível com o cimento, bem como a otimização entre a substituição da areia por RS. Com isso, foi desenvolvido um planejamento experimental para a caracterização dos materiais empregados na busca de teores máximos de substituições dos resíduos, com objetivo de produzir concreto sustentável e comparar suas propriedades com concreto convencional de referência. Para tanto, foram realizados ensaios no estado fresco e endurecido (propriedades físicas e mecânicas), ensaio de durabilidade quanto à penetração de íons cloreto em câmara acelerada e análises específicas de: Difratometria de Raios-X, Fluorescência de Raios-X, Microscopia Eletrônica de Varreduras Termogravimetria. Todos os ensaios foram realizados tanto nos materiais empregados, sobretudo nos resíduos, quanto nos concretos nas idades de 7, 28, 90 e 212. Portanto, foi possível obter teores de substituição de 15% para o RPP e 81% para o RS na produção de concreto sustentável, e comparado ao concreto de referência, foi verificou-se índices satisfatórios de trabalhabilidade, faixa similar de resistência, menores valores absorção e porosidade total, maior resistência à penetração de íons cloreto e microestrutura densificada de C-S-H rodeado de placas hexagonais de hidróxidos de cálcio. Por fim, a viabilidade ambiental e econômica torna-se consequência, em face de que o cimento é o material mais oneroso e de maior impacto ambiental e a areia é um dos agregados mais consumidos no mundo.


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  • Diariamente são gerados diversos resíduos, os quais podem ser orgânicos e inorgânicos. Tais resíduos são resultantes das mais variadas atividades antrópicas e podem gerar sérios impactos ambientais. Desse modo, a geração, o mal acondicionamento e a disposição final inadequada são processos que afetam a salubridade ambiental. Diante deste contexto, a indústria da construção civil, é uma das fontes em potencial de geração de resíduos, principalmente, Resíduos de Construção e Demolição (RCD); entretanto, também pode ser útil através da utilização de materiais alternativos através do uso de resíduos como matéria-prima para produção de concretos sustentáveis e minimizar impactos. Tal premissa é pertinente, visto que o concreto é o segundo composto mais consumido do planeta, e para atender sua demanda, a produção de cimento e exploração de jazidas de areia por exemplo, são influenciadores ao meio ambiente. Neste sentido, esta pesquisa visa às substituições parciais do cimento e da areia do concreto, por resíduos da indústria cerâmica e da mineração, respectivamente, o Pó do Polimento do Porcelanato (RPP) e o Resíduo da Scheelita (RS), pois o RPP pode ser importante na formação densificação da matriz cimentícia através da formação C-S-H (Silicato de Cálcio Hidratado), refinamento de poros por efeito filler e atividade pozolânica, no sentido de melhoria da microestrutura e durabilidade do concreto. Quanto ao RS, por apresentar dióxido de silício (SiO2) e óxido de cálcio (CaO) para o melhoramento químico do concreto, e granulometria que ao ser misturada com areia, pode proporcionar maior compacidade à mistura. Para torna possível as substituições, foi realizado o beneficiamento do RPP, a fim obter granulometria compatível com o cimento, bem como a otimização entre a substituição da areia por RS. Com isso, foi desenvolvido um planejamento experimental para a caracterização dos materiais empregados na busca de teores máximos de substituições dos resíduos, com objetivo de produzir concreto sustentável e comparar suas propriedades com concreto convencional de referência. Para tanto, foram realizados ensaios no estado fresco e endurecido (propriedades físicas e mecânicas), ensaio de durabilidade quanto à penetração de íons cloreto em câmara acelerada e análises específicas de: Difratometria de Raios-X, Fluorescência de Raios-X, Microscopia Eletrônica de Varreduras Termogravimetria. Todos os ensaios foram realizados tanto nos materiais empregados, sobretudo nos resíduos, quanto nos concretos nas idades de 7, 28, 90 e 212. Portanto, foi possível obter teores de substituição de 15% para o RPP e 81% para o RS na produção de concreto sustentável, e comparado ao concreto de referência, foi verificou-se índices satisfatórios de trabalhabilidade, faixa similar de resistência, menores valores absorção e porosidade total, maior resistência à penetração de íons cloreto e microestrutura densificada de C-S-H rodeado de placas hexagonais de hidróxidos de cálcio. Por fim, a viabilidade ambiental e econômica torna-se consequência, em face de que o cimento é o material mais oneroso e de maior impacto ambiental e a areia é um dos agregados mais consumidos no mundo.

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  • TALYANA KADJA DE MELO
  • COMPORTAMENTO DE CULTIVARES DE MELOEIRO E MELANCIEIRA EM CENÁRIOS DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDMILSON GOMES CAVALCANTE JÚNIOR
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • SAULO TASSO ARAUJO DA SILVA
  • VLADIMIR BATISTA FIGUEIREDO
  • Data: 28/06/2019

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  • A fenologia e a demanda hídrica das culturas podem ser alteradas pelas mudanças climáticas, afetando a produtividade das principais culturas agrícolas. Com isso, objetivou-se com o presente trabalho avaliar os impactos futuristas das mudanças climáticas (temperatura e umidade relativa do ar) sobre o desenvolvimento e a evapotranspiração de variedades de meloeiro e melancieira, cultivadas no semiárido brasileiro. Os dados foram obtidos de experimentos conduzidos na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, no município de Mossoró, RN, Brasil. Para o meloeiro: o primeiro experimento foi realizado de dezembro de 2006 a fevereiro de 2007, avaliando o meloeiro (Cucumis melo L.) tipo Honey Dew, híbrido “County”. No segundo experimento, realizado de outubro a dezembro de 2008, utilizou-se o melão tipo Gália híbrido “Néctar”. Para a melancieira: o primeiro experimento foi realizado de fevereiro a abril de 2006, avaliando a melancieira (Citrullus lanatus) cultivar “Mickylee”. No segundo experimento, realizado de setembro a novembro de 2009, utilizou-se a melancieira cultivar “Quetzali”. Foram avaliados dois cenários de emissões baseados no relatório do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC): um otimista denominado B2 e um pessimista denominado A2. Para o meloeiro verificou-se que as mudanças climáticas provocarão redução no ciclo de desenvolvimento da cultura de 10 e 18 dias para o híbrido “County” e de 6 e 11 dias para o híbrido “Néctar”, considerando os cenários otimista e pessimista, respectivamente. O híbrido “County” é mais sensível às mudanças climáticas na fase de floração e maturação fisiológica, sendo mais susceptível, portanto, a perdas de produção. As mudanças climáticas aumentarão o coeficiente de cultura do meloeiro, incrementando a evapotranspiração diária, porém com a redução do ciclo haverá redução da evapotranspiração total. Para melancieira verificou-se que as mudanças climáticas provocarão redução no ciclo vegetativo da cultura de 11 e 21 dias para a cultivar “Mickylee” e de 5 e 7 dias para a cultivar “Quetzali”, nos cenários otimista e pessimista, respectivamente. A cultivar “Mickylee” é mais sensível às mudanças climáticas nas fases vegetativa, de floração e maturação fisiológica, sendo mais susceptível, portanto, a perdas de produção, em relação cultivar “Quetzali”. As mudanças climáticas futuras aumentarão o Kc da melancieira, nas condições em que o presente estudo foi realizado, incrementando a evapotranspiração diária, e aumento da evapotranspiração total, principalmente da cultivar “Mickylee”. As mudanças na temperatura e na umidade relativa do ar ficarão fora dos limites tolerados pela cultura, acarretando alterações nos tratos culturais, como sombreamento, controle de pragas e doenças e no manejo da irrigação.


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  • A fenologia e a demanda hídrica das culturas podem ser alteradas pelas mudanças climáticas, afetando a produtividade das principais culturas agrícolas. Com isso, objetivou-se com o presente trabalho avaliar os impactos futuristas das mudanças climáticas (temperatura e umidade relativa do ar) sobre o desenvolvimento e a evapotranspiração de variedades de meloeiro e melancieira, cultivadas no semiárido brasileiro. Os dados foram obtidos de experimentos conduzidos na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, no município de Mossoró, RN, Brasil. Para o meloeiro: o primeiro experimento foi realizado de dezembro de 2006 a fevereiro de 2007, avaliando o meloeiro (Cucumis melo L.) tipo Honey Dew, híbrido “County”. No segundo experimento, realizado de outubro a dezembro de 2008, utilizou-se o melão tipo Gália híbrido “Néctar”. Para a melancieira: o primeiro experimento foi realizado de fevereiro a abril de 2006, avaliando a melancieira (Citrullus lanatus) cultivar “Mickylee”. No segundo experimento, realizado de setembro a novembro de 2009, utilizou-se a melancieira cultivar “Quetzali”. Foram avaliados dois cenários de emissões baseados no relatório do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC): um otimista denominado B2 e um pessimista denominado A2. Para o meloeiro verificou-se que as mudanças climáticas provocarão redução no ciclo de desenvolvimento da cultura de 10 e 18 dias para o híbrido “County” e de 6 e 11 dias para o híbrido “Néctar”, considerando os cenários otimista e pessimista, respectivamente. O híbrido “County” é mais sensível às mudanças climáticas na fase de floração e maturação fisiológica, sendo mais susceptível, portanto, a perdas de produção. As mudanças climáticas aumentarão o coeficiente de cultura do meloeiro, incrementando a evapotranspiração diária, porém com a redução do ciclo haverá redução da evapotranspiração total. Para melancieira verificou-se que as mudanças climáticas provocarão redução no ciclo vegetativo da cultura de 11 e 21 dias para a cultivar “Mickylee” e de 5 e 7 dias para a cultivar “Quetzali”, nos cenários otimista e pessimista, respectivamente. A cultivar “Mickylee” é mais sensível às mudanças climáticas nas fases vegetativa, de floração e maturação fisiológica, sendo mais susceptível, portanto, a perdas de produção, em relação cultivar “Quetzali”. As mudanças climáticas futuras aumentarão o Kc da melancieira, nas condições em que o presente estudo foi realizado, incrementando a evapotranspiração diária, e aumento da evapotranspiração total, principalmente da cultivar “Mickylee”. As mudanças na temperatura e na umidade relativa do ar ficarão fora dos limites tolerados pela cultura, acarretando alterações nos tratos culturais, como sombreamento, controle de pragas e doenças e no manejo da irrigação.

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  • MARIA REGILENE DE FREITAS COSTA PAIVA
  • FRACIONAMENTO E EFEITO DO TEMPO DE CONTATO DO FÓSFORO INORGÂNICO EM SOLOS DO SEMIÁRIDO

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • JOSÉ DARCIO ABRANTES SARMENTO
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 12/07/2019

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  • O estudo do fósforo inorgânico do solo é importante para avaliar o P disponível do solo e as formas com que o mesmo está preferencialmente sorvido no solo, assim como sua disponibilidade após longo período de contato com o solo, sendo esses dados importantes para o planejamento da adubação fosfatada e para a avaliação do efeito residual da mesma. objetivou-se, com este trabalho quantificar os teores das frações de fósforo inorgânico em nove solos da região semiárida localizada entre os vales dos rios Piranhas-Açu (RN) e Jaguaribe (CE) e correlacioná-los com as medidas do fator capacidade de fósforo desses solos e também avaliar o efeito do tempo de contato de doses de fósforo aplicadas em quatro solos alcalinos da mesma região, e analisar a disponibilidade desse nutriente para as plantas de milho. Foram coletadas amostras na camada de 0-30 cm de profundidade, em nove solos representativos dessa região. Posteriormente, foram pesadas amostras de solos correspondentes a um volume de 2dm3 em saco plástico preto, as quais receberam duas doses de P de acordo com fósforo remanescente (zero e 65 mg dm-3; zero e 90 mg dm-3; zero e 115 mg dm-3) aplicadas e homogeneizadas em 100 % do volume de solo de cada saco plástico. Após a aplicação das doses de P ao solo de cada saco, seguiu-se um período de incubação por trinta dias, adicionando-se água deionizada em quantidade correspondente a 50 % da porosidade total de cada solo. Após esse período de incubação, foi realizado o fracionamento do P inorgânico. Da mesma forma foram coletadas amostras na camada de 0-30 cm de profundidade, em quatro solos representativos dessa região. Posteriormente, foram pesadas amostras de solos correspondentes a um volume de 3,3 dm3 em saco plástico preto, as quais receberam doses de P (0, 100, 200 e 300 mg dm-3) na forma de KH2PO4 e foram incubadas por diferentes períodos (0, 15, 30, 60, 90, 160, 260 e 360 dias), adicionando-se um volume de água deionizada correspondente a 50% da porosidade total de cada solo. Após o período de incubação o experimento foi realizado em delineamento de blocos casualizados com 112 tratamentos (4 solos × 7 tempos de incubação × 4 doses) e três repetições, totalizando 336 unidades experimentais. A colheita foi realizada 30 dias após a semeadura. A capacidade máxima de sorção de fosfato (CMSP) apresentou correlação elevada com os valores de fósforo remanescente, indicando que este pode ser usado como medida para se estimar o fator capacidade de fósforo (FCP) desses solos. Os valores de capacidade máxima de sorção de fósforo (CMSP) também estão correlacionados com os teores de Fe2O3 e de Ca2+, e com os valores de pH. Isso evidencia que a sorção do fósforo nesses solos é explicada não somente pela adsorção do fósforo às superfícies dos óxidos de ferro, mas também pela precipitação do fósforo com Ca2+ em solos alcalinos e ricos em Ca2+. A adubação fosfatada não causou a formação do fósforo com o Ca2+ nos três solos ácidos e com teores mais baixos de Ca2+. Também não aumentou os teores do fósforo na solução dos solos estudados, mas aumentou os teores de todas as demais frações do fósforo inorgânico. A variação dos teores do fósforo no solo está em consonância com as estimativas da capacidade máxima de sorção de fósforo (CMSP) dos solos estudados, pois a recuperação do fósforo do solo pelo extrator Mehlich-1 foi maior nos solos de menor capacidade máxima de sorção de fósforo (CMSP), e menor nos solos de maior capacidade máxima de sorção de fósforo (CMSP). Com o aumento do tempo de contato, os teores de fósforo na planta caem muito nos primeiros 30 a 60 dias após a adubação, continuam caindo até 120 dias de incubação, mas depois tendem a se estabilizarem nos maiores tempos de contato do fósforo com os solos. Os quatro solos estudados, embora apresentem variações de fator capacidade de fósforo (FCP), não apresentaram muitas diferenças entre si quanto às produções de matéria seca estimada mínima e máxima da parte aérea das plantas de milho.


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  • O estudo do fósforo inorgânico do solo é importante para avaliar o P disponível do solo e as formas com que o mesmo está preferencialmente sorvido no solo, assim como sua disponibilidade após longo período de contato com o solo, sendo esses dados importantes para o planejamento da adubação fosfatada e para a avaliação do efeito residual da mesma. objetivou-se, com este trabalho quantificar os teores das frações de fósforo inorgânico em nove solos da região semiárida localizada entre os vales dos rios Piranhas-Açu (RN) e Jaguaribe (CE) e correlacioná-los com as medidas do fator capacidade de fósforo desses solos e também avaliar o efeito do tempo de contato de doses de fósforo aplicadas em quatro solos alcalinos da mesma região, e analisar a disponibilidade desse nutriente para as plantas de milho. Foram coletadas amostras na camada de 0-30 cm de profundidade, em nove solos representativos dessa região. Posteriormente, foram pesadas amostras de solos correspondentes a um volume de 2dm3 em saco plástico preto, as quais receberam duas doses de P de acordo com fósforo remanescente (zero e 65 mg dm-3; zero e 90 mg dm-3; zero e 115 mg dm-3) aplicadas e homogeneizadas em 100 % do volume de solo de cada saco plástico. Após a aplicação das doses de P ao solo de cada saco, seguiu-se um período de incubação por trinta dias, adicionando-se água deionizada em quantidade correspondente a 50 % da porosidade total de cada solo. Após esse período de incubação, foi realizado o fracionamento do P inorgânico. Da mesma forma foram coletadas amostras na camada de 0-30 cm de profundidade, em quatro solos representativos dessa região. Posteriormente, foram pesadas amostras de solos correspondentes a um volume de 3,3 dm3 em saco plástico preto, as quais receberam doses de P (0, 100, 200 e 300 mg dm-3) na forma de KH2PO4 e foram incubadas por diferentes períodos (0, 15, 30, 60, 90, 160, 260 e 360 dias), adicionando-se um volume de água deionizada correspondente a 50% da porosidade total de cada solo. Após o período de incubação o experimento foi realizado em delineamento de blocos casualizados com 112 tratamentos (4 solos × 7 tempos de incubação × 4 doses) e três repetições, totalizando 336 unidades experimentais. A colheita foi realizada 30 dias após a semeadura. A capacidade máxima de sorção de fosfato (CMSP) apresentou correlação elevada com os valores de fósforo remanescente, indicando que este pode ser usado como medida para se estimar o fator capacidade de fósforo (FCP) desses solos. Os valores de capacidade máxima de sorção de fósforo (CMSP) também estão correlacionados com os teores de Fe2O3 e de Ca2+, e com os valores de pH. Isso evidencia que a sorção do fósforo nesses solos é explicada não somente pela adsorção do fósforo às superfícies dos óxidos de ferro, mas também pela precipitação do fósforo com Ca2+ em solos alcalinos e ricos em Ca2+. A adubação fosfatada não causou a formação do fósforo com o Ca2+ nos três solos ácidos e com teores mais baixos de Ca2+. Também não aumentou os teores do fósforo na solução dos solos estudados, mas aumentou os teores de todas as demais frações do fósforo inorgânico. A variação dos teores do fósforo no solo está em consonância com as estimativas da capacidade máxima de sorção de fósforo (CMSP) dos solos estudados, pois a recuperação do fósforo do solo pelo extrator Mehlich-1 foi maior nos solos de menor capacidade máxima de sorção de fósforo (CMSP), e menor nos solos de maior capacidade máxima de sorção de fósforo (CMSP). Com o aumento do tempo de contato, os teores de fósforo na planta caem muito nos primeiros 30 a 60 dias após a adubação, continuam caindo até 120 dias de incubação, mas depois tendem a se estabilizarem nos maiores tempos de contato do fósforo com os solos. Os quatro solos estudados, embora apresentem variações de fator capacidade de fósforo (FCP), não apresentaram muitas diferenças entre si quanto às produções de matéria seca estimada mínima e máxima da parte aérea das plantas de milho.

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  • LÍSSIA LETÍCIA DE PAIVA OLIVEIRA
  • ADEQUAÇÃO DE CÁTIONS NO SOLO PARA PRODUÇÃO E QUALIDADE DO MELÃO

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDIVAN DA SILVA NUNES JÚNIOR
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • JOSE ROBSON DA SILVA
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MANOEL JANUARIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 26/07/2019

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  • A qualidade e produtividade dos frutos de melão são afetadas negativamente em muitos casos devido o desequilíbrio entre nutrientes no solo. Diante disso a presente pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de identificar as relações catiônicas do solo que melhor correlacionam com atributos indicadores de qualidade e produção dos frutos de melão. Foram realizados, sequencialmente, dois experimentos em vasos sob condições de casa de vegetação, com solo de textura média, adotando-se 13 tratamentos dispostos em delineamento inteiramente aleatorizado com 4 repetições. Para definição dos tratamentos foram adotados 5 proporções da relação K:Ca (1:9, 1:12,5, 1:16, 1:19,5 e1:23) e cinco da relação Mg:Ca (1:3,1:4,5, 1:6, 1:7,5 e 1:9), no solo, combinados por uma matriz denominada de quadrado duplo. A cultura utilizada foi o meloeiro tipo cantaloupe, irrigado por gotejamento com base nos dados de leituras tensiométricas sendo fertirrigada somente para suprir as necessidades de nitrogênio e potássio. Realizaram-se as análises químicas do solo de CE, pH e macronutrientes durante a fase de frutificação e no final do ciclo da cultura. Foi feito semanalmente análise da solução do solo, onde se avaliou os elementos pH, condutividade elétrica, Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Cálcio e Magnésio. Na planta foram feitas avaliações de comprimento da rama principal (CRP), número de internódios (NI), distância dos internódios (DI), diâmetro da haste (DH), número de folhas (NF), número de internódios (NI), distância entre internódios (DI), massa seca da planta (MSP). Também serão feitas análises de tecido vegetal na fase de frutificação e no final do ciclo visando-se à quantificação dos teores de N, P, K, Ca e de Mg na folha. Será realizada avaliação da produtividade total, bem como a produtividade de frutos comercializáveis. E para avaliar a qualidade dos frutos foram realizadas analises de firmeza de polpa, espessura de polpa, teor de sólidos solúveis, pH da polpa e acidez total titulável. Toda a análise dos dados foi realizada no ambiente de programação R. A ordem de acúmulo de nutrientes ao final do ciclo no experimento I foi: Ca>K>N>Mg>Pa e Zn>Fe>Mn, e no experimento II: k>Mg>N>P>Ca e Fe>Zn>Mn.A adubação para adequação catiônica não influenciou nas características de produção e qualidade pós-colheita dos frutos. A água de irrigação do aquífero arenito Açu associada à fertirrigação para suprir apenas a absorção dos nutrientes K e Mg dispensa adubação de correção da relação catiônica.


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  • A qualidade e produtividade dos frutos de melão são afetadas negativamente em muitos casos devido o desequilíbrio entre nutrientes no solo. Diante disso a presente pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de identificar as relações catiônicas do solo que melhor correlacionam com atributos indicadores de qualidade e produção dos frutos de melão. Foram realizados, sequencialmente, dois experimentos em vasos sob condições de casa de vegetação, com solo de textura média, adotando-se 13 tratamentos dispostos em delineamento inteiramente aleatorizado com 4 repetições. Para definição dos tratamentos foram adotados 5 proporções da relação K:Ca (1:9, 1:12,5, 1:16, 1:19,5 e1:23) e cinco da relação Mg:Ca (1:3,1:4,5, 1:6, 1:7,5 e 1:9), no solo, combinados por uma matriz denominada de quadrado duplo. A cultura utilizada foi o meloeiro tipo cantaloupe, irrigado por gotejamento com base nos dados de leituras tensiométricas sendo fertirrigada somente para suprir as necessidades de nitrogênio e potássio. Realizaram-se as análises químicas do solo de CE, pH e macronutrientes durante a fase de frutificação e no final do ciclo da cultura. Foi feito semanalmente análise da solução do solo, onde se avaliou os elementos pH, condutividade elétrica, Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Cálcio e Magnésio. Na planta foram feitas avaliações de comprimento da rama principal (CRP), número de internódios (NI), distância dos internódios (DI), diâmetro da haste (DH), número de folhas (NF), número de internódios (NI), distância entre internódios (DI), massa seca da planta (MSP). Também serão feitas análises de tecido vegetal na fase de frutificação e no final do ciclo visando-se à quantificação dos teores de N, P, K, Ca e de Mg na folha. Será realizada avaliação da produtividade total, bem como a produtividade de frutos comercializáveis. E para avaliar a qualidade dos frutos foram realizadas analises de firmeza de polpa, espessura de polpa, teor de sólidos solúveis, pH da polpa e acidez total titulável. Toda a análise dos dados foi realizada no ambiente de programação R. A ordem de acúmulo de nutrientes ao final do ciclo no experimento I foi: Ca>K>N>Mg>Pa e Zn>Fe>Mn, e no experimento II: k>Mg>N>P>Ca e Fe>Zn>Mn.A adubação para adequação catiônica não influenciou nas características de produção e qualidade pós-colheita dos frutos. A água de irrigação do aquífero arenito Açu associada à fertirrigação para suprir apenas a absorção dos nutrientes K e Mg dispensa adubação de correção da relação catiônica.

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  • MÁRCIO GLEYBSON DA SILVA BEZERRA
  • CRESCIMENTO E ACÚMULO DE NUTRIENTES DO CAPIM-MARANDU E RESPOSTA ÀS ADUBAÇÕES NITROGENADA E FOSFATADA

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • GUALTER GUENTHER COSTA DA SILVA
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 23/08/2019

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  • As pastagens apresentam elevada importância socioeconômica, visto que constituem a base de sustentação da pecuária brasileira, representando a principal fonte de alimentação dos ruminantes. Dentre as gramíneas forrageiras cultivadas destaca-se o capim-marandu, ocupando cerca de 60 milhões de hectares. Ao ser manejado adequadamente, apresenta produtividade elevada e grande resposta à adubação. Diante do exposto, o objeto deste trabalho foi avaliar o acúmulo de matéria seca e de nutrientes pelo capim-marandu, e a sua resposta a doses de nitrogênio (N) e de fósforo (P) em condições de campo. Os experimentos foram conduzidos em um Neossolo Quartzarênico no município de Macaíba-RN. O acúmulo de matéria seca e nutrientes foi avaliado durante o período de janeiro a agosto de 2017, correspondendo aos dois primeiros ciclos de produção da cultura. No primeiro ciclo de produção, as plantas foram coletadas aos 30, 40, 50, 60, 70, 80 e 90 dias após a semeadura. Após a colheita das plantas do primeiro ciclo de produção, as amostras de plantas foram coletadas aos 30, 40, 50, 60, 70 e 80 dias após o primeiro corte. Em ambos os ciclos de produção foi avaliada a altura e o acúmulo de matéria seca e de macronutrientes na parte aérea. A resposta do campim-marandu a doses de N e P foi avaliada no período de janeiro 2017 a janeiro de 2018. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 11 tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos consistiram de 5 doses de N (0, 400, 800, 1200 e 1600 kg ha-1 de N) e 5 doses de fósforo (0, 50, 100, 150 e 200 kg ha-1 de P2O5), mais um tratamento testemunha sem a aplicação de N e nem de P2O5. As variáveis avaliadas em seis cortes foram altura das plantas, relação folha/colmo, teor de N e de P na folha diagnóstica, teor de proteína bruta, produção de matéria seca e N e P acumulado na planta. No primeiro e segundo ciclo de produção, o acúmulo de matéria seca aumentou durante todo o ciclo da planta, principalmente a partir da segunda metade do ciclo. De modo geral, o acúmulo de macronutrientes seguiu o acúmulo de matéria seca. Em ambos os ciclos de produção do capim-marandu, por ocasião da colheita das plantas, a ordem decrescente de acúmulo de macronutrientes na parte aérea das plantas foi K > N > Mg > Ca > P > S. O crescimento da planta e a produtividade de forragem do capim-marandu aumentou em função do aumento das doses de N e de P2O5. A qualidade da forragem aumentou com o aumento das doses de N, mas não foi influenciada pela adubação fosfatada. A estimativa da dose anual de N recomendada para a produtividade de capim-marandu, equivalente a 90% da máxima produtividade obtida, foi de 860 kg ha-1 ano-1, enquanto para P esse valor foi estimado em 100 kg ha-1 ano-1 de P2O5.


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  • As pastagens apresentam elevada importância socioeconômica, visto que constituem a base de sustentação da pecuária brasileira, representando a principal fonte de alimentação dos ruminantes. Dentre as gramíneas forrageiras cultivadas destaca-se o capim-marandu, ocupando cerca de 60 milhões de hectares. Ao ser manejado adequadamente, apresenta produtividade elevada e grande resposta à adubação. Diante do exposto, o objeto deste trabalho foi avaliar o acúmulo de matéria seca e de nutrientes pelo capim-marandu, e a sua resposta a doses de nitrogênio (N) e de fósforo (P) em condições de campo. Os experimentos foram conduzidos em um Neossolo Quartzarênico no município de Macaíba-RN. O acúmulo de matéria seca e nutrientes foi avaliado durante o período de janeiro a agosto de 2017, correspondendo aos dois primeiros ciclos de produção da cultura. No primeiro ciclo de produção, as plantas foram coletadas aos 30, 40, 50, 60, 70, 80 e 90 dias após a semeadura. Após a colheita das plantas do primeiro ciclo de produção, as amostras de plantas foram coletadas aos 30, 40, 50, 60, 70 e 80 dias após o primeiro corte. Em ambos os ciclos de produção foi avaliada a altura e o acúmulo de matéria seca e de macronutrientes na parte aérea. A resposta do campim-marandu a doses de N e P foi avaliada no período de janeiro 2017 a janeiro de 2018. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com 11 tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos consistiram de 5 doses de N (0, 400, 800, 1200 e 1600 kg ha-1 de N) e 5 doses de fósforo (0, 50, 100, 150 e 200 kg ha-1 de P2O5), mais um tratamento testemunha sem a aplicação de N e nem de P2O5. As variáveis avaliadas em seis cortes foram altura das plantas, relação folha/colmo, teor de N e de P na folha diagnóstica, teor de proteína bruta, produção de matéria seca e N e P acumulado na planta. No primeiro e segundo ciclo de produção, o acúmulo de matéria seca aumentou durante todo o ciclo da planta, principalmente a partir da segunda metade do ciclo. De modo geral, o acúmulo de macronutrientes seguiu o acúmulo de matéria seca. Em ambos os ciclos de produção do capim-marandu, por ocasião da colheita das plantas, a ordem decrescente de acúmulo de macronutrientes na parte aérea das plantas foi K > N > Mg > Ca > P > S. O crescimento da planta e a produtividade de forragem do capim-marandu aumentou em função do aumento das doses de N e de P2O5. A qualidade da forragem aumentou com o aumento das doses de N, mas não foi influenciada pela adubação fosfatada. A estimativa da dose anual de N recomendada para a produtividade de capim-marandu, equivalente a 90% da máxima produtividade obtida, foi de 860 kg ha-1 ano-1, enquanto para P esse valor foi estimado em 100 kg ha-1 ano-1 de P2O5.

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  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • CARACTERIZAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E AS INTER-RELAÇÕES ENTRE OS ATRIBUTOS DO SOLO EM AGROECOSSISTEMAS, MARTINS-RN

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • JOSEANE DUNGA DA COSTA
  • RAUNY OLIVEIRA DE SOUZA
  • THAÍS CRISTINA DE SOUZA LOPES
  • Data: 30/08/2019

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  • As complexas interações entre os diversos fatores de formação resultam em uma variabilidade natural das classes de solos na paisagem. Desta forma, o manejo do solo que não considera seus fatores limitantes contribui para a degradação das características dos mesmos, acelerando o impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente. Sendo assim, o presente estudo teve por objetivo caracterizar, classificar e avaliar as inter-relações entre os atributos do solo em agroecossistemas do Sítio Poção, localizado no município de Martins/RN, utilizando a análise multivariada para a distinção dos ambientes formados em relação aos atributos avaliados. A pesquisa foi realizada no Sítio Poção, localizado no município de Martins-RN, onde foram abertos nove perfis de solos representativos para a realização da descrição morfológica, coleta de amostras deformadas e indeformadas para análises físicas, estruturais e químicas do solo, incluindo classificação pedológica, ensaios de campo de infiltração e retenção de água. Os solos foram classificados como: Neossolo Flúvico Ta Eutrófico típico; Cambissolo Háplico Ta Eutrófico típico; Luvissolo Crômico Órtico típico; Planossolo Háplico Eutrófico típico; Neossolo Litólico Chernossólico típico; Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico típico e Neossolo Litólico Eutrófico típico. Todos os horizontes apresentaram reação ácida e caráter eutrófico. A fração argila e o Al3+ são os atributos responsáveis pela distinção da classe dos Argissolos, enquanto que a fração silte, o K+, o Na+, o COT, a CE e a CTC, nos horizontes superficiais, permitem a diferenciação dos Neossolos Flúvicos. A posição na paisagem, o preparo mínimo adotado e a adição de resíduos orgânicos nos agroecossistemas, influenciam diretamente nos atributos mais sensíveis na diferenciação das classes de solo encontradas, ligados as características físicas (areia, silte e argila) e as químicas (disponibilidade de nutrientes). Nos agroecossistemas, a velocidade de infiltração básica foi alta, sendo a área de hortaliça dois (Neossolo Litólico Chernossólico típico) a que apresentou a maior infiltração acumulada. O carbono orgânico total, a fração silte e a velocidade de infiltração básica são os fatores que mais influenciam na distinção entre área de mata nativa um (Luvissolo Crômico Órtico típico) e área de hortaliça dois (Neossolo Litólico Chernossólico típico). A fração argila, grau de floculação e agregados estáveis em água contribuem para a diferenciação da área de mata nativa dois (Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico típico). Em relação a curva característica de água no solo, os Neossolos (perfis um, três, seis e nove), apresentaram similaridade quanto a umidade de saturação e retenção de água, exceto para as camadas superficiais nos perfis um e três que obtiveram maiores retenções. O incremento das frações inorgânicas silte e argila foi responsável pelos valores mais expressivos de microporosidade, capacidade de campo, ponto de murcha permanente, e umidade a base de massa e de volume, o que indica uma inter-relação entre esses atributos. O maior conteúdo de água disponível ocorreu no Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico típico, tal fato pode ser explicado pela maior presença da fração argila nessa classe de solo, que contribui para aumento dos microporos. A granulometria, assim como as práticas de manejo, possui influência direta no processo de retenção e distribuição de água no solo. A manutenção e incremento da matéria orgânica favorece a retenção de água nos solos com textura mais arenosa como os Neossolos. Os Neossolos Flúvicos são os solos que mais retém água em suas camadas superficiais, enquanto o Argissolo Vermelho-Amarelo retém mais água nas camadas subsuperficiais. Os atributos estruturais umidade a base de massa e de volume, microporosidade, porosidade total determinada e porosidade de aeração, são os mais sensíveis na distinção dos ambientes formados nas áreas de estudo.


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  • As complexas interações entre os diversos fatores de formação resultam em uma variabilidade natural das classes de solos na paisagem. Desta forma, o manejo do solo que não considera seus fatores limitantes contribui para a degradação das características dos mesmos, acelerando o impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente. Sendo assim, o presente estudo teve por objetivo caracterizar, classificar e avaliar as inter-relações entre os atributos do solo em agroecossistemas do Sítio Poção, localizado no município de Martins/RN, utilizando a análise multivariada para a distinção dos ambientes formados em relação aos atributos avaliados. A pesquisa foi realizada no Sítio Poção, localizado no município de Martins-RN, onde foram abertos nove perfis de solos representativos para a realização da descrição morfológica, coleta de amostras deformadas e indeformadas para análises físicas, estruturais e químicas do solo, incluindo classificação pedológica, ensaios de campo de infiltração e retenção de água. Os solos foram classificados como: Neossolo Flúvico Ta Eutrófico típico; Cambissolo Háplico Ta Eutrófico típico; Luvissolo Crômico Órtico típico; Planossolo Háplico Eutrófico típico; Neossolo Litólico Chernossólico típico; Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico típico e Neossolo Litólico Eutrófico típico. Todos os horizontes apresentaram reação ácida e caráter eutrófico. A fração argila e o Al3+ são os atributos responsáveis pela distinção da classe dos Argissolos, enquanto que a fração silte, o K+, o Na+, o COT, a CE e a CTC, nos horizontes superficiais, permitem a diferenciação dos Neossolos Flúvicos. A posição na paisagem, o preparo mínimo adotado e a adição de resíduos orgânicos nos agroecossistemas, influenciam diretamente nos atributos mais sensíveis na diferenciação das classes de solo encontradas, ligados as características físicas (areia, silte e argila) e as químicas (disponibilidade de nutrientes). Nos agroecossistemas, a velocidade de infiltração básica foi alta, sendo a área de hortaliça dois (Neossolo Litólico Chernossólico típico) a que apresentou a maior infiltração acumulada. O carbono orgânico total, a fração silte e a velocidade de infiltração básica são os fatores que mais influenciam na distinção entre área de mata nativa um (Luvissolo Crômico Órtico típico) e área de hortaliça dois (Neossolo Litólico Chernossólico típico). A fração argila, grau de floculação e agregados estáveis em água contribuem para a diferenciação da área de mata nativa dois (Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico típico). Em relação a curva característica de água no solo, os Neossolos (perfis um, três, seis e nove), apresentaram similaridade quanto a umidade de saturação e retenção de água, exceto para as camadas superficiais nos perfis um e três que obtiveram maiores retenções. O incremento das frações inorgânicas silte e argila foi responsável pelos valores mais expressivos de microporosidade, capacidade de campo, ponto de murcha permanente, e umidade a base de massa e de volume, o que indica uma inter-relação entre esses atributos. O maior conteúdo de água disponível ocorreu no Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico típico, tal fato pode ser explicado pela maior presença da fração argila nessa classe de solo, que contribui para aumento dos microporos. A granulometria, assim como as práticas de manejo, possui influência direta no processo de retenção e distribuição de água no solo. A manutenção e incremento da matéria orgânica favorece a retenção de água nos solos com textura mais arenosa como os Neossolos. Os Neossolos Flúvicos são os solos que mais retém água em suas camadas superficiais, enquanto o Argissolo Vermelho-Amarelo retém mais água nas camadas subsuperficiais. Os atributos estruturais umidade a base de massa e de volume, microporosidade, porosidade total determinada e porosidade de aeração, são os mais sensíveis na distinção dos ambientes formados nas áreas de estudo.

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  • RUDAH MARQUES MANICOBA
  • IRRIGAÇÃO EM CULTIVARES DE ALGODOEIRO HERBÁCEO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • JOÃO HENRIQUE ZONTA
  • ROBERTO VIEIRA PORDEUS
  • VLADIMIR BATISTA FIGUEIREDO
  • Data: 08/11/2019

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  • O algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) é uma cultura de clima tropical e cultivada na maioria das regiões de clima quente, apresentando características ideais para a região semiárida do Nordeste brasileiro. Devido às secas que ocorrem periodicamente nesta região, faz-se necessário o uso da prática da irrigação para minimizar o efeito do déficit hídrico nesta cultura. Objetivou-se avaliar os manejos de irrigação e déficits hídricos nas diferentes fases fenológicas, em cultivares de algodoeiro herbáceo, no semiárido brasileiro, e seus efeitos sobre os componentes da produção, eficiência hídrica, qualidade da fibra e graus dias acumulados. Durante dois anos consecutivos foi conduzido um experimento de campo na região de Apodi – RN. Os tratamentos foram constituídos de períodos de déficit hídrico durante diferentes fases fenológicas (Primeiros botões florais, Inicio do florescimento, Pico do florescimento e Abertura dos capulhos), além de três métodos de manejo de irrigação (Irrigâmetro, Evapotranspiração da cultura e SmartCrop), em delineamento em blocos casualizados dispostos em faixas, com quatro repetições. Os dados foram submetidos à análise de variância através do teste F, sendo as médias dos tratamentos dos fatores comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Foram avaliadas a produtividade de algodão em caroço, a percentagem de fibra, o rendimento de algodão em pluma, o número de capulhos por planta e a qualidade das fibras do algodoeiro. As variáveis da fibra analisadas foram: percentagem de fibra, comprimento, uniformidade, índice de fibras curtas, resistência, alongamento à ruptura, índice micronaire, maturidade, grau de amarelamento, reflectância e índice de fiabilidade. Os manejos SmartCrop e Evapotranspiração da cultura proporcionaram os melhores resultados dos componentes de produção e qualidade de fibra, enquanto o Irrigâmetro resultou na maior eficiência do uso da água. Os déficits durante a floração resultaram nos menores valores dos componentes de produção. De forma geral, os déficits hídricos aplicados nas diferentes fases fenológicas das cultivares do algodoeiro herbáceo não resultaram em severas perdas da qualidade da fibra, pois a fibra produzida está dentro do intervalo de qualidade aceitável pela indústria têxtil nacional. Os graus dia acumulados variaram em função do estresse hídrico, com as plantas completando seu ciclo mais precocemente.


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  • O algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) é uma cultura de clima tropical e cultivada na maioria das regiões de clima quente, apresentando características ideais para a região semiárida do Nordeste brasileiro. Devido às secas que ocorrem periodicamente nesta região, faz-se necessário o uso da prática da irrigação para minimizar o efeito do déficit hídrico nesta cultura. Objetivou-se avaliar os manejos de irrigação e déficits hídricos nas diferentes fases fenológicas, em cultivares de algodoeiro herbáceo, no semiárido brasileiro, e seus efeitos sobre os componentes da produção, eficiência hídrica, qualidade da fibra e graus dias acumulados. Durante dois anos consecutivos foi conduzido um experimento de campo na região de Apodi – RN. Os tratamentos foram constituídos de períodos de déficit hídrico durante diferentes fases fenológicas (Primeiros botões florais, Inicio do florescimento, Pico do florescimento e Abertura dos capulhos), além de três métodos de manejo de irrigação (Irrigâmetro, Evapotranspiração da cultura e SmartCrop), em delineamento em blocos casualizados dispostos em faixas, com quatro repetições. Os dados foram submetidos à análise de variância através do teste F, sendo as médias dos tratamentos dos fatores comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Foram avaliadas a produtividade de algodão em caroço, a percentagem de fibra, o rendimento de algodão em pluma, o número de capulhos por planta e a qualidade das fibras do algodoeiro. As variáveis da fibra analisadas foram: percentagem de fibra, comprimento, uniformidade, índice de fibras curtas, resistência, alongamento à ruptura, índice micronaire, maturidade, grau de amarelamento, reflectância e índice de fiabilidade. Os manejos SmartCrop e Evapotranspiração da cultura proporcionaram os melhores resultados dos componentes de produção e qualidade de fibra, enquanto o Irrigâmetro resultou na maior eficiência do uso da água. Os déficits durante a floração resultaram nos menores valores dos componentes de produção. De forma geral, os déficits hídricos aplicados nas diferentes fases fenológicas das cultivares do algodoeiro herbáceo não resultaram em severas perdas da qualidade da fibra, pois a fibra produzida está dentro do intervalo de qualidade aceitável pela indústria têxtil nacional. Os graus dia acumulados variaram em função do estresse hídrico, com as plantas completando seu ciclo mais precocemente.

2018
Dissertações
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  • JACQUES CARVALHO RIBEIRO FILHO
  • MEDIDA E MODELAGEM DA INTERCEPTAÇÃO VEGETAL EM UMA MICROBACIA PERENE DE VERTENTE

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HELBA ARAÚJO DE QUEIROZ PALÁCIO
  • JULIO CESAR NEVES DOS SANTOS
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • SAULO TASSO ARAUJO DA SILVA
  • Data: 17/01/2018

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  • Realizou-se estudo sobre o particionamento da precipitação seguindo-se de sua modelagem em uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) situada dentro da Microbacia da Bica no município de Portalegre, situado na região serrana do oeste do estado do Rio Grande do Norte. O entendimento do fenômeno faz-se necessário em regiões semiáridas, onde a escassez de água pode ser agravada por ações antrópicas caso não se conheçam os possíveis efeitos destas. As perdas por interceptação da vegetação na ARIE foram medidas no período de janeiro a dezembro de 2017 em um sítio experimental com área de 10 x 20 m² na ARIE, onde a composição florística apresenta Mata Atlântica com predomínio de espécies florísticas da Caatinga. Devido à dificuldade de medição direta desse relevante variável do ciclo hidrológico, as perdas por interceptação foram quantificadas pela diferença entre a precipitação total e a soma das parcelas de precipitação interna (sob a vegetação) e escoamento pelos troncos. Para a medição da precipitação total, utilizou-se um pluviômetro instalado em uma área descampada, sendo a precipitação interna estimada pela média aritmética dos registros diários de dez pluviômetros distribuídos aleatoriamente sob a vegetação e reposicionados a cada duas semanas. A medição do escoamento pelos troncos se deu em seis árvores de diâmetros variados nas quais foram construídas calhas de massa plástica, que direcionaram o escoamento de água dos troncos para os coletores. A análise de 20 eventos chuvosos na ARIE indica que, no período de monitoramento, interceptação, precipitação interna e escoamento pelos troncos correspondem a 44,9,8%, 52,87% e 2,22% da precipitação total, respectivamente. Estudando a características das chuvas, as intensidades máximas em 20, 15, 30 e 45 minutos (I20, I15, I30 e I45) apresentaram os maiores pesos fatoriais indicando que é necessária maior atenção em estudos hidrológicos para esta variável na região semiárida brasileira. Os modelos de perda por interceptação utilizados nesse trabalho predisseram a intercepção florestal de maneira satisfatória sendo o modelo de Rutter obtido o menor valor de erro relativo para a I acumulada ao final do período monitorado (10%). Já o modelo de Gash, apresentou um erro relativo de 12 %.


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  • Realizou-se estudo sobre o particionamento da precipitação seguindo-se de sua modelagem em uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) situada dentro da Microbacia da Bica no município de Portalegre, situado na região serrana do oeste do estado do Rio Grande do Norte. O entendimento do fenômeno faz-se necessário em regiões semiáridas, onde a escassez de água pode ser agravada por ações antrópicas caso não se conheçam os possíveis efeitos destas. As perdas por interceptação da vegetação na ARIE foram medidas no período de janeiro a dezembro de 2017 em um sítio experimental com área de 10 x 20 m² na ARIE, onde a composição florística apresenta Mata Atlântica com predomínio de espécies florísticas da Caatinga. Devido à dificuldade de medição direta desse relevante variável do ciclo hidrológico, as perdas por interceptação foram quantificadas pela diferença entre a precipitação total e a soma das parcelas de precipitação interna (sob a vegetação) e escoamento pelos troncos. Para a medição da precipitação total, utilizou-se um pluviômetro instalado em uma área descampada, sendo a precipitação interna estimada pela média aritmética dos registros diários de dez pluviômetros distribuídos aleatoriamente sob a vegetação e reposicionados a cada duas semanas. A medição do escoamento pelos troncos se deu em seis árvores de diâmetros variados nas quais foram construídas calhas de massa plástica, que direcionaram o escoamento de água dos troncos para os coletores. A análise de 20 eventos chuvosos na ARIE indica que, no período de monitoramento, interceptação, precipitação interna e escoamento pelos troncos correspondem a 44,9,8%, 52,87% e 2,22% da precipitação total, respectivamente. Estudando a características das chuvas, as intensidades máximas em 20, 15, 30 e 45 minutos (I20, I15, I30 e I45) apresentaram os maiores pesos fatoriais indicando que é necessária maior atenção em estudos hidrológicos para esta variável na região semiárida brasileira. Os modelos de perda por interceptação utilizados nesse trabalho predisseram a intercepção florestal de maneira satisfatória sendo o modelo de Rutter obtido o menor valor de erro relativo para a I acumulada ao final do período monitorado (10%). Já o modelo de Gash, apresentou um erro relativo de 12 %.

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  • LUNARA GLEIKA DA SILVA RÊGO
  • EFLUENTE DA PISCICULTURA NA PRODUÇÃO DE GIRASSOL ORNAMENTAL

  • Orientador : NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE DE OLIVEIRA LIMA
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 17/01/2018

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  • O uso de água residuária nas atividades agrícolas vem crescendo a cada ano, principalmente aonde a escassez de água é evidente. Estudos mostram que o uso destas águas pode melhorar o aproveitamento do potencial hídrico e nutricional das culturas de forma economicamente viável e ambientalmente sustentável. O presente trabalho tem como objetivo quantificar os potenciais de fertirrigação com efluentes bruto e diluído com água de abastecimento sobre o cultivo de três cultivares de girassol ornamental no município de Mossoró,RN. Diante disso, destaca-se a necessidade de estudos que venham subsidiar o aproveitamento de águas de qualidade inferior no cultivo de girassol, com uma exploração racional e econômica. No âmbito da pesquisa foi proposto um estudo com a cultura do girassol ornamental devido a sua importância mercadológica e pela vantagem adicional de ser uma planta ornamental, mais indicada quando se utiliza águas residuais para irrigação. O experimento foi conduzido em casa de vegetação na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), localizada em Mossoró, RN, que está situada a 5°12’48’’ de latitude Sul, 37°18’44’’ longitude Oeste e altitude de 37 metros, durante o período de fevereiro a agosto de 2017. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, conduzido em esquema fatorial 5 x 3 com 4 repetições, totalizando 60 unidades experimentais. Os tratamentos foram compostos por cinco combinações de água residuária (0, 25, 50, 75 e 100%), diluídas em água de abastecimento local, as subparcelas consistiram em três cultivares de girassol ornamental: C1 – Bonito de outono sortido, C2 – Sol vermelho e C3 – Sol noturno. As variáveis analisadas foram altura de plantas, número de folhas, diâmetro do caule, área foliar, fitomassa, produção de flores e macronutrientes. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F em nível de 1% e 5% de probabilidades de erro. Para as variáveis significativas (p < 0,01 e p < 0,05), realizou-se análise de regressão linear e polinomial. A escolha dos modelos de regressão para cada variável foi baseada na significância dos parâmetros de regressão. A utilização do efluente da piscicultura bruto ou diluído em água de abastecimento não interferiu no crescimento, na produção e na qualidade das flores das três cultivares girassol ornamental; A ordem decrescente de absorção dos nutrientes pela folha das cultivares de girassol Sol foram: K>N>Ca> P > Mg; O reuso do efluente da piscicultura pode contribuir para minimizar problemas de desperdício de água, além de ser uma alternativa de incentivo para a produção de girassol ornamental em consórcio com a piscicultura, visando aumentar a receita financeira para a agricultura familiar.


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  • O uso de água residuária nas atividades agrícolas vem crescendo a cada ano, principalmente aonde a escassez de água é evidente. Estudos mostram que o uso destas águas pode melhorar o aproveitamento do potencial hídrico e nutricional das culturas de forma economicamente viável e ambientalmente sustentável. O presente trabalho tem como objetivo quantificar os potenciais de fertirrigação com efluentes bruto e diluído com água de abastecimento sobre o cultivo de três cultivares de girassol ornamental no município de Mossoró,RN. Diante disso, destaca-se a necessidade de estudos que venham subsidiar o aproveitamento de águas de qualidade inferior no cultivo de girassol, com uma exploração racional e econômica. No âmbito da pesquisa foi proposto um estudo com a cultura do girassol ornamental devido a sua importância mercadológica e pela vantagem adicional de ser uma planta ornamental, mais indicada quando se utiliza águas residuais para irrigação. O experimento foi conduzido em casa de vegetação na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), localizada em Mossoró, RN, que está situada a 5°12’48’’ de latitude Sul, 37°18’44’’ longitude Oeste e altitude de 37 metros, durante o período de fevereiro a agosto de 2017. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, conduzido em esquema fatorial 5 x 3 com 4 repetições, totalizando 60 unidades experimentais. Os tratamentos foram compostos por cinco combinações de água residuária (0, 25, 50, 75 e 100%), diluídas em água de abastecimento local, as subparcelas consistiram em três cultivares de girassol ornamental: C1 – Bonito de outono sortido, C2 – Sol vermelho e C3 – Sol noturno. As variáveis analisadas foram altura de plantas, número de folhas, diâmetro do caule, área foliar, fitomassa, produção de flores e macronutrientes. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F em nível de 1% e 5% de probabilidades de erro. Para as variáveis significativas (p < 0,01 e p < 0,05), realizou-se análise de regressão linear e polinomial. A escolha dos modelos de regressão para cada variável foi baseada na significância dos parâmetros de regressão. A utilização do efluente da piscicultura bruto ou diluído em água de abastecimento não interferiu no crescimento, na produção e na qualidade das flores das três cultivares girassol ornamental; A ordem decrescente de absorção dos nutrientes pela folha das cultivares de girassol Sol foram: K>N>Ca> P > Mg; O reuso do efluente da piscicultura pode contribuir para minimizar problemas de desperdício de água, além de ser uma alternativa de incentivo para a produção de girassol ornamental em consórcio com a piscicultura, visando aumentar a receita financeira para a agricultura familiar.

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  • RUTILENE RODRIGUES DA CUNHA
  • AVALIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO SOLO EM CULTIVO DE PALMA FORRAGEIRA IRRIGADA COM ÁGUAS SALINAS

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • JOSÉ SIMPLÍCIO DE HOLANDA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 19/01/2018

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  • A utilização de águas de qualidade inferior oriundas, em sua maioria, de poços que nem sempre apresentam faixas de concentrações de sais ótimas para serem utilizadas de forma direta na irrigação, é uma alternativa para as regiões semiáridas. Objetivou-se com este trabalho avaliar o acúmulo de sais e características químicas do solo irrigado, com cinco concentrações de sais na água de irrigação, como complementação hídrica no cultivo da palma forrageira, utilizando a matéria orgânica como ferramenta para redução do processo de salinização do solo. O experimento foi conduzido na Estação Experimental de Apodi, pertencente à Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), no município de Apodi/RN, no período de setembro de 2016 a novembro de 2017. O delineamento experimental deu-se em blocos completos casualizados no esquema de parcelas subdivididas e subsubdivididas, tendo os níveis de salinidade da água (0,1; 2,5; 5,0; 7,5 e 10 dS m-1) dispostos nas parcelas, e a aplicação de condicionadores orgânicos (Palha de arroz e sem cobertura) nas subparcelas, com quatro repetições, totalizando 40 unidades experimentais, e duas profundidades (0,0-0,20 e 0,20-0,40 m)Os atributos químicos analisados foram o pH em água; extração de fosforo - P disponível, sódio - Na+, potássio – K+; cálcio - Ca2+, magnésio - Mg2+ extraído com acetato de cálcio e matéria orgânica com dicromato de potássio e da salinidade do solo: condutividade elétrica no sobrenadante 1:2,5 solo-água (CE1:2,5) o sodicidade do solo através da percentagem de sódio trocável (PST), análises estas realizadas em cada parcela experimental sempre após a irrigação. Os resultados indicaram que os atributos físico-químicos do solo, que a textura auxiliou nos processos de lixiviação e retenção de seus elementos químicos. Outras variáveis como Na+, PST e CE, mostraram crescimento linear, para os tratamentos T4 e T5, e diminuição para o pH. A ação da MO propiciou efeito crescente e fixador para as coletas 1 e 2, com ligeira redução para a 3, apresentando-se, ainda, de forma positiva para o N e P.


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  • A utilização de águas de qualidade inferior oriundas, em sua maioria, de poços que nem sempre apresentam faixas de concentrações de sais ótimas para serem utilizadas de forma direta na irrigação, é uma alternativa para as regiões semiáridas. Objetivou-se com este trabalho avaliar o acúmulo de sais e características químicas do solo irrigado, com cinco concentrações de sais na água de irrigação, como complementação hídrica no cultivo da palma forrageira, utilizando a matéria orgânica como ferramenta para redução do processo de salinização do solo. O experimento foi conduzido na Estação Experimental de Apodi, pertencente à Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), no município de Apodi/RN, no período de setembro de 2016 a novembro de 2017. O delineamento experimental deu-se em blocos completos casualizados no esquema de parcelas subdivididas e subsubdivididas, tendo os níveis de salinidade da água (0,1; 2,5; 5,0; 7,5 e 10 dS m-1) dispostos nas parcelas, e a aplicação de condicionadores orgânicos (Palha de arroz e sem cobertura) nas subparcelas, com quatro repetições, totalizando 40 unidades experimentais, e duas profundidades (0,0-0,20 e 0,20-0,40 m)Os atributos químicos analisados foram o pH em água; extração de fosforo - P disponível, sódio - Na+, potássio – K+; cálcio - Ca2+, magnésio - Mg2+ extraído com acetato de cálcio e matéria orgânica com dicromato de potássio e da salinidade do solo: condutividade elétrica no sobrenadante 1:2,5 solo-água (CE1:2,5) o sodicidade do solo através da percentagem de sódio trocável (PST), análises estas realizadas em cada parcela experimental sempre após a irrigação. Os resultados indicaram que os atributos físico-químicos do solo, que a textura auxiliou nos processos de lixiviação e retenção de seus elementos químicos. Outras variáveis como Na+, PST e CE, mostraram crescimento linear, para os tratamentos T4 e T5, e diminuição para o pH. A ação da MO propiciou efeito crescente e fixador para as coletas 1 e 2, com ligeira redução para a 3, apresentando-se, ainda, de forma positiva para o N e P.

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  • MARIA ELIDAYANE DA CUNHA
  • MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO SÓCIOAMBIENTAL DE SISTEMA COMPACTO PARA TRATAMENTO E USO AGRÍCOLA DE ÁGUA CINZA

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEX PINHEIRO FEITOSA
  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 19/01/2018

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  • O reúso da água é necessário às atividades industriais, comerciais e domésticas, sendo uma realidade em diversos países, mas ainda não difundida no Brasil. A implantação desta prática para fins agrícolas, tem sido vista como um eficiente instrumento para a gestão dos recursos hídricos e minimização da escassez hídrica no semiárido brasileiro. Este trabalho objetiva monitorar e realizar uma análise socioambiental de uma estação compacta de tratamento e uso agrícola de água cinza, instalada em assentamento rural do semiárido potiguar, composta por tanque séptico, filtro anaeróbio e reator ultravioleta artificial, cuja instalação deu-se em área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró/RN. No período de outubro a dezembro de 2017, avaliou-se o desempenho do tratamento do sistema por meio de análises físico-químicas (Demanda Bioquímica de Oxigênio, Demanda Química de Oxigênio, pH, condutividade elétrica, turbidez, N, P, Na+, K+, Ca2+ e Mg2+, Cu, Zn, Fe, Mn, Cd, Ni e Pb) e microbiológicas (Coliformes totais e Escherichia coli) da água cinza com e sem tratamento, de forma a atender aos padrões estabelecidos para reúso da água para fins agrícola e florestais. A avaliação socioambiental desta tecnologia consistiu na aplicação de 20 questionários, com questões relacionadas ao reúso da água na agricultura, aos moradores do Projeto de Assentamento Monte Alegre I, Upanema/RN, onde estão instalados três sistemas de tratamento e uso agrícola de água cinza, com características semelhantes aos do presente estudo. Os resultados indicaram que o sistema mostrou eficiência na remoção das variáveis estudadas e consequente enquadramento nos padrões máximos permissíveis, com exceção para a turbidez, potássio, carbonato e Escherichia coli. A percepção socioambiental acerca das formas e finalidades do reuso da água, bem como do consumo de alimentos a partir dele irrigados, deu-se de forma positiva, denotando aspectos econômicos e de sustentabilidade, como vantagens e, em poucos casos, divergência para consumo atrelada aos riscos de contaminação e características do efluente.


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  • O reúso da água é necessário às atividades industriais, comerciais e domésticas, sendo uma realidade em diversos países, mas ainda não difundida no Brasil. A implantação desta prática para fins agrícolas, tem sido vista como um eficiente instrumento para a gestão dos recursos hídricos e minimização da escassez hídrica no semiárido brasileiro. Este trabalho objetiva monitorar e realizar uma análise socioambiental de uma estação compacta de tratamento e uso agrícola de água cinza, instalada em assentamento rural do semiárido potiguar, composta por tanque séptico, filtro anaeróbio e reator ultravioleta artificial, cuja instalação deu-se em área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró/RN. No período de outubro a dezembro de 2017, avaliou-se o desempenho do tratamento do sistema por meio de análises físico-químicas (Demanda Bioquímica de Oxigênio, Demanda Química de Oxigênio, pH, condutividade elétrica, turbidez, N, P, Na+, K+, Ca2+ e Mg2+, Cu, Zn, Fe, Mn, Cd, Ni e Pb) e microbiológicas (Coliformes totais e Escherichia coli) da água cinza com e sem tratamento, de forma a atender aos padrões estabelecidos para reúso da água para fins agrícola e florestais. A avaliação socioambiental desta tecnologia consistiu na aplicação de 20 questionários, com questões relacionadas ao reúso da água na agricultura, aos moradores do Projeto de Assentamento Monte Alegre I, Upanema/RN, onde estão instalados três sistemas de tratamento e uso agrícola de água cinza, com características semelhantes aos do presente estudo. Os resultados indicaram que o sistema mostrou eficiência na remoção das variáveis estudadas e consequente enquadramento nos padrões máximos permissíveis, com exceção para a turbidez, potássio, carbonato e Escherichia coli. A percepção socioambiental acerca das formas e finalidades do reuso da água, bem como do consumo de alimentos a partir dele irrigados, deu-se de forma positiva, denotando aspectos econômicos e de sustentabilidade, como vantagens e, em poucos casos, divergência para consumo atrelada aos riscos de contaminação e características do efluente.

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  • LUIZ RICARDO REBOUÇAS DA SILVA
  • DESEMPENHO AGRONÔMICO DE CEBOLA EM FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO FOSFATADA

  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • MARA SUYANE MARQUES DANTAS
  • Data: 21/02/2018

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  • A cebola tem grande importância no cenário nacional por ocupar a terceira posição em quantidade produzida e renda gerada dentre as olerícolas. Associado a isso, devido a ausência de um boletim oficial de recomendação de adubação para o Estado do Rio Grande do Norte, há necessidade de estudos referentes à quantidade de fertilizantes que devem ser aplicados para as principais cultivares utilizadas na região. Desse modo, objetivou-se avaliar o desempenho agronômico de cebola em resposta a adubação fosfatada. Os experimentos foram instalados na Fazenda Experimental Rafael Fernandes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), nos períodos de junho a outubro de 2016 e julho a outubro de 2017. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados em esquema fatorial 2 x 6, com quatro repetições. Os tratamentos consistiram da combinação de duas cultivares de cebola (IPA11 e Rio das Antas) e seis doses de fósforo (0; 60; 120; 180; 240 e 300 kg ha-1 P2O5). As características avaliadas foram: Teor de fósforo na folha diagnóstica, matéria seca e acúmulo de fósforo na planta, classificação comercial de bulbos, produtividade de bulbos comerciais, produtividade de bulbos não comerciais, produtividade total de bulbos, dose econômica de fósforo e índice de eficiência nutricional. Os dados foram submetidos à análise de variância e os efeitos das doses foram avaliados por análise de regressão. O aumento das doses de fósforo proporcionou maior acúmulo de fósforo e matéria seca na planta, com consequente incremento da produtividade total e comercial de bulbos, embora tenha diminuído a eficiência agronômica, fisiológica, de recuperação e de utilização. De modo geral, o híbrido Rio das Antas obteve maior produtividade quando comparado a cultivar IPA11, em ambas as épocas de cultivo.


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  • A cebola tem grande importância no cenário nacional por ocupar a terceira posição em quantidade produzida e renda gerada dentre as olerícolas. Associado a isso, devido a ausência de um boletim oficial de recomendação de adubação para o Estado do Rio Grande do Norte, há necessidade de estudos referentes à quantidade de fertilizantes que devem ser aplicados para as principais cultivares utilizadas na região. Desse modo, objetivou-se avaliar o desempenho agronômico de cebola em resposta a adubação fosfatada. Os experimentos foram instalados na Fazenda Experimental Rafael Fernandes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), nos períodos de junho a outubro de 2016 e julho a outubro de 2017. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados em esquema fatorial 2 x 6, com quatro repetições. Os tratamentos consistiram da combinação de duas cultivares de cebola (IPA11 e Rio das Antas) e seis doses de fósforo (0; 60; 120; 180; 240 e 300 kg ha-1 P2O5). As características avaliadas foram: Teor de fósforo na folha diagnóstica, matéria seca e acúmulo de fósforo na planta, classificação comercial de bulbos, produtividade de bulbos comerciais, produtividade de bulbos não comerciais, produtividade total de bulbos, dose econômica de fósforo e índice de eficiência nutricional. Os dados foram submetidos à análise de variância e os efeitos das doses foram avaliados por análise de regressão. O aumento das doses de fósforo proporcionou maior acúmulo de fósforo e matéria seca na planta, com consequente incremento da produtividade total e comercial de bulbos, embora tenha diminuído a eficiência agronômica, fisiológica, de recuperação e de utilização. De modo geral, o híbrido Rio das Antas obteve maior produtividade quando comparado a cultivar IPA11, em ambas as épocas de cultivo.

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  • ALISSON GOMES DA SILVA
  • CARACTERIZAÇÃO E USO DE SOLOS REPRESENTATIVOS DO AGROPÓLO MOSSORÓ-ASSU

  • Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • LUIZ FRANCISCO DA SILVA SOUZA FILHO
  • Data: 21/02/2018

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  • No entendimento do manejo mais adequado, se faz necessário o levantamento do tipo de solo que uma região possui. Desse modo, uma classificação constante das classes de solo se faz necessária para que os diversos usos agrícolas sejam analisados e estabelecidos da forma mais adequada. O estado do Rio Grande Do Norte possui uma das maiores produções de frutas, hortaliças e grãos, que está localizado no Agropólo Mossoró-Assu, inserida na Mesorregião do Oeste Potiguar, que faz parte do embasamento cristalino e sedimentar do estado, das formações Arenito Açu e Calcário Jandaíra. Com isso o objetivo desse trabalho foi caracterizar os solos representativos da região do Agropólo Mossoró-Assu e definir a aptidão agrícola de tais áreas, como também compreender a gênese dos solos representativos do da área. Foram realizadas analises morfológicas, físicas, químicas e mineralógicas dos perfis representativos que compõem o Agropólo Mossoró-Assu. Dos perfis estudados foram classificadas quatro classes de solos: Latossolo, Cambissolo, Neossolo e Chernossolo. Ao observar os atributos morfológicos, percebeu-se que houve grande influencia do fator material de origem, na distinção das principais classes de solo encontradas no estudo. A classificação textural dos solos avaliados variou de arenoso a argiloso, devido ao material de origem e aos diferentes processos de formação dos solos. A maioria dos perfis de solos apresentaram saturação por bases alta, contudo apenas o perfil de Latossolo apresentou baixa saturação por bases em todos os seus horizontes, devido ao intenso processo de intemperização, tornando o solo pobre quimicamente. Na fração mineralógica do solo a maioria dos perfis foram classificados como hipoférrico, somente o Cambissolo (perfil 3) apresentou caráter mesoférrico, o perfil de Latossolo apresentou a maior quantidade de ferro cristalino e a menor quantidade de ferro amorfo, já nos perfis de Neossolo as quantidades de ferro amorfo se encontram próximas ao cristalino, evidenciando ainda mais que o processo de intemperização é o fator que interfere diretamente na quantidade de óxidos de ferro dos perfis. Para a classificação da aptidão agrícola de todos os perfis se mostraram aptos para o uso agrícola.


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  • No entendimento do manejo mais adequado, se faz necessário o levantamento do tipo de solo que uma região possui. Desse modo, uma classificação constante das classes de solo se faz necessária para que os diversos usos agrícolas sejam analisados e estabelecidos da forma mais adequada. O estado do Rio Grande Do Norte possui uma das maiores produções de frutas, hortaliças e grãos, que está localizado no Agropólo Mossoró-Assu, inserida na Mesorregião do Oeste Potiguar, que faz parte do embasamento cristalino e sedimentar do estado, das formações Arenito Açu e Calcário Jandaíra. Com isso o objetivo desse trabalho foi caracterizar os solos representativos da região do Agropólo Mossoró-Assu e definir a aptidão agrícola de tais áreas, como também compreender a gênese dos solos representativos do da área. Foram realizadas analises morfológicas, físicas, químicas e mineralógicas dos perfis representativos que compõem o Agropólo Mossoró-Assu. Dos perfis estudados foram classificadas quatro classes de solos: Latossolo, Cambissolo, Neossolo e Chernossolo. Ao observar os atributos morfológicos, percebeu-se que houve grande influencia do fator material de origem, na distinção das principais classes de solo encontradas no estudo. A classificação textural dos solos avaliados variou de arenoso a argiloso, devido ao material de origem e aos diferentes processos de formação dos solos. A maioria dos perfis de solos apresentaram saturação por bases alta, contudo apenas o perfil de Latossolo apresentou baixa saturação por bases em todos os seus horizontes, devido ao intenso processo de intemperização, tornando o solo pobre quimicamente. Na fração mineralógica do solo a maioria dos perfis foram classificados como hipoférrico, somente o Cambissolo (perfil 3) apresentou caráter mesoférrico, o perfil de Latossolo apresentou a maior quantidade de ferro cristalino e a menor quantidade de ferro amorfo, já nos perfis de Neossolo as quantidades de ferro amorfo se encontram próximas ao cristalino, evidenciando ainda mais que o processo de intemperização é o fator que interfere diretamente na quantidade de óxidos de ferro dos perfis. Para a classificação da aptidão agrícola de todos os perfis se mostraram aptos para o uso agrícola.

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  • VALDIVIA GOMES DE SOUSA BEZERRA
  • EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE TRATAMENTO DE ESGOTO PARA ÁREAS URBANIZADAS EM ESTRUTURA DE CONDOMÍNIO NA CIDADE DE MOSSORÓ – RN

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDA LIMA CAVALCANTE
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • RAFAEL CASTELO GUEDES MARTINS
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 28/02/2018

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  • Entre as principais causas da poluição das águas superficiais urbanas, está o lançamento do esgoto doméstico sem tratamento, diminuindo a qualidade de água potável e aumentando o risco de contaminação e doenças de veiculação hídrica. Diante desse contexto surge a necessidade de tratamento e reuso dos efluentes domésticos. Objetivou-se avaliar a eficiência do sistema de lodos ativados com desinfecção por radiação ultravioleta artificial de uma Estação de Tratamento de Esgoto em condomínio no município de Mossoró-RN. O efluente analisado foi oriundo da Estação de tratamento de esgoto com lodo ativado e desinfecção ultravioleta artificial, no período de julho a outubro de 2017. O experimento foi montado em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições no tempo. Foi realizado a caracterização do efluente líquido, sendo avaliado por meio de análises físico-químicas (Demanda Bioquímica de Oxigênio, Demanda Química de Oxigênio, pH, condutividade elétrica, turbidez, sólidos totais, sólidos suspensos, sólidos dissolvidos, nitrogênio total, nitrato, amônia, fósforo total, teor de óleos e graxas, N, P, Na+, K+, Ca2+ e Mg2+,) ; microbiológicas (Coliformes totais e Escherichia coli) e parasitológica (ovos de helminto), com e sem tratamento, de forma a atender aos padrões estabelecidos para reúso da água para fins agrícola e florestais. Os dados foram submetidos a análise descritiva, foi realizado a média e o desvio padrão dos atributos avaliados. Os resultados indicaram que a ETE encontra-se em perfeito funcionamento, recebendo um esgoto considerado de médio a forte e devolvendo um efluente dentro dos padrões exigidos pela legislação vigente para o lançamento em corpos receptores, bem como para a irrigação.


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  • Entre as principais causas da poluição das águas superficiais urbanas, está o lançamento do esgoto doméstico sem tratamento, diminuindo a qualidade de água potável e aumentando o risco de contaminação e doenças de veiculação hídrica. Diante desse contexto surge a necessidade de tratamento e reuso dos efluentes domésticos. Objetivou-se avaliar a eficiência do sistema de lodos ativados com desinfecção por radiação ultravioleta artificial de uma Estação de Tratamento de Esgoto em condomínio no município de Mossoró-RN. O efluente analisado foi oriundo da Estação de tratamento de esgoto com lodo ativado e desinfecção ultravioleta artificial, no período de julho a outubro de 2017. O experimento foi montado em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições no tempo. Foi realizado a caracterização do efluente líquido, sendo avaliado por meio de análises físico-químicas (Demanda Bioquímica de Oxigênio, Demanda Química de Oxigênio, pH, condutividade elétrica, turbidez, sólidos totais, sólidos suspensos, sólidos dissolvidos, nitrogênio total, nitrato, amônia, fósforo total, teor de óleos e graxas, N, P, Na+, K+, Ca2+ e Mg2+,) ; microbiológicas (Coliformes totais e Escherichia coli) e parasitológica (ovos de helminto), com e sem tratamento, de forma a atender aos padrões estabelecidos para reúso da água para fins agrícola e florestais. Os dados foram submetidos a análise descritiva, foi realizado a média e o desvio padrão dos atributos avaliados. Os resultados indicaram que a ETE encontra-se em perfeito funcionamento, recebendo um esgoto considerado de médio a forte e devolvendo um efluente dentro dos padrões exigidos pela legislação vigente para o lançamento em corpos receptores, bem como para a irrigação.

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  • ANTONIO CARLOS DA SILVA
  • RETENÇÃO DE ÁGUA EM CLASSES DE SOLOS NO OESTE POTIGUAR

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA KALINE DA COSTA FERREIRA
  • ANTONIA ROSIMEIRE DA CRUZ SILVA ALMEIDA
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • Data: 28/02/2018

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  • A estrutura do solo no ponto de vista da física é um atributo dinâmico (funcional), influenciado pelas condições genéticas e alterações antrópicas, que necessita de uma abordagem integrada, a fim de se obter informações que permitam avaliar o desempenho das suas funções básicas, quanto a manutenção da capacidade produtiva do solo. Sendo a curva de retenção uma das principais ferramentas utilizada para este fim. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi buscar um direcionamento a respeito da retenção de água, em classes de solos, visando identificar quais destes ambientes foram os mais sensíveis na sua distinção, tendo a mata preservada como referência. Como também, avaliar e identificar especificamente quais os atributos do solo proporciona melhorias e/ou restrições nos ambientes avaliados, no Projeto de Assentamento Terra de Esperança, situado no município de Governador Dix-sept Rosado - RN, localizado na mesorregião do Oeste Potiguar e na microrregião da Chapada do Apodi. As classes de solos estudadas foram: Cambissolo, Latossolo, Chernossolo e Neossolo. As áreas estudadas foram definidas da seguinte forma: P1 (Lote 57 - Cambissolo Háplico); P2 (Coletiva de Mata Nativa (MN) - Cambissolo Háplico); P3 (Agroecológica - MN - Cambissolo Háplico); P4 (MN - Latossolo); P5 (Lote 119 - Coletiva - Chernossolo); P6 (Próxima à Reserva Permanente - MN - Cambissolo Háplico); P7 (Lote 31 - MN - Cambissolo Háplico); P8 (Preservação Permanente - APP - Neossolo Flúvico); P9 (Lote 55 - MN - Cambissolo Háplico) e P10 (Coletiva de Cajaraneiras - Cambissolo Háplico). Foram realizadas coletas de amostras deformadas e indeformadas em classes de solos (dez perfis), nos seus respectivos horizontes, as amostras foram beneficiadas e analisadas no Laboratório de Análise de Solo Água e Planta – LASAP/CCA/UFERSA. As análises constituíram de granulometria, grau de floculação, densidade de partículas, densidade do solo, porosidade total, macro e micro, porosidade de aeração, capacidade de campo, ponto de murcha permanente, água disponível e a curva de retenção de água no solo. Os resultados dos atributos de solo foram expressos da média de quatro repetições por horizonte, nas respectivas classes para os atributos analisados, sendo interpretados por meio da técnica de análise multivariada como ferramenta principal utilizada na detecção dos atributos mais sensíveis na distinção dos ambientes e foram confeccionados diagramas de componentes principais (fatores 1, 2, 3 e 4) representados pelo dendograma vertical da matriz de distâncias pelo método de agrupamento simples. Apresentaram variações nas classes texturais, prevalecendo classificação franco argilo arenosa (Cambissolo), franco siltosa (Chernossolo) e argila (Neossolos). Com destaque para o aumento relevante da fração silte em todo perfil do Chernossolo, sendo um indicativo de solos jovens com pouca atividade intempérica. A relação silte/argila se destacou na classe do Chernossolo, variando de 0,31 a 1,02, consequentemente, com reflexos nos maiores valores de grau de floculação. As variáveis foram agrupadas por ordem crescente de semelhança, sendo o primeiro grupo formado (DS, CC e AD) seguidos de (Dp, U e θ) apresentando maior similaridade, consequentemente, menor distância euclidiana, sendo assim, os mais expressivos dos grupos formados. Enquanto que as variáveis (Microp, PTcalp e PTdet.) apresentam menor similaridade em relação aos demais. O círculo unitário permite realizar a sobreposição deste, sobre o primeiro plano fatorial. Verifica-se que as variáveis estão sobrepostas umas às outras (DS, CC e AD Microp. e PTdet.) possuindo a mesma representatividade. Os atributos foram eficientes na distinção dos ambientes, quanto suas características peculiares às particularidades locais. As frações inorgânicas, em destaque silte e argila foram atuantes na diferenciação dos ambientes, com reflexos na macro e micro, porosidade de aeração e água disponível, entre horizontes e classes.


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  • A estrutura do solo no ponto de vista da física é um atributo dinâmico (funcional), influenciado pelas condições genéticas e alterações antrópicas, que necessita de uma abordagem integrada, a fim de se obter informações que permitam avaliar o desempenho das suas funções básicas, quanto a manutenção da capacidade produtiva do solo. Sendo a curva de retenção uma das principais ferramentas utilizada para este fim. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi buscar um direcionamento a respeito da retenção de água, em classes de solos, visando identificar quais destes ambientes foram os mais sensíveis na sua distinção, tendo a mata preservada como referência. Como também, avaliar e identificar especificamente quais os atributos do solo proporciona melhorias e/ou restrições nos ambientes avaliados, no Projeto de Assentamento Terra de Esperança, situado no município de Governador Dix-sept Rosado - RN, localizado na mesorregião do Oeste Potiguar e na microrregião da Chapada do Apodi. As classes de solos estudadas foram: Cambissolo, Latossolo, Chernossolo e Neossolo. As áreas estudadas foram definidas da seguinte forma: P1 (Lote 57 - Cambissolo Háplico); P2 (Coletiva de Mata Nativa (MN) - Cambissolo Háplico); P3 (Agroecológica - MN - Cambissolo Háplico); P4 (MN - Latossolo); P5 (Lote 119 - Coletiva - Chernossolo); P6 (Próxima à Reserva Permanente - MN - Cambissolo Háplico); P7 (Lote 31 - MN - Cambissolo Háplico); P8 (Preservação Permanente - APP - Neossolo Flúvico); P9 (Lote 55 - MN - Cambissolo Háplico) e P10 (Coletiva de Cajaraneiras - Cambissolo Háplico). Foram realizadas coletas de amostras deformadas e indeformadas em classes de solos (dez perfis), nos seus respectivos horizontes, as amostras foram beneficiadas e analisadas no Laboratório de Análise de Solo Água e Planta – LASAP/CCA/UFERSA. As análises constituíram de granulometria, grau de floculação, densidade de partículas, densidade do solo, porosidade total, macro e micro, porosidade de aeração, capacidade de campo, ponto de murcha permanente, água disponível e a curva de retenção de água no solo. Os resultados dos atributos de solo foram expressos da média de quatro repetições por horizonte, nas respectivas classes para os atributos analisados, sendo interpretados por meio da técnica de análise multivariada como ferramenta principal utilizada na detecção dos atributos mais sensíveis na distinção dos ambientes e foram confeccionados diagramas de componentes principais (fatores 1, 2, 3 e 4) representados pelo dendograma vertical da matriz de distâncias pelo método de agrupamento simples. Apresentaram variações nas classes texturais, prevalecendo classificação franco argilo arenosa (Cambissolo), franco siltosa (Chernossolo) e argila (Neossolos). Com destaque para o aumento relevante da fração silte em todo perfil do Chernossolo, sendo um indicativo de solos jovens com pouca atividade intempérica. A relação silte/argila se destacou na classe do Chernossolo, variando de 0,31 a 1,02, consequentemente, com reflexos nos maiores valores de grau de floculação. As variáveis foram agrupadas por ordem crescente de semelhança, sendo o primeiro grupo formado (DS, CC e AD) seguidos de (Dp, U e θ) apresentando maior similaridade, consequentemente, menor distância euclidiana, sendo assim, os mais expressivos dos grupos formados. Enquanto que as variáveis (Microp, PTcalp e PTdet.) apresentam menor similaridade em relação aos demais. O círculo unitário permite realizar a sobreposição deste, sobre o primeiro plano fatorial. Verifica-se que as variáveis estão sobrepostas umas às outras (DS, CC e AD Microp. e PTdet.) possuindo a mesma representatividade. Os atributos foram eficientes na distinção dos ambientes, quanto suas características peculiares às particularidades locais. As frações inorgânicas, em destaque silte e argila foram atuantes na diferenciação dos ambientes, com reflexos na macro e micro, porosidade de aeração e água disponível, entre horizontes e classes.

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  • JEFFERSON MATEUS ALVES PEREIRA DOS SANTOS
  • ESTRESSE SALINO E RELAÇÃO POTÁSSIO:CÁLCIO EM BERINJELA FERTIGADA

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MYCHELLE KARLA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • Data: 15/03/2018

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  • O rendimento e a qualidade dos frutos e hortaliças estão diretamente relacionada ao tipo de água utilizada na irrigação e o suprimento adequado de nutrientes. Portanto, esse trabalho objetivou avaliar o efeito da salinidade da água de irrigação em interação com diferentes relações iônicas entre potássio e cálcio via fertigação na cultura da berinjela. Instalou-se um experimento no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, RN. Os tratamentos foram formados pela combinação entre cinco relações iônicas entre potássio e cálcio (K+/Ca2+) (F1= 4,2:1; F2= 3,5:1; F3= 2,8:1; F4= 2,2:1; F5= 1,8:1), com quatro níveis de salinidade na água de irrigação (S1- 0,5; S2- 2,0; S3- 3,5; e S4- 5,0 dS m-1). O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 4, com quatro repetições. As respostas das plantas aos tratamentos utilizados foram avaliadas através de análises de crescimento (altura da planta, diâmetro do caule, número de folhas, área foliar, massa seca do caule, folhas, frutos e total), parâmetros de produção (comprimento e diâmetro dos frutos, número de frutos por planta, massa fresca dos frutos e produção), qualidade dos frutos (acidez total, sólidos solúveis, firmeza, pH e vitamina C) e análise nutricional (índice relativo de clorofila, teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio em caule, folhas e frutos). A salinidade da água de irrigação reduziu as variáveis de crescimento e produção, independentemente da relação K+/Ca2+ utilizadas, a exceção foi a fertigação F4 que promoveu a manutenção da altura de plantas quando submetidas as maiores salinidades. A fertigação F1 promoveu incremento na vitamina C com aumento da salinidade e as fertigações com maiores concentrações de cálcio proveram maiores relações SS/AT. As fertigações F1 e F5 conseguiram mitigar os efeitos da salinidade sobre os teores de K e Ca nas folhas e a F4 promoveu incrementos nos teores de P, K, Ca e Mg em frutos de berinjela. As relações K+/Ca2+ utilizadas não promoveram incrementos no acúmulo de nutrientes em nenhuma das partes analisadas da berinjela. A partir dos resultados obtidos no presente trabalho pode-se concluir que em situações onde seja inevitável o uso de água salina na irrigação da berinjela deve-se a dotar aa fertigação utilizando-se a razão 3,5K+/1,0Ca2+ (F2).


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  • O rendimento e a qualidade dos frutos e hortaliças estão diretamente relacionada ao tipo de água utilizada na irrigação e o suprimento adequado de nutrientes. Portanto, esse trabalho objetivou avaliar o efeito da salinidade da água de irrigação em interação com diferentes relações iônicas entre potássio e cálcio via fertigação na cultura da berinjela. Instalou-se um experimento no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, RN. Os tratamentos foram formados pela combinação entre cinco relações iônicas entre potássio e cálcio (K+/Ca2+) (F1= 4,2:1; F2= 3,5:1; F3= 2,8:1; F4= 2,2:1; F5= 1,8:1), com quatro níveis de salinidade na água de irrigação (S1- 0,5; S2- 2,0; S3- 3,5; e S4- 5,0 dS m-1). O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 4, com quatro repetições. As respostas das plantas aos tratamentos utilizados foram avaliadas através de análises de crescimento (altura da planta, diâmetro do caule, número de folhas, área foliar, massa seca do caule, folhas, frutos e total), parâmetros de produção (comprimento e diâmetro dos frutos, número de frutos por planta, massa fresca dos frutos e produção), qualidade dos frutos (acidez total, sólidos solúveis, firmeza, pH e vitamina C) e análise nutricional (índice relativo de clorofila, teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio em caule, folhas e frutos). A salinidade da água de irrigação reduziu as variáveis de crescimento e produção, independentemente da relação K+/Ca2+ utilizadas, a exceção foi a fertigação F4 que promoveu a manutenção da altura de plantas quando submetidas as maiores salinidades. A fertigação F1 promoveu incremento na vitamina C com aumento da salinidade e as fertigações com maiores concentrações de cálcio proveram maiores relações SS/AT. As fertigações F1 e F5 conseguiram mitigar os efeitos da salinidade sobre os teores de K e Ca nas folhas e a F4 promoveu incrementos nos teores de P, K, Ca e Mg em frutos de berinjela. As relações K+/Ca2+ utilizadas não promoveram incrementos no acúmulo de nutrientes em nenhuma das partes analisadas da berinjela. A partir dos resultados obtidos no presente trabalho pode-se concluir que em situações onde seja inevitável o uso de água salina na irrigação da berinjela deve-se a dotar aa fertigação utilizando-se a razão 3,5K+/1,0Ca2+ (F2).

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  • MIKHAEL RANGEL DE SOUZA MELO
  • ESTRATÉGIAS DE APLICAÇÃO DE EFLUENTE DE ÁGUA CINZA NO CULTIVO DO GIRASSOL ORNAMENTAL

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • CHRISTIANO REBOUCAS COSME
  • RANIERE BARBOSA DE LIRA
  • Data: 25/04/2018

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  • Devido à escassez de água de boa qualidade, a utilização de fontes alternativas de suprimento de água, através do reúso planejado, torna-se uma prática imperativa para melhorar a oferta e incrementar a atividade agrícola. Várias experiências nacionais e internacionais com o uso de efluente de esgoto doméstico têm sido desenvolvidas, especialmente para a irrigação de culturas. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o potencial de uso agrícola de água cinza no cultivo de duas cultivares de girassol ornamental. O experimento foi conduzido em vazo utilizando o delineamento em blocos casualizados com 5 tratamentos e 4 repetições, em esquema de parcelas subdivididas, totalizando 120 unidades experimentais. Nas parcelas experimentais foram testadas cinco misturas de água cinza (AC) e água de abastecimento (AA) (100% AA; 25% AR + 75% AA; 50% AR + 50% AA; 75% AR + 25% AA e 100% AR) e, nas subparcelas as duas cultivares de girassol ornamental (Bonito de outono sortido e Sol vermelho) cultivados em substrato fibra de coco. As variáveis analisadas foram altura de planta; diâmetro caulinar; número de folhas; área foliar; fitomassa fresca da parte aérea; fitomassa seca da parte aérea; diâmetro externo do capítulo; número de pétalas no capítulo; início do florescimento; duração da pós-colheita; teores foliares de macronutrientes e micronutrientes, bem como as características físico-químicas e biológica da água. Os dados obtidos mediante procedimentos laboratoriais foram submetidos à análise de variância e de regressão. A análise da variância indicou efeito significativo dos fatores tratamentos e dias pós germinação sobre as variáveis de crescimento. Os resultados referentes a fitomassa e produção de flores, indicaram que apenas as variáveis fitomassa fresca (folhas, caule e capítulo), fitomassa seca (folhas, caule) e diâmetro externo e interno sofreram efeitos significativos das diluições aplicadas na irrigação das duas cultivares de girassol ornamental. Não foi observado efeito residual significativo dos tratamentos sob as concentrações de macronutrientes e micronutrientes. A concentração 100% de ACT foi a que apresentou maiores médias para as variáveis DC, NF, MSF, MSF e MSC ao final do experimento. O manejo de culturas utilizando efluente doméstico tratado possui um diferencial em relação à água de abastecimento. Trata-se de um melhor aproveitamento dos recursos hídricos disponíveis, minimização de impactos ambientais causados pelo efluente quando não utilizado adequadamente.


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  • Devido à escassez de água de boa qualidade, a utilização de fontes alternativas de suprimento de água, através do reúso planejado, torna-se uma prática imperativa para melhorar a oferta e incrementar a atividade agrícola. Várias experiências nacionais e internacionais com o uso de efluente de esgoto doméstico têm sido desenvolvidas, especialmente para a irrigação de culturas. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o potencial de uso agrícola de água cinza no cultivo de duas cultivares de girassol ornamental. O experimento foi conduzido em vazo utilizando o delineamento em blocos casualizados com 5 tratamentos e 4 repetições, em esquema de parcelas subdivididas, totalizando 120 unidades experimentais. Nas parcelas experimentais foram testadas cinco misturas de água cinza (AC) e água de abastecimento (AA) (100% AA; 25% AR + 75% AA; 50% AR + 50% AA; 75% AR + 25% AA e 100% AR) e, nas subparcelas as duas cultivares de girassol ornamental (Bonito de outono sortido e Sol vermelho) cultivados em substrato fibra de coco. As variáveis analisadas foram altura de planta; diâmetro caulinar; número de folhas; área foliar; fitomassa fresca da parte aérea; fitomassa seca da parte aérea; diâmetro externo do capítulo; número de pétalas no capítulo; início do florescimento; duração da pós-colheita; teores foliares de macronutrientes e micronutrientes, bem como as características físico-químicas e biológica da água. Os dados obtidos mediante procedimentos laboratoriais foram submetidos à análise de variância e de regressão. A análise da variância indicou efeito significativo dos fatores tratamentos e dias pós germinação sobre as variáveis de crescimento. Os resultados referentes a fitomassa e produção de flores, indicaram que apenas as variáveis fitomassa fresca (folhas, caule e capítulo), fitomassa seca (folhas, caule) e diâmetro externo e interno sofreram efeitos significativos das diluições aplicadas na irrigação das duas cultivares de girassol ornamental. Não foi observado efeito residual significativo dos tratamentos sob as concentrações de macronutrientes e micronutrientes. A concentração 100% de ACT foi a que apresentou maiores médias para as variáveis DC, NF, MSF, MSF e MSC ao final do experimento. O manejo de culturas utilizando efluente doméstico tratado possui um diferencial em relação à água de abastecimento. Trata-se de um melhor aproveitamento dos recursos hídricos disponíveis, minimização de impactos ambientais causados pelo efluente quando não utilizado adequadamente.

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  • ARTEMÍZIA CYNTIA BEZERRA DE MEDEIROS
  • Identificação de acessos de meloeiro tolerantes ao déficit hídrico

  • Orientador : GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DEBORA JESUS DANTAS
  • GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • JOSE ROBSON DA SILVA
  • Data: 27/04/2018

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  • A cadeia produtiva de melão (Cucumis melo L.) no Nordeste brasileiro tem uma alta representatividade nas balanças comercias interna e de exportação. Eventualmente, perdas na produtividade são registradas decorrentes dos ciclos de estiagem e altas taxas evapotranspiratórias na região. A grande variabilidade genética do meloeiro é conservada em bancos e coleções de germoplasma, representando fontes de alelos que auxiliam a identificação de genitores com caracteres de interesse e possibilitam a elaboração de estratégias para etapas subsequentes de programas de melhoramento. O objetivo deste trabalho foi investigar as respostas de acessos de melão ao déficit hídrico durante os processos de germinação, desenvolvimento inicial e crescimento vegetativo. No primeiro ensaio, a redução do potencial osmótico provocou o decréscimo da germinação das sementes e do desenvolvimento inicial das plântulas a partir de -0,2 MPa. O desenvolvimento de plântulas normais foi inibido entre os potenciais -0.2 e -0,4 MPa para todos os acessos testados. Verificou-se efeito significativo de acessos para todos os caracteres avaliados. Por meio das médias genotípicas obtidas nas análises de crescimento, os genótipos foram classificados em tolerantes (T), moderadamente tolerantes (MT) e susceptíveis (S) ao déficit hídrico. Um representante para cada classificação - A-09 (T), A-16 (MT) e A-02 (S) - foi selecionado para os ensaios subsequentes. O híbrido ‘Goldex’, amplamente cultivado na região Nordeste, e o AHK-119 foram incluídos no teste do índice de velocidade de germinação (IVG) em dois níveis de potencial osmótico (0,0 MPa e -0,2 MPa). O ‘Goldex’ e A-09 apresentaram as maiores médias genotípicas para o IVG. As respostas destes genótipos ao déficit hídrico também foram avaliadas em ambiente protegido durante o crescimento vegetativo. A restrição hídrica baseou-se no conteúdo de água facilmente disponível (AFD) e três coeficientes de depleção. Determinou-se uma tensão crítica para cada tratamento, determinante para a reposição da umidade. As análises de crescimento e fisiológicas foram realizadas durante a fase de floração. Os resultados revelaram efeito significativo do déficit hídrico para o teor relativo de água na folha (TRA) e potencial hídrico foliar (ΨWf), e da interação acesso (A) x déficit hídrico (DH) para TRA e ΨWf ao meio dia. Não foi constatado efeito significativo de A, DH e interação A x DH para temperatura foliar (TF), condutância estomática (gs) e danos nas membranas. As variáveis de crescimento diâmetro do caule (DC), número de folhas por planta (NFP), altura da planta (AP), massa seca foliar (MSF), massa seca do caule (MSC), massa seca da parte aérea (MSPA) e área foliar (AF) foram significativamente influenciadas pelo efeito de A, o efeito do DH não foi significativo apenas para AF. A densidade de raízes (ρr) não interagiu com o efeito fixo, nem aleatório. O padrão de resposta à seca do meloeiro varia de acordo com a fase de desenvolvimento, assim a susceptibilidade nos estágios iniciais de crescimento não deve ser extrapolada para estágios mais tardios, pois as respostas a seca demandam adaptações e alterações no fenótipo que são exibidas ao longo do crescimento vegetativo.


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  • A cadeia produtiva de melão (Cucumis melo L.) no Nordeste brasileiro tem uma alta representatividade nas balanças comercias interna e de exportação. Eventualmente, perdas na produtividade são registradas decorrentes dos ciclos de estiagem e altas taxas evapotranspiratórias na região. A grande variabilidade genética do meloeiro é conservada em bancos e coleções de germoplasma, representando fontes de alelos que auxiliam a identificação de genitores com caracteres de interesse e possibilitam a elaboração de estratégias para etapas subsequentes de programas de melhoramento. O objetivo deste trabalho foi investigar as respostas de acessos de melão ao déficit hídrico durante os processos de germinação, desenvolvimento inicial e crescimento vegetativo. No primeiro ensaio, a redução do potencial osmótico provocou o decréscimo da germinação das sementes e do desenvolvimento inicial das plântulas a partir de -0,2 MPa. O desenvolvimento de plântulas normais foi inibido entre os potenciais -0.2 e -0,4 MPa para todos os acessos testados. Verificou-se efeito significativo de acessos para todos os caracteres avaliados. Por meio das médias genotípicas obtidas nas análises de crescimento, os genótipos foram classificados em tolerantes (T), moderadamente tolerantes (MT) e susceptíveis (S) ao déficit hídrico. Um representante para cada classificação - A-09 (T), A-16 (MT) e A-02 (S) - foi selecionado para os ensaios subsequentes. O híbrido ‘Goldex’, amplamente cultivado na região Nordeste, e o AHK-119 foram incluídos no teste do índice de velocidade de germinação (IVG) em dois níveis de potencial osmótico (0,0 MPa e -0,2 MPa). O ‘Goldex’ e A-09 apresentaram as maiores médias genotípicas para o IVG. As respostas destes genótipos ao déficit hídrico também foram avaliadas em ambiente protegido durante o crescimento vegetativo. A restrição hídrica baseou-se no conteúdo de água facilmente disponível (AFD) e três coeficientes de depleção. Determinou-se uma tensão crítica para cada tratamento, determinante para a reposição da umidade. As análises de crescimento e fisiológicas foram realizadas durante a fase de floração. Os resultados revelaram efeito significativo do déficit hídrico para o teor relativo de água na folha (TRA) e potencial hídrico foliar (ΨWf), e da interação acesso (A) x déficit hídrico (DH) para TRA e ΨWf ao meio dia. Não foi constatado efeito significativo de A, DH e interação A x DH para temperatura foliar (TF), condutância estomática (gs) e danos nas membranas. As variáveis de crescimento diâmetro do caule (DC), número de folhas por planta (NFP), altura da planta (AP), massa seca foliar (MSF), massa seca do caule (MSC), massa seca da parte aérea (MSPA) e área foliar (AF) foram significativamente influenciadas pelo efeito de A, o efeito do DH não foi significativo apenas para AF. A densidade de raízes (ρr) não interagiu com o efeito fixo, nem aleatório. O padrão de resposta à seca do meloeiro varia de acordo com a fase de desenvolvimento, assim a susceptibilidade nos estágios iniciais de crescimento não deve ser extrapolada para estágios mais tardios, pois as respostas a seca demandam adaptações e alterações no fenótipo que são exibidas ao longo do crescimento vegetativo.

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  • JOHN LENON VASCONCELOS FONTELES
  • EFEITOS DAS DIFERENTES DOSES DE ADUBAÇÃO NITROGENADA NO CULTIVO DO MILHETO (BRS 1501) EM AMBIENTE PROTEGIDO NO SEMIÁRIDO

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KARIDJA KALLIANY CARLOS DE FREITAS MOURA
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 30/05/2018

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  • Dada à importância do milheto e sua rusticidade e multifuncionalidade, com adaptações para regiões semiáridas, exigindo pouco investimento econômico, associando o seu potencial produtivo à adubação nitrogenada como forma de fornecimento de nutrientes, é que despertou o interesse pelo estudo. O objetivo desse trabalho foi analisar o potencial produtivo do milheto e o acúmulo de nutrientes em diferentes épocas em ambiente protegido, sob doses crescentes de nitrogênio nas fases de crescimento, que consiste, basicamente, no aumento do tamanho da planta e de desenvolvimento dos estágios vegetativos e produtivos da planta. O trabalho foi realizado na casa de vegetação do Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) no período de 25 de julho a 10 de outubro de 2017, o solo escolhido para a execução do experimento foi o Latossolo Vermelho Distrófico Argissólico. O delineamento experimental escolhido foi em blocos casualizados, totalizando 25 parcelas experimentais. Cada parcela experimental foi composta por cinco vasos. Foi utilizado cinco doses de nitrogênio, utilizando com uréia (46% N) como fonte, sendo: T1= 0 kg/ha; T2= 100 kg/ha; T3= 200 kg/ha; T4= 300 kg/ha; T5= 400 kg/ha, divididos em 5 aplicações a cada 14 dias. Ao longo do experimento uma planta de cada parcela experimental foi retirada para as análises das variáveis avaliadas no intervalo de até 21 dias após a semeadura (DAS) até a colheita aos 78 dias, onde as épocas de avaliação foram divididas em E1: 21 DAS; E2: 42 DAS; E3: 63 DAS e E4: 78 DAS. Verificou-se interação das doses de N e épocas de retirada, para as variáveis vegetativas de crescimento. A análise de variância mostrou que as doses de N e época de retirada obtiveram influencia nos teores acumulados dos nutrientes N, P, K, e Mg, e o teor de Ca não sofreu efeitos nas doses de N e épocas de retirada. As variaveis de produção das frações folha e colmo (MSF e MSC) e relação F/C mostraram diferença estatistica para a interação do aumento de doses de N com as diferentes épocas. Onde a dose de N de 180 kg/ha proporcionou melhores resultados de produção e qualidade de forragem. Caracterizando a cultura do milheto como uma boa alternativa para a produção de forragem no Semiárido.


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  • Dada à importância do milheto e sua rusticidade e multifuncionalidade, com adaptações para regiões semiáridas, exigindo pouco investimento econômico, associando o seu potencial produtivo à adubação nitrogenada como forma de fornecimento de nutrientes, é que despertou o interesse pelo estudo. O objetivo desse trabalho foi analisar o potencial produtivo do milheto e o acúmulo de nutrientes em diferentes épocas em ambiente protegido, sob doses crescentes de nitrogênio nas fases de crescimento, que consiste, basicamente, no aumento do tamanho da planta e de desenvolvimento dos estágios vegetativos e produtivos da planta. O trabalho foi realizado na casa de vegetação do Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) no período de 25 de julho a 10 de outubro de 2017, o solo escolhido para a execução do experimento foi o Latossolo Vermelho Distrófico Argissólico. O delineamento experimental escolhido foi em blocos casualizados, totalizando 25 parcelas experimentais. Cada parcela experimental foi composta por cinco vasos. Foi utilizado cinco doses de nitrogênio, utilizando com uréia (46% N) como fonte, sendo: T1= 0 kg/ha; T2= 100 kg/ha; T3= 200 kg/ha; T4= 300 kg/ha; T5= 400 kg/ha, divididos em 5 aplicações a cada 14 dias. Ao longo do experimento uma planta de cada parcela experimental foi retirada para as análises das variáveis avaliadas no intervalo de até 21 dias após a semeadura (DAS) até a colheita aos 78 dias, onde as épocas de avaliação foram divididas em E1: 21 DAS; E2: 42 DAS; E3: 63 DAS e E4: 78 DAS. Verificou-se interação das doses de N e épocas de retirada, para as variáveis vegetativas de crescimento. A análise de variância mostrou que as doses de N e época de retirada obtiveram influencia nos teores acumulados dos nutrientes N, P, K, e Mg, e o teor de Ca não sofreu efeitos nas doses de N e épocas de retirada. As variaveis de produção das frações folha e colmo (MSF e MSC) e relação F/C mostraram diferença estatistica para a interação do aumento de doses de N com as diferentes épocas. Onde a dose de N de 180 kg/ha proporcionou melhores resultados de produção e qualidade de forragem. Caracterizando a cultura do milheto como uma boa alternativa para a produção de forragem no Semiárido.

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  • CAMILO VINÍCIUS TRINDADE SILVA
  • TECNOLOGIAS SOCIAIS DE CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO: UM ESTUDO DE CASO NO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • MÁRCIA REGINA FARIAS DA SILVA
  • RANIERE BARBOSA DE LIRA
  • Data: 19/06/2018

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  • As tecnologias sociais de convivência com o semiárido brasileiro emergem como uma alternativa viável em contraposição ao modelo de política de combate à seca que, por décadas, foi adotada pelo poder público. No entanto, é necessário analisar a concepção desta nova abordagem sob a ótica dos beneficiários e agentes de assistência técnica e extensão rural. O objetivo desta pesquisa foi entender a percepção dos agricultores e agricultoras e agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER do Rio Grande do Norte acerca das potencialidades, funcionalidades e apropriação das Tecnologias Sociais – TS de convivência com o semiárido. Este trabalho foi realizado no Estado do Rio Grande do Norte, em comunidades rurais de 45 municípios. Foi promovido o levantamento de dados e informações sobre as tecnologias sociais de convivência com o semiárido implantadas nos municípios inseridos nesse território, por meio dos relatórios de vivência produzidos pelos agentes/bolsistas. Os relatórios são padronizados e em formato de questionário do tipo semiestruturado, com perguntas abertas e fechadas. A análise dos dados foi dividida em duas etapas: a primeira consistiu na identificação das atividades produtivas exercidas pelas famílias e a verificação das tecnologias sociais implantadas nestas. A segunda foi relativa à percepção dos agricultores e agricultoras familiares e dos agentes ATER quanto à efetividade das tecnologias sociais de convivência com o semiárido e a importância da assistência técnica e extensão rural neste contexto. Foi utilizado o Excel 2016, para o processamento dos dados, com o objetivo da realização da estatística descritiva básica. Para o método qualitativo, realizou-se a leitura detalhada do material coletado e dos trechos dos relatos de vivência dos bolsistas e a percepção destes e dos agricultores, utilizando-se da Análise de Conteúdo. As tecnologias sociais de convivência com o semiárido demonstraram-se eficientes na percepção dos bolsistas que atuam na ATER, mesmo diante da escassez hídrica evidenciada no território potiguar. A assistência técnica e extensão rural é de fundamental importância para a difusão das TSs e para a promoção do desenvolvimento rural sustentável. As TSs são importantes para as famílias inseridas nas comunidades rurais do Estado, haja vista que reflete na melhoria da qualidade de vida, considerando os aspectos sociais, econômicos e ambientais envolvidos no contexto daquelas.


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  • As tecnologias sociais de convivência com o semiárido brasileiro emergem como uma alternativa viável em contraposição ao modelo de política de combate à seca que, por décadas, foi adotada pelo poder público. No entanto, é necessário analisar a concepção desta nova abordagem sob a ótica dos beneficiários e agentes de assistência técnica e extensão rural. O objetivo desta pesquisa foi entender a percepção dos agricultores e agricultoras e agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER do Rio Grande do Norte acerca das potencialidades, funcionalidades e apropriação das Tecnologias Sociais – TS de convivência com o semiárido. Este trabalho foi realizado no Estado do Rio Grande do Norte, em comunidades rurais de 45 municípios. Foi promovido o levantamento de dados e informações sobre as tecnologias sociais de convivência com o semiárido implantadas nos municípios inseridos nesse território, por meio dos relatórios de vivência produzidos pelos agentes/bolsistas. Os relatórios são padronizados e em formato de questionário do tipo semiestruturado, com perguntas abertas e fechadas. A análise dos dados foi dividida em duas etapas: a primeira consistiu na identificação das atividades produtivas exercidas pelas famílias e a verificação das tecnologias sociais implantadas nestas. A segunda foi relativa à percepção dos agricultores e agricultoras familiares e dos agentes ATER quanto à efetividade das tecnologias sociais de convivência com o semiárido e a importância da assistência técnica e extensão rural neste contexto. Foi utilizado o Excel 2016, para o processamento dos dados, com o objetivo da realização da estatística descritiva básica. Para o método qualitativo, realizou-se a leitura detalhada do material coletado e dos trechos dos relatos de vivência dos bolsistas e a percepção destes e dos agricultores, utilizando-se da Análise de Conteúdo. As tecnologias sociais de convivência com o semiárido demonstraram-se eficientes na percepção dos bolsistas que atuam na ATER, mesmo diante da escassez hídrica evidenciada no território potiguar. A assistência técnica e extensão rural é de fundamental importância para a difusão das TSs e para a promoção do desenvolvimento rural sustentável. As TSs são importantes para as famílias inseridas nas comunidades rurais do Estado, haja vista que reflete na melhoria da qualidade de vida, considerando os aspectos sociais, econômicos e ambientais envolvidos no contexto daquelas.

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  • CAMILO VINÍCIUS TRINDADE SILVA
  • TECNOLOGIAS SOCIAIS DE CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO: UM ESTUDO DE CASO NO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MÁRCIA REGINA FARIAS DA SILVA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • RANIERE BARBOSA DE LIRA
  • Data: 19/06/2018

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  • As tecnologias sociais de convivência com o semiárido brasileiro emergem como uma alternativa viável em contraposição ao modelo de política de combate à seca que, por décadas, foi adotada pelo poder público. No entanto, é necessário analisar a concepção desta nova abordagem sob a ótica dos beneficiários e agentes de assistência técnica e extensão rural. O objetivo desta pesquisa foi entender a percepção dos agricultores e agricultoras e agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER do Rio Grande do Norte acerca das potencialidades, funcionalidades e apropriação das Tecnologias Sociais – TS de convivência com o semiárido. Este trabalho foi realizado no Estado do Rio Grande do Norte, em comunidades rurais de 45 municípios. Foi promovido o levantamento de dados e informações sobre as tecnologias sociais de convivência com o semiárido implantadas nos municípios inseridos nesse território, por meio dos relatórios de vivência produzidos pelos agentes/bolsistas. Os relatórios são padronizados e em formato de questionário do tipo semiestruturado, com perguntas abertas e fechadas. A análise dos dados foi dividida em duas etapas: a primeira consistiu na identificação das atividades produtivas exercidas pelas famílias e a verificação das tecnologias sociais implantadas nestas. A segunda foi relativa à percepção dos agricultores e agricultoras familiares e dos agentes ATER quanto à efetividade das tecnologias sociais de convivência com o semiárido e a importância da assistência técnica e extensão rural neste contexto. Foi utilizado o Excel 2016, para o processamento dos dados, com o objetivo da realização da estatística descritiva básica. Para o método qualitativo, realizou-se a leitura detalhada do material coletado e dos trechos dos relatos de vivência dos bolsistas e a percepção destes e dos agricultores, utilizando-se da Análise de Conteúdo. As tecnologias sociais de convivência com o semiárido demonstraram-se eficientes na percepção dos bolsistas que atuam na ATER, mesmo diante da escassez hídrica evidenciada no território potiguar. A assistência técnica e extensão rural é de fundamental importância para a difusão das TSs e para a promoção do desenvolvimento rural sustentável. As TSs são importantes para as famílias inseridas nas comunidades rurais do Estado, haja vista que reflete na melhoria da qualidade de vida, considerando os aspectos sociais, econômicos e ambientais envolvidos no contexto daquelas.


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  • As tecnologias sociais de convivência com o semiárido brasileiro emergem como uma alternativa viável em contraposição ao modelo de política de combate à seca que, por décadas, foi adotada pelo poder público. No entanto, é necessário analisar a concepção desta nova abordagem sob a ótica dos beneficiários e agentes de assistência técnica e extensão rural. O objetivo desta pesquisa foi entender a percepção dos agricultores e agricultoras e agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER do Rio Grande do Norte acerca das potencialidades, funcionalidades e apropriação das Tecnologias Sociais – TS de convivência com o semiárido. Este trabalho foi realizado no Estado do Rio Grande do Norte, em comunidades rurais de 45 municípios. Foi promovido o levantamento de dados e informações sobre as tecnologias sociais de convivência com o semiárido implantadas nos municípios inseridos nesse território, por meio dos relatórios de vivência produzidos pelos agentes/bolsistas. Os relatórios são padronizados e em formato de questionário do tipo semiestruturado, com perguntas abertas e fechadas. A análise dos dados foi dividida em duas etapas: a primeira consistiu na identificação das atividades produtivas exercidas pelas famílias e a verificação das tecnologias sociais implantadas nestas. A segunda foi relativa à percepção dos agricultores e agricultoras familiares e dos agentes ATER quanto à efetividade das tecnologias sociais de convivência com o semiárido e a importância da assistência técnica e extensão rural neste contexto. Foi utilizado o Excel 2016, para o processamento dos dados, com o objetivo da realização da estatística descritiva básica. Para o método qualitativo, realizou-se a leitura detalhada do material coletado e dos trechos dos relatos de vivência dos bolsistas e a percepção destes e dos agricultores, utilizando-se da Análise de Conteúdo. As tecnologias sociais de convivência com o semiárido demonstraram-se eficientes na percepção dos bolsistas que atuam na ATER, mesmo diante da escassez hídrica evidenciada no território potiguar. A assistência técnica e extensão rural é de fundamental importância para a difusão das TSs e para a promoção do desenvolvimento rural sustentável. As TSs são importantes para as famílias inseridas nas comunidades rurais do Estado, haja vista que reflete na melhoria da qualidade de vida, considerando os aspectos sociais, econômicos e ambientais envolvidos no contexto daquelas.

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  • LUIZ EDUARDO CORDEIRO DE OLIVEIRA
  • RESPOSTA DO CAPIM-ELEFANTE A DOSES DE NITROGÊNIO E DE FÓSFORO EM CONDIÇÕES DE CAMPO.

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • GUALTER GUENTHER COSTA DA SILVA
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 26/07/2018

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  • O capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum) se destaca como uma planta forrageira bem adaptada a condições edafoclimáticas variadas, e que apresenta produção elevada de matéria seca com boa composição nutricional. O fósforo (P) e o nitrogênio (N) são os nutrientes mais limitantes à produção das culturas em solos tropicais, mas geralmente a produção de matéria seca de plantas forrageiras responde mais à adubação nitrogenada que à adubação fosfatada. Neste trabalho objetivou-se avaliar a produtividade de capim-elefante (cv. Cameroon) em resposta às adubações nitrogenada e fosfatada em um solo arenoso. O experimento de campo foi instalado em uma área da Escola Agrícola de Jundiaí da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, localizada no município de Macaíba-RN. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com 11 tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos de cinco doses de nitrogênio (0, 200, 400, 600 e 800 kg ha-1 de N) na presença de 150 kg ha-1 de P2O5, cinco doses de fósforo (0, 50, 100, 150 e 200 kg ha-1 de P2O5) na presença de 600 kg ha-1 de N, mais um tratamento testemunha sem aplicar nenhuma dose de N e nem de P2O5. As parcelas de todos os tratamentos foram adubadas com 150 kg ha-1 de K2O, 30 kg ha-1 de S, 1,0 kg ha-1 de B, 3,0 kg ha-1 de Zn e 0,5 kg ha-1 de Cu. Cada parcela experimental media 2,8 m de largura por 3,0 m de comprimento, e continha quatro linhas de plantio de capim elefante espaçadas de 0,7 m. A área útil da parcela media 4,1 m2, sendo constituída das duas linhas centrais, descartando-se 0,5 m em cada extremidade. O cultivo do capim elefante foi conduzido durante o período de 260 dias, entre os meses de dezembro de 2016 e agosto de 2017, sendo que o primeiro corte foi efetuado aos 110 dias após o plantio, o segundo corte aos 75 dias após o primeiro e o terceiro corte foi aos 75 dias após o segundo. Por ocasião de cada uma dessas três colheitas, foram avaliadas as seguintes características: altura da planta, diâmetro do colmo, teor de N e de P na parte aérea da planta, produtividade de matéria seca da parte aérea e exportação de N e de P pela colheita. Foram realizadas análises de variância e de regressão, e em seguida estimou-se as doses de N e de P2O5 associadas à diversos patamares de produtividade de matéria seca em cada corte e para a produtividade acumulada nos três cortes. Feito isso, chegou-se às estimativas das doses recomendadas de N e de P2O5 para a produtividade satisfatória da cultura do capim elefante. Portanto, as doses recomendadas de N para o capim elefante variaram de 405 a 643 kg ha-1 de N, para produzir de 37,4 a 39,9 t ha-1 de matéria seca nos três primeiros cortes, respectivamente. Para P, esses números variaram de 54 a 109 kg ha-1 de P2O5, para produzir de 37,9 a 40,0 t ha-1 de matéria seca nos três primeiros cortes, respectivamente.


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  • O capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum) se destaca como uma planta forrageira bem adaptada a condições edafoclimáticas variadas, e que apresenta produção elevada de matéria seca com boa composição nutricional. O fósforo (P) e o nitrogênio (N) são os nutrientes mais limitantes à produção das culturas em solos tropicais, mas geralmente a produção de matéria seca de plantas forrageiras responde mais à adubação nitrogenada que à adubação fosfatada. Neste trabalho objetivou-se avaliar a produtividade de capim-elefante (cv. Cameroon) em resposta às adubações nitrogenada e fosfatada em um solo arenoso. O experimento de campo foi instalado em uma área da Escola Agrícola de Jundiaí da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, localizada no município de Macaíba-RN. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com 11 tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos de cinco doses de nitrogênio (0, 200, 400, 600 e 800 kg ha-1 de N) na presença de 150 kg ha-1 de P2O5, cinco doses de fósforo (0, 50, 100, 150 e 200 kg ha-1 de P2O5) na presença de 600 kg ha-1 de N, mais um tratamento testemunha sem aplicar nenhuma dose de N e nem de P2O5. As parcelas de todos os tratamentos foram adubadas com 150 kg ha-1 de K2O, 30 kg ha-1 de S, 1,0 kg ha-1 de B, 3,0 kg ha-1 de Zn e 0,5 kg ha-1 de Cu. Cada parcela experimental media 2,8 m de largura por 3,0 m de comprimento, e continha quatro linhas de plantio de capim elefante espaçadas de 0,7 m. A área útil da parcela media 4,1 m2, sendo constituída das duas linhas centrais, descartando-se 0,5 m em cada extremidade. O cultivo do capim elefante foi conduzido durante o período de 260 dias, entre os meses de dezembro de 2016 e agosto de 2017, sendo que o primeiro corte foi efetuado aos 110 dias após o plantio, o segundo corte aos 75 dias após o primeiro e o terceiro corte foi aos 75 dias após o segundo. Por ocasião de cada uma dessas três colheitas, foram avaliadas as seguintes características: altura da planta, diâmetro do colmo, teor de N e de P na parte aérea da planta, produtividade de matéria seca da parte aérea e exportação de N e de P pela colheita. Foram realizadas análises de variância e de regressão, e em seguida estimou-se as doses de N e de P2O5 associadas à diversos patamares de produtividade de matéria seca em cada corte e para a produtividade acumulada nos três cortes. Feito isso, chegou-se às estimativas das doses recomendadas de N e de P2O5 para a produtividade satisfatória da cultura do capim elefante. Portanto, as doses recomendadas de N para o capim elefante variaram de 405 a 643 kg ha-1 de N, para produzir de 37,4 a 39,9 t ha-1 de matéria seca nos três primeiros cortes, respectivamente. Para P, esses números variaram de 54 a 109 kg ha-1 de P2O5, para produzir de 37,9 a 40,0 t ha-1 de matéria seca nos três primeiros cortes, respectivamente.

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  • ADLER LINCOLN SEVERIANO DA SILVA
  • MONITORAMENTO E APERFEIÇOAMENTO DE ESTAÇÃO PARA TRATAMENTO E USO AGRÍCOLA DE ÁGUA CINZA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA KALINE DA COSTA FERREIRA
  • FERNANDA LIMA CAVALCANTE
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 28/11/2018

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  • A escassez hídrica associada a problemas ambientais ocasionados pelo esgotamento sanitário inadequado são fatores que estimulam o desenvolvimento de tecnologias que possibilitem o reúso da água de forma sustentável para fins agrícolas e florestais. Neste sentido, este trabalho objetivou monitorar e aperfeiçoar o desempenho de uma estação de tratamento e uso agrícola e florestal de água cinza instalada na Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró-RN, Brasil. Esta é composta por tanque de equalização, tanque séptico, filtro anaeróbio, reator ultravioleta artificial e vala de infiltração. No reator ultravioleta foi ajustada a altura de lâmina de água cinza, a distância entre as lâmpadas e a superfície da água cinza e o número de lâmpadas germicidas. O experimento será montado no delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições no tempo, tendo os pontos de coleta a água cinza coleta no tanque de equalização e a água cinza coleta no reator ultravioleta artificial como tratamentos. A amostragem da água cinza foi realizada em média a cada 32 dias, no período de julho a outubro de 2018, compreendendo a determinação dos atributos pH, temperatura, condutividade elétrica, turbidez, Demanda Química de Oxigênio (DQO), Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), sólidos suspensos totais, sólidos totais, sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloreto, carbonato, bicarbonato, fósforo, cobre, zinco, ferro, manganês, cádmio, níquel, chumbo, crómio, coliformes totais e Escherichia coli. Estes dados foram submetidos à análise estatística descritiva com o cálculo da média e desvio padrão. Aumentando-se de duas para quatro lâmpadas no reator ultravioleta artificial, o decaimento do nível populacional de E. coli passou a atender ao padrão de reuso agrícola e florestal da Resolução COPEMA n° 02/2017 do Estado do Ceará. O efluente tratado apresenta remoções superiores a 95% para os atributos turbidez, sólidos suspensos totais, DQO, DBO e remoções de 99,95 e 99,9997% em relação aos coliformes totais e E. coli. Com base na literatura internacional, os níveis de metais pesados encontrados na água cinza não comprometem a produção e desenvolvimento de cultivos agrícolas e florestais. O desempenho da estação permite obter efluente que atende legislações nacionais e internacionais de reuso.


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  • A escassez hídrica associada a problemas ambientais ocasionados pelo esgotamento sanitário inadequado são fatores que estimulam o desenvolvimento de tecnologias que possibilitem o reúso da água de forma sustentável para fins agrícolas e florestais. Neste sentido, este trabalho objetivou monitorar e aperfeiçoar o desempenho de uma estação de tratamento e uso agrícola e florestal de água cinza instalada na Universidade Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró-RN, Brasil. Esta é composta por tanque de equalização, tanque séptico, filtro anaeróbio, reator ultravioleta artificial e vala de infiltração. No reator ultravioleta foi ajustada a altura de lâmina de água cinza, a distância entre as lâmpadas e a superfície da água cinza e o número de lâmpadas germicidas. O experimento será montado no delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições no tempo, tendo os pontos de coleta a água cinza coleta no tanque de equalização e a água cinza coleta no reator ultravioleta artificial como tratamentos. A amostragem da água cinza foi realizada em média a cada 32 dias, no período de julho a outubro de 2018, compreendendo a determinação dos atributos pH, temperatura, condutividade elétrica, turbidez, Demanda Química de Oxigênio (DQO), Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), sólidos suspensos totais, sólidos totais, sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloreto, carbonato, bicarbonato, fósforo, cobre, zinco, ferro, manganês, cádmio, níquel, chumbo, crómio, coliformes totais e Escherichia coli. Estes dados foram submetidos à análise estatística descritiva com o cálculo da média e desvio padrão. Aumentando-se de duas para quatro lâmpadas no reator ultravioleta artificial, o decaimento do nível populacional de E. coli passou a atender ao padrão de reuso agrícola e florestal da Resolução COPEMA n° 02/2017 do Estado do Ceará. O efluente tratado apresenta remoções superiores a 95% para os atributos turbidez, sólidos suspensos totais, DQO, DBO e remoções de 99,95 e 99,9997% em relação aos coliformes totais e E. coli. Com base na literatura internacional, os níveis de metais pesados encontrados na água cinza não comprometem a produção e desenvolvimento de cultivos agrícolas e florestais. O desempenho da estação permite obter efluente que atende legislações nacionais e internacionais de reuso.

Teses
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  • LUIZ EDUARDO VIEIRA DE ARRUDA
  • SIMULAÇÃO DA DINÂMICA DE ÁGUA E TRANSPORTE DE POTÁSSIO EM UM CAMBISSOLO CARACTERÍSTICO DO SEMIÁRIDO POTIGUAR USANDO HYDRUS 2D

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CELSEMY ELEUTERIO MAIA
  • JARBAS HONÓRIO DE MIRANDA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • SERGIO LUIZ AGUILAR LEVIEN
  • VLADIMIR BATISTA FIGUEIREDO
  • Data: 24/04/2018

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  • Nas regiões áridas e semiáridas do Nordeste Brasileiro a água é um recurso escasso e sua retirada excessiva, nas últimas décadas, vem acarretando aumento da concentração de sais e, consequentemente, redução da sua qualidade. É necessário conhecer a dinâmica de água e o transporte de solutos no solo, quando estes são aplicados na superfície do solo, com o objetivo de prever sua distribuição espacial, que é fundamental para se estabelecer a melhor maneira de se monitorar umidade, salinidade e nutrientes na zona do sistema radicular das culturas. Para isto, é preciso que o irrigante utilize ferramentas que o auxiliem no manejo da produção agrícola. Objetivou-se com este trabalho avaliar o uso do software HYDRUS 2D na simulação da dinâmica da água e do transporte de potássio no solo no interior do bulbo úmido, quando a água é aplicada em um ponto na superfície do solo, via irrigação por gotejamento. Para isto, foi realizado um experimento em ambiente controlado, em vasos de, aproximadamente, 60 L preenchidos com um solo (Cambissolo), onde foram aplicadas três diferentes vazões (0,72; 1,52 e 2,50 L h-1) e três concentrações de potássio (0,55; 1,50 e 2,50 dS m-1), via irrigação por gotejamento superficial. Para tanto, o experimento foi conduzido com a finalidade de obter dados de entrada para a simulação com o software HYDRUS 2D e dados para a validação e confrontação com os dados obtidos na simulação do software. O mesmo constou de caracterização inicial do solo e o desenvolvimento dos tensiômetros digitais e sensores de condutividade elétrica do solo com suas respectivas calibrações; montagem dos vasos; e condução e monitoramento do experimento, durante a aplicação de 5,0 L de solução (irrigação) e posterior redistribuição até 72 h; ao final, determinação dos atributos físicos do solo. Também foram elaboradas BTC’s para determinação dos parâmetros de transporte de potássio no solo; foram realizadas as simulações com o modelo HYDRUS 2D; e, posteriormente, a análise estatística do desempeno do modelo HYDRUS 2D através da Raiz do Erro Quadrático Médio (REQM) e o Erro Absoluto Médio (EAM); e, por fim, a análise de sensibilidade do modelo. Verificou-se um bom ajustes entre os dados observados e os simulados com o modelo HYDRUS 2D, para distribuição e redistribuição de água e transporte de potássio no solo, com baixos valores do REQM e EAM. Pode-se concluir que o modelo forneceu dados aceitáveis para a distribuição e redistribuição da água no solo, em ambiente protegido, sob irrigação por gotejamento superficial, em relação aos dados observados experimentalmente; bem como, para as simulações do transporte e redistribuição do potássio no solo, sob diferentes concentrações da solução.


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  • Nas regiões áridas e semiáridas do Nordeste Brasileiro a água é um recurso escasso e sua retirada excessiva, nas últimas décadas, vem acarretando aumento da concentração de sais e, consequentemente, redução da sua qualidade. É necessário conhecer a dinâmica de água e o transporte de solutos no solo, quando estes são aplicados na superfície do solo, com o objetivo de prever sua distribuição espacial, que é fundamental para se estabelecer a melhor maneira de se monitorar umidade, salinidade e nutrientes na zona do sistema radicular das culturas. Para isto, é preciso que o irrigante utilize ferramentas que o auxiliem no manejo da produção agrícola. Objetivou-se com este trabalho avaliar o uso do software HYDRUS 2D na simulação da dinâmica da água e do transporte de potássio no solo no interior do bulbo úmido, quando a água é aplicada em um ponto na superfície do solo, via irrigação por gotejamento. Para isto, foi realizado um experimento em ambiente controlado, em vasos de, aproximadamente, 60 L preenchidos com um solo (Cambissolo), onde foram aplicadas três diferentes vazões (0,72; 1,52 e 2,50 L h-1) e três concentrações de potássio (0,55; 1,50 e 2,50 dS m-1), via irrigação por gotejamento superficial. Para tanto, o experimento foi conduzido com a finalidade de obter dados de entrada para a simulação com o software HYDRUS 2D e dados para a validação e confrontação com os dados obtidos na simulação do software. O mesmo constou de caracterização inicial do solo e o desenvolvimento dos tensiômetros digitais e sensores de condutividade elétrica do solo com suas respectivas calibrações; montagem dos vasos; e condução e monitoramento do experimento, durante a aplicação de 5,0 L de solução (irrigação) e posterior redistribuição até 72 h; ao final, determinação dos atributos físicos do solo. Também foram elaboradas BTC’s para determinação dos parâmetros de transporte de potássio no solo; foram realizadas as simulações com o modelo HYDRUS 2D; e, posteriormente, a análise estatística do desempeno do modelo HYDRUS 2D através da Raiz do Erro Quadrático Médio (REQM) e o Erro Absoluto Médio (EAM); e, por fim, a análise de sensibilidade do modelo. Verificou-se um bom ajustes entre os dados observados e os simulados com o modelo HYDRUS 2D, para distribuição e redistribuição de água e transporte de potássio no solo, com baixos valores do REQM e EAM. Pode-se concluir que o modelo forneceu dados aceitáveis para a distribuição e redistribuição da água no solo, em ambiente protegido, sob irrigação por gotejamento superficial, em relação aos dados observados experimentalmente; bem como, para as simulações do transporte e redistribuição do potássio no solo, sob diferentes concentrações da solução.

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  • ANA CLÁUDIA MEDEIROS SOUZA
  • USO DE EFLUENTE DA PISCICULTURA NA FERTILIZAÇÃO DE CULTIVARES DE MILHO CRIOULO

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA KALINE DA COSTA FERREIRA
  • FRANCISCO SOUTO DE SOUSA JUNIOR
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • MARCIRIO DE LEMOS
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 24/05/2018

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  • Em face da escassez de recursos hídricos, cresce em todo o mundo, a consciência em torno da importância do uso racional da água, como também, da necessidade do controle de perdas e desperdícios. Esta problemática vem sendo diagnosticada há alguns anos, especialmente, em países com grandes regiões semiáridas, como o Brasil. Considerando o quadro de baixa oferta de água potável, torna-se importante o desenvolvimento de pesquisas e a geração de tecnologias que permitam o uso de águas salinas na produção de alimentos. A aplicação de efluentes ao solo é vista como forma efetiva de controle da poluição e uma alternativa viável para aumentar a disponibilidade hídrica em regiões áridas e semiáridas, podendo reduzir os custos com tratamento e ainda servir como fonte de nutrientes para as plantas. Para tanto, o presente estudo tem como principal objetivo avaliar o potencial de uso agrícola do efluente da piscicultura no cultivo de milho crioulo. A pesquisa foi realizada no período de maio a julho de 2016, sob condições de campo, em área experimental pertencente ao Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas (DCAT), Campus Oeste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró - RN. A área experimental foi constituída de aproximadamente 119 m2 (8,80 m x 13,50 m), onde foram distribuídos 3 (três) blocos casualizados, com parcelas subdivididas e 3 (três) repetições cada cultivar de milho crioulo. Para tanto, os tratamentos supracitados foram testados na irrigação de 2 (duas) variedades de milho crioulo: Ibra (Cultivar 1 – C1) e Milho Roxo (Cultivar 2 – C2). O experimento contou com 5 (cinco) tratamentos (T1: 100% água de abastecimento (testemunha); T2: Proporção de 75% de água de abastecimento + 25% de rejeito da piscicultura; T3: Proporção de 50% de água de abastecimento + 50% de rejeito da piscicultura; T4: Proporção de 25% de água de abastecimento + 75% de rejeito da piscicultura; T5: 100% de efluente da piscicultura). Os resultados das análises de qualidade das fontes hídricas utilizadas na irrigação do milho crioulo indicam que ambas as fontes são alcalinas e não apresentam risco severo de salinização do solo. A CEes apresentou uma variação significativa ao longo do período experimental, variando de 0,0 a 2,2 dS m-1, e com valor médio igual a 1,10 dS m-1, cujo valor encontrado apresenta-se dentro do limite estabelecido pela FAO (1999) para cultivos agrícolas. Para as análises de crescimento houve interação significativa entre os fatores (proporções de efluente da piscicultura e cultivares) para todas as variáveis analisadas. Apenas a variável altura da planta aos 30 dias (ALT1), após a emergência (DAE), não apresentou interação que, por sua vez, diferiu significativamente entre as cultivares (p0,05), apenas para a variável matéria seca do pendão (MSP). Considerando o fator proporção de efluente da piscicultura, observou-se efeito significativo para todas as variáveis, exceto para matéria fresca do pendão (MFP). Por sua vez, verificou-se interação significativa entre os fatores analisados (proporção de efluente da piscicultura e cultivares) para a variável matéria fresca da parte aérea (MFPA)


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  • Em face da escassez de recursos hídricos, cresce em todo o mundo, a consciência em torno da importância do uso racional da água, como também, da necessidade do controle de perdas e desperdícios. Esta problemática vem sendo diagnosticada há alguns anos, especialmente, em países com grandes regiões semiáridas, como o Brasil. Considerando o quadro de baixa oferta de água potável, torna-se importante o desenvolvimento de pesquisas e a geração de tecnologias que permitam o uso de águas salinas na produção de alimentos. A aplicação de efluentes ao solo é vista como forma efetiva de controle da poluição e uma alternativa viável para aumentar a disponibilidade hídrica em regiões áridas e semiáridas, podendo reduzir os custos com tratamento e ainda servir como fonte de nutrientes para as plantas. Para tanto, o presente estudo tem como principal objetivo avaliar o potencial de uso agrícola do efluente da piscicultura no cultivo de milho crioulo. A pesquisa foi realizada no período de maio a julho de 2016, sob condições de campo, em área experimental pertencente ao Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas (DCAT), Campus Oeste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró - RN. A área experimental foi constituída de aproximadamente 119 m2 (8,80 m x 13,50 m), onde foram distribuídos 3 (três) blocos casualizados, com parcelas subdivididas e 3 (três) repetições cada cultivar de milho crioulo. Para tanto, os tratamentos supracitados foram testados na irrigação de 2 (duas) variedades de milho crioulo: Ibra (Cultivar 1 – C1) e Milho Roxo (Cultivar 2 – C2). O experimento contou com 5 (cinco) tratamentos (T1: 100% água de abastecimento (testemunha); T2: Proporção de 75% de água de abastecimento + 25% de rejeito da piscicultura; T3: Proporção de 50% de água de abastecimento + 50% de rejeito da piscicultura; T4: Proporção de 25% de água de abastecimento + 75% de rejeito da piscicultura; T5: 100% de efluente da piscicultura). Os resultados das análises de qualidade das fontes hídricas utilizadas na irrigação do milho crioulo indicam que ambas as fontes são alcalinas e não apresentam risco severo de salinização do solo. A CEes apresentou uma variação significativa ao longo do período experimental, variando de 0,0 a 2,2 dS m-1, e com valor médio igual a 1,10 dS m-1, cujo valor encontrado apresenta-se dentro do limite estabelecido pela FAO (1999) para cultivos agrícolas. Para as análises de crescimento houve interação significativa entre os fatores (proporções de efluente da piscicultura e cultivares) para todas as variáveis analisadas. Apenas a variável altura da planta aos 30 dias (ALT1), após a emergência (DAE), não apresentou interação que, por sua vez, diferiu significativamente entre as cultivares (p0,05), apenas para a variável matéria seca do pendão (MSP). Considerando o fator proporção de efluente da piscicultura, observou-se efeito significativo para todas as variáveis, exceto para matéria fresca do pendão (MFP). Por sua vez, verificou-se interação significativa entre os fatores analisados (proporção de efluente da piscicultura e cultivares) para a variável matéria fresca da parte aérea (MFPA)

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  • THAÍS CRISTINA DE SOUZA LOPES
  • Atributos estruturais e mineralógicos em classes de solos na Chapada do Apodi.

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 27/07/2018

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  • O objetivo do presente trabalho foi avaliar atributos estruturais em associação com físicos, químicos e mineralógicos em classes de solos, utilizando a técnica de estatística multivariada na diferenciação dos ambientes. A pesquisa foi realizada no Projeto de Assentamento Terra da Esperança, município de Governador Dix-Sept Rosado, e Projeto de Assentamento Moacir Lucena, município de Apodi, no RN. Foram selecionados dezessete (17) perfis, em agroecossistemas. Coletou-se amostras de solo nos horizontes de cada perfil, as indeformadas constituíram dez (10) amostras por horizontes em anéis volumétricos, em blocos de solo (análise de agregados), e as deformadas em triplicatas no laboratório. Foram determinados os atributos estruturais, físicos, químicos e mineralógicos. Os resultados foram analisados submetendo-os a técnicas de estatística multivariada, por meio da matriz de correlação, análise de agrupamento (AA) e a análise fatorial (AF) com extração dos fatores em componentes principais (ACP). A análise fatorial revelou que as variáveis argila, Ca2+, Na+, SB e V para o fator 1 (F1), seguido das variáveis T, COT, macroporosidade, Dp, K+ e microporosidade (F2) foram atributos essenciais na distinção dos ambientes. O uso da análise de agrupamento possibilitou a formação de quatro grupos de solos, os estruturais apresentaram maior similaridade, evidenciando as relações entre o material de origem e usos, seguido dos químicos P, K+, T, Ca+2, V e pH (Chernossolo Rêndzico), os estruturais DMP, DMG, AGRI>2mm, IP , e LP (Latossolo Vermelho amarelo) e os físico-químicos CE, Na+, Silte, macroporosidade, Ptcalc, m, Areia Tot., θ, Mg+2 e Dp (Cambissolos Háplicos e Neossolo Flúvico). A fração argila apresentou inter-relação com os atributos químicos (F1), na distinção das classes e usos. As classes de solos em estudo apresentaram caráter eutrófico (V≥ 50 %), inclusive o Latossolo Vermelho amarelo (Perfil 4) em função das variáveis Na+ e Ca2+, apresentando, contudo, valores inferiores as demais classes, o que constitui uma particularidade local, em função do padrão climático da região semiárida. Na mineralogia o fator 1 permitiu estimar a influência das variáveis expressivas, destacando-se: argila, Fed, Feo/Fed, Mi, Ma e Na+, isso pode ser justificado em função dos fatores e processos pedogenéticos que são fortemente influenciados pelo padrão climático da região Semiárida. Os solos mais desenvolvidos apresentaram picos evidentes de caulinita e ilita e picos com menor intensidade de óxidos de ferro (goethita e hematita). O grupo caracterizado como solos menos desenvolvidos apresentaram picos de menor intensidade da caulinita e presença mais evidente de argilominerais do tipo 2:1.


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  • O objetivo do presente trabalho foi avaliar atributos estruturais em associação com físicos, químicos e mineralógicos em classes de solos, utilizando a técnica de estatística multivariada na diferenciação dos ambientes. A pesquisa foi realizada no Projeto de Assentamento Terra da Esperança, município de Governador Dix-Sept Rosado, e Projeto de Assentamento Moacir Lucena, município de Apodi, no RN. Foram selecionados dezessete (17) perfis, em agroecossistemas. Coletou-se amostras de solo nos horizontes de cada perfil, as indeformadas constituíram dez (10) amostras por horizontes em anéis volumétricos, em blocos de solo (análise de agregados), e as deformadas em triplicatas no laboratório. Foram determinados os atributos estruturais, físicos, químicos e mineralógicos. Os resultados foram analisados submetendo-os a técnicas de estatística multivariada, por meio da matriz de correlação, análise de agrupamento (AA) e a análise fatorial (AF) com extração dos fatores em componentes principais (ACP). A análise fatorial revelou que as variáveis argila, Ca2+, Na+, SB e V para o fator 1 (F1), seguido das variáveis T, COT, macroporosidade, Dp, K+ e microporosidade (F2) foram atributos essenciais na distinção dos ambientes. O uso da análise de agrupamento possibilitou a formação de quatro grupos de solos, os estruturais apresentaram maior similaridade, evidenciando as relações entre o material de origem e usos, seguido dos químicos P, K+, T, Ca+2, V e pH (Chernossolo Rêndzico), os estruturais DMP, DMG, AGRI>2mm, IP , e LP (Latossolo Vermelho amarelo) e os físico-químicos CE, Na+, Silte, macroporosidade, Ptcalc, m, Areia Tot., θ, Mg+2 e Dp (Cambissolos Háplicos e Neossolo Flúvico). A fração argila apresentou inter-relação com os atributos químicos (F1), na distinção das classes e usos. As classes de solos em estudo apresentaram caráter eutrófico (V≥ 50 %), inclusive o Latossolo Vermelho amarelo (Perfil 4) em função das variáveis Na+ e Ca2+, apresentando, contudo, valores inferiores as demais classes, o que constitui uma particularidade local, em função do padrão climático da região semiárida. Na mineralogia o fator 1 permitiu estimar a influência das variáveis expressivas, destacando-se: argila, Fed, Feo/Fed, Mi, Ma e Na+, isso pode ser justificado em função dos fatores e processos pedogenéticos que são fortemente influenciados pelo padrão climático da região Semiárida. Os solos mais desenvolvidos apresentaram picos evidentes de caulinita e ilita e picos com menor intensidade de óxidos de ferro (goethita e hematita). O grupo caracterizado como solos menos desenvolvidos apresentaram picos de menor intensidade da caulinita e presença mais evidente de argilominerais do tipo 2:1.

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  • JOSEANE DUNGA DA COSTA
  • CARACTERIZAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E APTIDÃO AGRÍCOLA DE SOLOS EM PROJETO DE ASSENTAMENTO NA CHAPADA DO APODI, RN

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA KALINE DA COSTA FERREIRA
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • FRANCISCO ERNESTO SOBRINHO
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 29/08/2018

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  • A exploração agropecuária desordenada promove alterações no espaço rural da microrregião da Chapada do Apodi, relacionadas à ausência de adoção de técnicas adequadas às condições locais, quanto ao uso intensivo do solo e ausência de cobertura. Dessa forma, o uso das terras conforme a sua aptidão, é o princípio básico da conservação do solo e da água. Com base nisso, o objetivo geral deste trabalho foi caracterizar, classificar e avaliar a aptidão agrícola de solos em Projeto de Assentamento na Chapada do Apodi, RN, apontando os fatores limitantes e potencialidades, a fim de buscar o seu planejamento agroambiental. A pesquisa foi realizada no Projeto de Assentamento Terra da Esperança, situado no município de Governador Dix-Sept Rosado no Rio Grande do Norte. Foi feito um levantamento do meio físico, que recobre a área de estudo, incluindo fatores ambientais como solo, clima, relevo, vegetação, hidrologia, abertura de dez perfis de solos representativos, descrição morfológica, coleta de amostras deformadas e indeformadas para análises físicas e estruturais e químicas do solo, classificação pedológica georreferenciada, além de ensaios de campo de infiltração e resistência mecânica à penetração. Os dados dos atributos foram expressos pela média de três repetições por horizonte, e submetidos à análise estatística multivariada para detecção dos atributos mais sensíveis na distinção dos ambientes. As classes de solos encontradas foram: Cambissolos Háplicos (Carbonático vertissólico – P1, Carbonático típico – P2 e P3, Ta Eutrófico típico – P6, P7 e P10, Ta Eutrófico vertissólico – P9), Argissolo Vermelho Distrófico latossólico – P4, Chernossolo Rêndzico Órtico saprolítico – P5 e Neossolo Flúvico Ta Eutrófico típico – P8. O material de origem contribuiu para presença de horizonte cálcico nos perfis 1, 2, 3 e 4 dos Cambissolos e Chernossolo. O Argissolo foi o único a apresentar reação ácida, saturação por alumínio e baixa saturação por bases e capacidade de troca catiônica a pH 7,0, formando horizontes com limitações químicas, em função do caráter latossólico. Os atributos mais sensíveis na distinção das classes de solos encontradas estão ligados ao material de origem, o qual influenciou diretamente às características físicas (teores de silte e argila) e químicas (acidez, salinidade, disponibilidade de nutrientes e atividade da argila) dos solos. Os atributos físicos estruturais dos Cambissolos Háplicos, em geral, foram mantidos em relação à condição atual da mata nativa, mesmo sob diferentes usos e manejos do solo, apesar, dos solos sob uso das áreas de Mata Nativa 1, de Manejo Convencional e Agroecológica denotarem naturalmente fragilidade na estabilidade de agregados e grau de floculação, principalmente em razão da predominância da fração areia. A avaliação da aptidão agrícola revelou que as terras do Projeto de Assentamento Terra de Esperança possuem elevada potencialidade agrícola, favorecida, sobretudo pelas boas condições de solo e relevo, diferindo apenas para o nível de manejo A (primitivo) e o Cambissolo Háplico da área do P1, como regular. As principais limitações estão relacionadas à fixação do fósforo, deficiência de água e impedimento à mecanização quanto à profundidade efetiva do solo, porém os Cambissolos Háplicos nas áreas dos perfis 2 e 10, foram os que apresentaram menores limitações quanto ao seu uso agrícola (lavoura). Como também há indicação para atividade menos intensiva, como pastagem natural para o Chernossolo Rêndzico (P5) e Cambissolo Háplico (P6); ficando o Neossolo Flúvico (P8) como área de preservação da flora e fauna, por restrição legislativa, tratando-se de uma área de preservação permanente definida pelo INCRA.


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  • A exploração agropecuária desordenada promove alterações no espaço rural da microrregião da Chapada do Apodi, relacionadas à ausência de adoção de técnicas adequadas às condições locais, quanto ao uso intensivo do solo e ausência de cobertura. Dessa forma, o uso das terras conforme a sua aptidão, é o princípio básico da conservação do solo e da água. Com base nisso, o objetivo geral deste trabalho foi caracterizar, classificar e avaliar a aptidão agrícola de solos em Projeto de Assentamento na Chapada do Apodi, RN, apontando os fatores limitantes e potencialidades, a fim de buscar o seu planejamento agroambiental. A pesquisa foi realizada no Projeto de Assentamento Terra da Esperança, situado no município de Governador Dix-Sept Rosado no Rio Grande do Norte. Foi feito um levantamento do meio físico, que recobre a área de estudo, incluindo fatores ambientais como solo, clima, relevo, vegetação, hidrologia, abertura de dez perfis de solos representativos, descrição morfológica, coleta de amostras deformadas e indeformadas para análises físicas e estruturais e químicas do solo, classificação pedológica georreferenciada, além de ensaios de campo de infiltração e resistência mecânica à penetração. Os dados dos atributos foram expressos pela média de três repetições por horizonte, e submetidos à análise estatística multivariada para detecção dos atributos mais sensíveis na distinção dos ambientes. As classes de solos encontradas foram: Cambissolos Háplicos (Carbonático vertissólico – P1, Carbonático típico – P2 e P3, Ta Eutrófico típico – P6, P7 e P10, Ta Eutrófico vertissólico – P9), Argissolo Vermelho Distrófico latossólico – P4, Chernossolo Rêndzico Órtico saprolítico – P5 e Neossolo Flúvico Ta Eutrófico típico – P8. O material de origem contribuiu para presença de horizonte cálcico nos perfis 1, 2, 3 e 4 dos Cambissolos e Chernossolo. O Argissolo foi o único a apresentar reação ácida, saturação por alumínio e baixa saturação por bases e capacidade de troca catiônica a pH 7,0, formando horizontes com limitações químicas, em função do caráter latossólico. Os atributos mais sensíveis na distinção das classes de solos encontradas estão ligados ao material de origem, o qual influenciou diretamente às características físicas (teores de silte e argila) e químicas (acidez, salinidade, disponibilidade de nutrientes e atividade da argila) dos solos. Os atributos físicos estruturais dos Cambissolos Háplicos, em geral, foram mantidos em relação à condição atual da mata nativa, mesmo sob diferentes usos e manejos do solo, apesar, dos solos sob uso das áreas de Mata Nativa 1, de Manejo Convencional e Agroecológica denotarem naturalmente fragilidade na estabilidade de agregados e grau de floculação, principalmente em razão da predominância da fração areia. A avaliação da aptidão agrícola revelou que as terras do Projeto de Assentamento Terra de Esperança possuem elevada potencialidade agrícola, favorecida, sobretudo pelas boas condições de solo e relevo, diferindo apenas para o nível de manejo A (primitivo) e o Cambissolo Háplico da área do P1, como regular. As principais limitações estão relacionadas à fixação do fósforo, deficiência de água e impedimento à mecanização quanto à profundidade efetiva do solo, porém os Cambissolos Háplicos nas áreas dos perfis 2 e 10, foram os que apresentaram menores limitações quanto ao seu uso agrícola (lavoura). Como também há indicação para atividade menos intensiva, como pastagem natural para o Chernossolo Rêndzico (P5) e Cambissolo Háplico (P6); ficando o Neossolo Flúvico (P8) como área de preservação da flora e fauna, por restrição legislativa, tratando-se de uma área de preservação permanente definida pelo INCRA.

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  • FABRÍCIA GRATYELLI BEZERRA COSTA FERNANDES
  • PRODUÇÃO E CAPACIDADE DE FITOEXTRAÇÃO DO GIRASSOL (Heliantus annus) IRRIGADO COM ÁGUA PRODUZIDA

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA KALINE DA COSTA FERREIRA
  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MYCHELLE KARLA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • WESLEY DE OLIVEIRA SANTOS
  • Data: 31/08/2018

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  • O presente trabalho objetivou analisar os efeitos da água produzida tratada no sistema produtivo da cultura do girassol. Para isso, foi montada uma área experimental em casa de vegetação, no Departamento de Ciências Agrárias e Florestais do Centro de Ciência Agrárias da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O experimento foi montado no delineamento em blocos casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos utilizados foram T1 - 100% de aplicação água de abastecimento (AA) e 0% de água de produzida (AP), T2 - 75% de AA e 25% de AP, T3 - 50% de AA e 50% de AP, T4 - 25% de AA e 75% de AP e T5 - 0% de AA e 100% de AP. Nos ensaios experimentais foram utilizados vasos de 32L preenchidos com brita (nº zero) cobrindo a base dos mesmos e solo proveniente da Fazenda Experimental Rafael Fernandes em Mossoró, sendo classificado como Latossolo. Todas as parcelas receberam adubação de fundação. Aos 90 dias após o transplantio foram avaliadas as características químicas do solo, onde foi utilizado o esquema de parcelas subdivididas tendo nas parcelas os tratamentos, nas subparcelas as profundidades de amostragem (0 a 0,10 m; 0,20 a 0,30 m). Para a produtividade, características agronômicas, composição química das folhas, fatores de translocação e bioacumulação foram analisados os efeitos dos tratamentos. Os dados foram submetidos à análise de variância, testes de média e contrastes ortogonais. Os resultados indicaram maiores concentrações de Ca2+, Mg2+, K+, Na+ e P bem como da condutividade elétrica do extrato de saturação e pH do solo, onde este foi provavelmente o atributo que mais influenciou a disponibilidade dos micronutrientes do solo que diminuíram com a aplicação das diluições da água produzida. O tratamento T5 (100% água produzida tratada) acarretou valores de altura de planta, superior aos dos demais tratamentos. Enquanto, os maiores valores de número de folhas, diâmetro de caule e diâmetro de capítulo ocorreram no tratamento T2 (75% de água de abastecimento e 25% de água produzida tratada). Em relação à produtividade não houve diferença estatística entre os tratamentos, entretanto o tratamento T5 proporcionou a maior produtividade. Ocorreu aumento dos teores de Ca, Mg, Na, Fe, Mn, Zn, Ni e Cd no tecido vegetal do girassol ao passo que houve um maior acúmulo de Pb no tratamento T1 (100% de água de abastecimento). O girassol apresentou eficiência na translocação apenas para o Na, já para o fator de bioacumulação a cultura apresentou eficiência para todas as variáveis estudadas, exceto para Na.


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  • O presente trabalho objetivou analisar os efeitos da água produzida tratada no sistema produtivo da cultura do girassol. Para isso, foi montada uma área experimental em casa de vegetação, no Departamento de Ciências Agrárias e Florestais do Centro de Ciência Agrárias da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O experimento foi montado no delineamento em blocos casualizados com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos utilizados foram T1 - 100% de aplicação água de abastecimento (AA) e 0% de água de produzida (AP), T2 - 75% de AA e 25% de AP, T3 - 50% de AA e 50% de AP, T4 - 25% de AA e 75% de AP e T5 - 0% de AA e 100% de AP. Nos ensaios experimentais foram utilizados vasos de 32L preenchidos com brita (nº zero) cobrindo a base dos mesmos e solo proveniente da Fazenda Experimental Rafael Fernandes em Mossoró, sendo classificado como Latossolo. Todas as parcelas receberam adubação de fundação. Aos 90 dias após o transplantio foram avaliadas as características químicas do solo, onde foi utilizado o esquema de parcelas subdivididas tendo nas parcelas os tratamentos, nas subparcelas as profundidades de amostragem (0 a 0,10 m; 0,20 a 0,30 m). Para a produtividade, características agronômicas, composição química das folhas, fatores de translocação e bioacumulação foram analisados os efeitos dos tratamentos. Os dados foram submetidos à análise de variância, testes de média e contrastes ortogonais. Os resultados indicaram maiores concentrações de Ca2+, Mg2+, K+, Na+ e P bem como da condutividade elétrica do extrato de saturação e pH do solo, onde este foi provavelmente o atributo que mais influenciou a disponibilidade dos micronutrientes do solo que diminuíram com a aplicação das diluições da água produzida. O tratamento T5 (100% água produzida tratada) acarretou valores de altura de planta, superior aos dos demais tratamentos. Enquanto, os maiores valores de número de folhas, diâmetro de caule e diâmetro de capítulo ocorreram no tratamento T2 (75% de água de abastecimento e 25% de água produzida tratada). Em relação à produtividade não houve diferença estatística entre os tratamentos, entretanto o tratamento T5 proporcionou a maior produtividade. Ocorreu aumento dos teores de Ca, Mg, Na, Fe, Mn, Zn, Ni e Cd no tecido vegetal do girassol ao passo que houve um maior acúmulo de Pb no tratamento T1 (100% de água de abastecimento). O girassol apresentou eficiência na translocação apenas para o Na, já para o fator de bioacumulação a cultura apresentou eficiência para todas as variáveis estudadas, exceto para Na.

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  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • ATRIBUTOS QUÍMICOS E FÍSICOS DO SOLO DA PLANÍCIE HIPERSALINA DO ESTUÁRIO DO RIO APODI - MOSSORÓ

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • JONAS DE OLIVEIRA FREIRE
  • RENATO DE MEDEIROS ROCHA
  • Data: 31/08/2018

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  • A variação espacial dos atributos químicos e físicos do solo, com ênfase também nos metais pesados esta presente deste a gênese do processo de formação do solo. Entretanto, com a ocupação e exploração da terra para usos diversos, a variabilidade tornou-se mais acentuada. Nos dias atuais, trabalhos sobre variação espacial dos atributos do solo auxiliam na tomada decisão e aplicação soluções eficazes em detrimento de riscos ambientais. Objetivou-se com esse trabalho avaliar a variabilidade espacial dos atributos químicos e físicos do solo da “Planície Hipersalina” na região aluvial do estuário do rio Apodi – Mossoró-RN. Para alcançar o objetivo, utilizaram-se técnicas de análise multivariada e geoestatística. Coletou-se ao acaso 72 amostras, com volume de 1 kg, coletadas nas camadas de 0,5, 1, 2 e 3 m de profundidade sendo cada ponto de coleta georeferenciado empregando-se um GPS portátil. A análise multivariada dos dados mostrou-se uma ferramenta eficiente na discriminação dos três ambientes estudados. De acordo com as análises semivariográficas, todos os atributos analisados para a área de estudo apresentaram dependência espacial, possibilitando, assim, a interpolação dos dados pelo método de krigagem. Analisando os mapas dos atributos espacializados por krigagem, verifica-se que todos os parâmetros físicos e químicos do solo apresentaram variabilidade espacial dentro da área estudada, sendo que, para cada atributo, o comportamento espacial foi semelhante para as quatro profundidades verificadas no estudo.


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  • A variação espacial dos atributos químicos e físicos do solo, com ênfase também nos metais pesados esta presente deste a gênese do processo de formação do solo. Entretanto, com a ocupação e exploração da terra para usos diversos, a variabilidade tornou-se mais acentuada. Nos dias atuais, trabalhos sobre variação espacial dos atributos do solo auxiliam na tomada decisão e aplicação soluções eficazes em detrimento de riscos ambientais. Objetivou-se com esse trabalho avaliar a variabilidade espacial dos atributos químicos e físicos do solo da “Planície Hipersalina” na região aluvial do estuário do rio Apodi – Mossoró-RN. Para alcançar o objetivo, utilizaram-se técnicas de análise multivariada e geoestatística. Coletou-se ao acaso 72 amostras, com volume de 1 kg, coletadas nas camadas de 0,5, 1, 2 e 3 m de profundidade sendo cada ponto de coleta georeferenciado empregando-se um GPS portátil. A análise multivariada dos dados mostrou-se uma ferramenta eficiente na discriminação dos três ambientes estudados. De acordo com as análises semivariográficas, todos os atributos analisados para a área de estudo apresentaram dependência espacial, possibilitando, assim, a interpolação dos dados pelo método de krigagem. Analisando os mapas dos atributos espacializados por krigagem, verifica-se que todos os parâmetros físicos e químicos do solo apresentaram variabilidade espacial dentro da área estudada, sendo que, para cada atributo, o comportamento espacial foi semelhante para as quatro profundidades verificadas no estudo.

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  • POLLYANA MONA SOARES DIAS
  • LEVANTAMENTO DE SOLOS E CLASSIFICAÇÃO DA CAPACIDADE DE USO DAS
    TERRAS NO PROJETO DE ASSENTAMENTO MOACIR LUCENA, APODI-RN

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANNE KATHERINE DE HOLANDA BEZERRA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • JORGE LUIS DE OLIVEIRA PINTO FILHO
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 26/11/2018

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  • O solo é um dos principais recursos naturais usados nas práticas agrícolas, no entanto, o processo aplicado na sua exploração, pode torná-lo esgotável, sendo necessário determinar o uso e manejo do solo adequado, que só pode ser conseguido por meio do conhecimento dos diversos atributos envolvidos, realizando mediante um levantamento do meio físico. Sendo assim, o presente estudo propôs fazer o levantamento dos solos no Projeto de Assentamento Moacir Lucena no município de Apodi, com sua caracterização morfológica, físico-química juntamente com a classificação da capacidade de uso da terra em comparação com o uso atual. O Projeto de Assentamento Moacir Lucena, RN encontra-se na Chapada do Apodi e foi subdividido em sete áreas representativas: Perfil 1 (Área do IBAMA em Recuperação), Perfil 2 (Área da Lagoa), Perfil 3 (Área de Preservação Permanente (APP) ou Área do IBAMA), Perfil 4 (Área de Manejo Agroecológico (AMA)), Perfil 5 (Área Coletiva de Plantio (AC)), Perfil 6 (Área Coletiva de Cajueiro) e Perfil 7 (Área Coletiva de Cajueiro 2). Foram coletadas amostras deformadas e indeformadas de solos nas respectivas áreas e realizadas analises físicas (granulometria, argila dispersa em água, relação silte/argila, densidade do solo, densidade de partícula, porosidade total, grau de floculação), análises químicas (pH, condutividade elétrica, carbono orgânico total, Ca+2, Mg+2, K+, Na+, P, Al3+, soma de bases, capacidade de troca de cátions, percentagem de saturação por bases, saturação por alumínio, percentagem de sódio total), teste de infiltração com infiltrômetro de anéis, resistência mecânica do solo à penetração e classificação da capacidade de uso da terra. Os resultados foram analisados submetendo-os a técnicas de estatística multivariada, por meio da matriz de correlação, análise de agrupamento e a análise fatorial com extração dos fatores em componentes principais Os solos foram classificadas da seguinte maneira: Perfil 1 - LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Eutrófico argissólico; Perfil 2 - CAMBISSOLO HÁPLICO Carbonático típico; Perfil 3 - LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico; Perfil 4 - ARGISSOLO AMARELO Eutrófico típico; Perfil 5 - CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Eutrófico típico; Perfil 6 - LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico e Perfil 7 - LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico. De modo geral, os solos são pouco intemprerizados, com limitações físicas referentes a profundidade efetiva e propriedades físicas do solo, o teor de areia acentuado em superfície e de argila em subsuperfície, promovendo impedimento ao desenvolvimento de raízes e infiltração de água. A velocidade de infiltração básica (VIB) calculada variou de média para o Argissolo (Perfil 4), alta para Latossolo (Perfil 1), muito alta para os demais perfis (Camissolos (Perfil 2), Cambissolo (Perfil 5), Latossolo (Perfil 7, Perfil 3 e Perfil 6). Ocorreu variação quanto a resistência mecânica do solo à penetração, entre 1332 a 6769 kPa, e sua classificação de baixa a muito alta, mostrando variabilidade para as diferentes profundidades, classes de solo e usos. O assentamento, apresenta intensidade de uso considerada abaixo da capacidade, a área de APP em recuperação foi classificada no Grupo B e Classe VI, a área da lagoa no Grupo C e Classe VIII, a área de APP, também chamada de área do IBAMA, a área de uso coletivo e áreas de cajureiros no Grupo A e Classe II, a área de manejo agroecológico no Grupo A e Classe III. No entanto, por área de APP, as áreas do IBAMA, da lagoa e APP em recuperação não podem ser exploradas economicamente.


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  • O solo é um dos principais recursos naturais usados nas práticas agrícolas, no entanto, o processo aplicado na sua exploração, pode torná-lo esgotável, sendo necessário determinar o uso e manejo do solo adequado, que só pode ser conseguido por meio do conhecimento dos diversos atributos envolvidos, realizando mediante um levantamento do meio físico. Sendo assim, o presente estudo propôs fazer o levantamento dos solos no Projeto de Assentamento Moacir Lucena no município de Apodi, com sua caracterização morfológica, físico-química juntamente com a classificação da capacidade de uso da terra em comparação com o uso atual. O Projeto de Assentamento Moacir Lucena, RN encontra-se na Chapada do Apodi e foi subdividido em sete áreas representativas: Perfil 1 (Área do IBAMA em Recuperação), Perfil 2 (Área da Lagoa), Perfil 3 (Área de Preservação Permanente (APP) ou Área do IBAMA), Perfil 4 (Área de Manejo Agroecológico (AMA)), Perfil 5 (Área Coletiva de Plantio (AC)), Perfil 6 (Área Coletiva de Cajueiro) e Perfil 7 (Área Coletiva de Cajueiro 2). Foram coletadas amostras deformadas e indeformadas de solos nas respectivas áreas e realizadas analises físicas (granulometria, argila dispersa em água, relação silte/argila, densidade do solo, densidade de partícula, porosidade total, grau de floculação), análises químicas (pH, condutividade elétrica, carbono orgânico total, Ca+2, Mg+2, K+, Na+, P, Al3+, soma de bases, capacidade de troca de cátions, percentagem de saturação por bases, saturação por alumínio, percentagem de sódio total), teste de infiltração com infiltrômetro de anéis, resistência mecânica do solo à penetração e classificação da capacidade de uso da terra. Os resultados foram analisados submetendo-os a técnicas de estatística multivariada, por meio da matriz de correlação, análise de agrupamento e a análise fatorial com extração dos fatores em componentes principais Os solos foram classificadas da seguinte maneira: Perfil 1 - LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Eutrófico argissólico; Perfil 2 - CAMBISSOLO HÁPLICO Carbonático típico; Perfil 3 - LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico; Perfil 4 - ARGISSOLO AMARELO Eutrófico típico; Perfil 5 - CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Eutrófico típico; Perfil 6 - LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico e Perfil 7 - LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico. De modo geral, os solos são pouco intemprerizados, com limitações físicas referentes a profundidade efetiva e propriedades físicas do solo, o teor de areia acentuado em superfície e de argila em subsuperfície, promovendo impedimento ao desenvolvimento de raízes e infiltração de água. A velocidade de infiltração básica (VIB) calculada variou de média para o Argissolo (Perfil 4), alta para Latossolo (Perfil 1), muito alta para os demais perfis (Camissolos (Perfil 2), Cambissolo (Perfil 5), Latossolo (Perfil 7, Perfil 3 e Perfil 6). Ocorreu variação quanto a resistência mecânica do solo à penetração, entre 1332 a 6769 kPa, e sua classificação de baixa a muito alta, mostrando variabilidade para as diferentes profundidades, classes de solo e usos. O assentamento, apresenta intensidade de uso considerada abaixo da capacidade, a área de APP em recuperação foi classificada no Grupo B e Classe VI, a área da lagoa no Grupo C e Classe VIII, a área de APP, também chamada de área do IBAMA, a área de uso coletivo e áreas de cajureiros no Grupo A e Classe II, a área de manejo agroecológico no Grupo A e Classe III. No entanto, por área de APP, as áreas do IBAMA, da lagoa e APP em recuperação não podem ser exploradas economicamente.

2017
Dissertações
1
  • ANDREZZA GRASIELLY COSTA
  • UTILIZAÇÃO DE EFLUENTE DE LATICÍNIOS NA PRODUÇÃO DO MANDACARU SEM ESPINHO (Cereus hildmannianus K. Schum) NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RANIERE BARBOSA DE LIRA
  • SANDRA MARIA CAMPOS ALVES
  • Data: 17/02/2017

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  • Aliar o uso de efluentes industrias rico em nutrientes prontamente disponível para as plantas com o cultivo do mandacaru sem espinho (cereus hildmannianus k. Schum) proporcionam grandes melhorias para a região semiárida, gerando retorno econômico e ambiental. Dessa forma, este trabalho objetivou analisar os efeitos da aplicação de água residuária de laticínios na produção e no desenvolvimento do mandacaru sem espinho e nas alterações químicas de um argissolo em Mossoró-RN. O experimento foi conduzido na unidade experimental de reuso de água, em um argissolo vermelho-amarelo eutrófico. Foi montada a área experimental para a produção do mandacaru sem espinho irrigado com efluente de laticínios, proveniente da lagoa facultativa aerada. As doses do efluente de laticínios foram obtidas pelo método da agência de proteção ambiental dos estados unidos. O experimento foi montado no delineamento em blocos casualizados, com cinco repetições e cinco tratamentos, sendo: t1 – somente água da rede de abastecimento, t2 - 0,1 x lâmina de aplicação anual mais água de abastecimento, t3 - 0,2 x lâmina de aplicação anual mais água de abastecimento, t4 – 0,3 x lâmina de aplicação anual mais água de abastecimento, e t5 - 0, 4 x lâmina de aplicação anual mais água de abastecimento. Foram estudados os fatores proporções de efluente de laticínios e água de abastecimento em profundidades de amostragem. As mensurações de crescimento do mandacaru sem espinhos foram realizadas 240 dias após o plantio, observando os aspectos morfométricos. Levando em consideração o risco de entupimento dos gotejadores no sistema de irrigação, o ph tanto do efluente de laticínios quanto da água de abastecimento apresentam um severo risco de entupimento. A condutividade elétrica do extrato de saturação apresentou significância a 1% de probabilidade, sendo o tratamento t5 o que mais incrementou sais ao solo. O maior aporte de fósforo ocorreu com aplicação do tratamento t4, tanto em superfície quanto em profundidade. O indicador produtividade apresentou um maior rendimento com a aplicação do tratamento t4, alcançando 28,2 mg.ha-1. A proteína bruta foi significativa a 1% de probabilidade, tendo destaque para os tratamentos t4 e t5. Todavia, o t4 sobressaiu, compondo 17,6% de proteína bruta. Assim, o tratamento t4 predominou em relação aos demais, porquanto favoreceu o rendimento da cultura sem causar impactos significativos ao solo.


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  • Aliar o uso de efluentes industrias rico em nutrientes prontamente disponível para as plantas com o cultivo do mandacaru sem espinho (cereus hildmannianus k. Schum) proporcionam grandes melhorias para a região semiárida, gerando retorno econômico e ambiental. Dessa forma, este trabalho objetivou analisar os efeitos da aplicação de água residuária de laticínios na produção e no desenvolvimento do mandacaru sem espinho e nas alterações químicas de um argissolo em Mossoró-RN. O experimento foi conduzido na unidade experimental de reuso de água, em um argissolo vermelho-amarelo eutrófico. Foi montada a área experimental para a produção do mandacaru sem espinho irrigado com efluente de laticínios, proveniente da lagoa facultativa aerada. As doses do efluente de laticínios foram obtidas pelo método da agência de proteção ambiental dos estados unidos. O experimento foi montado no delineamento em blocos casualizados, com cinco repetições e cinco tratamentos, sendo: t1 – somente água da rede de abastecimento, t2 - 0,1 x lâmina de aplicação anual mais água de abastecimento, t3 - 0,2 x lâmina de aplicação anual mais água de abastecimento, t4 – 0,3 x lâmina de aplicação anual mais água de abastecimento, e t5 - 0, 4 x lâmina de aplicação anual mais água de abastecimento. Foram estudados os fatores proporções de efluente de laticínios e água de abastecimento em profundidades de amostragem. As mensurações de crescimento do mandacaru sem espinhos foram realizadas 240 dias após o plantio, observando os aspectos morfométricos. Levando em consideração o risco de entupimento dos gotejadores no sistema de irrigação, o ph tanto do efluente de laticínios quanto da água de abastecimento apresentam um severo risco de entupimento. A condutividade elétrica do extrato de saturação apresentou significância a 1% de probabilidade, sendo o tratamento t5 o que mais incrementou sais ao solo. O maior aporte de fósforo ocorreu com aplicação do tratamento t4, tanto em superfície quanto em profundidade. O indicador produtividade apresentou um maior rendimento com a aplicação do tratamento t4, alcançando 28,2 mg.ha-1. A proteína bruta foi significativa a 1% de probabilidade, tendo destaque para os tratamentos t4 e t5. Todavia, o t4 sobressaiu, compondo 17,6% de proteína bruta. Assim, o tratamento t4 predominou em relação aos demais, porquanto favoreceu o rendimento da cultura sem causar impactos significativos ao solo.

2
  • FRANCISCO IRAEL DE SOUZA
  • DESEMPENHO AGRONÔMICO DE ABOBRINHA ITALIANA EM FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO FOSFATADA

  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • GABRIELLY PAULA DE SOUSA AZEVEDO H
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 24/02/2017

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  • Embora existam recomendações de adubação para o cultivo comercial em algumas regiões, são escassos os trabalhos de pesquisa que relacionam o efeito da adubação fosfatada na produção da abobrinha de moita, principalmente para a região Nordeste. Desse modo objetivou com o presente trabalho avaliar o desempenho agronômico da abobrinha italiana em função da adubação fosfatada. Foram conduzidos dois experimentos, instalado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, sendo o primeiro entre o período de agosto a novembro de 2015 e o segundo de julho setembro de 2016. O delineamento utilizado foi em blocos casualizados em esquema fatorial 2 x 5, com quatro repetições. Os tratamentos consistiram da combinação de duas cutivares de abobrinha (Caserta e Alícia) e cinco doses de fósforo (0, 40, 78, 120 e 150 kg ha-1 P2O5). As maiores produtividades comerciais foram obtidas com 140 kg ha-1 P2O5 para ‘Alícia’ e 120 kg ha-1 P2O5 para ‘Caserta’. Enquanto que, a dose de 40 kg ha-1 P2O5 proporcionou maior eficiência nutricional.


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  • Embora existam recomendações de adubação para o cultivo comercial em algumas regiões, são escassos os trabalhos de pesquisa que relacionam o efeito da adubação fosfatada na produção da abobrinha de moita, principalmente para a região Nordeste. Desse modo objetivou com o presente trabalho avaliar o desempenho agronômico da abobrinha italiana em função da adubação fosfatada. Foram conduzidos dois experimentos, instalado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, sendo o primeiro entre o período de agosto a novembro de 2015 e o segundo de julho setembro de 2016. O delineamento utilizado foi em blocos casualizados em esquema fatorial 2 x 5, com quatro repetições. Os tratamentos consistiram da combinação de duas cutivares de abobrinha (Caserta e Alícia) e cinco doses de fósforo (0, 40, 78, 120 e 150 kg ha-1 P2O5). As maiores produtividades comerciais foram obtidas com 140 kg ha-1 P2O5 para ‘Alícia’ e 120 kg ha-1 P2O5 para ‘Caserta’. Enquanto que, a dose de 40 kg ha-1 P2O5 proporcionou maior eficiência nutricional.

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  • AMSTERDAM ARMÊNIO DE MEDEIROS VALE
  • MELOEIRO CULTIVADO EM SOLO ARENOSO COM DOSES DE NITRATO E POTÁSSIO CONTROLADAS PELA SOLUÇÃO DO SOLO

  • Orientador : MANOEL JANUARIO DA SILVA JUNIOR
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDMILSON GOMES CAVALCANTE JÚNIOR
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MANOEL JANUARIO DA SILVA JUNIOR
  • Data: 24/02/2017

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  • A fertirrigação é uma das principais tecnologias usadas para aumentar a produtividade e rentabilidade das culturas, visto que possibilita o fornecimento de nutrientes conforme a necessidade nutricional das plantas. O que se observa nas pesquisas é que seu manejo através de curvas de absorção de nutrientes e recomendações de aplicação de fertilizantes nem sempre tem apresentado os resultados esperados, além de, em alguns casos práticos, se observarem prejuízos econômicos e ambientais. Nesse sentido, a fertirrigação através do monitoramento da concentração de íons da solução do solo tem apresentado respostas promissoras no controle da adubação e salinidade do solo, mas ainda não há informações científicas suficientes para se recomendar a técnica à classe produtora. Com isso, o objetivo da pesquisa foi aprimorar a técnica do manejo da fertirrigação através do controle dos íons nitrogênio e potássio na solução do solo cultivado com meloeiro de forma a contribuir para a redução dos custos de produção e da contaminação do meio ambiente com a redução do uso de fertilizantes. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação no delineamento experimental de blocos aleatorizados com quatro repetições e 13 tratamentos dispostos em 156 vasos. Os tratamentos foram compostos por diferentes doses percentuais de N e K (0-0, 0-100, 0-200, 50-50, 50-150, 100-0, 100-100, 100-200, 150-50, 150-150, 200-0, 200-100, 200-200), relativamente a uma dose padrão de N e K (33 e 106 mg.vaso-1), respectivamente. A cultura utilizada foi o melão Gália com plantas conduzidas sob fertirrigação por gotejamento controlada pela variação das concentrações de nitrato e potássio na solução do solo. As características avaliadas na cultura foram: desenvolvimento vegetativo, estado nutricional, produção e qualidade dos frutos, e no solo, teores dos íons nitrato e potássio, condutividade elétrica e pH da solução do solo, além de alterações na fertilidade. Foram realizadas análises de variância e de regressão, observando-se que o acúmulo do N decresce com o aumento da concentração de K na solução do solo; que as características de qualidade dos frutos tiveram melhor desempenho, em sua maioria, na dose inicial de N e K; que o K foi o nutriente mais absorvido pela planta apresentando os melhores resultados de desenvolvimento vegetativo na dose máxima desse nutriente (243,5 mg.vaso-1); que a fertirrigação aplicada interagiu com os nutrientes do solo facilitando o acúmulo de P, K, Ca e Na.


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  • A fertirrigação é uma das principais tecnologias usadas para aumentar a produtividade e rentabilidade das culturas, visto que possibilita o fornecimento de nutrientes conforme a necessidade nutricional das plantas. O que se observa nas pesquisas é que seu manejo através de curvas de absorção de nutrientes e recomendações de aplicação de fertilizantes nem sempre tem apresentado os resultados esperados, além de, em alguns casos práticos, se observarem prejuízos econômicos e ambientais. Nesse sentido, a fertirrigação através do monitoramento da concentração de íons da solução do solo tem apresentado respostas promissoras no controle da adubação e salinidade do solo, mas ainda não há informações científicas suficientes para se recomendar a técnica à classe produtora. Com isso, o objetivo da pesquisa foi aprimorar a técnica do manejo da fertirrigação através do controle dos íons nitrogênio e potássio na solução do solo cultivado com meloeiro de forma a contribuir para a redução dos custos de produção e da contaminação do meio ambiente com a redução do uso de fertilizantes. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação no delineamento experimental de blocos aleatorizados com quatro repetições e 13 tratamentos dispostos em 156 vasos. Os tratamentos foram compostos por diferentes doses percentuais de N e K (0-0, 0-100, 0-200, 50-50, 50-150, 100-0, 100-100, 100-200, 150-50, 150-150, 200-0, 200-100, 200-200), relativamente a uma dose padrão de N e K (33 e 106 mg.vaso-1), respectivamente. A cultura utilizada foi o melão Gália com plantas conduzidas sob fertirrigação por gotejamento controlada pela variação das concentrações de nitrato e potássio na solução do solo. As características avaliadas na cultura foram: desenvolvimento vegetativo, estado nutricional, produção e qualidade dos frutos, e no solo, teores dos íons nitrato e potássio, condutividade elétrica e pH da solução do solo, além de alterações na fertilidade. Foram realizadas análises de variância e de regressão, observando-se que o acúmulo do N decresce com o aumento da concentração de K na solução do solo; que as características de qualidade dos frutos tiveram melhor desempenho, em sua maioria, na dose inicial de N e K; que o K foi o nutriente mais absorvido pela planta apresentando os melhores resultados de desenvolvimento vegetativo na dose máxima desse nutriente (243,5 mg.vaso-1); que a fertirrigação aplicada interagiu com os nutrientes do solo facilitando o acúmulo de P, K, Ca e Na.

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  • FRANCISCO ÍTALO GOMES PAIVA
  • MANEJO DA FERTIRRIGAÇÃO POTÁSSICA E CÁLCICA NA CULTURA DO TOMATEIRO CULTIVADAS EM AMBIENTE PROTEGIDO E SUBMETIDAS AO ESTRESSE SALINO

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • Data: 10/03/2017

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  • A produção e a qualidade de frutos da cultura do tomate, esta diretamente relacionada com a qualidade da água utilizada na irrigação e com o suprimento adequado de nutrientes, principalmente o potássio e o cálcio. Este trabalho foi desenvolvido em ambiente protegido no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da UFERSA, em mossoró, rn, tendo como o objetivo avaliar o cultivo do tomate (Lycopersicum esculentum mill), em ambiente protegido, utilizando irrigação com águas salinas e fertirrigação com diferentes relações potássio:cálcio. o delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 4, sendo de cinco relações iônicas de potássio e cálcio (K+/Ca2+=1,5:1; K+/Ca2+=1,25:1; K+/Ca2+=1:1; K+/Ca2+=1:1,25 e K+/Ca2+=1:5) e com quatro níveis de salinidade da água de irrigação (S1-0,5; S2-2,0; S3-3,5 e S4-5,0 dS m-1). A relação K+/Ka2+=1:1 correspondente a concentração desses nutrientes recomendada para a cultura em cultivo hidropônico. As plantas foram avaliadas quanto a variáveis de crescimento (altura diâmetro do caule, número de folhas, área foliar, massa seca de caule, folhas frutos e total) e de rendimento e qualidade de frutos (número de frutos por planta, massa média de frutos e produção de frutos por planta. As relações K+/Ca2+ estudadas não mitigou o efeito sobre as variáveis analisadas. o uso de baixa relação K+/Ca2+ potencializou o efeito da salinidade sobre as plantas.


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  • A produção e a qualidade de frutos da cultura do tomate, esta diretamente relacionada com a qualidade da água utilizada na irrigação e com o suprimento adequado de nutrientes, principalmente o potássio e o cálcio. Este trabalho foi desenvolvido em ambiente protegido no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da UFERSA, em mossoró, rn, tendo como o objetivo avaliar o cultivo do tomate (Lycopersicum esculentum mill), em ambiente protegido, utilizando irrigação com águas salinas e fertirrigação com diferentes relações potássio:cálcio. o delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 4, sendo de cinco relações iônicas de potássio e cálcio (K+/Ca2+=1,5:1; K+/Ca2+=1,25:1; K+/Ca2+=1:1; K+/Ca2+=1:1,25 e K+/Ca2+=1:5) e com quatro níveis de salinidade da água de irrigação (S1-0,5; S2-2,0; S3-3,5 e S4-5,0 dS m-1). A relação K+/Ka2+=1:1 correspondente a concentração desses nutrientes recomendada para a cultura em cultivo hidropônico. As plantas foram avaliadas quanto a variáveis de crescimento (altura diâmetro do caule, número de folhas, área foliar, massa seca de caule, folhas frutos e total) e de rendimento e qualidade de frutos (número de frutos por planta, massa média de frutos e produção de frutos por planta. As relações K+/Ca2+ estudadas não mitigou o efeito sobre as variáveis analisadas. o uso de baixa relação K+/Ca2+ potencializou o efeito da salinidade sobre as plantas.

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  • ALLYSON LEANDRO BEZERRA SILVA
  • PRODUÇÃO DE CONCRETO UTILIZANDO CINZAS DAS INDÚSTRIAS DE CERÂMICA VERMELHA EM SUBSTITUIÇÃO AO AGREGADO MIÚDO

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • MARINEIDE JUSSARA DINIZ
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • WALNEY GOMES DA SILVA
  • Data: 11/05/2017

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  • O crescimento da construção civil, setor de grande importância da economia brasileira, faz aumentar a extração de matérias-primas, entre as quais a extração de areia do leito dos rios e consequente dano ambiental. A utilização de cinzas em substituição parcial do agregado miúdo empregado em concretos, não é vista, somente, como o uso de um resíduo, mas como contribuição à economia e à minimização de impactos ambientais. Desta forma, o trabalho analisa o uso de cinzas residuais dos fornos da indústria de cerâmica vermelha da região do Vale do Assú na produção de concretos para construção civil. Nos testes foram empregados as porcentagens de 0%, 10%, 20%, 30% e 40% de cinza na substituição do agregado miúdo. Os resultados de resistência à compressão dos corpos-de-prova de concreto foram submetidosos a análise de variância e ao teste de média tukey a 5% de probabilidade. A análise estatística comprovou que com até a substituição de 40% da areia pela cinza o concreto não perdeu sua resistência característica aos 28 dias. A resistência não alterou, de acordo com a estatística, com o aumento das substituições. A resistência à compressão do concreto foi determinada aos 7 e 28 dias e com os ensaios de resistência à compressão foi comprovada a viabilidade técnica do concreto com cinza oriundas da queima de lenha das indústrias cerâmicas.


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  • O crescimento da construção civil, setor de grande importância da economia brasileira, faz aumentar a extração de matérias-primas, entre as quais a extração de areia do leito dos rios e consequente dano ambiental. A utilização de cinzas em substituição parcial do agregado miúdo empregado em concretos, não é vista, somente, como o uso de um resíduo, mas como contribuição à economia e à minimização de impactos ambientais. Desta forma, o trabalho analisa o uso de cinzas residuais dos fornos da indústria de cerâmica vermelha da região do Vale do Assú na produção de concretos para construção civil. Nos testes foram empregados as porcentagens de 0%, 10%, 20%, 30% e 40% de cinza na substituição do agregado miúdo. Os resultados de resistência à compressão dos corpos-de-prova de concreto foram submetidosos a análise de variância e ao teste de média tukey a 5% de probabilidade. A análise estatística comprovou que com até a substituição de 40% da areia pela cinza o concreto não perdeu sua resistência característica aos 28 dias. A resistência não alterou, de acordo com a estatística, com o aumento das substituições. A resistência à compressão do concreto foi determinada aos 7 e 28 dias e com os ensaios de resistência à compressão foi comprovada a viabilidade técnica do concreto com cinza oriundas da queima de lenha das indústrias cerâmicas.

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  • ISAURA RAQUEL DANTAS FERNANDES
  • TRATAMENTO DE ÁGUA CINZA E SUA APLICAÇÃO NA FERTIRRIGAÇÃO DO GIRASSOL ORNAMENTAL SOL NOTURNO

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • MÁRCIA REGINA FARIAS DA SILVA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 19/05/2017

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  • A falta de tratamento dos efluentes domésticos bem como sua destinação inadequada caracteriza-se como um problema ambiental e de saúde púbica, este problema foi identificado na sede da Associação Comunitária Reciclando para a Vida – ACREVI, localizada na área periurbana do município de Mossoró-RN, onde cerca de 20 associados convivem diariamente produzindo um volume considerável de água cinza e lançando-a a céu aberto sem nenhum tratamento. Diante da problemática apresentada, no mês de abril de 2016 foi instalado um sistema de baixo custo para o tratamento da água cinza na ACREVI visando a utilização deste efluente na fertirrigação do girassol ornamental (variedade Sol Noturno), que é uma espécie diferenciada por apresentar pétalas em tons avermelhados. Esta pesquisa teve como principal objetivo avaliar a eficiência do tratamento primário em efluentes domésticos produzidos na ACREVI e investigar seus efeitos na ferirrigação de girassol ornamental. O sistema de tratamento é composto por uma caixa de passagem de alvenaria, um tanque séptico de duas câmaras com capacidade para 1000 L, um filtro anaeróbio com capacidade de 500 L e um reservatório de 500 L, para avaliar a eficiência do sistema foram realizadas mensalmente durante 6 meses análises físicas, químicas, bioquímicas e microbiológicas da água cinza antes e após o tratamento, os dados foram tabulados no programa Microsoft Excel 2010. O experimento com girassol ornamental Sol Noturno foi desenvolvido em ambiente protegido, em blocos casualizados com 5 tratamentos e três repetições. Os tratamentos soluções nutritiva de fertirrigação consistiram da diluição de água cinza em água de abastecimento municipal (75, 50 e 25%) e duas testemunhas (irrigação com água de abastecimento – 100% e irrigação com água cinza – 100%), as unidades experimentais foram compostas por 3 vasos plásticos de 8L contendo 50% de fibra de coco e 50% de composto orgânico devidamente homogeinizados. O desenvolvimento da planta foi monitorado a cada 15 dias após a germinação por meio da avaliação dos parâmetros altura de planta, diâmetro do caule, número de folhas e área foliar. Para avaliar a produção de flores foram verificadas as variáveis: diâmetro externo do capítulo (DE), número de pétalas no capítulo (NP), início do florescimento (IF) e a duração pós o florescimento (DPF). Realizou-se ainda a análise do tecido foliar do girassol para determinar os teores de N, P, K, Ca e Mg absorvidos ela planta, os dados foram submetidos à análise de variância ano nível de 5% de probabilidade no programa ASSISTAT 7.7 beta. De acordo com as análises realizadas na água cinza bruta e na água cinza tratada, o sistema de tratamento mostrou-se eficiente na remoção dos principais poluentes. No que diz respeito ao desenvolvimento do girassol ornamental Sol Noturno em função da fertirrigação com as diferentes proporções de água cinza tratada, observou-se que não houve diferença estatística para nenhuma das variáveis de crescimento, bem como para os indicadores de qualidade de produção de flores. A ordem decrescente da absorção dos nutrientes pela folha do girassol foi Ca>N>K>Mg>P. Por fim, pode-se concluir que a água cinza tratada pode ser utilizada na forma bruta na fertirrigação do girassol ornamental sem causar perdas de produção e sem comprometer qualidade das flores.


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  • A falta de tratamento dos efluentes domésticos bem como sua destinação inadequada caracteriza-se como um problema ambiental e de saúde púbica, este problema foi identificado na sede da Associação Comunitária Reciclando para a Vida – ACREVI, localizada na área periurbana do município de Mossoró-RN, onde cerca de 20 associados convivem diariamente produzindo um volume considerável de água cinza e lançando-a a céu aberto sem nenhum tratamento. Diante da problemática apresentada, no mês de abril de 2016 foi instalado um sistema de baixo custo para o tratamento da água cinza na ACREVI visando a utilização deste efluente na fertirrigação do girassol ornamental (variedade Sol Noturno), que é uma espécie diferenciada por apresentar pétalas em tons avermelhados. Esta pesquisa teve como principal objetivo avaliar a eficiência do tratamento primário em efluentes domésticos produzidos na ACREVI e investigar seus efeitos na ferirrigação de girassol ornamental. O sistema de tratamento é composto por uma caixa de passagem de alvenaria, um tanque séptico de duas câmaras com capacidade para 1000 L, um filtro anaeróbio com capacidade de 500 L e um reservatório de 500 L, para avaliar a eficiência do sistema foram realizadas mensalmente durante 6 meses análises físicas, químicas, bioquímicas e microbiológicas da água cinza antes e após o tratamento, os dados foram tabulados no programa Microsoft Excel 2010. O experimento com girassol ornamental Sol Noturno foi desenvolvido em ambiente protegido, em blocos casualizados com 5 tratamentos e três repetições. Os tratamentos soluções nutritiva de fertirrigação consistiram da diluição de água cinza em água de abastecimento municipal (75, 50 e 25%) e duas testemunhas (irrigação com água de abastecimento – 100% e irrigação com água cinza – 100%), as unidades experimentais foram compostas por 3 vasos plásticos de 8L contendo 50% de fibra de coco e 50% de composto orgânico devidamente homogeinizados. O desenvolvimento da planta foi monitorado a cada 15 dias após a germinação por meio da avaliação dos parâmetros altura de planta, diâmetro do caule, número de folhas e área foliar. Para avaliar a produção de flores foram verificadas as variáveis: diâmetro externo do capítulo (DE), número de pétalas no capítulo (NP), início do florescimento (IF) e a duração pós o florescimento (DPF). Realizou-se ainda a análise do tecido foliar do girassol para determinar os teores de N, P, K, Ca e Mg absorvidos ela planta, os dados foram submetidos à análise de variância ano nível de 5% de probabilidade no programa ASSISTAT 7.7 beta. De acordo com as análises realizadas na água cinza bruta e na água cinza tratada, o sistema de tratamento mostrou-se eficiente na remoção dos principais poluentes. No que diz respeito ao desenvolvimento do girassol ornamental Sol Noturno em função da fertirrigação com as diferentes proporções de água cinza tratada, observou-se que não houve diferença estatística para nenhuma das variáveis de crescimento, bem como para os indicadores de qualidade de produção de flores. A ordem decrescente da absorção dos nutrientes pela folha do girassol foi Ca>N>K>Mg>P. Por fim, pode-se concluir que a água cinza tratada pode ser utilizada na forma bruta na fertirrigação do girassol ornamental sem causar perdas de produção e sem comprometer qualidade das flores.

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  • MONALISA DE LIMA MARTINS
  • VARIABILIDADE ESPACIAL DA PRODUTIVIDADE DO FEIJÃO-CAUPI, DE ATRIBUTOS QUÍMICOS E DA RESISTÊNCIA DO SOLO À PENETRAÇÃO

  • Orientador : NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO XAVIER DE OLIVEIRA FILHO
  • LINDOMAR MARIA DA SILVEIRA
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • RANIERE BARBOSA DE LIRA
  • Data: 07/07/2017

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  • O feijão-caupi é uma das quatro culturas mais importantes para a região Nordeste do Brasil. Apesar de seu destaque na alimentação da população rural e urbana do semiárido nordestino, sua produção atual não supre à demanda devido à baixa produtividade. O objetivo desta pesquisa foi determinar se, além do efeito dos genótipos testados, o efeito da variabilidade de atributos químicos e físicos do solo também influencia a produtividade do feijão-caupi. O trabalho foi realizado no ano de 2016 em área experimental cultivada com feijão-caupi na Horta Didática do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, RN. Nesta área foram plantados 22 genótipos de feijão-caupi irrigados por gotejamento. As parcelas, que foram referenciadas segundo coordenadas cartesianas para fins de amostragem, análises espaciais e mapeamento, eram constituídas por quatro linhas de 5,00 m de comprimento, com espaçamento entre elas de 0,80 m e entre covas de 0,25 m, apresentando duas plantas por cova. Após a colheita de grãos secos do feijão-caupi foram realizadas as coletas de solo para análises químicas e físicas e a determinação da resistência do solo à penetração. Além da produtividade de grãos secos e verdes, foram determinadas características químicas do solo (pH, condutividade elétrica e teores de matéria orgânica, P, K+, Na+, Ca2+ e Mg2+), enquanto que as variáveis físicas determinadas foram a granulometria e a resistência à penetração, para a qual foi utilizado um penetrômetro automatizado. Os dados das variáveis de solo e de produtividade do feijão-caupi foram submetidos à análise de correlação como forma de identificar relações de causa e efeito entre elas. A existência de dependência espacial das variáveis estudadas e o alcance desta dependência foram identificados por meio da confecção de semivariogramas. Para as variáveis que apresentaram dependência espacial foram elaboradas figuras de isovalores. As variáveis de produção do feijão caupi foram influenciadas pela resistência do solo à penetração, pelo pH do solo e pelos teores de fósforo, sódio e areia fina. A existência de correlação entre os valores das amostras vizinhas, ou dependência espacial, contraria os pressupostos dos delineamentos experimentais clássicos, que utilizam a análise da variância.


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  • O feijão-caupi é uma das quatro culturas mais importantes para a região Nordeste do Brasil. Apesar de seu destaque na alimentação da população rural e urbana do semiárido nordestino, sua produção atual não supre à demanda devido à baixa produtividade. O objetivo desta pesquisa foi determinar se, além do efeito dos genótipos testados, o efeito da variabilidade de atributos químicos e físicos do solo também influencia a produtividade do feijão-caupi. O trabalho foi realizado no ano de 2016 em área experimental cultivada com feijão-caupi na Horta Didática do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, RN. Nesta área foram plantados 22 genótipos de feijão-caupi irrigados por gotejamento. As parcelas, que foram referenciadas segundo coordenadas cartesianas para fins de amostragem, análises espaciais e mapeamento, eram constituídas por quatro linhas de 5,00 m de comprimento, com espaçamento entre elas de 0,80 m e entre covas de 0,25 m, apresentando duas plantas por cova. Após a colheita de grãos secos do feijão-caupi foram realizadas as coletas de solo para análises químicas e físicas e a determinação da resistência do solo à penetração. Além da produtividade de grãos secos e verdes, foram determinadas características químicas do solo (pH, condutividade elétrica e teores de matéria orgânica, P, K+, Na+, Ca2+ e Mg2+), enquanto que as variáveis físicas determinadas foram a granulometria e a resistência à penetração, para a qual foi utilizado um penetrômetro automatizado. Os dados das variáveis de solo e de produtividade do feijão-caupi foram submetidos à análise de correlação como forma de identificar relações de causa e efeito entre elas. A existência de dependência espacial das variáveis estudadas e o alcance desta dependência foram identificados por meio da confecção de semivariogramas. Para as variáveis que apresentaram dependência espacial foram elaboradas figuras de isovalores. As variáveis de produção do feijão caupi foram influenciadas pela resistência do solo à penetração, pelo pH do solo e pelos teores de fósforo, sódio e areia fina. A existência de correlação entre os valores das amostras vizinhas, ou dependência espacial, contraria os pressupostos dos delineamentos experimentais clássicos, que utilizam a análise da variância.

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  • ARTHUR ALLAN SENA DE OLIVEIRA
  • EFEITO DA CONCENTRAÇÃO DE FÓSFORO DA SOLUÇÃO DE EQUILÍBRIO UTILIZADA PARA ANÁLISE DO FÓSFORO REMANESCENTE EM SOLOS DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • HEMMANNUELLA COSTA SANTOS
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 17/08/2017

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  • O fósforo remanescente mede a quantidade de P que permanece em solução de equilíbrio em resposta a uma concentração de P adicionada ao solo. No Brasil, a determinação do P remanescente é feita utilizando uma solução de CaCl2 a 0,01 mol L-1 contendo 60 mg L-1 de P numa relação solo/solução de 1:10. Entretanto, essa concentração pode ser elevada e inadequada para os solos da região Nordeste do Brasil, uma vez que os mesmos possuem baixa capacidade de sorção de fósforo, quando comparados aos solos das demais regiões do Brasil. Neste trabalho, objetivou-se avaliar o efeito da concentração inicial de P da solução de equilíbrio utilizada para determinação do P-Rem, tendo em vista conhecer a concentração inicial de P mais adequada aos solos da região Nordeste do Brasil. Foram testadas as concentrações iniciais de 20, 30, 40, 50 e 60 mg L-1 de P da solução de equilíbrio, em 52 amostras de solos representativos da região Nordeste do Brasil, esses solos foram selecionados com base na expressão geográfica e importância agronômica. A determinação do P remanescente seguiu a metodologia proposta por Alvarez et al. (2000). Os solos com maiores teores de argila apresentaram baixos valores de P remanescente, isso provavelmente por esses solos apresentarem maior CMAP em relação aos demais. Os valores de coeficiente de variação para os solos estudados diminuíram em quase 1% para cada aumento de 1 mg L-1 de P na solução de equilíbrio. Os resultados demostraram que a concentração de 60 mg L-1 de P não foi adequada em detectar diferenças entre os solos quanto a CMAP e ao FCP, isso provavelmente se deve aos baixos teores de óxidos de Fe e Al nesses solos, além da sorção de fósforo nesses solos serem menor do que os encontrados em outras regiões do país. A concentração de P na solução de equilíbrio que mais se ajustou aos solos avaliados foi a de 40 mg L-1. Com base nos resultados obtidos, recomenda-se a concentração de 40 mg L-1 de P para a determinação do P remanescente em solos da região Nordeste do Brasil, entretanto para a análise em laboratórios de rotina aonde um grande número de amostras de solos são recebidas, solos com capacidades de adsorção de P maior do que 400 mg kg-1 podem ser analisados e com essa concentração de 40 mg L-1, pode subestimar a adubação fosfatada nesses solos.


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  • O fósforo remanescente mede a quantidade de P que permanece em solução de equilíbrio em resposta a uma concentração de P adicionada ao solo. No Brasil, a determinação do P remanescente é feita utilizando uma solução de CaCl2 a 0,01 mol L-1 contendo 60 mg L-1 de P numa relação solo/solução de 1:10. Entretanto, essa concentração pode ser elevada e inadequada para os solos da região Nordeste do Brasil, uma vez que os mesmos possuem baixa capacidade de sorção de fósforo, quando comparados aos solos das demais regiões do Brasil. Neste trabalho, objetivou-se avaliar o efeito da concentração inicial de P da solução de equilíbrio utilizada para determinação do P-Rem, tendo em vista conhecer a concentração inicial de P mais adequada aos solos da região Nordeste do Brasil. Foram testadas as concentrações iniciais de 20, 30, 40, 50 e 60 mg L-1 de P da solução de equilíbrio, em 52 amostras de solos representativos da região Nordeste do Brasil, esses solos foram selecionados com base na expressão geográfica e importância agronômica. A determinação do P remanescente seguiu a metodologia proposta por Alvarez et al. (2000). Os solos com maiores teores de argila apresentaram baixos valores de P remanescente, isso provavelmente por esses solos apresentarem maior CMAP em relação aos demais. Os valores de coeficiente de variação para os solos estudados diminuíram em quase 1% para cada aumento de 1 mg L-1 de P na solução de equilíbrio. Os resultados demostraram que a concentração de 60 mg L-1 de P não foi adequada em detectar diferenças entre os solos quanto a CMAP e ao FCP, isso provavelmente se deve aos baixos teores de óxidos de Fe e Al nesses solos, além da sorção de fósforo nesses solos serem menor do que os encontrados em outras regiões do país. A concentração de P na solução de equilíbrio que mais se ajustou aos solos avaliados foi a de 40 mg L-1. Com base nos resultados obtidos, recomenda-se a concentração de 40 mg L-1 de P para a determinação do P remanescente em solos da região Nordeste do Brasil, entretanto para a análise em laboratórios de rotina aonde um grande número de amostras de solos são recebidas, solos com capacidades de adsorção de P maior do que 400 mg kg-1 podem ser analisados e com essa concentração de 40 mg L-1, pode subestimar a adubação fosfatada nesses solos.

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  • JOSUÉ SIZENANDO NETO
  • EFEITOS DA APLICAÇÃO DA LITEIRA NAS CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DO SOLO EM ÁREAS DEGRADADAS DA CAATINGA

  • Orientador : PAULO SERGIO LIMA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • PAULO IGOR BARBOSA E SILVA
  • PAULO SERGIO LIMA E SILVA
  • ROBERTO PEQUENO DE SOUSA
  • Data: 30/08/2017

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  • A Caatinga, é um dos biomas mais degradados do país. Estima-se em mais de 200.000 km² a área degradada nesse bioma. No presente trabalho são relatados os efeitos de doses e fontes de liteira da Caatinga sobre as características químicas de um Argissolo vermelho-amarelo desse bioma, degradado artificialmente. O objetivo foi avaliar a recuperação da área após cinco anos de sua degradação. A degradação foi provocada com um trator de esteira, removendo-se a camada superficial de 20 cm do solo. A liteira utilizada foi obtida de cinco áreas preservadas da Caatinga da Fazenda Experimental Rafael Fernandes, localizadas em Mossoró-RN. A obtenção foi feita removendo-se a camada de 0 a 5 cm, aproximadamente, do material existente na superfície do solo das áreas amostradas. Dois experimentos foram realizados em áreas vizinhas, da referida fazenda, no delineamento experimental de blocos ao acaso com 4 repetições, com parcelas de 4,0 m x 10,0 m. Os tratamentos avaliados no primeiro experimento (E-1) foram: solo sem degradação e sem aplicação de liteira, solo degradado e sem aplicação de liteira e solo degradado + a aplicação de 2, 4, 6, 8 e 10 t ha-1. No segundo experimento (E-2), além dos dois tratamentos descritos para o E-1 foram avaliados os efeitos da aplicação de 4 t ha-1 da liteira de cinco locais (fontes). Os resultados foram comparados pelos testes de Dunnett e de Tukey, além da realização de análises de regressão, no caso de E-1. O aumento da dose da liteira determinou aumentos nos teores de matéria orgânica, nitrogênio, cálcio e magnésio, além do enriquecimento dos valores de soma de bases, CTC’s e na Saturação por bases e diminuição da saturação por alumínio no solo. Não houve diferenças entre fontes da liteira nos atributos químicos do solo. Portanto, a aplicação da liteira da Caatinga pode recuperar áreas degradadas desse bioma, desde que a aplicação seja feita em doses superiores a 4 t ha-1.


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  • A Caatinga, é um dos biomas mais degradados do país. Estima-se em mais de 200.000 km² a área degradada nesse bioma. No presente trabalho são relatados os efeitos de doses e fontes de liteira da Caatinga sobre as características químicas de um Argissolo vermelho-amarelo desse bioma, degradado artificialmente. O objetivo foi avaliar a recuperação da área após cinco anos de sua degradação. A degradação foi provocada com um trator de esteira, removendo-se a camada superficial de 20 cm do solo. A liteira utilizada foi obtida de cinco áreas preservadas da Caatinga da Fazenda Experimental Rafael Fernandes, localizadas em Mossoró-RN. A obtenção foi feita removendo-se a camada de 0 a 5 cm, aproximadamente, do material existente na superfície do solo das áreas amostradas. Dois experimentos foram realizados em áreas vizinhas, da referida fazenda, no delineamento experimental de blocos ao acaso com 4 repetições, com parcelas de 4,0 m x 10,0 m. Os tratamentos avaliados no primeiro experimento (E-1) foram: solo sem degradação e sem aplicação de liteira, solo degradado e sem aplicação de liteira e solo degradado + a aplicação de 2, 4, 6, 8 e 10 t ha-1. No segundo experimento (E-2), além dos dois tratamentos descritos para o E-1 foram avaliados os efeitos da aplicação de 4 t ha-1 da liteira de cinco locais (fontes). Os resultados foram comparados pelos testes de Dunnett e de Tukey, além da realização de análises de regressão, no caso de E-1. O aumento da dose da liteira determinou aumentos nos teores de matéria orgânica, nitrogênio, cálcio e magnésio, além do enriquecimento dos valores de soma de bases, CTC’s e na Saturação por bases e diminuição da saturação por alumínio no solo. Não houve diferenças entre fontes da liteira nos atributos químicos do solo. Portanto, a aplicação da liteira da Caatinga pode recuperar áreas degradadas desse bioma, desde que a aplicação seja feita em doses superiores a 4 t ha-1.

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  • MANOEL SIMÕES DE AZEVEDO JUNIOR
  • DESEMPENHO DA PALMA FORRAGEIRA SOB IRRIGAÇÃO COMPLEMENTAR COM ESGOTO DOMÉSTICO TRATADO NAS CONDIÇÕES SEMIÁRIDAS

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MARCIRIO DE LEMOS
  • Data: 30/08/2017

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  • Diante da realidade de escassez de água doce potável nas diversas regiões do planeta é necessário utilizar tecnologias de aproveitamento dos recursos hídricos mais eficientes e apropriadas, principalmente nas regiões semiáridas, como o reuso das águas para irrigação e o cultivo de espécies forrageiras que produzam em situações de pouca oferta hídrica, entre elas, a palma forrageira (Opuntia fícus-indica (L.) Mill). Nesse contexto, objetivou-se verificar o desempenho da palma forrageira “orelha-de-elefante” sob irrigação complementar com esgoto doméstico tratado nas condições do semiárido. O experimento foi realizado no Assentamento Milagre, município de Apodi/RN, no período de junho/2016 a fevereiro/2017. Foram empregados cinco tratamentos, sendo 4 turnos de rega: 2, 7, 14 e 21 dias, para aplicar uma lâmina de 3,5 mm de efluente e a testemunha de sequeiro. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados com quatro repetições, totalizando 20 parcelas. Após 238 dias do 2º corte, foram feitas as medições das características morfométricas: altura de planta, comprimento, largura, perímetro, espessura e número de cladódios primário e secundário. Os tratamentos irrigados com o efluente foram estatisticamente superiores à testemunha de sequeiro nas diversas características analisadas, com exceção da largura, espessura e número de cladódios primários. Porém, fazendo-se a comparação só entre os tratamentos irrigados, observa-se que houve diferença significativa apenas na espessura dos cladódios.


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  • Diante da realidade de escassez de água doce potável nas diversas regiões do planeta é necessário utilizar tecnologias de aproveitamento dos recursos hídricos mais eficientes e apropriadas, principalmente nas regiões semiáridas, como o reuso das águas para irrigação e o cultivo de espécies forrageiras que produzam em situações de pouca oferta hídrica, entre elas, a palma forrageira (Opuntia fícus-indica (L.) Mill). Nesse contexto, objetivou-se verificar o desempenho da palma forrageira “orelha-de-elefante” sob irrigação complementar com esgoto doméstico tratado nas condições do semiárido. O experimento foi realizado no Assentamento Milagre, município de Apodi/RN, no período de junho/2016 a fevereiro/2017. Foram empregados cinco tratamentos, sendo 4 turnos de rega: 2, 7, 14 e 21 dias, para aplicar uma lâmina de 3,5 mm de efluente e a testemunha de sequeiro. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados com quatro repetições, totalizando 20 parcelas. Após 238 dias do 2º corte, foram feitas as medições das características morfométricas: altura de planta, comprimento, largura, perímetro, espessura e número de cladódios primário e secundário. Os tratamentos irrigados com o efluente foram estatisticamente superiores à testemunha de sequeiro nas diversas características analisadas, com exceção da largura, espessura e número de cladódios primários. Porém, fazendo-se a comparação só entre os tratamentos irrigados, observa-se que houve diferença significativa apenas na espessura dos cladódios.

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  • JORGE LUIS FABRICIO DE QUEIROZ
  • PRODUÇÃO DE MUDAS DE CAJARANA SUBMETIDAS A NÍVEIS DE EFLUENTE DOMÉSTICO TRATADO E MANEJOS DE AIB

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE QUEIROZ PORTO FILHO
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • RAIMUNDO FERNANDES DE BRITO
  • Data: 30/08/2017

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  • Objetivou-se estudar os efeitos da irrigação com efluente doméstico tratado associada à manejos de AIB na produção de mudas de cajaraneira. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN, no período de novembro de 2016 a março de 2017. O experimento foi realizando em delineamento inteiramente casualizados em esquema fatorial 4 x 4 constituído de quatro níveis de efluente doméstico tratado (E1= 0%; E2= 33,3%; E3= 66,6% e E4= 100%) e quatro manejos de diluição de AIB (M1 = 0% de AIB; M2 = AIB em água e M3 = AIB em álcool e M4 = AIB em talco), com 4 repetições, perfazendo 64 unidades experimentais. Aos 115 dias após a estaquia, foi avaliado: o número de brotações, comprimento das brotações, diâmetro das brotações, número de folhas, folíolos, raízes, comprimento e volume da raiz; massa seca da parte aérea, raiz e total, porcentagem de estacas brotadas, calejadas, enraizadas e brotadas com raiz. O aumento da concentração de efluente doméstico tratado auxiliou no aumento de variáveis de crescimento e matéria seca de mudas de cajaraneira. O AIB pode ser manejado ou diluído de diferentes formas, mas a diluição desse insumo para o tratamento de estacas teve maiores resultados quando fora utilizado o talco em relação a água e álcool.


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  • Objetivou-se estudar os efeitos da irrigação com efluente doméstico tratado associada à manejos de AIB na produção de mudas de cajaraneira. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN, no período de novembro de 2016 a março de 2017. O experimento foi realizando em delineamento inteiramente casualizados em esquema fatorial 4 x 4 constituído de quatro níveis de efluente doméstico tratado (E1= 0%; E2= 33,3%; E3= 66,6% e E4= 100%) e quatro manejos de diluição de AIB (M1 = 0% de AIB; M2 = AIB em água e M3 = AIB em álcool e M4 = AIB em talco), com 4 repetições, perfazendo 64 unidades experimentais. Aos 115 dias após a estaquia, foi avaliado: o número de brotações, comprimento das brotações, diâmetro das brotações, número de folhas, folíolos, raízes, comprimento e volume da raiz; massa seca da parte aérea, raiz e total, porcentagem de estacas brotadas, calejadas, enraizadas e brotadas com raiz. O aumento da concentração de efluente doméstico tratado auxiliou no aumento de variáveis de crescimento e matéria seca de mudas de cajaraneira. O AIB pode ser manejado ou diluído de diferentes formas, mas a diluição desse insumo para o tratamento de estacas teve maiores resultados quando fora utilizado o talco em relação a água e álcool.

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  • ANA JACQUELINE DE OLIVEIRA TARGINO
  • ESTRATÉGIA DE FERTIRRIGAÇÃO NO CULTIVO SEMI-HIDROPÔNICO DE ALFACE

  • Orientador : FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • IARAJANE BEZERRA DO NASCIMENTO
  • MYCHELLE KARLA TEIXEIRA DE OLIVEIRA
  • OSVALDO NOGUEIRA DE SOUSA NETO
  • Data: 31/08/2017

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  • O objetivo deste trabalho é avaliar diferentes frequências de irrigações, volumes de vaso e fertirrigações na cultura da alface submetida ao estresse salino. A pesquisa foi dividida em quatro experimentos, todos com delineamento em blocos casualizados e com a parcela experimental representada por 4 vasos contendo uma planta em casa. Os experimentos foram conduzidos no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da UFERSA. O primeiro experimento avaliou diferentes frequências de irrigação (6,9 e 12 eventos diários) e de volumes de vasos (0,5; 1,0 e 3,0 L), utilizando esquema fatorial 3 x 3, com 3 repetições. O segundo experimento foi feito em esquema fatorial 2 x 3 x 3, com três repetições. Os tratamentos eram compostos por dois níveis de salinidade de água de irrigação (0,5 e 2,0 dS m-1), três frequências de irrigação (6, 9 e 12 eventos diários) e três volumes de vaso (0,5; 1,0 e 3,0 L). No terceiro, avaliou-se o efeito de quatro combinações de N/K/Ca (F1=1:1:1; F2=1,5:1:1; F3= 1:1,5:1; F4=1:1:1,5), com dois níveis de salinidade da água de irrigação (0,5 e 2,0 dS m-1), e dois volumes de vaso (1,0 e 3,0 L), compondo um esquema fatorial de 4 x 2 x 2, com três repetições. O quarto, e último, foi conduzido em esquema fatorial 5 x 2, com três repetições, sendo os tratamento foram compostos por cinco soluções nutritivas (S1, S2, S3, S4 e S5) e dois volumes de vasos (1 e 3 L). Ao termino de todos os experimentos, as plantas foram coletadas e avaliadas as seguintes variáveis: diâmetro do caule, número de folhas totais, número de folhas comerciais, área foliar, massa fresca total, massa seca total, suculência foliar, área foliar específica e teor de água. Os dados foram submetidos análises estatísticas O primeiro experimento mostrou que a alface em sistema semi-hidropônico pode ser cultivada em vasos de 1,0 L e submetida a nove eventos diários de irrigação. Ao adicionar o uso de água salina a esses fatores, constatou-se que os melhores resultados foram obtidos com o uso de vasos de 0,5 L e nove eventos diários de irrigação. Ao submeter a alface ao estresse salino e diferentes combinação de N/K/Ca, verificou-se que a produção é influenciada positivamente pelo uso do vaso de maior volume (3,0 L) e a fertirrigação padrão. No entanto as combinações que melhor reagiram aos efeitos danosos da salinidade foram o vaso de 1,0 L com a fertirrigação com acréscimo de cálcio e o vaso de 3,0 L com a fertirrigação com maiores níveis de nitrogênio. O último experimento mostrou que ao utilizar o vaso de 1,0 L, o uso da fertirrigação com 100% a mais de K, bem como a combinação entre o vaso de 3,0 l e a solução nutritiva padrão foram as que proporcionaram melhor produção da alface.


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  • O objetivo deste trabalho é avaliar diferentes frequências de irrigações, volumes de vaso e fertirrigações na cultura da alface submetida ao estresse salino. A pesquisa foi dividida em quatro experimentos, todos com delineamento em blocos casualizados e com a parcela experimental representada por 4 vasos contendo uma planta em casa. Os experimentos foram conduzidos no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da UFERSA. O primeiro experimento avaliou diferentes frequências de irrigação (6,9 e 12 eventos diários) e de volumes de vasos (0,5; 1,0 e 3,0 L), utilizando esquema fatorial 3 x 3, com 3 repetições. O segundo experimento foi feito em esquema fatorial 2 x 3 x 3, com três repetições. Os tratamentos eram compostos por dois níveis de salinidade de água de irrigação (0,5 e 2,0 dS m-1), três frequências de irrigação (6, 9 e 12 eventos diários) e três volumes de vaso (0,5; 1,0 e 3,0 L). No terceiro, avaliou-se o efeito de quatro combinações de N/K/Ca (F1=1:1:1; F2=1,5:1:1; F3= 1:1,5:1; F4=1:1:1,5), com dois níveis de salinidade da água de irrigação (0,5 e 2,0 dS m-1), e dois volumes de vaso (1,0 e 3,0 L), compondo um esquema fatorial de 4 x 2 x 2, com três repetições. O quarto, e último, foi conduzido em esquema fatorial 5 x 2, com três repetições, sendo os tratamento foram compostos por cinco soluções nutritivas (S1, S2, S3, S4 e S5) e dois volumes de vasos (1 e 3 L). Ao termino de todos os experimentos, as plantas foram coletadas e avaliadas as seguintes variáveis: diâmetro do caule, número de folhas totais, número de folhas comerciais, área foliar, massa fresca total, massa seca total, suculência foliar, área foliar específica e teor de água. Os dados foram submetidos análises estatísticas O primeiro experimento mostrou que a alface em sistema semi-hidropônico pode ser cultivada em vasos de 1,0 L e submetida a nove eventos diários de irrigação. Ao adicionar o uso de água salina a esses fatores, constatou-se que os melhores resultados foram obtidos com o uso de vasos de 0,5 L e nove eventos diários de irrigação. Ao submeter a alface ao estresse salino e diferentes combinação de N/K/Ca, verificou-se que a produção é influenciada positivamente pelo uso do vaso de maior volume (3,0 L) e a fertirrigação padrão. No entanto as combinações que melhor reagiram aos efeitos danosos da salinidade foram o vaso de 1,0 L com a fertirrigação com acréscimo de cálcio e o vaso de 3,0 L com a fertirrigação com maiores níveis de nitrogênio. O último experimento mostrou que ao utilizar o vaso de 1,0 L, o uso da fertirrigação com 100% a mais de K, bem como a combinação entre o vaso de 3,0 l e a solução nutritiva padrão foram as que proporcionaram melhor produção da alface.

Teses
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  • FRANCISCO AECIO DE LIMA PEREIRA
  • DESENVOLVIMENTO E ANÁLISE DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE UM SISTEMA DE AUTOMAÇÃO DE PRECISÃO PARA IRRIGAÇÃO LOCALIZADA UTILIZANDO ARDUINO E INVERSOR DE FREQUÊNCIA 

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • IDALMIR DE SOUZA QUEIROZ JÚNIOR
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MARINALDO PINHEIRO DE SOUSA NETO
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • VLADIMIR BATISTA FIGUEIREDO
  • Data: 30/01/2017

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  • A taxa de crescimento da população diminui, mas mesmo assim continua a ter crescimentos absolutos consideráveis, tornando os recursos hídricos cada vez mais limitados. Para torna-se viável ao longo do tempo, a irrigação, que é o maior consumidor de água doce e grande consumidor de energia, precisa ficar da vez mais eficiente. Um dos caminhos é o uso de tecnologias para melhorar esse quadro. O objetivo deste trabalho foi desenvolver um sistema de automação de precisão para controlar a pressão de serviço na irrigação localizada, utilizando uma placa Arduino Mega acoplada a um inversor de frequência, sensores de pressão para quantificar a redução da demanda de potência e comparada com um sistema convencional. Construiu-se uma bancada de testes composta reservatório de água, conjunto motobomba trifásico (380 V), válvulas hidráulicas e controlador eletrônico comercial para abertura e fechamento das válvulas. Foram realizados dois ensaios, um utilizando o sistema automatizado, no qual a alimentação da bomba foi feita pelo inversor de frequência, e o segundo ensaio utilizando alimentação direta da rede de energia. O controlador de irrigação comercial abriu e fechou as válvulas a cada 20 mim, que foram reguladas de forma a inserir uma perda de crescente da válvula 1 para 6. O sistema de automação composto por uma placa arduino controlava o inversor de frequência, monitorava e gravava os dados das pressões das linhas de alimentação e retorno e o status de cada válvula (aberta ou fechada). Quando o motor foi acionado direto da rede, o sistema trabalhava em modo de malha aberta, apenas monitorando as variáveis de processo. No modo automático, o sistema trabalhava em malha fechada, monitorando as variáveis de processo e atuando no inversor de frequência, para alterar a rotação da bomba e, consequentemente, ajustar a pressão de saída do sistema ao valor previamente programado, mantendo a pressão de saída constante. Os resultados mostraram que a placa arduino controlou de forma satisfatória a pressão de saída usando o inversor de frequência. A rotação no modo automático variou de 2924 a 3646 rpm, correspondendo a uma variação de frequência de 49,67 a 62,29 Hz, respectivamente, reduzindo a potência ativa em 42,8%. Para o acionamento direto da rede a rotação do motor foi de (3.519 ± 4,64) rpm, e potência ativa de (2.320,55 ± 87,54) W. Comparando o sistema de acionamento direto da rede com o sistema automático, ambos até a válvula 5, pois na válvula 6 o sistema automático apresentou os parâmetros de frequência e rotação acima do especificado para o motor. Na rede a potência ativa foi de 11.728,70 W e no modo automático foi de 8.341,01 W, em relação ao modo automático a redução foi de 40,61%. Já potência aparente e reativa indutiva em termos absolutos subiram das válvulas 1 para 6, mas se analisamos em relação a potência ativa ela caiu, indicando que sistema ficou mais eficientes, como consequência o fator de potência subiu de 0,52 para 0,67.


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  • A taxa de crescimento da população diminui, mas mesmo assim continua a ter crescimentos absolutos consideráveis, tornando os recursos hídricos cada vez mais limitados. Para torna-se viável ao longo do tempo, a irrigação, que é o maior consumidor de água doce e grande consumidor de energia, precisa ficar da vez mais eficiente. Um dos caminhos é o uso de tecnologias para melhorar esse quadro. O objetivo deste trabalho foi desenvolver um sistema de automação de precisão para controlar a pressão de serviço na irrigação localizada, utilizando uma placa Arduino Mega acoplada a um inversor de frequência, sensores de pressão para quantificar a redução da demanda de potência e comparada com um sistema convencional. Construiu-se uma bancada de testes composta reservatório de água, conjunto motobomba trifásico (380 V), válvulas hidráulicas e controlador eletrônico comercial para abertura e fechamento das válvulas. Foram realizados dois ensaios, um utilizando o sistema automatizado, no qual a alimentação da bomba foi feita pelo inversor de frequência, e o segundo ensaio utilizando alimentação direta da rede de energia. O controlador de irrigação comercial abriu e fechou as válvulas a cada 20 mim, que foram reguladas de forma a inserir uma perda de crescente da válvula 1 para 6. O sistema de automação composto por uma placa arduino controlava o inversor de frequência, monitorava e gravava os dados das pressões das linhas de alimentação e retorno e o status de cada válvula (aberta ou fechada). Quando o motor foi acionado direto da rede, o sistema trabalhava em modo de malha aberta, apenas monitorando as variáveis de processo. No modo automático, o sistema trabalhava em malha fechada, monitorando as variáveis de processo e atuando no inversor de frequência, para alterar a rotação da bomba e, consequentemente, ajustar a pressão de saída do sistema ao valor previamente programado, mantendo a pressão de saída constante. Os resultados mostraram que a placa arduino controlou de forma satisfatória a pressão de saída usando o inversor de frequência. A rotação no modo automático variou de 2924 a 3646 rpm, correspondendo a uma variação de frequência de 49,67 a 62,29 Hz, respectivamente, reduzindo a potência ativa em 42,8%. Para o acionamento direto da rede a rotação do motor foi de (3.519 ± 4,64) rpm, e potência ativa de (2.320,55 ± 87,54) W. Comparando o sistema de acionamento direto da rede com o sistema automático, ambos até a válvula 5, pois na válvula 6 o sistema automático apresentou os parâmetros de frequência e rotação acima do especificado para o motor. Na rede a potência ativa foi de 11.728,70 W e no modo automático foi de 8.341,01 W, em relação ao modo automático a redução foi de 40,61%. Já potência aparente e reativa indutiva em termos absolutos subiram das válvulas 1 para 6, mas se analisamos em relação a potência ativa ela caiu, indicando que sistema ficou mais eficientes, como consequência o fator de potência subiu de 0,52 para 0,67.

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  • FRANCISCO PIO DE SOUZA ANTAS
  • EFICIÊNCIA DO TRATAMENTO DE ÁGUAS SALOBRAS POR OSMOSE REVERSA: ESTUDO DE CASO EM COMUNIDADES DO OESTE POTIGUAR

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JERÔNIMO ANDRADE FILHO
  • JONAS DE OLIVEIRA FREIRE
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • RAIMUNDO FERNANDES DE BRITO
  • SAINT CLAIR LIRA SANTOS
  • Data: 31/01/2017

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  • O semiárido nordestino está entre os mais populosos e problemáticos do mundo. Devido aos solos rasos nos quais predomina o embasamento cristalino o que confere qualidade inferior a suas águas subterrâneas. A fim de tornar estas águas próprias para consumo, dessalinizadores têm sido instalados em comunidades rurais visando suprir a demanda hídrica para consumo humano. Este trabalho visa avaliar a eficiência de dessalinizadores de sete comunidades rurais do oeste potiguar além de classificar a água de poço, dessalinizada e de rejeito da dessalinização além de propor um índice de qualidade para água subterrânea para fins de irrigação. A pesquisa foi realizada no período de 2012 a 2014 e, inicialmente, foram identificadas as comunidades abastecidas com as unidades de captação e tratamento de água por dessalinização, por meios de um levantamento cadastral. Para as análises, foram realizadas 4 campanhas de coletas em diferentes períodos do ano. Foram analisados ce, concentrações de sódio, potássio, cálcio, magnésio, carbonato e bicarbonato, razão de adsorção de sódio (ras), índices de saturação de langelier (isl) e de estabilidade de ryznar (ier) além da relação cálcio/magnésio. A taxa de recuperação média dos sistemas foi de 32,11%; 52,42%; 41,41%; e 33,60% para as épocas amostrais 1, 2, 3 e 4 respectivamente. 93% das amostras analisadas apresentam risco elevado de salinização do solo. 17,86%; 22,62%; 22,62%; 10,71% e 26,19% das amostras foram classificadas com índice i, ii ,iii, iv e v respectivamente elencados em ordem decrescente de qualidade das águas.


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  • O semiárido nordestino está entre os mais populosos e problemáticos do mundo. Devido aos solos rasos nos quais predomina o embasamento cristalino o que confere qualidade inferior a suas águas subterrâneas. A fim de tornar estas águas próprias para consumo, dessalinizadores têm sido instalados em comunidades rurais visando suprir a demanda hídrica para consumo humano. Este trabalho visa avaliar a eficiência de dessalinizadores de sete comunidades rurais do oeste potiguar além de classificar a água de poço, dessalinizada e de rejeito da dessalinização além de propor um índice de qualidade para água subterrânea para fins de irrigação. A pesquisa foi realizada no período de 2012 a 2014 e, inicialmente, foram identificadas as comunidades abastecidas com as unidades de captação e tratamento de água por dessalinização, por meios de um levantamento cadastral. Para as análises, foram realizadas 4 campanhas de coletas em diferentes períodos do ano. Foram analisados ce, concentrações de sódio, potássio, cálcio, magnésio, carbonato e bicarbonato, razão de adsorção de sódio (ras), índices de saturação de langelier (isl) e de estabilidade de ryznar (ier) além da relação cálcio/magnésio. A taxa de recuperação média dos sistemas foi de 32,11%; 52,42%; 41,41%; e 33,60% para as épocas amostrais 1, 2, 3 e 4 respectivamente. 93% das amostras analisadas apresentam risco elevado de salinização do solo. 17,86%; 22,62%; 22,62%; 10,71% e 26,19% das amostras foram classificadas com índice i, ii ,iii, iv e v respectivamente elencados em ordem decrescente de qualidade das águas.

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  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • Catalisador enzimático na prevenção de entupimento de gotejadores que operam com água residuária doméstica tratada

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • BLAKE CHARLES DINIZ MARQUES
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • WESLEY DE OLIVEIRA SANTOS
  • JERÔNIMO ANDRADE FILHO
  • Data: 16/02/2017

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  • O Brasil enfrenta problemas típicos de uma sociedade em desenvolvimento com relação à falta de água. Esta situação se intensifica na região nordeste, devido ao seu clima e as menores incidências de chuvas. Reutilizar a água é uma forma de controlar perdas e evitar desperdícios, seu reúso na agricultura, pode ser uma estratégia bastante eficaz para preservar os recursos hídricos e diminuir sua utilização indiscriminada. Uma alternativa para reduzir os riscos de contaminação das hortaliças é a utilização de sistemas de irrigação por gotejamento. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo estudar a utilização de catalisador enzimático na prevenção de entupimento de gotejadores que operam com água residuária doméstica tratada. Foram montadas duas bancadas experimentais, em área localizada no Campus Leste da Universidade Federal Rural do Semi - Árido (UFERSA), Mossoró/RN, para avaliação do desempenho hidráulico e do entupimento de quatro tipos de gotejadores, aplicando água residuária doméstica tratada, durante 400h. O experimento foi montado em esquema de parcelas subsubdivididas, tendo nas parcelas os tratamentos T1, T2, T3 e T4, nas subparcelas os modelos de gotejadores (G1, G2, G3 e G4) e nas subsubparcelas os períodos das avaliações (0, 80, 160, 240, 360 e 400 h). Os dados foram submetidos às análises de regressão simples e múltipla, teste de média e teste de correlações paramétricas de Pearson. Os resultados indicaram que os modelos de regressão quadrático e cúbico foram os que melhor explicaram a relação entre as variáveis de desempenho hidráulico e o tempo de operação das unidades de irrigação. As características Fe, SD, SS, Ca2+ e pH predominaram nos modelos empíricos de desempenho hidráulico para os quatro tipos de gotejadores. Não houve diferença entre os tratamentos. As alterações nas variáveis analisadas ocorreram em função do tempo de operação e dos agentes físico-químicos e biológicos, que propiciaram entupimento parcial dos gotejadores e, consequentemente, redução no desempenho hidráulico das unidades de irrigação que operaram com água residuária doméstica tratada. Os modelos de regressão nulo (média), quadrático e linear, foram os que melhor se ajustaram às variáveis de uniformidade, em função das dosagens do produto. Foi constatada a presença de algas e protozoários no interior dos gotejadores. A aplicação do catalisador enzimático não foi eficaz na prevenção do biofilme dos gotejadores estudados. 


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  • O Brasil enfrenta problemas típicos de uma sociedade em desenvolvimento com relação à falta de água. Esta situação se intensifica na região nordeste, devido ao seu clima e as menores incidências de chuvas. Reutilizar a água é uma forma de controlar perdas e evitar desperdícios, seu reúso na agricultura, pode ser uma estratégia bastante eficaz para preservar os recursos hídricos e diminuir sua utilização indiscriminada. Uma alternativa para reduzir os riscos de contaminação das hortaliças é a utilização de sistemas de irrigação por gotejamento. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo estudar a utilização de catalisador enzimático na prevenção de entupimento de gotejadores que operam com água residuária doméstica tratada. Foram montadas duas bancadas experimentais, em área localizada no Campus Leste da Universidade Federal Rural do Semi - Árido (UFERSA), Mossoró/RN, para avaliação do desempenho hidráulico e do entupimento de quatro tipos de gotejadores, aplicando água residuária doméstica tratada, durante 400h. O experimento foi montado em esquema de parcelas subsubdivididas, tendo nas parcelas os tratamentos T1, T2, T3 e T4, nas subparcelas os modelos de gotejadores (G1, G2, G3 e G4) e nas subsubparcelas os períodos das avaliações (0, 80, 160, 240, 360 e 400 h). Os dados foram submetidos às análises de regressão simples e múltipla, teste de média e teste de correlações paramétricas de Pearson. Os resultados indicaram que os modelos de regressão quadrático e cúbico foram os que melhor explicaram a relação entre as variáveis de desempenho hidráulico e o tempo de operação das unidades de irrigação. As características Fe, SD, SS, Ca2+ e pH predominaram nos modelos empíricos de desempenho hidráulico para os quatro tipos de gotejadores. Não houve diferença entre os tratamentos. As alterações nas variáveis analisadas ocorreram em função do tempo de operação e dos agentes físico-químicos e biológicos, que propiciaram entupimento parcial dos gotejadores e, consequentemente, redução no desempenho hidráulico das unidades de irrigação que operaram com água residuária doméstica tratada. Os modelos de regressão nulo (média), quadrático e linear, foram os que melhor se ajustaram às variáveis de uniformidade, em função das dosagens do produto. Foi constatada a presença de algas e protozoários no interior dos gotejadores. A aplicação do catalisador enzimático não foi eficaz na prevenção do biofilme dos gotejadores estudados. 

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  • FERNANDA LIMA CAVALCANTE
  • DESINFECÇÃO SOLAR DE ÁGUAS CINZA PARA APROVEITAMENTO AGRÍCOLA NO SEMIÁRIDO - RN

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO ÂNGELO GURGEL DA ROCHA
  • JOEL MEDEIROS BEZERRA
  • MARINEIDE JUSSARA DINIZ
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • SOLANGE APARECIDA GOULARTE DOMBROSKI
  • Data: 09/03/2017

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  • A elevada incidência de doenças de veiculação hídrica é atribuída a inadequação dos sistemas de esgotamento sanitário nas áreas rurais brasileiras. O uso da radiação solar é uma alternativa de baixo custo, fácil operação e não utilização de produtos químicos na desinfecção de águas residuárias para fins de aproveitamento agrícola. Diante do exposto, o presente trabalho tem a finalidade desenvolver e validar um reator solar para desinfecção de águas cinza de áreas rurais no semiárido, visando o reúso agrícola do efluente. Os ensaios foram realizados na área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-árido em Mossoró-RN. A estação de tratamento de águas cinza é composta por tanque séptico, filtro anaeróbio e reator solar. No reator solar foram mantidas lâminas de águas cinza de 0,1 m, que ficaram expostas à radiação solar durante o período entre 8:00 às 16:00 h, e coletadas alíquotas a cada duas horas. Os ensaios experimentais foram realizados no período de julho de 2015 a dezembro de 2015, no intuito de avaliar eficiência da desinfecção solar por meio das análises de: pH, oxigênio dissolvido, temperatura, condutividade elétrica, sólidos suspensos totais, turbidez, coliformes totais, E.Coli e ovos de helmintos. Paralelamente, foram monitoradas, também, as seguintes variáveis ambientais: temperatura do ar e radiação solar global. Para enumeração dos ovos de helmintos foi utilizada a técnica de Bailenger modificada. Para determinação de coliformes fecais foi utilizado o método do Colilert. Os dados foram submetidos à estatística descritiva e análise de variância para todos as características analisadas. Utilizou-se também das ferramentas multivariadas, como a análise de componentes principais e análise de agrupamento hierárquico. Por meio da análise de regressão múltipla foi proposto um modelo matemático que representa a inativação de patógenos através da desinfecção solar. Os resultados mostraram que o tempo de exposição solar de 8 horas não foi suficiente para redução do nível populacional de E.Coli a ponto de permitir o reúso irrestrito na irrigação, necessitando de tempos de exposição prolongados ou redução nos valores de cor e turbidez do efluente. A análise de componentes principais promoveu a redução das 11 variáveis iniciais para 7 variáveis, explicando 79,46% da variância total. A análise de agrupamento hierárquico formou quatro grupos distintos, sendo determinantes a sazonalidade e o tempo de exposição solar à que as amostras foram submetidas. De acordo com a análise de regressão as variáveis mais importantes no processo de desinfecção solar foram a radiação solar acumulada e a condutividade.


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  • A elevada incidência de doenças de veiculação hídrica é atribuída a inadequação dos sistemas de esgotamento sanitário nas áreas rurais brasileiras. O uso da radiação solar é uma alternativa de baixo custo, fácil operação e não utilização de produtos químicos na desinfecção de águas residuárias para fins de aproveitamento agrícola. Diante do exposto, o presente trabalho tem a finalidade desenvolver e validar um reator solar para desinfecção de águas cinza de áreas rurais no semiárido, visando o reúso agrícola do efluente. Os ensaios foram realizados na área experimental da Universidade Federal Rural do Semi-árido em Mossoró-RN. A estação de tratamento de águas cinza é composta por tanque séptico, filtro anaeróbio e reator solar. No reator solar foram mantidas lâminas de águas cinza de 0,1 m, que ficaram expostas à radiação solar durante o período entre 8:00 às 16:00 h, e coletadas alíquotas a cada duas horas. Os ensaios experimentais foram realizados no período de julho de 2015 a dezembro de 2015, no intuito de avaliar eficiência da desinfecção solar por meio das análises de: pH, oxigênio dissolvido, temperatura, condutividade elétrica, sólidos suspensos totais, turbidez, coliformes totais, E.Coli e ovos de helmintos. Paralelamente, foram monitoradas, também, as seguintes variáveis ambientais: temperatura do ar e radiação solar global. Para enumeração dos ovos de helmintos foi utilizada a técnica de Bailenger modificada. Para determinação de coliformes fecais foi utilizado o método do Colilert. Os dados foram submetidos à estatística descritiva e análise de variância para todos as características analisadas. Utilizou-se também das ferramentas multivariadas, como a análise de componentes principais e análise de agrupamento hierárquico. Por meio da análise de regressão múltipla foi proposto um modelo matemático que representa a inativação de patógenos através da desinfecção solar. Os resultados mostraram que o tempo de exposição solar de 8 horas não foi suficiente para redução do nível populacional de E.Coli a ponto de permitir o reúso irrestrito na irrigação, necessitando de tempos de exposição prolongados ou redução nos valores de cor e turbidez do efluente. A análise de componentes principais promoveu a redução das 11 variáveis iniciais para 7 variáveis, explicando 79,46% da variância total. A análise de agrupamento hierárquico formou quatro grupos distintos, sendo determinantes a sazonalidade e o tempo de exposição solar à que as amostras foram submetidas. De acordo com a análise de regressão as variáveis mais importantes no processo de desinfecção solar foram a radiação solar acumulada e a condutividade.

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  • SÍLVIO ROBERTO FERNANDES SOARES
  • Avaliação de crescimento plântulas de Laguncularia racemosa sub uso de águas hipersalinas e substrato com fibra de coco

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RENATO DE MEDEIROS ROCHA
  • Data: 22/03/2017

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  • NO BRASIL É POSSÍVEL ENCONTRAR MANGUEZAIS EM PRATICAMENTE TODA COSTA ATLÂNTICA, CONFIGURANDO-SE COMO UM IMPORTANTE ECOSSISTEMA DE RELEVÂNCIA ECONÔMICA, PRINCIPALMENTE NO NORTE E NORDESTE. PARA CONSEGUIR PRODUZIR O SAL, AS SALINAS SOLARES GERAM GRANDE QUANTIDADE DE UMA SALMOURA, VULGARMENETE CHAMADA DE ÁGUA-MÃE. PORÉM OCORREM AÇÕES QUE VISAM INTEGRAR ATIVIDADES HUMANAS DE INTERESSE ECONÔMICO, NO CASO, A INDÚSTRIA SALINEIRA, COM ATIVIDADE DIRETAMENTE CONECTADA A ESTE AMBIENTE, PARA PROMOVER ESTUDOS E PESQUISAS PARA GERAR ALGUM RETORNO AO MANGUE.COM O PRESENTE ESTUDO OBJETIVA-SE AVALIAR A QUALIDADE DAS MUDAS NA ESPÉCIE LACUNGULARIA RACEMOSA L. PRODUZIDA COM USO DA MISTURA DE ÁGUAS HIPERSALINA E DE BAIXA SALINIDADE EM CONCENTRAÇÕES DE SUBSTRATO -S (AREIA DE RESTINGA - AR E FIBRA COCO FC) .O EXPERIMENTO FOI INSTALADO EM CASA DE VEGETAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICA – UFERSA – MOSSORÓ/RN. AVALIOU-SE O EFEITO DE TRÊS NÍVEIS DE SALINIDADE DA ÁGUA DE IRRIGAÇÃO (A1 = 0,5 DS.M-1; A2 = 29,6 DS.M-1, A3 = 54,2DS.M-1) COM TRÊS CONCENTRAÇÕES DE SUBSTRATO (S1= 100% AR, S2= 50%AR + 50% FC, E S3 = 75% AR + 25% FC) O DELINEAMENTO EXPERIMENTAL ADOTADO FOI EM BLOCOS CASUALIZADOS, EM ESQUEMA FATORIAL 3X3, SENDO 3 NÍVEIS DE ÁGUA E 3 NÍVEIS DE SUBSTRATO E 4 BLOCOS, TOTALIZANDO 36 PARCELAS COM 25 PLANTAS EM CADA PARCELA, OU SEJA, 900 UNIDADES EXPERIMENTAIS . AOS 21, 42, 63, 84 E 105 DIAS APÓS A APLICAÇÃO DOS TRATAMENTOS (DAT) FORAM REALIZADOS ESTUDOS DE CRESCIMENTO DAS MUDAS ONDE, AS VARIÁVEIS AVALIADAS FORAM: NÚMERO DE FOLHAS (NF); DIÂMETRO DO CAULE (DC); ALTURA DA PLANTA (AP); COMPRIMENTO DA MAIOR RAIZ (R); MATÉRIA FRESCA DO SISTEMA RADICULAR E DA PARTE AÉREA (MFSR E MFPA); MATÉRIA SECA DO SISTEMA RADICULAR E DA PARTE AÉREA ((MSSR E MSPA) E ÁREA FOLIAR (AF) E ÁREA FOLIAR UNITÁRIA (AFU). DE POSSE DESTES DADOS FOI CALCULADO AS TAXAS E ÍNDICES; RELAÇÃO RAIZ/PARTE AÉREA (RR-PA), RELAÇÃO PARTE AEREA/RAIZ (RPA-R) E RAIZ PARTE AEREA (RR-PA), RELAÇÃO ALTURA DA PARTE AEREA/DIÂMETRO DO CAULE (RAP-DC), MATÉRIA SECA TOTAL (MST) E O ÍNDICE DE QUALIDADE DE DICKSON (IQD), ÍNDICE DE ÁREA FOLIAR (IAF). TAMBÉM SE PROCEDEU AVALIAÇÃO DAS AMOSTRAS DE SOLO PARA O ACOMPANHAMENTO DAS VARIÁVEIS QUÍMICAS DO SUBSTRATO (CONDUTIVIDADE ELÉTRICA/CE, PH, CA, MG, NA, K, (T), SB, PST E RAS). VERIFICOU-SE QUE AS VARIÁVEIS DE CRESCIMENTO VEGETAL FORAM SIGNIFICATIVAMENTE INFLUENCIADAS NA INTERAÇÃO AXS AOS 105 DIAS APÓS A APLICAÇÃO DO TRATAMENTO – DAT, APENAS A VARIÁVEL RAIZ NÃO SE OBSERVOU INTERAÇÃO SIGNIFICATIVA AOS 105 DAT, SENDO APENAS OBSERVADO EFEITO ISOLADO PARA FATORES PLANTA E SUBSTRATO. AS PLÂNTULAS IRRIGADAS COM ÁGUA A3 (10% DE ÁGUA HIPERSALINA) EM COMBINAÇÃO COM OS SUBSTRATOS S1, S2, E S3 PARA MAIORIA DAS VARIÁVEIS FOI EM TERMOS ABSOLUTOS INFERIOR AS DEMAIS. O FATOR ÁGUA INFLUENCIOU PH, NA, K, CA, MG, CE, SB, (T), PST E RAS EM TODAS DATAS DE COLETAS. O FATOR SUBSTRATO INFLUENCIOU APENAS PARA O PH EM TODAS AS DATAS DE COLETA. AO FINAL DO EXPERIMENTO CONCLUI-SE QUE AS ÁGUAS A1 E A2 EM INTERAÇÃO COM S1 FORAM AS MELHORES INTERAÇÕES. A INTERAÇÃO A2S1 É A MAIS INDICA PARA PRODUÇÃO A MUDAS PARA CONDIÇÕES DESTE EXPERIMENTO, POIS ESTAS TERIAM MAIOR CAPACIDADE DE SE ADAPTAR AS CONDIÇÕES DE HIPERSALINIDADE VERIFICADAS NOS ECOSSISTEMAS DE MANGUE.


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  • NO BRASIL É POSSÍVEL ENCONTRAR MANGUEZAIS EM PRATICAMENTE TODA COSTA ATLÂNTICA, CONFIGURANDO-SE COMO UM IMPORTANTE ECOSSISTEMA DE RELEVÂNCIA ECONÔMICA, PRINCIPALMENTE NO NORTE E NORDESTE. PARA CONSEGUIR PRODUZIR O SAL, AS SALINAS SOLARES GERAM GRANDE QUANTIDADE DE UMA SALMOURA, VULGARMENETE CHAMADA DE ÁGUA-MÃE. PORÉM OCORREM AÇÕES QUE VISAM INTEGRAR ATIVIDADES HUMANAS DE INTERESSE ECONÔMICO, NO CASO, A INDÚSTRIA SALINEIRA, COM ATIVIDADE DIRETAMENTE CONECTADA A ESTE AMBIENTE, PARA PROMOVER ESTUDOS E PESQUISAS PARA GERAR ALGUM RETORNO AO MANGUE.COM O PRESENTE ESTUDO OBJETIVA-SE AVALIAR A QUALIDADE DAS MUDAS NA ESPÉCIE LACUNGULARIA RACEMOSA L. PRODUZIDA COM USO DA MISTURA DE ÁGUAS HIPERSALINA E DE BAIXA SALINIDADE EM CONCENTRAÇÕES DE SUBSTRATO -S (AREIA DE RESTINGA - AR E FIBRA COCO FC) .O EXPERIMENTO FOI INSTALADO EM CASA DE VEGETAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICA – UFERSA – MOSSORÓ/RN. AVALIOU-SE O EFEITO DE TRÊS NÍVEIS DE SALINIDADE DA ÁGUA DE IRRIGAÇÃO (A1 = 0,5 DS.M-1; A2 = 29,6 DS.M-1, A3 = 54,2DS.M-1) COM TRÊS CONCENTRAÇÕES DE SUBSTRATO (S1= 100% AR, S2= 50%AR + 50% FC, E S3 = 75% AR + 25% FC) O DELINEAMENTO EXPERIMENTAL ADOTADO FOI EM BLOCOS CASUALIZADOS, EM ESQUEMA FATORIAL 3X3, SENDO 3 NÍVEIS DE ÁGUA E 3 NÍVEIS DE SUBSTRATO E 4 BLOCOS, TOTALIZANDO 36 PARCELAS COM 25 PLANTAS EM CADA PARCELA, OU SEJA, 900 UNIDADES EXPERIMENTAIS . AOS 21, 42, 63, 84 E 105 DIAS APÓS A APLICAÇÃO DOS TRATAMENTOS (DAT) FORAM REALIZADOS ESTUDOS DE CRESCIMENTO DAS MUDAS ONDE, AS VARIÁVEIS AVALIADAS FORAM: NÚMERO DE FOLHAS (NF); DIÂMETRO DO CAULE (DC); ALTURA DA PLANTA (AP); COMPRIMENTO DA MAIOR RAIZ (R); MATÉRIA FRESCA DO SISTEMA RADICULAR E DA PARTE AÉREA (MFSR E MFPA); MATÉRIA SECA DO SISTEMA RADICULAR E DA PARTE AÉREA ((MSSR E MSPA) E ÁREA FOLIAR (AF) E ÁREA FOLIAR UNITÁRIA (AFU). DE POSSE DESTES DADOS FOI CALCULADO AS TAXAS E ÍNDICES; RELAÇÃO RAIZ/PARTE AÉREA (RR-PA), RELAÇÃO PARTE AEREA/RAIZ (RPA-R) E RAIZ PARTE AEREA (RR-PA), RELAÇÃO ALTURA DA PARTE AEREA/DIÂMETRO DO CAULE (RAP-DC), MATÉRIA SECA TOTAL (MST) E O ÍNDICE DE QUALIDADE DE DICKSON (IQD), ÍNDICE DE ÁREA FOLIAR (IAF). TAMBÉM SE PROCEDEU AVALIAÇÃO DAS AMOSTRAS DE SOLO PARA O ACOMPANHAMENTO DAS VARIÁVEIS QUÍMICAS DO SUBSTRATO (CONDUTIVIDADE ELÉTRICA/CE, PH, CA, MG, NA, K, (T), SB, PST E RAS). VERIFICOU-SE QUE AS VARIÁVEIS DE CRESCIMENTO VEGETAL FORAM SIGNIFICATIVAMENTE INFLUENCIADAS NA INTERAÇÃO AXS AOS 105 DIAS APÓS A APLICAÇÃO DO TRATAMENTO – DAT, APENAS A VARIÁVEL RAIZ NÃO SE OBSERVOU INTERAÇÃO SIGNIFICATIVA AOS 105 DAT, SENDO APENAS OBSERVADO EFEITO ISOLADO PARA FATORES PLANTA E SUBSTRATO. AS PLÂNTULAS IRRIGADAS COM ÁGUA A3 (10% DE ÁGUA HIPERSALINA) EM COMBINAÇÃO COM OS SUBSTRATOS S1, S2, E S3 PARA MAIORIA DAS VARIÁVEIS FOI EM TERMOS ABSOLUTOS INFERIOR AS DEMAIS. O FATOR ÁGUA INFLUENCIOU PH, NA, K, CA, MG, CE, SB, (T), PST E RAS EM TODAS DATAS DE COLETAS. O FATOR SUBSTRATO INFLUENCIOU APENAS PARA O PH EM TODAS AS DATAS DE COLETA. AO FINAL DO EXPERIMENTO CONCLUI-SE QUE AS ÁGUAS A1 E A2 EM INTERAÇÃO COM S1 FORAM AS MELHORES INTERAÇÕES. A INTERAÇÃO A2S1 É A MAIS INDICA PARA PRODUÇÃO A MUDAS PARA CONDIÇÕES DESTE EXPERIMENTO, POIS ESTAS TERIAM MAIOR CAPACIDADE DE SE ADAPTAR AS CONDIÇÕES DE HIPERSALINIDADE VERIFICADAS NOS ECOSSISTEMAS DE MANGUE.

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  • JORGE LUIZ DE OLIVEIRA CUNHA
  • EFEITO DA SALINIDADE E TEMPERATURA DA ÁGUA NO DESEMPENHO HIDRAÚLICO DE FITAS GOTEJADORAS EM CONDIÇÕES LABORATORIAIS

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BLAKE CHARLES DINIZ MARQUES
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • KETSON BRUNO DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • Data: 28/07/2017

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  • No sistema de irrigação localizada á água é aplicada em baixa intensidade e alta frequência na região radicular da cultura agrícola de forma a propiciar que a umidade do solo esteja próxima à capacidade de campo. Neste sistema de irrigação as fitas gotejadoras são expostas a agentes físico-químicas e microbiológicas que potencializam o surgimento de obstrução dos emissores, reduzindo o ciclo de vida operacional do sistema de irrigação que operam com água de qualidade inferior. O presente trabalho objetivou estudar a variação da temperatura e salinidade da água de irrigação como fatores que contribuem para o processo de obstrução das fitas gotejadoras, reduzindo sua vida útil, sob os parâmetros de redução da uniformidade da vazão dos emissores das fitas gotejadoras em condições laboratoriais. Para isto, montou-se uma bancada experimental no Laboratório de Instrumentação de Máquinas e Mecanização Agrícola da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN; onde foram realizados os ensaios experimentais com três tipos de fitas gotejadoras operadas em condições controladas de temperatura, salinidade da água e pressão de serviço. A bancada experimental apresenta as seguintes dimensões 1,50m x 3,50m (largura e comprimento), altura de 1,00m e 1,20m (ponto maio baixo e ponto mais elevado respectivamente). Sobre a mesma foram fixadas quatro telhas de fibrocimento numa área de 0,90m x 3,00m (largura e comprimento), com declividade de 8% e na sua base foi inserida uma calha coletora conectada ao reservatório térreo de 0,10m3. Para permitir a recirculação da água do ensaio foi utilizado um conjunto motobomba centrífuga de 1/4cv. Na bancada foram utilizadas quatro linhas de fitas gotejadoras com três metros de comprimento cada, sendo estas submetidas a ciclos de ensaios de curta e longa duração, estabelecido em 100, 250, 500 e 750 h de operação, e temperatura da água de 20 e 30ºC. Para o controle da temperatura da água foi utilizado sistema de aquecimento com potência de 2,00 kW e refrigeração de 7,04 kW. A condutividade elétrica da água variou de 0,52 dS m-1 a 2,56 dS m-1. Após o término de cada ciclo de operação foram coletadas amostras das fitas para a realização de microscopia eletrônica de varredura dos orifícios e paredes internas das fitas gotejadoras. Empregou-se a vazão e o coeficiente de uniformidade de distribuição no monitoramento do desempenho hidráulico das fitas gotejadoras. Os resultados obtidos indicaram que o aumento da salinidade da água de irrigação acarretou o decréscimo da vazão nas fitas gotejadoras, sem ocasionar alteração da classificação do coeficiente de uniformidade de distribuição. As análises da qualidade da água indicaram risco potencial para sodificação do solo. O aumento da temperatura e salinidade potencializou a formação de microrganismos e precipitados de cálcio, resultando no aumento da frequência de manutenções no sistema.


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  • No sistema de irrigação localizada á água é aplicada em baixa intensidade e alta frequência na região radicular da cultura agrícola de forma a propiciar que a umidade do solo esteja próxima à capacidade de campo. Neste sistema de irrigação as fitas gotejadoras são expostas a agentes físico-químicas e microbiológicas que potencializam o surgimento de obstrução dos emissores, reduzindo o ciclo de vida operacional do sistema de irrigação que operam com água de qualidade inferior. O presente trabalho objetivou estudar a variação da temperatura e salinidade da água de irrigação como fatores que contribuem para o processo de obstrução das fitas gotejadoras, reduzindo sua vida útil, sob os parâmetros de redução da uniformidade da vazão dos emissores das fitas gotejadoras em condições laboratoriais. Para isto, montou-se uma bancada experimental no Laboratório de Instrumentação de Máquinas e Mecanização Agrícola da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN; onde foram realizados os ensaios experimentais com três tipos de fitas gotejadoras operadas em condições controladas de temperatura, salinidade da água e pressão de serviço. A bancada experimental apresenta as seguintes dimensões 1,50m x 3,50m (largura e comprimento), altura de 1,00m e 1,20m (ponto maio baixo e ponto mais elevado respectivamente). Sobre a mesma foram fixadas quatro telhas de fibrocimento numa área de 0,90m x 3,00m (largura e comprimento), com declividade de 8% e na sua base foi inserida uma calha coletora conectada ao reservatório térreo de 0,10m3. Para permitir a recirculação da água do ensaio foi utilizado um conjunto motobomba centrífuga de 1/4cv. Na bancada foram utilizadas quatro linhas de fitas gotejadoras com três metros de comprimento cada, sendo estas submetidas a ciclos de ensaios de curta e longa duração, estabelecido em 100, 250, 500 e 750 h de operação, e temperatura da água de 20 e 30ºC. Para o controle da temperatura da água foi utilizado sistema de aquecimento com potência de 2,00 kW e refrigeração de 7,04 kW. A condutividade elétrica da água variou de 0,52 dS m-1 a 2,56 dS m-1. Após o término de cada ciclo de operação foram coletadas amostras das fitas para a realização de microscopia eletrônica de varredura dos orifícios e paredes internas das fitas gotejadoras. Empregou-se a vazão e o coeficiente de uniformidade de distribuição no monitoramento do desempenho hidráulico das fitas gotejadoras. Os resultados obtidos indicaram que o aumento da salinidade da água de irrigação acarretou o decréscimo da vazão nas fitas gotejadoras, sem ocasionar alteração da classificação do coeficiente de uniformidade de distribuição. As análises da qualidade da água indicaram risco potencial para sodificação do solo. O aumento da temperatura e salinidade potencializou a formação de microrganismos e precipitados de cálcio, resultando no aumento da frequência de manutenções no sistema.

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  • ALEXSANDRA FERNANDES DE QUEIROZ
  •  

    CONTRIBUIÇÃO METODOLÓGICA AOS ESTUDOS DE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM BACIAS HIDROGRÁFICAS DA REGIÃO SEMIÁRIDA BRASILEIRA


  • Orientador : PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • JACIMÁRIA FONSECA DE MEDEIROS
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • RAMIRO GUSTAVO VALERA CAMACHO
  • Data: 31/08/2017

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  • Há uma tendência na atualidade dos estudos ambientais utilizarem a bacia hidrográfica como unidade de pesquisa, levando em consideração que a mesma tem a vantagem de integrar diversos aspectos ambientais, como também sociais e econômicos. Nesse contexto há uma diversidade de metodologias que visam realizar a caracterização e o estado ambiental das bacias hidrográficas, com o intuito de orientar as formas de uso e ocupação das mesmas. Partindo desses pressupostos, essa pesquisa tem como objetivo realizar um Diagnóstico Físico Conservacionista (DFC) para determinar o potencial de degradação ambiental na Sub-bacia Hidrográfica do Açude Pau dos Ferros/RN, por meio de análise multicritério e utilização de ferramentas geoespaciais livres e gratuitas. A metodologia foi baseada numa adaptação do DFC por meio da análise multicritério com o apoio de geotecnologias, como imagem de sensoriamento remoto (Landsat 8) e softwares livres de Sistema de Informação Geográfica (SIG) como o QGIS 2.14 e o SPRING 5.5. No processo de análise foram utilizados quatro fatores: declividade, classes de solos, cobertura vegetal do solo e erosividade. Para cada fator foram atribuídas diferentes classes e definidos os pesos por meio da ponderação de importância de cada fator através do método AHP (Processo Analítico Hierárquico) para definir a contribuição e o potencial à degradação natural da área. Na agregação dos quatro fatores, foi utilizada a Combinação Linear Ponderada, que resultou na produção do mapa com a distribuição das classes de potencial à degradação natural da área. Foi constatado por meio dos resultados, que entre os fatores avaliados o que mais contribuiu com o mapa final do DFC, que representa as classes de potencial à degradação natural da área, foi a erosividade, com 52,9 %, seguidos pelo fator classes de solos com 31,5 %, fator Cobertura Vegetal do solo com 10,5 % e Erosividade com 5,1 %. Entre outras constatações foi possível avaliar que as classes de potencial à degradação natural do ambiente na Sub-bacia Hidrográfica do Açude Pau dos Ferros variaram predominantemente de Muito Fraca a Moderada. A análise multicritério foi eficiente e constituiu-se em uma importante ferramenta no mapeamento da área de estudo e o DFC possibilitou uma visão geral da condição de degradação natural da área de estudo.


  • Mostrar Abstract
  • Há uma tendência na atualidade dos estudos ambientais utilizarem a bacia hidrográfica como unidade de pesquisa, levando em consideração que a mesma tem a vantagem de integrar diversos aspectos ambientais, como também sociais e econômicos. Nesse contexto há uma diversidade de metodologias que visam realizar a caracterização e o estado ambiental das bacias hidrográficas, com o intuito de orientar as formas de uso e ocupação das mesmas. Partindo desses pressupostos, essa pesquisa tem como objetivo realizar um Diagnóstico Físico Conservacionista (DFC) para determinar o potencial de degradação ambiental na Sub-bacia Hidrográfica do Açude Pau dos Ferros/RN, por meio de análise multicritério e utilização de ferramentas geoespaciais livres e gratuitas. A metodologia foi baseada numa adaptação do DFC por meio da análise multicritério com o apoio de geotecnologias, como imagem de sensoriamento remoto (Landsat 8) e softwares livres de Sistema de Informação Geográfica (SIG) como o QGIS 2.14 e o SPRING 5.5. No processo de análise foram utilizados quatro fatores: declividade, classes de solos, cobertura vegetal do solo e erosividade. Para cada fator foram atribuídas diferentes classes e definidos os pesos por meio da ponderação de importância de cada fator através do método AHP (Processo Analítico Hierárquico) para definir a contribuição e o potencial à degradação natural da área. Na agregação dos quatro fatores, foi utilizada a Combinação Linear Ponderada, que resultou na produção do mapa com a distribuição das classes de potencial à degradação natural da área. Foi constatado por meio dos resultados, que entre os fatores avaliados o que mais contribuiu com o mapa final do DFC, que representa as classes de potencial à degradação natural da área, foi a erosividade, com 52,9 %, seguidos pelo fator classes de solos com 31,5 %, fator Cobertura Vegetal do solo com 10,5 % e Erosividade com 5,1 %. Entre outras constatações foi possível avaliar que as classes de potencial à degradação natural do ambiente na Sub-bacia Hidrográfica do Açude Pau dos Ferros variaram predominantemente de Muito Fraca a Moderada. A análise multicritério foi eficiente e constituiu-se em uma importante ferramenta no mapeamento da área de estudo e o DFC possibilitou uma visão geral da condição de degradação natural da área de estudo.

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  • MARIA EUGÊNIA DA COSTA
  •  

    EFEITOS DO BIOCHAR E DE ÁGUAS SALINAS SOBRE A MASSA SECA DO MILHO E SALINIDADE DE TRÊS SOLOS


  • Orientador : NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO FRANCISCO DE MENDONCA JUNIOR
  • CHRISTIANO REBOUCAS COSME
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 31/08/2017

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  • O presente trabalho teve como objetivo avaliar a massa seca do milho e seus teores de nutrientes em três tipos de solos (Argissolo, Cambissolo e Neossolo Flúvico) utilizando-se quatro doses de biochar (0; 0,5; 1,0 e 1,5%) e águas de três níveis de salinidade (0,57; 2,65 e 4,50 dSm-1). Para isso foi desenvolvido um experimento para cada solo em delineamento inteiramente casualisado com quatro repetições no campus oeste da Universidade Federal Rural do Semiárido, UFERSA, localizada no município de Mossoró-RN. Foi determinada a massa seca da parte aérea (MSPA) e seus teores dos nutrientes: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg), os quais foram submetidos à análise de variância e análise de regressão. A aplicação do biochar promoveu incrementos na MSPA do milho cultivado nos três solos avaliados. Em geral, a dose de biochar influenciou as variáveis estudadas diferentemente para cada nível de salinidade da água. No Argissolo, em geral, o uso de água não salina proporciomou os maiores valores de MSPA do milho e de seus teores de nutrientes com a maior dose de biochar, enquanto que em doses intermediárias a absorção de alguns nutrientes pela planta de milho foi melhor quando se usou águas salinas. No Cambissolo, com exceção da MSPA, quando se usou águas salinas as doses de biochar proporcionaram teores dos nutrientes nas plantas de milho superiores aos obtidos com água não salina. No Neossolo Flúvico recebendo águas salinas, a aplicação de biochar fez com que a MSPA e teor de K apresentassem valores semelhantes aos obtidos usando água não salina e os teores de P, Ca e Mg apresentassem valores maiores. Objetivou-se avaliar o efeito de quatro doses de biochar (0; 0,5; 1,0 e 1,5%) em colunas contendo três tipos de solos (Argissolo, Cambissolo e Neossolo Flúvico) cultivados com milho irrigado com águas de três níveis de salinidade (0,57; 2,65 e 4,50 dS m-1). Para isso foram desenvolvidos três experimentos, cada um para um tipo de solo, em delineamento inteiramente casualisado com quatro repetições, no campus oeste da Universidade Federal Rural do Semiárido, UFERSA, localizada no município de Mossoró-RN. Os dados de pH e condutividade elétrica do extrato de saturação (pHes e CEes) dos solos, aos 40 dias após emergência do milho, foram submetidos à análise de variância e análise de regressão. Em geral, a CEes aumentou com o nível de salinidade da água aplicada, tendo sido observado efeito individual linear positivo das doses de biochar sobre a CEes no Argissolo. No Cambissolo foi observada a interação entre doses de biochar e níveis de salinidade da água, havendo diminuição da CEes para as duas águas mais salinas e aumento para a água menos salina, enquanto que no Neossolo Flúvico a CEes aumentou até a dose de 0,7% para as águas mais salinas e diminuiu para a água menos salina. Em geral, a dose de biochar causa aumento no pHes do solo, exceto para a água de 2,65 dS m-1 no Argissolo no qual o pHes diminuiu até a dose de 0,8%. O aumento no nível de salinidade da água tende a causar diminuição no pHes.


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  • O presente trabalho teve como objetivo avaliar a massa seca do milho e seus teores de nutrientes em três tipos de solos (Argissolo, Cambissolo e Neossolo Flúvico) utilizando-se quatro doses de biochar (0; 0,5; 1,0 e 1,5%) e águas de três níveis de salinidade (0,57; 2,65 e 4,50 dSm-1). Para isso foi desenvolvido um experimento para cada solo em delineamento inteiramente casualisado com quatro repetições no campus oeste da Universidade Federal Rural do Semiárido, UFERSA, localizada no município de Mossoró-RN. Foi determinada a massa seca da parte aérea (MSPA) e seus teores dos nutrientes: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg), os quais foram submetidos à análise de variância e análise de regressão. A aplicação do biochar promoveu incrementos na MSPA do milho cultivado nos três solos avaliados. Em geral, a dose de biochar influenciou as variáveis estudadas diferentemente para cada nível de salinidade da água. No Argissolo, em geral, o uso de água não salina proporciomou os maiores valores de MSPA do milho e de seus teores de nutrientes com a maior dose de biochar, enquanto que em doses intermediárias a absorção de alguns nutrientes pela planta de milho foi melhor quando se usou águas salinas. No Cambissolo, com exceção da MSPA, quando se usou águas salinas as doses de biochar proporcionaram teores dos nutrientes nas plantas de milho superiores aos obtidos com água não salina. No Neossolo Flúvico recebendo águas salinas, a aplicação de biochar fez com que a MSPA e teor de K apresentassem valores semelhantes aos obtidos usando água não salina e os teores de P, Ca e Mg apresentassem valores maiores. Objetivou-se avaliar o efeito de quatro doses de biochar (0; 0,5; 1,0 e 1,5%) em colunas contendo três tipos de solos (Argissolo, Cambissolo e Neossolo Flúvico) cultivados com milho irrigado com águas de três níveis de salinidade (0,57; 2,65 e 4,50 dS m-1). Para isso foram desenvolvidos três experimentos, cada um para um tipo de solo, em delineamento inteiramente casualisado com quatro repetições, no campus oeste da Universidade Federal Rural do Semiárido, UFERSA, localizada no município de Mossoró-RN. Os dados de pH e condutividade elétrica do extrato de saturação (pHes e CEes) dos solos, aos 40 dias após emergência do milho, foram submetidos à análise de variância e análise de regressão. Em geral, a CEes aumentou com o nível de salinidade da água aplicada, tendo sido observado efeito individual linear positivo das doses de biochar sobre a CEes no Argissolo. No Cambissolo foi observada a interação entre doses de biochar e níveis de salinidade da água, havendo diminuição da CEes para as duas águas mais salinas e aumento para a água menos salina, enquanto que no Neossolo Flúvico a CEes aumentou até a dose de 0,7% para as águas mais salinas e diminuiu para a água menos salina. Em geral, a dose de biochar causa aumento no pHes do solo, exceto para a água de 2,65 dS m-1 no Argissolo no qual o pHes diminuiu até a dose de 0,8%. O aumento no nível de salinidade da água tende a causar diminuição no pHes.

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  • FRANCIEZER VICENTE DE LIMA
  • ADUBAÇÃO NITROGENADA E ORGÂNICA NA VIDEIRA ISABEL PRECOCE: CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DO SOLO, COMPONENTES PRODUTIVOS E DECOMPOSIÇÃO DE RESÍDUOS FOLIAR E ESTERCO BOVINO

  • Orientador : VANDER MENDONCA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • JOSÉ RODRIGUES PEREIRA
  • LUCIANA FREITAS DE MEDEIROS MENDONCA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • VANDER MENDONCA
  • Data: 10/11/2017

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  • A adubação nitrogenada na videira apresenta-se como um fator limitante para uma produção de qualidade, visto que seu excesso ou deficiência são capazes de propiciar alterações na quantidade e qualidade dos frutos, e como a M.O do solo é o disponibilizador natural de N. O objetivo deste trabalho foi avaliar os parâmetros produtivos da videira ‘Isabel Precoce’ submetida a adubação nitrogenada e orgânica na região semiárida do Oeste potiguar. O experimento foi implantado na fazenda experimental da UFERSA, em Mossoró-RN, cujo clima é semiárido. O solo da área é um Argissolo Vermelho Amarelo de textura arenosa. A pesquisa foi realizada em dois ciclos de produção. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 2, que corresponderam a 5 doses de fertilizante nitrogenado (0, 30, 60, 90 e 120 kg ha-1), na ausência e presença de adubação orgânica (0 e 20 m3 ha-1, esterco bovino), em 6 blocos. Foram avaliados o número de cachos planta por planta, a produção por planta e a produtividade, bem como o peso, o comprimento, e a largura dos cachos, o número de bagas por cacho, e o peso de dez bagas. A aplicação das doses de nitrogênio (N), bem como o uso ou não de adubo orgânico (AO) no solo, conferiram efeito significativo (P


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  • A adubação nitrogenada na videira apresenta-se como um fator limitante para uma produção de qualidade, visto que seu excesso ou deficiência são capazes de propiciar alterações na quantidade e qualidade dos frutos, e como a M.O do solo é o disponibilizador natural de N. O objetivo deste trabalho foi avaliar os parâmetros produtivos da videira ‘Isabel Precoce’ submetida a adubação nitrogenada e orgânica na região semiárida do Oeste potiguar. O experimento foi implantado na fazenda experimental da UFERSA, em Mossoró-RN, cujo clima é semiárido. O solo da área é um Argissolo Vermelho Amarelo de textura arenosa. A pesquisa foi realizada em dois ciclos de produção. O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados, em esquema fatorial 5 x 2, que corresponderam a 5 doses de fertilizante nitrogenado (0, 30, 60, 90 e 120 kg ha-1), na ausência e presença de adubação orgânica (0 e 20 m3 ha-1, esterco bovino), em 6 blocos. Foram avaliados o número de cachos planta por planta, a produção por planta e a produtividade, bem como o peso, o comprimento, e a largura dos cachos, o número de bagas por cacho, e o peso de dez bagas. A aplicação das doses de nitrogênio (N), bem como o uso ou não de adubo orgânico (AO) no solo, conferiram efeito significativo (P

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  • MONTESQUIEU DA SILVA VIEIRA
  • SORÇÃO DE FÓSFORO EM SOLOS DO SEMIÁRIDO

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • GABRIELA CEMIRAMES DE SOUSA GURGEL
  • GUALTER GUENTHER COSTA DA SILVA
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 30/11/2017

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  • Os solos do semiárido brasileiro ainda não foram muito bem estudados quanto aos processos de sorção e disponibilidade de fósforo (P). Deste modo, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade de sorção de P, por meio da estimativa dos parâmetros das isotermas de Langmuir e de Freundlich, e analisar a correlação dos valores desses parâmetros com as características químicas e físicas desses solos. Foram utilizados amostras de solo coletadas na camada de 0-30 cm de profundidade, de dez solos representativos da região semiárida localizada entre os vales dos rios Piranhas-Açu (RN) e Jaguaribe (CE). O ajuste da isoterma de Langmuir foi feito utilizando as concentrações de P das soluções de equilíbrio de acordo com os valores de fósforo remanescente (P-rem), correspondentes a 0; 5; 10; 15; 20; 30; 40; 50; 55; 70 e 80 mg L-1 de P para os solos com P-rem entre 30 e 44 mg L-1, e a 0; 10; 15; 25; 40; 55; 80; 100; 130 e 150 mg L-1 para os solos com P-rem entre 19 e 30 mg L-1. Para cada solo, ajustou-se por meio da técnica de regressão não-linear o modelo hiperbólico de Langmuir e o modelo da isoterma de Freundlich . As isotermas de sorção de Langmuir e Freundlich se ajustaram adequadamente a todos os solos e por meio delas estimaram-se os parâmetros relacionadas a sorção de fósforo aos solos. Os valores dos parâmetros dessas isotermas se correlacionaram com as características dos solos relacionadas ao fator capacidade e se correlacionaram positivamente com o teor de argila e negativamente com o valor de P-rem. Dos parâmetros das isotermas estimados o mais importante é a CMSP estimado pela isoterma de Langmuir. Os valores da CMSP variaram de 0,0504 mg.g-1 a 0,88346 mg.g-1 nos solos e os menores valores estão relacionados aos solos com maiores teores de argila, teores elevados de cálcio e valores elevados de pH, contudo os menores valores da CMSP estão relacionados aos solos com baixo teor de argila, baixo pH e baixo teor de cálcio. Para avaliar a cinética de sorção de P nos solos, amostras de solo foram posta em contato com uma solução de CaCl2 0,01 mol L-1, contendo as concentrações de 6 ou de 60 mg L-1 de P, sendo então agitadas em 9 tempos de equilíbrio (5, 20, 40, 60, 120, 180, 600, 960 e 1440 minutos). Ao final de cada tempo de equilíbrio as suspensões obtidas foram filtradas com papel de filtro qualitativo e a concentração final de P na solução foi determinada no colorímetro. A velocidade de sorção mostrou-se dependente do tipo de solo e de suas características físicas e químicas. A cinética nos solos com elevada capacidade de sorção de P foi rápida inicialmente até os 5 minutos iniciais, tanto na menor quanto na maior concentração da solução de equilíbrio. Nos solos com menor capacidade de sorção, a cinética de sorção de P foi rápida inicialmente até os 5 minutos na menor concentração enquanto que na maior concentração foi praticamente imperceptível, devido à alta concentração da solução de equilíbrio. A velocidade com que o P é sorvido está relacionada com o teor de argila e a CMSP dos solos, sendo melhor expressa pelo P-rem.


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  • Os solos do semiárido brasileiro ainda não foram muito bem estudados quanto aos processos de sorção e disponibilidade de fósforo (P). Deste modo, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade de sorção de P, por meio da estimativa dos parâmetros das isotermas de Langmuir e de Freundlich, e analisar a correlação dos valores desses parâmetros com as características químicas e físicas desses solos. Foram utilizados amostras de solo coletadas na camada de 0-30 cm de profundidade, de dez solos representativos da região semiárida localizada entre os vales dos rios Piranhas-Açu (RN) e Jaguaribe (CE). O ajuste da isoterma de Langmuir foi feito utilizando as concentrações de P das soluções de equilíbrio de acordo com os valores de fósforo remanescente (P-rem), correspondentes a 0; 5; 10; 15; 20; 30; 40; 50; 55; 70 e 80 mg L-1 de P para os solos com P-rem entre 30 e 44 mg L-1, e a 0; 10; 15; 25; 40; 55; 80; 100; 130 e 150 mg L-1 para os solos com P-rem entre 19 e 30 mg L-1. Para cada solo, ajustou-se por meio da técnica de regressão não-linear o modelo hiperbólico de Langmuir e o modelo da isoterma de Freundlich . As isotermas de sorção de Langmuir e Freundlich se ajustaram adequadamente a todos os solos e por meio delas estimaram-se os parâmetros relacionadas a sorção de fósforo aos solos. Os valores dos parâmetros dessas isotermas se correlacionaram com as características dos solos relacionadas ao fator capacidade e se correlacionaram positivamente com o teor de argila e negativamente com o valor de P-rem. Dos parâmetros das isotermas estimados o mais importante é a CMSP estimado pela isoterma de Langmuir. Os valores da CMSP variaram de 0,0504 mg.g-1 a 0,88346 mg.g-1 nos solos e os menores valores estão relacionados aos solos com maiores teores de argila, teores elevados de cálcio e valores elevados de pH, contudo os menores valores da CMSP estão relacionados aos solos com baixo teor de argila, baixo pH e baixo teor de cálcio. Para avaliar a cinética de sorção de P nos solos, amostras de solo foram posta em contato com uma solução de CaCl2 0,01 mol L-1, contendo as concentrações de 6 ou de 60 mg L-1 de P, sendo então agitadas em 9 tempos de equilíbrio (5, 20, 40, 60, 120, 180, 600, 960 e 1440 minutos). Ao final de cada tempo de equilíbrio as suspensões obtidas foram filtradas com papel de filtro qualitativo e a concentração final de P na solução foi determinada no colorímetro. A velocidade de sorção mostrou-se dependente do tipo de solo e de suas características físicas e químicas. A cinética nos solos com elevada capacidade de sorção de P foi rápida inicialmente até os 5 minutos iniciais, tanto na menor quanto na maior concentração da solução de equilíbrio. Nos solos com menor capacidade de sorção, a cinética de sorção de P foi rápida inicialmente até os 5 minutos na menor concentração enquanto que na maior concentração foi praticamente imperceptível, devido à alta concentração da solução de equilíbrio. A velocidade com que o P é sorvido está relacionada com o teor de argila e a CMSP dos solos, sendo melhor expressa pelo P-rem.

2016
Dissertações
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  • JUSSIARA SONALLY JACOME CAVALCANTE
  • RELAÇÕES SOLO-PAISAGEM ASSOCIADAS AOS USOS AGRÍCOLAS NO MUNICÍPIO DE MARTINS – RN

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO ERNESTO SOBRINHO
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • RENATO DANTAS ALENCAR
  • Data: 19/02/2016

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  • O estudo teve como objeto avaliar os atributos físicos e químicos do solo em diferentes usos e cultivos agrícolas, associados as particularidades locais, utilizando como ferramenta a estatística multivariada. A área em estudo está localizada no perímetro do Sítio Bela Vista no município de Martins, Rio Grande do Norte. Foram amostrados quatro áreas em estudo: (1) Mata Nativa (MN); (2) Consórcio (CON); (3) Monocultivo de Capim-elefante (CE), (4) Monocultivo de Banana (BAN), (5) Monocultivo de Milho (4) Monocultivo de cana de açúcar. Coletou-se amostras de solo com estrutura deformada a fim de proceder as análises dos atributos químicos do solo. Foram realizadas análises de pH, condutividade elétrica (CE), teor de cálcio (Ca2+); magnésio (Mg2+); fósforo (P); sódio (Na+) e potássio (K+), consequentemente calculada a capacidade de troca de cátions (CTC) e saturação por bases (V). Os resultados foram submetidos a análise estatística multivariada. Os componentes principais CP1, CP2 e CP3 explicaram 88,7% da variação dos dados. Quanto aos atributos químicos a MN se distanciou da área de CE em virtude da localização na paisagem. Concluiu-se irregularidades na tendência dos atributos químicos; nas inter-relações, a MN apresentou semelhança com o CONS, e se distanciou dos monocultivos de CE e BAN.


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  • O estudo teve como objeto avaliar os atributos físicos e químicos do solo em diferentes usos e cultivos agrícolas, associados as particularidades locais, utilizando como ferramenta a estatística multivariada. A área em estudo está localizada no perímetro do Sítio Bela Vista no município de Martins, Rio Grande do Norte. Foram amostrados quatro áreas em estudo: (1) Mata Nativa (MN); (2) Consórcio (CON); (3) Monocultivo de Capim-elefante (CE), (4) Monocultivo de Banana (BAN), (5) Monocultivo de Milho (4) Monocultivo de cana de açúcar. Coletou-se amostras de solo com estrutura deformada a fim de proceder as análises dos atributos químicos do solo. Foram realizadas análises de pH, condutividade elétrica (CE), teor de cálcio (Ca2+); magnésio (Mg2+); fósforo (P); sódio (Na+) e potássio (K+), consequentemente calculada a capacidade de troca de cátions (CTC) e saturação por bases (V). Os resultados foram submetidos a análise estatística multivariada. Os componentes principais CP1, CP2 e CP3 explicaram 88,7% da variação dos dados. Quanto aos atributos químicos a MN se distanciou da área de CE em virtude da localização na paisagem. Concluiu-se irregularidades na tendência dos atributos químicos; nas inter-relações, a MN apresentou semelhança com o CONS, e se distanciou dos monocultivos de CE e BAN.

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  • LÍSSIA LETÍCIA DE PAIVA OLIVEIRA
  • INFLUÊNCIA DO SISTEMA DE CULTIVO E MANEJO DO SOLO NAS PROPRIEDADES FÍSICO-

    QUÍMICAS E HÍDRICAS EM CAMBISSOLO NO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • THIAGO MIELLE BRITO FERREIRA OLIVEIRA
  • Data: 19/02/2016

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  • Os sistemas de manejo podem promover a degradação da qualidade físico-química do solo, com reflexos ambientais e na produtividade. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi buscar um direcionamento a respeito da retenção de água, da influencia da matéria orgânica, Ca2+ e Mg2+ na agregação do solo e dos atributos físico-químicos do solo em função dos diferentes usos agrícolas e manejo do solo, visando identificar qual destes foram os mais sensíveis na distinção dos ambientes, tendo a mata preservada como referência. Como também avaliar especificamente os atributos do solo, apontando qual destes proporcionaram melhorias ou restrições nos ambientes avaliados, em um Cambissolo Háplico no Projeto de Assentamento Terra de Esperança, situado no município de Governador Dix-sept Rosado - RN, localizado na mesorregião do Oeste Potiguar e na microrregião da Chapada do Apodi. As áreas analisada foram: Área de mata preservada (AMP), Área de Pomar de cajaranas (AP), Área de consórcio milho/feijão (ACMF), Área de consórcio de melancia/jerimum (ACMJ), Área agroecológica (AA) e Área de rejeito salino (ARS). Foram realizadas coletas de amostras deformadas e indeformadas nas camadas de 0.00 – 0.10; 0.10 – 0.20; 0.20 – 0.30 m, beneficiadas no Laboratório de Análise de Solo Água e Planta – LASAP/DCAT/UFERSA. As analises constituíram as de granulometria, densidade de partículas, densidade do solo, porosidade total, macro e micro porosidade, capacidade de campo, ponto de murcha permanente, água disponível, curva de retenção de água no solo, agregação, CE, pH, COT, P, K, Na, Ca, Mg, PST e COT, Ca e Mg dentro de cada classe de agregado. A maior quantidade de COT foi observada na AP, devido provavelmente, ao aporte de serapilheira encontrada no local, associada ao excremento de animais (caprinos, bovinos, equinos e muares) no pastejo na área. Com relação à textura, os solos da ACMJ tiveram maior teor de argila (0.55; 0.58 e 0.63 kg kg-1) nas três profundidades estudadas, podendo ser justificado por se tratar de uma área de colúvio.  Observou-se que os solos sob preparo convencional (ACMF e ACMJ), independente do cultivo das plantas, promoveram possivelmente uma maior aeração do solo e uma menor DS, fato evidenciado pelo aumento de macroporos, especialmente na camada superficial. A AP proporcionou as melhores condições de retenção de água quando comparadas com os demais tratamentos, devido à manutenção da cobertura do solo e incremento do carbono orgânico do solo. Os solos sob a ARS apresentaram maior percentagem de agregação, estabilidade de agregados e diâmetro médio ponderado (DMP) nas três profundidades supracitadas, provavelmente, o aumento da concentração salina no solo, promovida pela água com rejeito salino, reduzindo a espessura da dupla camada difusa, com consequente aproximação das partículas do solo, promovendo a agregação do solo. Assim, percebe-se que os sistemas que tem como base, o revolvimento excessivo do solo e/ou ausência de qualquer tipo de cobertura vegetal favoreceu a degradação química e das frações da matéria orgânica do solo criando um ambiente frágil ao uso.


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  • Os sistemas de manejo podem promover a degradação da qualidade físico-química do solo, com reflexos ambientais e na produtividade. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi buscar um direcionamento a respeito da retenção de água, da influencia da matéria orgânica, Ca2+ e Mg2+ na agregação do solo e dos atributos físico-químicos do solo em função dos diferentes usos agrícolas e manejo do solo, visando identificar qual destes foram os mais sensíveis na distinção dos ambientes, tendo a mata preservada como referência. Como também avaliar especificamente os atributos do solo, apontando qual destes proporcionaram melhorias ou restrições nos ambientes avaliados, em um Cambissolo Háplico no Projeto de Assentamento Terra de Esperança, situado no município de Governador Dix-sept Rosado - RN, localizado na mesorregião do Oeste Potiguar e na microrregião da Chapada do Apodi. As áreas analisada foram: Área de mata preservada (AMP), Área de Pomar de cajaranas (AP), Área de consórcio milho/feijão (ACMF), Área de consórcio de melancia/jerimum (ACMJ), Área agroecológica (AA) e Área de rejeito salino (ARS). Foram realizadas coletas de amostras deformadas e indeformadas nas camadas de 0.00 – 0.10; 0.10 – 0.20; 0.20 – 0.30 m, beneficiadas no Laboratório de Análise de Solo Água e Planta – LASAP/DCAT/UFERSA. As analises constituíram as de granulometria, densidade de partículas, densidade do solo, porosidade total, macro e micro porosidade, capacidade de campo, ponto de murcha permanente, água disponível, curva de retenção de água no solo, agregação, CE, pH, COT, P, K, Na, Ca, Mg, PST e COT, Ca e Mg dentro de cada classe de agregado. A maior quantidade de COT foi observada na AP, devido provavelmente, ao aporte de serapilheira encontrada no local, associada ao excremento de animais (caprinos, bovinos, equinos e muares) no pastejo na área. Com relação à textura, os solos da ACMJ tiveram maior teor de argila (0.55; 0.58 e 0.63 kg kg-1) nas três profundidades estudadas, podendo ser justificado por se tratar de uma área de colúvio.  Observou-se que os solos sob preparo convencional (ACMF e ACMJ), independente do cultivo das plantas, promoveram possivelmente uma maior aeração do solo e uma menor DS, fato evidenciado pelo aumento de macroporos, especialmente na camada superficial. A AP proporcionou as melhores condições de retenção de água quando comparadas com os demais tratamentos, devido à manutenção da cobertura do solo e incremento do carbono orgânico do solo. Os solos sob a ARS apresentaram maior percentagem de agregação, estabilidade de agregados e diâmetro médio ponderado (DMP) nas três profundidades supracitadas, provavelmente, o aumento da concentração salina no solo, promovida pela água com rejeito salino, reduzindo a espessura da dupla camada difusa, com consequente aproximação das partículas do solo, promovendo a agregação do solo. Assim, percebe-se que os sistemas que tem como base, o revolvimento excessivo do solo e/ou ausência de qualquer tipo de cobertura vegetal favoreceu a degradação química e das frações da matéria orgânica do solo criando um ambiente frágil ao uso.

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  • PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS
  • GÊNESE E LEVANTAMENTO DE SOLOS DA SERRA DE SANTANA NO SERIDÓ POTIGUAR

  • Orientador : CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • FRANCISCO ERNESTO SOBRINHO
  • Data: 22/02/2016

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  • Na compreensão de um manejo mais adequado, o levantamento do tipo de solo em uma região possui uma importância fundamental. Desse modo, uma atualização constante das classes de solos se faz necessária para que os diversos usos agrícolas sejam analisados e estabelecidos da forma mais adequada possível.O Rio Grande do Norte possui formações serranas que diferem das condições edafoclimáticas predominantes no estado, apresentando solos mais profundos e ácidos e clima mais ameno. Dentre estas formações, destaca-se a Serra de Santana, que está inserida na Formação dos Martins com depósitos assentados em discordância sobre o embasamento cristalino e inserida na região do Seridó Potiguar, apresentando importante uso agrícola para a região, com o cultivo principalmente de caju emandioca.Com isto, objetivou-se neste trabalho compreender a gênese dos solos representativos da Serra de Santana e elaborar um mapa de solos exploratório da região. Foram realizadas análises morfológicas, físicas, químicas e mineralógicas de perfis representativos que compõem a Serra de Santana. Os perfis representativos foram classificados como: LATOSSOLO AMARELO Distrófico argissólico; LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico; NEOSSOLO QUARTZARÊNICO Órtico típico; NEOSSOLO LITÓLICO Eutrófico fragmentário; NEOSSOLO REGOLÍTICO Eutrófico típico e CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Eutrófico léptico. Ao observar os atributos morfológicos percebeu-se que houve grande influência do fator material de origem na distinção das principais classes de solo encontradas na área de estudo, já que o relevo e condição climática são similares ao longo de toda extensão territorial. A classe textural dos perfis estudados variou de areia a franco-argilo-arenosa devido aos altos teores de areia existentes nos horizontes, identificando minerais que foram mais resistentes ao processo de intemperismo e a forte ligação com o material de origem sedimentar. Todos os perfis apresentaram reação ácida, grande variação de saturação por bases entre os perfis e baixos valores de condutividade elétrica. A composição mineralógica da fração argila dos perfis foi similar, apresentando argilominerais do tipo Ilita/Mica, Caulinita e Goethita, além de picos de Quartzo.


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  • Na compreensão de um manejo mais adequado, o levantamento do tipo de solo em uma região possui uma importância fundamental. Desse modo, uma atualização constante das classes de solos se faz necessária para que os diversos usos agrícolas sejam analisados e estabelecidos da forma mais adequada possível.O Rio Grande do Norte possui formações serranas que diferem das condições edafoclimáticas predominantes no estado, apresentando solos mais profundos e ácidos e clima mais ameno. Dentre estas formações, destaca-se a Serra de Santana, que está inserida na Formação dos Martins com depósitos assentados em discordância sobre o embasamento cristalino e inserida na região do Seridó Potiguar, apresentando importante uso agrícola para a região, com o cultivo principalmente de caju emandioca.Com isto, objetivou-se neste trabalho compreender a gênese dos solos representativos da Serra de Santana e elaborar um mapa de solos exploratório da região. Foram realizadas análises morfológicas, físicas, químicas e mineralógicas de perfis representativos que compõem a Serra de Santana. Os perfis representativos foram classificados como: LATOSSOLO AMARELO Distrófico argissólico; LATOSSOLO AMARELO Eutrófico argissólico; NEOSSOLO QUARTZARÊNICO Órtico típico; NEOSSOLO LITÓLICO Eutrófico fragmentário; NEOSSOLO REGOLÍTICO Eutrófico típico e CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Eutrófico léptico. Ao observar os atributos morfológicos percebeu-se que houve grande influência do fator material de origem na distinção das principais classes de solo encontradas na área de estudo, já que o relevo e condição climática são similares ao longo de toda extensão territorial. A classe textural dos perfis estudados variou de areia a franco-argilo-arenosa devido aos altos teores de areia existentes nos horizontes, identificando minerais que foram mais resistentes ao processo de intemperismo e a forte ligação com o material de origem sedimentar. Todos os perfis apresentaram reação ácida, grande variação de saturação por bases entre os perfis e baixos valores de condutividade elétrica. A composição mineralógica da fração argila dos perfis foi similar, apresentando argilominerais do tipo Ilita/Mica, Caulinita e Goethita, além de picos de Quartzo.

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  • RAIMUNDO FERNANDES DE OLIVEIRA JUNIOR
  • MODELAGEM ESPACIAL DE ATRIBUTOS FÍSICO-HÍDRICOS E USO DO SOLO EM UMA MICROBACIA PERENE DE VERTENTE DO SEMIÁRIDO

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RODRIGO GUIMARÃES DE CARVALHO
  • Data: 25/02/2016

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  • O conhecimento do uso e ocupação do solo em bacias hidrográficas é extremamente necessário para um gerenciamento integrado e sustentável de seus recursos, em especial água e solo. Aliado a isso, a espacialização dos atributos do solo tem papel fundamental no dimensionamento e entendimento dos impactos antrópicos em bacias hidrográficas. Logo, descrever e mapear o uso e ocupação do solo juntamente com a variabilidade espacial de seus atributos é de suma importância para se colocar em prática técnicas de manejo racional e adequada de exploração desses recursos. A geoestatística tem contribuído cada vez mais para pesquisa espacial de atributos do solo. Portanto, o objetivo deste trabalho de dissertação foi mapear o uso e ocupação do solo juntamente com seus atributos, utilizando SIG e geoestatística, numa microbacia hidrográfica perene de vertente, em condições semiáridas. A microbacia hidrográfica pertence ao médio curso da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró, localizada no Oeste do estado do Rio Grande do Norte. O uso da geoestatística, aliado ao SIG, mostrou-se viável para a espacialização dos atributos do solo, contribuindo significativamente para um mapeamento mais preciso dos parâmetros estudados. Os resultados mostraram uma estreita relação entre o uso e ocupação do solo e a distribuição espacial dos seus atributos, indicando que 52,62 % da área total da bacia encontra-se com caatinga preservada, área ao qual apresentou os melhores resultados de conservação do solo. Já as áreas de caatinga manejada, agricultura e zona urbana apresentaram resultados de degradação do solo, provavelmente causados por impactos das diversas ações antrópicas sobre o meio. Dessa forma, foi possível identificar áreas que deveriam estar preservadas (nascentes, topo de morro, zonas de recargas, etc), mas encontram-se manejadas e com suas condições naturais modificadas pela ação do homem. Com isso, conclui-se que a mensuração espacial dos impactos antrópicos no meio é etapa primordial para o planejamento do uso e ocupação do solo de forma racional, adotando técnicas de conservação dos recursos naturais.


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  • O conhecimento do uso e ocupação do solo em bacias hidrográficas é extremamente necessário para um gerenciamento integrado e sustentável de seus recursos, em especial água e solo. Aliado a isso, a espacialização dos atributos do solo tem papel fundamental no dimensionamento e entendimento dos impactos antrópicos em bacias hidrográficas. Logo, descrever e mapear o uso e ocupação do solo juntamente com a variabilidade espacial de seus atributos é de suma importância para se colocar em prática técnicas de manejo racional e adequada de exploração desses recursos. A geoestatística tem contribuído cada vez mais para pesquisa espacial de atributos do solo. Portanto, o objetivo deste trabalho de dissertação foi mapear o uso e ocupação do solo juntamente com seus atributos, utilizando SIG e geoestatística, numa microbacia hidrográfica perene de vertente, em condições semiáridas. A microbacia hidrográfica pertence ao médio curso da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró, localizada no Oeste do estado do Rio Grande do Norte. O uso da geoestatística, aliado ao SIG, mostrou-se viável para a espacialização dos atributos do solo, contribuindo significativamente para um mapeamento mais preciso dos parâmetros estudados. Os resultados mostraram uma estreita relação entre o uso e ocupação do solo e a distribuição espacial dos seus atributos, indicando que 52,62 % da área total da bacia encontra-se com caatinga preservada, área ao qual apresentou os melhores resultados de conservação do solo. Já as áreas de caatinga manejada, agricultura e zona urbana apresentaram resultados de degradação do solo, provavelmente causados por impactos das diversas ações antrópicas sobre o meio. Dessa forma, foi possível identificar áreas que deveriam estar preservadas (nascentes, topo de morro, zonas de recargas, etc), mas encontram-se manejadas e com suas condições naturais modificadas pela ação do homem. Com isso, conclui-se que a mensuração espacial dos impactos antrópicos no meio é etapa primordial para o planejamento do uso e ocupação do solo de forma racional, adotando técnicas de conservação dos recursos naturais.

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  • FRANCISCO VANIES DA SILVA SA
  • BALANÇO DE SAIS NO SOLO E MORFOFISIOLOGIA DE PLANTAS DE FEIJÃO-CAUPI SOB ESTRESSE SALINO E ADUBAÇÃO FOSFATADA

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIVAN FEITOSA DE LACERDA
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 25/02/2016

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  • Objetivou-se com esse trabalho estudar os efeitos da irrigação com água salina associada à adubação fosfatada com superfosfato simples no balanço de sais no solo e na morfofisiologia de plantas de feijão-Caupi. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN. O experimento foi realizando em delineamento de blocos casualizados em esquema fatorial 5 x 3 constituído de cinco níveis de salinidade da água de irrigação (S1= 0,5; S2= 1,5; S3= 2,5 S4= 3,5; S5= 4,5 dS m-1) e três manejos de adubações com superfosfato simples (A1= 60%; A2= 100% e A3= 140% da dose recomendação da cultura), com 5 repetições, perfazendo 75 parcelas experimentais. As plantas de feijoeiro cv. Paulistinha foram cultivadas em vasos com capacidade para 8 litros, preenchidos com materiais de solo e esterco bovino. O experimento foi divido em quatro etapas onde foram estudados: 1 - Emergência e crescimento inicial; 2 - Fisiologia e o crescimento na fase vegetativa, 3 - Fisiologia e o crescimento na fase reprodutiva e 4 - Balanço de sais lixiviados e análise de crescimento de planta. Os dados obtidos foram submetidos à analise de variância pelo teste ‘F’ até o nível de 5% de probabilidade, e nos casos de significância foram realizados análises de regressão polinomial linear ou quadrática para o fator níveis de salinidade e para o fatos doses de fosforo foi aplicado o teste de média Tukey, ambos ao nível de 5% de probabilidade. As plantas de feijão-Caupi tiveram sua emergência, crescimento, atividade fotossintética, rendimento quântico e acúmulo de fitomassa drasticamente reduzida com aumento da salinidade da água de irrigação. As alterações fisiológicas nas plantas de feijão-caupi sob estresse salino estão relacionadas a fatores estomáticos e não estomáticos. As plantas cultivadas sob maiores disponibilidade de fósforo foram menos afetados pela salinidade da água de irrigação. A ampliação da adubação fosfatada não exerceu influência sob fluorescência da clorofila a das plantas de feijão-Caupi.


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  • Objetivou-se com esse trabalho estudar os efeitos da irrigação com água salina associada à adubação fosfatada com superfosfato simples no balanço de sais no solo e na morfofisiologia de plantas de feijão-Caupi. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN. O experimento foi realizando em delineamento de blocos casualizados em esquema fatorial 5 x 3 constituído de cinco níveis de salinidade da água de irrigação (S1= 0,5; S2= 1,5; S3= 2,5 S4= 3,5; S5= 4,5 dS m-1) e três manejos de adubações com superfosfato simples (A1= 60%; A2= 100% e A3= 140% da dose recomendação da cultura), com 5 repetições, perfazendo 75 parcelas experimentais. As plantas de feijoeiro cv. Paulistinha foram cultivadas em vasos com capacidade para 8 litros, preenchidos com materiais de solo e esterco bovino. O experimento foi divido em quatro etapas onde foram estudados: 1 - Emergência e crescimento inicial; 2 - Fisiologia e o crescimento na fase vegetativa, 3 - Fisiologia e o crescimento na fase reprodutiva e 4 - Balanço de sais lixiviados e análise de crescimento de planta. Os dados obtidos foram submetidos à analise de variância pelo teste ‘F’ até o nível de 5% de probabilidade, e nos casos de significância foram realizados análises de regressão polinomial linear ou quadrática para o fator níveis de salinidade e para o fatos doses de fosforo foi aplicado o teste de média Tukey, ambos ao nível de 5% de probabilidade. As plantas de feijão-Caupi tiveram sua emergência, crescimento, atividade fotossintética, rendimento quântico e acúmulo de fitomassa drasticamente reduzida com aumento da salinidade da água de irrigação. As alterações fisiológicas nas plantas de feijão-caupi sob estresse salino estão relacionadas a fatores estomáticos e não estomáticos. As plantas cultivadas sob maiores disponibilidade de fósforo foram menos afetados pela salinidade da água de irrigação. A ampliação da adubação fosfatada não exerceu influência sob fluorescência da clorofila a das plantas de feijão-Caupi.

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  • ALEX RODRIGUES FERREIRA
  • ADAPTABILIDADE, ESTABILIDADE E TOLERÂNCIA DE ACESSOS DE MELOEIRO A SALINIDADE

  • Orientador : GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • LIDIANE KELY DE LIMA GRACIANO
  • MARA SUYANE MARQUES DANTAS
  • Data: 26/02/2016

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  • O objetivo desse estudo foi verificar a adaptabilidade e estabilidade de acessos de melão em ambientes salinos. Foram avaliados 13 acessos e três híbridos comerciais em quatro ambientes salinos em blocos completos casualizados com três repetições sendo a parcela constituída por uma linha de sete plantas no espaçamento 2,0 x 0,3 m. Os ambientes se diferenciaram quanto à condutividade elétrica da água de irrigação, sendo definidos quatro níveis salinos (S1 = 0,91 0,91 dS m-1, 2,14 dS m -1, 2,90 dS m-1e 3,92 dS m-1). As variáveis analisadas foram: peso médio do fruto, número de frutos, produtividade, espessura da polpa, firmeza da polpa e sólidos solúveis. Utilizou-se a metodologia GGE Biplot para identificar os genótipos adaptados e estáveis. O acesso Nadj foi o mais promissor para programas de melhoramento ou uso como porta-enxerto. 


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  • O objetivo desse estudo foi verificar a adaptabilidade e estabilidade de acessos de melão em ambientes salinos. Foram avaliados 13 acessos e três híbridos comerciais em quatro ambientes salinos em blocos completos casualizados com três repetições sendo a parcela constituída por uma linha de sete plantas no espaçamento 2,0 x 0,3 m. Os ambientes se diferenciaram quanto à condutividade elétrica da água de irrigação, sendo definidos quatro níveis salinos (S1 = 0,91 0,91 dS m-1, 2,14 dS m -1, 2,90 dS m-1e 3,92 dS m-1). As variáveis analisadas foram: peso médio do fruto, número de frutos, produtividade, espessura da polpa, firmeza da polpa e sólidos solúveis. Utilizou-se a metodologia GGE Biplot para identificar os genótipos adaptados e estáveis. O acesso Nadj foi o mais promissor para programas de melhoramento ou uso como porta-enxerto. 

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  • PÂMELLA CRISLEY COSTA DE SÁ
  • ESTIMATIVA DO BALANÇO DE RADIAÇÃO EM CANA-DE-AÇÚCAR VIA SENSORIAMENTO REMOTO ORBITAL USANDO O MODELO SEBAL EM IMAGENS MODIS, PARA FINS DE IRRIGAÇÃO

  • Orientador : JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • RAFAEL DA COSTA FERREIRA
  • SAULO TASSO ARAUJO DA SILVA
  • BERGSON GUEDES BEZERRA
  • Data: 26/02/2016

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  • No Brasil há uma grande irregularidade ou inexistência de dados de radiação, que acaba comprometendo diversos estudos. Associado a isso, está o problema com os dados obtidos devido a erros instrumentais oriundos da baixa sensibilidade dos sensores e da falta de calibração dos mesmos que compromete a precisão das medições radiométricas. Desta forma, o emprego de técnicas de sensoriamento remoto apresenta-se como um campo promissor, com a vantagem da determinação dos componentes do balanço de radiação com grande cobertura espacial de forma rápida e precisa e, juntamente com dados de superfície têm sido indispensáveis na aplicação de modelos e algoritmos destinados à estimativa dos componentes do balanço de energia à superfície e da evapotranspiração em várias escalas de tempo e espaço, sendo este o principal fator a ser considerado na estimativa das necessidades hídricas da cultura. O objetivo deste projeto de pesquisa foi determinar os componentes do balanço de radiação em área de cana-de-açúcar a partir de dados MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer) inseridos no modelo SEBAL (Surface Energy Balance Algorithm for Land) e validá-los com dados obtidos à superfície em área produtiva de cana-de-açúcar irrigada pertencente à empresa Agroindústrias do Vale do São Francisco S.A – Agrovale no município de Juazeiro – BA. Observou-se não haver nenhuma condição atípica no comportamento dos termos do balanço de radiação obtidos à superfície, quando se consideraram os diferentes estádios de desenvolvimento da cultura, embora os valores absolutos dos termos tenham sido diferentes. Para o estudo em questão ficou evidente a relação entre o albedo medido pela torre e o IAF, ou seja, o albedo tendeu a aumentar com o desenvolvimento da cultura devido ao aumento da cobertura do solo. O mesmo não foi possível observar com o albedo obtido a partir de imagens MODIS, que nesse estudo aumentou da fase I para a fase II, caiu na fase III e voltou a subir na fase IV. Os maiores erros foram encontrados na estimativa do albedo para todos os dias estudados.


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  • No Brasil há uma grande irregularidade ou inexistência de dados de radiação, que acaba comprometendo diversos estudos. Associado a isso, está o problema com os dados obtidos devido a erros instrumentais oriundos da baixa sensibilidade dos sensores e da falta de calibração dos mesmos que compromete a precisão das medições radiométricas. Desta forma, o emprego de técnicas de sensoriamento remoto apresenta-se como um campo promissor, com a vantagem da determinação dos componentes do balanço de radiação com grande cobertura espacial de forma rápida e precisa e, juntamente com dados de superfície têm sido indispensáveis na aplicação de modelos e algoritmos destinados à estimativa dos componentes do balanço de energia à superfície e da evapotranspiração em várias escalas de tempo e espaço, sendo este o principal fator a ser considerado na estimativa das necessidades hídricas da cultura. O objetivo deste projeto de pesquisa foi determinar os componentes do balanço de radiação em área de cana-de-açúcar a partir de dados MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer) inseridos no modelo SEBAL (Surface Energy Balance Algorithm for Land) e validá-los com dados obtidos à superfície em área produtiva de cana-de-açúcar irrigada pertencente à empresa Agroindústrias do Vale do São Francisco S.A – Agrovale no município de Juazeiro – BA. Observou-se não haver nenhuma condição atípica no comportamento dos termos do balanço de radiação obtidos à superfície, quando se consideraram os diferentes estádios de desenvolvimento da cultura, embora os valores absolutos dos termos tenham sido diferentes. Para o estudo em questão ficou evidente a relação entre o albedo medido pela torre e o IAF, ou seja, o albedo tendeu a aumentar com o desenvolvimento da cultura devido ao aumento da cobertura do solo. O mesmo não foi possível observar com o albedo obtido a partir de imagens MODIS, que nesse estudo aumentou da fase I para a fase II, caiu na fase III e voltou a subir na fase IV. Os maiores erros foram encontrados na estimativa do albedo para todos os dias estudados.

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  • IDAIANE COSTA FONSECA DE ALMEIDA
  • EFICIÊNCIA DO USO DE FÓSFORO EM GENÓTIPOS DE FEIJÃO-CAUPI

  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • MARA SUYANE MARQUES DANTAS
  • Data: 29/02/2016

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  • O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência do uso de fósforo em genótipos de feijão-caupi. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, localizada no distrito de Lagoinha, zona rural de Mossoró-RN, pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido no período de abril a julho de 2015. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados completos em esquema fatorial 2 x 5 com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos pela combinação de duas doses de fósforo (0 e 60 kg ha-1 de P2O5) e cinco genótipos de feijão-caupi (Paulistinha, BRS Xiquexique, Pingo de Ouro, Corujinha e Costela de Vaca). Todos os genótipos responderam de forma significativa a aplicação de fósforo, com incrementos no número de sementes por vagem, número de vagens por planta, produtividade, massa seca e acúmulo de P da planta. Quanto à utilização de fósforo, o genótipo BRS Xiquexique foi considerado eficiente e responsivo; Paulistinha e Costela de Vaca eficientes e não responsivos;  Corujinha foi classificado como ineficiente e responsivo e Pingo de Ouro como ineficiente e não responsivo.


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  • O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência do uso de fósforo em genótipos de feijão-caupi. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, localizada no distrito de Lagoinha, zona rural de Mossoró-RN, pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido no período de abril a julho de 2015. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados completos em esquema fatorial 2 x 5 com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos pela combinação de duas doses de fósforo (0 e 60 kg ha-1 de P2O5) e cinco genótipos de feijão-caupi (Paulistinha, BRS Xiquexique, Pingo de Ouro, Corujinha e Costela de Vaca). Todos os genótipos responderam de forma significativa a aplicação de fósforo, com incrementos no número de sementes por vagem, número de vagens por planta, produtividade, massa seca e acúmulo de P da planta. Quanto à utilização de fósforo, o genótipo BRS Xiquexique foi considerado eficiente e responsivo; Paulistinha e Costela de Vaca eficientes e não responsivos;  Corujinha foi classificado como ineficiente e responsivo e Pingo de Ouro como ineficiente e não responsivo.

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  • ANTONIO FABRICIO DE ALMEIDA
  • DESEMPENHO DE GRUPO MOTOR GERADOR ALIMENTADO COM DIESEL E ÓLEO RESIDUAL DE FRITURAS SOB CARGAS VARIADAS

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANAILSON DE SOUSA ALVES
  • MARCELO PRATA VIDAL
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • Data: 29/02/2016

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  • O óleo residual de fritura (ORF), se descartado de maneira incorreta, causa impactos negativos ao meio ambiente. Todavia, a sua utilização como biocombustível gera grandes benefícios de ordem social, econômica e ambiental. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho de um grupo motor-gerador de ciclo diesel, alimentado com diesel mineral e misturas de diesel com óleo residual de frituras. Os ensaios foram conduzidos no Laboratório de Instrumentação de Máquinas e Mecanização Agrícola (LIMMA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN, utilizando delineamento experimental inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 5, com quatro repetições. Os tratamentos utilizados foram o óleo diesel (OD) de petróleo e misturas de diesel e óleo residual de fritura (ORF) nas proporções: 50% OD e 50% ORF; 75% OD e 25% ORF; 90% OD e 10% ORF; 100% OD. As cargas resistivas utilizadas foram de 3, 6, 9, 12 e 15 kW. O melhor consumo específico (CE) foi do diesel, com 0,3219 kg kW h-1 para a carga resistiva de 15 kW. O ORF apresenta CE mais próximo do diesel, com o aumento da carga resistiva. A mistura ORF25 foi a que apresentou a menor potência gerada e maior CE. O CE apresenta relação inversamente proporcional com a carga resistiva, com decréscimos cada vez menores com o aumento da carga. Dentre as misturas binárias, a ORF10 apresentou melhor CE, sobretudo nas cargas de 12 e 15 kW, demonstrando que, nessa proporção de mistura, o ORF é uma alternativa viável para ser utilizado em misturas com óleo diesel comercial.


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  • O óleo residual de fritura (ORF), se descartado de maneira incorreta, causa impactos negativos ao meio ambiente. Todavia, a sua utilização como biocombustível gera grandes benefícios de ordem social, econômica e ambiental. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho de um grupo motor-gerador de ciclo diesel, alimentado com diesel mineral e misturas de diesel com óleo residual de frituras. Os ensaios foram conduzidos no Laboratório de Instrumentação de Máquinas e Mecanização Agrícola (LIMMA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN, utilizando delineamento experimental inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 5, com quatro repetições. Os tratamentos utilizados foram o óleo diesel (OD) de petróleo e misturas de diesel e óleo residual de fritura (ORF) nas proporções: 50% OD e 50% ORF; 75% OD e 25% ORF; 90% OD e 10% ORF; 100% OD. As cargas resistivas utilizadas foram de 3, 6, 9, 12 e 15 kW. O melhor consumo específico (CE) foi do diesel, com 0,3219 kg kW h-1 para a carga resistiva de 15 kW. O ORF apresenta CE mais próximo do diesel, com o aumento da carga resistiva. A mistura ORF25 foi a que apresentou a menor potência gerada e maior CE. O CE apresenta relação inversamente proporcional com a carga resistiva, com decréscimos cada vez menores com o aumento da carga. Dentre as misturas binárias, a ORF10 apresentou melhor CE, sobretudo nas cargas de 12 e 15 kW, demonstrando que, nessa proporção de mistura, o ORF é uma alternativa viável para ser utilizado em misturas com óleo diesel comercial.

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  • RAFAEL VAGNER DE OLIVEIRA MACHADO
  • SISTEMA DE MONITORAMENTO E AQUISIÇÃO DE DADOS BASEADO NA PLACA ARDUINO VOLTADO PARA A TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAQUIM ODILON PEREIRA
  • MARINALDO PINHEIRO DE SOUSA NETO
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • VLADIMIR BATISTA FIGUEIREDO
  • Data: 16/03/2016

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  • A utilização de produtos fitossanitários tem muita importância para grande parte dos sistemas de produção agrícolas, porém é evidente que esses produtos podem oferecer riscos para o ambiente. A tecnologia de aplicação deve ser planejada e monitorada de maneira responsável, com o objetivo de buscar seu aprimoramento e assim minimizar o potencial de danos ao ambiente. No mercado existem máquinas agrícolas com sistemas eletrônicos embarcados capazes de monitorar e gravar dados relativos às operações agrícolas executadas nos diversos sistemas de produção. Apesar da confiabilidade e da comodidade na obtenção de dados por meio dos equipamentos presentes em alguns modelos de máquinas agrícolas, seu alto custo restringe a aquisição dessas máquinas. Observando esses fatos, o presente trabalho tem como objetivo desenvolver um Sistema de Monitoramento e Aquisição de Dados (SMAD) de baixo custo para obtenção e armazenamento de dados relacionados à tecnologia de aplicação, como pressão de trabalho, rotação da Tomada de Potência, temperatura e umidade relativa do ar, velocidade de deslocamento, além de obter as coordenadas geográficas e determinar a área trabalhada pela máquina por meio de GPS. O equipamento terá como base uma placa Arduino Mega 2560 R3, que coordenará os sensores utilizados e realizará a manipulação dos dados obtidos. O SMAD terá também um Shield GPS, um relógio de tempo real e uma interface homem-máquina composta por um display LCD e interruptores de pressão do tipo pushbotton, sendo cada um com sua funcionalidade e características próprias. Para melhorar a interpretação de como se deu o desenvolvimento do trabalho ele será descrito em duas etapas principais, inicialmente será descrita toda a montagem do SMAD, que será realizada no laboratório de Instrumentação de Máquinas e Mecanização Agrícola da UFERSA, onde os sensores serão conectados à placa e o programa em linguagem C++ será desenvolvido. Por fim será realizado um ensaio com os sensores e testes em campo com o SMAD.


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  • A utilização de produtos fitossanitários tem muita importância para grande parte dos sistemas de produção agrícolas, porém é evidente que esses produtos podem oferecer riscos para o ambiente. A tecnologia de aplicação deve ser planejada e monitorada de maneira responsável, com o objetivo de buscar seu aprimoramento e assim minimizar o potencial de danos ao ambiente. No mercado existem máquinas agrícolas com sistemas eletrônicos embarcados capazes de monitorar e gravar dados relativos às operações agrícolas executadas nos diversos sistemas de produção. Apesar da confiabilidade e da comodidade na obtenção de dados por meio dos equipamentos presentes em alguns modelos de máquinas agrícolas, seu alto custo restringe a aquisição dessas máquinas. Observando esses fatos, o presente trabalho tem como objetivo desenvolver um Sistema de Monitoramento e Aquisição de Dados (SMAD) de baixo custo para obtenção e armazenamento de dados relacionados à tecnologia de aplicação, como pressão de trabalho, rotação da Tomada de Potência, temperatura e umidade relativa do ar, velocidade de deslocamento, além de obter as coordenadas geográficas e determinar a área trabalhada pela máquina por meio de GPS. O equipamento terá como base uma placa Arduino Mega 2560 R3, que coordenará os sensores utilizados e realizará a manipulação dos dados obtidos. O SMAD terá também um Shield GPS, um relógio de tempo real e uma interface homem-máquina composta por um display LCD e interruptores de pressão do tipo pushbotton, sendo cada um com sua funcionalidade e características próprias. Para melhorar a interpretação de como se deu o desenvolvimento do trabalho ele será descrito em duas etapas principais, inicialmente será descrita toda a montagem do SMAD, que será realizada no laboratório de Instrumentação de Máquinas e Mecanização Agrícola da UFERSA, onde os sensores serão conectados à placa e o programa em linguagem C++ será desenvolvido. Por fim será realizado um ensaio com os sensores e testes em campo com o SMAD.

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  • ITALO SORAC RAFAEL DE QUEIROZ
  • CULTIVO DO MELOEIRO EM SISTEMA SEMI-HIDRPÔNICO SOB DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DE POTÁSSIO NA SOLUÇÃO NUTRITIVA

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • RENATO DANTAS ALENCAR
  • ADRIANA ARAÚJO DINIZ
  • Data: 15/04/2016

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  • A cultura do meloeiro mostra-se rentável e de rápido retorno econômico. No nordeste brasileiro, principal região produtora e exportadora de melão, a produtividade pode ultrapassar as 40 toneladas por hectare. No melão, o potássio afeta a concentração de açúcares e relacionam o nutriente com a maturação e a qualidade do fruto. O cultivo semi-hidropônicos é uma alternativa para o cultivo do meloeiro, que permite eficiência na produção e no consumo hídrico, resultados de qualidade do fruto favoráveis. Este trabalho teve como objetivo de avaliar o crescimento, a produção e a qualidade pós-colheita do melão Gália (Cucumis melo L., cultivar "Babilonia RZ F1-Hybrid”), cultivado em sistema semi-hidropônico sob diferentes doses de potássio na solução nutritiva. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação, no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, no período de outubro a dezembro de 2015. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com cinco tratamentos, aleatorizados em cinco blocos, totalizando 25 parcelas experimentais, com seis plantas por parcela, totalizando 150 plantas. Foram avaliados os efeito de cinco concentrações de potássio na solução nutritiva (50,75, 100, 125 e 150% do quantitativo de nutrientes na solução 50% proposto por Furlani para o cultivo de melão). Durante o experimento foram analisadas as variáveis: altura de plantas; diâmetro da haste; número de folhas, peso do fruto, diâmetro transversal e longitudinal, cavidade interna transversal e longitudinal, espessura de casca e polpa, sólidos solúveis, acidez total titulável, pH, açúcares totais e relação de maturação dos frutos. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e comparação de médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. A variação da concentração de potássio influenciou o comportamento das variáveis de crescimento, produção e pós-colheita. A concentração de 100% de potássio proporcionou maior incremento no peso dos frutos, produtividade e espessura de polpa e, ainda resultados relevantes para acidez titulável, açucares e aos sólidos solúveis.


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  • A cultura do meloeiro mostra-se rentável e de rápido retorno econômico. No nordeste brasileiro, principal região produtora e exportadora de melão, a produtividade pode ultrapassar as 40 toneladas por hectare. No melão, o potássio afeta a concentração de açúcares e relacionam o nutriente com a maturação e a qualidade do fruto. O cultivo semi-hidropônicos é uma alternativa para o cultivo do meloeiro, que permite eficiência na produção e no consumo hídrico, resultados de qualidade do fruto favoráveis. Este trabalho teve como objetivo de avaliar o crescimento, a produção e a qualidade pós-colheita do melão Gália (Cucumis melo L., cultivar "Babilonia RZ F1-Hybrid”), cultivado em sistema semi-hidropônico sob diferentes doses de potássio na solução nutritiva. A pesquisa foi realizada em casa de vegetação, no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, no período de outubro a dezembro de 2015. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com cinco tratamentos, aleatorizados em cinco blocos, totalizando 25 parcelas experimentais, com seis plantas por parcela, totalizando 150 plantas. Foram avaliados os efeito de cinco concentrações de potássio na solução nutritiva (50,75, 100, 125 e 150% do quantitativo de nutrientes na solução 50% proposto por Furlani para o cultivo de melão). Durante o experimento foram analisadas as variáveis: altura de plantas; diâmetro da haste; número de folhas, peso do fruto, diâmetro transversal e longitudinal, cavidade interna transversal e longitudinal, espessura de casca e polpa, sólidos solúveis, acidez total titulável, pH, açúcares totais e relação de maturação dos frutos. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e comparação de médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. A variação da concentração de potássio influenciou o comportamento das variáveis de crescimento, produção e pós-colheita. A concentração de 100% de potássio proporcionou maior incremento no peso dos frutos, produtividade e espessura de polpa e, ainda resultados relevantes para acidez titulável, açucares e aos sólidos solúveis.

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  • LARISSA LUANA NICODEMOS FERREIRA
  • VARIAÇÃO ESPACIAL DE ATRIBUTOS DO SOLO, EM ZONA DE RECARGA DE NASCENTE, EM UMA MICROBACIA PERENE DO SEMIÁRIDO

  • Orientador : LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • RAMIRO GUSTAVO VALERA CAMACHO
  • Data: 29/04/2016

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  • Em virtude do crescimento populacional, acentua-se cada vez mais a necessidade do uso dos recursos naturais, principalmente solo e água, podendo levar a degradação dos mesmos, sendo o estudo dos atributos do solo fundamental no dimensionamento e entendimento dos impactos antrópicos sobre o meio ambiente. Logo, descrever e mapear o uso e ocupação do solo juntamente com a variabilidade espacial de seus atributos é de suma importância para se colocar em prática técnicas de manejo racional e adequada de exploração desses recursos. A geoestatística tem contribuído cada vez mais para pesquisa espacial de atributos do solo. Portanto, o objetivo deste trabalho foi mapear o uso e ocupação do solo juntamente com seus atributos, utilizando SIG e geoestatística, numa área de recarga de nascente de uma microbacia hidrográfica perene de vertente, em condições semiáridas. A área de estudo pertence ao médio curso da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró, localizada no Oeste do estado do Rio Grande do Norte. O uso da geoestatística, aliado ao SIG, mostrou-se viável para a espacialização dos atributos do solo, contribuindo significativamente para um mapeamento mais preciso dos parâmetros estudados. Os resultados indicaram que os atributos físico-hídricos do solo foram menos variáveis e mais estáveis às ações antrópicas na área, quando comparado aos atributos químicos. Além disso, a vegetação local, a topografia e o relevo interferiram diretamente no comportamento dos atributos do solo (químicos e físico-hídricos). Os resultados mostraram uma estreita relação entre o uso e ocupação do solo e a distribuição espacial dos seus atributos, indicando os impactos das diversas ações antrópicas sobre o meio. Dessa forma, foi possível identificar áreas que deveriam estar preservadas (nascentes, topo de morro, zonas de recargas, etc), mas encontram-se manejas e com suas condições naturais modificadas pela ação do homem. Com isso, conclui-se que a mensuração espacial dos impactos antrópicos no meio é etapa primordial para o planejamento do uso e ocupação do solo de forma racional, adotando técnicas de conservação dos recursos naturais.


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  • Em virtude do crescimento populacional, acentua-se cada vez mais a necessidade do uso dos recursos naturais, principalmente solo e água, podendo levar a degradação dos mesmos, sendo o estudo dos atributos do solo fundamental no dimensionamento e entendimento dos impactos antrópicos sobre o meio ambiente. Logo, descrever e mapear o uso e ocupação do solo juntamente com a variabilidade espacial de seus atributos é de suma importância para se colocar em prática técnicas de manejo racional e adequada de exploração desses recursos. A geoestatística tem contribuído cada vez mais para pesquisa espacial de atributos do solo. Portanto, o objetivo deste trabalho foi mapear o uso e ocupação do solo juntamente com seus atributos, utilizando SIG e geoestatística, numa área de recarga de nascente de uma microbacia hidrográfica perene de vertente, em condições semiáridas. A área de estudo pertence ao médio curso da bacia hidrográfica do rio Apodi-Mossoró, localizada no Oeste do estado do Rio Grande do Norte. O uso da geoestatística, aliado ao SIG, mostrou-se viável para a espacialização dos atributos do solo, contribuindo significativamente para um mapeamento mais preciso dos parâmetros estudados. Os resultados indicaram que os atributos físico-hídricos do solo foram menos variáveis e mais estáveis às ações antrópicas na área, quando comparado aos atributos químicos. Além disso, a vegetação local, a topografia e o relevo interferiram diretamente no comportamento dos atributos do solo (químicos e físico-hídricos). Os resultados mostraram uma estreita relação entre o uso e ocupação do solo e a distribuição espacial dos seus atributos, indicando os impactos das diversas ações antrópicas sobre o meio. Dessa forma, foi possível identificar áreas que deveriam estar preservadas (nascentes, topo de morro, zonas de recargas, etc), mas encontram-se manejas e com suas condições naturais modificadas pela ação do homem. Com isso, conclui-se que a mensuração espacial dos impactos antrópicos no meio é etapa primordial para o planejamento do uso e ocupação do solo de forma racional, adotando técnicas de conservação dos recursos naturais.

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  • MARIALDO SANTANA DA CUNHA
  • ETNOPEDOLOGIA NA UNIDDE DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA FAMILIAR CANTO DA ILHA DE CIMA, SÃO MIGUEL DO GOSTOSO, RN

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • JOSÉ ARAÚJO DANTAS
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 12/05/2016

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  • A união e a troca de saberes entre o campesinato e a academia são instrumentos de grande relevância para estudos de ambientes, um manejo adequado dos agroecosistemas e a inserção de tecnologias adaptados as condições do semiárido. O objetivo deste trabalho foi descrever morfologicamente o solo e classifica-lo de acordo com os estudos etnopedológicos na Unidade de Produção Agrícola Familiar Canto da Ilha de Cima, São Miguel do Gostoso (RN). A pesquisa participativa foi realizada durante o período de janeiro a dezembro de 2015. Na fase exploratória da pesquisa foram realizadas várias atividades de campo, reuniões e oficinas na comunidade envolvendo os agricultores, técnicos, estudantes e professores. No estudo de classificação do solo foram utilizadas as metodologias emicista e eticista, em que se classificaram oito perfis de solo em cinco áreas distintas da unidade de produção (pastejo de ovinos e caprinos, área de apicultura, cultivo agroecológico de hortaliças, caatinga preservada e área de produção convencional - área denominada Velha Chica). Na classificação emicista prevaleceu às impressões e análises qualitativas dos atributos morfológicos e físicos dos solos de forma objetiva e inteperativa a luz da etonopedologia. Na classificação eticista foi utilizado o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Os agricultores classificaram as terras como terra boa, terra malhada do boi e terra velha chica como as mais importantes em termos de fertilidade para o cultivo agrícola, diferenciando essas das terras de arisco e de piçarro. Na classificação eticista foram identificados os solos CAMBISSOLOS HÁPLICOS Carbonáticos Típicos, LATOSSOLOS AMARELOS Distróficos petroplinticos, NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS Órticos latossólicos, NEOSSOLOS QUARTIZARÊNICOS Órticos plintossólicos, LATOSSOLOS AMARELOS Distróficos psamíticos, CAMBISSOLOS HÁPLICOS Alíticos típicos e CAMBISSOLOS HÁPLICOS Ta Eutróficos típicos.  As classificações emicista e eticista realizada neste estudo apresentaram estreita relação entre si, uma vez que os atributos morfológicos caracterizados a partir de diferentes critérios metodológicos contribuíram para afirmar a importância da etnopedologia. Os dois modos de construção dos conhecimentos estudados propiciaram uma integração entre a academia e o campesinato. Os solos da AVC e Velha Chica foram os solos que apresentam maior fertilidade, os agricultores têm como os mais férteis, enquanto os solos da ACAG, AAPI e ACP são tidos como solos fracos, mas que com um bom manejo pode produzir algumas culturas, principalmente hortaliças, cajueiro e roça.


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  • A união e a troca de saberes entre o campesinato e a academia são instrumentos de grande relevância para estudos de ambientes, um manejo adequado dos agroecosistemas e a inserção de tecnologias adaptados as condições do semiárido. O objetivo deste trabalho foi descrever morfologicamente o solo e classifica-lo de acordo com os estudos etnopedológicos na Unidade de Produção Agrícola Familiar Canto da Ilha de Cima, São Miguel do Gostoso (RN). A pesquisa participativa foi realizada durante o período de janeiro a dezembro de 2015. Na fase exploratória da pesquisa foram realizadas várias atividades de campo, reuniões e oficinas na comunidade envolvendo os agricultores, técnicos, estudantes e professores. No estudo de classificação do solo foram utilizadas as metodologias emicista e eticista, em que se classificaram oito perfis de solo em cinco áreas distintas da unidade de produção (pastejo de ovinos e caprinos, área de apicultura, cultivo agroecológico de hortaliças, caatinga preservada e área de produção convencional - área denominada Velha Chica). Na classificação emicista prevaleceu às impressões e análises qualitativas dos atributos morfológicos e físicos dos solos de forma objetiva e inteperativa a luz da etonopedologia. Na classificação eticista foi utilizado o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Os agricultores classificaram as terras como terra boa, terra malhada do boi e terra velha chica como as mais importantes em termos de fertilidade para o cultivo agrícola, diferenciando essas das terras de arisco e de piçarro. Na classificação eticista foram identificados os solos CAMBISSOLOS HÁPLICOS Carbonáticos Típicos, LATOSSOLOS AMARELOS Distróficos petroplinticos, NEOSSOLOS QUARTZARÊNICOS Órticos latossólicos, NEOSSOLOS QUARTIZARÊNICOS Órticos plintossólicos, LATOSSOLOS AMARELOS Distróficos psamíticos, CAMBISSOLOS HÁPLICOS Alíticos típicos e CAMBISSOLOS HÁPLICOS Ta Eutróficos típicos.  As classificações emicista e eticista realizada neste estudo apresentaram estreita relação entre si, uma vez que os atributos morfológicos caracterizados a partir de diferentes critérios metodológicos contribuíram para afirmar a importância da etnopedologia. Os dois modos de construção dos conhecimentos estudados propiciaram uma integração entre a academia e o campesinato. Os solos da AVC e Velha Chica foram os solos que apresentam maior fertilidade, os agricultores têm como os mais férteis, enquanto os solos da ACAG, AAPI e ACP são tidos como solos fracos, mas que com um bom manejo pode produzir algumas culturas, principalmente hortaliças, cajueiro e roça.

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  • HERMÍNIO SABINO DE OLIVEIRA JÚNIOR
  • ANÁLISE DA QUALIDADE DA ÁGUA SUBTERRÂNEA PARA ABASTECIMENTO HUMANO NA ZONA URBANA DA CIDADE DE MOSSORÓ-RN

  • Orientador : PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • RAMIRO GUSTAVO VALERA CAMACHO
  • Data: 14/06/2016

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  • Os recursos hídricos são elementos essenciais para a vida e os processos modificadores do ambiente, por isso ter conhecimento da atual situação pode garantir uma gestão eficiente que torne possível o uso mais sustentável. As águas subterrâneas possuem uma grande importância para desenvolvimento das atividades humanas. Elas exercem papel fundamental no abastecimento nas cidades e assim como no setor privado, com os mais diferenciados usos, tanto nos centros urbanos como nas comunidades rurais e, também, como em sistemas autônomos residenciais privados, indústrias, serviços, irrigação agrícola e lazer. O presente trabalho teve como objetivo geral a análise da qualidade da água subterrânea distribuída à população da área urbana de Mossoró-RN. As amostraras foram coletadas nos 16 poços ativos que fazem parte do sistema de abastecimento de água na zona urbana da cidade de Mossoró e as análises das foram realizadas no laboratório de qualidade de água da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte - CAERN na cidade de Natal onde constituíram as análises das seguintes variáveis físicas, químicas e microbiológica. Os poços com menores níveis dinâmicos são os PT – 02, PT – 23, PT – 20. Esses estão localizados dos à margem esquerda do rio, e possuem datas de perfuração anterior a 1980, já os poços com maiores valores de turbidez foram PT - 8, PT – 11 e PT – 14. Constatou-se uma fortíssima e positiva correlação entre a CE com Cloreto, sulfatos e STD Todos os valores encontrados nas análises físico-química das águas dos 16 poços ficaram abaixo dos máximos permitidos na Portaria nº 2.194/2011 do Ministério da Saúde enquadradas como adequadas para o consumo humano. O auxílio das geotecnologias facilitou na interpretação dos dados de modo a mostrar de forma rápida a espacialização das variáveis, através da interpolação e dos mapas, podendo auxiliar nas tomadas de decisões.  Um Sistema de Informações Geográficas - SIG pode melhorar a interpretação das análises do comportamento da qualidade da água dos poços, além de diminuir o tempo gasto e espaço de armazenamento, já que as planilhas de papel seriam substituídas por um banco de dados.


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  • Os recursos hídricos são elementos essenciais para a vida e os processos modificadores do ambiente, por isso ter conhecimento da atual situação pode garantir uma gestão eficiente que torne possível o uso mais sustentável. As águas subterrâneas possuem uma grande importância para desenvolvimento das atividades humanas. Elas exercem papel fundamental no abastecimento nas cidades e assim como no setor privado, com os mais diferenciados usos, tanto nos centros urbanos como nas comunidades rurais e, também, como em sistemas autônomos residenciais privados, indústrias, serviços, irrigação agrícola e lazer. O presente trabalho teve como objetivo geral a análise da qualidade da água subterrânea distribuída à população da área urbana de Mossoró-RN. As amostraras foram coletadas nos 16 poços ativos que fazem parte do sistema de abastecimento de água na zona urbana da cidade de Mossoró e as análises das foram realizadas no laboratório de qualidade de água da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte - CAERN na cidade de Natal onde constituíram as análises das seguintes variáveis físicas, químicas e microbiológica. Os poços com menores níveis dinâmicos são os PT – 02, PT – 23, PT – 20. Esses estão localizados dos à margem esquerda do rio, e possuem datas de perfuração anterior a 1980, já os poços com maiores valores de turbidez foram PT - 8, PT – 11 e PT – 14. Constatou-se uma fortíssima e positiva correlação entre a CE com Cloreto, sulfatos e STD Todos os valores encontrados nas análises físico-química das águas dos 16 poços ficaram abaixo dos máximos permitidos na Portaria nº 2.194/2011 do Ministério da Saúde enquadradas como adequadas para o consumo humano. O auxílio das geotecnologias facilitou na interpretação dos dados de modo a mostrar de forma rápida a espacialização das variáveis, através da interpolação e dos mapas, podendo auxiliar nas tomadas de decisões.  Um Sistema de Informações Geográficas - SIG pode melhorar a interpretação das análises do comportamento da qualidade da água dos poços, além de diminuir o tempo gasto e espaço de armazenamento, já que as planilhas de papel seriam substituídas por um banco de dados.

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  • DAIANNI ARIANE DA COSTA FERREIRA
  • COMPOSTAGEM DE LIXO URBANO E SEUS EFEITOS NA ADUBAÇÃO DA ALFACE (LACTUCA SATIVA)

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO SOUTO DE SOUSA JUNIOR
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • VANIA CHRISTINA NASCIMENTO PORTO
  • Data: 24/06/2016

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  • No atual contexto mundial, a intensificação na produção de bens de consumo trouxe consigo o aumento da geração de resíduos sólidos urbanos, apontado como uma problemática, pelos efeitos agressivos ao meio ambiente e a saúde humana. Ultimamente, o processo de compostagem tem sido uma alternativa para reciclar o resíduo orgânico, utilizando os microrganismos para transformar a matéria orgânica em composto orgânico que pode ser utilizado em hortas, jardins e para fins agrícolas. O objetivo geral deste trabalho é aproveitar os resíduos sólidos biodegradáveis por meios da compostagem com vista a sua utilização na adubação da hortaliça alface. A pesquisa foi realizada em duas etapas. A primeira etapa da pesquisa foi desenvolvida no pátio da Associação Comunitária Reciclando para a Vida - ACREVI, localizado no bairro Nova Vida, município de Mossoró-RN, entre setembro e dezembro de 2015. Foi montada uma pilha em formato cônico, cuja dimensão 2,0 m de base, 1,6 m de altura e 2 m de diâmetro. Foram avaliadas as propriedades físicas, químicas e biológicas do composto produzido com podas de árvores, restos de alimentos e esterco bovino. A segunda etapa da pesquisa foi desenvolvida em ambiente protegido no campus oeste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN, entre fevereiro e março de 2016. Foi utilizada a hortaliça alface do tipo Crespo, semeada em bandeja e transplantada 16 dias após a semeadura. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados, com três repetições e cinco tratamentos, sendo avaliados os efeitos de cinco combinações do composto orgânico, referentes às proporções de 20; 40; 60; 80 e 100 % misturados ao substrato de fibra de coco. Foram avaliadas as variáveis de crescimento, absorção de nutrientes, produção e qualidade da alface produzida utilizando a compostagem de resíduos orgânicos. Este estudo propõe a aplicação de um processo natural para reduzir os resíduos sólidos orgânicos urbanos e a seus efeitos na adução orgânica em alface. Conclui-se que a adição das doses crescentes de composto orgânico influenciou no crescimento e desenvolvimento da alface.


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  • No atual contexto mundial, a intensificação na produção de bens de consumo trouxe consigo o aumento da geração de resíduos sólidos urbanos, apontado como uma problemática, pelos efeitos agressivos ao meio ambiente e a saúde humana. Ultimamente, o processo de compostagem tem sido uma alternativa para reciclar o resíduo orgânico, utilizando os microrganismos para transformar a matéria orgânica em composto orgânico que pode ser utilizado em hortas, jardins e para fins agrícolas. O objetivo geral deste trabalho é aproveitar os resíduos sólidos biodegradáveis por meios da compostagem com vista a sua utilização na adubação da hortaliça alface. A pesquisa foi realizada em duas etapas. A primeira etapa da pesquisa foi desenvolvida no pátio da Associação Comunitária Reciclando para a Vida - ACREVI, localizado no bairro Nova Vida, município de Mossoró-RN, entre setembro e dezembro de 2015. Foi montada uma pilha em formato cônico, cuja dimensão 2,0 m de base, 1,6 m de altura e 2 m de diâmetro. Foram avaliadas as propriedades físicas, químicas e biológicas do composto produzido com podas de árvores, restos de alimentos e esterco bovino. A segunda etapa da pesquisa foi desenvolvida em ambiente protegido no campus oeste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN, entre fevereiro e março de 2016. Foi utilizada a hortaliça alface do tipo Crespo, semeada em bandeja e transplantada 16 dias após a semeadura. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados, com três repetições e cinco tratamentos, sendo avaliados os efeitos de cinco combinações do composto orgânico, referentes às proporções de 20; 40; 60; 80 e 100 % misturados ao substrato de fibra de coco. Foram avaliadas as variáveis de crescimento, absorção de nutrientes, produção e qualidade da alface produzida utilizando a compostagem de resíduos orgânicos. Este estudo propõe a aplicação de um processo natural para reduzir os resíduos sólidos orgânicos urbanos e a seus efeitos na adução orgânica em alface. Conclui-se que a adição das doses crescentes de composto orgânico influenciou no crescimento e desenvolvimento da alface.

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  • ALYSSANDNY FRANCISCO MATOS XAVIER
  • SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO DE BAIXA PRESSÃO E BAIXO CUSTO PARA CULTURAS EM FILEIRAS

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VALFISIO DA SILVA
  • INDALECIO DUTRA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • Data: 28/07/2016

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  • O semiárido nordestino apresenta clima desfavorável para agricultura, em que se registra déficit hídrico durante grande parte do ano e chuvas mal distribuídas associadas a altas temperaturas, o que torna a técnica de irrigação necessária para o desenvolvimento das culturas. Na ótica da agricultura sustentável, a irrigação localizada é o método de maior eficiência no uso da água, o que tem atraído os produtores rurais e as empresas agrícolas. Deste modo, provavelmente, os sistemas de irrigação por gravidade em condutos fechado, sejam os mais indicados para os produtores familiares por operarem a baixas pressões (acima de 13 kPa),  O   presente   trabalho

    teve como objetivo, desenvolver um sistema de irrigação similar ao   “bubbler” que permita aplicar água de efluente doméstico tratado em plantas de cultivos em linha e adensadas. Foi estabelecido as curvas de Vazão-Diâmetro-Comprimento-Carga hidráulica para diferentes materiais disponíveis no mercado para a confecção dos emissores, foi montado um modelo de dimensionamento para o sistema de irrigação, foi realizado testes de avanço em campo em diferentes solos, para estabelecer um modelo que relacione vazão-comprimento da bacia-tempo de irrigação e por fim, foi instalado o sistema de irrigação onde se avaliou a vazão dos emissores, como também a uniformidade da vazão na área quando instalado e depois de alguns ciclos de cultivo. A instalação do sistema de irrigação foi realizado no Assentamento Milagres, município de Apodi/RN, num solo Argissolo Vermelho Amarelo de textura média, cultivado com palma forrageira e com sorgo, utilizando água doce e água proveniente de esgoto tratado.


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  • O semiárido nordestino apresenta clima desfavorável para agricultura, em que se registra déficit hídrico durante grande parte do ano e chuvas mal distribuídas associadas a altas temperaturas, o que torna a técnica de irrigação necessária para o desenvolvimento das culturas. Na ótica da agricultura sustentável, a irrigação localizada é o método de maior eficiência no uso da água, o que tem atraído os produtores rurais e as empresas agrícolas. Deste modo, provavelmente, os sistemas de irrigação por gravidade em condutos fechado, sejam os mais indicados para os produtores familiares por operarem a baixas pressões (acima de 13 kPa),  O   presente   trabalho

    teve como objetivo, desenvolver um sistema de irrigação similar ao   “bubbler” que permita aplicar água de efluente doméstico tratado em plantas de cultivos em linha e adensadas. Foi estabelecido as curvas de Vazão-Diâmetro-Comprimento-Carga hidráulica para diferentes materiais disponíveis no mercado para a confecção dos emissores, foi montado um modelo de dimensionamento para o sistema de irrigação, foi realizado testes de avanço em campo em diferentes solos, para estabelecer um modelo que relacione vazão-comprimento da bacia-tempo de irrigação e por fim, foi instalado o sistema de irrigação onde se avaliou a vazão dos emissores, como também a uniformidade da vazão na área quando instalado e depois de alguns ciclos de cultivo. A instalação do sistema de irrigação foi realizado no Assentamento Milagres, município de Apodi/RN, num solo Argissolo Vermelho Amarelo de textura média, cultivado com palma forrageira e com sorgo, utilizando água doce e água proveniente de esgoto tratado.

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  • CLARA NIVEA COSTA DO VALE
  • MICROCLIMA, UMIDADE DO SOLO, PRODUÇÃO E QUALIDADE DA UVA PARA VINHO TINTO SOB DIFERENTES SISTEMAS DE CONDUÇÃO E PORTAENXERTOS

  • Orientador : JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • MAGNA SOELMA BESERRA DE MOURA
  • PATRÍCIA COELHO DE SOUZA LEÃO
  • THIERES GEORGE FREIRE DA SILVA
  • WESLEY DE OLIVEIRA SANTOS
  • Data: 29/07/2016

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  • A viticultura brasileira ocupa atualmente, uma área de 81 mil hectares, com destaque para o Rio Grande do Sul que contribui, em média, com 777 milhões de quilos de uva por ano, e o polo agrícola Petrolina-PE/Juazeiro-BA responsável por 95% das exportações nacionais de uvas finas de mesa. O cultivo da videira é influenciado pelo clima, que interfere diretamente no desenvolvimento da cultura, na ocorrência de pragas e doenças, nas necessidades hídricas e na qualidade dos frutos. Os objetivos deste trabalho foram avaliar o desenvolvimento fenológico da videira, as variações de umidade do solo e a produção de uma cultivar vitivinífera, sob cinco portaenxertos (PE) e dois sistemas de condução (SC), além de avaliar a variação do microclima em diferentes sistemas de condução. O experimento foi desenvolvido no campo experimental de Bebedouro, em Petrolina, PE, com a cultivar ‘Syrah’, que é uma das principais cultivares utilizadas na produção de vinho tinto. Foram fixadas duas estações microclimáticas no centro da área cultivada em ambos os sistemas de condução para obtenção dos dados microclimáticos. Medidas pontuais durante todo o ciclo de desenvolvimento da cultura foram realizadas em todos os tratamentos (SC x PE) no que se refere ao índice de área foliar (IAF), radiação fotossinteticamente ativa abaixo do dossel (PARabx), fração da radiação fotossinteticamente ativa interceptada pelo dossel da cultura (fPARi), umidade do solo a 0,20 m e produção, bem como umidade do solo nas profundidades de 0,00 a 0,60 m e qualidade do fruto, em 4 tratamentos. Os resultados constataram que a maioria das variáveis microclimáticas só apresentaram diferença significativa nas fases finais de desenvolvimento da cultura, com exceção dos parâmetros: albedo, relação Rn/Rg e umidade do solo. Foi feita análise estatística em todos os tratamentos e verificou-se diferença significativa quando comparados os PE e os SC. O IAF apresentou valores máximos no SC em lira e no PE ‘IAC 313’. A fPARi apresentou valores máximos nos SC em lira e espaldeira, respectivamente, nos PE ‘IAC 572’ e ‘IAC 313’. Em ambos os SC os valores mínimos de fPARi foram apresentados no PE ‘P1103’. Na análise da umidade do solo na profundidade de 0,00 a 0,20 m, em ambos os sistemas de condução, os PE ‘SO4’ e o ‘P1103’ foram os que apresentaram maiores necessidades hídricas. Analisando a umiade do solo na profundidade de 0,00 a 0,60 m o PE que apresentou maior necessidade hídrica foi o ‘P1103’. Analisando-se a produção em todo o ciclo da cultura observou-se que o sistema de condução em lira foi o que apresentou maiores valores em todos os PE, destacando-se o ‘IAC 313’ com médias de médias de 4,26 e 2,95 Kg planta-1, nos sistemas em lira e espaldeira, respectivamente. 


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  • A viticultura brasileira ocupa atualmente, uma área de 81 mil hectares, com destaque para o Rio Grande do Sul que contribui, em média, com 777 milhões de quilos de uva por ano, e o polo agrícola Petrolina-PE/Juazeiro-BA responsável por 95% das exportações nacionais de uvas finas de mesa. O cultivo da videira é influenciado pelo clima, que interfere diretamente no desenvolvimento da cultura, na ocorrência de pragas e doenças, nas necessidades hídricas e na qualidade dos frutos. Os objetivos deste trabalho foram avaliar o desenvolvimento fenológico da videira, as variações de umidade do solo e a produção de uma cultivar vitivinífera, sob cinco portaenxertos (PE) e dois sistemas de condução (SC), além de avaliar a variação do microclima em diferentes sistemas de condução. O experimento foi desenvolvido no campo experimental de Bebedouro, em Petrolina, PE, com a cultivar ‘Syrah’, que é uma das principais cultivares utilizadas na produção de vinho tinto. Foram fixadas duas estações microclimáticas no centro da área cultivada em ambos os sistemas de condução para obtenção dos dados microclimáticos. Medidas pontuais durante todo o ciclo de desenvolvimento da cultura foram realizadas em todos os tratamentos (SC x PE) no que se refere ao índice de área foliar (IAF), radiação fotossinteticamente ativa abaixo do dossel (PARabx), fração da radiação fotossinteticamente ativa interceptada pelo dossel da cultura (fPARi), umidade do solo a 0,20 m e produção, bem como umidade do solo nas profundidades de 0,00 a 0,60 m e qualidade do fruto, em 4 tratamentos. Os resultados constataram que a maioria das variáveis microclimáticas só apresentaram diferença significativa nas fases finais de desenvolvimento da cultura, com exceção dos parâmetros: albedo, relação Rn/Rg e umidade do solo. Foi feita análise estatística em todos os tratamentos e verificou-se diferença significativa quando comparados os PE e os SC. O IAF apresentou valores máximos no SC em lira e no PE ‘IAC 313’. A fPARi apresentou valores máximos nos SC em lira e espaldeira, respectivamente, nos PE ‘IAC 572’ e ‘IAC 313’. Em ambos os SC os valores mínimos de fPARi foram apresentados no PE ‘P1103’. Na análise da umidade do solo na profundidade de 0,00 a 0,20 m, em ambos os sistemas de condução, os PE ‘SO4’ e o ‘P1103’ foram os que apresentaram maiores necessidades hídricas. Analisando a umiade do solo na profundidade de 0,00 a 0,60 m o PE que apresentou maior necessidade hídrica foi o ‘P1103’. Analisando-se a produção em todo o ciclo da cultura observou-se que o sistema de condução em lira foi o que apresentou maiores valores em todos os PE, destacando-se o ‘IAC 313’ com médias de médias de 4,26 e 2,95 Kg planta-1, nos sistemas em lira e espaldeira, respectivamente. 

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  • ANA KARENINA FERNANDES DE SOUSA RIBEIRO
  • ATRIBUTOS DE SOLOS SOB SISTEMAS DE USO AGROPECUÁRIOS NA MESOREGIÃO DO OESTE POTIGUAR - RN

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIA ROSIMEIRE DA CRUZ SILVA ALMEIDA
  • FRANCISCO SOUTO DE SOUSA JUNIOR
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • STEFESON BEZERRA DE MELO
  • Data: 11/10/2016

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  • A região semiárida é extremamente diversificada do ponto de vista de seus recursos naturais que variam de acordo com fatores como localização, tipos de solo, litologia e clima.  No entanto, percebe-se fragilidade da região em estudo no que diz respeito à ação antrópica, tornando o local mais susceptível aos processos de degradação. Estudos avaliando atributos do solo na mesorregião do Oeste Potiguar no estado do Rio Grande do Norte são escassos, porém, sua quantificação em diferentes usos e ambientes, de forma integrada se faz necessária para o entendimento e consequente adoção de práticas adequadas às particularidades locais.  Este estudo teve como objetivo avaliar os atributos físicos e químicos em diferentes usos agropecuários, detectando os mais sensíveis na distinção dos ambientes. A pesquisa foi realizada nos municípios de Pau dos Ferros, São Francisco do Oeste, Mossoró, Governador Dix-Sept Rosado. As áreas em estudo possuem características particulares quanto à classificação de seus solos e usos agropecuários. Foram realizadas análises de fertilidade e análises físicas como granulometria, limites de plasticidade e liquidez, índice de plasticidade e umidade gravimétrica. Os resultados foram interpretados por meio de técnicas de análise multivariada como ferramenta principal, especificamente a Análise de Componentes Principais. Verificou-se um maior aporte de COT no Gleissolo (que favoreceu o aumento nos teores de P, Ca2+ e K+), favorecido pelos resíduos orgânicos e má drenagem em função da fração argila. Os solos apresentaram caráter eutrófico (V> 50%), influenciados pela litologia, com exceção do Latossolo. No Gleissolo e Cambissolo ocorreram aumento nos limites de liquidez e plasticidade, em razão do aumento da fração argila e do carbono orgânico total, com aumento da umidade gravimétrica para atingir a friabilidade, com exceção, do Planossolo  que apresentou baixa permeabilidade no horizonte B, onde os limites de plasticidade e liquidez se distanciaram, tendo assim, maior índice de plasticidade. Na análise granulométrica os perfis apresentaram variações nas classes texturais, com destaque para o Gleissolo que apresentou maior fração silte que os demais, sendo um indicativo de solos jovens com pouca atividade intempérica. Conclui-se que os atributos físicos umidade, limite de liquidez, limite de plasticidade, índice de plasticidade, argila, areia fina foram os mais sensíveis na distinção dos ambientes e os químicos pH, (H+ Al ), V, PST. As áreas estudadas apresentaram reações de acidez à alcalinidade com presença de Al 3+ e (H + Al) e com elevada salinidade. O material de origem favoreceu o aumento nos teores de cálcio, sódio, magnésio e potássio.


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  • A região semiárida é extremamente diversificada do ponto de vista de seus recursos naturais que variam de acordo com fatores como localização, tipos de solo, litologia e clima.  No entanto, percebe-se fragilidade da região em estudo no que diz respeito à ação antrópica, tornando o local mais susceptível aos processos de degradação. Estudos avaliando atributos do solo na mesorregião do Oeste Potiguar no estado do Rio Grande do Norte são escassos, porém, sua quantificação em diferentes usos e ambientes, de forma integrada se faz necessária para o entendimento e consequente adoção de práticas adequadas às particularidades locais.  Este estudo teve como objetivo avaliar os atributos físicos e químicos em diferentes usos agropecuários, detectando os mais sensíveis na distinção dos ambientes. A pesquisa foi realizada nos municípios de Pau dos Ferros, São Francisco do Oeste, Mossoró, Governador Dix-Sept Rosado. As áreas em estudo possuem características particulares quanto à classificação de seus solos e usos agropecuários. Foram realizadas análises de fertilidade e análises físicas como granulometria, limites de plasticidade e liquidez, índice de plasticidade e umidade gravimétrica. Os resultados foram interpretados por meio de técnicas de análise multivariada como ferramenta principal, especificamente a Análise de Componentes Principais. Verificou-se um maior aporte de COT no Gleissolo (que favoreceu o aumento nos teores de P, Ca2+ e K+), favorecido pelos resíduos orgânicos e má drenagem em função da fração argila. Os solos apresentaram caráter eutrófico (V> 50%), influenciados pela litologia, com exceção do Latossolo. No Gleissolo e Cambissolo ocorreram aumento nos limites de liquidez e plasticidade, em razão do aumento da fração argila e do carbono orgânico total, com aumento da umidade gravimétrica para atingir a friabilidade, com exceção, do Planossolo  que apresentou baixa permeabilidade no horizonte B, onde os limites de plasticidade e liquidez se distanciaram, tendo assim, maior índice de plasticidade. Na análise granulométrica os perfis apresentaram variações nas classes texturais, com destaque para o Gleissolo que apresentou maior fração silte que os demais, sendo um indicativo de solos jovens com pouca atividade intempérica. Conclui-se que os atributos físicos umidade, limite de liquidez, limite de plasticidade, índice de plasticidade, argila, areia fina foram os mais sensíveis na distinção dos ambientes e os químicos pH, (H+ Al ), V, PST. As áreas estudadas apresentaram reações de acidez à alcalinidade com presença de Al 3+ e (H + Al) e com elevada salinidade. O material de origem favoreceu o aumento nos teores de cálcio, sódio, magnésio e potássio.

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  • ANTONIO ALDISIO CARLOS JUNIOR
  • MAPEAMENTO DAS ÁREAS MECANIZÁVEIS DA BACIA HIDROGRÁFICA APODI-MOSSORÓ APLICANDO AVALIAÇÃO MULTICRITERIAL

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAQUIM ODILON PEREIRA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • SANDRA MARIA CAMPOS ALVES
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • Data: 05/12/2016

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  • O uso dos solos com práticas mecanizadas mediante a introdução de máquinas e implementos agrícolas consiste em uma das tecnologias que maximiza a rentabilidade das culturas. No entanto, a introdução dessa tecnologia em áreas não propícias sem as devidas ações conservacionistas resulta na intensificação da degradação dos solos. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi mapear e quantificar as áreas da bacia hidrográfica Apodi-Mossoró quanto ao grau de impedimento ao uso de máquinas e implementos agrícolas empregados nas operações de preparo do solo. Para tanto, considerou como critérios as informações de declividade, pedregosidade, profundidade, drenagem e textura do solo os quais foram hierarquizados em subcritérios que definiram as classes de impedimento em nulo, ligeiro, moderado, forte e muito forte. A metodologia utilizada foi a avaliação multicritério integrada ao ambiente de sistema de informação geográfica através da aplicação das técnicas de normalização, ponderação e combinação dos critérios. A normalização foi realizada com subsídio da lógica fuzzy para os critérios quantitativos (declividade, pedregosidade e profundidade) e pela técnica participativa para os critérios qualitativos (drenagem e textura). A ponderação para mensurar a importância de cada critério foi obtida mediante o método AHP - Processo Analítico Hierárquico e, para agregação dos valores normalizados e ponderados para obtenção do mapa final empregou-se a combinação linear ponderada. Os resultados mostram que a área de estudo tem impedimento forte de 5,68% e muito forte de 4,04% da área total da bacia, enquanto a maior parte das terras se encontra apta à mecanização com impedimento nulo e ligeiro de 34,91% e 27,02% respectivamente. Em termos espaciais, os critérios que condicionou maiores restrições à mecanização foram a profundidade, pedregosidade e declividade, verificando pouca influencia da drenagem e nenhuma relativa à textura. No entanto a declividade com peso 0,483 foi o critério que em termos de importância foi o que mais influenciou no resultando final, permitindo uma acentuada compensação na classificação final em comparação aos demais critérios.


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  • O uso dos solos com práticas mecanizadas mediante a introdução de máquinas e implementos agrícolas consiste em uma das tecnologias que maximiza a rentabilidade das culturas. No entanto, a introdução dessa tecnologia em áreas não propícias sem as devidas ações conservacionistas resulta na intensificação da degradação dos solos. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi mapear e quantificar as áreas da bacia hidrográfica Apodi-Mossoró quanto ao grau de impedimento ao uso de máquinas e implementos agrícolas empregados nas operações de preparo do solo. Para tanto, considerou como critérios as informações de declividade, pedregosidade, profundidade, drenagem e textura do solo os quais foram hierarquizados em subcritérios que definiram as classes de impedimento em nulo, ligeiro, moderado, forte e muito forte. A metodologia utilizada foi a avaliação multicritério integrada ao ambiente de sistema de informação geográfica através da aplicação das técnicas de normalização, ponderação e combinação dos critérios. A normalização foi realizada com subsídio da lógica fuzzy para os critérios quantitativos (declividade, pedregosidade e profundidade) e pela técnica participativa para os critérios qualitativos (drenagem e textura). A ponderação para mensurar a importância de cada critério foi obtida mediante o método AHP - Processo Analítico Hierárquico e, para agregação dos valores normalizados e ponderados para obtenção do mapa final empregou-se a combinação linear ponderada. Os resultados mostram que a área de estudo tem impedimento forte de 5,68% e muito forte de 4,04% da área total da bacia, enquanto a maior parte das terras se encontra apta à mecanização com impedimento nulo e ligeiro de 34,91% e 27,02% respectivamente. Em termos espaciais, os critérios que condicionou maiores restrições à mecanização foram a profundidade, pedregosidade e declividade, verificando pouca influencia da drenagem e nenhuma relativa à textura. No entanto a declividade com peso 0,483 foi o critério que em termos de importância foi o que mais influenciou no resultando final, permitindo uma acentuada compensação na classificação final em comparação aos demais critérios.

Teses
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  • FRANCISCO DE OLIVEIRA MESQUITA
  • DESEMPENHO DE GOTEJADORES E PRODUÇÃO DE CAPIM ELEFANTE (Pennisetum purpureum Schum.) COM PERCOLADO DE ATERRO SANITÁRIO NO SEMIÁRIDO

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA ARAÚJO DINIZ
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • SANDRA MARIA CAMPOS ALVES
  • SOLANGE APARECIDA GOULARTE DOMBROSKI
  • WESLEY DE OLIVEIRA SANTOS
  • Data: 04/02/2016

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  • O percolado de aterro sanitário desperta grande preocupação ambiental na atualidade, se apresentando em grandes quantidades, e que, ao serem dispostos no ambiente, sem manejo adequado, causam degradação. No entanto, quando tratados e dispostos de forma planejada e controlada podem ser utilizados na produção de biomassa para fins energéticos. Neste contexto, objetivou-se com este trabalho, analisar os efeitos da aplicação de percolado de aterro sanitário no desempenho de unidades gotejadoras, produção de biomassa e avaliação da capacidade de fitoextração do capim elefante (Pennisetum purpureum Schum) e qualidade de um Argissolo. Para isso, realizaram-se dois estudos na Unidade Experimental de Reuso de Água da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA): a) No primeiro estudo, o experimento foi montado em esquema de parcelas subdivididas, tendo nas parcelas os tipos de gotejadores (G1, G2, G3 e G4) e nas subparcelas os tempos de avaliação (0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160 horas), no delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. Nas quatro unidades gotejadoras, abastecidas com percolado de aterro sanitário diluído em água de abastecimento, foram avaliados os indicadores de desempenho hidráulico e a qualidade do percolado diluído, a cada 20 h até completar 160 h. Ao final do ensaio identificaram-se os agentes biológicos de entupimento, presentes no biofilme; e b) No segundo estudo, foram utilizadas 25 parcelas de ARGISSOLO vermelho-amarelo Eutrófico, cada uma nas dimensões de 1,0 x 1,0 m, onde foi cultivado o capim elefante, durante 83 dias. O experimento foi montado no delineamento em blocos casualizados, em esquema de parcelas subdivididas tendo nas parcelas os cinco tratamentos (T1- Parcelas irrigadas apenas com água de abastecimento, T2 - 50% da dose de efluente pelo critério da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos-EPA mais água de abastecimento, T3 - 100% da dose de efluente pelo critério EPA mais água de abastecimento, T4 - 150% da dose de efluente pelo critério EPA mais água de abastecimento e T5 - 200% da dose de efluente pelo critério EPA mais água de abastecimento) e nas subparcelas as cinco profundidades de amostragem do solo (0,00 a 0,10; 0,10 a 0,20; 0,20 a 0,30; 0,30 a 0,40; e 0,40 a 0,50 m), com cinco repetições. Durante o período experimental, analisou-se a qualidade do efluente e da água de abastecimento e as características químicas da planta e do solo. Os resultados indicaram: a) No estudo 1, que os gotejadores obstruídos apresentaram biofilme complexo, de coloração castanho escuro, provavelmente resultante da interação entre sólidos suspensos, condutividade elétrica, sólidos dissolvidos, pH, ferro total e agentes biológicos tais como bactérias, vermes, Fusariun sp, conídios e protozoários; e o gotejador G2 foi o mais indicado para operar com percolado de aterro sanitário diluído, devido ao menor risco de obstrução; e b) No estudo 2, os valores médios de P, Na, Ca, Fe, Cu, Ni, Cd, Pb, SB, CTC e PST foram influenciados positivamente pelas sucessivas aplicações das proporção de percolado mais águas de abastecimento, onde o pH do solo foi o atributo que mais influenciou na disponibilidade dos demais elementos presentes no solo. As plantas de capim elefante avaliadas aos 83 dias após o plantio, estavam nutricionalmente equilibradas em relação aos teores de N, P, K, Ca, Mg, Fe, Mn, Fe e Cu, mas com concentrações abaixo da faixa considerada normal para Ni, Cd e Pb. Elevadas concentrações de sais provenientes das sucessivas aplicações de percolado propinaram o processo de lixiviação para as camadas mais profundas, especialmente nos tratamentos T4 e T5. Esse fato é justificado pela decorrência do incremento gradual dos conteúdos de N, K, Na, Fe, Zn, Cu e Mn. O melhor tratamento avaliado pelas características químicas e através das características morfogênicas para recomendar o cultivo do capim elefante foi o tratamento T3, e que, elevadas concentrações de percolado aplicados no solo causaram redução na sua qualidade, e consequentemente, na produção de biomassa dessa cultura. O uso do percolado através do processo de recirculação nas células do aterro sanitário é uma técnica ecologicamente correta e segura, onde aliada à produção de capim elefante, favorece tanto uma destinação final adequada e viável para este efluente, quanto à produção de briquetes para fins energéticos a partir da biomassa vegetal produzida para substituição da madeira, em fábricas de material cerâmico e padarias do semiárido.


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  • O percolado de aterro sanitário desperta grande preocupação ambiental na atualidade, se apresentando em grandes quantidades, e que, ao serem dispostos no ambiente, sem manejo adequado, causam degradação. No entanto, quando tratados e dispostos de forma planejada e controlada podem ser utilizados na produção de biomassa para fins energéticos. Neste contexto, objetivou-se com este trabalho, analisar os efeitos da aplicação de percolado de aterro sanitário no desempenho de unidades gotejadoras, produção de biomassa e avaliação da capacidade de fitoextração do capim elefante (Pennisetum purpureum Schum) e qualidade de um Argissolo. Para isso, realizaram-se dois estudos na Unidade Experimental de Reuso de Água da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA): a) No primeiro estudo, o experimento foi montado em esquema de parcelas subdivididas, tendo nas parcelas os tipos de gotejadores (G1, G2, G3 e G4) e nas subparcelas os tempos de avaliação (0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160 horas), no delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. Nas quatro unidades gotejadoras, abastecidas com percolado de aterro sanitário diluído em água de abastecimento, foram avaliados os indicadores de desempenho hidráulico e a qualidade do percolado diluído, a cada 20 h até completar 160 h. Ao final do ensaio identificaram-se os agentes biológicos de entupimento, presentes no biofilme; e b) No segundo estudo, foram utilizadas 25 parcelas de ARGISSOLO vermelho-amarelo Eutrófico, cada uma nas dimensões de 1,0 x 1,0 m, onde foi cultivado o capim elefante, durante 83 dias. O experimento foi montado no delineamento em blocos casualizados, em esquema de parcelas subdivididas tendo nas parcelas os cinco tratamentos (T1- Parcelas irrigadas apenas com água de abastecimento, T2 - 50% da dose de efluente pelo critério da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos-EPA mais água de abastecimento, T3 - 100% da dose de efluente pelo critério EPA mais água de abastecimento, T4 - 150% da dose de efluente pelo critério EPA mais água de abastecimento e T5 - 200% da dose de efluente pelo critério EPA mais água de abastecimento) e nas subparcelas as cinco profundidades de amostragem do solo (0,00 a 0,10; 0,10 a 0,20; 0,20 a 0,30; 0,30 a 0,40; e 0,40 a 0,50 m), com cinco repetições. Durante o período experimental, analisou-se a qualidade do efluente e da água de abastecimento e as características químicas da planta e do solo. Os resultados indicaram: a) No estudo 1, que os gotejadores obstruídos apresentaram biofilme complexo, de coloração castanho escuro, provavelmente resultante da interação entre sólidos suspensos, condutividade elétrica, sólidos dissolvidos, pH, ferro total e agentes biológicos tais como bactérias, vermes, Fusariun sp, conídios e protozoários; e o gotejador G2 foi o mais indicado para operar com percolado de aterro sanitário diluído, devido ao menor risco de obstrução; e b) No estudo 2, os valores médios de P, Na, Ca, Fe, Cu, Ni, Cd, Pb, SB, CTC e PST foram influenciados positivamente pelas sucessivas aplicações das proporção de percolado mais águas de abastecimento, onde o pH do solo foi o atributo que mais influenciou na disponibilidade dos demais elementos presentes no solo. As plantas de capim elefante avaliadas aos 83 dias após o plantio, estavam nutricionalmente equilibradas em relação aos teores de N, P, K, Ca, Mg, Fe, Mn, Fe e Cu, mas com concentrações abaixo da faixa considerada normal para Ni, Cd e Pb. Elevadas concentrações de sais provenientes das sucessivas aplicações de percolado propinaram o processo de lixiviação para as camadas mais profundas, especialmente nos tratamentos T4 e T5. Esse fato é justificado pela decorrência do incremento gradual dos conteúdos de N, K, Na, Fe, Zn, Cu e Mn. O melhor tratamento avaliado pelas características químicas e através das características morfogênicas para recomendar o cultivo do capim elefante foi o tratamento T3, e que, elevadas concentrações de percolado aplicados no solo causaram redução na sua qualidade, e consequentemente, na produção de biomassa dessa cultura. O uso do percolado através do processo de recirculação nas células do aterro sanitário é uma técnica ecologicamente correta e segura, onde aliada à produção de capim elefante, favorece tanto uma destinação final adequada e viável para este efluente, quanto à produção de briquetes para fins energéticos a partir da biomassa vegetal produzida para substituição da madeira, em fábricas de material cerâmico e padarias do semiárido.

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  • JOYCE REIS SILVA
  •  

    DESEMPENHO AGRONÔMICO E ACÚMULO DE NUTRIENTES EM MELANCIA ENXERTADA EM FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO NITROGENADA


  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DAVI JOSÉ SILVA
  • FABIO FREIRE DE OLIVEIRA
  • JOICE SIMONE DOS SANTOS
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • RITA DE CASSIA SOUZA DIAS
  • Data: 16/02/2016

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  • A adubação nitrogenada tem sido uma ferramenta essencial para assegurar o máximo rendimento económico em cultivos agrícolas. No entanto, representa a entrada de energia mais cara nos sistemas de cultivos. A enxertia em melancia pode ser utilizada como uma prática de gestão para melhoram a capacidade das culturas para absorver nitrogênio e minimizar o potencial de perdas desse nutriente. O objetivo do presente trabalho foi intensificar as pesquisas com porta-enxertos para melancia sob a perspectiva da redução dos custos com nitrogênio.  Foram realizados dois experimentos nos anos de 2014 e 2015 no Campo Experimental de Bebedouro pertencente a Embrapa Semiárido em Petrolina – PE. Os experimentos foram realizados no delineamento experimental parcelas subdivididas com quatro repetições. As parcelas foram constituídas por cinco doses de nitrogênio (0, 40, 80, 120 e 160 kg ha-1), e as subparcelas, pelas quatro combinações de enxertia, sendo 1) Cultivar BRS Opara sem enxertia; 2) BRS Opara enxertada em linhagem de Citrullus lanatus var.citroides; 3) BRS Opara enxertada em híbrido A (cruzamento de C. lanatus var.citroides); e 4) BRS Opara enxertada em híbrido B (cruzamento de C. lanatus var.citroides x C. lanatus var. lanatus). Foram avaliados os seguintes caracteres: Produtividade total, produção comercial, número de frutos total e comerciais por planta, massa média de fruto comercial, eficiência na utilização do nitrogênio, sólidos solúveis, acidez titulável, relação sólidos solúveis/Acidez titulável, espessura da casca e firmeza da polpa, massa seca e acúmulo de macro e micronutrientes no período de floração e colheita, custo de produção e rentabilidade. A enxertia proporcionou maior eficiência na absorção de nutrientes e produtividade, sendo assim responsável pelo aumento na rentabilidade sem efeito negativo na qualidade do fruto com redução da adubação nitrogenada.


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  • A adubação nitrogenada tem sido uma ferramenta essencial para assegurar o máximo rendimento económico em cultivos agrícolas. No entanto, representa a entrada de energia mais cara nos sistemas de cultivos. A enxertia em melancia pode ser utilizada como uma prática de gestão para melhoram a capacidade das culturas para absorver nitrogênio e minimizar o potencial de perdas desse nutriente. O objetivo do presente trabalho foi intensificar as pesquisas com porta-enxertos para melancia sob a perspectiva da redução dos custos com nitrogênio.  Foram realizados dois experimentos nos anos de 2014 e 2015 no Campo Experimental de Bebedouro pertencente a Embrapa Semiárido em Petrolina – PE. Os experimentos foram realizados no delineamento experimental parcelas subdivididas com quatro repetições. As parcelas foram constituídas por cinco doses de nitrogênio (0, 40, 80, 120 e 160 kg ha-1), e as subparcelas, pelas quatro combinações de enxertia, sendo 1) Cultivar BRS Opara sem enxertia; 2) BRS Opara enxertada em linhagem de Citrullus lanatus var.citroides; 3) BRS Opara enxertada em híbrido A (cruzamento de C. lanatus var.citroides); e 4) BRS Opara enxertada em híbrido B (cruzamento de C. lanatus var.citroides x C. lanatus var. lanatus). Foram avaliados os seguintes caracteres: Produtividade total, produção comercial, número de frutos total e comerciais por planta, massa média de fruto comercial, eficiência na utilização do nitrogênio, sólidos solúveis, acidez titulável, relação sólidos solúveis/Acidez titulável, espessura da casca e firmeza da polpa, massa seca e acúmulo de macro e micronutrientes no período de floração e colheita, custo de produção e rentabilidade. A enxertia proporcionou maior eficiência na absorção de nutrientes e produtividade, sendo assim responsável pelo aumento na rentabilidade sem efeito negativo na qualidade do fruto com redução da adubação nitrogenada.

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  • BLAKE CHARLES DINIZ MARQUES
  • DESEMPENHO DE UNIDADES GOTEJADORAS OPERANDO COM DILUIÇÕES DE EFLUENTES DE LATICÍNIOS E DE ÁGUA DE ABASTECIMENTO PÚBLICO  EM ESCALA LABORATORIAL.

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • RODRIGO CESAR SANTIAGO
  • FREDERICO CAMPOS PEREIRA
  • Data: 29/02/2016

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  • O problema da crise hídrica está, diretamente, relacionado com fatores como aumento da população, aumento da demanda por água, variações climáticas e deterioração dos recursos existentes. No semiárido nordestino as características predominantes de índice pluviométrico reduzido, temperatura elevada e alta taxa evaporativa, tornam a escassez de água, por longos períodos do ano, cada vez mais recorrente. Os efluentes líquidos das indústrias de laticínios apresentam potencial para uso agrícola, devido ao aporte de nutrientes. No entanto, esta prática envolve questões relacionadas à viabilidade técnica, inerente ao método de irrigação adotado, onde o entupimento dos emissores se torna a maior vulnerabilidade, mas que pode ser atenuada com a técnica da diluição em água. Diante do exposto, o trabalho objetivou analisar o desempenho hidráulico de unidades gotejadoras aplicando diluições de água residuária de laticínios (ARL) e água de abastecimento público (AA). Para isso, montou-se uma bancada experimental, , no Laboratório de Poluição e Degradação do Solo (LPDS) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) câmpus Mossoró-RN, constituída de quatro unidades gotejadoras operando com diluições de ARL em AA (1A0E - somente aplicação de AA; 1A1E - uma parte de ARL diluída em uma parte de AA; 2A1E - uma parte de ARL diluída em duas partes de AA; e 3A1E - uma parte de ARL diluída em três partes de AA) e de cinco tipos de gotejadores (G1 - 1,60 L h-1; G2 - 2,00 L h-1; G3 - 2,00 L h-1; G4 - 1,70 L h-1; e G5 - 1,60 L h-1). O desempenho hidráulico das unidades gotejadoras foi obtido a cada 40 h de operação com as diluições de ARL em AA, durante 200 h no período de 20/10 de 2014 a 10/04 de 2015, utilizando-se os indicadores: vazão de gotejadores (Q), coeficiente de variação de vazão (CVQ), coeficiente de uniformidade estatístico (Us), coeficiente de uniformidade de distribuição (CUD) e redução da vazão relativa (Dra). Paralelamente, quantificaram os atributos físico-químicos e microbiológicos das diluições de ARL em AA, ocasionadores de obstrução em gotejadores. Ao final dos ensaios experimentais, amostras dos emissores com bioincrustação foram submetidas a registros fotográficos e análises por microscopia óptica e eletrônica de varredura (MEV). Os dados foram submetidos às análises de regressão simples e múltipla e teste de correlações paramétricas de Pearson. Dentre as características físico-químicas e microbiológicas do efluente de laticínios, os valores de sólidos suspensos (SS), sólidos dissolvidos (SD), pH e ferro total (Fe) representaram risco de obstrução de gotejadores que variam de moderado a alto. As características SS, SD, pH e Fe predominaram nas equações de regressão lineares múltiplas ajustadas às variáveis de desempenho hidráulico, para as combinações entre tipos de gotejadores e níveis de diluição do efluente de laticínios em água de abastecimento público. O entupimento parcial e total dos gotejadores testados teve como causa principal a formação de um biofilme resultante da interação dos agentes físico-químicos e biológicos presentes nas diluições de efluente de laticínios em água de abastecimento público, afetando, dessa forma o desempenho hidráulico do sistema. Os indicadores de desempenho hidráulico Q, CUD, CVQ e Us expressaram satisfatoriamente os níveis de obstrução de gotejadores, enquanto o Dra subestimou os riscos de obstrução acarretado pelo efluente de laticínios. A maior suscetibilidade ao entupimento ocorreu no gotejador G2, operando nas diluições 1A1E e 3A1E. Por outro lado, o gotejador G5 se mostrou menos suscetível ao entupimento operando na diluição 2A1E. O filtro de tela proporcionou boa remoção de SS com tamanho iguais ou superiores a 130 µm.


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  • O problema da crise hídrica está, diretamente, relacionado com fatores como aumento da população, aumento da demanda por água, variações climáticas e deterioração dos recursos existentes. No semiárido nordestino as características predominantes de índice pluviométrico reduzido, temperatura elevada e alta taxa evaporativa, tornam a escassez de água, por longos períodos do ano, cada vez mais recorrente. Os efluentes líquidos das indústrias de laticínios apresentam potencial para uso agrícola, devido ao aporte de nutrientes. No entanto, esta prática envolve questões relacionadas à viabilidade técnica, inerente ao método de irrigação adotado, onde o entupimento dos emissores se torna a maior vulnerabilidade, mas que pode ser atenuada com a técnica da diluição em água. Diante do exposto, o trabalho objetivou analisar o desempenho hidráulico de unidades gotejadoras aplicando diluições de água residuária de laticínios (ARL) e água de abastecimento público (AA). Para isso, montou-se uma bancada experimental, , no Laboratório de Poluição e Degradação do Solo (LPDS) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) câmpus Mossoró-RN, constituída de quatro unidades gotejadoras operando com diluições de ARL em AA (1A0E - somente aplicação de AA; 1A1E - uma parte de ARL diluída em uma parte de AA; 2A1E - uma parte de ARL diluída em duas partes de AA; e 3A1E - uma parte de ARL diluída em três partes de AA) e de cinco tipos de gotejadores (G1 - 1,60 L h-1; G2 - 2,00 L h-1; G3 - 2,00 L h-1; G4 - 1,70 L h-1; e G5 - 1,60 L h-1). O desempenho hidráulico das unidades gotejadoras foi obtido a cada 40 h de operação com as diluições de ARL em AA, durante 200 h no período de 20/10 de 2014 a 10/04 de 2015, utilizando-se os indicadores: vazão de gotejadores (Q), coeficiente de variação de vazão (CVQ), coeficiente de uniformidade estatístico (Us), coeficiente de uniformidade de distribuição (CUD) e redução da vazão relativa (Dra). Paralelamente, quantificaram os atributos físico-químicos e microbiológicos das diluições de ARL em AA, ocasionadores de obstrução em gotejadores. Ao final dos ensaios experimentais, amostras dos emissores com bioincrustação foram submetidas a registros fotográficos e análises por microscopia óptica e eletrônica de varredura (MEV). Os dados foram submetidos às análises de regressão simples e múltipla e teste de correlações paramétricas de Pearson. Dentre as características físico-químicas e microbiológicas do efluente de laticínios, os valores de sólidos suspensos (SS), sólidos dissolvidos (SD), pH e ferro total (Fe) representaram risco de obstrução de gotejadores que variam de moderado a alto. As características SS, SD, pH e Fe predominaram nas equações de regressão lineares múltiplas ajustadas às variáveis de desempenho hidráulico, para as combinações entre tipos de gotejadores e níveis de diluição do efluente de laticínios em água de abastecimento público. O entupimento parcial e total dos gotejadores testados teve como causa principal a formação de um biofilme resultante da interação dos agentes físico-químicos e biológicos presentes nas diluições de efluente de laticínios em água de abastecimento público, afetando, dessa forma o desempenho hidráulico do sistema. Os indicadores de desempenho hidráulico Q, CUD, CVQ e Us expressaram satisfatoriamente os níveis de obstrução de gotejadores, enquanto o Dra subestimou os riscos de obstrução acarretado pelo efluente de laticínios. A maior suscetibilidade ao entupimento ocorreu no gotejador G2, operando nas diluições 1A1E e 3A1E. Por outro lado, o gotejador G5 se mostrou menos suscetível ao entupimento operando na diluição 2A1E. O filtro de tela proporcionou boa remoção de SS com tamanho iguais ou superiores a 130 µm.

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  • GIULLIANA MAIRANA MORAIS DE SOUSA VANOMARK
  • BALANÇO DE ENERGIA E NECESSIDADE HIDRICA DO MELOEIRO SOB CONDIÇÕES IRRIGADAS NA REGIÃO DE MOSSORÓ-RN

  • Orientador : JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BERGSON GUEDES BEZERRA
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • JOSÉ RENATO CORTEZ BEZERRA
  • PEDRO VIEIRA DE AZEVEDO
  • SAULO TASSO ARAUJO DA SILVA
  • Data: 30/03/2016

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  • O potencial para a fruticultura e olericultura irrigadas no estado do Rio Grande do Norte é reconhecido mundialmente, e o mesmo já desponta como o maior produtor de melão (Cucumis melo L.) do Brasil. A produção de melão nessa região é predominantemente sob condições irrigadas, permitindo a produção o ano inteiro. O rápido aumento dos projetos de irrigação tem provocado um acréscimo na demanda hídrica, acarretando rebaixamentos acentuados dos aquíferos, de modo a gerar preocupações quanto à seguridade hídrica da região em períodos de longas estiagens, fato bastante comum no semiárido brasileiro. Assim, o objetivo desta pesquisa foi determinar a evapotranspiração diária da cultura (ETc) e os valores do coeficiente de cultivo (Kc) para as diferentes fases fenológicas da cultura do meloeiro na região de Mossoró/RN, utilizando o método micrometeorológico da razão de Bowen (BERB). O trabalho foi realizado em duas áreas de cultivo comercial de melão, localizadas na Zona Rural de Mossoró/RN. O experimento constou da determinação dos componentes do balanço de energia e da evapotranspiração da cultura (ETc) utilizando o método da razão de Bowen (BERB).A fase de campo foi instalada em dois ciclos consecutivos da safra de 2012.  Os coeficientes de cultivo (Kc) foram determinados pela razão entre a evapotranspiração da cultura pelo método BERB (ETBERB) e a evapotranspiração de referência (ETo), sendo esta  estimada a partir de dados coletados na estação meteorológica do INMET  localizada em uma das áreas. A ETo foi calculada segundo a equação de Penman-Monteith, parametrizada pela FAO. Indicadores de desempenho foram utilizados para comparar a ETBERB com a ETFAO. Observou-se que os valores de LE/Rn foram superiores a 60%, G/Rn foi em média 11% e a média de H/Rn foi de 21%.  A ETc variou de 264,79 mm a  362,19 mm. Os resultados do KC-inicial foram mais altos, e os do Kc-médio  e Kc-final  mais baixos, quando comparados aos valores do KcFAO das mesmas fases fenológicas, e as diferenças médias observadas foram de 43, 8 e 7% para as fases inicial, média e final, respectivamente. Os coeficientes de cultivo gerados pelo método BERB variaram, para o estádio inicial de 0,27 a 0,32; para o estádio médio de 0,84 a 0,89 e para o estádio final de 0,56 a 0,66. A metodologia do BERB possibilitou a obtenção da evapotranspiração e de coeficientes de cultivo compatíveis com a tradicional metodologia do Manual 56 da FAO para Irrigação e Drenagem. Entretanto, houve divergência entre os métodos na fase inicial da cultura, o que proporcionou a ETBERB total ser de até 5% mais elevada que a ETFAO.


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  • O potencial para a fruticultura e olericultura irrigadas no estado do Rio Grande do Norte é reconhecido mundialmente, e o mesmo já desponta como o maior produtor de melão (Cucumis melo L.) do Brasil. A produção de melão nessa região é predominantemente sob condições irrigadas, permitindo a produção o ano inteiro. O rápido aumento dos projetos de irrigação tem provocado um acréscimo na demanda hídrica, acarretando rebaixamentos acentuados dos aquíferos, de modo a gerar preocupações quanto à seguridade hídrica da região em períodos de longas estiagens, fato bastante comum no semiárido brasileiro. Assim, o objetivo desta pesquisa foi determinar a evapotranspiração diária da cultura (ETc) e os valores do coeficiente de cultivo (Kc) para as diferentes fases fenológicas da cultura do meloeiro na região de Mossoró/RN, utilizando o método micrometeorológico da razão de Bowen (BERB). O trabalho foi realizado em duas áreas de cultivo comercial de melão, localizadas na Zona Rural de Mossoró/RN. O experimento constou da determinação dos componentes do balanço de energia e da evapotranspiração da cultura (ETc) utilizando o método da razão de Bowen (BERB).A fase de campo foi instalada em dois ciclos consecutivos da safra de 2012.  Os coeficientes de cultivo (Kc) foram determinados pela razão entre a evapotranspiração da cultura pelo método BERB (ETBERB) e a evapotranspiração de referência (ETo), sendo esta  estimada a partir de dados coletados na estação meteorológica do INMET  localizada em uma das áreas. A ETo foi calculada segundo a equação de Penman-Monteith, parametrizada pela FAO. Indicadores de desempenho foram utilizados para comparar a ETBERB com a ETFAO. Observou-se que os valores de LE/Rn foram superiores a 60%, G/Rn foi em média 11% e a média de H/Rn foi de 21%.  A ETc variou de 264,79 mm a  362,19 mm. Os resultados do KC-inicial foram mais altos, e os do Kc-médio  e Kc-final  mais baixos, quando comparados aos valores do KcFAO das mesmas fases fenológicas, e as diferenças médias observadas foram de 43, 8 e 7% para as fases inicial, média e final, respectivamente. Os coeficientes de cultivo gerados pelo método BERB variaram, para o estádio inicial de 0,27 a 0,32; para o estádio médio de 0,84 a 0,89 e para o estádio final de 0,56 a 0,66. A metodologia do BERB possibilitou a obtenção da evapotranspiração e de coeficientes de cultivo compatíveis com a tradicional metodologia do Manual 56 da FAO para Irrigação e Drenagem. Entretanto, houve divergência entre os métodos na fase inicial da cultura, o que proporcionou a ETBERB total ser de até 5% mais elevada que a ETFAO.

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  • TALITA BARBOSA ABREU DIOGENES
  • ACÚMULO DE MATÉRIA SECA E NUTRIENTES E RESPOSTA DO TOMATEIRO CAETÉ A DOSES DE NITROGÊNIO E FÓSFORO EM CONDIÇÕES DE CAMPO

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • FÁBIO MARTINS DE QUEIROGA
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MARIA ZULEIDE DE NEGREIROS
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 31/03/2016

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  • Com o emprego de novas técnicas de cultivo, o uso de materiais genéticos de alto potencial produtivo e a necessidade de se avaliar os requerimentos nutricionais do tomateiro, torna-se importante realizar pesquisas que permitam conhecer o acúmulo de matéria seca e nutrientes e a resposta do tomateiro a nutrientes limitantes para sua produção. Com o objetivo de avaliar o acúmulo de matéria seca e de nutrientes pelo tomateiro, e sua resposta a doses de nitrogênio e fósforo, conduziram-se dois experimentos de campo. O primeiro foi conduzido na Fazenda Terra Santa, Quixeré-CE, entre os meses de junho e setembro de 2013, em uma área de plantio comercial, onde foram avaliados o acúmulo matéria seca e de macro e micronutrientes mediante a amostragem de plantas de tomateiro aos 17, 28, 43, 57, 71, 85 e 99 dias após o transplante (DAT). A produção total de matéria seca estimada foi de 912,84 g planta-1. Os maiores acúmulos de nutrientes ocorreram na fase de frutificação. A ordem de acúmulo de macronutrientes pelo tomateiro aos 99 DAT foi K>N>Ca>S>Mg>P. O nitrogênio, o fósforo e o potássio foram acumulados em maiores quantidades nos frutos. A ordem de extração dos micronutrientes pelo tomateiro foi Fe>Mn>B>Zn>Cu. Para todos os micronutrientes o acúmulo foi maior na parte vegetativa que nos frutos. Os frutos foram o dreno preferencial. O segundo experimento foi conduzido na Fazenda Boágua, município de Baraúna-RN, no período de agosto a outubro de 2014. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos de cinco doses de nitrogênio (0, 60, 120, 240 e 360 kg ha-1de N) e cinco doses de fósforo (0, 75, 150, 300 e 600 kg ha-1 de P2O5). Foram avaliadas a produtividade comercial, não comercial e total, os teores críticos de nitrogênio e fósforo na planta do tomateiro e o teor de fósforo no solo. Houve efeito significativo das doses de N e P na produção do tomate. Os teores de nitrogênio e fósforo no tecido vegetal aumentaram com a adição de doses de N e P2O5 ao solo. Os níveis críticos de P na planta e no solo foram 2,01 g kg-1 e 44,24 mg dm-3, respectivamente. O nível crítico de N na folha foi 41,46 g kg-1. O tomate ‘Caeté’ adubado com 60 e 300 kg ha-1 de N e P2O5, acumularam nos frutos 36,2 e 3,07  kg ha-1 de nitrogênio e fósforo nos frutos.


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  • Com o emprego de novas técnicas de cultivo, o uso de materiais genéticos de alto potencial produtivo e a necessidade de se avaliar os requerimentos nutricionais do tomateiro, torna-se importante realizar pesquisas que permitam conhecer o acúmulo de matéria seca e nutrientes e a resposta do tomateiro a nutrientes limitantes para sua produção. Com o objetivo de avaliar o acúmulo de matéria seca e de nutrientes pelo tomateiro, e sua resposta a doses de nitrogênio e fósforo, conduziram-se dois experimentos de campo. O primeiro foi conduzido na Fazenda Terra Santa, Quixeré-CE, entre os meses de junho e setembro de 2013, em uma área de plantio comercial, onde foram avaliados o acúmulo matéria seca e de macro e micronutrientes mediante a amostragem de plantas de tomateiro aos 17, 28, 43, 57, 71, 85 e 99 dias após o transplante (DAT). A produção total de matéria seca estimada foi de 912,84 g planta-1. Os maiores acúmulos de nutrientes ocorreram na fase de frutificação. A ordem de acúmulo de macronutrientes pelo tomateiro aos 99 DAT foi K>N>Ca>S>Mg>P. O nitrogênio, o fósforo e o potássio foram acumulados em maiores quantidades nos frutos. A ordem de extração dos micronutrientes pelo tomateiro foi Fe>Mn>B>Zn>Cu. Para todos os micronutrientes o acúmulo foi maior na parte vegetativa que nos frutos. Os frutos foram o dreno preferencial. O segundo experimento foi conduzido na Fazenda Boágua, município de Baraúna-RN, no período de agosto a outubro de 2014. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos de cinco doses de nitrogênio (0, 60, 120, 240 e 360 kg ha-1de N) e cinco doses de fósforo (0, 75, 150, 300 e 600 kg ha-1 de P2O5). Foram avaliadas a produtividade comercial, não comercial e total, os teores críticos de nitrogênio e fósforo na planta do tomateiro e o teor de fósforo no solo. Houve efeito significativo das doses de N e P na produção do tomate. Os teores de nitrogênio e fósforo no tecido vegetal aumentaram com a adição de doses de N e P2O5 ao solo. Os níveis críticos de P na planta e no solo foram 2,01 g kg-1 e 44,24 mg dm-3, respectivamente. O nível crítico de N na folha foi 41,46 g kg-1. O tomate ‘Caeté’ adubado com 60 e 300 kg ha-1 de N e P2O5, acumularam nos frutos 36,2 e 3,07  kg ha-1 de nitrogênio e fósforo nos frutos.

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  • JERÔNIMO ANDRADE FILHO
  • CULTIVO DA MAMONA UTILIZANDO PERCOLADO DE ATERRO SANITÁRIO

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANNE GABRIELLA DIAS SANTOS CALDEIRA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • VINÍCIUS PATRÍCIO DA SILVA CALDEIRA
  • Data: 14/04/2016

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  • O rápido crescimento populacional associado ao aumento do consumo per capta de bens, produtos e alimentos têm provocado o incremento na produção de resíduos sólidos urbanos e, consequentemente na produção de percolado. Por isso, técnicas de tratamento ou aproveitamento deste resíduo líquido devem ser aperfeiçoadas no sentido de minimizar seus impactos ambientais. Este trabalho foi desenvolvido nas dependências do campus da Universidade Federal Rural do Semiárido em Mossoró, RN com o objetivo de avaliar os efeitos da aplicação de percolado de aterro sanitário no cultivo da Mamona (Ricinus communis L. cv. Energia) como fonte hídrica e nutricional, bem como nos atributos químicos de um Argissolo. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados em que foi testada a aplicação, via irrigação, de diluições de percolado [T1 - água de abastecimento + adubação mineral do solo, T2 - 20% de percolado, T3 - 40% de percolado, T4 - 60% de percolado e T5 - 80% de percolado] com cinco tratamentos e quatro repetições em um Argissolo vermelho-amarelo Eutrófico, ocupando uma área de 372 m². Em cada parcela foram coletadas amostras de solo em três profundidades (0,00 a 0,05, 0,05 a 0,15 e 0,15 a 0,30 m) com as quais foram determinadas as características químicas do solo. Amostras de plantas foram coletadas para avaliação das características de crescimento aos 30, 60, 90 e 120 DAS, produção de biomassa da parte aérea ao final do ciclo, rendimento da cultura aos 90 e 120 DAS, além de teor e caracterização do óleo da semente aos 120 DAS. A aplicação das diluições de percolado no solo influenciou significativamente as características pH, Ca, Cu, Fe, Ni, Cd e Pb. Os tratamentos irrigados com diluições de percolado não apresentaram valores de porcentagem de sódio trocável que indicassem salinização do solo, tão pouco valores de metais pesados que indicassem contaminação. As variáveis de crescimento altura de planta, diâmetro de caule, número de folhas foram influenciadas de forma significativa pelas diluições, apresentando melhor desempenho o T4. Os valores de biomassa da planta não foram influenciados pelas diluições de percolado. O rendimento da cultura foi influenciado significativamente pelas diluições de percolado, sendo que, entre os tratamentos que receberam diluições, o que apresentou melhor desempenho quanto a esta variável foi o T2. Quanto ao teor de óleo os tratamentos que apresentaram os melhores resultados foram o T1 e T4, com os valores 17,01 e 13,85%, respectivamente. As características dos óleos dos dois tratamentos analisados apresentam valores de densidade relativa, índice de acidez, índice de saponificação e ácidos graxos livres apropriados para produção de biodiesel.


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  • O rápido crescimento populacional associado ao aumento do consumo per capta de bens, produtos e alimentos têm provocado o incremento na produção de resíduos sólidos urbanos e, consequentemente na produção de percolado. Por isso, técnicas de tratamento ou aproveitamento deste resíduo líquido devem ser aperfeiçoadas no sentido de minimizar seus impactos ambientais. Este trabalho foi desenvolvido nas dependências do campus da Universidade Federal Rural do Semiárido em Mossoró, RN com o objetivo de avaliar os efeitos da aplicação de percolado de aterro sanitário no cultivo da Mamona (Ricinus communis L. cv. Energia) como fonte hídrica e nutricional, bem como nos atributos químicos de um Argissolo. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados em que foi testada a aplicação, via irrigação, de diluições de percolado [T1 - água de abastecimento + adubação mineral do solo, T2 - 20% de percolado, T3 - 40% de percolado, T4 - 60% de percolado e T5 - 80% de percolado] com cinco tratamentos e quatro repetições em um Argissolo vermelho-amarelo Eutrófico, ocupando uma área de 372 m². Em cada parcela foram coletadas amostras de solo em três profundidades (0,00 a 0,05, 0,05 a 0,15 e 0,15 a 0,30 m) com as quais foram determinadas as características químicas do solo. Amostras de plantas foram coletadas para avaliação das características de crescimento aos 30, 60, 90 e 120 DAS, produção de biomassa da parte aérea ao final do ciclo, rendimento da cultura aos 90 e 120 DAS, além de teor e caracterização do óleo da semente aos 120 DAS. A aplicação das diluições de percolado no solo influenciou significativamente as características pH, Ca, Cu, Fe, Ni, Cd e Pb. Os tratamentos irrigados com diluições de percolado não apresentaram valores de porcentagem de sódio trocável que indicassem salinização do solo, tão pouco valores de metais pesados que indicassem contaminação. As variáveis de crescimento altura de planta, diâmetro de caule, número de folhas foram influenciadas de forma significativa pelas diluições, apresentando melhor desempenho o T4. Os valores de biomassa da planta não foram influenciados pelas diluições de percolado. O rendimento da cultura foi influenciado significativamente pelas diluições de percolado, sendo que, entre os tratamentos que receberam diluições, o que apresentou melhor desempenho quanto a esta variável foi o T2. Quanto ao teor de óleo os tratamentos que apresentaram os melhores resultados foram o T1 e T4, com os valores 17,01 e 13,85%, respectivamente. As características dos óleos dos dois tratamentos analisados apresentam valores de densidade relativa, índice de acidez, índice de saponificação e ácidos graxos livres apropriados para produção de biodiesel.

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  • CHRISTIANO REBOUCAS COSME
  • CRESCIMENTO, ABSORÇÃO DE NUTRIENTES, PRODUÇÃO E QUALIDADE PÓS-COLHEITA DO MELÃO GÁLIA CULTIVADO EM SISTEMA HIDROPÔNICO COM SUBSTRATO FIBRA DE COCO

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • VINÍCIUS PATRÍCIO DA SILVA CALDEIRA
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 02/06/2016

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  • Com o objetivo de avaliar os efeitos da aplicação de diferentes concentrações de macronutrientes da solução nutritiva no crescimento, produção, absorção de nutrientes e na qualidade pós-colheita do meloeiro cultivado em fibra de coco, foi realizado este experimento utilizando o melão Gália, híbrido babilônia RZ F1. O delineamento foi o de blocos casualizados, sendo cinco blocos e cinco tratamentos, que corresponderam a diferentes concentrações de macronutrientes na solução nutritiva, tomando como base a solução recomendada por Furlani (1999), que correspondeu à concentração de 100% (C1). Ficando os demais tratamentos assim configurados: C2=75%; C3=50%; C4=25% e C5=12,5%. Para análise de crescimento e teores de macronutrientes nas folhas, foram realizadas quatro coletas aos 15, 30, 45 e 60 dias após o transplantio (DAT), quando foi realizada a colheita para mensuração da produção e avaliação da qualidade física e química dos frutos. Os parâmetros avaliados foram: número de folhas; altura de plantas; matéria seca do caule, da folha e da parte aérea; área foliar; área foliar específica; razão de área foliar da parte aérea, índice de área foliar, taxa de crescimento absoluto da parte aérea; taxa de crescimento relativo da parte aérea, taxa de assimilação líquida da parte aérea; teores de Nitrogênio, fósforo e potássio nas folhas; peso médio de frutos, produtividade total; diâmetro longitudinal e transversal do fruto, índice de formato do fruto, cavidade interna transversal e longitudinal do fruto, espessura de casca e polpa, firmeza de polpa, sólidos solúveis, acidez titulável e açucares total. A concentração C3 proporcionou maiores produções de matéria seca e área foliar para o meloeiro. A taxa de crescimento absoluto apresentou diferentes tendências para os tratamentos, sendo que a concentração C3 apresentou o maior valor aos 30 DAT. As características peso médio do fruto, diâmetro transversal do fruto, diâmetro longitudinal do fruto e espessura da polpa foram influenciadas de forma quadrática pelas concentrações da solução nutritiva. A concentração de 48% de macronutrientes da solução nutritiva proporcionou o maior valor de peso médio do fruto e produtividade total. O aumento da concentração da solução reduziu em 11,8 % o teor de sólidos solúveis do fruto.

     


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  • Com o objetivo de avaliar os efeitos da aplicação de diferentes concentrações de macronutrientes da solução nutritiva no crescimento, produção, absorção de nutrientes e na qualidade pós-colheita do meloeiro cultivado em fibra de coco, foi realizado este experimento utilizando o melão Gália, híbrido babilônia RZ F1. O delineamento foi o de blocos casualizados, sendo cinco blocos e cinco tratamentos, que corresponderam a diferentes concentrações de macronutrientes na solução nutritiva, tomando como base a solução recomendada por Furlani (1999), que correspondeu à concentração de 100% (C1). Ficando os demais tratamentos assim configurados: C2=75%; C3=50%; C4=25% e C5=12,5%. Para análise de crescimento e teores de macronutrientes nas folhas, foram realizadas quatro coletas aos 15, 30, 45 e 60 dias após o transplantio (DAT), quando foi realizada a colheita para mensuração da produção e avaliação da qualidade física e química dos frutos. Os parâmetros avaliados foram: número de folhas; altura de plantas; matéria seca do caule, da folha e da parte aérea; área foliar; área foliar específica; razão de área foliar da parte aérea, índice de área foliar, taxa de crescimento absoluto da parte aérea; taxa de crescimento relativo da parte aérea, taxa de assimilação líquida da parte aérea; teores de Nitrogênio, fósforo e potássio nas folhas; peso médio de frutos, produtividade total; diâmetro longitudinal e transversal do fruto, índice de formato do fruto, cavidade interna transversal e longitudinal do fruto, espessura de casca e polpa, firmeza de polpa, sólidos solúveis, acidez titulável e açucares total. A concentração C3 proporcionou maiores produções de matéria seca e área foliar para o meloeiro. A taxa de crescimento absoluto apresentou diferentes tendências para os tratamentos, sendo que a concentração C3 apresentou o maior valor aos 30 DAT. As características peso médio do fruto, diâmetro transversal do fruto, diâmetro longitudinal do fruto e espessura da polpa foram influenciadas de forma quadrática pelas concentrações da solução nutritiva. A concentração de 48% de macronutrientes da solução nutritiva proporcionou o maior valor de peso médio do fruto e produtividade total. O aumento da concentração da solução reduziu em 11,8 % o teor de sólidos solúveis do fruto.

     

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  • ANDRÉ MOREIRA DE OLIVEIRA
  • INFLUÊNCIA DA DEPOSIÇÃO DO REJEITO DA DESSALINIZAÇÃO DA ÁGUA SALOBRA NA QUALIDADE DO SOLO NO OESTE POTIGUAR

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE DE OLIVEIRA LIMA
  • CYBELLE BARBOSA E LIMA
  • DANIEL FREITAS FREIRE MARTINS
  • GABRIELA CEMIRAMES DE SOUSA GURGEL
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • Data: 15/07/2016

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  • Ainda que, no Semiárido brasileiro, predomine o embasamento cristalino, com poços de água salobra, a tecnologia da dessalinização permite a sua potabilização. Desde o final da década de 1990, vem sendo implantados equipamentos de dessalinização por osmose reversa visando o atendimento da demanda hídrica para consumo humano, especialmente na zona rural do Nordeste. No entanto, dificuldades estão presentes na implantação dos equipamentos, tais como a falta de operação e manutenções adequadas que causam a paralisação dos mesmos, e a produção de rejeitos, os quais são águas com elevados teores de sais, normalmente despejados ao solo sem qualquer critério, cujo maior impacto tem sido o aumento da salinidade do solo ao longo do tempo. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade do rejeito gerado pela osmose reversa e sua influência nas alterações dos atributos químicos e físicos de distintos solos receptores em comunidades rurais do Oeste Potiguar. A pesquisa foi realizada no período de 2012 a 2014 e, inicialmente, foram identificadas as comunidades abastecidas com as unidades de captação e tratamento de água por dessalinização, por meios de um levantamento cadastral. Para isto, foram realizadas 4 campanhas de coletas em diferentes períodos do ano nos solos receptores do rejeito salino, usando três distâncias (0; 1 e 2 metros do ponto de despejo), com duas camadas para cada ponto (0-20 e 20-40 cm), bem como avaliação da qualidade das águas tratadas por osmose reversa, poço e rejeito, dentro de cada período. Foram analisados atributos físico-químicos de rotina das amostras de água e solo. Os dados foram submetidos a testes estatísticos de médias, por Scott Knott, verificando o comportamento dentro dos pontos e camadas de cada período e entre os 4 períodos. Com relação ao rejeito gerado, 93% das amostras de água de rejeito se classificaram como C3 ou C4, ou seja, águas de elevadas salinidades necessitando de práticas especiais de controle de salinidade. A aplicação de rejeito salino diretamente nos solos provocou influência na sua qualidade para a maioria das comunidades estudadas, especialmente nos solos com característica argilosa,  sendo também, mais evidenciado este efeito no período que antecede ao período chuvoso da região.


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  • Ainda que, no Semiárido brasileiro, predomine o embasamento cristalino, com poços de água salobra, a tecnologia da dessalinização permite a sua potabilização. Desde o final da década de 1990, vem sendo implantados equipamentos de dessalinização por osmose reversa visando o atendimento da demanda hídrica para consumo humano, especialmente na zona rural do Nordeste. No entanto, dificuldades estão presentes na implantação dos equipamentos, tais como a falta de operação e manutenções adequadas que causam a paralisação dos mesmos, e a produção de rejeitos, os quais são águas com elevados teores de sais, normalmente despejados ao solo sem qualquer critério, cujo maior impacto tem sido o aumento da salinidade do solo ao longo do tempo. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade do rejeito gerado pela osmose reversa e sua influência nas alterações dos atributos químicos e físicos de distintos solos receptores em comunidades rurais do Oeste Potiguar. A pesquisa foi realizada no período de 2012 a 2014 e, inicialmente, foram identificadas as comunidades abastecidas com as unidades de captação e tratamento de água por dessalinização, por meios de um levantamento cadastral. Para isto, foram realizadas 4 campanhas de coletas em diferentes períodos do ano nos solos receptores do rejeito salino, usando três distâncias (0; 1 e 2 metros do ponto de despejo), com duas camadas para cada ponto (0-20 e 20-40 cm), bem como avaliação da qualidade das águas tratadas por osmose reversa, poço e rejeito, dentro de cada período. Foram analisados atributos físico-químicos de rotina das amostras de água e solo. Os dados foram submetidos a testes estatísticos de médias, por Scott Knott, verificando o comportamento dentro dos pontos e camadas de cada período e entre os 4 períodos. Com relação ao rejeito gerado, 93% das amostras de água de rejeito se classificaram como C3 ou C4, ou seja, águas de elevadas salinidades necessitando de práticas especiais de controle de salinidade. A aplicação de rejeito salino diretamente nos solos provocou influência na sua qualidade para a maioria das comunidades estudadas, especialmente nos solos com característica argilosa,  sendo também, mais evidenciado este efeito no período que antecede ao período chuvoso da região.

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  • SAMUEL MARCUS MONTARROYOS MALHEIROS
  • CONTROLE DA ALCALINIDADE DO SOLO E OTIMIZAÇÃO DA ADUBAÇÃO FOSFATADA

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA RAQUEL FERNANDES CARLOS DA COSTA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MANOEL JANUARIO DA SILVA JUNIOR
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • ÊNIO FARIAS DE FRANÇA E SILVA
  • Data: 25/07/2016

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  • Através da capacidade de oxidação do enxofre pela Acidithiobacillus thiooxidans e o uso de ácido sulfúrico avaliou-se o efeito da alcalinização dos solos utilizados no cultivo do meloeiro. O experimento de incubação, com enxofre consistiu no uso de três tipos de solos: Cambissolo háplico e Latossolo vermelho amarelo tipo “mata” e “cultivado”, cinco doses de enxofre (0; 25; 50; 100 e 200 kg ha-1) e três volumes de bactéria (1, 2 e 3 mL). Já no experimento com ácido sulfúrico foram testados os três solos e cinco doses de ácido sulfúrico para reduzir as concentrações de bicarbonato na água de irrigação (0, 30, 50, 70 e 90%). Em casa de vegetação foram utilizados dois solos: Latossolo “mata” e Cambissolo, quatro doses de fósforo (0; 120; 190 e 285 kg ha-1) e três manejos para o pH do solo (sem correção, ácido sulfúrico e enxofre mais micro-organismo) em um cultivo de melão Gália. O enxofre inoculado com a bactéria e o uso de ácido sulfúrico foram eficientes no controle do pH no solo. Dentre os solos avaliados, o Cambissolo apresentou menor variação e o Latossolo “mata” aumento, em relação ao pH inicial. O uso de ácido sulfúrico na água provocou uma reação no solo mais imediata em relação ao uso do enxofre com At. thiooxidans ao longo do cultivo do meloeiro. Para atender as condições de crescimento e produção de frutos, recomenda-se a dose de 20,12 g planta-1 para o Latossolo e 20,29 g planta-1 para o Cambissolo. O meloeiro cultivado no Cambissolo apresentou plantas mais desenvolvidas e com maior produção de frutos. E a produção total e comercial atendeu as exigências dos mercados externo e interno. 


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  • Através da capacidade de oxidação do enxofre pela Acidithiobacillus thiooxidans e o uso de ácido sulfúrico avaliou-se o efeito da alcalinização dos solos utilizados no cultivo do meloeiro. O experimento de incubação, com enxofre consistiu no uso de três tipos de solos: Cambissolo háplico e Latossolo vermelho amarelo tipo “mata” e “cultivado”, cinco doses de enxofre (0; 25; 50; 100 e 200 kg ha-1) e três volumes de bactéria (1, 2 e 3 mL). Já no experimento com ácido sulfúrico foram testados os três solos e cinco doses de ácido sulfúrico para reduzir as concentrações de bicarbonato na água de irrigação (0, 30, 50, 70 e 90%). Em casa de vegetação foram utilizados dois solos: Latossolo “mata” e Cambissolo, quatro doses de fósforo (0; 120; 190 e 285 kg ha-1) e três manejos para o pH do solo (sem correção, ácido sulfúrico e enxofre mais micro-organismo) em um cultivo de melão Gália. O enxofre inoculado com a bactéria e o uso de ácido sulfúrico foram eficientes no controle do pH no solo. Dentre os solos avaliados, o Cambissolo apresentou menor variação e o Latossolo “mata” aumento, em relação ao pH inicial. O uso de ácido sulfúrico na água provocou uma reação no solo mais imediata em relação ao uso do enxofre com At. thiooxidans ao longo do cultivo do meloeiro. Para atender as condições de crescimento e produção de frutos, recomenda-se a dose de 20,12 g planta-1 para o Latossolo e 20,29 g planta-1 para o Cambissolo. O meloeiro cultivado no Cambissolo apresentou plantas mais desenvolvidas e com maior produção de frutos. E a produção total e comercial atendeu as exigências dos mercados externo e interno. 

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  • MARCIRIO DE LEMOS
  • PRODUÇÃO DE PALMA FORRAGEIRA IRRIGADA COM ESGOTO DOMÉSTICO TRATADO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO VALFISIO DA SILVA
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • ÊNIO FARIAS DE FRANÇA E SILVA
  • Data: 25/07/2016

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  • A crise ambiental proporcionada pelo aumento populacional mundial tem pressionado os recursos naturais, em especial, a escassez da água, que tem tornado o reúso um componente essencial à sua gestão. A disponibilidade da água tem relação estreita com a segurança alimentar das populações e o reúso para fins agrícolas se mostra como uma das soluções vantajosas, especialmente para economias baseadas na agricultura, e para regiões áridas e semiáridas do globo, que ocupam mais de sessenta por cento dos países do mundo. No Brasil, a região semiárida que assume tais características encontra-se na Região Nordeste, que diferentemente das demais, se constitui a maior e mais populosa região do planeta. O semiárido impõe limitações à produção agrícola devido às características edafoclimáticas, aliadas às desigualdades sociais, pobreza e ao fraco desempenho econômico, que tem determinado baixos Índices de Desenvolvimento Humano e Econômico. Esses aspectos indicam a necessidade de estratégias, como a adoção de tecnologias apropriadas, a fim de garantir a segurança alimentar e nutricional de seres humanos e animais, tais como: o reúso de água, aliado ao plantio e manejo de forrageiras xerófilas resistentes e adaptadas ao clima, especialmente, a palma forrageira (Opuntia ficus-indica (L.) Mill) com intuito de melhorar os índices produtivos e econômicos. Estima-se ter a maior área do mundo cultivada com palma forrageira no Nordeste, mais de 500 mil hectares, distribuídos nos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. A palma desempenha um papel importante para o semiárido não só para o consumo humano e animal, mas também para outras atividades agrícolas que agregam valor. As plantas xerófilas, especialmente a palma Opuntia ficus-indica (L.) Mill., modificam seu sistema fotossintético denominado de metabolismo ácido crassuláceo (CAM) para CAM facultativa, aumentando sua eficiência fotossintética e produção de matéria verde, consequentemente de matéria seca, quando não sofre estresse hídrico. Desta forma, esta pesquisa teve como objetivo caracterizar o sistema de produção e utilização da palma forrageira, através de experimentos de adubação, espaçamento, densidade de plantio, comportamento de a cultivar e frequências de irrigação com reúso de água doméstica tratada na região semiárida do Rio Grande do Norte.


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  • A crise ambiental proporcionada pelo aumento populacional mundial tem pressionado os recursos naturais, em especial, a escassez da água, que tem tornado o reúso um componente essencial à sua gestão. A disponibilidade da água tem relação estreita com a segurança alimentar das populações e o reúso para fins agrícolas se mostra como uma das soluções vantajosas, especialmente para economias baseadas na agricultura, e para regiões áridas e semiáridas do globo, que ocupam mais de sessenta por cento dos países do mundo. No Brasil, a região semiárida que assume tais características encontra-se na Região Nordeste, que diferentemente das demais, se constitui a maior e mais populosa região do planeta. O semiárido impõe limitações à produção agrícola devido às características edafoclimáticas, aliadas às desigualdades sociais, pobreza e ao fraco desempenho econômico, que tem determinado baixos Índices de Desenvolvimento Humano e Econômico. Esses aspectos indicam a necessidade de estratégias, como a adoção de tecnologias apropriadas, a fim de garantir a segurança alimentar e nutricional de seres humanos e animais, tais como: o reúso de água, aliado ao plantio e manejo de forrageiras xerófilas resistentes e adaptadas ao clima, especialmente, a palma forrageira (Opuntia ficus-indica (L.) Mill) com intuito de melhorar os índices produtivos e econômicos. Estima-se ter a maior área do mundo cultivada com palma forrageira no Nordeste, mais de 500 mil hectares, distribuídos nos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. A palma desempenha um papel importante para o semiárido não só para o consumo humano e animal, mas também para outras atividades agrícolas que agregam valor. As plantas xerófilas, especialmente a palma Opuntia ficus-indica (L.) Mill., modificam seu sistema fotossintético denominado de metabolismo ácido crassuláceo (CAM) para CAM facultativa, aumentando sua eficiência fotossintética e produção de matéria verde, consequentemente de matéria seca, quando não sofre estresse hídrico. Desta forma, esta pesquisa teve como objetivo caracterizar o sistema de produção e utilização da palma forrageira, através de experimentos de adubação, espaçamento, densidade de plantio, comportamento de a cultivar e frequências de irrigação com reúso de água doméstica tratada na região semiárida do Rio Grande do Norte.

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  • ISABEL GIOVANNA COSTA E MELO
  • USO DE BIOCARVÃO: EFEITOS NO SOLO E SOB CULTIVOS DE FEIJÃO-CAUPI EM AMBIENTE PROTEGIDO

  • Orientador : NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • LINDOMAR MARIA DA SILVEIRA
  • RENATO DANTAS ALENCAR
  • ALEXANDRE SANTOS PIMENTA
  • Data: 29/07/2016

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  • O aumento da população mundial tem levado ao aumento da demanda por água e alimentos, gerando, com isso, maior pressão sobre os solos agrícolas, e consequentemente sua degradação e escassez. O uso de biocarvão (carvão vegetal) na agricultura surge como uma técnica sustentável, pelos quais, estudos já realizados têm apontados sua contribuição na melhoria da qualidade do solo e da produtividade das culturas. Portanto, foi desenvolvido um experimento com o objetivo de observar a influência da aplicação do biocarvão sobre a capacidade de retenção de água, densidade do solo e a fertilidade de cinco solos e em dois cultivos sucessivos de feijão-caupi. Ambos foi conduzido, subsequentemente, no período compreendido entre março de 2013 a março de 2014, na casa de vegetação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró-RN. Os ensaios foram instalados no delineamento em blocos ao acaso, em esquema fatorial 4x5x5, sendo testadas 4 doses de biocarvão, 5 tipos de solo, em 5 repetições. As doses utilizadas foram: 0, 3,5, 7 e 10,5 t ha-1 e os solos: Argissolo (AS), Cambissolo (CS), Latossolo (LS), Neossolo Flúvico (NSF) e Neossolo Quartzarênico (NSQ). A matéria-prima para a produção do biocarvão foi constituída de resíduos da poda, provenientes das produções regionais de caju. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey, através do programa estatístico SISVAR. Foi avaliado, no primeiro trabalho, a capacidade de retenção de vaso, as características das plantas como taxa de emergência de plântulas, altura das plântulas, massa seca total de plântulas e massa seca por plântula, número de grãos por vagem, comprimento médio da vargem, peso de 100 grãos e produtividade de grãos secos. Houve influência do biocarvão na capacidade de armazenamento de água no vaso;  a maior retenção de água foi obtida no AS e NSQ; o crescimento do feijão-caupi foi influenciado positivamente pelo biocarvão, principalmente quando aplicado na dose máxima; solos com textura mais arenosa (NSQ e LS) e com adição de biocarvão promoveram o melhor desempenho vegetativo das plantas; o efeito mais expressivo do biocarvão sobre o crescimento do feijão-caupi foi contatado quando cultivado no CS, promovendo incrementos de quase 50% nos valores médios; os efeitos do biocarvão aplicados nos solos foram satisfatórios para os componentes de produção do feijoeiro; a adição da dose máxima de biocarvão aos solos promoveu a maior produção de grãos secos. No segundo cultivo foram avaliados os atributos físico-químicos e a produtividade de grãos verdes. O feijão-caupi respondeu positivamente em produção de grãos verdes ao efeito residual da aplicação de biocarvão, quando cultivado no NSF, LS e CS; a maior dose (10,5 t ha-1) de biocarvão propiciou a maior produtividade do feijoeiro no NSF, LS e CS; O NSF apresentou comportamento mais significante, dentre os solos, para os componentes de produção; a incorporação de biocarvão aos solos promoveu leve influência sobre os atributos químicos dos solos, determinados ao final de cultivos sucessivos de feijão-caupi; o efeito mais expressivo do biocarvão foi obtido quando aplicado no CS sobre os teores de P e MO, promovendo um aumento de 69% e 32%, ao aplicar as doses crescentes e os maiores teores de P, Na, Ca, Mg, SB e pH próximo a neutralidade foram apresentados pelo NSF, independentemente da aplicação do biocarvão.


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  • O aumento da população mundial tem levado ao aumento da demanda por água e alimentos, gerando, com isso, maior pressão sobre os solos agrícolas, e consequentemente sua degradação e escassez. O uso de biocarvão (carvão vegetal) na agricultura surge como uma técnica sustentável, pelos quais, estudos já realizados têm apontados sua contribuição na melhoria da qualidade do solo e da produtividade das culturas. Portanto, foi desenvolvido um experimento com o objetivo de observar a influência da aplicação do biocarvão sobre a capacidade de retenção de água, densidade do solo e a fertilidade de cinco solos e em dois cultivos sucessivos de feijão-caupi. Ambos foi conduzido, subsequentemente, no período compreendido entre março de 2013 a março de 2014, na casa de vegetação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró-RN. Os ensaios foram instalados no delineamento em blocos ao acaso, em esquema fatorial 4x5x5, sendo testadas 4 doses de biocarvão, 5 tipos de solo, em 5 repetições. As doses utilizadas foram: 0, 3,5, 7 e 10,5 t ha-1 e os solos: Argissolo (AS), Cambissolo (CS), Latossolo (LS), Neossolo Flúvico (NSF) e Neossolo Quartzarênico (NSQ). A matéria-prima para a produção do biocarvão foi constituída de resíduos da poda, provenientes das produções regionais de caju. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey, através do programa estatístico SISVAR. Foi avaliado, no primeiro trabalho, a capacidade de retenção de vaso, as características das plantas como taxa de emergência de plântulas, altura das plântulas, massa seca total de plântulas e massa seca por plântula, número de grãos por vagem, comprimento médio da vargem, peso de 100 grãos e produtividade de grãos secos. Houve influência do biocarvão na capacidade de armazenamento de água no vaso;  a maior retenção de água foi obtida no AS e NSQ; o crescimento do feijão-caupi foi influenciado positivamente pelo biocarvão, principalmente quando aplicado na dose máxima; solos com textura mais arenosa (NSQ e LS) e com adição de biocarvão promoveram o melhor desempenho vegetativo das plantas; o efeito mais expressivo do biocarvão sobre o crescimento do feijão-caupi foi contatado quando cultivado no CS, promovendo incrementos de quase 50% nos valores médios; os efeitos do biocarvão aplicados nos solos foram satisfatórios para os componentes de produção do feijoeiro; a adição da dose máxima de biocarvão aos solos promoveu a maior produção de grãos secos. No segundo cultivo foram avaliados os atributos físico-químicos e a produtividade de grãos verdes. O feijão-caupi respondeu positivamente em produção de grãos verdes ao efeito residual da aplicação de biocarvão, quando cultivado no NSF, LS e CS; a maior dose (10,5 t ha-1) de biocarvão propiciou a maior produtividade do feijoeiro no NSF, LS e CS; O NSF apresentou comportamento mais significante, dentre os solos, para os componentes de produção; a incorporação de biocarvão aos solos promoveu leve influência sobre os atributos químicos dos solos, determinados ao final de cultivos sucessivos de feijão-caupi; o efeito mais expressivo do biocarvão foi obtido quando aplicado no CS sobre os teores de P e MO, promovendo um aumento de 69% e 32%, ao aplicar as doses crescentes e os maiores teores de P, Na, Ca, Mg, SB e pH próximo a neutralidade foram apresentados pelo NSF, independentemente da aplicação do biocarvão.

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  • DANIELA DA COSTA LEITE COELHO
  • APLICAÇÃO DE PERCOLADO DE ATERRO SANITÁRIO NO CULTIVO DE GIRASSOL NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL FREITAS FREIRE MARTINS
  • FRANCISCO DE ASSIS DE OLIVEIRA
  • JERÔNIMO ANDRADE FILHO
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • PATRICIA MENDONCA PIMENTEL
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 26/08/2016

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  • Existe uma ausência de pesquisas que propiciem uma melhor e mais precisa caracterização do percolado produzido nos aterros sanitários, considerando o comportamento dos seus constituintes no meio solo, águas superficiais e subterrâneas e plantas, visando acima de tudo novas técnicas de tratamento e disposição desse resíduo líquido no meio ambiente. Neste contexto, objetivou-se com o trabalho, analisar o efeito da aplicação de percolado de aterros sanitários (PATS), via sistema de irrigação por gotejamento, na qualidade do solo e no cultivo de girassol (Helianthus annuus L.) no semiárido brasileiro. Para realização deste trabalho, montou-se uma bancada experimental na Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA, Campus Mossoró-RN. Cada parcela experimental foi construída nas dimensões de 2,0 x 5,0 m, e com espaçamento de 2,0 m entre blocos e de 1,0 m entre parcelas do mesmo bloco, onde foi cultivado o girassol (Helianthus annuus L.), cultivar BRS 324, em solo classificado como Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico. Utilizaram-se os seguintes tratamentos: T1 – 100 % de água da rede de abastecimento (testemunha); T2 – 80 % água da rede de abastecimento e 20 % de PATS; T3 – 60 % água da rede de abastecimento e 40 % de PATS; T4 – 40 % água da rede de abastecimento e 60 % de PATS; e, T5 – 20 % água da rede de abastecimento e 80 % de PATS. Durante o período experimental, foram analisados, paralelamente as características químicas do solo e de produtividade da cultura, as características físico-químicas do percolado e da água da rede de abastecimento, e o desempenho das unidades de irrigação por gotejamento. Adotou-se o delineamento em blocos casualizados (DBC) com cinco tratamentos (T1, T2, T3, T4 e T5) e quatro repetições, e para a realização das análises estatísticas foi utilizado o programa computacional estatístico Sisvar 5.6. Os resultados indicaram que apenas a CEes, P, Fe e Zn sofreram efeitos significativos das distintas dosagens de PATS aplicadas em interação com o tempo de aplicação e em relação as duas profundidades analisadas. As concentrações de N, Ca, Mg, Fe e Cd diminuíram consideravelmente no decorrer do tempo de amostragem. E ao longo do perfil do solo as concentrações pH, CEes, N, P, Na, Ca, M.O., SB, CTC, t, V, PST, Mn, Zn e Pb diminuíram, ao longo do perfil do solo, e Fe aumentou. As concentrações de Cu, Ni e Cd foram praticamente constantes, as de K e Mg não apresentaram um padrão de variação, e as de Al3+, H+Al e m foram nulas. Já com relação à cultura, evidenciou-se que as variáveis AP, NF, DCaule, DCapítulo, Peso das sementes, P, Na, Mg, Fe, Mn, Zn e Pb apresentaram diferenças estatísticas significativas entre os tratamentos aplicados. Analisando as alterações no desempenho de sistema de irrigação por gotejamento, causadas pela aplicação de percolado de aterros sanitários, constatou-se que houve entupimento parcial dos gotejadores, onde o fato da regulagem do tempo e volume de irrigação por meio de válvulas alterou a pressão de serviço, diminuindo a deposição de sedimentos e formação de biofilme no interior das linhas gotejadoras. O tratamento que apresentou melhor resultado com relação às características vegetativas, de produção e composição do tecido vegetal do girassol foi o tratamento T2 (necessidade hídrica da cultura com 80% água de AA e 20% de PATS), e que, elevadas concentrações de PATS aplicadas no solo causam redução na sua qualidade e, consequentemente, diminuição na produção de biomassa dessa cultura e/ou elevadas concentrações no tecido vegetal.


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  • Existe uma ausência de pesquisas que propiciem uma melhor e mais precisa caracterização do percolado produzido nos aterros sanitários, considerando o comportamento dos seus constituintes no meio solo, águas superficiais e subterrâneas e plantas, visando acima de tudo novas técnicas de tratamento e disposição desse resíduo líquido no meio ambiente. Neste contexto, objetivou-se com o trabalho, analisar o efeito da aplicação de percolado de aterros sanitários (PATS), via sistema de irrigação por gotejamento, na qualidade do solo e no cultivo de girassol (Helianthus annuus L.) no semiárido brasileiro. Para realização deste trabalho, montou-se uma bancada experimental na Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA, Campus Mossoró-RN. Cada parcela experimental foi construída nas dimensões de 2,0 x 5,0 m, e com espaçamento de 2,0 m entre blocos e de 1,0 m entre parcelas do mesmo bloco, onde foi cultivado o girassol (Helianthus annuus L.), cultivar BRS 324, em solo classificado como Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico. Utilizaram-se os seguintes tratamentos: T1 – 100 % de água da rede de abastecimento (testemunha); T2 – 80 % água da rede de abastecimento e 20 % de PATS; T3 – 60 % água da rede de abastecimento e 40 % de PATS; T4 – 40 % água da rede de abastecimento e 60 % de PATS; e, T5 – 20 % água da rede de abastecimento e 80 % de PATS. Durante o período experimental, foram analisados, paralelamente as características químicas do solo e de produtividade da cultura, as características físico-químicas do percolado e da água da rede de abastecimento, e o desempenho das unidades de irrigação por gotejamento. Adotou-se o delineamento em blocos casualizados (DBC) com cinco tratamentos (T1, T2, T3, T4 e T5) e quatro repetições, e para a realização das análises estatísticas foi utilizado o programa computacional estatístico Sisvar 5.6. Os resultados indicaram que apenas a CEes, P, Fe e Zn sofreram efeitos significativos das distintas dosagens de PATS aplicadas em interação com o tempo de aplicação e em relação as duas profundidades analisadas. As concentrações de N, Ca, Mg, Fe e Cd diminuíram consideravelmente no decorrer do tempo de amostragem. E ao longo do perfil do solo as concentrações pH, CEes, N, P, Na, Ca, M.O., SB, CTC, t, V, PST, Mn, Zn e Pb diminuíram, ao longo do perfil do solo, e Fe aumentou. As concentrações de Cu, Ni e Cd foram praticamente constantes, as de K e Mg não apresentaram um padrão de variação, e as de Al3+, H+Al e m foram nulas. Já com relação à cultura, evidenciou-se que as variáveis AP, NF, DCaule, DCapítulo, Peso das sementes, P, Na, Mg, Fe, Mn, Zn e Pb apresentaram diferenças estatísticas significativas entre os tratamentos aplicados. Analisando as alterações no desempenho de sistema de irrigação por gotejamento, causadas pela aplicação de percolado de aterros sanitários, constatou-se que houve entupimento parcial dos gotejadores, onde o fato da regulagem do tempo e volume de irrigação por meio de válvulas alterou a pressão de serviço, diminuindo a deposição de sedimentos e formação de biofilme no interior das linhas gotejadoras. O tratamento que apresentou melhor resultado com relação às características vegetativas, de produção e composição do tecido vegetal do girassol foi o tratamento T2 (necessidade hídrica da cultura com 80% água de AA e 20% de PATS), e que, elevadas concentrações de PATS aplicadas no solo causam redução na sua qualidade e, consequentemente, diminuição na produção de biomassa dessa cultura e/ou elevadas concentrações no tecido vegetal.

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  • RAIMUNDO FERNANDES DE BRITO
  • USO DE ESGOTO DOMÉSTICO TRATADO NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE ESPÉCIES FLORESTAIS EM DIFERENTES SUBSTRATOS

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • ELTON CAMELO MARQUES
  • ALAN CAUE DE HOLANDA
  • GABRIELA CEMIRAMES DE SOUSA GURGEL
  • EDIMAR TEIXEIRA DINIZ FILHO
  • Data: 26/08/2016

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  • Na região semiárida do Nordeste do Brasil, em que a água é um fator limitado e escasso, faz-se necessário o aproveitamento de águas residuárias tratadas com possibilidades de assegurar e incrementar a produção agrícola. A sua utilização no cultivo de espécies florestais da caatinga, poderá representar uma alternativa promissora na produção de mudas, como também fontes alternativas de recursos hídricos e nutrientes. Objetivou-se avaliar o crescimento de mudas de aroeira, craibeira e angico crescidas em 2 substratos de cultivo (Esterco + solo e Fibra de coco + solo) irrigadas com esgoto doméstico tratado e diluídos em água de abastecimento em diferentes proporções (100, 75, 50 e 25%) e apenas com água de poço (testemunha). Para cada espécie de plantas foram conduzido em experimento em delineamento estatístico inteiramente casualizado com fatorial 2 x 5 ( 2 substratos de cultivo e cinco águas) com parcela subdividida no tempo, com x repetições. A água residuária foi proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto do Assentamento Milagres – Apodi RN. O estudo foi desenvolvido no viveiro do Departamento de Recursos Ambientais da UFERSA. As avaliações foram feitas aos 30; 60; 90 e 150 dias apos o a germinação, foram avaliados os seguintes parâmetros: diâmetro do colo (DC), altura de parte aérea (HPA), relação entre altura e o diâmetro (H/D), relação

    matéria seca da parte aérea/matéria seca da raiz,  matérias secas do sistema radicular (MSR), da parte aérea (MSA), total (MST), e índice de Dickson (IQD). Os resultados indicaram que a água residuária possibilitou melhores resultados nas varáveis de  crescimento e índice morfológico das  mudas em todas as espécies estudadas. As espécies da caatinga aroeira se desenvolveram melhor quando cultivados em com o substrato esterco bovino + solo com as águas com maior proporção de esgoto doméstico tratado. Já o substrato fibra de coco + solo não apresentou efeito independente independe da água de irrigação


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  • Na região semiárida do Nordeste do Brasil, em que a água é um fator limitado e escasso, faz-se necessário o aproveitamento de águas residuárias tratadas com possibilidades de assegurar e incrementar a produção agrícola. A sua utilização no cultivo de espécies florestais da caatinga, poderá representar uma alternativa promissora na produção de mudas, como também fontes alternativas de recursos hídricos e nutrientes. Objetivou-se avaliar o crescimento de mudas de aroeira, craibeira e angico crescidas em 2 substratos de cultivo (Esterco + solo e Fibra de coco + solo) irrigadas com esgoto doméstico tratado e diluídos em água de abastecimento em diferentes proporções (100, 75, 50 e 25%) e apenas com água de poço (testemunha). Para cada espécie de plantas foram conduzido em experimento em delineamento estatístico inteiramente casualizado com fatorial 2 x 5 ( 2 substratos de cultivo e cinco águas) com parcela subdividida no tempo, com x repetições. A água residuária foi proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto do Assentamento Milagres – Apodi RN. O estudo foi desenvolvido no viveiro do Departamento de Recursos Ambientais da UFERSA. As avaliações foram feitas aos 30; 60; 90 e 150 dias apos o a germinação, foram avaliados os seguintes parâmetros: diâmetro do colo (DC), altura de parte aérea (HPA), relação entre altura e o diâmetro (H/D), relação

    matéria seca da parte aérea/matéria seca da raiz,  matérias secas do sistema radicular (MSR), da parte aérea (MSA), total (MST), e índice de Dickson (IQD). Os resultados indicaram que a água residuária possibilitou melhores resultados nas varáveis de  crescimento e índice morfológico das  mudas em todas as espécies estudadas. As espécies da caatinga aroeira se desenvolveram melhor quando cultivados em com o substrato esterco bovino + solo com as águas com maior proporção de esgoto doméstico tratado. Já o substrato fibra de coco + solo não apresentou efeito independente independe da água de irrigação

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  • JONAS DE OLIVEIRA FREIRE
  • CULTIVO DO GIRASSOL IRRIGADO SOB DIFERENTES LÂMINAS DE ÁGUA E DOSES DE NITROGÊNIO

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANILA KELLY PEREIRA NERI
  • EDMONDSON REGINALDO MOURA FILHO
  • FRANCISCO DE QUEIROZ PORTO FILHO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • Data: 29/08/2016

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  • O girassol se adapta a diferentes condições de clima e solo, inclusive ao clima predominante na Região Nordeste, porém, as necessidades hídricas, assim como as recomendações de adubação nitrogenada, ainda não estão perfeitamente definidas. Objetivou-se com o presente estudo, avaliar a produtividade do girassol e a eficiência do uso da água e nitrogênio. O experimento foi conduzido no período de outubro de 2013 a janeiro de 2014 na Unidade Agrícola Industrial Escola do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN/Campus Apodi), Apodi, RN. O delineamento estatístico adotado foi em esquema fatorial 4 x 4 com quatro repetições. Os tratamentos consistiram em quatro lâminas de irrigação 50, 75, 100 e 125% da evapotranspiração da cultura - ETc associadas a quatro doses de nitrogênio 40, 100, 200 e 370% da dose padrão de 70 kg ha-1. A lâmina de água de 517 mm (108% da ETc) associada a dose nitrogenada de 77 kg ha-1 proporcionou 91,3% da produtividade máxima, sendo estas as doses recomendadas nas condições estudadas. A produtividade de óleo em função das doses de água e nitrogênio acompanhou a tendência da superfície do rendimento de óleo em função das lâminas de água e doses de nitrogênio.  As lâminas de água foram mais limitantes as características avaliadas que a adubação nitrogenada, exceto para a eficiência do uso do nitrogênio.


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  • O girassol se adapta a diferentes condições de clima e solo, inclusive ao clima predominante na Região Nordeste, porém, as necessidades hídricas, assim como as recomendações de adubação nitrogenada, ainda não estão perfeitamente definidas. Objetivou-se com o presente estudo, avaliar a produtividade do girassol e a eficiência do uso da água e nitrogênio. O experimento foi conduzido no período de outubro de 2013 a janeiro de 2014 na Unidade Agrícola Industrial Escola do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN/Campus Apodi), Apodi, RN. O delineamento estatístico adotado foi em esquema fatorial 4 x 4 com quatro repetições. Os tratamentos consistiram em quatro lâminas de irrigação 50, 75, 100 e 125% da evapotranspiração da cultura - ETc associadas a quatro doses de nitrogênio 40, 100, 200 e 370% da dose padrão de 70 kg ha-1. A lâmina de água de 517 mm (108% da ETc) associada a dose nitrogenada de 77 kg ha-1 proporcionou 91,3% da produtividade máxima, sendo estas as doses recomendadas nas condições estudadas. A produtividade de óleo em função das doses de água e nitrogênio acompanhou a tendência da superfície do rendimento de óleo em função das lâminas de água e doses de nitrogênio.  As lâminas de água foram mais limitantes as características avaliadas que a adubação nitrogenada, exceto para a eficiência do uso do nitrogênio.

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  • JOSÉ WILSON COSTA DE CARVALHO
  • Diálogos entre Agroecologia e Etnopedologia: O SÍTIO TAPERA  EM UPANEMA, NO RIO GRANDE DO NORTE, COMO CENÁRIO 

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO ERNESTO SOBRINHO
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • JOÃO VIANEY FERNANDES PIMENTEL
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • VANIA CHRISTINA NASCIMENTO PORTO
  • Data: 31/08/2016

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  • O conhecimento de como fazer agricultura tem sido passado de geração a geração há pelo menos 10.000 anos. Tais conhecimentos serviram de base para o desenvolvimento científico das ciências agrárias e da ciência do solo, no entanto, principalmente ao longo dos últimos 60 anos, com a modernização da agricultura, a ciência do solo, como outras ciências que adotam as premissas dominantes da ciência moderna, tem priorizado o conhecimento científico, não conferindo legitimidade ao conhecimento cultural dos agricultores, relegando a segundo plano essa forma de saber. Embora o conhecimento dos agricultores sobre o uso das terras possa auxiliar no levantamento de solos e ser imprescindível, muitas vezes, no plano de manejo sustentável dos recursos naturais, não existe uma ponte ou mesmo uma complementaridade na construção do conhecimento científico (Sistema Brasileiro de Classificação de Solos) e a classificação campesina dos solos localmente adotada pelos agricultores, emergindo assim uma muralha entre agricultores e técnicos extensionistas ou pesquisadores, no momento da comunicação sobre identificação, uso e conservação dos solos. Como ciências emergentes, tanto a Agroecologia como a Etnopedologia têm buscado superar essa barreira entre o conhecimento acadêmico e o conhecimento campesino. O trabalho foi realizado no Sítio Tapera, Upanema-RN, sendo realizado no período de junho de 2014 a julho de 2016. Foram utilizadas diversas técnicas disponíveis nas metodologias participativas utilizadas tanto nos estudos etnopedológicos como na pesquisa agroecológica como entrevistas semiestruturadas, observação participante, linha do tempo, travessias, entre outras. Já a identificação dos horizontes diagnósticos e a classificação dos solos na visão Eticista teve por base o Sistema Brasileiro de Classificação de solos. Foi possível constatar que os conhecimentos etnopedológicos de domínio dos agricultores e agricultoras estão imbricados com suas histórias de vida e com o manejo dos recursos naturais; o enfoque agroecológico pode contribui para superar as barreiras existentes entre a ciência convencional e o SiBCS e a classificação campesina de solos através da etnopedologia; no sítio Tapera foram encontrados na classificação campesina as terras de vagem, o carrasco, o arisco branco e o arisco roxo, ao serem correlacionados com o SiBCS foram encontrados os seguintes solos respectivamente: Neossolo Flúvico Psamítico típico, Neossolo litólico Eutrófico fragmentário, Planossolos Háplicos Eutróficos solódicos.


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  • O conhecimento de como fazer agricultura tem sido passado de geração a geração há pelo menos 10.000 anos. Tais conhecimentos serviram de base para o desenvolvimento científico das ciências agrárias e da ciência do solo, no entanto, principalmente ao longo dos últimos 60 anos, com a modernização da agricultura, a ciência do solo, como outras ciências que adotam as premissas dominantes da ciência moderna, tem priorizado o conhecimento científico, não conferindo legitimidade ao conhecimento cultural dos agricultores, relegando a segundo plano essa forma de saber. Embora o conhecimento dos agricultores sobre o uso das terras possa auxiliar no levantamento de solos e ser imprescindível, muitas vezes, no plano de manejo sustentável dos recursos naturais, não existe uma ponte ou mesmo uma complementaridade na construção do conhecimento científico (Sistema Brasileiro de Classificação de Solos) e a classificação campesina dos solos localmente adotada pelos agricultores, emergindo assim uma muralha entre agricultores e técnicos extensionistas ou pesquisadores, no momento da comunicação sobre identificação, uso e conservação dos solos. Como ciências emergentes, tanto a Agroecologia como a Etnopedologia têm buscado superar essa barreira entre o conhecimento acadêmico e o conhecimento campesino. O trabalho foi realizado no Sítio Tapera, Upanema-RN, sendo realizado no período de junho de 2014 a julho de 2016. Foram utilizadas diversas técnicas disponíveis nas metodologias participativas utilizadas tanto nos estudos etnopedológicos como na pesquisa agroecológica como entrevistas semiestruturadas, observação participante, linha do tempo, travessias, entre outras. Já a identificação dos horizontes diagnósticos e a classificação dos solos na visão Eticista teve por base o Sistema Brasileiro de Classificação de solos. Foi possível constatar que os conhecimentos etnopedológicos de domínio dos agricultores e agricultoras estão imbricados com suas histórias de vida e com o manejo dos recursos naturais; o enfoque agroecológico pode contribui para superar as barreiras existentes entre a ciência convencional e o SiBCS e a classificação campesina de solos através da etnopedologia; no sítio Tapera foram encontrados na classificação campesina as terras de vagem, o carrasco, o arisco branco e o arisco roxo, ao serem correlacionados com o SiBCS foram encontrados os seguintes solos respectivamente: Neossolo Flúvico Psamítico típico, Neossolo litólico Eutrófico fragmentário, Planossolos Háplicos Eutróficos solódicos.

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  • RANIERE BARBOSA DE LIRA
  • CULTIVO DO SORGO USANDO ÁGUA DE ESGOTO DOMÉSTICO TRATADO COMO FONTE HÍDRICA

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • AURELIO PAES BARROS JUNIOR
  • HALAN VIEIRA DE QUEIROZ TOMAZ
  • Data: 31/08/2016

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  • O uso de esgoto doméstico tratado é uma forma efetiva de controle da poluição ambiental e uma opção viável para aumentar a disponibilidade hídrica nas regiões áridas e semiáridas. No entanto, é necessário compreender as características do produto final para evitar efeitos indesejáveis e permitir seu uso como material para a fertilização e irrigação das plantas, entre outros. Como opção de produção agrícola, plantas de sorgo foram cultivadas em campo aberto e irrigadas com esgoto doméstico tratado da estação de tratamento de águas residuais, localizado no projeto de Assentamento de Milagres, Apodi, RN. O experimento foi conduzido em delineamento experimental de blocos casualizados, com três repetições. Os tratamentos foram distribuídos segundo esquema fatorial 3 x 3, sendo três fontes hídricas (água de poço - controle,  água de esgoto doméstico tratado e a mistura de 50% água de poço + 50% esgoto doméstico tratado) e três cultivares de sorgo (IPA 2502, BRS 506 e BRSPonta Negra). Os resultados mostram que a cultivar BRSPonta Negra respondeu positivamente ao incremento de águas residuárias nas variáveis áreas foliar, número de folhas, massa de matéria seca e produção de massa verde quando comparadas com as demais. O uso agrícola do esgoto doméstico tratado e a misturas de 50% água de poço + 50% esgoto doméstico tratado foram as fontes hídricas que resultaram em maiores produção de sorgo.


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  • O uso de esgoto doméstico tratado é uma forma efetiva de controle da poluição ambiental e uma opção viável para aumentar a disponibilidade hídrica nas regiões áridas e semiáridas. No entanto, é necessário compreender as características do produto final para evitar efeitos indesejáveis e permitir seu uso como material para a fertilização e irrigação das plantas, entre outros. Como opção de produção agrícola, plantas de sorgo foram cultivadas em campo aberto e irrigadas com esgoto doméstico tratado da estação de tratamento de águas residuais, localizado no projeto de Assentamento de Milagres, Apodi, RN. O experimento foi conduzido em delineamento experimental de blocos casualizados, com três repetições. Os tratamentos foram distribuídos segundo esquema fatorial 3 x 3, sendo três fontes hídricas (água de poço - controle,  água de esgoto doméstico tratado e a mistura de 50% água de poço + 50% esgoto doméstico tratado) e três cultivares de sorgo (IPA 2502, BRS 506 e BRSPonta Negra). Os resultados mostram que a cultivar BRSPonta Negra respondeu positivamente ao incremento de águas residuárias nas variáveis áreas foliar, número de folhas, massa de matéria seca e produção de massa verde quando comparadas com as demais. O uso agrícola do esgoto doméstico tratado e a misturas de 50% água de poço + 50% esgoto doméstico tratado foram as fontes hídricas que resultaram em maiores produção de sorgo.

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  • JÚLIO JUSTINO DE ARAÚJO
  • SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO NA PRODUÇÃO DE BANANEIRA NO VALE DO AÇU-RN 

  • Orientador : VANDER MENDONCA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GRAZIANNY ANDRADE LEITE
  • GUSTAVO ALVES PEREIRA
  • MARIA FRANCISCA SOARES PEREIRA
  • RENATO DANTAS ALENCAR
  • VANDER MENDONCA
  • Data: 31/08/2016

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  • O presente trabalho tem como objetivo desenvolver tecnologias de sistemas de irrigação na produção de bananeira ‘Pacovan’ na região do Vale do Açu-RN, buscando encontrar viabilidade técnica, social e ambiental, além de proporcionar a interação entre Ensino, Pesquisa e Extensão. O delineamento experimental foi o de blocos cazualizados com parcelas sub-divididas e cada tratamento com oito repetições, sendo os blocos representados por quatro sistemas de irrigação: aspersão, gotejamento, microaspersão e alternativo ou micro-bacias. O espaço amostral foi de 32 parcelas e cada parcela ocupou uma área de 144 m2, comportando 24 touceiras de bananeiras no espaçamento 4 x 2 x 2 m. O plantio foi realizado durante o mês de dezembro 2010 e a colheita iniciou-se em janeiro de 2012, tendo já colhido toda produção das plantas mães, filhas e netas. Foram avaliados os parâmetros de produtividade de frutos de bananeiras, no entanto, verifica-se que o sistema de irrigação por aspersão, foi o que apresentou melhor rendimento relativo no peso médio dos cachos com 14,78 kg, comprimento médio dos frutos com 15,46 cm e produtividade de 24,63 toneladas/ha.


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  • O presente trabalho tem como objetivo desenvolver tecnologias de sistemas de irrigação na produção de bananeira ‘Pacovan’ na região do Vale do Açu-RN, buscando encontrar viabilidade técnica, social e ambiental, além de proporcionar a interação entre Ensino, Pesquisa e Extensão. O delineamento experimental foi o de blocos cazualizados com parcelas sub-divididas e cada tratamento com oito repetições, sendo os blocos representados por quatro sistemas de irrigação: aspersão, gotejamento, microaspersão e alternativo ou micro-bacias. O espaço amostral foi de 32 parcelas e cada parcela ocupou uma área de 144 m2, comportando 24 touceiras de bananeiras no espaçamento 4 x 2 x 2 m. O plantio foi realizado durante o mês de dezembro 2010 e a colheita iniciou-se em janeiro de 2012, tendo já colhido toda produção das plantas mães, filhas e netas. Foram avaliados os parâmetros de produtividade de frutos de bananeiras, no entanto, verifica-se que o sistema de irrigação por aspersão, foi o que apresentou melhor rendimento relativo no peso médio dos cachos com 14,78 kg, comprimento médio dos frutos com 15,46 cm e produtividade de 24,63 toneladas/ha.

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  • ALEX PINHEIRO FEITOSA
  • Desempenho Hidráulico de Gotejadores e Desenvolvimento de Estação Para Tratamento de Água Cinza no Semiárido Brasileiro

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JERÔNIMO ANDRADE FILHO
  • JOEL MEDEIROS BEZERRA
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • WESLEY DE OLIVEIRA SANTOS
  • Data: 22/11/2016

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  • A inadequação dos sistemas de esgotamento sanitário no Brasil tem comprometido a saúde das populações rurais e urbanas e a qualidade do ambiente. A escassez da água de boa qualidade tem estimulado o aproveitamento agrícola das águas residuárias na produção de hortaliças, bem como de outros cultivos agrícolas. Este trabalho objetivou analisar o desenvolvimento de uma estação de tratamento para água cinza empregando radiação ultravioleta (UV) na desinfecção do efluente e o desempenho hidráulico de gotejadores com água cinza. Para isso, foi montada uma estação para tratamento de água cinza localizada no assentamento P.A. Monte Alegre I no município de Upanema-RN, microrregião médio oeste potiguar e um reator com lâmpadas ultravioletas foi instalado no Parque Zoobotânico (PZO) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) em Mossoró-RN. A estação de tratamento é composta por uma caixa de passagem, tanque séptico, um filtro orgânico e um reservatório de armazenamento, o reator ultravioleta artificial foi construído em alvenaria de tijolos nas dimensões de 1,08 m de largura por 1,18 m de comprimento e 0,40 m de profundidade e foram instaladas duas lâmpadas germicidas UV de 30 W e 254 nm cada. Foi realizado o monitoramento da estação de tratamento por meio de análise físico-químicas e microbiológicas dos efluentes coletados em distintos pontos do sistema e o efeito da radiação UV por meio do decaimento do nível populacional de microrganismos. Esses dados foram avaliados pela análise de variância, teste de média, avaliação dos componentes principais, análise de agrupamento, correlação e análise de regressão. Os tratamentos utilizados na análise do efeito da radiação UV consistiram de três lâminas (0,10 m, 0,20 m e 0,30 m) e cinco tempos de exposição de (0, 1, 2, 3 e 4 h). Durante o período experimental foi analisado o desempenho do sistema de irrigação por meio dos indicadores vazão média (Q), coeficiente de variação de vazão (CVQ), coeficiente de uniformidade de distribuição (CUD) e coeficiente de uniformidade estatística (Us). A estação de tratamento foi eficiente na remoção da maioria das características analisadas, visto que estavam dentro dos padrões da legislação vigente. Na avaliação do sistema de irrigação foi notado a formação de biofilme no gotejador e presença de microrganismos. O efeito da radiação foi satisfatório, entretanto evidenciou-se a necessidade do cálculo da dose de radiação, com vistas a melhorar a eficiência do tratamento. O conjunto caixa de passagem, tanque séptico, filtro orgânico e reator com radiação ultravioleta permite obter um nível de tratamento da água cinza que possibilite a irrigação de hortaliças, via sistema de irrigação por gotejamento, no entanto medidas de controle da obstrução dos gotejadores são necessárias para garantir o máximo desempenho do equipamento.


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  • A inadequação dos sistemas de esgotamento sanitário no Brasil tem comprometido a saúde das populações rurais e urbanas e a qualidade do ambiente. A escassez da água de boa qualidade tem estimulado o aproveitamento agrícola das águas residuárias na produção de hortaliças, bem como de outros cultivos agrícolas. Este trabalho objetivou analisar o desenvolvimento de uma estação de tratamento para água cinza empregando radiação ultravioleta (UV) na desinfecção do efluente e o desempenho hidráulico de gotejadores com água cinza. Para isso, foi montada uma estação para tratamento de água cinza localizada no assentamento P.A. Monte Alegre I no município de Upanema-RN, microrregião médio oeste potiguar e um reator com lâmpadas ultravioletas foi instalado no Parque Zoobotânico (PZO) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) em Mossoró-RN. A estação de tratamento é composta por uma caixa de passagem, tanque séptico, um filtro orgânico e um reservatório de armazenamento, o reator ultravioleta artificial foi construído em alvenaria de tijolos nas dimensões de 1,08 m de largura por 1,18 m de comprimento e 0,40 m de profundidade e foram instaladas duas lâmpadas germicidas UV de 30 W e 254 nm cada. Foi realizado o monitoramento da estação de tratamento por meio de análise físico-químicas e microbiológicas dos efluentes coletados em distintos pontos do sistema e o efeito da radiação UV por meio do decaimento do nível populacional de microrganismos. Esses dados foram avaliados pela análise de variância, teste de média, avaliação dos componentes principais, análise de agrupamento, correlação e análise de regressão. Os tratamentos utilizados na análise do efeito da radiação UV consistiram de três lâminas (0,10 m, 0,20 m e 0,30 m) e cinco tempos de exposição de (0, 1, 2, 3 e 4 h). Durante o período experimental foi analisado o desempenho do sistema de irrigação por meio dos indicadores vazão média (Q), coeficiente de variação de vazão (CVQ), coeficiente de uniformidade de distribuição (CUD) e coeficiente de uniformidade estatística (Us). A estação de tratamento foi eficiente na remoção da maioria das características analisadas, visto que estavam dentro dos padrões da legislação vigente. Na avaliação do sistema de irrigação foi notado a formação de biofilme no gotejador e presença de microrganismos. O efeito da radiação foi satisfatório, entretanto evidenciou-se a necessidade do cálculo da dose de radiação, com vistas a melhorar a eficiência do tratamento. O conjunto caixa de passagem, tanque séptico, filtro orgânico e reator com radiação ultravioleta permite obter um nível de tratamento da água cinza que possibilite a irrigação de hortaliças, via sistema de irrigação por gotejamento, no entanto medidas de controle da obstrução dos gotejadores são necessárias para garantir o máximo desempenho do equipamento.

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  • ANA KALINE DA COSTA FERREIRA
  • COMPOSTAGEM DE RESÍDUOS SÓLIDOS BIODEGRADÁVEIS E SEUS EFEITOS  NO CULTIVO DO TOMATE CEREJA

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FRANCISCO SOUTO DE SOUSA JUNIOR
  • KALINE DANTAS TRAVASSOS
  • KHADIDJA DANTAS ROCHA DE LIMA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • VANIA CHRISTINA NASCIMENTO PORTO
  • Data: 28/11/2016

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  • O descarte inadequado de resíduos sólidos biodegradáveis em aterros sanitários ou lixões tem provocado sérios problemas ambientais, apesar de ser uma prática comum, a liberação de gases poluentes, odores e a rápida decomposição desses resíduos dificultam ações que visem à reciclagem. Neste contexto, medidas eficientes que priorizem a reciclagem dos resíduos biodegradáveis tornou-se responsabilidade não apenas de entidades oficiais, mas também de entidades não governamentais. A Associação Comunitária reciclando para a Vida (ACREVI), com parceria da prefeitura municipal de Mossoró-RN, participa de forma ativa, desempenhando a reciclagem de parte dos resíduos sólidos produzidos na localidade. Contudo, não existe tratamento específico para os resíduos sólidos biodegradáveis. A compostagem é uma solução que pode ser dada à reciclagem desses resíduos, transformando-os em adubo orgânico que pode ser utilizado como aporte de nutrientes para qualquer espécie vegetal, tendo destaque para o grupo das hortaliças, pela grande importância benéfica que provoca no organismo humano. O objetivo do presente estudo foi reciclar os resíduos sólidos biodegradáveis, viabilizando a produção de adubos orgânicos por meio da técnica de compostagem, com vista à sua aplicação no cultivo do tomate cereja. A pesquisa foi fundamentada em dois experimentos. O primeiro experimento foi desenvolvido como uma pesquisa ação na Associação Comunitária Reciclando para a Vida (ACREVI), localizada no Município de Mossoró/RN, com a intenção de geração de renda para os associados, além do melhor benefício do gerenciamento dos resíduos sólidos biodegradáveis para o município de Mossoró. A técnica de compostagem foi desenvolvida de acordo com o método “windrow”, com a construção de cinco pilhas. Foram monitorados até a fase final da compostagem, parâmetros como: temperatura, umidade, pH, COT, NT e relação C/N. Nos compostos maturados serão realizadas análises de substâncias húmicas, macro e micronutrientes, contaminantes químicos (Cd, Ni e Pb), coliformes totais e termotolerantes, Salmonella, e observações visuais da maturação. O segundo experimento foi desenvolvido em ambiente protegido, no Campo Oeste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró/RN, com a finalidade de aproveitar os adubos orgânicos produzidos no cultivo do tomate cereja. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com cinco repetições e cinco tratamentos, foi combinado os adubos orgânicos, produzidos no primeiro experimento, com fibra de coco, na proporção de 1: 1. Na cultura foram realizadas avaliações de crescimento, produção, qualidade pós-colheita, nutrição e análise microbiológicas. Os dados foram submetidos à análise estatística (ANOVA) ao nível de 5% de probabilidade, utilizando o programa estatístico ASSISTAT 7.7 beta. Verificou-se que, os resíduos utilizados na construção das pilhas de compostagem mostraram ser satisfatórios, já que, todos os compostos evidenciaram temperaturas altas e por período prolongado durante o processo intermediário da compostagem. Os parâmetros físico-químicos avaliados mostraram estar dentro dos parâmetros de qualidade para produtos que se destinam à insumos agrícolas. Os teores de contaminantes químicos avaliados foram bem inferiores aos estabelecidos nas principais legislações europeias, americanas e dentro dos parâmetros de qualidade dos compostos orgânicos que terão aplicações como fertilizantes e condicionadores de solo. Os compostos produzidos apresentaram ausência de coliformes totais, termotolerantes e Salmonella. A constituição química e diversificada do material utilizado na produção dos compostos orgânicos influenciou para obtenção de maiores médias nas variáveis de crescimento, na produtividade e na disponibilidade dos nutrientes para o tecido foliar e para o fruto da cultivar tomate cereja. As variáveis de produção e os teores de sólidos solúveis não sofreram influência da diversidade dos compostos orgânicos proporcionando uniformidade dos frutos. Os frutos mostraram uma acidez titulável dentro dos valores considerados referência para tomates de alta qualidade. Já as médias de pH observadas são superiores aos valores considerados ideais para tomate cereja. A produção orgânica foi satisfatória resultando em um produto saudável devido à ausência de patógenos.


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  • O descarte inadequado de resíduos sólidos biodegradáveis em aterros sanitários ou lixões tem provocado sérios problemas ambientais, apesar de ser uma prática comum, a liberação de gases poluentes, odores e a rápida decomposição desses resíduos dificultam ações que visem à reciclagem. Neste contexto, medidas eficientes que priorizem a reciclagem dos resíduos biodegradáveis tornou-se responsabilidade não apenas de entidades oficiais, mas também de entidades não governamentais. A Associação Comunitária reciclando para a Vida (ACREVI), com parceria da prefeitura municipal de Mossoró-RN, participa de forma ativa, desempenhando a reciclagem de parte dos resíduos sólidos produzidos na localidade. Contudo, não existe tratamento específico para os resíduos sólidos biodegradáveis. A compostagem é uma solução que pode ser dada à reciclagem desses resíduos, transformando-os em adubo orgânico que pode ser utilizado como aporte de nutrientes para qualquer espécie vegetal, tendo destaque para o grupo das hortaliças, pela grande importância benéfica que provoca no organismo humano. O objetivo do presente estudo foi reciclar os resíduos sólidos biodegradáveis, viabilizando a produção de adubos orgânicos por meio da técnica de compostagem, com vista à sua aplicação no cultivo do tomate cereja. A pesquisa foi fundamentada em dois experimentos. O primeiro experimento foi desenvolvido como uma pesquisa ação na Associação Comunitária Reciclando para a Vida (ACREVI), localizada no Município de Mossoró/RN, com a intenção de geração de renda para os associados, além do melhor benefício do gerenciamento dos resíduos sólidos biodegradáveis para o município de Mossoró. A técnica de compostagem foi desenvolvida de acordo com o método “windrow”, com a construção de cinco pilhas. Foram monitorados até a fase final da compostagem, parâmetros como: temperatura, umidade, pH, COT, NT e relação C/N. Nos compostos maturados serão realizadas análises de substâncias húmicas, macro e micronutrientes, contaminantes químicos (Cd, Ni e Pb), coliformes totais e termotolerantes, Salmonella, e observações visuais da maturação. O segundo experimento foi desenvolvido em ambiente protegido, no Campo Oeste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró/RN, com a finalidade de aproveitar os adubos orgânicos produzidos no cultivo do tomate cereja. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados, com cinco repetições e cinco tratamentos, foi combinado os adubos orgânicos, produzidos no primeiro experimento, com fibra de coco, na proporção de 1: 1. Na cultura foram realizadas avaliações de crescimento, produção, qualidade pós-colheita, nutrição e análise microbiológicas. Os dados foram submetidos à análise estatística (ANOVA) ao nível de 5% de probabilidade, utilizando o programa estatístico ASSISTAT 7.7 beta. Verificou-se que, os resíduos utilizados na construção das pilhas de compostagem mostraram ser satisfatórios, já que, todos os compostos evidenciaram temperaturas altas e por período prolongado durante o processo intermediário da compostagem. Os parâmetros físico-químicos avaliados mostraram estar dentro dos parâmetros de qualidade para produtos que se destinam à insumos agrícolas. Os teores de contaminantes químicos avaliados foram bem inferiores aos estabelecidos nas principais legislações europeias, americanas e dentro dos parâmetros de qualidade dos compostos orgânicos que terão aplicações como fertilizantes e condicionadores de solo. Os compostos produzidos apresentaram ausência de coliformes totais, termotolerantes e Salmonella. A constituição química e diversificada do material utilizado na produção dos compostos orgânicos influenciou para obtenção de maiores médias nas variáveis de crescimento, na produtividade e na disponibilidade dos nutrientes para o tecido foliar e para o fruto da cultivar tomate cereja. As variáveis de produção e os teores de sólidos solúveis não sofreram influência da diversidade dos compostos orgânicos proporcionando uniformidade dos frutos. Os frutos mostraram uma acidez titulável dentro dos valores considerados referência para tomates de alta qualidade. Já as médias de pH observadas são superiores aos valores considerados ideais para tomate cereja. A produção orgânica foi satisfatória resultando em um produto saudável devido à ausência de patógenos.

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  • NATANAEL SANTIAGO PEREIRA
  • OTIMIZAÇÃO DA ADUBAÇÃO FOSFATADA PARA A CULTURA DA MELANCIA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDREA RAQUEL FERNANDES CARLOS DA COSTA
  • DIEGO RESENDE DE QUEIRÓS PÔRTO
  • ISMAIL SOARES
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MARIA ZULEIDE DE NEGREIROS
  • SERGIO WEINE PAULINO CHAVES
  • Data: 16/12/2016

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  • O objetivo com este trabalho foi avaliar a produção de biomassa e extração de macronutrientes, bem como os componentes de produção da melancieira cv. Magnum irrigada sob efeito da adubação fosfatada. Os experimentos foram realizados em um Cambissolo de origem calcária de textura média (Upanema-RN) e em um Argissolo de textura arenosa (Mossoró-RN), no delineamento experimental de blocos ao acaso, no esquema fatorial e de parcelas subdivididas, com quatro repetições. No experimento realizado em solo calcário, os tratamentos consistiram nas doses de  76, 168, 275 e 397 kg ha-1  de p2o5, as quais foram aplicadas de duas formas: F0- 100% em pré-plantio e F1 – em pré-plantio + fertirrigação (50 kg ha-1 como MAP), sendo que parcela em pré-plantio consistiu na aplicação localizada do superfosfato triplo em covas ao lado da linha de gotejadores, a cada 0,30 m. Foram aplicados ainda dois tratamentos adicionais: Adc0– sem fosfato; e Adc50 – com fosfato somente na fertirrigação (50 kg ha-1 como MAP).

    No experimento realizado em solo arenoso, os tratamentos consistiram nas doses de  34, 80, 168 e 206 kg ha-1  de p2o5, as quais foram aplicadas de duas formas: F0- 100% em pré-plantio e F1 – em pré-plantio + fertirrigação (34 kg ha-1 como MAP), sendo que parcela em pré-plantio consistiu na aplicação localizada do superfosfato triplo em covas ao lado da linha de gotejadores, a cada 0,30 m. Foram aplicados ainda dois tratamentos: Adc0– sem fosfato; e Adc103 – com fosfato somente na fertirrigação (103 kg ha-1 como MAP).

    Nos experimentos realizados em solo calcário constatou-se que: a adubação F1 proporcionou maiores acúmulos de P e de S, porém, de forma geral, os efeitos das doses foram dependentes do sistema de adubação, destacando-se os tratamentos F0275 e F1168 em termos de acúmulo de biomassa e dos demais macronutrientes. Quanto a produção, verificou-se que a adubação fosfatada pouco influenciou o peso médio dos frutos frescos para doses acima de 100 kg ha-1. As maiores produtividades comerciais foram obtidas com a aplicação de fosfato em pré-plantio + fertirrigação (F1). Maiores retornos econômicos são esperados para doses de 193 e 169 kg ha-1 de p2o5, para as adubações F0 e F1, respectivamente, nas condições em que foi realizado este trabalho. 

    Nos experimentos realizados em solo de textura arenosa, constataram-se maiores acúmulos de P, tanto na planta inteira, como nos frutos na adubação F1. Os acúmulos totais de Ca e Mg também foram maiores nas plantas sob a adubação F1, porém o mesmo não ocorre para os frutos. Houve efeito isolado de doses e formas de aplicação sobre as características de produção, com destaque para a maior dose da adubação F1 em relação a F0. Porém, de forma geral, o tratamento adicional com  103 kg ha-1 de p2ona fertirrigação mostrou ser mais eficiente, com produtividade comercial equivalente a uma dose de 204 kg ha-1 de p2ona adubação F1.


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  • O objetivo com este trabalho foi avaliar a produção de biomassa e extração de macronutrientes, bem como os componentes de produção da melancieira cv. Magnum irrigada sob efeito da adubação fosfatada. Os experimentos foram realizados em um Cambissolo de origem calcária de textura média (Upanema-RN) e em um Argissolo de textura arenosa (Mossoró-RN), no delineamento experimental de blocos ao acaso, no esquema fatorial e de parcelas subdivididas, com quatro repetições. No experimento realizado em solo calcário, os tratamentos consistiram nas doses de  76, 168, 275 e 397 kg ha-1  de p2o5, as quais foram aplicadas de duas formas: F0- 100% em pré-plantio e F1 – em pré-plantio + fertirrigação (50 kg ha-1 como MAP), sendo que parcela em pré-plantio consistiu na aplicação localizada do superfosfato triplo em covas ao lado da linha de gotejadores, a cada 0,30 m. Foram aplicados ainda dois tratamentos adicionais: Adc0– sem fosfato; e Adc50 – com fosfato somente na fertirrigação (50 kg ha-1 como MAP).

    No experimento realizado em solo arenoso, os tratamentos consistiram nas doses de  34, 80, 168 e 206 kg ha-1  de p2o5, as quais foram aplicadas de duas formas: F0- 100% em pré-plantio e F1 – em pré-plantio + fertirrigação (34 kg ha-1 como MAP), sendo que parcela em pré-plantio consistiu na aplicação localizada do superfosfato triplo em covas ao lado da linha de gotejadores, a cada 0,30 m. Foram aplicados ainda dois tratamentos: Adc0– sem fosfato; e Adc103 – com fosfato somente na fertirrigação (103 kg ha-1 como MAP).

    Nos experimentos realizados em solo calcário constatou-se que: a adubação F1 proporcionou maiores acúmulos de P e de S, porém, de forma geral, os efeitos das doses foram dependentes do sistema de adubação, destacando-se os tratamentos F0275 e F1168 em termos de acúmulo de biomassa e dos demais macronutrientes. Quanto a produção, verificou-se que a adubação fosfatada pouco influenciou o peso médio dos frutos frescos para doses acima de 100 kg ha-1. As maiores produtividades comerciais foram obtidas com a aplicação de fosfato em pré-plantio + fertirrigação (F1). Maiores retornos econômicos são esperados para doses de 193 e 169 kg ha-1 de p2o5, para as adubações F0 e F1, respectivamente, nas condições em que foi realizado este trabalho. 

    Nos experimentos realizados em solo de textura arenosa, constataram-se maiores acúmulos de P, tanto na planta inteira, como nos frutos na adubação F1. Os acúmulos totais de Ca e Mg também foram maiores nas plantas sob a adubação F1, porém o mesmo não ocorre para os frutos. Houve efeito isolado de doses e formas de aplicação sobre as características de produção, com destaque para a maior dose da adubação F1 em relação a F0. Porém, de forma geral, o tratamento adicional com  103 kg ha-1 de p2ona fertirrigação mostrou ser mais eficiente, com produtividade comercial equivalente a uma dose de 204 kg ha-1 de p2ona adubação F1.

2015
Dissertações
1
  • LUCAS RAMOS DA COSTA
  • Uso de águas hipersalinas na produção de mudas de mangue

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • REGINALDO GOMES NOBRE
  • Data: 10/02/2015

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  • Nunca a humanidade necessitou de tanta água para suprir suas necessidades básicas como na atualidade, sendo o reúso de água uma realidade, porém, ainda muito distante do ideal. A qualidade da água é um dos fatores que ocasionam efeito negativo no crescimento e desenvolvimento e produção das culturas. Nesse contexto, objetiva-se com este estudo viabilizar a produção de mudas de Mangue branco (Laguncularia racemosa (L.) Gaertn) com uso de águas hipersalinas visando o reflorestamento de áreas de manguezais degradadas. Para isso, foram realizados dois Experimentos; o experimento I foi conduzido entre 13 de fevereiro e 3 de junho de 2014, sendo instalado em casa de vegetação localizada no setor de solos pertencente à Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados, com seis tratamentos (S1 = 0,5; S2=24; S3 =53; S4 =77; S5 =101e S6=124 dS m-1),e quatro repetições, sendo 24 parcelas com 15 plantas em cada parcela, totalizando 360 plantas. Os tratamentos foram preparados a partir da diluição de água hipersalina oriunda das bacias de cristalização de sal, com água da rede de abastecimento da UFERSA, de forma a se obter a condutividade elétrica da água de irrigação (CEa) do respectivo tratamento. As variáveis avaliadas foram crescimento, fitomassas, índices fisiológicos, Índice de qualidade de Dickson (IQD) e atributos químicos do solo. O experimento II, foi instalado em campo no município de Icapuí-CE, , entre 30 de junho e 9 de setembro de 2014. De modo geral, todos os parâmetros analisados no experimento I tenderam a diminuir com o aumento do nível salino na água de irrigação. O uso de água hipersalina com salinidade de S3 = 55 dS m-1, é uma alternativa viável na produção de mudas de mangue, de acordo com as condições de realização desse estudo. O tratamento mais salino (S6 = 124 dS m-1), promoveu a morte de grande parte das plantas nos primeiros 100 dias após a aplicação dos tratamentos. As altas concentrações de sódio no substrato utilizado influenciaram o não crescimento e desenvolvimento das mudas no período de casa de vegetação. No campo verificou-se que as plantas irrigadas com as salinidades S3= 55 dS m-1 e S4= 77 dS m-1 foram as que melhor cresceram.


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  • Nunca a humanidade necessitou de tanta água para suprir suas necessidades básicas como na atualidade, sendo o reúso de água uma realidade, porém, ainda muito distante do ideal. A qualidade da água é um dos fatores que ocasionam efeito negativo no crescimento e desenvolvimento e produção das culturas. Nesse contexto, objetiva-se com este estudo viabilizar a produção de mudas de Mangue branco (Laguncularia racemosa (L.) Gaertn) com uso de águas hipersalinas visando o reflorestamento de áreas de manguezais degradadas. Para isso, foram realizados dois Experimentos; o experimento I foi conduzido entre 13 de fevereiro e 3 de junho de 2014, sendo instalado em casa de vegetação localizada no setor de solos pertencente à Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). O delineamento experimental adotado foi em blocos casualizados, com seis tratamentos (S1 = 0,5; S2=24; S3 =53; S4 =77; S5 =101e S6=124 dS m-1),e quatro repetições, sendo 24 parcelas com 15 plantas em cada parcela, totalizando 360 plantas. Os tratamentos foram preparados a partir da diluição de água hipersalina oriunda das bacias de cristalização de sal, com água da rede de abastecimento da UFERSA, de forma a se obter a condutividade elétrica da água de irrigação (CEa) do respectivo tratamento. As variáveis avaliadas foram crescimento, fitomassas, índices fisiológicos, Índice de qualidade de Dickson (IQD) e atributos químicos do solo. O experimento II, foi instalado em campo no município de Icapuí-CE, , entre 30 de junho e 9 de setembro de 2014. De modo geral, todos os parâmetros analisados no experimento I tenderam a diminuir com o aumento do nível salino na água de irrigação. O uso de água hipersalina com salinidade de S3 = 55 dS m-1, é uma alternativa viável na produção de mudas de mangue, de acordo com as condições de realização desse estudo. O tratamento mais salino (S6 = 124 dS m-1), promoveu a morte de grande parte das plantas nos primeiros 100 dias após a aplicação dos tratamentos. As altas concentrações de sódio no substrato utilizado influenciaram o não crescimento e desenvolvimento das mudas no período de casa de vegetação. No campo verificou-se que as plantas irrigadas com as salinidades S3= 55 dS m-1 e S4= 77 dS m-1 foram as que melhor cresceram.

2
  • DANIELA MARQUES DE OLIVEIRA SILVA
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    Produtividade de cenoura (Daucus carota L.) em função da adubação nitrogenada e épocas de plantio


  • Orientador : LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEILSON COSTA GRANGEIRO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • JOSE ROBSON DA SILVA
  • Data: 12/02/2015

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  • A cenoura é uma das hortaliças de maior expressão econômica no mundo, e desempenha um importante papel na alimentação, principalmente no fornecimento de vitamina a na dieta de crianças e adultos. Para o mercado é uma hortaliça ideal, pois garante o abastecimento durante todo o ano, e tem uma relativa conservação em ambiente refrigerado. O objetivo deste trabalho foi avaliar a produtividade da cenoura em função da adubação nitrogenada em duas épocas do ano. Os experimentos foram desenvolvidos na Horta Didática do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró RN, em dois períodos de agosto a dezembro de 2013 e de junho a outubro de 2014. O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso com sete tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos consistiram em sete doses de nitrogênio: 0 (testemunha); 20; 40; 60; 80; 100 e 120  kg há-1 de nitrogênio na forma de ureia. Foram avaliadas as seguintes características: produtividade total e comercial, porcentagem de raízes longas, médias, curtas e refugo, massa média de raízes comerciais, altura de planta, matéria seca da parte aérea e de raízes e teor de NPK na folha diagnóstica.  As análises de variância das características avaliadas foram realizadas isoladamente para cada experimento. Depois, procedeu-se a análise conjunta dos experimentos com o auxilio do software SAS. A maior produtividade comercial foi obtida na época 2, utilizando  81% da dose recomendada a qual corresponde a 25,26 t há-1 de N e a maior porcentagem de raízes longas foi de 17,19% obtido com a aplicação de 77% da dose recomendada.

     

     

     


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  • A cenoura é uma das hortaliças de maior expressão econômica no mundo, e desempenha um importante papel na alimentação, principalmente no fornecimento de vitamina a na dieta de crianças e adultos. Para o mercado é uma hortaliça ideal, pois garante o abastecimento durante todo o ano, e tem uma relativa conservação em ambiente refrigerado. O objetivo deste trabalho foi avaliar a produtividade da cenoura em função da adubação nitrogenada em duas épocas do ano. Os experimentos foram desenvolvidos na Horta Didática do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró RN, em dois períodos de agosto a dezembro de 2013 e de junho a outubro de 2014. O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso com sete tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos consistiram em sete doses de nitrogênio: 0 (testemunha); 20; 40; 60; 80; 100 e 120  kg há-1 de nitrogênio na forma de ureia. Foram avaliadas as seguintes características: produtividade total e comercial, porcentagem de raízes longas, médias, curtas e refugo, massa média de raízes comerciais, altura de planta, matéria seca da parte aérea e de raízes e teor de NPK na folha diagnóstica.  As análises de variância das características avaliadas foram realizadas isoladamente para cada experimento. Depois, procedeu-se a análise conjunta dos experimentos com o auxilio do software SAS. A maior produtividade comercial foi obtida na época 2, utilizando  81% da dose recomendada a qual corresponde a 25,26 t há-1 de N e a maior porcentagem de raízes longas foi de 17,19% obtido com a aplicação de 77% da dose recomendada.

     

     

     

3
  • KAREN MARIANY PEREIRA SILVA
  • CONCENTRAÇÃO DA SOLUÇÃO NUTRITIVA NO CULTIVO DO MELOEIRO EM SISTEMA SEMI-HIDROPÔNICO

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • ADRIANA ARAÚJO DINIZ
  • JOSÉ AMILTON SANTOS JÚNIOR
  • Data: 20/02/2015

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  • Nos últimos anos observa-se a busca por produtos de melhor qualidade, entre as práticas de cultivo a adubação mineral é uma das mais efetivas. O conhecimento do conteúdo de nutrientes na planta é importante para avaliar a remoção destes da área de cultivo, tornando-se um dos componentes necessários para recomendações econômicas de adubação. Com o objetivo de avaliar os crescimento e produção do meloeiro cultivado em sistema hidropônico. Este trabalho tem o objetivo de avaliar os crescimento e a qualidade pós-colheita dos frutos do meloeiro (Cucumis melo L., cultivar Nécta), cultivado em sistema hidropônico. O ensaio foi realizado em casa de vegetação, no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, no período de junho a agosto de 2014. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados, com cinco tratamentos e cinco repetições, compondo 25 plantas por parcelas experimentais. Sendo avaliado o efeito de cinco concentrações de nutrientes referentes as proporções de: (S1 = 12,5; S2 = 25; S3 = 50; S4 = 75; S5=100%), da dose de nutrientes da solução proposta por Furlani et al, (1999) As variáveis avaliadas foram: altura de plantas; diâmetro da haste; área foliar; numero de folhas; peso; diâmetro longitudinal e transversal; cavidade interna transversal e longitudinal; espessura de casca e polpa; sólidos solúveis; firmeza; acidez; pH; açúcar total e índice de maturação. A utilização de soluções nutritivas T1(100%) e T3(50%) proporcionou os melhores resultados para as variáveis analisadas. 


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  • Nos últimos anos observa-se a busca por produtos de melhor qualidade, entre as práticas de cultivo a adubação mineral é uma das mais efetivas. O conhecimento do conteúdo de nutrientes na planta é importante para avaliar a remoção destes da área de cultivo, tornando-se um dos componentes necessários para recomendações econômicas de adubação. Com o objetivo de avaliar os crescimento e produção do meloeiro cultivado em sistema hidropônico. Este trabalho tem o objetivo de avaliar os crescimento e a qualidade pós-colheita dos frutos do meloeiro (Cucumis melo L., cultivar Nécta), cultivado em sistema hidropônico. O ensaio foi realizado em casa de vegetação, no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas da Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, no período de junho a agosto de 2014. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados, com cinco tratamentos e cinco repetições, compondo 25 plantas por parcelas experimentais. Sendo avaliado o efeito de cinco concentrações de nutrientes referentes as proporções de: (S1 = 12,5; S2 = 25; S3 = 50; S4 = 75; S5=100%), da dose de nutrientes da solução proposta por Furlani et al, (1999) As variáveis avaliadas foram: altura de plantas; diâmetro da haste; área foliar; numero de folhas; peso; diâmetro longitudinal e transversal; cavidade interna transversal e longitudinal; espessura de casca e polpa; sólidos solúveis; firmeza; acidez; pH; açúcar total e índice de maturação. A utilização de soluções nutritivas T1(100%) e T3(50%) proporcionou os melhores resultados para as variáveis analisadas. 

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  • JONATAN LEVI FERREIRA DE MEDEIROS
  • VARIABILIDADE ESPACILA DA RESISTÊNCIA À PENETRAÇÃO E DA UMIDADE EM SOLO CULTIVADO COM CANA-DE-AÇÚCAR NO LITORAL SUL POTIGUAR.

  • Orientador : PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • FRANCISCO XAVIER DE OLIVEIRA FILHO
  • CARLOS HENRIQUE DE AZEVEDO FARIAS
  • Data: 23/02/2015

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  • Parâmetros como resistência à penetração (RSP), teor de água e densidade são atributos relevantes ao estudo da degradação física do solo, sobretudo devido à compactação. Diante disso, este trabalho tem por objetivo identificar, mapear e utilizar critérios para interpretar dados de resistência à penetração e umidade do solo visando planejar práticas de manejo do solo em área cultivada com cana-de-açúcar. A coleta dos dados obedeceu a um grid, onde os pontos foram georeferenciados e afastadas em torno de 100 metros um dos outros, dentro dos talhões. No campo os pontos foram localizados por um receptor GPS, na qual as determinações de RSP e do teor de água no solo foram coletadas a uma profundidade de 40 cm, respectivamente com um penetrômetro eletrônico acoplado a um quadriciclo e por meio de sonda TDR. Posteriormente os dados foram processados utilizando técnicas de geoestatística para interpolação dos dados e elaboração de mapas de isovalores, a partir dos quais foram avaliadas as intensidades de compactação visando futuras decisões de manejo do solo. A dependência espacial moderada a alta de RSP permitiu estimar valores para locais não amostrados minimizando os erros associados à estimativa. Uma vez que, o modelo de semivariograma esférico se adequou perfeitamente, com os indices apresentando um alcance aceitavél as distâncias previamente estipuladas para a coleta dos dados. Existiu correlação leve do teor de água no solo com a RSP, apenas nas camadas de 0 – 10 e 10 – 20 cm. Os mapas de isovalores para RSP demonstraram que ela não é homogênea no campo e, por isso, práticas de manejo localizado podem ser aplicadas.


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  • Parâmetros como resistência à penetração (RSP), teor de água e densidade são atributos relevantes ao estudo da degradação física do solo, sobretudo devido à compactação. Diante disso, este trabalho tem por objetivo identificar, mapear e utilizar critérios para interpretar dados de resistência à penetração e umidade do solo visando planejar práticas de manejo do solo em área cultivada com cana-de-açúcar. A coleta dos dados obedeceu a um grid, onde os pontos foram georeferenciados e afastadas em torno de 100 metros um dos outros, dentro dos talhões. No campo os pontos foram localizados por um receptor GPS, na qual as determinações de RSP e do teor de água no solo foram coletadas a uma profundidade de 40 cm, respectivamente com um penetrômetro eletrônico acoplado a um quadriciclo e por meio de sonda TDR. Posteriormente os dados foram processados utilizando técnicas de geoestatística para interpolação dos dados e elaboração de mapas de isovalores, a partir dos quais foram avaliadas as intensidades de compactação visando futuras decisões de manejo do solo. A dependência espacial moderada a alta de RSP permitiu estimar valores para locais não amostrados minimizando os erros associados à estimativa. Uma vez que, o modelo de semivariograma esférico se adequou perfeitamente, com os indices apresentando um alcance aceitavél as distâncias previamente estipuladas para a coleta dos dados. Existiu correlação leve do teor de água no solo com a RSP, apenas nas camadas de 0 – 10 e 10 – 20 cm. Os mapas de isovalores para RSP demonstraram que ela não é homogênea no campo e, por isso, práticas de manejo localizado podem ser aplicadas.

5
  • DONATO RIBEIRO DE CARVALHO
  • QUALIDADE DA SILAGEM DE MILHO CULTIVADO NOS SISTEMAS DE PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL SOB EFEITO DE VERANICO E DA COLHEITA DE ESPIGAS VERDES

  • Orientador : FRANCISCO CLAUDIO LOPES DE FREITAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • DANIELY FORMIGA BRAGA
  • FRANCINEUDO ALVES DA SILVA
  • FRANCISCO CLAUDIO LOPES DE FREITAS
  • Data: 24/02/2015

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  • Foram conduzidos dois experimentos com o objetivo de avaliar o efeito de período de veranicos sobre a qualidade da silagem de milho e avaliar a qualidade da silagem de milho sem espigas, colhidas para comercialização como milho-verde, cultivado nos sistemas de plantio direto e convencional. Para o primeiro experimento, utilizou-se esquema de parcelas subdivididas, distribuídas no delineamento experimental em blocos casualizados, com quatro repetições. Nas parcelas avaliou-se dois sistemas de plantio (direto e convencional) e nas subparcelas seis períodos de veranicos (2,6, 10, 14, 18 e 22 dias). O segundo experimento, o esquema utilizado foi o de parcelas subdividas, distribuídas no delineamento experimental em blocos casualizados, com oito repetições. Nas parcelas avaliou-se os dois sistemas de plantio (direto e convencional) e nas subparcelas, plantas com e sem espigas. As características avaliadas foram: produtividade de matéria seca, percentual de matéria seca e para as análises bromatológicas, foram avaliadas as seguintes características: pH, proteína bruta, extrato etéreo, celulose, hemicelulose, lignina, matéria mineral, energia bruta, nitrogênio insolúvel em detergente neutro, nitrogênio insolúvel em detergente ácido, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido. Para o primeiro experimento, verificou-se que o aumento do período de veranico afetou a qualidade da silagem nos dois sistemas de plantio, no entanto, o sistema de plantio direto reduz a perda de qualidade da silagem por déficit hídrico em relação ao plantio convencional. No segundo experimento, constatou-se que a retirada da espiga prejudicou a qualidade da silagem e melhores índices de produção de matéria seca e de qualidade de silagem foram verificados no sistema de plantio direto.


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  • Foram conduzidos dois experimentos com o objetivo de avaliar o efeito de período de veranicos sobre a qualidade da silagem de milho e avaliar a qualidade da silagem de milho sem espigas, colhidas para comercialização como milho-verde, cultivado nos sistemas de plantio direto e convencional. Para o primeiro experimento, utilizou-se esquema de parcelas subdivididas, distribuídas no delineamento experimental em blocos casualizados, com quatro repetições. Nas parcelas avaliou-se dois sistemas de plantio (direto e convencional) e nas subparcelas seis períodos de veranicos (2,6, 10, 14, 18 e 22 dias). O segundo experimento, o esquema utilizado foi o de parcelas subdividas, distribuídas no delineamento experimental em blocos casualizados, com oito repetições. Nas parcelas avaliou-se os dois sistemas de plantio (direto e convencional) e nas subparcelas, plantas com e sem espigas. As características avaliadas foram: produtividade de matéria seca, percentual de matéria seca e para as análises bromatológicas, foram avaliadas as seguintes características: pH, proteína bruta, extrato etéreo, celulose, hemicelulose, lignina, matéria mineral, energia bruta, nitrogênio insolúvel em detergente neutro, nitrogênio insolúvel em detergente ácido, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido. Para o primeiro experimento, verificou-se que o aumento do período de veranico afetou a qualidade da silagem nos dois sistemas de plantio, no entanto, o sistema de plantio direto reduz a perda de qualidade da silagem por déficit hídrico em relação ao plantio convencional. No segundo experimento, constatou-se que a retirada da espiga prejudicou a qualidade da silagem e melhores índices de produção de matéria seca e de qualidade de silagem foram verificados no sistema de plantio direto.

6
  • FRANCISCO GONÇALO FILHO
  • AVALIAÇÃO DE TÉCNICAS DE MANEJO DA CAATINGA ATRAVÉS DA ANÁLISE DOS ATRIBUTOS FÍSICOS E QUÍMICOS DO SOLO

  • Orientador : PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • VANIA CHRISTINA NASCIMENTO PORTO
  • RENATO DANTAS ALENCAR
  • Data: 24/02/2015

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  • O uso dos recursos florestais no Nordeste do Brasil ainda é feito de forma irracional e depredatória na maioria das áreas de Caatinga; em função disso o bioma vem sofrendo constantes ameaças; muitas vezes isso ocorre pela simples falta de informações sobre técnicas adequadas de como se manejar a mata. Tem-se observado na prática um aumento do interesse da sociedade para a elaboração de planos de manejo empíricos baseados na maioria das vezes na necessidade pessoal do demandador de insumos advindos das florestas, em função das barreiras da lei a exploração predatória; percebe-se a necessidade de estudos que dêem apoio à gestão desses recursos; em função dessa necessidade o objetivo desse trabalho foi avaliar técnicas de manejo sustentável da caatinga e seus efeitos na recuperação da área e na manutenção da capacidade produtiva, através da avaliação de imagens e dos atributos físicos e químicos do solo. Para isso foram selecionadas três áreas no Projeto de Assentamento Tabuleiro Grande, no município de Apodi/RN, localizadas no geoambiente Chapada do Apodi, a primeira com 3,2 hectares correspondeu, onde se fez uso das técnicas de raleamento, rebaixamento, enriquecimento da área e controle na entrada dos animais, sendo esta a área em manejo sustentável - AMS; a segunda com 5,6 hectares foi submetida ao manejo que convenientemente se faz na comunidade, onde se pratica a exploração desordenada da mata e o superpastejo nas áreas, sendo esta a área em manejo Convencional - AMC; a terceira com 2,0 hectares é parte integrante da reserva legal do Assentamento, sendo esta a área de mata nativa - AMN. Para visualizar os efeitos dos manejos na manutenção da mata, na produção de forragem nas áreas ao longo dos anos decorridos após a realização do trabalho foi realizado o monitoramento com uso de técnicas de sensoriamento remoto com o uso de imagens e para avaliação da fertilidade e atributos físicos dos solos foram coletadas amostras do solo nos horizontes de 0-20 e 20-40 cm de profundidade, além do uso de penetrômetro eletrônico para a determinação da resistência mecânica a penetração – RMP, nos mesmos pontos e os resultados submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de tukey a 5%. Os resultados mostraram a eficiência das técnicas de manejo e condução da AMS, evidenciados nos menores valores da densidade do solo e consequente maior porosidade total e menor resistência mecânica a penetração; além da melhoria dos atributos químicos como matéria orgânica do solo, fósforo; magnésio e soma de bases.


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  • O uso dos recursos florestais no Nordeste do Brasil ainda é feito de forma irracional e depredatória na maioria das áreas de Caatinga; em função disso o bioma vem sofrendo constantes ameaças; muitas vezes isso ocorre pela simples falta de informações sobre técnicas adequadas de como se manejar a mata. Tem-se observado na prática um aumento do interesse da sociedade para a elaboração de planos de manejo empíricos baseados na maioria das vezes na necessidade pessoal do demandador de insumos advindos das florestas, em função das barreiras da lei a exploração predatória; percebe-se a necessidade de estudos que dêem apoio à gestão desses recursos; em função dessa necessidade o objetivo desse trabalho foi avaliar técnicas de manejo sustentável da caatinga e seus efeitos na recuperação da área e na manutenção da capacidade produtiva, através da avaliação de imagens e dos atributos físicos e químicos do solo. Para isso foram selecionadas três áreas no Projeto de Assentamento Tabuleiro Grande, no município de Apodi/RN, localizadas no geoambiente Chapada do Apodi, a primeira com 3,2 hectares correspondeu, onde se fez uso das técnicas de raleamento, rebaixamento, enriquecimento da área e controle na entrada dos animais, sendo esta a área em manejo sustentável - AMS; a segunda com 5,6 hectares foi submetida ao manejo que convenientemente se faz na comunidade, onde se pratica a exploração desordenada da mata e o superpastejo nas áreas, sendo esta a área em manejo Convencional - AMC; a terceira com 2,0 hectares é parte integrante da reserva legal do Assentamento, sendo esta a área de mata nativa - AMN. Para visualizar os efeitos dos manejos na manutenção da mata, na produção de forragem nas áreas ao longo dos anos decorridos após a realização do trabalho foi realizado o monitoramento com uso de técnicas de sensoriamento remoto com o uso de imagens e para avaliação da fertilidade e atributos físicos dos solos foram coletadas amostras do solo nos horizontes de 0-20 e 20-40 cm de profundidade, além do uso de penetrômetro eletrônico para a determinação da resistência mecânica a penetração – RMP, nos mesmos pontos e os resultados submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de tukey a 5%. Os resultados mostraram a eficiência das técnicas de manejo e condução da AMS, evidenciados nos menores valores da densidade do solo e consequente maior porosidade total e menor resistência mecânica a penetração; além da melhoria dos atributos químicos como matéria orgânica do solo, fósforo; magnésio e soma de bases.

7
  • JUCIREMA FERREIRA DA SILVA
  • ESTUDOS ETNOPEDOLÓGICOS EM NEOSSOLOS SOB DIFERENTES USOS AGRÍCOLAS NO ASSENTAMENTO SANTA AGOSTINHA - RN.
  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • VANIA CHRISTINA NASCIMENTO PORTO
  • ALEXANDRE DE OLIVEIRA LIMA
  • NEROLI PEDRO COGO
  • Data: 26/02/2015

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  • Os estudos realizados para fins de caracterização e classificação de solos no Brasil tem registrado a importância do manejo adequado do solo para manter a capacidade produtiva. Estudos que considerem e registrem o conhecimento dos camponeses sobre solos no seu ambiente natural são relevantes para a manutenção do ensino, pesquisa e extensão Neste sentido, o objetivo dessa pesquisa foi construir diálogos junto aos produtores familiares do Projeto de Assentamento Santa Agostinha sobre a caracterização dos atributos físicos e químicos do solo à partir da etnopedologia. O Projeto de Assentamento Santa Agostinha está localizado na mesorregião do Oeste Potiguar, na microrregião da Chapada do Apodi. Foram realizadas caracterizações dos atributos do solo nos diferentes usos agrícolas: a) cultivo do cajueiro; b) cultivo de pastagem, c) consórcio milho e feijão; e d) mata preservada, como referência. Nos diferentes usos agrícolas as áreas foram amostradas e georenferenciadas. Para avaliação dos atributos do solo, as amostras foram coletadas, sendo cinco amostras compostas, oriundas de 15 subamostras em cada área supracitadas, nas camadas 0,00-0,10m; 0,10-0,20m; e 0,20-0,30m. Foram abertas trincheiras para avaliação dos atributos físicos e químicos do solo para classificação do solo e posterior socialização em quatro oficinas participativa. As amostras foram analisadas no Laboratório de Análises de Solo Água e Planta – LASAP pertencente ao DCAT/UFERSA. Foi utilizado o programa Statistica 7 com análise de correlação de Pearson e análise fatorial, utilizando análise dos componentes principais. A etnopedologia permeia o senso crítico dos agricultores na medida em que estes vão interagindo com novos conceitos e métodos científicos até então pouco difundido no âmbito da pesquisa acadêmica. Os atributos do solo que melhor exibiram as características físicas e químicas das áreas de cultivo e mata preservada foram os fatores relacionados à acidez do solo, salinidade e disponibilidade de nutrientes em todos os sistemas agrícolas pesquisados de acordo com a análise fatorial e análise de componentes principais. Conclui-se que a integração do conhecimento popular e científico foi compatível com as abordagens e metodologias utilizadas para caracterização etnopedológica dos atributos do solo no âmbito do ensino, pesquisa e da extensão.


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  • Os estudos realizados para fins de caracterização e classificação de solos no Brasil tem registrado a importância do manejo adequado do solo para manter a capacidade produtiva. Estudos que considerem e registrem o conhecimento dos camponeses sobre solos no seu ambiente natural são relevantes para a manutenção do ensino, pesquisa e extensão Neste sentido, o objetivo dessa pesquisa foi construir diálogos junto aos produtores familiares do Projeto de Assentamento Santa Agostinha sobre a caracterização dos atributos físicos e químicos do solo à partir da etnopedologia. O Projeto de Assentamento Santa Agostinha está localizado na mesorregião do Oeste Potiguar, na microrregião da Chapada do Apodi. Foram realizadas caracterizações dos atributos do solo nos diferentes usos agrícolas: a) cultivo do cajueiro; b) cultivo de pastagem, c) consórcio milho e feijão; e d) mata preservada, como referência. Nos diferentes usos agrícolas as áreas foram amostradas e georenferenciadas. Para avaliação dos atributos do solo, as amostras foram coletadas, sendo cinco amostras compostas, oriundas de 15 subamostras em cada área supracitadas, nas camadas 0,00-0,10m; 0,10-0,20m; e 0,20-0,30m. Foram abertas trincheiras para avaliação dos atributos físicos e químicos do solo para classificação do solo e posterior socialização em quatro oficinas participativa. As amostras foram analisadas no Laboratório de Análises de Solo Água e Planta – LASAP pertencente ao DCAT/UFERSA. Foi utilizado o programa Statistica 7 com análise de correlação de Pearson e análise fatorial, utilizando análise dos componentes principais. A etnopedologia permeia o senso crítico dos agricultores na medida em que estes vão interagindo com novos conceitos e métodos científicos até então pouco difundido no âmbito da pesquisa acadêmica. Os atributos do solo que melhor exibiram as características físicas e químicas das áreas de cultivo e mata preservada foram os fatores relacionados à acidez do solo, salinidade e disponibilidade de nutrientes em todos os sistemas agrícolas pesquisados de acordo com a análise fatorial e análise de componentes principais. Conclui-se que a integração do conhecimento popular e científico foi compatível com as abordagens e metodologias utilizadas para caracterização etnopedológica dos atributos do solo no âmbito do ensino, pesquisa e da extensão.

8
  • JOSÉ FLAVIANO BARBOSA DE LIRA
  • PRODUÇÃO DE ARROZ VERMELHO MANEJADO ORGANICAMENTE, COM IRRIGAÇÃO LOCALIZADA E DENSIDADE DE PLANTIO

  • Orientador : NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDIMAR TEIXEIRA DINIZ FILHO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • Data: 27/08/2015

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  • O trabalho foi desenvolvido nas dependências do Instituto Federal do Rio Grande do Norte em Ipanguaçú-RN, para determinar a viabilidade técnica do plantio e o comportamento de componentes de produção de Arroz Vermelho (Oryza sativa L.) sob irrigação localizada, manejo orgânico e diferentes densidades de plantio.Os tratamentos constaram do número de plantas por cova (1, 3, 5, 7 e 9) e foram testados em delineamento de blocos ao acaso com cinco repetições. As variáveis estudadas foram: número de perfilhos por touceira, altura de plantas, número de panículas por parcela, massa média de panículas, números de grãos cheios e de grãos vazios, percentagem de grãos vazios, massa de cem grãos e produtividade. Concluiu-se pela viabilidade técnica da cultura do arroz vermelho e pela indicação da densidade de uma planta por cova como a mais adequada para o local, configuração de plantio utilizada, irrigação localizada e manejo orgânico do arroz vermelho.


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  • O trabalho foi desenvolvido nas dependências do Instituto Federal do Rio Grande do Norte em Ipanguaçú-RN, para determinar a viabilidade técnica do plantio e o comportamento de componentes de produção de Arroz Vermelho (Oryza sativa L.) sob irrigação localizada, manejo orgânico e diferentes densidades de plantio.Os tratamentos constaram do número de plantas por cova (1, 3, 5, 7 e 9) e foram testados em delineamento de blocos ao acaso com cinco repetições. As variáveis estudadas foram: número de perfilhos por touceira, altura de plantas, número de panículas por parcela, massa média de panículas, números de grãos cheios e de grãos vazios, percentagem de grãos vazios, massa de cem grãos e produtividade. Concluiu-se pela viabilidade técnica da cultura do arroz vermelho e pela indicação da densidade de uma planta por cova como a mais adequada para o local, configuração de plantio utilizada, irrigação localizada e manejo orgânico do arroz vermelho.

Teses
1
  • FRANCISCO ERNESTO SOBRINHO
  • ETNOPEDOLOGIA NO CONHECIMENTO AMBIENTAL

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • VANIA CHRISTINA NASCIMENTO PORTO
  • ALEXANDRE DE OLIVEIRA LIMA
  • NEROLI PEDRO COGO
  • Data: 27/02/2015

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  • O estudo dos solos do semiárido é pouco explorado, embora seja importante para a sua sustentabilidade. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi estudar as relações solo-paisagem, a caracterização físico-química e morfológica de solos em uma topossequência em Florânia/RN, região do Seridó no Semiárido brasileiro. A pesquisa foi realizada no Sítio Canaçú, localizada em um vale, cortada pelo rio Garganta. Foram descritos, amostrados e georrefenciados sete perfis de solos, em função dos horizontes pedogenéticos. Conclui-se que a variabilidade encontrada nos perfis reflete as condições impostas pelo clima e pela paisagem. Esses solos apresentam boa fertilidade oriunda do material de origem, porém, esta é comprometida pelo caráter sódico. De modo geral, o silte predomina na maioria das profundidades e a relação silte/argila caracterizam solos jovens e pouco intemperizados. As limitações quanto ao uso agrícola desses solos encontram-se na deficiência hídrica durante o ano, em limitações físicas e químicas quanto  aos elevados teores de sódio.


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  • O estudo dos solos do semiárido é pouco explorado, embora seja importante para a sua sustentabilidade. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi estudar as relações solo-paisagem, a caracterização físico-química e morfológica de solos em uma topossequência em Florânia/RN, região do Seridó no Semiárido brasileiro. A pesquisa foi realizada no Sítio Canaçú, localizada em um vale, cortada pelo rio Garganta. Foram descritos, amostrados e georrefenciados sete perfis de solos, em função dos horizontes pedogenéticos. Conclui-se que a variabilidade encontrada nos perfis reflete as condições impostas pelo clima e pela paisagem. Esses solos apresentam boa fertilidade oriunda do material de origem, porém, esta é comprometida pelo caráter sódico. De modo geral, o silte predomina na maioria das profundidades e a relação silte/argila caracterizam solos jovens e pouco intemperizados. As limitações quanto ao uso agrícola desses solos encontram-se na deficiência hídrica durante o ano, em limitações físicas e químicas quanto  aos elevados teores de sódio.

2
  • WESLEY DE OLIVEIRA SANTOS
  • MÁXIMAS INTENSIDADES E ÍNDICES DE EROSIVIDADE DE CHUVAS PARA O RIO GRANDE DO NORTE

  • Orientador : JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EUNICE MAIA DE ANDRADE
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • SAULO TASSO ARAUJO DA SILVA
  • Data: 03/06/2015

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  • O conhecimento de eventos hidrológicos extremos é um requisito em projetos de drenagem, impermeabilização além de outras obras de engenharia, seja em áreas urbanas ou rurais. Para reduzir os efeitos das inundações, as obras hidráulicas são projetadas com base na vazão máxima, observada estatísticamente ou com base em modelos chuva-vazão. Com base nisso, os objetivos desse trabalho foram determinar as equações de chuvas intensas (curvas IDF) e os índices de erosividade EI30 e EI15 utilizando dados pluviométricos diários fornecidos pela EMPARN (Empresa Brasileira de Pesquisa Agroepecuária) de (1964-2007) para os municípios do Estado do Rio Grande do Norte através do emprego da metodologia de desagregação de chuvas diárias. Foi realizada a análise de estatística descritiva com o auxílio dos softwares excel e R versão 2.12.1 afim de verificar a derência dos dados de precipitação a distribuição de probabilidade de Gumbel por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov ao nível de 5% de significância. Os postos pluviométricos dos municípios foram georreferenciados para o sistema de projeção de coordenadas (longitude e latitude) em graus, Datum WGS 84, fuso (zona) 24, para a elaboração dos mapas com o auxílio de software de SIG, usando o interpolador da Krigagem para espacialização dos parâmetros das equações IDF e os índices de erosividade EI30 e EI15. A espacialização dos parâmetros da função IDF e dos índices de erosividade evidenciou a grande variabilidade das precipitações no Estado do Rio Grande do Norte.


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  • O conhecimento de eventos hidrológicos extremos é um requisito em projetos de drenagem, impermeabilização além de outras obras de engenharia, seja em áreas urbanas ou rurais. Para reduzir os efeitos das inundações, as obras hidráulicas são projetadas com base na vazão máxima, observada estatísticamente ou com base em modelos chuva-vazão. Com base nisso, os objetivos desse trabalho foram determinar as equações de chuvas intensas (curvas IDF) e os índices de erosividade EI30 e EI15 utilizando dados pluviométricos diários fornecidos pela EMPARN (Empresa Brasileira de Pesquisa Agroepecuária) de (1964-2007) para os municípios do Estado do Rio Grande do Norte através do emprego da metodologia de desagregação de chuvas diárias. Foi realizada a análise de estatística descritiva com o auxílio dos softwares excel e R versão 2.12.1 afim de verificar a derência dos dados de precipitação a distribuição de probabilidade de Gumbel por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov ao nível de 5% de significância. Os postos pluviométricos dos municípios foram georreferenciados para o sistema de projeção de coordenadas (longitude e latitude) em graus, Datum WGS 84, fuso (zona) 24, para a elaboração dos mapas com o auxílio de software de SIG, usando o interpolador da Krigagem para espacialização dos parâmetros das equações IDF e os índices de erosividade EI30 e EI15. A espacialização dos parâmetros da função IDF e dos índices de erosividade evidenciou a grande variabilidade das precipitações no Estado do Rio Grande do Norte.

3
  • ANAILSON DE SOUSA ALVES
  • COMPONENTES DE PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE DE CULTIVARES DE MILHO EM FUNÇÃO DE ADUBAÇÕES E ESPAÇAMENTOS ENTRE LINHAS

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EVANDRO FRANKLIN DE MESQUITA
  • JOAQUIM ODILON PEREIRA
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • SANDRA MARIA CAMPOS ALVES
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • Data: 18/06/2015

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  • O potencial produtivo da cultura do milho pode ser explorado pela implementação criteriosa de aspectos técnicos, como a escolha da cultivar que melhor se adapta às condições de cultivo, emprego de espaçamento e o manejo adequado. Objetivou-se avaliar o desempenho agronômico, os componentes de produção e a produtividade de duas cultivares de milho em função dos tipos de adubações e espaçamentos entre linhas em sistema de cultivo irrigado. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, em Mossoró, RN, adotando-se o delineamento em blocos casualizados, no esquema fatorial 3 x 2 x 2, com quatro repetições, sendo os tratamentos constituídos por três adubações (AO - Adubação Orgânica; AOM - Adubação Organomineral e AM - Adubação Mineral), duas cultivares de milho (Bras 3010 e Potiguar) e dois espaçamentos entre linhas (80 cm e 50 cm). Foram avaliados o índice de velocidade de emergência, população inicial e final de plantas, altura de inserção de espigas, diâmetro do colmo, número de fileiras de grãos por espiga, número de grãos por espiga , massa de espiga com e sem palha, diâmetro, comprimento e massa de grãos por espiga e a produtividade. A adubação organomineral (AOM) não apresentou diferenças significativas em relação à adubação mineral (M) no aumento do desempenho agronômico das cultivares de milho avaliadas, com exceção do diâmetro do colmo. Os aspectos agronômicos das cultivares de milho foram incrementados com a utilização do espaçamento de 80 cm entre linhas, com exceção da população inicial e final de plantas. A maior produtividade foi encontrada com a utilização da adubação orgânica, para a cultivar Potiguar, no espaçamento de 80 cm entre linhas. A população final, a produtividade e a massa de mil grãos foram os componentes que mais influenciaram na avaliação do conjunto dos dados. Cada cultivar de milho avaliada respondeu de maneira diferenciada às adubações e espaçamentos avaliados. A concordância entre os resultados da análise de agrupamentos e da análise de componentes principais com a análise de variância evidencia a adequação das técnicas estatísticas multivariadas utilizadas nesta pesquisa. O uso combinado das técnicas multivariadas possibilitou inferir com maior segurança nos agrupamentos formados entre os tratamentos e em suas características.


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  • O potencial produtivo da cultura do milho pode ser explorado pela implementação criteriosa de aspectos técnicos, como a escolha da cultivar que melhor se adapta às condições de cultivo, emprego de espaçamento e o manejo adequado. Objetivou-se avaliar o desempenho agronômico, os componentes de produção e a produtividade de duas cultivares de milho em função dos tipos de adubações e espaçamentos entre linhas em sistema de cultivo irrigado. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, em Mossoró, RN, adotando-se o delineamento em blocos casualizados, no esquema fatorial 3 x 2 x 2, com quatro repetições, sendo os tratamentos constituídos por três adubações (AO - Adubação Orgânica; AOM - Adubação Organomineral e AM - Adubação Mineral), duas cultivares de milho (Bras 3010 e Potiguar) e dois espaçamentos entre linhas (80 cm e 50 cm). Foram avaliados o índice de velocidade de emergência, população inicial e final de plantas, altura de inserção de espigas, diâmetro do colmo, número de fileiras de grãos por espiga, número de grãos por espiga , massa de espiga com e sem palha, diâmetro, comprimento e massa de grãos por espiga e a produtividade. A adubação organomineral (AOM) não apresentou diferenças significativas em relação à adubação mineral (M) no aumento do desempenho agronômico das cultivares de milho avaliadas, com exceção do diâmetro do colmo. Os aspectos agronômicos das cultivares de milho foram incrementados com a utilização do espaçamento de 80 cm entre linhas, com exceção da população inicial e final de plantas. A maior produtividade foi encontrada com a utilização da adubação orgânica, para a cultivar Potiguar, no espaçamento de 80 cm entre linhas. A população final, a produtividade e a massa de mil grãos foram os componentes que mais influenciaram na avaliação do conjunto dos dados. Cada cultivar de milho avaliada respondeu de maneira diferenciada às adubações e espaçamentos avaliados. A concordância entre os resultados da análise de agrupamentos e da análise de componentes principais com a análise de variância evidencia a adequação das técnicas estatísticas multivariadas utilizadas nesta pesquisa. O uso combinado das técnicas multivariadas possibilitou inferir com maior segurança nos agrupamentos formados entre os tratamentos e em suas características.

4
  • EDMILSON GOMES CAVALCANTE JÚNIOR
  • DESENVOLVIMENTO E NECESSIDADE HÍDRICA DA CULTURA MILHO E DO FEIJÃO-CAUPI INFLUENCIADOS PELAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO

     



  • Orientador : JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE ESPINOLA SOBRINHO
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • JOSÉ RENATO CORTEZ BEZERRA
  • SAULO TASSO ARAUJO DA SILVA
  • VLADIMIR BATISTA FIGUEIREDO
  • Data: 23/09/2015

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  • O objetivo geral do presente trabalho foi verificar os impactos que as mudanças climáticas podem provocar sobre o desenvolvimento e a evapotranspiração do milho e do feijão-caupi, no semiárido brasileiro. O trabalho foi desenvolvido nos municípios de Apodi, Ipanguaçu e Mossoró, pertencentes ao estado do Rio Grande do Norte. A determinação da evapotranspiração da cultura, em suas diferentes fases, foi realizada através de lisímetros de pesagem.  Para verificar a influência das mudanças climáticas sobre consumo hídrico da cultura foram simuladas alterações na temperatura e na umidade relativa do ar, através do modelo climático PRECIS. Foram avaliados dois cenários de emissões baseados no relatório do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change): um pessimista denominado A2 e um otimista B2. O coeficiente de cultivo do milho sofreu maior influência das mudanças climáticas, pois a cultura apresenta um porte mais elevado, em comparação com a cultura de referência, com isso, suas propriedades aerodinâmicas foram mais influenciadas pela redução da umidade relativa simulada pelo modelo. As temperaturas ficarão muito acima do limite tolerado pelas culturas, o que poderá repercutir negativamente no seu desenvolvimento e consequentemente no rendimento. Com o aumento nas temperaturas, ambas as culturas terão seus ciclos reduzidos. A redução no ciclo também provocará uma diminuição na evapotranspiração total das culturas. Com os acresimos esperados na temperatura do ar e a redução na umidade relative, a taxa diária da evapotranspiração ficará maior e apresentará efeito direto sobre os sistemas de irrigação, pois mesmo ocorrendo uma redução na evapotranspiração total, necessitarão de uma maior intensidade de irrigação para atender a demanda diária das culturas.

     


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  • O objetivo geral do presente trabalho foi verificar os impactos que as mudanças climáticas podem provocar sobre o desenvolvimento e a evapotranspiração do milho e do feijão-caupi, no semiárido brasileiro. O trabalho foi desenvolvido nos municípios de Apodi, Ipanguaçu e Mossoró, pertencentes ao estado do Rio Grande do Norte. A determinação da evapotranspiração da cultura, em suas diferentes fases, foi realizada através de lisímetros de pesagem.  Para verificar a influência das mudanças climáticas sobre consumo hídrico da cultura foram simuladas alterações na temperatura e na umidade relativa do ar, através do modelo climático PRECIS. Foram avaliados dois cenários de emissões baseados no relatório do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change): um pessimista denominado A2 e um otimista B2. O coeficiente de cultivo do milho sofreu maior influência das mudanças climáticas, pois a cultura apresenta um porte mais elevado, em comparação com a cultura de referência, com isso, suas propriedades aerodinâmicas foram mais influenciadas pela redução da umidade relativa simulada pelo modelo. As temperaturas ficarão muito acima do limite tolerado pelas culturas, o que poderá repercutir negativamente no seu desenvolvimento e consequentemente no rendimento. Com o aumento nas temperaturas, ambas as culturas terão seus ciclos reduzidos. A redução no ciclo também provocará uma diminuição na evapotranspiração total das culturas. Com os acresimos esperados na temperatura do ar e a redução na umidade relative, a taxa diária da evapotranspiração ficará maior e apresentará efeito direto sobre os sistemas de irrigação, pois mesmo ocorrendo uma redução na evapotranspiração total, necessitarão de uma maior intensidade de irrigação para atender a demanda diária das culturas.

     

2014
Dissertações
1
  • ANA CLÁUDIA MEDEIROS SOUZA
  • MANEJO INTEGRADO DO REJEITO DA DESSALINIZAÇÃO DA ÁGUA SALOBRA NA AGRICULTURA

  • Orientador : NILDO DA SILVA DIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • KARIDJA KALLIANY CARLOS DE FREITAS MOURA
  • Data: 15/01/2014

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  • O semiárido do Brasil tem um histórico de desafios e resistência aos fatores climáticos naturais, sobretudo, no tocante à escassez de recursos hídricos. Há cerca de 6 (seis) anos, o “Programa Água Boa” do Governo Federal instalou, em várias comunidades rurais, Estações de Tratamento de Água por Osmose Reversa como alternativa para a obtenção de água potável para as famílias por meio da dessalinização da água salobra de poços. Entretanto, no processo de dessalinização se gera, além da água potável, um rejeito altamente salino e de poder poluente elevado. Para minimizar os impactos ambientais negativos gerados pelo descarte do rejeito dessas estações de tratamento foram realizadas ações de pesquisa para analisar a viabilidade do uso deste resíduo na agricultura. Inicialmente foi instalado um projeto piloto na comunidade de Bom Jesus, Campo Grande - RN para investigar a viabilidade socioambiental e econômica do uso do rejeito salino para o cultivo de tilápias em viveiro e a sua utilização na forma bruta e/ou após uso em viveiro de criação de peixes para a produção de culturas agrícolas. O estudo constitui-se de ações de manejo integrado sustentável, compostas por quatro subsistemas interdependentes, quais sejam: 1) Inicialmente, a água salobra do poço é bombeada para a estação de tratamento; 2) O sistema de dessalinização produz a água potável para as famílias e, também, rejeito salino; 3) O rejeito salino é bombeado para viveiros de criação de tilápia e; 4) Por fim, o efluente da piscicultura, rico em matéria orgânica, é usado na irrigação de uma horta em sistema de produção agroecológico. Além disso, foi desenvolvida uma ação de pesquisa em casa de vegetação no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) com o objetivo de analisar os efeitos do efluente da piscicultura na irrigação de mudas de essências florestais do bioma Caatinga para reflorestamento. Pode-se concluir que, o peso médio das tilápias foi de 500 g, proporcionando aumento na renda e oferta de proteína para as famílias da comunidade; o subsistema criação de peixes ocupa a segunda menor área entres as atividades desenvolvidas na comunidade e o mais eficiente referente à produtividade; a produção de mudas de essências da caatinga utilizando o rejeito salino é viável, porém, o desempenho depende da tolerância à salinidade da espécie; as ações da pesquisa apresentaram viabilidade econômica desse processo para a produção agrícola familiar, com vistas à geração de renda. O projeto colabora com a gestão participativa das águas residuárias e com a potencialização da geração de renda e segurança alimentar, além de contribuir para a conservação ambiental.


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  • O semiárido do Brasil tem um histórico de desafios e resistência aos fatores climáticos naturais, sobretudo, no tocante à escassez de recursos hídricos. Há cerca de 6 (seis) anos, o “Programa Água Boa” do Governo Federal instalou, em várias comunidades rurais, Estações de Tratamento de Água por Osmose Reversa como alternativa para a obtenção de água potável para as famílias por meio da dessalinização da água salobra de poços. Entretanto, no processo de dessalinização se gera, além da água potável, um rejeito altamente salino e de poder poluente elevado. Para minimizar os impactos ambientais negativos gerados pelo descarte do rejeito dessas estações de tratamento foram realizadas ações de pesquisa para analisar a viabilidade do uso deste resíduo na agricultura. Inicialmente foi instalado um projeto piloto na comunidade de Bom Jesus, Campo Grande - RN para investigar a viabilidade socioambiental e econômica do uso do rejeito salino para o cultivo de tilápias em viveiro e a sua utilização na forma bruta e/ou após uso em viveiro de criação de peixes para a produção de culturas agrícolas. O estudo constitui-se de ações de manejo integrado sustentável, compostas por quatro subsistemas interdependentes, quais sejam: 1) Inicialmente, a água salobra do poço é bombeada para a estação de tratamento; 2) O sistema de dessalinização produz a água potável para as famílias e, também, rejeito salino; 3) O rejeito salino é bombeado para viveiros de criação de tilápia e; 4) Por fim, o efluente da piscicultura, rico em matéria orgânica, é usado na irrigação de uma horta em sistema de produção agroecológico. Além disso, foi desenvolvida uma ação de pesquisa em casa de vegetação no Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) com o objetivo de analisar os efeitos do efluente da piscicultura na irrigação de mudas de essências florestais do bioma Caatinga para reflorestamento. Pode-se concluir que, o peso médio das tilápias foi de 500 g, proporcionando aumento na renda e oferta de proteína para as famílias da comunidade; o subsistema criação de peixes ocupa a segunda menor área entres as atividades desenvolvidas na comunidade e o mais eficiente referente à produtividade; a produção de mudas de essências da caatinga utilizando o rejeito salino é viável, porém, o desempenho depende da tolerância à salinidade da espécie; as ações da pesquisa apresentaram viabilidade econômica desse processo para a produção agrícola familiar, com vistas à geração de renda. O projeto colabora com a gestão participativa das águas residuárias e com a potencialização da geração de renda e segurança alimentar, além de contribuir para a conservação ambiental.

2
  • ALEX LIMA MONTEIRO
  • MÉTODOS DE CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS E ADUBAÇÃO NITROGENADA NO MILHO

  • Orientador : PAULO SERGIO LIMA E SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO SERGIO LIMA E SILVA
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • PAULO IGOR BARBOSA E SILVA
  • Data: 20/01/2014

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  • A capina, frequentemente usada no manejo das plantas daninhas em milho, é cara e trabalhosa. Além disso, algumas plantas daninhas podem se “restabelecer” após as capinas. A consorciação com leguminosas arbóreas pode controlar plantas daninhas. O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da remoção das plantas daninhas e da consorciação com a sabiá (Mimosa caesalpiniifolia) no controle das plantas daninhas e nos rendimentos do milho. Utilizou-se o delineamento de blocos ao acaso com parcelas subdivididas e cinco repetições. A cultivar AG 1051, adubada com nitrogênio (30 e 120 kg ha-1 de N, aplicados nas parcelas) foi submetida aos seguintes tratamentos (subparcelas): sem capinas; consorciação com a sabiá (30 sementes viáveis por metro quadrado a lanço entre as fileiras do milho); duas capinas (20 e 40 dias após a semeadura, DAS), sem remoção das plantas daninhas (RPD); duas capinas, com RPD aos 20 DAS; duas capinas, com RPD aos 40 DAS; duas capinas, com RPD após cada capina. Vinte e três espécies de plantas daninhas ocorreram no experimento. O aumento da dose de nitrogênio reduziu os crescimentos da sabiá e das plantas daninhas e aumentou a habilidade competitiva e os rendimentos de espigas verdes e de grãos do milho. A consorciação com a sabiá não reduziu o crescimento das plantas daninhas, mas pode ser benéfica ao milho, pois aumentou o número de espigas verdes. A remoção das plantas daninhas pode ser desvantajosa, pois pode reduzir o rendimento do milho. A realização de duas capinas, com ou sem remoção do mato, reduziu o crescimento das plantas daninhas e propiciou os maiores rendimentos de espigas verdes e de grãos.


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  • A capina, frequentemente usada no manejo das plantas daninhas em milho, é cara e trabalhosa. Além disso, algumas plantas daninhas podem se “restabelecer” após as capinas. A consorciação com leguminosas arbóreas pode controlar plantas daninhas. O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos da remoção das plantas daninhas e da consorciação com a sabiá (Mimosa caesalpiniifolia) no controle das plantas daninhas e nos rendimentos do milho. Utilizou-se o delineamento de blocos ao acaso com parcelas subdivididas e cinco repetições. A cultivar AG 1051, adubada com nitrogênio (30 e 120 kg ha-1 de N, aplicados nas parcelas) foi submetida aos seguintes tratamentos (subparcelas): sem capinas; consorciação com a sabiá (30 sementes viáveis por metro quadrado a lanço entre as fileiras do milho); duas capinas (20 e 40 dias após a semeadura, DAS), sem remoção das plantas daninhas (RPD); duas capinas, com RPD aos 20 DAS; duas capinas, com RPD aos 40 DAS; duas capinas, com RPD após cada capina. Vinte e três espécies de plantas daninhas ocorreram no experimento. O aumento da dose de nitrogênio reduziu os crescimentos da sabiá e das plantas daninhas e aumentou a habilidade competitiva e os rendimentos de espigas verdes e de grãos do milho. A consorciação com a sabiá não reduziu o crescimento das plantas daninhas, mas pode ser benéfica ao milho, pois aumentou o número de espigas verdes. A remoção das plantas daninhas pode ser desvantajosa, pois pode reduzir o rendimento do milho. A realização de duas capinas, com ou sem remoção do mato, reduziu o crescimento das plantas daninhas e propiciou os maiores rendimentos de espigas verdes e de grãos.

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  • MARIA DA CONCEIÇÃO DA COSTA DE ANDRADE VASCONCELOS
  • DESEMPENHO DE SISTEMA DE IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO E PRODUÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR COM ÁGUA RESIDUÁRIA DOMÉSTICA PRIMÁRIA.

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • EDIMAR TEIXEIRA DINIZ FILHO
  • Data: 31/01/2014

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  • Os Estados do Ceará e Rio Grande do Norte são os principais produtores de melão da região Nordeste, onde juntos lideram com uma produção em torno de 98,38%. Porém, enfermidades ocasionadas por fungos e vírus têm aparecido com frequência nos campos de produção. Dentre estes, o Vírus da Mancha Necrótica do Melão (MNSV), o qual tem como principal vetor fungos do gênero Olpidium spp., tem sido de grande preocupação para os produtores dessa cultura, uma vez que os mesmos podem destruir por completo áreas de produção. A sintomatologia que se manifesta na planta, em virtude do ataque desse vírus, é o aparecimento de manchas nas folhas e nos frutos, mudança de coloração da polpa dos frutos, murchamento súbito e, consequentemente, a morte da planta. Diante disso, o objetivo desse estudo foi identificar através de análises microscópicas e moleculares a presença de espécies de Olpidium (O. bornovanus, O. brassicae e O. virulentus) e a nível molecular o MNSV, em raízes de melão cultivadas em solos coletados em diferentes áreas produtoras dos Estados do Rio Grande do Norte e Ceará. Amostras de solos foram coletadas em 10 fazendas, sendo sete localizadas no Estado do Rio Grande do Norte e três do Estado no Ceará. Em cada fazenda coletou-se um total de cinco amostras de solos, os quais foram postos para a secagem, peneirados, pesados e misturados com areia autoclavada, na proporção de 1:10. Posteriormente, essa mistura foi utilizada para a semeadura com as sementes de melão amarelo (variedade Goldex), e mantidos na casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições cada. Após 30 dias da realização do transplantio, as plantas foram coletadas e suas raízes submetidas ao processo de clarificação para a identificação microscópica do fungo Olpidium spp. Feita essa identificação, realizou-se os estudos moleculares com primers genes específicos para a confirmação da presença do Olpidium e do MNSV. Os resultados obtidos revelaram que das 275 raízes de plantas analisadas morfologicamente, 69,81% apresentaram-se infectadas apenas com o Olpidium bornovanus. Não foi detectada a presença do O. brassicae e nem do O. virulentus. As análises moleculares confirmaram a presença do Olpidium bornovanus bem como também a presença do MNSV, sendo este último constatado em apenas três das 10 fazendas analisadas. Portanto, os solos coletados nos Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, tem a presença de Olpidium bornovanus e do MNSV, sendo este, o primeiro relato do MNSV no Brasil. As informações geradas neste estudo são de grande importância para os produtores de melão destas regiões, uma vez que servirão para que medidas de controle sejam realizadas para evitar o alastramento dessa doença nas áreas de cultivo.


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  • Os Estados do Ceará e Rio Grande do Norte são os principais produtores de melão da região Nordeste, onde juntos lideram com uma produção em torno de 98,38%. Porém, enfermidades ocasionadas por fungos e vírus têm aparecido com frequência nos campos de produção. Dentre estes, o Vírus da Mancha Necrótica do Melão (MNSV), o qual tem como principal vetor fungos do gênero Olpidium spp., tem sido de grande preocupação para os produtores dessa cultura, uma vez que os mesmos podem destruir por completo áreas de produção. A sintomatologia que se manifesta na planta, em virtude do ataque desse vírus, é o aparecimento de manchas nas folhas e nos frutos, mudança de coloração da polpa dos frutos, murchamento súbito e, consequentemente, a morte da planta. Diante disso, o objetivo desse estudo foi identificar através de análises microscópicas e moleculares a presença de espécies de Olpidium (O. bornovanus, O. brassicae e O. virulentus) e a nível molecular o MNSV, em raízes de melão cultivadas em solos coletados em diferentes áreas produtoras dos Estados do Rio Grande do Norte e Ceará. Amostras de solos foram coletadas em 10 fazendas, sendo sete localizadas no Estado do Rio Grande do Norte e três do Estado no Ceará. Em cada fazenda coletou-se um total de cinco amostras de solos, os quais foram postos para a secagem, peneirados, pesados e misturados com areia autoclavada, na proporção de 1:10. Posteriormente, essa mistura foi utilizada para a semeadura com as sementes de melão amarelo (variedade Goldex), e mantidos na casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições cada. Após 30 dias da realização do transplantio, as plantas foram coletadas e suas raízes submetidas ao processo de clarificação para a identificação microscópica do fungo Olpidium spp. Feita essa identificação, realizou-se os estudos moleculares com primers genes específicos para a confirmação da presença do Olpidium e do MNSV. Os resultados obtidos revelaram que das 275 raízes de plantas analisadas morfologicamente, 69,81% apresentaram-se infectadas apenas com o Olpidium bornovanus. Não foi detectada a presença do O. brassicae e nem do O. virulentus. As análises moleculares confirmaram a presença do Olpidium bornovanus bem como também a presença do MNSV, sendo este último constatado em apenas três das 10 fazendas analisadas. Portanto, os solos coletados nos Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, tem a presença de Olpidium bornovanus e do MNSV, sendo este, o primeiro relato do MNSV no Brasil. As informações geradas neste estudo são de grande importância para os produtores de melão destas regiões, uma vez que servirão para que medidas de controle sejam realizadas para evitar o alastramento dessa doença nas áreas de cultivo.

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  • ANDYGLEY FERNANDES MOTA
  • CULTIVO DO ALGODOEIRO IRRIGADO COM ÁGUAS SALINAS DE ACORDO COM A FASE DE DESENVOLVIMENTO DA CULTURA.

  • Orientador : MARCELO TAVARES GURGEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MARCELO TAVARES GURGEL
  • Data: 07/02/2014

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  • Nos últimos 10 anos, o Brasil passou de importador para exportador de algodão, ocupando a quinta colocação dentre os países que mais produzem algodão no mundo, respondendo por 5,7% da produção mundial. A qualidade da água é um dos fatores que ocasionam efeito negativo no desenvolvimento das culturas e afetam a produção. O presente estudo teve com objetivo avaliar a influência da irrigação com água salina no crescimento, nutrição, produção e qualidade da fibra do algodão colorido (BRS verde), além de alguns atributos químicos do solo. O trabalho foi desenvolvido em condições de campo na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, de propriedade da Universidade Federal Rural do Semi-árido – UFERSA. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com seis tratamentos e cinco repetições, cujos tratamentos consistiram de seis combinações entre três águas, com níveis de salinidade (S) distintos, alternadas durante os estádios de desenvolvimento da cultura. A água de salinidade S1 usada nas irrigações foi retirada de um poço do aquífero Arenito Açu, a uma profundidade média de 1000 m. A água de salinidade S3 foi preparada mediante a adição, na água S1, de sais para que apresentasse um nível de salinidade aproximado da maioria das fontes de água do aquífero Calcário Jandaíra. E a água de salinidade S2, proveniente da mistura de volumes iguais das águas S1 e S3, sendo as Condutividades Elétricas, 0,55; 2,16 e 3,53 dS m-1, respectivamente, das três águas. A cultivar BRS verde sofreu redução em seus parâmetros de crescimento, porém a produção não diferiu estatisticamente entre os tratamentos. Mesmo assim uso de água de alta salinidade (3,5 dS m-1) ao longo de todo o ciclo da cultura pode ser viável, de acordo com as condições de realização do estudo. O uso de águas de qualidade inferior pode ser uma alternativa para produtores, possibilitando uma redução no consumo de águas de melhor qualidade.


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  • Nos últimos 10 anos, o Brasil passou de importador para exportador de algodão, ocupando a quinta colocação dentre os países que mais produzem algodão no mundo, respondendo por 5,7% da produção mundial. A qualidade da água é um dos fatores que ocasionam efeito negativo no desenvolvimento das culturas e afetam a produção. O presente estudo teve com objetivo avaliar a influência da irrigação com água salina no crescimento, nutrição, produção e qualidade da fibra do algodão colorido (BRS verde), além de alguns atributos químicos do solo. O trabalho foi desenvolvido em condições de campo na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, de propriedade da Universidade Federal Rural do Semi-árido – UFERSA. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com seis tratamentos e cinco repetições, cujos tratamentos consistiram de seis combinações entre três águas, com níveis de salinidade (S) distintos, alternadas durante os estádios de desenvolvimento da cultura. A água de salinidade S1 usada nas irrigações foi retirada de um poço do aquífero Arenito Açu, a uma profundidade média de 1000 m. A água de salinidade S3 foi preparada mediante a adição, na água S1, de sais para que apresentasse um nível de salinidade aproximado da maioria das fontes de água do aquífero Calcário Jandaíra. E a água de salinidade S2, proveniente da mistura de volumes iguais das águas S1 e S3, sendo as Condutividades Elétricas, 0,55; 2,16 e 3,53 dS m-1, respectivamente, das três águas. A cultivar BRS verde sofreu redução em seus parâmetros de crescimento, porém a produção não diferiu estatisticamente entre os tratamentos. Mesmo assim uso de água de alta salinidade (3,5 dS m-1) ao longo de todo o ciclo da cultura pode ser viável, de acordo com as condições de realização do estudo. O uso de águas de qualidade inferior pode ser uma alternativa para produtores, possibilitando uma redução no consumo de águas de melhor qualidade.

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  • ANA KALINE DA COSTA FERREIRA
  • AVALIAÇÃO DE MÉTODOS DE ANÁLISES QUÍMICAS DE NUTRIENTES EM TECIDO VEGETAL

  • Orientador : FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIO HENRIQUE TAVARES DE OLIVEIRA
  • WELKA PRESTON LEITE BATISTA DA COSTA ALVES
  • Data: 18/02/2014

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  • A busca por métodos analíticos rápidos, exatos, precisos, de custo reduzido e que descarte pouco resíduos após análise, implica no aprimoramento dos métodos de análises químicas de nutrientes em tecido vegetal, fazendo-se necessário a comparação de métodos novos com aqueles tradicionalmente utilizados nos laboratórios de rotina. Com este trabalho objetivou-se comparar a eficiência de seis métodos de análises químicas de tecido vegetal, os quais diferem entre si quanto aos procedimentos de digestão ou extração dos nutrientes da matéria seca. Foram utilizadas dez amostras padrão de tecido vegetal (anos 2011 e 2012) fornecida pelo Programa Inter laboratorial de Análise de Tecido Vegetal (PIATV), coordenado pela ESALQ/USP, cujos resultados foram previamente conhecidos. Foram determinados os teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, boro, ferro, cobre, manganês e zinco. Os métodos analíticos comparados foram: 1) Extração dos nutrientes da matéria seca com o uso de HCl 1 mol/L; 2) Digestão via seca (incineração) em forno mufla e dissolução posterior do resíduo inorgânico (cinzas) com HCl 1 mol/L; 3) Digestão via úmida em sistema aberto usando bloco digestor como fonte de calor e a mistura de HNO3+ H2O2 para digerir a matéria seca; 4) Digestão via úmida em sistema aberto usando bloco digestor como fonte de calor e a mistura de H2SO4 + H2O2 para digerir a matéria seca; 5) Digestão via úmida em sistema fechado usando forno micro-ondas como fonte de calor e o HNO3 para digerir a matéria seca e 6) Digestão via úmida em sistema aberto usando bloco digestor como fonte de calor e a mistura de HNO3 + HClO4 (3:1) para digerir a matéria seca. A eficiência de cada método foi avaliada comparando-se os resultados obtidos para cada nutriente com os resultados fornecidos pelo PIATV. As análises foram efetuadas no Laboratório de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas da Universidade Federal Rural do
    Semi-Árido (UFERSA), cada uma das dez amostras padrão foi analisada em quintuplicata pelos seis métodos analíticos e foram utilizados os mesmos métodos de dosagem para cada nutriente. Os resultados evidenciaram que, de modo geral, todos os métodos apresentaram boa à excelente precisão, porém nem todos apresentaram uma exatidão aceitável. Para a extração do K todos os métodos apresentaram exatidão excelente. A incineração (calcinação) foi o único método exato, dentre os testados, para a extração de B. A digestão sulfúrica foi o único método exato, dentre os testados, para a extração de N total. Para a extração de S os métodos que apresentaram maior exatidão foram a digestão em sistema fechado usando micro-ondas e o método de digestão nitroperclórica. À exceção dos nutrientes N e B, o método mais exato para a extração dos macro e micronutrientes avaliados foi nitroperclórico, seguido pelo
    método de digestão usando o forno micro-ondas e HNO3 para digerir a matéria seca e pelo método da digestão usando H2SO4 e H2O2. Para a extração de N, P, K, Ca e Mg pode ser utilizado o método da digestão sulfúrica. Para a extração de Fe, Cu, Mn e Zn pode ser utilizado o método da digestão úmida em forno micro-ondas com uso do HNO3.


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  • A busca por métodos analíticos rápidos, exatos, precisos, de custo reduzido e que descarte pouco resíduos após análise, implica no aprimoramento dos métodos de análises químicas de nutrientes em tecido vegetal, fazendo-se necessário a comparação de métodos novos com aqueles tradicionalmente utilizados nos laboratórios de rotina. Com este trabalho objetivou-se comparar a eficiência de seis métodos de análises químicas de tecido vegetal, os quais diferem entre si quanto aos procedimentos de digestão ou extração dos nutrientes da matéria seca. Foram utilizadas dez amostras padrão de tecido vegetal (anos 2011 e 2012) fornecida pelo Programa Inter laboratorial de Análise de Tecido Vegetal (PIATV), coordenado pela ESALQ/USP, cujos resultados foram previamente conhecidos. Foram determinados os teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, boro, ferro, cobre, manganês e zinco. Os métodos analíticos comparados foram: 1) Extração dos nutrientes da matéria seca com o uso de HCl 1 mol/L; 2) Digestão via seca (incineração) em forno mufla e dissolução posterior do resíduo inorgânico (cinzas) com HCl 1 mol/L; 3) Digestão via úmida em sistema aberto usando bloco digestor como fonte de calor e a mistura de HNO3+ H2O2 para digerir a matéria seca; 4) Digestão via úmida em sistema aberto usando bloco digestor como fonte de calor e a mistura de H2SO4 + H2O2 para digerir a matéria seca; 5) Digestão via úmida em sistema fechado usando forno micro-ondas como fonte de calor e o HNO3 para digerir a matéria seca e 6) Digestão via úmida em sistema aberto usando bloco digestor como fonte de calor e a mistura de HNO3 + HClO4 (3:1) para digerir a matéria seca. A eficiência de cada método foi avaliada comparando-se os resultados obtidos para cada nutriente com os resultados fornecidos pelo PIATV. As análises foram efetuadas no Laboratório de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas da Universidade Federal Rural do
    Semi-Árido (UFERSA), cada uma das dez amostras padrão foi analisada em quintuplicata pelos seis métodos analíticos e foram utilizados os mesmos métodos de dosagem para cada nutriente. Os resultados evidenciaram que, de modo geral, todos os métodos apresentaram boa à excelente precisão, porém nem todos apresentaram uma exatidão aceitável. Para a extração do K todos os métodos apresentaram exatidão excelente. A incineração (calcinação) foi o único método exato, dentre os testados, para a extração de B. A digestão sulfúrica foi o único método exato, dentre os testados, para a extração de N total. Para a extração de S os métodos que apresentaram maior exatidão foram a digestão em sistema fechado usando micro-ondas e o método de digestão nitroperclórica. À exceção dos nutrientes N e B, o método mais exato para a extração dos macro e micronutrientes avaliados foi nitroperclórico, seguido pelo
    método de digestão usando o forno micro-ondas e HNO3 para digerir a matéria seca e pelo método da digestão usando H2SO4 e H2O2. Para a extração de N, P, K, Ca e Mg pode ser utilizado o método da digestão sulfúrica. Para a extração de Fe, Cu, Mn e Zn pode ser utilizado o método da digestão úmida em forno micro-ondas com uso do HNO3.

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  • JOSÉ MARIA DA COSTA
  • FONTES E DOSES DE SUBSTRATOS ORGÂNICOS NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE TAMARINDEIRO

  • Orientador : VANDER MENDONCA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • RENATO DANTAS ALENCAR
  • VANDER MENDONCA
  • Data: 26/02/2014

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  • No Nordeste brasileiro o cultivo do tamarindeiro (Tamarindus indica L.) vem sendo realizado principalmente por pequenos agricultores em pomares domésticos, que na maioria das vezes possuem um manejo inadequado e pouca disponibilidade de recursos financeiros para investir na cultura, de modo que alternativas para reduzir o custo de produção de mudas são essenciais para torná-la uma frutífera cada vez mais viável. Mudas de boa qualidade representam um dos pilares da implantação de um plantio bem sucedido, ou seja, com baixo índice de mortalidade e bom desenvolvimento inicial, diante dessas dificuldades realizou-se um experimento no período de março a dezembro de 2013 no viveiro de mudas na Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no setor de fruticultura, Mossoró-RN, com o objetivo de avaliar o desempenho de fontes orgânicas, na composição do substrato na produção de mudas de tamarindeiro, bem como seu estado nutricional. O delineamento experimental, adotado foi em blocos completos casualizados, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 3 x 4 com quatro repetição e dez plantas por parcelas. Os tratamentos constataram de: solo puro (testemunha), três fontes orgânicas (esterco bovino, esterco caprino e um composto orgânico comercial) em quatro proporções destes materiais no substrato (0, 20, 40 e 60% v v-1). Foram avaliados os parâmetros morfológicos e nutricionais. As analises morfológicas foram realizadas em cinco plantas por tratamento aos 140 (DAS) na mesma época realizaram-se as analises destrutiva. A fonte esterco caprino proporcionou os melhores resultados para as características morfológicas avaliadas. A proporção de 40% de matéria orgânica, independentemente da fonte orgânica adicionada ao substrato, favoreceu o melhor desenvolvimento das mudas de tamarindeiro.


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  • No Nordeste brasileiro o cultivo do tamarindeiro (Tamarindus indica L.) vem sendo realizado principalmente por pequenos agricultores em pomares domésticos, que na maioria das vezes possuem um manejo inadequado e pouca disponibilidade de recursos financeiros para investir na cultura, de modo que alternativas para reduzir o custo de produção de mudas são essenciais para torná-la uma frutífera cada vez mais viável. Mudas de boa qualidade representam um dos pilares da implantação de um plantio bem sucedido, ou seja, com baixo índice de mortalidade e bom desenvolvimento inicial, diante dessas dificuldades realizou-se um experimento no período de março a dezembro de 2013 no viveiro de mudas na Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no setor de fruticultura, Mossoró-RN, com o objetivo de avaliar o desempenho de fontes orgânicas, na composição do substrato na produção de mudas de tamarindeiro, bem como seu estado nutricional. O delineamento experimental, adotado foi em blocos completos casualizados, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 3 x 4 com quatro repetição e dez plantas por parcelas. Os tratamentos constataram de: solo puro (testemunha), três fontes orgânicas (esterco bovino, esterco caprino e um composto orgânico comercial) em quatro proporções destes materiais no substrato (0, 20, 40 e 60% v v-1). Foram avaliados os parâmetros morfológicos e nutricionais. As analises morfológicas foram realizadas em cinco plantas por tratamento aos 140 (DAS) na mesma época realizaram-se as analises destrutiva. A fonte esterco caprino proporcionou os melhores resultados para as características morfológicas avaliadas. A proporção de 40% de matéria orgânica, independentemente da fonte orgânica adicionada ao substrato, favoreceu o melhor desenvolvimento das mudas de tamarindeiro.

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  • EDUARDO CASTRO PEREIRA
  • CRESCIMENTO E TEORES DE N, P E K EM PORTAENXERTO DE TAMARINDEIRO (Tamarindus indica L.) UTILIZANDO SUBSTRATOS ORGÂNICOS E DOSES DE FÓSFORO

  • Orientador : VANDER MENDONCA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DJANGO JESUS DANTAS
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • VANDER MENDONCA
  • Data: 26/02/2014

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  • A produção de mudas é etapa fundamental para o sucesso das demais etapas do cultivo da maioria das frutíferas, não sendo diferente para o cultivo do tamarindeiro. A deficiência de pesquisas para essa espécie induz a busca por novas informações em torno deste tema, gerando cada vez mais informações científicas. O trabalho foi realizado, no período de março de 2013 a outubro de 2013, no setor de fruticultura, campus leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN, com o objetivo de avaliar diferentes substratos orgânicos e doses de fósforo no crescimento e teor foliar de nitrogênio, fósforo e potássio em portaenxertos de tamarindeiro. O delineamento experimental adotado foi em blocos completos casualizados, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 3 x 4 com quatro repetição e dez plantas por parcelas. Os tratamentos constaram de: três fontes orgânicas na proporção de 40 % v.v1, (esterco bovino, esterco caprino e um composto orgânico comercial) em quatro doses de superfosfato simples (0,0 kg m-3, 2,5 kg m-3, 5,0 kg m-3, 7,5 kg m-3) Foram avaliados os parâmetros morfológicos e nutricionais. As analises morfológicas foram realizadas em cinco plantas por tratamento a cada vinte dias e no final aos 140 dias após o semeio realizaram-se as analises destrutivas, enquanto as análises nutricionais foram realizadas após a secagem e processamento da massa seca da parte aérea. O esterco caprino e o composto orgânico foram os mais adequados para a produção de portaenxertos de tamarindeiro. Doses elevadas de superfosfato simples não foram benéficas para o crescimento das mudas de tamarindeiro, independente das fontes orgânicas utilizadas. Com relação às características nutricionais, os portaenxertos de tamarindeiro apresentaram estado nutricional satisfatórias nos substratos que continham as fontes composto orgânico e esterco caprino. A dose máxima de 7,5 kg m-3de superfosfato simples proporcionou os maiores teores de fósforo e potássio na massa seca da parte aérea. O teor de nitrogênio foi superior na ausência de superfosfato simples. O acúmulo de nutrientes na massa seca da parte aérea obedece a seguinte ordem: N > K > P.


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  • A produção de mudas é etapa fundamental para o sucesso das demais etapas do cultivo da maioria das frutíferas, não sendo diferente para o cultivo do tamarindeiro. A deficiência de pesquisas para essa espécie induz a busca por novas informações em torno deste tema, gerando cada vez mais informações científicas. O trabalho foi realizado, no período de março de 2013 a outubro de 2013, no setor de fruticultura, campus leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró-RN, com o objetivo de avaliar diferentes substratos orgânicos e doses de fósforo no crescimento e teor foliar de nitrogênio, fósforo e potássio em portaenxertos de tamarindeiro. O delineamento experimental adotado foi em blocos completos casualizados, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 3 x 4 com quatro repetição e dez plantas por parcelas. Os tratamentos constaram de: três fontes orgânicas na proporção de 40 % v.v1, (esterco bovino, esterco caprino e um composto orgânico comercial) em quatro doses de superfosfato simples (0,0 kg m-3, 2,5 kg m-3, 5,0 kg m-3, 7,5 kg m-3) Foram avaliados os parâmetros morfológicos e nutricionais. As analises morfológicas foram realizadas em cinco plantas por tratamento a cada vinte dias e no final aos 140 dias após o semeio realizaram-se as analises destrutivas, enquanto as análises nutricionais foram realizadas após a secagem e processamento da massa seca da parte aérea. O esterco caprino e o composto orgânico foram os mais adequados para a produção de portaenxertos de tamarindeiro. Doses elevadas de superfosfato simples não foram benéficas para o crescimento das mudas de tamarindeiro, independente das fontes orgânicas utilizadas. Com relação às características nutricionais, os portaenxertos de tamarindeiro apresentaram estado nutricional satisfatórias nos substratos que continham as fontes composto orgânico e esterco caprino. A dose máxima de 7,5 kg m-3de superfosfato simples proporcionou os maiores teores de fósforo e potássio na massa seca da parte aérea. O teor de nitrogênio foi superior na ausência de superfosfato simples. O acúmulo de nutrientes na massa seca da parte aérea obedece a seguinte ordem: N > K > P.

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  • LUIZ EDUARDO VIEIRA DE ARRUDA
  • ATRIBUTOS FÍSICOS E QUÍMICOS DE UM LATOSSOLO SUBMETIDO A DIFERENTES USOS AGRÍCOLAS, MARTINS - RN

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ADRIANA ARAÚJO DINIZ
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 26/02/2014

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  • Os atributos do solo são facilmente modificados em função dos diferentes usos agrícolas, sendo necessária a adoção de práticas adequadas às particularidades locais para manutenção da sua capacidade produtiva. Face o exposto, este trabalho teve como objetivo avaliar os atributos físicos e químicos do solo, em diferentes condições de usos agrícolas em um Latossolo. A pesquisa foi realizada no sítio Bela Vista em Martins-RN. Os tratamentos avaliados foram: área de monocultivo da mandioca, monocultivo do feijão e mata nativa. Os resultados foram interpretados com análise estatística multivariada. Quanto aos atributos físicos a mata nativa diferenciou dos demais usos agrícolas em decorrência da consolidação da superfície, ausência de práticas de preparo do solo e maior aporte de matéria orgânica conferindo maior retenção de água no solo. O monocultivo da mandioca em relação aos atributos químicos diferiu dos demais usos agrícolas em decorrência provavelmente da prática de queimadas em leiras que favoreceu o aumento do pH e disponibilização dos cátions básicos, porém, conforme a literatura esse benefício é favorecido em curto período. Considerando as inter-relações entre os atributos físicos e químicos o diâmetro médio ponderado, água disponível, matéria orgânica e acidez potencial apresentaram baixo poder discriminante. Conclui-se que houve irregularidades estatísticas na tendência dos atributos do solo onde os diferentes usos agrícolas interferiram nos atributos físicos e químicos quando comparado com a mata nativa e a mesma quanto aos atributos físicos obteve melhores resultados, seguido do monocultivo do feijão e da mandioca e em relação aos atributos químicos o monocultivo da mandioca foi superior aos demais.


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  • Os atributos do solo são facilmente modificados em função dos diferentes usos agrícolas, sendo necessária a adoção de práticas adequadas às particularidades locais para manutenção da sua capacidade produtiva. Face o exposto, este trabalho teve como objetivo avaliar os atributos físicos e químicos do solo, em diferentes condições de usos agrícolas em um Latossolo. A pesquisa foi realizada no sítio Bela Vista em Martins-RN. Os tratamentos avaliados foram: área de monocultivo da mandioca, monocultivo do feijão e mata nativa. Os resultados foram interpretados com análise estatística multivariada. Quanto aos atributos físicos a mata nativa diferenciou dos demais usos agrícolas em decorrência da consolidação da superfície, ausência de práticas de preparo do solo e maior aporte de matéria orgânica conferindo maior retenção de água no solo. O monocultivo da mandioca em relação aos atributos químicos diferiu dos demais usos agrícolas em decorrência provavelmente da prática de queimadas em leiras que favoreceu o aumento do pH e disponibilização dos cátions básicos, porém, conforme a literatura esse benefício é favorecido em curto período. Considerando as inter-relações entre os atributos físicos e químicos o diâmetro médio ponderado, água disponível, matéria orgânica e acidez potencial apresentaram baixo poder discriminante. Conclui-se que houve irregularidades estatísticas na tendência dos atributos do solo onde os diferentes usos agrícolas interferiram nos atributos físicos e químicos quando comparado com a mata nativa e a mesma quanto aos atributos físicos obteve melhores resultados, seguido do monocultivo do feijão e da mandioca e em relação aos atributos químicos o monocultivo da mandioca foi superior aos demais.

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  • PEDRO RAMUALYSON FERNANDES SAMPAIO
  • CROTALÁRIA JUNCEA COMO ADUBO VERDE EM SISTEMAS AGRÍCOLAS IRRIGADOS

  • Orientador : NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSE FRANCISMAR DE MEDEIROS
  • NEYTON DE OLIVEIRA MIRANDA
  • Data: 27/02/2014

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  • O cultivo de Crotalária juncea L. para adubação verde em condições semiáridas também requer irrigação e, sabendo que o uso de água salobra ou cultivo em solos salinizados podem afetar o crescimento das plantas, sua utilização pode atuar diretamente sobre a recuperação da qualidade dessas áreas. O trabalho objetivou avaliar a variabilidade espacial da crotalária juncea e características químicas do solo, bem como o balanço hídrico da cultura, sob efeito residual de níveis de salinidade e doses de nitrogênio. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró, RN, Brasil. Em anos anteriores, a área experimental recebeu seis experimentos consecutivos com diferentes culturas, em delineamento de blocos ao acaso, com parcelas subdivididas 5 x 3, correspondentes a níveis de salinidade e doses de nitrogênio, com quatro repetições. As variáveis estudadas foram: altura de plantas em seis datas após semeadura, massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca da raiz (MSR), massa seca total (MST); atributos químicos do solo nas profundidades de 0,00-0,15 m e 0,15-0,30 m; e a evapotranspiração da cultura. Os resultados de planta e solo foram submetidos à análise de variância do efeito residual e, em seguida, ao estudo da variabilidade espacial das variáveis por meio de técnicas geoestatísticas. A evapotranspiração foi obtida por meio do intervalo de confiança para média com 95% de probabilidade dos kc’s até o estádio de florescimento da cultura. A análise da variância não indicou efeito residual significativo dos níveis de salinidade e doses de Nitrogênio no solo sobre as variáveis de crescimento e de massa seca da crotalária juncea, porém, o uso de técnicas geoestatísticas permitiu localizar regiões no campo com diferentes valores das variáveis estudadas. Nas duas profundidades do solo, foi constatado efeito residual para as doses de nitrogênio e níveis de salinidade da água; e após a incorporação do adubo verde, houve um acréscimo do Mg e do N total do solo na camada superficial. As características químicas apresentaram dependência espacial nas duas profundidades. A crotalária juncea apresentou maior consumo de água para o menor nível de salinidade residual (S1) em todas as fases, embora o consumo no maior nível (S5) tenha sido próximo aos obtidos pelo menor resíduo, denotando tolerância da leguminosa ao longo do cultivo.


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  • O cultivo de Crotalária juncea L. para adubação verde em condições semiáridas também requer irrigação e, sabendo que o uso de água salobra ou cultivo em solos salinizados podem afetar o crescimento das plantas, sua utilização pode atuar diretamente sobre a recuperação da qualidade dessas áreas. O trabalho objetivou avaliar a variabilidade espacial da crotalária juncea e características químicas do solo, bem como o balanço hídrico da cultura, sob efeito residual de níveis de salinidade e doses de nitrogênio. O experimento foi realizado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró, RN, Brasil. Em anos anteriores, a área experimental recebeu seis experimentos consecutivos com diferentes culturas, em delineamento de blocos ao acaso, com parcelas subdivididas 5 x 3, correspondentes a níveis de salinidade e doses de nitrogênio, com quatro repetições. As variáveis estudadas foram: altura de plantas em seis datas após semeadura, massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca da raiz (MSR), massa seca total (MST); atributos químicos do solo nas profundidades de 0,00-0,15 m e 0,15-0,30 m; e a evapotranspiração da cultura. Os resultados de planta e solo foram submetidos à análise de variância do efeito residual e, em seguida, ao estudo da variabilidade espacial das variáveis por meio de técnicas geoestatísticas. A evapotranspiração foi obtida por meio do intervalo de confiança para média com 95% de probabilidade dos kc’s até o estádio de florescimento da cultura. A análise da variância não indicou efeito residual significativo dos níveis de salinidade e doses de Nitrogênio no solo sobre as variáveis de crescimento e de massa seca da crotalária juncea, porém, o uso de técnicas geoestatísticas permitiu localizar regiões no campo com diferentes valores das variáveis estudadas. Nas duas profundidades do solo, foi constatado efeito residual para as doses de nitrogênio e níveis de salinidade da água; e após a incorporação do adubo verde, houve um acréscimo do Mg e do N total do solo na camada superficial. As características químicas apresentaram dependência espacial nas duas profundidades. A crotalária juncea apresentou maior consumo de água para o menor nível de salinidade residual (S1) em todas as fases, embora o consumo no maior nível (S5) tenha sido próximo aos obtidos pelo menor resíduo, denotando tolerância da leguminosa ao longo do cultivo.

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  • PAULO ROBERTO DE SOUZA SILVEIRA
  • ADUBAÇÃO E ESPAÇAMENTO ENTRE LINHAS NA PRODUTIVIDADE DE MILHO (Zea mays) HÍBRIDO BRAS 3010.
    MOSSORÓ – RN
    2014

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOAQUIM ODILON PEREIRA
  • SANDRA MARIA CAMPOS ALVES
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • Data: 06/03/2014

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  • O crescente aumento do consumo mundial de milho tem levado a uma pressão cada vez maior para aumento da produção deste cereal. Contudo, a produtividade do milho é uma variável complexa e depende da interação entre fatores genéticos, ambientais e de manejo. O objetivo deste trabalho foi avaliar os componentes de produção e a produtividade da variedade BRAS 3010, recomendada para a região do semiárido nordestino e em sistema irrigado. Os experimentos foram realizados em blocos casualizados, no esquema fatorial 3 x 2, com quatro repetições, correspondente às três adubações (orgânica, organomineral e mineral) e dois espaçamentos entre linhas (50 cm e 80 cm). Este trabalho foi realizado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, localizada na comunidade de Alagoinha pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN. Os resultados evidenciaram que, para esta cultivar, o espaçamento entre linhas de 80 cm foi o que promoveu melhores resultados nos componentes de produção, com exceção do diâmetro do colmo. As adubações e espaçamentos não afetaram a produtividade da cultura. A adubação organomineral se mostrou como sendo uma alternativa viável em função da redução dos custos de produção.


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  • O crescente aumento do consumo mundial de milho tem levado a uma pressão cada vez maior para aumento da produção deste cereal. Contudo, a produtividade do milho é uma variável complexa e depende da interação entre fatores genéticos, ambientais e de manejo. O objetivo deste trabalho foi avaliar os componentes de produção e a produtividade da variedade BRAS 3010, recomendada para a região do semiárido nordestino e em sistema irrigado. Os experimentos foram realizados em blocos casualizados, no esquema fatorial 3 x 2, com quatro repetições, correspondente às três adubações (orgânica, organomineral e mineral) e dois espaçamentos entre linhas (50 cm e 80 cm). Este trabalho foi realizado na Fazenda Experimental Rafael Fernandes, localizada na comunidade de Alagoinha pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró-RN. Os resultados evidenciaram que, para esta cultivar, o espaçamento entre linhas de 80 cm foi o que promoveu melhores resultados nos componentes de produção, com exceção do diâmetro do colmo. As adubações e espaçamentos não afetaram a produtividade da cultura. A adubação organomineral se mostrou como sendo uma alternativa viável em função da redução dos custos de produção.

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  • MARIA ALCILENE MORAIS
  • IMPACTO DO USO DA ÁGUA RESIDUÁRIA DE ORIGEM DOMÉSTICA NO SISTEMA SOLO-PLANTA NA CHAPADA SO APODI - RN

  • Orientador : MIGUEL FERREIRA NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MIGUEL FERREIRA NETO
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • RAMIRO GUSTAVO VALERA CAMACHO
  • Data: 30/06/2014

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  • TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
  • ANÁLISE DE ADUBAÇÕES E ESPAÇAMENTO NAS CARACTERÍSTICAS BIOMÉTRICAS E DE PRODUTIVIDADE DO MILHO VAR.POTIGUAR.

     

  • Orientador : SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SUEDEMIO DE LIMA SILVA
  • JOAQUIM ODILON PEREIRA
  • SANDRA MARIA CAMPOS ALVES
  • Data: 05/08/2014

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  • RAUNY OLIVEIRA DE SOUZA
  • CARACTERIZAÇÃO ETNOPEDOLÓGICA EM UM CAMBISSOLO EUTRÓFICO EM DIFERENTES USOS AGROPECUÁRIOS NA CHAPADA DO APODI

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CAROLINA MALALA MARTINS SOUZA
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • RENATO DANTAS ALENCAR
  • VANIA CHRISTINA NASCIMENTO PORTO
  • Data: 08/08/2014

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  • A integração dos saberes popular e científico constitui como uma ferramenta essencial na identificação de práticas adequadas de manejo do solo e dos usos agropecuários para sua conservação. Este trabalho teve como objetivo realizar a caracterização dos atributos físicos, químicos e mineralógicos, quanto as suas potencialidades e/ou restrições nas áreas de usos agropecuários, a partir de estudos científicos e etnopedológicos no Projeto de Assentamento Terra de Esperança, situado no município de Governador Dix-sept Rosado - RN, localizado na mesorregião do Oeste Potiguar e na microrregião da Chapada do Apodi. A pesquisa foi realizada no período de setembro de 2013 a maio de 2014, onde foram analisados os atributos físicos e químicos do solo nas seguintes áreas: Mata Nativa (AMN), Pomar de Cajaraneiras (AP), Área de Cultivo Convencional Coletivo (AC) e Área de Colúvio (ACol). Foram realizadas coletas de amostras deformadas nas camadas de 0,00 – 0,10; 0,10 – 0,20; 0,20 – 0,30 m, beneficiadas no Laboratório de Análise de Solo Água e Planta – LASAP/DCAT/UFERSA. Foram avaliados os atributos físicos: granulometria, densidade de partículas, resistência mecânica do solo à penetração das raízes, consistência do solo e atributos químicos: CE, pH, COT, P, K, Na, Ca, Mg, H+Al, CTC a pH 7,0, CTC efetiva, SB e V. Foram empregadas técnicas de análise multivariada como ferramenta principal, especificamente a Análise de Componentes Principais, para distinção das áreas pesquisadas em função das potencialidades e/ou restrições do ambiente. Foram realizados estudos etnopedológicos e oficina de aprendizagem com os (as) agricultores (as), sendo construídos conceitos dos atributos do solo (exposição de imagens de cultivos agrícolas, cor do solo, consistência do solo, atividade microbiológica e teste de infiltração), da paisagem, do padrão climático e dos ciclos de produção agrícola em função da vivência do grupo. Foi realizada a descrição de perfil de solo de forma popular e de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solo, além da análise mineralógica das amostras dos horizontes do perfil. Observou-se que o Fator 1 gerado para os atributos das áreas pesquisadas explicou 48,33 % da variação total dos atributos estudados e os maiores coeficientes de correlação (≥ |70|) identificados foram as variáveis: areia, silte, pH, Ca2+, (H+Al), SB, t, T, V na camada de 0,00 – 0,10 m. Esses atributos foram mais sensíveis para distinguir as áreas de usos agropecuários, sendo observado no diagrama de projeção de vetores, onde os atributos apresentam-se mais distantes do eixo do Fator 1. Houve integração do conhecimento popular e científico na pesquisa quanto à adoção de práticas adequadas às particularidades locais e a construção de conceitos essenciais para a conservação dos recursos naturais. A classificação do solo de forma científica foi CAMBISSOLO HÁPLICO Ta Eutrófico típico e a classificação popular como barro escuro em superfície e “barro branco” ou “piçarra” em subsuperfície.


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  • A integração dos saberes popular e científico constitui como uma ferramenta essencial na identificação de práticas adequadas de manejo do solo e dos usos agropecuários para sua conservação. Este trabalho teve como objetivo realizar a caracterização dos atributos físicos, químicos e mineralógicos, quanto as suas potencialidades e/ou restrições nas áreas de usos agropecuários, a partir de estudos científicos e etnopedológicos no Projeto de Assentamento Terra de Esperança, situado no município de Governador Dix-sept Rosado - RN, localizado na mesorregião do Oeste Potiguar e na microrregião da Chapada do Apodi. A pesquisa foi realizada no período de setembro de 2013 a maio de 2014, onde foram analisados os atributos físicos e químicos do solo nas seguintes áreas: Mata Nativa (AMN), Pomar de Cajaraneiras (AP), Área de Cultivo Convencional Coletivo (AC) e Área de Colúvio (ACol). Foram realizadas coletas de amostras deformadas nas camadas de 0,00 – 0,10; 0,10 – 0,20; 0,20 – 0,30 m, beneficiadas no Laboratório de Análise de Solo Água e Planta – LASAP/DCAT/UFERSA. Foram avaliados os atributos físicos: granulometria, densidade de partículas, resistência mecânica do solo à penetração das raízes, consistência do solo e atributos químicos: CE, pH, COT, P, K, Na, Ca, Mg, H+Al, CTC a pH 7,0, CTC efetiva, SB e V. Foram empregadas técnicas de análise multivariada como ferramenta principal, especificamente a Análise de Componentes Principais, para distinção das áreas pesquisadas em função das potencialidades e/ou restrições do ambiente. Foram realizados estudos etnopedológicos e oficina de aprendizagem com os (as) agricultores (as), sendo construídos conceitos dos atributos do solo (exposição de imagens de cultivos agrícolas, cor do solo, consistência do solo, atividade microbiológica e teste de infiltração), da paisagem, do padrão climático e dos ciclos de produção agrícola em função da vivência do grupo. Foi realizada a descrição de perfil de solo de forma popular e de acordo com o Sistema Brasileiro de Classificação de Solo, além da análise mineralógica das amostras dos horizontes do perfil. Observou-se que o Fator 1 gerado para os atributos das áreas pesquisadas explicou 48,33 % da variação total dos atributos estudados e os maiores coeficientes de correlação (≥ |70|) identificados foram as variáveis: areia, silte, pH, Ca2+, (H+Al), SB, t, T, V na camada de 0,00 – 0,10 m. Esses atributos foram mais sensíveis para distinguir as áreas de usos agropecuários, sendo observado no diagrama de projeção de vetores, onde os atributos apresentam-se mais distantes do eixo do Fator 1. Houve integração do conhecimento popular e científico na pesquisa quanto à adoção de práticas adequadas às particularidades locais e a construção de conceitos essenciais para a conservação dos recursos naturais. A classificação do solo de forma científica foi CAMBISSOLO HÁPLICO Ta Eutrófico típico e a classificação popular como barro escuro em superfície e “barro branco” ou “piçarra” em subsuperfície.

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  • ALESSANDRO ANTONIO LOPES NUNES
  • QUALIDADE DO SOLO EM UNIDADES DE MANEJO AGROFLORESTAL E MATA NATIVA EM NEOSSOLO FLÚVICO NO MUNICÍPIO DE IRAUÇUBA-CE

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • NILDO DA SILVA DIAS
  • RENATO DANTAS ALENCAR
  • VANIA CHRISTINA NASCIMENTO PORTO
  • Data: 15/08/2014

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  • Os sistemas agroflorestais constituem de técnicas apropriadas às particularidades locais, levando em consideração a convivência com o semiárido, a produção de alimentos agroecológicos, a preservação e manutenção dos recursos naturais. Neste contexto, a pesquisa teve como objetivo avaliar os atributos químicos e físicos do solo em unidades de manejo agroflorestal (SAFs), tendo como referencia comparativa a mata nativa. O estudo foi realizado na Comunidade Bueno, município de Irauçuba, CE. Constituiu-se dos seguintes tratamentos 1) Unidade de Manejo Agroflorestal SAF 1, localizado na porção mais elevada da paisagem (interflúvio); 2) Unidade de Manejo Agroflorestal SAF 2, na porção de baixada (colúvil) e 3) Mata Nativa como referência. Para realização das análises laboratoriais foram coletadas amostras com estrutura deformada, sendo cinco amostras compostas, oriundas de 15 subamostras em cada área de estudo, nas camadas de 0,0-0,10; 0,10-0,20; 0,20-0,30 e 0,30-0,40 m. As amostras forram encaminhadas ao complexo de laboratórios da Universidade Federal Rural do Semi-Árido para o beneficiamento em terra fina seca ao ar (TFSA) e posterior análises dos atributos físicos e químicos. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado, com cinco repetições, sendo os tratamentos (SAF 1 , SAF 2 e Mata Nativa) e as parcelas consideradas as repetições. Os resultados foram submetidos à análise de variância, e as médias dos tratamentos foram submetidas ao teste tukey, em nível de 5% de probabilidade. Verificou-se diferenças significativas para os atributos analisados, exceto para a CEes, indicando baixa concentração de sais solúveis, sem riscos potenciais de salinidade (0,25 a 0,34 dS m-1). O sódio trocável variou de (9,51 a 29,88 mg dm-3), sendo os valores normais da PST (0,66 a 1,35 %), no SAF 2 diferiu das demais unidades em estudo. Vale ressaltar, que embora os valores de sódio trocáveis sejam considerados altos, estes não se caracterizam com restrições em função da PST normal. Os atributos do solo avaliados permitem inferir que as Unidades de Manejo Agroflorestal SAF 1 e SAF 2, contribuíram para manutenção da qualidade do solo em condições superiores a Mata Nativa, quanto aos atributos químicos favoráveis a fertilidade do solo, aos teores de cálcio, magnésio e potássio, com restrições, quanto aos teores de sódio trocável SAF 1 e SAF 2 e em menor proporção a Mata Nativa. As Unidades de Manejo Agroflorestal SAF 1 e SAF 2 proporcionaram maiores aportes de matéria orgânica do solo em relação a Mata


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  • Os sistemas agroflorestais constituem de técnicas apropriadas às particularidades locais, levando em consideração a convivência com o semiárido, a produção de alimentos agroecológicos, a preservação e manutenção dos recursos naturais. Neste contexto, a pesquisa teve como objetivo avaliar os atributos químicos e físicos do solo em unidades de manejo agroflorestal (SAFs), tendo como referencia comparativa a mata nativa. O estudo foi realizado na Comunidade Bueno, município de Irauçuba, CE. Constituiu-se dos seguintes tratamentos 1) Unidade de Manejo Agroflorestal SAF 1, localizado na porção mais elevada da paisagem (interflúvio); 2) Unidade de Manejo Agroflorestal SAF 2, na porção de baixada (colúvil) e 3) Mata Nativa como referência. Para realização das análises laboratoriais foram coletadas amostras com estrutura deformada, sendo cinco amostras compostas, oriundas de 15 subamostras em cada área de estudo, nas camadas de 0,0-0,10; 0,10-0,20; 0,20-0,30 e 0,30-0,40 m. As amostras forram encaminhadas ao complexo de laboratórios da Universidade Federal Rural do Semi-Árido para o beneficiamento em terra fina seca ao ar (TFSA) e posterior análises dos atributos físicos e químicos. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado, com cinco repetições, sendo os tratamentos (SAF 1 , SAF 2 e Mata Nativa) e as parcelas consideradas as repetições. Os resultados foram submetidos à análise de variância, e as médias dos tratamentos foram submetidas ao teste tukey, em nível de 5% de probabilidade. Verificou-se diferenças significativas para os atributos analisados, exceto para a CEes, indicando baixa concentração de sais solúveis, sem riscos potenciais de salinidade (0,25 a 0,34 dS m-1). O sódio trocável variou de (9,51 a 29,88 mg dm-3), sendo os valores normais da PST (0,66 a 1,35 %), no SAF 2 diferiu das demais unidades em estudo. Vale ressaltar, que embora os valores de sódio trocáveis sejam considerados altos, estes não se caracterizam com restrições em função da PST normal. Os atributos do solo avaliados permitem inferir que as Unidades de Manejo Agroflorestal SAF 1 e SAF 2, contribuíram para manutenção da qualidade do solo em condições superiores a Mata Nativa, quanto aos atributos químicos favoráveis a fertilidade do solo, aos teores de cálcio, magnésio e potássio, com restrições, quanto aos teores de sódio trocável SAF 1 e SAF 2 e em menor proporção a Mata Nativa. As Unidades de Manejo Agroflorestal SAF 1 e SAF 2 proporcionaram maiores aportes de matéria orgânica do solo em relação a Mata

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  • ROSANA NOGUEIRA FERNANDES DE QUEIROZ
  • DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS DE EMPREENDIMENTOS DA LAVAGEM DE VEÍCULOS EM MOSSORÓ/RN

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • Data: 28/08/2014

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  • Estima-se, que está sendo produzida mensalmente na cidade em Mossoró, 6.096,55 m3 de residuárias de lavagem de veículos, possivelmente contaminada. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo geral realizar um diagnóstico ambiental das águas residuárias de empreendimentos de lavagem de veículos em Mossoró, RN. Para tanto, foi dividido em duas fases: na primeira, foi realizado o levantamento das empresas de lavagem de veículos da cidade, e identificou-se 34 empresas sob a consultoria SEBRAE, dentro deste campo amostral foram selecionados, aleatoriamente, 13 empreendimentos, empregou-se um questionário dirigido aos proprietários com perguntas referentes ao processo produtivo, a origem e o destino da água usada; na segunda etapa foi realizada a caracterização físico-química das águas residuárias de três das 13 empresas pesquisadas na etapa anterior. Os parâmetros analisados na caracterização foram: óleos e graxas, DBO, DQO, OD, ST, SST, turbidez, Nitrogênio total, P-total, Temperatura, Turbidez e pH. Os resultados demonstram que as águas residuárias de lavagem de veículos apresentam altas concentrações de matéria orgânica, óleos e graxas, turbidez e sólidos, que estão em discordância com a legislação ambiental específica. A avaliação demonstrou que embora as empresas realizem um tratamento primário com Separadores de Água e Óleo (SAO), os efluentes não estão aptos para serem lançados em corpos hídricos; Constatou-se que a adequação legal das empresas Lava Jato quanto ao tratamento dos efluentes gerados ocorre apenas estruturalmente. Os proprietários não estão apropriados de métodos de controles dos padrões estabelecidos na legislação vigente para lançamento de efluentes.


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  • Estima-se, que está sendo produzida mensalmente na cidade em Mossoró, 6.096,55 m3 de residuárias de lavagem de veículos, possivelmente contaminada. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo geral realizar um diagnóstico ambiental das águas residuárias de empreendimentos de lavagem de veículos em Mossoró, RN. Para tanto, foi dividido em duas fases: na primeira, foi realizado o levantamento das empresas de lavagem de veículos da cidade, e identificou-se 34 empresas sob a consultoria SEBRAE, dentro deste campo amostral foram selecionados, aleatoriamente, 13 empreendimentos, empregou-se um questionário dirigido aos proprietários com perguntas referentes ao processo produtivo, a origem e o destino da água usada; na segunda etapa foi realizada a caracterização físico-química das águas residuárias de três das 13 empresas pesquisadas na etapa anterior. Os parâmetros analisados na caracterização foram: óleos e graxas, DBO, DQO, OD, ST, SST, turbidez, Nitrogênio total, P-total, Temperatura, Turbidez e pH. Os resultados demonstram que as águas residuárias de lavagem de veículos apresentam altas concentrações de matéria orgânica, óleos e graxas, turbidez e sólidos, que estão em discordância com a legislação ambiental específica. A avaliação demonstrou que embora as empresas realizem um tratamento primário com Separadores de Água e Óleo (SAO), os efluentes não estão aptos para serem lançados em corpos hídricos; Constatou-se que a adequação legal das empresas Lava Jato quanto ao tratamento dos efluentes gerados ocorre apenas estruturalmente. Os proprietários não estão apropriados de métodos de controles dos padrões estabelecidos na legislação vigente para lançamento de efluentes.

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  • DANNIELY DE OLIVEIRA COSTA
  • EFICÁCIA DO TRATAMENTO BIOLÓGICO EM GOTEJADORES OPERANDO COM ÁGUA RESIDUÁRIA DOMÉSTICA TRATADA.

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • LUIS CESAR DE AQUINO LEMOS FILHO
  • DELFRAN BATISTA DOS SANTOS
  • SANDRA MARIA CAMPOS ALVES
  • Data: 28/08/2014

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  • A escassez hídrica e a degradação ambiental no semiárido são fatores que potencializam a utilização de águas residuárias domésticas tratadas visando seu aproveitamento agrícola. A irrigação localizada torna-se o método mais sustentável para este fim, devido à elevada eficiência de aplicação e do baixo risco de contaminação do produto agrícola e de operadores no campo. No entanto, apresentam alta susceptibilidade ao entupimento de emissores, particularmente quando operam com águas residuárias, em função da formação de bioincrustação. Neste contexto, o presente trabalho teve por objetivo empregar o tratamento biológico visando à desobstrução de gotejadores que operam com água residuária doméstica tratada. Para isso, foi montada uma bancada experimental na Unidade Experimental de Reuso de Água (UERA), a qual apresenta uma área total de 793,13 m2, instalada no Parque Zoobotânico da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Mossoró. Para avaliação do desempenho hidráulico e do entupimento dos três tipos de gotejadores aplicando água residuária tratada, durante 400 h, montou-se um experimento com quatro unidades de irrigação, dotadas de três tipos de gotejadores (G1, G2 e G3), em três repetições (três linhas laterais por tipo de gotejador). A cada 80 h de funcionamento avaliou-se o CUC, CUD, Us, CVQ, RQR e Q. Decorrido o tempo de operação de 400 h, realizou-se o segundo experimento, caracterizado pelo emprego do tratamento biológico que constou de catalisador enzimático da marca Byosol Swift, linha FA (Fossa Asséptica) e de pó concentrado de bactérias da marca MaxBio, utilizados conjuntamente. O experimento foi montado com três fatores, sendo o primeiro fator os três tipos de gotejadores, o segundo fator os três tratamentos T1 (sem aplicação do produto), T2 (1ª aplicação do produto) e T3 (2ª aplicação do produto) e o terceiro fator as dosagens DOS1 (80 mg L-1), DOS2 (160 mg L-1), DOS3 (240 mg L-1) e DOS4 (320 mg L-1) do produto MaxBio, em três repetições (três linhas laterais por tipo de gotejador em cada unidade de irrigação). Os níveis de desobstrução dos gotejadores pelos produtos biológicos foram avaliados. Os dados foram submetidos às análises de regressão simples e múltipla, teste de média e teste de correlações paramétricas de Pearson. Os resultados indicaram que a formação de bioincrustação resultante da interação entre os agentes físico-químicos e biológicos propiciou o entupimento parcial e total dos gotejadores e, consequentemente, redução no desempenho hidráulico das unidades de irrigação que operaram com água residuária doméstica tratada. O gotejador G1 foi mais suscetível ao entupimento do que os gotejadores G2 e G3. No gotejador G1, a dosagem de 80 mg L-1 de MaxBio apresentou resultados mais positivos, quanto à recuperação do desempenho hidráulico, sendo este efeito mais expressivo com a realização da segunda aplicação do produto. A dosagem de 80 mg L-1 de MaxBio, também, apresentou os melhores resultados na desobstrução do gotejador G3, sendo necessária, apenas, a primeira aplicação do produto.


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  • A escassez hídrica e a degradação ambiental no semiárido são fatores que potencializam a utilização de águas residuárias domésticas tratadas visando seu aproveitamento agrícola. A irrigação localizada torna-se o método mais sustentável para este fim, devido à elevada eficiência de aplicação e do baixo risco de contaminação do produto agrícola e de operadores no campo. No entanto, apresentam alta susceptibilidade ao entupimento de emissores, particularmente quando operam com águas residuárias, em função da formação de bioincrustação. Neste contexto, o presente trabalho teve por objetivo empregar o tratamento biológico visando à desobstrução de gotejadores que operam com água residuária doméstica tratada. Para isso, foi montada uma bancada experimental na Unidade Experimental de Reuso de Água (UERA), a qual apresenta uma área total de 793,13 m2, instalada no Parque Zoobotânico da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Mossoró. Para avaliação do desempenho hidráulico e do entupimento dos três tipos de gotejadores aplicando água residuária tratada, durante 400 h, montou-se um experimento com quatro unidades de irrigação, dotadas de três tipos de gotejadores (G1, G2 e G3), em três repetições (três linhas laterais por tipo de gotejador). A cada 80 h de funcionamento avaliou-se o CUC, CUD, Us, CVQ, RQR e Q. Decorrido o tempo de operação de 400 h, realizou-se o segundo experimento, caracterizado pelo emprego do tratamento biológico que constou de catalisador enzimático da marca Byosol Swift, linha FA (Fossa Asséptica) e de pó concentrado de bactérias da marca MaxBio, utilizados conjuntamente. O experimento foi montado com três fatores, sendo o primeiro fator os três tipos de gotejadores, o segundo fator os três tratamentos T1 (sem aplicação do produto), T2 (1ª aplicação do produto) e T3 (2ª aplicação do produto) e o terceiro fator as dosagens DOS1 (80 mg L-1), DOS2 (160 mg L-1), DOS3 (240 mg L-1) e DOS4 (320 mg L-1) do produto MaxBio, em três repetições (três linhas laterais por tipo de gotejador em cada unidade de irrigação). Os níveis de desobstrução dos gotejadores pelos produtos biológicos foram avaliados. Os dados foram submetidos às análises de regressão simples e múltipla, teste de média e teste de correlações paramétricas de Pearson. Os resultados indicaram que a formação de bioincrustação resultante da interação entre os agentes físico-químicos e biológicos propiciou o entupimento parcial e total dos gotejadores e, consequentemente, redução no desempenho hidráulico das unidades de irrigação que operaram com água residuária doméstica tratada. O gotejador G1 foi mais suscetível ao entupimento do que os gotejadores G2 e G3. No gotejador G1, a dosagem de 80 mg L-1 de MaxBio apresentou resultados mais positivos, quanto à recuperação do desempenho hidráulico, sendo este efeito mais expressivo com a realização da segunda aplicação do produto. A dosagem de 80 mg L-1 de MaxBio, também, apresentou os melhores resultados na desobstrução do gotejador G3, sendo necessária, apenas, a primeira aplicação do produto.

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  • HUDSON SALATIEL MARQUES VALE
  • DESEMPENHO DE GOTEJADORES OPERANDO COM PERCOLADO DE ATERRO SANITÁRIO DILUÍDO SOB PRESSÕES DE SERVIÇO.

  • Orientador : RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
  • PAULO CESAR MOURA DA SILVA
  • ADRIANA ARAÚJO DINIZ
  • DELFRAN BATISTA DOS SANTOS
  • Data: 29/08/2014

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  • O crescimento populacional e o intenso processo de urbanização, aliado ao consumo exagerado dos recursos naturais, são responsáveis pelo aumento exponencial das quantidades geradas de resíduos sólidos urbanos. A disposição destes em aterros sanitários é prática comum; entretanto, esta disposição requer medidas de proteção ambiental, incluindo o tratamento do líquido percolado. Em virtude da escassez de água no semiárido nordestino, a utilização deste percolado na agricultura via sistemas de irrigação por gotejamento torna-se uma estratégia eficaz para essa região. Diante do exposto, o trabalho objetivou analisar o efeito de distintas pressões de serviço no desempenho de sistemas de irrigação por gotejamento operando com percolado de aterro sanitário diluído em água de abastecimento. Para a condução dos ensaios, montou-se uma bancada experimental na Unidade Experimental de Reuso de Água (UERA), a qual apresenta uma área de 793,13 m2, instalada no Parque Zoobotânico da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Campus Mossoró. O desempenho hidráulico e os níveis de obstrução das unidades de irrigação aplicando percolado de aterro sanitário diluído em água de abastecimento foram avaliados durante 160 h; para isso, montou-se um experimento com dois fatores, sendo o primeiro fator os três tipos de gotejadores (G1, G2 e G3) e o segundo fator as quatro pressões de serviço (P1 - 70 kPa, P2 - 140 kPa, P3 - 210 kPa e P4 - 280 kPa) em três repetições (três linhas laterais por tipo de gotejador em cada unidade de irrigação). A cada 20 h de operação do sistema avaliou-se o CUC, CUD, CVQ, Us, Q, QR, RQR, RPQ e APQ. Os dados foram submetidos às análises de regressão simples e múltipla e teste de correlações paramétricas de Pearson. Os resultados evidenciaram que a formação de bioincrustação resultante da interação entre os agentes físico-químicos e biológicos ocasionou entupimento parcial e total dos gotejadores e, consequentemente, redução no desempenho hidráulico das unidades de irrigação que operaram com percolado de aterro sanitário diluído em água de abastecimento. A maior suscetibilidade ao entupimento foi verificada para o gotejador G2, operando na pressão de serviço P1 (70 kPa). O gotejador G3 operando nas pressões de serviço P1 (70 kPa) e P2 (140 kPa) foram as combinações que melhor atenuaram o entupimento. Os modelos empíricos nulo, linear e raiz quadrada foram os que melhor se ajustaram à relação entre as variáveis de desempenho hidráulico e o tempo de operação das unidades de irrigação, para as combinações entre tipos de gotejadores e pressões de serviço das unidades de irrigação.


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  • O crescimento populacional e o intenso processo de urbanização, aliado ao consumo exagerado dos recursos naturais, são responsáveis pelo aumento exponencial das quantidades geradas de resíduos sólidos urbanos. A disposição destes em aterros sanitários é prática comum; entretanto, esta disposição requer medidas de proteção ambiental, incluindo o tratamento do líquido percolado. Em virtude da escassez de água no semiárido nordestino, a utilização deste percolado na agricultura via sistemas de irrigação por gotejamento torna-se uma estratégia eficaz para essa região. Diante do exposto, o trabalho objetivou analisar o efeito de distintas pressões de serviço no desempenho de sistemas de irrigação por gotejamento operando com percolado de aterro sanitário diluído em água de abastecimento. Para a condução dos ensaios, montou-se uma bancada experimental na Unidade Experimental de Reuso de Água (UERA), a qual apresenta uma área de 793,13 m2, instalada no Parque Zoobotânico da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Campus Mossoró. O desempenho hidráulico e os níveis de obstrução das unidades de irrigação aplicando percolado de aterro sanitário diluído em água de abastecimento foram avaliados durante 160 h; para isso, montou-se um experimento com dois fatores, sendo o primeiro fator os três tipos de gotejadores (G1, G2 e G3) e o segundo fator as quatro pressões de serviço (P1 - 70 kPa, P2 - 140 kPa, P3 - 210 kPa e P4 - 280 kPa) em três repetições (três linhas laterais por tipo de gotejador em cada unidade de irrigação). A cada 20 h de operação do sistema avaliou-se o CUC, CUD, CVQ, Us, Q, QR, RQR, RPQ e APQ. Os dados foram submetidos às análises de regressão simples e múltipla e teste de correlações paramétricas de Pearson. Os resultados evidenciaram que a formação de bioincrustação resultante da interação entre os agentes físico-químicos e biológicos ocasionou entupimento parcial e total dos gotejadores e, consequentemente, redução no desempenho hidráulico das unidades de irrigação que operaram com percolado de aterro sanitário diluído em água de abastecimento. A maior suscetibilidade ao entupimento foi verificada para o gotejador G2, operando na pressão de serviço P1 (70 kPa). O gotejador G3 operando nas pressões de serviço P1 (70 kPa) e P2 (140 kPa) foram as combinações que melhor atenuaram o entupimento. Os modelos empíricos nulo, linear e raiz quadrada foram os que melhor se ajustaram à relação entre as variáveis de desempenho hidráulico e o tempo de operação das unidades de irrigação, para as combinações entre tipos de gotejadores e pressões de serviço das unidades de irrigação.

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  • ANA CECILIA DA COSTA SINCLAIR MARINHO
  • MATÉRIA ORGÂNICA E ATRIBUTOS FÍSICOS E QUÍMICOS DE UM CAMBISSOLO SUBMETIDO A DIFERENTES USOS AGRÍCOLAS NA REGIÃO DO SEMIÁRIDO-RN

  • Orientador : JEANE CRUZ PORTELA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JEANE CRUZ PORTELA
  • EULENE FRANCISCO DA SILVA
  • NEROLI PEDRO COGO
  • Data: 15/12/2014

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  • Ao manejar os solos e a Caatinga percebe-se sua fragilidade em termos de decomposição da matéria orgânica do solo (MOS) e outros atributos. O uso de técnicas adequadas às condições das particularidades agrícolas locais levando em consideração o padrão climático, tipo de solo e o manejo da Caatinga se constituem como ferramenta essencial para manutenção dos recursos naturais. Com este estudo buscou-se um direcionamento a respeito das frações quantitativas da matéria orgânica (MOS) e os atributos físico-químicos do solo em função dos diferentes usos agrícolas e manejo do solo, visando apontar qual destes foram os mais sensíveis na distinção dos ambientes, tendo a Mata Nativa (AMN) como referência, identificando qual destes apresentaram melhorias e/ou restrições nos ambientes estudados. A pesquisa foi desenvolvida no município de Governador Dix-Sept Rosado, no Projeto de Assentamento Terra de Esperança localizado na Microrregião da Chapada do Apodi-RN, em um Cambissolo Háplico eutrofico. As áreas estudadas foram: AMN - área de Mata Nativa, AP - área de Pomar de Cajaraneiras, APC - área coletiva com preparo do solo convencional em cultivos consorciados, ACOL - área de Colúvio e AAG - área Agroecológica. Foram realizadas análises de fertilidade do solo, análises físicas como a resistência a penetração, granulometria, densidade do solo e densidade de partículas, e também análises de carbono orgânico total e frações lábeis e recalcitrantes da MOS. Observou-se que a reação do solo quanto a fertilidade nas áreas estudadas apresentaram reações neutra a alcalina, sem a presença de Al+3 e H+Al, e sem elevada salinidade. O maior aporte de material orgânico na área AP (favoreceu aumento dos teores de P, Ca+2 e K+ no solo, e redução nos teores de Mg+2 e aumento da resistência à penetração do solo, provavelmente, deve-se ao pisoteio dos animais. Conclui-se que (AAG), manteve condição semelhante à AMN nas frações de C lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica (MOS), atingindo inclusive um IMC de 111. E os componentes principais demonstraram que alguns atributos químicos (P, K+ e Ca+2) e frações lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica (MOS) foram indicadores da separação dos ambientes. Todavia, os mais sensíveis foram carbono lábil e índice de Manejo do carbono.


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  • Ao manejar os solos e a Caatinga percebe-se sua fragilidade em termos de decomposição da matéria orgânica do solo (MOS) e outros atributos. O uso de técnicas adequadas às condições das particularidades agrícolas locais levando em consideração o padrão climático, tipo de solo e o manejo da Caatinga se constituem como ferramenta essencial para manutenção dos recursos naturais. Com este estudo buscou-se um direcionamento a respeito das frações quantitativas da matéria orgânica (MOS) e os atributos físico-químicos do solo em função dos diferentes usos agrícolas e manejo do solo, visando apontar qual destes foram os mais sensíveis na distinção dos ambientes, tendo a Mata Nativa (AMN) como referência, identificando qual destes apresentaram melhorias e/ou restrições nos ambientes estudados. A pesquisa foi desenvolvida no município de Governador Dix-Sept Rosado, no Projeto de Assentamento Terra de Esperança localizado na Microrregião da Chapada do Apodi-RN, em um Cambissolo Háplico eutrofico. As áreas estudadas foram: AMN - área de Mata Nativa, AP - área de Pomar de Cajaraneiras, APC - área coletiva com preparo do solo convencional em cultivos consorciados, ACOL - área de Colúvio e AAG - área Agroecológica. Foram realizadas análises de fertilidade do solo, análises físicas como a resistência a penetração, granulometria, densidade do solo e densidade de partículas, e também análises de carbono orgânico total e frações lábeis e recalcitrantes da MOS. Observou-se que a reação do solo quanto a fertilidade nas áreas estudadas apresentaram reações neutra a alcalina, sem a presença de Al+3 e H+Al, e sem elevada salinidade. O maior aporte de material orgânico na área AP (favoreceu aumento dos teores de P, Ca+2 e K+ no solo, e redução nos teores de Mg+2 e aumento da resistência à penetração do solo, provavelmente, deve-se ao pisoteio dos animais. Conclui-se que (AAG), manteve condição semelhante à AMN nas frações de C lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica (MOS), atingindo inclusive um IMC de 111. E os componentes principais demonstraram que alguns atributos químicos (P, K+ e Ca+2) e frações lábeis e recalcitrantes da matéria orgânica (MOS) foram indicadores da separação dos ambientes. Todavia, os mais sensíveis foram carbono lábil e índice de Manejo do carbono.

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