PPMSA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MANEJO DE SOLO E ÁGUA PROGRAMAS DE PÓS-GRADUACAO - CCA Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: TEREZA AMELIA LOPES CIZENANDO GUEDES ROCHA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TEREZA AMELIA LOPES CIZENANDO GUEDES ROCHA
DATA : 19/12/2025
HORA: 08:00
LOCAL: Sala de Aula do LASAP/UFERSA e meet.google.com
TÍTULO:

Fertirrigação da palma forrageira miúda com efluente aquícola: reúso e qualidade da água, solo e fitoestabilização no semiárido potiguar


PALAVRAS-CHAVES:

Água residuária. Aquicultura. Economia circular. Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck. Sustentabilidade.


PÁGINAS: 193
RESUMO:

O reúso agrícola vem sendo praticado em todo o mundo como forma de mitigar a escassez hídrica e fornecer nutrientes, todavia é necessário se ater a sua composição química, o tipo de solo e a tolerância da cultura. Diante disso, convém utilizar o efluente da aquicultura, que é a forma de produção de alimentos que mais cresce em todo o planeta e que gera uma quantidade significativa de efluente com elevado teor de sais, aplicado à palma forrageira, que é uma cactácea de grande expressão no semiárido brasileiro e que possui diferentes formas de uso. Dito isso, objetivo com o presente estudo analisar as diluições de efluente aquícola aplicados à cultura da palma forrageira miúda no segundo ano de cultivo quanto a qualidade ambiental e a fitoestabilização no semiárido potiguar. O experimento foi instalado na Unidade Experimental de Reúso de Água (UERA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN, durante o período de 26 de outubro de 2021 a 20 de dezembro de 2023. O arranjo experimental foi o Delineamento em Blocos Casualizados, com cinco tratamentos, a saber: T1 (100% água); T2 (75% água + 25% efluente); T3 (50% água + 50% efluente); T4 (25% água + 75% efluente) e T5 (100% efluente); e cinco repetições, totalizando 25 parcelas experimentais. A irrigação ocorreu semanalmente, alternando entre a água de abastecimento e as diluições. O experimento ocupou uma área de 56m² com mudas de um genótipo Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck, popularmente conhecida como palma miúda. Durante o período experimental, foram coletadas amostras compostas da água de irrigação para a análise dos indicadores: pH, CE, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Cl-, CO32-, HCO3-, NTK, P, Fe+, Mn+, Zn2+, Cu2+, Pb, Cd, Ni e Cr. Também foram calculados os índices RAS, CSR e dureza. Ao final do segundo ano de cultivo, coletaram-se amostras compostas de solo de 0-20 cm e de 20-40 cm para análises dos indicadores: pH, CE, CEes, MO, P, K+, Na+, Ca2+, Mg2+, Al3+, H+ + Al3+, Cu2+, Mn+, Fe+, Zn2+, Cr, Ni, Cd e Pb. Também foram calculados os índices SB, t, T, V%, m%, PST e RAS. Do mesmo modo, foram realizadas coletas de amostras de tecido vegetal de duas plantas por parcela para analisar os elementos Cu2+, Zn2+, Mn+, Fe+ e Na+, a fim de obter os fatores de translocação e de bioacumulação da palma forrageira. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva e, posteriormente, realizou-se à estatística multivariada pelo programa computacional Statistica®. Com os dados da água e do solo foram gerados matriz de correlação e análises de componentes principais, de agrupamento e fatorial, compondo os Capítulos 1 e 2. Já os dados da planta e alguns do solo passaram por análise de agrupamento, além do teste de média para dados não paramétricos de Kruskal-Wallis, compondo o Capítulo 3. Os resultados da água indicaram que as diluições de água de abastecimento com efluente aquícola apresentaram restrições ao uso na irrigação quanto ao perigo de salinização, visto que a água de abastecimento foi considerada uma água de médio risco de salinidade e o efluente aquícola foi classificado com risco muito alto de salinidade, sendo as variáveis CE, Ca2+, Mg2+, Cl-, HCO3-, P, RAS, Mn+, Zn2+ e N as mais relevantes na análise. Sobre o solo, não foi classificado como salino e/ou sódico em nenhum dos tratamentos e/ou profundidade, todavia, o uso de diluições de efluentes da aquicultura contribuiu para o aumento nos teores do solo dos parâmetros pH, CEes, MO, Mg2+, K+, PST, Na+, Fe+, Mn+e Zn2+, principalmente na camada de 0-20 cm, sendo as variáveis pH, CEes, Na+, Ca2+, Mg2+, PST, RAS, Cu2+ e MO, mais relevantes na análise. Já com relação a planta, a palma forrageira miúda não foi eficiente na translocação de Cu2+, Fe+ e Na+, sendo acumuladora de Cu2+, Fe+, Zn2+ e Na+. Portanto, a N. cochenillifera pode ser considerada fitoestabilizadora para os seguintes elementos: Na+, Fe+ e Cu2+.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1753199 - RAFAEL OLIVEIRA BATISTA
Interno - 2578617 - STEFESON BEZERRA DE MELO
Externo à Instituição - Giovanni de Oliveira Garcia (UFES) - UFES
Externo à Instituição - LAIO ARIEL LEITE DE PAIVA
Externa à Instituição - PHAMELLA KALLINY PEREIRA FARIAS - UFERSA
Notícia cadastrada em: 29/11/2025 10:10
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação - (84) 3317-8210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-prd-sigaa01.ufersa.edu.br.sigaa01