Sensoriamento remoto como instrumento de gestão de recursos hídricos: Método para
correção de estimativa de CAV do açude Rodeador em Umarizal/RN
sensoriamento remoto; batimetria; gestão hídrica.
Os reservatórios de água desempenham um papel crucial no abastecimento de diversos setores,
especialmente em regiões semiáridas, frequentemente sujeitas à escassez hídrica, onde é
essencial armazenar água para uso futuro. Para assegurar a disponibilidade contínua desse
recurso, o monitoramento é indispensável e, atualmente, pode ser realizado por meio do
sensoriamento remoto, que utiliza tecnologias avançadas para uma caracterização mais precisa
e processamento eficiente de imagens. Este estudo aborda a aplicação de técnicas de
sensoriamento remoto para levantamento batimétrico e determinação da relação CAV (Cota x
Área x Volume) no Açude Rodeador, situado em Umarizal/RN, região semiárida caracterizada
por rios intermitentes e desafios relacionados à escassez hídrica. Tem como objetivo a criação
de um método de correção dos volumes estimados pelo sensoriamento remoto, buscando
desenvolver uma metodologia economicamente viável, combinando imagens de satélite de alta
resolução com algoritmos de modelagem digital relacionadas a batimetrias existentes do
mesmo. Além disto, avaliar a capacidade de armazenamento atual do reservatório, identificar
processos de assoreamento e investigar variações sazonais e climáticas que afetam a morfologia
do açude. A metodologia utilizará ferramentas como o QGIS e dados multiespectrais de
satélites, além de informações técnicas disponibilizadas por órgãos como ANA, DNOCS,
SEMARH e IGARN. Espera-se que os resultados incluam a criação de uma constante de
correção para estimativas de volume, mapas temáticos e modelos 3D do reservatório, que
facilitarão a visualização da topografia submersa e a identificação de áreas críticas. Esses
produtos subsidiarão políticas públicas, planos de bacia e o gerenciamento integrado e
sustentável dos recursos hídricos. A pesquisa contribui para avanços científicos e tecnológicos,
promovendo a mitigação dos efeitos das secas e o desenvolvimento socioeconômico local, além
de fornecer ferramentas práticas para a gestão hídrica no Brasil.