POTENCIAL ANTISSÉPTICO DE APITOXINA NO MANEJO SANITÁRIO DE CABRAS LEITEIRAS: PREVENÇÃO DE MICRORGANISMOS PATOGENICOS EM SISTEMAS DE PRODUÇÃO
apitoxina, microrganismo, bactérias, pequenos ruminantes, pós-dipping.
O uso de antissépticos é fundamental para o controle de microrganismos causadores de doenças inflamatórias na glândula mamária de cabras leiteiras, bem como para prevenir a contaminação do leite por patógenos que deterioram sua qualidade e comprometem sua segurança alimentar. O projeto tem como objetivo formular um antisséptico à base de apitoxina para ser utilizado como alternativa aos produtos químicos convencionais no pós-dipping de cabras leiteiras. Para isso, seguirá etapas de construção, sendo elas: no primeiro estágio, os testes in vitro, que iniciarão com o isolamento e identificação de bactérias dos tetos de cabras leiteiras, para testar os grupos experimentais: solução de iodo (controle positivo), água destilada (controle negativo), apitoxina isolada e ácido cítrico. Nesse estágio, também serão realizados testes de citotoxicidade dos grupos experimentais e MEV nas bactérias submetidas a cada grupo. A atividade antimicrobiana será determinada por ensaio de microdiluição em caldo, com definição da concentração inibitória mínima (CIM) e da concentração bactericida mínima (CBM). No segundo momento (produção do antisséptico), os resultados in vitro serão utilizados para formular o antiséptico tópico contendo apitoxina, água destilada, ácido cítrico para ajuste de pH e goma de guar hidroxipropila como espessante. Posteriormente, será avaliada a atividade antimicrobiana do produto, bem como sua citotoxicidade e morfologia das bactérias após uso da apitoxina. No terceiro estágio (teste in vivo), a formulação à base de apitoxina, solução de iodo e água destilada serão avaliadas nas cabras leiteiras quanto a redução da carga bacteriana nos tetos, a resposta inflamatória sistêmica, parâmetros hematológicos e bioquímicos, aspectos clínicos da glândula mamária e a qualidade físico-química do leite. Por fim, a formulação será submetida a teste de estabilidade acelerada e de longa duração, para determinar o tempo de prateleira com base em pH, viscosidade, concentração de apitoxina, características organolépticas e manutenção da eficácia antimicrobiana. Assim, esperamos que o antisséptico apresente atividade antimicrobiana in vitro sem efeitos adversos à saúde dos animais e qualidade do leite.