Banca de DEFESA: LEANDRO ALVES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LEANDRO ALVES DA SILVA
DATA : 28/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: (https://meet.google.com/xbb-cyxa-tym)
TÍTULO:

Respostas adaptativas ambientais de abelhas africanizadas e
europeias em região semiárida

 


PALAVRAS-CHAVES:

Apis mellifera, Clima tropical seco, estresse térmico, Hibridização,
Morfometria geométrica.

 


PÁGINAS: 106
RESUMO:

A abelha africanizada é um poli-híbrido com cerca de 85% de seu genoma de
ascendência africana (Apis mellifera scutellata). Esta herdou traços considerados
negativos pelos apicultores como maior capacidade enxameatória e maior
defensividade. A fim de reduzir essa defensividade, apicultores do Nordeste estão
introduzindo rainhas europeias no semiárido. A apicultura brasileira com abelhas
africanizadas encontra-se em pleno crescimento, sendo, portanto, a reintrodução de
subespécies europeias, uma ameaça a apicultura nacional e principalmente do Nordeste,
pois essa subespécie pode não se adaptar ao clima semiárido. Diante desses fatos, o
presente estudo teve como objetivo geral avaliar comparativamente a resposta
comportamental e fisiológica de abelhas europeias e africanizadas. Para tanto, a tese foi
dividida em 5 capítulos: o primeiro traz considerações gerais; o segundo é um artigo de
pesquisa proposto para avaliar a aplicabilidade da morfometria geométrica e sua
eficácia na identificação da variação morfológica em abelhas africanizadas no
Continente Americano, fornecendo uma base científica para seu uso como alternativa
viável e acessível às análises genômicas. Os capítulos 3 e 4 correspondem a artigos
experimentais, que buscaram responder a pergunta central dessa pesquisa: é viável
introduzir abelhas europeias no semiárido?. Buscou-se identificar o grau de
africanização em descendentes europeus e africanizados, além de identificar estratégias
adaptativas usadas por estas abelhas para mitigar o estresse térmico causado pelo clima
tropical seco. O último capítulo trata sobre as considerações finais da tese. A presente
tese avança na compreensão da identificação, caracterização e adaptação de populações
de Apis mellifera em contextos de hibridização e ambientes com fortes estressores,
demonstrando a relevância de integrar abordagens morfológicas e fisiológicas para
interpretação do comportamento populacional no ambiente tropical seco. Populações
híbridas apresentam alterações morfométricas marcantes, especialmente no tamanho.
Diferenças fisiológicas claras foram observadas entre abelhas africanizadas e Buckfast
frente ao estresse térmico contínuo. A identificação de estratégias distintas, com
Buckfast recorrendo mais intensamente à termólise evaporativa e apresentando menor
estabilidade térmica, enquanto africanizadas mantêm homeostase principalmente via
ventilação, evidencia que a plasticidade fisiológica desempenha papel central na
sobrevivência dessas populações em regiões tropicais secas. Esses achados ampliam a

compreensão sobre como diferentes grupos genéticos modulam seu comportamento e
fisiologia para lidar com ambientes extremos.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LEONARDO PABLO PORRINI
Externo à Instituição - Carlos Alfredo Lopes de Carvalho - UFRB
Presidente - ***.159.123-** - DEBORA ANDREA EVANGELISTA FACANHA - DOUTOR(A)
Externo à Instituição - Ricardo de Oliveira Orsi
Externo à Instituição - TIAGO MAURÍCIO FRANCOY
Notícia cadastrada em: 22/12/2025 08:20
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