Dissertações/Teses

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2020
Descrição
  • GLAUBER MONTEIRO DA SILVA
  • CONSUMO E DIGESTIBILIDADE DE SILAGENS DE MILHO REIDRATADO E UREIA POR OVINOS

  • Orientador : ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • Data: 29/05/2020
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  • Objetivou-se avaliar a utilização de silagem de milho reidratado com inclusão de ureia convencional ou protegida e o tratamento do milho inteiro tratado com ureia convencional ou protegida no consumo voluntário e na digestiblidade das dietas, e avaliar a eficiência econômica na alimentação de ovinos. Foram utilizados 5 ovinos machos não castrados, adultos da raça Morada Nova. Os animais foram distribuídos em delineamento Quadrado Latino 5 x 5 x 5 (cinco animais, cinco períodos e cinco tratamentos), sendo elaborado 5 dietas experimentais: controle, milho moído (MM) silagem de milho moído com suplementação no cocho com 30 g/animal/dia de ureia convencional, (SMM+UC), silagem de milho moído com suplementação no cocho de 30 g/animal/dia de ureia protegida (SMM+UP), milho inteiro tratado com ureia convencional (MIUC), milho inteiro tratado com ureia protegida (MIUP). O volumoso foi a base de silagem de sorgo e a fonte proteica foi a base de farelo de soja. O milho foi ensilado utilizando 30% de água e 70% de milho moído e ensilado em bombas de plástico. O milho inteiro foi tratado com 3% de ureia com base na matéria natural, diluindo a ureia em água (20% da matéria natural) e ensilado em bombas plásticas. Os dois tratamentos foram abertos após 30 dias da confecção. O experimento foi dividido em cinco períodos de 14 dias. Não houve diferença significativa (P>0,05) entre os consumos de matéria seca (CMS), matéria orgânica (CMO), proteína bruta (CPB), extrato etéreo (CEE), consumo de celulose (CCEL), Hemicelulose (CHEM), fibra em detergente ácido (CFDA), fibra em detergente neutro (CFDN) e proteína insolúvel em detergente neutro (CPIDN), entre tanto, houve diferença significativa (P<0,05) no consumo de proteína insolúvel em detergente ácido (CPIDA), carboidratos não fibrosos (CCNF) e carboidratos totais (CCHT) sendo maiores nos tratamentos MIUC e MIUP. Não houve diferença (P>0,05) no coeficiente de digestiblidade da proteína bruta (CDPB). Entre tanto, houve diferença significativa (P<0,05) para coeficiente de digestibilidade da matéria seca (CDMS), matéria orgânica (CDMO), extrato etéreo (CDEE), fibra em detergente neutro (CDFDN), carboidratos totais (CDCHT) e carboidratos não fibrosos (CDCFN). A avaliação econômica indicou que os tratamentos contendo a silagem de milho moído reidratado (SMM) apresentou melhor índice de eficiência econômica, índice de custo e apresentou economia com milho de 30% em relação ao milho moído seco silagens de milho reidratado não foram eficientes em melhorar a digestiblidade da matéria seca e demais nutrientes para ovinos com o nível de inclusão de concentrado utilizado neste tratamento, porém foi possível obter uma economia de 30%.

  • BEATRIZ CRISTINA LOPES
  • ANÁLISES BACTERIOLÓGICAS DE VIBRIOS E EXAME PRESUNTIVO NO CAMARÃO (Litopenaeus vannamei) CULTIVADO EM SISTEMA SEMI-INTENSIVO DE BAIXA SALINIDADE

  • Data: 31/03/2020
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  • A intensificação dos sistemas de cultivo do camarão marinho Litopenaeus vannamei associada a fatores estressantes gerados por perturbações ambientais podem deixar os animais suscetíveis a doenças. Uma delas é a Vibriose, causada por bactérias do gênero vibrio que podem ser diagnosticadas através de análise presuntiva e análises bacteriológica. Assim esse trabalho tem por objetivo relacionar as análises bacteriológicas de Vibrio com a análise presuntiva indicativa de vibriose no camarão marinho Litopenaeus vannamei. O estudo foi desenvolvido em campo, utilizando três viveiros denominados V11, V12 e V13 em dois ciclos de produção em sistema semi-intensivo com baixa salinidade. Com coletas semanais, o experimento teve início em abril de 2019 estendendo-se até outubro. Foram avaliados a correlação entre a contagem de Vibrios Sacarose positiva e Sacarose negativa com as variáveis da análise presuntiva (Preenchimento dos Túbulos do Hepatopâncreas-P1, Necrose no hepatopâncreas -P2, Deposição de cálcio -P3, Cor do urópodes-P4 e Black spot -P5) e com salinidade, temperatura, pH e Oxigênio Dissolvido (O2) da água. No ciclo I, as bactérias Sacarose negativa apresentaram correlação positiva com a temperatura da água, com P2 e com P5. E também uma correlação negativa entre Sacarose negativa e P3. Já no segundo ciclo apresentou correlação positiva entre as Sacarose negativa com o pH da água, P2 e P5 e um correlação negativa entre Sacarose negativa com O2 e P4. Foram identificadas em todos os viveiros e ciclos as bactérias Sacarose positiva V. Cholera e V. alginolyticus, e as bactérias Sacarose positiva V. parahaemolyticus e V. Vulnificus. A análise de vibrios juntamente com as presuntivas se mostraram eficazes para possível detecção de vibriose em campo.

  • ANDRÉ LUIZ MACHADO TRAJANO
  • AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE COLÔNIAS DE ABELHAS AFRICANIZADAS (Apis mellifera) E O GANHO DE PESO COMO CRITÉRIO DE SELEÇÃO PARA PRODUÇÃO DE MEL

  • Data: 28/02/2020
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  • A apicultura brasileira não tem acompanhado o padrão de produtividade de alguns países mais evoluídos em produção de mel, com raras exceções. Na região nordeste, o semiárido possui enorme potencial apícola, porém seu longo período de entressafra é um fator limitante para aumentar a produtividade. Os apicultores necessitam então, melhorar o manejo produtivo e adequar à região, por meio do acompanhamento da quantidade de crias na pré-safra, para que se tenha maior número de abelhas na coleta de néctar e produção do mel quando chegar a florada. A seleção de colônias de abelhas, baseada na produção de mel ao final da safra, permite melhorar a produtividade a cada geração de uma nova rainha, porém a ausência de zangões após a safra inviabiliza o cruzamento com as princesas, oriundas das colmeias que produziram mais naquele período. Entretanto identificar precocemente as colônias com desempenho superior às demais pode antecipar a preparação de rainhas selecionadas e sua fecundação ainda na safra, e assim adiantar as gerações melhoradas. Além disso, o comportamento das abelhas africanizadas da região do semiárido, por serem geneticamente mais próximas das abelhas africanas do que europeias, precisa ser mais bem estudado. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desenvolvimento de colônias de abelhas africanizadas, (Apis mellifera) em período de pré-safra e o ganho de peso como critério de seleção para produção de mel durante a safra. Foram utilizadas 21 colônias divididas em três tratamentos conforme a quantidade de quadros com crias: T1 (forte), T2 (intermediária), T3 (fraca), tendo sido substituídas as rainhas de T3 por princesas de T1, oriundas das três melhores colônias.  O trabalho dividiu-se em período pré-safra (janeiro a abril de 2019) e safra (maio a julho de 2019) de acordo com a disponibilidade de florada. Foi observado no desenvolvimento das colônias fracas que estas, após a substituição das rainhas, aproximaram-se das colmeias intermediarias e fortes, em quantidade de quadros com cria, demonstrando que a substituição das rainhas na pré-safra pode melhorar a produção.  Durante o período da safra o ganho de peso foi coletado em 5 intervalos, divididos do início ao final da safra. Os resultados mostraram que os dois primeiros intervalos (início da safra) apresentaram correlações muito altas e significativas (P<0.0001) entre o ganho de peso e a produção de mel, indicando este critério no início da safra para fazer a seleção de forma precoce, com a vantagem das novas rainhas serem produzidas e fecundadas ainda durante a safra, podendo substituir as rainhas das colmeias com menor produção; montar banco de rainhas melhoradas ou comercializa-las já fecundadas. Com o desenvolvimento de novas tecnologias é possível obter no nordeste mais de uma geração de seleção por ano, contribuindo assim para o aumento mais rápido da produção de mel no semiárido brasileiro.

  • VÍTOR LUCAS DE LIMA MELO
  • Melão in natura como dieta exclusiva para bovinos nelore e holandês destinados ao corte: parâmetros ruminais, bioquímicos e histologia hepática.

  • Data: 27/02/2020
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  • Devido à conhecida importância da bovinocultura brasileira, associada a evolução tecnológica e uma maior consciência em relação à responsabilidade social e ambiental, e a sustentabilidade da produção, busca-se cada vez mais alternativas para substituir as fontes de tradicionais energia e proteína na alimentação bovina, sendo estes os ingredientes mais onerosos das dietas dos ruminantes, fomentando uma procura por alimentos alternativos para substituir tais ingredientes tradicionais. Este trabalho será conduzido objetivando avaliar o efeito do uso de melão in natura como dieta exclusiva para de gado de corte e seus efeitos sobre fisiologia ruminal, parâmetros bioquímicos sanguíneos e histologia hepática, de 18 animais bovinos, machos e fêmeas, da raça nelore e holandês com idade média de 25 meses, provenientes do município de baraúnas/RN, onde os animais foram alimentados exclusivamente com melão refugado in natura. O abate foi conduzido sob inspeção municipal, onde foram coletadas amostras de líquido ruminal. O exame do líquido ruminal era realizado imediatamente após a coleta e consistirá das análises macroscópicas tempo de sedimentação e flotação além da mensuração do pH e a prova de redução do azul de metileno. O pH ruminal teve como valor mínimo médio 7,20 e máximo de 7,33 considerado normal segundo a literatura consultada, assim como também a cor e o odor. As provas de sedimentação e flutuação e da atividade redutiva bacteriana em todos os casos foram superiores a 8 minutos o que pode indicar uma indigestão simples, os valores dos metabolitos sanguíneos estavam dentro do range normal para a espécie com exceção da taxa de glicose que apresentaram valores variando de 130,33 a 171,50 mg/dl, muito acima dos valores considerados normais. A histologia hepática demonstrou danos leves ao tecido e acumulo de reservas de glicogênio, sendo estes fatores provavelmente decorrentes da alimentação rica em carboidratos solúveis. A dieta composta exclusivamente de melão apresente-se como alternativa para a nutrição de bovinos destinados ao corte, sendo importante observar a adaptação dos animais a dieta e o tempo ao qual os animais estarão submetidos a esta.

  • CLÁUDIO GIOVANIO DA SILVA
  • Identificação da Fauna Parasitária de Tartarugas Marinhas Encalhadas ao Norte do Sudoeste Atlântico, Brasil

  • Data: 19/02/2020
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  • As tartarugas marinhas têm distribuição cosmopolita, sendo representadas por apenas sete espécies, das quais cinco delas são encontradas no Brasil (Carreta caretta, Chelonia mydas, Eretmochelys imbricata, Lepidochelys olivacea e Dermochelys coriacea) sendo todas listadas sob algum grau de extinção. Diversas ameaças têm sido descritas acometendo as populações destes animais, como os aspectos naturais de predação, mudanças no ecossistema e doenças infecto-parasitárias, sendo nesse ultimo os digenéticos, nematódeos, hirudíneos e copepodes como os principais grupos de agentes parasitários. Devido à falta de conhecimento acerca dos patógenos que acometem esses animais, objetivou-se com este estudo identificar a fauna parasitária de quatro espécies de tartarugas-marinhas (C. mydas, C. caretta, E. imbricata e L. olivacea) provenientes de encalhes na costa dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte durante o período de 2010 a 2019. Todos os animais analisados neste trabalho foram encontrados mortos em ambiente natural ou vieram a óbito por complicações durante o período de reabilitação na base do Projeto Cetáceos da Costa Branca. Foram realizadas biometrias e necropsias dos animais por este projeto. Durante a necropsia, todos os orgãos foram analisados e os parasitos coletados foram fixados em formol a 10% e conservados em álcool a 70% em frascos rotulados e enviados para o Laboratório de Estudos em Imunologia e Animais Silvestres. Os helmintos coletados foram clarificados e corados. Foi analisada a morfometria visando à identificação dos espécimes parasitários conforme chaves de identificação. Os índices ecológicos parasitários de prevalência, intensidade média e abundância média foram calculados. Foram identificadas nove espécies pertencentes à subclasse Digenea, uma a subclasse Copepoda, uma ao filo Nematoda e uma a ordem Hirudinea. Dentre as espécies identificadas, três delas são relatadas pela primeira vez na costa brasileira, sendo dois digenéticos (Octangium hyphalum e O. sagitta) e um copepode (Balenophilus manatorum). Outros cinco parasitos são relatados ocorrendo em novos hospedeiros, os digenéticos Neoctangium travassosi, Pleurogonius lobatus, Rhytidodes gelatinosus e Deuterobaris proteus e o nematódeo Sulcascaris sulcata.

  • AYALA OLIVEIRA DO VALE SOUZA
  • CARACTERIZAÇÃO GENOTÍPICA E FENOTÍPICA DE Staphylococcus aureus PROVENIENTE DE LEITE

  • Data: 19/02/2020
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  • O Staphylococcus aureus é um microrganismo de importância pública. Sua predisposição em causar enfermidade ocorre pela presença de enterotoxinas, culturas resistentes a diversos antibióticos e outros fatores de virulência associados a eles, impossibilitando a resposta imunológica do indivíduo. Considerando a importância desse microrganismo na saúde pública, objetivou-se com o estudo caracterizar fenotipicamente e molecularmente cepas de S. aureus provenientes de leite crus e pasteurizados caprino e bovino da região Central Potiguar. Na totalidade de 168 amostras, 67 foram leites pasteurizados bovino e 19 leites pasteurizado caprino, 23 foram leites crus bovino e 59 leites crus caprino. A análise microbiológica realizada foi detecção de Staphylococcus aureus. A partir da detecção e isolamento das cepas típicas foi realizado antibiograma e procedido análises moleculares: gene de enterotoxinas, gene regulatórios, gene de resistência a antibióticos e sanitizantes e gene de formação de biofilme. Das 123 cepas isoladas 14,63% foram confirmadas S. aureus. Com relação ao antibiograma, foi detectado que 83% das cepas foram resistentes ao antibiótico oxacilina, e com exceção de 1 estirpe, todas foram resistentes a pelo menos um antibiótico. Foi negativo o estudo realizado para detecção de genes de resistência a antibiótico e sanitizantes. A pesquisa para enterotoxinas clássicas resultou em 11,11% das amostras apresentando o gene codificador sec, e para as não clássicas, 72,22% continham o gene seg, seguido de 22,22% do gene sei, e o gene seh com 16,66%. Também estavam presentes seus genes regulatórios, sendo agrI presente em 61,11% das estirpes, agrII em 22,22% e agrIII em 5,56% das amostras. Para a pesquisa de genes formadores de biofilme, o gene icaD foi positivo em 100% dos S. aureus, acompanhado de 22,22% de positividade para o gene icaA. Maior número das cepas oriundas dos leites foram resistentes ao antibiótico oxacilina. Além disso, não foram observados presença de gene de resistência a antibióticos e sanitizantes. Houve maior ocorrência de genes de enterotoxinas não clássicas, com destaque para o gene codificador seg. Na investigação para produção de gene de formação de biofilme constatou maior evidência para o tipo icaD.

  • MARIA GABRIELA ALVES COSTA
  • Caracterização genotípica de Staphylococcus aureus e Salmonella sp isoladas de linguiça artesanal

  • Data: 18/02/2020
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  • Doenças transmitidas por alimentos são doenças causadas ao indivíduo pela ingestão de alimentos contaminados com microrganismos patogênicos, estão associadas a problemas de saúde pública no mundo inteiro e cada vez mais faz-se necessário reduzi-la. As DTA’s causadas por microrganismos patogênicos estão diretamente associadas a qualidade higiênico sanitárias do processamento de alimentos de origem animal, essa qualidade pode variar de acordo com a forma de manipulação dos alimentos. Staphylococcus aureus e Salmonella sp são bactérias envolvidas em surtos de doenças transmitidas por alimentos por causarem desde gastroenterites como infecções sistêmicas no mundo. A presença desses microrganismos nos últimos anos está associada a carnes e produtos cárneos. O Brasil está entre um dos maiores exportadores de carnes e diante do exporto e pensando na saúde dos consumidores o objetivo do trabalho é identificar a presença de cepas de Staphylococcus aureus e Salmonella sp, bem como caracterizar esses microrganismos quanto aos seus genes de virulência e resistência em isolados de linguiça artesanal no estado do Rio Grande do Norte. Para o trabalho foram coletadas um total de 50 amostras (30 da empresa A e 20 da empresa B) e realizado analise microbiológica no Laboratório de Produtos de Origem Animal (LIPOA) para S.aureus e Salmonella sp. Depois de realizado provas bioquímicas e feito isolamento das cepas, as amostras seguiram para o Laboratório de Toxinas Bacterianas na Universidade Estadual de Campinas. Lá, foi realizado PCR para identificação de espécies (Staphylococcus aureus e Salmonella sp), presença de enterotoxinas, genes de resistência a antibióticos, genes de virulência, genes de resistência a sanitizantes, formação de biofilmes e antibiograma para as duas espécies. Para Staphylococcus aureus das 16 cepas que apresentaram coagulase positiva, 8 cepas foram positivas para o gene nuc. Dessas 8 cepas, 3 isolados apresentaram genes de enterotoxinas (sea, seg, sei), já para os genes de resistência apenas uma cepa apresentou o gene mecA. Os genes regulatórios agr no presente estudo obteve 6 cepas com agrI e 2 cepas com o agrIII, as cepas de S.aures não apresentaram genes de resistência a sanitizantes e apresentaram os genes icaA e icaD para formação de biofilme. No antibiograma 88% dos isolados de S.aureus apresentaram resistência a oxacilina. Para Salmonella sp, das 75 cepas analisadas, 49 apresentaram sorologia e coloração positiva para a espécie. Destas, 34 isolados obtiveram o gene invA. As 34 foram submetidas a presença de genes de virulência, como: ssaR, sipB, sipA, sifA, sopB, sipD, sopD. As cepas de Salmonella isoladas apresentaram, pelo menos, dois genes de virulência dos testados no estudo. Essas cepas eram provenientes da mistura antes de embutir e da linguiça pronta o que nos indica que a manipulação foi feita de forma inadequada. Para o antibiograma, 35% das cepas de Salmonella apresentaram resistência a tetraciclina. Conclui-se que há necessidade de mais atenção para segurança de alimentos, visto que foi constatado uma grande quantidade de microrganismos patogênicos e de genes de virulência e resistência dos mesmos que influenciam na presença de doenças transmitidas por alimentos, bem como medidas nas empresas e no Estado para realizar adequações que garantam um produto com boa qualidade ao consumidor.

  • LIDIANE PINTO DE MENDONÇA
  • FABRICAÇÃO DE QUEIJO FRESCAL INCORPORADO COM EXTRATO DE PRÓPOLIS E SUA INFLUÊNCIA NA ACEITAÇÃO SENSORIAL E NAS PROPRIEDADES QUALITATIVAS.

  • Data: 14/02/2020
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  • Um dos queijos bastante consumido hoje, é o tipo frescal, um produto rico em nutrientes como proteínas e sais minerais, porém, por ser um alimento bastante perecível, necessita de artifícios para sua melhor conservação, assim, os conservantes naturais surgem como alternativa aos conservantes sintéticos. A própolis é um produto natural, produzida pelas abelhas a partir de substancias resinosas coletadas de plantas, sendo utilizada na colmeia para proteção contra insetos. Atualmente, o seu extrato vem sendo utilizado na conservação de alimentos no intuito de melhor controle dos aspectos físico-químicos e microbiológicos. Essa utilização se justifica porque na composição da própolis há princípios ativos como compostos fenólicos e antioxidantes que retardam e/ou eliminam características responsáveis pelas alterações ocorrentes nos alimentos. Nesse sentido, essa pesquisa teve como objetivo realizar a fabricação de queijo frescal incorporado com extrato de própolis e verificar a sua influência nas propriedades físico-químicas, microbiológicas, aspecto visual e aceitação sensorial. Para tanto, foram produzidos amostras de queijo frescal e inseridas diferentes concentrações de extrato de própolis verde. As análises físico-químicas empregadas foram realizadas de acordo com as normas do instituto Adolfo Lutz (2008), composta por acidez titulável, potencial hidrogeniônico, perda de massa, umidade e cor. A análise sensorial foi realizada segundo metodologia descrita por Dutcosky (2013). As análises microbiológicas foram realizadas de acordo com APHA (1998), composta por contagem de micro-organismos mesófilos e de bolores e leveduras. Os queijos foram analisados também pelo seus aspectos visuais. Foi constatada que as amostras com diferentes concentrações de extrato de própolis verde, se mantiverem em semelhança quanto aos aspectos físico-químicos e não interferindo na coloração dos queijos. Na avaliação da qualidade microbiológica e vida útil, foi obtido resultados satisfatórios na redução de micro-organismos mesófilos e fungos. Na análise sensorial os queijos obtiveram boa aceitação por parte dos provadores. A partir desses dados conclui-se que a adição de própolis não alterou as características sensoriais e físico-químicas do queijo durante os dias de armazenamento, como também reduziu significativamente a contaminação por micro-organismos.

  • NAYANE VALENTE BATISTA
  • AVALIAÇÃO DE DIETA ALTO GRÃO E DA INCLUSÃO DE ÓLEO RESIDUAL DE FRITURA NA ALIMENTAÇÃO DE CORDEIROS

  • Data: 10/02/2020
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  • Foram utilizados 15 ovinos machos, não castrados, mestiços de dorper x santa inês, com seis meses de idade para avaliar o efeito de dietas alto grão e dieta com inclusão de 6% óleo de fritura sobre o desempenho, as características de carcaça, a qualidade da carne e os custos com alimentação de cordeiros confinados. Três dietas foram utilizadas, as dietas controle e com 6% de óleo residual foram obtidas em estudo realizado anteriormente por Oliveira (2018) e eram compostas de volumoso e concentrado na proporção 40:60, balanceadas de acordo com recomendações do NRC (2007) para ganho de 200g diários. A dieta alto grão consistia em dieta comercial farelada utilizada na engorda de bovinos. O período experimental consistiu em 10 dias de adaptação seguidos por 40 dias de coleta de dados. Foram coletadas amostras diárias dos alimentos fornecidos e das sobras para determinação da matéria seca, matéria mineral, proteína bruta, fibra em detergente neutro, fibra em detergente ácido, lignina e extrato etéreo, e calculados os teores de carboidratos totais e carboidratos não fibrosos, calculando-se o consumo voluntário de nutrientes pelo método de oferta e sobra. Ao final do período experimental os animais seguiram para o abate de acordo com a legislação vigente, sendo registrados os pesos de carcaça quente, do corpo vazio e do conteúdo gastrointestinal, mensurado o comprimento interno da carcaça e calculado o rendimento da carcaça quente, sendo levadas em seguida para câmara fria por 24 horas. Após esse período foi obtido o peso da carcaça fria e calculados os rendimentos de carcaça fria e verdadeiro. Foram considerados apenas os custos com alimentação na avaliação econômica das dietas utilizando-se os indicadores de custos, receitas e de medidas de resultados econômicos descritos por Deleco (2007). As análises físico-químicas da carne foram realizadas com o músculo Longíssimus dorsi, determinando-se o pH, cor, capacidade de retenção de água, perda de peso por cocção, força de cisalhamento e os teores de umidade, cinzas, proteína e lipídeos. Foi escolhido o delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC), três dietas e cinco repetições, os resultados obtidos foram comparados pelo teste de Tukey (P>0,05), com o programa estatístico SISVAR 5.6. Não houve diferença estatística (P>0,05) entre as dietas controle e com óleo residual de fritura, expressos em gramas/dia (g/dia) e percentual de peso vivo (% PV) para consumo diário de matéria seca (CMS) (1416,55 g/dia; 4,95 % PV), proteína bruta (CPB) (317,18 g/dia; 1,10% PV), matéria mineral (CMM) (85,67 g/dia; 0,29%PV), fibra insolúvel em detergente neutro (CFDN) (324,18 g/dia; 1,15% PV) e carboidratos totais (CCT) (958,48 g/dia; 3,35% PV), as menores médias para estas variáveis foram obtidas com a dieta alto grão. Houve efeito (P0,05) para peso final (PF), ganho de peso total (GPT) e ganho de peso diário (GPD) entre os tratamentos controle e com inclusão de óleo residual, com médias entre essas dietas e para essas variáveis de 33,14 kg, 9,99 kg e 0,249 kg, respectivamente. Não houve (P>0,05) efeito dos tratamentos sobre os rendimentos de carcaça quente (RCQ), carcaça fria (RCF) e verdadeiro (RV), com médias de 49,24%, 47,54% e 54,63%, respectivamente, entre as dietas. Não houve efeito das dietas para os parâmetros físicos da carne (P>0,05). Os valores de proteína bruta e lipídios foram superiores para o tratamento com 6% de óleo residual, não diferindo estatisticamente (P>0,05) para esses parâmetros da dieta controle, com média entre estes tratamentos de 18,17% e 2,29%, respectivamente. Com relação ao teor de umidade, a carne dos animais da dieta alto grão (74,84%) foi superior e estatisticamente diferente (P

2019
Descrição
  • ALINE GABRIELLE GOMES DA SILVA
  • EFEITO DA SALINIDADE SOBRE GANHO DE PESO E SOBREVIVÊNCIA DE TILÁPIAS VERMELHAS

  • Data: 24/09/2019
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  • A tilápia é a quarta mais importante espécie de peixes cultivados no mundo e a primeira no Brasil. Dentre as variedades hoje cultivadas, a Tilápia Vermelha, também conhecida como Saint Peter, tem demostrado maior tolerância à salinidade. A região nordeste apresenta áreas e poços salinos, o que torna essa espécie uma alternativa para aumentar a produção aquícola. A presente dissertação está dividida em dois capítulos. No primeiro avaliou-se a tolerância de Tilápias Vermelhas de diferentes tamanhos a diferentes salinidades. Para tanto, pós-larvas e juvenis de três classes de tamanhos foram submetidas a teste de tolerância sem aclimatação às salinidades de 0 (controle), 10, 20, 30 e 40 PSU (Practical Salinity Unit) e com aclimatação através do incremento de 0, 5, 10 e 20 partes de salinidade por dia (PSU/dia). No teste sem aclimatação, peixes expostos às salinidades de 30 e 40 PSU apresentaram decréscimo de peso nas três categorias de tamanhos. Sobrevivência de 100% foi observada para todos os grupos até 20 PSU, com exceção de T1 na salinidade de 20 PSU. As múltiplas comparações entre as sobrevivências demonstraram diferença significativa entre T1 em relação a T2 e T3 na salinidade de 30 PSU e T1 e T2 em relação a T3 em 40 PSU. Quando aclimatados, a sobrevivência foi superior nas maiores classes de tamanho demonstrando diferença significativa de sobrevida entre T1 em comparação com T2 e T3 no incremento de 5 PSU/dia e T1 com T3 para 10 PSU/dia. Em ambos os experimentos os parâmetros físico-químicos não demonstraram variação significativa entre os tratamentos p>0,05. O segundo capítulo avaliou o crescimento de Tilápias Vermelhas cultivadas em diferentes salinidades. Desta forma, juvenis de Tilápias Vermelhas foram cultivados por 93 dias nas salinidades 0 (controle), 10, 20, 30 e 40 PSU em caixas de 1000 litros com aeração. Biometrias e análise de parâmetros de qualidade de água foram realizadas. Foi observado melhor crescimento nas salinidades de 20, seguidas de 10 e 0 PSU. Já as salinidades de 30 e 40 PSU apresentaram menor ganho de peso em relação às outras. O baixo consumo de ração e a boa conversão alimentar aparente demonstraram o bom aproveitamento do alimento. Este estudo fornece informações importantes sobre a tolerância, sobrevivência e desempenho de Tilápias Vermelhas cultivadas em águas salobras e salgadas.

  • ELAINE CRISTINE ALVES SOARES NOBRE
  • ANÁLISE SENSORIAL DE CARNE BOVINA COM COBERTURA DE QUITOSANA E EXTRATOS NATURAIS

  • Data: 27/06/2019
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  • A características da carne favorece para que ela seja um produto de fácil contaminação, sendo necessário o desenvolvimento de tecnologias que consigam manter qualidade sensorial do alimento. Um dos maiores desafios para a indústria de carnes é oferecer produtos macios, suculentos e com cor e sabor agradáveis, de forma que características de frescor permaneçam estáveis durante toda a sua vida de prateleira, com a maior segurança e o menor custo possível. A indústria de alimentos tem sido beneficiada pelo surgimento de novas substâncias que podem ser adicionadas aos alimentos com o objetivo de conservar, melhorar a cor, o aroma, a textura, o sabor, bem como seu valor nutritivo. No entanto, a forma de vida do consumidor vem se modificando, e a busca por alimento livre desses aditivos está cada vez maior. Com isso, o uso de aditivos alimentares naturais vem sendo bastante difundido na indústria de alimentos. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as propriedades sensoriais da carne com cobertura de quitosana e extratos naturais, com o intuito de observar se a quitosana e os extratos naturais de cebola, alecrim e urucum alteram o perfil sensorial da carne bovina. O trabalho foi desenvolvido na Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA, Mossoró/RN. Foram realizados 5 tratamentos, onde o T0 corresponde ao tratamento controle, T1: cobertura a base de quitosana, T2: cobertura de quitosana + o extrato de cebola a 6%, T3: cobertura de quitosana + extrato de alecrim a 8 %. e T4: cobertura de quitosana + extrato de urucum a 8%. A concentração dos extratos foi determinada com base em análises físicas e microbiológicas feitas em trabalhos anteriores. Para o teste sensorial foi utilizado carne bovina, adquirida no comercio local, tanto para comparar no teste de aceitação do produto, como no teste de intenção de compra. A análise sensorial foi realizada no Laboratório de Análises Instrumentais e Sensoriais (LANIS) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA, utilizando porções dos músculos Longissimus dorsi da carne bovina vendida no comércio local. As amostras foram avaliadas por um painel de 68 degustadores não treinados, visando atingir o consumidor comum. Em análise dos resultados da análise sensorial da carne bovina com cobertura de quitosana + extratos naturais, não houve diferença estatística entre os tratamentos, no entanto, o T4 que corresponde a cobertura de quitosana + extrato de urucum apresentou maior média em todos os atributos. Para os resultados de intenção de compras houve diferença estatística entre os tratamentos, onde o T0 (controle), T1(quitosana) e T4 (quitosana + extrato de urucum) apresentaram médias superiores as do T2(quitosana + extrato de cebola) e T3(quitosana + extrato de alecrim). A utilização da cobertura de quitosana + extratos naturais não apresentou influência nas características sensoriais do produto, podendo ser utilizada na carne bovina em quantidades controladas.

  • ADRYANA BRENDA DE OLIVEIRA SILVA
  • AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE GUSTATIVA E PREFERÊNCIAS DE TATUS PEBA (Euphractus sexcinctus) ALIMENTADOS COM DIETA A BASE DE FRUTAS.

  • Data: 23/04/2019
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  • O tatu peba (Euphractus sexcinctus) é encontrado em praticamente todos os biomas brasileiros, possuem hábito fossorial e são animais onívoros. Devido a essas características esses mamíferos transmitem inúmeras zoonoses, pois são também amplamente caçados e sua carne utilizada como fonte de proteína. Nessa perspectiva e visando a criação em cativeiro, pelas questões sanitárias, de conservação e sustentabilidade, é importante estudar um manejo alimentar ideal para que esses animais se desenvolvam bem, consigam reproduzir e produzam uma carne de qualidade e viavelmente econômica. O experimento busca avaliar a aceitabilidade e a suas preferências quando fornecido uma dieta a base de frutas (manga, mamão, banana, melão e melancia) e sua apresentação (tamanho, forma, interferência da coloração, mistura e combinações, cor de fundo, odor, separação, quantidade e ordem de consumo); a sensibilidade gustativa (doce, azedo, amargo e salgado) e o consumo de água, assim como o seu comportamento durante a alimentação. Foram utilizados 18 tatus de ambos os sexos submetidos a tratamentos com 3 repetições cada, durante um período de 120 dias. Espera-se obter varáveis significativas sobre o comportamento e hábitos alimentares dos tatus peba criado em cativeiro com dieta a base de fruta, assim como o consumo de água e a sensibilidade gustativa.

  • TÂMARA DE QUEIROZ BACURAU
  • AS INFLUÊNCIAS DAS VARIÁREIS AMBIENTAIS NA DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DAS ESPÉCIES Carcharhinus falciformis (BIBRON, 1839) E Carcharhinus longimanus (POEY, 1861) NO OCEANO ATLÂNTICO

  • Data: 28/03/2019
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  • O presente estudo tem por finalidade analisar a distribuição espaço-temporal das espécies de tubarão Carcharhinus falciformis e C. longimanus, bem como a relação das variáveis ambientais e climáticas no oceano atlântico sul e equatorial, através da modelagem baysiana. A área de estudo corresponde a zona pelágica oceânica do Atlântico, situada em latitudes de 10º N e 50ºS e entre 0º de longitude e a costa da América do Sul, os dados referentes as variáveis ambientais, tais como: Clorofila (Cloro), temperatura superficial da água do mar (SST), anomalia da temperatura superficial da água do mar (SSA), foram obtidos através de sensores de satélite como: SEAWIFs e AVRH disponíveis online. A profundidade da camada de mistura (DLM) foi obtida pelo programa ARGOS do IFREMER. Por fim as fases da lua, forma obtidas através da livraria “LUNAR” disponível no programa R. Como índice de abundância relativa foi utilizada a CPUE, em número de indivíduos, por 1000 anzóis. Posteriormente, os dados foram analisados no Programa R através do INLA (Integrated Nested Laplace Approximations). Os resultados mostram que o C. falciformis teve como covariável mais relevante para explicar o padrão de distribuição da espécie foi a clorofila, enquanto o C. longimanus interagiu com as covariáveis clorofila e anomalia da temperatura superficial do mar, os mapas preditivos de distribuição mostra que o C. falciformes tem preferencia pela região da costa nordeste brasileira, enquanto o C. longimanus tem maior ocorrência na região sudeste da costa brasileira, um pouco distante da costa. Tais resultados mostram que as espécies têm preferência por regiões de baixa concentração de clorofila, esses fatores estão fortemente relacionados com a produção primária dos ecossistemas marinhos, influenciando a disponibilidade de alimentos. Está preferência por área de baixa produtividade primária pode está relacionada a estratégia de caça e alimentação, os tubarões são predadores sensoriais e visuais, preferindo águas com disponibilidade de clorofila suficiente para agregação de organismos, que seja abundante para sua alimentação e clara o bastante para não prejudicar sua visão. Por compartilhar o mesmo ambiente que espécies de alta importância comercial, tornando susceptíveis a capturas acidentais e, apesar das espécies de tubarão estudada serem uma das mais abundantes dos oceanos, já constam na lista das espécies sobreexploradas ou ameaçadas de sobre exploração (IUCN, 2019). No entanto, considerando a situação de sobreexploração e a maturidade sexual tardia das espécies, fatos que contribuem para a situação alarmante dos estoques pesqueiros, recomenda-se medidas de monitoramento mais eficaz e implantação de medidas e leis para proteção de tais espécies.

  • ITACILHA MOZANA DO NASCIMENTO
  • INFLUÊNCIA DA PLUVIOSIDADE NA FAUNA ACOMPANHANTE DE CRUSTÁCEOS DECAPODA (PLEOCYEMATA): UM ESTUDO DE CASO

  • Data: 28/03/2019
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  • O Subfilo Crustacea é constituído por um dos maiores grupos dentro do filo Arthropoda, com aproximadamente 67.000 espécies conhecidas. Estes podem ser encontrados desde grandes profundidades até em regiões supralitorais. A atividade de pesca predatória de camarões é responsável pela modificação do ambiente bentônico, ambiente esse que abriga milhares de espécies, isso devido principalmente a enorme número de organismos capturados como fauna acompanhante. O estudo teve como objetivo analisar a influência da pluviosidade na fauna acompanhante de Decapoda (Anomura e Brachyura) e suas relações com os fatores ambientais, capturados no litoral do Rio Grande do Norte – Brasil. A coleta de material biológico e medição das variáveis (Profundidade, Transparência, temperatura, Ph, salinidade, areia, argila e algas) foi realizada através de arrastos utilizando uma embarcação artesanal motorizada (arrasto de porta), realizados no município de Baia Formosa. Foram realizados 5 arrastos aleatórios, mensalmente, no período de janeiro a dezembro de 2016, na área pesca tradicional de camarão. Foram capturados um total de 254 indivíduos de 16 espécies e 8 famílias, as quais estão a família Portunidade, Calappidae, Leucosiidae, Aetheridae, Panopeidae, Epialtidae, Diogenidae e Porcellanidade. Foi observado maior relação em pontos no período seco (Figura 12). De acordo com os resultados do Simper, as espécies que mais contribuíram na diferenciação entre os períodos chuvoso e seco foram Calappa ocellata (0,215), Petrochirus diogenes (0,167), Callinectes danae (0,142), (0,119) Callinectes sapidus e Dardanus venosus (0,101). A literatura sobre decápodes do litoral brasileiro é muitas vezes limitada a áreas restritas, não informando sobre as espécies que ocorrem ao longo de toda a costa brasileira. Tais informações são de extrema necessidade para o entendimento da ocorrência e ecologia do habitat bentônico.

  • ANDRÉIA AMANDA BEZERRA JÁCOME
  • Produção de linguiça a base de atum

  • Data: 28/02/2019
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  • O atum é uma excelente fonte de proteína e tem elevada quantidade de ácidos graxos poli-insaturados. A produção de derivados apresenta-se como uma das formas de consumo dessa proteína. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade físico-química, microbiológica e sensorial de linguiças elaboradas a base de atum, bem como a viabilidade do uso da inulina na elaboração desses embutidos e testar o uso dos conservantes Lactato de Sódio e Ácido Lático na sua vida de prateleira. O trabalho foi dividido em duas partes: na primeira, foram elaboradas 3 formulações de linguiças: controle (LA), Linguiça com Toucinho (LAT) e Linguiça com Inulina (LAI); foram realizadas análises microbiológicas e físico-químicas nos dias 0, 3 e 6; também foi feita análise sensorial dos embutidos. Na segunda parte, também foram elaboradas 3 formulações: controle (LA), Linguiça com Lactato de Sódio (LLS) e Linguiça com Ácido Lático (LAL), submetidas a análises microbiológicas e físico-químicas nos dias 0, 5, 10 e 15. Observou-se que a substituição da gordura por inulina causou alterações na textura das linguiças e tornou-as menos susceptíveis a oxidação lipídica, além de mostrar boa aceitação sensorial. O lactato de sódio e o ácido lático retardaram o crescimento microbiano das linguiças, tendo o lactato de sódio um maior efeito sobre a maioria dos microrganismos analisados. A adição de inulina é viável para a produção desses embutidos, sendo visto como um bom substituto para a gordura suína, e uso dos aditivos se mostrou eficiente na redução da carga microbiana dos embutidos, tornando o produto viável para o consumo até 15 dias.

  • FELIPE SANDERSON RIBEIRO DE SOUSA
  • QUITOSANA NO DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BIOTECNOLÓGICOS

  • Data: 27/02/2019
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  • A quitosana é um biomaterial que possue propriedades como biodegradabilidade, incapacidade em provocar efeitos tóxicos, e propriedade conservante em alimentos, uma vez que inibe e elimina um amplo espectro de bactérias, incluindo bactérias de grande interesse em produtos cárneos, além de funcionar como aditivo. Objetiva-se utilizar a quitosana para produzir uma nova formulação de linguiça carne de cutia, e desenvolver uma biomembrana composta por quitosana e própolis da abelha Frieseomelitta doederleini. Para melhor compreensão, a pesquisa foi separada na forma de capítulos. No primeiro capítulo, foi realizado a fabricação da linguiça com carne de cutia, em que ela foi moída e pesada em proporções, de acordo com sua formulação, incluindo a adição de quitosana a 2%. Realizou-se análises físico-químicas (pH, cor, CRA, PPC, FC), análise microbiológica (contagem a 350 e a 450, Salmonella spp.) e composição centesimal. Como resultados, nos aspectos físico-químicos não houve diferença significativa entre as carne e a linguiça, apenas na FC em que a linguiça apresentou uma menor força de cisalhamento. Quanto aos aspectos microbiológicos, tanto a carne quanto a linguiça apresentaram-se dentro dos parâmentos da legislação vigente. Na composição centesimal ambas as linguiças obtiveram o teor de umidade acima do recomendado sendo este até 70% de umidade. Como conclusão, a formulação desenvolvida para a produção das linguiças, atendeu aos aspectos de produto com baixo teor de gordura, bem como obteve valores dentro do padrão dos parâmetros estabelecidos pela legislação vigente. Assim a formulação desse novo produto tem o intuito de buscar estratégias que os tornem saudáveis em relação à composição nutricional, com a inserção de um produto no mercado. No segundo capítulo, foi desenvolvida membranas de quitosana contendo extrato própolis em diferentes concentrações. A quitosana foi dissolvida em ácido acético a 2% sob agitação constante, com uso do agitador magnético durante 24h. O extrato de própolis foi acionado e preparado em diferentes concentrações. Essas soluções foram colocadas na estufa para posterior secagem. Essas membranas foram caracterizadas, através das seguintes análises: difratometria de raios x (DRX), espectroscopia na região de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), análise térmica diferencial e termogravimétrica (ATG/TG) e (DSC), microscopia eletrônica de varredura (MVE) e grau de intumescimento. No desenvolvimento das biomembranas houveram interação polimérica nestas, em que foram evidenciadas pelos espectros do FTIR, visto que indicaram bandas características de grupos funcionais da matriz e de metabólitos dos extratos. As membranas de quitosana com extratos apresentam melhor estabilidade térmica que a membrana de quitosana no intervalo de temperatura estabelecido. Ambas as membranas apresentaram uma hidrofilicidade, comprovado pelo teste de absorção de água, nas 3h iniciais, tornando-se quase que constante até as 24 horas. Assim, as membranas de quitosana com diferentes concentrações de própolis tornam a membrana mais vantajosa quanto a morfologia, estabilidade térmica, perfil de hidrofilicidade.

  • LUCAS DA SILVA MORAIS
  • Avaliação dos parâmetros espermáticos de zangões de abelhas africanizadas Apis mellifera L. no semiárido nordestino

  • Data: 26/02/2019
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  • Informações acadêmicas sobre fatores que podem afetar a fertilidade dos espermatozoides dos zangões na rainha de abelhas africanizadas, bem como sobre a biologia, fisiologia e produção são escassos. Um dos motivos, podendo ser até o principal, é que seu estudo tem certa complexidade devido ao fato de que em regiões temperadas, os zangões são encontrados somente durante certa parte da temporada de verão, sendo limitada a um curto período do ano. Assim o objetivo deste estudo foi caracterizar os espermatozoides de zangões de abelhas africanizadas (Apis mellifera L.) no semiárido, produzidos no período de safra e entressafra. Os zangões foram obtidos durante o período de safra nos meses de março a junho de 2018 e de entressafra nos meses de outubro e dezembro de 2018 na Estação Experimental da UFERSA. Os zangões foram considerados maduros quando apresentaram inversão completa e presença de sêmen na ponta do endófalo. A coleta do sêmen foi feita pela técnica de eversão manual do pênis. Foram avaliados os seguintes parâmetros espermáticos: motilidade, integridade da membrana, concentração e morfologia. Observou-se que os zangões de abelhas africanizadas avaliados no período de safra apresentaram uma motilidade média de 85,6 ± 8,1, uma viabilidade de 80,2 ± 10 e uma concentração de 3,8 ± 1,2x106 espermatozoides. Já os avaliados na entressafra apresentaram uma motilidade média de 52 ± 21,2, uma viabilidade de 70,9 ± 12,8 e uma concentração de 3 ± 1,1x106 espermatozoides. Os espermatozoides avaliados na safra apresentaram mais anormalidades em sua morfologia, tendo um percentual médio de espermatozoides com cauda enrolada de 64,9, cauda quebrada 3,6 e cauda dupla 1,1 em relação aos avaliados na entressafra que tiveram um percentual médio de espermatozoides com cauda enrolada de 60,7, cauda quebrada 2 e cauda dupla 1,1. Em conclusão, dependendo da época do ano, os espermatozoides diferem suas características espermáticas. Os espermatozoides avaliados no período de safra apresentaram motilidade, viabilidade e concentração se mostraram superior aos espermatozoides avaliados na entressafra. No entanto, em relação à morfologia, os espermatozoides de safra, apresentaram mais defeitos morfológicos, sendo cauda enrolada o principal, quando comparados com os avaliados na entressafra.

  • EDGAR RODRIGUES DE ARAUJO NETO
  • Produção de zangões de abelhas africanizadas Apis mellifera L. no semiárido nordestino

  • Data: 25/02/2019
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  • O presente trabalho teve como principal objetivo determinar o melhor método de produção de zangões em abelhas africanizadas (Apis mellifera L.) no período de safra e entressafra, e como objetivos secundários, verificar qual o mês de maior produção natural de zangões e avaliar a influência da sazonalidade na produção. Os experimentos foram realizados no Centro Tecnológico de Apicultura e Meliponicultura do Rio Grande do Norte (CETAPIS), localizado Fazenda Experimental pertencente à Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) geograficamente definida pelas coordenadas 5º03’37‖ de Latitude Sul e 37º23’50‖ de Longitude Oeste, com uma altitude média de 72 metros e clima semiárido, localizada na zona rural de Mossoró, povoado Alagoinha. Foram testados dois métodos de indução produção de zangões em período de safra e entressafra (M1 e M2). Verificou-se o efeito do tamanho populacional da colônia na produção células de cria de zangões em favos novos no período de safra. Para a correlação da sazonalidade (período de novembro de 2017 a dezembro 2018) foi possível limitar o período de experimento em duas estações, chuva e seca, tendo como fator limitante a presença de chuvas. Esses dados foram associados aos dados obtidos nas revisões mensais possibilitando assim fazer a associação da sazonalidade com a presença dos zangões. Os parâmetros morfometricos dos zangões foram adiquiridos através de medidas (através de paquímetro) e pesagem (balança digital de precisão com capacidade de 0 a 500mg) de 100 indivíduos de colônias diferentes do período de safra. Para a comparação de ambos os lados do quadro, foram utilizados 20 quadros contendo células de zangões e operarias. O resultado dos métodos de indução foi que o M2 (Adição de um quadro com fitas de 20 cm x 7cm de cera alveolada) foi mais eficiente que o M1(p<0,05) no período de safra, porem, ambos os métodos foram ineficientes no período da entressafra. Sobre a associação do tamanho da colônia podemos observar que o tamanho não teve influencia tanto na safra como na entressafra. A sazonalidade demonstrou-se determinante na produção de zangões, onde o período de chuva apresentou uma diferença muito significante (p<0,01) quando comparado com o período de seca, o qual quase não se observou a presença de zangões. Os parâmetros morfometricos dos zangões de abelhas africanizadas (Apis mellifera L.) foram, 6.37 mm (±0.97) para o comprimento de abdômen, 13.06 mm (±1.8) para o comprimento total e o peso médio de 128 mg. Foi possível averiguar que ambos os lados do quadro são praticamente espelhos, onde possuem quase o mesmo número de células, não apresentando diferença estatística entre eles. Os resultados obtidos mostram que para a região e ano de avaliação, é possível indicar os meses de junho e julho como pico de produção de zangões. Existem ainda vários fatores a serem avaliados sobre a produção de zangões na região do semiárido.

  • PEDRO LUCAS DE OLIVEIRA CÂMARA
  • DIGESTIBILIDADE E CUSTO DA RAÇÃO CONCENTRADA COM NÍVEIS CRESCENTES DE UREIA EM CATETOS (Pecari tajacu)

  • Data: 25/02/2019
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  • Os Pecari tajacu possuem uma fisiologia digestiva de caracterização fermentativa, o que possibilita a utilização de carboidratos não solúveis e compostos nitrogenados na sua alimentação, e apresentam uma necessidade proteica de 12 a 14% para crescimento e terminação, respectivamente. Dentro desse contexto objetivou-se avaliar fontes alternativas de proteína fornecida em forma de ureia na dieta de catetos. O experimento foi realizado na Universidade Federal do Rural do Semi-Árido, no criadouro científico Centro de Multiplicação de Animais Silvestres. Foram utilizados vinte animais adultos do sexo masculino submetidos a uma dieta isoproteica a 15%, à base de milho moído, farelo de soja, farelo de trigo e suplemento mineral, variando-se os níveis de ureia na sua composição (0%, 1%, 2% e 2,5%). O período experimental durou 15 dias com coletas de sangue, fezes, urina e ração no dia zero (inicial) e no décimo quinto dia (final). Os animais foram acondicionados em baias individuais com fornecimento de ração realizado duas vezes ao dia, com reajuste de sobras de 20% e fornecimento de água ad libitum. As amostras de fezes e das dietas foram submetidas às análises químicas, sendo elas a matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), matéria mineral (MM) e proteína bruta (PB), determinadas conforme a Association of Official Analytical Chemists (1995). A fibra em detergente neutro (FDN) foi analisada conforme Van Soest (1991). Os coeficientes de digestibilidade (CD) e balanço do nitrogênio (BN) foram determinados segundo o método preconizado por Maynard (1984). A viabilidade econômica da utilização ração foi determinada segundo as equações propostas por Bellaver et al. (1985) e Fialho et al. (1992). Não houve diferença estatística para a variável ganho de peso e coeficientes de digestibilidade, entretanto houve uma diminuição significativa da ingestão de matéria seca quando foi elevado o nível de ureia em até 2,5%. Apesar de os animais não manifestarem sintomas de intoxicação, foram constatadas alterações nos níveis de creatinina e proteínas totais que sugerem uma leve sobrecarga nos rins. Considerando-se que o aumento da inclusão da ureia reduziu progressivamente o item proteico da dieta base, e que o nível de 2,5% empregado não diferiu significativamente do obtido para os demais grupos experimentais, pode-se recomendar a inclusão de até 2,5% de ureia em rações de catetos adultos, além de ser economicamente viável.

  • URI VANILLE RAIOL DA SILVA FONTELES
  • EFEITOS DA INCORPORAÇÃO DO EXTRATO DA SEMENTE DO URUCUM EM COBERTURAS ATIVAS À BASE DE QUITOSANA NA CARNE BOVINA.

  • Data: 22/02/2019
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  • A carne passa por diversos processos passivos de contaminações, sendo importante a busca por conservantes eficientes e que não causem danos à saúde do consumidor. Sendo assim, os usos de coberturas ativas com extratos naturais podem vir a agregar um valor ao produto e ainda elevar a sua vida de prateleira. Diante disso, o objetivo desta pesquisa foi avaliar os efeitos da incorporação do extrato da semente do urucum em coberturas ativas à base de quitosana na carne bovina. Para a realização da pesquisa a carne usada possuía selo de inspeção federal, onde foram cortadas, e submetidas aos tratamentos CO: carne marinada com água destilada; T1: carne acondicionada em cobertura à base de quitosana e glicerol; URU4%: carne acondicionada em cobertura à base quitosana, glicerol e 4% de extrato de urucum; URU8%: carne acondicionada em cobertura à base de quitosana, glicerol e 8% de extrato de urucum. Foram realizadas análises microbiológicas e físico-químicas na carne, as quais foram analisadas nos tempos zero, 2, 4, e 8 dias de armazenamento refrigerado a 4ºC ± 1º. Foram feitas avalições referentes a cobertura utilizada em cada tratamento (obtido por meio da técnica de casting).¬ As carnes com os tratamentos obtiveram menores contagens com relação a microbiologia quando comparadas com a carne controle, com destaque para o tratamento URU4% e URU8%, que se mostraram eficazes durante toda a vida de prateleira estudada. Com relação as análises físicas de cor, textura, pH, CRA e PPC, os resultados foram satisfatórios com o uso dos tratamentos T1, URU4% e URU8% bem como para as análises químicas de TBARS. Com relação caracterização dos filmes, foram feitas análises de espessura, solubilidade, absorção de umidade, PVA, tensão, deformação, absorção de luz, luminosidade, cor a*, cor b* e MEV. Portanto, o uso das coberturas à base de quitosa e extrato de urucum se mostrou uma alternativa viável e eficaz para prover uma sanidade microbiológica e antioxidante durante toda a vida de prateleira, podendo minimizar a utilização dos antioxidantes sintéticos e conferir maior segurança a carne.

  • MARIA RAQUEL LOPES SILVA
  • APLICAÇÃO DE REVESTIMENTO À BASE DE QUITOSANA INCORPORADO COM O EXTRATO DO RESÍDUO DA CEBOLA (Allium cepa L.) EM CARNE BOVINA.

  • Data: 22/02/2019
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  • Revestimentos e filmes comestíveis preparados a partir de fontes naturais encontram uma atenção especial, tendo importância por aumentar a vida de prateleira dos alimentos de origem animal. Objetivou-se a produção, caracterização e o efeito da aplicação de revestimentos comestíveis à base quitosana com a incorporação do extrato do resíduo da cebola (Allium cepa L.) para a manutenção da qualidade de carne bovina estocada sob-refrigeração (4±1 °C, por 8 dias). Realizaram-se análises de caracterização do filme, análises físico- químicas e microbiológica nas amostras de carne. Pode-se verificar que os revestimentos tinham uma superfície homogênea, densa, sem fissuras e sem apresentação de poros. Para força de tensão na ruptura não houve diferença estatística (P>0,05). No que se refere a taxa de deformação no ponto de ruptura estes apresentaram diferença estatística (P

2018
Descrição
  • ANNE EMMANUELLE CAMARA DA SILVA MELO
  • LINGUIÇA FRESCAL ELABORADA COM CARNE DE AVESTRUZ (Struthio camelus)

  • Data: 25/06/2018
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  • No Brasil, o mercado de carne de avestruz vem crescendo e incentivando os produtores, direcionando suas criações para venda de animais para abate. As linguiças frescais com carne de avestruz são uma alternativa viável de produção e comercialização, podendo concorrer no mercado com as linguiças tradicionais com perspectiva de êxito. Nesse sentido, objetivou-se elaborar uma linguiça de carne de avestruz com baixo teor de gordura e avaliar sua qualidade microbiológica, físico-química e sensorial. Para isso, utilizou-se pernil de carne de avestruz na fabricação do produto, a qual foi moída em disco de 8 mm e pesadas nas proporções respectivas para adição de cada aditivo. Foi realizada uma salga seca e após a homogeneização a massa foi deixada em repouso por 12 horas em refrigeração para obtenção da cura. Após esse período a mesma foi embutida em tripa suína, devidamente acondicionada e armazenada sob refrigeração. A matéria-prima foi submetida as análises microbiológicas (coliformes a 350 e 450 C e ausência de Salmonella spp.), bem como linguiça (coliformes a 350 e 450 C, ausência de Salmonella spp.). Além disso, a carne e o produto final foram submetidas as análises físico-químicas (pH, cor, capacidade de retenção de água, força de cisalhamento, perda por cocção, umidade, cinzas, lipídeos e proteína) e ainda a sensorial apenas para o embutido (teste de aceitação global e o teste de atitude). A carne de avestruz esteve dentro dos parâmentros preconizados pela legislação vigente para as pesquisas de coliformes a 450 C e ausência de Salmonella spp., bem como para os padrões exigidos no aspecto físico-químico preconizados pela a legislação brasileira. Quanto ao teste de aceitação global, os provadores responderam 41%(25/60) gostaram muito. Quanto ao teste de intenção de compra, a maioria dos provadores respondeu que “compraria frequentemente”. Assim a linguiça de carne de avestruz com baixo teor de gordura apresentou como opção viável de produção e comercialização, com boa aceitação pelo consumidor.

  • DAVID DA SILVA LIMA
  • POLICULTIVO DE Litopenaeus vannamei (Boone, 1931): REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE

  • Data: 30/05/2018
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  • Dentro das produções nos setores de aquicultura, cresce o método do policultivo, destinado ao cultivo de duas ou mais espécies simultaneamente dentro de um mesmo ambiente aquático. O objetivo deste artigo é revisar e resumir a literatura publicada sobre a produção em consorciação do camarão Litopenaeus vannamei junto a outras espécies e compará-la aos dados produtivos do monocultivo, através de uma revisão sistemática seguida de meta-análise dos estudos. Foi utilizado um conjunto de doze artigos para sobrevivência e nove para produtividade, após estes passarem por uma seleção de elegibilidade e extração de dados para sumarizar tais informações. Em ambos foi utilizado o modelo aleatório pois devido a heterogeneidade dos dados, o modelo fixo não seria apropriado. Para explicar os dados heterogêneos, a análise de subgrupo e meta-regressão foram utilizadas. Após delimitação dos estudos e análises constatou-se que a não houve diferença significativa entre modelos monocultivo e policultivo. A revisão sistemática junto a meta-análise, mostra-se uma ferramenta útil para dar alcance e complementar pesquisas de campo, ao colacionar dados já achados com novos de determinada premissa escolhida para estudo.

  • FRANCYELLE GURGEL DE CASTRO ALVES
  • CARACTERIZAÇÃO NUTRICIONAL DA TORTA DE MORINGA (Moringa oleifera Lam) 

  • Data: 29/05/2018
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  • Esta pesquisa objetivou a avaliar o valor nutritivo da torta de moringa (moringa oleífera Lam) através da composição bromatológica, do fracionamento de proteína bruta e carboidratos totais, da verificação dos efeitos dos níveis crescentes da torta de moringa (moringa oleífera Lam), em substituição a torta de algodão, no consumo, digestibilidade aparente e balanço de nitrogênio dos nutrientes na alimentação por ovinos. A composição bromatológica da torta de moringa determinou 92,65% de MS; 95,33% MO; 30,16% PB; 18,78% EE; 46,49% CHT; 17,42% CNF; 32,17% FDN; 21,49 FDA; 10,68% CEL; 13,13% HEM E 8,79% LIG. Os carboidratos totais foram fracionados nas porções em A, B1, B2 e C, apresentando cada fração 14,79%; 46,69%; 17,42% e 21,10% respectivamente. Os percentuais das frações proteicas A, B1+B2, B3 e C encontradas foram: 28,22%; 57,60%; 7,37% e 6,81% respectivamente. Para determinação de consumo, digestibilidade e balanço de N, adotou-se o delineamento quadrado latino, apresentando 5 tratamentos, 5 gaiolas metabólicas individuais e 5 ovinos machos não castrados, com idade média de 8 meses e peso médio de 23,41,4 kg. O período experimental teve duração de 75 dias –distribuídos em 5 períodos homogêneos de 5 dias de adaptação à dieta e 5 dias para coleta de dados, precedidos de 15 dias de adaptação ao manejo das gaiolas e à dieta. Os animais e tratamentos foram distribuídos aleatoriamente em gaiolas única vez em todo o período experimental. As dietas experimentais foram compostas por feno de capim tifton, milho em grão moído, torta de algodão e torta de moringa, alternando o percentual desta última nas proporções 0; 7,5; 15; 22,5; 30%. Dentre os resultados do consumo de nutrientes, não houve efeito significativo (P>0,05) entre os consumos de MS, MO, PB, PIDN, FDN, FDA, CHT, HEM e LIG com valores médios 800,78 g dia-1; 726,90 g dia-1; 123,55 g dia-1; 45,65 g dia-1; 448,20 g dia-1; 231,49 g dia-1; 592,03 g dia-1; 105,34 g dia-1; 52,84 g dia-1 respectivamente. Os consumos de PIDA, EE, CNF e CEL apresentaram diferença significativa (P>0,05) sendo o percentual valores encontrados de acordo com o percentual do nutriente em cada tratamento. Não foram observadas diferenças significativas (P>0,05) entre os coeficientes de digestibilidade de MS, MO, PB, EE, FDN, CHT, CNF, com a inclusão da torta de moringa, obtendo-se, respectivamente as 57,33; 61,61; 42,42; 70,76; 40,40; 55,25 e 20,32%. O balanço de nitrogênio (BN) apresentou similaridade no aproveitamento de N pelos animais. Os resultados comprovaram que a torta de moringa pode ser uma alternativa na alimentação de ovinos conforme seu valor nutricional avaliado e a satisfatória digestibilidade de seus nutrientes em sua substituição à torta de algodão.

  • CELSO CARLOS PINHEIRO LAMARTINE PAIVA
  • DESEMPENHO, CARACTERÍSTICAS DE CARCAÇA E AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA DE TOURINHOS SINDI MANTIDOS EM PASTO

  • Data: 24/04/2018
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  • As provas de ganho em peso (PGP) totalmente a pasto avaliam a capacidade individual dos animais para ganho em peso, fornecendo subsídios para seleção com base na informação fenotípica  individual.   Objetivou-se com esse trabalho avaliar a evolução das  características  mensuradas  nas  provas  de ganho  em  peso em regime extensivo de criação, bem como realizar análise descritiva dos dados da prova de desempenho, determinar correlação entre desempenho produtivo e características ultrassonográficas de carcaça, estimar correlação entre desempenho produtivo e circunferência escrotal e determinar correlação entre EPMURAS e características ultrassonográficas de carcaça. Foram utilizados dados de uma PGP totalmente a pasto da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), referente a raça Sindi. A partir das informações obtidas durante a PGP, como ganho médio diário, peso final ajustado  aos  550 dias, EPMURAS, perímetro escrotal, área de olho de lombo e espessura de gordura, a classificação final dos animais foi baseada em índices ponderados para estas características produtivas. Pode-se concluir que a raça Sindi apresentou índices de desempenho, características de carcaça e avaliação visual elevados, demonstrando seu mérito mesmo que à pasto

  • JOSÉ TAVARES DE OLIVEIRA NETO
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    QUALIDADE DE PEIXES TILAPIA (Oreochromis niloticus) E SERRA (Scomberomorus brasiliensis) COMERCIALIZADOS EM FEIRAS E MERCADOS PÚBLICOS


  • Data: 26/02/2018
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  • Devido sua alta perecibilidade, o peixe requer uma atenção peculiar, dado que uma manipulação inadequada expõe o alimento a contaminantes que podem comprometer sua qualidade e oferecer riscos a população que o consome. Dessa forma, a presente pesquisa teve por objetivo verificar a qualidade higiênico-sanitária das espécies de peixes tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) e serra (Scomberomones brasiliensis), comercializadas em feiras livres e mercados públicos do município de Mossoró-RN. Para isto, foi realizado um estudo observacional, para avaliação das boas práticas de manipulação em oito estabelecimentos de comercialização de peixe. Assim, obtiveram-se oito amostras de cada espécie, avaliadas quanto aos aspectos visuais (condições higiênico-sanitária dos estabelecimentos e manipuladores, aparência, odor e textura dos peixes comercializados), microbiológicos (contagem de Staphylococcus aureus, estimativa de coliformes totais e termotolerantes e pesquisa de Salmonella) e físico-químicos (pH, temperatura, oxidação lipídica, umidade, gordura, minerais, proteína total). Verificou-se pela avaliação sensorial, que a espécie serra apresentou em média 58,0% de conformidade com a legislação, enquanto a tilápia obteve 38,5%. Quanto a presença de Staphylococcus spp., 87,5% das amostras de peixe serra (3,92 log10 UFC/g ) e 100,0% tilápia (5,19 log10 UFC/g), respectivamente, ficaram acima do limite permitido pela legislação (3,0 log10 UFC/g). Não foi identificado contaminação por Salmonella spp. em 25g de carne. Quanto ao pH todas as amostras apresentaram-se dentro dos padrões estabelecidos pela Legislação Federal, com valores médio de 6,59 para o peixe serra e 6,41 para a tilápia. Em ralação ao teor de umidade, este variou de 75,74 e 70,70 para o peixe serra e 67,06 a 77,95% para a tilápia. A quantidade de matéria mineral variou de 1,35 a 2,17% e 0,68 e 1,27 para o serra e a tilápia, respectivamente. Em relação ao nível de oxidação o peixe serra apresentou valores entre 0,19 e 0,41 mg MA kg-1, já a tilápia de 0,23 e 1,25 mg MA kg-1. Portanto ambas as espécies apresentaram problemas de contaminação e risco à saúde do consumidor pelas condições insatisfatórias, sendo que o peixe tilápia apresentou qualidade ligeiramente inferior ao serra.

  • NAIBE CRISTINA DE FIGUEIREDO
  • PARASITOS DIGENETICOS, COPÉPODO E ACANTHOCEPHALA DE Masturus lanceolatus (MOLIDAE) ENCALHADOS AO NORTE DO SUDOESTE ATLÂNTICO, BRASIL

  • Data: 20/02/2018
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  • Os peixes da família Molidae pertencem à ordem Tetraodontiformes, e estão distribuidos em todos os oceanos, evidentemente são os maiores peixes teleósteos do mundo e seu tamanho pode variar de 1,8 metros na horizontal a 2,4 metros na vertical, estes são classificados em quatro espécies Mola mola (Linnaeus, 1758), Ranzania laevis (Pennant, 1776), Masturus lanceolatus (Liénard, 1840) e Mola ramsayi (Giglioli, 1883). Além disso, os peixes são vertebrados aquáticos que apresentam os maiores índices de parasitismo, do mesmo modo são considerados excelentes hospedeiros de parasitos intermediários, paratênicos e definitivos. O presente estudo objetivou-se identificar a fauna parasitária da espécie Masturus lanceolatus (Molidae) proveniente de encalhes na costa do sudoeste Atlântico. Dentre os cinco exemplares de peixes que encalharam da família Molidae da espécie Masturus lanceolatus em praias do Rio Grande do Norte (Areia Branca, Diogo Lopes, Guamaré e Macau) e Ceará (Barreira) no período de 2009 a 2016. Através da necropsia e coleta da fauna parasitária realizadas pelo PCCB (Projeto Cetáceos da Costa Branca – RN/CE) com autorização de captura, coleta e transporte de material biológico (ABIO) nº. 269/2013 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renovaveis (IBAMA). Os parasitos foram fixados em formol a 10% e conservados em alcool 70% em
    frascos com identificação e enviados para o Laboratório de Estudos em Imunologia e Animais Silvestres (LEIAS) e Laboratório de Sanidade Aquática (LASA) para classificação parasiária e identificação das espécies. Foram coletados 680 parasitos nos hospedeiros M. lanceolatus, e classificados em Digenea, Cestoda, Acanthocephala e Crustácea. Destes hospedeiros foram coletados 193 digenéticos, 12 larvas de digenéticos, 367 Cestoda, 104
    cistos de larvas de Cestoides, 1 Acanthocephala e 3 Crustácea. Entretanto, da fauna parasitária encontrada foi identificada três espécies de digenéticos Accacladocoelium macrocotyle, Accacladocoelium nigroflavum, Dihemistephanus lydiae, uma espécie de Acanthocephala Rhadinorhynchus pristis e uma espécie de crustácea Caligus bonito. Este estudo corrabora com a literatura contribuindo com a identificação de novas espécies de
    parasitos no hospedeiro Masturus lanceolatus no mundo, algumas destas espécies de parasitos são notificados como primeira ocorrência no hospedeiro Masturus lanceolatus no Brasil. Em adição, a presente pesquisa aumenta o conhecimento sobre a ictioparasitologia em Masturus lanceolatus (Molidae) no mundo, aumentando as informações sobre estudos da fauna parasitológica no Brasil.

  • VANESSA CLARICE FERNANDES ALVES
  • ADITIVOS QUÍMICOS E SUA INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DO POLVO Octopus insulares
    (MOLLUSCA, CEPHALOPODA)

  • Data: 20/02/2018
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  • O consumo de pescado vem crescendo bastante nos últimos anos e esse aumento pode estar relacionado aos benefícios nutricionais que o pescado traz, alimento saudável, com baixo nível de gorduras, rico em aminoácidos essenciais, altos teores de proteínas e ômega 3 e 6. A comercialização do pescado no Brasil geralmente é voltada para venda dele fresco, porém, com a grande demanda pelo produto, o beneficiamento se torna indispensável, e isto pode comprometer a qualidade final o produto. Sendo assim, o objetivo nesse estudo foi comparar a influência de aditivos alimentares, nas características microbiológicas, físicas, químicas e sensoriais do polvo Octopus insulares. As amostras foram submetidas a quatro tratamentos utilizando soluções aquosas de: água destilada (controle), lactato de sódio (LS) 5%, ácido lático (AL) 5% e tripolifosfato de sódio (TPF) 5%. Foram pesquisados microrganismos mesófilos e psicrotróficos, salmonella e medido pH, CRA, PPC, textura, cor, MIQ. O AL foi o que promoveu menor desenvolvimento microbiológico e proporcionou uma maior alteração nas analises do MIQ, o LS menores resultados de oxidação lipídica (TBARS) e o TPF uma melhor capacidade de reter agua, menores perdas na cocção, maior força de cisalhamento e uma menor variação de cor. Os resultados obtidos ultrapassaram os valores estipulados pela legislação nacional para análise de TMA, com exceção do AL, e se manteve dentro dos limites para BVT. Dentre os aditivos testados o tripolifosfato de sódio foi o que mais se destacou, apresentando melhoria nas qualidades microbiológicas, químicas e físicas durante o tempo de armazenamento.

2017
Descrição
  • DAVID VINÍCIUS DANTAS AZEVÊDO
  • ESTRUTURA POPULACIONAL DE Ucides cordatus (Linnaeus, 1763) EM UM MANGUEZAL HIPERSALINO NO SEMIÁRIDO DO NORDESTE BRASILEIRO.

  • Data: 20/10/2017
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  • Os ecossistemas estuarinos são de grande importância tanto do ponto de vista ecológico como socioeconômico, sua macrofauna predominante é constituída pelos braquiúros, com  destaque para espécie Ucides cordatus. O objetivo do trabalho foi caracterizar a estrutura populacional de U. cordatus, em uma área de manguezal do estuário do Rio Apodi Mossoró, Rio Grande do Norte. As coletas foram realizadas mensalmente, de janeiro a dezembro de 2016, em período lunar de sizígia. A técnica de coleta foi por meio de braceamento, com o esforço de captura por Unidade de Tempo (CPUE) de coletador/hora. Foram coletados 633 indivíduos de Ucides cordatus, dos quais 585 eram machos (92,42%), 45 eram fêmeas não ovígeras (6,79%) e 5 fêmeas ovígeras (0,79%). O estudo mostrou uma relação de 3,54 tocas para cada indivíduo encontrado, sendo a densidade aproximada de 0,10 ind./m², com uma maior densidade para o mês de março. A proporção sexual total que foi de 12:1 não se mostrou equivalente à proporção esperada (1:1), não ocorrendo diferença significativa. Quando comparado o tamanho entre machos e as duas categorias de fêmeas houve diferença significativa, contudo não observou diferença para fêmeas ovígeras e não ovígeras. A distribuição total de frequências por classes de tamanho foi unimodal para ambos os sexos. Nos períodos chuvoso e seco ao qual foi comparado o LC de machos não observou diferença significativa, já para as fêmeas observou diferença significativa entre os períodos. O baixo número de indivíduos coletados e densidade aproximada, somada a uma baixa heterogeneidade de frequência de comprimento, que está no limite permitido pela legislação (60 mm), reforça a idéia de que a espécie está sob uma moderada à alta pressão de pesca.

  • WÉDSON DE LIMA TÔRRES
  • Qualidade de mel de abelha Apis Mellifera L. natural e após utilizado na alimentação de abelhas Melipona Subnitida.

  • Data: 11/09/2017
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  • As análises físico-químicas revelam a qualidade de méis e são utilizadas nas relações de compra e venda do mel. Neste sentido, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a qualidade de mel de abelha Apis mellifera L. coletado em casas de méis do território Sertão do Apodi-RN e, após submetidos a alimentação para abelhas Melípona Subnitida. O trabalho foi realizado em duas etapas, a primeira consistiu de coletas de mel de Apis, nos anos de 2016 e 2017 em uma casa certificada de mel e em 22 casas de méis sem certificação no território sertão do Apodi. A segunda etapa consistiu em escolher seis colônia de Melipona para alimentar como o mel homogeneizado da primeira etapa e proceder a colheita para análise das mudança efetuadas pelas jandairas. Em todas as etapas, as amostras foram transportadas para o laboratório de Tecnologia de Alimentos da UFERSA onde foram avaliadas as seguintes características de qualidade: umidade, pH, acidez livre (AL), condutividade elétrica (CE), hidroximetilfurfural (HMF), açúcares redutores (AR), sacarose aparente (SAC), sólidos insolúveis (SI), teor de cinzas, cor, atividade de água (Aw), fenólicos totais (FT), flavonoides totais (FT) e atividade antioxidante. O delineamento experimental utilizado foi o em blocos casualizado. Os méis oriundos da casa de mel não certificada e certifica apresentaram difereças físico-quimicas apenas no teor de sacarose aparente e acidez livre. Enquanto, a qualidade do mel de abelha Apis modificado pela abelha Melipona subnitida variou em diversas características. E se assemelhou em maior proporção as características físico-quimicas do mel de abelha Apis mellífera L.

  • MARIA DANIANA FELIX DE FREITAS
  • TÁTICAS REPRODUTIVAS E OCORRENCIA PARASITÁRIA DE ISÓPODOS EM CARAPEBA, Diapterus rhombeus (CUVIER, 1829), NO SUDOESTE DO OCEANO ATLANTICO, BRASIL

  • Data: 18/07/2017
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  • Diapterus rhombeus, é uma espécie encontrada em todo o Atlântico Oeste, desde o Sul do Golfo do México, América Central até o Brasil, habitando fundos arenosos, de cascalho ou lado, onde se alimentam e desovam. Os peixes podem usar diferentes táticas reprodutivas em sua estratégia de vida para maximizar sua produção e garantir a sobrevivência dos seus descendentes e dentre as táticas reprodutivas se destacam: tamanho corporal, proporção sexual, desenvolvimento gonadal, comprimento de primeira maturação sexual, índice gonadossomático (IGS), época de desova, fecundidade e tipo de desova, e fator de condição, este conhecimento para ajudar a promover uma exploração sustentável, evitando que haja um esgotamento dos estoques pesqueiros. Existem diversas espécies de parasitos em peixes, dentre elas algumas espécies parasitam peixes marinhos, de água doce e salobra, infestando hospedeiros, podendo causar perdas econômicas significativas às pescarias por atrasar o desenvolvimento dos peixes e causar o mal desenvolvimento dos peixes. Com isso esse trabalho teve como objetivo identificar à biologia reprodutiva, fator de condição e verificar o parasitismo por isópodos na carapeba (D. rhombeus) no Sudoeste do Oceano Atlântico, Brasil. Para o estudo reprodutivo foram analisados as principais táticas que compõem a estratégia reprodutiva e o fator de condição dos peixes, e para o estudo parasitário foram identificados os parasitos e calculado os índices parasitários de infestação no hospedeiro. As fêmeas mostraram uma amplitude superior em comprimento e peso total, com crescimento alométrico negativo para ambos os sexos, no entanto, a proporção sexual foi maior para machos (1,8M:1F). Foram identificados quatro estádios de maturação gonadal, determinados: Imaturo, em maturação e maduro para ambos os sexos e esvaziado somente para machos. A fecundidade absoluta foi de 16.313 ovócitos com tipo de desova para fêmeas contínuo e machos sincrônico em dois grupos. O período reprodutivo ocorre durante todo o ano, com três picos compreendidos nos meses de Maio, Agosto e Dezembro, quando o IGS apresenta seus valores mais elevados, a análise do fator de condição apresentou melhor estado de bem estar nos meses de Abril, Agosto e Janeiro. Dentre os 272 hospedeiros analisados no período de Março de 2016 a janeiro de 2017, 23 apresentavam-se infestados com por Cymothoa excisa na cavidade bucal, apresentando prevalência de 7,09%, intensidade média de 1,15 e abundancia media de 0,08. O estudo das táticas reprodutivas para D. rhombeus mostram um ciclo reprodutivo sazonal, apresentando desovas contínuas com três picos anuais e as analises parasitárias mostraram infestação de ectoparasitos isópodos na cavidade bucal por C. ecxisa, com baixos índices ecológicos parasitários.

  • TATIANA FERNANDA BARBOSA BARRETO
  • FRACIONAMENTO DE PROTEÍNAS E CARBOIDRATOS DE PLANTAS FORRAGEIRAS CULTIVADAS SOB DIFERENTES IDADES DE CORTE

  • Data: 16/05/2017
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  • O trabalho objetivou avaliar a composição química e os fracionamentos protéicos e de carboidratos em três espécies forrageiras (Andropogon gayanus Kunth , Cenchrus ciliares L. e Panicum maximun x Panicum infestum) em quatro diferentes idades de corte: 21,35,49 e 63 dias. O procedimento experimental foi de junho de 2014 a dezembrode 2014, no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN, localizado no município de Apodi- RN, mesorregião oeste potiguar. As variáveis estudadas foram: matéria seca, matéria mineral, lipídeos, proteinas, fibras, e o fracionamento protéico e de carboidratos. As espécies apresentaram quantidades de proteína bruta decrescentes com o aumento da idade de corte, variando entre: 14,9 e 6,2%; o capim Andropogon apresentou-se com o maior teor de proteína bruta, a quantidades de Fibra bruta aumentaram com o avanço da idade, correspondendo entre 62,4-70,01% para FDN e 30,07-33,03% para FDA; sendo observado o maior teor de fibra no Panicum maximun x Panicum infestum (Massai).O aumento da concentração de parede celular em detrimento ao conteúdo celular com o avanço da maturidade das plantas foi evidente nas forrageiras estudadas, observando o aumento na fração C de proteínas e carboidratos nas tês espécies. 

  • ERIVALDO LAURINDO GOMES
  • ESTRATÉGIA REPRODUTIVA E FATOR DE CONDIÇÃO DE Katsuwonus pelamis NO CLIMA SEMIÁRIDO

  • Data: 22/02/2017
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  • O peixe Katsuwonus pelamis habitam preferencialmente mares tropicais e temperados entre os paralelos 35ºN e 35ºS, estando apenas ausente no Mediterrâneo oriental e no Mar Negro, são popularmente conhecidos por bonito listrado, gaiado e bonito da barriga listrada. Porém, esses peixes podem usar diferentes táticas reprodutivas em suas estratégias de vida para maximizar a reprodução e garantir a sobrevivência dos seus descendentes até a idade adulta. O presente trabalho objetivou determinar a estratégia reprodutiva com o fator de condição e a morfologia das gônadas de Katsuwonus pelamis no semiárido. As táticas na estratégia reprodutiva de K. pelamis: os machos são maiores em comprimento, peso e em número; a população amostrada possui crescimento do tipo alométrico positivo; o ciclo reprodutivo é composto de quatro estádios macroscópicos de desenvolvimento gonadal (imaturo, em maturação, maduro e esvaziado), porém os imaturos não ocorreram na costa marítima; a maturação fisiológica nas fêmeas ocorre com 393mm e machos com 420mm; para a maturação funcional os machos estavam capazes de fertilizar com 430mm e as fêmeas de desovarem com 410mm; a fecundidade absoluta apresentou média de 1.132.425 ovócitos com um tipo de desova assincrônica; o período reprodutivo ocorre durante todo o ano com picos para fêmeas e machos nos meses Fevereiro, Maio e Agosto-Novembro quando o IGS teve seus maiores valores com melhor condição de bem estar no mesmo período. Estes peixes são estrategistas intermitente, por reunir um conjunto de características desenvolvida para ter sucesso na reprodução. Neste trabalho foram efetuadas análises de ovário e testículo de K. pelamis para caracterizar a estrutura morfológica em diferentes estádios de desenvolvimento gonadal. No estudo morfo-histologico os ovários apresentaram diferenciações nos estádios de desenvolvimento gonadal, sendo semicilíndricos, levemente lobulada e constituída de túnica albugínea e septos, vasos e lúmen. No estádio em maturação o ovário ocupa 1/4 da cavidade com vascularização periférica o que confere uma coloração avermelhada, com ovócitos perinucleolado nas lamelas ovígeras e inicio da vitelogênese lipídica e proteica. Para estádio maduro o ovário ocupa 3/4 da cavidade com coloração amarela, com ovócitos aumentados em função da deposição de placas proteicas resultantes da vitelogênese completa. Quando esvaziada, o tamanho da gônada é reduzida a 2/4 da cavidade evidenciando aspectos hemorrágicos, o ovário apresenta ovócitos atrésicos e na periferia da gônada encontra ninhos de células germinativas. Registrou-se distinção macroscópica em machos: maturação, maduro e esvaziado. Foram encontradas três fases (renovação, liberação espermática e escassa produção). A morfologia testicular apresenta diferenciações microscópica para os diferentes estádios de desenvolvimento gonadal como: túnica albugínea, vasos sanguíneos, septos, compartimento tubular constituído por células de Sertoli. No estádio em maturação o testículo ocupa 1/4 da cavidade e apresenta coloração avermelhada, microscopicamente não apresenta esperma no lúmen. No estádio maduro o testículo ocupa 3/4 da cavidade com coloração leitosa, microscopicamente muitos espermatozoides se encontram no tecido testicular e no lúmen. Na fase esvaziada, o tamanho da gônada é reduzida a 2/4 da cavidade com aspectos flácidos, microscopicamente espermatozoides residuais.

2016
Descrição
  • BEATRIZ KELLY GUEDES DA SILVA
  • Disponibilidade de biomassa e caracterização da caatinga sob manejo agroecológico.

  • Data: 28/07/2016
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  •             As pastagens nativas têm grande importância para a pecuária mundial, em especial para a produção de pequenos ruminantes do nordeste brasileiro, criados em um bioma único e ainda com poucas informações sobre composição botânica e produção de fitomassa. O objetivo desse trabalho foi realizar a avaliação da frequência da composição florística, assim como a produção de biomassa dos estratos em áreas de Caatinga do Rio Grande do Norte. A pesquisa foi realizada de outubro de 2014 a abril de 2015, na Estação Experimental de Terras Secas, pertencente a EMPARN, no município de Pedro Avelino/RN, em uma área de 10 hectares de Caatinga. Na área experimental, foram traçados cinco transectos paralelos. Foram marcados em cada transecto pontos de avaliação a cada 20 metros, totalizando 100 pontos de avaliação da disponibilidade dos estratos e retirada de amostras para identificação florística. A composição florística da Caatinga possui grandes quantidades de espécies de planta, em sua maioria plantas endêmicas. As espécies que apresentaram o maior número de frequências foram a catingueira (Poincianera bracteosa Tul.), a jurema (Mimosa spp.) e o marmeleiro (Croton spp.) das espécies encontradas. A frequência das plantas é influenciada pelo período, sendo a pluviosidade influência o aparecimento e o desaparecimento das plantas principalmente no estrato herbáceo. A disponibilidade de forragem está ligada ao quantitativo de espécies forrageiras existentes na área, bem como seu percentual de serrapilheira e outras espécies no estrato no sistema agroecológico.

  • MÁRCIA MARCILA FERNANDES PINTO
  • COMPOSIÇÃO QUÍMICA E DEGRADABILIDADE RUMINAL DE PLANTAS DA CAATINGA

  • Data: 25/05/2016
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  • As leguminosas merecem destaque na alimentação animal devido seu alto teor de proteína, nutriente este, que representa o ingrediente mais oneroso nas rações fornecidas aos animais, assim, a utilização destas espécies promove a redução dos gastos com a alimentação e proporciona uma maior viabilidade na produção animal na região Semiárida do Brasil. As leguminosas Catingueira (Caesalpinia pyramidalis, Tul.), Sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth), Jucá (Caesalpinia ferrea Mart. ex Tul), Canafístula (Senna spectabilis var. excelsa) e Feijão de rola (Macroptilium lathiroydes), foram caracterizados quanto à composição químico-bromatológica e avaliação da degradabilidade in situ. Foram utilizados três ovinos fistulados no rúmen. As plantas foram incubadas no rúmen nos tempos de 2, 6, 12, 24, 48, 72 e 96h. O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso em parcelas subdivididas. Os resultados indicaram que a leguminosa sabiá apresentou menor valor para a degradabilidade efetiva da matéria seca na taxa passagem de 5%/h, com 25,81%. Já a leguminosa catingueira apresentou maior valor (45,27%). Foram encontrados os valores de degradabilidade potenciais da proteína bruta de 26,65%; 25,54%; 25,44%; 23,15% e 19,78% para as plantas feijão-de-rola, catingueira, jucá, sabiá e canafístula, respectivamente. O maior valor de degradabilidade potencial da fibra insolúvel em detergente neutro (FDN) observado foi para o jucá (62,57%), tendo a leguminosa feijão de rola apresentado maiores percentuais de FDN efetivamente degradada no rúmen nas taxas de passagem de 5,0% (35,51%/h). Todas as leguminosas apresentaram bons coeficientes de degradabilidade potencial e efetiva da matéria seca, proteína bruta e da fibra em detergente neutro no rúmen, com exceção da sabiá, provavelmente devido ao elevado teor de tanino característico da planta e alto valor de lignina encontrada na composição químico-bromatológica (8,28%).

  • CARLA MICHELE PEREIRA DE SOUZA
  • ISOLAMENTO E SELEÇÃO DE BACTÉRIAS LIPOLÍTICAS 

  • Data: 25/02/2016
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  • Os processos catalisados por enzimas microbianas são geralmente mais rápidos, mais eficientes, de menor custo e ambientalmente sustentáveis do que aqueles que são realizados com catalisadores químicos. Esse fato influencia diretamente no aumento da utilização dessas enzimas no ambiente industrial. As lipases são enzimas que catalisam a hidrólise de longas cadeias de triglicerídeos transformando-os em glicerídeos e ácidos graxos. A produção dessas enzimas por microrganismos é mais vantajosa que as de origem vegetal e animal devido à existência de grande variedade e quantidade de microrganismos produtores de lipase.  As lipases microbianas fazem parte de um dos mais importantes grupos de enzimas para a aplicação industrial. Além de estar envolvida em determinados processos dos setores alimentício, farmacêutico, cosméticos, têxtil, de papel e couro, essas enzimas também são utilizadas na suplementação de ração para animais que possuem deficiência no processamento de lipídeos. Diante do potencial promissor destas enzimas, este trabalho teve como objetivo principal o isolamento de bactérias produtoras de lipase a partir de amostras provenientes de águas termais com temperaturas variando entre 37 a 54 °C. As linhagens mais promissoras para produção de lipase foram selecionadas por meio do teste da Rodamina B e do p-nitrofenil palmitato (pNPP). Das 51 linhagens bacterianas isoladas, 17 demonstraram potencial lipolítico no teste de Rodamina. Destas, nove foram selecionadas no teste de atividade enzimática (pNPP) verificando que a temperatura de cultivo influencia na produção das enzimas. A temperatura de 30 °C foi a mais favorável para crescimento e produção das enzimas. Quanto à temperatura de atividade enzimática, verificou-se que uma linhagem possuía maior atividade a 70 °C. Os resultados obtidos refletem a importância em se estudar o potencial biotecnológico da microbiota associada aos ambientes térmicos para a prospecção de linhagens produtoras de lipases, e suas futuras aplicações agroindustriais.

  • RENATO DIÓGENES MACEDO PAIVA
  • ENDOGAMIA EM REBANHOS DE CAPRINOS DA RAÇA SAANEN

  • Data: 25/02/2016
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  • A raça de caprinos saanen está presente em todos os países que têm uma caprinocultura leiteira razoavelmente desenvolvida, sendo a raça predominante nos criatórios e, de maior média de produção de leite. Objetivou-se com este estudo avaliar a estrutura populacional e o efeito da endogamia sobre a produção de leite até os 305 dias de lactação e a duração da lactação em cabras da raça saanen pertencentes a rebanhos participantes do programa de melhoramento genético de caprinos leiteiros (Capragene®).  Os parâmetros populacionais avaliados foram o número efetivo de fundadores (fe) e ancestrais (fa), tamanho efetivo (Ne), coeficiente de endogamia (F), incremento individual de endogamia (∆Fi), coeficiente médio de parentesco (AR), a integridade dos pedigrees e as estatísticas f de Wright, sendo estimados através do software ENDOG (versão 4.8). O efeito da endogamia foi verificado pelo teste t, avaliando contraste por meio de uma sub-rotina do aplicativo MTDFREML. Foi utilizado dados de pedigree de 7.640 animais e informações de 3.548 lactações pertencentes a 2.154 cabras. Os coeficientes de F e AR médios da população foram de 1,48% e 0,78% respectivamente. Já o tamanho efetivo variou de 67,70 a 10,50, a partir das gerações completas. O número efetivo de animais fundadores (fe) e de ancestrais (fa) foi 123 e 101 respectivamente, sendo que de todos os ancestrais apenas, 39 foi responsável por explicar 50% da variabilidade genética da população, o que indica perda de genes de origem. Quanto à integridade dos pedigrees foram identificados 80,13% animais como pais (reprodutores) e 79,02% como mães. Para subdivisão da população os valores obtidos para Fis, Fst e Fit foram -0,017, 0,028 e 0,011 respectivamente, indicando a ausência de estruturação da população. Não houve efeito significativo da endogamia sobre a duração da lactação (p<0,05). A produção de leite até os 305 dias de lactação foi afetada significativamente pela endogamia, havendo uma redução de 2,31 kg quando há aumento em 1% de incremento individual de endogamia.

2015
Descrição
  • CIRO JOSE FERNANDES SILVA
  • AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DA PRODUÇÃO PESQUEIRA ARTESANAL DE Anomalocardia brasiliana EM UM ESTUÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Data: 29/09/2015
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  • O objetivo do estudo foi avaliar o efeito das variáveis que influenciam a captura, em termos de biomassa, de anomalocardia brasiliana provenientes da pescaria artesanal em um estuário do rio grande do norte. Para isso foram realizados acompanhamentos de produção durante os anos de 2007 a 2011. As variáveis testadas na elaboração do modelo de produção foram: mês, ano e salinidade. Observou-se que apenas estas três variáveis foram responsáveis pela explicação de 22% da variação total que influencia na produção bruta do marisco. Esse resultado inicial corrobora para criação e implementação de planos de manejo para a pescaria do marisco na região.

  • CAMILA MIRYAN DE OLIVEIRA FERREIRA
  • ISOLAMENTO E SELEÇÃO DE BACTÉRIAS LIPOLÍTICAS PROVENIENTES DE ÁGUAS RESIDUAIS DE ABATEDOUROS


  • Data: 27/08/2015
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    o crescente interesse na produção de lipases está especialmente relacionado ao grande potencial biotecnológico que estas enzimas apresentam. As lipases são enzimas que catalisam a hidrólise de longas cadeias de triglicerídeos transformando-os em glicerídeos e ácidos graxos.  As lipases microbianas têm recebido grande atenção, constituindo o mais importante grupo de enzimas para a aplicação biotecnológica nos mais variados setores industriais. Diante do potencial promissor destas enzimas e sabendo-se que micro-organismos fazem uso de óleos e gorduras como fonte de carbono para a produção de lipase, este trabalho teve como objetivo o isolamento de bactérias produtoras de lipase, a partir de amostras de águas residuais de abatedouro, por meio de enriquecimento e crescimento em meio de cultura. Um total de 63 linhagens distintas foram recuperada são longo do experimento. Posteriormente, as linhagens produtoras de lipase foram selecionadas por meio do teste enzimático com corante fluorescente de Rodamina B, a qual resulta na produção de um complexo fluorescente pela produção de lipases nas placas. Os resultados mostraram nove linhagens promissoras no teste enzimático: AB01, AB05, AB07, AB09, AB12, AB17, AB20, AB21 e AB23.  Os resultados obtidos refletem a importância em se estudar o potencial biotecnológico da microbiota associada aos ambientes com alto teor lipídico para a prospecção de linhagens produtoras de lipases, e suas futuras aplicações industriais e na produção animal.


  • JOSE CARLOS DA SILVEIRA PEREIRA
  • ESTUDO ALELOPÁTICO, FITOQUÍMICO E GENOTÓXICO DE EXTRATOS AQUOSOS DE Aspidosperma pyriforlium Mart. e Combretum leprosum Mart. em Allium cepa

  • Data: 27/08/2015
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  • A Caatinga apresenta grande diversidade vegetal, mas poucas espécies nativas possuem estudos fitoquímicos e alelopáticos. Aspidosperma pyrifolium e Combretum leprosum são exemplos de plantas de grande importância etnofarmacológica, que carecem de estudos toxicológicos. O objetivo foi avaliar a influência alelopática e citotoxidade de extratos aquosos de A. pyrifolium e C. leprosum sobre a germinação e desenvolvimento inicial de sementes comerciais de Allium cepa (organismo-teste) e descrever seus perfis bioquímicos. 50 sementes de A. cepa foram colocadas na presença dos extratos aquosos dessas plantas nas concentrações de 200, 400 e 800 mg/L, em quatro réplicas, sendo avaliados vários parâmetros: taxas de germinação e velocidade de germinação,  comprimento e matéria seca de raízes, hipocótilo e plântula, e índice mitótico. Para a descrição do perfil bioquímico foram realizados testes qualitativos e quantitativos para diversas classes de metabólitos. Os tratamentos não diferiram do controle negativo quanto às características germinativas, indicando que os extratos não possuem efeito alelopático e tóxico. No entanto, no índice mitótico foi identificado citotoxidade subletal em células expostas ao extrato aquoso de C. leprosum, apenas com 200 mg/mL. Os perfis bioquímicos identificaram substâncias inéditas para as espécies em contraponto a literatura científica. Nas condições testadas, os extratos de ambas as espécies foram atóxicos ao Allium cepa. Mais estudos são necessários para melhor caracterização dos efeitos genotóxicos em C. leprosum.


  • LUCAS DE OLIVEIRA SOARES REBOUCAS
  • AVALIAÇÃO DE MÉTODOS OFICIAIS PARA QUANTIFICAÇÃO DO PERCENUAL DE GLACIAMENTO DO CAMARÃO BRANCO DO PACÍFICO (Liptopenaeus vannamei) CONGELADO - PROPOSTA DE UMA NOVA METODOLOGIA

  • Data: 27/08/2015
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    O objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficiência dos métodos oficiais de quantificação de glaciamento no pescado congelado. Utilizou-se o camarão branco do Pacífico (Litopenaeus vannamei) como material biológico para os ensaios. Amostras de camarão descascados foram congelados a -30°C e mantidos nesta temperatura até o momento do glaciamento. Foram utilizados os seguintes percentuais de glaciamento: 15, 30, 40, 50 e 60%. Após o glaciamento, as amostras foram embaladas a vácuo e armazenadas a -30°C até o momento da quantificação do % de glaciamento pelas metodologias do IMETRO, MAPA, AOAC/NIST, CODEX. Após a quantificação, duas novas propostas de metodologias foram sugeridas a fim de garantir o melhor resultado. O método do INMETRO foi o que proporcionou menor quantificação do % de glaciamento. As propostas 1 e 2 foram as que proporcionou maior quantificação do % de glaciamento, demonstrando que existe a necessidade de reavaliação dos métodos, principalmente quando os percentuais de glaciamento forem acima de 20%.


  • ANDRESSA MEDEIROS DE MENDONÇA SILVA
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    EFEITO ANTIMICROBIANO DO OZÔNIO NO PROCESSAMENTO DA TILÁPIA DO NILO, Oreochromis niloticus (Linnaeus, 1758).


  • Data: 25/08/2015
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    O objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficiência da água ozonizada como agente antimicrobiano, e sua influência no processo de oxidação lipídica durante o processamento da tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus). Amostras de tilápia inteira, e filés de tilápia foram lavadas com água sem ozônio (0 ppm - controle) e com água ozonizada (0,5; 1,0; 1,5 ppm) durante 0; 5; 10; e 15 minutos de imersão. A temperatura da água foi mantida em 11°C durante todo experimento. Parâmetros microbiológicos (contagem total de mesófilos, contagem de Staphylococcus aureus coag. positiva, coliformes termotolerantes e presença de Salmonella sp.) e físico-químicos (pH, cor, TBA) foram avaliados durante 0; 5; 10; e 15 min. de imersão em água ozonizada (0,5; 1,0; 1,5 ppm), a fim de verificar diminuição da carga microbiológica e possíveis alterações de pH, cor do filé, e oxidação lipídica (TBA). A atuação mais efetiva da água ozonizada na superfície da tilápia foi com a concentração de 1,5 ppm, reduzindo as populações inicias de bactérias mesófilas em 91,78%. A concentração de 1,5 ppm foi eficiente aos 5 minutos, reduzindo 71,23%. Na lavagem do filé com 1,5 ppm apresentou a maior redução de bactérias mesófilas 70,19%. A água ozonizada não demonstrou influência no pH e na cor dos filés, no entanto, os resultados demonstraram aumento dos valores de TBA na concentração de 1,5 ppm e no tempo de 15 min (1,19 mg MA/kg), demonstrando que ocorreu oxidação lipídica, mas inferior aos limites que os deixam impróprios para o consumo. A água ozonizada foi eficiente na redução da carga microbiana do pescado durante o processamento, desta forma podendo melhorar a qualidade de armazenamento e consequentemente aumentar a vida de prateleira dos produtos.


  • PAULA PRISCILLA L DA ESCOSSIA
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO LEITEEM DIFERENTES SISTEMAS DE PRODUÇÃO, ANOS ESTAÇÕES CLIMÁTICAS E COMPOSIÇÃO GENÉTICA DO REBANHO

  • Data: 20/08/2015
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  • Objetivou-se avaliar a composição e a qualidade higiênica sanitária do leite bovino em diferentes sistemas de produção, anos, estações climáticas e, composição genética em rebanhos no agreste do Rio Grande do Norte. As amostras de leite foram coletadas diretamente dos tanques de expansão de diferentes propriedades, entre janeiro de 2010 e março de 2012 e, posteriormente, encaminhadas ao laboratório para que se procedesse a análise dos componentes do leite. Foram avaliados os teores de proteína, gordura, lactose, caseína, sólidos totais, extrato seco desengordurado e nitrogênio ureico, além da contagem de células somática e contagem bacteriana total. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de comparação de médias (Tukey, 5%), com auxílio do programa estatístico SAS. Os componentes do leite e quantidade de CCS coletados apresentaram-se de acordo com o exigido pela IN 62. Em relação ao sistema de produção, os resultados diferiram, demonstrando que existiu diferença significativa entre o sistema especializado e semi especializado. Para estações do ano, a CCS e CBT se comportaram de forma semelhante, apresentando maiores valores na época chuvosa. A composição genética influenciou diretamente nos resultados, onde o grupo com animais da raça Jersey tiveram resultados com maior valor de gordura e proteína, e as demais variações na composição podendo ser explicada pelo efeito de diluição. Conclui-se que a composição química e a qualidade higiênico sanitária do leite é influenciada pelo sistema de produção utilizado na propriedade, pelo grupamento genético, pelo ano e respectivas estações, e, ainda pelo manejo conduzido dentro de cada propriedade.
     

  • LUIZ HENRIQUE DOS SANTOS GOMES
  • Desenvolvimento inicial de Piptadenia stipulacea em diferentes tipos e usos do solo da Caatinga

  • Data: 06/03/2015
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  • Objetivou-se avaliar o crescimento inicial, produção de biomassa e nodulação espontânea nas raízes de Jurema Branca, até os 90 dias, em diferentes tipos e usos do solo da Caatinga. Foram coletadas amostras de solos, numa profundidade de 0 a 20 cm, nos municípios de Mossoró, Apodi e Angicos no Rio Grande do Norte. Em cada município foram coletadas amostras de solos em três áreas com diferentes usos, sendo coletadas em área de práticas agrícolas, mata nativa de Caatinga e área degradada e/ou em degradação. Os solos predominantes das áreas coletadas foram Latossolo Vermelho Amarelo, Cambissolo e Planossolo correspondentes aos municípios de Mossoró, Apodi e Angicos, respectivamente. Foram realizadas análises física e química do solo. Não ocorreu nenhuma correção ou adubação dos solos para utilização na condução do experimento. O ensaio experimental foi conduzido em casa de vegetação, pertencente à UFERSA campus Mossoró – RN. Aos 14 dias após a semeadura em bandejas, as plântulas foram transplantadas para sacos de polietileno, com capacidade para cinco litros, preenchidos com o solo peneirado em malha de crivo de 5 mm e irrigados diariamente para manter a capacidade de campo até o término do experimento. A primeira coleta dos dados biométricos, altura total (H) e diâmetro da base (DC), ocorreram 30 dias após o transplantio das plântulas, posteriormente ocorreram coletas de dados em intervalos de 15 dias cada até 90 dias após o transplantio. Aos 90 dias após o transplantio foram coletadas as plantas de cada tratamento para contagem do número de nódulos presentes nas raízes e pesagem das biomassas secas da parte aérea (BSPA) e das raízes (BSRA). A biomassa seca da parte aérea e das raízes foi determinada após a secagem dos materiais em estufa de ventilação forçada a 60 ºC durante 72 horas. Posteriormente houve a reconstituição da biomassa seca da planta inteira (BSPL), através da soma das biomassas secas da parte aérea e raízes. Para os parâmetros altura total e diâmetro da base foi utilizado delineamento experimental em parcelas subdivididas e para os parâmetros de biomassas foi utilizado o delineamento experimental foi inteiramente casualisado, distribuído em um esquema fatorial 3x3 (tipos de solos X usos do solo), com três repetições. Não ocorreu interação significativa entre o tipo do solo e o uso do solo, mas houve interação entre o uso do solo e os intervalos de coleta dos dados para os parâmetros altura total e diâmetro da base. Observou-se crescimento linear crescente para os parâmetros altura total e diâmetro da base ate os 90 dias. Para altura total ocorreu que aos 30 e 90 dias não houve diferença entre as alturas totais para o uso do solo com práticas agrícolas e mata nativa de Caatinga, apresentando médias de 26,6 e 17,6 cm aos 30 dias; e 91,9 e 74,7 cm aos 90 dias, respectivamente, para os usos do solo mencionados anteriormente. Para o parâmetro diâmetro da base ocorreu que o uso do solo com práticas agrícolas foi maior do que o uso do solo com mata nativa de Caantiga e área degradação e/ou em degradação. Não houve interação significa entre o tipo do solo e o uso do solo para os parâmetros de biomassas. Houve diferença significativa entre os usos do solo para os parâmetros biomassa seca da parte aérea, das raízes e da planta inteira. A biomassa seca da parte aérea e da planta inteira foi maior no uso do solo com práticas agrícolas, com médias de 12,3 e 17,7 g, respectivamente, do que o uso do solo com mata nativa de Caatinga e área degradada e/ou em degradação. Não houve diferença significativa entre as médias de biomassa seca das raízes para os usos do solo com práticas agrícolas e mata nativa de Caatinga, com médias de 5,4 e 3,8 g, respectivamente. Mas houve diferença de biomassa seca das raízes entre o uso do solo com práticas agrícolas e área degradada e/ou em degradação, com médias de 5,4 e 3,1 g, respectivamente. Ocorreu nodulação espontânea em todos os tipos e usos do solo estudados, apresentando média aritmética de 26 nódulos/planta. Ocorreu crescimento e desenvolvimento satisfatório da Jurema Branca nas condições experimentais estudadas, com o uso da espécie indica nas regiões coletadas, principalmente nas áreas com práticas agrícolas.

  • ISAAC SYDNEY ALVES DA SILVA MAIA
  • VALOR NUTRITIVO DE SILAGENS DE CAPIM ELEFANTE (Pennisetum purpureum, Schum) COM NÍVEIS DE RESÍDUOS DA ACEROLA E TAMARINDO

  • Data: 27/02/2015
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  • Objetivou-se com este trabalho avaliar o valor nutritivo de silagens de capim elefante (Pennisetum purpureum Shum.) com adição de resíduos agroindustriais da acerola e tamarindo. O experimento foi conduzido nas dependências do laboratório de nutrição animal (LANA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, campus Mossoró-RN. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado esquema fatorial 2 x 5, com dois resíduos adicionados, da acerola e do tamarindo, em quatro níveis de inclusão; 5, 10, 15 e 20%, mais o tratamento controle, com quatro repetições cada. Foram utilizados mini silos experimentais (30x30cm) abertos com aproximadamente 90 dias após a ensilagem e realizadas as avaliações das características fermentativas (pH, nitrogênio amoniacal (N-NH3))e análise sensorial. E colhidas amostras das silagens experimentais foram submetidas às análises químico-bromatolígicas e determinação do NDT. Os resíduos apresentaram composição química que indicam como uma fonte alternativa para aditivo na ensilagem de capim elefante, melhorando principalmente os parâmetros como MS, PB, NDT e N-NH3. O teor de MS das silagens atingiram o mínimo de 28% de MS requerido para que não haja fermentações secundárias na porcentagem de 15% de adição. O teor de PB mínimo de 6% para um bom funcionamento ruminal foi atingido com o nível de 15 e 5% para acerola e tamarindo respectivamente. Os teores de FDN e FDA da acerola e do tamarindo diminuíram, com reduções respectivos de 0,11 e 0,67 pontos percentuais a cada 1% de adição dos resíduos. Devido o grande teor de lignina presente na acerola a FDA aumentou em 0,19 pontos percentuais e o tamarindo diminuiu 0,45 a cada 1% de adição do resíduo. Todas as silagens apresentaram teores de N-NH3 abaixo de 12% e pH entre 3,8 – 4,2 o que favorece um bom processo fermentativo. Conclui-se que a adição dos resíduos na ensilagem promoveram fermentações adequadas e melhoria nas características químicas das silagens em até 20%.

  • HERACLITO LIMA DE SOUZA COSTA
  • DESENVOLVIMENTO DA PLANTA E NODULAÇÃO DE LEGUMINOSAS ARBÓREAS EM SOLOS DE DIFERENTES USOS NO SEMIÁRIDO POTIGUAR

  • Data: 26/02/2015
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  • O objetivo desse trabalho foi avaliar o desenvolvimento da planta e nodulação de espécies arbóreas em diferentes usos do solo no Semiárido Potiguar. Os solos foram coletados em áreas com diferentes tipos de uso do solo: solo proveniente de área tipo de cultivo agrícola (AG); mata nativa (MN) e solos com característica de degradação (DE). Foram realizadas as analises física e química dos solos, sendo processados e distribuídos em sacos de mudas com capacidade de 5L, com capacidade de uma planta por saco. O experimento foi conduzido em casa de vegetação. As espécies estudadas foram sabiá e jucá. Aos 90 dias, foi realizada a colheita das espécies. As variáveis analisadas foram: altura da planta (AP), diâmetro do colo (DC), massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca de raiz (MSR), massa seca da planta inteira (MSPI) e número de nódulos (NN). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 9 tratamento e 3 repetições. Foi observado menor DC, MSPA, MSR e MSPI nos solos MA2, DE1 e DE2 para o sabiá. Para o jucá o menor desenvolvimento das plantas foi nos solos MA2 e DE2. O sabiá apresentou nodulação em todos os solos, enquanto o jucá não formou nódulos nos solos avaliados. As espécies apresentaram bom desenvolvimento em solos com melhor composição química.

  • MONICA CRISTINA DE PAIVA SILVA
  • Caracterização físico-química, teor de antioxidante e perfil sensoriais de mel de abelha Melipona subnitida e Apis mellifera L. submetidos a tratamentos de desumidificação e umidificação


  • Data: 26/02/2015
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  • O mel de abelha é um alimento resultante do processamento do néctar das plantas pela abelha, tem sua composição bastante influenciada pela florada, solo, condições climáticas e espécies de abelha. Assim, o mel de abelhas da espécie Apis mellifera L. e do gênero Melipona subnitida, possuem características distintas, tanto sensoriais quanto físico-químicas e antioxidantes. Uma das características que diferencia os dois tipos de méis é o teor de umidade, os méis de Apis mellifera L. possuem umidade inferior aos méis de Melipona subnitida. A desumidificação do mel de meliponíneos vem sendo utilizada como forma de conservação desses. Apesar da umidificação do mel de Apis mellifera L. reduzir a vida de prateleira desses, por outro lado pode possibilitar a redução dos seus constituintes calóricos, principalmente os açúcares. Diante disso, este trabalho teve por objetivo avaliar as características físico-químicas, antioxidante e sensoriais de mel de Apis mellifera L. e Melipona subnitida in natura e submetidos a tratamentos de umidificação e desumidificação visando à obtenção de um novo produto. Para isto, foram coletadas amostras de mel de Apis mellifera L. e Melipona subnitida, no estado do Rio Grande do Norte. Os méis acondicionados em recipientes fechados foram transportados para o Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), localizado no Campus Central, na cidade de Mossoró-RN, onde foram armazenadas em refrigeração (6ºC) até a realização das análises físico-químicas (umidade, pH, acidez livre, atividade de água, açucares redutores, sacarose aparente, atividade diastásica, condutividade elétrica, cinzas, hidroximetilfurfural,  sólidos insolúveis em água, cor), antioxidante (fenólicos totais, flavonóides, atividade antioxidante) e perfil sensorial (aroma, sabor, fluidez, cor, aceitação e intenção de compra). Para avaliação foi utilizada, 3 amostras de 1 mL de mel para cada espécie de abelha. As amostras foram dividida em duas sub-amostras com quantidades iguais, uma foi avaliada in natura e a outra foi submetida a desumidificação em estufa de circulação de ar a 40ºC (mel de Mellipona subnitida) e, umidificação adicionando-se água destilada (mel de Apis mellifera L.). Os dados foram submetidos à análise de variância (p<0,01), pelo teste F. Para a comparação de médias, utilizaram-se os testes de Tukey (p<0,05) para os resultados das análises físico-químicas e antioxidantes, e Friedman (p<0,05) para os resultados da análise sensorial. Houve efeito do tratamento de desumidificação dos méis de Melipona subnitida para umidade, atividade de água, açúcares redutores, sacarose, cinzas, sólidos insolúveis em água e cor. Houve efeito do tratamento de umidificação dos méis de Apis mellifera L. para umidade, atividade de água, açúcares redutores, sacarose. Para o teor de fenólicos totais, flavonóides e atividade antioxidante não se verificaram efeito de tratamento. Houve efeito de tratamento para os atributos sensoriais de aroma, fluidez e cor avaliados dos méis. Porém, o sabor, aceitação e intenção de compra dos méis não diferiram entre tratamentos para os méis de ambas as espécies.

  • JOSE ALEXON GOMES GONCALVES
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    ARMAZENAMENTO DE SEMENTES DE ESPÉCIES NATIVAS DA CAATINGA: CARACTERIZAÇÃO MORFOANATÔMICA


  • Data: 26/02/2015
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  • A exploração do bioma Caatinga por meio de práticas extrativistas, bem como a formação de sistemas de produção baseados no monocultivo, ferem os princípios de sustentabilidade e coloca em risco os recursos disponíveis, sejam eles caracterizados por plantas com potencial madeireiro ou forrageiro. O armazenamento de sementes é uma prática que contribui para a preservação do material genético existente nos campos e auxilia os produtores na formação das pastagens destinadas à alimentação animal. Espécies como a Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.) L.P. Queiroz, a Merremia aegyptia (L.) Urban e a Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud., são exemplos de plantas nativas da caatinga que apresentam potencial forrageiro, sendo amplamente consumidas pelos animais e, portanto merecem atenção quanto às condições adequadas de armazenamento de suas sementes para uso na composição de pastagens. O estudo morfo-anatômico de sementes também demonstra considerável importância, de modo que, a partir deste conhecimento é possível obter informações sobre germinação, armazenamento, viabilidade e métodos de semeadura, além de permitir aplicações práticas em estudos ecológicos, no manejo e conservação da flora e fauna terrestre. Diante disso, este trabalho tem por objetivo, avaliar ao longo do tempo (9 meses), a viabilidade de sementes das três espécies supracitadas, acondicionadas em recipiente impermeável (garrafa PET), e armazenadas em câmara fria-seca e ambiente natural (laboratório), bem como descrever as sementes morfo-anatomicamente relatando possíveis diferenças no desenvolvimento destas com relação aos ambientes de armazenamento. As sementes armazenadas em câmara-fria apresentaram melhores percentuais de germinação, sendo 94% e 87% os percentuais apresentados pelas sementes de B. cheilantha, armazenadas por 3 e 6 meses, respectivamente. As sementes de M. aegyptia mostraram percentuais de 97% e 86% para os tempos 3 e 6 meses, respectivamente e, para as sementes de L. ferrea, os percentuais de germinação mantiveram um valor constante de 64% para os tempos de 3 e 6 meses de armazenamento. Não foram observadas diferenças evidentes em relação a morfo-anatomia das sementes armazenadas nos dois ambientes, à exceção da espécie de M. aegyptia que apresentou maior proporção de sistema vascular no endosperma quando armazenadas em ambiente de câmara-fria.

  • DANILLO GLAYDSON FARIAS GUERRA
  • COMPOSIÇÃO QUÍMICO-BROMATOLÓGICA E AVALIAÇÃO SENSORIAL DE SILAGENS DE CAPIM ELEFANTE (Pennisetum purpureum, Schum) COM DIFERENTES SUBPRODUTOS DA AGROINDÚSTRIA.

  • Data: 25/02/2015
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  • Foram realizados dois estudos com o objetivo de estimar o valor nutricional de resíduos da agroindústria como aditivos de ensilagem de capim elefante para melhorar as características nutricionais das silagens. No primeiro estudo foi analisado resíduo do processamento de caju, sendo este desidratado para se obter o bagaço de caju desidratado (BCD) e no segundo estudo foi analisado resíduo do processamento do girassol (torta de girassol). O Experimento foi conduzido no Laboratório de Nutrição Animal (LANA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Mossoró/RN. Foi determinada a composição bromatológica (MS, MO, EE, PB, PIDN, PIDA, FDN, FDA, Hcel, Cel, Lig, CHOT, CNF), valor energético dos resíduos (NDT) e características sensoriais das silagens com os respectivos aditivos. O bagaço de caju desidratado apresentou composição química que o indicam como uma fonte alternativapara aditivo na ensilagem de capim elefante, melhorando principalmente os parâmetros como MS, pH e N-NH3. Já a torta de girassol como aditivo na ensilagem de capim elefante, não se mostrou muito vantajoso, pois embora tenha melhorado alguns parâmetros, as características sensoriais da silagem ficaram bastante comprometidas, indicando que dificilmente a mesma seria bem aceita pelos animais.

  • EDIGLEYCE DE LIMA COSTA
  • ANÁLISE TOXICOLÓGICA, CITOTÓXICA E MUTAGÊNICA DE EXTRATOS AQUOSOS DE Aspidosperma pyrifolium (APOCYNACEAE)

  • Data: 12/02/2015
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  • A espécie Aspidosperma pyrifolium Mart. tem sido indicada como sendo tóxica para os animais. No entanto, são escassos os estudos sobre a toxicidade dessa planta. Este trabalho objetivou identificar a existência de efeito tóxico, citotóxico e mutagênico de folhas A. pyrifolium no sistema teste Allium cepa e em camundongos. Foi feita a análise de crescimento de raízes, índice de crescimento relativo, germinabilidade, taxa de germinação, índice de germinação e índice mitótico com o teste Allium cepa. Para a DL50 foram utilizados grupos de camundongos, observados por 14 dias para determinar a quantidade de mortos, doentes e sobreviventes. Para o teste de micronúcleo e células binucleadas foi feita a extração da medula óssea dos animais. Os bioensaios realizados revelaram que o extrato aquoso das folhas secas mostrou efeito tóxico na concentração de 300 mg/L e as folhas frescas foram tóxicas na maioria dos testes tendo efeito citotóxico e subletal na concentração de 5 mg/L. O extrato mostrou-se letal na concentração de 900 mg/Kg para as fêmeas e na concentração de 1200 mg/Kg para os dois sexos nas amostras estudadas. Os animais avaliados apresentaram alterações comportamentais e alteração no ganho de peso. As concentrações testadas mostraram potencial mutagênico e citotóxico tanto para o gênero, como na análise geral das frequências de micronúcleo e células binucleadas. Este trabalho fornece dados de toxicidade, citotoxicidade e mutagenicidade ainda não investigados para a espécie A. pyrifolium, sendo, então, dados inéditos na literatura.


  • NAAMA JESSICA DE ASSIS MELO
  • POTENCIAL TÓXICO, CITOTÓXICO E MUTAGÊNICO DE EXTRATOS AQUOSOS DE Licania rigida (CHRYSOBALANACEAE) EM CÉLULAS IN VIVO

  • Data: 11/02/2015
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  • Plantas tóxicas de interesse pecuário ocasionam prejuízos relevantes aos produtores. No Nordeste brasileiro, essas plantas causam perdas econômicas diretas e indiretas por prejudicarem a saúde dos animais. Entre estas plantas está incluída a Licania rigida, popularmente denominada oiticica. É encontrada na maioria dos estados do Nordeste e suas folhas são utilizadas na alimentação de caprinos e ovinos na região do semiárido. Objetivou-se com este trabalho avaliar os efeitos tóxico, citotóxico e mutagênico de extratos de folhas de L. rigida em Allium cepa (cebola) e em camundongos Swiss (Mus musculus). Foram realizados extratos das folhas secas e frescas da planta para avaliações em bulbos e sementes de cebola (crescimento de raízes, germinação, índice mitótico). Em camundongos, utilizou-se o extrato de folhas secas e avaliou-se a mortalidade ocasionada, comportamento, mutagenicidade (teste do micronúcleo) e citotoxicidade (células binucleadas). Os extratos aquosos de folhas secas e frescas ocasionaram efeito alelopático sobre os bulbos e as sementes de cebola. Efeitos citotóxicos foram observados em bulbos tratados com o extrato de folhas frescas. Em camundongos, o extrato de folhas secas ocasionou mudanças comportamentais e apresentou toxicidade (DL50=499,67 mg/kg). Mutagenicidade e citotoxicidade foram evidenciadas, mas não houve significância estatística.

  • ELIEZER FERNANDES DA SILVA FILHO
  • AVALIAÇÃO TÓXICA, CITOTÓXICA, E MUTAGÊNICA DE EXTRATOS AQUOSOS DE Ipomoea asarifolia (CONVOLVULACEAE)

  • Data: 11/02/2015
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  • As espécies do gênero Ipomoea estão inclusas dentre as plantas daninhas comumente encontradas em áreas de cultivo, especialmente Ipomoea asarifolia (Salsa) relatada como uma espécie vegetal tóxica e que causa distúrbios neurológicos. Não existem estudos sobre a toxicidade a nível celular e genético que o consumo dessas plantas possa provocar nos animais de produção da região do Semiárido. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade tóxica, citotóxica e mutagênica do extrato aquoso de folhas da espécie I. asarifolia (Convolvulaceae) sobre crescimento de raízes e germinação de sementes de Allium cepa (teste de A. cepa) e sobre a frequência de eritrócitos micronucleados em células da medula óssea de roedores in vivo (teste do micronúcleo), além da obtenção da Dose Letal Mediana (DL50). O extrato aquoso de folhas secas não provocou efeitos tóxicos e citotóxicos. Para o extrato aquoso de folhas frescas em bulbos não houve efeito tóxico e citotóxico, mas houve efeito tóxico nas sementes de Allium cepa em período de exposição prolongando, não apresentando efeito citotóxico. Não houve efeito citotóxico nem mutagênico nas células de roedores. A DL50 encontrada foi 705, 31 mg/Kg. Não houve influência do gênero sobre o efeito tóxico, mas em concentrações de 300 mg/Kg e 600 mg/Kg houve perda de peso.

2014
Descrição
  • ANDREZZA ASSIS CRUZ MOURA BARRETO
  • Elaboração e avaliação das propriedades físico-químicas, antioxidantes e sensoriais de iogurte com polpa de noni (Morinda citrifolia L.) e acerola (Malpighia emarginata DC.)

  • Data: 11/12/2014
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  • A inovação na elaboração de produtos é uma finalidade constante na indústria de alimentos, visando agregar atributos de qualidade diferencial. Por isso, o desenvolvimento de novos sabores de iogurtes de frutas tende a ser bem recebido pelos consumidores do produto, ainda mais se possuírem propriedade antioxidante. Assim, o objetivo deste trabalho foi elaborar e avaliar as propriedades físico-químicas, antioxidantes e sensoriais de iogurte com polpa de noni (Morinda citrifolia L.) e acerola (Malpighia emarginata DC.). Para isto, foi elaborado iogurte a partir de leite bovino, consistindo das seguintes formulações: F1- iogurte natural (controle); F2 - iogurte natural com adição de polpa de acerola (2,5%); F3 - iogurte natural com adição de polpa de noni (2,5%); F4 - iogurte natural com adição de polpas de acerola (1,25%) e de noni (1,25%); F5 - iogurte natural com adição de polpa de acerola (5%); F6 - iogurte natural com adição de polpa de noni (5%); F7 - iogurte natural com adição de polpas de acerola (2,5%) e de noni (2,5%). Após a fabricação, os iogurtes foram acondicionados em recipientes fechados e armazenados em refrigeração (8ºC), no Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), localizado no Campus Central, na cidade de Mossoró-RN. Cada amostra foi dividida em três sub-amostras com quantidades iguais para a realização das análises, sendo produzidos três lotes de cada produto. Foram realizadas as análises físico-químicas nos iogurtes: pH, acidez titulável, gordura láctea, proteínas lácteas, teor de compostos fenólicos e atividade antioxidante, bem como foram avaliados sensorialmente quanto a consistência, a aceitação e a intenção de compra. Os dados foram avaliados pelo Teste de Scott-Knott e de Friedman com probabilidade de 5%. Houve efeito de tratamento para a acidez titulável, gordura láctea, proteínas lácteas, teor de compostos fenólicos e atividade antioxidante. Para pH não se verificou efeito de tratamento. Os iogurtes formulados com acerola a 2,5% e 5% apresentaram maior atividade antioxidante (com IC50 23,74 e 14,35 mg/mL, respectivamente). Houve efeito de tratamento para os atributos sensoriais avaliados. Todas as formulações apresentaram potencialidade comercial.

  • WALLACE SOSTENE TAVARES DA SILVA
  • Caracterização Adaptativa de caprinos ibero-americanos.

  • Data: 30/10/2014
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  • Data alterada para realização da dissertação do dia 26/05/2014 para o dia 14/08/2014.

    Data alterada para realização da dissertação do dia 14/08/2014 para o dia 30/10/2014.

  • EZIO HENRIQUE CAPISTRANO
  • DESEMPENHO DE MATRIZES OVINAS E DE SUAS CRIAS EM RESPOSTA A SUPLEMENTAÇÃO EM PASTOS DE CAPIM-MASSAI

  • Data: 29/08/2014
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  • O Brasil possui grande extensão de áreas utilizadas para a produção agropecuária. No entanto, em virtude da variação qualitativa e quantitativa da forragem ao longo do ano, os sistemas de produção apresentam baixos índices zootécnicos. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de suplementos no desempenho de matrizes ovinas e de suas crias em pastos de Panicum maximum cv. Massai. O experimento foi conduzido na área experimental do Grupo de Estudos em Forragicultura (GEFOR), localizada a 5°53’34” de latitude Sul, 35°21’50” de longitude Oeste e 50 metros de altitude. A área utilizada sob pastejo foi de 1,068 ha (10.680 m²). Foram utilizadas seis repetições para as avaliações do pasto (piquetes) e oito repetições (animais) para as avaliações de desempenho e produtividade. No pré e pós-pastejo, os pastos foram amostrados para as estimativas de altura (ALT), interceptação de luz (IL), índice de área foliar (IAF), teor de clorofila total (CT), massa de forragem (MF), porcentagens de folha (PF), colmo (PC) e morto (PM), relação folha: colmo (RFC) e relação vivo: morto (RVM). Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, onde os tratamentos testados corresponderam a pastos de capim-massai submetidos ao pastejo por ovinos suplementados com: sal mineral á vontade e três diferentes fontes de proteína: mistura múltipla à vontade; feno de Gliricídia, fornecido a 1,0% do PV; e farelo de soja, fornecido a 0,5% do PV. Os animais foram mantidos no pasto sob lotação intermitente e a suplementação foi fornecida diariamente. Foram utilizadas 32 matrizes, com peso médio inicial de 41,3 ± 1,57 kg acompanhadas de suas crias. Os animais foram pesados a cada sete dias e a produção animal foi avaliada quanto ao peso vivo e ao ganho médio diário (GMD). Também foram avaliados o Escore de condição corporal (ECC), o retorno ao cio e a biometria dos cordeiros. A quantidade de suplemento foi ajustada a cada pesagem. Com base nessas variáveis determinou-se o efeito dos suplementos no desempenho de matrizes ovinas e de suas crias mantidas sob pastejo, e a resposta do capim-massai a esse tipo de manejo. Observou-se para o segundo ciclo, um maior valor para o teor de clorofila total do pasto na condição de pré-pastejo e um maior índice de área foliar na condição de pós-pastejo.
    O peso das matrizes não foi afetado pelos diferentes suplementos. O uso de suplementação com feno de Gliricídia e farelo de soja para matrizes ovinas em lactação mantidas em pastos de capim-massai, promoveu maior peso ao desmame das crias. Cordeiros filhos de matrizes suplementadas com feno de gliricídia em pastos de capim-massai apresentaram maiores medidas zoométricas, o que torna o feno de gliricídia uma alternativa viável de suplementação para matrizes ovinas em lactação mantidas em pasto.

  • FELIPE COELHO SERQUIZ
  • Indução da Vasodilatação Periférica com a Utilização de L-Argininaem Vacas Holandesas Criadas em Condição de Estresse Térmico

  • Orientador : LUIZ AUGUSTO VIEIRA CORDEIRO
  • Data: 29/08/2014
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  • xx

  • GILVAN NOGUEIRA ALVES PEIXOTO JUNIOR
  • PRODUÇÃO, QUALIDADE NUTRICIONAL E CONSUMO DO CAPIM TANZÂNIA POR CABRAS MESTIÇAS SOB MANEJO AGROECOLÓGICO NO SEMIÁRIDO

  • Data: 28/08/2014
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  • O Objetivo deste trabalho foi determinar composição química, a produção de matéria seca da pastagem de capim Tanzânia (Panicum maximum cv. Tanzânia) em diferentes períodos do ano e estimar o consumo de cabras mestiças utilizando o LIPE® como marcador sob manejo agroecológico. O experimento foi conduzido em Upanema-RN. O período de coletas foi de maio a novembro de 2013. Foram utilizadas 15 (quinze) cabras adultas mantidas permanentemente na pastagem. O método de pastejo utilizado foi de lotação fixa e foram avaliados 4 períodos de pastejo. O período de ocupação dos animais no piquete foi de dois dias e o de descanso 30 dias. A taxa de lotação foi de 2,4 UA por hectare. Para a determinação do consumo foram utilizadas 8 (oito) cabras. A composição química da pastagem avaliada foi em média de: 19,1 a 22,4%, para MS, 7,9 a 8,3 para PB, 64,2 a 65,8% para FDN e 38,5 a 40,7% para FDA. O acúmulo de forragem apresentou valores entre 2661,5 a 3548,6 kg de MS/ha. O consumo de MS kg/dia e %PV médios foram 1,83kg de MS/dia e 4,89%PV. O capim Tanzânia em sistema agroecológico, irrigado, pode ser indicado para sistemas de produção de caprinos leiteiros, uma vez que apresentou produções de MS e consumo voluntário suficientes para suprir as exigências de mantença dos animais. Apesar do balanço protéico e energético ter sido negativo uma pequena suplementação seria suficiente para o balanço nutricional positivo dos animais em produção.

  • JOÃO EUDES SOARES CABRAL
  • ANÁLISES QUÍMICO-BROMATOLÓGICAS E FRACIONAMENTO DOS  CARBOIDRATOS E DAS FRAÇÕES NITROGENADAS DE PLANTAS ENCONTRADAS NA CAATINGA DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Data: 28/08/2014
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  • O objetivo deste trabalho foi caracterizar o potencial forrageiro de 12 (doze) espécies encontradas na Caatinga a partir de análises bromatológicas e do fracionamento das porções nitrogenadas e dos carboidratos. As espécies estudadas foram: Capim Buffel (Cenchrus ciliares), Capim Tanzânia (Panicum maximun); Catingueira (Caesalpinia bracteosa), Jurema Preta (Mimosa hostilis, benth), Leucena (Leucaena spp.), Erva de Santa Luzia (Commelina erecta L.), Fato de Piaba (Richardia grandiflora), Jitirana (Merremia aegyptia), Jitirana Roxa (Ipomoea bahiensis, willd), Salsa-da-Praia (Ipomoea brasiliensis), Favela (Cnidoscolus phyllacanthus) e Pau Branco (Auxemma oncocalyx). Foram realizadas análise de matéria seca (MS), proteína bruta (PB) extrato etéreo (EE) e cinzas de acordo com AOAC (1990). Para análise de fibras, foram realizadas as determinações de fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), celulose (CEL), hemicelulose (HEM) e lignina (LIG), segundo Van Soest et al. (1991). Para o componente nitrogenado, de acordo com Cornell, foram subdivididos em fração A, B1, B2, B3 e C. O Fracionamento dos carboidratos foram divididos nas frações A + B1, B2 e C. Observam-se nos resultados obtidos, que houve variação no extrato etéreo (EE) de 1,3% a 6,1% na matéria seca (MS%), para o Capim Tanzânia e a Leucena, respectivamente. Já para a Proteína Bruta (PB), as variações observadas foram de 7,1% a 20,2% para o Capim Buffel e Leucena, também respectivamente. A variação da fibra em detergente neutro (FDN) observada foi de 20,0% a 71,7% para a Favela e o Capim Tanzânia, respectivamente. Os valores encontrados para a fibra em detergente neutro (FDA) foram de 14,3% a 44,4% para a Favela e Capim Tanzânia, respectivamente. Já no caso da lignina (LIG), as variações encontradas foram de 3,8% para a Jurema Preta e o Pau Branco a 9,4% para a Catingueira. Para o fracionamento dos carboidratos, a Catingueira e a Fato de Piaba mostraram maiores proporções da fração C (11,8% e 12,0%, respectivamente). O Capim Buffel e o capim Tanzânia apresentaram os maiores valores para a fração B2, com 74,4% e 78,7%, respectivamente. A Catingueira e a Salsa-da-Praia apresentaram os maiores valores para a porção A+B1, sendo 48,4% e 50,6%, respectivamente. No fracionamento das porções nitrogenadas, as espécies estudadas apresentaram valores que variaram de 14,1% a 44,5% para o Capim Tanzânia e Capim Buffel, respectivamente, para a fração A (NNP). As espécies Fato de Piaba e a Leucena apresentaram os maiores valores, sendo 38,4% e 40,0% respectivamente, para a fração B1. O Capim Buffel e o capim Tanzânia foram as espécies que apresentaram os maiores valores para a fração B2, com 74,4% e 78,7%, respectivamente. Na fração B3, a variação encontrada foi de 1,3% a 5,8% para a Fato de Piaba e Catingueira, respectivamente. A fração C das porções nitrogenadas apresentaram os maiores valores na planta Fato de Piaba e no Pau Branco (6,5% e 5,2%), respectivamente.

  • AMANDA MODESTO COSTA
  • UTILIZAÇÃO DA TORTA DE GIRASSOL (HELIANTHUS ANNUUS) NA ALIMENTAÇÃO DE CABRAS MESTIÇAS

  • Data: 25/08/2014
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  • A suplementação alimentar é fundamental por fornecer demanda adequada de energia e nutrientes como carboidratos e proteína que atenda as necessidades de mantença e produção dos animais. Os coprodutos do biodiesel se apresentam como alternativa viável para fornecimento de fibra, energia e proteína na dieta de ruminantes. O presente trabalho teve por objetivo avaliar o efeito da inclusão de níveis crescentes da torta de girassol (Helianthus annuus) na alimentação de cabras em lactação. Foram utilizadas 25 cabras mestiças Anglo Nubianas e Savanas alojadas em 5 baias com 5 baias. O delineamento estatístico utilizado foi o de blocos casualisados (DBC) com cinco tratamentos (0%, 15%, 30%, 45% e 60%) de inclusão de torta de girassol. Foram avaliados: consumo de nutrientes, produção e composição de leite e alguns aspectos econômicos. As amostras dos alimentos fornecidos, assim como das sobras foram pesadas e levadas para Laboratório de Nutrição Animal (Lana) para determinação da composição químico-bromatológica. A avaliação da produção de leite foi realizada pelo método do controle leiteiro diário, para análises físico química do leite, foi coletadas amostras mensalmente. Para análise financeira simples foi determinadas a margem bruta, taxa de retorno e ponto de nivelamento. A análise estatística foi realizada pelo software estatístico SAS versão 9.1 SAS (1997). Foi utilizado o teste Tukey para os dados paramétricos. No que diz respeito à produção e composição do leite observa-se que não houve diferença estatística entre os tratamentos, porém verificou aumento na produção de leite do tratamento que teve 60% de inclusão de torta de girassol em relação aos demais. Concluiu-se que a torta de girassol pode substituir o farelo de soja até o nível de 60%, tratamento com 60% de inclusão apresentou maior produção de leite, de gordura, lactose, proteína e sólidos totais em gramas/ dia além de ter apresentado maior margem bruta, melhor taxa de retorno e foi o único tratamento que atingiu o ponto de nivelamento.

  • FELIPE BERNARDO DE AZEVEDO MELO
  • OVINOS ALIMENTADOS COM INCLUSÃO DE TORTA DE ALGODÃO NA DIETA

  • Data: 30/05/2014
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  • Este trabalho tem como objetivo avaliar o consumo de nutrientes, o ganho de peso e a conversão alimentar de ovinos alimentados com a inclusão de diferentes níveis de torta  de algodão na dieta. Foram utilizados 24 animais e distribuídos em 4 tratamentos  (dietas), seis animais por tratamento: Dieta 1, controle isenta de torta de algodão; Dieta  2 com 15% de torta de algodão; Dieta 3 com 30% de torta de algodão, e Dieta 4 com 45% de torta de algodão na dieta. A relação volumoso (capim elefante) / concentrado foi de 40:60. O período experimental foi de 42 dias, antecedido de 10 dias para 9 adaptação dos animais as instalações e à alimentação. A dieta fornecida e as sobras  foram pesadas diariamente. Foi avaliado o consumo de matéria seca (CMS), o consumo de proteína bruta (CPB), consumo de fibra insolúvel em detergente neutro (CFDN), e os animais foram pesados semanalmente para avaliar o ganho de peso médio diário (GMD) e a conversão alimentar (CA). Foi realizada a análise de regressão em função do nível de torta de algodão, através do teste de Tukey ao nível de significância de 1 e 5%. Não houve diferença estatística para o CMS; CPB; GMD. Houve diferença no CFDN e a CA foi menor para o nível de 45% de torta em relação as demais dietas. Então, a torta de algodão pode ser utilizada no concentrado com adição de até 30% por 42 dias na dieta sem perdas significativas para o desempenho animal.

  • FRANCISCA WEGNA DA SILVA FERREIRA
  • LEVANTAMENTO DA VEGETAÇÃO DA CAATINGA UTILIZADA NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL NO OESTE POTIGUAR

  • Data: 30/04/2014
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  • Objetivou-se com o presente trabalho identificar dentro dos sistemas de manejos adotados, informações sobre espécies forrageiras utilizadas na alimentação animal nas regiões da Chapada do Apodi e do Seridó, de acordo com informações provenientes dos produtores rurais, através de questionários analisados pela técnica multivariada. Foram visitadas 100 propriedades em cada região, no período de maio à junho de 2013. O questionário contendo 19 perguntas, sendo seis objetivas e 13 discursivas, foram aplicados em cada propriedade visando a obtenção de informações sobre s sistemas de produção e as espécies forrageiras utilizadas em cada região. Após a conclusão das entrevistas, foi feita a análise multivariada utilizando Análise de Agrupamento (AA) e Análise de Componentes Principais (CP) com objetivo de correlacionar e agrupar as espécies forrageiras de acordo com número de citações pelos produtores, indicando presença ou ausência nos sistemas de produção (intensivo, semi-intensivo, extensivo) utilizados nas propriedades. Na Chapada do Apodi, a jurema preta (Mimosa tenuiflora, (Willd.), o jucá (Caesalpinea férrea, Mart), o juazeiro (Ziziphus joazeiro, Mart), o mororó (Bauhinia cheilantha, (Bong) Stend) e a catingueira (Caesalpina pyramidalis)) foram às espécies mais citadas para serem utilizadas na alimentação animal, sendo as mesmas mais representadas nos sistemas extensivo e semi-intensivo, nesta ordem. Nesta região foram mencionadas a carnaúba (Copernica cerifera, Mart), a macambira (Bromelia laciniosa) e o xiquexique (Pilosocereus glaucescens) como opções para a alimentação alternativa nos períodos de estiagem. No Seridó o jucá (Caesalpinea férrea, Mart), o juazeiro (Ziziphus joazeiro, Mart), a catingueira (Caesalpina pyramidalis), a sucupira (Pterodon polygalaeflorus (Benth.)) e o calumbi (Senegalia tenuifolia) foram as espécies mais citadas para serem utilizadas na alimentação animal, sendo as mesmas mais representadas no sistema semi-intensivo. Para esta região foram mencionada a palma (Opuntia. ssp) e o xiquexique (Pilosocereus glaucescens) como opções para alimentação alternativa nos períodos de estiagem. A salsa (Petroselinum crispum (Mill.) e o pereiro (Aspidosperma pyrifolium, Mart.)foram citadas como plantas tóxicas aos animais nas duas regiões. Dessa forma, observa-se a que as regiões apresentam espécies da Caatinga com potencial para alimentação animal, incentivando a busca por mais estudos sobre as mesmas e conseqüentemente a utilização e exploração sustentável dessas espécies.

  • ALCIMONE MARIA SILVA ARAUJO
  • BIOMETRIA DE FRUTOS E SEMENTES, SUPERAÇÃO DE DORMÊNCIA E GERMINAÇÃO DE Senegalia tenuifolia (L.) BRITTON & ROSE

  • Data: 30/04/2014
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  • A espécie Senegalia tenuifolia faz parte da vegetação nativa do semiárido nordestino, pertencente à família das Fabaceae (mimosoideae) é vulgarmente conhecida como unha de gato, serra goela ou calumbí. O objetivo desta pesquisa foi caracterizar as sementes e o potencial germinativo da espécie. Para a caracterização física das sementes, realizou-se a biometria utilizando uma amostra aleatória de 100 frutos e 100 sementes e foram avaliados: peso, comprimento, largura e espessura de frutos e sementes, além do número de sementes por fruto. Foi realizado o monitoramento da curva de embebição com sementes intactas e despontadas na região oposta ao eixo embrionário. Para avaliação do potencial germinativo das sementes, foram utilizados doze tratamentos pré-germinativos para avaliar a dormência das sementes e velocidade de germinação com os seguintes tratamentos: testemunha, desponte, escarificação com lixa, embebição por 12, 24 e 48 horas, água quente a 80ºC por 3, 6 e 12 minutos e ácido sulfúrico por 3,6 e 12 minutos. As sementes foram colocadas para germinar em papel germitest em câmara B.O.D a temperatura de 30ºC. O processo germinativo também foi avaliado para testar o efeito da temperatura e substrato na germinação resultante da combinação de quatro substratos: sobre papel, sobre areia, rolo de papel e vermiculita e sob três temperaturas: 25°C, 30°C e 35°C, em esquema fatorial 4x3. Na biometria foi realizado a análise descritiva dos dados através da freqüência, máxima e mínima, desvio padrão e amplitude. O delineamento para os tratamentos pré-germinativos e teste de germinação foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições de 25 sementes cada. Os dados foram submetidos a análise de variância e as médias dos tratamentos foram comparadas pelo teste Tukey a 5% de probabilidade. As análises biométricas apresentaram baixa variação tanto para frutos como para as sementes. A curva de absorção de água nas sementes despontadas apresentou modelo trifásico com a fase III ocorrendo a 21 hora de embebição. Para os tratamentos pré-germinativos em sementes de calumbi o desponte na região oposta ao eixo embrionário, lixa e ácido sulfúrico por 3 minutos, apresentando valores de 97; 91 e 88%, respectivamente. Para o cálculo de índice de velocidade de germinação o que obteve melhor resultado foi o ácido sulfúrico por 6 minutos com valor de 17,7. As temperaturas de 25 e 30ºC, independente do substrato utilizado, foram as mais adequadas para teste de germinação em sementes de Senegalia tenuifolia

  • ANTONIA VILMA DE ANDRADE FERREIRA AMANCIO
  • DEGRADABILIDADE RUMINAL DE RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS

  • Data: 29/04/2014
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  • A produção e industrialização da fruticultura têm como conseqüência a geração de resíduo, que se descartado para o meio ambiente, pode se transformar em fonte de contaminação e poluição ambiental. Esses resíduos são compostos de matéria orgânica, com potencial de uso na alimentação de ruminantes. Os resíduos de caju (Anacardium occidentale L.), goiaba (Psidium guajava), abacaxi (Ananas comosus L.), graviola (Annona muricata L.) e tamarindo (Tamarindus indica L.) oriundos do processamento para retirada da polpa foram caracterizados quanto à composição químico-bromatológica e avaliação da degradabilidade in situ. Foram utilizados três ovinos fistulados no rúmen. Os resíduos foram incubados nos tempos de 3, 6, 12, 24, 48, 72 e 96h. O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso em parcelas subdivididas. Os resultados indicaram que o resíduo de goiaba apresentou menor valor para a degradabilidade efetiva da matéria seca na taxa passagem de 5%/h, com 19,2%. Já o resíduo de abacaxi apresentou maior valor (53,04%). Foram encontrados os valores de degradabilidade potenciais da proteína bruta de 51,53%, 86,02%, 90,94% 87,81% e 80,39% para os resíduos de caju, goiaba, abacaxi, graviola e tamarindo, respectivamente. Os valores de degradabilidade potencial da fibra insolúvel em detergente neutro (FDN) observados foram de 42,51%, 27,28%, 72,57%, 60,36% e 75,41% para os resíduos de caju, goiaba, abacaxi, graviola e tamarindo, respectivamente, tendo o resíduo de abacaxi e tamarindo apresentado maiores percentuais de FDN efetivamente degradada no rúmen nas taxas de passagem de 5,0%. Os resíduos de abacaxi, tamarindo e graviola apresentaram melhores coeficientes de degradabilidade potencial e efetiva da matéria seca e da fibra em detergente neutro no rúmen, em relação aos do resíduo de caju e goiaba.

  • FILIPE GOMES DE ARAUJO
  • COMPARAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS E ANTIOXIDANTES DE MÉIS DE DIFERENTES ESPÉCIES DE ABELHAS

  • Data: 25/02/2014
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  • O mel é um produto amplamente usado e consumido pelo homem, tendo a sua produção no setor agropecuário a importante função de realizar inclusão social e desenvolvimento sustentável, além de ter sua importância nutricional e medicinal que vem sendo utilizadas pelo homem ao longo da história. Este trabalho teve por objetivo avaliar as características físico-químicas, flavonóides totais, fenólicos totais e atividade antioxidante de méis de Apis mellifera L. e Meliponíneos produzidos no semi-árido nordestino. Para isto, foram coletadas amostras, no período de maio a setembro de 2013, dos méis de Melipona subnitida, Frieseomellita varia, Melipona mandacaia, Plebeia sp. e Apis mellifera L. produzidos no Rio Grande do Norte. As amostras foram acondicionadas em recipientes fechados e transportadas para o Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), localizado em Mossoró-RN no Campus Central, onde foram armazenadas em refrigeração a 6ºC até a realização das análises físico-químicas, flavonóides totais, fenólicos totais e antioxidantes. Os méis de Apis mellifera L. e meliponíneos apresentaram diferenças físico-químicas em alguns parâmetros analisados, destacando-se principalmente a umidade, acidez livre, HMF, atividade diastásica e atividade de água. Não houve diferenças no pH, sólidos insolúveis e cor ao se comparar méis de Apis mellifera L. com méis de meliponóneos. Os méis de Plebeia sp., Frieseomelita varia e Apis mellifera L. apresentaram maior atividade antioxidante, seguidos dos méis de Melipona mandacaia e Melipona subnitida. Os flavonóides pouco influenciaram na diferenciação das atividades antioxidantes dos méis de meliponíneos, fato inverso ocorreu com o teor de fenólicos onde os méis que apresentaram os maiores teores de fenólicos também apresentaram maior atividade antioxidante

2013
Descrição
  • SUSANA DE MEDEIROS MATOS
  • EFEITO DE VARIÁVEIS AMBIENTAIS, FISIOLÓGICAS E CITOGENÉTICAS EM VACAS HOLANDESAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO.

  • Data: 19/12/2013
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  • Com a realização deste trabalho procurou-se avaliar o efeito do estresse térmico de 2 vacas holandesas criadas no semiárido nordestino em condição de luz solar incidente 3 (grupo 1) sombreamento artificial (grupo 2) através da análise do efeito de variáveis 4 ambientais, temperatura do ar (Tar), umidade relativa (Ur) e temperatura de globo negro 5 (Tgn); fisiológicas, frequência respiratória (FR, movimentos/minuto), temperatura retal 6 (TR, °C) e de superfície corpórea (TS, °C)e variáveis citogenéticas: índice mitótico 7 (IM) e número de cromossomos (NC). As condições ambientais verificadas 8 caracterizaram um ambiente de estresse térmico para os animais. Os parâmetros 9 fisiológicos mensurados apresentaram diferenças significativas entre os grupos 10 experimentais, mais elevadas nos animais expostos ao sol em comparação aos animais 11 confinados em sombra. As médias da frequência respiratória foram elevadas, mas os 12 valores de temperatura retal se encontraram dentro da faixa de normalidade para 13 animais leiteiros. O índice mitótico dos animais expostos ao sol indicaram 14 citotoxicidade em relação aos animais da sombra, enquanto que o número de 15 cromossomos não indicou diferenças estatísticas entre os ambientes. O cariótipo modal 16 obtido dos animais expostos ao sol e a sombra é compatível com os dados de bovinos 17 normais (2n=60). Nas vacas holandesas estudadas apesar de ter sido identificado 18 estresse térmico apenas foi observado aumento da citotoxicidade nos animais expostos 19 ao sol, todos os outros parâmetros se encontraram dentro da normalidade, indicando alto 20 grau de adaptação ao ambiente. 21

  • MARCONE MACEDO TORRES ANGICANO
  • Qualidade do Leite Bovino no Semiárido Potiguar

  • Orientador : ALEXANDRE PAULA BRAGA
  • Data: 30/08/2013
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  • aa

  • OCELIO PEREIRA DA SILVA
  • Fracionamento da Proção Nitrogenada e dos Carboidratos, de Plantas Encontradas na Caatinga do Rio Grande do Norte.

  • Data: 30/08/2013
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  • ss

  • RUTH MARIA DE OLIVEIRA LUCENA
  • CARACTERIZAÇÃO ADAPTATIVA DE OVINOS UTILIZANDO-SE ANÁLISES MULTIVARIADAS

  • Data: 30/08/2013
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  • O objetivo deste estudo foi traçar o perfil adaptativo dos ovinos utilizando análises multivariadas, considerando os mecanismos termorreguladores e seus reflexos sobre outros parâmetros homeostáticos. Foram registradas as frequências respiratórias, temperaturas retais e de superfície de animais das raças Canária de Pelo (Espanha), Massese (Itália) e Morada Nova (Brasil) no mesmo instante em que eram registradas as variáveis ambientais temperatura do ar, umidade relativa e velocidade do vento. Em seguida foi calculado a Carga Térmica Radiante (CTR) e o Índice de Temperatura de Globo e Umidade (ITGU). Foi medida também a Espessura da Capa de Pelame e amostras de pelo foram coletadas das raças Canária de Pelo e Morada Nova e determinadas a Densidade Numérica (DN) pela contagem dos pelos na amostra. O Comprimento Médio (CM) e o Diâmetro Médio (DM) foram medidos a partir dos 10 maiores pelos. Foi realizada a coleta de 10 mL de sangue para a determinação dos parâmetros hematológicos e hormonais. Para a raça Canária de Pelo, as maiores médias de TR, FR, ITGU e VV foram observadas no período da tarde. Não houve diferença entre as características CM e DN, entre os rebanhos. De acordo com a análise multivariada, os parâmetros sanguíneos não foram alterados, com suas médias permanecendo dentro do intervalo de referência para ovinos. Concluiu-se que os animais foram capazes de manter a homeotermia, confirmando sua adaptação ao ambiente onde são criadas, entretanto nas propriedades com piores instalações exibiram sinais de estresse térmico, que pode se refletir negativamente no desempenho. As variáveis mais importantes para o perfil adaptativo dessa raça foram CTR, ITGU, TR, FR e Tsup, segundo as análises multivariadas. Para a raça Massese, os animais mantiveram-se em conforto térmico, mesmo em altas altitudes, confirmando sua adaptação ao ambiente onde são criados. Os parâmetros bioquímicos mantiveram-se dentro dos limites de referência, com exceção da Albumina, Creatinina, Ureia e ALT. De acordo com as análises multivariadas, as variáveis mais importantes para o perfil adaptativo dessa raça foram EP, CTR, ITGU, Tsup, FR, FC e ALT. Para a raça Morada Nova, Os parâmetros bioquímicos se mantiveram dentro da normalidade, embora tenham sido verificadas diferenças entre os rebanhos, provavelmente devido aos diferentes manejos alimentares. Os maiores valores das variáveis meteorológicas Tar, CTR, ITGU foram observados no período seco, acompanhados pelas maiores médias de respostas termorreguladoras tais como TR, FR e Tsup. Houve também diferenças entre rebanhos, demonstrando que o microclima no local onde os animais são mantidos influencia a homeotermia. As variáveis mais importantes para diferenciar os rebanhos foram as características de pelame e as termorreguladoras, o que indica que as mesmas podem ser adotadas em programas de seleção visando à não redução da adaptabilidade.

  • JOSE MARIA FREIRE DE MEDEIROS
  • Avaliação de protocolos de IATF em vacas mestiças sob efeito do estresse térmico criadas no semiárido nordestino

  • Orientador : LUIZ AUGUSTO VIEIRA CORDEIRO
  • Data: 30/08/2013
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  • sss

  • WILMA EMANUELA DA SILVA
  • PRÁTICAS DE MANEJO ORGÂNICO PARA A PRODUÇÃO DE LEITE DE CABRA NO SEMIÁRIDO

  • Data: 29/08/2013
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  • Objetivou-se com este trabalho comparar o manejo orgânico e convencional em um sistema de produção de caprinos leiteiros em Angicos-RN. Foram utilizadas 26 (vinte e seis) cabras adultas da Raça Parda Alpina, sendo que destas, 13 (treze) permaneceram em manejo orgânico (MO) e as demais em manejo convencional (MC). O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado (DIC) com dois tratamentos e treze repetições. Os animais do MO foram submetidos à sincronização de estro com efeito macho, receberam tratamento à base de fitoterápicos contra endoparasitoses (Extrato de alho) e no controle de mastite com uso do Kit Embrapa de ordenha manual à base de alecrim pimenta (Lippia sidoides). No MC os animais receberam tratamento hormonal para a sincronização do estro e tratamento com Ivermectina para endoparasitoses, além de álcool iodado para prevenção de mastite no Kit Embrapa de ordenha manual. Não houve diferença significativa para porcentagem de prenhezes, contagem de OPG, escores do FAMACHA©, composição fisico-quimica do leite e Contagem de Células Somáticas (CCS) entre os dois tipos de manejo. No MO como no MC as cabras apresentaram percentagem de prenhezes positiva de 61,54% e apenas 38,46 negativa. Os valores médios observados nos MO e MC foram de 24 e 35 de OPG, respectivamente. Na avaliação pelo método FAMACHA© no MO observou-se escores de 1 e 2 e no MC escores de 2, 3 e 4. As cabras apresentaram pesos médios no MO (48,53 Kg) e MC (55,92 Kg). A produção de leite, gordura, proteína, lactose, extrato seco total e extrato seco desengordurado no MO foram ligeiramente superiores aos valores do MC (0,97kg/dia; 2,21; 2,32; 3,30; 7,86; 5,56 e 0,94 kg/dia 1,81; 1,81; 2,86; 6,74; 4,92, respectivamente). Na CCS o MO (904.860 CS/ml) e MC (1.020.520 CS/ml) apresentaram valores próximos, estando o MO dentro dos valores aceitáveis da legislação brasileira para leite de cabra. Estes resultados indicam que a sincronização de estro com efeito macho, assim como o tratamento de endoparasitoses com extrato de alho e o pos-dipping utilizando solução antisséptica de alecrim pimenta podem ser adotados para o manejo orgânico de cabras leiteiras.

  • DIEGO FRANCISCO OLIVEIRA COELHO
  • Germinação e Morfo-Anatomia em Sementes de Capim-Búffel (Cenchrus ciliares L.) cv. Biloela.

  • Data: 28/08/2013
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  • sss

  • AUDYLO AGEU GOMES DE AZEVEDO
  • EFEITO DA DENSIDADE DE ESTOCAGEM NA PRODUÇÃO DO BEJUPIRÁ (RACHYCENTRON CANADUN LINNAEUS 1766) EM  VIVEIROS ESCAVADOS.

  • Data: 26/08/2013
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  • .

  • LUCIANA VERAS DE AQUINO FIGUEIROA
  • BACTERIOSES EM VIVEIROS DE CAMARÃO MARINHO EM MOSSORÓ - RN

  • Data: 30/07/2013
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  • O objetivo deste trabalho foi identificar bacterioses que acometem o camarão marinho em cultivo tradicional em águas euhalina e oligohalina no município de Mossoró, estado do Rio Grande do Norte. Foram utilizadas análises presuntivas e confirmatórias com histologia e microbiologia para avaliar a sanidade dos camarões. Os animais foram coletados de forma aleatória em viveiros euhalino e oligohalino. Na análise clínica dos camarões provenientes dos viveiros euhalino com elevadas mortalidades, registrou-se morbidade de 89,5% de enfermos, verificando-se lesões melanizadas, necrose focal a difusa nos segmentos abdominais, urópodos com cromatóforos expandidos e redução dos níveis de lipídios do hepatopâncreas. Histologicamente, foi observada ausência de citoplasma nas células B com bactérias intracitoplasmáticas apresentando núcleos picnóticos e basófilos, confirmando a Hepatopancreatite Necrosante Bacteriana (NHP-B) como agente causador de elevadas mortalidades nestes viveiros. Na análise clínica dos camarões microbiologicamente positivos de viveiro oligohalino apresentaram lesões melanizadas na cutícula, opacidade difusa da musculatura, cromatóforos expandidos, principalmente nos apêndices pereiópodos e urópodos. Microscopicamente, os túbulos dos hepatopâncreas apresentaram redução significativa dos teores de lipídios com presença de deformidades, atrofia e necrose dos túbulos. Microbiologicamente, o microorganismo identificado no hepatopâncreas foi Vibrio fluvialis com quantificação entre 3,0 e 3,1x103UFC/g causando a vibriose sistêmica nestes indivíduos.

  • LILIANE ELZI MEDEIROS DE SALES
  • Investigação do vírus da sindrome da mancha branca (WSSV) em fazendas do Estado do Rio Grande do Norte.

  • Data: 30/07/2013
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  • sss

  • MICHELLE SANTOS DA SILVA
  • ANÁLISE DE COMPONENTES PRINCIPAIS DE CARACTERÍSTICAS MENSURADAS EM OVINOS MORADA NOVA PARTICIPANTES DE TESTES DE DESEMPENHO

  • Data: 09/07/2013
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  • Objetivou-se neste trabalho estabelecer os componentes principais de características medidas em testes de desempenho de ovinos da raça Morada Nova, verificar a representatividade das variáveis em cada componente selecionado e relacionar esses componentes com o índice de classificação utilizado atualmente nestes testes, como forma de verificar se atende aos objetivos de seleção propostos. Foram utilizados dados de 150 animais, referentes às mensurações realizadas durante cinco edições dos testes de desempenho de reprodutores ovinos da Raça Morada Nova, ocorridos nos anos de 2008 a 2012. As características analisadas na análise multivariada foram: peso inicial (PI), peso final (PF), ganho de peso médio diário (GPMD), área de olho de lombo (AOL), perímetro escrotal (PE), espessura de gordura (EG), conformação (C), precocidade (Pc), musculosidade (M), tipo racial (TR), aprumos (A), altura de cernelha (AC), largura de peito (LP), altura de garupa (AG), largura de garupa (LG), comprimento de garupa (CG), comprimento corporal (CC), profundidade (P), perímetro torácico (PT) e escore de condição corporal (ECC). Utilizou-se o procedimento CORR, para estimar os coeficientes de correlação de Pearson e o procedimento PRINCOMP, para a análise de componentes principais do programa SAS®. Foi verificado que os primeiros três componentes principais explicaram 72,28% da variabilidade existente dos dados. As variáveis se agruparam, determinando um objetivo específico para cada componente: CP1 - porte do animal, CP2 - escores visuais e CP3 - aptidão para produção de carne. As variáveis PF, PT, P, C, M, A, Pc, GPMD, AOL, ECC, TR, AC, em ordem decrescente de importância, foram as que apresentaram maiores coeficientes. Os índices formados a partir da análise de componentes principais mostraram que embora o índice atualmente utilizado nos testes possa não ser o ideal, ele se mostra eficiente no que diz respeito ao seu objetivo que é classificar animais com maior porte, melhor tipo e maior grau de especialização para produção de carne. Concluiu-se que o índice de classificação atende aos objetivos inicialmente propostos de selecionar animais com maior velocidade de crescimento e melhor carcaça, sem desconsiderar as características de tipo racial. Contudo, outros estudos devem ser conduzidos no sentido de calcular os ponderadores econômicos para as características que compõem o índice de classificação.

2012
Descrição
  • JANETO GURGEL PINHEIRO
  • CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DO LEITE CAPRINO NA ÉPOCA SECA E CHUVOSA NA MICRORREGIÃO DE MOSSORÓ-RN

  • Data: 19/12/2012
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  • Tendo em vista a importância da qualidade do leite para a sua comercialização, o presente trabalho teve por objetivo avaliar as características físico-químicas do leite caprino in natura produzido na microrregião de Mossoró-RN. Para isto, foram coletadas amostras de 17 produtores durante 30 semanas sendo 15 semanas no período seco e 15 no chuvoso, entre 12 de dezembro de 2011 a 08 de julho de 2012. As amostras após coletadas foram transportadas, em caixas isotérmicas, para o Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), onde foram analisadas em duplicatas quanto aos seguintes parâmetros físico-químicos: acidez titulável (D), sólidos totais (%), proteína (%), sólidos não gordurosos (%), gordura (%), densidade (g/cm3) e índice crioscópico (H), totalizando 8.640 análises. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Tukey a 1 e 5% de probabilidade. Verificou-se interação significativa entre os fatores período (chuvoso e seco) e época de análise (semanas) para as características: acidez titulável, proteína, gordura, sólidos totais e sólidos não gordurosos. Houve efeito isolado de época de análise para a densidade e índice crioscópico. No período chuvoso a acidez titulável, proteína, sólidos totais, SNG, gordura foram superiores ao do período seco. A acidez titulável apresentou-se dentro do estabelecido pela legislação brasileira. No período seco, a menor acidez do leite foi verificada na 10º semana. Na 1 e 9 semana do período seco e chuvoso, respectivamente, o teor de proteína ficou abaixo do mínimo estabelecido pela legislação brasileira. Apenas no período chuvoso, os sólidos totais variaram ao longo das semanas de análise. Independentemente da semana e período, os SNG do leite de cabra ficaram abaixo do valor mínimo estabelecido pela legislação brasileira. Enquanto a gordura variou conforme a semana de coleta. A densidade do leite diminuiu com a época de coleta, e permaneceram abaixo do valor mínimo estabelecido pela legislação brasileira. No período chuvoso, há predomínio de índice crioscópico superior ao estabelecido pela legislação brasileira.

  • LUANA COELHO CORTEZ
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE EMBRIÕES DE VACAS DA RAÇA HOLANDESA CRIADAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO SOB SOMBREAMENTO E EXPOSIÇÃO CONTÍNUA AO SOL SUBMETIDAS Á SUPEROVULAÇÃO

  • Data: 24/09/2012
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  • www

  • ANDRESSA SUÊNIA ERNESTINA DA SILVA
  • Perfil Hematológico de Peixe Beijupirá, Rachycentron canadum (Linnaeus, 1766), Cultivado em diferentes salinidades.

  • Data: 31/08/2012
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  • O objetivo deste trabalho foi determinar o perfil hematológico de Rachycentron canadum (Linnaeus, 1766), peixe marinho conhecido com beijupirá proveniente de cultivo intensivo em diferentes salinidades. O número de eritrócitos, hematócrito, hemoglobina, volume corpuscular médio (VCM), concentração da hemoglobina corpuscular média (CHCM) e a morfologia das células sanguíneas foram caracterizadas por meio de técnica contagem manual de células na câmara de Neubauer e microscópio óptico; o microhematócrito, a leitura manual das lâminas coradas com Panótico e a concentração de hemoglobina pela leitura de um analisador automático também foram realizados. O número de eritrócitos variou de 2,8 a 4,9 x106 /μL, hemoglobina de 4,7 a 7,8 g/dL, hematócrito de 17 a 70%, VCM de 60,1 a 192,1 fL e CHCM de 17,35 a 38 g/dL. Os valores sanguíneos aqui encontrados servem como parâmetro de diagnóstico hematológico para esta espécie de teleósteo marinho.

  • FRANCISCA ELIZÂNGELA RODRIGUESDE PAULA
  • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA LAGOSTA (Panulirus argus latreille 1804) INTEIRA ARMAZENADA EM GELO

  • Data: 30/08/2012
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  • A lagosta tem papel de destaque no setor pesqueiro nacional, sendo o principal recurso
    pesqueiro da região Nordeste e 95% desta produção destina-se ao mercado
    internacional. O grau de frescor do pescado é um dos aspectos mais importantes para
    determinar a qualidade do pescado, e frequentemente se recorre a métodos sensoriais, físicos,
    bioquímicos e microbiológicos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade da lagosta
    inteira armazenada em gelo através do Método de Índice de Qualidade (MIQ), que permite a
    determinação rápida e eficiente do grau de frescor do pescado. Os pontos de deméritos foram
    designados aos atributos sensoriais selecionados de acordo com sua importância. Durante o
    armazenamento foram realizadas determinações do Nitrogênio das Bases Voláteis Totais (NBVT),
    pH e análises microbiológicas (Coliformes Termotolerantes, Salmonella spp. e
    Staphylococcus aureus). O Índice de Qualidade (IQ) variou de zero (máximo frescor) a 14
    (perda total do frescor) atingindo o limite de aceitabilidade para consumo (IQ = 6,3), o que
    equivale a um período de 7 dias. O valor do N-BVT variou de 19,69 a 29,63 mg 100g-1, e o pH
    variou de 6,91 a 7,03 no primeiro e 17º dia de armazenamento, respectivamente. Os resultados
    microbiológicos atenderam aos padrões microbiológicos estabelecidos pela legislação brasileira.
    A lagosta tem papel de destaque no setor pesqueiro nacional, sendo o principal recursopesqueiro da região Nordeste e 95% desta produção destina-se ao mercadointernacional. O grau de frescor do pescado é um dos aspectos mais importantes paradeterminar a qualidade do pescado, e frequentemente se recorre a métodos sensoriais, físicos,bioquímicos e microbiológicos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade da lagostainteira armazenada em gelo através do Método de Índice de Qualidade (MIQ), que permite adeterminação rápida e eficiente do grau de frescor do pescado. Os pontos de deméritos foramdesignados aos atributos sensoriais selecionados de acordo com sua importância. Durante oarmazenamento foram realizadas determinações do Nitrogênio das Bases Voláteis Totais (NBVT),pH e análises microbiológicas (Coliformes Termotolerantes, Salmonella spp. eStaphylococcus aureus). O Índice de Qualidade (IQ) variou de zero (máximo frescor) a 14(perda total do frescor) atingindo o limite de aceitabilidade para consumo (IQ = 6,3), o queequivale a um período de 7 dias. O valor do N-BVT variou de 19,69 a 29,63 mg 100g-1, e o pHvariou de 6,91 a 7,03 no primeiro e 17º dia de armazenamento, respectivamente. Os resultadosmicrobiológicos atenderam aos padrões microbiológicos estabelecidos pela legislação brasileira.

  • JOÉLIMA SANTUZA BRITO FERREIRA
  • Diversidade genética e estrutura de populações das variedades de ovinos morada nova com marcadores microssatélites e MDTNA.

  • Data: 30/08/2012
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  • O objetivo desse trabalho foi analisar a diversidade genética e estrutura de população das variedades Branca (N=40), Vermelha (N=32) e Negra (31) da raça ovina Morada Nova, em rebanhos do semiarido nordestino Brasileiro através do uso de 17 marcadores nucleares microssatélites e duas regiões do DNA mitocondrial (mtDNA), o gene ND5 e a região controle (D-loop). A análise da variabilidade intrapopulacional demonstrou que a variedade Branca apresentou maiores valores de diversidade, enquanto a Vermelha apresentou os menores valores. A análise bayesiana para avaliar a estrutura genética populacional permitiu diferenciar entre as variedades Branca, Vermelha e Negra e uma tendência de subestruturação relacionada aos rebanhos da variedade Branca. Os resultados das Análises de Variância Molecular (AMOVA) evidenciaram que a maior estruturação genética foi observada quando se compararam rebanhos ao invés de variedades (8,59% versus 6,64% da variação total observada, P < 0,001). Tanto a análise de Coordenadas Principais como o dendrograma, por meio da distância genética Dtl, mostraram à formação de dois grupos principais, um composto por indivíduos brancos e outro por indivíduos vermelhos e Negros. Seis haplótipos foram encontrados para região D-loop e dois para o gene ND5. Um haplótipo exclusivo para variedade vermelha e outro para variedade Negra foram encontrados na região D-loop e um haplótipo exclusivo para variedade Negra no gene ND5, mas as frequências destes foram baixas e, portanto existe necessidade de validação adicional. Os resultados obtidos reforçam a existência de diferenças significativas entre as variedades Vermelha e Branca da raça e poderão ser utilizados para o aperfeiçoamento de programas de conservação e uso de recursos genéticos.

  • VANESSA VIEIRA CHAVES
  • CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DE NITROGÊNIO UREICO, HORMÔNIOS TIREOIDIANOS E GLICEMIA EM VACAS HOLANDESAS CRIADAS NO SEMI-ÁRIDO NORDESTINO.

  • Data: 28/08/2012
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  • www

  • KARLA PRISCILA DE OLIVEIRA
  • Características morfogênicas e anatômicas do capim tanzânia (Panicum maximum cv Tanzânia) em diferentes idades de corte na região de Mossoró - RN

  • Data: 23/05/2012
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  • O estudo foi realizado com o objetivo de avaliar o capim tanzânia por meio de suas características morfogênicas e anatômicas em diferentes intervalos de corte na região de Mossoró-RN. Os tratamentos experimentais foram constituídos pelos intervalos de corte de: 21, 28, 35, 42, 49, 56, 63 e 70 dias com três repetições. Os cortes foram feitos a uma altura de 20 cm do solo. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado. Foram feitas mensurações do número de folhas verdes, comprimento e largura da lâmina foliar para avaliação das características morfogênicas em todas as parcelas que continham os tratamentos experimentais. A partir dessas informações foram calculadas variáveis como: taxa de aparecimento de folha (TAPF), taxa de alongamento de folha (TAIF), filocromo (FIL), duração de vida da folha (DVF), número de folhas vivas (NFV) e comprimento final da folha (CFF). A composição bromatológica foi realizada após o corte total de cada parcela, onde foram analisados nas amostras o teor de: matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) e matéria mineral (MM). Como forma de avaliar as características anatômicas, foram feitas mensurações dos tecidos que compõem a lâmina foliar, sendo o material coletado e armazenado em fixador FAA 50 % (50 ml de ácido acético glacial: 90 ml de etanol 50%: 50 ml de formaldeído 37%). Em seguida este material foi encaminhado para o laboratório de Histologia Animal, onde foram feitos os processos de desidratação, inclusão, montagem das lâminas e coloração. Os cortes realizados dos 21 até os 49 dias influenciaram de forma positiva a morfologia e composição bromatológica do capim tanzânia na região de Mossoró-RN. Para as características anatômicas foram encontradas variações para epidermes, bainha do feixe vascular e mesofilo nos diferentes intervalos de corte, que podem ser atribuídas às condições ambientais observadas durante o período experimental.

  • DOWGLISH FERREIRA CHAVES
  • Estimativas de consumo total e diferenciado de ovinos morada nova utilizando o LIPE

  • Data: 07/05/2012
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  • Objetivou-se estimar o consumo de matéria seca, total e diferenciado, por ovinos Morada Nova, usando-se o LIPE® como marcador externo. No experimento, com oito semanas de duração, foram utilizados 21 cordeiros distribuídos em delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos e duas avaliações. O consumo foi estimado em dois períodos (junho e julho de 2011), usando-se a combinação do LIPE® (marcador externo) e da lignina Klason (marcador interno), para as estimativas de produção fecal e digestibilidade, respectivamente. Os tratamentos no mês de junho consistiram: dieta-padrão, capim P. maximum cv. Tanzânia, picado, água e sal mineral à vontade; dieta-padrão mais acesso por duas horas em caatinga enriquecida, e dieta-padrão adicionada de 1,4 kg de concentrado. No mês de julho, devido à perda de peso dos animais, todos os ovinos passaram a receber o concentrado (200 g. por animal dia), enquanto que os animais que já vinham sendo suplementados na avaliação anterior receberam o dobro da suplementação (400 g por animal dia). Como era esperado observaram-se maiores consumos de matéria seca (P<0,05) no mês de julho, época que todos os animais experimentais receberam a suplementação concentrada, ( ) em relação ao mês de junho ( )s no mês de junho. Na primeira avaliação (junho), observaram-se maiores consumos (P<0,05) somente para os animais que receberam o concentrado (588,6 g. por animal dia). Os dados obtidos nos tratamentos padrão (404,9 g. por animal dia) foram semelhantes (P>0,05) aos (411,0 g. por animal dia) para os animais com acesso à caatinga. No mês de julho, observou-se a mesma tendência. Os animais recebendo o dobro do suplemento apresentaram um consumo médio de 732,8 g. por animal dia, superior (P<0,05) aos demais resultados (570,0 e 575,0 g por animal dia) para os ovinos recebendo a dieta padrão e com acesso à pastagem, respectivamente. Conclui-se que o acesso à área de caatinga não foi suficiente para incrementar o consumo dos animais experimentais, devido, possivelmente, aos aspectos qualitativos e principalmente, quantitativos (228 a 314 kg de matéria seca por hectare) da forragem disponível no piquete. As estimativas de consumo diferenciado dos animais, estimados nos ovinos que tiveram acesso à área de Caatinga, não apresentaram resultados coerentes. O consumo estimado de algumas espécies superou a quantidade observada do consumo total. O LIPE® permitiu a obtenção de estimativas coerentes de consumo total de matéria seca por ovinos Morada Nova. Entretanto, para as estimativas de consumo diferenciado, a metodologia necessita de estudos mais detalhados.

  • DINNARA LAYZA SOUZA DA SILVA
  • UTILIZAÇÃO DO FARELO DE GIRASSOL (Helianthus annuus L.) NA ALIMENTAÇÃO DE CORDEIROS CONFINADOS

  • Data: 08/02/2012
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  • Este trabalho teve como objetivos avaliar os efeitos de níveis crescentes de farelo de girassol (Helianthus annus L.), em substituição ao milho em grão moído e ao farelo de soja, na ração concentrada, sobre o desempenho produtivo, a biometria, as características quantitativas dos componentes da carcaça e não carcaça de cordeiros e a viabilidade econômica das dietas experimentais. Foram utilizados 20 cordeiros, sem padrão racial definido (SPRD), com peso inicial médio de 17 kg distribuídos em delineamento inteiramente casualizado (DIC) com quatro tratamentos e cinco repetições. As dietas experimentais foram constituídas por feno de gramíneas (capim canarana e capim tífton 85), milho em grão moído, farelo de soja, sal mineral e os seguintes níveis de farelo de girassol que correspondiam aos tratamentos: 0, 15, 30 e 45% na ração concentrada. Os tratamentos apresentaram os seguintes ganhos de peso diário: 213, 220, 183 e 181g/dia, respectivamente, não foram observadas diferenças significativas (P>0,05) entre os tratamentos. Os consumos de matéria seca (CMS), expressos em g/dia, %PC e g/kg0,75, sofreram efeito (P<0,05) linear crescentes dos diferentes níveis de farelo de girassol, bem como os consumos de fibra em detergente neutro (CFDN), fibra em detergente ácido (CFDA), matéria orgânica (CMO) e extrato etéreo (CEE) expressos em (g/dia). O consumo de proteína bruta (CPB) não sofreu influência (P>0,05) dos diferentes tratamentos. A conversão alimentar aumentou com os níveis de farelo de girassol causando redução na eficiência alimentar. Os diferentes níveis de farelo de girassol não influenciaram (P>0,05) os componentes da carcaça, os cortes comerciais e os componentes não carcaça de cordeiros em confinamento. A área de olho de lombo (AOL) e espessura de gordura subcutânea (EGS) sofrem influência (P<0,05) dos níveis de farelo de girassol, sendo o nível de 15% o que apresentou maior área de olho de lombo e menor espessura de gordura na carcaça. Das medidas biométricas efetuadas “in vivo” e nas carcaças, apenas o comprimento externo da carcaça sofreu influência (P<0,05) dos tratamentos testados, o perímetro torácico (PT) e de garupa (PG) são as mensurações que melhor predizem as características das carcaças, já os pesos da carcaça quente, fria e o peso final são parâmetros quantitativos que apresentam alta correlação com os indicadores de produtividade, cortes comerciais, a área de olho de lombo e índice de compacidade da carcaça. A análise econômica evidenciou a redução dos custos com a adição do farelo de girassol, sendo o nível de 15% o que apresentou menor custo de produção sem prejudicar o ganho de peso diário e o consumo de nutrientes.

2011
Descrição
  • SHIRLEI BARROS DE MEDEIROS
  • Estrutura populacional dos rebanhos da raça saanem participantes do programa de melhoramento genético de caprinos leiteiros.

  • Data: 04/11/2011
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  • O objetivo deste trabalho foi descrever a estrutura genética da população de caprinos da raça Saanen representada pelos rebanhos participantes do programa de melhoramento genético de caprinos leiteiros. O arquivo de pedigree continha 2.786 informações de animais nascidos no período de 1981 a 2011. Foi utilizado o programa ENDOG para cálculo dos coeficientes individuais de endogamia (F) e coeficiente médio de parentesco (AR), número efetivo de animais (Ne), de fundadores (fe) e de ancestrais (fa), o intervalo médio de gerações (GI), a integridade dos pedigrees e as estatísticas F de Wright. Os coeficientes individuais de endogamia e os médio de parentesco da população foram 1,04% e 0,86%, respectivamente. O número efetivo de fundadores estimado foi em 77 e o de ancestrais 70. Apenas 30 ancestrais explicaram 50% da variabilidade genética presente na população. O intervalo médio de gerações foi 3,37 anos e foi maior para machos que para fêmeas. Para a integridade dos pedigrees foram identificados 72,46% de animais com informação sobre os pais (reprodutores) e 69,71% sobre as mães. Quanto à subdivisão da população os valores obtidos para FST, FIS e FIT foram 0,030, -0,025 e 0,006, respectivamente, indicando não haver problemas imediatos para a manutenção da variabilidade genética da população. Todavia, o tamanho efetivo populacional número quando considerada a geração equivalente foi de apenas 34,49, indicando necessidade de esforços para a elevação do tamanho efetivo da população em estudo.

  • PAULO HENRIQUE COSTA DE LIMA
  • CONSTRUÇÃO DE BIBLIOTECA GÊNICA DE MOLÉCULAS scFv DE ANTICORPOS ANTI PLACENTAS SINEPTÉLIOCORIAIS

  • Data: 29/09/2011
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  • Galinhas de linhagem de postura foram imunizadas com um macerado de placentomas caprino e ovino e um segundo grupo com macerado de placentomas bovino. As imunizações se repetiram a cada 15 dias para os dois grupos experimentais. Os ovos foram coletados ao longo das 04 imunizações, a IgY isolada, e sua concentração mensurada. Após 60 dias do início das imunizações, as galinhas foram sacrificadas, seus baços isolados e fragmentados para extração de RNA total pelo método de Trizol. Realizada a síntese do cDNA, amplificou-se, através de PCR, os fragmentos variáveis de imunoglobulinas G aviária de cadeia leve (VL) e de cadeia pesada (VH). Fragmentos de VL e VH foram utilizados na constituição do produto final recombinante pelo processo de overlap-PCR. Os resultados preconizam a viabilidade da construção de biblioteca gênica de scFv anti-placenta caprina e ovina e sua utilização na confecção de kits de diagnósticos para diversas situações fisiológicas de células trofoblásticas pertencentes a placentas destas espécies.

    células trofoblásticas de ruminantes, placentoma, imunoglobulina de galinha, variabilidade gênica
  • JACINARA HODY GURGEL MORAIS LEITE
  • CARACTERIZAÇÃO DE ATRIBUTOS ADAPTATIVOS DE OVINOS DA RAÇA MORADA NOVA

  • Data: 27/09/2011
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  • O estudo foi realizado com o objetivo de caracterizar ovelhas da raça Morada Nova quanto aos aspectos adaptativos, através da avaliação de respostas termorreguladoras e homeostáticas em ambiente Semiárido. Para tanto foram registradas características de pelame como: espessura da capa (E, cm), comprimento (CM, cm) e diâmetro médio dos pelos (D, cm), além do número de pelos por unidade de área (DN, numero de pelos por cm²). Foram também avaliadas algumas respostas termorreguladoras como temperatura retal (°C), frequência respiratória (movimentos/minuto) e dosagens de hormônios calorigênicos, a saber triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Como forma de avaliar a homeostase foi estudado o perfil hematológico com contagem de eritrócitos (x106/mm³), hematócrito (%) e Volume Corpuscular Médio (fL), além da bioquímica sérica. As coletas dos dados foram realizadas em 27 rebanhos distribuídos no estado do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e Pernambuco, totalizando 633 animais, no qual foi avaliada a variação desses parâmetros em função da condição de escore corporal, idade, local de coleta e das variáveis ambientais. O ambiente térmico foi monitorado em cada rebanho coletado. Verificou-se efeito de rebanho para todos os parâmetros avaliados, e variação do perfil hematológico e bioquímico de acordo com o escore da condição corporal. As condições ambientais em que os animai se encontravam expostos não fizeram variar as suas respostas fisiológicas de termorregulação, mantendo dentro da normalidade a temperatura retal, frequência respiratória e as concentrações séricas de T3 e T4. As médias dos parâmetros bioquímicos também se encontraram dento dos valores normais para espécie, mesmo nas condições de elevada radiação. Para as características morfológicas de pelame encontraram-se valores que favoreceram a maior dissipação do calor para o ambiente, principalmente nos rebanhos avaliados durante o período seco, como EP = 4,75mm; CM = 12,41; D = 5,25μm e DN = 839,43 pelos/cm². Portanto, esses resultados confirmaram a elevada adaptação dos ovinos Morada Nova às condições de Semiárido, uma vez que não foram alterados os parâmetros bioquímicos, hematológicos e fisiológicos, sobretudo os hormônios calorigênicos. Foi também demonstrada a eficiência do conjunto de características estudadas como indicadores de adaptação, podendo ser adotadas em qualquer sistema de exploração de raças autóctones.

  • KELLY MARY NERY
  • Sustentabilidade de sistemas de produção animal no semi-árido brasiliero e na Toscana - Itália.

  • Data: 11/05/2011
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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar a sustentabilidade de sistemas de produção animal levando-se em conta apenas quatro princípios da sustentabilidade, quais sejam, viabilidade econômica dos sistemas; desenvolvimento humano dos envolvidos nos sistemas de produção; conservação dos recursos naturais sejam eles água, ar e solo, utilizados para a produção nos sistemas; preservação do ecossistema em
    que os sistemas estão inseridos. Foram avaliadas 30 unidades produtivas de base familiar, em duas regiões, Toscana, Itália e o semiárido brasileiro. Os dados para o levantamento foram obtidos por meio de roteiros de entrevistas estruturadas, aplicados aos representantes das unidades produtivas. Os dados foram tabulados em planilhas eletrônicas e as variáveis quantitativas foram avaliadas pelo método de estatística descritiva.

  • ANDREA CRISTINA CAPRIATA SILVA
  • Comparação dos impactos ambientais e socioeconômicos de sistemas orgânicos de produção animal entre Brasil e Itália. 

  • Data: 11/03/2011
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  • O objetivo deste trabalho foi avaliar os impactos ambientais do manejo orgânico de animais em unidades de produção familiares no semiárido brasileiro e na região toscana da Itália. Foram utilizados questionários e em seguida os dados coletados foram aplicados em planilhas (MSExcel®) que compõe o AMBITEC produção animal – dimensão ambiental desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente. Após a inserção dos coeficientes de alteração de cada variável dos indicadores por unidade de produção, a planilha calcula automaticamente o coeficiente de impacto e as médias ponderadas desses coeficientes formam o índice geral de impacto que pode variar na amplitude de -15 a +15. O manejo orgânico das propriedades apresenta o índice geral médio de impacto ambiental positivo e da ordem de 1,82 para aquelas na região toscana da Itália e 3,83 nas unidades produtivas no semiárido brasileiro. Nas propriedades avaliadas na região toscana da Itália e semiárido brasileiro os indicadores que possuíram as maiores médias foram: “Diminuição do uso de insumos materiais” (μ = 6,86, μ = 9,00) , “Melhoria da capacidade produtiva do solo” (μ = 5,29, μ = 11,43) e “Melhoria da qualidade do produto” (μ = 6,61, μ = 8,50) respectivamente, com exceção da região semiárida brasileira que apresentou média elevada para o indicador “Diminuição da emissão de poluentes atmosféricos” (μ = 6,43). Mesmo em face das evidentes diferenças esperadas entre as regiões estudadas, a utilização do manejo orgânico dos animais independente da região mostra – se uma alternativa viável ambientalmente, pois contribui para ambas com índices positivos, mostrando redução do impacto ambiental comparado com o período antes da adoção do manejo orgânico.

2010
Descrição
  • LEDS LENE DOS SANTOS ARAÚJO
  • Atributos sensoriais da carne de bezerros mestiços abatidos aos 60 dias de idade

  • Data: 22/12/2010
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  • Visando avaliar a substituição do leite integral por soro de queijo fresco
    como meio de diminuir o custo ao final da fase de aleitamento, 16 bezerros foram distribuídos
    em um delineamento experimental inteiramente casualizado com 04 (quatro) dietas e 04
    (quatro) repetições por dieta. Aos 60 dias, os animais foram abatidos e coletadas amostras do
    músculo Longissimus dorsi para as análises sensoriais. Para os testes de análise sensorial foi
    feita uma amostragem composta, com carne das 04 repetições. Foi avaliada a aceitação
    global, a aceitação da cor, intensidade do sabor, maciez e suculência da carne. Os dados foram
    submetidos à análise de variância e teste de Tukey para comparação de médias, pelos
    procedimentos disponíveis no pacote estatístico do SAS. A aceitação da carne de bezerro nas
    diversas dietas foi relacionada com preferências pessoais e diferentes percepções. Para 70%
    dos provadores, a característica: aceitação da cor, foi classificada como gostei e gostei pouco.
    Provavelmente, devido à coloração da carne, branca. A coloração da carne foi clara não
    apresentando a cor característica da carne bovina. A carne de vitelo foi considerada com sabor
    de carne médio, bem macia e pouco suculenta. A carne de bezerros mestiços abatidos aos 60
    dias de idade apresentou boa aceitabilidade, tanto quanto em relação à sua cor quanto aos
    aspectos globais.
    Visando avaliar a substituição do leite integral por soro de queijo frescocomo meio de diminuir o custo ao final da fase de aleitamento, 16 bezerros foram distribuídosem um delineamento experimental inteiramente casualizado com 04 (quatro) dietas e 04(quatro) repetições por dieta. Aos 60 dias, os animais foram abatidos e coletadas amostras domúsculo Longissimus dorsi para as análises sensoriais. Para os testes de análise sensorial foifeita uma amostragem composta, com carne das 04 repetições. Foi avaliada a aceitaçãoglobal, a aceitação da cor, intensidade do sabor, maciez e suculência da carne. Os dados foramsubmetidos à análise de variância e teste de Tukey para comparação de médias, pelosprocedimentos disponíveis no pacote estatístico do SAS. A aceitação da carne de bezerro nasdiversas dietas foi relacionada com preferências pessoais e diferentes percepções. Para 70%dos provadores, a característica: aceitação da cor, foi classificada como gostei e gostei pouco.Provavelmente, devido à coloração da carne, branca. A coloração da carne foi clara nãoapresentando a cor característica da carne bovina. A carne de vitelo foi considerada com saborde carne médio, bem macia e pouco suculenta. A carne de bezerros mestiços abatidos aos 60dias de idade apresentou boa aceitabilidade, tanto quanto em relação à sua cor quanto aosaspectos globais.

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