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Banca de QUALIFICAÇÃO: GABRIEL ALVES DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GABRIEL ALVES DOS SANTOS
DATA : 10/09/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Google meet
TÍTULO:

A TEMÁTICA INDÍGENA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO ENSINO MÉDIO (PNLD 2021) SOB O
REGIME EPISTEMOLÓGICO DE REPRESENTAÇÃO E DE MEMÓRIA


PALAVRAS-CHAVES:

Regime de Representação e de Memória. Livros Didáticos de História. Imagens da história e cultura indígena. Decolonialidade indígena brasileira. Ensino de História.


PÁGINAS: 143
RESUMO:

Esta pesquisa objetiva compreender as imagens presentes nos Livros Didáticos de História do Ensino
Médio (PNLD 2021), na perspectiva teórico-metodológica da Representação e Memória. A respeito dos
objetivos específicos, elegemos: a) elaborar e discutir o Estado de Conhecimento acerca da temática
indígena abordada nos Livros Didáticos de História, apresentando especificidades e avanços; b) discutir
perspectivas conceituais sobre o Livro Didático de História, a teoria da Representação e da Memória a
partir de um espectro plural em que os termos Signos e História Ensinada se interrelacionam; c)
investigar os conteúdos imagéticos da temática indígena, presentes na Coleção Multiverso: ciências
humanas, da Editora FTD, a partir de recortes temáticos da cultura, escravização, organização, trabalho,
religião e cotidiano, em interface com a escrita indígena. O estudo lança mão da abordagem qualitativa
e se classifica como uma pesquisa norteada pelo método investigativo da história. Parte de uma
pesquisa bibliográfica do tipo Estado do Conhecimento, na intenção de mapear a produção stricto
sensu e historicizar o percurso das teses e dissertações, da pós-graduação no Brasil, no tratamento da
temática investigada e/ou afins. Metodologicamente, recorremos à análise documental em termos de
técnica de produção de dados, bem como à análise semiótica enquanto técnica analítica, de maneira a
articular ambos os procedimentos do ponto de vista teórico-procedimental do método histórico, cuja
proposta é pensar a construção do conhecimento historiográfico à luz dos vestígios documentais, da
historicidade do tempo e das relações humanas significadas no contexto das fontes históricas. Com
efeito, o quadro teórico desta investigação é produto categórico do Regime de Representação e de
Memória, cujos cortes conceituais centrais perpassam teoricamente pela(o): a) representação, à luz
principalmente de Chartier (2002;2022) Hall (2016), Santaella e Nöth (2015) e Peirce (2005); b) livro
didático de história, na perspectiva de um ensino de história permeado pela decolonialidade indígena
brasileira, a Nova História Indígena e a interculturalidade, ancorados sobretudo em Gonzaga (2022),
Seligmann-Silva (2022), Catherine Walsh (2019), Almeida (2010) e Cunha (2012); c) e a memória, em
interlocução com Le Goff (2013), Halbwachs (1990), Nora (1993), Pollak (1989; 1992). Além disso,
estabelecemos um diálogo com a escrita indígena brasileira, a partir de Munduruku (2009), Krenak
(2019), Kopenawa (2015), dentre outros, objetivando propor imagens outras dos povos indígenas do
Brasil, para além de uma crítica restrita a apenas abominar a coleção didática escolhida para análise, a
saber, Multiverso: Ciências Humanas (PNLD 2021), da editora FTD. A noção heurística de imagem
manifesta nesta pesquisa é de cunho semiótica, segundo a qual a imagem é um constructo
sociocultural manifesto no plano cognitivo do interpretante, no plano material do objeto da
representação e do seu signo representado. Quantos aos resultados, até então, percebemos a
necessidade de a produção científica analisada atentar-se para a complexificação do conceito de
representação, muito utilizado pelos pesquisadores, mas pouco explorado na concepção
epistemológica, ontológica, metodológica e política, sendo um conceito utilizado com uma certa
naturalidade e em parte descontextualizado das manifestações didáticas sobre os povos indígenas, por
se basear em uma instrumentalização a priori. Ademais, a contextualização de tal conceito exige
também, em nosso olhar, a articulação de uma epistemologia mais coerente com as culturas indígenas,
primando por um ensino de história e por um olhar decoloniais para as coleções didáticas.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ARYANA LIMA COSTA - UERN
Interno - 1083055 - EMERSON AUGUSTO DE MEDEIROS
Presidente - 1376380 - PAULO AUGUSTO TAMANINI
Notícia cadastrada em: 04/08/2025 14:24
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