LITERATURA DECOLONIAL, LETRAMENTO RACIAL E NEUROCIÊNCIA PARA PRÁTICAS ANTIRRACISTAS
EM CLUBE DE LEITURA NO ENSINO MÉDIO DO IFRN/CAMPUS MOSSORÓ
colonialidades; neurociência da aprendizagem; protocolo antirracista; literatura.
Esta pesquisa investiga as contribuições de uma intervenção pedagógica decolonial, fundamentada na
neurociência da aprendizagem, para o desenvolvimento de letramento racial no ensino de literatura
brasileira, do campus do IFRN, em Mossoró, em um clube de leitura, utilizando um protocolo antirracista.
Busca responder como uma intervenção decolonial fomentada por bases neurocientíficas podem
orientar práticas pedagógicas antirracistas no ensino de literatura brasileira. Parte do pressuposto de
que, apesar dos avanços promovidos pelas Leis no 10.639/2003 e no 11.645/2008, a permanência de
estruturas da colonialidade do poder, do ser, e do saber Quijano (2005), Torres (2007) e Mignolo (2003,
2008) ainda operam no currículo escolar legitimando narrativas e perpetuando o racismo estrutural.
Fundamenta-se nas epistemologias decoloniais, na neurociência da aprendizagem, Nogueira (2020) na
psicologia educacional Bento (2022) e nos estudos sobre relações étnico-raciais, González (1988,). Para
problematizar discursos eurocentrados presentes no ensino de literatura será utilizado o protocolo
AIDAN (Abordagem Interseccional Decolonial Antirracista Neurocognitiva) como ferramenta de
letramento racial. Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa, de natureza interventiva, cujos dados
serão produzidos durante a implementação da proposta pedagógica e analisados por meio da Análise
de Conteúdo de Bardin (2011). Espera-se que os resultados contribuam para a consolidação de práticas
pedagógicas antirracistas e para a elaboração de um protocolo teórico-metodológico que articule
literatura, decolonialidade e neurociência da aprendizagem, ampliando as possibilidades de
implementação das leis brasileiras no contexto da Educação Profissional e Tecnológica do Rio Grande
do Norte.