A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA O ENSINO INCLUSIVO:
SENTIDOS E SIGNIFICADOS CONSTRUÍDOS POR PROFESSORES EM UMA ESCOLA DE CARAÚBAS/RN
Formação continuada. Educação inclusiva. Subjetividade docente. Práticas pedagógicas inclusivas.
A formação continuada de professores constitui um elemento fundamental para o fortalecimento das
práticas pedagógicas no contexto da educação inclusiva, pois possibilita a ampliação de
conhecimentos e reflexões sobre a prática docente. Nesse sentido, esta pesquisa tem como objetivo
investigar como professores da Educação Especial significam e vivenciam os processos de formação
continuada para o ensino inclusivo, à luz da subjetividade docente. O estudo fundamenta-se na Teoria
da Subjetividade de Fernando González Rey (1997) juntamente com outros que discutem formação
docente e educação inclusiva. Trata-se de uma pesquisa que adota os princípios da Epistemologia
Qualitativa, desenvolvida por González Rey (1997), realizada em uma escola pública estadual vinculada
à 13a DIREC, no município de Caraúbas/RN, tendo como participantes sete professores da rede pública
estadual de ensino, sendo quatro docentes de disciplinas específicas, dois da Educação Especial e um
da sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Para a produção das informações, foram
utilizados como instrumentos entrevistas semiestruturadas, rodas de conversa e complemento de
frases. Os resultados evidenciam que os professores reconhecem a importância da formação
continuada para o desenvolvimento de práticas inclusivas; contudo, apontam fragilidades nos
processos formativos, especialmente no que se refere à articulação entre teoria e prática e à
consideração das demandas do contexto escolar. A pesquisa contribui para o fortalecimento do ensino
público ao evidenciar a necessidade de políticas de formação continuada mais contextualizadas,
capazes de apoiar os professores no desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas e no
atendimento às diversas necessidades dos estudantes.