CAMINHOS DE VIDA E DE VIVER – UM (RE) EXISTIR DECOLONIAL A PARTIR DA ARTE INDÍGENA DE
CHICO DA SILVA
Decolonialidade. Colonialidade. Estéticas de re-existência. Chico da Silva. Cartografial sentimenta.
Este trabalho propõe uma reflexão sobre formas de vida e de viver que se desviam dos moldes
coloniais, tomando como fio condutor a arte e a trajetória de Chico da Silva, artista indígena cuja obra
escapa às normativas coloniais-capitalísticas e ecoa potências de re-existência. Inserida no campo das
discussões decoloniais, a pesquisa articula aportes teóricos da esquizoanálise, estéticas de re-
existência, estudos sobre colonialidade, e das reverberações de normatividades produzidas por um
social-colonial-capitalístico. A escolha metodológica recai sobre a cartografia sentimental,
compreendida como um modo de acompanhar os processos vivos e em movimento, onde teoria e afeto
se entrelaçam na escuta, no sentir e no pisar de pés descalços nos territórios e nos corpos que neles
habitam. Nesse percurso, a arte é compreendida como ato de subversão, invenção e afirmação da vida,
capaz de tensionar narrativas hegemônicas e criar outras formas de existir, re-existir. O trabalho, assim
busca analisar as possibilidades de formas de vida e de viver que subvertam os moldes coloniais
através da produção artística, atravessada pela vida e pelo viver de Chico da Silva, evidenciando
possibilidades de resistência e invenção para além das amarras de um sistema colonial-capitalístico
que atravessa os corpos. Ao visibilizar tais insurgências, a dissertação propõe contribui para o
fortalecimento de práticas e saberes que se movem nas bordas, sustentando mundos plurais que
insistem em re-existir e produzir territórios inventivos e agenciamentos possível a produção de vida