Banca de DEFESA: ALICE ALMEIDA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALICE ALMEIDA SILVA
DATA : 25/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: a definir pela PROPPG
TÍTULO:

Testando a hipótese da atração de predadores para os cantos defensivos de lagartos noturnos


PALAVRAS-CHAVES:

comunicação acústica; comportamento antipredação; Athene cunicularia; Hemidactylus agrius; hipótese do alarme de invasão; burglar alarm; interação predador-presa.


PÁGINAS: 30
RESUMO:

A predação constitui uma das principais pressões seletivas que moldam o comportamento das presas, favorecendo a evolução de estratégias antipredação, incluindo o uso de sinais acústicos. Entre essas estratégias, as vocalizações defensivas podem desempenhar diferentes funções, como a de intimidar o predador, alertar coespecíficos ou ainda atrair predadores secundários. A hipótese do alarme de invasão (burglar alarm) propõe que sinais emitidos por uma presa durante um ataque podem atrair um segundo predador, que ao interagir com o predador inicial aumentaria as chances de escape da presa. Embora essa hipótese tenha sido testada para sinais visuais e químicos em sistemas aquáticos, ainda há escassez de evidências em relação a sinais acústicos e em ambientes terrestres. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo testar a hipótese de que as vocalizações defensivas do lagarto noturno Hemidactylus agrius atuam como alarme de invasão, atraindo a coruja Athene cunicularia. O estudo foi realizado no município de Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil. Foram conduzidos experimentos acústicos (playback) em campo, nos quais corujas-alvo foram expostas a três grupos experimentais: vocalizações defensivas de H. agrius (grupo lagarto), vocalizações defensivas de Mus musculus (controle positivo) e ruído branco (controle negativo). Cada ensaio consistiu em um período de habituação seguido pela reprodução do estímulo sonoro, com registro das respostas comportamentais das corujas. Foram analisadas quatro variáveis: reatividade, fonotaxia positiva e tempo de latência. Foram realizados 62 ensaios comportamentais, dos quais 56 apresentaram alguma reação aos estímulos. Não houve diferença entre os grupos experimentais quanto à reatividade, à probabilidade de fonotaxia positiva ou ao tempo de latência. Esses resultados indicam que as vocalizações defensivas do lagarto não modificaram a dinâmica de resposta, nem aumentaram a probabilidade de aproximação das corujas. De modo geral, os resultados não corroboram a hipótese do alarme de invasão para o sistema estudado, indicando que as vocalizações defensivas de H. agrius não promovem a atração de A. cunicularia. Este estudo representa o primeiro teste experimental da hipótese do alarme de invasão envolvendo vocalizações defensivas de lagartos. Nossos resultados contribuem para o entendimento funcional da comunicação acústica em contextos antipredatórios.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2303561 - DANIEL CUNHA PASSOS
Interna - 1932288 - MILENA WACHLEVSKI MACHADO
Externo à Instituição - GIORDANO GUBERT VIOLA - IFRN
Notícia cadastrada em: 16/02/2026 18:32
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