Banca de QUALIFICAÇÃO: JESSICA CLAUTENISLARA DO NASCIMENTO FREITAS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JESSICA CLAUTENISLARA DO NASCIMENTO FREITAS
DATA : 20/10/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Reunião por google Meet
TÍTULO:

O AMBIENTE IMPORTA? MICROPLÁSTICOS EM OSTRAS SOB DIFERENTES TIPOS DE CULTIVOS


PALAVRAS-CHAVES:

microplásticos; Crassostrea spp.; ostras; ostreicultura; contaminação ambiental; consumo humano


PÁGINAS: 27
RESUMO:

Os microplásticos (MPs) constituem um importante contaminante ambiental, estando amplamente distribuídos em ambientes costeiros e podendo ser ingeridos por organismos filtradores, como as ostras. Considerando a utilização desses organismos para consumo humano e a escassez de informações sobre a ocorrência de MPs em ostras no Rio Grande do Norte, este estudo avaliou a ocorrência, características e distribuição de microplásticos em ostras Crassostrea spp. provenientes de diferentes sistemas de cultivo no município de Tibau do Sul/RN. Foram analisadas 140 ostras provenientes de ambientes de cultivo natural e artificial, incluindo indivíduos submetidos ou não ao processo de depuração. As amostras foram submetidas à digestão química dos tecidos com hidróxido de potássio (KOH) a 10%, seguida de filtração e análise microscópica das partículas, que foram classificadas quanto à quantidade, morfologia, cor e tamanho. Foram realizadas análises estatísticas para avaliar diferenças na ocorrência e quantidade de MPs entre os ambientes de cultivo, o efeito da depuração e a relação entre o tamanho das ostras e das partículas. Também foi estimada a ingestão potencial de MPs por refeição, por quilograma de tecido mole e por ano. Foram identificadas 110 partículas de microplásticos, com frequência de ocorrência de 57,9% no conjunto das amostras. A média foi de 0,79 ± 0,89 partículas por ostra, sendo observadas médias de 0,59 ± 0,65 no ambiente natural e 0,93 ± 1,01 no ambiente artificial. As partículas foram predominantemente classificadas como filmes (64,5%), seguidas por fibras (35,5%), e a cor transparente foi a mais frequente (62,7%). Não foram observadas diferenças significativas na quantidade de MPs por ostra entre os ambientes de cultivo, nem entre ostras depuradas e não depuradas. Entretanto, a frequência de ocorrência diferiu entre ostras depuradas e não depuradas, enquanto a proporção dos tipos de MPs diferiu entre os ambientes de cultivo. Não foi identificada relação significativa entre o tamanho das ostras e o tamanho das partículas. A densidade média foi de 0,077 ± 0,101 partículas/g de tecido mole. As estimativas de ingestão, considerando 12 ostras por refeição, foram de 9,4 partículas por refeição e 53 partículas por quilograma de tecido mole, com estimativas anuais de 113 e 490 partículas para frequências de 12 e 52 refeições ao ano, respectivamente. Os resultados evidenciam a ocorrência de microplásticos em ostras provenientes dos diferentes sistemas de cultivo avaliados e contribuem para ampliar o conhecimento sobre a presença desses contaminantes em organismos destinados ao consumo humano no litoral do Rio Grande do Norte.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2213412 - CRISTIANO QUEIROZ DE ALBUQUERQUE
Interna - 1932288 - MILENA WACHLEVSKI MACHADO
Externa à Instituição - TATIANE MARTINS GARCIA - IFCE
Coorientador - 1514311 - EMANUELLE FONTENELE RABELO - y
Notícia cadastrada em: 05/10/2026 17:32
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