APLICAÇÃO DE ÁCIDOS ORGÂNICOS NO CRESCIMENTO E RESPOSTAS FISIOLÓGICAS DA MELANCIEIRA IRRIGADA COM ÁGUA SALOBRA
Citrullus lanatus. Salinidade. Fitohormônios. Semiárido
As altas concentrações de sais na maioria das fontes hídricas da região Semiárida podem acentuar o processo de degradação das áreas irrigadas e prejudicar a produtividade das culturas, principalmente aquelas menos tolerantes ao estresse salino. O uso de Ácido Giberélico (AG3) e salicílico (AS) surge como uma perspectiva para mitigar o efeito deletério dos sais nas plantas, pois desempenham funções na germinação e regulação do crescimento através da redução do estresse oxidativo e melhora na atividade fotossintética das plantas sob estresse. O objetivo do presente estudo foi identificar a tolerância à salinidade de variedades de melancia e avaliar a o efeito da aplicação dos ácidos giberélico e salicílico em diferentes fases fenológicas de genótipos de melancieira tolerantes e sensíveis à salinidade. Os dois experimentos foram conduzidos em casa de vegetação situada no da Universidade Federal Rural do Semiárido, Mossoró-RN, de 10 de novembro de 2023 a 24 de janeiro de 2024. O primeiro experimento foi montado em blocos casualizados, em esquema fatorial 7x3 com quatro repetições, sendo sete cultivares (Rochedo F1, Crimson Select, Charleston Gray, Fairfax, Crimson Sweet, Sugar Baby, Preciosa) semeadas em bandejas de polietileno, e três níveis de salinidade da água de irrigação (0,54; 4,5; e 9,0 dS m-1). Para o segundo experimento foi conduzido em vasos, em blocos casualizados no esquema fatorial 2x8 com cinco repetições, sendo duas variedades de melancia: V1 – Rochedo F1 e V2 – Crimson Sweet, e os tratamentos: T1 – Controle, irrigação com água de baixa salinidade (0,54 dS m -1 ); T2 – Estresse salino, irrigação com água de alta salinidade (4,5 dS m -1 ); T3 – T2 + embebição das sementes na solução de AG 3 ; T4 – T2 + aplicação exógena de AG 3 na fase vegetativa; T5 – T2 + aplicação exógena de AG 3 na fase reprodutiva; T6 – T2 + embebição das sementes na solução de AS; T7 – T2 + aplicação exógena de AS na fase vegetativa; T8: T2 + aplicação exógena de AS na fase reprodutiva, sendo avaliados parâmetros morfofisiológicos aos 55 dias após o semeio. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste ‘F’. Nos casos de significância, realizou-se teste de médias Scott-Knott e LSD ao nível de 5% de probabilidade com o auxílio do software SISVAR. As variedades que apresentaram maior tolerância à salinidade foram a Rochedo F1, Crimson Select e Fairfax, enquanto as variedades Sugar Baby e Preciosa foram classificadas como moderadamente sensíveis à salinidade. Os resultados do segundo experimento revelaram que a variedade Rochedo F1 apresentou maior tolerância ao estresse salino para a clorofila b e número de folhas, além de melhores desempenhos sob aplicação de ácidos orgânicos na maioria dos parâmetros avaliados. A aplicação de AS durante a fase vegetativa desempenhou melhores resultados nas massas secas da folha e parte aérea, condutância estomática e concentração interna de carbono.