PPMSA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MANEJO DE SOLO E ÁGUA PROGRAMAS DE PÓS-GRADUACAO - CCA Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de QUALIFICAÇÃO: VALDIVIA GOMES DE SOUSA BEZERRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VALDIVIA GOMES DE SOUSA BEZERRA
DATA : 11/11/2025
HORA: 13:00
LOCAL: Sala 2 da pós graduação em Fitotecnia
TÍTULO:

POTENCIAL DO USO DA ÁGUA PRODUZIDA PARA O CULTIVO DE ESPÉCIES NATIVAS DA CAATINGA


PALAVRAS-CHAVES:

Reúso; Água produzida; Espécies florestais; Semiárido; Economia circular.


PÁGINAS: 206
RESUMO:

Em regiões semiáridas, a escassez hídrica contrasta com a geração de grandes volumes de Água Produzida (AP), efluente da exploração petrolífera. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de diferentes proporções de AP no desenvolvimento de mudas de espécies nativas e nas propriedades químicas do solo. O estudo foi conduzido em casa de vegetação, na Universidade Federal Rural do Semi-árido, no segundo semestre de 2024 utilizando delineamento de blocos casualizados, com nove espécies nativas da Caatinga (Hymenaea courbaril, Tabebuia aurea, Mimosa tenuiflora, Ceiba glaziovii, Erythrina velutina, Caesalpinia ferrea, Aspidosperma pyrifolium, Myracrodruon urundeuva e Mimosa caesalpiniifolia) irrigadas com cinco proporções de AP (0%, 25%, 50%, 75% e 100%). Foram realizados dois experimentos distintos: o primeiro utilizou AP tratada de boa qualidade em solo argiloso, enquanto o segundo empregou AP salobra de alto risco em solo arenoso. No primeiro experimento, a AP tratada (100%) apresentou qualidade satisfatória para irrigação, com condutividade elétrica de 0,52 dS m⁻¹ e teor de sódio (1,82 mg L-1) inferior ao da água controle. Todos os parâmetros analisados, incluindo elementos traço e compostos BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos), mantiveram-se abaixo dos limites normativos. A maioria das espécies apresentou desenvolvimento ideal nas concentrações de 50-75% de AP, com destaque para E. velutina e A. pyrifolium, que mantiveram excelente desempenho mesmo com 100% de AP, registrando incrementos de até 139% na taxa fotossintética. A aplicação de AP mostrou-se eficaz na redução do sódio trocável e do PST na camada superficial (0-20 cm) em até 44%, mitigando significativamente os riscos de sodificação. No segundo experimento, a AP caracterizou-se como salobra de alto risco, com condutividade elétrica de 4,76 dS/m e elevado teor de sódio (34,76 mmolc L-1), excedendo os limites da FAO para irrigação. Mimosa tenuiflora, Caesalpinia ferrea e Myracrodruon urundeuva emergiram como as mais tolerantes, mantendo o desenvolvimento mesmo sob irrigação com 100% de AP, enquanto Ceiba glaziovii apresentou mortalidade total a partir de 50% de AP. A aplicação de AP induziu aumento dependente da dose na condutividade elétrica e no percentual de sódio trocável do solo arenoso, atingindo níveis críticos que demandam monitoramento específico. Conclui-se que o reúso da Água Produzida constitui uma estratégia tecnológica viável e sustentável para a produção de mudas florestais no semiárido, promovendo a economia circular ao transformar um efluente industrial em recurso agrícola. A viabilidade da técnica é condicionada à qualidade do efluente, à seleção de espécies tolerantes e ao monitoramento dos atributos do solo, conforme demonstrado pelos diferentes comportamentos observados nos dois cenários estudados.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.598.034-** - BRUNO CAIO CHAVES FERNANDES - UFERSA
Externo à Instituição - FERNANDO SARMENTO DE OLIVEIRA
Externa à Instituição - KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA - UERN
Externo à Instituição - RENAN DA CRUZ PAULINO
Notícia cadastrada em: 10/11/2025 09:09
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