PPMSA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MANEJO DE SOLO E ÁGUA PROGRAMAS DE PÓS-GRADUACAO - CCA Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de DEFESA: ANTONIO SAVIO DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANTONIO SAVIO DOS SANTOS
DATA : 30/10/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência (google meet)
TÍTULO:

USO DO MAGNÉSIO PARA ACLIMATAÇÃO DO FEIJÃO-CAUPI AO ESTRESSE SALINO.


PALAVRAS-CHAVES:

Estresse osmótico; variedades tradicionais; atenuação de estresse; nutrição.


PÁGINAS: 104
RESUMO:

A salinização do solo é um dos principais desafios para a agricultura no semiárido brasileiro. Para superar esse problema, é crucial adotar estratégias de manejo da salinidade e tecnologias que reduzam os impactos do estresse salino nas plantas. Dois experimentos foram conduzidos. O primeiro, em casa de vegetação, avaliou a viabilidade da adubação foliar com magnésio e seus efeitos em diferentes doses na aclimatação de variedades crioulas de feijão-caupi sob estresse salino. O segundo, em laboratório, analisou se houve efeito dos tratamentos utilizados no primeiro experimento nas sementes produzidas através do teste de germinação e análise das plântulas. No primeiro experimento utilizou-se delineamento de blocos ao acaso, em esquema fatorial 2 x 3 x 4, com 5 repetições. Foram testadas duas variedades crioulas de feijão-caupi (Pingo de Ouro e Costela de Vaca), submetidas a três níveis de salinidade na irrigação (0,54, 3,50 e 5,00 dS m-1) e quatro doses foliares de magnésio (0, 1, 2 e 3 ml l-1). No segundo experimento, as sementes foram avaliadas em delineamento inteiramente casualizado, seguindo um esquema fatorial 2 x 3 x 4, com quatro repetições de 25 sementes. Os fatores representam os tratamentos aplicados às plantas que originaram essas sementes no experimento anterior. No primeiro experimento, verificou-se que a variedade Pingo de ouro é mais tolerante à salinidade em comparação com a variedade Costela de vaca. A adubação foliar com Mg mostrou-se uma prática promissora para mitigar os efeitos do estresse salino nas variedades crioulas de feijão-caupi, especialmente para a variedade Pingo de Ouro. Ajustes nas doses de Mg são necessários dependendo da variedade e do nível de salinidade. A variedade Pingo de Ouro beneficiou-se da dose de 2 ml l-1 e a variedade Costela de Vaca da dose de 1 ml l-1. A eficiência do Mg na mitigação do estresse salino varia entre as variedades e condições específicas, destacando a necessidade de uma abordagem de manejo nutricional integrada para maximizar a produtividade e a sanidade das plantas sob condições de estresse salino. A aplicação foliar de magnésio em feijão-caupi sob salinidade é promissora, ajudando a mitigar os danos causados. No entanto, sua eficiência depende da dose, da variedade e das condições de salinidade, sendo necessário mais estudo para definir a dose ideal e maximizar os benefícios. A dose de 1 ml l⁻¹ de magnésio foliar melhorou o comprimento de vagem e o número de sementes por vagem na variedade V2 sob salinidade de 5,00 dSm-1. A dose de 1 ml l foi eficaz para aumentar o peso de 100 sementes em todas as condições de salinidade testadas. No segundo experimento foi observado que as plântulas da variedade Pingo de Ouro apresentaram melhor desempenho no crescimento vegetativo com as doses de 2 e 3 ml l⁻¹ de magnésio foliar, especialmente sob salinidade de 0,54 dS m-1. Ambas as variedades alcançaram até 100% de germinação em todas as doses foliares de magnésio. O uso de magnésio, especialmente a 1 ml l⁻¹, é recomendado para melhorar a produção e a qualidade das sementes em condições de estresse salino.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.547.234-** - FRANCISCO VANIES DA SILVA SA - UFERSA
Externa à Instituição - KLEANE TARGINO OLIVEIRA PEREIRA - UERN
Externo à Instituição - PAULO CÁSSIO ALVES LINHARES - UEPB
Interno - ***.454.854-** - TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO - UFERSA
Notícia cadastrada em: 21/10/2024 14:38
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação - (84) 3317-8210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-prd-sigaa01.ufersa.edu.br.sigaa01