UTILIZAÇÃO DE ÁGUA PRODUZIDA DO PETRÓLEO SINTÉTICA NO CULTIVO DE MUDAS DE PLANTAS NATIVAS DA CAATINGA
| Palavras-chaves (artigo 1): reuso agrícola; efluente; indústria do petróleo; bacia potiguar; semiárido / Palavras-chaves (artigo 2): produção de mudas; impacto; hidrocarbonetos; reflorestamento. |
RESUMO (ARTIGO 1) Apesar dos notórios avanços ocorridos nos processos tecnológicos e industriais do setor petrolífero ainda existem entraves recorrentes a serem enfrentados. A citar, a ampliação de opções para destinação final de grandes volumes de Água Produzida do Petróleo (AP) gerada no processo de extração do óleo e gás. Nessa perspectiva, objetivou-se neste estudo avaliar o efeito da aplicação via irrigação da AP (sintética) em diferentes composições na produção, no crescimento e na qualidade final de mudas Mulungu (Erythrina verna), de forma a verificar a sua viabilidade de reuso. Para tanto, realizou-se um experimento em casa de vegetação, onde as plântulas foram acondicionadas em sacos de mudas organizadas conforme delineamento em blocos casualizados, esquema fatorial 4 x 2, com 3 repetições e duas épocas de avaliação (30 e 60 dias após transplantio). Foram utilizados os seguintes tratamentos/águas no processo: A1 - 100% de água de abastecimento (controle), A2 – Salmoura (SALM), A3 – Água Produzida sintética (AP 100%) e A4 – AP50% (diluição). As mudas foram avaliadas para as seguintes variáveis: altura, diâmetro de caule, comprimento de raiz, número de folhas, área foliar, área foliar específica, massa seca de raiz, massa seca de caule, massa seca de folhas, massa seca total, razão altura/diâmetro de caule, razão massa seca da parte área/massa seca de raiz e índice de qualidade de Dickson. Verificou-se que todas as variáveis analisadas foram afetadas pelas águas aplicadas no experimento e que o fator época de avaliação também as afetou, exceto a área foliar específica e as razões citadas. As mudas de mulungu irrigadas com as águas A2 e A3 apresentaram características afetadas negativamente em razão de efeitos deletérios causados por suas respectivas composições. Das águas residuárias utilizadas na irrigação, mudas de maior qualidade foram produzidas utilizando-se a AP Sintética diluída em 50% com água de abastecimento, o que a torna uma fonte viável para a produzir mudas de mulungu. RESUMO (ARTIGO 2) A craibeira (Tabebuia aurea) é uma espécie que, incipientemente, vem sendo utilizada em testes de produção de mudas com água residuária, apresentando promissores resultados. Nesse contexto, objetivou-se neste estudo avaliar o efeito da aplicação via irrigação da AP (sintética) em diferentes composições na produção, no crescimento e na qualidade final de mudas da espécie. Para tanto, realizou-se um experimento em casa de vegetação, onde as plântulas foram acondicionadas em sacos de mudas organizadas conforme delineamento em blocos casualizados, esquema fatorial 4 x 2, com 3 repetições e duas épocas de avaliação (30 e 60 dias após transplantio). Foram utilizados os seguintes tratamentos/águas no processo: A1 - 100% de água de abastecimento (controle), A2 – Salmoura (SALM), A3 – Água Produzida sintética (AP 100%) e A4 – AP50% (diluição). As mudas foram avaliadas para as seguintes variáveis: altura, diâmetro de caule, comprimento de raiz, número de folhas, área foliar, área foliar específica, massa seca de raiz, massa seca de caule, massa seca de folhas, massa seca total, razão altura/diâmetro de caule, razão massa seca da parte área/massa seca de raiz e índice de qualidade de Dickson. Mediante os resultados obtidos para as variáveis avaliadas verificou-se que a espécie se mostrou tolerante a concentração dos sais utilizada na composição das águas. Sobre a qualidade das mudas, o maior valor obtido para o índice de Dickson foi para as mudas irrigadas com a A2. E nas condições de cultivo empregadas, o uso da demais águas residuárias, a médio e a longo prazo, mostram-se prejudiciais as características agronômicas das mudas produzidas.