DEGRADAÇÃO DO DICLOSULAM EM MEIO AQUOSO POR DESCARGA PLASMÁTICA
Herbicida. Contaminação ambiental. Plasma. Remediação. Sustentabilidade.
A contaminação dos corpos hídricos vem se intensificando devido ao uso elevado dos defensivos agrícolas e esta temática vem ganhando destaque no cenário mundial. Objetivou-se investigar a viabilidade e eficácia da utilização de plasma corona para degradação do diclosulam. O experimento foi conduzido nos Laboratórios de Plasma e de Manejo de Plantas Daninhas, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Os ensaios de degradação foram realizados através de descarga de plasma corona, com tensão pico a pico, frequência de 500 Hertz (Hz) e mantendo o eletrodo a uma distância de 7 mm da solução tratada. Os resultados da degradação do diclosulam em meio aquoso mostram que a maior degradação ocorreu na voltagem de 10 kV, promovendo remoção de 73,49% do herbicida e mineralização de 73,83% do carbono orgânico total (COT). Porém, nesta condição geradora do plasma, se obteve a menor eficiência energética (0,21 µg kV-1 h-1) quando comparada as voltagens de 5 (0,24 µg kV-1 h-1) e 7,35 kV (0,22 µg kV-1 h-1). O tratamento plasmático alterou as propriedades físico-químicas da água, diminuição do pH, aumentou na condutividade elétrica (CE) e elevação nas concentrações de nitrato e peroxido de hidrogênio (H2O2). O modelo cinético pseudo-segunda ordem (PSO) se ajustou melhor aos resultados experimentais, com constantes cinéticas de 30,79.10-5, 67,96.10-5 e 108,02.10-5 L µg-1 min-1para as voltagens de 5, 7,5 e 10 kV, respectivamente. A concentração de diclosulam presente no meio reacional, impactou tanto na remoção quanto na velocidade de degradação, sendo observado que nas amostras contendo 100% da solução de trabalho, foi removido cerca de 3,66 e 2,17 vezes mais herbicida que nas concentrações de 25 e 50% da solução de trabalho, após 9 min de tratamento, respectivamente. O meio alcalino proporciona as melhores condições para remoção do diclosulam, depois de 9 min, foi degradado 94,93%. Já quando se aplica o tratamento plasmático em amostra de água real, é verificado que a degradação do diclosulam é prejudicada, diminuindo para 57,75%, perdendo 15,74% de sua eficiência, em função da presença dos íons positivos e negativos.