PPMSA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MANEJO DE SOLO E ÁGUA PROGRAMAS DE PÓS-GRADUACAO - CCA Teléfono/Ramal: No informado

Banca de DEFESA: VALÉRIA NAYARA SILVA DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VALÉRIA NAYARA SILVA DE OLIVEIRA
DATA : 22/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

TOLERÂNCIA DE CULTIVARES DE RÚCULA À SALINIDADE E EFICIÊNCIA DA MELATONINA COMO ATENUADOR DO ESTRESSE SALINO EM CULTIVO HIDROPÔNICO


PALAVRAS-CHAVES:

Estresse abiótico. Bioestimulante vegetal. Semiárido. Cultivo sem solo. Morfofisiologia


PÁGINAS: 95
RESUMO:

A salinidade é um dos principais fatores limitantes da produtividade agrícola, especialmente em regiões semiáridas, onde a baixa qualidade da água utilizada na irrigação compromete o crescimento e o metabolismo das plantas. Diante desse cenário, esta tese teve como objetivo avaliar a tolerância de cultivares de rúcula (Eruca sativa Miller) ao estresse salino e a eficiência da melatonina como agente mitigador em cultivo hidropônico. O trabalho foi desenvolvido em dois experimentos complementares, conduzidos em casa de vegetação sob condições controladas. No primeiro experimento, avaliou-se o comportamento de dez cultivares comerciais de rúcula (Folha larga, Cultivada, Gigante folha larga, Antonella, Rokita, Donatella, Veloster, Astro, Sasha e Michaella) submetidas a dois níveis de salinidade (2,0 e 6,5 dS m⁻¹). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com cinco repetições. Foram analisadas variáveis de crescimento, fisiológicas e nutricionais para determinar o grau de tolerância de cada genótipo. As cultivares apresentaram respostas diferenciadas ao estresse, destacando-se Astro como a mais tolerante e Cultivada como moderadamente tolerante, com menor redução no crescimento e melhor eficiência fisiológica sob salinidade. Com base nesses resultados, foi conduzido o segundo experimento, no qual as cultivares Astro (tolerante) e Donatella (sensível) foram selecionadas para avaliar a eficiência da aplicação exógena de melatonina (0, 25, 50, 75 e 100 µmol L⁻¹) sob os mesmos níveis de salinidade. A aplicação de melatonina reduziu os efeitos negativos do estresse, promovendo maior acúmulo de biomassa, incremento na área foliar, estabilidade do pH e aumento dos teores de vitamina C. Doses intermediárias (50–75 µmol L⁻¹) proporcionaram melhor desempenho fisiológico e bioquímico, favorecendo o equilíbrio osmótico e a integridade das membranas celulares. De modo geral, os resultados evidenciam ampla variabilidade genética entre as cultivares de rúcula quanto à tolerância à salinidade e confirmam o potencial da melatonina como bioestimulante no manejo de estresses abióticos. Conclui-se que o uso de doses moderadas de melatonina constitui uma estratégia promissora e de baixo custo para mitigar os efeitos da salinidade, contribuindo para a sustentabilidade da produção hidropônica de hortaliças em regiões semiáridas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1344385 - GLAUBER HENRIQUE DE SOUSA NUNES
Interno - 2578617 - STEFESON BEZERRA DE MELO
Externa à Instituição - EDICLEIDE MACEDO DA SILVA - UNESP
Externa à Instituição - MARIA LILIA DE SOUZA NETA
Externo à Instituição - SANDY THOMAZ DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 17/12/2025 17:43
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