ARTIGO I - DESEMPENHO DO Sorghum bicolor SOB MANEJO DE IRRIGAÇÃO COM DÉFICIT HÍDRICO REGULADO E OTIMIZADO EM AMBIENTE SEMIÁRIDO
ARTIGO II - PRODUTIVIDADE DE BIOMASSA E ETANOL DO SORGO SACARINO SOB ESTRESSE HÍDRICO EM DIFERENTES FASES FENOLÓGICAS
Déficit hídrico. Fenologia. Produtividade. Semiárido. Sorgo biomassa. Ky
A cultura do sorgo apresenta a melhor eficiência no uso de água entre todos os cereais. Embora seja adaptada às condições de estresse hídrico, os efeitos desse estresse podem variar durante as fases do seu desenvolvimento, a depender da intensidade e duração do mesmo. O trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do déficit hídrico em diferentes fases fenológicas do sorgo biomassa. Foram conduzidos dois experimentos, de forma simultânea. Um experimento foi conduzido no sítio Cumaru, município de Upanema-RN, durante o período de setembro a dezembro de 2023, em um Cambissolo Háplico. O outro experimento foi conduzido na fazenda experimental Rafael Fernandes, pertencente a UFERSA, no município de Mossoró-RN, no período de outubro de 2023 a janeiro de 2024, em um Latossolo Vermelho-Amarelo. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados, com oito tratamentos: T1: sem estresse; T2: estresse nas fases II, III e IV; T3: estresse nas fases III e IV; T4: estresse na fase IV; T5: estresse na fase III; T6: estresse na fase II; T7: estresse nas fases II e III; T8: estresse na fase II e IV) com 4 repetições, utilizando a cultivar IPA SF-15. O estresse foi aplicado de acordo com a estimativa evapotranspiração máxima da cultura, utilizando 100% nos tratamentos sem estresse e 50% para os tratamentos com estresse, adotando valores de KcbIII e KcbF de 1,00 e 0,70, respectivamente. Foram avaliados produtividade de matéria fresca e de matéria seca, em Mg ha-1, produtividade e qualidade de caldo e a avaliação nutricional da parte aérea. Os dados foram submetidos a analises de normalidade e homoscedasticidade. Após a análise, os dados foram submetidos a análise de variância pelo teste F. O déficit hídrico influenciou significativamente a produtividade de matéria fresca e seca do sorgo, sendo os menores incrementos de matéria fresca encontrados no tratamento T2, T7 e T8 com produtividades médias de 45,82; 46,01 e 45,28 Mg ha-1, respectivamente. De forma geral, o déficit hídrico não afetou a absorção macro e micronutrientes. A aplicação de déficit hídrico em diferentes fases fenológicas promove redução na produção de matéria fresca do sorgo biomassa, sendo a fase II a menos tolerante ao déficit hídrico e as fases III e IV são mais tolerantes. Por outro lado, não houve interferência dos tratamentos na absorção de nutrientes do sorgo biomassa.