GESTÃO AMBIENTAL DAS CONSTRUTORAS DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ/RN.
Gestão ambiental empresarial; Construção civil; Sustentabilidade; Impactos ambientais.
O setor da construção civil tem um impacto econômico significativo e movimenta diversas cadeias produtivas. Apesar do foco seja a lucratividade, imagem e competitividade, as empresas estão cada vez mais investindo em sustentabilidade. A dimensão social tornou-se aliado, pois integra a dimensão ambiental nas decisões empresariais, oferecendo benefícios sociais e alinhando-se às demandas de sustentabilidade. Diante desse contexto, esse trabalho buscou analisar as ações sustentáveis adotadas por construtoras de edificações residenciais cadastradas no Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mossoró/RN. O estudo utiliza uma abordagem descritiva e quali-quantitativa, de caráter exploratória e descritiva, empregando técnicas de observação e entrevistas semiestruturadas em 10 (dez) empresas do setor no município citado. De acordo com os resultados, verificou-se que 50,0% dos empreendimentos investigados são de pequeno porte, enquanto o restante varia entre microempresas e empresas de médio porte, o que evidencia a diversidade no porte das empresas na região. Observou-se que os estabelecimentos analisados enfrentam desafios no consumo eficiente de água e energia elétrica, além de apresentarem deficiências no gerenciamento adequado de resíduos sólidos e efluentes líquidos. Para solucionar essas deficiências, foram sugeridas várias ações de gestão ambiental, como desenvolver um sistema de reaproveitamento da água; gerenciar adequadamente os resíduos sólidos e efluentes líquidos; implantar coleta seletiva; oferecer treinamentos ambientais; e adotar um Sistema de Gestão Ambiental integrado. No entanto, foi constatada uma disparidade notável entre a responsabilidade e o compromisso com a promoção da gestão ambiental e da sustentabilidade nos empreendimentos. Conclui-se que as empresas analisadas cumprem apenas o mínimo exigido pelas normas, utilizando a gestão ambiental de forma limitada e reativa, principalmente com o intuito de evitar incidentes ambientais e responder à pressão externa sem integrar essas práticas de forma estratégica e proativa em seus processos.