Modelagem da Dinâmica de Sedimentação em Microbacia Receptora da Vazão do Ramal do Apodi com o Modelo SWAT: Estudo Aplicado ao Trecho José da Penha – Pau dos Ferros (RN).
bacias hidrográficas; modelagem hidrossedimentológica; transposição do rio são francisco.
As bacias hidrográficas do semiárido brasileiro estão sujeitas a processos erosivos e hidrossedimentológicos influenciados por fatores naturais e por intervenções de ações antrópicas, como é o caso das obras da transposição do rio São Francisco. A compreensão da dinâmica de produção, transporte e deposição de sedimentos é fundamental para o planejamento e a gestão sustentável dos recursos hídricos, permitindo avaliar possíveis alterações hidrológicas sobre os canais de drenagem e demais componentes da bacia. Nesse contexto, a modelagem hidrossedimentológica destaca-se como importante ferramenta para a simulação de cenários e o apoio à tomada de decisão em sistemas hídricos do semiárido. Este estudo teve como objetivo aplicar o modelo SWAT (Soil and Water Assessment Tool) na modelagem da dinâmica de sedimentação em microbacia receptora das vazões do Ramal do Apodi, no trecho compreendido entre José da Penha e Pau dos Ferros (RN), considerando dois cenários distintos: um cenário sem influência das vazões provenientes da transposição do rio São Francisco e outro com o acréscimo de uma vazão regularizada de 20 m³/s oriunda do Ramal do Apodi. A metodologia contemplou a coleta e o processamento de dados geoespaciais, climáticos, pedológicos e hidrológicos, a delimitação da bacia hidrográfica, sua subdivisão em Unidades de Resposta Hidrológica (HRUs) e a simulação dos processos de geração, transporte e deposição de sedimentos. A aplicação do modelo SWAT mostrou-se eficiente na avaliação dos processos hidrossedimentológicos em bacias receptoras de transferências hídricas, permitindo analisar o comportamento sedimentológico da microbacia frente à introdução das vazões transpostas. Nesse sentido, o estudo fornece subsídios técnicos relevantes para o planejamento, o monitoramento e a gestão sustentável dos recursos hídricos no semiárido brasileiro, especialmente em sistemas influenciados por obras de transposição, em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS 6, 13 e 15).