REAÇÃO DE ACESSOS DE MELOEIRO Á Macrophomina phaseolina E CONTROLE GENÉTICO DA RESISTÊNCIA DO ACESSO PI 185111
Cucumis melo, Macrophomina phaseolina, Podridão-do-colo, Germoplasma, Controle genético.
O meloeiro (Cucumis melo L.) é uma das olerícolas de maior importância econômica no Brasil, com produção concentrada na Região Nordeste. Entre os principais fatores limitantes da cultura destaca-se a podridão-do-colo, causada por Macrophomina phaseolina, uma doença de difícil controle devido à elevada capacidade de sobrevivência do patógeno no solo. O uso de genótipos resistentes constitui uma alternativa eficiente de manejo. O presente trabalho objetivou a identificação de genótipos resistentes e estudar a herança da resistência do acesso PI 185111 de meloeiro ao fungo Macrophomina phaseolina. No primeiro experimento, foram avaliados vinte acessos de meloeiro em delineamento inteiramente casualizado com cinco repetições, sendo a parcela constituída por um vaso com uma planta. No segundo experimento, investigou-se a herança da resistência do acesso PI 185111. No estudo de herança foram avaliados os genitores, geração F1 e geração F2. Nos dois experimentos foi inoculado o isolado de M. phaseolina CMM-1531 com a inoculação realizada aos 20 dias após a germinação seguindo a metodologia de inoculação do palito de dente. A avaliação da severidade da doença foi feita aos 40 dias após a inoculação com base em uma escala de notas de 0 a 5 (0: planta assintomática e 5: mais que 50% dos tecidos infectados). Observou-se a existência de variabilidade no germoplasma investigado para reação ao fungo, sendo os acessos C-80, C-86 e PI 185111 altamente resistentes. A resistência do acesso PI 185111 é monogênica com dominância do gene que confere resistência.