MODULAÇÃO FISIOLÓGICA E BIOQUÍMICA DE GERGELIM SOB ESTRESSES SALINO E HÍDRICO POR BIOESTIMULANTES EXÓGENOS
Sesamum indicum L.; trocas gasosas; fluorescência da clorofila; eficiência do uso da água; integridade de membranas; sistema antioxidante.
O gergelim (Sesamum indicum L.) é uma oleaginosa de elevada importância econômica cuja produtividade tem sido comprometida por estresses abióticos, especialmente salinidade e deficiência hídrica. Avaliou-se as respostas fisiológicas e bioquímicas da cultivar BRS 196 (CNPA G4) submetida a diferentes níveis de estresse salino (0,5; 3,0 e 5,5 dS m⁻¹) e hídrico (100%, 70% e 40% da ETc), bem como o potencial mitigador da aplicação exógena de espermina, indole-3-acetic (IAA) e tocoferol. Os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 × 4, com quatro repetições, sendo avaliadas variáveis de crescimento, biomassa, trocas gasosas, fluorescência da clorofila, pigmentos fotossintéticos, estado hídrico, integridade de membranas e parâmetros bioquímicos. A salinidade e o déficit hídrico reduziram significativamente o crescimento, o acúmulo de biomassa e a eficiência fotossintética, além de comprometerem o equilíbrio hídrico e intensificarem alterações metabólicas associadas ao estresse oxidativo. A salinidade afetou mais intensamente a integridade de membranas e a atividade fotossintética, enquanto o déficit hídrico impactou principalmente a eficiência do uso da água. A espermina destacou-se na manutenção das trocas gasosas sob estresse severo, o IAA na preservação dos pigmentos e no estímulo ao crescimento radicular, e o tocoferol na proteção do aparato fotossintético e na estabilidade de membranas. Conclui-se que a aplicação exógena desses bioestimulantes atenua os efeitos deletérios da salinidade e da deficiência hídrica por meio da modulação fisiológica e bioquímica das plantas, configurando estratégia promissora para aumentar a resiliência do gergelim em ambientes adversos.