Banca de DEFESA: BRUNO GOULART DE AZEVEDO SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BRUNO GOULART DE AZEVEDO SOUZA
DATA : 19/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet (online)
TÍTULO:

APLICAÇÃO DE BIOINSUMO FOLIAR BIOTRAC A BASE DE ALGAS NA PRODUÇÃO DE MELÃO


PALAVRAS-CHAVES:

Cucurbitaceae. Elicitores. Produção. Bioquimica. Semiárido.


PÁGINAS: 57
RESUMO:

O cultivo do meloeiro (Cucumis melo L.) no semiárido brasileiro encontra condições edafoclimáticas ótimas, mas a intensificação do sistema produtivo expõe as lavouras a pressões fisiológicas severas, como a salinidade e altas temperaturas, que resultam na produção excessiva de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs). O uso de Bioinsumos à base de extratos da alga marinha Ascophyllum nodosum surge como uma tecnologia promissora, atuando como ativadores metabólicos. O presente trabalho objetivou avaliar a influência da aplicação de Bioinsumo foliar à base de algas na fisiologia, crescimento, balanço nutricional e atividade antioxidante na produção de melão. A pesquisa foi conduzida em condições de campo no município de Mossoró-RN, na Fazenda Dinamarca. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados com 4 repetições, utilizando o melão tipo Gália (Híbrido Mclaren). Os tratamentos consistiram em doses do Bioinsumo Biotrac: 0; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,0 L ha-1. A aplicação do Bioinsumo influenciou positivamente os componentes de rendimento e o metabolismo da cultura. Em relação à produção, a dose de 1,5 L ha-1 destacou-se isoladamente, proporcionando uma produtividade total de 37,14 t ha-1 e peso médio de fruto de 1.238 g. Esta dose também promoveu frutos significativamente mais firmes (2,05 N) e otimizou o teor de sólidos solúveis (11,1 ºBrix). Nas análises bioquímicas, as doses de 0,5 e 1,0 L ha-1 induziram a máxima atividade das enzimas antioxidantes Superóxido Dismutase (SOD) e Catalase (CAT). O produto atuou como mitigador do estresse, reduzindo os níveis de Peróxido de Hidrogênio (H2O2) e preservando o conteúdo de Proteínas Solúveis Totais, especialmente nas doses intermediárias. A dose de 2,0 L ha-1, contudo, resultou em redução da firmeza e reelevação da acidez, indicando um possível desbalanço fisiológico. Com isso, a dose de 1,5 L ha-1 estabeleceu-se como o ponto de máxima eficiência agronômica. Nesta dosagem, o produto otimizou as trocas gasosas e a eficiência instantânea de carboxilação, resultando em incremento na absorção de nutrientes chaves (N, P, K, B e Zn) e conciliando a maior produtividade comercial com a qualidade pós-colheita dos frutos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ASDRÚBAL JESÚS FARÍAS RAMÍREZ
Externa à Instituição - KHADIDJA DANTAS ROCHA DE LIMA - UEVA
Externa à Instituição - LUNARA GLEIKA DA SILVA RÊGO - UFERSA
Externa à Instituição - NAAMA JESSICA DE ASSIS MELO - UFERSA
Presidente - 1505717 - NILDO DA SILVA DIAS
Notícia cadastrada em: 22/01/2026 13:57
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