Banca de QUALIFICAÇÃO: ESTER DOS SANTOS COÊLHO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ESTER DOS SANTOS COÊLHO
DATA : 19/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório PPGFITO
TÍTULO:
  1. Resiliência fisiológica de Amaranthus hybridus L. a altas temperaturas como uma resposta integrativa do desempenho fotossintético, atividade de enzimas antioxidantes e proteínas de choque térmico.

  2. Mecanismos fisiológicos e bioquímicos de tolerância ao déficit hídrico e capacidade adaptativa de Amaranthus hybridus modulada pelo ajuste osmótico e defesa antioxidante.


PALAVRAS-CHAVES:
  1. Palavras-chave: Caruru, estresse térmico, eficiência do fotossistema II, recuperação ao estresse.

  2. Palavras-chave: Estresse hídrico; Trocas gasosas; Osmorregulação; Sistema antioxidante; Fisiologia de plantas daninhas.


PÁGINAS: 71
RESUMO:
  1. O aumento das temperaturas globais, impulsionado pelas mudanças climáticas, tem desafiado a produção agrícola e promovido a proliferação de plantas daninhas adaptáveis, como Amaranthus hybridus L. Esta espécie C4, conhecida pela sua competitividade e resistência a herbicidas, requer uma compreensão aprofundada da sua resposta ao estresse térmico. Este estudo teve como objetivo investigar a resiliência fisiológica e os mecanismos adaptativos de A. hybridus ao estresse térmico gradual e a sua subsequente capacidade de recuperação. Foram quantificadas as alterações no crescimento, desempenho fotossintético (pigmentos, trocas gasosas e eficiência quântica do PSII), sistemas de defesa antioxidante e acúmulo da proteína de choque térmico 70 (HSP70). Plantas jovens foram cultivadas em câmaras controladas e submetidas a um aumento gradual da temperatura diurna/noturna (de 25/18 °C para 31/25 °C, 37/28 °C e 42/30 °C), seguido por um período de recuperação de 7 dias (Rec 7) a 25/18 °C. Os resultados indicaram que o estresse térmico, particularmente a 42/30 °C, causou reduções significativas no crescimento e nos parâmetros fotossintéticos (pigmentos fotossintéticos, eficiência quântica máxima do fotossistema II, fotossíntese líquida e condutância estomática). No entanto, as plantas exibiram uma notável capacidade de recuperação. Durante o período Rec 7, os parâmetros morfofisiológicos e fotossintéticos aumentaram significativamente, indicando a recuperação das plantas. As altas temperaturas ativam o sistema de defesa, que está positivamente associado às enzimas antioxidantes (APX, CAT e GR) e à HSP70. A. hybridus possui alta resiliência térmica, mediada pela robusta ativação de mecanismos de defesa enzimática e proteínas de reparo, facilitando a recuperação morfofisiológica após a exposição ao calor.


  2. O estresse hídrico é um dos fatores ambientais mais críticos que limitam o crescimento das plantas e a produtividade agrícola a nível global. Neste contexto, compreender as estratégias adaptativas de espécies de plantas daninhas é essencial. Este estudo teve como objetivo avaliar as respostas morfofisiológicas e bioquímicas de Amaranthus hybridus ao estresse hídrico. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, utilizando um delineamento inteiramente casualizado com cinco regimes hídricos baseados na capacidade de campo (CC): 100% (controle), 80%, 60%, 40% e 20% da CC. Aos 70 dias após a semeadura, foram avaliadas variáveis de crescimento, trocas gasosas, pigmentos fotossintéticos, fluorescência da clorofila a, relações hídricas e aspectos bioquímicos. Os resultados mostraram que o déficit hídrico afetou negativamente o crescimento das plantas, com uma redução de 65,19% na altura sob estresse severo (20% da CC). As variáveis de trocas gasosas, incluindo a assimilação líquida de CO₂, condutância estomática e transpiração, diminuíram progressivamente com a restrição hídrica, enquanto a concentração interna de CO₂ aumentou. O estresse severo também prejudicou a eficiência fotoquímica, evidenciada pela redução da eficiência quântica do fotossistema II e da taxa de transporte de elétrons, além do aumento da fluorescência inicial. O estado hídrico das folhas foi comprometido, observando-se redução do conteúdo relativo de água e aumentos no extravasamento de eletrólitos (57,34%) e nos níveis de malondialdeído (45,03%). No entanto, a A. hybridus ativou mecanismos de defesa, acumulando prolina, proteínas solúveis e compostos fenólicos para manter a turgescência celular e combater espécies reativas de oxigênio. Embora A. hybridus seja sensível à seca severa, a espécie apresenta plasticidade adaptativa através do ajuste osmótico e da defesa antioxidante.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1670421 - AURELIO PAES BARROS JUNIOR
Coorientador - 2213033 - DANIEL VALADAO SILVA - y Interno - 3376575 - FRED AUGUSTO LOUREDO DE BRITO
Coorientador - 3299101 - JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO - y Externo à Instituição - TOSHIK IARLEY DA SILVA - UFCG
Notícia cadastrada em: 08/01/2026 16:53
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