Banca de DEFESA: RUANA KAROLINE VIANA PEREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RUANA KAROLINE VIANA PEREIRA
DATA : 30/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do prédio da pós em Fitotecnia
TÍTULO:

SELETIVIDADE E EFICÁCIA DO OXYFLUORFEN E S-METOLACLORO APLICADOS EM PRÉ-TRANSPLANTIO NO MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO MELÃO


PALAVRAS-CHAVES:

Cucumis melo; pré-emergência; fitotoxicidade; controle químico; semiárido


PÁGINAS: 109
RESUMO:

O melão constitui uma das principais olerícolas do semiárido nordestino, cultivado predominantemente sob irrigação por gotejamento e cobertura plástica do solo (mulching). Nesse sistema, a interferência de plantas daninhas é agravada pela presença de mantas de proteção contra pragas, que restringem o controle em pós-emergência e tornam a aplicação de herbicidas em pré-transplantio a alternativa mais viável de manejo. Contudo, essa modalidade depende de fatores como dose e intervalo entre aplicação e transplantio, cuja interação sobre a seletividade permanece pouco investigada para as condições regionais. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficácia no controle de plantas daninhas e a seletividade de oxyfluorfen e S-metolacloro, aplicados em pré-transplantio, em diferentes doses e épocas de aplicação, na cultura do meloeiro amarelo (híbrido Eldor). Dois experimentos independentes, um para o oxyfluorfen e outra para o s-metolachloro, foram conduzidos em condições de campo nos anos de 2024 e 2025, em delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 3 × 3 + 2, composto por três épocas de aplicação (1, 3 e 5 dias antes do transplantio — DAT) e três doses dos herbicidas (0,5; 1,0 e 1,5 L ha⁻¹ do produto comercial de cada herbicida), além de testemunhas relacionadas ao controle total das plantas daninhas e outra sem controle. As principais espécies infestantes na área experimental foram: Merremia aegyptia, Trianthema portulacastrum, Commelina benghalensis, Sida spp., Senna obtusifolia, Cleome affinis, Mimosa pudica, Croton lobatus, Mollugo verticillata e Amaranthus sp., com predominância de M. aegyptia e T. portulacastrum ao longo das avaliações. Os resultados evidenciaram diferenças no comportamento dos herbicidas avaliados. Para o oxyfluorfen, a aplicação realizada aos 3 dias antes do transplantio (3 DAT) proporcionou os maiores níveis de controle das plantas daninhas, com eficiência superior a 95% no ciclo de 2024, especialmente na dose de 1,0 L ha⁻¹. As aplicações realizadas 1 DAT, principalmente nas doses de 1,0 e 1,5 L ha⁻¹, promoveram os maiores níveis de fitotoxicidade (77,5%), com redução do número de frutos e da produtividade, enquanto a dose de 1,0 L ha⁻¹ aplicada aos 3 DAT apresentou o melhor equilíbrio entre eficiência de controle, seletividade e rendimento da cultura. Para o S-metolacloro, os maiores níveis de controle foram observados no primeiro ciclo de cultivo, com eficiência entre 90 e 100% até 28 dias após o transplantio. No segundo ciclo, a eficiência apresentou maior variação, reduzindo para valores entre 40 e 70% nas avaliações finais. Em relação à seletividade, aplicações realizadas entre 3 e 5 DAT proporcionaram menores níveis de fitotoxicidade (inferiores a 15%), enquanto aplicações a 1 DAT, principalmente na dose de 1,5 L ha⁻¹, atingiram até 77,5% de injúria, ocasionando redução da produtividade nos dois anos de avaliação. Em contrapartida, aplicações de 1,0 L ha⁻¹ realizadas aos 5 DAT proporcionaram produtividades de até 50,37 t ha⁻¹, semelhantes ou superiores à testemunha capinada. Os teores de sólidos solúveis e a firmeza da polpa dos frutos permaneceram dentro dos padrões comerciais, sem prejuízos consistentes decorrentes dos tratamentos. Conclui-se que o oxyfluorfen e o S-metolacloro apresentam potencial para uso no manejo de plantas daninhas na cultura do melão em condições semiáridas, desde que sejam respeitadas a dose e a época de aplicação, sendo a dose de 1,0 L ha⁻¹ aplicada entre 3 e 5 dias antes do transplantio a estratégia que proporcionou o melhor equilíbrio entre controle de plantas daninhas, seletividade e produtividade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2213033 - DANIEL VALADAO SILVA
Externa ao Programa - 1872410 - DANIELY FORMIGA BRAGA - y UFERSAExterno à Instituição - HAMURÁBI ANIZIO LINS
Externa à Instituição - TATIANE SEVERO SILVA
Externo à Instituição - WELDER DE ARAÚJO RANGEL LOPES
Notícia cadastrada em: 23/07/2026 16:03
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