Banca de QUALIFICAÇÃO: ELANIA FREIRE DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ELANIA FREIRE DA SILVA
DATA : 21/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório PPGFITO
TÍTULO:
  1. ASPECTOS MORFOFISIOLÓGICOS E BIOQUÍMICOS DO GERGELIM MODULADOS POR BIORREGULADORES SOB SALINIDADE

  2. RESPOSTAS FISIOLÓGICAS E BIOQUÍMICAS DO GERGELIM À APLICAÇÃO DE MELATONINA SOB ESTRESSE HÍDRICO


PALAVRAS-CHAVES:
  1. Sesamum indicum; estresse salino; reguladores fisiológicos; respostas fotossintéticas; equilíbrio osmótico; ajustes bioquímicos; oleaginosas.

  2. Fluorescência da clorofila; metabolismo do carbono; regulação estomática; seca; trocas gasosas.


PÁGINAS: 82
RESUMO:
  1. A salinidade é um dos principais fatores abióticos que comprometem o crescimento e o desempenho fisiológico de culturas oleaginosas, como o gergelim (Sesamum indicum L.). Este estudo teve como objetivo avaliar a capacidade da putrescina (PUT), do metil jasmonato (MeJa) e da melatonina (MEL) em modular respostas fisiológicas, fotoquímicas e bioquímicas de plantas de gergelim sob estresse salino. As plantas foram submetidas a três níveis de salinidade (0,5; 2,5 e 4,5 dS m-1), associados à aplicação de PUT, MeJa e MEL (1 mM) e ao tratamento sem aplicação. Foram avaliadas variáveis de crescimento, parâmetros de trocas gasosas, fluorescência da clorofila a, teores de pigmentos fotossintéticos, conteúdo relativo de água, integridade de membranas, além dos teores de açúcares solúveis, prolina e compostos fenólicos. O aumento da salinidade reduziu a assimilação líquida de CO2 (PN) e a condutância estomática (gs), com respostas dependentes do regulador em salinidade moderada (2,5 dS m-1) e limitações mais intensas sob salinidade severa (4,5 dS m-1), alcançando reduções máximas de 82,1% para PN e 75,3% para gs. Nesse nível mais elevado de salinidade, a melatonina apresentou menor comprometimento da gs em comparação aos demais reguladores. A eficiência fotoquímica respondeu à interação apenas para ΦPSII, com MEL e MeJa mantendo os maiores valores sob salinidade severa. Os pigmentos fotossintéticos apresentaram interação entre salinidade e reguladores, com maior estabilidade promovida por MEL em salinidade moderada, especialmente para clorofilas e carotenoides. Entre as respostas bioquímicas, PUT intensificou o acúmulo de prolina sob estresse severo, enquanto MeJa promoveu os maiores teores de açúcares solúveis em salinidade moderada. As variáveis de crescimento foram predominantemente influenciadas pela salinidade. De modo geral, PUT, MeJa e MEL apresentaram modos de ação distintos e complementares, modulando processos fisiológicos e bioquímicos específicos em função da intensidade da salinidade.

  2. A restrição hídrica altera o crescimento e o funcionamento fisiológico do gergelim (Sesamum indicum L.), especialmente quando imposta em diferentes intensidades. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar a resposta de plantas de gergelim à aplicação exógena de melatonina sob distintos níveis de estresse hídrico. As plantas foram conduzidas sob três regimes hídricos (controle, estresse moderado e estresse severo), associados à aplicação de melatonina (1 mM) ou à ausência de aplicação. Foram avaliados parâmetros de crescimento e biomassa, trocas gasosas, fluorescência da clorofila a, teores de pigmentos fotossintéticos e variáveis bioquímicas relacionadas ao estado oxidativo e ao metabolismo do carbono. O estresse hídrico severo promoveu reduções expressivas na altura das plantas, no número de folhas e no acúmulo de biomassa, com decréscimos superiores a 70% na massa seca das raízes em relação ao estresse moderado. As trocas gasosas foram fortemente afetadas pela restrição hídrica, com reduções máximas de até 92% na taxa de assimilação líquida de CO2 (PN) e de até 93% na condutância estomática (gs) sob estresse severo. A aplicação de melatonina resultou em incrementos de PN, gs e taxa de transpiração exclusivamente sob estresse moderado, não alterando esses parâmetros nos níveis controle e severo. As respostas fotoquímicas variaram conforme o parâmetro analisado, com efeito da melatonina sobre ΦPSII, qP, Fv’ e Fm’ em condições específicas, enquanto ETR, Fo’ e Fv’/Fm’ permaneceram estáveis. Os pigmentos fotossintéticos responderam predominantemente ao regime hídrico, com efeito da melatonina restrito ao estresse moderado para clorofila a e clorofila total. Entre as respostas bioquímicas, o estresse severo elevou os teores de malondialdeído e a atividade de enzimas antioxidantes, enquanto a melatonina modulou os teores de proteínas, açúcares solúveis e a atividade de APX e SOD de forma dependente da intensidade do estresse. Em síntese, a disponibilidade hídrica foi o principal fator determinante das respostas morfofisiológicas do gergelim, enquanto a melatonina atuou como modulador pontual, especialmente em condições de estresse hídrico moderado.

MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO - UFPB
Presidente - 1670421 - AURELIO PAES BARROS JUNIOR
Interno - 3376575 - FRED AUGUSTO LOUREDO DE BRITO
Coorientador - 3299101 - JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO - y
Notícia cadastrada em: 08/01/2026 16:58
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