Banca de DEFESA: PATRYCIA ELEN COSTA AMORIM

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PATRYCIA ELEN COSTA AMORIM
DATA : 16/01/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Google Meet (online)
TÍTULO:

DÉFICIT HÍDRICO E SILICATO DE CÁLCIO SOBRE ASPECTOS ECOFISIOLÓGICOS, E ESTIMATIVAS DA ÁREA FOLIAR DE GRAVIOLEIRA E UMBU-CAJAZEIRA


PALAVRAS-CHAVES:

Annona muricata L., Spondias sp., silicato de cálcio, limitação hídrica, área foliar, equações alométricas


PÁGINAS: 125
RESUMO:

A fruticultura brasileira desempenha papel estratégico na economia, na segurança alimentar e no desenvolvimento sustentável. Contudo, a escassez hídrica, especialmente em regiões semiáridas, compromete a sustentabilidade dos sistemas agrícolas. Diante desse cenário, tornam-se essenciais estratégias de manejo eficiente dos recursos hídricos e o uso de tecnologias capazes de atenuar os efeitos do déficit hídrico, como a aplicação de silicato de cálcio. Paralelamente, a estimativa não destrutiva da área foliar em frutíferas é uma ferramenta fundamental para estudos de crescimento vegetal, ecofisiologia, nutrição e manejo da irrigação. A pesquisa foi estruturada em quatro capítulos. O primeiro teve como objetivo determinar equações alométricas para estimar a área foliar de gravioleira (Annona muricata L.) a partir de dimensões lineares das folhas, comprimento (L) e largura (W). Foram coletadas folhas de mudas sadias da cultivar Morada Nova e testados modelos de regressão linear, linear sem intercepto, potência e exponencial, utilizando L, W e o produto LW. Os resultados indicaram que a área foliar pode ser estimada com elevada precisão por meio do produto LW, destacando-se as equações ŷ = 0,72·LW (modelo linear sem intercepto) e ŷ = 0,69·LW¹·⁰⁰ (modelo potência). O segundo capítulo objetivou construir equações alométricas para estimar, de forma não destrutiva, a área foliar da umbu-cajazeira (Spondias sp.), considerando as dimensões dos folíolos. Os folíolos foram coletados de plantas matrizes, e os mesmos modelos de regressão foram avaliados. Assim como observado para a gravioleira, o modelo potência baseado no produto LW apresentou o melhor ajuste, sendo a equação 0,76·LW⁰·⁹⁸ a mais adequada para estimar a área dos folíolos de umbu-cajazeira. O terceiro capítulo avaliou as alterações ecofisiológicas e bioquímicas em mudas de gravioleira submetidas a diferentes manejos de irrigação e à adubação com silicato de cálcio. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial 4 × 2, com quatro turnos de rega (irrigação diária, a cada dois, quatro e seis dias) e a presença ou ausência de CaSiO₃ (3,5 g planta⁻¹). As mudas irrigadas a cada quatro dias associadas à aplicação de silicato de cálcio apresentaram melhorias significativas nas trocas gasosas, como condutância estomática, transpiração e taxa de assimilação de CO₂. Além disso, o CaSiO₃ regulou a síntese de prolina, aumentou a biomassa foliar e elevou os teores de silício e cálcio nos tecidos, promovendo maior tolerância e menor sensibilidade à seca. O quarto capítulo avaliou o crescimento e a fisiologia de mudas de Spondias sp. sob diferentes frequências de irrigação. O déficit hídrico não afetou diversas características morfofisiológicas; entretanto, frequências extremas de irrigação reduziram a área foliar e a produção de biomassa. Assim, em condições de limitação hídrica, frequências de irrigação entre dois e seis dias mostram-se alternativas viáveis para o manejo da cultura.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANTONIO GUSTAVO DE LUNA SOUTO - UFPB
Coorientador - 1085633 - FRANCISCO VANIES DA SILVA SA - y Interno - ***.478.824-** - JOAO EVERTHON DA SILVA RIBEIRO - PESQUISADOR
Externo à Instituição - LUDERLÂNDIO DE ANDRADE SILVA - UFCG
Externo à Instituição - TAYD DAYVISON CUSTÓDIO PEIXOTO
Notícia cadastrada em: 18/12/2025 14:18
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