QUALIDADE PÓS-COLHEITA DE FRUTOS DE PITAIA VERMELHA (Hylocereus costaricensis) ARMAZENADOS SOB DIFERENTES REVESTIMENTOS
Fruticultura; pós-colheita; armazenamento; revestimento
A pitaia vermelha (Hylocereus costaricensis) tem se destacado no semiárido brasileiro devido ao seu valor nutricional e potencial de mercado. Contudo, sua conservação pós-colheita representa um desafio, principalmente pelo caráter não climatérico da fruta, que limita o tempo de comercialização. O presente estudo avaliou o efeito de diferentes revestimentos na qualidade físico-química da pitaia durante o armazenamento. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC), em esquema fatorial 4 × 4, com quatro tratamentos e quatro períodos de avaliação (0, 15, 18 e 21 dias após a colheita). Os tratamentos consistiram em controle (sem revestimento), filme de PVC, silicato de potássio (SiK) e a associação SiK+PVC. Os resultados indicaram que o PVC, isolado ou em combinação com SiK, foi eficiente na preservação da qualidade dos frutos, promovendo maior retenção de vitamina C (acréscimo de 40% em relação ao controle), melhor manutenção da acidez titulável e aumento na relação sólidos solúveis/acidez titulável (56,4% no PVC e 48,7% na associação SiK+PVC). Além disso, o PVC favoreceu a preservação dos compostos fenólicos totais, com acréscimo de 73,4%. Conclui-se que a associação entre PVC e SiK constitui uma estratégia promissora para prolongar a vida útil da pitaia vermelha, assegurando a manutenção de atributos sensoriais e funcionais que favorecem sua inserção em mercados mais exigentes.