MORPHOLOGICAL AND MULTILOCUS PHYLOGENETIC CHARACTERIZATION OF Fusarium SPECIES ASSOCIATED WITH PUMPKIN FRUIT ROT AND AGGRESSIVENESS ON CUCURBIT FRUITS
Podridão de frutos. Doenças fúngicas. Filogenia molecular. Patogenicidade.
O Brasil é um dos principais produtores mundiais de cucurbitáceas, especialmente melão (Cucumis melo L.), melancia (Citrullus lanatus (Thunb.) Matsum. & Nakai) e abóbora (Cucurbita L.). As doenças estão entre os principais fatores limitantes na produção dessas hortaliças, causando perdas significativas na produtividade. Dessa forma, este estudo teve como objetivo identificar as espécies de Fusarium causadoras de podridão em abóboras na região semiárida do Brasil, bem como avaliar a agressividade dos isolados identificados nas principais cucurbitáceas cultivadas na região. A identificação foi realizada com base em características morfológicas e análises filogenéticas de sequências parciais dos genes TEF1-α e RPB2. Os postulados de Koch foram realizados para verificar a patogenicidade dos isolados. Para avaliar a agressividade das espécies de Fusarium nas cucurbitáceas, foram realizados três ensaios, um para cada cultura (abóbora, melão e melancia), utilizando um delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 × 8 (duas variedades de cada cucurbitácea e oito espécies de Fusarium), com seis repetições, cada uma composta por três frutos. Os ensaios foram repetidos para confirmar os resultados. No primeiro estudo, foram obtidos vinte isolados de Fusarium a partir de dez áreas de produção de abóboras: F. falciforme, F. suttonianum, e F. petroliphilum, pertencentes ao Complexo de espécies F. solani (FSSC). (FSSC), F. sulawesiense e F. pernambucanum, do Complexo de espécies incarnatum-equiseti (FIESC), F. delphinoides, F. dimerum, Complexo de espécies F. dimerum (FDSC), and F. spinosum, que pertence ao complexo F. chlamydosporum (FCSC). Todos os isolados foram patogênicos a abóboras, sendo os isolados de F. dimerum e F. petroliphilum os mais agressivos. Cinco dessas espécies foram relatadas aqui pela primeira vez como causadoras de podridão em abóboras no Brasil. No segundo estudo, observou-se que todos os isolados causaram podridão em todas as variedades de cucurbitáceas avaliadas, e a agressividade das espécies de Fusarium variou de acordo com a cultura e a variedade. Nos experimentos com abóboras, o isolado de F. dimerum foi o mais agressivo. Isolados pertencentes ao complexo de espécies F. solani apresentaram as maiores agressividades nos experimentos com melão e melancia. Nossos resultados ampliam o conhecimento sobre a diversidade de espécies de Fusarium associadas à podridão de abóboras no Nordeste do Brasil, e fornecem informações valiosas para o desenvolvimento de estratégias de manejo voltadas para a podridão por Fusarium em cucurbitáceas.