COMO OBTER EFICIÊNCIA AGROBIOECONÔMICA E DE QUALIDADE DO CONSÓRCIO BETERRABA-COENTRO COM ALFACE EM SUCESSÃO SOB DIFERENTES DENSIDADES E QUANTIDADES DE ADUBOS VERDES
jitirana; flor-de-seda; produção sustentável; eficiência agrobioeconômica; manejo pré-colheita.
RESUMO 1: No semiárido brasileiro, os sistemas consorciados de hortaliças representam uma estratégia eficaz para diversificar e aumentar a produtividade agrícola. Este estudo objetivou avaliar a eficiência agromonetária do consórcio de beterraba e coentro com alface em sucessão, em função de quantidades equitativas de adubos verdes em diferentes densidades populacionais de culturas folhosas (coentro e alface), em ambiente semiárido. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos casualizados, em esquema fatorial 4×4, com quatro repetições. Os tratamentos consistiram de quantidades de biomassa de M. aegyptia e C. procera (25, 45, 65 e 85 t ha-1) e de densidades populacionais de culturas folhosas (40, 60, 80 e 100% das densidades recomendadas em monocultivos (DRM). A maior quantidade de adubos verdes (85 t ha-1) mitigou a competição do sistema, promovendo produtividade máxima de 38,12 t ha-1 de raízes comerciais de beterraba; 2,26 t ha-1 de massa verde de coentro e 11,51 t ha-1 de folhas de alface, quando associados às densidades de 63,28, 100 e 100% da DRM, respectivamente. As maiores vantagens agromonetárias foram obtidas na combinação de 85 t ha-1 de adubos verdes e 100% da DRM, resultando em valores de 12,72 para a variável canônica Z; 65,16 para o índice de produtividade do sistema e 1,74 para a razão de equivalência monetária. O consórcio estabelecido, com o uso de espécies espontâneas da Caatinga como adubos verdes, aliado ao manejo adequado da densidade populacional, favoreceu os componentes produtivos e aumentou a eficiência econômica do sistema. Palavras-chave: Merremia aegyptia; Calotropis procera; adubação orgânica; hortaliças; sistemas sustentáveis; bioma Caatinga. RESUMO 2: O cultivo consorciado de hortaliças é uma estratégia sustentável especialmente relevante para condições semiáridas. Todavia, a adoção desse sistema exige compreender suas interações, evidenciando as vantagens frente ao monocultivo. Nesse sentido, esse estudo avaliou a eficiência agrobioeconômica do consórcio de beterraba e coentro com alface em sucessão, em função de quantidades equitativas de M. aegyptia e C. procera, sob diferentes densidades populacionais das culturas folhosas (coentro e alface), em ambiente semiárido. Para isso, foram conduzidos dois experimentos de campo (2023 e 2024) com quatro níveis dos adubos verdes: 25, 45, 65 e 85 t ha-1 e quatro densidades populacionais das folhosas: 40, 60, 80 e 100% da densidade recomendada em monocultivo (DRM). O consórcio apresentou desempenho superior ao monocultivo quando aplicado 85 t ha-1 de biomassa de M. aegyptia e C. procera combinada com 100% da DRM, alcançando uma relação equivalente de terra de 2,36 e um índice de eficiência produtiva de 0,98. A beterraba foi a cultura dominante (Índice de superação de 0,23), entretanto, o aumento das quantidades dos adubos verdes e das densidades populacionais favoreceu a competitividade do coentro e da alface. A eficiência agrobiológica resultou em uma vantagem do consórcio de 10,00 que se traduziu em ganhos econômicos expressivos, com uma renda líquida de 168.600,97 R$ ha-1 e um índice de lucratividade de 80,18%. Esses resultados demonstram que o manejo adequado dos fatores otimiza a eficiência agrobioeconômica do consórcio de beterraba e coentro com alface em sucessão, destacando seu potencial como modelo sustentável e diversificado. Palavras-chave: Beta vulgaris; Coriandrum sativum; Lactuca sativa; M. aegyptia; C. procera; Caatinga.
RESUMO 2: Este estudo investigou como o manejo pré-colheita, com adubação verde com M. aegyptia e C. procera e diferentes densidades populacionais, influencia a qualidade pós-colheita da beterraba, coentro e alface em sistema consorciado sucessivo no semiárido, buscando identificar as condições ideais para otimização dos fatores. Para isso, foram conduzidos dois experimentos de campo (2023 e 2024) com quatro níveis dos adubos verdes: 25, 45, 65 e 85 t ha-1 e quatro densidades populacionais das folhosas: 40, 60, 80 e 100% da densidade recomendada em monocultivo (DRM). Na cultura da beterraba, a utilização de 44,79 t ha-1 dos adubos verdes e 62,82 % da DRM, elevou a relação sólidos solúveis/acidez titulável (SS/AT) a 77,70. Enquanto maiores quantidades dos adubos (66 - 72 t ha-1) combinadas com 100% da DRM elevaram a produção de betacianina e intensificaram a coloração vermelho-roxo. No coentro, a maior relação SS/AT (28,39) ocorreu com 69,30 t ha-1 dos adubos e 40% da DRM, enquanto 25 t ha-1 dos adubos com 40% da DRM resultou em folhas verde-escuras. Na alface, a utilização de 63,00 t ha-1 dos adubos e 40 % da DRM, proporcionou a máxima relação SS/AT de 20,07 e menores quantidades dos adubos (25 t ha-1), mantiveram as folhas de alface verde-clara, típica da cultivar. O uso estratégico de adubos verdes e o ajuste da densidade populacional minimizam a competição, preservando sabor e aparência. Além disso, espécies espontâneas da Caatinga como adubo oferecem uma abordagem prática e sustentável para sistemas consorciados no semiárido. Palavras-chave: Fatores pré-colheita; qualidade sensorial e visual; Merremia aegyptia; Calotropis procera; beterraba; coentro; alface.