EFEITOS DO PLASMA ATMOSFÉRICO FRIO, ISOLADO E ASSOCIADO À FOTOBIOMODULAÇÃO, NA MODULAÇÃO CELULAR, CARGA MICROBIANA E CICATRIZAÇÃO CUTÂNEA EM RATAS WISTAR COM DIABETES MELLITUS INDUZIDO
Cicatrização de feridas; Diabetes mellitus; Fotobiomodulação; Plasma atmosférico frio; Modelo experimental.
A cicatrização de feridas crônicas representa um importante desafio clínico, especialmente em condições metabólicas como o diabetes mellitus, nas quais o processo de reparo tecidual encontra-se comprometido por alterações inflamatórias, redução da angiogênese, desorganização da matriz extracelular e maior suscetibilidade a infecções. Nesse contexto, terapias físicas emergentes, como o plasma atmosférico frio (CAP) e a fotobiomodulação (PBM), têm demonstrado potencial terapêutico por apresentarem propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e bioestimuladoras. Assim, o presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos do CAP, da PBM e da associação entre ambas as terapias no processo de cicatrização de feridas, por meio de abordagens experimentais in vitro e in vivo. No experimento in vitro, fibroblastos murinos da linhagem NIH/3T3 serão cultivados e submetidos à aplicação de CAP gerado a partir de hélio ou argônio, em diferentes tempos de exposição (10, 30 e 60 segundos), enquanto outros receberão irradiação por PBM utilizando laser de diodo InGaAlP com comprimento de onda de 660 nm e energia de 4 J. Após os tratamentos, serão realizadas análises específicas, tais como atividade metabólica, viabilidade celular, ciclo celular e apoptose. No experimento in vivo, será utilizado um modelo de ferida cutânea em ratas Wistar com diabetes mellitus induzido por estreptozotocina. Em cada animal serão confeccionadas quatro feridas excisionais padronizadas no dorso, sendo aleatoriamente designadas aos grupos controle, CAP, PBM e CAP associado à PBM, em delineamento intra-animal. Os tratamentos serão iniciados imediatamente após a indução das feridas e realizados diariamente durante sete dias consecutivos. O acompanhamento clínico será realizado por meio de registro fotográfico seriado e mensuração da área das feridas ao longo de 21 dias, permitindo a avaliação da taxa de cicatrização. Após 21 dias de acompanhamento, os animais serão submetidos à eutanásia para coleta dos tecidos e realização de análises destinadas à avaliação do processo de cicatrização. Espera-se que o CAP e o PBM promovam redução significativa da carga microbiana, favoreçam a proliferação celular, a angiogênese e a reorganização da matriz extracelular, e que a associação entre ambas as terapias possa potencializar esses efeitos, resultando em modulação da resposta inflamatória e aceleração do processo de cicatrização.