Banca de DEFESA: ANDRESSA NUNES MOUTA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRESSA NUNES MOUTA
DATA : 28/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 22 - videoconferência PPGCA - UFERSA
TÍTULO:

PERFIL FARMACOCINÉTICO DOS METABÓLITOS ATIVOS DA DIPIRONA, 4-METILAMINOANTIPIRINA (MAA) E 4-AMINOANTIPIRINA (AA), ISOLADOS E ASSOCIADOS AO TRAMADOL EM CÃES


PALAVRAS-CHAVES:

Analgésicos, Cromatografia, Interação Farmacocinética, Metabólitos.


PÁGINAS: 84
RESUMO:

Esta pesquisa teve o objetivo de investigar o perfil farmacocinético dos metabólitos ativos da dipirona, 4-metilaminoantipirina (MAA) e 4-aminoantipirina (AA), em cães, avaliando tanto a administração isolada quanto a interação com o tramadol. Foram realizados dois estudos experimentais utilizando cães sem raça definida. No estudo 1 (n=11), avaliou-se a dipirona intravenosa (25 mg·kg⁻¹). No estudo 2 (n=9), utilizou-se um delineamento crossover para comparar a dipirona isolada (25 mg·kg⁻¹) em associação ao tramadol (2 mg·kg⁻¹). Em ambos, coletou-se amostras para obtenção de plasma sanguíneo em tempos pr-é-determinados, com duração total de 48 horas. As análises foram feitas por cromatografia líquida de ultraeficiência acoplada a espectrometria de massas (UPLC-MS/MS) e os parâmetros farmacocinéticos calculados via PKSolver 2.0. A análise estatística incluiu Análise de Componentes Principais (PCA) para o estudo 1, e testes de t e Mann-Whitney no estudo 2 (p < 0,05), correlacionados via Python®. No estudo 1, a PCA identificou dois fenótipos metabólicos para MAA: metabolizadores lentos (ML) e normais/rápidos (MN). O grupo ML apresentou T1/2 de 44,44 ± 11,74h e MRT de 32,62 ± 16,53h, enquanto o grupo MN apresentou 11,25 ± 5,37h e 7,44 ± 4,25h, respectivamente. No estudo 2, a interação farmacocinética revelou que o tramadol alterou significativamente o Cmáx e C0 do MAA. Para a AA, houve aumento na biodisponibilidade (diferenças significativas em ASC0–t, ASC_0→∞, Cl e MRT0→∞. Observou-se ainda que a dipirona inibiu a conversão do tramadol em seu metabólito ativo M1. Os metabólitos da dipirona permaneceram detectáveis por 48 horas, sugerindo concentrações eficazes para inibição de cicloxigenase. A dipirona apresenta variabilidade metabólica fenotípica em cães. Sua associação com tramadol aumenta a exposição à AA e interfere na produção do M1, indicando que a eficácia analgésica do protocolo depende de interações metabólicas complexas, sem necessariamente ampliar os efeitos adversos da MAA.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2287826 - VALERIA VERAS DE PAULA
Interno - 2330828 - CARLOS EDUARDO BEZERRA DE MOURA
Interno - 2206331 - MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA
Interno - 1314726 - RAIMUNDO ALVES BARRETO JUNIOR
Externo à Instituição - ADRIANO BONFIM CARREGARO - USP
Externo à Instituição - GABRIEL ARAUJO DA SILVA - UEAP
Notícia cadastrada em: 08/01/2026 21:45
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação - (84) 3317-8210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-prd-sigaa01.sigaa01