PPGD PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO - CCSAH Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de DEFESA: GIOVANNA HELENA VIEIRA FERREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GIOVANNA HELENA VIEIRA FERREIRA
DATA : 19/02/2026
HORA: 14:30
LOCAL: https://meet.google.com/mef-xqoa-cgz?hs=224
TÍTULO:

PRODUÇÃO INSTITUCIONAL DA VIABILIDADE: LICENCIAMENTO E INJUSTIÇA AMBIENTAL NO PROJETO SANTA QUITÉRIA


PALAVRAS-CHAVES:

Licenciamento ambiental; Projeto Santa Quitéria; Mineração de urânio e fosfato; Modelos de desenvolvimento.


PÁGINAS: 96
RESUMO:

Nesta dissertação, analiso o processo de licenciamento ambiental do Projeto Santa Quitéria, empreendimento de mineração de urânio e fosfato localizado no sertão cearense, a partir da perspectiva da injustiça ambiental. Parto da hipótese de que o licenciamento ambiental não opera como um procedimento técnico neutro, mas como um espaço institucional de produção da viabilidade ambiental do empreendimento, atravessado
por disputas de racionalidade, interesses econômicos estratégicos e assimetrias de poder. Adoto uma abordagem qualitativa, combinando análise documental do processo de
licenciamento ambiental, exame de comunicações institucionais, entrevistas com servidores do IBAMA e inserção no campo junto a movimentos sociais e coletivos territoriais envolvidos no conflito. No primeiro capítulo, apresento como o sertão cearense é compreendido como território vivo, historicamente marcado por desigualdades, modos de
vida específicos e estratégias de resistência, evidenciando como ideologias desenvolvimentistas produzem zonas de sacrifício e invisibilizam riscos associados à mineração de urânio. No segundo capítulo, busco reconstruir criticamente o percurso do licenciamento ambiental do Projeto Santa Quitéria, identificando fragmentações institucionais, dissensos técnicos e práticas procedimentais que contribuem para a naturalização da viabilidade do empreendimento. No terceiro capítulo, a partir do trabalho de
campo, analiso as racionalidades em disputa no interior do Estado, destacando formas de injustiça cognitiva e procedimental, bem como os limites da autonomia técnica do órgão licenciador. Por fim, concluo que o licenciamento ambiental, no caso analisado, atua como produtor de injustiça ambiental, ao hierarquizar saberes, neutralizar conflitos e reabsorver institucionalmente as resistências. O trabalho contribui para o debate crítico sobre o licenciamento ambiental no Brasil, evidenciando suas fissuras institucionais e os desafios para a efetivação da justiça ambiental em empreendimentos de alto impacto.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.936.353-** - TALITA DE FATIMA PEREIRA FURTADO MONTEZUMA - UFC
Externo à Instituição - FELIPE ARAUJO CASTRO
Externa à Instituição - GABRIELA CRISTINA BRAGA NAVARRO
Externa à Instituição - RAQUEL MARIA RIGOTTO
Notícia cadastrada em: 18/02/2026 12:49
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